ELBA EM BOCA RATON

A médica Elba Maria de Macedo Gurgel viajou hoje (30) para os Estados Unidos.
Temporada de férias em Boca Raton, Flórida, tendo como anfitriões a sua irmã Márcia Macedo e o empresário Gaudêncio Lucena, vice-prefeito eleito de Fortaleza.
O seu retorno a Fortaleza está previsto para 11 de novembro.
05/11/2012 - Atualizando...
Ingrid Macedo enviou-me algumas fotografias de Elba nos jardins da casa de Márcia e Gaudêncio, em Boca Raton. Selecionei esta para a postagem:

MEMÓRIA. AS PÍLULAS DO DR. MATTOS NO MUSEU DA INDÚSTRIA DA FIEC

A Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) está montando o Museu da Indústria. As Pílulas do Dr. Mattos tiveram sua indústria e acho que sua memória deveria estar nesse museu.
Estas pílulas receberam prêmios em algumas exposições em Paris, se não me engano, ainda no século XIX.
Sou filha do Prof Abreu Matos e tenho alguns documentos sobre as famosas pilulas.
No Arquivo Central, existe uma série de documentos que fazem alusão a elas, e o filho do cirurgião Mattos foi o criador do Almanaque Mattos.
Gostaria de unir força e conhecimento no sentido de manter viva essa memória.
Trabalho na Secretaria da Saúde do Estado do Ceará e meu nome é Aída Matos Montenegro.
Resposta - Minha cara Aída,
Você conta com o meu apoio pessoal e com os espaços de meus blogs "EntreMentes" e "Linha do Tempo" em seus esforços para preservar a memória das "Pílulas do Dr. Mattos" – nisto se incluindo a preservação da memória da indústria que produzia o referido fitoterápico – pelo Museu da Indústria (em fase de organização) da FIEC.

LANÇAMENTO DE "A PRAIA DA PIPA DO TEMPO DOS MEUS AVÓS"

No próximo dia 25, às 19 horas, o genealogista e historiador Ormuz Barbalho Simonetti fará o lançamento do seu livro “A PRAIA DA PIPA DO TEMPO DOS MEUS AVÓS”, nas dependências da Academia Norte-Riograndense de Letras, à Rua Mipibu n° 443, Petrópolis - Natal - RN.
O livro apresenta 406 páginas com histórias e estórias reais e interessantes, adornadas com 428 imagens, entre fotos, telas e ilustrações, que ajudam o leitor a vivenciá-las. São histórias e estórias ocorridas em um tempo que o autor designa como “tempo da delicadeza”.
Durante o evento, será servido um coquetel aos presentes.


+ informações
Blog GENEALOGIA E HISTÓRIA

18 DE OUTUBRO DE 2012

Insiro a foto abaixo nesta "cápsula do tempo" chamada Linha do Tempo para, futuramente, me lembrar de como foi este dia. A trabalhar na Multiclínica Fortaleza, em Parangaba, onde, às quintas-feiras, desde 2008, atendo meus pacientes pulmonares.
Hoje, Dia do Médico, é uma quinta-feira especial.
E o Sr. Sydnei Alves, que me visita regularmente para divulgar os produtos do Laboratório Eurofarma, me trouxe um saboroso brownie, felicitou-me pelo Dia e, explorando os recursos do seu tablet, fotografou-me com a tal guloseima.
Ver também ...
Filme "O MÉDICO" e Tenham um fantástico dia

FERNANDO GURGEL: DE GRUMETE A CAPITÃO DE INDÚSTRIA!

