AS CIDADES MAIS ALTAS EM CADA ESTADO DO BRASIL

As cidades mais altas em altitude em cada Estado do Brasil, com relação ao nível do mar, em cada UF por sede municipal. Para efeito desta classificação são consideradas as sedes dos municípios, desconsiderando-se as localidades mais altas fora da sede e os morros que ficam na zona rural, na medida em que os valores de tais localidades levariam a enormes distorções.

26 - Serra do Navio - AP 25 - Guajará - AM 24 - Jordão - AC 23 - Carira - SE 22 - Bannach - PA 21 - Sucupira do Norte - MA 20 - Vilhena - RO 19 - Mata Grande - AL 18 - Arraias - TO 17 - Ten. Laurentino Cruz - RN 16 - Dores do Rio Preto - ES 15 - Marcolândia - PI 14 - Matureia - PB 13 - Chapadão do Sul - MS 12 - Alto Taquari - MT 11 - Teresópolis✅ - RJ 10 - Pacaraima✅ - RR 9 - Guaraciaba do Norte✅ - CE 8 - Triunfo✅ - PE 7 - São José dos Ausentes - RS 6 - Alto Paraíso - GO 5 - Inácio Martins - PR 4 - Piatã - BA 3 - São Joaquim - SC 2 - Senador Amaral - MG 1 - Campos do Jordão✅ - SP

Apesar de Brasília com quase 1.100 m, a Reg. Adm de Ceilândia com 1285 m é a area urbana mais elevada do DF

PACARAIMA - RORAIMA. SANTA ELENA - VENEZUELA

25/05, sábado
PACARAIMA é um município brasileiro localizado no norte do Estado de Roraima, na fronteira com a Venezuela. Conhecido como "Polo Norte de Roraima", pelo fato de suas temperaturas serem mais baixas que no resto do Estado, por causa da altitude. Sua população, de acordo com estimativas de 2021 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), era de 20 108 habitantes. Com seus 920 m de altitude, é considerado como o município mais alto do estado de Roraima e de toda a Região Norte do Brasil. 
Há serviços regulares de ônibus (pelas empresas Asatur e Caburaí) entre este município e a Rodoviária Internacional de Boa Vista. Há ainda serviços de motoristas autônomos que fazem o percurso, partindo do Terminal do Caimbé. 
Para fazer um "bate e volta" a Pacaraima, optei pelos táxis compartilhados da COOTAP. Padronizados, os carros dessa cooperativa transportam 6 passageiros por viagem, a 85,00 por pessoa. Cobrindo os 220 km de distância entre Boa Vista a Pacaraima pela BR-174, a rodovia longitudinal que interliga Manaus a vários municípios de Roraima.
Viajando na chuva, e enfrentando um trecho de 20 km de rodovia esburacada, chegamos após três horas de viagem a Pacaraima.
Nesta cidade, acertei por 120,00 com o taxista Sr. Jorge Militão duas horas de passeio em Pacaraima e em Santa Elena, que fica a 16,5 km da cidade brasileira. 
(foto 1: marcos da fronteira Brasil-Venezuela)

SANTA ELENA DE UIARÉN é uma cidade fronteiriça no estado de Bolívar, no sudeste da Venezuela, perto do Brasil. É conhecida como a porta de entrada para a região de Gran Sabana, caracterizada por enormes planícies pontilhadas por formações elevadas de paredes verticais e com o topo plano (mesetas). Uiarén é o nome do rio que atravessa a cidade.
A cidade possui uma população aproximada de 30 mil habitantes. 
Sua principal atividade econômica é a extração de diamantes. Recentemente, o setor de turismo vem tendo um importante desenvolvimente devido à proximidade com os monumentos naturais da Gran Sabana.
Ao centro da praça principal há um monumento a Simon Bolivar (diz a placa: Libertador de Venezuela, Colombia, Ecuador, Peru y Panama. Fundador de Bolivia). Nos arredores da cidade, fica a Catedral de Pedra de Santa Elena (foto 2), construída por missionários capuchinhos em meados do século XX, ao lado do Vicariato. 
Com o tempo bom, a viagem de volta a Boa Vista foi mais rápida: duas horas e meia.

LETHEM, GUIANA

22/05, quarta-feira
Depois de desistir de ir a Pacaraima (a sede de município com maior altitude na Região Norte do Brasil) e Santa Elena de Uiarén (VEN), ocupou-me a mente o Plano B: conhecer Lethem, uma cidade guianense que fica na fonteira do Brasil.
Lethem é uma cidade da Guiana que faz fronteira com o Brasil. Separada de Bonfim, Roraima, apenas pelo rio Tacutu, forma com esta uma aglomeração urbana transnacional de quase 15 mil pessoas. É a capital da região 9 da Guiana, Upper Essequibo-Upper Tacutu, com uma população estimada em 3.000 pessoas. A cidade leva esse nome em homenagem a Sir Gordon James Lethem, que foi governador no tempo em que a Guiana era inglesa.
No passado, a área onde atualmente se situa Lethem fazia parte do que se costumava denominar Pirara, uma região que originalmente pertencia ao Brasil e foi anexada pela Inglaterra após um contencioso denominado QUESTÃO DO PIRARA, arbitrado pelo rei Vitório Emanuel III. Atualmente, a região a oeste do Rio Essequibo, o que inclui Lethem, é reivindicada pela Venezuela, que alega ter direitos históricos sobre o que denomina Guiana Essequiba.
Então, fui ao Terminal do Caimbé, de onde partem os táxis compartilhados. Eles cobram, por pessoa, 50,00 até Bonfim e 70,00 até Lethem. E a viagem, que dura cerca de uma hora e meia, é feita pela BR-401, uma rodovia bem conservada. Quando você cruza a ponte internacional sobre o rio Tacutu (inaugurada em 2009), você está em território guianense.
Na avenida principal de Lethem, há muitos estabelecimentos comerciais, particularmente frequentados por brasileiros que costumam levar mercadorias para Boa Vista e Manaus. Não era esse meu objetivo. Tinha interesse de conhecer a pequena cidade e tirar algumas fotos, reservando uma pausa para o almoço.
O sol forte da Guiana me pressionou a comprar no Mega Shopping dois bonés (sendo um destes para Elba que ficou em Belém).
Além dos shoppings e stores, vi na cidade: três hotéis, dois bancos, dois templos (da Igreja Universal e das Testemunhas de Jeová), postos de combustíveis (um deles Macedo's) e vários restaurantes.
Em uma churrascaria parei para almoçar. Comida gostosa e barata.
Findo o repasto, peguei um táxi local que me levou à rotatória do Bonfim, onde funciona um ponto de apoio para os táxis brasileiros. E o taxista que me trouxe de volta a Boa Vista me deixou no Hotel Uiramutam.
Foto: ONE GOYANA. O recado de Irfaan Ali, presidente da Guiana, a Nicolás Maduro.
Falando nisso: SLAVA UKRAINI.

NO PARQUE DOS IGARAPÉS

26/05, domingo
Para retornar de Boa Vista para Fortaleza, estava previsto que, no dia 24, eu passaria em Belém o tempo apenas necessário para pegar um voo da Latam para Fortaleza. No entanto, isso não aconteceu. O voo da Azul foi cancelado, e eu só pude voltar por esta companhia aérea, na manhã do dia 26, para pegar um segundo voo (desta vez da própria Azul), e ganhando com isso um stop over de nove horas em Belém.
Meus familiares residentes em Belém e Elba foram me buscar no Aeroporto Val-de-Cans, levando-me para o desfrute de algumas horas num parque da cidade..
Parque dos Igarapés 
Um complexo da iniciativa privada, que atrai milhares de pessoas por ano, com piscina de água de nascente e corrente, trilhas para caminhadas, aventuras com arvorismo e tirolesa, bares e praça de alimentação. Tudo isso em total contato com a natureza. 
Foto: Elba e eu
Depois do almoço, fomos ao apartamento deles no Umarizal, onde tomei um banho morno e armei uma rede (já quase minha) para tirar um cochilo.
Às 16 horas, já estava no aeroporto esperando voltar para Fortaleza. Quanto à Elba, veio somente no dia seguinte.


BOA VISTA

21/05, terça-feira
Durante o voo de Belém a Boa Vista-RR, aproveitei o tempo a bordo (2 horas) para assistir ao "Dá licença de contar", um filme de Pedro Serrano que recria o universo das canções de Adoniran Barbosa. E cheguei à capital de Roraima às 00:05, conforme a hora local (que tem o mesmo fuso horário de Manaus). Um táxi me levou do aeroporto ao Hotel Uiramutam. 
Boa Vista é um município brasileiro e capital do Estado de Roraima, na região Norte do país. Concentrando cerca de dois terços dos habitantes do Estado, situa-se na margem direita do rio Branco. Sua população, de acordo com o Censo 2022 do IBGE, era de 413 486 habitantes. É a capital estadual mais setentrional do Brasil e a única localizada totalmente ao norte da linha do Equador e a mais distante de Brasília, capital federal. Moderna, a cidade se destaca pelo traçado urbano organizado de forma radial. As principais avenidas do Centro da cidade convergem para a Praça do Centro Cívico Joaquim Nabuco.
Praça das Águas, onde fiz este selfie, EU AMO B💓A VISTA, (foto 1) é um dos principais cartões-postais de Boa Vista. A praça abriga o Portal do Milênio, com 16 metros de altura, inaugurado na virada do século 20 para o 21, fontes luminosas e também uma praça da alimentação.
Praça do Centro Cívico, onde ficam as sedes dos Três Poderes de Roraima, além do Palácio da Cultura e de secretarias.
Orla Taumanan
Mirante (acesso fechado durante o período noturno e sendo nessário o agendamento pela internet para a visita).
22/05, quarta-feira
Érico, Aline e Benício retornam de Belém para Fortaleza. 
Dia reservado para um "bate e volta" em Bonfim-RR e Lethem-GY.
23/05, quinta-feira
Orla (segunda visita) e Monumento aos Pioneiros.
Mirante, com 120 metros de altura (correspondendo a um edifício de 40 andares) e com dois elevadores, um dos quais é panorâmico. Deste local é possível ter uma vista privilegiada do Rio Branco (foto 2), o principal rio de Roraima, da Ponte dos Macuxis, do Parque do Rio Branco com seus atrativos como a Selvinha Amazônica, um parque de diversões. O acesso ao Mirante Edileuza Lóz é gratuito, o tempo de visita é de 20 minutos eos guias locais são prestativos.
Shopping Roraima Garden, para ver suas vitrines e jantar na praça de alimentação. Outro shopping da cidade é o Pátio Roraima.
24/05, sexta-feira
O voo da Azul para Belém foi cancelado e remarcado para 26/05, domingo. A companhia aérea Azul  concedeu-me duas diárias no Hotel Arpana com direito às refeições.
Monumento ao Garimpeiro e o Coreto na Praça do Centro Cívico.
25/05, sábado
Dia reservado para um "bate e volta" em Pacaraima-RR e Santa Elena de Uiarén-VEN.
26/05, domingo
Stop Over em Belém.

