RIO DE JANEIRO E REGIÃO DOS LAGOS (3)

12 de maio, quinta-feira
Cristo Redentor. Localizado no alto do Morro do Corcovado, é a imagem brasileira mais conhecida no mundo. Sua pedra fundamental foi lançada em 1922, sendo o monumento inaugurado em 12 de outubro de 1931. Do alto de seus 38 metros - e dos 710 metros do Morro do Corcovado - o Cristo é a imagem da fé e da simpatia do povo carioca e já completou 90 anos.
https://blogdopg.blogspot.com/2021/10/minha-alma-canta.html
Todos os anos, mais de 600 mil pessoas são levadas ao Cristo Redentor pela centenária Estrada de Ferro do Corcovado, o passeio turístico mais antigo do país. Essa estrada de ferro foi a primeira ferrovia eletrificada do Brasil. Inaugurada em 1884 por D. Pedro II, é mais antiga do que o próprio monumento do Cristo Redentor. Aliás, foi o trem do Corcovado que, durante vários anos, transportou as peças do monumento em construção.O trem sai de sua estação no Cosme Velho, em frente à Igreja São Judas Tadeu, percorre a mata da Tijuca, com duas breves paradas, uma das quais em Paineiras, que já foi hotel e local de concentração dos jogadores da seleção brasileira de futebol, e hoje é um centro de visitantes.
AquaRio (aquário marinho) e Roda Gigante do Rio, na Gamboa.
Almoço: no tradicional restaurante "Flórida", na Praça Mauá.
Museu de Arte do Rio
Museu do Amanhã
O Museu do Amanhã é um novo tipo de museu de ciências em que você é convidado a examinar o passado, conhecer as transformações atuais e imaginar cenários possíveis para os próximos 50 anos por meio de ambientes audiovisuais imersivos, instalações interativas e jogos disponíveis ao público em português, inglês e espanhol.
O Museu do Amanhã é um museu de ciências na cidade do Rio de Janeiro, Brasil. Foi projetado pelo arquiteto neofuturista espanhol Santiago Calatrava e construído ao lado da orla no Pier Mauá. Sua construção contou com o apoio da Fundação Roberto Marinho e custou cerca de 230 milhões de reais. O prédio foi inaugurado em 17 de dezembro de 2015, com a presença da presidente Dilma Rousseff.
A exposição principal leva os visitantes através de cinco áreas principais: Cosmos, Terra, Antropoceno, Amanhã e Nós através de uma série de experimentos e experiências. Este intrincado e cativante museu mistura ciência com um design inovador para focar em cidades sustentáveis e um mundo ecológico.
O museu fez parte da renovação da área portuária da cidade para os Jogos Olímpicos de Verão de 2016.

https://en.wikipedia.org/wiki/Museum_of_Tomorrow
13 de maio,sexta-feira
Em vez de um carro por aplicativo, optamos por pegar um táxi na frente do Copa Sul. O dono do táxi, um cearense de nome Manuel, nos levou aos seguintes locais: Arcos da Lapa, Parque das Ruínas, no morro de Santa Teresa, Escadaria Selarón, Mosteiro de São Bento, Catedral, Teatro Municipal e o Amarelinho, na Cinelândia.
Estátua do "Cristo sem teto" (atentar para as chagas nos pés). 
Local: pátio da Catedral.
Todo esse passeio durou duas horas e meia e, quando ele nos deixou de volta ao hotel, reforçamos o pagamento de seus serviços com uma boa gorjeta. Manuel é um boa-praça, esmerou-se em prestar informações, arranjava vaga para estacionar o táxi sempre perto dos locais visitados e, quando soube que eu havia morado na rua Benjamin Constant, ao passar pela Glória, fez questão de incluir essa rua no roteiro para que eu pudesse matar as saudades.
Almoço no "Venga Chiringuito", em Copacabana.
14 de maio, sábado
Fomos à Praia do Pepê, na Barra da Tijuca (tendo como percurso Ipanema, Leblon, São Conrado e Joá). Descendo do uber na Praça do Pomar, seguimos até a Avenida do Pepê. Almoçamos no "Bangalô" onde fomos atendidos por um garçom cerense de Guaraciaba do Norte. Entramos em dois shopping centers vizinhos: "Downtown" e "Cittá Mall", na Avenida das Américas, e retornamos para Copacabana no meio da tarde. Rodrigo e Natália ainda foram a um bar local para assistir ao jogo Flamengo 2 x 2 Ceará, enquanto ficamos cuidando do Renan.
À noite, nossa vez. Elba e eu fomos assistir ao show de Dan Sebastian no Bottles's Bar. O episódio será descrito como "Uma noite no Beco das Garrafas" no blog EM.
15 de maio, domingo
No café da manhã, despedimo-nos de Natália, Rodrigo e Renan (que viajariam logo mais para Fortaleza) e, como tínhamos algumas horas no Rio antes do embarque, fomos à Ipanema. Passeamos na avenida Vieira Souto (onde estivemos na segunda-feira), na Praça General Osório (que aguarda a reforma de seu Chafariz das Saracuras e que, aos domingos, recebe as barracas de uma feira que não é mais a "feira hippie") e na Praça N. Sra. da Paz; e também passamos pelas calçadas dos ainda fechados "Restaurante e Bar Garota de Ipanema" (onde Tom e Vínicius compuseram canção da famosa garota) e "Restaurante Vinicius e Bossa Nova Bar."

RIO DE JANEIRO E REGIÃO DOS LAGOS (2)

11 de maio, quarta-feira
Às 7h00, o Sr. Marcelo, da "Pepe Tours", veio nos buscar no Copa Sul para o passeio que faríamos na região dos Lagos. Mas somente atravessaríamos a ponte Rio-Niterói umas duas horas após, quando o ônibus do receptivo lotou com os turistas de vários hotéis (todos na zona sul, felizmente) que participariam da mesma excursão.
Passamos por São Gonçalo, Itaboraí, Rio Bonito (onde compramos suprimentos), São Pedro da Aldeia, Cabo Frio e chegamos a Arraial do Cabo, o nosso destino da viagem.
Fazem parte da região dos lagos dez municípios: Araruama, Arraial do Cabo, Búzios, Cabo Frio, Iguaba Grande, Macaé, Maricá, Rio das Ostras, São Pedro da Aldeia e Saquarema. Todas elas são marcadas por inúmeras lagoas e praias, desde as de mar aberto até aquelas de enseada, com águas calmas e favoráveis para o mergulho. Da Capital, a distância para a Região dos Lagos fica entre 120 e 170 km, sendo que a cidade mais próxima é Saquarema e a mais distante é Arraial do Cabo. E o 2.º maior lago do país, com 220 km2, fica em Araruama.
A nossa escuna foi a "Betina", onde por azar me desequilibrei ao entrar nela e levei uma forte topada nos dedos do pé direito. Isso me excluiu de algumas brincadeiras durante a excursão, tais como: descer nas praias e dar mergulhos (em que alguns puseram o snorkel) no mar de Arraial. 
Fiquei no barco aplicando gelo nos dedos contundidos.
Elba e eu na escuna
Praias do Forno, Pontal do Atalaia e Farol foram as nossas paradas. Além disso, vimos de perto a Gruta Azul.
A escuna contava com um DJ para animar os turistas a bordo com músicas (vá lá, músicas) da Anitta e de outros artistas do pop funck. E, quando um barco passava próximo do nosso, era aquela confraternização.
Conheci a bordo um tal Rosivaldo Lobão, residente em Goiás, com o qual batemos uns papos interessantes.
Às 17 horas, retornamos para terra firme e, no meu caso particular, enfrentei uma difícil caminhada até o "Deck dos Anjos", o restaurante em que tardiamente almoçamos. Em seguida, fizemos a viagem de volta para o Rio, tendo aqui chegado por volta das 21h30.
No hotel, continuei com os cuidados para me recuperar da terrível topada. Substituindo o gelo, pela aplicação de um creme de diclofenaco que eu tinha trazido comigo.
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RIO DE JANEIRO E REGIÃO DOS LAGOS (1)

