LISBOA (STOPOVER)

27/09, quarta-feira
Chegamos ao aeroporto de Lisboa às 9h50.
Nesta cidade, tendo Natália e Rodrigo que pegar a conexão para Roma dentro de poucas horas, optaram por transformar a espera em momentos de descanso e relaxamento num dos lounges do aeroporto. Enquanto Elba e eu, que esperaríamos por um prazo maior (cerca de onze horas) para o voo que nos levaria a Roma, aproveitamos para um stopover na cidade.
Assim, tomamos um táxi para visitar o Centro Histórico de Lisboa.
- Elevador de Santa Justa
- Praça dos Restauradores
- Praça do Comércio.
Neste último logradouro contratamos um tuk tuk (pequeno veículo adaptado à moda tailandesa para o transporte de turistas) dirigido por um brasileiro de Tocantins, que nos levou por ruas, largos e miradouros (dentre os quais o de Senhora do Monte, que apresenta a vista mais bonita da cidade, além de ser bastante sombreado).
O passeio com guia terminou no Museu do Fado, uma visita que recomendamos.
Atendidos por um garçom nepalês, almoçamos bacalhau num restaurante de Almofala. E retornamos de táxi para o Aeroporto Humberto Delgado ao anoitecer.

ITÁLIA E SUÍÇA

Conhecer importantes cidades da Itália foi um projeto de turismo que não realizamos em 2021. No período de 5 a 13 de dezembro, Natália e Rodrigo, o neto Renan, nossos consogros Henrique e Eveline, e Elba e eu (Paulo), iríamos ao país europeu em voos da Air Europa (ida) e da TAP (volta). Visitaríamos Roma (Vaticano), Veneza e Milão.
Contudo, fomos impedidos pelo vilão da pandemia.
Mas, estamos de volta com o projeto que sofreu alterações. Será posto em prática, entre 26 de setembro e 9 de outubro, por mim e Elba, e até até 12 de outubro, por Natália, Rodrigo e Renan, que passarão 4 dias nos Alpes Suíços e mais 1 dia em Milão. 
(Houve a desistência do casal Henrique e Eveline, pais de Rodrigo.)
Eis as cidades do novo roteiro:
Roma (Vaticano) (4 dias)
Florença (1 dia)
Veneza (3 dias)
-- com excursão a Liubliana, na Eslovênia (por mim e Rodrigo)
Milão (2 dias)
Genebra, na Suíça francófona (2 dias), de onde Elba e eu voltaremos a Fortaleza.
-- com excursão a Annecy, na França.
Alpes Suíços: Zermatt e Interlaken (Natália, Rodrigo e Renan) (4 dias) e Milão (1 dia), de onde os três voltarão para Fortaleza
Os voos internacionais serão pela TAP e as conexões entre as cidades do roteiro serão feitas por trens e ônibus.

NORDESTE DE ANTIGAMENTE: O GALÃO

Ref.: UM IMPROVISO DE LOURIVAL BATISTA

Paulo Gurgel,
Conheço um improviso de outro violeiro que, na hora da "louvação" ao dono da casa, este (ao ver chegar um tenente) disse ao cantador: "Queria ver mais um galão no ombro do tenente..." Que replicou: "Não gosto de adulação!" Aí, o violeiro explicou: "Esse galão é um galão diferente, é um pau com duas latas, uma atrás e a outra na frente."

Francisco Barroso,
Eu tinha uma vaga lembrança de que "galão" também pudesse ter esta acepção no Nordeste. Fui pesquisar e encontrei a seguinte informação no Blog do Cícero Lajes:
"No Nordeste, galão não significa somente galo grande, é também uma forma de transportar água. Trata-se de um pau mais ou menos reto (de preferência de caraúba), de mais ou menos um 1,30 m, com um pedaço de ferro, corrente ou corda em cada extremidade; e a ponta do ferro ou corrente é dobrada para encaixar-se no grampo colocado nos baldes ou latas. Antigamente eram usados os baldes de zinco, depois, as latas de tinta, e mais recentemente os baldes de plástico. Quando o local da água era um olho d'água em lugar remoto, os jumentos transportavam a água em barris. Com a construção das cisternas pelo Governo Federal e o Programa Carro Pipa, os galões foram perdendo a serventia de levar água das cacimbas, barreiros e açudes para as casas. Hoje o galão é usado mais para levar o comer dos porcos, uma vez que os chiqueiros ficam mais afastados das casas devido ao mau cheiro."
Comunidade Salgadinho, Lajes-RN

LANTERNINHAS DE CINEMA

Assim em Fortaleza, assim no Brasil. 
O lanterninha de cinema era um profissional que, utilizando-se de uma lanterna, tinha a função de acompanhar as pessoas que chegavam atrasadas a uma sessão de cinema para lhes mostrar onde havia poltronas vagas. 
Como as luzes do interior do cinema já estavam apagadas para a projeção do filme, os lanterninhas usavam as referidas lanternas. E, devido a esse intermitente apagar e acender de seu instrumento de trabalho, eram também chamados de vaga-lumes.
Quando alguém desejava ir ao banheiro também ofereciam ajuda indicando o caminho. 
Aos casais mais afoitos, dispostos a incensar o altar de Vênus, usavam o facho para baixar o facho dos que se atreviam.
Aos palradores, o rigor do silêncio. Caso contrário, seriam de imediato postos para fora.
E cumpriam também o trabalho de um "juizado de menores". Com os menores de idade que, tendo um pouco antes ludibriado o porteiro, não podiam na sequência lhes fazer "vista grossa".
Hoje, esses acomodadores de cinemas e teatros foram substituídos pela iluminação nos degraus que levam às poltronas. E a disciplina? Bem, fica por conta da consciência dos espectadores.
Uma exceção: 
No Cine Familiar, da minha adolescência em Otávio Bonfim, não havia os lanterninhas. E da moral e dos bons costumes, supervisionava a observância o próprio Frei Teodoro.

Mr. Screen 
A estátua de um recepcionista de cinema do escultor Vincent Browne, que fica do lado de fora do Screen Cinema em Dublin, Irlanda, no cruzamento da Hawkins Street com a Townsend Street
O prestativo acomodador usa como uniforme um elegante casaco com dragonas e um chapéu estiloso, e gesticula com sua laterna para direcionar o público para seus assentos no escuro.
Mas...
Seu olhar malicioso revela seu amor pelas trevas – com todas as suas oportunidades e tudo o que elas escondem.

10/12/2023 - Pessoas com luz própria
- fotógrafos de estúdio;
- trabalhadores de minas;
- observadores de animais noturnos;
- lanterninhas de cinema (em extinção).

UM IMPROVISO DE LOURIVAL BATISTA

Rogaciano Leite - Crônica publicada no Jornal O ESTADO - Fortaleza, 01 de abril de 1945 - Edição nº 2528 - Via Facebook Centenário Rogaciano Leite

Esta facilidade de improvisar de que é dotado Lourival Batista, parece, muitas vezes, incrível. De outra feita, em Campina Grande, Lourival manejava sua viola cercado de intelectuais que foram curiosamente saber se era ou não justa a fama a que fazia jus o repentista. Como é de praxe e tradição nas cantorias dos violeiros, havia no meio da sala um centro onde uma bandeja enfeitada era o receptáculo das notas com que os ouvintes gratificavam os repentistas. No momento em que todos se aproximavam para deixar-lhes a sua remuneração, um 3.º sargento do Exército levou à bandeja 2 cédulas de 10 cruzeiros, gesto franco e despretensioso que Lourival agradeceu incontinenti:

"As notas deste sargento
Eu gostei de recebê-la...
Deus queira que estas três fitas
Transformem-se em três estrelas,
Dos braços passem pros ombros
E eu seja vivo pra vê-las."
E assim, deixo aqui patente que, por estes sertões afora perdem-se, anonimamente, valores que poderiam encher de fulgor as páginas de nossa poesia sertaneja.

FRANCIS VALE (1945 - 2017)

Francis Gomes Vale (foto) foi cineasta, compositor, escritor e produtor cultural.
Paraense de nascimento, mas de família cearense com raízes em Crateús, Francis Vale, desde muito jovem, integrou-se às lutas do movimento estudantil. E, mesmo depois de graduado em Direito pela Universidade Federal do Ceará, deu continuidade à sua atuação política, com riscos para a própria vida, liberdade e estabilidade financeira, em seus embates contra o regime ditatorial de 1964.
Conheci-o nas rodas boêmias de Fortaleza. Tempos depois, soube que ele era irmão de Euclea Vale, destacada enfermeira do Hospital de Messejana.
De 1979 a 2016, dirigiu nove filmes, sendo estes em maior parte documentários, além de participar de um filme como ator. Deu entrevistas e depoimentos em quatro vídeos. E escreveu muitos artigos para jornais cearenses.
É também autor do livro "Cinema Cearense – Algumas Histórias", onde narra vivências e lutas em favor da Sétima Arte.
Em 1988, lançou com Alano Freitas o disco "Liberado", uma produção independente com 13 faixas. O título do LP é uma alusão à resistência contra a ditadura militar, com sua censura e sua "liberação", ou não, de canções. Uma destas, "Apaixonadamente" (c/ Stelio Valle), foi depois gravada por Fátima Santos, no CD "No Ceará é assim" (1995) e por Fagner, no CD "Fagner" (1996). Com Neo Pi Neo, compôs "Camelô erótico", que foi gravada pelo parceiro no CD "O Pinto" (2005).
Assim é que virou verbete do Dicionário Cravo Albin da MPB.
Presença constante nos points de Fortaleza (Estoril, Anysio etc.) e nos shows dos artistas da terra, Francis teve ainda o seu período de dono de restaurante. Com o "Tempero da Terra", que ele abriu em uma casa espaçosa no início da Avenida Beira-Mar - "para receber os amigos". Uma iniciativa que, por razões particulares, não deu continuidade.
Em panegírico a respeito dele, Ivan Lima Verde escreveu:
"Na verdade, o Francis valeu e continua valendo pela saudade e pelo legado deixado a todos nós que tivemos o privilégio de com ele conviver até sua partida, tristemente ocorrida em 8 de dezembro de 2017."
Fontes:
https://www.blogdolauriberto.com/2017/12/morre-francis-vale.html (Artigo de Paulo Verlaine)
https://dicionariompb.com.br/artista/francis-vale/
https://www.francisvale.com/ (Acervo de Francis Vale)

