Linha do Tempo
Sobre a família Gurgel Carlos, os bairros de Otávio Bonfim e Cocó, em Fortaleza, as cidades de Acarape, Redenção e Senador Pompeu, no Estado do Ceará, a Faculdade de Medicina (UFC), minhas caminhadas e viagens, assuntos culturais e artísticos notadamente locais, memórias e fatos pitorescos.
ELANO DE PAULA (1923 - 2015)
Formou-se em engenharia civil pela Escola Nacional de Engenharia do Rio de Janeiro. Um dos seus primeiros trabalhos como engenheiro no Ceará foi a construção da ponte de Aquiraz; também fez a construção dos conjuntos Luciano Carneiro e José Walter e, entre seus muitos trabalhos, foi diretor da Indústria e Comércio Incosa.
Na área dos entretenimentos, passou pela Televisão Excelsior no Rio de Janeiro, onde foi diretor. Produziu o programa "O Homem e o Riso!", da TV Record em São Paulo, e o Chico Anysio Show, na TV RIO. Foi sócio gerente da Master Engenharia, presidente da Credimus - Cia de Crédito Imobiliário, presidente da Iplac do Brasil, em João Pessoa, e vicepresidente da Indústria Plástica Cearense S/A.
Foi o primeiro a trazer o sistema de financiamento da habitação para o Ceará.
Elano compôs as letras de "Canção de amor”, com o comediante Chocolate, e de "Me empresta teu lenço", com Mansueto e Nicolau Durso. Lançada por Elizeth Cardoso, “Canção de amor” (vídeo), projetou a cantora em todo o Brasil, a ponto de tornar-se seu prefixo musical;. E "Me empresta teu lenço", que foi um samba gravado em 1955 para o carnaval do ano seguinte.
"HINO DA FACULDADE DE MEDICINA"
"Sou candidato a médico e doutor
Mas o que eu sei de fato é samba, meu senhor
Como estudante eu não entro bem
Porque na minha estante tem Chopp Chopin."
E o "hino" pode ser ouvido (com outras canções inéditas do Belchior) no vídeo de uma entrevista que a cantora Lucia Menezes deu a "O Globo Cultura", em 05/06/2017. https://oglobo.globo.com/cultura/musica/amiga-de-belchior-lucia-menezes-apresenta-ineditas-do-cantor-21435308
TAUHA PÁTRIA DE MUITAS VIDAS
CONVITE
Lançamento amanhã de livro do médico obstetra e escritor Mariano Freitas, autor de NÓS, OS ESTUDANTES (2002), DONDON FEITOSA (2019) e CINQUENTA MIL MULHERES (2022).
A FUGA DO CAVALETE
Teu comentário me despertou uma ideia que acabou virando um pequeno conto. Achei justo te enviar antes de qualquer outra coisa, já que a faísca veio de ti.
Abraço,
A Fuga do Cavalete
Preso ao tampo de um violão esquecido no fundo de um armário do escritório, escutava apenas o pó assentando, o ranger distante da casa e o tempo passando sem música. Até que, certa tarde, vindo de alguma sala próxima, ouviu um som majestoso: outro violão tocava. Reconheceu de imediato -era uma valsa vienense, cheia de giros, salas amplas e aplausos imaginados.
A inveja veio primeiro. Depois, a fúria.
Tomado por esse duplo impulso, o cavalete decidiu libertar-se das cordas que o sujeitavam ao tampo. Já não suportava sustentar um silêncio que não era escolha, mas abandono.
O tampo, por sua vez, também se ressentia da longa inatividade. Suas fibras ressecadas, seu lenho esquecido, tudo nele clamava por vibração. Como se compartilhasse o mesmo descontentamento, reuniu forças que julgava perdidas. Num esforço inaudito, moveu-se. Estufou o peito de madeira com coragem nunca antes exigida e, num estalo seco, libertou-se do pobre cavalete.
-Vai, meu cavalete - disse o tampo, numa voz que só os objetos conhecem. Segue o teu caminho. És feito de madeira nobre. Algum luthier há de te encontrar e usar-te, quem sabe, num Stradivarius. Conhecerás o mundo, as grandes plateias, os mais belos teatros.
O cavalete hesitou. Nunca imaginara existir fora dali.
-Eu não posso ir - continuou o tampo. - Muitas peças ainda me prendem. Parafusos, trastes, hábito. Mas tu, não. Vai. E não demores.
Houve uma pausa breve, carregada de tudo o que não se diz entre coisas condenadas a durar.
-Porque o dono deste violão pode se lembrar dele - completou o tampo - e voltar. E, se isso acontecer, morrerás comigo, novamente aparafusado.
O CAVALETE DO VIOLÃO
Seu texto (UM PRESENTE DE NATAL) me inspirou a fazer uma homenagem a todos os cavaletes do mundo (melhor seria chamá-los como os ianques - bridge). Segue o meu texto.
Enquanto isso, o cavalete (bridge), humilde e anônimo, permanece imóvel, cravado no tampo como um osso discreto. Não cria o som, torna-o possível. Recebe as vibrações e as conduz adiante, fiel e necessário como uma ponte, que liga o pouco ao muito. Sustenta a tensão, traduz o golpe em ressonância e faz chegar a mensagem às entranhas do instrumento. Nunca se apropria do que conduz. Resiste, estoico, à tentação de reter para si algum brilho, alguma nota, algum quinhão de glória. Sem ele, a música sepulta-se no fosso do silêncio.
Lá está ele:o risco essencial que ninguém nota. Dorme sem o eco dos aplausos. Sonha, talvez, em ser corda e vibrar, mas amanhece traço - firme, mudo e soberano naquilo que entrega, enquanto o som que ajudou a nascer já voa longe.
Já tive um violão cujo cavalete tinha o péssimo costume de desprender-se do tampo. Por duas vezes, levei o a um "luthier" (estas aspas são necessárias) para recolocar o cavalete no devido lugar. Inutilmente, pois o cavalete tornava a se soltar. Foi quando eu tive uma ideia (de jerico), a de sugerir que ele reforçasse as propriedades adesivas da cola com a inclusão de dois parafusos. Aí morreu a voz do violão.