BELÉM, A CIDADE DOS PARQUES

Belém é a segunda cidade mais populosa da Amazônia Internacional
http://www.youtube.com/watch?v=rQS5kHBiJ-I

PARQUE ESTADUAL DO UTINGA Criado com o objetivo de preservar ecossistemas naturais de relevância e beleza cênica, o Parque oferece a seus frequentadores diversas opções para trilhas, quatro quilômetros de pistas para caminhadas e passeios de bicicletas, patins e skates. http://gurgel-carlos.blogspot.com/2021/05/primeiro-aniversario-de-renan.html

MUSEU PARAENSE EMILIO GOELDI Fundado em 1895, tem 5,2 hectares. É um parque zoobotânico da fauna e flora amazônicas em meio ao burburinho da cidade. Dando suporte ao museu, existem um Campus de Pesquisa e uma base científica avançada na Floresta Nacional de Caxiuanã. http://gurgel-carlos.blogspot.com/2020/02/mangueirosa-1.html

MANGAL DAS GARÇAS Inaugurado em 2005, é o resultado da revitalização de uma área de cerca de 40.000 m2 às margens do Rio Guamá. Principais atrações: Farol de Belém; Borboletário; Armazém do Tempo; Museu Amazônico da Navegação. http://gurgel-carlos.blogspot.com/2013/04/cidade-das-mangueiras.html

PARQUE DA RESIDÊNCIA Parque urbano, praça e Estação do Gasômetro, uma estrutura de ferro que pertenceu à Companhia de Gás do Pará. Desde 1997, abriga um teatro de 400 lugares e, a seu lado, um anfiteatro. Orquidário. Na praça, há um vagão de trem da antiga estrada de ferro Belém-Bragança. http://gurgel-carlos.blogspot.com/2020/02/mangueirosa-1.html

BOSQUE RODRIGUES ALVES Inspirado no "Bois de Boulogne" de Paris, é um dos cartões postais de Belém. Com uma área total de 15 hectares, o Bosque é um pedaço da floresta amazônica preservado no coração da cidade. http://gurgel-carlos.blogspot.com/2013/04/cidade-das-mangueiras.html

PARQUE URBANO PORTO FUTURO Localizado em frente ao terminal hidroviário de Belém, o Parque conta com pistas de corridas e de ciclismo, playground, Wi-Fi grátis e um lago artificial. http://gurgel-carlos.blogspot.com/2021/05/primeiro-aniversario-de-renan.html

PARQUE ECOLÓGICO DO MUNICÍPIO DE BELÉM "GUNNAR VINGREN" Fragmento de floresta nativa no municipio de Belém, localizado entre os bairros de Val-de- Cans e Marambaia, sendo cortado em toda sua extensão pelo Canal de São Joaquim.

PARQUE MUNICIPAL DA ILHA DE MOSQUEIRO 

HORTO MUNICIPAL http://gurgel-carlos.blogspot.com/2024/05/quarto-aniversario-de-renan.html

PARQUE DOS IGARAPÉS Um complexo, que atrai milhares de pessoas por ano, com piscina de água de nascente e corrente, trilhas para caminhadas, aventuras com arvorismo e tirolesa, bares e praça de alimentação. Tudo isso em total contato com a natureza. http://gurgel-carlos.blogspot.com/2024/06/no-parque-dos-igarapes.html

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Em Ananindeua, RM de Belém:

PARQUE CULTURAL VILA MAGUARY Novo cartão postal de Ananindeua, construído com recursos próprios do município, este parque foi entregue ao público no mês passado (28/04). O complexo ocupa 35.000 m2, onde estão distribuídos os seguintes equipamentos culturais: o primeiro teatro da cidade, museu interativo, uma imensa área de lazer e o histórico Casarão do Curtume totalmente reformado. http://gurgel-carlos.blogspot.com/2024/05/quarto-aniversario-de-renan.html

QUARTO ANIVERSÁRIO DE RENAN

"Venham celebrar o aniversário de 4 anos do Renan, num café da manhã em grande estilo! Juntem-se a nós para uma festa com o tema "hot wheels" e um refrescante banho de piscina!" 
19 de maio (domingo), das 8h30 às 12h30 no salão de festas do Ed. Rio Piave - Rua Boaventura da Silva, 1085, esquina com Travessa 14 de Março. (Natália e Rodrigo) 
Foi essa convocação que nos motivou a presente viagem a Belém do Pará. 
17/05, sexta-feira 
Almoço com Elba na praça de alimentação do Aeroporto de Fortaleza. Embarque num avião da Latam para a capital paraense, um A321 com cheiro de avião novo. No mesmo voo, viajaram conosco Érico, Aline e Benício.
O grupo ficou hospedado no novo apartamento de Natália, Rodrigo e Renan, no Umarizal, 
À noite, saímos para jantar no Old House. Um restaurante com cinco ambientes e alta culinária, localizado no vizinho bairro de Nazaré. Bebidas e sete pratos foram solicitados, tendo sido o meu pedido uma lagosta gratinada. 
18/05, sábado
Fiz uma caminhada de duas horas pelos bairros de Umarizal, Nazaré e Batista Campos, onde se encontra o Horto Municipal de Belém
O Horto, também chamado de Praça Municipal Milton Trindade, é um espaço público protegido por grades. Ao entrar, o visitante logo se depara com uma gigantesca sumaúma (ou samaúma); a seguir, seus canteiros, passeios, quiosques e também um "laguinho", que eu (como discípulo de São Tomé) tive de perguntar onde ficava. Crianças, muitas crianças estavam a brincar no Horto, e uma delas comemorava o aniversário natalício.  Ao sair, comprei duas bolas ioiôs para presentear os netos Renan e Benício. E, de volta ao apartamento, pus-me a saborear umas tangerinas compradas de um vendedor ambulante.
Nesse tempo, Natália e os demais estiveram no Bosque Rodrigues Alves e depois no restaurante Ver-O-Açaí, onde almoçaram.
Ao fim da tarde, fomos conhecer o Parque Cultural Guarany, na cidade de Ananindeua. E jantamos pizzas, pratos kids e cerveja artesanal no Anani Beer.
Novo cartão postal de Ananindeua, construído com recursos próprios do município, o Parque Guarany foi entregue ao público no mês passado. O complexo ocupa 35.000 m2, onde estão distribuídos os seguintes equipamentos culturais: o primeiro teatro da cidade, museu interativo, uma imensa área de lazer e o histórico Casarão do Curtume totalmente reformado.
19/05, domingo 
Às 8h30, a comemoração do aniversário do Renan no salão de festas do condomínio. Com três nadadores profissionais organizando os folguedos das crianças na piscina. Entre outras pessoas, encontrei-me no evento com duas pessoas que eu já conhecia: o Dr. Fernando Lobo, que é defensor público do Estado do Pará, e o Dr. Djalma, oficial de justiça em Marajó, que me ciceroneou num dos passeios que fiz à ilha. Aproveitei para retribuir a cortesia do amigo, entregando-lhe um exemplar do meu "Edição Êxtase".
Hora de cantar "Parabéns" (da esquerda para a direita): Rodrigo, Renan, Leon, Paulo, Elba, Benício, Aline e Érico
Ao entardecer, fomos ao Museu Forte do Presépio, o berço da cidade de Belém, e ao restaurante Casa do Saulo das Onze Janelas, de onde se podia ver ver o deslumbrante espetáculo do pôr-do-sol. No restaurante, optamos por uma mesa da área externa em que, além da agradável brisa que vinha do Guamá, havia um saxofone fazendo a trilha musical do crepúsculo. Selecionamos no cardápio: caldeirada de peixe (filhote), moqueca de camarão, água de coco, chope e sucos.
20/05, segunda-feira
Após o café da manhã, meus familiares foram à Ilha do Combu (onde já estive em duas oportunidades). Enquanto isso, fiquei no apartamento produzindo conteúdo para vocês, meus "seguimores". Ao meio-dia, saí para almoçar no Ver-O-Açai, um restaurante de cardápio e decoração regionais. Para isso, tive que enfrentar a demora para pegar um elevador, pois todos os elevadores que paravam no sétimo andar do prédio estavam lotados. Era a hora do almoço dos funcionários de um edifício em construção. Além de ter que me abrigar dos chuviscos de duas nuvens passageiras em marquises pelo caminho.
Depois de percorrer um trecho da Avenida Generalíssimo Deodoro e outro da Travessa Dom Pedro I, cheguei à casa de pasto. Meu almoço no Ver-O-Açai foi um prato executivo de camarões empanados, com arroz de tucupi, salada de feijãozinho de Santarém e farofa. E, no retorno, resolvi encompridar a caminhada dando umas voltas na Praça Brasil.
Ao anoitecer, fomos às Docas para jantar e ouvir música. No palco (outrora com um mecanismo de mobilidade), um show de voz e violão era compartilhado pelos clientes dos vários restaurantes. À hora da dolorosa, o garçom do restô Soprano apresentou-nos a conta - fora da realidade! Diante dos protestos, a conta foi  corrigida.
Após deixar o grupo no Parque Porto Futuro, Rodrigo me levou ao aeroporto de Belém para minha viagem a Boa Vista.

