LANÇAMENTO DO LIVRO "OMBRO, ARMA!"

Em 25 de outubro, quinta-feira, às 20 horas, no auditório do Edifício-Sede da Unimed-Fortaleza, aconteceu o lançamento de "OMBRO, ARMA! - Médicos contam causos da caserna", um livro organizado e apresentado pelo colega Marcelo Gurgel.
A obra, que reúne textos de 18 médicos escritores, tem o prefácio escrito pelo neurocirurgião Dr. Flávio Leitão – membro da Sobrames-CE, e insere três apêndices.
Autores
– Ana Margarida Furtado Arruda Rosemberg
– Célio Vidal Pessoa
– Francisco José Costa Eleutério
– Francisco Sérgio Rangel de Paula Pessoa
– Helano Neiva de Castro
– Jorge Augusto de Oliveira Prestes
– José Luciano Sidney Marques
– José Ramon Porto Pinheiro
– Liêvin Matos Rebouças
– Lineu Ferreira Jucá
– Luiz Gonzaga Moura Jr.
– Luiz Gonzaga Porto Pinheiro
– Marcelo Gurgel Carlos da Silva (org.)
– Paulo Alfredo Simonetti Gomes
– Paulo Gurgel Carlos da Silva
– Paulo Roberto de Souza Coelho
– Raimundo José Arruda Bastos
– Walter Gomes de Miranda Filho
Ficha técnica
Capa: Isaac Furtado | Projeto e editoração: Alexssandro Lima | Revisão: Francisco Dermeval Pedrosa Martins e Marcelo Gurgel | Tiragem: 500 exemplares | Gráfica: Expressão Gráfica e Editora | Ano: 2018 | ISBN: 978-85-420-1300-9
É o terceiro livro de uma trilogia de causos da caserna escritos por esculápios. Os títulos anteriores são "MEIA-VOLTA, VOLVER!", de 2014, e "ORDINÁRIO, MARCHE!", de 2015.
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Neste evento foi também lançado o livro "LAPSO TEMPORAL", a 35.ª antologia anual da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores, regional do Ceará. Ler a notícia AQUI.

CARTÓGRAFOS DA FAMÍLIA TEIXEIRA E ALBERNAZ

Importantes cartógrafos portugueses dos séculos 16, 17 e 18 vieram da família Teixeira e Albernaz, incluindo Luís Teixeira, irmão de Domingos Teixeira e pai dos irmãos João Teixeira Albernaz (I) e Pedro Teixeira Albernaz, além de João Teixeira Albernaz (II), neto do cartógrafo homônimo, e Pero Fernandes, pai de Luís Teixeira.
Luís Teixeira elaborou importantes mapas no final do século 16, alguns em parceria com Abraham Ortelius, como o Theatrum Orbis Terrarum (1595), considerado o primeiro atlas moderno. Filho do cartógrafo português Pero Fernandez, ocupou o cargo de cosmógrafo do Reino de Portugal. Esteve no Brasil e seu mapa do Brasil de cerca de 1574 é uma importante referência para o entendimento do que os portugueses consideravam como sendo a divisão das Capitanias Hereditárias. Em 1596, ele recebeu uma patente para confeccionar mapas e instrumentos de navegação para a frota real. Ele tinha contato frequente com cartógrafos holandeses, como Jodocus Hondius, Lucas Jansz, Wagenaar e Joannes von Deutecom.
João Teixeira Albernaz, filho de Luís Teixeira, foi nomeado cartógrafo da Casa da Mina e Índia, em 1605. Elaborou seus mais célebres trabalhos na primeira metade do século 17, incluindo 19 atlas, entre estes, o Atlas do Brasil de 1640. Alguns de seus trabalhou contou com a ajuda do irmão Pedro Teixeira Albernaz, que passou a trabalhar em Madrid, a partir de 1619.
João Teixeira Albernaz, bisneto de Luís Teixeira, tem muito de sua obra confundida com a do avô homônimo. Sabe-se que ainda era vivo em 1699. Sua vasta produção cartográfica e a fama da qualidade da cartografia portuguesa na Europa, o tornou famoso entre seus pares.
Apenas uma parte das obras desses ilustres cartógrafos sobreviveu até os dias atuais.
A imagem acima de João Teixeira Albernaz (I) é capa do livro "Muito Além dos Muros do Forte" (ISBN 978-85-7924-096-6), do historiador cearense Felipe Neto. Obra premiada pela SECULT na categoria Ensaio.
Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Siar%C3%A1_1629_por_Albernaz.PNG
Acesso ao ficheiro em 26/01/2016

