PADARIA ESPIRITUAL

Fernando Gurgel Filho
Em 30 de maio de 1892, 30 anos antes da Semana de Arte Moderna, um grupo de intelectuais cearenses criou a Padaria Espiritual.
Mais do que uma agremiação literária, a Padaria Espiritual foi um breve, mas produtivo, movimento cultural que destacava o nacionalismo, a irreverência e a criatividade de uma parcela de intelectuais que, através do humor e da crítica social, produziu "um movimento literário modernista que antecedeu em muitos anos a Semana de Arte Moderna. Fariam história." (In: "Breve História da Padaria Intelectual")
Na Padaria Espiritual, não se via algo parecido com a antropofagia, pois na capitania de Siará Grande não se admitia essas coisas entre os curumins. Estes buscavam a convivência lúdica, saudável e civilizada das cunhãs e cunhatãs, nos lugares apropriados, ou seja, nas alcovas, praças, cinemas, praias, pé de serra, caatinga, ribeirões, açudes e Cine São Luiz (sic).
Em suma, em qualquer lugar onde havia uma cabrita saltitando de paixão, quase implorando para ser o prato principal das canetas antropófagas dos curupiras transformados em Padeiros.
Os Padeiros da Padaria Espiritual eram modernistas muito tempo antes de 1922 e os modernistas de 1922 foram Padeiros de um pão meio dormido, mas a fornada de seus pães foi muito mais abrangente e cosmopolita.
===================================================
Interregno: O PÃO
===================================================
Sem ufanismos tolos, o Ceará é pioneiro em tanta coisa que, um dia, algum historiador mais sério vai acabar provando que o Brasil somente foi descoberto quando os invasores portugueses avistaram os "verdes mares bravios onde canta a jandaia nas frondes da carnaúba", ainda que existam registros históricos sobre os tais invasores aportarem - mesmo sem ter porto - em Porto Seguro e Cabrália.
Maiores informações sobre a Padaria Espiritual podem ser obtidas no livro "Breve História da Padaria Espiritual", do escritor Sânzio de Azevedo, professor da Universidade Federal do Ceará e membro da Academia Cearense de Letras – ACL. Este livro foi publicado pela Editora da Universidade Federal do Ceará. FGF
(blog EM, 02/06/2012)

A CIDADANIA AFETIVA DO PARQUE ARAXÁ

Diogo Fontenelle
À beira dos dez anos, vivo no bairro Meireles à Beira Mar. Mas de fato, eu sobrevivo no bairro Parque Araxá a sonhar fardado do Ginásio Agapito dos Santos e do Colégio Julia Jorge a reluzirem o meu olhar-menino aprendiz de pequeno poeta.
Obviamente sou grato aos quase dez anos de Meireles-Beira Mar, seria injusto e antipoético não me comover todos os dias com o azul-sereno do céu do Meireles a beijar o azul-revolto do mar. Contudo, é o Parque Araxá que doura de poesia maior o meu caminho-caminhar.
O Parque Araxá tinha três outros nomes a escolher feito mudança de estação, ou seja: Octávio Bonfim, São Gerardo e Parquelândia que foi o batismo mais recente dos quatro nomes. Eu escolhi como nome o Parque Araxá por me lembrar os casarios ajardinados com biqueira em forma de jacaré a jorrar chuva tão desejada. Realmente, o Parque Araxá era mesmo assim com casarios ajardinados e poços da melhor água de Fortaleza, todos queriam beber água do Parque Araxá. Lá, só faltava a Dona Beja, a Feiticeira do Araxá das Minas Gerais.
Assim, rolaram as águas do Meu Parque Araxá entre as divisas das avenidas Bezerra de Menezes e Jovita Feitosa. Foram tantos carnavais, festas juninas, desfiles de Sete de Setembro e Quermesses das Igrejas Senhora das dores e São Gerardo. Tudo era folia familiar, tudo era alegria em sinfonia!
Com a avassaladora partida da minha mãezinha Carmelita Fontenelle para o Azul Mais Alto tão longe de mim, eu voltei de vez para o Parque Araxá adoçado por lembrares azuis vividos e revividos em sonhares. Uma vez, a médica perguntou a mãezinha já meio desmemoriada: Onde a senhora mora? E a mãezinha olhando para o mar do Meireles disse: Mas a senhora não vê da janela que eu moro no Parque Araxá? A médica sorriu encantada, mãezinha via com o coração o Parque Araxá amado e não o Meireles.
Com licença do Meireles, é com a minha cidadania afetiva Parque Araxaense a transbordar que eu digo o mesmo da janela no Meireles-Beira Mar: Eu moro no Parque Araxá que não saiu de mim a empinar arraias de sonho no meu olhar de sempre-menino aprendiz de poeta.

BOAS-VINDAS A RENAN


"Um bebê nasce com a necessidade de ser amado - e nunca supera isso." - Frank A. Clark
20/05/2020 8:00
Nasceu hoje na Maternidade Saúde da Criança, em Belém-PA, Renan Macedo Soares, filho do casal Natália–Rodrigo e nosso 2.º neto.
Mensagem dos avós maternos:
Este pequenino junta-se a vocês dois, e o que era ótimo será melhor. Estamos em júbilo pela chegada do Renan.
– Elba e Paulo Gurgel, de Fortaleza
22/05/2020 - O voo dos avoengos
O acesso à aeronave que nos levou a Belém se deu pelo Terminal de Táxi Aéreo (o Pinto Martins antigo), na Praça do Vaqueiro. Esta é uma das fotos de quando estávamos prestes a embarcar no Embraer Phenom 300, do empresário Francisco Moacir Pinto Filho, a quem agradecemos por nos ter franqueado este jatinho de sua propriedade.
Elba, Paulo, Eveline e Henrique
Pilotada pelos prestimosos José Marcelo e Rafael, a aeronave aterrissou no Val-de-Cãs uma hora e quarenta minutos depois. No aeroporto de Belém, Rodrigo já esperava para nos levar ao apartamento do casal, no bairro Umarizal.
Outros registros desta viagem de curta permanência na cidade de destino:
 O quarto do bebê ficou muito bem mobiliado e decorado, traduzindo o bom-gosto de Natália.
Circulou um retrato de quando Rodrigo era recém-nascido. Renan, de fato, puxou ao pai.
 Natália amamenta o filho com as dificuldades inerentes a quem, apenas dois dias atrás, submeteu-se a uma operação cesariana.
 Almoçamos no próprio apartamento. Comida boa solicitada por aplicativo.
 Acertamos o voo de volta para "depois da chuva das quinze horas".
 Elba ficou na capital paraense com a nobre missão de ajudar nos cuidados com Natália e Renan.

GUIA DE BOAS MANEIRAS

Recordo-me de que, na década de 1960, havia um exemplar do "Guia de Boas Maneiras" na casa em que minhas tias Francisca, Eugênia, Maria e Rita moravam em Jacarecanga. Talvez aquele livro pertencesse a tia Fransquinha, que lecionava Corte e Costura na Escola Agnes Junes Leith.
Muitas vezes, por mera curiosidade, percorri as páginas daquele exemplar que me trazia informações de um mundo distante. Obtida na internet, eis uma reprodução da imagem da 1.ª capa do livro (ao lado).
Antônio Marcelino de Carvalho (São Paulo, 1905 – 1978), o autor do livro (e de outros do gênero), foi jornalista, escritor, cronista e um mestre de etiqueta na década de 1950, tendo seus livros permanecido clássicos nas décadas seguintes.
Era filho de Antonio Marcelino de Carvalho e Brasília Machado de Carvalho. Criador da crônica social no Brasil. Apresentava na TV Record, à época emissora de sua família, o programa "Domingo com Marcelino". Residiu no emblemático Edifício Esther, na Praça da República, zona central da capital de São Paulo, em um apartamento de cobertura, e chegou a morar na Avenida Paulista. Foi sepultado no Cemitério da Consolação, em São Paulo.
Seu "Guia de boas maneiras" aborda "as boas e corretas normas de conduta na vida em sociedade". Dividido em capítulos que se subdividem em apresentação, saudação, convites, recepções e tudo o que se refere à mesa (etiqueta, maneira de convidar, arrumação da mesa, entre outros), passando pelo casamento, nascimento, primeira comunhão, presentes e conversas.
A Escola Agnes Junes Leith, também designada de Escola de Visitação Alimentar do Ceará e que funcionou em Fortaleza entre 1944 e 1966, formava visitadoras de alimentação, profissionais cujo trabalho era voltado à educação alimentar de trabalhadores, escolares e da população em geral.
Webgrafia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Marcelino_de_Carvalho
http://www.editora.ufc.br/catalogo/63-nutricao/508-visitadoras-de-alimentacao-legado-da-escola-agnes-june-leith
Link futuro para Código do Bom-Tom, no blog EM.

CAATINGA: BIOMA QUE SÓ EXISTE NO NORDESTE

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, a caatinga ocupa uma área de cerca de 844.453 quilômetros quadrados, cerca de 11% do território nacional. Os estados Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí, Sergipe e o norte de Minas Gerais fazem parte do bioma.
A caatinga é lar de 178 espécies de mamíferos, 591 de aves, 177 de répteis, 79 espécies de anfíbios, 241 de peixes e 221 de abelhas.
"Ao longo do tempo, a ocupação humana começou a degradar a vegetação da caatinga, ou seja, as pessoas usavam a madeira para fazer cercados, para ter energia em seu fogão caseiro. E isso foi destruindo a vegetação que estava adaptada para a região. Como ela não tem uma capacidade de reprodução e espalhamento muito grande, a velocidade com que o homem foi utilizando esse material e, principalmente, o crescimento do rebanho de caprinos, das cabras, promoveu a destruição das folhagens novas", afirma o engenheiro ambiental e professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) David Zeeprofessor, ao site Sputnik Brasil.
O processo de desertificação, acrescenta o professor da UERJ, pode representar uma "quebra no ciclo natural" do bioma e causar o desaparecimento de espécies. "A preservação é extremamente importante para a viabilidade não só ambiental da região, mas principalmente social".

