PERFIL E LEGADO DO MÉDICO E ESCRITOR AIRTON MONTE

Do nascimento no Solar dos Monte, em 16 de maio de 1949, ao fim de seus dias, em 10 de setembro de 2012, em sua amada Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção, onde Airton nasceu, viveu e morreu de amores, e à qual dedicou muitas de suas 4.500 crônicas, eis o testemunho sobre ele feito por Marcelo Gurgel:
Publicado ontem (23) em Vida e Arte (Cultura), do jornal O POVO, e postado hoje no Blog do Marcelo Gurgel.

1º ENCONTRO DE ESCRITORES CEARENSES EM BRASÍLIA


Prezados Amigos,
A Diretoria de Educação e Cultura da Casa do Ceará convida a todos os amigos, bem como a todos os seus familiares, para o 1º Encontro de Escritores Cearenses em Brasília, a realizar-se dia 21 de setembro próximo, sexta-feira, a partir das 18h00, em sua Sede na 910 Norte, com amplo estacionamento.
( http://www.facebook.com/events/145534658924033/)
Teremos apresentações musicais, coquetel e degustação da famosa cachaça “160”, elaborada para comemorar os 160 anos da Ypióca.
Tudo de graça para abrilhantar a noite da família brasiliense.
O coquetel terá comidas e bebidas típicas, incluídos no cardápio tapioquinha com carne do sol, caldos de jerimum e macaxeira, camarão empanado, vinho, uísque, cachaça do Ceará, refrigerante, água mineral, água de coco e cajuína e queijo de coalho com rapadura.
A presença de V.Sas. muito nos honrará,
Fernando Gurgel Filho
Diretor de Educação e Cultura da Casa do Ceará em Brasília

MEMORIAL À ACADEMIA CEARENSE DE LETRAS

Este Memorial foi composto, especialmente, para lastrear a inscrição do candidato Marcelo Gurgel Carlos da Silva, à vaga, recentemente aberta, na Academia Cearense de Letras (ACL). No seu conjunto, estão assinalados, com fidedignidade, os mais importantes feitos de sua vida, com o foco maior em sua atividade cultural. Dessa forma, a maioria dos títulos, conectados à sua formação médica e à sua atuação científica, foi excluída deste documento. Aqui, portanto, estão relacionados os frutos do fazer literário de Marcelo Gurgel, expressos principalmente em ensaios, crônicas e discursos.
O Memorial divide-se em três partes:
Parte I - APRECIAÇÃO ENDÓGENA com Proposição, Resenha do Memorial, Sinopse do Curriculum Vitae, Resumé do Currículo Lattes, Títulos Quantificados, Resumos de Livros Selecionados, Produção Científica e Trabalhos Publicados, Produção Cultural e Divulgação Pública e Discursos Escritos.
Parte II - APRECIAÇÃO EXÓGENA  com Prêmios e Distinções, Depoimentos Esparsos e Apreciação Biográfica Crítica.
Parte III - APÊNDICES E ANEXOS com Mini DVD, Curriculum Vitae em PDF, Textos Selecionados (10) em PDF e Multimídia Diversa (slides e audiovisual).
Com 216 páginas e ilustrado, este Memorial foi editado pelo autor em 2012. A sua tiragem foi limitada a 50 exemplares por se destinar especialmente aos Membros da ACL.