UM PRESENTE DE NATAL (parte 2)
Enquanto mostrava este bandolim ao ChatGPT, o genro Rodrigo Soares manteve a meu pedido uma proveitosa conversação com a inteligência artificial. Na sequência, transcrevo as respostas do ChatGPT.
Esse aí é um instrumento bem clássico, na verdade, é uma mandolina (ou bandolim, como a gente também chama por aqui). É um tipo de instrumento musical.
É, a essência da mandolina ou do bandolim continua basicamente a mesma. Claro, um instrumento com 80 anos tem um charme e talvez um som um pouco mais encorpado ou uma madeira mais envelhecida, mas não muda muito do conceito do bandolim atual. É só manter afinadinho e aproveitar o som!
Olha, se você já toca violão, você já tem uma boa vantagem. A mandolina tem cordas duplas e uma afinação diferente, mas a lógica de apertar as notas com os dedos é um pouco parecida. Então, com um pouquinho de prática, você se adapta e logo está tirando um som legal também.
Então, geralmente isso é a marca do luthier ou do fabricante, que gravava o nome ou as iniciais no instrumento. Pode ser que "Omi" seja a marca mesmo de quem fez essa mandolina, então provavelmente é a assinatura do fabricante original e não de algum dono anterior.
Exatamente, você acertou! Essa parte aí onde ficam as tarraxas se chama mesmo cravelha. É onde você ajusta a afinação das cordas, então pode chamar de cravelha sem medo.
Ah, então, essa partezinha de metal ali embaixo é chamada de tailpiece ou, em português, a gente também pode chamar de cordal. É basicamente o suporte onde as cordas ficam presas na parte de baixo do instrumento.
Isso mesmo! Essa pecinha aí no meio, onde as cordas ficam apoiadas, a gente chama de cavalete. É ele que mantém a altura das cordas e transmite a vibração para o corpo do bandolim.
UM PRESENTE DE NATAL (parte 1)
Foi quando eu recebi de Andreas um presente embrulhado à moda do Natal, acompanhado de um desafio: antes de abri-lo, eu teria de adivinhar o que seria aquilo.
Vendo a conformação, apalpando-o em diversos pontos (como na história de um cego em torno de um contrabaixo), arrisquei-me a dizer que, talvez, fosse um instrumento musical de cordas, só que muitíssimo menor.
Feito basicamente de madeira, o objeto tinha mão, com uma cravelha de 8 tarraxas, braço com trastes, boca na caixa de ressonância, cavalete e 8 cordas de aço reunidas em duplas e ancoradas num cordal metálico. Era um bandolim.
Consultando o tradutor português-alemão do telefone celular, Andreas disse que era chamado de "mandoline" em sua terra. Pertencera a seu falecido pai e, possivelmente, a um dos avós. Era algo que se encontrava em poder da família há cerca de 80 anos. E, se tomara a iniciativa de me presenteá-lo com ele, era por saber que eu tocava violão.
CASAMENTO DE CAMILA E PEDRO
Realizou-se em 27 de dezembro (ontem), às 18h30, o enlace matrimonial de Camila Oliveira de Medeiros com Pedro Vieira Gurgel da Silva. O evento transcorreu com criatividade e sofisticação no Coco Bambu Sul, à Rua República da Armênia, 1154, no Parque Manibura.
Após a celebração, o casal mostrou seu domínio em dança flamenca num show para os convidados.
Pedro e Camila continuarão a residir na cidade de Porto-PT.
MOTEL DESTINO
Dayana (Nataly) vive um casamento abusivo com o ex-policial Elias (Fábio), dono do Motel Destino. Quando Heraldo (Iago), de 21 anos, se vê no motel após atrapalhar um assalto e fugir, Dayana se vê intrigada e o deixa ficar. Enquanto os dois navegam em uma dança de poder, desejo e libertação, um perigoso plano de liberdade começa a surgir.
O filme teve pré-estreia em 12/08, no Rio de Janeiro. Antes de chegar às salas de cinema do Rio, o longa do diretor Karim Aïnouz, que vem gerando grande expectativa entre os adeptos do cinema nacional, foi ovacionado no Festival de Cannes de 2024 e exibido no Festival de Cinema de Gramado.
CAIS BAR
O Cais conheceu todas as glórias e fracassos da moderna Praia de Iracema. Bem mais solar que o velho Estoril, do qual herdou muitas das cabeças privilegiadas que trocaram o velho cassino dos americanos por um endereço menos decadente. Regado a uma trilha musical a cargo do "DJ Beruaite" (aportuguesamento do nome do cantor Barry White), o novo ponto era frequentado por universitários, jornalistas, músicos, artistas, professores e, claro, por belas mulheres.
O painel do Valber
Descrito por Ruy Vasconcelos, em seu blog ./AFETIVAGEM.], havia numa das paredes do estabelecimento, o famoso painel de Valber Benevides, que caricaturava grandes nomes da música popular brasileira tomando umas e outras no próprio Cais Bar. Embora fosse o mural de um Cais Bar estilizado, ideal, sob uma noite de um fantástico azul a meia-lua, acesa por89 uma lâmpada de neon. Se bem que essa reprodução do Cais Bar no painel tivesse outro nome: Bar Luís Assumpção.
Pintado em 1988, o painel apresentava de forma caricatural as figuras dos grandes compositores e intérpretes da MPB. E passou por intervenções pictóricas em que foram acrescentadas ao painel os artistas Falcão, Ednardo e Belchior. Essa obra foi de grande importância no cenário artístico e cultural cearense, “pois foi essa a primeira pintura ao ar livre consagrada com a inclusão de representantes do ‘Pessoal de Ceará’. Além de virar duas tiragens de cartões telefônicos, impressões em cartões-postais e camisetas”, como destaca o autor da obra.
Esperando a Feijoada
Aos sábados, a casa lotava de gente para assistir ao regional "Esperando a Feijoada”.