PÁGINA WIKI E BIOBIBLIOGRAFIA

Eis minha página na Wikipédia:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Paulo_Gurgel

Minha biobibliografia divulgada no Instagram como parte do Projeto de Iniciação Artística sobre os Médicos Escritores Cearenses aprovado pela Universidade Estadual do Ceará (UECE):

BIOBIBLIOGRAFIA PAULO GURGEL Insta.pdf

AMARO PENNA (PENINHA)

Nos saraus realizados no apartamento de Francisco Moacir e Maristane Macedo, na Volta da Jurema, um músico frequente nesses  encontros é José Amaro Alexandre Fonseca, Amaro Penna ou simplesmente Peninha (do Ceará).
Compositor, cantor e produtor artístico, Amaro Penna nasceu aqui no Ceará em 1958. Muito jovem, começou a carreira musical no circuito universitário como baixista da banda Apocalipse. Ao criar suas primeiras composições, logo passou a inscrevê-las em festivais locais e de outros Estados, obtendo diversas premiações em tais certames.
Na década de 1980, participou de projetos e caravanas culturais, e abriu o show no Ceará pelo Projeto Pixinguinha da consagrada cantora Nara Leão. Sua instigante canção "Caminho do Sol" foi gravada por Amelinha, em 1985.

O sol que queima o Nordeste
É o olho de Nosso Senhor
Brilha no céu de Olinda
Na pele do meu amor
Nas dunas de Fortaleza
Nos versos do cantador
Nas ondas de São Luís
Na areia de São Salvador
Moça do corpo moreno é quem diz
É o olho de Nosso Senhor
(trecho).

Peninha tem parcerias com Nonato Luiz, Cristóvão Bastos, Abel Silva, Raimundo Fagner, Airton Monte, Dilson Pinheiro, Eugênio Leandro, Gil Fonteles e outros. Com Luiz Sérgio Bezerra, natural de Várzea Alegre, ele compôs "Caminho do Sol", que deu título a um álbum de Amelinha, e o bolero "Palavras Iguais".
É sócio e administrador da Ararena Estúdios, uma empresa com atividades em gravação de som e edição de música.
Bom violonista e cantor, Amaro Penna é versátil em criar e letrar músicas. E seus depoimentos (disponíveis no YouTube) a respeito da música cearense nas últimas décadas constituem importantes fontes de pesquisa.


Peninha (de boina) e eu, fotografados na residência dos Macedos.

CAATINGA, A FLORESTA QUE É A CARA DO BRASIL

PGCS
Local: Parque do Cocó, em Fortaleza-CE
Data da exposição: 28/04/2024
Fotografia: André
A caatinga é nossa
Representa cerca de 10% do território nacional, 70% da Região Nordeste e 2% do Estado de Minas Gerais, abrigando quase 27 milhões de pessoas. O clima da região é semiárido com temperaturas em torno de 30 ºC e chuvas concentradas nos meses de janeiro a maio.
Espécies endêmicas 
143 mamíferos
510 aves
240 peixes
116 répteis
61 anfíbios
93 aranhas
61 formigas
94 abelhas
1512 plantas
De todo esse território, com fauna, flora e bens preciosos como a água, apenas 7% é protegido por unidades de conservação.
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MEU THESOURO DA JUVENTUDE

Acredito que o "Thesouro da Juventude" tenha sido a obra que eu mais li no verdor dos meus anos. Nas décadas de 1950 e 1960, os dezoito volumes desta "encyclopédia", com capas em azul marinho e vistosas letras douradas, ocupavam um lugar de destaque na biblioteca dos Gurgel-Carlos.
Eram da edição de 1925, possivelmente. Com o título de "Thesouro da Juventude", assim mesmo com "Th", e com palavras impressas de acordo com as regras que existiam antes do Formulário Ortográfico de 1943. Com ênclises, em que o "l" ficava separado do pronome (como em "amal-o", por exemplo), e também com vocábulos em profusão grafados com "ph", "ch", "ff" e "ll", como em "pharmacia", "machina", "offerecer" e "bello".
Pelas tantas, eu me surpreendia com o aparecimento durante a leitura de um requintado "Piauhy". Mas grafias antigas, ainda que deste jaez, confirmo que não chegavam a atrapalhar a compreensão dos textos.
Na folha de rosto da obra, havia um erro crasso: "entretimento", no lugar de "entretenimento". Não sei se este deslize foi reparado na edição de 1958. Por muito menos, o protagonista do conto "Colocador de Pronomes", de Monteiro Lobato, foi levado ao suicídio.
Na "Introducção", Clóvis Bevilacqua indicava a obra para "meninos, adolescentes e homens do povo que teem sede de saber". E os editores definiam-no como uma enciclopédia popular, "um livro acerca de tudo para todos e especialmente para os jovens".
A obra era constituída das seguintes seções:
A Terra - A Nossa Vida - Animais e Plantas - O Novo Mundo - O Velho Mundo - As Belas Ações - Homens e Mulheres Célebres - Os Livros Famosos - Belas Artes - Lições Atraentes - Coisas que Podemos Fazer - Coisas que Devemos Saber - Os Porquês
Ao focar na poesia, o jornalista Luís Nassif destacou nessa obra "O Gigante Adamastor" (um trecho dos "Lusíadas"), a "Canção do Exílio", de Gonçalves Dias, e "Manhã em Petrópolis", de um certo José Maria Amaral, que, "se não é dos maiores poetas brasileiros, ocupa um lugar muito honroso em nossa história literária. Acho que houve alguma proteção em sua inclusão".
Onde estaria a tal coleção?
Não sei dizer, mas onde ela estiver certamente estará com uma página a menos. Explico. Um dia, eu precisei recitar um poema a meu livre arbítrio no colégio. Então, abri o "Thesouro", na seção de poesia da coleção, em busca de um poema que eu já havia lido até com muito gosto. E avaliei que poderia memorizá-lo em pouco tempo, entre o café da manhã e a saída para o colégio. O que não foi possível fazer, e a solução que encontrei foi arrancar a folha do livro onde o poema estava.
(Pensei em ter ouvido um "Et tu, Brute?")
No colégio, subi ao palco com a "destacada" folha na mão e caprichei na leitura (aplausos).
Ganhei uma boa nota em Português e, por algum tempo, a companhia de um remorso que dizia coisas em latim.
Comentário
Caro irmão Paulo!
Com efeito, a coleção "Thesouro da Juventude", da biblioteca particular de nosso pai, era avidamente lida e relida pelos filhos de Luiz e Elda. Esse nosso tesouro de leituras foi incialmente desfalcado do volume I por uma pessoa que, com a anuência materna, tomou emprestado o volume I, mas nunca o devolveu.
Nossos pais, na vigência da longa união conjugal, não amealharam um bom patrimônio material que pudesse suscitar alguma possível disputa de herança em seus descendentes. A exceção ficava por conta das boas coleções albergadas na biblioteca paterna que eram alvo de uma certa cobiça; a irmã Marcia se adiantava em anunciar a sua preferência pelo "Thesouro da Juventude".
Tal desejo, entretanto, não foi concretizado, porquanto a nossa matriarca, em um suposto gesto de gentileza, quis compensar um pequeno agricultor, cliente de nosso pai, que nos ofertara uma saca de cajus, doando ao campônio os 17 volumes restantes da apreciada coleção.
A doação materna foi um choque para nós, os filhos, notadamente para a Márcia, porquanto se guardara a desconfiança do fim que fora reservado a uma obra literária que fora tão útil à nossa formação.
Marcelo Gurgel

OS OLHOS DO MAR

"Terral" - Ednardo, gravada por Ednardo
A Praia do Futuro / Farol velho e o novo / Os olhos do mar / São os olhos do mar / São os olhos do mar / O velho - que apagado / O novo - que espantado / Vendo a vida, espalhou / Luzindo na madrugada / Nossos corpos suados / À praia fazendo amor. (1)

O antigo Farol do Mucuripe, que é um patrimônio tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), embora tenha no nome a referência ao bairro ou à enseada do Mucuripe, está localizado oficialmente no bairro vizinho: o Cais do Porto. O equipamento fica no encontro da Avenida Vicente de Castro com a Rua Amâncio Filomeno.
Com 9 metros de altura, ele foi construído com mão de obra escrava entre os anos de 1840 a 1846 e, por muito tempo, foi referência para as embarcações que aportavam em Fortaleza. Desativado em 1958, o prédio histórico de 177 anos encontra-se em situação crítica. (2)

Já o segundo farol, com 24 metros de altura, foi construído a 3 quilômetros do antigo farol. Localizado em Vicente Pinzón, funcionou de 1958 até 2017, quando Fortaleza ganhou o seu terceiro farol. (3)

19/09/2017 - A Marinha do Brasil inaugurou nesta segunda-feira, 18, o maior farol das Américas e o sexto maior do mundo. O Farol do Mucuripe, como é chamado, tem aproximadamente 72 metros, localizado em Fortaleza (CE), também no bairro Vicente Pinzón. (4)

O equipamento de sinalização náutica é três vezes maior que o antigo, cuja altura é de 24 metros. Ele representa um marco na segurança da navegação, possibilitando melhores condições de trabalho para toda a comunidade marítima, especialmente para os pequenos barcos e jangadas que não dispõem de tecnologia de geolocalização.
Construído com concreto armado, o equipamento possui tecnologia de última geração, equivalente aos principais faróis do mundo. Uma das novidades da nova estrutura é o elevador de cargas interno que vai facilitar o transporte de equipamentos.
Resultado de uma parceria entre a Marinha do Brasil e o grupo J. Macêdo, o farol é uma construção inteligente e conserva o aparelho lenticular do farol anterior, de alto valor histórico e simbólico, por ter pertencido a Dom Pedro II.

