PORQUE HOJE É 28 DE JANEIRO

Luiz Carlos da Silva, meu pai, nascido a 28/01/1918, estaria completando 94 anos hoje se vivo fosse.
A Parte I PER IL CAPO DE LA FAMIGLIA, de "Refazendo o caminho: passado e presente de uma família", o próximo livro de Marcelo Gurgel, será mais uma homenagem a ele. Atuando como ghost-writer, Marcelo escreveu este capítulo procurando preservar o estilo e as concepções paternas, ambientando os textos nele enfeixados (seis ao todo) a um tempo recuado de várias décadas. Já em fase de impressão na "Expressão Gráfica", o livro será lançado em março próximo.

NO AUGE DA LESTE – OESTE

Por Carlos Jose Holanda Gurgel
Avenida Leste-Oeste, década de 1970
Início dos anos 70, o auge da Discoteca. O movimento mundial da chamada Dancing Music assolava o país. A MPB estava no fundo do poço.Tudo que lembrasse cantores ou canções em português soava e era rotulado como brega. As músicas tinham obrigatoriamente que ser em inglês para ter aceitação. Cantores medíocres, letras idem e arranjos bizarros completavam o sucesso. E o som necessariamente tinha que ser alto, muito alto. De preferência ensurdecedor para encobrir as vozes desafinadas e as letras sem nexo. A platéia gritava, pulava freneticamente, sem ritmo e sem cadência sob luzes estroboscópicas, feixes coloridos e piscantes de luzes refletindo nos globos espelhados que giravam no teto das salas escuras. O chão, as paredes, o teto, todo ambiente parecia se mover. A fumaça dos inúmeros cigarros e por vezes artificial (de gelo seco) completava o ambiente asfixiante e delirante das discotecas. As velhas boates, promovidas a pistas de dança e adaptadas de qualquer maneira ao modismo, surgiam renovadas e com nomes exóticos. Templos da diversão e prazer e também de muita droga e sexo, muito sexo.
Foi nessa época e nesse ambiente que surgiram e floresceram os inúmeros bares, boates e inferninhos da nova e recém inaugurada Avenida Leste-Oeste. A cidade crescia vertiginosamente, puxada pelo “milagre econômico” e sob a batuta da Gloriosa Revolução de 64. Bebidas, drogas, prostituição, tudo podia. Contanto que não fosse contra a ordem pública ou oposição ao regime. As novas avenidas começavam a rasgar a velha Fortaleza, inclusive com a construção do seu primeiro viaduto. Viaduto esse que ficou famoso e para não fugir ao espírito moleque do cearense foi logo batizado de “Tatazão”. Uma homenagem ao conhecido e popular homossexual “Zé Tatá”, um velho travesti que residia no submundo do centro da cidade. A região central também começava a mudar.
Pertinho dali, na Praça da Estação e por trás da velha Estação da REFFSA ficava a zona do baixo meretrício, o popular e conhecidíssimo Curral e mais abaixo as Cinzas. Um lugar degradante, formado por vielas imundas com seus inúmeros barzinhos e bordéis e habitado por prostitutas e marginais. Uma vergonha para a cidade. Era necessário extirpar essa ferida do centro da capital. A construção da nova e imponente avenida veio a calhar. Como se diz por aqui: passaram a máquina, literalmente. Não ficou nem as cinzas dos casebres e dos velhos cabarés. Uma larga e asfaltada avenida foi aberta cortando a cidade pela orla no sentido Leste-Oeste, inaugurada oficialmente em 1973 e batizada com o pomposo nome de Avenida Presidente Humberto de Alencar Castello Branco. Pra variar, o nome não pegou e até hoje é conhecida apenas como Av. Leste-Oeste. Começando no centro, na altura do QG da 10ª Região Militar, passando pela Escola de Aprendizes Marinheiros e pelos bairros da Jacarecanga, Morro do Ouro, Pirambu e indo até a Barra do Ceará. Uma magnífica obra de engenharia urbana e uma limpeza visual e social de várias áreas degradadas e miseráveis da capital.
As autoridades esqueceram, porém de um detalhe. O que fazer com os antigos moradores do Curral? Com o fim da zona, como os antigos proprietários de bares e cabarés e as dezenas de prostitutas e seus cafetões iriam sobreviver sem seus negócios? Não deu outra. Logo no início da recém inaugurada avenida começaram a surgir as novas casas de diversão. Pipocaram inúmeros bares toscos com estruturas improvisadas e nomes pitorescos. Eram as tais discotecas, um misto de bar e restaurante e com pistas de dança grotescas. A maioria delas coladas umas nas outras, formando uma longa fila de pontos de encontros e de prostituição. Entre os points se destacavam pelo movimento e estrutura os bares Beco, Reboco e Ladeira. Tinham de tudo no “cardápio”, além de bebidas e comidas. Usando uma expressão bem cearense: nesses locais tinha “viado pra dar de pau” e “rapariga dava no meio da canela”. E tudo movido ao som ensurdecedor das “discotecas” e muita, muita bebida.
Curiosamente, junto com o surgimento de tais bares-discotecas, ou puteiros como queiram, aumentou inexplicavelmente a presença de homossexuais nessa região da avenida. Não sei explicar se pela evolução dos costumes ou se pela miséria e degradação social da época,mas nunca se viu tanta “viadagem” nessa terra de macho como naquele tempo. E ao som dos hits da época os gays, “travecos” e assemelhados disputavam, por vezes às tapas, a clientela com as raparigas. As bandas e os cantores do momento eram, entre outros, The Police, ABBA, Village People, Tina Charles, Donna Summer, Diana Ross e, em especial a rainha e madrinha das “bichas, a internacional Gloria Gaynor. Quando ela soltava o vozeirão e entoava o hino do gênero “I Will Survive” as pistas fervilhavam e as “bonecas” iam ao delírio. Pulavam, dançavam e gritavam histericamente com as mãozinhas para e alto acompanhando o hino:

Oh no, not I! I will survive!
Oh, as long as I know how to love
I know I'll stay alive!
I've got all my life to live.
I've got all my love to give.
And I'll survive. I will survive! Oohh...

A noite se estendia ao som das melodias e regada com tudo que pudesse ser bebido, fumado ou cheirado. Aos pouco os casais iam se formando e se dirigindo para os também inúmeros motéis espalhadas nas proximidades. Os bares iam se esvaziando e os clientes que resistiam procuravam se manter em pé ou ainda tentar “pegar” uma rapariga que sobrou. E a música continuava em volume máximo. Lá no horizonte, pras bandas do Porto do Mucuripe, o sol ameaçava romper. Vendo o movimento cair, o gerente do bar apelava para mais um dos hits da época com a inigualável Gloria Gaynor. Entrava com o outro hino “Can’t Take My Eyes Off You”. Aumentava ao limite máximo o volume e detonava. Era mais uma chamada e a galera atendia enchendo a pista de dança. Para quem ainda estava solteiro era a hora da última tentativa de arranjar companhia e de pedir mais uma bebida ou a “saideira”.
Ainda na da década de 70, com a saturação do estilo discoteca, a região entrou em rápida decadência. Hoje, nada mais disso existe. Dos áureos tempos da Leste-Oeste restam apenas lembranças. Nem mesmos as velhas estruturas ou um único bar remanescente, nada consegui sobreviver. Quem passa hoje pelo local não imagina que ali, naquela área quase vazia e desabitada e somente com alguns casebres e prédios decadentes, a cidade se divertia e foi palco de uma época de muita alegria, farras e esbórnia. Reina atualmente no local apenas o mau cheiro e o odor nauseante da Estação de Tratamento de Esgotos da CAGECE. Coisa da minha terra. Coisas do Ceará.

DOIS MARCOS GÍRIOS EM 2012

Caro Paulo,
Grato pela elegância do gesto.
O que me move é a defesa da gíria como sistema linguístico válido.
A gíria tem morfologia, fonética e sintaxe como a linguagem padrão. Não é lingua de marginais. Pessoas de todas as classes, credos, idade, sexos, renda e escolarização falam gíria.
Em 2012, estamos comemorando dois marcos gírios:
- Centenário do lançamento do 1.º livro brasileiro de gíria, "Giria dos Gatunos Cariocas", de Elysio de Carvalho.
- Tricentenário da 1.ª referencia à giria na lingua portuguesa, pelo padre Raphael Bluteau, em seu "Dicionário da Língua Portugesa", aprovado pela Santa Inquisição.
As datas não serão assinaladas pela Academia Brasileira de Letras.
Atenciosamente,
JB Serra e Gurgel

UMA LIVRARIA EM SANTA TERESA - RJ

Dez médicos administram uma livraria no bairro de Santa Teresa - RJ, a "Largo das Letras".
"Não estamos tendo lucros, mas não falimos ainda", segundo nos informa - com uma dose de bom humor - a médica Maria Regina, uma das sócias no empreendimento.
Maria Regina, que é formada pela Universidade Federal do Ceará em 1971, convida-nos a dar uma passada nessa livraria em caso de viagem ao Rio.
E brinda-nos com uma galeria de imagens do encantador bairro de Santa Teresa, dentre as quais podemos ver o casarão (do século XIX) em que está situada a "Largo das Letras".