Ler também:
AS CAATINGAS por Nilo Bernardes

PINDORAMA

Assim os índios chamavam essas terras quando Cabral chegou. Segundo Theodoro Sampaio, autor dos livros "História da Fundação da Cidade da Bahia" e o "Tupy na Geografia Nacional", obras que, ainda hoje, são referências bibliográficas importantes em ciências humanas, o termo "Pindorama" é da língua tupi, podendo ser traduzido como o país das palmeiras. Essa denominação continuou sendo usada pelos nativos, por muito tempo. Provavelmente, designava apenas parte do litoral do Nordeste.
"Pindorama",  de Belchior
Antônio Carlos Belchior (26/10/1946 - 30/04/2017) entrou para a Faculdade de Medicina da UFC em 1968. Conheci-o pessoalmente, não na Faculdade de Medicina, mas na casa de um amigo em comum, o engenheiro Francisco Osterne Brandão. Depois disso, nos encontramos em outras oportunidades: no Bar do Anísio, em minha casa no bairro Otávio Bonfim, (por ocasião de meu aniversário de 21 anos), de onde saímos para esticar a noite no "Pombo Cheio", levando conosco o Claudio (do Violão) e o Miguel (da Flauta).
Em 1972, quando morava no Rio de Janeiro, deparei-me com uma placa na fachada de um teatro em Botafogo com o nome BELCHIOR, em letras garrafais. À noite, fui rever o amigo que começava a fazer sucesso no Sul Maravilha. O teatro era pequeno, tinha poucos espectadores. Dentre as canções apresentadas, Belchior cantou uma de fossa (que não era dele). Ao terminá-la, alguém deu uma forte descarga em um vaso sanitário dos bastidores. Era tudo combinado para que o público risse.
Entabulamos uma conversa inicialmente de camarim. Depois, atravessando o Aterro do Botafogo, fomos prossegui-la na Praia do Botafogo, sob um luar com jeito de Paquetá. Belchior, eu e uma terceira pessoa (salvo equívoco, o compositor Pretextato Melo).
Nos anos seguintes, assisti a shows do Belchior no Ceará. A última vez que nos vimos foi num restaurante que ficava próximo à Praça Portugal. Eu tinha chegado muito cedo, entornado algumas cervejas, e já me encontrava de retirada. Quando alguém me detém na calçada, abraçando-me. Era Belchior. Mudei de ideia e recomecei a beber. Passei da conta, dormi no carro e acordei com o sol me batendo no rosto. Simplesmente me esqueci de ir para casa depois de entrar no veículo.
Agora descubro um vídeo do "Domingo Espetacular" com a cantora cearense Lúcia Menezes, que foi amiga de Belchior, em que ela  apresenta trechos de canções do começo da carreira de Belchior: "Paralelas" (com seu início original), "Espacial" e "Rosa dos ventos", recuperada parcialmente em "Depois das seis" (Quando a fábrica apitou / E o trabalho terminou / Todo mudo se mandou / Sem desejos de voltar), as quais não são inéditas; além de "Cateretê", o frevo "Caravelle", uma canção sem título (Sou candidato a médico e doutor / Mas o que eu sei de fato / É samba, meu senhor) e "Pindorama" (Pindorama / Que panorama é o teu?), que são inéditas, acho.

Neste vídeo, também dão seus depoimentos o médico patologista e professor emérito da UFC, Dalgimar Beserra de Menezes, irmão de Lúcia, e o cantor e compositor piauiense Jorge Mello, parceiro de Belchior em diversas canções.
http://www.cljornal.com.br/cultura/amiga-de-belchior-lucia-menezes-apresenta-ineditas-do-cantor/
http://www.itarget.com.br/clients/raimundofagner.com.br/festival_do_ceara1968.htm
"Pindorama Brasil", de Toquinho
Originalmente lançado em 2005, o CD Mosaico revela a parceria entre Toquinho e o compositor Paulo Cesar Pinheiro. Parceria que fora ensaiada em várias situações, mas que só frutificou em função de um texto de Millôr Fernandes para o teatro, baseado nos quinhentos anos do descobrimento do Brasil. A peça chamava-se "Outros Quinhentos" e foi encenada em 2000, em São Paulo. Além das oito músicas que integraram a trilha da peça teatral, Toquinho e Paulo Cesar Pinheiro criaram mais quatro canções que completam as doze componentes do CD Mosaico, lançado em novembro de 2005. Sete anos depois, a Biscoito Fino resgata essa jóia rara da MPB.
http://youtu.be/92DHCdH_J6k

PORTEIRAS E CURRAIS. GRAN FINALE

CORRESPONDÊNCIA
7 de março de 2020 19:25
Caro Paulo
Boa noite.
Sou da familia Ramalho de Alarcon e Santiago, de Russas. Procurando informações sobre o livro "Porteiras e Currais" encontrei seu nome num artigo do "Linha do Tempo". Sabe de algum site que tenha o livro em PDF?
Sem mais para o momento,
Atenciosamente

Mauricio Jorge Ramalho
mjramalho600@gmail.com
mjramalho010@hotmail.com
8 de março de 2020 9:20
Olá, Maurício.
Tive alguns percalços com o "Porteiras e Currais", de Miguel Santiago Gurgel do Amaral.
Siga o fio:
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2011/01/porteiras-e-currais.html
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2011/05/uma-biblioteca-sem-porteiras.html
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2016/07/miguel-santiago-gurgel-do-amaral.html
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2017/12/a-busca-de-andre-garcia-por-livros-de.html
Gran finale: Porteiras e Currais (livro) - digitado. PDF (por André Garcia)
Um abraço.
Paulo Gurgel
8 de março de 2020 10:48
Caro Paulo,
Obrigado pela ajuda. Baixei o arquivo PDF.
Maurício Ramalho

TRÍPLICES FRONTEIRAS

Uma tríplice fronteira ou tripla fronteira é o lugar comum que une os limites territoriais e políticos de três países diferentes. Entre os 195 países do mundo geralmente reconhecidos, 134 têm pelo menos uma tripla fronteira. Os outros são países insulares (como o Japão), ou fazem fronteira com apenas um país (como Portugal), ou fazem fronteira com dois que não são adjacentes (como os Estados Unidos).
O Brasil, este país continental que divide as fronteiras com dez países, possui nove tríplices fronteiras:
🔼Brasil-Uruguai-Argentina
A Ilha Brasileira é uma pequena ilha fluvial localizada na foz do rio Quaraí (que desemboca no rio Uruguai), entre os municípios de Barra do Quaraí, no Brasil, Monte Caseros, na Argentina, e Bella Unión, no Uruguai.
Situada em região de tríplice fronteira, a ilha tem, aproximadamente, 2 quilômetros de extensão por 0,5 quilômetro de largura. Em 2009, foi atingida por um incêndio que consumiu quase metade de sua vegetação.
Entre 1964 e 2011, a Ilha Brasileira tinha apenas uma casa (que não foi atingida pelo incêndio) e um morador, um fazendeiro brasileiro chamado José Jorge Daniel, que faleceu em 2011. Pouco tempo antes de sua morte, o mesmo abandonou o local devido a seu estado de saúde, indo para a casa de uma filha em Uruguaiana - RS.
"Seu Zeca - o guardião da Ilha Brasileira", como era conhecido por todo o Estado do Rio Grande do Sul, foi o último habitante da ilha.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ilha_Brasileira
http://blogdopg.blogspot.com/2020/01/ilha-brasileira.html
🔼Brasil-Argentina-Paraguai
O ponto de encontro destas três nações acontece entre os Rios Iguaçu e Paraná. Do lado argentino, Puerto Iguazu, que, segundo o Instituto Nacional de Estadística y Censos, contava com 82.227 habitantes em 2110. Do lado paraguaio, Ciudad del Este, Presidente Franco, Hernandárias e Minga Guazu, que formam uma região metropolitana com 563.851 habitantes. Do lado brasileiro, Foz do Iguaçu, que conta com 256.088 habitantes. Ao todo, a Tríplice Fronteira é habitada por mais de 902 mil pessoas. Mais de 82 mil pessoas circulam pela Ponte da Amizade (Brasil-Paraguai) e mais de 19 mil pessoas circulam pela Ponte Tancredo Neves (Argentina-Brasil), totalizando mais de 102 mil nos dois sentidos, diariamente. A maior parte destas pessoas trafegam nos mais de 39 mil veículos que cruzam as três fronteiras todos os dias. WIKI
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2014/03/brasilia-e-foz-de-iguacu.html
http://blogdopg.blogspot.com/2014/03/da-passagem-de-santos-dumont-por-foz-de.html
🔼Brasil-Paraguai-Bolívia
🔼Brasil-Bolívia-Peru
🔼Brasil-Peru-Colômbia
(Tabatinga-Isla Santa Rosa-Letícia)
Tabatinga-AM, que teve sua emancipação política de Benjamin Constant-AM, em 1981. Isla Santa Rosa, uma ilha aluvial com assentamento humano, que pertence ao departamento de Loreto-Peru. Letícia, a capital do departamento de Amazonas- Colômbia.
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2019/09/benjamin-constant-tabatinga-e-leticia.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tabatinga_(Amazonas)
http://es.wikipedia.org/wiki/Isla_Santa_Rosa_(Loreto)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Leticia_(Col%C3%B4mbia)
🔼Brasil-Colômbia-Venezuela
🔼Brasil-Venezuela-Guiana
http://pt.wikipedia.org/wiki/Monte_Roraima
🔼Brasil-Guiana-Suriname
🔼Brasil-Suriname-Guiana Francesa
http://www.irregular.com.br/cronicas/serie-triplice-fronteiras-o-brasil-encontra-a-franca-230

MULHER RENDEIRA

Mulher Rendeira é um xaxado (com origem do termo em "xaxar" ou arranhar). Um gênero de música e dança que traduz o ruído peculiar das alpercatas (alpargatas) no chão seco e pedregoso do sertão nordestino.
Em 1927, ao som desta cantiga, o bando de Virgulino Lampião atacou a cidade de Mossoró (RN). Mas sem vencer a resistência da polícia e do povo que reagiram juntos.
Apresento o tema em duas versões:
A mais conhecida, de 1953, interpretada por Alfredo Ricardo do Nascimento, o Zé do Norte, esta é a versão que faz parte da trilha sonora do filme "O Cangaceiro", de Lima Barreto.
Olê, mulher rendeira
Olê, mulher rendá
Tu me ensina a fazer renda
Eu te ensino a namorar. (refrão)
http://youtu.be/GvcnD_QA5vY (arr. de Alfredo Ricardo Nascimento, o Zé do Norte)
Na trilha do filme "O cangaceiro", uma produção Vera Cruz de 1953, essa música (de origem folclórica, mas que dizem ser do próprio Lampião) é interpretada pelos Demônios da Garoa. Eles, por sinal, a gravaram na mesma época, junto com o cantor Homero Marques. "Mulher rendeira" teve inúmeras gravações e divulgação internacional por conta do filme. Entretanto, quem mais se beneficiou com o sucesso mundial da película foi sua distribuidora, a multinacional Columbia Pictures, e a Vera Cruz acabou falindo. (Fonte: musicólogo Samuel Machado Filho)
É provável que Lampião tenha-se inspirado em sua avó materna, a sra. Maria Jacosa Vieira Lopes, a Tia Jacosa, que era dedicada a fazer rendas.