(1) http://youtu.be/9yAW58FcgYY (vídeo)
(2) Vamos salvar a história e o Farol do Mucuripe, editorial de "O Povo" de 15 de abril de 2024
(3) Onde fica o Farol do Mucuripe? Tathiany Nascimento, Diário do Nordeste
(4) https://www.marinha.mil.br/noticias/marinha-do-brasil-inaugura-o-maior-farol-das-americas-em-fortaleza-ce-0 (vídeo)

Arquivo: http://blogdopg.blogspot.com/2017/09/novissimo-farol.html

AS FRASES FAMOSAS DE AUGUSTO PONTES

Nasceu em 1935, em Fortaleza. Além de publicitário, foi professor da Universidade de Brasília e Secretário de Cultura do Estado do Ceará. Teve uma participação relevante no movimento de artistas conhecido como Pessoal do Ceará e, depois, na Massafeira Livre. Ele tinha por hábito criar frases engraçadas e trocadilhos marcados não apenas pela irreverência, mas também por um humor cáustico, dilacerante, que forjou um repertório, ao qual muitos dos informantes fazem referência como "as frases famosas do Augusto". Morreu em 2009.
Eis algumas das frases atribuídas a Augusto Pontes e lembradas com saudosismo por seus amigos de boemia:
Estou do seu lado, mas não me olhe de banda.
A união só se faz à força.
Agite, agite, mas me traga o jipe, porque passeata eu não vou a pé, Mao Tse.
O comunismo acabou antes de chegar aos pobres.
O Ideal é um clube de rico pobre, comunista velho e poeta ruim. (sobre o Ideal Clube,
um clube elitizado de Fortaleza
).
A cultura em álcool imersa, logo dissipa e dispersa.
Quando a mesa cresce, a cultura desaparece (cresce em número e cai em qualidade de discussão, além de chamar a atenção da polícia que reprimia as aglomerações de pessoas).
Dos Mauros, o menor (sobre o lançamento da candidatura do político Mauro Benevides Filho, filho de Mauro Benevides, a um cargo no governo).
A política em Sobral é uma faca de dois Gomes (Sobral é uma cidade do interior do Estado do Ceará cuja política tem uma forte presença da família Ferreira Gomes, da qual faz parte o ex-ministro Ciro Gomes).
Governo das Mudanças, não; governo das mundiças (a respeito do slogan do governo Tasso Jereissati).
Há bares que vem para o bem.
Vento, vela, leva-me daqui.
Eu sou apenas um rapaz latino-americano sem dinheiro no banco.
Meu corpo, minha embalagem, todo gasto na viagem.
Não aguento ver as mesmas pessoas com outras caras (quando perguntado sobre sua pouca frequência em determinado bar).
Toca aí "Pano véi" (para pedir que tocassem a música "Molambo").
O sertanejo é antes de tudo um forte. Avalie no Rio Grande do Norte.
Você me diz que, agora, ficará em silêncio. Pois bem. Será o seu melhor momento.
Sereia de Outro – sátira ao troféu Sereia de Ouro que a imprensa local (Sistema Verdes Mares de Comunicação) oferece às personalidades ilustres do ano. Segundo Augusto, o troféu nunca ia para quem de fato merecia recebê-lo.
Operário Patrão – já que o operário premiado e homenageado é aquele que cumpre as regras ditadas pelo patrão.
Fonte:
Silva, Daniele Costa da. Entre copos, conversas e canções : um estilo “boêmio” de viver a cidade. Tese (doutorado) – Universidade Federal do Ceará, Centro de Humanidades, Departamento de Ciências Socais, Programa de Pós-Graduação em Sociologia, Fortaleza, 2012. p.148-156
https://repositorio.ufc.br/ri/bitstream/riufc/6305/1/2012-TESE-DCSILVA.pdf
P.S. Para relembrar este expoente de nossa cultura, em 2022 o arquiteto e compositor Ricardo Bezerra organizou o livro "Augusto Pontes - Um amigo genial", enfeixando uma série de 64 artigos (com depoimentos) de pessoas que viveram no entorno do Augusto.

ELDA: dois anos da partida

O tempo ligeiro passa. Há dois anos, mamãe partia para o encontro definitivo com o Pai Eterno e seus familiares queridos, como o nosso pai, que a antecedeu em mais de vinte anos. E qual o seu legado, de uma vida de 91 anos? Para nós, seus dez filhos e tantos netos e bisnetos, além da saudade, há muito o que lembrar e agradecer.
Em todos nós, por bem ou por mal, ficou a mania de limpeza, de casa arrumada e de doar o que é possível aos necessitados. Claro, nenhum de nós se iguala no seu espírito doador. Mamãe gostava de dar, o que era dela e o que ela achava que era dela. Importante era doar.
A Eldinha tapeceira (foto) também deixou sua marca em mais de duzentas obras. São telas belíssimas. Ela jamais concordou em vender uma só, mesmo que fosse para retirar o dinheiro gasto. O amor que ela colocava em cada tela não tinha preço. Verdadeiras obras de arte.
Hoje, nos dois anos de sua partida, é bom recordar a sua presença marcante. Não estamos felizes porque ela se foi, mas agradecemos cada dia em que ela esteve entre nós. Saudade, sim, lamentação, não. Ainda a vejo entre nós e assim será por muitos e muitos anos.
Um grande abraço, mamãe.

Da sua filha Márcia (em nome de toda a filharada).

BEM-VINDOS A JUATAMA

Em janeiro deste ano, num passeio que fizemos pelo Sertão Central cearense e Vale do Jaguaribe, Luciano Gurgel e Germano (que são irmãos gêmeos), e eu fomos a Juatama. Com uma população estimada em três mil habitantes, Juatama é um distrito de Quixadá situado a 18 km da sede municipal. Devido a seus monólitos e sua vegetação de caatinga, a vila (na qual se inclui a deslumbrante vista da Serra do Urucum) tem servido de cenário para diversas locações cinematográficas. 
"O Cangaceiro Trapalhão" (1983), que teve a participação do humorista Renato Aragão, "O Auto da Camisinha" (2009), com Chico Anysio; e, mais recentemente, "Bem-Vinda à Quixeramobim", do diretor Halder Gomes. Apesar de o título deste último filme insinuar que a trama possa ter acontecido em Quixeramobim, o filme foi rodado em Juatama, a saber, em plagas do vizinho Quixadá. E isso tem causado uma certa rixa entre moradores dos dois municípios.
Max Petterson explica neste vídeo o motivo da aparente desinformação. É que o filme foi gravado em 2020, quando a Covid 19 estava no auge, e a equipe de produção da película foi orientada a substituir as locações de Quixeramobim (onde não seria possível controlar as aglomerações humanas) para o calmo distrito quixadaense. Além da tranquilidade de uma vila, Juatama oferecia paisagens similares às de Quixeramobim e uma bucólica estação ferroviária (foto "Diário do Nordeste"). 
Citando o cineasta Halder, Max diz: 
"O povo reclama que o filme tem o nome de Quixeramobim, mas não foi gravado em Quixeramobim. (Assim como) todas as cenas dos filmes de Marte foram gravadas na Terra. E outra: até as cenas de São Paulo a gente gravou em Fortaleza. Então, minha gente, é cinema, e cinema é cinema. É mentira, é faz de conta."
Juatama também tem uma "Usina de Biodiesel" (que não está funcionando) e um resort, O "Hotel Pedra dos Ventos", um empreendimento em perfeita interação com a natureza. No Pedra dos Ventos, tivemos uma agradável conversa com o proprietário do resort, o Sr. Almeida, que assim como Germano Gurgel é um petroleiro aposentado.

DJACIR GURGEL DE FIGUEIRÊDO. Lançamento de livro

CONVITE

A família de Djacir Figueirêdo, com apoio da Academia Cearense de Medicina, da Unimed Fortaleza e da Sicredi, convida para o lançamento de "Djacir Figueirêdo: um pioneiro na neurocirurgia no Ceará e no Nordeste", do neurocirurgião Dr. Djacir Gurgel de Figueirêdo.
O livro será apresentado pelo acadêmico Marcelo Gurgel, no auditório da sede da Unimed Fortaleza, situada na Av. Santos Dumont, 949, em 4 de abril de 2024 (quinta-feira), às 19h.
Após a solenidade, a Cooperativa dos Médicos Neurologistas e Neurocirurgiões do Ceará (Coopneuro) oferecerá um coquetel aos convidados.

MORRE DARIVAL BRINGEL

Morreu neste sábado, 30, o presidente da Unimed Ceará, Dr. DARIVAL BRINGEL DE OLINDA (foto "Jornal do Médico"). Tinha 77 anos de idade e encontrava-se, nos últimos tempos, sob tratamento de câncer. 
O velório ocorre a partir do meio-dia no prédio ao lado da sede da Unimed Ceará, localizado na Rua Nogueira Acioli, número 891, bairro Aldeota, em Fortaleza. E o sepultamento será às 16h30 no Cemitério Parque da Paz. 
Darival formou-se pela 20.ª turma de medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC), em 1972. Fez residência médica em Pneumologia no Hospital de Messejana, instituição a que pertenceu até aposentar-se por tempo de serviço. Também foi coordenador do Serviço de Pneumologia Sanitária da Secretaria da Saúde do Estado do Ceará (cargo em que o sucedi em 1990).
Ele já esteve na presidência da Unimed Fortaleza por três mandatos. As obras do edifício-sede da empresa e do Hospital Regional Unimed (HRU) ocorreram durante sua gestão.
Darival também atuou em diversas funções ligadas ao cooperativismo médico: diretor de mercado e marketing da Confederação das Unimeds Norte/Nordeste, conselheiro e depois diretor financeiro da Unicred Fortaleza, conselheiro de administração do segmento Saúde da Organização das Cooperativas Brasileiras  – seção Ceará, membro do conselho fiscal da Unimed do Brasil, superintendente da Federação das Unimeds do Estado do Ceará e vice-presidente e diretor comercial financeiro da Federação das Unimeds dos Estados do Norte/Nordeste.
Em 2022, foi agraciado com o troféu Sereia de Ouro do Sistema Verdes Mares de Comunicação.
Meus sentimentos aos familiares, colegas e amigos de Darival Bringel.

HOMENAGEM A ROBERTO LOBO

Em 22 de março (sexta-feira), às 20 horas, no Auditório da Reitoria da Universidade Federal do Ceará (UFC), foi homenageado in Memoriam o médico psiquiatra Dr. ROBERTO AUGUSTO MESQUITA LOBO com o título de membro honorário da Academia Cearense de Medicina (ACM).