A CAPELA DA CRUZ DEITADA

Há uma tendência da moda hoje que envolve uma cruz horizontal, muitas vezes usada em um colar. A cruz tem a mesma forma de uma cruz latina "normal", exceto que está situada horizontalmente. Várias celebridades (Neymar Jr., por exemplo) começaram a usar a cruz horizontal, o que tem aumentado seu apelo.
Quanto ao significado da cruz horizontal ou deitada, existem várias teorias. Muitas pessoas consideram a cruz horizontal apenas outra versão da cruz vertical - um símbolo de Jesus Cristo e do cristianismo. Outros atribuem um significado mais detalhado: a cruz lateral torna-se um símbolo da obra consumada de Jesus - tendo adquirido nossa salvação, Ele colocou Sua cruz - ou é um símbolo de como devemos tomar nossa cruz e seguir Jesus ( Lucas 9:23)—uma cruz carregada sobre o ombro normalmente estaria na posição horizontalizada.
Alguns apontam que a cruz nórdica (como também é conhecida), encontrada nas bandeiras nacionais de todos os países escandinavos, trata-se de uma representação do cristianismo que aqueles países adotaram.
Outras explicações são mais humanísticas. Alguns veem a cruz horizontal como uma representação da terra (em oposição ao céu) e o fato de que é aqui que a vida deve ser vivida. Uma visão relacionada é que a cruz horizontal é um símbolo da humanidade, que vive no reino entre o céu e o inferno. Ainda outra visão é antagônica aos cristãos – a cruz lateral é uma cruz "que caiu", o que significa que o cristianismo falhou e não é mais uma influência poderosa no mundo.
E, claro, há indivíduos que ignoram qualquer tentativa de infundir significado em suas joias. Para eles, qualquer cruz, deitada ou não, nada mais é do que um acessório da moda. Usar uma, ou ter uma tatuada, nada mais é do que uma declaração de tendência, modismo e aparência chique.
Com tantas opiniões diversas sobre o que significa a cruz lateral, é impossível saber ao certo por que alguém usa uma, a menos que ela expresse sua opinião sobre o assunto. Pessoas diferentes têm noções diferentes, e suas razões para ostentar uma cruz na posição horizontal variam.
É bom para um cristão usar uma cruz de lado? Não há nada abertamente pecaminoso nisso. E se dá oportunidade de expressar fé em Cristo, tanto melhor. A quantidade de confusão e a ambiguidade em relação ao significado de uma cruz lateral pode fazer alguns cristãos hesitarem. Como com qualquer coisa que fazemos, devemos perguntar: "Isso traz glória a Deus?" (1 Coríntios 10:31). Uma cruz lateral traz glória a Deus? Pode, dependendo de quem o usa e de seus motivos para usá-lo.
(Pesquisa realizada com o termo "sideways cross" no Got Questions.)
Foto - Capela de São Pedro dos Pescadores da Paróquia de Nossa Senhora da Saúde, situada na Avenida Presidente Kennedy (Beira-Mar), n.º 4600, no bairro Mucuripe, em Fortaleza-CE.

ALISTANDO=NOS

Se a guerra for declarada / a rapaziada ganha no moral.
Se aliste, meu camarada / a gente vai salvar o nosso carnaval.
"Rio 42 graus" – Chico Buarque
Em novembro de 1965, quando tinha 17 anos, compareci na Junta de Serviço Militar para um possível (mas não por mim desejável) recrutamento para o Exército.
Um sargento tomou meus dados pessoais e, ao preencher a ficha de alistamento no quesito cútis, ele datilografou: “pardo claro”. Como eu estranhasse a opção escolhida, ele foi taxativo: "Deixe de ser besta. No Brasil não há raça branca, todos são pardos". O fenótipo, idiota (livre pensar é só pensar). Com tez clara, cabelos lisos, nariz e lábios finos, digamos que eu seja uma exceção.
É verdade que o Brasil, resultou de uma grande miscigenação. Como se deu com a música brasileira, essa "flor amorosa de três raças tristes", no versejar de Bilac. Mas o que o sargento alegou pode ter sido por orientação de um superior hierárquico.
Ele também me perguntou se eu era voluntário para o serviço militar. Ora, eu estava me preparando para o vestibular de Medicina, que aconteceria no início do ano seguinte e, por conseguinte, não estava em meus planos servir à Pátria. Meu objetivo ali, para ser franco, era conseguir uma dispensa de incorporação.
Ao final, ele me entregou o certificado de dispensa de incorporação.
Dispensado de incorporação, retornei aos estudos que me conduziram à Faculdade de Medicina. Mesmo sabendo que, após a formatura, ainda teria que prestar contas com as Forças Armadas. Até então, eu tive que validar anualmente o meu Certificado de Alistamento Militar.
Em novembro de 1971, foi a vez de meu irmão Marcelo se apresentar na Junta. Sem pendor para a carreira militar e já focado no vestibular de 1972 (também para a Medicina), algo aconteceu em seu processo de alistamento que facilitou as coisas.
Ao passar pelos procedimentos antropométricos, o cabo que fez a leitura na balança proclamou:
- Vixe!... 42 quilos. Peso de bode.
Ao que o sargento, de pronto, corrigiu a apreciação do subordinado:
- Bode magro, não é?!
Diante desse resultado, a Junta confirmou sua dispensa do Serviço Militar Inicial, "com um laudo de insuficiência física temporária, podendo exercer atividades civis".
E Marcelo foi cuidar da vida. O que para ele significa ser: médico sanitarista, economista, professor universitário, pesquisador, escritor, membro de academias, polígrafo, blogueiro, causeur etc.
No início de 1972, na condição de candidato aprovado para o Curso de Formação de Oficial Médico, a ser realizado no Rio de Janeiro-GB, eu me apresentei no Hospital Geral de Fortaleza (do Exército) para me submeter ao exame médico admissional. Lembro-me de que o médico militar que me atendeu, inicialmente desconfiou que eu não teria 160 cm, a estatura mínima exigida para um oficial.
No entanto, eu media 161 cm, como ele afinal constatou. Fosse hoje eu teria sido eliminado. Quando a pessoa para de crescer, estabiliza a estatura por alguns anos, mas aí, pela ação conjunta da idade e da gravidade, passa a decrescer. Li alhures que seria a uma taxa de 1 cm por década.
Tempos depois, vim a conhecer melhor o tal médico examinador, que se chamava Dr. Eleazar. Ele era magérrimo, tocava um violino dos diabos e houve uma ocasião em que eu o acompanhei ao violão.
Quanto a Marcelo, sem nunca ter sido militar, tornou-se no maior contador/compilador de causos da caserna de que se tem notícia. Uma de suas histórias, em que ele foi o protagonista, está disponível em seu "Causos e Curiosidades Militares" (no prelo), com o título "Peso de bode magro". Está dado o spoiler.
Agora, o que é a relatividade das coisas:
Durante alguns anos, eu atendi como médico pneumologista um senhor octogenário, o qual era acompanhado também por um cardiologista. Esse paciente nunca chegou a aprender o meu nome nem o do meu colega. Quando queria se referir a nós, ele se utilizava dos termos "moreninho" e "branquinho". Eu era o "moreninho".
Paulo Gurgel Carlos da Silva


CEGO ADERALDO vs. ROGACIANO LEITE

Aderaldo nunca casou, mas criou 24 filhos adotivos. Por ser cego, ele precisava de guias e, para tanto, recrutava crianças abandonadas. Após ouvir uma provocação de Rogaciano sobre a sua solteirice, Aderaldo saiu-se com esta:

"De casar tive o desejo / Essa vontade eu não nego / Mas com minha experiência / Batata quente eu não pego / Passam chifre em quem tem vista / Que dirá em quem é cego!"

Num depoimento que deu em 1984, o cantor e compositor Silvio Caldas (parceiro de Rogaciano em "Cabelos cor de prata") relata que, no calor de um repente, Rogaciano deixou escapar umas desfeitas com Aderaldo. Que o cego imediatamente se vingou, respondendo assim:

"Andei procurando um besta / Porém, um besta capaz / E de tanto procurar um besta / Encontrei esse rapaz / Que nem serve pra ser besta / Porque é besta demais!"

Aderaldo e Rogaciano eram grandes amigos. Juntos percorriam os sertões nordestinos divulgando a cultura popular.

Legenda: Rogaciano Leite, em 1949, com Domingos Fonseca, Cego Aderaldo e Mário Aderaldo, num congresso, em São Paulo. Foto: Acervo Rogaciano Leite

PESAR PELO FALECIMENTO DE FRANCISCO DANIEL NETO

Lamento a partida do colega Dr. FRANCISCO DANIEL NETO, da nossa turma de Médicos de 1971, da Universidade Federal do Ceará.