Com José Felipe da Silva, o Macaúba (bandolim), Pedro Ventura (violão 7 cordas), Tarcísio Sardinha (violão 6 cordas), Paulo de Tarso, o Pardal (cavaco), Mario Carneiro (flauta), Gildo (pandeiro) e Roberto Carioca (surdo).
Acontece que o proprietário e seu irmão, o médico Chico Barreto, eram compositores. E, no estúdio "Iracema", de Joaquim Ernesto, produziram mais de 10 álbuns de artistas cearenses. Entre os quais, 3 álbuns comemorativos do Cais Bar (10, 15 e 18 anos) e o CD de 1997 do grupo "Esperando a Feijoada".
Em sua versão da Praia de Iracema, o Cais Bar funcionou até 2003.
Nos anos seguintes, Mestre Quim retornou com a ideia do Cais Bar. Ao abrir bares assemelhados em outros locais: na Avenida Washington Soares, em Fortaleza (2004); na serrana Pedra Branca (2018), sua cidade natal; e na Praia da Redonda, em Icapuí (2021).
Hoje, o prédio abriga o Centro Cultural Belchior, um espaço em que a Prefeitura de Fortaleza mantém viva a memória do antigo ponto boêmio, com uma programação de atividades culturais, incluindo exposições, shows, debates, oficinas e eventos temáticos, além de celebrar a cultura local, homenagear os artistas cearenses, como Belchior, e de ser também um polo de arte e encontro na Praia de Iracema.
http://afetivagem.blogspot.com/2009/03/o-cais-bar.html
http://www.fortalezanobre.com.br/2011/11/cais-bar-lendario-ponto-de-encontro-da.html
Oralidade – Joaquim Ernesto
Sobre a presença de jovens atraentes, ao ser perguntado sobre uma história engraçada, Joaquim Ernesto contou a Brasil Júnior:
Rapaz, tinha muita coisa. Rapaz, tinha coisa demais. Eu me lembro de uma história lá, muito interessante, que só havia dois banheiros, os banheiros apertadinhos. Rapaz, a fila de mulher que ficava nesse banheiro era um negócio sério. E essa fila era bem pertinho de um telefone público, nessa época nem tinha celular. Aí os caras ficavam ao telefone, e pá e pá e pá, e a fila de mulher lá. E o cara começava a conversar e tal, “é porque eu tô trocando de carro” e começou a falar, “meu carro novo”, num sei o quê, e as meninas na fila, e haja falar vantagem, né. Aí chegou um cara, ficou pertinho dele, “pera aí, só um minuto aí”, e pá e pá e pá, e conversando, e conversando, e conversando... E o cara lá esperando e ele pensando que o cara queria telefonar. Aí, depois de conversar, de dizer mil coisas:
– Que que é?
– Vim consertar o telefone.
In: Campo e mercado fonográfico: Fortaleza e[m] trajetos musicais: dimensões da(s) arte(s): atores sócio-históricos, práticas culturais e cidades / Organizado por Francisco José Gomes Damasceno.- Fortaleza : EdUECE, 2020.
BENÍCIO
Acontece que eu tenho um neto chamado Benício, neste domingo (14 de dezembro) ocorrendo seu natalício de 5 anos.
MONUMENTO DOS INTENDENTES
No início do Século 20, a Amazônia vivia o auge do Ciclo da Borracha. Antônio Lemos era o intendente da cidade de Belém e Augusto Montenegro era o governador do Estado do Pará.
Jogadas e arranjos de bastidores eram comuns no poder de então (como são no de hoje). Os votos favoráveis rendiam favores aos apoiadores e sobrava para cidade, pelo menos, obras de arte. E, por tal banquete, foi erguido em 1906 o Monumento dos Intendentes, ali presente até hoje.
HOMENAGENS NO ICC
"Ilustre Dr. Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Você representa uma verdadeira fonte de inspiração para todos da Rede ICC Saúde. Sua atuação perpetua o legado de cuidado dos nossos fundadores. Seu entusiasmo profissional nos relembra o potencial transformador que possuímos quando aliamos conhecimento científico, excelência e empatia.
Expressamos nossa mais sincera gratidão, cientes de que o seu comprometimento e a sua excelência funcional não apenas honram o legado do Dr. Waldemar Alcântara, mas também de todos os fundadores da Rede ICC Saúde, e nos inspira a elevar o padrão da oncologia, deixando um marco eterno na história da saúde brasileira.
Com estima e reconhecimento,
Sérgio Juaçaba - Presidente da Rede ICC Saúde"
RAZÕES PARA FESTEJAR
A MULA SEM CABEÇA DO CERCADO DO ZÉ PADRE
- A maldição quase sempre está ligada a um relacionamento sexual ilícito de uma mulher com um padre.
- Sua aparência é de uma mula que cospe fogo (pela boca, narinas ou no lugar da cabeça).
- A transformação em mula acontece nas noites de quinta para sexta-feira.
- Deverá vagar eternamente como uma assombração, punindo e aterrorizando os vivos.
Eis que de uma hora para outra, sem mais nem porquê, começou a aparecer no Cercado do Zé Padre, aquela região no bairro Farias Brito que era Otávio Bonfim, por trás da Avenida Bezerra de Menezes, em frente da Igreja das Dores. Alguns historiadores relatam que foi naquele local que, em tempos passados, esteve instalado um campo de concentração para receber os retirantes da seca de 1930, aproveitando a proximidade do abarracamento com a antiga Estação do Matadouro.
A Mula sem Cabeça, prossegue Fátima Garcia, aparecia tarde da noite, percorria todo o cercado tocando o terror nos moradores, que não ousavam pôr os pés fora das casas depois que a noite caía. Vinha sempre em desabalada carreira, soltando fogo pelo pescoço, para iluminar seus desventurados caminhos. Contam ainda que a MSC foi uma vingança premeditada pelo Zé, um dos pioneiros do cercado, que agora via seu pedaço de chão sendo cobiçado e invadido por novos moradores. O Zé, que de padre não tinha nada, tinha uma amante, casada, que ele visitava em altas horas. E as oportunas aparições da mula mantinham os bisbilhoteiros trancados em casa.