09/05, segunda-feira
Voo de Fortaleza para o Rio.
Saída do Pinto Martins às 2h40 e chegada ao Rio às 6h00. Café da manhã no restaurante "Pão de Queijo", no Aeroporto do Galeão, também conhecido como Antônio Carlos Jobim. Em carro requisitado por aplicativo (Uber), percorremos a Ilha do Governador, Fundão, Linha Vermelha, Tijuca,Túnel Rebouças, Lagoa com destino a Copacabana (Posto 6).
Check-in no Copa Sul, onde Natália, Rodrigo e Renan já estavam hospedados.
Caminhada em Ipanema: Praça General Osório e ruas do entorno, calçadão da Vieira Souto com vistas para a Pedra do Arpoador e o Morro Dois Irmãos.
O pico foi citado por Chico Buarque na canção Morro Dois Irmãos ("Dois Irmãos, quando vai alta a madrugada / E a teus pés vão-se encostar os instrumentos") e também por Antônio Cícero, na letra de "Virgem", de Marina Lima ("As luzes brilham no Vidigal / E não precisam de você / Os Dois Irmãos também não precisam").
Almoço no restaurante Belmonte, na esquina dessa avenida com a Farme de Amoedo, cujo proprietário é o cearense Antonio Rodrigues. A casa se destaca pelo pé-direito alto, seu grande salão principal e uma gigantesca estante com muitos títulos de bebidas. Os chopes que tomamos tiveram o acompanhamento de um frango à passarinho supercrocante.
Eu (à esquerda) e Rodrigo no Belmonte, Praia de Ipanema
À tarde, fomos ao Parque Lage (a visita ao palacete necessitava de agendamento) e à Lagoa Rodrigo de Freitas. Nesta atração geográfica, após percorrermos uma parte de seu perímetro de 8 quilômetros, alugamos por meia hora um pedalinho para um rolê aquático. E já era noite quando nos sentamos a uma mesa do restaurante "Badalado" para o consumo de sucos, pasteis e brownie com sorvete, além de um "prato infantil" pelo Renan.
Com 52 hectares de área verde, o Parque Lage foi um engenho de açúcar nos tempos de Brasil Colônia e conserva traços do período. O suntuoso palacete que abriga a Escola de Artes Visuais fazem do local uma viagem ao passado. Um espelho d'água emoldurado por montanhas no coração da Zona Sul. Como se não bastassem suas praias e florestas,os privilegiados bairros de Ipanema, Leblon, Gávea e jardim Botânico ainda contam com a beleza da Lagoa Rodrigo de Freitas. Circundada por uma ciclovia de 8 quilômetros e três parques com pistas de skate, quadras para a prática de esportes, bares e restaurantes, a Lagoa é um dos principais polos de lazer da cidade.
10/05, terça-feira
Jardim Botânico. Localiza-se no bairro Jardim Botânico, na zona sul da cidade do Rio de Janeiro. Uma das mais belas e bem preservadas áreas verdes da cidade, é um exemplo da diversidade da flora brasileira e estrangeira. Nele podem ser observadas cerca de 6 500 espécies (algumas ameaçadas de extinção), distribuídas por uma área de 54 hectares, ao ar livre e em estufas. A entrada é paga, há guias disponíveis e a visita pode ser feita a pé ou em carro elétrico.
O Jardim Botânico abriga também o Instituto Tom Jobim. Uma merecida homenagem ao compositor que, em muitas de suas canções, demonstrou o seu amor à natureza.
Criado em 1808 por Dom João VI, quando a Corte Portuguesa veio se exilar no Brasil, abriga espécies vegetais de várias partes do mundo num belíssimo projeto pasaigístico. Destaques para os exemplares de palmeira-imperial, muitos deles com mais de 150 anos, o cactário, o orquidário e o Chafariz das Musas, que fica no encontro de suas aleias (caminhos ladeados de árvores).
Natália com Renan (chorando), Elba e eu. Ao fundo, o Chafariz das Musas do Botânico.
Do Jardim Botânico fomos à Mureta da Urca, e desta à Praia Vermelha de onde partem os bondinhos que dão acesso ao Morro da Urca e ao Pão de Acúcar.
Esses relevos geográficos ficam bem na entrada da baía de Guanabara, sendo dois mirantes naturais que nos enchem os olhos: o Morro da Urca, com 227 metros de altura, e o Pão de Açúcar, 170 metros mais alto, de onde se vê a Baía da Guanabara, a imensidão do Oceano Atlântico, a Serra do Mar e grande parte da Cidade do Rio. O transporte oficial para eles é outro ícone carioca: seus charmosos teleféricos.
Porto das Carnes, um ambiente rústico e aconchegante em Copacabana onde almoçamos. É um restaurante que eu recomendo.
Perto dali, existe o Forte de Copacabana, um dos cartões postais do Rio de Janeiro. Abriga exposições permanentes sobre a história do Brasil e a atuação do Exército Brasileiro notadamente no período republicano. Na Confeitaria Colombo (um dos cafés que existem no interior do Forte) tomamos um delicioso café com chantilly. Às terças-feiras, a entrada no Forte é gratuita.
A ponta da pedra onde ele fica se lança no oceano e permite a quem vai até ali ter uma visão arrebatadora da praia de Copacabana. Construído em 1908 com o fim de defender militarmente a Baía da Guanabara, foi palco de importantes acontecimentos históricos, como o Levante dos 18 do Forte, em 1922.
Muita gente sobe na Pedra do Arpoador para contemplar o pôr-do-sol. Embora não fosse a hora, Natália e eu seguimos esse costume. Há uma estátua de Dorival Caymmi, próximo ao Forte de Copacabana, e outra de Tom Jobim, no calçadão da Praia do Arpoador.
À noite, meus familiares em passeio no Rio foram jantar fora. Decidi ficar no hotel redigindo esta nota.
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PRELIBANDO O RIO DE JANEIRO


Viajaremos logo mais para a Cidade Maravilhosa, onde nos encontraremos com a filha Natália, Rodrigo e o neto Renan, que já estão desde ontem (8) hospedados num hotel em Copacabana. Antes disso, eles ficaram uma semana conosco em Fortaleza, deixando-nos no dia 5 para comparecerem numa festa de casamento em Salvador.
Natália encarregou-se de elaborar o nosso roteiro turístico no Rio de Janeiro, no qual está previsto um passeio na Região dos Lagos.

LAMPIÃO EM RIBEIRA DO POMBAL-BA

Este registro icônico de Lampião com parte de seus cangaceiros foi feito em 17 de dezembro de 1928 em Pombal, Bahia.
Lampião, Ezequiel (irmão de Lampião), Moderno, Luís Pedro, Antônio de Engrácia, Jurema, Mergulhão e Corisco (Foto feita por Alcides Fraga e restaurada por Rubens Antonio)
O fotógrafo amador Alcides Fraga já estava nervoso antes de fazer a foto, mas a tensão só aumentou depois, quando Lampião exigiu ter a fotografia imediatamente, enquanto Fraga explicou que seria impossível porque precisaria levar o negativo para revelar em Salvador. Lampião deu um prazo de 3 dias e o jeito foi improvisar uma revelação com impressão precária da foto original. Outras cópias melhores surgiram após novas revelações.
http://pt.quora.com/qual-foto-historica-tem-muito- perigo-envolvido? - Rodrigo Faustino
http://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/o-maestro-marcado-para-morrer-apos-fotografar-lampiao-em-ribeira-do-pombal/ 
Em seu ensaio "Cangaço: Ecos na Literatura e Cinema Nordestinos" (ISBN 978-85-7564-864-3), com o objetivo de identificar como o cinema interpretou o fenômeno do cangaço, Vera Figueiredo Rocha analisou quatro destas obras cinematográficas: "O Cangaceiro", "Deus e o Diabo na Terra do Sol", "Corisco e Dadá" e "Baile Perfumado". Este último filme aborda os passos vividos pelo libanês Benjamim Abrahão, em 1936, para registrar as únicas imagens (em movimento) do bando de Virgolino Ferreira, o Lampião. O mascate Abrahão, que anos depois virou personagem de "Baile Perfumado", traçou uma estratégia bem sucedida para filmar os cangaceiros em suas atividades do cotidiano.
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2016/11/o-cangaco-e-o-cinema.html - Linha do Tempo

"VOX CLAMANTIS IN DESERTO"

Foi lançado na última quinta-feira (28), às 11 horas, no Auditório da Faculdade Rodolfo Teófilo (FRT), do Instituto do Câncer do Ceará (ICC), o livro contendo crônicas e ensaios, "Vox Clamantis In Deserto", do advogado e professor André Bastos Gurgel (foto), integrante do corpo docente da FRT.
A obra, prefaciada pelo etimólogo e frade franciscano Frei Hermínio de Oliveira, e o autor foram apresentados pelo Prof. Dr. Marcelo Gurgel Carlos da Silva, médico do ICC e também docente da FRT.
Da apresentação:
"Desde 2017, como autor convidado, André Gurgel toma parte na Antologia Anual da Sobrames/CE, estando esses seus trabalhos aqui enfileirados na Parte I. A Parte II reúne três trabalhos publicados na revista Scriptorium e um quarto já aceito para publicação nesse veículo oficial da Associação Brasileira de Bibliófilos.
Entre 2016 e 2018, publicou em inglês dezenas de artigos na home page da Carmenta School of Latin, uma escola dedicada a línguas clássicas sediada nos EUA; alguns desses artigos foram, oportunamente, por ele vertidos a nosso vernáculo a fim de integrar este livro, em sua Parte III. A Partes IV e V estão compostas, respectivamente, de alguns textos esparsos, publicados em outros veículos, e outros inéditos. A Parte VI, ao final, dispõe em anexo e em apêndices elementos que bem qualificam o autor deste livro." (MGCS)

O CANTAR ALEGRE DE UM VIVEIRO

Na década de 1970 e anos anteriores, grupos de seresteiros notivagueavam por nossa cidade, detendo-se aqui e ali para cantar sob os balcões de suas amadas.
Fortaleza era uma Conservatória.
Eu fazia parte de um desses grupos com sede em Otávio Bonfim. Contando com o emérito violonista Claudio Costa para acompanhar, revezava-me nos vocais com outros companheiros da boêmia suburbana. Até hoje não me esqueço da homérica desafinação que eu dei ao cantar "Eu não existo sem você", de Tom e Vinicius. Para agravar a situação, isso foi acontecer numa serenata dedicada a uma certa senhorita Godiva, irmã da professora de piano Mércia Pinto.
Uma serenata tinha lá seus preparativos. Começava pelo encontro dos integrantes do "belo canto" em algum bar ou restaurante da região (Pombo Cheio, Real Drinks, Avenida...), onde se decidia: 1) o que cantar e 2) quais seriam as donzelas prestigiadas pelo evento. Esvaziadas algumas cervejas, o time saía com alguém levando a cola dos nomes das canções escolhidas no verso de um maço de cigarros.
Certa vez, fizemos uma serenata numa casa que ficava na Parquelândia. O grupo era formado na ocasião por Claudio Costa, Francisco Dário, Fernando Antônio e outros, além deste escriba.
O Fernando Antônio tinha sido meu colega de turma na Faculdade de Medicina. Integrou-se ao grupo naquela noite por um mero acaso, e acho que foi ele quem nos levou até aquela casa na Parquelândia.
Aberto o portão da residência, atravessamos o jardim e acomodamo-nos em sua varanda. Com as lâmpadas apagadas, a pouca iluminação da varanda limitava-se ao luar. Notei que havia por lá uma grande gaiola com pássaros.
Deu-se início à serenata.
Ao bater (não intencionalmente) com meu cotovelo na gaiola, o choque provocou uma barulhenta revoada dos pássaros em seu interior. Vi que podia fazer isso mais vezes, sem que os demais participantes da seresta desconfiassem de que alguém estava a provocar a balbúrdia. Assim, ao ouvir-se uma nota mais forte, ou um acorde mais vibrante, lá eu dava uma sorrateira cotovelada na gaiola.
Nisso, alguém começou a cantar o "Chão de Estrelas", de Sílvio Caldas e Orestes Barbosa:
"Meu barracão no morro do Salgueiro
Tinha o cantar alegre de um viveiro."
Foi nesse ponto ("captei a vossa mensagem, amado mestre") que eu apliquei "a mãe de todas as cotoveladas". Daí eclodiu um barulho tamanho naquele viveiro, que fez com que o nosso grupo saísse às carreiras e desse por encerrada a serenata.

FAMÍLIA GURGEL, por Marcus Guedes

Bom dia, Paulo.