A saudação esteve a cargo do Acadêmico Dr. Paulo Eduardo Garcia Picanço.

Elba e eu estivemos presentes na sessão da ACM. Ao ensejo, cumprimentamos pelo agraciamento a Dra. Sônia Lobo, viúva do homenageado e minha colega da turma na Faculdade de Medicina da UFC.

Dra. Sônia Lobo recebe o diploma do Dr. Roberto Augusto de Mesquita Lobo como membro  honorário (in Memoriam), das mãos do Acad. Dr. Janedson Baima, presidente da ACM. 
Acad. Dra. Ana Margarida Rosemberg fotografou o momento.


EDMAR GURGEL E AMILTON MELO

Esta fotografia postada por Gonzaga Oliveira no Facebook, em "Fortaleza Antiga", mostra os titulares da equipe de futebol de salão do Usina Ceará, em 1967. Dentre eles, estão Edmar Gurgel (meu tio) e Amilton Melo, que viria a se tornar um "ídolo de todas as torcidas" no futebol profissional cearense.

Wilton Almeida, supercolaborador
Acho que essa foto é anterior a 67, o Usina foi extinto em 65 e o Amilton Melo seria um menino jogando no meio dos velhos,como se dizia antigamente.

Wilton Almeida! Talvez você tenha razão. As legendas não constavam da foto original, foram acrescentadas (com possibilidade de haver ocorrido algum erro). Nascido em 1937, Edmar Gurgel não aparentava ter uma idade de 30 anos por ocasião desta  fotografia de 1967. Sei também que o Usina Ceará (futebol de campo) participou de 12 edições do campeonato cearense de futebol (até 1964), quando não resistiu ao conturbado clima político nacional do regime militar. O dono da fábrica Siqueira Gurgel (onde Edmar inclusive trabalhou), o deputado Moyses Pimentel era opositor ao regime e, perseguido durante a ditadura, encerrou as atividades do time. Mas eu não saberia dizer se o futebol de salão do Usina ainda continuou por algum tempo.

REVISTA DA ASSOCIAÇÃO MÉDICA CEARENSE



A revista eletrônica da Associação Médica Cearense (AMC), em seu número 30, de fevereiro de 2024, traz artigos dos médicos Ricardo Pessoa (editorial), Eduardo Vidal, José Arnóbio Menezes, Ricardo Reis, André Xenofonte, Marcelo Milton, Luiz Moura (crônica), Marcelo Gurgel (causo médico) e da advogada tributarista Janayna Lima.

Em seu "Cantinho da Leitura", às páginas 36-37, a revista divulga o recém-publicado "Edição Êxtase", livro de minha autoria.

https://online.fliphtml5.com/imbxa/vzsa/#p=36

NONATO ALBUQUERQUE VÊ "EDIÇÃO ÊXTASE"


Nonato Albuquerque é jornalista, radialista e apresentador de TV. Na televisão, apresentou, entre 1994 e 2020, o noticiário policial Barra Pesada, da TV Jangadeiro, sendo este seu trabalho mais conhecido.* Contratado do Sistema Jangadeiro de Comunicação, atualmente participa do Jornal Jangadeiro nas edições da TV (em reportagens especiais) e da Jangadeiro BandNews FM (como âncora).
* Jangadeiro revelou as suas novidades na programação, que entram no ar em definitivo no dia 18 de março. O maior destaque é a volta do Barra Pesada na faixa do almoço, de 11h45 às 13h30.

PESAR PELO FALECIMENTO DE JOSÉ MARIA CHAVES

Faleceu na noite de ontem, 3 de março de 2024, em Fortaleza-CE, o conceituado médico proctologista e escritor Dr. JOSÉ MARIA CHAVES.
Foi meu professor na Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará.
Membro atuante de diversas entidades (médicas, literárias e culturais), chegou à presidência das Sobrames Ceará e Nacional.
Guardarei muitas recordações de você, meu colega, mestre e amigo. Da nossa agradável convivência e das pitorescas mensagens que você me fazia chegar. 
Ah, os dourados anos de Otávio Bonfim!

Em minha infância, vivida no bairro José Bonifácio, convivi com variados (diversificados) vendedores de porta em porta. Desde o "Panelada e figo gordo"e o "Chegadinha", já citados, até o vendedor de cabides de madeira para roupas, gritando " Cruzeta, tá na hora" etc...
Do seu bairro, guardo grandes e saudosas recordações do "Montese", do Frei Teodoro, no qual (com Coringa, Renato, Fujita e muitos outros) joguei. Não sei se você alcançou esse pessoal (ou, esse time). 
José Maria Chaves. http://gurgel-carlos.blogspot.com/2013/01/vendedores-de-porta-em-porta.html

Eu não sei se o "Tio Edmar" é o mesmo que jogava comigo no Montese, do Frei Teodoro. Caso seja o craque Edmar Gurgel, por favor, diga-me onde ele anda, como ele está. Pretendo, com o João Fujita, reunir o que ainda resta daquele inesquecível tempo. 
José Maria Chaves. http://gurgel-carlos.blogspot.com/2013/02/o-muro-das-fornicacoes-2.html

Estimado Paulo,
Como a disciplina de Proctologia, com 4 créditos = 60 horas, foi por mim criada e implantada em 1965, para ser ofertada como "optativa", é bem provável, ou certamente (a bem da verdade, não recordo), que o caso aconteceu comigo. De qualquer maneira, categoricamente afirmo, muita coisa jocosa, e muitos "causos" patéticos ocorreram.
Um abraço, às ordens, José Maria Chaves. http://blogdopg.blogspot.com/2007/06/medicina-com-rodzio-4.html

Paulo,
Desde muito tempo, que o admiro como cronista de escol.
Embora mais "antigo", também vivi minha adolescência nos arredores da Igreja de Nossa Senhora das Dores, mormente aos domingos,quando indicado pelo Fujita (será que é com "G"?), meu colega de turma no Lyceu, defendi as cores do "nosso" MONTESE (criado pelo inesquecível Frei Theodoro).
Guardo vivas recordações do Edmar (creio que seu tio), um dos nossos craques, Nelsinho, Zé Augusto, Coringa... e tantos outros.
Estimaria muito vê-lo, com seu irmão Marcelo, fazendo parte e enriquecendo a ACEMES.
Também gosto muito de um violão, embora não saiba dedilhá-lo, pois se assim o fizesse, possivelmente seria um boêmio; mas, cantei muitas serenatas.
Um grande e fraternal abraço.
José Maria Chaves, por e-mail

Minhas condolências aos familiares e amigos de José Maria.

HOSPITAL DE MARACANAÚ (E SUA "ESTAÇÃO DE RÁDIO")

O Hospital de Maracanaú foi fundado em 4 de junho de 1952 como Sanatório de Tuberculose, vinculado ao Ministério da Saúde. Em 1982, passou à condição de hospital geral e, na década de 1990, assumiu o nome de Hospital Municipal de Maracanaú. Em 2000, foi municipalizado e, em 2008, em homenagem a um ex-diretor, seu nome passou a ser Hospital Municipal Doutor João Elísio de Holanda. Ele é uma unidade integrante do Sistema Único de Saúde (SUS), classificado como uma unidade pública de médio porte e nível de complexidade secundária. Entre os anos de 2000 a 2010, os serviços hospitalares foram ampliados para ambulatoriais, também de nível secundário de assistência, com as unidades: Centro Integrado de Reabilitação (CIR), Policlínica de Maracanaú e Centro de Testagem e Aconselhamento Sorológico em DST/AIDS (CETAS). Dessa expansão, veio o nome Complexo Hospitalar e Ambulatorial de Maracanaú Doutor João Elísio de Holanda (foto 1).
Disponível em: http://www.maracanau.ce.gov.br/hospital-municipal-joao-elisio-de-holanda/. Acesso em: fev.2024.
No período de 17 de janeiro a 23 de fevereiro de 1972, fiz uma pós-graduação em Pneumologia (incompleta), no Sanatório de Maracanaú, em convênio com o Serviço Nacional de Tuberculose. Éramos quatro os participantes desta atividade sob regime de residência: Tarcísio Diniz, Geraldo Madeira, Elenita Maria e eu.
Lembro-me de que, todos os dias, uma kombi bem cedo nos levava de Fortaleza a Maracanaú. À tarde, pegávamos o trem na estação que fica em frente ao Sanatório (bendito aquele que um dia teve a ideia de construir o ramal ferroviário para Maracanaú) e voltávamos para a capital. Quanto a mim, descia na estação ferroviária de Otávio Bonfim, que ficava bem perto da minha residência. A tempo de pegar um ônibus que me levasse à Casa de Saúde São Raimundo, onde eu acompanhava o Prof. Paulo Marcelo em suas atividades clínicas. 
Em 27 de fevereiro, após desligar-me do curso, viajei para o Rio de Janeiro-GB com a finalidade de iniciar o meu Curso de Formação de Oficial Médico.
Nos anos seguintes, trabalhei nas seguintes instituições militares: Hospital Central do Exército, no Rio de Janeiro-GB, Hospital de Guarnição de Tabatinga, em Benjamin Constant-AM e Hospital Geral de Fortaleza (HGF). Certo dia, recebi um convite do Dr. Abelardo Soares, então diretor do Sanatório de Maracanaú, para atuar em sua administração como médico substituto. Fazendo ambulatório e enfermaria, participando como vogal da junta médica e dando plantões de 24 horas no HGF, não tinha tempo disponível. E declinei do convite.
Nas décadas de 1980 e 1990, estive por diversas vezes no Sanatório de Maracanaú para participar de suas reuniões clínicas. Eram realizadas aos sábados e contavam com uma palestra inicial no auditório, seguida de uma agradável confraternização e churrasco em um espaçoso caramanchão. No período de 5 de maio a 2 de junho de 1987, estive outras vezes no Sanatório, a convite do diretor Dr. Luiz Carlos Saraiva, para ministrar o curso "Reorganização da Seção de Arquivo Médico e Estatística" aos funcionários do setor.
Em seu discurso de posse na direção do Sanatório, a minha companheira (de profissão e de poesia), Dra. Lucíola Rabelo, fez esta citação:
O deserto por palmilhar.
Mas o que é o deserto senão a orla de um oásis?
Irei convosco, pois. Seremos dromômanos, manos sob o olhar complacente dos djins de fogo. Suportaremos manos, nós, o peso das mochilas, fardos da temporalidade. E deixaremos profundas, fundas pegadas na vastidão arenosa, que o vento, acumpliciando conosco, por certo não as apagará.
Assim, saberão os pósteros que estivemos aqui, ali / & ontem, hoje / em busca do poema, seus mananciais.
Porque amanhã em Aldebarã, a estrela.
É a última parte do meu poema "Proemial", que entrou de prefácio no Livro "Em busca de poesia", do médico e escritor Dr. Dalgimar Menezes. Quanta honra, Lucíola! (agradeci-lhe naquele festivo dia do discurso). Pois bem, Dra. Lucíola tomou posse, administrou a instituição e, algum tempo depois, transferiu-se para o Distrito Federal. Desde então, não tivemos novos contatos.
A propósito de amizades, foi em Maracanaú que conheci: Drs. Alarico Leite (meu confrade em "Verdeversos"), Abelardo Soares e Ana Margarida, viúva do renomado Prof. José Rosemberg, e até hoje uma grande amiga. Outros, como os Drs. Amauri Teófilo, seu primo Abner Brasil, Ana Maria Dantas, Elizabeth, Tânia Brígido, Memória Júnior e Glauco Lobo (Filho), vim a conhecê-los no Hospital de Messejana, embora fossem também do corpo clínico do Hospital de Maracanaú.
Um fato curioso no Hospital de Maracanaú foi ter surgido por lá a Rádio Gasosa. Uma iniciativa dos próprios pacientes, que participavam de um curso de rádio técnico que existia no Sanatório. Havia uma grande necessidade de comunicação entre eles e, por isso, montaram sua "estação de rádio" (foto 2). Funcionava no terceiro andar do prédio e apresentava as mesmas características das rádios da época: oferecimento de músicas, recados, transmissão de programas educativos em saúde e até mesmo ao organizar shows presenciais com Moacir Franco, Ayla Maria, Irapuan Lima e Luiz Gonzaga. Sobre esse nome, "Gasosa", foi devido a um tratamento muito comum na época, o pneumotórax terapêutico, que consistia em encher o espaço pleural de ar a fim colapsar o pulmão afetado pela tuberculose.
Referências
BARBOSA, Maria Abreu (coord.) et al. Hospital Municipal de Maracanaú: reflexos das políticas nacionais de saúde em meio século de história. Brasília, Ministério da Saúde, 2004. ISBN 85-334-0844-7
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2017/07/radio-gasosa.html