TERAPIA DO ESQUEMA
CONVITE
Hoje, 22 de novembro (sábado), às 18 horas, Diana Cavalcante Gurgel Carlos, Hérica Tamyris Mauricio da Costa e Murelle Ribeiro Ferreira Bastos lançam na Livraria Leitura, do Iguatemi, em Fortaleza, o seu jogo terapêutico pela Sinopsys Editora.
O jogo Terapia do Esquema: Avaliação, Psicoeducação e Intervenção chega para somar na prática clínica, tornando o processo terapêutico mais ilustrativo e participativo.
Com este recurso, o psicólogo poderá:
✔️ Facilitar a psicoeducação e a conceitualização esquemática;
✔️ Conduzir sessões de forma mais visual e envolvente;
✔️ Utilizar cartões de enfrentamento e estratégias cognitivas que fortalecem o modo adulto saudável do paciente.
UMA NOITE NO VARANDÁ
ESTRADA UNIÃO E INDÚSTRIA
Na década de 1850, o Brasil vivia um momento de busca por modernização. E o imperador Dom Pedro II apoiava as iniciativas em infraestrutura e ciência.
Nesse contexto, foi que surgiu a ideia de uma estrada pavimentada entre duas regiões importantes para a economia do império: a serra fluminense e a Zona da Mata mineira. Com o apoio do imperador, o comendador Mariano Procópio conseguiu uma concessão, em 1852, para construir e e explorar uma rodovia por 50 anos. Então, fundou a Companhia União e Indústria em 1853. Era uma sociedade anônima, com ações compradas por grandes fazendeiros interessados na obra. A empresa teria o direito de cobrar pedágios para recuperar o investimento. O nome da estrada veio daí.
Os trabalhos tiveram início em 12 de abril de 1856, com a presença do Imperador Dom Pedro II e a Família Imperial, e a placa que registra o evento ainda pode ser vista no início da Avenida Barão do Rio Branco, em Petrópolis.A técnica usada foi o macadame, criada pelo escocês John Adam. Consistia em colocar camadas de pedras britadas, compactadas por rolos pesados, formando um leito regular e resistente. Era a tecnologia mais moderna da época para a pavimentação.
Em 23 de junho de 1861, Dom Pedro II e representantes ilustres da Corte e da Companhia União Indústria percorreram em diligência os 144 quilômetros da primeira rodovia macadamizada brasileira, inaugurando a ligação entre Petrópolis e Juiz de Fora.
Notas
II) Casa de Saúde Santa Mônica, Estrada União Indústria, 1193 - Roseiral CEP: 25720-062 - Petrópolis - RJ Tel: (24) 2242-6947 / 2242-6426 duducho@compuland.com.br
Casa de Saúde Santa Mônica, Rua Bispo Dom José Pereira Alves 235, Pereira RJ, 25685-140
http://www.ccs.saude.gov.br/saudemental/hospitaisriodejaneiro.php
III) A primeira rodovia pavimentada do Brasil, por Fabio Lucas Carvalho
http://www.acessa.com/cultura/arquivo/noticias/2013/04/04-mostra-conta-historia-da-rodovia-uniao-e-industria/
http://www.facebook.com/RevistaEstradas/photos/a-estrada-de-rodagem-uni%C3%A3o-e-ind%C3%BAstria-ligando-a-cidade-de-petr%C3%B3polis-rj-a-juiz-/6112786532065112/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Macadame
IV) União e Indústria ➤ Rodovia Pres. Juscelino Kubistschek ➤ BR 040
Trabalhei em Petrópolis, de 1973 a 1974, na Casa de Saúde Santa Mônica (CNES 2275600). Um hospital psiquiátrico de natureza privada, conveniado com a previdência social, cujo setor para pacientes femininos distava vários quilômetros do setor para pacientes masculinos. Ficava o setor das mulheres (além da administração geral do frenocômio e a sala de admissão dos pacientes) em uma colina do bairro Roseiral, na Estrada União Indústria, a caminho de Juiz de Fora; já o setor destinado aos homens, em outro bairro mais próximo do centro de Petrópolis.(...)
https://gurgel-carlos.blogspot.com/2022/03/memoria-petropolis-e-teresopolis.html
PINGO DE FORTALEZA ENTREVISTA JOAQUIM CARTAXO
Filho de pai paraibano de Cajazeiras- PB e funcionário do DNOCS (a mãe era de Cascavel), o escritor, desenhista, arquiteto e gestor, Joaquim Cartaxo, nasceu em Crateús, em 1954, e até seus 9 anos peregrinou com a família acompanhando o trabalho do pai por cidades do Ceará e Rio Grande Norte, quando fixou residência em Fortaleza.
Começou a desenhar e a escrever na adolescência nas escolas onde estudou e nos espaços culturais nas adjacências do bairro Otávio Bonfim, onde morou por muito tempo.
Formou-se em arquitetura na UFC e posteriormente ingressou no âmbito da gestão pública, como assessor parlamentar e da prefeitura de Icapuí, e gestor na prefeitura de Fortaleza e do governo do estado do Ceará, quando exerceu o cargo de secretário das cidades e desde 2015 é diretor superintendente do SEBRAE-CE.
Vem publicando sistematicamente crônicas no Jornal O Povo, livros e outros textos em participações nas publicações da Confraria Mambembe.
O Programa Arte e Militância é um programa da TV PT Ceará (YouTube e Facebook) apresentado por Pingo de Fortaleza e vai ao ar todas as quartas, às 18h, ficando disponível para visualizações posteriores.
ANTIGA ESTAÇÃO DA PARANGABA
Em 2008, o equipamento foi tombado. No mesmo ano, devido a construção da Linha Sul do Metrô de Fortaleza, o prédio foi objeto de um dilema.
A solução acordada entre Cid Gomes e Luizianne Lins, respectivamente governador do Ceará e prefeita de Fortaleza, foi a seguinte: rebaixar a estação por 3,5 metros e elevar a linha do metrô para preservar o equipamento histórico e evitar sua demolição. A obra durou cinco meses, onde foi priorizada a manutenção das estrutura do prédio, bem como seus traços arquitetônicos. O valor de investimento foi de R$ 1.063.324,47. A participação dos moradores do bairro no debate sobre o assunto foi importante para que os executivos acatassem a solução a que chegaram.