Era pós-graduado pela Universidade Federal Fluminense em Ortopedia e Traumatologia, Medicina do Trabalho e Administração Hospitalar e Saúde Pública.

Residia e trabalhava em Fortaleza-CE.

Meus sentimentos à família de Daniel.

MEMÓRIA. EU, 50

No lugar de uma máquina de escrever portátil (em que pus no rolo a crônica EU, 40), aqui já possuia um computador com impressora. No entanto, nada textualizei que se referisse a meu aniversário natalício de 06/06/1998.
Convidei amigos e a família para a comemoração de meus cinquenta anos no Revoir Buffet, a uma quadra do edifício em que eu morava no Cocó. Vieram os músicos: o violonista Claudio Costa, o flautista Hélio Menezes (que são primos entre si) e outro violonista que eu conheci naquela noite.
Antes da festa, o cinegrafista da ASN Vídeo gravou umas cenas em família conforme o combinado. Para uma delas, fiz um solo de "Rosa", a famosa valsa de Pixinguinha e Otávio de Souza. Contudo, dei um andamento tão rápido à música, atribuível ao nervosismo de um aniversariante, que ela ficou parecida com uma valsa-turbilhão. 
Aí passei 25 anos sem assistir a esta fita, que era em VHS. Recentemente, consegui a conversão do vídeo de fita magnética para arquivo MP4. Este serviço foi realizado por Pedro, da GrafMusic, na Cidade 2000. É esse detalhe que permite que vocês e EU, agora 75, tenhamos uma ideia do que rolou durante a comemoração.
Voz e violão base: Paulo Gurgel
Violão (solos e improvisos): Claudio Costa
Flauta transversa: Hélio Menezes

Quanto ao Revoir Buffet, hoje é a creche risonha e franca em que meu neto Benício estuda.

VOLTA DA JUREMA, 1948

Reprodução de um quadro de autoria do pintor e poeta Otacílio Azevedo. Na imagem, pode também ser observado o rio Maceió correndo para o mar. 
Próximo deste local, fica atualmente a estátua de Iracema da enseada do Mucuripe.

Foto postada por Célio Porto no Face.

ESTÁTUAS DA ÍNDIA IRACEMA EM FORTALEZA. PRIMEIRA PARTE

Personagem principal de um dos romances do escritor cearense José de Alencar, a índia Iracema é homenageada em diversos locais da capital cearense.
Praia de Iracema
Visitada por turistas e moradores, a estátua da Iracema Guardiã é dos anos 60, em comemoração aos 25 anos do bairro Praia de Iracema e aos 100 anos da obra de José de Alencar. O monumento foi restaurado em 2012.
O artista plástico responsável pela obra é Zenon Barreto que, em vida, presenteou o amigo e artista Descartes Gadelha com doze desenhos detalhados do projeto de sua escultura a fim de que ela fosse fundida em bronze. Jacqueline Medeiros, curadora da restauração, explica que "A partir desse projeto é que reconstruímos o arco e as 'curvas' de Iracema proporcionalmente, tentando aproximar o máximo às dimensões estabelecidas pelo desenho".
Segundo Jacqueline, o significado da posição da Estátua da Iracema Guardiã "é o de uma guerreira prestes a alçar a flecha em defesa da sua terra (acredito que, por isso, o artista tenha colocado o título de Guardiã) ou um ato de contrição diante da partida do seu amor.
Mucuripe (Volta da Jurema)
A escultura é do artista plástico pernambucano Corbiniano Lins e mostra uma cena do romance, na qual Iracema está com seu marido, o português Martim Soares Moreno, o cachorro Japi e o filho do casal, Moacir. Em meio ao cenário do Mucuripe, onde predominam as embarcações marítimas, a escultura retrata o momento da partida da família em uma jangada. 
Inaugurada em 1965, durante o centenário do romance, sua última restauração foi realizada em 2012.
A enseada do Mucuripe foi escolhida para colocar a escultura por ser o local onde Iracema contemplava o horizonte aguardando o retorno de seu amado "Guerreiro Branco".
Lagoa de Messejana
O seu espelho d'água emoldura a maior estátua de Iracema de Fortaleza, com mais de doze metros de altura e 16 toneladas de peso. Também representa a personagem imortalizada pela pena de José de Alencar e suas formas foram inspiradas, conforme um concurso para esse fim, nas formas da modelo brasileira Natália Nara (ex-BBB).
Foto: PGCS
A Iracema da Lagoa tinha inicialmente um tom de bronze, próximo à cor da pele morena. Mas está atualmente pintada de verde, com o que muitos moradores de Fortaleza e a população indígena não concordam. E um inquérito chegou a ser realizado para apurar as responsabilidades.
[continua]

LANÇAMENTO DO LIVRO "MEMÓRIAS DE UM SANITARISTA"

A Superintendência da Escola de Saúde Pública do Ceará Dr. Paulo Marcelo Martins Rodrigues (ESP-CE), no ensejo das comemorações dos 30 anos de fundação da ESP-CE, realizou em seu Auditório, no dia 19 de julho de 2003, às 16 horas, o lançamento do livro "Memórias de um Sanitarista", de autoria do médico e professor Marcelo Gurgel Carlos da Silva.
Com PREFÁCIO da Mestre em Epidemiologia e Doutora em Enfermagem Augediva Maria Jucá Pordeus, o presente livro engloba parte de suas memórias de médico sanitarista da Secretaria da Saúde do Estado do Ceará (SESA), a partir do seu ingresso por concurso de Sanitarista realizado em julho de 1978, servindo atualmente para celebrar os 45 anos de sua atividade em Saúde Pública. 
O livro está dividido em cinco partes: 1 - A FORMAÇÃO DE SANITARISTA, que descreve sua pós-graduação na área da Saúde Pública; II - ATUAÇÃO DE SANITARISTA, cobrindo do seu ingresso como Sanitarista da SESA à prestação de contas após trinta anos do doutoramento; III - LAMPEJOS E HOMENAGENS, quando rende loas a sanitaristas renomados; IV - POSTAGENS DE DESPEDIDAS, enfeixando postagens selecionadas do Blog do Marcelo Gurgel, pelo desaparecimento de pessoas que se dedicaram à saúde Pública; e V - APÊNDICES E ANEXO, dispondo de uma síntese de suas atividades profissionais, mormente na Saúde Pública, pinçadas em seu Curriculum Vitae, e de uma apreciação crítica feita pela médica e historiadora Ana Margarida Rosenberg sobre o quadro "La Goutte de Lait" (A Gota de Leite) do pintor e ilustrador francês Jean Geoffroy, um tríptico de grandes dimensões, cuja parte central foi reproduzida na capa do livro.
A renda integral do lançamento de "Memórias de um Sanitarista" foi destinada às atividades da Academia Cearense de Saúde Pública - ACESP, da qual Marcelo Gurgel Carlos da Silva é membro titular da Cadeira 4.

SOVACO DE COBRA

"Ora, ofídios não possuem braços. Não tendo, portanto, sovacos (axilas). Por essa razão, a expressão sovaco de cobra pode significar uma coisa inexistente; um local extremamente distante (o cu do mundo)."
(Blog da Confraria Gastronômica)
Na década de 1970, Fortaleza já teve um bar com esse nome. Situado no Mucuripe, era um bar modesto, com poucas mesas e classificável como luar-dependente (devido à econômica iluminação artificial).
Dentre as mesas disponíveis, uma delas se destinava a Maciel e os músicos.
Esse era o ponto: o Maciel, além de proprietário, era a grande atração da casa com seu imenso repertório de chistes, canções fesceninas e paródias obscenas. Uma destas, "José meu mano", era uma releitura de "Cortando pano", do repertório de Luiz Gonzaga:
JOSÉ MEU MANO
Comprei pinico pra José meu mano
Mas devolvi porque houve engano
Eu não sabia que José meu mano
Tinha o cu tão grande feito americano.
- Ai, ai, que boca estreita que o penico tem!
Quando ele caga, o pau fica de fora
Quando ele mija, o cu fica também. (bis) 
Ritmando um instrumento de percussão, ele se punha a cantar, e o entretenimento estava garantido. Além do repertório habitual, havia as canções do main stream com que Maciel fazia a gente rir ao dedicá-las a segmentos especiais do público.
Não. Não pesquisem por Sovaco de Cobra no Google, pois vocês não o encontrarão. Aliás, vão encontrar um outro, o Suvaco de Cobra, localizado na avenida Gomes de Matos, no Montese, e que não guarda relação com o bar do Mucuripe.
No restaurante que o Google informa, você poderá ter mais opções de bebidas, um cardápio maior de petiscos e até shows programados de diversos artistas, mas não estará nele o bom e, se ainda estiver vivo, o velho Maciel, com sua verve e seu bumbo divertindo a todos.

ENCONTRO DA TURMA DE MÉDICOS DE 1983.1 DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ

Raison d'être: Comemoração dos 40 anos de formatura da Turma de Médicos de 1983.1 da UFC

Local: Salão de festas de La Brasilerie, na rua Tibúrcio Cavalcante, 736, Aldeota, em Fortaleza-CE

Data e horário: 08/07/2023, 20:00 - 01:00+1

Elba Macedo (UFC 1983.1) e Cecília Lima Verde (UFC 1983.1)
Paulo Gurgel (UFC 1971) e Eduardo Leite (UFC 1969), acompanhantes

A banda Zé da Zefa animou com sambas, carimbós e música nordestina a festa dos 40 anos da colação de grau da Turma.

