PARQUE AZA BRANCA

O Parque Aza Branca é o principal ponto turístico de Exu.
Ele foi fundado pelo próprio Luiz Gonzaga. A fazenda onde foi instalada esta atração foi comprada pelo Rei do Baião no início dos anos 1970. Em 1982, voltando a morar no Exu, o sanfoneiro  elegeu o Parque como moradia definitiva.
Ele foi idealizado pelo próprio artista – que, com a carreira já  consolidada, quis construir um complexo de atrações para preservar seu nome e sua obra.
No local é possível visitar o Museu do Gonzagão, que abriga o maior acervo original do músico. Entre os objetos pessoais, há sanfonas, chapéus, sandálias e gibão de couro, discos de ouro e fotografias. Outras atrações são a casa onde ele morou, que mantém os móveis originais, e o mausoléu onde Gonzaga está sepultado juntamente com sua primeira mulher ("dona" Helena), que seu filho Gonzaguinha mandou construir para o casal.
Foto. Nós (Sérgio, Paulo, Elba, Luciano e Elsa), sob um frondoso  juazeiro, árvore típica da caatinga, no Parque Aza Branca.
Há ainda uma réplica da casa de reboco onde nasceu o músico e um viveiro de asas-brancas (nome científico: Patagioenas picazuro, a ave columbídea que inspirou a famosa canção de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira). A grafia do nome do parque acompanha a da canção original, registrada assim para acompanhar o Z de Luiz e de Gonzaga. 
O parque tem também duas pousadas para hóspedes: Santana, em homenagem à mãe de Gonzagão (a agricultora e dona de casa Ana), e Januário, nome de seu pai, lavrador e sanfoneiro.
Endereço: Rodovia Asa Branca, KM 38, Exu (PE). Ingresso 12,00