CAMPOS DE CONCENTRAÇÃO NO CEARÁ

As secas no Nordeste são um fenômeno natural característico da região, marcada pelo clima semiárido, com altas temperaturas, baixa precipitação pluviométrica e escassez de rios perenes.
— sobretudo na área conhecida como "Polígono das Secas", a mais habitada das regiões semiáridas do mundo.

Em 1915, o Nordeste foi assolado por uma grande seca, que resultaria em mais de 100 mil mortes. Temerosa de que as cenas de 1877 se repetissem, a elite pressionou o governador Benjamin Barroso para não permitir que os retirantes perambulassem pelas ruas de Fortaleza.
Citando o risco de saques e invasões para justificar a medida, o governo cearense ordenou a construção do 1.º campo de concentração do estado — o Campo do Alagadiço, em Fortaleza, que serviu ao confinamento de 8 mil flagelados, vistos como uma "ameaça à ordem social".
O sofrimento no campo do Alagadiço motivou a escritora Rachel de Queiroz a publicar "O Quinze".
Em 1932, uma seca ainda mais severa se abateu na região. O governo do Ceará, então sob comando de Roberto Carneiro de Mendonça, retomou mais uma vez a estratégia de erguer campos de concentração para aprisionar os retirantes — agora em larga escala e com apoio federal.
Foram erguidos 7 novos campos de concentração nas cidades de Fortaleza, Senador Pompeu, Crato, Quixeramobim, Cariús, Quixadá e Ipu. Os recursos foram fornecidos pela Inspetoria de Obras Contra as Secas do governo Vargas.
Os campos eram estrategicamente erguidos próximos às linhas férreas, para interceptar os retirantes antes que chegassem a Fortaleza. Oficialmente, 90 mil flagelados foram aprisionados nessas instalações, mas alguns historiadores acreditam que a cifra seja muito maior.
Os campos eram oficiosamente chamados de "currais", explicitando a intenção desumanizadora da iniciativa. Os retirantes eram literalmente tratados como animais, que deveriam ser mantidos confinados para não incomodar os ricos com sua "miséria, sujidade e caos".
As taxas de letalidade eram muito elevadas. No campo de concentração de Patu (1932), localizado em Senador Pompeu, estima-se que 12.000 dos 20.000 prisioneiros pereceram. O número exato de mortos é desconhecido, uma vez que os campos não emitiam certidões de óbito.
Nas décadas seguintes, o poder público trataria de apagar os vestígios dos "currais" e ignorá-los nos livros didáticos.
No Sertão cearense, a cidade de Senador Pompeu abriga as ruínas do único campo de concentração que não foi demolido — o Campo de Patu (foto).
A população da cidade se empenha em manter viva a memória dos horrores praticados no local. Desde 1982, a comunidade organiza a Caminhada da Seca, para relembrar os que pereceram no cativeiro. A marcha percorre 4 km, do centro da cidade até o Cemitério da Barragem, erguido em torno das valas comuns onde mais de mil pessoas foram enterradas. Nesse local, junto a uma grande cruz, os populares deixam dezenas de garrafas de água como oferendas às almas das vítimas da seca, da negligência e da perversidade das elites.
Fontes

FACULDADE DE MEDICINA DA UFC. FUNCIONÁRIOS DOS NÍVEIS MÉDIO E ELEMENTAR

PERÍODO DE 1966 A 1971
Além das inesquecíveis recordações que ainda temos de nossos mestres na Faculdade de Medicina, convém nos lembrarmos também de seus funcionários dos níveis médio e elementar. Não poucos, no exercício de suas atividades-meio, muito contribuíram para que as missões de ensino e pesquisa da Universidade pudessem ser adequadamente  conduzidas.
Seu Joaquim (Anatomia)
Um profundo conhecedor das estruturas anatômicas, que tirava as nossas inquietantes dúvidas, especialmente quando se aproximavam as datas de aplicação das gincanas.
Irilinda (Cirurgia)
A ingênua e prestativa Irilinda, responsável pela arrumação das salas de alguns mestres. Quando ouvia o Prof. Newton Gonçalves se queixar de uma bursite que recorrentemente o afligia, Irilinda já vinha com uma  solução na ponta da língua:
"Desligue este ar-condicionado, Dr. Newton. Só assim o senhor melhora."

Gerôncio (Diretório Acadêmico XII de Maio)
Um rapaz de nome Gerôncio era quem cuidava dos bens do Diretório. Ele tocava um violão meio "quadrado", aplicando vigorosas batidas em suas cordas de aço. 
Isabel (Maternidade Escola Assis Chateaubriand)
Uma técnica de enfermagem e experiente parteira, da qual se dizia ser a segunda pessoa em mando na MEAC (apenas subordinada ao Diretor Galba Araújo). Lembro-me de seus “freios de arrumação” na sala de espera dos ambulatórios, quando a balbúrdia estava passando da conta.
Milton (Fotografia)
Na Faculdade de Medicina, o Sr. Milton Nascimento, cujo laboratório fotográfico ficava incrustado junto à entrada da Biblioteca, fazia as fotografias dos eventos científicos e sociais ocorridos na instituição e os slides para as aulas e palestras dos professores. E que, quando precisávamos apresentar nossos temas livres em jornadas e congressos, também o contratávamos para a feitura de nossos diapositivos.
Tendo participado do corpo discente da instituição, no período de 1972  a 1977 (quando já não estávamos mais na Faculdade de Medicina), Marcelo Gurgel nos ajudou com a lembrança de nomes de funcionários que possivelmente foram do nosso tempo: 
"Seu Damasceno", apelidado de "Bronco" por sua semelhança física com o personagem do ator  Ronaldo Golias, no Programa de TV "Família Trapo". Detentor de um "sorriso do tipo 1001", decorrente das exodontias de seus incisivos mediais e laterais, "Bronco" era a alegria dos alunos, que choraram rios ao vê-lo transferido para o campus do Pici.
Marcelo também cita Seu João, Seu Duarte, Seu Francisco "Melanoma", a histotécnica D. Hercília e o funcionário "Mosquito" (MEAC), entre outros. Não deixando de lembrar os barbeiros do Hospital das Clínicas, Antenor e Lauro, e os livreiros José Valdo e Girão que, embora não pertencessem ao quadro de funcionários da UFC, "facilitavam a aquisição dos livros didáticos pelos estudantes que não tinham folga de dinheiro".
Fontes
Silva, Marcelo Gurgel Carlos da. MEDICINA DA UFC 1977 - 2022: 45 anos de formatura da Turma Prof. José Carlos Ribeiro. Fortaleza: Edição do Autor, 2022 (p. 64-73). ISBN 978-65-996963-2-9
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2022/11/movimentos-apendiculares.html
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2017/07/o-diretorio-academico-xii-de-maio.html
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2021/07/nos-tempos-heroicos-das-apresentacoes.html

