SIÁ MARIQUINHA

Em 1947, Luiz Assunção teve a sua primeira composição gravada, a rancheira "Sá Mariquinha", lançada pelo grupo vocal "Quatro Ases e Um Curinga", na Odeon. Em 1950, essa rancheira foi gravada pelo cantor Jamelão, também na Odeon. Em 1958, o violinista Gabriel Antônio de Azerêdo gravou o LP "Um violino no samba Nº 2", no qual "Sá Mariquinha" foi incluída.
Em 1966, a rancheira "Sá Mariquinha", recebeu uma adaptação de Evenor Pontes e virou "Siá Mariquinha", e foi gravada por "Canhoto E Seu Regional", no LP "As festas de junho - Canhoto e Seu Regional" da gravadora RGE. Em 1970, "Siá Mariquinha" foi gravada pela "Lyra de Xopotó" no LP "As 14 maiorais juninas com a Lyra de Xopotó", da gravadora Copacabana.
Em 1975, os cantores cearenses : Rodger Rogério e Teti, no LP "Chão sagrado - Rodger e Teti do Pessoal do Ceará", do selo RCA Vik, gravaram "Siá Mariquinha". Em 1987, a rancheira foi gravada por Alcymar Monteiro, no LP "Portas e janelas", da Continental. Em 1996, a rancheira "Siá Mariquinha" foi incluída na trilha sonora da novela "Rei do gado", da TV Globo, na interpretação de Dominguinhos.
Fonte: http://dicionariompb.com.br/luiz-assuncao
Em 2001, o violonista Nonato Luiz gravou "Siá Mariquinha". É a faixa 6 do álbum "Ceará", em que Nonato Luiz homenageia nosso Estado com arranjos e execução no violão de músicas de 18 compositores cearenses. Embora Luiz Assunção tenha nascido em São Luís, Maranhão, foi em Fortaleza que ele desenvolveu seu talento de músico e compositor. Atuava como pianista em pensões, cinemas e estação de rádio (Ceará Rádio Clube), além de participar intensamente da vida boêmia de nossa cidade. Luiz Assunção é também lembrado como o autor dos sucessos "Adeus, Praia de Iracema" (onde é nome de um Largo) e "Vive Seu Mané Chorando".

Leitura recomendada:
http://blogln.ning.com/profiles/blogs/luiz-assun-o-pianista-carnavalesco-bo-mio-e-compositor

EUSÉBIO (CEARÁ)

O Eusébio, com seus 79 km2 e 52.667 habitantes, é um município que tem uma das melhores infraestruturas de acesso rodoviário no Estado do Ceará, sendo servido pela BR-116 e pelas rodovias CE-040 e CE – 010. Localizado a 15 minutos de Fortaleza, o município vem se consolidando em seu desenvolvimento social e econômico com cerca de 150 indústrias de grande porte instaladas em seus três polos industriais (Jabuti/Pedras, onde está localizada a Fábrica Fortaleza, Grande Sede – Autódromo e Santa Clara, no Anel Viário).
O topônimo Eusébio pode ser uma alusão a:
• Um antigo morador, Seu Eusébio, dono de uma casa que servia de pousada para os comerciantes em trânsito do interior do Estado para Fortaleza.
• O ex-ministro da justiça e senador Eusébio de Queirós, autor da lei que proibiu o tráfico de escravos para o Brasil.
Em 1933, Eusébio, então distrito de Aquiraz, assumiu o nome de Eusébio de Queirós. Em 1938, tornou a se chamar apenas Eusébio. Atualmente, como município, integra a Região Metropolitana de Fortaleza.
É o único município do Norte/Nordeste que tem o transporte público gratuito. Basta ser morador, trabalhador/servidor público da cidade para ter direito à gratuidade nos ônibus do Transporte Urbano do Eusébio - TRUE, que rodam pelos bairros da sede, distritos e zona rural do Eusébio.
O município conta com um shopping Open Mall, Mercado Central, supermercados, restaurantes, concessionárias de veículos, G7-Garage (um museu privado de automóveis), polo de recreação, lojas de artesanato etc. E, para os amantes da velocidade, conta ainda com o autódromo Vigílio Távora e o kartódromo Júlio Ventura. Como atrativos naturais, apresenta as lagoas do Parnamirim, do Polo de Lazer, da Precabura e o rio Pacoti.
Na visita que fiz ao Eusébio, em 16/10/2019, tive a oportunidade de percorrer os seguintes pontos:
✓Shopping Eusébio
✓Pasta e Pizza Emporium (para o almoço)
✓Núcleo de Artes, Educação e Cultura Aloísio Bruno (NEAC)
✓Biblioteca Municipal Patativa do Assaré (para a doação de um exemplar do livro "Portal de Memórias")
✓Mercado Central
✓Polo de Lazer Ivens Dias Branco
✓Praça da Igreja de Sant'Ana e São Joaquim
✓Quiosques a Praça (para a compra de tapiocas)
✓Café do Sertão
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2018/12/g7-garage.html
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2018/12/casamento-de-thalita-e-gaudencio-junior.html
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2018/05/o-criador-de-capotes.html
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2019/09/carros-brecheiros.html

LANÇAMENTO DO LIVRO "PONTOS DE VISTA"

Local: Auditório da Unimed Fortaleza.
Av. Santos Dumont, 949 - Aldeota
Data: 31 de outubro de 2019 (quinta-feira), às 19h30
Traje: Esporte fino
🕮 Um alentado livro de 350 páginas organizado e apresentado pelo Dr. Marcelo Gurgel, atual presidente da Regional do Ceará da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores, com o prefácio do médico e blogueiro Paulo Gurgel e a arte de capa do cirurgião e artista plástico Dr. Isaac Furtado.
"Pontos de Vista" contém poemas, contos, crônicas, causos, ensaios, artigos, reminiscências, discursos e reflexões de 64 autores. Destes, 60 são médicos-escritores e 4 são sobramistas não médicos.
Nesta 36.ª antologia da Sobrames Ceará, há autores antigos, novos e um, digamos, "neoantigo". Trata-se de Winston Graça, um dos dez esculápios que estiveram, nos idos de 1981, em colóquio com as musas da poesia nas páginas de "Verdeversos", onde tudo começou.

O PASSEIO PÚBLICO DE FORTALEZA

A Praça dos Mártires, também conhecida como Passeio Público, é a mais antiga praça de Fortaleza. Além da bela vista para o mar, a praça possui como atrativos naturais diversas árvores centenárias, como o famoso baobá plantado por Senador Pompeu em 1910. Apesar de sua restauração em 2007, realizada  pela Prefeitura de Fortaleza com o apoio da Casa Cor no Ceará, o logradouro encontra-se atualmente com as fontes e os jardins mal cuidados e suas estátuas, que lembram La Belle Epoque, muito danificadas.
Em 1825, o local foi palco da execução de revolucionários da Confederação do Equador: Azevedo Bolão, Feliciano Carapinima, Francisco Ibiapina, Padre Mororó e Pessoa Anta. Foi essa Confederação um movimento revolucionário de caráter republicano e separatista que eclodiu no dia 2 de julho de 1824 em Pernambuco, alastrando-se em seguida para outras províncias do Nordeste do Brasil.
Em todas as plantas de Adolpho Herbster, sabe-se que houve menções à construção de uma futura praça. Em 1864, o então governador encomendou ao engenheiro da Província que orçasse as obras. Em 1879, o nome Praça dos Mártires foi definido pela Câmara Municipal de Fortaleza.
Planejada por Silva Paulet, a praça foi construída em estilo neoclássico na década de 1890. Em 1940, foi reformada nos moldes do Passeio Público do Rio de Janeiro
Em 2007, houve a última restauração da praça. Recuperada, e contando com uma melhor vigilância, a Praça dos Mártires voltou a ser bem frequentada. Parcerias com a iniciativa privada também ajudaram nesse sentido..
O Café Passeio (foto) ocupa uma parte do Passeio Público, com suas mesas dispostas nas áreas mais sombreadas e que propiciam melhor vista para o mar. O restaurante adota o sistema  self service, mas dispõe de cardápio para atender os pedidos de tira-gostos, bebidas e sobremesas. Aos sábados e domingos, serve também feijoadas e prestigia os músicos da terra, em geral chorões, que deliciam o público apresentando música instrumental. Os garçons atendem com presteza, os preços das comidas e bebidas são justos. A gorjeta é livre. E o restaurante cobra um couvert artístico de R$ 4,50 por pessoa quando há música ao vivo.
Se tiver um tempo a mais, visite outras praças do centro de Fortaleza. Uma delas é a Praça General Tibúrcio ou Praça dos Leões. Leva este apelido por abrigar estátuas de leões, a respeito das quais tenho uma história para contar. Neste logradouro, há também uma estátua em homenagem ao General Tibúrcio Ferreira de Sousa, um herói da Guerra do Paraguai, e outra, em tamanho natural, da escritora cearense Raquel de Queiroz. O Flórida Bar, antes de mudar de endereço para a Praia de Iracema, por muito tempo funcionou no lado oeste da Praça dos Leões, onde ainda estão alguns dos sebos da cidade.
http://destemperados.clicrbs.com.br/experiencias/feijoada-completa-no-cafe-passeio
http://spazziohotel.com.br/conheca-o-passeio-publico-em-fortaleza/