ACENDER AS VELAS

"Acender as velas / já é profissão / Quando não sou eu / É Nara Leão."
(Zé Kéti, apud Elis Regina)
No recente passeio que fizemos em Itu, São Paulo, visitamos a Igreja Matriz da histórica cidade. Elba, a fim de orar, e eu, para ser razoavelmente sincero, com o mundano propósito de conhecer os interiores do templo.
Situada na Praça Padre Miguel, e dedicada à Nossa Senhora da Candelária, é a maior igreja barroca do Estado de São Paulo. Encontra-se bastante íntegra, preservando os seus altares e oratórios, imagens dos séculos XVIII e XIX, diversos quadros, móveis e adornos.
Enquanto Elba em silêncio orava, reparei para um objeto que fazia parte do mobiliário do templo. Uma espécie de urna de vidro contendo 24 velas elétricas. Em sua base, que era de ferro e madeira, havia uma fenda com uma pequena placa de orientação aos fiéis.
Não sei para vocês, mas não sendo um frequentador de igrejas, sinagogas e mesquitas aquilo para mim mostrou-se uma novidade. Assim como a cruz da primeira missa realizada no Brasil, na Praia da Coroa Vermelha - BA, deve ter sido para os índios da região.
Estando em Itu, logo intuí o que seria. Era o que eu imaginava.

ACENDA SUA VELA
FAÇA SEU PEDIDO
SOMENTE MOEDAS DE
R$ 0,50 OU R$ 1,00

Elba inseriu uma moeda de 1,00, que acendeu a primeira vela. Depois, outra de 0,50, que acendeu a segunda. E formulou seus pedidos voltados para o sucesso de um neto no ENEM e a saúde de uma irmã, respectivamente. 
A seguir, nesse afã de baixar o sarrafo, ela inseriu uma moeda de 0,25. Não pediu nada, agindo assim na última vez só para testar o algoritmo do sistema. Aí este, prontamente, acendeu a terceira vela.
Por cortesia, acho.

CENTRO DE MEMÓRIA RAÍZES DA SABIAGUABA

18/06/2023 - Hoje retornei ao Complexo Ambiental e Gastronômico de Sabiaguaba. Acompanharam-me neste passeio minha esposa Elba, meu neto Matheus e minha irmão Mirna com o esposo Andreas. O casal reside em Karlsruhe na Alemanha, terra natal de Andreas, e está passando uma temporada em Fortaleza.
Num dos quiosques do polo gastronômico comemos pastéis de carne do sol (muito bons), moqueca de arraia, cavalas fritas, baião de dois, salada e macaxeiras; e bebemos águas de coco, caipirinhas, cervejas e refrigerantes.
Este segundo passeio ao Complexo foi marcada por duas novidades com relaçao ao primeiro:
1) A constatação de que agora há um barco que leva os turistas até o ponto em que o rio desemboca no mar. Durante o passeio fluvial, que dura cerca de meia hora, tem-se uma continuada visão das dunas e do manguezal.
2) A descoberta de que já funciona no local o Centro de Memória Raízes da Sabiaguaba. Inaugurado no governo estadual de Izolda Cela, trata-se de um museu vivo, digamos assim, em um espaço completo de gastronomia, cultura e natureza.
O espaço de 100 m2 do museu é dividido em seções inspiradas nas fases lunares: Lua Nova, sobre a ancestralidade do povo de Sabiaguaba, por meio dos achados arqueológicas em dunas da Sabiaguaba e da impressão dos nomes das pessoas fundamentais da comunidade em raízes do mangue. Lua Crescente, com ênfase nos instrumentos de trabalho (como redes de pesca, utensílios de barro etc.) dessas pessoas, muitas ainda atuantes em seus ofícios. Lua Cheia, em que se detaca o processo de resistência da região ao longo do tempo (aqui se inserindo o processo da "mariscagem"). Lua Minguante, resgatando mais imagens dos processos de resistência e resiliência da população, mergulhando também na flora e na fauna. (Fonte: diego.barbosa@svm.com.br)
Foto: PGCS

DISCURSO DE POSSE DO EDUCADOR TALES NA PRESIDÊNCIA DA ACL

No dia 24 de janeiro, o ex-governador Lúcio Gonçalo Alcântara transferiu o cargo de presidente da Academia Cearense de Letras (ACL) para o educador Tales de Sá Cavalcante. Em seu discurso de posse, repleto de citações e referências poéticas, em que Tales inclusive buscou inspiração em Carlos Drummond de Andrade e Chico Buarque de Holanda, o novo presidente da ACL, para o biênio 2023/2024, disse:
Angela aclama Batista de Lima que acolhe Beatriz Alcântara que admira Carlos Augusto que agrada Celma que se alegra com César Ásfor que apoia o outro César, o Barros Leal, que aprecia Cid Carvalho que aprova Diatahy que se associa a Durval que celebra Flávio Leitão que colabora com Geraldo Amâncio que se congratula com Giselda que conta com Grecianny que contempla João Soares que coopera com José Augusto que dá atenção a Juarez Leitão que destaca Laéria que é fã de Linhares que elogia Lourdinha que enobrece Luciano que estima Lúcio Alcântara que exalta Manfredo que se fascina com Marcelo Gurgel que felicita Marly que gosta de Mauro Benevides que homenageia Murilo Martins que ilumina Napoleão que inspira Noemi Elisa que se irmana com Pádua Lopes que louva Pio que manifesta consideração a Regine que se maravilha com Révia que prestigia Sadoc que preza Sânzio que quer bem a Tales que ressalta Teoberto que simpatiza com Ubiratan que tem amizade com Vera que torce por Virgílio. 
As pessoas foram citadas em sequência alfabética. Os verbos também. Mas se alterarmos todas as possíveis posições de pessoas e verbos, teremos uma enormidade de diferentes assertivas, todas verdadeiras.
Ver a íntegra desse discurso em: 

SOLDADINHO-DO-ARARIPE

BRASIL DAS AVES Episódio 3 - Soldadinho-do-araripe, Antilophia bokermanni, simplesmente o tangará (Pipridae) mais raro do planeta, descoberto pela ciência em 1996. Esse pássaro lindo e raro vive nas encostas úmidas do Vale do Cariri, região com uma exuberante floresta, rica em nascentes e árvores altas.
Neste documentário (inDICAção da colega Célia Ciarlini) você vai conhecer: várias histórias e o  comportamento do soldadinho-do-araripe, além de assistir a uma entrevista com o biólogo Weber Girão, um dos responsáveis pela descoberta e descrição dessa espécie para a ciência.

SÃO PAULO - SEGUNDA PARTE

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8 de junho, quinta-feira
Parque de Ibirapuera. Encravado entre os bairros de Moema e Vila Mariana, é o parque mais famoso da capital paulista. Ao entrarmos pelo Portão 6, nos deparamos com o Ibira (termo íntimo, né?) lotadíssimo, possivelmente por ser um dia santo (Corpus Christi). Além das clássicas pistas para caminhadas e corridas, das ciclovias para os usuários de bicicletas, skates e patins, e dos gramados para a gente ficar à toa, o parque apresenta quadras poliesportivas, museus, lagos, pavilhões temáticos, restaurantes, planetário, auditório e outras atrações.
Beco do Batman, no coração da Vila Madalena, é uma das principais atrações turísticas da cidade. Entre vielas e travessas, o local atrai turistas que buscam participar da vida boêmia do Beco, ver suas paredes grafitadas e circular pela feirinha de artesanato que se estende por suas pequenas ruas, onde o trânsito só é permitido para pedestres. Atendendo a uma recomendação de nosso filho Érico, almoçamos no "Ziv Gallery" (1.º andar: galeria; 2.º andar: restaurante).
O homem morcego, que apareceu desenhado numa de suas paredes na década de 1980, logo atraiu a atenção de estudantes de arte que começaram a colorir o muros da região com desenhos cubistas e psicodélicos. Hoje, o desenho original não é mais visto no local, já que este se acha em constante mutação, com novas pinturas sendo frequentemente realizadas. Os desenhos atuais são feitos por diversos artistas e não seguem nenhum padrão, mas o Batman, que um dia deu o nome ao Beco, mantém o seu destaque.
Museu Catavento, o museu de ciência e tecnologia do Estado de São Paulo. Situado no centro da capital, ocupa o antigo Palácio das Indústrias. Sua área expositiva encontra-se dividida em quatro grandes seções: Universo, Vida, Engenho e Sociedade. Como fechou exatamente às 17 horas, não conseguimos ver todas as seções.
West Plaza Shopping. Situado na Barra Funda, é um dos 193 shoppings da cidade (ranking da Wikipédia). Fomos a este local no início da noite.
9 de junho, sexta-feira
Avenida Paulista. Percorremos nos dois sentidos esta importante artéria de São Paulo. Do Instituto Moreira Salles (IMS), que só abriria para o público às 10h, até a Casa das Rosas, e desta de volta ao IMS.
Casa das Rosas, no 37 da Paulista. É um casarão no estilo clássico francês com belíssimos jardins, dedicado a diversas manifestações culturais com enfoque em literatura.
Instituto Moreira Salles, no 2424 da Paulista. Com as seguintes exposições fotográficas no atual  período: "Evando Teixeira, 1973"; "Iole de Freitas, anos 1970" e "Fotografia habitada, antologia de Helena Almeida". Além de suas três unidades - em São Paulo (cuja sede é um deslumbrante edifício com o "térreo" no quinto andar), Rio de Janeiro e Poços de Caldas -, o IMS abriga diversos sites como a Radio Batuta, o Portal da Crônica Brasileira e a Discografia Brasileira, entre outros. https://ims.com.br/
Shopping Center 3, no 2024 da Paulista. Para lanches e decidirmos entre o Brás e a 25 de Março.
Rua 25 de Março, onde Elba comprou camisas para os nossos netos.
Bar Brahma, Localizado na esquina mais famosa do país, da Ipiranga com a avenida São João (eternizada por Caetano Veloso em "Sampa"), o Bar Brahma começou com um proprietário alemão, em 1948, isso mesmo, no ano em que nasci! A garçonete Letícia veio com chopes e virado paulista para matar a sede e a fome, enquanto um telão divulgava nomes e imagens dos artistas que fariam shows na casa (Demônios da Garoa, Ângela Rô Rô et al.). À saída, uma sessão de fotos abrangendo a estátua de Adoniran Barbosa (o autor de "Trem das Onze") com o cãozinho Peteleco.
10 de junho, sábado
Parque da Água Branca. Neste parque (próximo ao Hotel Ibis Barra Funda), encontram-se árvores típicas de Mata Atlântica e o local também conserva características que remetem ao ambiente rural, com a presença de galos/galinhas, patos e pavões (não vimos estes).
Ao meio-dia, em Guarulhos, embarcamos no avião da Latam para o voo de volta a Fortaleza.
(fim)

