COMIDA DI BUTECO

Numa festa de final de ano da extinta Rádio Gerais, o então produtor do programa Momento Gourmet - Eduardo Maya - propõe a João Guimarães, proprietário da emissora, e Maria Eulália Araújo, Gerente de Marketing e Comercial, a criação de um evento valorizando a cozinha de raiz e os botecos da cidade de Belo Horizonte. Com apoio financeiro e de mídia da Rádio Gerais e batizado de Comida di Buteco, nasce o pioneiro dos concursos dedicados exclusivamente aos botecos brasileiros.
Mas por que "Buteco"?
Buteco, assim com "U", é como os mineiros chamam carinhosamente seus bares de estimação. O bar que é sinônimo de comida boa, ambiente democrático e de descontração, e que preserva o formato de sempre.
Ao longo dos anos, o concurso Comida di Buteco foi caindo no interesse das pessoas de outras regiões e atualmente é realizado em 20 cidades.
O que é o buteco

  • O buteco é um lugar sem sobrenome,mas com muita história.
  • Onde não há cor, porque é colorido por natureza.
  • Onde não existe nacionalidade, mas todos falam a mesma língua.
  • Onde não tem preconceito, religião ou profissão.
  • Onde todos falam de tudo e de todos.
  • O buteco é um lugar onde se faz amizades e se paquera.
  • O buteco é cultura e cumplicidade.
O Comida di Buteco em Fortaleza
A partir de 2011, Fortaleza também passou a sediar o referido concurso e, na edição de 2016, foram estes os vencedores:
Em 3º lugar, ficou o Bar do Helano, com seu tira-gosto "Sarrabulho", um guisado com miúdos de porco.
O 2º lugar foi o Teresa e Jorge, com a criação do "Aqui Não Tem Trouxa", uma porção de trouxinhas recheadas com costela bovina assada e temperos especiais, acompanhadas de geleia de pimenta e molho especial.
E, finalmente, o campeão foi o Bar do Nem, o Rei da Língua, com as "Almôndegas do Nem" (foto), umas almondegas diferentes, recheadas com queijo e acompanhadas de farofa e molho agridoce. Este bar é que representará Fortaleza no concurso Melhor Buteco do Brasil, de 2016.
http://www.comidadibuteco.com.br/

A NOVA "PRAÇA DAS FLORES"

Foto: Blog do Flamínio Araripe
A "Praça das Flores", no bairro Aldeota, em Fortaleza, foi reinaugurada na manhã de domingo (15), com mudanças no espaço físico, pavimentação e iluminação, e oferecendo a seus frequentadores uma academia ao ar livre, um parquinho infantil, uma quadra poliesportiva e banheiros públicos, além de boxes padronizados e quiosques para floristas e outros concessionários que trabalham na praça.
O logradouro também recebeu novo nome. Chama-se agora Praça Dr. Carlos Alberto Studart Gomes, em homenagem a Dr. Carlos Alberto, diretor do Hospital de Messejana (no período 1944 – 1983), que, por muito tempo, morou na rua Paula Ney, nas proximidades da praça reformada.
Uma estátua que reproduz a figura do Dr. Carlos Alberto foi instalada em um dos bancos deste espaço público. (Confira na foto acima em que também estão presentes o governador Camilo Santana, o prefeito Roberto Cláudio e o empresário Beto Studart.)
Colaborando com o Programa de Adoção de Praças e Áreas Verdes, da Prefeitura Municipal de Fortaleza, o grupo BSPAR Incorporações, de propriedade do empresário Beto Studart, filho do homenageado, será responsável pela conservação da praça.
Fontes 
O PovoOnline, Jornal de Hoje, edição de 16/05/2016
Vídeo Somos Vós
Leitorado
Oi, Paulo.
Li o Linha do Tempo e gostei bastante. A praça ficou uma lindeza. No entanto, a respeito do espaço reservado para exercícios, alongamentos etc. registro as seguintes observações: área reduzida; espaço em comum para jovens e idosos (que antes exercitavam separados); não instalação de vários aparelhos da antiga praça, o que foi bastante sentido pois eles eram eficazes.
Edmar Gurgel
Grande abraço, Paulo, e obrigado por sua dedicação.
Beto Studart
Grande Paulo,
Parabéns, como sempre sua informação é precisa e agradável.
Percorri o blog inteiro e me admirei com os bares. Como sou natural de Fortaleza, conheci quase todos. É que tenho 70 anos, fui acadêmico de Direito e meio boêmio em determinada época. Inclusive frequentei o Pombo Cheio. Na época, já possuía um Gordini 1966 e tinha dois anos de Banco do Brasil.
Abraços,
Afranio Bizarria