A PÉROLA DO JAVARI

Atalaia do Norte é um município do Amazonas situado na região do Alto Solimões, assim como Benjamin Constant e Tabatinga. Por algum tempo, a cognominada "Pérola do Javari" foi subordinada a Benjamin Constant, tendo sido elevada a município com a denominação de Atalaia do Norte, somente em 19/12/1955, pela lei estadual n.º 96.
Anteriormente, de 1890 a 1930, Atalaia do Norte foi o núcleo do povoamento Remate de Males, distrito de Benjamin Constant e sede deste município em dois períodos.
Anísio Jobim, em "Panoramas Amazônicos”, informa que o povoado se originou de uma cabana à margem do Itacoaí (Itaquaí), onde habitava o filho de um oficial superior brasileiro, e que a denominação de Remate de Males foi dada em 1890, pelo maranhense Alfredo Raimundo de Oliveira Bastos, que encontrou neste local relativo bem-estar, resolvendo fixar-se como um remate a seus males. Colocou, então, na fachada de seu barracão o letreiro "Remate de Males", cuja designação se estendeu a todo o lugar.
Embora, aí por volta de 1930, fosse a terceira cidade do Amazonas, Remate de Males desapareceu abruptamente com a passagem dos restos de um cometa, que caíram nas cabeceiras do Javari, onde um de seus gigantescos fragmentos produziu uma cratera de 1 km de diâmetro e um terremoto de 6,5 graus, na escala Richter, registrado no observatório de La Paz.
Resultado: nessa catástrofe, que ficou conhecida como o evento de Curuçá (nome de um afluente do Javari), o barranco de Remate cedeu, e a cidade foi engolida pelo rio Itacoaí, em 12 horas. Sua população fundou a nova Atalaia do Norte e distribuiu-se também por Benjamim Constant.
A palavra "Atalaia" é um sinônimo para guardião ou vigia e ressalta o importante papel desempenhado pela cidade na proteção das fronteiras brasileiras. É a localidade do mais extremo núcleo do Oeste, a guarita da marcha para o Oeste, no dizer de Álvaro Maia, em discurso proferido em 1943.
É a maior reserva de índios isolados do mundo.
http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/dtbs/amazonas/atalaiadonorte.pdf
http://site.mast.br/pdf_volume_1/evento_curuca.pdf
http://periodicos.uea.edu.br/index.php/revistageotransfronteirica/article/view/778/673
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Atendendo ao convite de um amigo de nome Valdir, funcionário da Funai em Benjamin Constant, fui conhecer Atalaia do Norte, a "Pérola do Javari".
Fomos num sábado para voltarmos no domingo. Em linha reta, Atalaia fica a menos de 30 km de Benjamin Constant, mas não havia, em 1974, uma estrada entre as duas cidades. A única via de acesso era pelo sinusoso Javari.
Tivemos uma viagem agradável, que durou algumas horas, em um "deslizador" (gíria local para pequeno barco com motor de popa) dirigido por meu amigo.
Subindo o rio Javari, com destino a Atalaia, teria sido impossível não termos passado por Islândia. No entanto, eu tomei esta cidade peruana como sendo uma continuidade de Benjamin Constant, já que estava do mesmo lado do rio.
Uma consequência dessa anômala situação: o trecho do rio Javari ao passar por Islândia é completamente peruano, um aspecto geográfico que então eu não sabia. E fico a pensar se não havia o desconhecimento desse fato por parte da Marinha brasileira, cujos navios singravam aquelas águas em demanda de Atalaia e mesmo de pontos mais afastados, como Estirão do Equador e Palmeiras, sedes de dois pelotões do EB à margem direita do Javari.
O "patriotismo" de Atalaia do Norte era digno de nota. Quase tudo por lá ostentava as cores verde e amarela inclusive as placas indicativas das ruas. E a cidade contava com apenas uma médica que não cheguei a conhecer, porque  na ocasião ela se encontrava em Manaus.
Á noite, fomos a um restaurante da cidade, talvez o único, para um jantar ao som do carimbó. O tempo a nosso dispor seria das 18 às 22 horas, por ser este o horário de fornecimento da energia elétrica em Atalaia do Norte.
Um pouco antes da hora prevista para iniciar o blecaute, fomos procurados por alguém: era um emissário do prefeito. Ele vinha nos comunicar que, em caráter excepcional, o gerador da cidade iria funcionar até às 24 horas.
Agradecemos. E imagino que os atalaienses também ficaram gratos pela inesperada prorrogação da luz elétrica em suas casas.

NA TRILHA DO ALDYSIO

Aldysio Gurgel do Amaral, nascido em 21/07/1912, em Fortaleza-CE.
Seus pais: Gervásio Gurgel do Amaral e Francina Gurgel do Amaral.
Cursos preparatórios no Colégio Cearense e no Liceu do Ceará. Formado pela Escola de Agronomia do Ceará, turma 1933. Diplomado pela Faculdade de Direito do Ceará, turma 1933. Ingressou no Ministério da Agricultura em 01/01/1934, tendo exercido o cargo de engenheiro agrônomo no Ceará, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Pernambuco, no Posto de Análise de Vinhos, de Recife, onde foi enólogo. Dedicou-se também ao magistério secundário, lecionando Geografia e História nos Colégios Porto Carreiro, Moderno e Escola Técnica de Comércio N. Sra. Auxiliadora, de Recife.
Esposa: Thereza Aleluia Barros Montenegro.
Filhos do casal: Francinalice, Aldysio Filho, José Luciano, Cláudio, Gervásio Neto, João, Sérgio e Ernesto Sobrinho.
Aldysio é autor de "Genealogia da Família Gurgel - Na Trilha do Passado" (1986, com edição esgotada). Lucas de Araújo Gurgel digitalizou este livro e publicou-o no MediaFire (LINK).

HERÓIS DO CEARÁ

Grandes páginas de aço formam o "Livro dos heróis e das heroínas da Pátria", guardado no Panteão da Pátria, na Praça dos Três Poderes, em Brasília. O Ceará tem os nomes de sete filhos inscritos neste Livro.
Antônio de Sampaio. Nascido em 24/05/1810, em Tamboril/CE, e falecido em 06/07/1866, a bordo do vapor Eponina, o Brigadeiro Antônio de Sampaio é herói da Guerra do Paraguai e o patrono da arma de Infantaria do Exército Brasileiro.
Bárbara Pereira de Alencar. Nascida em Exu/PE, foi criança para o Crato/CE. Na revolução pernambucana de 1817, Bárbara de Alencar foi presa e torturada numa das celas da Fortaleza de Nossa Senhora de Assunção, em Fortaleza. Era mãe dos também revolucionários José Martiniano Pereira de Alencar e Tristão Gonçalves, e avó do escritor José de Alencar.
http://blogdopg.blogspot.com/2012/05/republica-do-crato.html
Antônia Alves Feitosa. a Jovita Feitosa, primeira mulher a se alistar nas Forças Armadas. Nascida em 1848, no sertão cearense dos Inhamuns, Jovita era adolescente quando o Exército iniciou um movimento para aumentar seus combatentes para a Guerra do Paraguai. A convocação gerou um entusiasmo patriótico, que chegou até o Piauí, onde a jovem de 17 anos morava com seu tio. Ao saber das baixas sofridas pelos brasileiros no front, ela cortou os cabelos com uma faca, vestiu-se com roupas masculinas e se alistou para a guerra.
Francisco José do Nascimento. O Dragão do Mar, líder comunitário abolicionista. Junto com seus companheiros, impediuo comércio de escravos nas praias do Ceará. Graças a ele, o Ceará foi o primeiro Estado a abolir a escravidão no paí­s, quatro anos antes da Lei Áurea.
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2016/05/dragao-do-mar.html
Martim Soares Moreno. Militar português considerado o fundador do Estado do Ceará. Imortalizado no romance de José de Alencar como o guerreiro branco que casou com Iracema.
Miguel Arraes de Alencar. Polí­tico brasileiro que governou Pernambuco em três períodos. Destacou-se na defesa das classes menos favorecidas da população como os camponeses. Arraes manteve uma relação próxima ao povo do sertão com iniciativas para mudar a realidade daquela população humilde. Impôs o “Acordo do Campo” que obrigava os usineiros a pagar salário mí­nimo aos trabalhadores rurais.
Antônio Vicente Mendes Maciel. O Antônio Conselheiro, que foi incluído nesta relação dos heróis do Brasil por iniciativa da deputada Luizianne Lins. Ele virou tema da "Guerra do Fim do Mundo", do escritor peruano Mario Vargas Llosa. Sua história está também no livro "Os Sertões", que Euclides da Cunha escreveu em 1902.
Para um nome ser incluído no Livro, o Congresso Nacional precisa aprová-lo em Lei. Outros três nomes de cearenses, segundo Wilson Ibiapina, aguardam aprovação: Cego Aderaldo, Patativa de Assaré e Mestre Jerônimo.
Fontes
Wilson Ibiapina, Ceará em Brasília, ano XXX, ed. 324 de junho de 2019
https://senadofederal.tumblr.com/post/66681987378
https://diariodonordeste.verdesmares.com.br

O PÃO

Olha o padeiro entregando o pão
De casa em casa entregando o pão
Menos naquela, aquela, aquela, aquela não
Pois quem se arrisca a cair no alçapão? [bis]
Ednardo, Artigo 26
Em meus tempos de menino, comia-se em Fortaleza (berço da Padaria Espiritual) os seguintes tipos de pão: sovado, doce, de forma e pão d'água. E o pão de coco que só aparecia no período da Semana Santa.
De manhã cedo, era meu dever filial ir à padaria do Seu João Gurgel, em Otávio Bonfim, comprar o pão que seria logo mais consumido na casa dos Gurgel Carlos. Invariavelmente, pães d'água. Retirados de um grande cesto de vime, eram vendidos por unidade naquela  padaria.
Na volta para casa, se a fome fosse grande, eu arrancava o bico de alguma bisnaga (ainda quentinha) para comer.
Os chamados pães carioquinhas surgiriam tempos depois. A meu ver, não passavam de pães d'água reduzidos a pãezinhos de 50 gramas. No entanto, como eram vendidos por quilo, depois disso certas desavenças entre padeiros e consumidores se dissiparam.
O nome pão carioquinha é fortemente arraigado no Ceará. Em outras plagas pode ter diferentes designações. A propósito, veja como esse pãozinho é chamado em várias regiões do Brasil.
É o mapa do pão francês no Brasil segundo o Twitter. Finalmente, temos um estudo sério no país.
https://twitter.com/i/moments/1092436001098743809
O artigo 26
... da "Declaração Universal dos Direitos Humanos", dispõe que: "Todo ser humano tem direito à instrução."
... dos "Estatutos da Padaria Espiritual", dispõe que: "São considerados, desde já, inimigos naturais dos Padeiros, o Clero, os alfaiates e a polícia. Nenhum Padeiro deve perder ocasião de patentear seu desagrado a essa gente."
A Padaria Espiritual, um movimento cultural surgido na capital cearense no final de século XIX, marcado pela ironia, irreverência e senso crítico, além do sincretismo literário tinha o seu jornal, "O Pão", que era entregue de casa em casa pelos próprios "padeiros" – jovens escritores, pintores e músicos, reunidos num levante cultural contra a burguesia, o clero e tudo mais.
O compositor Ednardo, inspirado nos Estatuto da Padaria Espiritual, criou a canção "Artigo 26" ("Olha o padeiro entregando o pão / De casa em casa entregando o pão").
Como a atrevida aventura (da distribuição do jornal) contava com alguns poucos desafetos – sobretudo aqueles para quem a instrução do povo sempre foi algo assustador –, conforme relata Eliton Menezes, havia o receio de se entregar o "Pão" naquela casa e ser alvo de indecorosos desaforos... ("Menos naquela, aquela, aquela, aquela não / Pois quem se arrisca a cair no alçapão?")
https://chicoeliton.blogspot.com/2013/08/artigo-26.html
http://www.jornaldepoesia.jor.br/espi.html