Quanto à segunda versão, a "autêntica", no dizer de Volta Seca, que foi cangaceiro do bando de Lampião, sabe-se que, em 1957, Volta Seca gravou um LP com oito músicas: "As cantigas de Lampião", com instrumentação do maestro Guio de Moraes. Em 2000, a InterCD relançou em CD o disco "As cantigas de Lampião", com narração do locutor Paulo Roberto. As composições levam a assinatura de Volta Seca, mesmo as clássicas "Mulher rendeira" e "Maria Bonita" (ler A poesia em estado puro), tidas como de domínio público.
Olê, mulher rendeira
Olê, mulher rendá
A pequena vai no bolso
A maior vai no emborná
Se chorar por mim não fica
Só se eu não puder levar.
O fuzil de Lampião
Tem cinco laços de fita
No lugar que ele habita
Não falta mulher bonita.
http://youtu.be/yxjWPUJmVvA (versão do Volta Seca)
Há também uma versão peruana de "Mulher Rendeira": "Mujer Hilandera", que muitos no Peru julgam erroneamente se tratar de uma canção local. Gravada por Juaneco y su Combo, no álbum Leyenda Amazónica, a música tem uma levada diferente (que lembra uma cumbia) e a seguinte letra:
Ole, mujer hilandera... ole, ole, ole
Ole, mujer hilandera... ole, ole, ole
Tú me enseñas a hacer hilo
Yo te enseño a enamorar.
O internauta Luís Alberto Espinoza Bazán tem a explicação para "Mulher Rendeira" haver ressurgido como "Mujer Hilandera" no Peru:
"La primera versión que conocimos de este tema, la trajeron los Indios Tabajaras del Brasil que visitaron Lima en 1954, y actuaron en Radio El Sol en Amplitud Modulada, presentados por los grandes locutores Gaston Guido, y Alberto Sorogastua Leiva. Los Tabajaras eran además de buenos cantantes, extraordinarios guitarristas, y hablaban muy bien el español e inglés. En 1955, el sello Rca Victor de New York los contrata y desde entonces se vuelven famosisimos."
Leitura complementar: A RENDA DE BILROS

GENEALOGIA CEARENSE; CATÁLOGO DE FONTES

Na Sessão Solene de 4 de março do Instituto do Ceará (Histórico, Geográfico e Antropológico), em que foi comemorado o 133.º aniversário de fundação da entidade, aconteceu também o lançamento do livro "Genealogia Cearense: catálogo de fontes", de autoria do sócio Geová Lemos Cavalcante, uma obra minuciosa e de grande valia aos que se interessam pelos estudos genealógicos em nosso meio.
Meu irmão Marcelo, sócio efetivo do Instituto do Ceará e fonte desta notícia, passou-me a informação de que há duas entradas no catálogo relacionadas com a família Gurgel no Ceará.
SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da (org.). ADEODATO, Márcia Gurgel Carlos. Dos canaviais aos tribunais: a vida de Luiz Carlos da Silva. Fortaleza: Edições UECE / Expressão, 2008. 192p. ISBN: 978-85-7826-003-3
SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Refazendo o caminho: passado e presente de uma família. Fortaleza: Edição do Autor, 2012. 144p. ISBN: 978-85-901655-8-3
http://blogdomarcelogurgel.blogspot.com/2020/03/comemoracao-dos-133-anos-do-instituto.html
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2018/04/livros-inclusive-ficcionais-que-fazem.html

PESAR PELO FALECIMENTO DE HERMES ROBERTO RADTKE

Faleceu na Otoclínica, hospital privado de Fortaleza, o médico radiologista Hermes Roberto Radtke, de 43 anos.
O médico (foto) encontrava-se internado desde a última segunda-feira, acometido de encefalite pelo novo coronavírus. Seu quadro clínico agravou-se muito rapidamente e, na tarde desta quinta-feira (02/04), ele veio a falecer.
Divulgou-se que ele não tinha comorbidades.
Dr. Hermes Roberto Radtke integrava o corpo clínico da Omnimagem RioMar Fortaleza (onde me atendeu com polidez e eficiência em novembro passado) e da Clínica Trajano Almeida.
Expressamos condolências e solidariedade a todos que o estimaram e partilham a dor de sua perda.

ONLINE: ROGACIANO LEITE FILHO

O jornalista e escritor Rogaciano Leite Filho (1954 - 1992) foi um profissional brilhante, que assinava com talento e fina ironia a coluna "Em Off", do jornal "O Povo". Nesse diário, foi também durante algum tempo editor do respectivo "Caderno de Cultura".
Filho do poeta e jornalista Rogaciano Leite, herdou deste o dom da palavra verbal e escrita.
Atuou também como assessor de imprensa do Banco Nordeste do Brasil e, nos anos de 1970 e 80, agitou os círculos culturais da cidade de Fortaleza. Ao lado de Adriano Espínola, Airton Monte, Batista de Lima, Eugênio Leandro, Jackson Sampaio, Márcio Catunda, Oswald Barroso, Rosemberg Cariry e outros intelectuais e artistas, fundou o Grupo Siriará de Literatura.
Escreveu o livro "Pão Mofado" (1975), em parceria  com Alberto Eduardo de Castelo Branco, o poema "Canoa Quebrada" que, musicado por Eugênio Leandro, classificou-se em 4.º lugar no Festival Universitário de 1979, e o prefácio de "Um anistiado nordestino" (1989), publicado pela Secretaria de Cultura, Turismo e Desporto do Ceará.
Em 2002, a Fundação Demócrito Rocha publicou uma coletânea de seus artigos no jornal "O Povo", sob o título de "A história do Ceará passa por esta rua". No mesmo ano, o inseparável amigo e escritor Airton Monte escreveu o ensaio biográfico "Rogaciano Leite Filho" (imagem da capa), o qual integra a coleção "Terra Bárbara".
Assíduo frequentador das noites da Praia de Iracema, os pósteros o homenagearam escolhendo seu nome para designar o Espaço Rogaciano Leite Filho do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura.
Link para ter uma vista de 360 graus do local.
N. do E.
Estive em muitas ocasiões com ele - em rodas boêmias desta cidade (no "Estoril," por excelência), shows musicais, sessões do cinema de arte, lançamentos de livros etc. Destacava-se por sua altura, perspicácia e grande cordialidade, o querido "Roga". Entrevistou-me certa vez para o jornal "O Povo".
Webgrafia
http://blogdoeliomar.com.br/2012/03/11/rogaciano-leite-filho-20-anos-de-saudade/
http://laprovitera.blogspot.com/2012/08/rogaciano-leite-filho.html
http://www.escritas.org/pt/estante/rogaciano-leite-filho
http://www.facebook.com/patriotanenen/posts/204201439782916/
http://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/19469/1/2015_dis_aqsoares.pdf
http://www20.opovo.com.br/app/colunas/airtonmonte/2012/05/14/noticiasairtonmonte,2838276/houve-um-dia.shtml
http://www.dragaodomar.org.br/360/espaco-rogaciano-leite-filho/

MEMÓRIA. VIAGENS E PASSEIOS PELO SUDESTE DO BRASIL

► RIO DE JANEIRO
Rio de Janeiro (verão de 1970), Estado da Guanabara. Excursão da Turma Andreas Vesalius da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará.
[pôr links]
Rio de Janeiro (inverno de 1970), Estado da Guanabara, para participar do Projeto Rondon em Cidade de Deus (em julho por 30 dias).
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2009/01/cidade-de-deus.html
Rio de Janeiro (1972 - 1974), Estado da Guanabara, com residência de 6 meses em Copacabana e de 18 meses na Glória, inicialmente como aluno do Curso de Formação de Oficial Médico da Escola de Saúde do Exército e, após a conclusão do curso, como médico do Hospital Central do Exército, em Triagem, e da Casa de Saúde Santa Mônica, em Petrópolis. IV Colóquio de Tisiologia, em Petrópolis, 1973. Passeios em Niterói, Nova Iguaçu e Teresópolis.
Rio de Janeiro (2002), para participar do III Curso Nacional de Atualização em Pneumologia, no Rio Othon Palace. Praias da Zona Sul. Metrô. Edifícios Corumbá (Copacabana) e Torres (Glória). Bar Vinicius (show de Claudia Telles). Restaurante Garota de Ipanema (ex Veloso). Sambódromo. Rodoviária Novo Rio. Ponte Rio-Niterói. C. do Macacu. Nova Friburgo (para o fim de semana): Praça Getúlio Vargas (com busto e carta-testamento, além de uma  homenagem a Eliseth Cardoso). Rio Bengalas. Praça do Suspiro. Teleférico de 2 estágios.
http://blogdopg.blogspot.com/2020/02/claudia-telles-26081957-21022020.html
Resende (2003), Estado do RJ, vindo de São Paulo (rodoviária Tietê) pela Nova Dutra até Resende (para estada de dois dias). Show da banda da AMAN em logradouro público. Trutas em molho de alho.Visitas a Itatiaia (a 15 km de Resende; o Paço Municipal no antigo Hospital de Convalescentes de Itatiaia) e a Penedo (distrito de Itatiaia; "A Pequena Finlândia"). Retorno a SP para uma jornada científica.
► MINAS GERAIS
Juiz de Fora (1972), na Zona da Mata-MG, convidado por Cabral, meu colega na Escola de Saúde do Exército, para passar um fim de semana prolongado em sua cidade natal
Teófilo Otoni (1974), onde me hospedei por uma noite, ao viajar em carro próprio (fusca) do Rio de Janeiro para Fortaleza
Belo Horizonte (1996), para participar do XXVIII Congresso Brasileiro de Pneumologia e Tisiologia, realizado no Minas Centro, no período de 21 a 25 de setembro. Um dia livre foi utilizado em um passeio a Ouro Preto, Mariana (Mina de Passagem), Sabará etc. (cidades históricas mineiras do Circuito do Ouro). Grupo: Amaury Brasil, Nilo Mendonça, Paulo Brito, Werlames e outros.
Monte Sião (2003), na microrregião de Poços de Caldas-MG, a partir de Campinas (Meuris e Laerte como anfitriões), Pedreira, Amparo, Serra Negra, Lindoia, Águas de Lindoia (rota turística do Circuito das Águas de SP)
Belo Horizonte (2003), para participar do Curso Avançado de Função Pulmonar, promovido pela SBPT (Prof. Pereira), nos dias 28 de 29 de novembro. Aulas teóricas na Associação Médica de MG. Aulas práticas no Hospital das Clínicas (espirometria, broncoprovocação e pressões respiratórias máximas) e no Hospital Madre Teresa (pletismografia, ergoespirometria e teste de caminhada). Hospedagem no Serrano Palace. Viagem a Barbacena (distância: 171 km, Serra do Currais e do Rola-Moça) para estada de 2 dias. Hospedagem no Hotel Lucape. No domingo, a cidade parou para acompanhar uma final de futebol (Cruzeiro 2 x 1 Paissandu)
Uberlândia (2015), no Triângulo Mineiro, nos dias 24 e 25 de julho.
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2015/07/brasilia-e-uberlandia-mg.html
► SÃO PAULO
São Paulo (verão de 1970), Estado de São Paulo. Excursão da Turma Andreas Vesalius da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará. Passeio em Santos e Guarujá.
[pôr link]
São Paulo (1973), para visitar Áfio, um conterrâneo então residindo na Mooca, que foi meu cicerone pela cidade. Ponto alto: Terraço Itália, na avenida Ipiranga.
São Paulo (1997), para participar nos dias 6 e 7 (manhã) de junho de um curso sobre  Antagonistas dos Leucotrienos (Montelukast), patrocinado pelo Merck-Sharp-Dohme. Hospedagem e local do curso no Hotel Intercontinental. Jantar de confraternização no Massimo. Nos dia 7 (tarde) e 8, com Elba, em Campinas (residência de Laerte e Meuris). Lagoa do Taquaral. Unicamp (onde minha irmã Meuris trabalha). Circuito das Águas. Retorno (quase perdendo o Caprioli até o aeroporto de Cumbica) para Fortaleza, no dia 9.
São Paulo (2001),  para participar do Curso de Espirometria da SBPT, realizado no Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE), nos dias 28 e 29 de setembro. No dia 26, antes do curso, Elba e eu fomos para Campinas. No dia 27, deixando Elba em Campinas, hospedei-me no Waldorf Flat, em Vila Clementino. No dia 29, pegando uma providencial carona de uma colega que conheci no curso (Heloísa), fui para Guaratinguetá, onde Elba já se encontrava. Em Guaratinguetá, fomos hóspedes do brigadeiro Antônio Pinto (irmão de Elba) e sua esposa Eliana. No dia 30, fomos conhecer Campos do Jordão e, à noite, nossos anfitriões mandaram nos deixar em Guarulhos para pegar o voo de volta para Fortaleza.
São Paulo (2003), para participar da Jornada Paulista de Doenças Ambientais e Ocupacionais, da SBPT, realizada no Blue Tree Convention Plaza, no dia 16 de agosto. Nos dias 13 e 14, estive em Resende e Itatiaia. No dia 15, de volta a São Paulo, hospedei-me no Hotel Excelsior. Antes e depois da jornada, aproveitei para ver: Santa Ifigênia, Largos Paissandu e do Arouche, Parque Ibirapuera, Anhangabaú, Viaduto do Chá, Theatro Municipal e... onde cruza a Ipiranga com a avenida São João.
► ESPÍRITO SANTO
Vitória, Vila Velha, Domingos Martins, Anchieta e Guarapari (2019)
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2019/03/vitoria-e-vila-velha_6.html
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2019/03/passeios-panoramicos-em-vitoria-vila.html
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2019/03/domingos-martins-es.html
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2019/03/anchieta-e-guarapari-es.html