PARQUE ARAXÁ. QUANTAS LEMBRANÇAS

Por Carlos José Holanda Gurgel
O bairro Parque Araxá fez parte da minha infância e juventude sob vários aspectos. Não morei propriamente nele, porém muito próximo. A casa dos meus pais ficava mais precisamente na Avenida Bezerra de Menezes, no vizinho bairro de São Gerardo. Localizado na zona Oeste da nossa capital, o bairro do Parque Araxá cresceu desordenadamente e sem a infra-estrutura necessária, como todos os demais. Atualmente está totalmente descaracterizado e muito diferente do que foi nas décadas de 60 e 70. Naquela época tinha vida e personalidade própria. E fama de local de belas mulheres e muita festa animada, em especial as tertúlias. Suas ruas eram estreitas e o pavimento de pedras de granito, o popular calçamento, assim como a maioria das ruas de Fortaleza. Asfalto ainda era um luxo a apenas visto nas grandes avenidas da cidade. O bairro sofria de crônicos problemas de drenagem e no período de chuvas, nosso inverno, a maioria das ruas ficava completamente alagada por semanas. Tornava-se um inferno de lama e de mosquitos e muriçocas, que atormentavam a população local e dos bairros vizinho nas longas noites insones. Mas nada disso tirava a alegria e o apego dos seus moradores pelo local. Ninguém pensava em mudar para outro bairro devido a tranqüilidade e as amizades entre os moradores e vizinhos. Era um bairro muito simples, classe média e eminentemente residencial. Uma ou outra casa se destacava pela arquitetura ou pelo porte mas a grande maioria das casas era modesta e sem jardins. Na época ainda existiam grandes áreas desocupadas e até mesmo alguns sítios com fruteiras e criação de gado. Uma coisa totalmente impensável nos dias atuais.
O bairro do Parque Araxá tinha, porém uma particularidade que o diferenciava dos demais. Grande parte dos seus moradores se conhecia ou tinha laços de família. Era comum encontrar famílias inteiras morando em casas vizinhas. Também era o reduto de famílias vindas do interior, em especial de cidades da região Centro-Sul do Ceará. Dentre as famílias e colônias que fincaram raízes no bairro se destacavam os imigrantes de Acopiara, minha cidade natal, e da vizinha Mombaça. Sem maiores explicações ou motivos aparentes, tanto minha família como os demais conterrâneos resolveram se instalar no Parque Araxá. Em uma das suas ruas principais, a Rua José Sombra, fixaram residência vários tios, primos e parentes distantes. Por vezes algumas ruas do bairro mais parecia uma rua de Acopiara do que da capital, tal a quantidade de familiares e conhecidos residindo no local. Vários deles instalaram na Rua José Sombra suas casas e seus comércios. Ficavam nela ou em ruas muito próximas as casas dos meus tios Nestor, Luiz e dos filhos do tio Francisco (ele mesmo não deixou Acopiara) e da família Alves (Manel, Marilu e Luiz Alberto). Recordo-me que era nessa rua que ficavam os depósitos de materiais de construção dos meus tios Nestor (Depósito Araxá) e Valmir (Depósito Humaitá) e a mercearia do tio Luiz. Pertinho dali, na Bezerra de Menezes, ficava a casa do meu pai, Neófito e em frente as casas da tia Perpétua e dos seus filhos Airton, Rui, Pinheirinho, Reni e Ubaldina, ao lado do Depósito e Fábrica de Mosaicos Gurgel. Mais a frente ficava a imponente residência do ex-prefeito de Acopiara Chico Sobrinho e a casa da família do Waldizar Brasil. Fazendo limites com o bairro do outro lado, na Avenida Jovita Feitosa, ficavam a residência e o depósito do primo Chiquinho Gurgel e família. Também residiu no bairro, mas mudou-se posteriormente o tio Nertan com alguns dos seus filhos. Vale ainda registrar que no outro vizinho bairro de Otávio Bonfim, quase uma extensão do Parque Araxá, residiam outros tios, vários primos e conterrâneos de Acopiara e que pela proximidade e laços de família circulavam diariamente pelas ruas do bairro.
Curiosamente a pequena mercearia do tio Luiz resiste até os dias de hoje e virou ponto de referência e de encontro dos conterrâneos de Acopiara. O local também é ponto de encontro da família Gurgel, em especial aos sábados pela manhã. Seus integrantes e amigos para lá se dirigem com freqüência, seja na busca de notícias da “terrinha” ou para rever os parentes ou apenas para beber uma cerveja gelada. Com um detalhe curioso, o cliente não pode ter pressa. O atendimento é realizado pelo próprio dono, no caso o tio Luiz, ou melhor, “seu Luiz”, como é respeitosamente chamado. Gordo, muito branco e de olhos azuis, é uma figura impagável e muito querido por toda família. Sempre vestido de bermudas, tênis, meias no meio da perna e com seu indefectível suspensório e sem qualquer pressa de servir a cachaça ou abrir a cerveja. E muito menos de encher os copos. E não adianta reclamar, pois além de ser xingado e ouvir desaforos do proprietário, o infeliz cliente vai ficar sem beber por um longo tempo. Se achar ruim, procure outro local. É seu estilo inconfundível e que não poupa nem mesmo os sobrinhos ou parentes. No que pesem os eventuais transtornos, ainda vale a pena passar no local, beber uma pinga ou uma cerveja e jogar conversa fora. Justiça seja feita, a cerveja é sempre gelada e o tira-gosto de excelente qualidade. Sem falar na farinha que acompanha o tira-gosto e que o freguês pode comer com as mãos.
Com o passar do tempo e com o desenvolvimento e a urbanização desordenada da cidade pouco restou do velho e pacato bairro. Infelizmente muitos dos antigos moradores já partiram ou mudaram do local. Junto com o crescimento chegaram os engarrafamentos e a violência crônica que assola todas as grandes cidades. Do bairro da época das tertúlias, das cadeiras nas calçadas, do café torrado em casa e passado na hora, muito pouco restou. Ficou a saudade e as recordações daqueles velhos tempos. Tempo em que o maior perigo no bairro era escorregar na lama e no lodo que se acumulava nas calçadas na época do inverno. E muito pior do que a queda era a vaia da garotada. Uma grande vergonha e um constrangimento pelo qual passei algumas vezes quando criança. Mesmo com tais perigos era realmente uma festa e uma alegria passear pelas ruas do Parque Araxá no final da tarde. Merendar nas casas dos meus primos, beber um guaraná na mercearia do tio Luiz, jogar conversa fora nas esquinas, tudo sem pressa e sem medo. Hábitos esquecidos pela maioria e estranhos para as novas gerações. Quantas lembranças.

DICIONÁRIO DE GÍRIA

Caro Paulo Gurgel,
Certamente, herdamos de nossos antepassados o gosto pelos livros. Esta é minha melhor contribuição ao estudo da língua falada do povo brasileiro. Um retrato vivo, sem retoques: a gíria é isto e muito mais.
J. B. Serra e Gurgel
Com a dedicatória acima o jornalista J. B. Serra e Gurgel me presenteou um exemplar de seu "Dicionário de Gíria".
Natural de Acopiara-CE e radicado no Distrito Federal, onde é um dos editores do mensário CEARÁ EM BRASÍLIA, o autor é um grande estudioso do equipamento linguístico falado do brasileiro.
Este livro, que tem 32.500 verbetes, 736 páginas e que se encontra em sua 8ª edição (com capa de Audifax Rios e Morais Rios), é inegavelmente uma obra de referência sobre o assunto.
Obrigado, João Bosco. Antevejo-me a consultar de montão este dicionário.

Como comprar o "Dicionário de Gíria": www.cruiser.com.br

DEZEMBRO DE 2011

  • Em Fortaleza, para rever os familiares e participar dos festejos de Natal e Ano-novo: Laerte e Meuris (de Campinas - SP); Fernando, Melissa e o filho Rafael (de Campinas - SP); Felipe Bastos e Anna Paula (dos Estados Unidos); Daniel, Germana e os filhos Gustavo e Marília (de Natal - RN); e Andreas (da Alemanha), noivo da Mirna.
  • Dia 22, a Unifor realizou a solenidade única de colação de grau de seus formandos do segundo semestre de 2011. Entre os concludentes, estavam meus sobrinhos Marta e Tiago, filhos de Germano e Maíza. Marta, que era bacharelada em Geografia pela Uece, formou-se em Turismo, e Tiago, formado em Física pela UFC, recebeu o diploma de Engenheiro Mecânico.
  • Na noite de 24, aconteceu a confraternização natalina da família Gurgel Carlos, no apartamento do casal Adeodato - Márcia.
  • No dia 29, houve a inauguração do Edifício Zaíra Macedo Pinto, de propriedade do empresário Moacir Filho. Situado na Avenida Desembargador Moreira, o imóvel é agora a sede central  de suas principais empresas (Contil, Jardim Metropolitano, ETU, Hotel Boreas), e foi assim designado em homenagem à Dona Zaíra, mãe do empresário.  A esposa deste, Maristane Fernandes (a quem agradeço o presente de um exemplar de "O Livro de Ouro da MPB", de Ricardo Cravo Albin, uma obra de referência), e um dos filhos do casal, a Monique, coordenaram com maestria a festa de inauguração do edifício.
  • Um grupo que passou a virada do ano no Náutico Atlético Clube: Luciano e Elsa, Germano, Mirna e Andreas, Ana Mary e Thomas, Elba e eu (Paulo). Um venturoso 2012 para todos os leitores!
  • Aniversariantes de JANEIRO: (2) Pedro, filho de José e Isabel, (13) Paolo Giorgio, filho de Sérgio e Solange e (18) Márcia Gurgel.

DEFESA DE TESE DE MIRNA GURGEL

Em evidência a jornalista e professora Mirna Gurgel, fotografada quando defendia a tese A Aprendizagem da Escrita em Textos Narrativos de Gêneros Jornalísticos em Sala de Aula, com que finalizou o Doutorado do Programa de Pós-Graduação em Linguística da Universidade Federal do Ceará, no dia 25 de novembro passado, na sala 1 do Programa, no Centro de Humanidades da UFC.


Na composição da banca, estiveram as professoras-doutoras Maria Elias Soares (presidente e orientadora), Socorro Aragão e Margarete Fernandes, da UFC, e como membros externos a professora-doutora Neusa Bastos, da PUC SP e o professor-doutor Luciano Pontes, da Universidade Estadual do Ceará e Universidade Estadual do Rio Grande do Norte.

RUAS E AVENIDAS COM VÁRIOS NOMES

Chamo a atenção dos leitores para um tipo de problema muito comum em Fortaleza. Não é de hoje. Trata-se da existência de ruas e avenidas em nossa cidade que, de trecho em trecho, apresentam nomes diferentes.
Tomemos este exemplo:
Ao lado da Unifor há uma delas cujo designação é Avenida Dr. Valmir Pontes. Após o cruzamento com a Avenida Washington Soares, recebe o nome de Avenida Almirante Maximiano da Fonseca - por menos de um quilômetro de extensão. Adiante, passa a ser chamada de Rua Dr. Thompson Bulcão, por alguns quarteirões e até o seu cruzamento com a Avenida Rogaciano Leite. Desta, até o cruzamento seguinte, com a Avenida Raul Barbosa, ela é a Avenida General Murilo Borges. Finalmente, ao atravessar o bairro da Aerolândia até desembocar na BR-116, ela é a Rua Capitão Aragão.
É possível que o surgimento delas em épocas diferentes tenha contribuído para a tal barafunda. Mas é inaceitável que, ao longo do tempo, nenhum prefeito tenha tomado medidas para organizar esta e outras situações do tipo.
E os edis tampouco podem alegar desconhecimento do problema. Até porque o seu local de trabalho fica na já citada Rua Dr. Thompson Bulcão.
A propósito do tema, existe um artigo cuja leitura eu recomendo. Foi publicado no Jornal O Povo, de 23/12/11 (Opinião p.7), e no Blog de Marcelo Gurgel, sendo ele o autor do artigo.