AS HEROÍNAS DE TEJUCOPAPO

Tejucopapo é um distrito do município de Goiana-PE, localizado a 60 km de Recife.
Em 1646, o distrito possuía apenas uma rua larga, quase uma praça, ladeada por casas simples, destacando-se ao final dela a Igreja de São Lourenço de Tejucupapo, de arquitetura jesuítica, como acontecia com as igrejas erguidas no início da colonização.
Naquele ano, os holandeses já haviam praticamente perdido o domínio, que durante algum tempo mantiveram sobre quase todo o território pernambucano e, como se encontravam cercados e necessitando desesperadamente de alimentos, cerca de 600 deles, saídos por mar do forte Orange, na ilha de Itamaracá, tentaram ocupar Tejucupapo, onde esperavam encontrar a farinha de mandioca e o caju que as circunstâncias do momento haviam transformado em produtos pelos quais valiam a pena arriscar-se em combate. Segundo os historiadores, eles escolheram justamente o domingo para realizar a investida porque era, nesse dia da semana, que os homens do vilarejo costumavam ir a Recife, a cavalo, para vender nas feiras da capital os produtos da pesca. Sendo assim, a localidade estaria menos protegida, acreditavam os holandeses.
Todavia, os holandeses frustraram-se em sua intenção porque, segundo alguns relatos, a informação de que se aproximavam iniciou a reação da pequena e valente população local que, tendo à frente quatro mulheres - Maria Camarão, Maria Quitéria, Maria Clara e Joaquina -, lutou bravamente contra os invasores, enquanto os poucos homens que haviam permanecido na localidade ocupavam-se em emboscar os assaltantes, atacando-os à bala e com paus, chuços (aguilhões) e roçadeiras. Os registros informam que elas ferveram água em tachos e panelas de barro, acrescentaram pimenta, e escondidas nas trincheiras que haviam cavado, atacavam os holandeses com a mistura jamais esperada por eles. Seus olhos eram os principais alvos, e a surpresa o melhor ataque. A batalha durou horas mas, naquele 24 de abril de 1646, as mulheres guerreiras do Tejucupapo saíram vitoriosas. (1)
Memorial em homenagem às Heroínas de Tejucupapo (3)
Sobre esse acontecimento histórico foram feitos os filmes "Tejucupapo" e "Epopeia da Heroínas de Tejucupapo". Mais recentemente (2019), os cineastas Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles filmaram "Bacurau" em que a batalha de Tejucopapo parece ter sido uma das fontes inspiradoras.
"As mulheres de Bacurau miram-se no exemplo das heroínas de Tejucopapo, as destemidas que expulsaram, a pau e pedra, os holandeses que pretendiam saquear o vilarejo a 60 km do Recife, em 1646. Aí vemos Carmelita (Lia de Itamaracá), a matriarca que representa a utopia da água e da fartura da nação semiárida; Domingas (Sônia Braga), com sua blasfêmia alcoolizada e a valentia do cuidado rotineiro com o povo; a Teresa (Bárbara Colen) que retorna mais forte ainda... Sem falar na Deisy (Ingrid Trigueiro), que dá um tiro de escopeta ao melhor estilo Chigurh (Javier Barden) no faroeste americano Onde os fracos não têm vez (2007)." - Xico Sá (4)
(1) Wiki/Batalha de Tejucupapo
(2) Uol/A Batalha de Tejucopapo
(3) mapio.net/pic/p-62737675 (imagem)
(4) Esta terra vai tornar-se uma imensa Bacurau, EL PAÍS Brasil
PS. As duas grafias (Tejucopapo e Tejucupapo) aparecem indistintamente nas várias fontes consultadas.

BENJAMIN CONSTANT, TABATINGA E LETÍCIA

Benjamin Constant é um município da região do Alto Solimões, no Estado do Amazonas.
A sede deste município localiza-se na margem direita do rio Javari, que demarca a fronteira do Brasil com o Peru. Já Tabatinga, que foi distrito de Benjamin Constant, situa-se na margem esquerda do rio Solimões e faz fronteira com a colombiana cidade de Letícia. Benjamin Constant e Tabatinga, portanto, estão inseridas em uma região de tríplice fronteira.
Na década de 1970, na sede do município ficavam a Prefeitura, o Campus Avançado da PUCRS, o Hospital de Guarnição de Tabatinga (que tinha sido a Unidade Mista da FSESP), algum comércio. Nenhum veículo de quatro rodas trafegava por suas ruas. Apenas motocicletas se aventuravam a circular por Benjamin Constant em períodos de pouca lama. Assim que retornei a Manaus aproveitei para comprar uma Honda xucra que me daria algumas quedas.
O Hospital de Guarnição possuía duas lanchas que eram dirigidas pelo lacônico Chico Preto.
Nestas lanchas, descíamos o rio Javari, percorríamos um caudaloso paraná (canal que comunica dois rios) e subíamos o Solimões até o distrito de Tabatinga. À noite, essas viagens eram impensáveis. Na escuridão da selva  havia o risco de o barco colidir com os troncos e galhos arrastados pela correnteza dos rios.
Lembro-me que, após a confluência do paraná com o Solimões, avistávamos um assentamento de casas sobre palafitas. Estava em território do Peru, e eu achava que ali era a Islândia peruana.
No então distrito de Tabatinga, ficavam o aeroporto, a agência do Banco do Brasil e o Comando de Departamento del Amazonas.
Fronteira do Solimões / 1.º Batalhão Especial de Fronteira. Havia asfalto em suas ruas e podia-se atravessar livremente a fronteira para ir à cidade de Letícia, capital do
Constavam do organograma do Batalhão três companhias, sendo duas de fuzileiros e uma especial de fronteira. Desta última companhia, faziam parte quatro pelotões especiais de fronteira, assim distribuídos: Palmeiras e Estirão do Equador, às margens do Javari, Ipiranga às margens do Içá (Putumayo) e Vila Bittencourt às margens do Japurá.
Comando e Hospital de Guarnição se comunicavam por um sistema de fonia. Como diretor do hospital, certa vez fui convocado para uma reunião com o comandante TC Inf José Ferreira (foto). Ele tinha construído umas enfermarias em Tabatinga e necessitava  de dois médicos R2 para realizar o atendimento da colônia militar. No Hospital de Guarnição éramos dez médicos e, com pouco entusiasmo ao tomar a decisão (que faria a escala de plantões ficar mais apertada), indiquei dois nomes. Ainda bem que os colegas designados gostaram da ideia da transferência.
O Comando, além de suas diversas instalações, administrava o Hotel de Trânsito de Oficiais onde raro me hospedei. Para meus fins de semana em Letícia, quase sempre eu optava pelo Hotel Anaconda, a fim de me sentir em clima colombiano... Lendo a revista Cromos, tomando umas cervejas Costeña (la mejor de todas, pero de todas todas) ou bebericando uma piña colada, coquetel feito de rum e suco de abacaxi. No terraço do Anaconda tinha-se uma vista privilegiada do Solimões, o que me inspirou a escrever o conto O VENDEDOR DE ESTRELAS. À noite, procurava baixar num point animado onde pudesse jantar e ouvir cumbias.
Devo dizer que esse programa por vezes era cancelado em razões de tensões na fronteira. Eu suspeitava que elas tinham a ver com Mike Tsaliskis, o manda-chuva da cidade e também proprietário do Hotel Anaconda.
E o que mudou?
O Hospital de Guarnição de Tabatinga é hoje o Hospital Geral de Benjamin Constant Dr. Melvino de Jesus.
A estrada que ligaria Benjamin Constant à vizinha Atalaia do Norte está intransitável e aguarda a reconstrução.
Tabatinga foi desmembrada de Benjamin Constant, conta com quase o dobro da população do município-mãe e seu aeroporto é internacional.
O 1.º BEF atende pelo nome de 8.º BIS e as enfermarias do cearense TC Ferreira transformaram-se no atual Hospital de Guarnição de Tabatinga .
A "Islândia" não é a Islândia.
Em 1912, conforme relatou Los Mundos de Hachero, o tsar Mike Tsaliskis estava vivo e ainda fazia das suas.
Webgrafia
Breve história de dois hospitais, Linha do Tempo
www.8bis.eb.mil.br/sua-historia
Conheça seu Exército: CFSOL/8.ºBIS
Wikipédia/BC
Wikipédia/ Tab
Viaje a Colômbia: En la isla de los micos del narcotraficante Mike Tsaliskis, Los mundos de hachero
Rio Javari: O rio martirizante na bacia amazônica (e-book)

PROF. FROTA PINTO (2)

Breves informações sobre a vida profissional do Prof. Frota Pinto
Gerardo Frota Pinto nasceu em Fortaleza, no dia 5 de outubro de 1916. Graduou-se aos 21 anos, na Faculdade de Medicina da Bahia, no ano de 1937. De volta a Fortaleza, iniciou a vida profissional lecionando no Liceu do Ceará e trabalhou no 6º Regimento de Aviação do Exército, hoje Base Aérea de Fortaleza, realizando exames médicos para seleção de oficiais destacados para lutar na II Guerra Mundial. Especializou-se em Psiquiatria no Rio de Janeiro, no início da década de 1940, no curso de pós-graduação do Ministério da Saúde, equivalente hoje ao grau de mestrado/doutorado. Assumiu a Cátedra de Psiquiatria no Ceará e ingressou no Ministério da Saúde, onde exerceu a Chefia do Serviço de Saúde Mental do Ceará até a aposentadoria, após 35 anos de serviço.
Fundou, com um grupo de médicos, o Instituto de Ensino Médico do Ceará, que foi absorvido pela Universidade Federal do Ceará (UFC) como Faculdade de Medicina do Ceará. Foi professor catedrático de Psiquiatria, hoje professor titular, por mais de 30 anos. Dirigiu o Hospital de Saúde Mental da Parangaba e foi membro do Conselho Penitenciário do Ceará por cerca de 25 anos. Fundou juntamente com um grupo de médicos a Academia Cearense de Medicina. Tem mais de uma centena de trabalhos científicos publicados em revistas médicas, anais de congressos e da Academia Cearense de Medicina. Publicou na década de 1950 o livro “Perícias Neuropsiquiátricas nos Estados Fronteiriços” e, em 1983, "Psiquiatria Básica", pela Editora Centro Médico Cearense, que lhe valeu à época, o título nacional de "Psiquiatra do Ano". Foi vice-presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria e publicou, em 2010, pelas Edições UFC, "As Quatro Heranças do Homem – Tentativa de Interpretação do Animal Homem". Faleceu em Fortaleza, aos 94 anos, em 14 de agosto de 2011.
Fonte: www.saude.ce.gov.br/
Homenagens ao mestre no Ceará