Quem está lhe escrevendo é Marcus Corrêa Lopes Guedes, mais um membro do clã dos Gurgel. Sou bisneto de Antônio Gurgel do Amaral, neto de Helena Gurgel Guedes, sua filha, que foi casada com Jayme Fernandes Guedes e sobrinho neto de Raimundo Fernando de Oliveira Gurgel e de Sebastiana Brito Gurgel, todos mencionados na página 217 do livro Na Trilha do Passado.

Espero acrescentar alguns dados a este brilhante trabalho de pesquisa, dados estes referentes a meus parentes mais diretos:

1) Minha bisavó consta nos registros como Maria Amélia Oliveira Gurgel, segundo Yolanda Fernandes Guedes, sua neta e minha tia, não existia o sobrenome Oliveira, sendo seu nome correto Maria Amélia Gurgel, como consequência, seus filhos também não possuem Oliveira no sobrenome.
2) No que diz respeito a meus avós paternos, Jayme Fernandes Guedes, que foi casado com Helena Gurgel Guedes, além de gerente do Banco do Brasil em Mossoró, foi também presidente do Departamento Nacional do Café no governo do Presidente Getúlio Vargas. Durante a segunda grande guerra, foi nomeado presidente da U.N.R.R.A organização internacional para auxílio aos aliados no fornecimento de alimentos. Após a guerra, tendo renunciado ao cargo o Sr. Castro Filho, ele assume a presidência do Clube de Regatas Vasco da Gama, termina esse mandato e é reeleito. Por fim torna-se empresário comprando a fábrica de papelão São Geraldo S/A.
Ambos já faleceram, meu avô no dia 2 de novembro de 1974 e minha avó no dia 16 de novembro de 1987.

Dessa união nasceram 5 filhos:
- Yolanda Fernandes Guedes. Falecida em 22 de outubro de 2015.
- Milber Fernandes Guedes. Falecido em 6 de novembro de 2019, foi casado com Nedda Corrêa Lopes Guedes (falecida em 10 de março de 1994) e dessa união nasceram 4 filhos: Milber Fernandes Guedes Jr, Manon Corrêa Lopes Guedes, Magnus Corrêa Lopes Guedes e Marcus Corrêa Lopes Guedes.
- Wanda Gurgel Guedes.
- Kleber Gurgel Guedes, casado com Maria Aparecida Fernandes Guedes e dessa união nasceram 3 filhos: Márcio Fernandes Guedes, Glauco Fernandes Guedes e Rafael Fernandes Guedes.
- Marluce Guedes da Franca, foi casada com Otávio Guedes da Franca (falecido) e dessa união nasceram 4 filhos: João Guedes da Franca (falecido em 14 de setembro de 2019), Suzana Guedes da Franca, André Guedes da Franca e Daniela Guedes da Franca.

MEMÓRIA. VÁRZEA ALEGRE E CRATO

No início da década de 1980, conheci Edmilson Alves de Sousa, então diretor do grupo "A Ferragista". O colega Marcus Cunha tinha pedido que eu escrevesse um artigo para ser publicado no "Informativo A Ferragista" (o periódico mensal da empresa dirigida por Edmilson), o que eu prontamente atendi. Daí em diante, passei a enviar com regularidade minhas colaborações (em geral textos humorísticos) para o Informativo.
A amizade se consolidou depois que o conheci pessoalmente e também passei a atender um de seus filhos em meu consultório particular.
Quando eu ia ao centro de Fortaleza costumava visitá-lo em seu escritório para bater dois dedos de prosa. Algumas vezes me convidou para festas: em seu apartamento, em sua chácara e até mesmo para a inauguração de uma filial de sua empresa.
Outra vez, convidou-me para viajar com ele ao Cariri, onde passaríamos um fim de semana.
Em Várzea Alegre, terra natal do Padre Antônio Vieira (o de "O Jumento, nosso irmão"), do compositor Luiz Sérgio Bezerra, de Otacílio Correia e de Vilani, esposa de Edmilson, comparecemos na sexta-feira à noite numa festa em que ele foi homenageado.
No dia seguinte fomos para o Crato. Edmilson tratou de negócios particulares por lá. E, à noite, fomos espairecer no Crato Tênis Clube.
No domingo, voltamos para Fortaleza. Uma viagem de 600 km apenas interrompida para o almoço num restaurante à margem da estrada.
À época, eu dava plantões noturnos aos domingos no setor de Emergência do Hospital de Messejana. Era esta minha preocupação: emergindo de duas noites mal dormidas... como enfrentar aquele plantão noturno de logo mais?
Então, estirei-me no banco traseiro do carro em movimento e, ajudado por uma providencial sonolência pós-prandial, consegui dormir profundamente um par de horas. E, para minha sorte, o plantão foi excepcionalmente calmo.
https://blogdopg.blogspot.com/2008/10/informativo-ferragista.html
https://gurgel-carlos.blogspot.com/2016/09/tres-periodicos-cearenses.html
https://gurgel-carlos.blogspot.com/2020/03/lancamento-de-livros-de-edmilson-alves.html
VANNICK BELCHIOR
Há dois anos, por ocasião de um lançamento de livros escritos por Edmilson, conheci sua neta Vannick. E soube que ela é filha do inesquecível compositor/cantor Belchior. Assim como o pai, Vannick, com o talento que mostra possuir (vídeo), trilha a sua carreira de cantora.

A DESPEDIDA DA MATRIARCA ELDA GURGEL E SILVA

Elda Gurgel Coelho (foto, quando jovem) nasceu em 11 de setembro de 1930, em Senador Pompeu, no Ceará, sendo a segunda filha do casal Paulo Pimenta Coêlho e Almerinda Gurgel Coêlho.
Acompanhou os pais em sucessivas mudanças de residências, empregos e viagens da família. Por volta de 1936, a família veio residir em Fortaleza. Elda cursou o Primário no Grupo Escolar São Gerardo e o Ginasial no Colégio da Imaculada Conceição e no Colégio Santa Isabel.
No início de 1946, Elda começou a namorar o Prof. Luiz Carlos da Silva, o Silva, ficando noiva logo em setembro. Nessa ocasião, ela era da Guarda de Honra feminina da Igreja Nossa Senhora das Dores e ele, Filho de Maria, dessa igreja.
Em 8 de fevereiro de 1947, Paulo Pimenta Coêlho morreu. Sem a imagem e o apoio moral, emocional e financeiro do seu pai, Silva e Elda anteciparam o casamento para 14 de agosto desse mesmo ano, em uma cerimônia simples.
Os nubentes foram morar nas dependências do Instituto Padre Anchieta, uma casa situada à rua Justiniano de Serpa, nº 53, de frente para a Praça do Otávio Bonfim. Os primeiros anos de vida em comum foram bem difíceis, coincidindo a contenção de numerários com a sucessão de gestações, principiadas logo após a consumação nupcial, compondo uma prole de treze filhos.
A trajetória de vida de D. Elda, entretanto, não se restringe ao relato de seu "glorioso" passado reprodutivo. Ela foi o esteio para a criação e a educação de tantos filhos, hoje homens feitos, maduros, convertidos em cidadãos de bem e de largo crédito no seio social cearense.
No entremeio de muitos afazeres domésticos, D. Elda ainda achou tempo para voltar a cultivar seus dons artísticos e para assumir compromissos religiosos e comunitários na Paróquia de Nossa Senhora das Dores, participando de diferentes pastorais e exercendo o Ministério Extraordinário da Eucaristia, por anos a fio.
Em agosto de 1972, o casal Luiz e Elda comemorou as Bodas de Prata da união matrimonial. Naquele momento, Paulo já se formara em Medicina e os três filhos subsequentes (Marta, Márcia e Marcelo) eram universitários, prenunciando o caminho a ser trilhado pelo restante dos filhos.
As celebrações das Bodas de Ouro do casal, em agosto de 1997, reuniram toda a descendência do casal, constituída de filhos e netos, e revelaram, para júbilo dos progenitores, famílias bem constituídas e todos os filhos diplomados e profissionalmente bem estabelecidos.
Nos quinze anos seguintes ao desaparecimento de nosso pai, extraído do convívio familiar em 20 de novembro de 2000, Dona Elda passou a dedicar-se mais intensamente a seus trabalhos de tapeçaria, assumindo, na viuvez, a postura de "matriarca" da família, sendo festejada e cortejada por seus diletos filhos, a quem os acolhia, com alegria, nos encontros domingueiros da família.
Nos seus derradeiros anos, marcados por insidiosa enfermidade, que gradualmente comprometia a sua capacidade cognitiva, ela sofreu, com resignação e estoicamente, diferentes agravos que minaram progressivamente a sua saúde física; porém, encontrou no carinho dos filhos o alicerce para manter-se fiel ao cumprimento das virtudes teologais que pautaram a sua longa existência, finda na madrugada de 9 de abril de 2022, quando a linha isoelétrica do eletrocardiograma acusou a sua partida ao encontro do nosso Pai Eterno a ser por Ele recebida nos páramos celestiais.
Requiescat in pace, querida "matriarca".
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
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Os membros da família Gurgel Carlos convidam os demais familiares, admiradores e amigos da Sra. ELDA GURGEL E SILVA, para a missa de sétimo dia a ser oficiada em sufrágio de sua alma, na quinta-feira, dia 14/04/2022, às 16h, na Igreja de Santa Edwirges, situada na Av. Presidente Castelo Branco, 600 (Av. Leste-Oeste), no Bairro Moura Brasil, Fortaleza-CE. Agradecemos pelo apoio a esse ato de fé e piedade cristãs.

SAUDADES ETERNAS DE ELDA GURGEL E SILVA

É com profundo pesar que informamos o falecimento aos 91 anos, na madrugada deste sábado (09/04), de nossa genitora ELDA GURGEL E SILVA. 
Viúva do professor e advogado Luiz Carlos da Silva, Elda faleceu de causas naturais no Hospital São Matheus onde se encontrava sob tratamento paliativo.
Deixa dez filhos, dezenove netos e vinte e três bisnetos.
O velório acontecerá hoje a partir das 16h, no Complexo Velatório Ethernus (Rua Padre Valdevino, 1688 - Aldeota, Fortaleza), com a missa de corpo presente a ser celebrada amanhã às 9h. 
Seu corpo será sepultado em jazigo da família no Cemitério São João Batista.
Mas a vida, que inspirastes / por um sopro, permanece / como germe imperecível / dum viver que não fenece.