O NOVO DISCO DO ROBERTO

Fortaleza, 20/12/2011
Prezados amigos da turma de 1971,
Estou remetendo-lhes este disco gravado em MP3, com aproximadamente 180 músicas que ouvíamos nos anos 60/70, e com algumas dos anos 50 (que também tocavam muito, nas décadas seguintes).
É uma seleção pessoal baseada na MPB, tendo como âncoras alguns de seus principais nomes [...].
Procurei agradar a gregos e troianos: para a turma que, então, acreditava no comunismo (nosso saudoso Chico Passeata e o Mariozinho), eu coloquei a "Pequena Serenata Diurna" e "Guantanamera"; e, para aqueles que eram considerados da "direita", aí vai o "Wind of Change", considerado o "hino da queda do Muro de Berlin", com o grupo Skorpions.
Dos intérpretes estrangeiros vai um pouco dos muitos [...] que estavam presentes em nossa época, na Faculdade de Medicina. Está faltando um monte de artistas, mas um disco só não dá.
Estou remetendo o disco para o pessoal da Comissão e para os que se interessaram respondendo meu e-mail.
Desejo a todos um feliz Natal e um novo ano cheio de realizações e felicidades. E que nos encontremos em breve e em 2013, em Natal-RN.
Roberto Marques
Roberto,
Tendo sido um dos agraciados por sua carta - com o cordial presente, digito-a, publico-a e dou fé. É como lhe agradeço.
PG

MARRECOS

As irmãs Maria Alice e Noelma, da família Pessoa de Magalhães, foram alunas da Faculdade de Medicina da UFC, no período de 1966 a 1971. Recentemente, pude revê-las em nosso encontro de 40 anos de formados.
Maria Alice mora na cidade de São Paulo, e Noelma, em Aquiraz - CE, exercendo a função de médica de família (PSF) no vizinho município de Cascavel.
Em 2008, Maria Alice publicou um livro intitulado "Marrecos", no qual descreveu a saga da família por Senador Pompeu, Dourados - MT, Senador Pompeu (2.º período) e Fortaleza. Passou-se em Senador Pompeu, no sertão central do Ceará, a maior parte das histórias por ela relatadas.
Neste município, entre o Sítio Catolé de meus tios-avós Raimundo e Olímpia e a casa dos Sindeaux Gurgel na área urbana, eu costumava passar as minhas férias da Faculdade. Foi inevitável que, ao ler "Marrecos", eu me sentisse de volta à Rua Grande, à Rua do Trilho e à Rua Banabuiu... E, como uma lembrança puxa outra (feito lenço de papel "Yes"), eu me vi também transportado pela memória às tertúlias da AABB e do SP Clube, onde eu ia dançar (mal, muito mal) ao som de "hi-fi e seus pretinhos".
O título "Marrecos", do livro de Maria Alice, veio de um apelido dado aos Pessoa de Magalhães, porque os dez filhos de Severino e Expedita gostavam de andar juntos, em bando - como marrecos.
PGCS


Scaranello, Maria Alice de Magalhães. Marrecos: nossa história. São Carlos: Editora Riani Costa, 2008. 108p.


Comentários
Li quase todo o livro de Maria Alice. Pretendo terminá-lo nessas férias natalinas. Emocionei-me com a luta das duas irmãs (Maria Alice e Noelma), com a força que demonstraram ter diante dos obstáculos, com a união da família . Lamentei não ter convivido mais de perto com elas durante o nosso curso médico. São pessoas com muito valor, simples, alegres e amigas.
Sônia Lobo
O livro é uma maravilha para todos nós que passamos alguma fase de nossa vida neste sertão cearense. Encontrei-me nele também, assim como meu esposo.
Auxiliadora Barroso
Muito lindo e que história bonita. Aquelas duas "marrecas" sempre foram pessoas lindas.
Hugo Lopes
Ainda em Fortaleza, liguei para Maria Alice e manifestei a ela o meu sentimento de alegria e, porque não dizer, de agradecimento. Senti-me transportada à minha terra natal, vivenciando momentos semelhantes aos que ela descreve em seu livro.
Maria Teresa
Fico feliz por meu livro haver despertado em vocês lembranças de um tempo já distante, mas gravado em nossas mentes.
Maria Alice

A LISTA DE ANIVERSÁRIOS

Acrescentei na página principal do Linha do Tempo o gadget Aniversários, que relaciona por MÊS as datas natalícias dos membros da família Gurgel Carlos.
Conto com a colaboração dos familiares para  aperfeiçoar esta lista.

UM CENTENÁRIO DE CASAMENTO


Convite enviado por Ana Margarida Arruda, médica e historiadora.
Blog Memórias

O CILINDRO DAS FOTOS PANORÂMICAS

Caro colega da Turma Carlos Chagas, aka Turma Andreas Vesalius,
Dentre o material enviado pela REUNIR, relacionado com a nossa inesquecível "Festa dos 40 anos", você deve ter recebido um cilindro contendo duas fotografias panorâmicas.
Talvez esteja enfrentando a mesma dificuldade por que passei para abrir o estojo. Inicialmente, eu apliquei toda a força que meus artríticos dedos permitiram, no sentidode separar a tampa de plástico do cilindro, mas... nada. Pareciam grudados a cola maluca. Arrombar o cilindro, então? Não, nem pensar, pois perderia o continente onde guardar, da forma mais adequada possível, o tão precioso conteúdo.
Para complicar a situação, eu não podia contar com a ajuda do Sr. Mário Valadão, pois este dedicado funcionário do EntreMentes encontra-se atualmente nos Estados Unidos, preparando-se para o UFC.
O supra citado UFC obviamente não é a universidade onde o colega, há 40 anos, concluiu o curso de Medicina. É o Ultimate Fighting Championship.
A sorte foi que eu me lembrei de uma lição da Física. E, com a ajuda de um saca-rolhas, perfurei um diminuto orifício na tampa, o que fez com que o cilindro, graças a uma concessão particular da pressão atmosférica, pudesse enfim ser aberto.
A propósito, existe uma postagem nos arquivos de EntreMentes cujo título é... Copo, tampa e lacre. O colega veja e me diga se não tem tudo a ver com a solução desse problema.

BLOG TAMBÉM É CIÊNCIA.

Postado em 14/12/11 no blog EntreMentes

COMENTÁRIOS SOBRE A NOSSA COMEMORAÇÃO - 3.ª PARTE

Paulo,
Que orgulho sinto de meus colegas. Além do brilho profisional, colegas afetuosos e... dois escritores!
Salve a turma de 1966-1971.
Regina Alice (DF)  
Meu caro Paulo Gurgel, "O PEQUENO NOTÁVEL".
Obrigado pelas mensagens enviadas, tenho lido todas, inclusive o seu livro que li, reli e apreciei a beleza de seu conteúdo.
Já disse que, depois da minha união com Carla e o nascimento do meu filho Matheus, esta confraternização foi a coisa mais agradável de minha vida, e você foi um dos grandes colaboradores para o sucesso desse acontecimento.
Somos muito gratos por isso.
Fique certo de que você é um colega do qual me orgulho muito.
Estaremos com certeza juntos novamente em Natal - 2013.
Abraços.
Lustosa, Carla e Matheus (PI)

COMO PREVÍAMOS

Fortaleza, 10 de dezembro de 2011
Prezados colegas presentes às festividades dos 40 anos de formatura,
Aqui estamos novamente, desta vez para agradecer as honrosas presenças dos colegas nas festividades dos 40 anos de formatura. Tal como prevíamos, tudo transcorreu num clima de intensa alegria e confraternização.
Ainda estão bem vivas em nossa memória algumas passagens de nosso evento: o encontro inicial na Igreja das Missionárias, o jantar do reencontro, a homenagem aos colegas inesquecíveis, a mesa dos fatos pitorescos, a exposição fotográfica, o baile do sábado, a saudação do nosso orador oficial, Colares, a homenagem aos nossos professores, as músicas maravilhosas interpretadas pelos colegas, o nome da turma escrito em fogo, lá no alto (foto), o branco bolo comemorativo, o brinde da meia-noite, a valsa solene, os depoimentos de tantos queridos colegas; tudo nos deixou meio sem jeito, no domingo à tarde. E um fato ficou patente - não deu para matar a saudade.


Como disse Dóris Monteiro, em uma de suas primeiras gravações, "se o tempo entendesse de amor devia parar". Considerando todos esses fatos, a maioria já decidiu: não vamos mais esperar outros longos 5 anos para nos encontrar. Em 2012, estaremos reunidos em Natal, nas festividades dos 41 anos. (*) Aguardem cartas.
Colegas, foi maravilhosa a nossa permanência no Retiro da Bem-Aventurança. Chegamos à seguinte irrefutável conclusão: "somos todos loucos, uns pelos outros".
A Comissão
Ana Maria Lira, Ercílio Nascimento, Francisco Colares, José Luna, Jucionou Coelho, Paulo Gurgel, Roberto Marques, Sônia Lobo, Artur Pereira e Maria Tereza Coimbra
Transcrição da mensagem encaminhada pela Reunir Eventos Médicos Ltda., de Vladimir Cruz, acompanhada da remessa do seguinte material:
1) DVD com o resumo da filmagem da festividade.
2) DVD com as fotografias feitas pelo fotógrafo contratado.
3) DVD com fotos das festividades dos 20, 30 e 40 anos de formatura, feitas pelo Ercílio Nascimento.
4) Fotografia panorâmica dos formandos e dos formandos e cônjugues.
5) Notícia de jornal (12/02/66) com a relação dos 48 aprovados em nosso vestibular, na "fase" Cecília Meireles (cortesia do colega Francisco Álvaro).
N. do E.
(*) Em 2013, estaremos reunidos em Natal nas festividades dos 42 anos, salvo melhor juízo e de acordo com a informação do colega Roberto Marques, em COMENTÁRIOS SOBRE A NOSSA COMEMORAÇÃO - 1.ª PARTE, neste blog.

CEARÁ EM BRASÍLIA

Fundado em outubro de 1963, o CEARÁ EM BRASÍLIA é um jornal editado mensalmente pela Casa do Ceará.
JB Serra e Gurgel
Este periódico tem como diretor Inácio de Almeida e como editores JB Serra e Gurgel (cearense de Acopiara, a quem agradeço os exemplares enviados) e Wilson Ibiapina.
Um experiente time de colaboradores, como Audifax Rios, Ayrton Rocha, Durval Aires Filho, Edmilson Caminha, Isolda Pedrosa, José Colombo, José Wilson Ferreira, Luciano Barreira, Luís Edgar Andrade, Lustosa da Costa, Marcondes Sampaio, Nelson Faheina, Newton Pedrosa, Regina Stella, entre outros, garante o bom nível da publicação.
No número 228, de junho de 2011, confiro a republicação de OTÁVIO BONFIM. COMÉRCIO, INDÚSTRIA E SERVIÇOS NAS DÉCADAS DE 1950, 60 E 70, um pequeno artigo (só o título é grande) de minha autoria, originalmente postado em Linha do Tempo.