• Hospital de Saúde Mental Professor Frota Pinto (HSM de Messejana)
• Centro de Atenção Psicossocial Professor Frota Pinto (em Rodolfo Teófilo, na SER III de Fortaleza)
• Rua Prof. Frota Pinto (no bairro Luciano Cavalcante, em Fortaleza)
• Medalhão em bronze (no HSM)

CARROS BRECHEIROS

No sítio Costa do Sol, no Eusébio, onde estive no dia 17 para participar da "Fazendinha do Luigi" (um aniversário de criança), aproveitei para rever o G7 Garage, de propriedade do empresário Gaudêncio Lucena, avô do aniversariante.
No interior do G7 Garage, um visitante (que eu não conhecia) fez um comentário, enquanto apontava para um dos carros do museu:
"Olha ali... Um carro brecheiro!"
O tal "carro brecheiro" era um DKW (Das Kleine Wunder, em português "a pequena maravilha"), do ano de 1962.
Depois que ele me explicou a razão do estranho apelido, fiquei atento. E, como a demonstrar que eu havia assimilado aquela lição de museologia automotiva, percorri o museu em busca de outro "carro brecheiro". Havia-o: um Mercedes-Benz 1951.
Bem, você deve estar curioso para saber o que são "carros brecheiros", não é?
Então, vamos reconstruir por etapas a origem dessa expressão marota:
1 - brecheiro
No "Dicionário do Ceará: palavras típicas, expressões pitorescas e como usá-las", do escritor, desenhista e pesquisador da molecagem cearense Tarcísio Garcia, encontra-se esta definição:
Brecheiro - Sujeito dado à prática de brechar. Há dois tipos de brecheiro: o que se coloca estrategicamente à frente da mulher na esperança de ver uma calcinha ou um bico do peito e o mais reservado, que prefere ficar espiando por frestas de portas e buracos de fechaduras e que também é conhecido como voyeur.
2 - carros brecheiros
Os carros cujas portas dianteiras são abertas ao contrário, isto é, da frente para trás. Uma funcionalidade que servia tão somente para atiçar a concupiscência da rapaziada. Naqueles momentos em que uma mulher menos cautelosa estava a desembarcar de um carro desses.
Ô raça!
Na verdade, tais carros não eram brecheiros. Apenas estavam sendo amigáveis com os brecheiros propriamente ditos.
DKW 1962

LANÇAMENTO DO LIVRO "RIDENDO CASTIGAT MORES"


A Expressão Gráfica e Editora, ao ensejo da XIII Bienal Internacional do Livro do Ceará, realizou em seu estande no Centro de Eventos, na última sexta-feira (23), às 17 horas, o lançamento do livro "Ridendo castigat mores: contando causos".

Este livro, o 104.º de autoria do Prof. Marcelo Gurgel Carlos da Silva, médico e atual presidente da Sobrames - Regional Ceará, foi por mim apresentado, em substituição ao escritor e historiador Juarez Leitão, que não pôde estar presente no evento por motivo de força maior. PGCS

Prefácio: ESSE JEITO BREJEIRO DE OLHAR A VIDA...
Abelardo Montenegro, em seu ensaio sobre a Praça do Ferreira, analisa a capacidade cearense de enfrentar as mazelas da sorte pelo lado irônico, como uma forma de resistência, uma defesa contra as pedras que o destino nos tem historicamente atirado.
Rir da desgraça alheia é uma maldade indesculpável. Mas ninguém pode punir quem ri da própria desgraça, vacinando-se contra a angústia ou a depressão que as desditas poderiam causar, gerando uma realidade nova, uma espécie de soberania espirituosamente construída sobre a tosca condição anterior. A essa nação, governada pela alegria, o sociólogo crateuense denominou de “Ceará-Moleque”, classificação geral de comportamentos, façanhas e atitudes galhofeiras, típicas dos cabeças-chatas, tiradores de versos jocosos, contadores de causos e vaiadores do sol.
O escritor Marcelo Gurgel já vem, desde algum tempo, se dando ao trabalho árduo e prazeroso de garimpar esse lado curioso de nossa natureza emocional, seguindo os passos de Leonardo Mota, Eduardo Campos, Plautos Cunha, Hilário Gaspar, Waldy Sombra e Narcélio Limaverde, dentre outros, que igualmente foram despertados para pesquisar a molecagem sadia dos alencarinos.
Desta vez, Marcelo Gurgel se fez mais abrangente, cobrindo o Brasil inteiro em sua busca de histórias de humor e vexames, dividindo o seu apanhado em quatro categorias: Futebol, Semana Santa, Educação e Mal-Entendidos.
O que chamamos de causo difere da simples piada ou até mesmo da anedota e da estória. Trata-se da narrativa de episódio supostamente verídico, que pode sofrer acréscimos ou supressões, dependendo de seu contador, em função de melhor efeito do humor que pode provocar. Assim como as três outras modalidades de situações hilariantes, é mister que a história seja rápida, contenha as palavras exatas para uma caprichada evolução e termine com um disparo que provoque o riso.
Há quem julgue que esse tipo de literatura seja menos importante ou mais fácil de ser produzida. Os que pensam assim navegam em águas enganosas. Como a narração de causos exige simplicidade e concisão, é espinhosa para um intelectual a tarefa de esconder a erudição e descer ao patamar da linguagem direta, linear, sem tentação de rebuscamento ou emprego afoito de símbolos e metáforas, própria das oficinas dos poetas, oradores e romancistas.
Marcelo Gurgel leva a bom termo o empreendimento literário a que se propõe ao nos apresentar mais este livro.
Uma obra intencionalmente leve, que retrata esse jeito especial do brasileiro e, especialmente do cearense, ver a vida, dela retirando o fel e conservando o mel, o mesmo, talvez dos lábios de Iracema ou dos melhores doces da infância.
O RISO CASTIGA OS COSTUMES, tradução livre do título latino do livro, além de ser uma verdade objetiva, é uma necessidade espiritual e cívica.
Um manual para o desarmamento das asperezas da vida, nesses tempos virtuais de pouca conversa e raras alegrias.
Então, degustar RIDENDO CASTIGAT MORES por certo fará bem à saúde!
Juarez Leitão
da Academia Cearense de Letras e do Instituto do Ceará
Conheça O "CAUSEUR" MARCELO GURGEL

REMÉDIOS DA VOVÓ

Minha avó Almerinda, que alcançou uma idade provecta, recorria amiúde a alguns remédios para amenizar seus males. Um deles eram as tais "pílulas do mato", que ela me pedia para ir comprar na bodega do "seu" Edmundo, em Otávio Bonfim. Eu não sabia (nunca perguntei) para que sintomas ela tomava esse medicamento. Tempos depois, médico blogueiro, resolvi averiguar e acabei escrevendo uma nota sobre a medicação fitoterápica que o eminente cirurgião Dr. Mattos havia inventado. E o que mais descubro? A panaceia, apesar de proibida pela Anvisa, tem um fã-clube maior do que o Raul Seixas.
Ela também costumava usar um remédio chamado "Gets-it". Uma solução que ela aplicava em suas joanetes, periodicamente. Após pincelado, o transparente líquido fazia com que se desprendesse uma crosta da joanete, dando-lhe alívio por algum tempo. Isto, com mais detalhes, já foi descrito por mim aqui. Pobre vovó! Viver naquele tempo em que a medicina ainda não oferecia, pelo menos em Fortaleza, uma solução eficaz para o seu problema ortopédico.
Havia também o "Lavolho". Um colírio que, por falta de registro, teve a fabricação suspensa pela Anvisa. Não é que vovó fosse uma contumaz burladora das resoluções da Anvisa, a proibição é do ano de 2010 (portaria 1146), quando ela já não mais habitava este Vale de Lágrimas. E a tal solução, à base de cloreto de sódio a 0,9%, lembro-me também de que vinha num frasco junto com um pequeno copo de plástico. Utilizando-se deste acessório, vovó fazia abluções no olho glaucomatoso.
Contudo, minha avó não era só uma praticante da automedicação. Havia também os médicos a que ela recorria como os Drs. Abu-Marrul (de quem recordo as prescrições de sais de ouro para o tratamento da artrite de tia Elza), Ricardo Gouveia, Narcélio (que atendia os funcionários da Siqueira Gurgel) e vários outros, cujas receitas depois de formuladas eram fielmente seguidas por Almerinda.