ELEIÇÃO DA DIRETORIA DA SOBRAMES CEARÁ

Na Sessão de 9 de março de 2020, foi eleita por aclamação a Chapa Dr. Sérgio Gomes de Matos para dirigir a Sociedade Brasileira de Médicos Escritores - Regional do Ceará.
A nova diretoria, empossada para o biênio que ora se inicia, está assim constituída:
PRESIDENTE – Raimundo José Arruda Bastos
VICE-PRESIDENTE – Ana Margarida Arruda Rosemberg
1.º SECRETÁRIO – Maria Alcinet Rocha Soares
2.º SECRETÁRIO – Lineu Ferreira Jucá
1.º TESOUREIRO – Sebastião Diógenes Pinheiro
2.º TESOUREIRO – Walter Gomes Miranda Filho
DIRETOR DE CULTURA – Manoel Dias Fonseca Neto
CONSELHO FISCAL – Marcelo Gurgel Carlos da Silva, Maria Dione Mota Rola e José Eduiton Girão (efetivos); José Fábio Bastos Santana, José Mauro Mendes Gifoni e José Cavalcante Fonteles (suplentes).
Em seu Blog, o sobramista Marcelo Gurgel escreveu:
[...] O Dr. Arruda Bastos foi um vice-presidente bastante presente e efetivo na gestão que findou agora e está integralmente engajado na condução do nosso próximo congresso nacional da Sobrames.
Como ex-secretário estadual de Saúde que exerceu e sendo ele detentor de uma vasta experiência de gestor público, tenho plena convicção de que o nosso amigo e colega fará uma profícua gestão na Sobrames-CE.
Sigo, na gestão ora inaugurada, como membro efetivo do Conselho Fiscal e responsável pela organização da Antologia, bem como integrando a Comissão Organizadora do evento retroaludido.
Agradeço a todos pelo apoio que recebi nas duas gestões da nossa sociedade sob a minha limitada batuta.
Dr. Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Ex-Presidente da Sobrames-CE
http://blogdasobramesceara.blogspot.com/2020/03/reuniao-da-sobrames-ce-932020.html
http://blogdomarcelogurgel.blogspot.com/2020/03/eleicao-da-diretoria-da-sobramesce-para.html

LANÇAMENTO DE LIVROS DE EDMILSON ALVES

Edmilson Alves convida para o lançamento simultâneo de três livros de sua autoria:
Eu e meus extremos opostos
Poemas para amar
O desafio de ser humano
Local: Ideal Clube
Data: 11 de março de 2020
Horário: 19h
Nascido em Crato-CE, Edmilson Alves de Sousa é formado em Contabilidade, Economia, expertise na área de Administração de Empresas, além de estudioso em Filosofia, Literatura e Língua Portuguesa. Foi fundador e proprietário da cadeia de lojas "A Ferragista", uma importante empresa dedicada ao ramo de ferragens e material de construção no Ceará. No período de outubro de 1976 a outubro de 1983, publicou um periódico mensal da empresa, o "Informativo A Ferragista", de circulação dirigida e distribuição gratuita, e com ênfase nos assuntos de saúde, educação, economia, cultura e humor. Por seu trabalho à frente do citado periódico, Edmilson foi merecidamente agraciado, em 1982, com a comenda "Amigo da Cultura", da Secretaria da Cultura e do Desporto do Estado do Ceará.
==================================================
Webgrafia
http://blogdopg.blogspot.com/2008/10/informativo-ferragista.html
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2016/09/tres-periodicos-cearenses.html
http://preblog-pg.blogspot.com/2019/04/humberto-gomes-magalhaes.html

A ANTIGA PRAÇA DO OCTÁVIO BONFIM

Diogo Fontenelle
http://www.facebook.com/diogo.fontenelle
Para Obemar Pinho e Paulo Gurgel Carlos da Silva, os sempre-meninos do Octávio Bonfim.

Aquela antiga e risonha Praça do Octávio Bonfim
Veio abrir janelas e portas do meu pobre coração
Só para lembrar que ainda guarda muito de mim.
Ouço sorrisos, sinos e o apitar do trem em refrão:
“Bem-mequer, mal-mequer”, o que ficou de mim?

Aquela antiga e risonha Praça do Octávio Bonfim,
Plena de vozes: cantigas de roda e doces orações,
Traz meninas com laço de fita da cor rosa-carmim
E meninos marinheiros com sonhos feito canções.
“Bem-mequer, mal-mequer”, o que será de mim?

MANGUEIROSA - 2

15/02, sábado
Tendo desistido de ir à ilha do Marajó (fica este passeio para maio, talvez), juntei-me aos meus que iriam para a ilha de Combu. A travessia para esta ilha se dá por embarcações que saem de um porto na Praça Princesa Isabel (atualmente sob reformas), em Belém.
A ilha do Combu é a quarta maior de Belém, entre as 39 que circundam a capital paraense, e um dos destinos turísticos mais procurados pelos belenenses e turistas. Um paraíso de mata virgem que fica a pouco mais de um quilômetro da capital paraense, em uma viagem de 15 minutos pelas águas turvas do rio Guamá. O local oferece diversos bares e restaurantes localizados de frente para Belém e ao longo do igarapé do Combu, que corta a ilha. São cerca de 25 estabelecimentos funcionando na ilha, e oss cardápios dos restaurantes privilegiam os peixes da região amazônica, açaí e sucos de frutas regionais.  Há locais que contam, ainda, com atrativos como piscinas naturais, trilhas, música ao vivo, playground para crianças e redários.
https://redepara.com.br/Noticia/199824/ilha-do-combu-os-sabores-que-encantam-do-outro-lado-do-rio
O restaurante mais conhecido da ilha do Combu, o "Saldosa Maloca" (com L mesmo), foi onde estive em 2014. Saboreando a culinária local e maravilhando-me com a visão de uma gigantesca sumaúma que sombreava ao lado.
Desta vez, o local escolhido pelo casal anfitrião Rodrigo e Natália, foi o "Solar da Ilha" (foto). Um restaurante rústico à maneira de outros que são frequentados no lugar.
O sol abriu. Natália e Matheus foram chapinhar nas águas da piscina do restaurante. E todos (menos Leon, que tem uma comida específica) almoçamos.
De volta a Belém, demos uma breve parada na arborizada Batista Campos para comprar brownies numa doceria da praça. Tive de ensaiar uma caminhada no lobby do Angra dos Reis, porque uma chuva renitente não me deixou sair. Teria voltado à Batista Campos, mas o tempo não melhorou.
À noite, continuei em recesso. Os demais saíram com destino a um shopping e uma pizzaria.
16/02, domingo
Iniciamos o passeio deste domingo pelo Mangal das Garças, na Cidade Velha. Com lagos, fonte, viveiros, borboletário, passarelas, mirante do rio e outros atrativos como o Farol de Belém e o Museu da Navegação, o Mangal é um parque naturalístico belíssimo.
Vide Mapa do Mangal.
Com acesso por elevador, o Farol de Belém (foto) é uma torre em estrutura metálica de 47 metros de altura e dois níveis de observação,  de onde se descortina a cidade de Belém, a Baía do Guajará (rio Guamá) e o Mangal das Garças.
Memorial Amazônico da Navegação, integrado ao Mangal das Garças
Detalhes transformam o Memorial Amazônico da Navegação num ambiente atrativo e diferente. Toda a estrutura do local é feita em ipê. O telhado do prédio é todo revestido de palha, já o piso da parte interna é de pedra-sabão, e os painéis com os textos históricos são feitos de ferro. Os visitantes encontram também os três aspectos da evolução dos meios de transporte de navegação na Amazônia: o aspecto militar, (representado pela Marinha do Brasil); o comercial representado por um breve histórico da Enasa; e o regional, revelado na exposição de barcos que são muitos utilizados na região Norte.
Vide Calafate no Blog EM.
Outros espaços visitados  na Cidade Velha:
Museu de Arte Sacra, integrado à Igreja de Santo Alexandre, originalmente Igreja de São Francisco Xavier, construída pelos padres jesuítas com participação do trabalho indígena entre o fim do século XVII e início do século XVIII.
Casa das Onze Janelas, palacete que abriga um museu de arte contemporânea e restaurante.
Forte do Presépio, a primeira construção de Belém (1616). Após os vários usos militares, essa fortificação foi revitalizada em 2002 para uso museológico.
Almoçamos no Tio Armênio, no armazém gastronômico da Estação das Docas, um complexo cultural e turístico que já foi parte do porto da cidade de Belém. E, mais tarde, houve tempo para darmos uma passada no Boulevard Shopping, que fica no Reduto.
Às 23h25, estávamos no Aeroporto Val-de-Cães embarcando em nosso voo de volta para Fortaleza.
(2 de 2)