RETORNO AO CARIRI

Passeios nesta região com Elba e o casal Luciano/Elsa
13/01/2025, segunda-feira
Percurso: Fortaleza; Triângulo; Quixadá; rest. Pé de Serra (lanche: tapioca com queijo, cuscus com carne moída e café); Juatama e Pedra do Vento (pela 2.ª vez); Banabuiú e Açude Arrojado Lisboa (tomando água com as primeiras chuvas da quadra invernosa), Orós; Lima Campos; Cedro (lanche: pastéis de queijo e caldo de cana), Caririaçu (altitude 713 m) e Juazeiro do Norte.
Sérgio Gurgel e Solange, foram nossos anfitriões em Juazeiro do Norte. Meu irmão José Gurgel e Isabel nos acompanharam em alguns passeios.
À noite, estivemos na casa de Paolo Giorgio e Lorena, na Lagoa Seca, para nos deliciarmos com vinhos brancos e pizzas de vários tipos preparadas pelo anfitrião com farinha de trigo importada da Itália.
14/01/2025, terça-feira
Acompanhei Sérgio em sua tomografia multislice de tórax realizada pelo radiologista Dr. Expedito. Tudo bem com o estado de saúde do meu irmão, que poderá inclusive receber alta clínica da doença que o acometeu recentemente.
Elba foi visitar sua tia Teresa, de 97 anos, em situação de leito permanente.
À tarde, chovia bastante. As mulheres do grupo foram ver e comprar folheados a ouro no comércio de Juazeiro.
15/01/2025, quarta-feira
Viagem de Juazeiro do Norte, passando por Crato e pela Floresta Nacional do Araripe até Exu, Pernambuco (80 km). Num trecho da viagem, o observador experimenta um fenômeno semelhante ao que ocorre na Rua do Amendoim, em BH. Ao deixar o motor desligado e desengrenado e soltar os freios, tem-se a ilusão de que o automóvel sobe a rodovia em vez de descê-la (uma ilusão de óptica causada pela topografia do local em que um aparente aclive é, na verdade, um declive).
Local visitado:
Parque Aza Branca
É o principal ponto turístico de Exu. Fundado por Luiz Gonzaga, o Parque foi idealizado pelo próprio "Rei do Baião" – que, com a carreira já consolidada, quis construir um complexo de atrações para preservar seu nome e sua obra. No local é possível visitar o Museu do Gonzagão, que abriga o maior acervo material original do músico. Entre os objetos pessoais, há sanfonas, chapéus, sandálias e gibão de couro, discos de ouro e fotografias. Outra atração é a casa onde ele morou, que mantém os móveis originais, e o mausoléu onde Gonzaga está sepultado junto com sua primeira mulher ("dona" Helena), que seu filho Gonzaguinha mandou construir para o casal. Ingresso: 12 reais.
Endereço: Rodovia Asa Branca, KM 38, Exu (PE).
À tarde, fomos à Colina do Horto, em Juazeiro do Norte. O acesso a este geossítio é possivel por caminhada ou por um teleférico, o qual foi construído há três anos pelo Governo do Ceará. Nesse local estão a Estátua e o Museu Vivo do Padre Cícero e a Igreja do Senhor Bom Jesus do Horto. O visitante chega ao templo depois de percorrer uma alameda com cerca de 300 metros.
À noite, participamos de um bingo na casa de Paolo Giorgio e Lorena.
16/01/2025, quinta-feira
Viagem de Juazeiro do Norte a Santana do Cariri.
Locais visitados:
Museu Paleontológico Plácido Cidade Nuvens. Guia: aluno João Victor
Esta instituição foi criada com o objetivo principal de proteger o patrimônio fossilífero da Bacia do Araripe. Hoje o MPPCN tem uma missão científico/cultural na região do Cariri, fortalecendo a pesquisa científica e o turismo nesta região.
Santuário da Beata Benigna
Brugge Vila Medieval. É um projeto composto por arquitetura europeia do período medieval e jardins renascentistas de propriedade do Dr. José Pereira. Fica localizada no distrito de Araporanga a 8 Km da sede de Santana do Cariri. As construções formam um conjunto representativo de 7 países como Suíça, Inglaterra, Alemanha, França, República Theca, Áustria e Espanha.
Viagem de Santana do Cariri a Nova Olinda
Locais visitados:
Mestre Espedito Seleiro, artesão do couro: casa (na qual o entrevistamos), oficina e museu
Fundação Casa Grande - Memorial do Homem Kariri. Fundado por Alemberg Quindins após a restauração da primeira casa grande da fazenda que deu origem ao município de Nova Olinda. Guia: aluna Ana Beatriz
Almoço/jantar no Pinheiro Restaurante, no Crato Tênis Clube.
17/01/2025, sexta-feira
Viagem de Juazeiro do Norte a Barbalha
Locais visitados:
Centro de Barbalha
Balneário do Caldas (a 8 km da sede do município). Destino de milhares de turistas por ano, este  balneário é responsável por boa parte da renda da cidade e, compondo o complexo turístico, ainda apresenta fontes e piscinas naturais de água mineral e um hotel de serra.
Complexo Ambiental Mirante do Caldas
Além do mirante (equipado com binóculos para a observação da natureza e da vila local), o Complexo conta com teleférico de cadeiras, passarelas, borboletário etc.  Construído pelo Governo do Estado do Ceará, foi inaugurado em 2021. Uma estrada que liga Barbalha a Pernambuco cruza este geopark.
Distrito de Arajara (Barbalha), com retorno pelo Crato para Juazeiro.
Cariri Garden Shopping
Jantar no restaurante Pasto y Pizzas na Lagoa Seca
18/01/2025, sábado
Retorno a Fortaleza. Em Quixadá, estacionamos no Pé de Serra para o almoço (à base de carnes, arroz, feijão e macaxeiras).
Agradecimentos
A Luciano, que nos transportou em seu carro novo por estas viagens; a Sérgio e Solange, nossos diligentes anfitriões em Juazeiro; e ao gentil lojista Tico Amorim, proprietario da Casa da Aliança, que se interpôs entre nós e o garçom, à hora de pagar uma conta. 