VOOS AMAZÔNICOS 1974-75

Em 1974, fui transferido do Hospital Central do Exército, na Guanabara, para Benjamin Constant-AM.
Para me apresentar no local de destino, tinha direito a 30 dias de trânsito. Destes, três dias foram utilizados em minha viagem por terra a Fortaleza, com dormidas em Teófilo Otoni-MG e Feira de Santana-BA. O resto do período passei em Fortaleza, antes de embarcar num voo comercial para Manaus.
Em Fortaleza meu pai me comprou o fusca, que tinha seis meses de uso, pois eu não teria como usá-lo em Benjamin Constant.
Embora houvesse voos regulares da Cruzeiro entre Manaus e o aeroporto de Tabatinga, em Benjamin Constant, eu teria de aguardar um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para concluir meu percurso. Mas estes voos não tinham hora nem dia certos. Deixei o número do telefone do hotel em que eu estava hospedado, no centro de Manaus, para que me avisassem quando estivesse confirmado o próximo voo.
Lembrem-se de que não existiam o telefone celular para facilitar as coisas. E o Whatsapp, parodiando o Gonzagão, "lá nem sabe se é home ou se é muié".
Passei uns oito dias flanando em Manaus à espera do tal comunicado. Deu para conhecer o centro de Manaus, alguns bairros (como Adrianópolis, Cachoeirinha e Compensa), as instalações do Comando Militar da Amazônia (CMA), na Ponta Negra, o balneário do Tarumã e fazer o obrigatório passeio do "Encontro das Águas". Sim, aproveitei para providenciar o passaporte.
Finalmente, confirmou-se um voo que sairia de madrugada para Tabatinga (Benjamin Constant). Avisado à noite, corri até a lavanderia em que eu havia deixado uma parte das minhas roupas, mas não houve como reavê-las. Com as que me restaram, embarquei.
No período em que eu estive na tríplice fronteira (Brasil, Colômbia e Peru) fiz voos a serviço entre Benjamin Constant e Manaus, entre Benjamin Constant e Estirão do Equador, um pelotão do Exército onde prestei serviços médicos durante 2 semanas. Além disso, por determinação do comando, fui buscar no pelotão de Ipiranga um sargento que estava a apresentar uma emergência abdominal (provável peritonite). Mas, para esta missão, arranjaram-me um pequeno hidroavião pilotado por um missionário estrangeiro que residia em Benjamin Constant.
Os aviões operados pela FAB na Amazônia eram o CA-10 Catalina (foto), o C-47 Douglas e o C-115 Buffalo. Voavam em baixa velocidade, não eram pressurizados e havia os que tinham os bancos voltados para o corredor do avião. Sentia-me seguro ao voar no hidroavião Catalina, pois rios é o que não faltam na Amazônia para o caso de um pouso de emergência.
Entre Manaus e Tabatinga, como já disse, havia voos regulares da Cruzeiro. Utilizei-me deles para ir e voltar de Manaus a serviço, com passagens de cortesia que me foram dadas pelo Tenente-Coronel José Ferreira da Silva, o cearense que à época comandava o 1.º Batalhão Especial de Fronteira (hoje 8.º Batalhão de Infantaria de Selva).
Essa utilização de aeronaves civis para deslocamentos a serviço me fez perder os vinte por cento de horas de voo no ano seguinte (1975), por não ter alcançado o número suficiente de horas em aviões da FAB para fazer jus à gratificação.
Também pelas asas da Cruzeiro fui passar uma parte de minhas férias em Fortaleza. Mas não recordo por quais companhias voei na outra parte das férias em que, durante 15 dias, fiz  o périplo Tabatinga - Bogotá - Quito - Lima - Iquitos - Tabatinga.
• Leitura recomendada
Rio Javari: O Rio Martirizante na Bacia Amazônica (Google Books)
Catalina, Museu Aeroespacial (crédito da foto)
Buffalo, Museu Aeroespacial
• Notas relacionadas
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2011/07/pium-e-carapana.html
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2012/02/o-pai-do-vento.html
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2013/08/recebendo-carga.html
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2013/08/benjamin-constant-e-tabatinga-breve.html
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2013/03/iquitos.html
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2014/09/indios-no-exercito-brasileiro.html
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2017/05/prelibando-o-passeio.html
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2017/05/passeio-em-manaus-13.html
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2017/05/passeio-em-manaus-23.html
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2017/05/passeio-em-manaus-33.html

BECO DO COTOVELO

selfie na visita ao Beco
Criado para ser uma passagem entre as ruas Coronel Ernesto Deocleciano e Coronel José Sabóia, o Beco (ou Becco) do Cotovelo acabou virando o principal ponto de referência de Sobral. Abriga cerca de 20 estabelecimentos comerciais: cafés, pastelaria, lanchonete, livraria, relojoeiros, chaveiros, barbearia, loja de capas de celular, promotoras de crédito, loterias, entre outros.
O Beco do Cotovelo tem este nome devido a sua forma com uma pequena curvatura no meio.
É para lá que vão aqueles que querem saber das últimas nóticias da cidade e do mundo, em rodas de conversação e tomando cafezinhos. Ponto de encontro de aposentados, o Beco do Cotovelo está para Sobral, assim como a Praça do Ferreira está para Fortaleza.
É passagem obrigatória dos visitantes que chegam a Sobral, os quais deixam ali registradas suas presenças no Livro de Assinaturas, organizado pelos frequentadores locais liderados por Expedito Vasconcelos, Presidente da Associação dos Amigos do Becco do Cotovelo e eleito "Prefeito do Becco".
O famoso Becco do Cotovelo (ou Elbow Street, como indicado em uma das placas) pode até ser pequeno e estreito (75 metros de extensão x 5 metros de largura), mas é infinito no imaginário do sobralense.
O proprietário do Café Jaibaras, Expedito Vasconcelos, foi quem instalou a placa em inglês. "O pessoal, especialmente de Fortaleza, tem a ideia de que Sobral é EUA. Isso porque, tempos atrás, através do Porto de Camocim, a moda que vinha dos EUA chegava primeiro a Sobral. As mulheres daqui usavam a moda antes das de Fortaleza e isso causava uma certa inveja, de dizer que o pessoal daqui queria ser muita coisa, só queria ser os Unites States of Sobral", contextualiza. Foi um amigo de Expedito quem sugeriu colocar a placa em inglês.
Inicialmente, o dono da cafeteria achou que isso reforçaria a tal ideia, mas foi convencido de que a brincadeira combinaria com o espírito do Beco, um local verdadeiramente democrático.
Fontes
http://wikimapia.org/5023415/Beco-do-Cotovelo
https://especiais.opovo.com.br/beccodocotovelo/
http://tvdiario.verdesmares.com.br/noticias/regional/com-172-anos-beco-do-cotovelo-e-passagem-obrigatoria-para-turistas-em-sobral-1.1189412

SOBRAL E MERUOCA

2019, passeio em Sobral e Meruoca, com Elba e o neto Matheus.
21/07 (1.º dia)
foto 1: nos jardins do Ytacaranha

Saída de Fortaleza às 6h. De casa para Sobral, utilizamo-nos da rodovia BR 222, que estava em bom estado de conservação. Pausa para um café com tapiocas no restaurante do Baleia. De Sobral para a Serra da Meruoca, pela rodovia CE-440 (21 km). Almoço no Ytacaranha Park Hotel (foto 1). Check-in no Best Hotel em Sobral às 14h.
Serra da Meruoca é uma serra localizada no norte cearense nos municípios de Meruoca, Coreaú, Alcântaras, Massapê e Sobral. Caracteriza-se como um enclave de tropicalidade no meio do semiárido: "uma ilha de paisagens úmidas, quentes ou subquentes, com solos de matas e sinais de antigas coberturas florestais, quebrando a continuidade dos sertões revestidos de caatinga".
O Best Hotel de Sobral fica ao lado do Sobral Shopping, dividindo com este e com uma torre de negócios, a Cameron Tower, a área de estacionamento dos veículos. O complexo está situado na Avenida Monsenhor Aluísio Pinto, à entrada da ponte que cruza o Rio Acaraú do bairro Dom Expedito para a Rodoviária e o Centro Histórico de Sobral.
O Rio Acaraú nasce na Serra das Matas, um dos pontos mais altos da região. Saindo de Monsenhor Tabosa, em pleno sertão, percorre 320 quilômetros. Corta Sobral, uma das cidades mais importantes do Ceará. Banha 18 municípios e chega ao mar, em Acaraú.
Às 17 horas, fomos à Praça do Patrocínio, logradouro onde estão o Planetário de Sobral e o Museu do Eclipse. Acontecia uma missa campal em frente à Igreja do Patrocínio. Com a informação de que não haveria sessões no Planetário à noite, retornamos para o hotel e fomos passear e jantar no Sobral Shopping.
22/07 (2.º dia)
foto 2: Elba e Matheus
Às 8 horas, saímos para percorrer o Centro Histórico de Sobral: Becco do Cotovelo (foto 2), Praça da Coluna da Hora, Igreja do Rosário, Avenida Dom José, Praça São João (onde está o Theatro São João), Arco do Boulevard e Avenida Dr. Guarany. O Museu do Eclipse, em torno do qual passamos no início e no fim deste passeio, encontrava-se fechado para a visitação. Funcionárias do Café Conceito (situado em frente) nos esclareceram de que este Museu, além dos sábados e domingos, não abria mais às segundas-feiras.
Considerado Monumento Nacional, o Centro Histórico de Sobral atrai olhares de moradores e visitantes. O valor histórico-cultural foi reconhecido em 12 de agosto de 1999, através de tombamento pelo Iphan. A área protegida inclui 1.247 imóveis em uma poligonal com perímetro total de 5,33 quilômetros. O patrimônio é rico e variado. Não há uma arquitetura única e, sim, diferentes estilos: colonial (Casa do Capitão-Mor), barroco (Sé Catedral), neoclássico (Teatro São João), art nouveau (residências da rua Lúcia Sabóia) e art déco (agência dos Correios e Telégrafos), entre outros.
Check-out às 12 horas. Almoço no restaurante Eucaliptos (não recomendamos). Chegada Fortaleza às 17h. Round trip: 520 km.
http://www.sobral.ce.gov.br/a-cidade/historia
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MEMÓRIA. SOBRAL E MERUOCA
1980, viagem de lazer a Sobral com o casal Vladimir Morais e Lúcia Bessa. Tivemos como cicerone o neurologista Wagner Horta. Em visita à Santa Casa de Sobral algo aconteceu a meu distraído violão. Deixado no banco traseiro de um carro, não suportou uma longa exposição solar e empenou. Almoçamos lagostins no restaurante "O Louro", fomos ao Beco do Cotovelo e jantamos no "Derby". Hospedamo-nos, não tenho certeza, no Visconde Hotel. Tempos depois, encontrei-me com Wagner Horta em Fortaleza, num show do Gonzaguinha no teatro da Emcetur. E, no ano de 2000, fiquei devendo-lhe um grande favor pela visita médica que fez a meu pai acometido de grave doença neurológica.
1995, período de 13 (qui) a 16 (dom) de julho, no Ytacaranha Park Hotel, em Meruoca-CE. Uma viagem nas férias, com Elba e nossos filhos, para curtir o clima da Serra da Meruoca e conhecer as atrações do recém-inaugurado hotel.
O Ytacaranha, com seus apartamentos de luxo, restaurantes internacional e típico, american bar, centro de convenções, cinema, parque aquático, piscina térmica, playground, quadras poliesportivas, academia de ginástica, sauna, boate etc. foi o precursor de grandes investimentos na Meruoca. 
1996, de 13 a 15 de dezembro (fim de semana), no Ytacaranha Park Hotel, em Meruoca. Desta vez para participar do Encontro de 25 anos dos Médicos Formados pela UFC em 1971. Fora da programação, porém inesquecível, lembro-me de uma caminhada que fiz com o colega Hugo Lopes até a sede municipal de Meruoca. Round trip: 12 km.
https://gurgel-carlos.blogspot.com/2011/10/medicos-formados-pela-ufc-em-1971-os.html
2002, 23 e 24 de maio, viagem de trabalho a Sobral. Como instrutor de um curso de capacitação em "Ações de Controle da Tuberculose" para médicos e enfermeiros das equipes do PSF da microrregião de Sobral. O curso foi ministrado no auditório do Hotel Vila Real para 50 alunos e fiquei hospedado no Hotel Vitória. À noite, quando retornava do Ponto Final, um restaurante nas proximidades do Boulevard do Arco, casualmente encontrei-me com o argentino Federico, então meu cunhado, com quem fiquei a conversar um par de horas antes de me recolher para dormir.
2003, em julho, no Ytacaranha Park Hotel, em Meruoca. Como participante do "Seminário Saúde do Trabalhador: Uma Causa que Merece Atenção", promovido pelo Núcleo de Vigilância Sanitária da SESA-CE.  Em 3 de julho (quinta-feira), fui um dos palestrantes da mesa redonda "Pneumoconioses, Agrotóxicos e Metais Pesados x Riscos Ambientais e Ocupacionais".