MANGUEIROSA - 1

Esta foi a nossa sexta estada na cidade de Belém, onde nossa filha Natália, formada em Direito e investigadora da Polícia Civil do Estado do Pará, mora com seu esposo Rodrigo Soares.
Período: 13 a 16/02/2020
Visitantes: Paulo, Elba e o neto Matheus
Caso o leitor queira ler sobre as visitas anteriores que fizemos à capital paraense (com Macapá, Paramaribo e Salinópolis nos roteiros), disponibilizo os links abaixo:
OLÁ, BELÉM
CIDADE DAS MANGUEIRAS
BELÉM E MACAPÁ - 1
BELÉM E MACAPÁ - 2
PARAMARIBO E BELÉM
BELÉM E SALINÓPOLIS - 1
BELÉM E SALINÓPOLIS - 2
13/02, quinta-feira
Partindo com atraso de Fortaleza (devido a uma passageira que teve de desembarcar por problema de doença), e tendo voado em áreas de turbulência, chegamos a Belém às 16 horas. Natália e Rodrigo nos esperavam no aeroporto. O casal reside num apartamento adquirido em 2019, no bairro de Umarizal, e o tem decorado com muito bom gosto, faltando apenas concluir o quarto do futuro herdeiro Renan.
Aproveitei o fim da tarde para dar uma caminhada pelas ruas de Umarizal e Nazaré. Comprei laranjas, refrigerantes sem açúcar e castanhas do Pará, no supermercado Nazaré da Travessa 14 de Março.
(No linguajar de Belém, "travessa" não é uma rua estreita, secundária e transversal a duas ruas importantes, é também uma rua tão importante quanto.)
À noite, fomos jantar no Bar do Parque, ao lado do Teatro da Paz. Um tornedor de filé mignon, um T-bone com baião e fritas, e um filé de peixe gratinado foram os pratos que pedimos, além de sucos diversos.
No Bar do Parque
14/02, sexta-feira
Visita ao Espaço São José Liberto e ao Museu Paraense Emilio Goeldi, o jardim zoobotânico da cidade.
O São José Liberto é o antigo presídio de Belém, que, em 2002 (Governo Almir Gabriel), depois de uma ampla reforma deu lugar ao Polo Joalheiro - Casa do Artesão - Museu de Gemas do Pará - Capela (onde se realizam concertos de música sacra).
Situado no centro de Belém, o Museu Emílio Goeldi é uma amostra da floresta amazônica em meio urbano. Dispõe de pavilhões com aquário, terrário, museu de arte e com utensílios de povos indígenas, e os visitantes podem ver a exuberância das plantas, além de animais presos (onças, jacarés, gaviões, macacos, antas, tartarugas, ariranhas, jabotis etc) e bichos que circulam livremente como cotias e preguiças. Por diversas vezes, tivemos de interromper o passeio nas trilhas do parque por causa da chuva que recrudescia. Numa dessas paradas, fomos nos abrigar no "Castelinho".
No Museu Emilio Goeldi
Inaugurado em 1901 como uma das principais atrações do Parque Zoobotânico, o conhecido "Castelinho" era, na verdade, uma caixa d'água disfarçada. O próprio Emilio Goeldi concebeu a edificação, aproveitando a estrutura elevada para ciar um mirante que permitisse a vista do parque e da rua. A construção simula as ruínas de um castelo, com catacumbas de teto abobadado. O conjunto incluía ainda um lago com vitórias-régias. A visita a esse local logo se tornou um hábito para muitos moradores de Belém, que ali permaneciam até à noite para testemunhar a aberturadas flores da planta aquática.
No período da tarde, após almoçarmos no self service do "Boi Novo", fomos conhecer ao lado o Parque da Residência. Antiga residência dos governadores do Pará, e onde hoje funciona a Secretaria da Cultura, o parque apresenta amplos jardins, coreto, orquidário, uma antiga estação do gasômetro (transformada em teatro), na qual é exibido um vistoso automóvel Cadillac que o governador usava em duas datas específicas do ano. Inteiramente reformado, o modelo em exposição é exemplar único no país.
No Parque da Residência
Antes do dia escurecer, caminhei por mais de uma hora pela Quatorze de Março, até os limites do bairro de Cremação.
E fomos jantar no tradicional "Remanso do Peixe" (que já conhecíamos), ao qual chegamos por um complicado percurso traçado pelo Waze.
(1 de 2)

O VENTO ARACATI

O vento pontual
Se não estivesse retratando uma cena diurna, uma certa pintura a óleo de Edward Hopper viria a calhar. Mostrando como eram aqueles momentos em que a gente, no Sítio Catolé, em Senador Pompeu-CE, esperava a passagem do vento Aracati para depois ir dormir.
O vento passava às 20 horas.
http://blogdopg.blogspot.com/2010/05/o-vento-pontual.html

Compondo o real e o imaginário do sertanejo
Antes de o sol se pôr, e mesmo depois dele, um grande sopro que vem do mar corta o Ceará ao meio, levanta poeira, vestido de moça, roda cata-vento, espalha o cabelo da mulher sentada na calçada, despede do calor com sua brisa marítima fresca no sertão. É o "vento Aracati", que todos os dias percorre mais de 300 quilômetros. Canalizado pelo Rio Jaguaribe, o vento compõe o real e o imaginário dos sertanejos, desde bem antes de ser retratado no romance "Iracema", de José de Alencar, e de ser objeto de estudos científicos na Universidade Estadual do Ceará (Uece). Patrimônio imaterial do Estado, o vento virou versos, depois documentário, que soprou a história do fenômeno para outros países e está prestes a virar um longa metragem. ~ Melquíades Júnior
http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/cadernos/regional/vento-aracati-compoe-real-e-imaginario-dos-sertanejos-1.216432

Estudo para o vento
Curta-metragem de Aline Portugal e Julia de Simone
Sinopse - É fim de tarde quando o vento passa.
http://www.miradafilmes.com.br/filme/estudo

Seguindo a rota do vento, Aline e Júlia depois dirigiram o longa-metragem "Aracati".

Bônus: A PRAÇA E O VENTO
Houve um tempo na mui leal e heróica cidade de Fortaleza de Nossa Senhora de Assunção em que os rapazes ficavam na Praça do Ferreira à espera do vento que levantava as saias das moças.
http://slideshows-pg.blogspot.com/2011/08/praca-e-o-vento.html

O CASTIGO DO COLAR DE CACOS

A poetisa Cora Coralina nasceu em 20 de agosto de 1889, na casa por ela chamada carinhosamente de Casa Velha da Ponte, na antiga capital do Estado de Goiás, hoje cidade de Goiás. Ali viveu por vinte e dois anos, quando em 11 de dezembro 1911, parte "em busca de seu destino", ao lado do seu companheiro de "vida toda", Cantidio Tolentino Figueiredo Bretas, e vive no interior de São Paulo e na própria capital por quarenta e cinco anos. Viúva e já "vestida de cabelos brancos" (Coralina, 1994) contando com 67 anos, retorna à terra natal, obedecendo ao chamado de suas raízes, de sua ancestralidade. Dá-se o seu reencontro com a casa natal em l956.
Em 2014, tendo como objeto de pesquisa uma estatueta conhecida como "menina do caco" (foto), que está no Cemitério da Cidade de Goiás, Samuel Campos Vaz desenvolveu sua dissertação de mestrado A "MENINA DO CACO": IMAGEM, IMAGINÁRIO E RELIGIOSIDADE NO CEMITÉRIO SÃO MIGUEL DA CIDADE DE GOIÁS - GO. Protegida por grades, a estatueta corresponde a uma figura de criança, de cabeça baixa (como se estivesse chorando), enquanto segura na mão esquerda um objeto quebrado. Ela representa uma menina que, por deixar cair uma xícara de porcelana, foi submetida a um castigo, reconhecido como exemplar, para que outras crianças não cometessem o mesmo erro de quebrar uma louça.
Esta narrativa popular se encontra com os contos e uma nota de Cora Coralina, que estão no livro "Poemas dos becos de Goiás e estórias mais", de 1988. Em sua obra, a autora apresenta uma série de razões para o valor que era dado à porcelana. "O castigo do colar de cacos pode ser tomado como referência: foi um costume criado para diminuir, inibir, coibir, ameaçar e prevenir os incidentes com as louças." (Coralina, 1988, p. 86)
 Em "Nota: De como acabou, em Goiás, o castigo dos cacos quebrados no pescoço", Cora Coralina conta a estória da menina Jesuína, filha de escrava forra e órfã, criada pela madrinha de mesmo nome, senhora "apatacada, dona de Teres-Haveres". A menina Jesuina, um dia, por azar, quebra a tampa de uma terrina, e recebe como castigo, um colar de cacos quebrados no pescoço. Numa noite, uma das pontas do caco corta-lhe uma veia do pescoço, ficando ela a noite inteira a esvair-se em sangue e quando a madrinha acorda, encontra-a morta.
Com o sacrifício da menina Jesuína, acaba-se em Goiás o castigo do colar de cacos no pescoço.
Webgrafia
http://toleranciaecontentamento.blogspot.com/2012/07/nota-de-como-acabou-em-goias-o-castigo.html
http://www.uesc.br/seminariomulher/anais/PDF/MARLENE%20GOMES%20DE%20VELLASCO.pdf
http://tede2.pucgoias.edu.br:8080/bitstream/tede/884/1/SAMUEL%20CAMPOS%20VAZ.pdf
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2019/06/mochileiro-do-cerrado-1.html
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2019/06/mochileiro-do-cerrado-2.html