DRAGÃO DO MAR

A abolição da escravatura entre nós foi decretada em 25/03/1884, começando por Acarape (então distrito de Redenção), Ceará, no ano anterior, e precedendo por cinco anos a Lei Áurea, sancionada no Paço Imperial por Dona Isabel, em 13/05/1888.[1] [2] [3]
Tal pioneirismo nos faz recordar o jangadeiro cearense Francisco José do Nascimento, o Chico da Matilde, que foi o maior herói na luta por libertar os escravos em nosso Estado.
Nascido em Canoa Quebrada (CE), ele era um prático da Capitania dos Portos.
Em 1881, uma de suas atitudes foi fechar o porto de Fortaleza ao tráfico dos escravos que vinham de outras localidades. E isso lhe valeu a demissão do cargo.
Francisco José do Nascimento, que também ficou conhecido pelo epíteto de Dragão do Mar, faleceu em Fortaleza, em 1914.
Em homenagem a ele, símbolo do movimento abolicionista em nosso Estado, foi batizado de Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura um complexo que, tendo surgido das pranchetas dos arquitetos Delberg Ponce de Leon e Fausto Nilo, ocupa uma antiga área portuária de Fortaleza.
Bem no centro do complexo está uma escultura (imagem) que representa o Dragão do Mar.
Fonte: Museus do Brasil. Empresa das Artes, 2010. ISBN 978 857910 041 3