MEMÓRIA - O PARCEIRO AIRTON MONTE

por Paulo Gurgel
Conheci-o primeiro de ouvir falar. Amigos em comum, frequentadores do "Pombo Cheio", no Parque Araxá, davam-me notícia da existência de um certo Airton Monte, grande apreciador da MPB e que também frequentava o bar. O "Pombo Cheio" era um dos meus pontos favoritos para espairecer e me relaxar das canseiras da Faculdade de Medicina. Naquele local, quase sempre eu estava com Cláudio Costa, violonista da pesada e que inclusive morava perto do bar. Mas não coincidiu, nenhuma vez, de sermos Airton e eu por lá apresentados.
Tampouco na própria Faculdade de Medicina da UFC, onde fomos contemporâneos. Pode ter acontecido o nosso primeiro contato em uma das tertúlias literárias do Grupo Siriará de Literatura, do qual Airton fez parte. Ou, por ocasião dos preparativos para a edição do "Verdeversos", uma coletânea de poesias publicada em 1980. Os coautores do livro nos reuníamos no auditório do então Centro Médico Cearense, a entidade que promoveu a publicação.
Certamente não se deu em função das reuniões havidas para a publicação do "Arsenal de Literatura", cujo número de estreia saiu com um texto meu. Airton Monte fazia parte do conselho editorial da pequena (e efêmera) revista.
Na década de 1980, passamos a nos encontrar com grande frequência nas festas de lançamentos de livros e nos points etílico-culturais da cidade, dentre estes o Estoril. Quando José Alcides Pinto fez a famosa festa para comemorar a aquisição de um piano, em que acompanhei ao violão alguns solos do poeta-flautista Roberto Pontes, lá estávamos Airton e eu. E assim por diante.
No primeiro semestre de 1981, apresentei  um de seus livros de poesias, "Memórias de Botequim", num lançamento feito no Centro de Estudos do Hospital de Messejana. Posteriormente, esse discurso de apresentação do livro foi publicado no informativo "A Ferragista", sob o título de uma "Apreciação Literária sobre Memórias de Botequim".
Numa tarde, fui à residência de Airton. Havia me prometido a doação de um livro por mim longamente procurado, o "Roda Viva", do Chico Buarque. "Desde que o localizasse em casa", disse-me. Por alguma estranha razão, eu colecionava os livros escritos pelo Chico, embora não fizesse o mesmo com relação a seus discos. (Digo estranha razão, porque sempre fui um fã de carteirinha do Chico compositor.) Para sorte minha, o "Roda Viva" foi encontrado. E retribuí a sua cortesia com outro livro do Chico, repetido em minha coleção.
Airton morava num beco. Na continuação da rua Dom Jerônimo, o que fazia dele cidadão do Benfica e cidadão honorário do Otávio Bonfim. Em sua modesta casa havia livros e discos em grandes quantidades. Mas a sorte maior estava por vir.
Estávamos conversando, sentados em cadeiras postadas à frente de sua casa, quando uma moça e um violão apareceram. A moça chamava-se Idalina e o violão era o instrumento de suas primeiras composições. Cantava divinamente, era bonita e também morava no beco de Airton.
Aproveitei a oportunidade para mostrar a ambos algumas canções de minha autoria. Uma delas, ainda sem letra, saiu daquela incômoda situação em um par de horas. Compusemos os três a letra de "Angra de Desejos", que viria a ser classificada para o Festival Crédimus da Canção, em Fortaleza.
Procurando conferir a letra de "Angra de Desejos", que vai ser o motivo de uma outra crônica, encontrei também a de "Sabe Quem Dançou?" (LINK futuro). E sabe quem não se lembrava dela? Eu, que compus com Airton esta segunda e esquecida canção. Permeada de palavras francesas, só a letra certamente vai ficar para a posteridade. Quanto à música, recusa-se a sair dos arquivos da memória.
Abandonei há tempos a boêmia. Mas tenho acompanhado a carreira literária do amigo e colega Antonio Airton Machado Monte, nas folhas de "O Povo". E tenho tomado conhecimento, através de meu irmão Marcelo, da gravidade da doença que aflige atualmente o grande cronista. Levando-o a afastar-se do que ele mais gosta de fazer.
E, por isso, é que há muito tempo eu não escuto aquele grito com que ele me saudava, quando nos avistávamos:
- PARCEIRO!!!
Texto reproduzido no Blog do Marcelo Gurgel

PIRENÓPOLIS - GO

Pirenópolis é um lugar mágico, sinônimo de paz e tranquilidade. Respira-se bem-estar quando se anda por suas ruas de pedras iluminadas a lampiões coloniais, ressaltando a beleza arquitetônica do casario preservado; quando se come de sua cozinha regional, que guarda antigas e saborosas receitas; e quando se conhece a prosa cordial de seus moradores.
Fundada pelos bandeirantes no século 18, e tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), Pirenópolis constitui um dos mais ricos acervos patrimoniais do Centro-Oeste.
Perto de Brasília (150 km) e Goiânia (120 km), a cidade se localiza no sopé da Serra dos Pirineus, Goiás. Segundo a tradição local, a serra recebeu o nome de Pireneus por haver na região imigrantes espanhóis que, por saudosismo ou por encontrar alguma semelhança com a cadeia de montanhas situada entre Espanha e França, deram então o mesmo nome a esta serra goiana.
"Piri", como é carinhosamente chamada por seus visitantes, nos leva a uma viagem ao passado. A cidade é conhecida pela Festa do Divino, trazida à região pelos jesuítas portugueses para atrair negros e índios ao cristianismo, a qual atualmente mescla festejos divinos e profanos, e pelas Cavalhadas, jogos medievais, também de origem portuguesa, que duram três dias e simbolizam a luta entre os cristãos e os mouros, muçulmanos que invadiram a Península Ibérica.
É nesta mesma Pirenópolis que muitos aventureiros e apaixonados por esportes se divertem. Sua natureza exuberante, seus rios e cachoeiras e suas formações rochosas proporcionam a prática de esportes radicais, como rapel, mountain bike, trekking e muitos outros.
O município dispõe de uma eficiente estrutura turística. Representada por pousadas charmosas e aconchegantes, variados restaurantes, ruas dedicada ao lazer, receptivos organizados para passeios ecológicos e de aventuras, aeroporto e rodoviária, lan houses e centros de atendimento aos turistas.
Além do turismo, outras fontes econômicas de Pirenópolis são as pedreiras (de quartzito, principalmente), localizadas nos arredores do município, o artesanato de prata e de pedras semipreciosas, cujos produtos são comercializados em lojas, feiras, ateliês e galerias, e a arte da tecelagem.
O município tem atualmente cerca de 23 mil habitantes.
Para saber mais...
www.pirenopolis.go.gov.br


Memória do passeio
Período: 23 e 24 de agosto / Ônibus da Viação Goianésia / Percurso Brasília - Pirenópolis - Brasília / Cidades intermediárias: Águas Lindas, Cocalzinho e Corumbá de Goiás / Hospedagem: Pousada Imperial (centro de Pirenópolis) / Pontos turísticos: Theatro de Pyrenópolis, Cine Pirineus, Museu das Cavalhadas, Museu do Divino e Ponte sobre o Rio das Almas / Curiosidade: um lobo guará cruzou à frente do ônibus na viagem de volta.
Comentário
Paulo,
A arquitetura de Pirenópolis lembra demais a da cidade de Goiás, mas aparentemente é mais preservada e simpática.
Roberto Marques