ESTORIL RESTAURANTE

Construída pelo pernambucano José Magalhães Porto e sua esposa, Francisca Frota Porto, apelidada "Morena", às vésperas dos anos 20, na Praia do Peixe, a Vila Morena serviu de residência durante muitos anos, conservando em redor lindo jardim onde também eram criadas algumas aves. Localiza-se na Rua dos Tabajaras nº 406, na Praia de Iracema.
Veio a Segunda Guerra Mundial e com ela os estrangeiros que aqui aportaram, principalmente os soldados americanos que tinham base no Pará, Maranhão, Ceará e Rio Grande do Norte e alugaram a Vila Morena para ser o United States Office - USO, em 1943, quando a Praia do Peixe já era Praia de Iracema, nome dado pela cronista Adília de Albuquerque, esposa do jornalista Tancredo Moraes.
Após a Guerra, dois portugueses alugaram a casa e colocaram um restaurante com especialidade em pratos portugueses. Em 1952, Zé Pequeno assumiu a direção da casa que passou a receber a boêmia de Fortaleza composta principalmente por intelectuais. Surgia assim o "Estoril".
Apesar de várias crônicas alertaram à municipalidade do perigo que corria a casa que aos poucos se deteriorava, nada foi feito pela Prefeitura que simplesmente deixou que ele ruísse em 1992, para depois reconstruí-la em concreto armado, quando a casa original era de taipa.
A casa era de taipa - paredes armadas de madeira (varas) com barro e pedaços de tijolos e pedras - tinha portas e janelas com vidros importados, duas escadas "caracol", "frades de pedra" na frente, calçadas em pedra cristal em preto e branco tendo no centro as iniciais JMP que também eram usadas nos portais, vitrais coloridos com a inscrição "Vila Morena" no alto da torre.
A primeira foto é do tempo do United States Office - USO e a segunda é do primeiro Estoril.
A partir da administração do prefeito Antônio Cambraia, em 1994, a casa foi reconstruída e passou a ser administrada pela municipalidade, sendo hoje, além do Estoril Restaurante, a Vila Morena, um local de encontros culturais, com exposições de fotografias, pinturas, esculturas, lançamento de livros etc. Grande pé de castanhola à sua frente, cobre parcialmente sua fachada na foto atual colhida por Osmar Onofre.
http://www.ceara.pro.br/fortaleza ⮞ Curiosidades
==================================================
Estoril, nas décadas de 1970/80
Habituées: Airton Monte, Rodger Rogério, Chico Pio, Diassis Martins, Francis Vale, Claudio Castro, Antonio Girão, Bisão, Alano Freitas, Rogaciano Leite Filho, Carlos Augusto Viana, Lucíola Rabelo, Maurício (da Física), Luciano Maia, Diogo Fontenelle, Mário Mamede, Hélio Rola, Rosemberg Cariry e outros, muitos outros.
Garçons: Sitônio (irmão do Zé Pequeno), Alemão e Baleia, recordo-me destes três.
Luisinho fotografava. Juarez Leitão escreveria um livro sobre o Estoril.
Neste local,  conheci Carlos Vaz, O CARIMBADOR POETA. Que as musas o tenham!

PARCEIROS CEARENSES DE LUIZ GONZAGA

Nascido em Exu, município pernambucano limítrofe com Crato, Luiz Gonzaga guardava muitas recordações das coisas do Ceará. Nos tempos de menino, acompanhava o pai Januário na famosa feira de Crato, onde Januário fazia pequenos negócios. Na adolescência, fugindo de casa, pegou um trem, rumo à Fortaleza, na antiga estação ferroviária do Crato. Entre 1930 e 1931, morou em Fortaleza, servindo o exército (era o corneteiro do quartel) no 23.º Batalhão de Caçadores.
São frequentes as citações de pessoas ("padim" Padre Cícero, Padre Vieira) e lugares (Crato, Juazeiro, Canindé, Várzea Alegre) do Ceará em suas canções. E vários de seus parceiros são cearenses.
Humberto Teixeira, cearense de Iguatu:
A procura por um letrista levou Gonzaga a Lauro Maia, que recusou o convite e encaminhou-o ao cunhado Humberto Teixeira. Em agosto de 1945, cruzavam-se os caminhos destes dois. Juntos (foto), trabalhariam em 133 canções, incluindo "Asa Branca", que era uma canção de trabalho. Luiz levou o tema para Humberto, que criou a letra. Num novo encontro, nasceria "Baião", com a intenção didática de ensinar o público a dançar esse gênero musical. "Assum preto", "Baião de dois", "Estrada de Canindé", "Juazeiro", "Légua tirana", "Lorota boa", "Mangaratiba", "No meu pé de serra", "Paraíba", "Qui nem jiló", "Respeita Januário" e "Xanduzinha" são também composições da dupla, entre outras. A importância desta parceria de Gonzaga com o "Doutor do Baião" só é possível comparar com o de sua parceria com Zé Dantas, médico pernambucano, com o qual LG compôs: "A letra I", "A volta da asa branca", "ABC do sertão", "Acauã", "Cintura de pilão", "Paulo Afonso", "Riacho do Navio", "Sabiá", "Treze de dezembro", "Vozes da seca" e "Xote das meninas", entre outras.
José Clementino, cearense de Várzea Alegre:
"Apologia do jumento", "Capim novo", Contrastes de Várzea", "O jumento é nosso irmão", "Xeêm" e "Xote dos cabeludos". Luiz Gonzaga também gravou "Sou do banco", de José Clementino e Hildelito Parente e "Bandinha de Fé", do cratense Hildelito Parente.
José Jatahy, cearense de Fortaleza:
"Eu vou pro Crato" e "Desse jeito, sim".
Chico Anysio, cearense de Maranguape:
"Quadrilha chorona" (uma quadrilha junina com a marcação feita pelo Professor Raimundo, personagem do Chico).
Além disso, Luiz Gonzaga gravou a "Triste Partida" e "Vaca Estrela e boi Fubá", composições de Patativa do Assaré, e dois LPs com Raimundo Fagner. No disco "Veredas Nordestinas", de Dominguinhos, colocou sua voz em "O Juazeiro e a sombra", do cearense Fausto Nilo, a última gravação em estúdio de Luiz Gonzaga.
Webgrafia
http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/editorias/metro/morre-jose-clementino-parceiro-de-luiz-gonzaga-1.267025
http://pcb.org.br/portal2/2888/um-personagem-comunista-do-pcb-no-ceara/
http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/editorias/verso/parceiros-e-cidades-do-ceara-na-trajetoria-do-rei-do-baiao-1.2130505
http://sintoniahp.blogspot.com/2009/08/20-anos-sem-luiz-gonzaga-asa-branca.html

A CARNAUBEIRA

"Corria nos cavalos feitos de talos de carnaúba. De carnaúba era a cadeira, a mesa, as cordas da rede. A casa tinha travejamento, caibros e ripas de carnaúba. Esteiras de carnaúba substituíam os tapetes. Na cabeça, o chapéu de palha de carnaúba. De tarde, batia-me com outros batalhões de meninos, todos armados com facões de carnaúba." ~ Luís da Câmara Cascudo
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2018/04/exposicao-em-homenagem-carnauba-no.html
A carnaúba (Copernicia prunifera), também chamada de carnaubeira, é uma palmeira, da família Arecaceae, endêmica do semiárido da Região Nordeste do Brasil.
Da planta se aproveita tudo. O Brasil é o único exportador da cera que, depois de retirada do pó de suas folhas, é muito utilizada na fabricação de cosméticos, cápsulas de remédios e outros produtos. A carnaubeira é a árvore representativa do Estado do Ceará.
http://blogdopg.blogspot.com/2015/09/o-dia-da-arvore.html
NAS PALMAS DA CARNAÚBA (arranjo Orlando Leite)
Autores: Antonio Gondim – Pierre Luz
Álbum: Coral do Estado do Ceará – Cancioneiro do Ceará
Ano: 1981 (estúdio Rozenblit)

Vídeo postado no YouTube por Luciano Hortencio, um dos tenores do Coral à época da edição do disco.
http://jornalggn.com.br/memoria/o-coral-do-estado-do-ceara-e-seu-cancioneiro/

ARENINHA DO PARQUE DO COCÓ

O Parque Estadual do Cocó recebeu a mais nova Areninha de Fortaleza. A iniciativa resulta do projeto "Juntos por Fortaleza", que reúne esforços municipal e estadual em prol da implantação de melhorias nos espaços públicos da Capital. A inauguração ocorreu na noite de 16 de dezembro e contou com a presença do governador Camilo Santana, do prefeito Roberto Cláudio e do secretário do Meio Ambiente (Sema) Artur Bruno.
O equipamento, que fica próximo ao anfiteatro do Parque (av. Padre Antônio Tomás, S/N) teve investimento de R$ 1.218.952,19 do Tesouro estadual, com a contrapartida de R$ 794.934,31 da Prefeitura de Fortaleza.
"Trata-se de mais uma opção de esporte e lazer à disposição da população fortalezense", explicou o titular da Sema, Artur Bruno. "A área de intervenção da obra tomou 4.080m² com campo de futebol "society" (84m x 40m), grama sintética, arquibancada, alambrados, iluminação por torres de LED, além de reforma e adequação dos banheiros."
Foto: PGCS
Na ocasião, foi autorizada a construção de mais 30 Areninhas em Fortaleza, oito delas no Parque a serem distribuídas desde o Conjunto Palmeiras até a foz do rio Cocó, entre Caça e Pesca e Sabiaguaba. Ressaltou o prefeito Roberto Claudio que "essa iniciativa, mesclando educação e esporte, é uma das formas de prevenir a criminalidade".
Ao final da inauguração, o governador Camilo Santana anunciou que todos os 184 municípios do Estado do Ceará terão suas Areninhas.