A CABAÇA

O que é que o homem faz e Deus não fez?
Resposta - A cuia, Deus só fez a cabaça.
A riqueza da flora brasileira e a criatividade popular encontram neste fruto, com formas tão originais, uma de suas expressões mais fascinantes. Como objeto do cotidiano, suporte de várias artes ou cheio de fundamentos religiosos, pode nos surpreender e emocionar com seus multiplos usos e sentidos, seja no artesanato, na musica, na cozinha, na religião nos brinquedos ou como instrumentos de trabalho.
O Celophane Cultural convida você a conhecer o enorme universo da “Cabaça”
Em casas ribeirinhas, indígenas e quilombolas do Brasil, os frutos dos cabaceiros, das cuieiras e dos porongos costumam ser partidos em vários formatos, esvaziados do miolo, polidos e, quem sabe, até tingidos e decorados com incisões de exímia precisão, para servir como baldes, coiós, bacias, copos, tigelas; ou como cuias de tomar água, tacacá, chibé e mingau, no Norte, ou chimarrão e teréré, no Sul e no Centro-Oeste. Desses mesmos frutos que são transformados em objetos para comer e beber, também se fazem instrumentos de trabalho de pescadores, seringueiros e produtores de farinha de mandioca, que partem suas bandas de cuia para levá-las aos rios, às florestas e casas de forno.
No Nordeste, das mesmas cabaças que armazenam e transportam água pelo sertão, cortam-se cuias que são usadas nas feiras como unidade de medida para pesar, comprar e vender itens como farinha e tapioca, além de líquidos. Nelas também se guardam as sementes do replantio, a nata pra fazer manteiga, mel e até peças de roupa.
De vários tamanhos e formatos, as cabaças e cuias prestam-se sobremodo à confecção de instrumentos de percussão*, corda e sopro, tradicionais e ‘inventados’, como os chamam alguns artesãos contemporâneos. Atabaques, cuícas, bongôs, maracás, chocalhos**, calimbas, rabecas, cavaquinhos, violas, além de marimbas e berimbaus (figura), são algumas das possibilidades de criação exploradas em diferentes expressões musicais brasileiras a partir desses frutos, cuja sonoridade marca também celebrações religiosas e profanas.
http://jeffcelophane.wordpress.com/2011/01/20/a-cabaca-o-fruto-da-diversidade-brasileira/
________
N. do E.
*Quanto a gênese do nome cabaçal, uma das versões é que o termo faz referência à “cabaça”, instrumento presente em vários níveis da cultura e fé cariri. Em entrevista prestada a COSTA (op. cit.), Antônio Anicete, músico da Banda Cabaçal OS ANICETES do Crato – Ceará, confirma essa possibilidade. Segundo o caboclo os índios cariris adaptavam as cabaças para construírem tambores cobertos com couro. 
http://www.prac.ufpb.br/anais/Icbeu_anais/anais/cultura/caba%E7al.pdf
**A canção conta a história de uma morena que "leva o chocalho amarrado na canela". Na dança conhecida como moçambique, um pequeno chocalho feito de palha trançada, cujo interior é cheio de pedras ou tampas de garrafas, costuma ser amarrado nas canelas dos dançarinos, à maneira de algumas tribos africanas.
DOURADO, Henrique Autran. Dicionário de termos e expressões da música. São Paulo: Editora 34, 2004, 384p. ISBN 85-7326-294-X

PÁGINA DE MARCELO GURGEL NA WIKIPÉDIA

O médico, economista, professor universitário e escritor Marcelo Gurgel Carlos da Silva foi distinguido com uma página na enciclopédia livre. 
Conteúdo: 
Início. Juventude. Formação Acadêmica. Carreira Profissional. Agremiações e honrarias. Atuação como escritor. Vida pessoal. Notas. Referências. 
Títulos quantificados: 
As contribuições de Marcelo Gurgel à comunidade cearense são amplas e multifacetadas. Além de sua dedicação acadêmica expressa nos mais de 5.500 títulos quantificados pelo Curriculum Vitae, suas atividades científicas, de magistério, profissionais, culturais e participações em concursos e bancas examinadoras destacam-se como pilares fundamentais para o progresso educacional e científico da região. Ao somar mais de 1.200 atividades científicas, 671 no magistério, 278 na esfera profissional, 1.332 atividades culturais, e seu envolvimento em inúmeras bancas examinadoras, congressos, jornadas e reuniões, Marcelo Gurgel emerge como um agente transformador, influenciando positivamente o cenário educacional, científico e cultural do Ceará. Seus 125 prêmios e distinções são um testemunho adicional de impacto e relevância na sociedade. (WIKI)
Endereço eletrônico: http://pt.wikipedia.org/wiki/Marcelo_Gurgel#

UMA CATALOGAÇÃO DE LIVROS POR TEMAS ESPECÍFICOS

SOBRE A GENEALOGIA DOS GURGEL NO BRASIL
GURGEL, Heitor Luiz do Amaral. Uma família carioca do século XVI. Rio de Janeiro: Livraria São José.
MARQUES, Oscar Nogueira. Amaral Gurgel e Gurgel do Amaral.
RHEINGANTZ, Carlos Grandmasson. Primeiras famílias do Rio de Janeiro (Séculos XVI e XVII). Volumes 1 (em 1965) e 2 (em 1967) pela Livraria Brasiliana e volume 3, em fascículos, pelo Colégio Brasileiro de Genealogia.
AMARAL, Aldysio Gurgel do. Na Trilha do Passado: Genealogia da família Gurgel. Fortaleza: Edição do Autor, 1986.
SOBRE A GENEALOGIA DOS GURGEL NO CEARÁ
AMARAL, Miguel Santiago Gurgel do. Porteiras e Currais. Fortaleza: Editora Henriqueta Galeno. 75p.
(Fazenda Porteiras, onde nasceu em 28/01/1784 José Gurgel do Amaral Filho, o Patriarca de Aracati.)
SOBRE O BAIRRO DE OTÁVIO BONFIM E SEUS FRANCISCANOS FRADES
MORAES, Vicente de Paula Falcão. Anos Dourados em Otávio Bonfim: à memória de Frei Teodoro. Fortaleza: Iuris. 1998. 320p.
SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da; OLIVEIRA, Elsie Studart Gurgel de (orgs). Frei Lauro Schwarte e os anos iluminados de Otávio Bonfim. Fortaleza: Expressão, 2004. 166p. ISBN: 85-7563-033-4
SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Otávio Bonfim, das Dores e dos Amores: sob o olhar de uma família. Fortaleza: EdUECE, 2008. 144p. ISBN: 978-85-7826-007-1
OLIVEIRA, Elsie Studart Gurgel de. 20 contos sem réis (obra póstuma organizada por Marcelo Gurgel Carlos da Silva). Fortaleza: Expressão, 2014. 104p. ISBN: 978-85-420-0427-4 [ficção]
SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da (org.). Frei Lauro Schwarte: apóstolo da juventude de Otávio Bonfim. Fortaleza: Edição do Autor, 2015. 120p. ISBN: 978-85-915-5583-3
MORAES, Vicente de Paula Falcão. Anos Dourados em Otávio Bonfim: à memória de Frei Teodoro. 2.ª edição revista e ampliada. Fortaleza: Iuris, 2017. 320p.
SOBRE A FAMÍLIA GURGEL CARLOS
SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Refazendo o caminho: passado e presente de uma família. Fortaleza: Edição do Autor, 2012. 144p. ISBN: 978-85-901655-8-3
SOBRE A VIDA DE LUIZ CARLOS DA SILVA
SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da; ADEODATO, Márcia Gurgel Carlos (orgs.). Dos canaviais aos tribunais: a vida de Luiz Carlos da Silva. Fortaleza: Edições UECE / Expressão, 2008. 192p. ISBN: 978-85-7826-003-3
SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Maquis: Redenção na França ocupada. Fortaleza: Editora da UECE, 2009. 500p. ISBN: 978-85-7826-030-9 [ficção]
SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Revelações de um Maquisard. Fortaleza: Expressão, 2011. 112p. Edição bilíngue traduzida para o francês por Cristiene Ferreira. ISBN: 978-85-7563-687-9 [ficção]
SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da; SILVA, Paulo Gurgel Carlos da (orgs.). Luiz, mais Luiz! Centenário de Nascimento de Luiz Carlos da Silva. Fortaleza: Expressão, 2018. 136p. ISBN: 978-85-915558-6-4
SOBRE A VIDA DE ELDA GURGEL COELHO
SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da; SILVA; HEGER, Mirna Gurgel Carlos; SILVA, Paulo Gurgel Carlos da (orgs.). A história de Elda: a matriarca da família Gurgel Carlos. Fortaleza: Edição do Autor, 2023. 152p. ISBN: 978-65-996963-8-1
SOBRE PAULO GURGEL CARLOS DA SILVA
SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da (org.). Portal de Memórias: Paulo Gurgel, um médico de letras. Fortaleza: Expressão, 2011. 200p. ISBN: 978-85-901655-4-5
SILVA, Paulo Gurgel Carlos da. Edição Êxtase. Fortaleza: Expressão, 2023. 144p. ISBN: 978-65-5556-778-6 
SOBRE MARCELO GURGEL CARLOS DA SILVA
OLIVEIRA, Elsie Studart Gurgel de; OLIVEIRA, Adbeel Goes de; SANTANA, Cristine Studart de (org.). Marcelo Gurgel: em verso e anverso. Fortaleza: Expressão, 2003. 124p. ISBN: 7563-011-3
SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Vivências de um economista da saúde. Fortaleza: Edição do Autor, 2011. 144p. ISBN: 978-85-901655-5-2
SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Memorial ao Instituto do Ceará. Fortaleza: Edição do Autor, 2012. 124p. ISBN 978 85 901655-6-9
SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Memorial à Academia Cearense de Letras. Fortaleza: Edição do Autor, 2012. 216p.
SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Memorial ao Instituto do Ceará. Fortaleza: Edição do Autor, 2012. 124p. ISBN 978 85 901655-6-9.
OLIVEIRA, Elsie Studart Gurgel de; OLIVEIRA. Sessent’anos de caminhada: percurso e paradas obrigatórias de Marcelo Gurgel. Fortaleza: Expressão, 2013. 124p. ISBN: 978-85-4200135-8
SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Memorial literário: à Academia Cearense de Letras. Fortaleza: Edição do Autor, 2018. 238p. ISBN 978 85 915 558-8-8
SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da (org.). Um septuagenário sob distintas ópticas. Fortaleza: Edição do Autor, 2013. 136p. ISBN: 978.65996963-5-0
SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Memórias de um sanitarista. Fortaleza: Edição do Autor, 2023. 112p. ISBN: 978.65.996963-6-7
SOBRE A VIDA DE JOÃO EVANGELISTA CUNHA PIRES (viúvo de Marta Gurgel Carlos)
PIRES, João Evangelista Cunha. Poemas em Prelúdio. Fortaleza: Expressão, 2019. 132p. ISBN: 978-85-420-1378-8. (Obra póstuma organizada por Leonardo Gurgel Pires).
SOBRE OS CURSOS DE MEDICINA DA UFC (FACULDADE) E DA UECE
SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da (org.). Medicina da UFC 1977-2007: 30 anos de Formatura da Turma Prof. José Carlos Ribeiro. Fortaleza: Edições UECE / Expressão, 2007. 188p. ISBN: 978-85-8720-392-2
SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Curso de Medicina da UECE: concepção, criação e implantação (2002-2008). Fortaleza: Editora da UECE, 2009. 140p. ISBN: 978-85-7826-021-7
SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da (org.). Medicina da UFC 1977-2012: jubileu de coral da Turma Prof. José Carlos Ribeiro. Fortaleza: Expressão, 2012. 136p. ISBN: 978-85-420-0090-0
ANDRADE, João Brainer Clares de; SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Medicina na UECE: a década que levou ao máximo. Fortaleza: Editora da UECE, 2013. 160p. ISBN 978 85 7826 056-9
SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Medicina da UFC 1977-2022: 45 anos de Formatura da Turma Prof. José Carlos Ribeiro. Fortaleza: Edição do Autor, 2022. 160p. ISBN: 978-65-996963-2-9
SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Memórias da Graduação em Medicina: lembranças da minha alma mater. Fortaleza: Edição do Autor, 2022. 112p. ISBN: 978-65-996963-3-6
Paulo Gurgel Carlos da Silva
26 de janeiro de 2024