Cercado por um gradil, o prédio (foto) está bem preservado, mas não é mais utilizado desde 2021, quando deixou de abrigar um Centro de Referência em Direitos Humanos.
Saiba mais:
O imóvel está situado em área de intensa movimentação de pessoas e de ampla atividade econômica, situado ao lado de duas estações de metrô e VLT, e de um terminal de ônibus. Ao lado também de um grande shopping center e de diversos outros serviços comerciais, educacionais e de saúde. Em 2023, o Metrofor realizou serviços de restauração e manutenção do imóvel, através de pintura, recuperação da guarita e do sistema de drenagem, além de limpeza geral da estrutura.
Atualmente (notícia de abril de 2024), a antiga estação ferroviária da Parangaba está disponível para exploração comercial, com compromisso de preservação da estrutura e da arquitetura do equipamento – que é tombado como patrimônio histórico pelo IPHAN.
Wiki - Estação da Parangaba
http://www.metrofor.ce.gov.br/2024/04/18/
CASA DO CANTADOR
Nasceu da necessidade dos artistas locais que não tinham, até então, um espaço para manifestarem sua arte e cultura. E tem o propósito de homenagear os imigrantes nordestinos que vieram para o Distrito Federal em busca de melhores condições de vida.
Foi inaugurada em 9 de novembro de 1986, com a presença do então presidente José Sarney, um grande admirador dos repentistas e cordelistas, e também de Luiz Gonzaga, um dos ícones da cultura nordestina.
Na entrada da Casa, que já recebeu renomados artistas como Alceu Valença, Geraldo Azevedo, Xangai, Dona Lia de Itamaracá, Jacques Antunes e Zeca Baleiro, além de muitos repentistas, temos a estátua do "Cantador Anônimo", uma obra do poeta e escultor cearense Alberto Porfírio.
Conta também a Cordelteca João Melchiades Ferreira, inaugurada no final do ano 2019. O espaço, que contabiliza cerca de 1,5 mil cordéis e livros, presta homenagem ao poeta e romancista paraibano, autor do "Romance do Pavão Misterioso". A cordelteca ganhou um painel do artista plástico Valdério Costa, com xilogravuras que incluem a representação do Pavão Misterioso.
É um espaço com capacidade de 280 pessoas ou um público infantil de 350 (crianças) que pode ser utilizado para apresentações musicais, cênicas, de mamulengos além de palestras e encontros comunitários. Já teve inclusive exibições de películas (à noite) com um resultado muito bom.
Sala Multiuso (Térreo)
O espaço é voltado para oficinas, aulas teóricas, palestras, workshops, refeitório (por estar ligada a cozinha) além poder realizar pequenas apresentações ou até mesmo um pequeno salão para apresentações de forró.
Sala Multiuso (1º Andar)
O espaço é destinado para oficinas, cursos, palestras, workshops e aulas de música.
CENTRAL DE INTELIGÊNCIA CEARENSE
Com Edmilson Filho
Sinopse. C.I.C. (2025) - É um filme brasileiro de comédia e ação que acompanha Wanderlei (Edmilson Filho), um agente secreto brasileiro conhecido como Karkará. Representando a C.I.C. - Central de Inteligência Cearense, Karkará é responsável por combater alguns dos criminosos mais perigosos do mundo, e sua próxima missão será tão desafiadora quanto as anteriores: ele deve recuperar a fórmula de um projeto ultrassecreto dos governos do Brasil, do Paraguai e da Argentina.
Música-tema: "Terral", de EdnardoDireção: Halder Gomes
Principais filmes do roteirista e cineasta HG:
2013 Cine Holliúdy
2016 Shaolin do Sertão
2017 Os Parças
2019 Cine Holliúdy 2: A Chibata Sideral
2019-23 Cine Holliúdy (para TV)
2022 O Cangaceiro do Futuro (para TV)
2021 Cabras da Peste
2022 Bem-Vinda a Quixeramobim
2023 Centro de Inteligência Cearense
SETENTA ANOS DA MEURIS
Nascida em 19/09/1955, em Fortaleza, Meuris Gurgel Carlos da Silva comemorou em duas etapas seus 70 anos de idade:
1) em Campinas-SP, cidade em que trabalhou até aposentar-se recentemente, e 2) no Ceará, onde reside a maior parte de seus familiares.
Aqui, a festa de aniversário aconteceu no Condomínio Wai Wai, na Praia de Cumbuco.
A quinta dos filhos do casal Luiz Carlos da Silva e Elda Gurgel e Silva, dos onze que atingiram a idade adulta, graduou-se em Engenharia Química na Universidade Federal do Ceará (UFC), no período de 1974 a 1978.
Meuris fez uma sólida e consistente carreira na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), tendo conquistado nesta instituição paulista, os seguintes títulos e graus acadêmicos: Mestrado em Engenharia Química, Especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho, Doutorado em Engenharia Mecânica e Livre-Docência em Engenharia Química.
A atuação acadêmica levou-a a ocupar distintas e destacadas funções na Unicamp, tendo sido chefe de departamento e exercido atribuições em colegiados e grupos de trabalho institucionais, além da docência na graduação em Engenharia Química e na pós-graduação (Mestrado e Doutorado), com expressivo número de dissertações e teses orientadas e produção de artigos científicos.
Conquistou, assim, o respeito de seus pares, no ramo de atuação como pesquisadora, retratado, desse modo, nos encargos de consultora de importantes agências de fomento à pesquisa do país, a exemplo do CNPQ e da FAPESP.
Em 03/01/2001, Meuris casou-se em Fortaleza com o profissional liberal em Ciências Contábeis Laerte Antônio José, oriundo de Rio Claro-SP e falecido em 15/12/2022.