TIROS DE GUERRA

Em minha Folha de Alterações de capitão médico do Exército, emitida pela Guarnição de Fortaleza, constam estas mudanças de funções que me ocorreram no 2.º semestre de 1976:
O BI n.º 175 do Hospital Geral de Fortaleza publicou ter deixado, em 18 de agosto de 1976, o exercício da Chefia do Pavilhão de Isolamento do HGF, por ter sido designado para a Chefia da CSV/TG e seguir destino.
O BI n.º 201 publicou ter reassumido, em 29 de setembro, o exercício da Chefia do Pavilhão de Isolamento, por término dos trabalhos na CSV/TG.
Traduzindo:
BI: Boletim Interno. Era rodado em mimeógrafos diariamente pelas unidades militares (quartel, hospital etc.)
CSV/TG: Comissão de Seleção Volante (do Serviço Militar)/Tiro de Guerra.
Foram 40 dias que estive em municípios cearenses com a missão de examinar os conscritos para os Tiros de Guerra. Para isso, botei meu carango na estrada, contei com a ajuda de instrutores locais (sargentos), acolhimento de prefeitos e ganhei diárias.
No Ceará, existiam 11 Tiros de Guerra. Estive em oito deles: Aracati, Limoeiro do Norte e Russas; Crato e Juazeiro do Norte; Quixadá, Quixeramobim e Iguatu. Ficaram fora do meu roteiro: Acaraú, Camocim e Itapipoca. Acredito que estes últimos municípios foram visitados pelo capitão médico Raimundo Queiroz, a quem coube também realizar a seleção em Tiros de Guerra no Piauí e no Maranhão.
Leitura complementar
Uma das formas de prestar o serviço militar é por meio dos Tiros de Guerra (TG) – órgãos de formação de reserva que possibilitam aos convocados, mas não incorporados em organizações militares da ativa, prestar o serviço militar inicial nos municípios em que estão residindo. Desse modo, os jovens convocados recebem instrução, conciliando-a com o trabalho e o estudo. No Tiro de Guerra, o atirador deverá permanecer por um período de 6 a 10 meses participando de atividades específicas das Forças Armadas e, ao término desse período, sendo licenciado das fileiras do Exército.
A organização de um TG ocorre em acordo firmado com os Municípios e o Comando da Região Militar. O exército fornece os instrutores (normalmente sargentos ou subtenentes), fardamento e equipamentos, enquanto a administração municipal disponibiliza as instalações. Por isto, geralmente, o prefeito se torna o diretor do Tiro de Guerra.
Na década de 2010, existiam mais de 224 TGs distribuídos por quase todo o território brasileiro. Anualmente, ingressam aproximadamente 12.000 atiradores no Exército Brasileiro.
O objetivo dos TGs é formar reservistas de 2.ª categoria aptos ao desempenho de tarefas nos contextos da Defesa Territorial e Defesa Civil. A formação do atirador é realizada num período de 40 semanas, com uma carga horária semanal de 12 horas, totalizando 480 horas de instrução. Há um acréscimo de 36 horas destinadas às instruções específicas do Curso de Formação de Cabos, e um terço desse tempo é direcionado para matérias relacionadas com ações de saúde, ação comunitária, defesa civil e meio ambiente.
Por curiosidade, a etimologia da palavra vem do latim tiro, termo usado para descrever novato, jovem soldado e recruta.
www.eb.mil.br/web/ingresso/servico-militar
pt.wikipedia.org/wiki/Tiro_de_Guerra

"MEDICINA, MEU HUMOR!". PREFÁCIO DA SEGUNDA EDIÇÃO

Em 2012, o médico e escritor cearense Marcelo Gurgel Carlos da Silva publicou “Medicina, Meu Humor! Contando Causos Médicos” (ISBN 978-85-901655-7-6), um livro em que ele reuniu uma série de hilários instantâneos dos quais participou como testemunha ocular, ou escutou-as em narrativas orais de seus colegas.
Tendo o prefácio do médico Dr. José Murilo Martins, da Academia Cearense de Letras, a referida obra encontra-se dividida em quatro Partes: I – Historietas infantis, 2 – Da medicina da UFC (em que fui o informante de duas das histórias, "Os Bilhetes do Sombra" e "Decisão Sacramental"), III – Do ensino médico e IV – Dos serviços médicos, além de um Apêndice.
Esgotada a tiragem inicial (de mil exemplares), o autor retorna com a obra em Segunda Edição (ISBN 978-65-996963-0-5), a qual ganhou a Parte V e a inclusão em seu Apêndice" de seis "Gaiatices do Paulo Ferreira", anestesiologista e notável causeur no meio médico cearense.
Nesta quinta Parte, denominada "Dos nossos tempos discentes da Medicina na UFC", Marcelo Gurgel deu roupagem literária a divertidas situações por que passaram cinco colegas acadêmicos da Medicina da UFC, nos anos setenta do século passado, cujos nomes são inteiramente fictícios. Mas, os fatos aqui narrados são verdadeiros, ponto.
O traço comum dessas novas histórias é que foram protagonizadas por colegas transferidos de outras universidades do Brasil e do exterior. Alguns dos quais mercê da artimanha de ter ascendência lusitana e de contar com a intervenção de embaixadas ou consulados da "terrinha" para dar início a uma graduação médica em Portugal. E, na sequência, possuídos de uma incontrolável saudade da pátria que Glauber Rocha chorou no exílio, terem engendrado o retorno ao Brasil.
Aqui chegados, graças a um processo de "repatriamento" adubado pelos famosos "jeitinhos" brasileiros, esses nostálgicos acadêmicos, depois de soltos no verde campus de Porangabuçu, revelar-se-iam, em algum momento, A/A (autores/atores) de esquetes da vida real. Se vivo estivesse à época, o dramaturgo Molière aplaudiria de pé o desempenho de tão jeitosa trupe.
Hilaridades à parte, entre eles, "havia aqueles que mostravam um excelente rendimento acadêmico, expresso em notas altas, e que, depois da formatura seguiram a formação pós-graduada e converteram-se em profissionais dedicados e competentes e bem avaliados por seus pares. Alguns desses assumiram uma carreira acadêmica como docente da própria UFC", ressalva Marcelo Gurgel.
Nas lavras dos causos (médicos e de outros setores ocupacionais), estou certo de que Marcelo continua a bamburrar.
Paulo Gurgel Carlos da Silva
De "EntreMentes" (http://blogdopg.blogspot.com) e
"Linha do Tempo" (http://gurgel-carlos.blogspot.com)
O "CAUSEUR" MARCELO GURGEL

LANÇAMENTO DO LIVRO "MEDICINA, MEU HUMOR! Contando Causos Médicos - 2.ª edição"

A Sociedade Brasileira de Médicos Escritores – Regional Ceará (Sobrames-CE) convida para a noite de autógrafos da 2.ª edição de "Medicina, meu humor! contando causos médicos", livro do médico e economista Marcelo Gurgel Carlos da Silva, cuja renda será revertida para as ações culturais da Sobrames-CE.
O livro e o autor serão apresentados pelo Dr. Paulo Gurgel Carlos da Silva, ex-presidente e sócio-fundador da Sobrames-CE.
Local: Espaço Cultural Dra. Nilza dos Reis Saraiva, na Av. Rui Barbosa, n.° 1.880 (altos) - Aldeota.
Data: 28 de março de 2022 (segunda-feira)
Horário: 20h.
Traje: Esporte Fino.
Dr. Raimundo José Arruda Bastos
Presidente da Sobrames-CE

Confirmar presença: 98616.8781 ou 3244-3807 (Sra. Orlania).
Uso obrigatório de máscara.

"O Ceará é celeiro de humoristas, bons ou maus, para todos os gostos, daí o trade turístico alardear, aos quatro ventos, estar aqui a "Terra do Humor", um território livre, onde impera a chacota, o chiste, o riso, mesmo a despeito de tantas mazelas que assolam o torrão cearense." (MGCS)
  1. SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Contando causos: de médicos e de mestres. Fortaleza: Expressão, 2011. 112p.
  2. SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. (org.). Portal de memórias. Fortaleza: Expressão, 2011. 200p.
  3. SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Medicina, meu humor! Contando causos médicos. Fortaleza: Edição do autor, 2012. 120p.
  4. SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da (org.). Meia-volta, volver! Médicos contam causos da caserna. Fortaleza: Expressão, 2014. 112p.
  5. SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da (org.). Ordinário, marche! Médicos contam causos da caserna. Fortaleza: Expressão, 2015. 112p.
  6. SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da (org.). Ombro, arma! Médicos contam causos da caserna. Fortaleza: Expressão, 2018. 112p.
  7. SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Ridendo castigat mores! Contando causos. Fortaleza: Expressão, 2019. 112p.
  8. SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Contando causos da mídia. Fortaleza. Expressão,2020. 108p.
  9. SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da (org.). Fora de Forma Médicos contam causos da caserna. Fortaleza. Expressão,2020. 108p.
  10. SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Medicina, meu humor! Contando causos médicos (2.ª edição). Fortaleza: Expressão, 2022. 144p.

