VILAS FERROVIÁRIAS EM FORTALEZA

Em Fortaleza, em 26 de dezembro de 1938, é lançada a pedra fundamental das casas para empregados da RVC (Rede de Viação Cearense) em Otávio Bonfim, entre as ruas Joaquim Barbosa, Bela Cruz (atual Quintino Bocaiuva), Dom Jerônimo e Justiniano de Serpa; e na Aldeota, na atual Rua Alfredo Prudente, paralela à João Cordeiro, com entrada pela Tenente Benévolo. As casas financiadas pela Caixa de Aposentadorias e Pensões têm como construtor Pedro Arruda Campos. Os dois atos são prestigiados pelo diretor interino da Rede, engenheiro Humberto Monte, pelo interventor federal, Meneses Pimentel, e pelo engenheiro José Abreu Paleta, presidente da Caixa. Em nome dos funcionários, fala o ferroviário Cornélio Diógenes.
Fonte: Dissertação OS FERROVIÁRIOS NA CARTOGRAFIA DE FORTALEZA: REBELDES PELOS CAMINHOS DE FERRO, de Nilton Melo Almeida, para a obtenção do título de Mestre em História Social pela Universidade Federal do Ceará.
Sinopse do livro editado pela SECULT/CE.

CASAMENTO DE PAOLA E IGOR

A cerimônia religiosa do casamento de Paola e Igor, filha de David Zanotelli e Márcia Virginia de Almeida Zanotelli, e filho de Gaudêncio Gonçalves de Lucena e Márcia Maria Macedo de Lucena, será celebrada hoje (26), às 18 horas, na Capela do Mosteiro de São Bento, em Fortaleza, Ceará.
Após a cerimônia, os convidados serão recepcionados na Costa do Sol, chácara dos pais do noivo, no município do Eusébio.
30/09/2015 - Atualizando a postagem com a inserção desta fotografia:
Igor e Paola, recém-casados,
brindando na festa de recepção do casamento.
Fotógrafo: Rogério (Balada In)

O CÃO QUE CHUPA MANGA E O QUE COME MARIOLA

Ao Sr. Luciano Hortencio:
Cão que chupa manga não é capeta!
A origem da expressão "cão chupando manga" não tem nada a ver com alusões ao demônio. É bem mais curiosa, na verdade. Contam os da geração de meu pai, nascido ainda em 1929, que a expressão surgiu entre os estudantes do ensino fundamental por conta de um cachorro, personagem dos livros didáticos usados naquela época. O cão fazia de tudo no livro, desde o trivial como comer, correr, dormir, até fatos inusitados como chupar manga. A expressão, aqui em Pernambuco, significa alguém capaz de tudo, tão habilidoso quanto o cão do livro do segundo ano, capaz até de chupar manga. Note-se a forma específica do gerúndio, pois no livro, o cão estava chupando uma manga, não tinha chupado nem ia chupar, daí que se diz que Fulano "é o cão chupando manga". Igual ao do livro. Outra expressão menos conhecida, mas relacionada, é "Beltrano é o cão do terceiro livro" que sugeria que se o do segundo livro era tão prendado, avalie-se o cão do terceiro livro do ensino primário. A associação com o demo ocorreu com o tempo, já que o termo cão como sinônimo de diabo é bem mais conhecido do que o personagem do livro didático da primeira metade do século XX.
Silvio Campello
Caro Silvio Campello!
Cão que chupa manga não é capeta nem, muito menos, inusitado.
Eu tinha uma casinha no distrito chamado Campestre, no município de Trairi - Ceará. Antes de ser murado todo o terreno, os cachoros da vizinhança livravam-se do sol da tarde no grande terraço que circundava a casa.
Pois bem. Em época de manga, a gente via praticamente todos os cães levando mangas para saboreá-las no terraço e só a soltavam quando o caroço estava totalmente descarnado.
Era a época em que os cães da localidade ficavam bem mais gordos, lustrosos e felizes.
Luciano Hortencio
Ao cearensólogo Luciano Hortencio:
Esse cão chupando manga guarda alguma relação com o cão comendo mariola?
Paulo Gurgel
Caro Paulo Gurgel!
Fizeste-me vir água à boca e olha que eu nem sou o capiroto. Saudade enorme das antigas mariolas, enroladinhas na palha da bananeira e que vez por outra a gente encontrava um fragmento "mei durim" nela... Seria "preda"?
Sei lá! Só sei que morro de saudade de comer pelo menos uma dúzia de mariolas das "das antigas". Queria também beber três copázios do Pega Pinto do Mundico, pra acompanhar um cabelouro bem cozido. Aliás, diga-se de passagem que fiquei bonito desse jeito às custas de comer cabelouro atrás da porta da sala de jantar.. rsrsrs
Grande abraço do teu conterrâneo,
PS: Não achei sequer uma foto das mariolinhas enroladas na palha da bananeira... Só industrializadas!
Luciano Hortencio
Caro Luciano Hortencio!
O cabelouro cozido e comido atrás de uma porta, enquanto o feioso se concentra na fisionomia de uma pessoa bonita – com a qual quer ficar parecido –, é uma receita acreditada. Mas tem uma dificuldade quase intransponível: ninguém consegue cortar a dentadas esse duro ligamento da nuca do boi. Talvez você já fosse um cabeça-chata apolíneo – muito antes de mascar o seu primeiro cabelouro.
Paulo Gurgel
Ao Paulo Gurgel:
O cabelouro realmente é duro pra dedéu, porém a textura do ligamento da nuca do boi, chamado cabelouro, a gente não consegue cortar a dentadas e sim no puxavante. É só ir separando as tirinhas e comer inteirinhas mesmo. Só que não se pode esquecer que tem que comê-lo detrás de uma porta!
Valeu a pena o sacrifício... rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrs
Luciano Hortencio
Ao Sr. Luciano Hortencio:
Duas mariolas...
Taturanous