CANAÃ DA LIBERDADE

O movimento abolicionista no Ceará inspirou um grupo de moradores de Redenção (na época Villa do Acarape) a se organizarem para libertar seus escravos. Foram então fundadas duas associações: a "Sociedade Libertadora Acarapense" e a "Sociedade Libertadora Artística Cearense".
A "Sociedade Libertadora Acarapense" era composta dos Srs. Presidente: Cel. Gil Ferreira Gomes de Maria; Vice-dito: Cel. Antonio Silva Matos; Tesoureiro: Padre Luis Bezerra da Rocha; 1.º Secretário: Tenente Henrique Pinheiro Teixeira; 2.º dito: Francisco Hermano Gomes Carneiro e Orador: Diocleciano Ribeiro de Menezes. A "Sociedade Artística Libertadora Acarapense" foi assim organizada: Presidente: José Raimundo Carvalho; Vice-dito: Procurador Benigno Gonçalves Glória; Tesoureiro: Luiz Martins; 1.º Secretário: João Alberto de Melo; 2.º dito: Joaquim Agostinho Fraga e Oradores: Diocleciano Ribeiro de Menezes e Aleixo Anastácio Gomes. Era, a bem dizer, a flor social do Acarape.
Em novembro de 1882, uma comissão formada por João Cordeiro, Almino Affonso, Antônio Martins, Frederico Borges e José Marrocos fez uma visita ao município com o propósito de apoiar o movimento abolicionista que aqui se formava. Eles foram recebidos pelo Pe. Luis Bezerra da Rocha e Deocleciano Ribeiro de Menezes, na residência do Sr. Antônio da Silva Matos, que para dar credibilidade ao movimento entregou a carta de alforria a um escravo.
No mês de dezembro, uma representação da Sociedade Redentora Acarapense viajou para Fortaleza a fim de solicitar apoio e colaboração monetária para a compra das alforrias , já que os fazendeiros aceitavam alforriar seus escravos, desde que fossem indenizados. Na época José do Patrocínio se encontrava no Ceará e junto com a Sociedade Libertadora Cearense participou do movimento para arrecadar o valor estipulado. O grande tribuno negro fez conferencias no teatro São Luís, as entradas eram pagas e a arrecadação se destinava às alforrias dos escravos da Villa do Acarape. O jornal Libertador fez campanha e abriu uma lista de arrecadação na capital em que houve contribuição. E a população da Villa do Acarape também contribuiu com 300$000.
Com a arrecadação concluída só faltava marcar o dia da celebração. Foi escolhido o dia 1.º de janeiro de 1883 para a grande festa. Uma comitiva saiu de Fortaleza nos vagões da locomotiva a vapor denominada Sinimbu. Aqui foram recebidos em festa, e a sessão foi presidida por Liberato Barroso. A multidão aplaudia os oradores, José do Patrocínio fez um discurso inflamado. Justiniano de Serpa assim se pronunciou: "Estamos na Canaã da Liberdade". A vibração dos oradores durou até a entrega das alforrias a todos os escravos. À tarde, a comitiva retornou a Fortaleza, sendo recebida com festa e levada à redação do "Jornal Libertador", onde as manifestações duraram até a meia-noite. (fonte: Raimundo Girão - A Abolição no Ceará e Museu Histórico e Memorial da Liberdade).
Por conta dessa história protagonizada e celebrada pelos redencionistas, o ex- presidente Luís Inácio da Silva, com o aval do Governador Cid Gomes, escolheu Redenção para sediar a 2.ª Universidade Federal do Ceará, a Unilab - Universidade Internacional da Integração Afro-Brasileira. O compromisso da Unilab é gerar conhecimentos científicos e tecnológicos necessários à prosperidade dos brasileiros como também dos países lusófonos. Assim como aqueles que promoveram a libertação dos escravos, todos que se empenharam pela implantação dessa universidade estão escrevendo uma nova página de sucesso, de libertação educacional, cultural, econômica e social, dando oportunidades não só aos moradores dessa região, também do Ceará e dos países envolvidos. As oportunidades estão surgindo, era quase impossível, por exemplo, o filho de um agricultor que mora na zona rural das diversas localidades do maciço de Baturité entrar numa universidade.
Webgrafia
http://museumemorialdaliberdade.blogspot.com.br/2011_03_01_archive.html
https://cidades.ibge.gov.br/brasil/ce/redencao/historico
http://historiaedidatica.blogspot.com/2012_12_20_archive.html

NATAL DE 2019

Entre gôndolas
No período natalino, a seção de frutas de um supermercado em Fortaleza decorou uma mesa com melões, melancias, mamões e abacaxis cortados artísticamente.
Favoritei o trabalho que está no centro da fotografia — dois graciosos pássaros da família das bromeliáceas!
Como foi o dia 24
Manhã,
com a família Macedo Soares, para participar do café organizado por Rosy Mary Macedo. Dentre os presentes que ganhei, destaco o de Maristane Fernandes: "João de A a Z", livro autobiográfico do pianista e maestro João Carlos Martins. Vindos de Belém do Pará, Rodrigo Almeida e sua esposa Natália Gurgel, grávida de Renan, sorriem na foto abaixo.
Noite,
com a família Gurgel Carlos, para a tradicional ceia de Natal. O apartamento de Marcelo Gurgel e Angelita, em Dionísio Torres, foi o local desta confraternização familiar.
===================== 31/12/2019 =====================
Como foi o dia 31
Tarde,
com a família Gurgel Carlos, para participar de um churrasco organizado por Meuris Gurgel, casada com Laerte. O engenheiro Fernando, esposo de Melissa, vestiu o avental de churrasqueiro. Residem os quatro em Campinas-SP.
Noite,
com Elba, em nosso apartamento. Menu: fatias de pão com patê de bacalhau e caponata de berinjela, castanhas do Ceará e vinho. O réveillon na Praia de Iracema visto pela TV. E o dia 31 se fez 1.º, dezembro mudou para janeiro e 1919 virou 2020, tudo junto. Simples assim.
9 x 8 x 7 x (6 - 5) x 4 + 3 + 2 - 1 = 2020, a matemática vai estar conosco.

MEMÓRIA. VIAGENS E PASSEIOS PELO NORTE DO BRASIL

► AMAZONAS
VOOS AMAZÔNICOS 1974-75
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2019/08/voos-amazonicos-1974-75.html
BENJAMIN, TABATINGA E LETÍCIA
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2019/09/benjamin-constant-tabatinga-e-leticia.html
A PÉROLA DO JAVARI (ATALAIA DO NORTE)
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2019/10/a-perola-do-javari.html
IQUITOS
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2013/03/iquitos.html
A ISLÂNDIA PERUANA
http://
MANAUS: PRELIBANDO O PASSEIO
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2017/05/prelibando-o-passeio.html
PASSEIO EM MANAUS 19 a 21/05/2017
1 - http://gurgel-carlos.blogspot.com/2017/05/passeio-em-manaus-13.html
2 - http://gurgel-carlos.blogspot.com/2017/05/passeio-em-manaus-23.html
3 - http://gurgel-carlos.blogspot.com/2017/05/passeio-em-manaus-33.html
► PARÁ
OLÁ, BELÉM DO PARÁ
1984, Congresso de Pneumologia, Passeio na Ilha do Mosqueiro
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2013/03/ola-belem-do-para.html
CIDADE DAS MANGUEIRAS
29/03/2013 a 02/04/2013
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2013/04/cidade-das-mangueiras.html
BELÉM (a seguir MACAPÁ)
22 a 23/11/2014
Ananindeua, Ilha do Combu
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2014/11/belem-e-macapa-1.html
BELÉM E MOSQUEIRO (a seguir PARAMARIBO)
29 e 30/04/2016
Ananindeua, Marituba, Benevides, Santa Bárbara do Pará, Mosqueiro (distrito de Belém)
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2016/05/belem-e-paramaribo.html
BELÉM E SALINÓPOLIS
21 a 23/09/2018
Ananindeua, Santa Isabel do Pará, Castanhal, Santa Maria do Pará, Salinópolis
1 - http://gurgel-carlos.blogspot.com/2018/09/belem-e-salinopolis-1.html
1 - http://gurgel-carlos.blogspot.com/2018/10/belem-e-salinopolis-2.html
MANGUEIROSA
13 a 16/02/2020
Belém e Ilha do Combu
1 - http://gurgel-carlos.blogspot.com/2020/02/mangueirosa-1.html
2 - http://gurgel-carlos.blogspot.com/2020/02/mangueirosa-2.html
BOAS-VINDAS A RENAN
22/05/2020, Belém
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2020/05/boas-vindas-renan.html
► AMAPÁ
MACAPÁ
24 e 25/11/2014
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2014/11/belem-e-macapa-2.html
► PARAMARIBO - SURINAME
01 a 04/05/2016
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2016/05/paramaribo-e-belem.html