NOVEMBRO DE 2011

  • Na qualidade de Coordenador do Comitê de Ética em Pesquisa do Instituto do Câncer do Ceará (ICC), Marcelo Gurgel participou em São Paulo-SP, nos dias 7 e 8, de uma oficina de capacitação promovida pela CONEP – Comissão Nacional de Ética em Pesquisa.
  • No período de 11 a 13 de novembro,Elba e eu (Paulo Gurgel) estivemos hospedados no Porto d'Aldeia Resort, participando das festividades comemorativas dos 40 anos de formatura da 19ª turma de médicos da UFC. Fiz parte da Comissão Executiva que organizou essas festividades. LER MAIS EM ENTREMENTES E LINHA DO TEMPO.
  • De 13 a 16, Marcelo Gurgel esteve novamente na capital paulista, participando do “VIII Congresso Brasileiro de Epidemiologia”, com a apresentação de nove trabalhos, realizados em parceria com seus orientandos do Mestrado em Saúde Pública da UECE. Ele é, provavelmente, um dos poucos epidemiologistas brasileiros que tomou parte em todas as versões anteriores desse evento.
  • Dia 18, Natália de Macedo Gurgel e Rodrigo Almeida Soares (foto) tornaram-se noivos.Casam-se em 2013, quando ela já deverá ter concluído o Curso de Direito na Unifor.
 

  • Jornalista e professora Mirna Gurgel fez a defesa de tese de doutorado pela UFC no dia 25. Uma parte de seu doutorado foi desenvolvida na Galícia, Espanha.
  • O Instituto do Câncer do Ceará (ICC), por ocasião do seu 67º aniversário de fundação, realizou no dia 25 a solenidade de oficialização da mudança do nome do Hospital do Câncer para HOSPITAL HAROLDO JUAÇABA. Na ocasião, foi também lançado e distribuído, entre as centenas de pessoas presentes, o livro “Haroldo Juaçaba: tempo, espaço, ação”, de autoria de Marcelo Gurgel e Elsie Studart.
  • Em clima de alegria, na noite de 26, foi comemorado o aniversário de 70 anos de José Wilson. Grande seresteiro que ele é, muitos músicos e cantores prestigiaram a festa que aconteceu na casa do aniversariante, na Maraponga.
  • Nenhum membro da família Gurgel Carlos tem aniversário natalício no mês de DEZEMBRO.

COMENTÁRIOS SOBRE A NOSSA COMEMORAÇÃO - 2.ª PARTE

Colega Paulo,
Venho recebendo suas mensagens/postagens.
Quando abro o e-mail diariamente, vou logo procurando alguma noticia sobre o nosso histórico e agradável encontro.
Obrigado por sua iniciativa de manter contato.
Abraço.
José Luiz da Paz (PI)
Queridos amigos e colegas,
Adorei ouvir notícias de vocês e de nossa festa dos 40 anos de formatura. Gostei muito da idéia de relacionar nossos endereços residenciais e eletrônicos, pois assim continuaremos mantendo contato e acesa a chama da alegria do reencontro.
Desejo, desde já, um Feliz Natal para todos e um 2012 ainda melhor.
Abraços.
Vera Benevides (CE)

Oi, Paulo,
Nem precisa mais elogiar nosso encontro de 40 anos de formados!
Sinceramente me senti como se nossa convivência estivesse sido contínua por todos estes anos.
O visual de um ou outro mudou, mas a amizade, o carinho pareceu ser o mesmo, agora até mais refinado pela maturidade de cada um de nós. Colegas que não participaram, como a Mazé Callado e a Maura, me ligaram para saber como havia sido.
Até já programei fazer um " baião de dois " e convidá-las para assistirem a filmagem e verem as fotos tão logo eu as receba.
Parabéns a todos e a nós!
Estou lendo seu livro....
Um abraço
MariAlice (SP)
Prezados colegas,
Provavelmente vocês não chegaram a ver mas, confesso, cedi às lágrimas no baile ao cumprimentar os nossos professores homenageados: saudade pura.
Francisco Meireles (CE)
Caro Paulo,
Apesar de afastada da turma - morando no Rio e em Brasilia - desta vez acompanhei a organização da comemoração dos 40 anos da nossa formatura atraves da Sônia Lobo e dos comunicados.
Infelizmente não deu para comparecer, mas quero parabenizar a todos que participaram da organização, e espero retomar no futuro os contatos perdidos.
Tenho recebido os seus e-mails.
Um grande abraço,
Cecília Braga (RJ)
Dear Colleagues,
It was great pleasure to see you again. I had a great time and certainly an occasion to remember and cherish. I would like to say thanks to the organizational committee for the time and effort spent putting this great class together. To be with you again was an a emotional and warming experience : I had tears in my yes and "um nó na garganta" quite a few times. I am looking forward to be with you again in 2013. I must say that on Monday I met Alvinho in the "praia" and we enjoyed a few scotches (quite a few) remembering the old days. Long life to our great "turma" and if you come to this side of the earth give me a holler.Thanks again for great moment in my life. (Sorry about the English but I do not have a Portuguese keyboard.)
Hugo Lopes (USA)

COMENTÁRIOS SOBRE A NOSSA COMEMORAÇÃO - 1.ª PARTE

Caros colegas,
O meu reconhecimento e agradecimento pela motivação, persistência e pelo trabalho com que cada um contribuiu para a realização com sucesso da comemoração dos nossos 40 anos de formados.
Foi, sem dúvida, um dos melhores momentos de minha vida.
Vocês tiveram uma significativa contribuição.
Abraços.
Jucionou Coelho (CE)
Prezados amigos,
A comemoração foi realmente irretocável, espero que se repita em 2013 tendo o nosso Getúlio como locomotiva em Natal. [...]
Estou preparando um CD, tipo MP3, com umas 200 músicas dos anos 50/60/70 para mandar aos amigos. Podem mandar o endereço para envio que deverá chegar no início do ano. Os de Fortaleza e cercanias devo entregar em mãos.
Abração a todos.
Roberto Marques (CE)
Caros amigos,
Gostaria de dizer como amei participar da comissão e conviver com vocês. Foram verdadeiros cavalheiros comigo e a Ana. Carinhosos e amigos. Vamos nos preparar para 2013 quando faremos um novo reencontro melhor ainda, tentando incorporar ao movimento uma maior quantidade de colegas.
Obrigada pela amável convivência, dedicação e espírito de grupo que tiveram.
Um grande abraço,
Sônia Lobo (CE)
Aos colegas da Turma Andreas Vesalius (UFC-1971),
Estou de retorno a minha cidade de São Luís após uma das experiências sentimentais mais gratificantes e amáveis que pude incorporar ao longo de minha existência. Foi de uma tônica excepcional sentir a expressividade de coleguismo, lealdade e fraternidade desabrochar em cada um de nós, nos poucos dias de convivência.
A forte participação de colegas dos mais distantes rincões ratifica a minha assertiva. Eu espero ainda, com a graça de nosso Criador, que possamos manter firme este laço de amizade e irmandade e que, por conseqüência, outros encontros haverão de vir, com proximidade.
Meus especiais agradecimentos, de coração, à comissão organizadora na pessoa dos colegas-irmãos que, tão bem planejaram e conduziram as festividades, não deixando qualquer lance dissonante, assim também à Reunir, capitaneada pelo nosso colega Vladimir Cruz..
Clovis Viana Filho (MA)
Queridos amigos, colegas da turma de 1971,
Assino embaixo, compartilhando o mesmo sentimento. Foi um encontro memorável.
Quero deixar o meu agradecimento aos que contribuíram com sua dedicação para o sucesso da festa, em especial ao Vladimir. [...]
Um forte abraço em todos.
Francisco Colares (CE)
Caro Paulo,
Fiquei feliz em saber que você gostou do CD do meu filho e fiquei mais feliz ainda com os elogios a ele dispensados. Sei o quanto você é bom violonista portanto o escolhi para apreciar o lindo CD Demo do Allan. Nosso reencontro dos 40 anos foi muito importante e enriquecedor neste limiar de trabalho e aposentadoria pelo qual estamos passando no momento. Constatar o grau de amizade e coleguismo existente entre todos nós desta turma de 71 da UFC foi maravilhoso e inesquecível.
Um grande abraço.
Noelma Sales (CE)

CELEBRANDO

No recente encontro de comemoração dos 40 anos de formatura em medicina, recebi da colega Noelma Magalhães um exemplar do CD promocional CELEBRANDO, de Allan Sales. Filho de Noelma, Allan, que é formado em Música pela UFC, esbanja talento e sensibilidade nos arranjos e execução das 12 faixas do CD.
Ouvindo-o, a gente logo percebe que o violonista nada fica a dever a um Turíbio Santos, a um Sebastião Tapajós e a um Nonato Luiz.