BILHETE PARA O DR. EDUILTON GIRÃO

Estimado confrade Eduilton Girão, recebi o livro de sua autoria 1"Por Gratidão ou por Benquerer" (Expressão Gráfica e Editora, 2020). Muito obrigado! Estou encantado com o livro construído com biografias de parentes, colegas e amigos. Gentes da sua estima! Excelente ideia de homenagear as pessoas do seu Benquerer.
Você é um homem rico de amigos, os tem em todo lugar. Muitos deles fazem parte da Sobrames, ora prestigiados: 2Ana Margarida, Eurípedes Chaves Júnior, 1Marcelo Gurgel, Murilo Martins, 1Paulo Gurgel, Sebastião Diógenes e Vladimir Távora. Legal! Todavia, ouso dizer que a obra ficou devendo o verbete biográfico do próprio autor. Único senão do livro!
As "Palavras Introdutórias" da obra são a essência do seu ser, especialmente quando o notável Girão de Morada Nova ressalta a "importância de agradecer". Receba, pois, meus parabéns! A um só tempo, agradeço-lhe de coração ter sido contado entre os seus amigos. Uma homenagem que muito me cativa! Sei perfeitamente que essa homenagem é fruto do genuíno sentimento de gratidão ou benquerença que o nobre confrade tem por hábito consagrar às pessoas. Saiba meu prezado colega que estou muito agradecido com a distinguida deferência de o meu nome figurar como verbete em seu livro. Como se não bastasse tanta honraria, eis-me que a ordem alfabética dos verbetes fez a sua parte na minha fortuna. Pois, encontro-me ao lado do verbete do inesquecível 3Sérgio Gomes de Matos.
Por enquanto, um virtual abraço!
Sebastião Diógenes
Extraído de: "A Plenos Pulmões" (38.ª Antologia da Sobrames - Ceará). Marcelo Gurgel Carlos da Silva (org.). Fortaleza: Edições Sobrames. Expressão Gráfica e Editora, p. 293. ISBN 978-65-5556-286-6
1 http://gurgel-carlos.blogspot.com/2021/01/por-gratidao-ou-benquerer.html

MEMÓRIA. PETRÓPOLIS E TERESÓPOLIS

Trabalhei em Petrópolis neste hospital de psiquiatria, a Casa de Saúde Santa Mônica. Ainda existe (CNES 2275600). Um frenocômio de natureza privada, conveniado com a previdência social e que apresentava uma característica sui generis. O setor para pacientes femininos da instituição (foto recente) distava cerca de 9 km do setor para pacientes masculinos. O primeiro setor (onde funcionavam também a administração do hospital e o repouso do plantonista) ficava em uma colina do bairro Roseiral, na Estrada União Indústria, a caminho de Juiz de Fora. Já o segundo ficava em outro bairro mais próximo do centro de Petrópolis.
Meus plantões iam das 19 horas dos sábados às 19 horas dos domingos. E cumpri-os todos ao longo de um ano (de 1.º de março de 1973 a 28 de fevereiro de 1974). No horário das 19 às 24 horas é que aconteciam as admissões e as intercorrências Registrava as histórias clínicas e fazia as prescrições exclusivamente no setor feminino. Recolhia-me a seguir para o repouso. No dia seguinte, após o desjejum, deslocava-me em meu carro até o setor masculino, onde repetia as atividades anteriormente descritas. Um que me acompanhava na visita aos pacientes masculinos era o atendente Carolino (personagem de um dos causos do livro "Portal de Memórias").
Finda a visita médica voltava ao setor feminino. Almoçava. E passava a tarde numa sala a ler algum livro ou revista de medicina. Tentando, é verdade, não desviar minha atenção para o televisor que o Dudu deixava ligado no Sílvio Santos. Quase sempre um dos diretores do hospital, o Dr. Rodolpho Chauphaille, aparecia por lá e então batíamos um papo. Dentista por formação, era um administrador exigente e parecia gostar de mim.
Às 19 horas, concluído o plantão médico, logo mais eu baixava num dos points da cidade para me divertir. Um barzinho, um restaurante, um clube social... tendo como pano de fundo a tranquilidade e o clima serranos. Dormia num hotel modesto no centro de Petrópolis, onde o dono nunca acertava com o nome do meu posto no Exército. E, às 5 horas da segunda-feira, iniciava a descida da serra para uma nova semana de trabalho no Hospital Central do Exército.
Com a minha inesperada transferência para uma região de fronteira no Amazonas, não lamentei por ter deixado a Guanabara; Petrópolis, sim. Não cheguei a me hospedar no Palácio Quintadinha (ficou só na intenção), não visitei o Museu Imperial, o Palácio de Cristal nem a Casa de Santos Dumont. Comprei malhas em lojas da Rua Teresa. E, quando minha mãe visitou a Cidade Maravilhosa, acrescentei uma esticada a Petrópolis. Dona Elda adorou ter ido àquela casa de chá com roseiras no jardim.
Antes de partir para o Alto Solimões, me programei para uma despedida sentimental da serra fluminense. Não esquecendo de incluir no roteiro a vizinha Teresópolis (que eu ainda não tinha visitado). Viajando de Petrópolis pela Estrada União Indústria até Itaipava, e deste distrito pela BR-495 até Teresópolis - um percurso de 53 km. Em que vi mirantes, cachoeiras, reservas da Mata Atlântica e  montanhas sob uma manhã iluminada. E o Dedo de Deus quase a me rogar para ser fotografado. Finalmente, como entrava o país no reino da pagodeira, convidei minha irmã Marta e seu esposo João Cunha(do), com os quais morava na Glória, para irmos a um baile de carnaval na Cidade Imperial.
Tornei a ver Petrópolis mais uma vez. Na "quinta-feira de cinzas", em meu percurso para Fortaleza, onde passaria as férias antes de seguir para o Amazonas. E parei em Petrópolis por um motivo bem prosaico: sacar o FGTS e o último mês de salário que a Casa de Saúde Santa Mônica depositou em minha conta no Banco Real. Ia precisar de um reforço de caixa para a viagem que faria - por terra - a Fortaleza. Levando alguns pertences e o fusca cuja venda já estava apalavrada com meu genitor Luiz Carlos.
15/03/2022 - Esta crônica está sendo publicada quase um mês depois da tragédia que atingiu Petrópolis, quando fortes chuvas provocaram grandes deslizamentos de terras que deixaram muitas pessoas mortas, feridas e desaparecidas, pricipalmente na Rua Teresa, Alto da Serra e Morro da Oficina. Que a brava gente petropolitana consiga se recuperar desse período de dor e sofrimento.

A FLORAÇÃO DA PALMEIRA TALIPOT

Uma das três árvores plantadas em meados dos anos 1980, como parte de um projeto do paisagista Burle Marx, começou a dar flores no jardim do Centro Administrativo do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), no bairro Passaré, em Fortaleza. A florada, que tem chamado a atenção de moradores da região, só ocorre uma vez na vida e, depois disso, a palmeira morre.
A planta é a Corypha umbraculifera, chamada popularmente de talipot. Nativa do Sul da Índia e do Sri Lanka, ela pode chegar a 30 metros de altura. Mas é no topo que sua beleza se destaca, quando suas minúsculas  flores nascem. A palmeira exibe essas flores geralmente quando atinge entre 40 e 70 anos de idade.
Esta é a segunda árvore do tipo a florescer desde a chegada delas (a primeira floresceu em 2014). E a terceira árvore dessa leva de 1980 ainda não floresceu, mas a expectativa é que isso aconteça nos próximos cinco ou dez anos.
O processo de florescimento dura seis meses. Em um primeiro momento nascem as flores e, em seguida, ocorre a frutificação - o momento em que nascem os coquinhos. Como esse processo é o que antecede a morte da árvore, algumas novas mudas já foram plantadas no jardim do Centro Administrativo do BNB para garantir as próximas gerações.
Fonte: http://g1.globo.com/ce/ceara/noticia/2022/02/22/palmeira-de-quatro-decadas-tem-primeira-e-unica-floracao-no-ceara-video.ghtml
Meu filho Érico. que trabalha no BNB, enviou-me a foto da palmeira em floração (crédito: Fernando Cavalcante).

PUXANDO AS CAPIVARAS

Para Judson:
Toussaint Gurgel, que deu origem à família Gurgel no Brasil (1595), foi corsário, contrabandista de madeira e caçador de baleias.
Em 1716, o alferes José Gurgel do Amaral e amigos travaram um cruento duelo com gente do governador Francisco Xavier de Távora (RJ), no fim do qual os desafetos estavam mortos. José Gurgel homiziou-se em Cataguases-MG, onde foi preso, a seguir sentenciado e levado ao patíbulo em 1722.
Vicente Gurgel do Amaral, n. 1812, na Fazenda Porteiras, em Aracati-CE, que foi proprietário de terras e tenente-coronel da Guarda Nacional. Para vingar um irmão assassinado, Vicente reuniu alguns familiares, foram no encalço dos facínoras e praticaram a justiça com as próprias mãos. O fato ficou conhecido pelo nome de "esfola-vivos".
Antônio (Valeriano) Gurgel do Amaral, que foi proprietário rural no Oeste Potiguar, quando viajava de Mossoró para Caraúbas e Brejo do Apodi, foi aprisionado por Virgulino Lampião, em 12/06/1927, e mantido refém por 17 dias. Ao ser libertado, recebeu de Lampião três moedas de ouro para sua neta (corrupção passiva?).
E, para a hipótese de termos uma ancestralidade com o sobrenome Gourges, na Gasconha:
Em 1568, Dominique de Gourgues, liderou uma força francesa que atacou, capturou e queimou o Fort Caroline. Em seguida, ele matou os prisioneiros espanhóis para vingar um massacre sofrido pelos franceses em 1565.
Não se avexe, não. Toda família tem suas "capivaras".
Paulo Gurgel Carlos da Silva