BREVE PERFIL DE ANA MARGARIDA ARRUDA

Ana Margarida Furtado Arruda Rosemberg, filha do casal Maria Adelina Furtado de Arruda e Miguel Edgy Távora Arruda, nasceu no dia 07/07/1950, em Baturité-Ce. É médica pneumologista, historiadora e mestre em História Social pela PUC-SP. Tem atuado em literatura com produção nos seguintes gêneros: crônica, ensaio e poesia. Retratista e memorialista, publicou o livro biográfico Clemente Ferreira (1857-1947) e outro de memórias, Confissões de Amor. Publicou, em diversos livros, os capítulos: Nicotina e a Mulher, Tuberculose e Cortiços, Cenário Histórico e Controle da Tuberculose no Brasil e Breve História da Saúde Pública no Brasil. É articulista da revista Jornal do Médico, desde 2012, na qual publica textos de história da medicina e de arte em geral. Participa, desde 2010, de todas as antologias anuais da Sobrames-CE. É membro da Sociedade Brasileira de História da Medicina, da Sobrames-CE e da Société des Amis du Louvre. É imortal da Academia Cearense de Medicina, ocupando a cadeira 35. Possui formação complementar em História da Arte e em Museologia, em Paris-França. Criou e mantém quatro blogs:
http://anamargarida-memorias.blogspot.com/
http://blogdomuseucomendadorananiasarruda.blogspot.com/
http://blogdasobramesceara.blogspot.com/
http://academiacearensedemedicina.blogspot.com/
(Extraído da 2.ª aba do livro Relembranças - Lampejos de minhas memórias, em que ela resgata para o formato de livro as memórias gravadas em fitas cassetes por Miguel Edgy, seu pai.)
Ana Margarida, que é também fotógrafa amadora e youtuber, costuma fazer reportagens fotográficas e videofilmagem dos eventos nas entidades culturais de que participa no Ceará. Nesta selfie, que ela fez por ocasião do lançamento do livro "Cum laude: aos homens e seus feitos", 103.º livro de Marcelo Gurgel, encontro-me a seu lado. Sou-lhe grato por haver prefaciado o livro Portal de Memórias - Paulo Gurgel, um médico de letras.

PRAÇA JORNALISTA DURVAL AIRES DE MENEZES

Na sexta-feira (05/07), às 9h, o prefeito Roberto Cláudio inaugurou a nova Praça Jornalista Durval Aires de Menezes, localizada na Rua Nelson Studart, em frente ao Ministério Público do Estado do Ceará, no bairro Luciano Cavalcante, em Fortaleza.
O novo espaço de convivência e lazer, ocupando uma área total de 1.670 m² e que era antes um terreno baldio, recebeu projeto paisagístico com a implantação de jardins, passeios com rampas de acessibilidade, playground, bancos, lixeiras seletivas e iluminação noturna, A Praça também recebeu uma academia ao ar livre e mesas com jogos de tabuleiro (de damas e xadrez).
Quem foi Durval Aires de Menezes 
Nasceu em Juazeiro do Norte, no dia 13 de fevereiro de 1922, filho de Otávio Aires de Menezes e Marieta Franca de Menezes. Após os estudos primários, foi morar na Capital, onde trabalhou em indústria de perfume. Concluiu o científico clássico no Instituto Lourenço Filho.
Ingressou no jornalismo depois de estágio no jornal "José", de Carlos Drumond de Andrade. Pertenceu a uma geração em que as profissões eram marcadas pelo talento pessoal, aliado ao conhecimento técnico. Ele conhecia todas as etapas da produção de impresso, das formas artesanais aos meios mais modernos e sofisticados.
Trabalhou praticamente em todos os jornais que apareceram em Fortaleza, com exceção daqueles ligados aos Associados. Passou pelas redações de "O Democrata", "O Estado", "Gazeta de Notícias", "Tribuna do Ceará", "Folha do Povo", "Diário do Povo", "O Povo" e "Diário do Nordeste", como redator de opinião e política, além de secretário e editorialista.
Além disso, publicou obras como "Os amigos do governador" (1967), "Barra da Solidão" (1968) e "Estrela da Manhã" (1983).
O jornalista e escritor faleceu em 1992, aos 70 anos de idade.

O "CAUSEUR" MARCELO GURGEL

Na língua de Victor Hugo, "causeur" é "qui sait causer agréablement et avec esprit" (quem sabe conversar agradavelmente e com sabedoria).
Em bom português, causeur é um contador de casos. Ou, melhor, um contador de causos, já que esta segunda acepção relaciona "etimologicamente" o "causer" com seus causos.
Mas afinal o que é causo?
Trata-se, no dizer de Juarez Leitão, "de um episódio supostamente verídico, que pode sofrer acréscimos ou supressões, dependendo de seu contador, em função de melhor efeito de humor que pode provocar. Assim como as três outras modalidades de situações hilariantes (piada, anedota e estória), é mister que a história seja rápida, contenha as palavras exatas para uma caprichada evolução e termine com um disparo que provoque o riso".
Seguindo os passos de Leota (Leonardo Mota), Eduardo Campos, Plautus Cunha (filho do poeta e repentista Quintino), Hilário Gaspar, Narcélio Limaverde e o maranhense Catulo da Paixão Cearense, Marcelo Gurgel tem levado a bom termo o empreendimento de transpor para a literatura os causos que ele, após garimpá-los árdua e prazeirosamente nos veios da oralidade, lapidou-os e expôs em seis bons livros.
1. SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Contando causos: de médicos e de mestres. Fortaleza: Expressão, 2011. 112p.
2. SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Medicina, meu humor! Contando causos médicos. Fortaleza: Edição do autor, 2012. 120p.
3. SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da (org.). Meia-volta, volver! Médicos contam causos da caserna. Fortaleza: Expressão, 2014. 112p.
4. SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da (org.). Ordinário, marche! Médicos contam causos da caserna. Fortaleza: Expressão, 2015. 112p.
5. SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da (org.). Ombro, arma! Médicos contam causos da caserna. Fortaleza: Expressão, 2018. 112p.
6. SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Ridendo castigat mores! Contando causos. Fortaleza: Expressão, 2019. 112p.
Caminhos cruzados
Fui informante de três causos (dois do livro 1 e um do livro 2). Estive entre os colaboradores dos livros 3, 4 e 5, que compõem a (por enquanto) "trilogia da caserna". E, no "Ridendo castigat mores!", três dos causos deste livro foram inspirados em notas que publiquei no blog EntreMentes. A saber:
FURA ELE... AQUI NÂO É JERUSALÉM (p.38-40)
https://blogdopg.blogspot.com/2012/04/paixao-de-cristo-encenada-no-ceara.html
UM PILATOS AFETADO (p.40-41)
https://blogdopg.blogspot.com/2011/04/nova-jerusalem-no-ceara.html (do colaborador Fernando Gurgel Filho)
DE LAGARTIXA NO HAVAÍ A CALANGO NO CEARÁ (p.71-72)
https://blogdopg.blogspot.com/2019/02/chamadas-silenciosas.html

CRONOLOGIA DA CRIAÇÃO DO PARQUE ESTADUAL DO COCÓ

1977 Declarada de utilidade pública para fim de desapropriação a área do Cocó (Decreto Municipal 4.852).
1980 Foi inaugurado o "Parque do Rio Cocó".
1983 A área passa a ser denominada de "Parque Adahil Barreto" (Decreto Municipal 5.754).
1986 O Vale do Rio Cocó foi tornado Área de Proteção Ambiental (Decreto Municipal 7.302).
1989 Declarada de interesse social para fim de desapropriação a área que se estende da BR-116 à Av. Sebastião de Abreu (Decreto Estadual 20.253).
1993 O Governo do Ceará ampliou a área de interesse público social da Av. Sebastião de Abreu à foz do Rio Cocó (Decreto Estadual 22.587).
2017 Assinado em 4 de junho pelo Governo do Ceará o Decreto de Regulamentação do "Parque Estadual do Cocó com seus novos limites (Decreto Estadual 32.248) - numa ação conjunta com a Prefeitura de Fortaleza.
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11/08/2019 - Atualizando ...
O Parque Estadual do Cocó, em Fortaleza, terá sua área ampliada de 1.571 para 1.579 hectares. O acréscimo de 8 hectares no tamanho do parque ocorre dois anos após sua demarcação oficial e se deve à incorporação de uma área de dunas, localizada nas proximidades do bairro Cidade 2000.

MEMÓRIAS DO HISTORIADOR MIGUEL EDGY

🕮
CONVITE
Lançamento do livro de MIGUEL EDGY TÁVORA ARRUDA
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"RELEMBRANÇAS - LAMPEJOS DE MINHA MEMÓRIA"
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organizado pela médica e historiadora ANA MARGARIDA FURTADO ARRUDA ROSEMBERG, membro da Academia Cearense de Medicina e da Sociedade Brasileira de Médicos - Regional do Ceará e editora do blog MEMÓRIAS.
Este livro é fruto do encontro do trabalho de dois historiadores, pai e filha, em condição surpreendente: a do descompasso do tempo.
O historiador Miguel Edgy (nesta fotografia de 1990, com a esposa Maria Adelina e os 15 filhos do casal) gravou suas memórias em uma série de fitas cassetes, quase trinta anos antes que sua filha, Ana Margarida, também historiadora, pudesse regatá-las e publicá-las em formato de um livro.
Data: 29 de junho (sábado) de 2019, às 18h30.
Local: Bouganville Buffet - Rua José Vilar, 3071 - Fortaleza-CE
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01/07/2019 - Atualizando ...
Lançamento do livro
Por especial deferência da família Arruda, coube a Marcelo Gurgel apresentar a obra, o autor e a organizadora.