BREVE HISTÓRIA DA SOBRAMES CEARÁ

por Celina Côrte Pinheiro (1949-2016), médica ortopedista
data da publicação original: 15 de abril de 2015
No dia 24 de agosto de 1982, na sala de reuniões do Centro Médico Cearense, sob a presidência do Dr. Juarez de Souza Carvalho, foi realizada a primeira reunião com a finalidade de criação da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores, capítulo Ceará, conforme denominação no livro de atas. Neste consta que o mentor da ideia de criação da entidade foi o colega Dr. Francisco Dionísio Aguiar Viana que, após dois anos de tentativas e contatos com diversos médicos de vários pontos do Brasil, passou à troca de correspondências com o 11.º Presidente da Nacional, na gestão 1982/1984, Dr. Odívio Borba Duarte. Este enviou cópia do estatuto da entidade-mãe para ser submetido a adaptações condizentes com a realidade local. Para isto, criou-se uma comissão constituída pelos médicos José Borges Sales, Francisco Nóbrega Teixeira, Lucíola Santos Rabelo e Emanuel de Carvalho Melo. Ainda presentes à reunião encontravam-se os médicos escritores: Hamilton Santos Monteiro e Mariano Araújo de Freitas. O fato interessante é que próprio idealizador da regional Ceará, conforme declaração pessoal nessa primeira ata, considerava-se apenas médico e não um escritor. Sonhou um sonho por nós... Poucos dias depois, em primeiro de setembro, nova reunião com a mesma finalidade, observando-se a adesão de outros médicos escritores, além dos já citados. Dr. Dionísio Aguiar informou haver recebido amável carta do Dr. Pedro Nava declinando do convite, por motivo de doença, para vir a Fortaleza por ocasião da posse da diretoria da entidade. Em seguida, informou que Dr. Odívio Borba Duarte aceitara o convite para presidir a posse. O estatuto da regional já pronto foi entregue pelo colega Francisco Nóbrega Teixeira e a eleição para posse da 1.ª Diretoria marcada para o dia 15 de setembro. A única chapa inscrita e eleita foi assim constituída: Presidente – Dr. Emanuel de Carvalho Melo, Secretário – Dr. José Jackson Sampaio, Tesoureira – Dra. Lucíola Santos Rabelo. Como vogais: Dr. Francisco Nóbrega Teixeira, Dr. Francisco Sampaio Oliveira e Dr. Paulo Gurgel Carlos da Silva.
Aos quatro dias do mês de novembro daquele ano, no Centro Médico Cearense, na Rua Pedro I, nº 997, Centro, em Fortaleza, a primeira diretoria solenemente tomou posse, com a presença do presidente da Sobrames Nacional, Dr. Odívio, conforme fora planejado. Este sugeriu que o Dr. Francisco Dionísio Aguiar Viana ocupasse o cargo de vice-presidente, o que foi acatado sem qualquer restrição.
Após a posse, seguiram-se algumas reuniões, quando foram estabelecidas metas e decisões importantes para a consolidação da entidade. Uma delas, a merecer destaque, é que todos os autores das duas coletâneas, Verdeversos (publicada em 1981, anteriormente à criação da Sobrames-CE) e Encontram-se (1983), seriam considerados seus sócios fundadores.
No quarto dia de janeiro de 1984, foi eleita a segunda diretoria assim organizada: Presidente – Dr. Paulo Gurgel Carlos da Silva, Vice-presidente – Dr. Francisco Nóbrega Teixeira, Secretária – Dra. Maria Helena Pinheiro Cardoso, Tesoureira: Dra. Lucíola Santos Rabelo. Como vogais: Dr. Emanuel de Carvalho Melo, Ricardo Augusto Rocha Pinto e Dr. Francisco Barbosa Benevides. Esta permaneceu até 1987, quando foi eleita nova diretoria.
Após as duas diretorias citadas, seguiram-se as demais, sem qualquer hiato no que se refere às atividades da Sobrames-CE. Este fato confirma a operosidade de todos os envolvidos com a entidade nesses mais de 30 anos. Além dos dois primeiros presidentes já citados, seguiram-se: Dr. Geraldo Bezerra (1987-1989), Dr. Luiz Moura (1989-1991), Dr. Pedro Henrique Saraiva Leão (1991-1996), Dr. Wellington Alves (1996-2002), Dr. José Telles da Silva (2002-2006), Dr. José Maria Chaves (2006-2010), Dr. Flávio Leitão (2010-2012) e Dra. Celina Côrte Pinheiro que se encontra em sua segunda gestão, com conclusão prevista para 2016. (*)
[Membros da diretoria da SOBRAMES-CE, gestão 2014-2016. Reunião na nova sede. Da esquerda para a direita: Sebastião Diógenes, Ana Margarida e Celina Côrte. Ano: 2015]
Entre os nomeados, dois chegaram à presidência da Sobrames Nacional, o que muito nos orgulha: Dr. Pedro Henrique Saraiva Leão (1996-1998) e Dr. José Maria Chaves (2008-2010). Também de nossa regional saíram sobramistas que se tornaram imortais da Academia Cearense de Letras, da Academia Cearense de Medicina e da Academia Nacional de Medicina. Na área literária, além da imortalidade afiançada pelo título acadêmico, dois sobramistas, Prof. Dr. José Murilo de Carvalho Martins e Prof. Dr. Pedro Henrique Saraiva Leão, ocuparam também a presidência da respeitável Academia Cearense de Letras.
Fonte: http://blogdasobramesceara.blogspot.com/2015/04/por-celina-corte-sobrames-regional.html
N. do E. De 2016 até a presente data, a Sobrames-CE passou a ser presidida pelo Dr. Marcelo Gurgel.

LENHA NA FOGUEIRA - ORIGEM DO SOBRENOME GURGEL

André Garcia
29 de set de 2019 20:45, para mim
📧 Que a origem do sobrenome Gurgel (Grugel, na grafia original) não é latina, isso é inegável. Vale mencionar que, quando dita com rapidez a forma aportuguesada, nem todos compreendem direito.
Estava pesquisando na internet e achei isto: http://professorjoaquimdias.blogspot.com/2017/01/sobrenomes-pomeranos-parte-04.html
Grugel/Gruggel sobrenome de origem pomerana (uma região da Alemanha).
André Garcia
29 de set de 2019 21:42, para mim
📧 Gurgel seria uma versão curta para João.
http://professorjoaquimdias.blogspot.com/2015/12/significado-e-origem-de-sobrenomes_5.html
Paulo Gurgel
13 out 2019 08:04, para André
📧 Não localizei no site (cujo link você enviou) onde está escrito que "Gurgel" seria uma versão curta para "João".
(Não seria para Jorge?)
Mas, nos comentários da postagem de 03/12/2015, Joaquim Dias diz:
GURGEL - sobrenome muito comum em toda a Europa de língua alemã e significa "garganta". Etimologicamente provém do termo latino "gurgulio". A Onomástica compreende que o sobrenome surgiu para denominar "homem que tem o pomo-de-adão proeminente". Todavia, pode também estar associado a qualquer elemento envolvendo a garganta, como "alguém que tem problemas respiratórios", ou ainda "alguém que tem voz rouca". Em casos mais resolvidos pode estar vinculado a uma característica do relevo como uma "garganta montanhosa" - indicando assim um morador deste tipo de lugar etc.
Você leu isto?
A propósito:
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2011/05/gurgel-especulacoes-sobre-origem-do.html
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2010/11/familia-gourgel.html
Andre Garcia
13 out 2019 10:23, para mim
📧 Sim, eu li.
Minha intenção com o envio (do link) foi apenas evidenciar que a Pomerânia também pode ser a origem germânica do sobrenome, e não apenas a Baviera.
"Observação: há outras formas na língua alemã para o grego Georgios (Jorge) que variam conforme a região. Listamos abaixo algumas que também são patronímicos, embora com raízes semânticas ou fonéticas diferentes. (...)"
Gürgen - forma relacionada. Com o sufixo mann: Gurgenmann, Gurgemann. Outras: Gurgel, Gurchert."
http://professorjoaquimdias.blogspot.com/2015/12/significado-e-origem-de-sobrenomes_5.html
" 507. Gregel, Greger, Grieger, Griegier, Grugel, Gruggel, Grugiel, Grugl, Gruglik, Gryg, Gryga, Grygaer, Grygel, Gryggel, Grygiel - figurativamente frango, usado para denominar pessoa medrosa. Porém, pode tão somente designar um avicultor."
http://professorjoaquimdias.blogspot.com/2017/01/sobrenomes-pomeranos-parte-04.html
Grugel era a grafia original do sobrenome de Toussaint.

ALTO OESTE POTIGUAR

O Alto Oeste é uma região do Estado do Rio Grande do Norte formada por trinta municípios, dos quais o de maior destaque é Pau dos Ferros que conta com uma população de 30.000 pessoas. Correspondendo no mapa do Estado à "tromba do elefante", todo o seu território está na bacia hidrográfica do Rio Apodi/Mossoró.
Viagem: terrestre (automóvel). Período: 22 a 23/11/2019. Viageiros: Luciano Gurgel (irmão), Marina (sobrinha) e este escriba.
Roteiro: Fortaleza ⇛ Aracati (café da manhã)  ⇛ Mossoró ⇛ Pau dos Ferros (almoço) ⇛ Portalegre (jantar e café da manhã) ⇛ Martins (lanche) ⇛ Tibau ⇛ Icapuí (almoço) ⇛ Fortaleza
22/11/2019, sexta-feira
Pau dos Ferros
Minha sobrinha Marina Gurgel mostrou-me as instalações do Instituto Técnico-Pericial (ITEP), o qual fica logo na entrada da cidade. É o órgão em que ela trabalha como médica legista. Como já era meio-dia, fomos almoçar - ela, seu pai Luciano Gurgel (que é meu irmão), eu e duas funcionárias do ITEP - no restaurante e pizzaria "Água na Boca". Cerca de uma hora após, tendo deixado Marina no trabalho, prosseguimos nossa viagem para Portalegre.
Portalegre
Uma cidade serrana a 35 km de Pau dos Ferros. Altitude média: 650 m acima do nível do mar. População: 7.000 hab. Tendo ao fundo um dos pórticos da cidade, veem-me neste local fotografado por Luciano.
Pontos turísticos visitados:
✔️Praça Vicente Nunes do Rêgo (a família Nunes do Rego é um clã proeminente na política regional). A praça dá para a Igreja Matriz.
✔️Terminal Turístico da Bica. Foi construído para proteger a nascente da bica e as matas circunvizinhas.
✔️Mirante Boa Vista, com restaurante e uma pousada de mesmo nome, em frente.
✔️Mirante Encanto Alto da Serra, com restaurante e pousada. Foi o local em que nos hospedamos. Em seu restaurante, jantamos e tomamos o café da manhã. A temperatura esteva agradável e ventava muito.
23/11/2019, sábado
Acordei cedo. A tempo de ver o vale ainda com alguma névoa e ouvir o canto da passarinhada. O café da manhã foi servido numa grande mesa redonda
✔️Cachoeira do Pinga tem dois percursos possíveis para visitá-la: 1) uma "trilha pesada", começando no centro de Portalegre; 2) uma "trilha leve", começando na estrada RN-177, o percurso que escolhemos já que estávamos a caminho de Martins. Na entrada da trilha havia lixo e, até chegarmos à cachoeira (com pouca água), cruzamos o curso d'água por três pontes de madeira que precisam de reparos.
Em linha reta, Portalegre e Martins estão a 12 km de distância. Pelo percurso convencional (RN-177, RN-076, RN-117) estão a 45 km. Essa distância foi encurtada por uma estrada carroçável de 8 km que tomamos a partir de Viçosa.
Martins
Altitude média: 700 m acima do nível do mar. População: 8.000 hab. Estive aqui vários dias, em janeiro de 2007, num passeio de férias com Elba e Natália, nossa filha.
http://blogdopg.blogspot.com/2007/01/passeio-completo-1.html
http://blogdopg.blogspot.com/2007/01/passeio-completo-2.html
Pontos turísticos visitados:
✔️Mirante do Canto. A vista é bem ampla (sendo possível ver a "Casa de Pedra" e, à noite, as luzes de quinze cidades do Alto Oeste, segundo dizem). Pedimos uma jarra de suco de laranja, tiramos fotografias e colhemos informações do garçom (existem 5 mirantes em Martins)
✔️Mirante Penhasco
✔️Hotel Chalé Lagoa dos Ingás
Este hotel passou por uma forte ampliação e reforma, tendo acrescentado equipamentos para quem gosta de praticar o arvorismo. Em 2007, ocupei com familiares o chalé "Vem-Vem". Uma fruta do pomar do hotel foi coletada para um posterior "estudo botânico".
Retornamos por Riacho da Cruz, Apodi (o percurso teria sido menor por Umarizal e Caraúbas), Mossoró e, tendo passando por Tibau, por Icapuí onde almoçamos, no restaurante do Tobias, uma deliciosa carne do sol com baião de dois. Recomendamos esta casa de pasto.
Ao pararmos nas Tapioqueiras, o jogo estava Flamengo 0 x 1 River (aos 80 minutos). Quinze minutos após, quando entrei no lar, o Flamengo tinha virado para 2 x 1. Vê se aprende, meu Fluminense.