MORRE SEU VAVÁ, O GUARDIÃO DOS CINES FAMILIAR E NAZARÉ

"Nesse tempo de grandes corporações e multinacionais dominando os circuitos de exibição no Brasil e em todo o mundo, pensar em seu Vavá, numa luta sem tréguas para manter o seu cinema de bairro, é como pensar em Dom Quixote lutando com os moinhos de vento. Ele nos alimentava com o sonho e o sonho, por pequeno que seja, nesses tempos distópicos, é fundamental para o espírito." ~ Rosemberg Cariry
(Seu Vavá, foto DN)
Faleceu às 15h da última segunda-feira (21), aos 91 anos, o cidadão Raimundo Carneiro de Araújo, Seu Vavá.
No bairro Otávio Bonfim, em Fortaleza, ele cultivou cada milímetro do sonho de manter vivo o seu cinema de bairro. Primeiro, como funcionário do Cine Familiar, dos franciscanos frades da Igreja de N. Sra. das Dores, e depois (1970) como proprietário do Cine Nazaré, um dos últimos cinemas de bairro em Fortaleza.
O Cine Nazaré do Parque Araxá que, entre fechamentos e reaberturas, agora perde seu guardião.
A jornalista Julia Ionele, autora do livro-reportagem "Cine Nazaré - Um cinema vivo" (Inesp, 2020) e vizinha do Vavá, relata:
"Nasci em 1930. Naquele tempo, o Getúlio estava em campanha. Então, nasce o Vavá, eu, primeiro filho do meu pai. Ele, que era político, coloca meu nome de Raimundo Getúlio Vargas. Com pouco, ficou Vavá. Quando eu cheguei na idade de servir ao Exército, fui me alistar. - Cadê sua certidão de nascimento? - Sei nem o que é isso! (risos) Quer dizer: meu pai nunca havia feito meu registro. Aí eu cheguei no cartório, ali na Floriano Peixoto, e me registrei. Morreu o Vavá e nasceu o Raimundo Carneiro de Araújo".
Seu Vavá era católico, responsável por consertar o sino da Igreja de Otávio Bonfim durante décadas. Inclusive foi nessa igreja que ele se casou com Dona Maricota -  o primeiro casamento da Igreja de N. Sra. das Dores.
Era viúvo e deixa três filhas, além de netos.
LINKS
http://www.opovo.com.br/jornal/vidaearte/2018/01/conheca-o-cine-nazare-o-ultimo-cinema-de-bairro-ativo-em-fortaleza.html
http://www.al.ce.gov.br/index.php/ultimas-noticias/item/90074-0807pe01-lancamento-inesp
http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/verso/morre-seu-vava-do-cine-nazare-cinema-de-rua-fundado-ha-mais-de-80-anos-em-fortaleza-1.3195477
VÁ PARA O VAVÁ EM LINHA DO TEMPO
https://gurgel-carlos.blogspot.com/2009/09/no-escurinho-do-cinema.html
https://gurgel-carlos.blogspot.com/2012/10/seu-vava-e-o-acervo-do-cine-nazare.html
https://gurgel-carlos.blogspot.com/2012/10/mudou-o-nazare-ou-mudou-vava.html
https://gurgel-carlos.blogspot.com/2015/04/o-vava-do-cine-nazare.html
https://gurgel-carlos.blogspot.com/2021/08/fumaca-nos-olhos.html

CORRESPONDÊNCIA COM LÚCIA

🖹9 de fevereiro de 2022
Conheço o Tarcísio Garcia: pessoa maravilhosa, excelente artista plástico. [1] [2] [3] [4] Foi morador, durante muitos anos - desde menino - da Rua Justiniano de Serpa, no bairro Otávio Bonfim. Ele é tio materno da minha nora que é filha de Fátima Garcia, do blog Fortaleza em Fatos e Fotos, e que administra a página do facebook Fortaleza em fotos. Só agora encontrei esse blog, estando a seguir, cujas postagens estou gostando muito. Mantive o blog Da Cadeirinha de Arruar (Lúcia Bezerra de Paiva) de 2011 a 2016, quando dei uma pausa necessária, mas ele continua lá, com as postagens daquele período. Ontem, compartilhei a matéria "Pílula do Mato" na página do facebook Coisas que o tempo levou, da qual sou a moderadora.
Apareça por lá (blog e página), Dr. Paulo Gurgel.
Um abraço.
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🖹20 de fevereiro de 2022
Vou aparecer, Lúcia.
🖌De/sobre Tarcísio Garcia:
[3] Igreja de N. Sra. das Dores em Otávio Bonfim (pintura em óleo sobre tela)
[4] Torre do relógio da Igreja N. Sra. das Dores (desenho com bico de pena)

MEMÓRIA. PRAIA DE ARPOEIRAS

No período de 2000 a 2002 fui instrutor dos Cursos de Capacitação em Diagnóstico, Tratamento e Ações de Controle da Tuberculose promovidos pela Secretaria de Saúde do Ceará (SESA). Tendo como público-alvo os médicos e enfermeiros das Equipes de Saúde da Família das Microrregionais de Saúde, esses cursos eram organizados pela Enf.ª Joilda Pessoa Furtado, da Célula de Atenção à Saúde do Adulto e do Idoso, e contava com a colaboração da Dra. Creusa Lima Campelo, farmacêutica e bioquímica do Laboratório Central.
Tínhamos à disposição para os nossos deslocamentos aos locais dos cursos um carro oficial da SESA com motorista. Partíamos de madrugada e voltávamos ao entardecer do segundo dia. Para a realização de cada curso contávamos também com o apoio local de funcionários da microrregião e dos municípios. Levamos a termo 24 edições desses cursos que duravam em média dois dias.
No caso de microrregiões mais distantes (como o Cariri, por exemplo), utilizei-me de aviões comerciais para meu deslocamento.
Em Acaraú, município do litoral oeste do Ceará, que dista de Fortaleza 274 Km (por Itapipoca) e 244 (pela via estruturante), o curso foi realizado nos dias 10 e 11 dezembro de 2001. Com 89 participantes, um dos quais sendo um colega de turma, Emanuel Ponte, que prestava serviços médicos na região e há décadas não nos víamos.
Ficamos hospedados no Hotel Municipal.
Acaraú
É uma região de belezas naturais banhada pelo mar e pelo Rio Acaraú, o segundo maior rio do Ceará. Trata-se de um lugar com bastante história ao longo de sua existência como cidade, cuja data de fundação oficial é 31 de julho de 1849. porém sua origem como aldeamento remonta ao início do século 17, quando os portugueses usaram seu território como ponto de apoio contra a ocupação francesa no Maranhão. Acaraú é uma cidade de médio porte com 34 km de litoral. Suas praias principais são: Praia da Barrinha, da Volta do Rio, do Monteiro, de Arpoeiras, de Aranaú e do Espraiado.
Praia de Arpoeiras
Aproveitando um tempo livre (cerca de 2 horas) em que a programação do curso estaria sendo tocada por Joilda e Creusa, acertei uma corrida de mototáxi. E fui conhecer a Praia de Arpoeiras, considerada a segunda praia mais seca do mundo. Essa característica deve-se ao movimento das marés. Quando a maré baixa, deixa uma larga faixa de areia com 2 km de distância do mar e cheia de piscinas naturais. E, quando a maré sobe, a faixa de areia então se restringe ao trecho em que estão as barracas. Arpoeiras fica a 10 km do centro de Acaraú.
Vídeo postado há 5 anos sobre a Praia de Arpoeiras:

VAIA AO SOL EM FORTALEZA COMPLETOU 80 ANOS

O Ceará celebrou, no domingo passado (30/01/2022), os 80 anos do episódio da vaia ao Sol, "um dia registrado na história do Estado", como descreve o memorialista Miguel Ângelo Azevedo, o Nirez.
De acordo com Nirez, em 30 de janeiro de 1942 um grupo de cearenses reunidos na Praça do Ferreira, no centro de Fortaleza, esperavam ansiosamente o início de uma chuva enquanto observavam nuvens carregadas de água.
De repente, o sol apareceu e, como todo mundo esperava a chuva, o astro-rei levou aquela vaia, que ficou registrada entre os causos do Ceará, virou tema de peça de teatro e é contada até hoje em piadas pelos humoristas do Estado.
"iiêêêii"
Seja como protesto ou só para "frescar", a vaia cearense se tornou um patrimônio imaterial do Estado. Diferente das vaias comuns pelo Brasil afora, um "uuhh" que não tem o mesmo impacto e significado de um "iiêêêii". (Jornal O Povo)
http://g1.globo.com/ceara/noticia/2012/01/vaia-ao-sol-completa-70-anos-nesta-segunda-feira-no-ceara.html
http://twitter.com/opovo/status/1487821929058811906

MEDICINA CEARENSE DE LUTO. FALECIMENTO DO DR. ROBERTO MISICI (21/04/1947 - 01/02/2022)

É com profunda consternação que informo o falecimento, na tarde de hoje (1.º), do meu amigo e colega Roberto Misici.
Filho de Emidio Misici e Letizia Albertina Botelli Misici, Dr. Misici nasceu na cidade de Milão, na Itália, em 21/04/1947.
Veio para o Brasil com seus pais, aos 8 anos de idade, radicando-se em Fortaleza.
Fomos colegas no Colégio Cearense do Sagrado Coração (no ciclo ginasial)[1] e na Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (na turma que ingressou em 1966 e concluiu em 1971).
Em 1970, Roberto Misici naturalizou-se cidadão brasileiro. Foi fundador do Instituto di Cultura Italiana di Fortaleza em 1998 e Vice-Cônsul Honorário da Itália, em Fortaleza-CE, de 1997 a 2015, e a partir deste ano até 1998 foi promovido pela Embaixada da Itália a Cônsul Honorário.
Especializou-se em coloproctologia, tendo exercido esta especialidade na Santa Casa de Misericórdia e na clínica privada. Também foi docente da Universidade de Fortaleza e da Faculdade Integrada do Ceará.
Em 2014, tomou posse na cadeira de n.º 2 da Academia Cearense de Medicina, que tem como patrono o médico Dr. Moura Brasil.[2] Ocupava o cargo de Diretor Científico deste sodalício.
Tive a honra de fazer a apresentação oral de "Da Milano a Fortaleza", seu livro de crônicas e ensaios sobre a ópera, a religiosidade e a medicina. Roberto Misici lançou esta obra em 16/10/2021, no encontro em que comemoramos os 50 anos de nossa formatura.[3]
Dr. Roberto Misici era casado com a Sra. Veula Misici com que teve os filhos Dra. Mirella Pinheiro Misici (fisioterapeuta) e Dr. Emidio Giuseppe Pinheiro Misici (psicólogo).
Riposa in pace, amico mio.
Webibliografia
http://jornaldomedico.com.br/2022/02/medicina-enlutada-roberto-misici
http://blogdomarcelogurgel.blogspot.com/2022/02/pesar-pelo-falecimento-do-dr-roberto.html
[1] http://gurgel-carlos.blogspot.com/2012/08/irmao-abdon.html
[2] http://gurgel-carlos.blogspot.com/2014/04/posse-de-roberto-misici-na-acm.html
[3] http://gurgel-carlos.blogspot.com/2021/10/da-milano-fortaleza.html
As exéquias do Dr. Roberto Misici, segundo informações do seu filho Emídio, acontecerão amanhã, dia 2/02/2022 (quarta-feira), na Funerária Ethernus, com velório das 8h30 às 14h. A missa de corpo presente será às 14h e, em seguida, se dará a saída do cortejo fúnebre para o sepultamento do corpo do ilustre companheiro.