SÃO PAULO, ITU E SALTO

Viagens anteriores ao Estado de SP: 1970, 1973, 1977, 2001 e 2003. Motivo da atual: https://gurgel-carlos.blogspot.com/2023/06/meio-que-celebrando-vida.html
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Elba e eu (Paulo) no aeroporto de Fortaleza esperando o voo para São Paulo.
06/06, terça-feira
Check-in às 13h no Hotel Ibis Styles SP Barra Funda.
Visita à Estação da Luz. Inaugurada em 1901 e é considerada um marco arquitetônico e histórico da cidade de São Paulo. Sua fachada  é composta por colunas e frontões ornamentados, com destaque para a torre do relógio que se tornou um ícone da cidade. No interior, há um grande saguão central com uma ampla claraboia que proporciona iluminação natural.
A Estação da Luz também serve como ponto de partida para os trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), que conectam a cidade de São Paulo a várias regiões metropolitanas da Grande São Paulo. Além disso, ela abriga o Terminal Rodoviário da Luz, de onde partem ônibus intermunicipais para muitas cidades do Estado de São Paulo, e o Museu da Língua Portuguesa, que é dedicado à preservação e celebração da língua portuguesa. Este museu foi inaugurado em 2006, mas sofreu um incêndio em 2015 e foi fechado para reconstrução. Em 2020, foi reaberto ao público.
https://www.cptm.sp.gov.br
Visita ao Museu da Língua Portuguesa. Situado em uma antiga estação de trem, o Museu da Língua Portuguesa oferece um agradável trajeto pela origem desse idioma. Você poderá conhecer como o português foi se expandindo da Europa para a América e para as diferentes regiões da África e da Ásia. Esse espaço abriga várias áreas interativas cujo objetivo é mostrar a grande diversidade da língua portuguesa, uma língua falada por mais de 260 milhões de pessoas no mundo inteiro. Depois de percorrer as áreas de sua exposição permanente e de assistir a dois audiovisuais em seus auditórios (um deles projetado à maneira de um planetário), nos  dirigimos ao terraço para uma sessão de fotos ao pôr do sol. Por fim, sentamo-nos a uma mesa do Café Flor para o consumo de umas esfirras de escarole e croquetes de carne.
https://wcww.museudalinguaportuguesa.org.br/
Estou no terraço do museu, tendo ao fundo o icônico relógio da Estação da Luz.
Não foi possível visitar a Pinacoteca de São Paulo (o museu fecha também às terças-feiras).
À noite, jantamos no Celeiro da Fazenda, próximo ao hotel. O restaurante mantém um rodízio de pizzas, hambúrgueres, carnes, saladas, sobremesas etc. Somente as bebidas são pagas separadamente. E não cobram couvert artístico.
07/06, quarta-feira
Itu, com 180 mil habitantes, fica a 100 km da capital de São Paulo. No Terminal Rodoviário de Barra Funda, tomamos um ônibus convencional da Viação Vale do Tietê para uma viagem de duas horas até o Terminal Rodoviário de Itu.
✥Nesta histórica cidade, conhecemos o Museu Republicano, a Praça Padre Miguel, com a Igreja Matriz, e fomos fuçar no entorno em "lojas de suvenires exagerados".
Por ter sido a sede da Convenção Republicana (1873), Itu é conhecida como o "Berço da República". Além disso, em 1894 legou ao Brasil o seu primeiro presidente civil, o ituano Prudente de Morais.
Dedicada à Nossa Senhora da Candelária, a Igreja da Matriz foi construída no tempo do Brasil colônia. Com objetivos turísticos, a cidade também cultiva o tamanho exagerado de determinados objetos como orelhões telefônicos e semáforos, exibindo-os principalmente em sua "Praça dos Exageros".
Elba na Praça Padre Miguel: sem ficha e sem cavalete para poder telefonar.
✥Na longa caminhada até a "Praça dos Exageros" (a 2,3 km da Praça Padre Miguel), passamos em frente ao Bar do Alemão (famoso por seu filé à parmegiana para 5 pessoas) e detivemo-nos para uma breve visita ao Museu da Energia.
Salto, com 140 mil habitantes, é um município vizinho a Itu. Há um trem - o trem republicano - que transporta os turistas entre Itu e Salto, e vice-versa. Preferimos os carros por aplicativo para nos deslocarmos entre os dois municípios.
Pontos que conhecemos em Salto:
✥Rio Tietê, encachoeirado e com a represa de uma usina hidrelétrica.
✥Ponte Estaiada do Tietê com o Mirante ao lado. Neste, há um elevador que transporta os visitantes a uma altura equivalente a doze andares e de onde se descortina a cidade.
✥Centro comercial, onde almoçamos.
No alto do Mirante da Ponte Estaiada.
Quanto ao Memorial do Tietê, fomos informados que estava em obras para a recuperação dos estragos causados por uma inundação.
Fim do passeio nestas duas estâncias turísticas e o retorno noturno para a capital paulista. 
Salto assim como Itu são dois dos 29 municípios paulistas considerados estâncias turísticas pelo Estado de São Paulo, por cumprirem determinados pré-requisitos definidos por Lei Estadual. Tal status garante a esses municípios uma verba maior por parte do Estado para a promoção do turismo regional. Também, o município adquire o direito de agregar junto a seu nome o título de Estância Turística, termo pelo qual passa a ser designado tanto pelo expediente municipal oficial quanto pelas referências estaduais.
(a prosseguir)

MEIO QUE CELEBRANDO A VIDA

Eis que me encontro nos meados do ano da graça de 2023, um ano que não tem nenhuma graça. Não é um número redondo, não se trata de um ano bissexto, não permite fazer um palíndromo (capicua) e, sabendo que tem seis divisores, não é primo e tampouco um número de Fibonacci.
Mas é no atual ano que eu registro os seguintes marcos:
  • 75 anos de vida;
  • 57 anos de trabalho;
  • 52 anos da profissão de médico;
  • 39 anos de convivência conjugal;
  • 17 anos de blogueiro;
  • 12 anos da publicação de "Portal de Memórias", livro biográfico organizado por meu irmão  Marcelo Gurgel.
Publicar este memorial hoje, quando estou na antevéspera dos meus 75 anos de idade, pode transmitir a falsa impressão de que, ao chegar a este patamar cronobiológico, vou abdicar uns bons anos pela frente. Não, não e não. Asseguro que é exatamente o contrário. Por ter chegado até aqui, candidato-me a receber o bônus de alguns anos a mais de existência.
Matutemos, matusquelas:
É assim que funcionam as tábuas de vida de um país.

Estada e esticadas 
Na manhã de 6 de junho (meu dia D'aniversário), uma máquina de voar da Latam me leva à Pauliceia para um estada de quatro dias. Com esticadas do tipo bate e volta por municípios em volta. Acompanha-me nessa empreitada turístico-cultural minha esposa Elba.