VIOLONISTAS CEARENSES: VILAMAR, LÚCIA E CLAUDIO

Na década de 1960, Vilamar Damasceno e Lúcia Arruda apresentavam-se frequentemente nos programas da TV Ceará. Ambos tocavam violão e cantavam, porém com estilos diferentes.
Vilamar costumava cantar boleros, alguns deles autorais, e era um malabarista do violão. Sua voz fazia lembrar a de Altemar Dutra, um cantor que se destacava nas paradas de sucesso.
Lúcia cantava de uma forma intimista, como a cantora Nara Leão, utilizando-se principalmente dos acordes dissonantes para se acompanhar ao violão. Sua interpretação de "A morte de um deus de sal", de Menescal e Bôscoli, era simplesmente antológica.
Vilamar também empregava os acordes dissonantes em suas harmonias. Foi o desejo de aprendê-los que um dia motivou o violonista Claudio Castro a ir visitá-lo. Naquele tempo, embora a bossa nova estivesse no auge, não era fácil obter as cifras que indicavam o correto acompanhamento das músicas do gênero. (A Vigu, revista "Violão e Guitarra", só apareceria nas bancas de jornais e revistas a partir de 1980.)
O aluno acompanha o mestre, então eu fui com ele. Sem saber que estava para acontecer outra história em que dividiríamos o protagonismo.
https://blogdopg.blogspot.com/2007/04/um-show-que-no-acabou.html
https://gurgel-carlos.blogspot.com/2009/06/velho-palhaco.html
https://gurgel-carlos.blogspot.com/2009/06/comigo-sim-violao.html
https://gurgel-carlos.blogspot.com/2010/12/memoria-recitais-de-claudio-costa.html
https://gurgel-carlos.blogspot.com/2013/06/o-pombo-cheio.html
https://gurgel-carlos.blogspot.com/2015/06/dozinho-da-gia.html
https://gurgel-carlos.blogspot.com/2017/01/um-violao-no-sertao-central.html
Depois de andarmos muito tempo pelo leito da via férrea, chegamos ao local de destino (no Km 8, acho). Vilamar não estava em casa. Também pudera, Claudio nem ao menos se dera ao trabalho de avisá-lo sobre a nossa visita.
Continuei a acompanhar a carreira artística de Vilamar pela televisão. "Meu lamento", em que ele apela para uma das forças da natureza, tinha se firmado como o grande sucesso dele.
Mar, responde por favor
Onde está o meu amor
Se está sozinho, sem carinho
Sem um calor..."
Claudio sabia imitá-lo com requintes de perfeição nesta música, inclusive com aqueles arpejos que Vilamar executava durante a introdução. No entanto, quase sempre recusava-se a fazê-lo, pois não gostava de bancar o cover.
Numa tarde, encontrei-me com Vilamar no "Raimundinho", quando este bar ficava Praia de Iracema. Foi ali a minha oportunidade de escutá-lo ao vivo.
Com Lúcia Arruda, no entanto, estive depois com ela em vários saraus. A "musa da bossa nova no Ceará" tornou-se uma grande admiradora do violão de Claudio, e a última notícia que tenho a seu respeito é de 2010. Radicada nos EUA, Lúcia teria vindo a Fortaleza para dar shows e fazer o lançamento de um DVD.
Quanto a Vilamar, virou nome de rua em Messejana.
http://www.consultarcep.com.br/ce/fortaleza/messejana/rua-vilamar-damasceno/60841570

LEÃO DO SUL


Foi onde minha mãe no começo da década de 1950, na primeira vez que viemos morar em Fortaleza (tinha eu 5/6 anos de idade), me tornou um fanático por estas iguarias. ~ Jaime Nogueira
Com mais de 90 anos de existência, a Leão do Sul é ponto de encontro e atrativo turístico da cidade de Fortaleza, vendendo o seu delicioso pastel com caldo de cana.
Foi fundada no ano de 1926, na Praça do Ferreira, centro da cidade, e segundo análise de documentos antigos o primeiro proprietário foi o Sr. A. Silva.
O nome Leão do Sul surgiu em sua fundação, e há algumas versões com relação à escolha deste nome: A primeira se deve a sua localização, que fica ao sul da Praça do Ferreira, e porque o proprietário era torcedor do Fortaleza Esporte Clube. A segunda é que ele era torcedor de um time de futebol de mesmo nome do sul do país; e a terceira versão é que a Leão do Sul vendia produtos chamados de "primeira ordem" (bacalhau, vinho do porto, produtos que vinham do Sul) e como dominava o mercado com estes produtos foi escolhido o Leão como símbolo.
Na década de 20, o estabelecimento funcionava como uma espécie de mercearia. Além das "merendas", vendia produtos de primeira linha como enlatados importados, bacalhau de primeira qualidade, queijos, azeitonas, vinhos, doce de buriti, manteiga da terra, bombons importados, café torrado e moído na hora, dentre outros. Estes produtos depois de vendidos eram embrulhados em papel de rolo e amarrados com cordão. O banco onde as pessoas sentavam-se para lanchar eram caixotes grandes e vazios dos bacalhaus importados.
Site: http://www.leaodosul.com.br/