CARTOGRAFIA MUSICAL DE FORTALEZA

Paulo Gurgel Carlos da Silva
Mucuripe
"Falta de luz" (1960) - Irapuan Lima e Mario Filho, gravada por José Lisboa
Falta de luz / É bom pra namorar / Mas depois disso / Nem é bom falar / A usina lá do Mucuripe Todo mês tem gripe / Não quer mais funcionar.
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2019/03/falta-de-luz.html
"Mucuripe" - Fagner e Belchior, gravada por Elis Regina, Roberto Carlos e pelo próprio Fagner
As velas do Mucuripe vão sair para pescar / Vou levar as minhas mágoas pras águas fundas do mar / Hoje à noite namorar / Sem ter medo da saudade / Sem vontade de casar.
http://youtu.be/Qs96sm4gV7E
"Vive seu Mané chorando" - Luiz Assunção, gravado pelo Trio Nagô (1955)
"Numa festa lá na Lapa / A Maria foi dançar / Arranjou um namorado / E dessa vez não quis voltar."
A letra sofreu uma alteração, talvez para ser mais divulgada no Sudeste. Onde há "numa festa lá na Lapa", leia-se: " numa festa em Mucuripe"  (Luciano Hortencio).
http://youtu.be/9Uq8pEBZh34
Praia de Iracema
"Adeus, Praia de Iracema" - Luiz Assunção
"Adeus, adeus / Só o nome ficou / Adeus, Praia de Iracema / Praia dos amores que o mar carregou."
"Praia de Iracema" - Waldemar Ressureição, gravada por Ari Lobo (1974)
"Nossa rainha da beleza, Fortaleza / O mar ficou devendo ao Ceará."
http://youtu.be/gqUQze8G5MQ
Praia do Futuro
"Maria do Futuro" - Taiguara, gravada por Fagner e pelo próprio Taiguara
Duna branca, lua imensa /Maria deita / Nua e branda como as nuvens / Que a lua enleita.
http://youtu.be/6HBdV5ih17U
"Terral" - Ednardo, gravada por Ednardo
A Praia do Futuro / Farol velho e o novo / Os olhos do mar / São os olhos do mar / São os olhos do mar / O velho - que apagado / O novo - que espantado / Vendo a vida, espalhou / Luzindo na madrugada / Nossos corpos suados / E à praia fazendo amor. 
(em construção)



MÚSICAS PARA FORTALEZA 
Projeto de um grupo de pesquisadores coordenado pela professora Sílvia Helena Belmino da Universidade Federal do Ceará. 
Mapeia cerca de 200 músicas inspiradas em lugares de Fortaleza e cria aplicativo (*), álbum de figurinhas e livro. 
Fonte: Diário do Nordeste, edição eletrônica de 25/01/2022. Reportagem de Roberta Souza. 
(*) O aplicativo está gratuitamente disponível na Play Store para a plataforma Android.

MENSAGEM DE PESAR PELO CONFRADE DR. PEDRO HENRIQUE SARAIVA LEÃO

Confrades e confreiras,
O Dr. Pedro Henrique Saraiva Leão foi meu professor na Faculdade de Medicina e, tempos depois, colega no Departamento de Cirurgia da UFC. Foi, porém, na Academia Cearense de Medicina que nos estreitamos a amizade. Tornamo-nos grandes amigos. Tive o privilégio de dar carona para as reuniões da Academia. Foi uma oportunidade de ouro para conversarmos, especialmente sobre literatura. Culto e erudito. Falava, lia e escrevia em várias línguas.
Gostava da palavra, brincava com elas. Leitor habitual desde jovem. Tinha o dom da sabedoria, via-se nele o pendor pelas coisas divinas. Quando caminhava na Praça das Flores, fazia uma pausa diante da cruz e rezava o Pai Nosso. Era temente filial a Deus!
Seu lavor médico viverá na memória daqueles que receberam a assistência através das suas mãos. Li quase toda a sua obra literária. Esta será imortal, que o diga a sua biobibliografia de altíssima qualidade. Perdemos um grande confrade em pleno exercício da presidência da nossa agremiação. Com o agravamento da doença, estava pressentido o desenlace, mas a gente sempre espera um milagre de Deus. O milagre não veio, e estou triste e com muita saudade do meu amigo Pedro Henrique Saraiva Leão.
Que Deus o receba em seu Reino de Glória e conforte a sua família.
Graça e Paz!
Sebastião Diógenes e Erineide

Pedro Henrique Saraiva Leão (Fortaleza, 25 de maio de 1938 - Fortaleza, 21 de janeiro de 2022), médico coloproctologista, professor universitário, poeta e ensaista. Criou o primeiro clube de ostomizados no Brasil (trazendo a ideia e o formato desse clube de Londres, onde cumpriu estágio). Sua obra "Câncer nos Cólons e no Reto: Mesmos e Outros Aspectos" foi escolhida o Livro do Ano de 1986, na área científica, pela Secretaria de Cultura do Estado do Ceará. Foi presidente da Academia Cearense de Letras (ACL), da Academia Cearense de Medicina (ACM) e da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores (Sobrames). Escreveu "12 poemas em inglês". Fortaleza: Imprensa Universitária, 1960; "Ilha de Canção". Fortaleza: Edições UFC, 1983; "Concretemas". Fortaleza: Xisto Collona Editor, 1983; "Poeróticos". Fortaleza: Nação Cariri, 1984; "Meus Eus". Fortaleza: EDUFC, 1995; "Trivia". Fortaleza: EDUFC, 1996; "Dicas para um jovem poeta". Fortaleza: Poetaria, 1998; "Poesia concreta no Ceará". Fortaleza: Poetaria, 2001; "As plumas de João Cabral". Fortaleza: Poetaria, 2002;"Circunstâncias". Fortaleza: Poetaria, 2003.

BAIRROS DE FORTALEZA

Nascido em Teresina -PI, o cantor e compositor Carlinhos Palhano recebeu o título de Cidadão Fortalezense por tantas músicas que já fez falando de nossa cidade.


A ESCRITURA POLIMORFA DE J.B. SERRA E GURGEL

por BARROS ALVES *
Nunca é demais repetir que o nosso Ceará é berço de nomes exponenciais da cultura brasileira, tendo doado ao cenário nacional e internacional nomes que ontem como hoje se alteiam nas lides das artes e das letras. Algumas dessas personalidades dão contribuição imensa ao fazer literário nacional e imortalizam-se não pelo fato de serem consagrados pela imortalidade acadêmica, que, na verdade, em não raros casos serve apenas para atiçar vaidades; mas, sobretudo, pela produção intelectual que se insere como registro imorredouro no corpus cultural do País. Quase sempre a comunicação de massa exercitada pelas grandes mídias, passa ao largo de importantes nomes do cenário literário, sobretudo quando suas preocupações prendem-se a aspectos regionais deste País continental. Mas, esse olhar regional é pleno de universalidade, porque jamais haveria o todo sem as partes, notadamente quando se trata de compreender da formação cultural de um povo.
J. B. Serra e Gurgel é um desses escritores preocupados com a perenização do "rio da sua aldeia", para lembrar o verso pessoano, exatamente porque o rio que corre em sua aldeia é o mais belo e contém um poder de permanência que transcende o tempo. Sertanejo nascido nos sertões de Acopiara bateu pernas por esse Brasil afora, e desde o Seminário do Crato, passando por Fortaleza até o Rio de Janeiro e Brasília, palmilhou caminhos adustos e tapetes palacianos, cavalgando os sonhares de sua gente e construindo uma obra múltipla e polimorfa não apenas na seara bibliográfica, mas na ação cotidiana que forja uma biografia assentada na solidariedade e na fidelidade aos valores que consolidam o sentido de cidadania sem adjetivações.
O jornalista, cronista, dicionarista e memorialista J. B. Serra e Gurgel, fincou raízes na capital federal, mercê das responsabilidades profissionais que assumiu e na rede de amizades que o jungiu a plagas distantes do seu Ceará. Todavia, o sentimento telúrico jamais o abandonou um só momento, refletindo-se de forma poderosa em suas obras, que têm jeito e cheiro de Brasil, mas, sobretudo, cheiro de Nordeste, de Ceará, de sertão. O seu "Dicionário de Gíria – Modismo Lingüístico, o Equipamento Falado do Brasileiro", já em 9ª edição, é uma obra extraordinária resultante de pesquisa beneditina e, certamente, de esforço hercúleo, porque para a consecução de tão pujante e completa obra sobre o falar do povo, necessário se faz não apenas felina capacidade de observação, dedicação, persistência, mas um verdadeiro esforço físico e intelectual que debilitaria qualquer um que não tivesse determinação, fortaleza, resiliência.
Mais recentemente, J. B. Serra e Gurgel, em suas lides como voluntário na Casa do Ceará em Brasília, não permite tréguas ao seu desiderato de pesquisador e escritor. Publicou registros biobibliográficos e memórias da maior importância para a história do Ceará e do seu torrão natal, em especial. Na obra "Nas Terras do Senhor Meu Rei", publicada em dois volumes, ele discorre com proficiência sobre a vida ilustres personagens que, igualmente o Ashaverus da tradição judaica, deixaram o Ceará para construir onde se assentaram na capital federal, com a argamassa do espírito e muito trabalho, verdadeiros edifícios de cearensidade, num exercício pleno e profícuo de adaptação sócio-cultural.
Em "Nas Terras do Senhor Meu Pai", um repositório de relembranças, desfilam pessoas, coisas, fatos, episódios da sua amada Acopiara, que o memorialista resgata com um grande sentido de pertencimento à gleba que o viu nascer. É como se aquela cidade ainda acanhada, aquele povo pouco citadino, com jeito de indisfarçável ruralidade onde perdura o acolhimento, aquele calor permanente que envolve terra e povo, seja a seiva com que J. B. Serra e Gurgel fala amorosamente de sua gente e dos seus primitivos pagos nos sertões da Acopiara, sempre bela e carinhosa para o olhar amante do poeta ausente de corpo, mas sempre conduzindo a amada no coração, na mente, na alma.
* Este artigo foi publicado em O ESTADO de 22/12/2021. O autor é jornalista, poeta e assessor parlamentar.
N. do E. José Sampaio de Lacerda Jr. e Fernando Gurgel Filho escreveram comentários.