MOCHILEIRO DO CERRADO - 2

Cidade de Goiás (2.ª parte)
Quem viaja por terra entre Goiânia e Cidade de Goiás observa a constante presença das plantações de eucaliptos. São eucaliptos diferentes daqueles que tenho visto no Nordeste. Apresentam o tronco mais fino e, quando atingem o quarto ano de crescimento, são cortados. Surgindo em cada tronco remanescente novos pés de eucalipto, segundo me informou o motorista do ônibus em que eu fui a Goiás Velho). Mas apenas dois brotos são poupados. Estes crescerão mais rapidamente do que cresceu a planta original e, devido a isso, os novos eucaliptos serão cortados mais precocemente. Em seguida, as toras serão tratadas e utilizadas, principalmente na construção de cercas.
Para que tantas cercas, meu Deus? Não responda não, a grande quantidade de vacas que pastam no campo vem a ser a resposta.
02/06/2019, domingo
✔Calçadão e Mercado Central
Logo cedo, após tomar o café da manhã no Casa da Ponte Hotel, saí para caminhar no calçadão à beira do rio Vermelho. Uma caminhada em que me deparei com cinco pontes (contando com a da Casa de Cora Coralina e com a Ponte da Pirraça). O Mercado Central, onde circulei por algum tempo, apresenta um pátio interno que dá acesso a todas as lojas. A presença de toldos e veículos estacionados no pátio dificultou o refistro fotográfico.
✔Palácio Conde dos Arcos
Edifício de grande porte, localizado no Largo da Matriz, no Centro Histórico da Cidade de Goiás. Antigo Palácio dos Governadores da província, não se sabe corretamente a data de sua construção, possivelmente entre 1775 e 1759 ou mesmo antes. Atualmente, o palácio abriga coleções de móveis, quadros, fotografias antigas e demais objetos, sendo aberto à visitação pública. Simbolicamente, a capital do Estado é transferida por três dias de Goiânia para a Cidade de Goiás, na data em que esta aniversaria (25 de julho). É uma homenagem à cidade que foi sede do governo do Estado de Goiás por mais de duzentos anos.
Foto - O prédio branco em primeiro plano é o Palácio Conde dos Arcos. Nesta fotografia, ele encobre parcialmente a Igreja Matriz de Santana. Os lampiões coloniais (elétricos) e as grandes pedras toscas do calçamento do Centro Históric compõem também a paisagem urbana de Goiás Velho.
http://www.ipatrimonio.org/conde_dos_arcos
Museu de Arte Sacra da Boa Morte
Este museu é sediado na Igreja da Boa Morte, cuja fachada apresenta elementos característicos do barroco. É  de sua porta principal que sai, toda quarta-feira de trevas da semana santa, a Procissão do Fogaréu. Não tive tempo de visitar este museu.
✔Museu das Bandeiras
É um dos prédios históricos mais importantes do Centro-Oeste, principalmente pelo papel que teve na antiga capital. Construída entre 1761 e 1766, a antiga Casa de Câmara e Cadeia segue algumas normas próprias desse tipo de edificação: no térreo, encontra-se a cadeia e, no pavimento superior, alcançado a partir de uma escada de madeira com guarda-corpo de balaústre torneado, estão os amplos salões destinados às atividades legislativa e judiciária da antiga capital. O acesso à prisão era feito originalmente por um alçapão no piso do pavimento superior.
http://www.vilaboadegoias.com.br/cidade/patrimonio_historico/museus/museu-das-bandeiras
http://www.ipatrimonio.org/museu_das_bandeiras
Espaço Cultural Goiandira
Fui informado de que não está mais aberto ao público. Vi no Palácio dos Arcos um quadro de uma discípula de Goiandira ao estilo da mestra (pintado com areia). No Linha do Tempo, há uma nota de Fernando Gurgel Filho sobre a visita que este colaborador do blogue fez à Goiandira.
https://gurgel-carlos.blogspot.com/2011/06/pintando-com-areia.html
Rodoviária (não é atração turística)
Fica na avenida Dário de Paiva Sampaio, nome do 24.º prefeito eleito do MDB (1970-1973) que interrompeu uma sequência de prefeitos da Arena nomeados. Segundo o depoimento de um vila-boense idoso com quem conversei, Dário realizou uma boa administração, tendo sido o prefeito que construiu a Ponte da Pirraça (que seus opositores diziam que ele não construiria).
"Em Goiás Velho, o Rio é Vermelho e a Serra é Dourada." Quando se volta a Goiânia pela GO-070, vê-se a Serra Dourada à direita da rodovia. O acesso ao Parque Estadual de mesmo nome é feito por Mossâmedes.
(fim)

MOCHILEIRO DO CERRADO - 1

Cidade de Goiás (1.ª parte)
Os ônibus para a Cidade de Goiás partem de Goiânia. Não há linha regular de ônibus para Cidade de Goiás a partir de Brasília, embora se possa ir de automóvel a esse destino, passando por Pirenópolis, o que encurta a viagem em cerca de 60 km.
Brasília (Lago Norte) à Rodoviária Interestadual: 21 km; Rodoviária Interestadual à Rodoviária de Goiânia (pela empresa Catedral): 199 km; e Rodoviária de Goiânia à Cidade de Goiás (pela empresa Moreira): 145 km. Total: 364 km (round trip: 728 km)
O Terminal Rodoviário de Goiânia é uma espécie de "rodoshopping". À espera do segundo ônibus, tanto na ida como na volta, aproveitei para almoçar comidas regionais no Araguaia Shopping.
Cidade de Goiás (também conhecida como Goiás Velho) é um município do Estado de Goiás. Fundada pelo bandeirante Bartolomeu Bueno da Silva (apelidado de Anhanguera), foi a capital do Estado de Goiás até 1937, quando a sede do governo foi transferida por Pedro Ludovico para a então recém-construída Goiânia. A cidade preserva grande parte da herança colonial e suas casas e igrejas são testemunhas do auge do Ciclo do Ouro. Dada a sua importância histórica, o centro histórico de Goiás foi incluído, a partir de 2001, na lista do Patrimônio Mundial da UNESCO. O município contém parte do Parque Estadual da Serra Dourada e o rio Vermelho cruza a sede municipal em seu percurso para o Araguaia. A cidade de Goiás tem a população estimada em 23 mil habitantes. Gentílico: vila-boense.
Principais pontos turísticos (visitados✔)
Praça do Coreto (centro histórico)✔. Museu Casa de Cora Coralina✔. Palácio dos Arcos✔. Museu das Bandeiras✔. Museu de Arte Sacra da Boa Morte. Calçadão do rio Vermelho✔. Mercado Central✔. Cine Teatro São Joaquim. Espaço Cultural Goiandira.
01/06/2019, sábado
✔Museu da Casa de Cora Coralina (foto)
Entidade de direito privado, sem fins lucrativos, regido por um Estatuto, que tem como finalidades: "projetar, executar, colaborar e incentivar atividades culturais, artísticas, educacionais, ambientais, visando, sobretudo, a valorização da identidade sociocultural do povo goiano, bem como preservar a memória e divulgar a vida e a obra de Cora Coralina". O Museu foi inaugurado no dia 20 de agosto de 1989, data comemorativa dos 100 anos de nascimento de Cora Coralina (pseudônimo de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas). Em 31 de dezembro de 2001, houve uma grande enchente do rio Vermelho que destruiu parte do acervo do Museu.
http://www.museucoracoralina.com.br/site/
✔Hotel Casa da Ponte
Goiás dispõe de um bom número de hotéis e pousadas. O Hotel Casa da Ponte em que me hospedei fica em frente à Casa de Cora Coralina e ao lado do Teatro São Joaquim. Tem boas acomodações e não é caro. Suas funcionárias são muito atenciosas.
https://www.casadapontehotel.com.br/
✔Praça do Coreto
É o marco zero da Cidade de Goiás. No térreo do Coreto funciona uma sorveteria muito frequentada. Um grupo jogava capoeira num dos espaços da praça.
✔Restaurante Ouro Fino
O local que fui à noite para jantar um filé de salmão grelhado. Com direito ao show de voz e violão do músico Canhoto.
(continua)

MONSENHOR ÁGIO E SUA SOLIBEL

Morreu em casa, na madrugada desta quarta-feira, 12, o monsenhor Ágio Augusto Moreira, aos 101 anos. A causa da morte não foi divulgada.
Natural de Farias Brito (CE), em terras à época pertencentes a Assaré, Padre Ágio era o mais antigo clérigo da Diocese do Crato. Fez história ao fundar a Sociedade Lírica do Belmonte (Solibel), dentre outros projetos envolvendo a música. No último dia 18 de dezembro, padre Ágio havia completado 75 anos de vida sacerdotal.
Sacerdote simples e piedoso, escritor e músico, foi também professor de canto gregoriano, italiano, grego e francês no Seminário São José, em Crato. Aos 100 anos, lançou o livro "Padre Cícero Romão Batista: O maior líder espiritual do Nordeste Brasileiro".
O velório será na Vila da Música (avenida José Horácio Pequeno, nº 1366 - Novo Lameiro, Crato) e o sepultamento nesta quinta, 13, às 16 horas, na Capela Nossa Senhora das Graças, no bairro Belmonte.
Solibel
Em Missão Velha (CE), padre Ágio certa vez foi surpreendido por um grupo de trabalhadores rurais, entoando os chamados "Cânticos de Trabalho" enquanto colhiam arroz e café. O coro se dividia em vozes masculina e feminina, dentro de uma harmonia e afinação quase perfeitas, segundo o padre Ágio. Ali, surgiu a ideia de fundar uma escola de música para trabalhadores rurais. Certo de que a música poderia se transformar num instrumento de desenvolvimento humano, padre Ágio levou os trabalhadores para cantar na igreja durante as missas.
Por volta de 1965, ele continuou seu projeto no distrito de Belmonte, no Crato, com a Escola de Música Heitor Villa Lobos. Adiante, a Escola foi transformada na Sociedade Lírica do Belmonte (vídeo CETV). Ela possui hoje um auditório, escolinha de alfabetização para crianças, corais (adulto e infantil), salas de ensaios e de informática, estúdios, capela, banda, camerata etc. Possui também uma orquestra formada por 65 músicos distribuídos em instrumentos de corda (violões, violinos, violoncelos e baixos), de sopro (de madeira e de metal) e de percussão, além de teclados. Muitos de seus alunos hoje são professores de música na Solibel. Outros se espalharam pelo Brasil e, com seus talentos, abrilhantam orquestras sinfônicas. WIKI, com modificações.