Fontes
Silva, Marcelo Gurgel Carlos da. Otávio Bonfim, das Dores e dos Amores: sob o olhar de uma família. Fortaleza: EdUECE, 2008
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2008/11/despoluio-de-efluentes-industriais.html
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2010/12/o-cobeq-2010.html
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2014/01/meuris-gurgel-no-reporter-eco.html
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2016/10/meuris-e-melissa-orientadoras-de-tese.html
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2022/12/laerte-antonio-jose.html
CASCAVEL-CE
Sua população, estimada em 2024, é de 76 mil habitantes.
As terras de Cascavel fazem parte da zona costeira, com muitas dunas es poucas elevações. Sua maior elevação é a serra da Mataquiri.
Praias: Balbino, Caponga (14 km pela CE-138), Águas Belas (17 km pela CE-138), Barra Velha e Barra Nova (13 km pela CE-253)
- Praia da Caponga: É o coração da pesca de Cascavel. Localizada em uma enseada, seu cenário se completa por um coqueiral em todo o contorno dos espelhos d’água de um mar calmo.
- Praia de Águas Belas: Um cenário deslumbrante com dunas, coqueirais e águas cristalinas, especialmente bonito na maré baixa, quando se formam piscinas naturais no encontro do Rio Malcozinhado com o mar.
- Praia de Barra Nova: Conhecida como um refúgio tranquilo com piscinas naturais e a beleza cênica do Rio Choró desaguando no mar.
Ficamos no "Recreio Casa Grande" (9 8150 8940), no Centro de Cascavel. Com suítes, chalés, piscina, deck e estacionamento para carros, em determinados períodos a pousada é reservada a eventos.
CASAMENTO DE PALOMA E JOÃO
A cerimônia de casamento de Paloma e João - ela, filha de Paulo Helder de Alencar Braga e Sônia Maria de Araújo Cavalcante, e ele, filho de João Castelo Branco de Araújo Filho e Celina Maria Romcy de Araújo -, será realizada hoje, às dezesseis horas do dia 4 de outubro de dois mil e vinte e cinco, no Rancho PH, em Cascavel/CE.
05/10/2025 - Atualização desta postagem com a inserção de uma fotografia do evento:
DO FUTEBOL DE CAMPO AO FUTEBOL SOÇAITE
Trata-se do bancário aposentado Edmar Gurgel Coelho. Na década de 1960, o tio atuava no futebol de campo pelo Usina Ceará, o chamado time fabril.
Para não perder o hábito, é que Edmar, até hoje, ainda joga três vezes por semana nas quadras de grama sintética do futebol soçaite.
A seu lado, o filho Sílvio, que recentemente organizou na família o aniversário de 88 anos do pai. (Paulo Gurgel)
LAMBRETA E VESPA
CAÇADAS NO SÍTIO CATOLÉ
MEMÓRIA - USINA CEARÁ
MEMÓRIA - USINA CEARÁ (2)
MEMÓRIA - USINA CEARÁ (3)
MEMÓRIA - USINA CEARÁ (4)
MEMÓRIA - USINA CEARÁ (5)
DOS ANOS DOURADOS AOS ANOS ILUMINADOS EM OTÁVIO BONFIM
CACHAÇAS UISCANA E ESPORTIVA
A ENTREVISTA DE EDMAR
QUEM SALVA UM LIVRO...
EDMAR GURGEL E AMILTON MELO
MUSEU DO CEARÁ
Em 1951, o Arquivo foi deslocado para as áreas térreas do Palacete Senador Alencar, onde funcionava a Assembléia Legislativa, e o Museu se manteve no edifício da Praça da Sé até 1957, sob a tutela do Instituto Histórico do Ceará, que se transferiu para o local.
No terreno onde estava instalado, o Governo Paulo Sarasate resolveu construir o Fórum Clóvis Beviláqua, transferindo o Museu para a Avenida Visconde do Cauype, n.º 2341. Lá ficou até 1967, quando a Universidade Federal do Ceará solicitou a edificação para ampliar as dependências da Faculdade de Economia, prometendo em contrapartida um prédio na Rua Barão do Rio Branco, n.º 410 (hoje sede do Instituto Histórico).
O Museu ainda seria deslocado mais duas vezes: em 1971, para a Avenida Barão de Studart, n.º 410 (onde atualmente está o Museu da Imagem e do Som); e em 1990, para a Rua São Paulo, n.º 51, onde se mantêm até a presente data.
Ao longo desse percurso de mais de noventa anos de existência, o Museu do Ceará passou pelas mãos de vários administradores, saiu da tutela do Instituto Histórico e foi vinculado à Secretaria de Cultura do Estado do Ceará (SECULT) em 1967. Hoje a Instituição se encontra num imóvel de significativo valor histórico, denominado Palacete Senador Alencar, idealizado originalmente para ser a Assembléia Provincial do Ceará, na época do Brasil-Império.
Tombado como Monumento Nacional pelo IPHAN, nas proximidades do Palacete estão o Palácio da Luz (atual Academia Cearense de Letras), a Igreja do Rosário e a Praça General Tibúrcio (mais conhecida como Praça dos Leões).
O Museu do Ceará possui um acervo bastante variado, resultado de compras e, sobretudo, de doações de particulares e instituições públicas. Entre moedas e medalhas, há quadros, móveis, peças arqueológicas, artefatos indígenas, bandeiras e armas. Há também peças de “arte popular” e uma coleção de cordéis publicados entre 1940 e 2000 (950 exemplares). Alguns objetos se referem aos chamados “fatos históricos”, como a escravidão, o movimento abolicionista e movimentos literários, como a famosa “Padaria Espiritual”, que entrou com especial destaque para a História da Literatura Brasileira.
Sua principal missão é promover a reflexão crítica sobre a História do Ceará por meio de programas integrados de pesquisas museológicas, exposições, cursos, publicações e práticas pedagógicas. E todas essas atividades vêm consolidando o Museu do Ceará como um significativo espaço de educação, cultura e lazer, tal como se entende nos fundamentos científicos e éticos da museologia contemporânea.
