NOMES ESQUIPÁTICOS NA FAMÍLIA GURGEL

Folheando as páginas (quase 300) do livro "Na Trilha do Passado", de Aldysio Gurgel do Amaral, que abrange um levantamento da genealogia da família Gurgel até 1986, descubro que alguns descendentes de Toussaint Gurgel foram batizados com nomes esquisitos.
Há inclusive uma exacerbação desse fenômeno na página 131.
Floritza (p. 59), Filisolina (p.63) (p. 65), Cilicina (p. 82), Nerina (p. 82), Agérico (p. 86), Cerice (p. 95), Sinhazita (p. 102), Azarias (p. 103), Judilita (p.107), Eucário (p. 110), Dwight (p. 111), Darling (p. 111), Nicerata (p. 113), Pautila (p. 113), Santídio (p. 115), Tecla Orestila (p. 116), Yaponira (p. 118), Sinforosa (p. 125), Telina (p. 125) (p. 126), Lady (p. 128), Fafio (p. 128), Gentil Homem (p. 129), Aliste (p. 129), Laura Ilária (p. 129), Mansglio (p. 131), Marcolandio (p. 131), Merémpedes (p. 131), Milhomens (p.131), Mesotopísteles (p. 131), Mequistapaches (p. 131), Geratilde (p. 136), Urcezino (p. 185) (p.186), Marusca (p. 199), Pulqueria (p. 218), Tiburtino (p. 220), Scintila (p.249) e Hiclolio (p. 273).
Conclusão
Nenhuma família está imune a esses vexames.

PROF. FROTA PINTO

Gerardo Frota de Souza Pinto (05/10/1915–14/08/2011) foi meu professor de Psiquiatria na Faculdade de Medicina da UFC. Ainda guardo com carinho um exemplar do livro que ele escreveu, "Psiquiatria Básica",  que foi publicado pelo Centro Médico Cearense, em 1983, tendo como editor o colega Emanuel de Carvalho Melo. Trata-se de uma grande obra.
Um dos números do Jornal do CREMEC (nº. 85), em seu "Quadro de Honra", fez uma homenagem a ele, recém-falecido, ao reproduzir a capa do "Psiquiatria Básica", ao lado de alguns mordazes pensamentos do inesquecível mestre.
Pensamentos do Prof. Frota Pinto
  • A justiça não é cega, tem dois olhos: o código civil para os ricos e o penal para os pobres.
  • Dura lex sed lex.Aqui se traduz assim: a lei é dura para quem é mole.
  • Após o "paciente" chorar sua sorte em todas as portas, cabe ao psiquiatra "loucalizá-lo". Não é função nossa. Vamos acabar com isso.
  • Desemprego, prestações a pagar, mulher doente, sem casa para morar e sentindo palpitações, angústia, insônia e irritabilidade. Não considero doença. Doente é quem, naquela situação, não apresentar esta sintomatologia.
  • Só existem três doenças eminentemente psiquiátricas: esquizofrenia, psicose maníaca depressiva e neurose obsessivo-compulsiva.
  • Não batam palmas para o que eu disse. Questionem, acrescentem e passem adiante.
Fragmentos de uma conferência do Prof. Fota Pinto, proferida por ocasião da abertura da Residência Médica em Psiquiatria, no Hospital de Saúde Mental de Messejana, em janeiro de 1981.
Notícia
Sobre o Hospital de Saúde Mental Professor Frota Pinto, em O Estado, edição de 27/7/2014 (online)

ALBERT SABIN NO CEARÁ

A primeira imagem de Albert Sabin (1906-1993) para o povo brasileiro é a de um homem de cabelos brancos, inventor das gotinhas que previnem a paralisia infantil. De fato, o cientista Albert Sabin esteve diversas vezes no Brasil, ajudando no combate à poliomielite. Prova de sua popularidade são as muitas escolas, hospitais, clínicas e instituições que trazem seu nome.
Albert Sabin nasceu em uma pequena aldeia polonesa, Bialistok, na época pertencente à Rússia. A perseguição russa contra os judeus fez com que sua família emigrasse para os Estados Unidos em 1921.
A adaptação foi difícil em virtude da pobreza. Com a ajuda de um tio, Albert Sabin começou os estudos de odontologia, mudando depois sua escolha para medicina. Depois de formado, trabalhou no Bellevue Hospital, em Nova York.
Em 1931, Sabin completou o doutorado em medicina, na Universidade de Nova York. Passou uma temporada trabalhando em Londres em 1934, como representante do Conselho Americano de Pesquisas.
De volta aos Estados Unidos, tornou-se pesquisador do Instituto Rockfeller de Pesquisas Médicas. Nesse instituto, demonstrou o crescimento do vírus da poliomielite em tecidos humanos. Posteriormente, comprovou a eficácia de uma vacina oral contra o vírus.
O cientista Albert Sabin e sua esposa Heloísa Carneiro estiveram em Fortaleza em 17 de julho de 1977. Nesse dia, o Hospital Infantil de Fortaleza passou a se chamar Hospital Infantil Albert Sabin, numa justa homenagem ao benemérito desenvolvedor da vacina oral contra a poliomielite. Ele foi entrevistado pela jornalista Márcia Gurgel para o jornal O POVO.

O MICROCARRO GURGEL

Esta fotografia da década de 1960, que eu encontrei no Scout's Atomic Flash, é um verdadeiro achado.
As letras JAG, lidas no capô do microcarro, significam: João Amaral Gurgel, o engenheiro fundador da montadora Gurgel.
É ele que está ao volante do veículo.
Ver também:
O DESCONTINUADO GURGEL