DOMINGOS MARTINS, HERÓI CAPIXABA

Busto de DJM em Domingos Martins
Há 202 anos morria Domingos José Martins, o herói capixaba homenageado com a renomeação do município de Santa Isabel para Domingos Martins, em 1921. Nesta data (12/06), acontecem diversas atividades comemorativas no município que leva o seu nome e também em Marataízes, cidade natal de Domingos Martins.
Ele representa para o Espírito Santo o que Tiradentes representa para Minas Gerais. Viveu na Europa e, ao retornar ao Brasil, incorporou-se às lutas pela independência do país.
Domingos Martins participou como líder da Revolução Pernambucana, também conhecida como Revolução dos Padres, movimento emancipacionista que eclodiu em 6 de março de 1817, na então Província de Pernambuco.
Em 1817, foi preso em Recife onde acabou sendo condenado à morte. Morreu fuzilado em 12 de junho do mesmo ano no Campo da Pólvora, conhecido como Campo dos Mártires, no Estado da Bahia.
Suas últimas palavras, ante o pelotão de fuzilamento, foram "Viva a Liber...".

BRASÍLIA E GOIÁS VELHO

De 30 de maio a 4 de junho, estivemos em Brasília acompanhando Natália durante a recuperação de uma operação. Foi uma cirurgia refrativa (PRK) em AO, a que ela se submeteu, realizada pela Dra. Larissa Paiva no Hospital Pacini, com as consultas de controle no Centro Brasileiro da Visão.
Nesse período, Elba ficou o tempo todo em Brasília. Quanto a mim, responsável pelo acompanhamento da filha em segundo plano, reservei dois dias para ir conhecer a Cidade de Goiás, em Goiás.
Em Brasília, fomos hóspedes de Rodrigo e Natália, no Lago Norte. Minhas atividades, além de estar a postos para eventuais dengos de uma recém-operada, consistiram de caminhadas diárias nesta região administrativa do Distrito Federal. Nestas escapulidas, ia-se também a uma lan house, ao Big Box (para comprar água e frutas) e ao restaurante Mariah (para comprar as "quentinhas" do almoço).
Enquanto estive ausente de Brasília, Elba foi a uma feijoada dos Macedo Pinto radicados no Distrito Federal. E chegou a levar o pequeno Leon para um passeio em que foi chamada de "mãe". A que ponto estão chegando esses criadores de animais de estimação.
Bem, se você é do tipo que se interessa em saber de tudo sobre todos, isto ficou ticado em minha agenda da viagem:
✓Shopping centers: Conjunto Nacional, Iguatemi, Deck Norte.
✓Jantar com Henrique Klein e Maria Lúcia (Maninha), irmã de Elba, no apartamento do casal na Asa Norte.
✓Almoço com Eliane e o brigadeiro Antonio Pinto, irmão de Elba, no restaurante Mangai (de culinária nordestina) no iD shopping.
De uma varanda do Hotel Casa da Ponte, eu tirei esta foto do Museu Cora Coralina com o rio Vermelho em seu percurso para o Araguaia. Deixo a narração do que foi meu passeio até Goiás Velho para o próximo domingo.

EM MEMÓRIA DE MAUREEN SCHWARTZ

Será celebrada hoje (5), às 18h30, na Igreja Nossa Senhora da Glória, na Cidade dos Funcionários, em Fortaleza, uma missa em memória de Maureen Schwartz. Ela faleceu em 29 de maio, aos 72 anos, vítima de infarto do miocárdio, em São Paulo, cidade em que residia e exercia a profissão de médica ginecologista/obstetra.
Fomos colegas na 19.ª Turma  de Médicos da Universidade Federal do Ceará (1971). Recém-formada, Maureen fixou residência em São Paulo, onde se especializou em ginecologia/obstetrícia e passou a atuar nestas especialidades.
Não tive mais contato com ela desde a nossa formatura. Nos encontros da nossa turma de médicos, ocorridos sempre no Ceará, Piauí ou Maranhão, Maureen não pôde estar conosco.
Lembro-me dela como uma pessoa séria, algo tímida e dedicada aos estudos. Participou do grupo que, no início de 1970, realizou em ônibus fretado uma longa excursão através do Brasil, visitando o Uruguai e a Argentina.
Recordo-me também que Maureen, antes de cursar Medicina, destacou-se como tenista. No Náutico Clube existia um pôster em que ela aparecia vestida em trajes de tenista, empunhando uma raquete.
Em 13/10/2017, a coluna Circuito A de "O Povo" registrou:
"Impossível falar de tênis, no Ceará, sem citar Maureen Schwartz. Especialistas no esporte branco descrevem seus atributos no saibro: saque perfeito, batida, angulação, intensidade da bola, velocidade, estatura e preparo físico. Venceu Lucy Maia, tricampeã brasileira, e Maria Luzia Amorim, campeã sul-americana. Jogando pelo Náutico, foi ouro no campeonato brasileiro, na categoria sub-18, e prata, em dupla com Maria Esther Bueno (a maior tenista brasileira de todos os tempos), no Pan-Americano de São Paulo, No ano de 1966, Maureen seguia no circuito mundial de tênis, quando uma lesão (no menisco) a afastou das quadras. Além das inúmeras medalhas que conquistou, o Náutico, seu clube, homenageou-a com uma herma."
Maureen, no Náutico Clube. Foto: Reprodução

MEMÓRIA. VIAGENS E PASSEIOS PELO CENTRO-OESTE DO BRASIL

1- Brasília e Formosa - Goiás
(--/--/--) c/ Elba
Plano Piloto - Praça dos Três Poderes. Esplanada dos Ministérios. Catedral, Memorial JK. Conjunto Nacional (1.º shopping center de Brasília)
Feira Permanente do Guará
Sítio de Henrique e Lúcia no município de Formosa - Goiás, a 80 km de Brasília
2 - Brasília e Goiânia
(--/--/--) c/ Elba
Plano Piloto - Outros pontos
Passeio em Goiânia (esquema "bate e volta") - Centro da capital e 2 shopping centers
3 - Brasília e Goiânia
03 a 07/10/2005
03 - Viagem a Brasília. Apartamento de Henrique e Lúcia, na Asa Norte.
04 (terça-feira) - Visita agendada pela Micromed (Sr. Fábio) ao Laboratório de Avaliação Física e Treinamento (LAFIT), em Águas Claras, DF. No LAFIT, que faz parte da Universidade Católica de Brasília, acompanhei o médico cardiologista Dr. Ronaldo Esch Benford na aplicação de alguns testes de esforço cardiopulmonar. Fui o paciente do último teste do dia, o qual revelou uma curva de pressão arterial hipertensiva. Nos anos seguintes, conforme o prognóstico do teste, tornei-me um hipertenso.
05 (quarta-feira) - Visita a dois hospitais de Brasília para conhecer rotinas de seus serviços de pneumologia: 1) Hospital das Forças Armadas (HFA), em Cruzeiro Novo - DF, onde tive a oportunidade de conhecer e conversar sobre protocolos de exames (pHmetria, oximetria noturna e  broncospasmo induzido pelo exercício) com o Dr. Laercio Valença, um dos expoentes na especialidade, o médico Eduardo e a fisioterapeuta Alice. 2) Anexo II do Hospital das Clínicas da Universidade de Brasília, onde acompanhei a realização de espirometrias no Laboratório de Função Pulmonar e conversei com o médico Dr. Viegas. Para minha locomoção nesse dia meu cunhado Antonio Pinto disponibilizou um carro com motorista (Sr. Caetano).
06 - Viagem de ônibus a Goiânia. Hospedagem no "Plaza Inn Flat". Almoço no restaurante "Brasil", no centro de Goiânia, e jantar na cervejaria "Cerrado", no setor Bueno. À noite, quando deitado para dormir, passei a sentir forte dor no abdome, o que me deixou muito preocupado por temer uma consequência tardia de um forte traumatismo abdominal que eu havia sofrido numa queda em Brasília.
07 - Felizmente, consegui ser atendido nessa manhã em uma clínica de imagem na Avenida Anhanguera 789, em Jardim Novo Mundo. Dr. Whickham Cesar, que me fez a ultrassonografia, tranquilizou-me quanto ao exame e, à tarde, pude pegar um ônibus de volta para Brasília. À noite, voei para Fortaleza.
4 - Brasília e Pirenópolis
23/08/2012, em Brasília
https://gurgel-carlos.blogspot.com/2012/08/brasilia-e-pirenopolis.html
23 e 24/08/2012, em Pirenópolis, GO
https://gurgel-carlos.blogspot.com/2012/09/pirenopolis-go.html
25 e 26/08/2012 em Brasília (após retorno de Pirenópolis)
https://blogdopg.blogspot.com/2012/08/caminhando-e-aprendendo-14.html
5 - Brasília e Foz do Iguaçu
21 e 22/02/2014, em Brasília
23 a 27/02/2014, em Foz do Iguaçu
24, passeio em Ciudad del Este - Paraguai
26, passeio em Puerto Iguazú - Argentina
https://gurgel-carlos.blogspot.com/2014/03/brasilia-e-foz-de-iguacu.html
https://blogdopg.blogspot.com/2014/03/da-passagem-de-santos-dumont-por-foz-de.html
6 - Brasília, Uberlândia e Caldas Novas
23 a 25/07/2015, em Brasília e Uberlândia
https://gurgel-carlos.blogspot.com/2015/07/brasilia-e-uberlandia-mg.html
Caldas Novas e Brasília
25 a 28/07/2015, em Caldas Novas e Brasília
https://gurgel-carlos.blogspot.com/2015/07/caldas-novas-go-e-brasilia.html
7 - Brasília e Goiás Velho
30/05 a 04/06/2019
Viagem atual. Será o assunto da postagem de Linha do Tempo no próximo domingo.