Fonte: http://www.secult.ce.gov.br/2013/01/03/museu-do-ceara
MUSEU DA IMAGEM E DO SOM
O novo Complexo Museu da Imagem e do Som, inaugurado em 2022, é composto por um conjunto urbano de dois imóveis: o casarão da década de 1950, parte do patrimônio histórico da cidade, e um novo prédio de cinco andares criado pelo arquiteto Carvalho Araújo. Unindo os dois espaços, uma ampla praça que funciona como espaço de convivência, área de lazer, espaço para exibições e aulas abertas e para a realização de feiras e instalações temporárias.Na vez anterior que eu visitei o MIS, só existia o casarão (mostrado na fotografia ao lado). Há três anos, é que passou a fazer parte do museu o prédio de cinco andares. ~ Paulo Gurgel
A sua nova infraestrutura é constituída dos seguintes ambientes: recepção, biblioteca, laboratórios de conservação e higienização, laboratório de digitalização e restauro digital, laboratório fotográfico, reserva técnica ampla climatizada, ambiente para pesquisa e catalogação, estúdio de áudio e de mixagem e restauro de áudio, estúdio de vídeo, ilhas de edição, diversos espaços expositivos e pedagógicos com equipamentos digitais interativos. O museu conta com equipamento de última geração para cumprir todas as atividades necessárias na conservação, digitalização e restauro digital de acervos imagéticos, sonoros e audiovisuais.
É administrado pelo Instituto Mirante. Visite o MIS.
Funcionamento:
Quarta, quinta e domingo (10h às 17h30)
Sexta e sábado (13h às 19h30)
Entrada Gratuita
LANÇAMENTO DE "CARTAS PARA BELCHIOR - VOLUME 2"
MEMÓRIA. ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DE AURORA
No início da década de 1920, Aurora se notabilizou pela construção de sua estação ferroviária, cuja inauguração se deu em 7 de setembro de 1920
O município passou então a ter a primeira e mais importante estação ferroviária da região, uma vez que as estações do seu distrito de Ingazeiras (1922), de Missão Velha (1925), de Juazeiro (1926), do cratense distrito de Muriti (n/d) e do Crato (1926) só vieram a ser concluídas anos depois. Por conta de ser um entroncamento da RVC, Aurora acolhia os viajantes de parte da Paraíba e do Cariri cearense, que vinham pernoitar na cidade à espera do trem para a capital.
Fontes:
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2020/10/aurora-o-municipio-o-trem-e-as-estacoes.html
http://www.estacoesferroviarias.com.br/ce_crato/aurora.htm
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2020/10/estacao-daurora-uma-saudade-que-nao.html
LUIZ GONZAGA - LÉGUA TIRANA
Filme brasileiro de 1985
Direção: Marcos Carvalho e Diogo Fontes
Elenco: Chambinho do Acordeon (LG adulto), Luiz Carlos Vasconcelos, Claudia Ohana, Tonico Pereira e outros
CEILÂNDIA
Brasília é I (traduzida como Eu, no Wiki).
Ceilândia é a Região IX das 31 RA do DF.
É considerada a segunda maior "cidade nordestina" fora do Nordeste brasileiro (a primeira é São Paulo). Cerca de 70% de sua população tem origem nordestina.
Foi criada pelo governo, em 27/03/71, para impedir que as pessoas se mudassem para Brasília e montassem favelas no Plano Piloto.
O nome Ceilândia resultou da junção de "CEI" (sigla de Campanha de Erradicação de Invasões) com o termo "lândia" (da palavra germânica land, que significa terra).
A quem se encontra na Rodoviária Interestadual, a rota mais utilizada para ir a Ceilândia passa por Taguatinga (incluindo-se 1 km do Túnel Rei Pelé).
Feira Central de Ceilândia
A Feira é considerada um dos principais pontos de cultura nordestina fora da Região Nordeste, reunindo quase 500 bancas. Por ali, é possível encontrar de quase tudo: aves, peixes, queijos, verduras, frutas, moda, utensílios para o lar, bolsas, sapatos e muito mais. Pratos típicos da culinária nordestina, como sarapatel, dobradinha e caldo de mocotó são também especialidades de lá.
A principal avenida de Ceilândia é a Avenida Hélio Prates, que também é uma importante via de ligação com a região vizinha de Taguatinga. Esta avenida serve como um eixo central na cidade, com a sua importância reforçada pela presença de comércios e o movimento constante de pessoas e tráfego que a tornam uma artéria vital da região.
Clube das Palmeiras
É um clube de lazer e recreação em Ceilândia, DF, com foco em piscinas, churrasqueiras, parque infantil e música ao vivo. O restaurante é aberto ao público.
Museu da Limpeza Urbana
Ele foi idealizado pelos próprios garis que encontravam e guardavam objetos curiosos encontrados tanto na coleta quanto na usina de compostagem.
Hotéis
Brisa Tower Hotel, Hotel Vinte Um e outros.
Casa do Cantador
(Uma nota específica sobre esta entidade encontra-se em elaboração.)
UNAí E PARACATU (MINAS GERAIS)
Chegada ao Aeroporto de Brasília às 12h30.
E fomos acolhidos por Henrique Klein, esposo de Maninha: Elba e Denise, sendo levados para a residência do casal no Lago Norte; e, quanto a mim, até a Rodoviária Interestadual, na qual peguei um ônibus da Viação Santa Izabel com destino a Unaí.
Às 16h30, cheguei à Rodoviária de Unaí. E fui a pé (450 m) ao Hotel Vermont Plaza, onde tinha reserva de hospedagem.
A palavra "Unaí" que designa o nome do município é uma anagrama feito a partir da palavra Tupi-Guarani "Iuna", nome dados pelos índios ao rio que corta a região, cujo significado é Água-Escura. Essa foi a solução dada pelos antigos moradores da região para evitar confusão com nomes de outra cidades da região, que já haviam utilizado o termo, como no caso da cidade de Rio Preto. WIKI
25/08, segunda-feira
Em seguida:
Ruas do Centro, o moderno comércio em harmoniosa coexistênia com a Selaria Araújo.
Praça da Prefeitura Municipal de Unaí em que há um busto em homenagem a Sebastião Alves Pinheiro, o"Tão", que foi prefeito três vezes.
Almoço no restaurante Unaí.
À noite, fiz um lanche rápido no Quitandela.