Além disso, Allan Sales possui um website muito bem estruturado, dedicado ao ensino do violão e do cavaquinho. Eis o endereço para quem deseja aprender online um destes instrumentos com quem realmente sabe:

MENSAGEM DE NELSON CUNHA

Como não pôde comparecer em nossa festa dos 40 anos de formatura, o médico oftalmologista Nelson Cunha, residente em João Monlevade - MG, gravou esta mensagem em vídeo que foi apresentada aos participantes do evento.
Data da apresentação: 12/11/2011
Local: Auditório Nelson Rodrigues, Porto d'Aldeia Resort.
VÍDEO
Poderá ser enviado por e-mail. Solicitação pela caixa de comentários desta postagem.
TEXTO
Olá galera !
Essa giria não existia há 40 anos, não é mesmo?
Windows era janela, mouse era camundongo e celular tinha alguma coisa a ver com... Biologia.
E a linguagem? Voces entenderiam , há 40 anos, a seguinte frase?
Baixei alguns arquivos em mp3, via torrent, e com eles fiz um DVD para ser usado no CD player do meu novo SUV.
É... o mundo mudou.
Homem de brinco era gay e sua mulher não roubava suas camisinhas para colocá-las na bolsa da sua filha adolescente.
Casamento entre dois maridos, você vai, aplaude constrangido e ainda entra na fila para parabenizar os pais dos noivos.
As meninas pobres estão gordas e as ricas anoréxicas. Pobre agora se chama Ernest ou Harrison e os meninos ricos, João ou Joaquim.
É mudança ou não é?
Agora você não pode usar álcool para dirigir, mas seu carro pode.
O dinheiro de sua carteira é o respeitável real, e o dólar, coitadinho, caiu na vida.
Com isso, o importado ficou barato e o nacional, caríssimo.
O Brasil ensina os europeus como gerir a economia e eles nos ensinam a jogar futebol.
O Ceará manda flores para a Holanda, a Bahia, uvas para a Itália, e não se assuste se alguém disser que nevou em Baturité.
O mundo virou ou não?
O presidente norte-americano é um negro e a nossa presidente é mulher e ex-terrorista.
Os comunistas roubam e enriquecem e a direita clama por honestidade na vida pública.
Quem diria, hem?
Os chineses pararam de fazer crianças e agora fazem sombrinhas de frevo, pandeiros de samba e fitinhas do Senhor do Bomfim.
Desse jeito, o Ceará comprará deles brevemente gibão de couro para vaqueiros com a etiqueta "Made in China".
Não pude ir ao Ceará, mas mando minha foto para verem o ancião que estes 40 anos produziram. Estou me preparando para pendurar o oftalmoscópio por insistência da senhora que, a meu lado, me ajudou a povoar o mundo com quatro criaturas. Ela quer agora é passear, já que rareiam as diversões em casa.
A música de fundo é meu presente para a festa: My Sweet Lord, sucesso em 1971. Isto nós tínhamos de melhor.
Os formandos de hoje terão que recordar o "Rap da cachorrona" ou a "Dança da garrafa". Pior para eles
Um grande abraço para todos e tchau!
Nelson Cunha

UMA HOMENAGEM EM 2011 AOS COLEGAS INESQUECÍVEIS

A palestra cujo título está em epigrafe constou da programação de nossa festa dos 40 anos de formatura em Medicina. Trouxe-nos fortes recordações daqueles colegas que já não estão entre nós e suscitou um grande número de emocionados (e, por vezes, divertidos) depoimentos dos participantes do encontro.
Os slides que utilizei na referida palestra, além de inseridos nesta postagem sob a forma de um slideshow, estão sendo enviados aos integrantes da nossa turma de Medicina, os concludentes de 1971 (UFC), através do e-mail.

BOAS-VINDAS

Hotel Porto d'Aldeia, 11 de novembro de 2011
Prezado colega,
Seja bem-vindo ao nosso retiro espiritual, uma reunião de amigos e colegas. Estamos exultantes com seu honroso comparecimento e com as presenças de tantos outros também queridos colegas.
Que bom estarmos novamente juntos nas comemorações de nossos 40 anos de formatura, revivendo momentos de tanta felicidade vividos há quase meio século, cujas lembranças o tempo e a poeira da longa estrada percorrida não conseguem esmaecer.
Todos nós já sentimos os efeitos da passagem do tempo. Porém, nossas fisionomias joviais, cheias de viço e beleza persistem em nossa memória visual. Se estamos com alguns quilinhos a mais, com algumas rugas de expressão mais acentuadas, se nosso cabelo caiu ou prateou, não importa; cá dentro do peito continua a bater um coração juvenil, ainda com a esperança inquebrantável de alcançarmos dias mais justos e tranquilos para o nosso povo e com a plena certeza de que continuaremos colegas-amigos-irmãos por muitos e muitos anos.
O tempo é de reencontro, de aperto de mão, de perdão, de compreensão, de alegria, de comemoração e de agradecimento!
Acredite, foi divinamente bom tê-lo como colega de turma e, mais que isso, como amigo.
A Comissão Organizadora / REUNIR

RESTAURANTE TROPICAL

Aos colegas da comissão,
Nossa vez chegará...
Um grupo de amigos de 40 anos discutia para escolher o restaurante onde iriam jantar. Finalmente decidiram-se pelo Restaurante Tropical porque as garçonetes usavam minissaias e blusas muito decotadas.
Vinte anos mais tarde, aos 60 anos, o grupo reuniu-se novamente e mais uma vez discutiram para escolher o restaurante. Decidiram-se pelo Restaurante Tropical porque a comida era muito boa e havia uma excelente carta de vinhos.
Vinte anos mais tarde, aos 80 anos, o grupo reuniu-se novamente e mais uma vez discutiram para escolher o restaurante. Decidiram-se pelo Restaurante Tropical porque lá havia uma rampa para cadeiras de rodas e até um pequeno elevador.
Dez anos mais tarde, aos 90 anos, o grupo reuniu-se novamente e mais uma vez discutiram para escolher o restaurante. Finalmente, decidiram-se pelo Restaurante Tropical. E todos acharam que era uma grande ideia porque nunca tinham ido lá.
Um abração.
Roberto Marques, médico nefrologista

40 ANOS DE FORMATURA

PROGRAMAÇÃO DAS FESTIVIDADES COMEMORATIVAS EM 2011 DA TURMA DE MÉDICOS DE 1971 (UFC)
Fonte: Reunir
10 de novembro, quinta-feira
19h - Missa na Igreja das Irmãs Missionárias. Participação do Coral da Unimed.
11 de novembro, sexta-feira
14h - Check in no Hotel Porto d'Aldeia Resort
15h30 - Recepção no Salão Nelson Rodrigues pela Comissão Executiva.  Palestra "Uma Homenagem aos Colegas Inesquecíveis" por Paulo Gurgel. Mesa Redonda "Fatos pitorescos de minha vida médica" presidida por Mário Mamede e com a participação dos colegas inscritos.
19h - "Papo do reencontro" e "Seresta" no deck da piscina. Um tecladista e um violonista animarão a noite e estarão à disposição dos colegas cantores.
12 de novembro, sábado
19h30 - Fotografias panorâmicas da turma e dos acompanhantes.
"Baile dos 40 Anos": Discurso "Homenagem a Nossos Mestres" (representados pelos professores Elias Salomão e João Pessoa) por José Luna. Apresentação dos colegas inscritos como cantores. Depoimentos para o vídeo. Valsa da meia-noite. Bolo dos 40 anos. Queima de fogos de artifício. Etc.
13 de novembro, domingo
8h - Entrega de bonés e camisas de recordação do encontro. Exposição de fotografias históricas.
12h - Feijoada.

TURMA QUE SE PREZA FAZ ASSIM

Desta vez não vou escrever em nome da Comissão Executiva. Eu mesmo, Vladimir, farei isto. Não tive o prazer de, na qualidade de estudante universitário ser contemporâneo de vocês na Faculdade de Medicina, pois conclui o curso médico em 1965, embora em 66 e 67 tenha sido residente de Cirurgia na nossa Faculdade. Sou cirurgião plástico de formação, aposentado do serviço público há 18 anos, heptagenário, ainda desenvolvendo as atividades em centros cirúrgicos e no consultório, amante contumaz da nossa profissão, e desenvolvendo desde que me aposentei uma segunda profissão – organizador de eventos médicos. Nos meus mais de duzentos eventos médicos organizados profissionalmente, devo confessar que estou surpreso com a adesão e o entusiasmo dos colegas da turma de 1971 com relação às festividades dos 40 anos de formatura. Em algumas turmas é mister realmente penoso convencer os colegas a participarem das comemorações. Mas, na de vocês, a empreitada decolou e temos no momento presente 46 colegas inscritos e 58 apartamentos reservados no hotel sede. Vocês estão dando um exemplo marcante de coleguismo e de amizade fraterna. Meus parabéns a todos os colegas da turma de 1971.
Vladimir Cruz (por e-mail)

PADEREWSKI

Uns trinta anos atrás fui apresentado a Dr. José Paderewski da Silva, médico de carreira do Banco do Brasil. Conheci-o na Associação Atlética do Banco do Brasil (AABB), em Fortaleza, apresentado por Edmar Gurgel, meu tio e também funcionário do Banco do Brasil.
Na época, Paderewski aparentava ter uns 50 anos. Tinha estatura mediana, tez branca  e usava grossas lentes. Vi-o ainda, outras vezes, nas tertúlias da AABB. Muito discreto, frequentava aquele clube sempre acompanhado por familiares.
Lembro-me de ter perguntado a origem de seu nome. Tratava-se de uma homenagem prestada por seus pais a um grande pianista polonês, esclareceu-me.
Há muito tempo não tenho notícias dele. O site do Conselho Federal de Medicina registra-o na situação de "transferido do Ceará".
A lembrança ocorre-me agora por haver encontrado, em minhas "naveganças" na internet, por casualidade, algo a respeito do polonês Paderewski.
Chamado Ignacy Jan Paderewski (Kurylovka, 18 de novembro de 1860 — Nova Iorque, 29 de junho de 1941), ele  foi pianista, compositor, político e diplomata. Foi também um incansável defensor da causa nacionalista de seu país. Durante a primeira guerra mundial, tornou-se membro de um comitê que lutava pela formação de um Estado polaco. Após o início da Segunda Guerra Mundial, assumiu em Paris a liderança do Movimento Nacionalista Polaco. Com a ocupação da França, em 1940, Paderewski emigrou para os Estados Unidos. Aclamado como um grande intérprete de Chopin, era seguido por legiões de admiradores em todo o mundo.
Paulo Gurgel
19/06/2012 - Atualizando...
Dr. José Paderewski da Silva é meu tio e reside em Fortaleza, no Bairro Dionísio Torres. Homem muito ilustrado, bem humorado e gentil. Transmitirei a homenagem e a lembrança.
Victor Arraes

OUTUBRO DE 2011

  • Dia 18, no Centro Cultural Oboé, aconteceu a festa de lançamento de "PORTAL DE MEMÓRIAS: Paulo Gurgel, um médico de letras", um livro biográfico organizado por Marcelo Gurgel. A médica e historiadora Ana Margarida Arruda foi a cerimonialista do evento. Marcelo e Paulo (na foto) discursaram. E Cláudio Costa, amigo do biografado, encantou a todos com solos de violão.

  • No dia 20, às 8h30, no Auditório Waldir Arcoverde, da Secretaria da Saúde do Ceará, Marcelo Gurgel Carlos da Silva e Maria Helena Lima Sousa lançaram o livro “Temas de Economia da Saúde III: contribuições para a gestão do SUS”. Esta obra, publicada sob os auspícios da Editora da UECE, resultou da parceria entre o Núcleo de Economia da Saúde (NUCONS/SESA) e os programas de Mestrado Acadêmico em Saúde Pública (UECE) e de Doutorado em Saúde Coletiva (AA - UECE/UFC/UNIFOR).