PESAR PELO FALECIMENTO DE ALINE MARIA BARBOSA CAVALCANTE

É com grande pesar que tomo conhecimento da morte da colega ALINE MARIA BARBOSA CAVALCANTE. Em áudio postado por seu filho Rafael, sou informado de que Aline partiu hoje (26), às 6:40. 
O velório está previsto acontecer hoje no Jardim Metropolitano, no Eusébio, onde será realizada a missa de réquiem, às 17 horas, e será a seguir sepultada.
Aline formou-se em Medicina pela Universidade Federal do Ceará. Fomos colegas na turma de 1971. Trabalhava em psiquiatria e no Detran. 
Infelizmente, não tive contatos com ela desde a nossa formatura.
Portadora de sequelas neurológicas, ela esteve impossibilitada de trabalhar nos últimos anos. No curso de sua enfermidade, chegou a internar-se no Hospital Regional da Unimed.
Vinha residindo em uma Casa de Repouso, em Fortaleza.
Pêsames e conforto à família.

A EXPERIÊNCIA ITAPIÚNA

Itapiúna é um município cearense localizado no Maciço de Baturité, criado em 20 de maio de 1957 (Lei nº 3.599). Foi chamado primitivamente de Castro. Suas origens datam do século passado, tendo como principal instrumento evolutivo a R.V.C. (Rede de Viação Cearense), sob cuja operacionalidade nasceu a povoação.
Graças ao esforço de um ilustre filho, Tenente José Joaquim Oliveira, que, com sua personalidade marcante, obteve que a Fazenda Castro fosse incluída no roteiro da estrada de ferro de Baturité, a qual demandava ao Sul do Ceará. Com a passagem da ferrovia às margens da fazenda, diversos imigrantes vindos do Rio Grande do Norte vieram juntar-se às famílias que já habitavam por lá.
Desde então a fazenda passou a pertencer ao município de Baturité. Em 1933, o decreto n° 1.156, elevou a localidade de Castro a categoria de distrito de Baturité.
Mais tarde, devido à existência de um serrote de pedras pretas, resolveu-se mudar a denominação de Fazenda Castro para Itaúna. E, para facilitar a tramitação da correspondência postal, em virtude de haver uma cidade mineira com o mesmo nome, foi que se decidiu depois mudar o nome do município para Itapiúna, de origem tupi-guarani, que quer dizer Pedra-Miúda-Preta (Ita: pedra; Pi: miúda; Una: preta).
Itapiúna fica a cerca de 110 km de Fortaleza com acesso pela CE-060 e tem sua população estimada em 20 mil habitantes. O município possui três distritos, com as seguintes distâncias da sede municipal: Itans (9 km), Caio Prado (12 km) e Palmatória (12 km). Área territorial de Itapiúna: 562 km2.
Pontos turísticas: Barragem do Castro e Bica de Cajuás.

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Durante quinze anos e três meses, prestei serviços profissionais à Prefeitura de Itapiúna. Como médico auditor, após ter sido aprovado em 1.º lugar em um concurso público para o referido cargo.
Em abril de 2008, fui lotado na Secretaria da Saúde (SESA), à época da gestão da Dra. Claudia Sobral.
Em minhas viagens de trabalho a Itapiúna (260 km, round trip), ao retornar para Fortaleza geralmente pernoitava em Baturité (no Hotel Colonial ou no Hotel Olho d’Água), para evitar os riscos de dirigir à noite.
Aqui relaciono minhas tarefas como médico auditor:
  • autorizar as internações hospitalares (AIHs);
  • codificar os diagnósticos e os procedimentos, bem como autorizar as respectivas mudanças;
  • revisar os prontuários hospitalares após as altas dos pacientes internados;
  • elaborar relatórios operacionais e qualitativos;
  • emitir anualmente os laudos de salubridade para as escolas municipais e estaduais do município de Itapiúna.
Em 2021, com a contratação do Instituto de Gestão e Cidadania (IGC) para administrar o Hospital Maternidade Professor Waldemar Alcântara (HMPWA, CNES 2333843), instituição que pertence à Prefeitura de Itapiúna, fui transferido da SESA para o referido hospital, onde passei a atuar de acordo com as rotinas do IGC. Dentre estas, incluía a de presidir a recém-criada Comissão de Revisão de Prontuários, com reuniões mensais registradas em atas.
Em 6 de junho de 2023, tendo completado os 75 anos de idade, solicitei minha aposentadoria proporcional de Médico Auditor. Tenho a convicção de que meus quinze anos e três meses de trabalho em Itapiúna foram importantes para a sustentabilidade econômica deste que é o único hospital do município. Durante o período, não foi registrado qualquer desconformidade nas AIHs das contas hospitalares do HMPWA pelos instrumentos de controle da Auditoria do Sistema Único de Saúde.


Crédito: PGCS
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CATARINA DE ARAGÃO

 Em janeiro (18), nasceu Catarina para o casal Larissa Gurgel e David Luiz G. de Aragão. A recém-nascida é neta dos jornalistas Márcia Gurgel e Fernando Adeodato Júnior.

VALMIR DA FUNAI

Atendendo ao convite de um amigo de nome Valmir*, funcionário da Funai em Benjamin Constant-AM, fui conhecer a sede de Atalaia do Norte, a "Pérola do Javari".
Fomos num sábado para voltarmos no domingo. Em linha reta, Atalaia fica a menos de 30 km de Benjamin Constant, mas não havia, em 1974, uma estrada entre as duas cidades. A única via de acesso era pelo sinuoso Javari.
Tivemos uma viagem agradável, que durou algumas horas, em um "deslizador" (gíria local para pequeno barco com motor de popa) que o meu amigo dirigia.
Subindo o rio Javari, com destino a Atalaia, teria sido impossível não termos passado por Islândia. No entanto, eu tomei esta cidade peruana como sendo uma continuidade de Benjamin Constant, já que estava do mesmo lado do rio.
Uma consequência dessa anômala situação: o trecho do rio Javari ao passar por Islândia é completamente peruano, um aspecto geográfico que então eu não sabia. E fico a pensar se não havia o desconhecimento desse fato por parte da Marinha brasileira, cujos navios singravam aquelas águas em demanda de Atalaia e mesmo de pontos mais afastados, como Estirão do Equador e Palmeiras, sedes de dois pelotões do EB à margem direita do Javari.
O "patriotismo" de Atalaia do Norte era digno de nota. Quase tudo por lá ostentava as cores verde e amarela, inclusive as placas indicativas das ruas. E a cidade contava com apenas uma médica que não cheguei a conhecer, porque na ocasião ela se encontrava em Manaus.
À noite, fomos a um restaurante da cidade, talvez o único, para um jantar ao som do carimbó. O tempo a nosso dispor seria das 18 às 22 horas, por ser este o horário de fornecimento da energia elétrica em Atalaia do Norte.
Um pouco antes da hora prevista para iniciar o blecaute, fomos procurados por alguém: era um emissário do prefeito. Ele vinha nos comunicar que, em caráter excepcional, o gerador da cidade iria funcionar até às 24 horas. Agradecemos.
E imagino como os atalaienses também ficaram gratos pela inesperada prorrogação da luz elétrica em suas casas.
*O nome "Valdir" foi corrigido para "Valmir", atendendo a um esclarecimento prestado por sua filha Erika Luzeiro, enfermeira radicada em Brasília.
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2019/10/a-perola-do-javari.html

Valmir de Barros Torres, o Valmir da Funai (foto), nasceu em Barras, Piauí. Por algum tempo morou em Brasília. Aos 22 anos, mudou-se para o Amazonas, onde foi, por mais de 40 anos, técnico indigenista e sertanista da Funai. Atuando, de forma pioneira, em prol dos povos isolados na região do Alto Solimões e também exercendo o cargo de administrador regional da Funai em Tabatinga.
O servidor é lembrado pelos colegas como um homem simples, corajoso e destemido, além de um grande amigo e defensor da causa indígena. Mesmo após a aposentadoria, continuou com seu trabalho de apoio e atendimento aos povos da floresta. Até 2021, quando foi vitimado pela pandemia da Covid-19. 
"O irrequieto espírito de Valmir Barros Torres fez sua passagem final para a Maloca dos Mortos, o paraíso espiritual da mitologia Tikuna”, comentou João Melo, servidor da Coordenação Regional da Funai em Manaus, destacando os anos de dedicação de Valmir à cultura Tikuna.
Em seu necrológio, a Funai lamentou profundamente sua perda e manifestou sua solidariedade aos familiares e amigos do servidor, que deixou um imenso legado de trabalho e empenho na defesa dos direitos dos povos indígenas.