26/08, terça-feira
Passeio na sede de Paracatu, 104 km de distância de Unaí. Fui pela Viação Sertaneja.
O município de Paracatu, assim como Unaí, está localizado na divisa com o Estado de Goiás. E o Rio Paracatu, que pertence à Bacia do São Francisco, originou o nome deste que é o principal município da região.
Destaca-se em Paracatu a produção agropecuária (principalmente a produção de soja, milho e feijão e a criação extensiva de gado nelore), além da extração de minérios, principalmente o ouro. Encontra-se neste município a maior mina de ouro do Brasil e a maior a céu aberto do mundo. Paracatu é também conhecida como a Capital do Pão de Queijo. WIKI
Paracatu tem 100 mil habitantes e um Jóquei Clube (foto 2).
27/08, quarta-feira
Saída de Unaí para Brasília, às 6h30, pela Santa Izabel.
Um carro de aplicativo me transportou até a casa de Henrique e Maninha no Lago Norte. Recém-adquirida, a casa é espaçosa, muito bonita e está a aguardar a instalação de um elevador.
Após o almoço, tive um longo bate-papo com Elba, Denise, Maristane e o casal Klein.
À noite, Henrique foi me deixar no Aeroporto Juscelino Kubitshek para meu retorno a Fortaleza pela Gol. Elba e Denise continuaram em Brasília.
O BRASIL DO MEIO
LANÇAMENTO DO LIVRO "ANTONIO CAMELO: UM PAI ILUMINADO"
O livro possui 50 textos assinados por uma vasta gama de colaboradores, com a seguinte distribuição: filhos (23), outros familiares (9) e amigos (6); a esses, se somam 12 depoimentos, todos eles, de maneira uníssona, reverenciando os nobres atributos morais e os valores espirituais do patriarca do Clã Camelo do Otávio Bonfim.
Data: 26 de agosto de 2025 (terça-feira), logo após a missa das 18h30.
Local: Salão Santo Antônio da Paróquia de Nossa Senhora das Dores (em frente à Praça Farias Brito do Otávio Bonfim, no início da Av. Bezerra de Menezes).
PESAR POR DR. RAIMUNDO PEREIRA DE QUEIROZ FILHO
Como reconhecimento de seus serviços profissionais e de seu trabalho em prol da emancipação do município (1983), foi-lhe outorgada em 2007 a "Medalha Almir Dutra" pela Câmara Municipal de Maracanaú.
Fui seu colega na Faculdade de Medicina, no CFOM, e no HGeF. Um grande amigo, um exemplar cidadão e um médico de elevadas qualidades.
Externo meus sentimentos à família enlutada. Recordar-me-ei para sempre de Queiroz.
O velório terá início amanhã, dia 18, a partir das 8 horas da manhã, na Funerária Ethernus e seguirá até às 8 horas do dia 19, quando acontecerá a solenidade de despedida. Logo após, o corpo seguirá para a cremação.
Em dezembro de 2019, publiquei este artigo sobre Raimundo Queiroz em "Linha do Tempo": https://gurgel-carlos.blogspot.com/2019/12/raimundo-pereira-de-queiroz-filho.html
RICARDO FIGUEIREDO BEZERRA
Além de um grande contador de causos, o músico, memorialista e advogado Jorge Mello foi o parceiro n.º 1 de Belchior (com 28 canções da dupla, das quais 22 foram gravadas).
Sobre o Ricardo arquiteto
Mestre em Landscape Architecture (Arquitetura Paisagística) pela University of Arizona (1986) e doutor em Urban Planning (Planejamento Urbano) pela University of Nottingham (1999) [2], ele é um dos moradores ilustres da Cidade 2000, o bairro de Fortaleza em que ele reside, com a jornalista Bete Dias, na apelidada Casa Gaudincha, um refúgio de artes, afetos e encontros.[3]
A razão de ser do nome da morada: uma homenagem a Antoni Gaudí (1852-1926), arquiteto catalão, autor de obras célebres que marcam a paisagem de Barcelona, e a Manoel Francisco dos Santos, o Mané Garrincha (1933 - 1983), jogador famoso pela imprevisibilidade dos seus dribles, "condição essa presente na casa", como Romeu Duarte já comparou. [4]
Para Wagner de Castro, em sua tese de 2014 sobre o movimento cultural "Massafeira Livre" e suas interfaces no Brasil, especificamente em Fortaleza, [5] "os compositores, músicos e interpretes participavam de festivais competitivos pelo prêmio, mas também para ampliar as amizades, as parcerias e ter visibilidade no mercado fonográfico e midiático, almejando o sucesso". Foi assim, o estreitamento da amizade de Ricardo com o então secundarista, Raimundo Fagner, e as parcerias de sucesso como nas canções: "Sina", de Fagner, Ricardo e Patativa do Assaré; "Cavalo Ferro" (gravações disponíveis no YouTube: Ednardo, Téti e Rodger; Qarteto em Cy; Fagner; banda Nacionalize), de Fagner e Ricardo e "Manera Fru Fru, Manera", de Fagner e Ricardo, canção esta que deu título ao primeiro disco de Fagner".
Referências
[1] http://gurgel-carlos.blogspot.com/2025/07/musica-e-bate-papo-com-jorge-mello.html
[2] http://ufc.academia.edu/RicardoBezerra/CurriculumVitae
[3] http://youtu.be/0s6jAHCGAo4?si=MbAlsg00djoVRQ7F (vídeo)
[5] http://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/8658/1/2014_tese_wjscastro.pdf
Vídeo
FILMES E SÉRIES COM A CARA DE NOSSA GENTE
O Cineteatro São Luiz, localizado na capital cearense, foi palco da solenidade de lançamento. Para marcar a criação da "Siará+", foi realizada homenagem aos 50 anos de carreira do cineasta cearense Rosemberg Cariry. Na oportunidade, o público participou da exibição do filme "Lua Cambará: Nas Escadarias do Palácio", uma versão inédita, com recuperação realizada pelo Museu da Imagem e do Som Chico Albuquerque (MIS-CE).