O ÉTIMO DE "BIZU" É ÓTIMO

Antes de contar duas histórias sobre bizus (publicadas no Blog de Marcelo Gurgel), o médico e escritor Dalgimar Menezes fez saber das dúvidas que tinha sobre a etimologia do vocábulo bizu. Com as seguintes palavras:
"Até hoje não sei a origem da palavra bizu. Sei que tem um fonema 'z' tão forte e óbvio que só pode ser escrito com 'z'. Mas, claro poderia ser escrito com 's'. E que é uma palavra discreta, sutil, segredeira. Vários dicionários consultados não a registram. Não está no Aurélio nem no Houaiss. E eu me pergunto: onde andaria? Os estudantes também se perguntam, às vésperas de cada prova: onde andaria?
Houve quem me dissesse que é termo onomatopaico, que quereria significar os sonidos do voo de um besouro. O som que traz uma notícia alvissareira. Não fiquei satisfeito. Andei em busca do étimo em outros dicionários, com baldados esforços. A única palavra que encontrei símile foi a que designa calouro em francês: bizut ou bizuth, que, a propósito dá origem também ao termo francês para trote.
Conhecida ou desconhecida a sua origem, o bizu corre, o bizu escorre, o bizu flui. Mais filosoficamente, o bizu permeia, o bizu pervaga. Pervaga o cérebro dos estudantes. Permeia o curso médico.
Trocando em miúdos, todavia, bizu (bisu?) é a dica, é a deixa que o professor deixou propositada ou involuntariamente escapar sobre a questão que vai cair na prova. Mas não é só isso. O termo tem seus mistérios."
Mestre Dalgimar,
Esse étimo que relaciona o "bizu" ao sonido de um bezouro achei ótimo. Num átimo, lembrei-me de que, ao escrever "O bizu do Sarja", eu dei acolhida a uma certa especulação sobre o assunto. Aqui segue a dita:
Étienne Bézout (Nemours, 31 de março de 1730 — Avon, 27 de setembro de 1783) foi um matemático francês. Em 1758 Bézout foi eleito adjunto em mecânica da Académie des Sciences. Dentre diversos outros trabalhos, escreveu "Théorie générale des équations algébriques", publicado em Paris, em 1779. Seu livro didático se tornou referência a ponto de os professores da época usarem a expressão "vou dar explicação como o Bézout". A expressão foi transformada, aos poucos, em "vou dar o Bézout". Especialmente em escolas militares (Bezout era também o autor de "Cours de mathématiques à l'usage des Gardes du Pavillon et de la Marine", uma obra de quatro volumes que apareceu em 1764-67), onde logo se tornou comum usar o termo "bizu".
Quando a Família Real veio para o Brasil, trouxe, em sua comitiva, diversos professores de Coimbra. Esses docentes foram colocados na Real Academia Militar.
As aulas de Matemática eram o terror dos alunos, até descobrirem que os mestres usavam, como base das aulas e provas, um livro de um autor francês chamado Etienne Bezout.
Assim, corria pelos alunos a informação de que ter o livro do Bezout era fundamental para ter sucesso na matéria. Ter o Bezout era o diferencial e todos queriam o Bezout, que passava de mão em mão.
Essa é a origem (provável) do termo "bizu". 
Paulo Gurgel

BIBLIOTECA DA FMUFC

Os livros-texto indispensáveis à nossa graduação médica não cabiam no orçamento de uma parte dos alunos, então comprávamos os livros menos dispendiosos, e olhem lá. Foram exceções alguns títulos russos que, por algum tempo, apareceram à venda na Faculdade de Medicina. Traduzidos para o espanhol, podiam ser lidos pelos interessados (e não somente pelo Carlos Maurício, que fazia traduções do russo para o Instituto de Biologia Marinha). De tão baratos, comprei alguns deles para ler nas férias em Senador Pompeu.
Como os livros indicados por nossos mestres eram quase sempre muito volumosos, os apelidávamos de "tijolões" (os livros, bem entendido).
Quem não podia comprá-los, recorria à "carteira de empréstimos" da Biblioteca da FMUFC, à época dirigida pela saudosa Professora Cleide Ancilon de Alencar Pereira (falecida em 24/04/2018).

Entrada da Biblioteca da Faculdade de Medicina (1970). Acervo fotográfico do Memorial da UFC

Para os livros mais procurados, existia inclusive uma fila de espera. E, quando só restava um ou poucos exemplares de um determinado título nas prateleiras da Biblioteca, praticava-se então o "overnight". Explico: o aluno tomava aquele livro de empréstimo por uma noite, com o compromisso de devolvê-lo na manhã do dia seguinte.
E, por ocasião das matrículas, tínhamos que provar que estávamos quites com a Biblioteca. Sob pena de sofrermos multas pela negligência.
Da inesquecível Prof.ª Cleide Ancilon (que esteve à frente da Biblioteca da Faculdade de Medicina / Centro de Ciências da Saúde, de 1957 a 1983), aqui transcrevo o seu relato para a publicação de "70 anos da Biblioteca de Ciências da Saúde da UFC":
"O problema de atraso na devolução dos livros, sobretudo os livros-texto, os mais demandados, era constante e difícil de evitar. Foram feitas diversas tentativas, desde conscientizar os alunos de sua responsabilidade para com os colegas, até suspensão do empréstimo pelo dobro do atraso, medida antipática, prejudicial e também ineficaz, vez que os atrasados sempre conseguiam colegas que tiravam os livros em seus nomes. Sendo tudo em vão, tivemos que implantar a multa, cobrando certa importância por dia de atraso. Foi baixada uma Portaria pelo Diretor da Faculdade (Dr. Waldemar Alcântara) neste sentido, ficando outrossim determinado que o dinheiro proveniente da multa seria investido na compra de livros-texto, a serem sugeridos pelos próprios alunos, no ato de pagamento da multa. Foi a maneira encontrada para que a multa fosse aceita, como, de fato, foi e funcionou bem.
Os alunos sugeriam livros, e a Biblioteca comprava os mais solicitados. Um carimbo era posto na página de rosto do livro: “livro adquirido com dinheiro proveniente de multa”, com a data de compra, livraria e preço. Era feito um balanço todos os meses, sendo uma via afixada no flanelógrafo e outra via arquivada. Foi tudo muito bem, até que, um belo dia, após mudança na Administração Superior, fui convocada pelo novo Pró-Reitor de Planejamento sob ameaça de processo administrativo, porque todo o dinheiro arrecadado deveria ser recolhido aos cofres da Reitoria. Confesso que desconhecia a Lei, portanto a ilegalidade do meu procedimento fazia de mim uma ré confessa, com todas as provas contra mim; carimbo nos livros e balanço, tendo como defesa a Portaria do Diretor. Daí em diante, até hoje, o dinheiro da multa é recolhido aos cofres da UFC, o que é pena."
https://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/57890/1/2019_liv_agmoreira.pdf

Salão de leitura da biblioteca da Faculdade de Medicina da UFC (1970). Acervo fotográfico do Memorial da UFC

Outro recurso largamente usado pelos alunos era o de copiar as aulas em borrões. Para dar mais agilidade ao ato de anotar, devo confessar que desenvolvi uma taquigrafia particular em que o "i" se restringia ao próprio ponto e os advérbios em "mente" eram escritos assim: "m—".
Quem possuía um gravador de voz, utilizava-se da ferramenta nas palestras mais importantes. E depois se reunia com o os colegas do grupo de estudos para que ouvissem as gravações realizadas. Por vezes, o dono do gravador datilografava as aulas e distribuía as cópias com os colegas.
Louvo aqui o Dr. Aluísio Pinheiro que, além das boas aulas de Psicologia que nos ministrava, disponibilizou as apostilas em que podíamos rever o assunto.

WALDEMAR RESSURREIÇÃO (1914 - 1980)

Conterrâneo do compositor e multi-instrumentista José Menezes, Waldemar Ressurreição nasceu na região do Cariri (Jardim), no Ceará. Com 13 anos seguiu com os pais para a cidade baiana de Ilhéus. Por essa época ganhou de presente um cavaquinho, e, logo que aprendeu a tocar um pouco, começou a compor. Em 1932, mudou-se para o Rio de Janeiro.
Em 1944, criou o grande sucesso carnavalesco "Que Rei sou eu?", em parceria com Herivelto Martins, um samba que foi gravado por Francisco Alves na Odeon. Esse samba fazia alusão ao rei CaroI II da Romênia, que abdicou do trono por causa da pressão sobre seu reino pelos nazistas. Refugiando-se no Rio de Janeiro com Madame Lupescu, hospedou-se no Copacabana Palace como uma pessoa comum, sem nenhuma realeza ostensiva, o que intrigava o carioca: afinal, que rei era aquele?
Foi o que inspirou a criação deste samba, gravado por Chico Alves na Odeon, que foi um grande sucesso no carnaval de 1945.
"Que rei sou eu? / Sem reinado e sem coroa / Sem castelo e sem rainha / Afinal que rei sou eu?"
Ainda em 1945, Waldemar compôs com Herivelto o samba "Rei sem coroa", uma espécie de prolongamento do samba "Que Rei sou eu?", o qual foi também gravado por Francisco Alves na Odeon.
"Que rei sou eu? / Que vive assim à toa / Sem reinado e sem coroa / Sem castelo e sem ninguém?"
"Que Rei sou eu?" e "Rei sem coroa" estão disponíveis no canal do Luciano Hortencio no YouTube, neste pseudovídeo:


Em 1998, "Rei sem coroa" constou do show de João Gilberto no Teatro do Sesc Vila Mariana. Com a recente edição do álbum "Relicário" pelo @selosec, o aúdio pode ser apreciado aqui (LINK). É a faixa 14.

GENEALOGIA E PATRONÍMICO CONJUGAL

Pelas regras internacionais das boas práticas em Genealogia, ao menos no Ocidente, as mulheres devem ser apontadas por seus nomes completos de solteiras.
Em Portugal e no Brasil, os "nomes de casadas" só começaram a aparecer depois da segunda metade do século XIX. Portanto, o patronímico conjugal ("nome de casada") trata-se de um fenômeno recente. Foi praticamente introduzido pelo código napoleônico e, por essa influência, estendeu-se aos países ocidentais.
Usar o nome de solteira nas árvores genealógicas apresenta as seguintes vantagens:
  • Impede que sejam perdidos os ramos matrilineares dessas árvores.
  • Conecta as mulheres às suas famílias de nascimento.
  • Ao gravar o nome pré-matrimonial, mantém-se a consistência da árvore familiar a que ela pertence.
  • Essa orientação é válida especialmente nas plataformas de Genealogia, como Family Search, My Heritage, GenPro, Geni e outras.
Assim, se não souber o nome de solteira de uma mulher, deixe o sobrenome em branco. Escreva o seu nome de casada apenas em campo próprio (quando houver).
O nome de solteira sempre! 