  • Integrando a programação do “X Encontro Nacional de Economia da Saúde”, em Porto Alegre, Marcelo Gurgel lançou no Hotel Embaixador, dia 27, o livro "VIVÊNCIAS DE UM ECONOMISTA DA SAÚDE", uma obra autobiográfica e comemorativa do jubileu de prata de sua formação em Ciências Econômicas.

  • No dia 29, na Agência Sede da Unicred em Fortaleza, Marcelo Gurgel participou da noite de autógrafos do livro "Passeatas Literárias", a 28.ª antologia da Sobrames Ceará, da qual foi o organizador juntamente com Ana Margarida Arruda. O livro homenageia o inesquecível Chico Passeata.

  • Aniversariantes de NOVEMBRO: (4) Dermeval Pedrosa, esposo de Magna, (5) José Gurgel, (12) Elba, esposa de Paulo e (13) Tiago, filho de Germano e Maysa.
  • FIM DE TARDE

    Ana Margarida Arruda Furtado Rosemberg (*)
    Há dias o frio não dava trégua em Sampa. O cruzamento da Ipiranga com a São João regurgitava de gente naquele quase fim de tarde, do dia 27 de maio de 2005. O vento frio chicoteava nossas faces. Eu, bem agasalhada, carregava uma mochila com roupas, sapatos, jóias e maquiagem. Você levava nas costas sua câmera fotográfica, além de um ventilador em uma das mãos.
    Entramos rapidamente no prédio belle époque e fomos direto ao 7º andar. Ao entrarmos no estúdio, o calor nos envolveu como em um abraço carinhoso. Sentei-me no confortável sofá e relaxei por alguns minutos. Apreciei as artísticas fotos que cobriam as paredes e todo o estúdio tão bem arrumado. Senti orgulho de minha primogênita.
    Enquanto você preparava os apetrechos para mais uma sessão de fotos eu desmanchava a minha mochila. Fui, logo em seguida, calçando as meias finas que aos poucos foram cobrindo minhas pernas e me protegendo do frio. Vesti o meu blazer cor de rosa e calcei meu par de sapatos prateados de salto alto.
    Sentada em frente à janela fui sendo maquiada, por você, ao som dos Beatles, que baixinho invadia o ambiente. Ao ouvir Girl fui tragada em uma viagem vertiginosa e voltei ao passado longínquo. A melodia e a letra, Is there anybody going to listen to my story. All about the girl who came to stay? Ah, girl, girl, girl, me fez reviver momentos passados ao seu lado e, de repente, nosso tempo de mãe e filha se fez presente.
    Maquiada e arrumada entreguei-me a você, fotógrafa, minha filha, que com técnica e competência me via através de suas lentes e captava aqueles momentos preciosos. Momentos de perfeita comunhão entre mãe e filha.
    O casaco de pele de lontra aqueceu-me por instantes e ao ouvir a melodia de Eleanor Rigby, Ah, look at all the lonely people. Eleanor Rigby, picks up the nic..., voltei novamente ao passado e revivi o momento de seu nascimento. A emoção que você me proporcionou ao vir ao mundo, sem dúvida, a maior que eu já senti em toda a minha vida, invadiu, novamente, a minha alma. Mal pude acreditar que o tempo havia passado e que estava diante de uma profissional que se agigantava à medida que o trabalho ia sendo desenvolvido.
    E, assim, ao som dos Beatles, você me fotografou em pé, sentada, deitada no sofá, recostada à porta com várias roupas e casacos diferentes.
    Quando, Lucy in the sky with diamonds invadiu o estúdio lembrei-me da história dos primeiros humanos e de Lucy que foi encontrada na África, mais precisamente em Hadar, na Etiópia, em 1974, onde viveu há 3.2 milhões de anos. O esqueleto lá encontrado, que foi atribuído a uma fêmea Australopithecus afarensis, era bípede e recebeu o nome de Lucy em homenagem à canção feita pelos Beatles. A história tem dessas coisas.
    Cansadas, mas felizes, deixamos o estúdio quando o manto da noite já cobria Sampa. Em sua câmera fotográfica você levava, eternizados, aqueles preciosos instantes e o meu amor por você.

    (*) Ana Margarida é médica pneumologista e historiadora. Com esta crônica, "Fim de Tarde", obteve o 2.º lugar em concurso literário promovido pela Sobrames-CE e Unicred, cuja entrega dos prêmios aconteceu ontem (28/10), juntamente com o lançamento do livro "Passeatas Literárias", 28.ª antologia da Sobrames-CE.

    ILUSTRAÇÕES DE "CAUSOS" DO PAULO

    No livro "PORTAL DE MEMÓRIAS: Paulo Gurgel, um médico de letras", organizado por Marcelo Gurgel, o capítulo "CAUSOS" DO PAULO foi ilustrado por Jesper.
    Ele produziu 10 desenhos para os 10 "causos" contados no livro, que teve o seu lançamento a 18 de outubro de 2011 (V. nota anterior).
    O dinamarquês Jesper, que reside em Fortaleza - CE, além de desenhista é tradutor.

    PORTAL DE MEMÓRIAS. LANÇAMENTO DE LIVRO

    Será lançado hoje, no Centro Cultural Oboé, o livro "PORTAL DE MEMÓRIAS: Paulo Gurgel, um médico de letras".
    A apresentação da obra estará a cargo do médico e escritor Marcelo Gurgel, irmão do perfilado e organizador da edição.

    Serviço
    Dia: 18 de outubro (terça-feira) de 2011
    Horário: 19h30
    Endereço: Rua Maria Tomásia, 531 - Fone: 3264 7038

    Os livros serão distribuídos com as pessoas convidadas para o evento.

    O FIM DO CINE FAMILIAR

    E o Cine Familiar fechou... Depois de haver-se tornado uma empresa com empregados, relógio de ponto e até anúncio luminoso na frente...
    Prejuízos, foi o motivo alegado para tanto.
    Vejamos o que se diz sobre o final melancólico da obra de frei Leopoldo:
    Ano 1968 – A primeira providência tomada pelo novo superior foi a de fechar o Cine Familiar por exigência do Pe. Provincial, pois, já não dava mais renda, mas, ao contrário, só prejuízos e problemas. Estava como peso morto e desnecessário. Mas, para isso, "foi preciso que pagássemos a quantia de quatro mil cruzeiros novos ao empregados em indenização".Em 1970, com permissão do Pe. Provincial, foi aberta concorrência pública para arrendamento do Cine Familiar. A empresa Severiano Ribeiro saiu vencedora. As negociações prosseguiram até a fase final de assinatura do contrato. Mas depois "a Companhia mostrou-se desinteressada, não começando os trabalhos de recuperação do prédio no tempo previsto. Depois comunicaram que não desejavam mais prosseguir nas negociações. Parece-nos que queriam apenas afastar os outros concorrentes”.
    Como uma das cláusulas do contrato seria a retirada da quadra esportiva de perto do Cine, frei Lauro iniciou a construção de uma nova quadra (a atual, informamos), na parte do terreno que forma esquina com a rua D. Jerônimo e Domingos Olímpio. Comprou o motor e o gerador do Cine (Cr$ 4.000,00). Outros recursos vieram do comércio e da SUMOV (planta, mão-de-obra e parte do material).Em agosto de 1971, o prédio do antigo Cine Familiar era alugado à direção do Colégio Técnico Comercial Pe. Champagnat por seiscentos cruzeiros ao mês. Para transformar o antigo cinema em escola foram feitas as indispensáveis adaptações e, já no final de agosto daquele ano, as aulas eram iniciadas.As cadeiras foram vendidas aos padres redentoristas de Porangabussu, por três mil cruzeiros – o que serviu para saldar uma velha dívida junto à Prefeitura, pelo asfaltamento da rua Justiniano de Serpa, no trecho ao longo da ala leste do convento, onde se situa a Casa de Santo Antônio.
    E assim terminou a última sessão do Cine Familiar de saudosa memória.

    ONDE ANDA MARCELO - 5

    Desde hoje, 08/10/11, em Portugal , a fim de participar da “XII Conferência Nacional de Economia da Saúde”, que transcorrerá em Lisboa, de 13 a 15 de outubro, com apresentação de três trabalhos, realizados em parceira com meus orientandos do Doutorado em Saúde Coletiva.
    Nos dias que antecedem ao evento, Marcelo faz "visitas às Universidades de Coimbra, do Porto e Nova de Lisboa, para prospectar intercâmbios acadêmicos".

    MÉDICOS FORMADOS PELA UFC EM 1971 - OS ENCONTROS DA TURMA

    1976 (5 anos) - Não houve.
    1981 (10 anos) - Jantar dançante no Ideal Clube. Churrasco num sítio.
    1986 (15 anos) - Jantar no restaurante do Náutico Atlético Clube.
    1991 (20 anos) - Coquetel (quinta-feira) na residência de Roberto e Sônia Lôbo. Fim de semana no Hotel Praia das Fontes, em Beberibe.
    1996 (25 anos) - Fim de semana (13 a 15 de dezembro) no Ytacaranha Hotel, na Serra da Meruoca.

    Paulo Gurgel, Sônia Lôbo, Jucionou Coelho e criança.
    Ver outras fotografias postadas no Flickr.
    2001 (30 anos) - Jantar dançante (13 de dezembro, quinta-feira) no Alice's Buffet, na Cidade dos Funcionários. Almoço na casa do colega Nilo Dourado na Praia das Fontes, Beberibe.
    2006 (35 anos) - Não houve.
    2011 (40 anos) - Fim de semana (11 a 13 de novembro) no Porto d'Aldeia Resort, na Estrada da Cofeco, em Fortaleza. A realizar.
    Post scriptum
    Tomo conhecimento de que essas fotografias postadas no Flickr estão sendo também divulgadas pelo website espanhol pueblosdelmundo.com. Para ver o que é a força da tag Meruoca.

    SETEMBRO DE 2011

    • No dia 11, foi comemorado o aniversário natalício da matriarca Elda Gurgel e Silva. Inicialmente,  com a celebração de uma missa na Mitra Arquidiocesana Militar, que foi seguida de um brunch no salão de festas do Edifício Santa Cecília. 
    • Aniversariantes de OUTUBRO: as irmãs gêmeas Diana e Marina (10), filhas de Luciano e Elsa; Marília (13), neta de Sérgio e Solange; Fernando Adeodato, esposo de Márcia (18) e Laerte (19), esposo de Meuris.

