CASAMENTO RELIGIOSO DE NATÁLIA E RODRIGO

A cerimônia religiosa do casamento de Natália e Rodrigo, filhos de Paulo Gurgel Carlos da Silva e Elba Maria Macedo Gurgel e de Marcos Henrique Siqueira Soares e Maria Eveline de Almeida Soares, respectivamente, será celebrada hoje (29), às 19h30, na Igreja da Paróquia Nossa Senhora do Líbano, à Rua República do Líbano, 15 - Meireles.
Após a cerimônia, os convidados serão recepcionados no Lulla's Buffet, à Rua Coronel Linhares, 291 - Meireles.
02/07/2013 - Atualizando postagem com inserção de foto
Rodrigo e Natália

O POMBO CHEIO

Posso dizer, com conhecimento de causa, que, na década de 1960, bares e restaurantes não existiam em Otávio Bonfim. O bairro tinha, quando muito, algumas mercearias como a do Seu Edmundo e a do Seu Júlio, onde bebedores contumazes encostavam-se nos balcões para dar suas bicadas.
(É possível que tenham apreciado a "Uiscana" e a "Esportiva", marcas de aguardentes engarrafadas por Luiz Carlos da Silva, pai deste escriba.)
Havia também a Cantina Glória, na Juvenal Galeno (atual Bezerra de Menezes), para aqueles que estavam a fim de forrar o estômago com uma abacatada, uma bananada ou uma canja acompanhada por fatias de pão.
Em seu quilômetro quadrado de área, Otávio Bonfim era desprovido de bares e restaurantes. E os boêmios, em suas ânsias etílicas, tinham de recorrer aos bairros vizinhos.
A partir de 1966, com o "passe livre" concedido pela Faculdade de Medicina, eu passei a frequentar os bares. Dois deles, especialmente: o Pombo Cheio, no Parque Araxá, e o Real Drinks, em Monte Castelo.
O Pombo Cheio ficava a um quarteirão da Jovita Feitosa, logo após o cruzamento desta artéria com os trilhos da RFFSA. Era um ponto de esquina, com mesas e cadeiras ao ar livre e com frondosas castanholeiras. Bem, o nome em questão servia para lembrar o tira-gosto (único) da casa: o pombo recheado com farofa e miúdos. Más línguas diziam que os pombos, quando escassos, eram substituído por pintos crescidos.
O seu proprietário era uma boa praça, o Zé Maria.
A caminho, eu passava na casa do violonista Cláudio Costa para convencê-lo a ir comigo ao Pombo Cheio. Não requeria um grande esforço. E logo estávamos no bar, em uma roda de amigos, a nos deliciar com os solos, harmonias e improvisos de um violão.
Outros músicos da região também apareciam por lá. Tio Edmar, certa vez, encantou-se com um trio musical, de passagem pelo bar. Um deles se chamava Fred, e cantavam à perfeição o "Help", dos Beatles, e uma música do Carlos Gonzaga, meio tolinha, que falava em "Ô Iraci, ai como eu amo a ti...". Apresentou-nos depois e, sob a aclamação geral, foram convocados para uma de nossas serenatas.
Sim, era de lá que partíamos para as serenatas com a programação anotada em papel. Ou, então, para o segundo tempo de boemia no Real Drinks, que ficava aberto até o dia amanhecer.
Em 6 de junho de 1969, botei umas cervejas para gelar e encomendei umas bandejas de salgadinhos. Reuni em casa Francisco Dário, Osternes Brandão, Claudio Costa e o compositor Belchior, entre outros. Por volta da meia-noite, encerramos a parte doméstica  da noitada e fomos ao Pombo Cheio, onde nos encontraríamos com o Miguel da Flauta em seu retorno de um compromisso profissional.
Naquela data, eu estava completando 21 anos. Uma fita-cassete registrou aquelas maravilhosas canções que foram tocadas e cantadas durante o encontro. Uma delas, por exemplo, era "Paralelas", ao tempo que Belchior a iniciava assim: "No Karmann-Ghia, sob o trevo a cem por horas, meu amor". Adiante, foi modificada para: "Dentro do carro..."
Sabe o que aconteceu com essa fita-cassete da festa dos meus 21 anos? O meu irmão Marcelo usou-a para gravar umas aulas na Faculdade de Medicina. Como se sabe, duas gravações não ocupam o mesmo lugar no espaço. Et pour cause...
Alguns anos depois, Zé Maria mudou o seu Pombo Cheio para a Parquelândia. Em seu novo endereço comercial só fui visitá-lo uma vez.
PGCS
Corrigenda
Caro Paulo,
Quanto ao crime de lesa-pátria musical, no que concerne à minha ativa autoria, comporta correção e atenuante.
Em 1969, eu estava no primeiro ano científico no Colégio Júlia Jorge, e não na Faculdade de Medicina, sendo o que gravei foi a leitura que fiz a partir das cuidadosas anotações de uma aula de biologia do Prof. Hildemar, registradas no caderno da nossa irmã Marta.
O gravador em tela não admitia fita cassete, tendo fita única, e, como tal, qualquer gravação implicava apagar a existente, sobreposta pela nova.
Marcelo Gurgel