POSSE DE J.B. SERRA E GURGEL NA ACLJ

O Prof. J.B. Serra e Gurgel informa e convida para a sua posse como membro titular da cadeira n.º 23 da Academia Cearense de Literatura e Jornalismo (ACLJ), a qual tem como patrono Dorian Sampaio.
Dia: 4 de maio de 2023, a partir de 19h
Local: Palacio da Luz, Rua do Rosário (Praça dos Leões), no centro de Fortaleza
Traje: esporte fino (para convidados); passeio completo com pelerine (para acadêmicos)
Confirmar presença pelo WhatsApp 9 9712 1262
Minibio
João Bosco Serra e Gurgel nasceu em Acopiara, Ceará, de onde saiu aos 10 anos para estudar no Crato e, depois, aos 17, para estudar em. Fortaleza. Aos 17, começou a trabalhar na Gazeta de Notícias, com Dorian Sampaio, Tarcísio Holanda e Juarez Barroso e, aos 19, no jornal O Estado e na rádio Dragão do Mar.
Aos 20, estava no Rio de Janeiro. Levado por Tarcísio Holanda, entrou para o Última Hora. Depois, trabalhou na sucursal do Diário de São Paulo e na Editora Top, como repórter da coluna de Ibrahim Sued, em O Globo.
Aos 25, graduou-se em Ciências Sociais, com habilitação em Sociologia e Antropologia, pelo Instituto se Ciências Sociais da Universidade do Brasil, hoje UFRJ.
Através de Ibrahim Sued, chegou à Cia de Turismo do Estado do RJ, a Flumitur, onde foi diretor, e depois ao Ministério da Fazenda e à Embratur. Desta última, foi para o Instituto Brasileiro do Café, o IBC, e depois para o Instituto Nacional da Previdência Social.
Em 1974, fez concurso para o INPS, ingressando no Serviço Público Federal.
Aos 36, ingressou como professor de Relações Públicas e de Publicidade e Propaganda da Universidade de Brasília.
Foi colunista do Jornal de Brasília, do Jornal do Comércio do RJ, de A Crítica, de Manaus, e diretor da sucursal de O Fluminense, de Niterói, em Brasília.
Produziu e publicou mais de duas centenas de publicações nos Ministérios por onde passou e na Presidência da República.
Tem os seguintes livros publicados (entre muitos outros):
  • Cronologia da Evolução Histórica das Relações Públicas
  • Dicionário de Gíria (em sua 9.ª edição)
  • Livro Negro da Previdência Social
  • Livro Evolução da Previdência Social
  • Nas Terras do Senhor Meu Pai
  • Nas Terras do Senhor Meu Rei (volumes I e II)
Em Brasília, participa como voluntário da Casa do Ceará, sendo responsável pelo jornal Ceará em Brasília. 
É membro da Associação Brasileira de Imprensa e também organiza o banco de dados da família Gurgel do Amaral Valente, de Acopiara.
Mantém na web os sites www.dicionariodegiria.com.br, www.cruiser.com.br e www.familiagurgeldeacopiara.com.br 

BARRACA KABULETÊ

A partir da década de 1970, restaurantes com o nome (parcial ou completo) do título desta canção de Toquinho e Vinicius foram abertos no Brasil. Como o "Kabuletê", na Praia do Futuro, em Fortaleza, a "Pizzaria Tonga da Mironga do Kabulete", em Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro, e o "Tonga da Mironga do Kabuletê", em Boa Vista, Roraima.
Em "Passado, presente e futuro de uma praia" (publicado em "O Povo", de 20/03/2017), Adriano Nogueira escreveu:
Com a metropolização e a consequente expansão da Loura (Desposada do Sol, a cidade de Fortaleza, no dizer de Paula Ney) nos anos de 1970, a vocação turística da cidade insinuou-se como o nicho possível para sua inserção no mercado das oportunidades de desenvolvimento. Estendeu-se a Avenida Santos Dumont até o seu encontro com a Dioguinho, criando-se a Praça 31 de Março (hoje mais bem denominada de Praça da Paz D. Helder Câmara). Surgiram botequins e boates praianos famosos como o Carnaubinha, o Kabuletê (que deu lugar ao Rebu), o Playboy e a Tatarana. E clubes de segmentos profissionais como o do Médico (o dos Magistrados, o dos Oficiais da Polícia e o de Engenharia) também foram sendo criados. As barracas pioneiras, frágeis e de singelo projeto, começaram a dar o ar da graça na parte velha do bairro. O ir e vir de norte a sul ainda era complicado, pois não havia urbanização. As praias do Meireles passaram a ser trocadas paulatinamente pela PF (Praia do Futuro), como passou a ser chamada.
Os grifos são nossos.
https://www.opovo.com.br/jornal/colunas/romeuduarte/2017/03/passado-presente-e-futuro-de-uma-praia.html
Leitura recomendada:
https://docplayer.com.br/66439638-Tempos-e-espacos-da-praia-do-futuro.html

CANINHA SERESTEIRA

No site Brasil cult, em sua página dedicada à cachaça, encontro esta quadrinha com versos de pé quebrado:
Ó lua cheia,
Cheia de graça,
E o meu bucho
Está repleto de cachaça.
De época e autor desconhecidos, como todas as demais quadrinhas que o Brasil cult selecionou no livro "Traçado Geral das Batidas", de Roberto Costa.

Ora, quem acompanhou o violão seresteiro de Claudio Costa (sem parentesco conhecido com o escritor de igual sobrenome), sabe que esses versos não acabam assim. 
Não representam uma quadrinha. 
Aliás, fazem parte da letra de uma canção até hoje grudada em minha mente: 
Ó lua cheia,
Cheia de graça,
E o meu bucho
Está repleto de cachaça.
Apague a luz
Que ninguém viu
Eu estou doido, estou doidinho
Estou seco pra beber
Um garrafão não satisfaz
Eu não encontro amigos desleais
Um vagabundo que está
No botequim para cair
Ele promete não beber de hoje pra trás.
Ó flor!

CANÇÕES, PARÓDIAS E VIRUNDUNS

Canções
A música tinha um papel relevante nas atividades recreativas da Turma de Médicos de 71 da UFC. Tanto em nossos passeios, piqueniques e tertúlias, quanto na grande excursão que fizemos pelo Brasil, Uruguai e Argentina, no verão de 1970.
Tínhamos, por assim dizer, a nossa trilha musical, da qual constavam canções da Época de Ouro da música brasileira (Noel, Pixinguinha, Ary), sambas-canções (Ataulfo, Lupiscínio, Dolores, Maysa) e boleros (Evaldo e Jair), guarânias (Vieira, Taiguara), ritmos nordestinos (Gonzaga, Jackson), marchinhas de carnaval (Lamartine, Braguinha), bossa nova (Tom, Vinicius, João, Menescal e Bôscoli, Toquinho, Lyra e os irmãos Valle), músicas da jovem guarda (Roberto e Erasmo), do rock patropi (Seixas, Rita), músicas de festivais (Chico, Edu, Vandré, Milton), da tropicália (Gil, Caetano, Gal e Betânia), do Pessoal do Ceará (Fagner, Ednardo e Belchior), e da emergente MPB.
Que alternávamos com os hits que chegavam do exterior: músicas inglesas (Beatles, Rolling Stones), estadunidenses (Sinatra, Ray, Elvis, Dilan), latino-americanas (Trini Lopez, Bienvenido, Mercedes), francesas (Aznavour, Piaf), portuguesas (Amália) e italianas (Pavone, Endrigo, di Capri, Ornella). 
Sim, contávamos também com as apresentações do colega ítalo-brasileiro, Roberto Misici, um profundo conhecedor  de óperas e que fazia incursões no bel canto com sua maviosa voz de barítono.
E... na hora que nos víamos no ônibus fretado, de volta para casa? Certamente, estaríamos todos entoando a clássica "Está chegando a hora". Uma adaptação para o samba da valsa "Cielito Lindo", de A.Sedos e F. Tudela.

Quem parte leva saudades de alguém
Que fica chorando de dor
Por isso eu não quero lembrar
Quando partiu meu grande amor.
Ai, ai, ai ai, ai ai ai
Está chegando a hora
O dia já vem raiando, meu bem
Eu tenho que ir embora.


"Cielito Lindo", para quem não sabe, é mexicana. E o tema da letra original é bem diferente.
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Paródias
Entre os recursos da intertextualidade estão as paródias. Nestas, há sempre uma melodia feita anteriormente, cuja letra é modificada a fim de produzir humor, uma vez que o objetivo da paródia é divertir.
Lei 9610 de 19/02/1998 - Art. 47. São livres as paráfrases e paródias que não forem verdadeiras reproduções da obra originária nem lhe implicarem descrédito.
Assim é que circulavam entre nós as recriações com efeito humorístico de algumas canções. Dentre as mais lembráveis, as paródias de "Máscara Negra" (de Zé Kéti e Pereira Matos, gravada pelo próprio Zé Kéti e depois por Dalva de Oliveira), sem título certo ao ser recriada, e de "O Trovador" (de Evaldo Gouveia e Jair Amorim, sucesso na voz de Altemar Dutra), que foi convertida para "O Trocador".

Quantos tiras!
Oh, quantos gorilas!
Mais de mil milicos em ação!
Estudante está apanhando pelas ruas da cidade
Gritando por liberdade.

[...]
Vou gritar, agora!
Não me leve a mal
Fora o Marechal!(bis)


O Marechal era Castello Branco.