    APELIDOS NA ANTIGA ACOPIARA

    No Ceará, em cada esquina há uma fabrica de piadas e outra de apelidos. Não será o tal do bullying que vai fechar as fábricas. Nem a fuleiragem do políticamente correto. Que se lasquem os dois. Fuleirar, tirar sarro ou casquinha, ridicularizar sem denegrir ou agredir, faz parte da cultura popular. Pode ser, às vezes é, brincadeira de mau gosto para os de pavio curto. Se o cidadão não se esquentar é cuspe jogado fora.
    [...]
    Acopiara não foge à regra. No passado tivemos o Afonso Gogó, pedreiro e sanfoneiro, Antonio dos Anjos, botador d’água, Chica Camelo, lavadeira, Peba, carreteiro, Chico Come Figo ou Chico Traíra, verdureiro,João Sapato, carreteiros Patim, Patury, João Cantonila, Zé Buchinho, Dedé Tiburcio, que trabalhava para o Dr. Tirburcio, Manoel Tapioca, que levava merenda (tapioca) para trabalhadores, Maria Viúva, dona de café, Maria Pretinha, lavadeira, Bila, engomadeira e professora leiga, Raimundo Porca, vaqueiro e animador de festas, Chica Pneu, senhora de predicados, Maria da Vara, Frango de Nazária, Jararaca, Belota, Vigário e João Ventinha.
    Tivemos também os eletricistas Dedé, Faísca e Caravelha, os vendedores de frutas Maria Banana Boa e Pedro da Verdura, o jogador de futebol e motorista do Dr. Jairo, Pissica, a lavadora de fato Rita Fateira, o auxiliar de pedreiro Capuchu, o vendedor de ovos Joaquim Fonfon, o carcereiro Ernesto Carcereiro, o vacinador de gado Fransquinho Nico, o flandeiro Zezinho da Adelia, o mecânico Sorriso, o pipoqueiro Antonio Loló, a chefe de cabaré Leoa, carreteiro e coveiro Fussura, a rezadeira Expedita Gago, o tirador de goteira e pintor de parede Mané Vei, o fotografo Besouro, o lavador de carro Parabela, o biscateiro Bichoca, as lavadeiras Adélia Polda Braba e Chiquinha Rola, a louceira Maria do Barro, o botador d’água Cajueiro, o sapateiro Dezim, Nego da Lavínia, Zezim da Malhada, Paixandu, Antonio do Cedro, Peru, Pio, Popó e Zé do Bar.
    [...]
    Condensado de Acopiara: apelidos é o que não falta, do jornalista e escritor JB Serra e Gurgel

    O PROCESSO DE CRIAÇÃO DO "PORTAL DE MEMÓRIAS" SEGUNDO O ORGANIZADOR DO LIVRO

    “Um elemento fundamental, como ponto de partida dessa obra, foi o curriculum vitae do Paulo Gurgel Carlos da Silva, que serviu para arrolar os temas a serem tratados e definir os marcos principais da sua vida profissional, cultural e afetiva. Também foi conduzida a busca bibliográfica para captar verbetes e indicativos da sua vasta produção cultural.
    No processo editorial, optou-se pelo recurso das entrevistas, sobretudo, para cobrir componentes familiares, de caráter mais afetivo; da mesma forma, para discorrer sobre alguns assuntos mais históricos, julgou-se por bem instituir um capítulo montado a partir de bate-papos informais, envolvendo, fraternalmente, o organizador e o perfilado.
    A apreciação crítica, publicada ou inédita, acerca do intenso fazer literário do Paulo Gurgel, põe a nu a sua relevância, demonstrando ser mais do que suficiente para impressão de, pelo menos, quatro títulos.
    Para romper com a monotonia comum em obras de caráter biográfico, foi incluso um capítulo especial, reunindo dez “causos” pitorescos, com boa dose hilariante, revelando um pouco do cotidiano pessoal e médico do homenageado, acompanhados de charges brotadas do crayon do tradutor Jesper.
    A obra enfeixa, no apêndice, a sinopse de seu curriculum vitae, os seus principais marcos da vida, um rol de trabalhos publicados em meio impresso, a lista de médicos da Turma Carlos Chagas e o posfácio.
    Para quem quiser ver e ler, o livro sobre o Paulo Gurgel é fruto de uma feliz parceria familiar, juntando mulher, filhos, irmãos etc., que contou com a robusta participação de um seleto grupo de amigos e colegas do retratado.”
    Marcelo Gurgel Carlos da Silva
    Organizador
    Nota
    O "Portal de Memórias: Paulo Gurgel, um médico de letras" já se encontra concluso e impresso. O lançamento deste livro está previsto para 18 de outubro, Dia do Médico, por sinal.

    O SEXO DOS LEÕES

    A nossa Praça General Tibúrcio, depois de passada a limpo por uma reforma, revelou-nos uma coisa surpreendente. A respeito da anatomia de um casal de leões de ferro fundido, os quais, de tão admirados pela população fortalezense, fizeram com que o logradouro ficasse conhecido como a Praça dos Leões.
    É que os leões apresentam os sexos trocados. O macho, identificado por sua imponente juba, exibe uma genitália feminina, enquanto a fêmea não pode ser considerada uma leoa, já que tem uma estrovenga.
    Aventa-se a hipótese de que o escultor dos leões, com receio de não receber o pagamento de seu trabalho, de um modo pré-vingativo tenha aprontado a coisa. Mas eu, particularmente, penso em outra possibilidade, a de que o anônimo artesão apenas copiou os modelos que lhe foram fornecidos. Um casal de leões que, para a segunda hipótese ficar verossímil, tenha a procedência marroquina. Depois de submetidos, em alguma clínica do país africano, a cirurgias de mudança de sexo.
    Difícil é acreditar que, durante muitos anos, o bizarro achado tenha ficado oculto ao olho do fortalezense. O conterrâneo, quem sabe, não pense só naquilo... Agora, eu tenho cá minhas dúvidas se o fato passaria despercebido se, no lugar dos leões, houvesse jumentos. Ainda mais se as esculturas asininas ganhassem vida e começassem a fazer amor em plena praça.
    Decidido a pôr uma pá de cal sobre o assunto, ainda tenho a seguinte opinião. Está tudo OK com os sexos dos leões, apenas a juba é que foi posta no exemplar errado. E, se isso tivesse sido desde o princípio admitido, quantas linhas não teriam sido economizadas nos jornais da cidade. Pois a gente começa a discutir o sexo dos leões e, quando menos espera, já está a discutir o sexo dos anjos.

    Escrevi essa crônica na década de 1980. Após revisá-la, publiquei-a no Preblog a 13 de outubro de 2010. A crônica veio-me à lembrança ao ver esta preciosidade no YouTube: um documentário sobre a Fortaleza de 1920 (com a "Praça dos Leões"), produzido por Paulo Sales por ocasião do sesquicentenário de nossa cidade.

    O DESCONTINUADO GURGEL

    Tenho um amigo que me chama de "carro brasileiro descontinuado por pressão das montadoras americanas". Traduzindo: Gurgel.
    Para vocês conhecerem a história do carrinho, um colega do Bacen, Adriano Esteves Ferreira, publicou em seu blogue a história da Gurgel e do engenheiro João Augusto Conrado do Amaral Gurgel.
    O engenheiro Amaral Gurgel (foto ao lado) foi o criador da montadora GURGEL, que, durante 25 anos (de 1969 a 1994), produziu 40 mil veículos no Brasil.
    O primeiro e, até hoje, único carro
    genuinamente brasileiro, o Gurgel BR 800
    Vale a pena dar uma olhada, tem umas fotos muito interessantes: BLOG DOS ANTIGOS.
    Fernando Gurgel Filho
    Pós-escrito
    Outro site recomendado: Best Cars, Carros do Passado.

    AGOSTO DE 2011

    • Com feijoada e música ao vivo no restaurante Novos Poetas, na Cidade dos Funcionários, Felipe Bastos Gurgel recebeu, na tarde do dia 7, um numeroso grupo de amigos e familiares para comemorar o aniversário natalício de sua esposa Anna Paula. A festa foi também o "bota-fora" do casal que vai fixar residência nos EUA, nos próximos dois anos, onde ele fará um Mestrado de Engenharia Financeira. VER DESCRIÇÃO COMPLETA DO EVENTO NO BLOG DO MARCELO GURGEL
    • A família Macedo Pinto, de raízes aurorenses, comemorou o Dia dos Pais no restaurante Sal e Brasa. Moacir Filho e sua esposa Maristane comandaram a confraternização.
    • Na noite de 15, os gêmeos Germano e Luciano, aniversariantes do dia, receberam os parabéns da família no restaurante Piaf.
    • Terminou a temporada galega de estudos da jornalista Mirna Gurgel. Dona Elda, a matriarca de nossa família, é só alegria com o retorno da filha caçula.
    • Aniversariantes de SETEMBRO: (11) Elda; (19) Meuris; (21) Vanessa, filha de Fernando e Márcia; (22) André, filho de Marcelo e Fátima.

    IN ILLO TEMPORE

    Naquele tempo, eu disse a meu botões: "Vou me candidatar a acólito da Igreja de Nossa Senhora das Dores".
    No RH do templo, em Otávio Bonfim, levaram a sério minha pretensão e me deram para ler em casa uma espécie de "Manual do Acólito", que continha as orientações necessárias a um coroinha de primeira missa. Trazia o rito completo da missa celebrada em latim e asseguro-lhes que foi o meu primeiro contato com essa língua, tão cheia de palavras e construções incompreensíveis. Como, por exemplo, entender que tanto saecula quanto saeculorum podiam ser traduzidas por "séculos"? Dúvidas, dúvidas, dúvidas que só seriam solucionadas adiante com meus estudos de latim no Colégio Cearense.
    Além do rito e do latinório, o acólito tinha de conhecer bem o nome das coisas sacras: missal, patena, turíbulo, cálice e, finis coronat opus, o sacrário.
    Quanto ao esforço para me levantar de madrugada e, ainda sonolento, ir balançar o turíbulo na igreja, tinha lá suas compensações imediatas e tardias. Um desjejum de café com leite, servido numa grande caneca de ágata, acompanhado de pão (dos pobres?) com bastante manteiga e... um ingresso para assistir ao filme de sábado no Cine Familiar! Este último era o braço propositivo de um patrulhamento que Frei Teodoro fazia para que não frequentássemos o Cine Nazaré. Não que ele quisesse nocautear a concorrência, não, era somente para defender os bons costumes do bairro.
    Naquele tempo, o sacerdote rezava a maior parte da missa de costas para os fiéis. No rito, havia o momento em que um dos acólitos transportava o pesado missal de um lado para outro do altar. Com o detalhe de ter que fazer uma rápida genuflexão pelo meio do caminho. Pois bem, numa missa das cinco, o missal desequilibrou-se de minhas mãos e rolou escadaria abaixo. Todo vexado, apanhei o livro santo para colocá-lo no canto do altar. Foi péssimo para Frei Oto, que levou um tempão para localizar o evangelho do dia desmarcado pela queda do missal.
    Por vezes, aparecia no convento dos franciscanos frades um tal "Frei Cosquinha". Assim apelidado pelo costume de agarrar os meninos pelos corredores do convento. Não o prejulguem, era apenas pelo divertimento de lhes fazer cócegas.
    Uma ocasião, tio Edson, que vinha se preparando para o concurso de um banco oficial, me veio com uma proposta indecente decente. Eu devia ir à igreja, expressamente para rezar um certo número de padres-nossos e aves-marias, intercalados com pedidos especiais em favor de sua aprovação no concurso. É que meu tio defendia a teoria de que as súplicas, quando partidas de um coração infantil, eram prioritárias para o Criador. Chamem isso de tráfico de influência, de atitude religiosamente incorreta, enfim, da forma como quiserem.
    Quem era eu para contestar uma teoria que, além de defendida por um ex-seminarista, prometia aumentar o meu pé de meia como de fato aconteceu depois?
    Caprichei. Naquele tempo a fé não costumava falhar. PGCS