BELÉM E SALINÓPOLIS - 2

(continuação)
Salinópolis, também apelidada de Salinas (população: 40 mil habitantes), é o mais badalado balneário de água salgada do Estado. do Pará. Distando da capital em cerca de 230 km – tem duas das praias mais famosas do nordeste paraense: Atalaia e Farol Velho, que funcionam com uma dinâmica diferente dos demais pontos turísticos do estado, por permitir o tráfego de carros na areia. Em dias de movimento, ônibus urbanos partindo de Salinópolis percorrem as areias da Praia do Atalaia.
https://youtu.be/i8hSEbbTLeA
Pontos de interesse de Salinópolis: sede do município com a Orla do Maçarico e o Farol Novo. Praias do Atalaia e do Farol Velho. Lagoa da Coca-Cola.
Feito o check-in no Hotel Privé do Atalaia, fomos relaxar na piscina do hotel e, ao entardecer, pusemos os pés na Praia do Atalaia. As barracas nesta praia são construídas sobre palafitas por se tratar de um trecho do litoral paraense em que as marés sobem muito. Sobre esse fato, Rodrigo comentou que muitos carros de banhistas desavisados já foram arrastados para o mar. Antes de retornarmos ao hotel, ainda fizemos um lanche à base de tapiocas com café numa lanchonete da rampa de acesso à praia.
Atalaia, assim como a Praia do Farol Velho, fica numa ilha que é separada do município de Salinópolis pelo Rio Sampaio.
À noite, fomos jantar no restaurante Caiçara, na Orla do Maçarico. Um filé à caiçara para Elba e para mim, e camarões grelhados com legumes para Rodrigo e Natália.
Elba e eu, fotografados na Orla do Maçarico, em frente à escultura de um caranguejo.
23/09/2018 (domingo)
Riscos existem para uma visita à Lagoa da Coca-Cola: assaltos, agressões e até estupros. Estes riscos são informados no TripAdvisor e confirmados pelos moradores da região. Os nativos dizem ser imprudência a pessoa ir lá em determinados horários, principalmente se estiver sozinho. Os criminosos escondem-se entre os arbustos de uma grande duna entre a praia e a Lagoa, de onde partem para fazer seus malfeitos. Um vendedor de espetinhos na praia, no entanto, me passou a dica de uma rota segura para lá, a partir de uma área reservada ao estacionamento dos ônibus. A Lagoa da Coca-Cola se encontrava com pouca água mas tem, de fato, a cor amarronzada do refrigerante.
Após o check-out no Privé do Atalaia fomos à Praia do Farol Velho. Almoçamos no Marujos, um restaurante decorado com motivos marinhos. Pratos de camarões preparados de duas maneiras foram nossos pedidos. A praia é realmente muito linda, mas do Farol Velho só restaram os destroços da base. Nesse restaurante, conhecemos um casal de Belém: Roberto e Gisela. Eles curtem viajar numa possante motocicleta pelos estados do Brasil e por países da América Latina.
Chegamos a Belém por volta das 17 horas sob muita chuva. Houve uma breve passada no Brás para pegar Leon que ficara os últimos dois dias num hotel para cães.
A ceia foi pizzas com Coca-Cola, e Rodrigo e Natália nos levaram ao aeroporto de Belém para o voo da Latam das 23h40 que nos deixou duas horas após em Fortaleza.
http://g1.globo.com/pa/para/minha-praia/2016/noticia/2016/06/aprenda-chegar-nos-principais-balnearios-do-para.html
https://www.mochileiros.com/topic/33824-bel%C3%A9m-e-salinaspa-19-a-261214-com-fotos/
(fim)