A segunda-feira última (12/02/2001) assinalou a irreparável perda para as classes produtoras, igualmente representadas por trabalhadores e empresários, que almejam o progresso de nosso torrão cearense. O passamento do Sr. Fernando Nogueira Gurgel, após longa enfermidade, que pôs à prova toda a sua resistência e tenacidade, características de seu ímpeto em dobrar às dificuldades e de apego à vida, é fato que deve ser lamentado por todos que o conheceram.
Da infância tolhida, marcada pela orfandade paterna, teve a sua criação inicial aos cuidados de D. Dulce - um doce de pessoa até no nome que portava – que, apesar de sua viuvez, agravada pela adversidade econômica, soube bem conduzir e educar a prole herdada, incutindo nos filhos alguns dos mais caros princípios cristãos: fé, esperança e caridade. A bondade de sua mãe e a forma carinhosa com que acolhia como irmão a quem a procurasse, traços relevantes de sua personalidade, talvez expliquem a aquisição de notórias qualificações do Sr. Fernando: a solidariedade, a gratidão e a generosidade, esta principalmente com os mais necessitados.
Dadas às limitações orçamentárias de uma família abatida pelo desaparecimento do provedor-mor, na década de quarenta, em tais situações, as alternativas naturais adotadas pela população fortalezense para “preparar” seus rebentos para o futuro eram encaminhar as meninas para a nupcialidade antecipada e os meninos para seminário e forças armadas. Dessa forma, era ainda um pequeno adolescente, vivendo em Fortaleza com o seu avô Riquet, quando engajou como Aprendiz de Marinheiro; no entanto, foi curta a sua permanência por problemas de adaptação, porém esse desencontro não foi empecilho à sua transformação mais tarde em grande Amigo da Marinha.
Os entraves financeiros empurraram-no para o trabalho precoce, levando-o a interromper seus estudos escolares. Durante muitos anos, labutou na Siqueira Gurgel, em diversas funções subalternas, onde demonstrou um especial talento para vendas. A experiência granjeada e a invejável disposição para o trabalho concorreram para alimentar seu sonho de ter seu próprio negócio.
Com efeito, aproveitando as oportunidades surgidas, ergueu a MECESA, consolidada com muito esforço à conta da indômita capacidade de trabalho, do tino gerencial e da concepção estratégica de seu fundador.
A MECESA é merecedora de destaque nos dois fatores de produção: o capital e o trabalho. Sob o primeiro prisma, tornou-se uma empresa inovadora e renovadora, pois, com sua tecnologia de ponta, revolucionou a indústria metalúrgica cearense, sendo exemplo para o país em seu ramo de atuação; sob o segundo enfoque, ocupou posição de vanguarda por sua preocupação com o bem-estar de seus empregados, consubstanciada na oferta de refeições em restaurante modelo, na prestação de serviços sociais e no funcionamento de serviço de higiene, segurança e medicina do trabalho, propiciando benefícios mesmo antes das disposições trabalhistas determinarem a sua vigência.
Sr. Fernando era muito querido por seus funcionários, aos quais tratava com urbanidade e respeitosamente, tanto que mais de uma dezena deles se prontificaram, voluntariamente, para ceder um rim quando necessitou ser submetido à cirurgia de transplante renal.
Inúmeras foram as honrarias recebidas em sua vida, contudo, uma das mais singelas e que talvez possa ser a maior delas, decorreu de sua motivação para a concessão. Trata-se da Placa de Prata do Centro Médico Cearense, conferida em outubro de 1993, em reconhecimento à doação que fez de equipamentos e material necessários à montagem do Setor de Transplante Renal do Hospital Geral de Fortaleza, unidade que já realizou cerca de quatrocentos transplantes e beneficiou indiretamente milhares de familiares, envolvidos na rotina dependência das máquinas de diálise renal; seguramente, este configura um dos maiores débitos da nossa comunidade para com esse benfeitor.
A solidariedade e a gratidão, conforme reportadas anteriormente, eram-lhe características intrínsecas e sobejamente caras, de modo que não negou apoio, sobretudo material e financeiro, aos familiares e amigos de longas datas, que a ele recorreram quando passavam por circunstâncias desfavoráveis. Sua generosidade era patente, mas se fazia quase anonimamente quando atendia aos pleitos, intermediados por dignatários religiosos, líderes comunitários e outros filantropos, em favor de desvalidos.
Por fim, cabe ressaltar as expectativas da sociedade de que o leme desta nau empresarial, dantes conduzida por tão intrépido capitão de indústria, seja agora igualmente bem direcionada por seus filhos em águas plácidas, nos mesmos rumos traçados pelo antigo timoneiro, proporcionando idênticos benefícios sociais e econômicos à coletividade.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Embora só agora esteja sendo publicado em "Linha do Tempo", este texto foi escrito em 2001, após o falecimento de Fernando Gurgel. No blog, existe outro texto sobre o perfilado, que pode ser acessado clicando sobre o link a seguir ► FERNANDO NOGUEIRA GURGEL

MUDOU O NAZARÉ OU MUDOU VAVÁ?