    O COMEÇO DO CINE FAMILIAR

    Situado na "Praça de Otávio Bonfim", o Cine Familiar foi criado para a educação e o entretenimento das famílias católicas de Otávio Bonfim e dos bairros vizinhos.
    Fundou-o o Frei Leopoldo "para fazer oposição e contrabalançar os malefícios decorrentes da apresentação de fitas a cargo do Cine Odeon, que funcionava em área defronte onde hoje se localiza a Delegacia do 3º Distrito Policial".
    Frei Leopoldo também deixou registrado os propósitos que o levaram a criar o Cine Familiar:
    “Em dezembro de 1935, resolvi construir, ao lado da Igreja, no parque dos meninos, um pavilhão aberto para nele ser ensinado o catecismo. Ao mesmo tempo adquiri um velho aparelho de cinema, fora de uso, e quase de graça, dando apenas um pequeno aparelho de projeção fixa em troca. Era minha intenção dar, de vez em quando, uma pequena sessão cinematográfica para os meninos do catecismo. Vendo grande interesse do povo e notando ao mesmo tempo que um cinema vizinho passava todas as fitas, mesmo as condenadas pela censura católica, resolvi dar sessões semanais. Consertei o aparelho, um tanto avariado, o melhor possível e comecei. O resultado foi satisfatório. Em dezembro de 1936, na ocasião da visitação canônica, combinei com o Rev. Pe. Provincial de que o dinheiro do cinema fosse aplicado à pobreza. O Sr. Miguel Rosendo daria dinheiro e mantimentos mediante vales despachados por mim e pelo Sr. José Alexandre, presidente dos vicentinos, entre pessoas idosas. No fim de cada mês resgataria esses vales com o dinheiro do cinema."

    O POETA CHICO

    O médico sanitarista Francisco das Chagas Dias Monteiro, que faleceu no último dia 12, teve a sua sensibilidade de poeta repetidamente demonstrada nas antologias anuais da Sobrames Ceará. Foram 168 os poemas que Chico Passeata (como ele era também conhecido) publicou nessas antologias, conforme levantamento feito pelo sobramista Marcelo Gurgel.
    Em homenagem ao Chico, republicamos um de seus poemas:
    (sem título)
    "no fundo da gaveta
    me confundo
    com ações
    -------------talões de cheques
    -----------------------------------escrituras
    a quinta prestação de uma tumba
    um retrato da família
    dois bilhetes da amante
    uma apólice de seguro já vencida

    sou uma nota falsa
    disfarçada
    espreitando pela fechadura"

    O PREFEITO HONÓRIO GURGEL

    Honório José da Cunha Gurgel do Amaral nasceu em 14 de março de 1860 no Irajá, Rio de Janeiro. Foi o 10º prefeito da cidade, tendo governado o Rio de Janeiro entre 5 de maio de 1898 e 23 de maio de 1899. Em 1920, logo após o seu falecimento, o nome Honório Gurgel foi colocado num dos bairros da cidade.
    O bairro Honório Gurgel, que pertence à região administrativa da Madureira, na zona Norte da cidade do Rio de Janeiro, ocupa uma área territorial de 137 hectares na qual residem cerca de 25 mil habitantes.

    Reprodução de um dos slides de OS PREFEITOS E SUAS RUAS
    do pesquisador  Cau Barata

    O BAIRRO FARIAS BRITO (OTÁVIO BONFIM) NO CENSO 2010

    Segundo o último censo do IBGE, realizado em 2010, os números relativos ao bairro Farias Brito foram os seguintes:
    População: 12.063 habitantes, o que representou 0,5% da população de Fortaleza, e sendo:
    - homens: 5.400 (48,8%)
    - mulheres: 6.663 (52,2%)
    A densidade demográfica do bairro foi calculada em 12.631 habitantes/km2 (a de Fortaleza é 10.388 habitantes/km2).

    JULHO DE 2011

    • Dia 10, no Buffet Golden Kids, comemorou-se o segundo aniversário de Rafael, filho de Melissa e Fernando. Uma comitiva de Campinas - SP deslocou-se a Fortaleza para participar da festa do Rafinha.
    • Na manhã do dia 16, no salão de festas do Edifício Maranello, situado na Av. Padre Antônio Tomás, 3535, em Fortaleza, a família Mont´Alverne recebeu grande número de parentes e amigos, para celebrar o centenário de Maria Aracy Mont´Alverne Adeodato. DETALHES DA FESTA NO BLOG DE MARCELO GURGEL
    • Meuris e o esposo Laerte comandaram, dia 17, no restaurante Piaf, a festa de aniversário da engenheira-agrônoma e advogada Magna Gurgel.
    • Dia 20, no Instituto do Ceará, Marcelo Gurgel proferiu para uma ampla e seleta audiência a palestra “RELEITURA DO CEARÁ, SEGUNDO ABELARDO MONTENEGRO”.
    • Aniversariantes de AGOSTO: (2) Érico, filho de Paulo e Elba; (15) Germano e Luciano Gurgel (irmãos gêmeos).

    PIUM E CARAPANÃ

    O período em que trabalhei como médico do hospital militar de Benjamim Constant (1974-75), no Alto Solimões, colocou-me em contato frequente com essas duas espécies de mosquitos. O carapanã... bem, este eu já conhecia de outros "ais", por ser a popularíssima muriçoca, aqui no Ceará. Porém, mais feroz do que a sua versão nordestina, por conta de uma transformação evolutiva para se tornar num dragãozinho da maldade, o carapanã picava sem anestesia. Ao anoitecer, em Benjamim Constant, eu tinha logo que buscar a proteção de algum imóvel telado. Era isso ou, então, ser uma vítima a prestação de sua selvageria amazônica.
    Ele estava no centro de um ditado local: "carapanã encheu, voou". Uma possível adaptação do "maracanã comeu, voou", tão familiar a nós, e que, graças à blandícia da ave que protagoniza o ditado cearense, assume por aqui um caráter mais ameno.
    Onchocerca volvulus
    Em Benjamim Constant não vi o pium, mas comecei a conhecê-lo de... ouvir falar. E a respeitá-lo, principalmente depois que um médico de Manaus, especialista em medicina tropical, deu uma palestra no hospital que eu dirigia. Acho que ele se chamava Camurça (o médico, bem entendido). Em sua conferência, sobre as moléstias tropicais, destacou a oncocercose, doença causada pelas microfilárias do verme Onchocerca volvulus. Raramente fatal, é uma causa infecciosa de cegueira, e sendo também conhecida por "cegueira dos rios". Essa doença é transmitida por mosquitos do gênero Simulium, conhecidos por pium no Norte do Brasil  e por borrachudo nas outras regiões.
    A palestra do colega de Manaus foi à noite, num caramanchão (devidamente telado) que eu mandara construir, uns dias atrás, no terreno do hospital.
    No dia seguinte, a aula de laboratório sobre a oncocercose. A ocasião em que o colega nos mostrou as microfilárias em fragmentos de pele tirados a gilete, macerados com soro fisiológico e postos sem coloração ao microscópio. Pertencia o material examinado a índios de uma tribo Tikuna que, em nome dos altos propósitos da ciência, haviam comparecido ao hospital para os tais exames. Em vista de cujos resultados pontificou o especialista: a oncocercose era endêmica entre eles!
    Nos quinze dias que passei como médico de um pelotão de fronteira, no Estirão do Equador, é que me desavim com o tal pium. Uns mosquitos miúdos cujas picadas, além de provocarem um certo prurido local, deixavam a pele com gotículas de sangue. Como têm hábitos diurnos eu me protegia deles usando o Repelex, uma loção repelente fabricada pelo Exército. E, à noite, trancava-me no alojamento (com telas nas portas e janelas), mas aí já era para me pôr a salvo dos carapanãs.
    Como se dizia por lá, o pium passava o serviço para o carapanã. E este, por sua vez...

    O ÚLTIMO APITO

    Uma versão compacta do vídeo-documentário de Aderbal Nogueira que conta, através de depoimentos de pesquisadores e de ferroviários aposentados, a história da Estrada de Ferro do Ceará. A tônica emocionada dos depoimentos tomados e a sensação de nostalgia trazida pelas imagens da época nos levam a questionar: por que houve, em nosso país, o desmonte de tão importante meio de transporte?


    Leitura recomendada: O ÚLTIMO APITO, artigo de José Cícero, Secretário de Cultura de Aurora. In: www.aurora.ce.gov.br

    ARACY: DA INFÂNCIA TRAVESSA À MATURIDADE SERENA. LANÇAMENTO DE LIVRO

    Dos tempos de meninice, quando improvisava trapézios na Sobral onde nasceu, a 17 de julho de 1911, à maturidade serena ao lado do marido Fernando, a vida de Maria Aracy Mont´Alverne Adeodato é retratada no livro - Aracy: da infância travessa à maturidade serena - organizado pelos filhos Fernando Adeodato Junior, Therezinha Mont´Alverne Adeodato Accioly e pela nora Márcia Gurgel Carlos Adeodato, com a colaboração das filhas Socorro Adedodato Veloso e Lys Adeodato Ramos e outros familiares. Hoje, 16, a família celebra o centenário da matriarca, mesmo tendo ela partido para a Casa do Pai em setembro de 2000. O livro será lançado no salão de festas do Edifício Maranello, após celebração de missa gratulatória, seguindo-se um brunch.
    Márcia Gurgel