PARAMARIBO E BELÉM

01/05/2016 (domingo)
Após o café da manhã, pegamos um táxi para visitar o Peperpot Nature Park, um local de preservação da natureza. Esse parque fica a 15 quilômetros do centro de Paramaribo, em Meerzog, sendo necessário cruzar o rio Suriname por uma longa ponte para poder acessá-lo. A entrada no Peperpot nos custou 60 dólares do Suriname (20 SRD por pessoa), e não vimos outros visitantes nem guias; a chuva, a lama e os mosquitos abortaram a nossa caminhada numa trilha, e não esperem que eu recomende a visita. Depois, fomos andar um pouco na região, onde vimos pelas tantas o que nos pareceu ser um templo hindu (fechado). Em seguida, retornamos ao centro de Paramaribo, descendo do carro em frente ao Palmentuin (o Jardim das Palmeiras, também por nós visitado) e fomos almoçar num restaurante próximo, o Zuz  and Zo.
À tarde, fomos ao Hermitage Mall, o principal shopping center da cidade. Lá descobrimos que o McDonald's podia resolver a nossa insuficiência em dólares do Suriname (a moeda ideal para pagar corridas de táxi e outras pequenas despesas). Um sorvete de casquinha nessa loja, a cada vez que era pago com uma cédula de 10 euros, nos propiciava um troco de 60 SDR. A cotação por lá era 1 euro por 6,75 SDR, e fizemos essa conversão monetária várias vezes.
À noite, jantamos uma pizza no Bar Zuid. Não só neste prato, mas também na macarronada do restaurante em que almoçamos havia pimenta em exagero.
02/05/2016 (segunda-feira)
Seguindo o roteiro elaborado pela "Naty Tour", visitamos no Centro Histórico de Paramaribo os seguintes pontos turísticos:
Independence Square (Onafhankelijksplein)
Saint Peter and Paul Basilica (basílica)
Neveh Shalom Jewesh Synagogue (sinagoga)
Suriname City Mosque (mesquita)
No Independence Square ficam o Palácio Presidencial e outros edifícios do governo. A Basílica de São Pedro e Paulo, que é belíssima, está entre as maiores construções em madeira do mundo. Do lado de dentro, todo em cedro, o pé-direito alto, as abóbadas e os detalhes esculpidos impressionam. Os surinameses orgulham-se de ter a maior mesquita da América do Sul, lado a lado com uma importante sinagoga num bom exemplo de convivência.
O almoço foi no Bodega and Grill de Waag. Perto do restaurante, confirmamos o passeio de barco (a 25 euros por pessoa) que faríamos no dia seguinte para ver os golfinhos.
À noite, fomos conhecer o Torarica Cassino. Natália perdeu uma pequena aposta, mas conseguiu o que realmente queria: tirar uma foto sentada à frente de uma máquina caça-níquel. No 't Vat Sidewalk Cafe, um local muito frequentado por turistas, comemos grandes hambúrgueres e as mulheres beberam drinques de morango.
03/05/2016 (terça-feira)
Elba e Natália retornaram ao Hermitage Mall. Fiquei no hotel com meu notebook a rascunhar esta postagem. Às onze e meia, conforme havíamos combinado, encontramo-nos à entrada do Fort Zeelandia (que estava fechado na véspera para a visitação). Para ingressar no forte, paga-se 20 SDR por pessoa.
Fundado em 1667, às margens do rio Suriname, este forte situado no coração da cidade é uma das principais atrações de Paramaribo, pois além de estar bem preservado, contém o acervo do Museu do Suriname, com artefatos que contam a evolução desta peculiar nação sul-americana – embora conte tudo apenas em holandês.
No interior do forte há um restaurante no qual almoçamos. O cardápio, assim como tudo o mais no forte, era exclusivamente em holandês. Natália lançou mão de um aplicativo que mostrava as imagens dos pratos em seu telefone celular. E a chuva que recrudescia criou uma dificuldade extra para que conseguíssemos sair do local.
Às 15 horas, tomamos um táxi em nosso hotel para irmos a Leonsberg, onde fica um atracadouro de barcos. Nas margens da rodovia para a região vimos um grande número de mansões e de condomínios residenciais de luxo. O passeio pelo rio Suriname durou cerca de duas horas. Num certo ponto da viagem, chamados pelos assovios do guia, grupos de golfinhos puseram-se a saltar em torno do barco.
Às 23 horas, entramos no carro que nos levaria ao aeroporto para a nossa volta ao Brasil. Chamado pela Sra. Trees, o motorista/dono do veículo era muito comunicativo e tinha a ascendência holandesa. Durante a viagem, ele nos passou interessantes informações sobre o Suriname. A nossa chegada ao aeroporto se deu com quase três horas de antecedência. Tínhamos o receio de perder o voo devido a algum problema no percurso terrestre, e que isso nos obrigasse a prolongar a permanência no país do Seedorf. Apenas duas companhias aéreas operam entre Paramaribo e Belém, a Gol e a Surinam Airways, e seus voos não são diários.
(Quero agradecer aqui a Sra Trees, a administradora do Holland Lodge Paramaribo, pela forma solícita com que nos atendia quando a procurávamos para resolver algum problema.)
04/05/2016 (quarta-feira)
Chegamos a Belém por volta das 6 horas. Tínhamos passado a noite em claro no aeroporto do Suriname e no voo de volta para a capital paraense. Urgia, portanto, dormir nas horas seguintes, o que fizemos no apartamento de Natália e Rodrigo.
Após tomar um café forte que o genro preparou para mim, saí para uma longa caminhada. Subi a Avenida Conselheiro Furtado, e depois de passar pelo Horto Municipal, fui até a Praça Batista Campos, onde circulei um pouco sob a sombra de suas centenárias sumaúmas. Aproveitei também para retirar extrato e fazer transferências de dinheiro em uma agência do Banco do Brasil. No retorno, almocei n'O Rei dos Espetos: churrasco, baião, farofa e vinagrete, tendo como sobremesa pudim de leite. E, não deixando para Fortaleza o que podia fazer em Belém, aproveitei para tomar a vacina contra a gripe em um posto de saúde que localizei no bairro da Cremação.
No fim da tarde, saí com Rodrigo para buscar Elba e Natália num dos centros de compras da cidade. Já levava no carro do genro a nossa bagagem para rumar na sequência ao aeroporto de Val-de-Cans. Neste, após nos despedirmos do "casal anfitrião", embarcamos num voo da TAM para Fortaleza, onde chegamos por volta das 21 horas.
(Os demais trechos aéreos do passeio foram viajados pela Gol.)