CASAMENTO DE LARISSA E DAVID

A cerimônia de casamento de Larissa e David, ela - filha de Fernando Adeodato Junior e Márcia Gurgel Carlos Adeodato, e ele - filho de Durval Roberto Carvalho Ximenes de Aragão (em lembrança) e Maria Lucineide Gomes de Albuquerque, será realizada hoje (7), às 19h30, na Capela Christus Filius Dei, na Rua Silva Paulet, 1654, Meireles, Fortaleza - Ceará.
Após a cerimônia, os convidados serão recepcionados no Ilmar Gourmet, na Rua Luiza Miranda Coelho, 1111, Engenheiro Luciano Cavalcante, Fortaleza - Ceará.
Minha sobrinha Larissa é médica veterinária graduada pela UECE, com especialização em fisioterapia animal. David é neto do médico e escritor Caetano Ximenes Aragão. Tive a honra de privar da amizade deste inesquecível colega e de estar com ele em várias antologias de prosa e poesia que, na década de 1980, foram publicadas pela Sociedade Brasileira de Médicos Escritores, seção do Ceará.
08/01/2022 - Atualizando a postagem com foto:
"Champagne, per brindare all'amore."

NATAL DE 2021 E ANO-NOVO

13/12/2021, às 19h - Confraternização natalina e posse dos novos membros da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores (Sobrames-CE), no Auditório térreo da Unichristus (Campus Parque Ecológico), na Rua João Adolfo Gurgel, 133 - Cocó, quando foram empossados os sócios titulares Drs. Charles Jean Gomes de Mesquita, Henrique Leal Cardoso, Margareth Amaral Medeiros, Melissa Soares Medeiros e Ronald Campos Teles da Silva, a sócia acadêmico Rita de Cássia Soares e o sócio benemérito Dr. André Bastos Gurgel.
Discursaram na ocasião Marcelo Gurgel, Arruda Bastos, José Maria Chaves, Walter Miranda e o Magnífico Reitor da Unichristus Prof. José Rocha e, em nome dos novos sobramistas, Margareth Amaral, Ronald Teles e André Gurgel. No final da solenidade, Paulo Ferreira interpretou a capella uma canção cristã.
No terraço do auditório foi servido um coquetel aos participantes. E o encontro foi uma excente oportunidade para revermos antigos colegas da Sobrames Ceará.

Da esquerda para a direita: Dr. André Bastos, Dr. Paulo Gurgel (eu), Dr. Marcelo Gurgel e Dr. Arruda Bastos, presidente da Sobrames Nacional e da Regional do Ceará. Dra. Angelita, esposa de meu irmão Marcelo Gurgel, fez o registo fotográfico acima.

24/12/2021 (manhã) - Encontro e sessão de fotografias com a matriarca Elda (91 anos) no apartamento de minha irmã Magna. Todos os irmãos estavam presentes, além de quase todos os cônjuges.

24/12/2021 (tarde) - Almoço da véspera de Natal no apartamento do cunhado Francisco Moacir. Sua esposa, Maristane Macedo, me presenteou com o livro "Redentor", de Rodrigo Alvarez, pela Globo Livros. Trata-se da biografia do Cristo de braços abertos, ilustre morador do Corcovado, orgulho do Brasil, maravilha do mundo.

26/12/2021 (noite) - Jantar com Elba, a filha Natália e a família de Rodrigo, seu esposo, no restaurante Depot Medieval (um lugar para imergir nas fantasias da Idade Média), na Cidade dos Funcionários. Encontrei com o sobrinho Leo acompanhado da família.

28/12/2021 (manhã) - Batizado do neto Renan Macedo Soares na Igreja N.S. do Líbano. Recepção dos convidados no Vivacité Bistrô.

31/12/2021 - Ano-Novo em casa (com a esposa e um neto). Outorgados os poderes de diversão a Natália e Rodrigo para o réveillon no Floresta Bar.

UMA PROVA ORAL DO BOÊMIO PAULA NEI

Falando sobre boemia, não se pode deixar de falar sobre Paula Nei, que foi seguramente maior boêmio que o Brasil conheceu, até os dias de hoje.
Nasceu em 1858 em Aracati, Ceará. Fez os estudos primários e secundário nos Educandários de Fortaleza e Recife, onde já começara a ficar conhecido como "blaguer" incomparável e orador primoroso.
Em 1876 embarcou para o Rio, para a Corte Imperial, trazendo pouco dinheiro, mas uma tremenda inteligência. Tinha 18 anos. Em 1877 requereu e obteve matrícula na Faculdade de Medicina.
Nos dois primeiros anos de Faculdade, ainda levava a sério os estudos, porém como a mesada enviada por seu pai era escassa, resolveu também dedicar-se ao jornalismo, para ganhar algum dinheiro extra que o ajudasse a manter-se. Conseguiu um lugar de repórter na GAZETA DE NOTÍCIAS, onde também trabalhava como redator José do Patrocínio, que mais tarde ficou conhecido como "O tigre da abolição".
Aqui começa praticamente a vida boemia de Paula Nei. Começou a frequentar as rodas boemias da época que se reuniam nos cafés e bares localizados na Rua do Ouvidor, como a "Pascoal,", "Castelões", "Deroche", isto de dia e à noite na "Maison Moderna" e "Coblentz", e mais tarde na Confeitaria Colombo, na Rua Gonçalves Dias.
Agora vejamos quem eram seus companheiros de boêmia do dia a dia e noite a noite! Olavo Bilac, o principe dos poetas brasileiros, Coelho Neto, Guimarães Passos, Artur da Azevedo, Aluizio de Azevedo, Luiz Murad, todos grandes escritores e teatrólogos, e ainda o fabuloso trocadilhista Emílio de Menezes e outros.
Com essa vida boêmia que levava, começou a relaxar nos estudos de medicina. Ia às aulas uma vez por semana e olhe lá. Na época de provas contava com sua inteligência fora do comum para safar-se. Vejam agora, para vocês terem ideia do que acabo de escrever, uma das grandes pilhérias de Paula Nei.
Visconde de Saboia (WIKI)
Época de provas. Como sempre a sala cheia, e as galerias também, pois quando Paula Nei ia fazer provas ninguém queria perder o espetáculo pois sabia-se que ia sair alguma "blague".
O professor, o Visconde de Saboia (cearense de Sobral), chamou Paula Nei, e mandou que ele retirasse o ponto, a fim de que ele dissertasse sobre a matéria. Paula Nei, levantou-se foi na banca examinadora e retirou o ponto. Abriu-o e viu logo que estava fraquíssimo naquela matéria. Verbo fácil, invejável dicção, começou: — "Nos mares procelosos da ciência humana, às vezes as mais lúcidas inteligências se debatem e vão ao fundo..."
Aí, o Visconde de Saboia, interrompeu-o e perguntou-lhe: — "Sr. Paula Nei, já que o Sr. quer fazer dissertação literária extra-ponto, diga-me uma coisa, e faça-me o favor de dizer o que seria da ignorância se a inteligência naufraga?"
Rápido como um relâmpago, Pauta Nei, fulminou o professor com essa resposta à queima-roupa:
—"ESSA BOIA, senhor Visconde!"
O professor, Visconde de Saboia, deu-lhe um tremendo ZERO, e mandou-o retirar-se da sala, enquanto explodia pela sala uma tremenda gargalhada de todos os presentes.
Fonte: “Estória de Boemios e Outras Estórias” - 1978
Autor: Helio de Oliveira Santos

ONDE ESTÃO OS BOTECOS DE FORTALEZA?

Dr. Paulo,
Cadê os botecos de Fortaleza tipo POMBO CHEIO, CIRANDINHA e, verdadeira panaceia para bebedeira, a sopa de peixe do ALFREDO etc? Confesso que um dos meus favoritos era a BOATE E CHURRASCARIA MADRUGADA (cabia no meu orçamento), um som muito louco, mulherada muito animada e fácil além da singularidade de ser um dos raros ambientes realmente democráticos à época em Fortaleza: encontrava-se de tudo (T U D O) de cidadãos de boa nomeada a trabalhadores braçais e reparem: nos anos 60/70, quando muita gente repudiava imiscuir-se (ou misturar-se como diziam) com pessoas mais humildes, um verdadeiro Templo do BENZETACIL para os mais afoitos. Achava mais divertido o bar do "seu" Chico, perto de casa onde após 22h a bebedeira estava no seu auge, portas trancadas e violões afinados, repertório e seresta programada até que um abestado colega de farra inventou de ganhar na Loto e comprou o boteco. Quebrou em 3 meses. Abaixo uma ODE AOS BOTECOS DE SÃO PAULO que meu amigo e vizinho de Bairro, Breno Augusto dos Santos, me enviou e uma belíssima "trinklied" (La Traviata) ou música de bebedeira.
Jaime Nogueira
1 - 'Rainha dos Aperitivos', A JURITI é boteco de verdade com petiscos-raiz desde 1957, por Marcos Nogueira (02/12/2021)
Estacionado no tempo, bar é instituição no Cambuci com batidas, linguiça na brasa e rã à milanesa.
Onde: R. Amarante, 31, Cambuci, região central
Contato: Tel. (11) 3207-3908
[...] Quem traz tudo isso à mesa (rã, ostra, mexilhão, pastel, chouriço, ovos de codorna, picles, torresmo, lula, manjuba, ricota defumada, gorgonzola, frango a passarinho, coxinha, azeitonas e roll mops, que são sardinhas em escabeche com cebola) é o Gibinha, é o Zé, são funcionários com história quase tão longa quanto o próprio bar. O garçom Bigode, querido pelos clientes, não resistiu à Covid: sua morte gerou justa comoção entre os frequentadores.
Também na pandemia, disseram que A Juriti tinha fechado de vez. Era fake news, felizmente.
A Juriti está aberta, mas não até muito tarde. É um bar velho, de velhos, com garçons velhos e comida antiquada, o aviso está dado. Vá cedo.
E não se ofenda quando começarem a empilhar as mesas e baixar a porta de enrolar enquanto você ainda tem o copo cheio. A noite pode ser uma criança, mas A Juriti não é.
2 - LA TRAVIATA
Jaime,
A noite em Fortaleza continua sendo uma criança, mas eu não. Ainda que eu vá escapando da sina de virar uma juriti de canto triste. "Libiamo ne lieti calici".
Paulo Gurgel

PRIMEIRO ANIVERSÁRIO DE BENÍCIO

Ontem à noite, meu neto Benício Viana Gurgel, filho de Érico e Aline, teve o seu primeiro ano de existência comemorado no salão de festas do edifício em que mora.
Abaixo inseri duas fotos do smash cake - - uma prévia de seu primeiro aniversário.