BAILE DA ESMERALDA

Marina,
Que a alegria de seu baile de formatura fique para sempre em você, para que a felicidade também contagie aqueles que de sua profissão se beneficiarem. Nossos parabéns!
Marina Cavalcante Gurgel Carlos, filha de Elsa e Luciano, é uma dos formandos da Turma de Medicina de 2013 da Universidade Federal do Ceará.
Hoje (22), a partir das 22 horas, no La Maison Dunas - Coliseu, acontecerá o Baile da Esmeralda desta nova turma de esculápios.

CASAMENTO DE VANESSA E ORLANDO

A cerimônia religiosa do casamento de Vanessa e Orlando, filhos de Fernando Adeodato Junior e Márcia Gurgel Carlos Adeodato e de José Orlando da Costa (in memoriam) e Sílvia Helena Chagas Maia e Costa, respectivamente, será celebrada hoje (15), às 19h30, na Igreja de Nossa Senhora da Conceição (Seminário da Prainha), na Avenida Dom Manuel.
Em seguida, os recém-casados receberão os cumprimentos no Buffet Ilmar Gourmet, à Rua Luiza Miranda Coelho, 1111, no bairro Luciano Cavalcante.
15/07/2013 - Atualizando postagem com inserção de foto
Orlando e Vanessa

LIVROS QUE FALAM DO [BAIRRO] OTÁVIO BONFIM

MORAES, Vicente. Anos Dourados em Otávio Bonfim: à memória de Frei Teodoro. Fortaleza: Edições Iuris, 1998.
OLIVEIRA, E.S.G. Sacoletras: um sacolão de consoantes, vogais, pontos, vírgulas e ... . Fortaleza: Expressão, 2010. 220p.
SILVA, M.G.C. da; OLIVEIRA, E.S.G. de (org.). Frei Lauro Schwarte e os anos iluminados do Otávio Bonfim. Fortaleza: Expressão, 2004. 164p.
SILVA, M.G.C. da; ADEODATO, M.G.C. (org.). Dos canaviais aos tribunais: a vida de Luiz Carlos da Silva. Fortaleza: Edições UECE, 2008. 192p.
SILVA, M.G.C. da. Otávio Bonfim, das dores e dos amores: sob o olhar de uma família. Fortaleza: Edições UECE, 2008. 144p.
SILVA, M.G.C. da. Portal de memórias: Paulo Gurgel, um médico de letras. Fortaleza: Edição do Autor, 2011. 200p.
SILVA, M.G.C. da. Refazendo o caminho: passado e presente de uma família. Fortaleza: Edição do Autor, 2012. 144p.
SILVA, M.G.C. da (org.). Tempos de guerra e de paz: ensaios da vida. Fortaleza: Editora da UECE, 2010. 160p.

A INAUGURAÇÃO DA ENERGIA DE PAULO AFONSO EM FORTALEZA

A chegada da energia de Paulo Afonso ao Ceará ocorreu em 28 de dezembro de 1961, com festa realizada na Praça do Socorro, em Juazeiro do Norte. Em 1965, aconteceu a chegada da energia a Fortaleza.
"Foram feitos extraordinários dos técnicos da Chesf e da engenharia elétrica brasileira", como lembra o ex-diretor da Coelce Cláudio Nogueira.
Diário do Nordeste, edição de 30/12/2010
E o blog Fortaleza em Fotos e Fatos, de Fátima Garcia, regata parte dessa história:
"As comemorações oficiais tiveram lugar na Praça de Otávio Bonfim, no dia 1º. de fevereiro de 1965, com um público estimado em 50 mil pessoas. Enquanto aguardava a presença das autoridades, o público assistiu a shows de artistas como o do rei do baião, Luiz Gonzaga, e de Paulo Cirino e suas pastoras,dentre outros.
Às 20 horas, o governador do Ceará Virgílio Távora convidou o Presidente Castello Branco para acionar a chave que iluminou a Praça de Otávio Bonfim, dando-se por inaugurada a energia de Paulo Afonso em Fortaleza."