Sonhei que um dia eu era um trocador
Dos velhos bondes que não voltam mais.
Passava assim a toda hora:
– Olha a ficha, senhor.
– Olha a ficha senhora.
Tinha uma mocinha que sentava atrás,
Não pagava porque a brecha era demais.

Nos anos 1960, também surgiu a paródia de um samba de Ataulfo Alves. Assim que circulou um boato (falso como quase todos) da prática de necrofilia por uma conhecida pessoa da sociedade cearense. Nos versos seguintes, reconhece-se facilmente onde foram buscar (ô raça) a fonte inspiradora:

Quando morrer
Me enterrem nu'a cova bem funda
Que é pro (a gente fazia um "L")
Não mexer na minha bunda.

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Virunduns
Além dessas, havia a "Lorota Boa" (de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira), que alguém puxava o verso para a turma toda arrematar: "Que mentira / Que lorota boa / Que mentira / Que lorota boa"; as fesceninas: "Abra os olhos e sinta / um metro e trinta"; e os virunduns: "Telma, eu não sou gay" (uma pseudotradução de "Tell me once again") e o"Tá com pulga na cueca / já vi, vou catar", inspirado no "Pata Pata" de Miriam Makeba.
E, não sendo paródia nem virundum, mas apenas uma canção de domínio público, a "Maria Chiquinha": "Que 'ocê foi fazer no mato, Maria Chiquinha?"

ELDA: UM ANO DE SAUDADES

Por Magna Gurgel, em nome do clã Gurgel Carlos

Todo dia sentimos tua falta, seja numa frase, num gesto, num canto de mesa.
Ufa! Quanta saudade!
Querida Eldinha, sabemos que estás no Céu, pois como cristãos entendemos e acreditamos na ressurreição em Cristo. Há um ano, em 9/04/2022, a senhora partiu para o plano divino, mas nossa certeza de que estás com o Pai Eterno vem também da vida terrena que tiveste, considerando que te conduziste no caminho da bondade, do amor ao próximo e dos serviços aos entes queridos e, principalmente, a Deus.
Tua convivência conosco foi marcada pelo exemplo da retidão e do espírito de abnegação, de doação.
Cabe destacar que nos surpreendia sempre com tua atitude sábia e um exemplo "franciscano" de viver, demonstrando desprendimento das coisas materiais e ainda a importância da união familiar e dos valores éticos, morais e espirituais.
Eldinha, não temos palavras suficientes para expressar a grandeza da tua vida e da enorme satisfação em sermos teus filhos.
Por fim, reafirmamos o sentimento de que o teu amor por nós, teus filhos, continua presente no cuidado, no olhar afetuoso, no zelo maternal, só que agora vem de outro plano.
Obrigado por tudo, querida mamãe, estamos tentando seguir teus ensinamentos, conscientes do grande legado recebido por nós.
Paz e bem!
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Ontem (10/04/2023), após longo período de sofrimentos impostos por uma enfermidade neurológica (ELA) e suas intercorrências, faleceu minha prima Tânia Maria Gurgel Coelho. Nascida em 1960, era filha de meus tios Edmar e Marta e deixou um filho, Renato. O velório e a missa de corpo presente aconteceram na Funerária Paz Eterna. (PGCS)

CHEGOU, CHEGOU

O chegadinho chegou
Este, que é um doce típico da culinária brasileira, especialmente na Região Nordeste do Brasil, chegou também ao "Linha do Tempo".
Em outros pontos do Nordeste, o doce é também conhecido por chegadinha, chegadim, cavaco chinês, cavaco, cavaquinho ou taboca; no Norte, por cascalho; em São Paulo e proximidades, por beiju (diferente do "biju", feito de tapioca); e, no Sul, por casquinha (por assemelhar a uma casquinha de sorvete).
Seus ingredientes básicos são farinha de trigo, goma (polvilho), açúcar e água. Pronta a massa, esta é finalmente assada em chapas quentes.
Suas porções são comercializadas por vendedores ambulantes que os levam em tambores metálicos, presos às costas por uma correia apoiada em um dos ombros. Percorrendo as ruas e praças da cidade, eles vão percutindo um triângulo (desses que são usados em trios de forró) por que precisam chamar a atenção dos potenciais fregueses.
Por vezes, o triângulo é substituído por uma matraca.
Notícia de jornal
"O humorista Renato Aragão foi hóspede, ao lado de sua mulher Lilian, do Hotel Caesar Park durante o feriadão. Ocasião em que foi autor de gesto surpreendente. Da sacada do hotel ouviu o barulho de um triângulo. Era um garoto vendendo o conhecido 'chegadinho'. Renato não se conteve, desceu do apartamento e comprou todo o estoque. 'Assim posso matar a saudade da minha infância', disse." (O Povo, 18/11/1993)
Dissertação e monografia:
ARAGÃO, Thaís Amorim. DOCE SOM URBANO: o triângulo e a territorializações dos vendedores de chegadinho em Fortaleza (dissertação), 190p. Faculdade de Arquitetura da UFRGS, Porto Alegre, 2012.
ARAGÃO, Thaís Amorim. Como vendedores de chegadinho usam o som em seu percurso urbano, (monografia), 15p. Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2011

CORRESPONDÊNCIA COM CONRADO

Postagem iniciadora da troca de mensagens:
http://blogdopg.blogspot.com/2013/05/os-girassois-de-van-gogh.html

Olá, Paulo, boa tarde, tudo bem?
Li no seu blog "EntreMentes", ao qual cheguei através do portal do querido Luis Nassif, o artigo sobre os girassóis de Van Gogh e a pesquisa genética que motivaram e achei muito interessante.
Por acaso vi uma espécie de "charge" com o tema, não é bem uma "piada", é mais uma ideia nonsense que achei simpática e achei que o Sr. gostaria de ver.
Mando a imagem.
Outrossim, gostaria de saber se o Sr. tem contato com os Gurgel de São Paulo. Sou músico e há muitos anos toco junto com a pianista Débora Gurgel, esposa do engenheiro Carlos Gurgel (ela é engenheira também, além de musicista). Conheço o Carlos Gurgel há mais de 30 anos, não lembro exatamente o grau de parentesco, mas sei que ele é parente do lendário Conrado Gurgel, meu xará.
Obrigado pela atenção.
Um abraço,
Conrado Paulino, por e-mail

Olá, Conrado, tudo bem!
Inicialmente, sua mensagem me fez lembrar de certo detalhe. Eu ando há algum tempo afastado do Portal do Luís Nassif. Isso não é coisa que eu faça, sô. Vou ver então se o editor ainda me aceita.
O cartum foi simpático, assim como a ideia de me enviar (resisti ao "mo enviar"). 
Pesquisando no Google, descobri que o autor é Angel Boligan, um cartunista cubano. Nele há Van Gogh em profusão: nos quadros do suposto museu (um autorretrato do pintor e uma natureza-morta), além do ramalhete de girassóis com que um galanteador pretende surpreender uma senhorita.
Agora, sobre a família. Os Gurgel em São Paulo com quem tenho contato moram todos em Campinas. São uma irmã (que atende pelo inabitual nome de ******), uma sobrinha e dois sobrinhos-netos.
Quanto a Conrado Gurgel, o engenheiro realmente faz jus ao conceito de lendário pela "muitonacional" que ele criou e administrou, a Gurgel Motores S/A (1969-1994).
Com minha muita consideração,
Paulo Gurgel

CEARÁ E AMAZONAS, PROVÍNCIAS PIONEIRAS NA LIBERTAÇÃO DOS ESCRAVOS

O dia 25 de março é considerado a Data Magna do Ceará porque marca a data da abolição da escravidão no Estado, em 1884. É feriado estadual.
Em 30 de agosto 1881, um grupo de jangadeiros responsáveis pelo embarque de mercadorias no porto da capital da província do Ceará entrava em greve.Liderados por José Luís Napoleão, um escravo liberto que comprara a própria liberdade – e a de quatro irmãs – com suas economias, e por Francisco José Nascimento, filho de pescadores da cidade de Aracati, eles se recusavam a transportar os negros escravizados que seriam levados dali para outras províncias.
Em 1883, os "catraieiros" do Amazonas, que desempenhavam a mesma função dos jangadeiros cearenses – ligavando o cais do porto aos navios com suas pequenas embarcações – também entraram em greve e se negaram a transportar os negros escravizados que seriam enviados do Norte a outras regiões do país.
No ano seguinte, as duas províncias aboliram a escravidão – quatro anos antes da assinatura da Lei Áurea, em 13 de maio de 1888.
Esse pioneirismo foi resultado de uma conjunção de fatores, que vão do papel secundário dos escravizados na economia local ao ativismo dos abolicionistas.
A articulação com o movimento nacional, capitaneado por figuras como José do Patrocínio, Joaquim Nabuco e André Rebouças, foi um fator determinante. E o baiano Manuel Sátiro de Oliveira Dias, então presidente do Ceará, em 25 de março de 1884, assinou a abolição nesta província.
Havia até uma expectativa nacional pela promulgação no Ceará. Meses antes, na Gazeta de Notícias, José do Patrocínio inaugurou uma coluna semanal com uma "contagem regressiva" que enumerava as cidades cearenses em que a abolição já havia sido decretada.
A primeira foi Acarape, atual Redenção.
No Amazonas, o presidente da província, Theodoreto Souto – que era cearense -, promulgou a abolição em 24 de maio, quando foram libertos os últimos escravos da província.
"Abolição dos escravos no Ceará", tela do artista plástico cearense Raimundo Cela (1890-1945)
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