BELÉM E PARAMARIBO

Esta foi a minha quarta estada (a terceira para Elba) em Belém, onde nossa filha Natália mora com seu esposo Rodrigo Soares, funcionário do Tribunal de Contas do Estado.
Caso o leitor queira ler sobre as visitas anteriores que fiz à capital paraense, disponibilizo os links abaixo:
OLÁ, BELÉM
CIDADE DAS MANGUEIRAS
BELÉM E MACAPÁ - 1
BELÉM E MACAPÁ - 2
29/04/16 (sexta-feira)
Chegamos à noite (por volta das 22 horas) em Belém. Rodrigo e Natália nos esperavam no saguão do aeroporto. Fizemos uma rápida refeição na praça de alimentação do aeroporto e fomos dormir no apartamento deles, no bairro de São Brás.
30/04/16 (sábado)
Tomamos o café da manhã na DomNato, no vizinho município de Ananindeua. Em seguida, pegamos a rodovia para Mosqueiro, uma importante praia fluvial do Pará. No restaurante Paraíso, um dos points da praia, estivemos por cerca de duas horas a conversar e a tomar cervejas e refrigerantes, e a nos deliciar com umas iscas crocantes de peixe. Na volta a Belém, fomos ainda conhecer o Shopping Bosque Grão Pará.
Num dos restaurantes do shopping, estivemos com um dos irmãos do Rodrigo, o Dr. Manoel Carlos, e com sua esposa Helô. O casal mora há pouco tempo no Pará, por ele ter recentemente assumido o cargo de juiz estadual.
No fim da tarde, Embarcamos para Paramaribo num voo com duração de 1 hora e 40 minutos. Natália veio conosco. De antemão, sabíamos que o aeroporto ficava bastante longe da capital do Suriname. Chovia muito e o táxi levou uma hora e meia para percorrer uma distância de 50 quilômetros, do aeroporto até o Holland Lodge Paramaribo, o hotel em que ficaremos hospedados por quatro dias.
Nesta primeira noite em Paramaribo, jantamos no próprio hotel. Petiscos diversos em meio a cervejas e drinques servidos por um garçom bem cortês.
Um vasto programa planejado pela Natália está a nos esperar. Se cumprirmos cinquenta por cento desse programa já será um passeio de bom tamanho.
Repasso aqui, tendo como fonte a Wikipédia, algumas informações sucintas sobre a cidade e o país que estamos a visitar:
Paramaribo é a capital e maior cidade do Suriname, com uma população de cerca de 250 mil habitantes. A cidade está localizada adjacente ao rio Suriname, distando aproximadamente 15 km do Oceano Atlântico. Quanto ao Suriname, apesar da contiguidade geográfica, é incorreto classificar o país como sendo integrante da América Latina devido a sua colonização pelos Países Baixos, cujo idioma, o neerlandês é de matriz germânica,
A descrição de nosso passeio em Paramaribo vai estar na postagem seguinte. Até porque agora só está começando...