Caro PG,
Quando solteiro, estudante da FMUC e ainda morando com os pais no Parque.Araxá, conquistei minha atual mulher, que morava na Prof. Nogueira próximo ao ex-CPOR, no escurinho do cinema “dos padres” (Cine Nazaré?) no Otávio Bonfim.
Mesmo com as interrupções por quebra das fitas e luzes acesas de repente no meio da projeção, dava para namorar numa boa.
O único filme a que assistimos (?) inteirinho e com atenção no suspense foi o italiano “Um cidadão acima de qualquer suspeita” – uma película das antigas, mas surpreendentemente atual!
Observando a foto do Seu Vavá, vemos que ele se protegia devidamente da poeira da cabine e dos gases dos celuloides!
Recomendação de algum estudante aspirante a pneumologista?
Abraços.
Winston
Caro Winston,
Quem liga para o filme que está a assistir quando se está vivendo um grande amor? Aliás, nesta situação, quem liga para o cinema em que está a assistir ao filme?
Na época a que você se reporta, Winston, existiam dois cinemas: o Cine Familiar, de propriedade dos franciscanos frades, e o Cine Nazaré, que Frei Tedesco considerava um reduto dos maus costumes.
Vavá era o projetista do Cine Familiar. E meu avô, Paulo Pimenta Coelho, o bilheteiro, durante algum tempo, e talvez não tenham sido contemporâneos no Familiar.
O paroquiano que sentasse naquelas cadeiras de pau duro do Cine Nazaré virava réu de uma ação de excomunhão na Vara Curial de Otávio Bonfim. Na qual o frade, como faz hoje o inquisidor do STFE ("E" de exceção), acatava a denúncia, instruía o processo, julgava-o de acordo com o "domínio do fato", prolatava a sentença e fazia a "dosimetria" da pena. Em geral, a ser cumprida em regime fechado nos quintos do inferno pelo apenado.
O manso Seu Vavá, fiel funcionário do Familiar, não ia cometer um ato de desobediência a Frei Tedesco. De forma que a foto que você viu, a que mostra Vavá no Nazaré, não é da época da inquisição tupiniquim. É foto tirada recentemente. Depois que ele, por capricho do destino, assumiu a direção do Cine Nazaré.
Então, mudou o Nazaré ou mudou Vavá?
Eu diria que ambos. Mudou o Cine Nazaré porque, tendo passado às mãos de Vavá, deixou de ser a casa dissoluta que era antes. O cinema do Parque Araxá, para não contrariar o espírito de Frei Tedesco, certamente vem cumprindo uma programação bem comportada. E mudou Vavá porque, aderindo ao uso de um EPI, dá sinal de que ele não relaxa com a saúde.
Precisamos de um Vavá saudável, claro. Para ele tocar em frente aquele sonho de manter funcionando um cinema de subúrbio.
Por isso, aprovo-o pela máscara com que ele atualmente se protege, mas não fui eu que fiz a recomendação.
Abraços.
PG
Comentários
1 - Também morei por algum tempo no Otávio Bonfim, na Justiniano de Serpa, antes de ir morar no Monte Castelo. Mas nunca entrei no cinema (liseira pura!). Em compensação, a pracinha defronte à igreja era minha principal fonte de diversão. Participei da inauguração da nova(?) Bezerra de Menezes, com a presença do Castelo Branco. Foi uma festa grande (e quando me queixava de sede, naquele sol escaldante, minha mãe dizia assim: mije e beba!). E fui muitas vezes à igreja buscar leite do “fisco” (da tal Aliança para o Progresso). Quem se lembra?
Tempo bom! Era pobre, muito pobre, mas me divertia.
Joel Isidoro
Resposta - Se me lembro?! Ô leite danado de ruim! Vinha junto com ele umas cápsulas de conteúdo oleoso. Talvez fossem vitaminas que faltavam no leite em pó. Mas minha mãe melhorava o sabor fazendo com ele um doce de leite granulado.
PG
2 - Recordei com carinho aqueles tempos em que eu fui um grande e assíduo frequentador dos dois cinemas. Por esse tempo, eu morava na Padre Mororó, bem próximo ao mercado São Sebastião, e batia muito "racha" no terreno que hoje é o edifício do DNOCS, e assistia à missa na igreja de Nossa Senhora das Dores.
Sobre o Winston: será o nosso colega contemporâneo da Faculdade de Medicina? Eu sempre o tive em boa conta, porém o perdi dos meus contatos. Bem que gostaria de me reencontrar com ele, mesmo que fosse por e-mails.
Gurjão
Resposta - É Winston Graça, colega e contemporâneo nosso na Faculdade. Ele edita um blog, o Saco de Gato, de excelente conteúdo. Para que recupere o contato com o colega, envio-lhe o e-mail dele (reservadamente).
PG

SEU VAVÁ E O ACERVO DO CINE NAZARÉ

Envia-me tio Edmar Gurgel um cartão a respeito do Programa Museu Vivo, do Centro Cultural Banco do Nordeste - Fortaleza, para o dia 28 de agosto de 2012. Já aconteceu.
O tema daquele dia foi: Fazeres do sonho - Seu Vavá e o Acervo do Cine Nazaré, com a mediação de Júlio Lira, e tendo como convidado seu Vavá. Tempo: 90 min.
Reproduzo outras informações do cartão:
"A história do Cinema no Ceará e no Brasil passa pelos olhos, mãos e objetos do seu Vavá, um exibidor com uma narrativa prodigiosa capaz de nos transportar para as entranhas da indústria cinematográfica, para o escurinho das salas de cinema em seus tempos áureos. Como apoio à sua memória teremos projeções de trechos de filmes antigos, fotografias do seu álbum pessoal, demonstração de máquinas fotográficas..."
(seu Vavá: digitalização da imagem por PGCS)
O tempo deve ter sido pouco para os sonhos daquela noite.
Ver também...
NO ESCURINHO DO CINEMA e AS MARCAS DO OTÁVIO BONFIM