"Tocar na banda / Pra ganhar o quê? / Duas mariolas /E um cigarro Yolanda."
Onde o fórum acima aconteceu:
http://jornalggn.com.br/blog/lucianohortencio/to-com-a-macaca-me-deixa-pular-por-jns-e-luciano-hortencio

DOS ANOS DOURADOS AOS ANOS ILUMINADOS DO OTÁVIO BONFIM

CONVITE
Com prazer, convidamos os amigos e conhecidos, para o encontro de congraçamento dos que passaram sua juventude no Otávio Bonfim, compreendendo o período dos Anos Dourados aos Anos Iluminados, sob a benfazeja inspiração seráfica, que vai do Frei Teodoro ao Frei Lauro.
O encontro acontecerá às 19h, do dia 17/09/2015, no Salão de Santo Antônio, da Paróquia de Nossa Senhora das Dores, local escolhido por preservar, em seu recinto, um clima de saudade, permeado das mais caras lembranças.
O evento contará com projeção de slides e de vídeos e abrirá espaço para alguns depoimentos de representantes das diferentes gerações, de jovens das décadas de cinquenta a oitenta, como um indicativo da afeição ao bairro que abrigou tantas pessoas dignas e honestas.
A Comissão Organizadora
Crédito da imagem
Igreja de Nossa Senhora das Dores, do Otávio Bonfim, em dia de Procissão de São Francisco de Assis. Reprodução de uma pintura em óleo sobre tela, de Tarcísio Garcia, notável e prestigiado pintor cearense, com fortes raízes nesse bairro de Fortaleza. Esta imagem ilustrou a capa do livro "OTÁVIO BONFIM, DAS DORES E DOS AMORES - Sob o olhar de uma família", de autoria de Marcelo Gurgel.
18/09/2015 - Atualizando ...
O evento, que teve como mestre de cerimônia o jornalista Tom Bastos, constou de palestras, projeção de slides e vídeo, galeria de pôsteres, entrega de placas de homenagem e discursos de agradecimento, e encerrou-se com um coquetel à base de refrigerantes e salgadinhos para os convidados. Parabéns à Comissão Organizadora formada por Edmar Gurgel, Vicente Moraes e Marcelo Gurgel que tudo planejou para garantir o sucesso do Encontro.

AS REZADEIRAS DOS SERTÕES

Diogo Fontenelle

Ó piedosas rezadeiras dos sertões dos desvalidos!
Mulheres iluminadas, desposadas pelo Mais Além
A benzer as criancinhas e os enfermos combalidos...
Livrai-nos, Nosso Senhor, do mau olhado, amém!

Venham ramos benzidos de arruda e manjericão,
Massagens com sebo de porco caititu e carneiro,
Chás de erva cidreira, malva, camomila, e agrião,
Escapulário no peito com a gravura do padroeiro...

Rezadeiras dos sertões, madrinhas dos pecadores,
Orai pelos sertanejos penitentes entre desalentos,
Orai por todos nós, pequenos e singelos pastores,
Perdidos pelo caminho a mercê dos maus ventos...
xilografia de Marcelo Soares