MEMÓRIA. CARIRI CEARENSE

A primeira vez que eu estive no Cariri cearense foi em 1976. Naquele ano, servindo como capitão médico no Hospital Geral de Fortaleza, fui designado para chefiar uma Comissão de Seleção Volante.
Foram 40 dias em que percorri municípios cearenses com a missão de examinar os conscritos para os Tiros de Guerra. Para isso, botei meu carango na estrada, contei com a ajuda de instrutores locais (sargentos), a acolhida de prefeitos e ganhei diárias.
No Ceará, existiam 11 Tiros de Guerra. Estive em oito deles: Aracati, Limoeiro do Norte e Russas; Crato e Juazeiro do Norte; Quixadá, Quixeramobim e Iguatu. Ficaram fora do meu roteiro: Acaraú, Camocim e Itapipoca. Acredito que estes últimos municípios foram visitados pelo capitão médico Raimundo Queiroz, a quem coube também realizar a seleção em Tiros de Guerra no Piauí e no Maranhão.
Em momentos de lazer, compareci a uma seresta na casa do Sr. Leandro Bezerra e fui até Barbalha onde conheci o Balneário do Caldas com suas águas termais.
Na década de 1980, acompanhando o empresário Edmilson Alves de Sousa, proprietário de "A Ferragista", fomos uma vez ao Crato, via Várzea Alegre.
Em Várzea Alegre, terra natal do Padre Antônio Vieira (de "O Jumento, nosso irmão"), do compositor Luiz Sérgio Bezerra, de Otacílio Correia e de Vilani, esposa de Edmilson, comparecemos numa festa em que o empresário foi homenageado. Era uma sexta-feira à noite.
No dia seguinte, viajamos ao Crato. onde Edmilson tratou de negócios imobiliários. E, à noite, fomos ao Crato Tênis Clube.
No domingo, voltamos para Fortaleza. Uma viagem apenas interrompida para almoçarmos num restaurante à margem da estrada. 
Com as noites anteriores mal dormidas, preocupava-me um plantão noturno que eu teria logo mais no Setor de Emergência do Hospital de Messejana. Então, mudei-me para o banco de trás do espaçoso carro do Edmilson, onde sob o domínio da sonolência pós-prandial consegui dormir um par de horas. E, para minha sorte, o plantão noturno acabou se mostrando excepcionalmente calmo.
Nos anos seguintes, o Cariri cearense esteve no roteiro dos meus passeios (com Elba e filhos) por cidades da Paraíba (Campina Grande) e Pernambuco (Garanhuns, Triunfo e Caruaru). Numa dessas oportunidades, hospedamo-nos no Verdes Vales Hotel, em Juazeiro do Norte; em outra, pernoitamos em Aurora, a terra natal de minha mulher, e noutra fomos até Jardim.
E sucederam as viagens (aéreas) que fiz às Microrregionais de Saúde do Estado do Ceará para ministrar aulas em Cursos de Capacitação de Médicos e Enfermeiros das Equipes de Saúde da Família em Diagnóstico, Tratamento e Ações de Controle da Tuberculose:
23/08/2001, Juazeiro do Norte;
13/11/2001, Brejo Santo;
11 e 12/07/2002, Crato.
Em 22/12/2001 houve o casamento de minha sobrinha Francesca Germana Quezado Gurgel e Silva com Daniel Magalhães Soares, em Juazeiro do Norte. 
22/12 - Partida de Fortaleza em ônibus fretado pela família Gurgel. Almoço em Iguatu. Casamento. Recepção em buffet. 23/12 - Almoço no Granjeiro. Jantar em  Lagoa Seca. 24/12 - Sítio B. Santos e passeio em Caririaçu (a 25 km). 24/12 - Almoço no Cariri Shopping. Jantar de véspera de Natal na casa de José Gurgel e Isabel. 25/12 - Almoço em Quixeramobim. Chegada a Fortaleza.

QUATRO ASES E UM CORINGA

me·lé,substantivo masculino
Etimologia: origem obscura
1. [Brasil, Informal] Aguardente de cana. = CACHAÇA
2. [Brasil: Regionalismo] [Jogos] No jogo do pôquer, carta que muda de valor, segundo a combinação que o jogador tem na mão. = CURINGA
3. [Brasil] Diamante com imperfeição.
In: Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
"MÚSICA NORDESTINA" E AS MEMÓRIAS EM DISPUTA
"A versão mais disseminada na imprensa carioca sobre o surgimento do Quatro Ases e Um Coringa atenta para o desejo do violonista Evenor Ponte Medeiros de fazer um conjunto quando morava em uma pensão só para rapazes nos idos de 1940, na maioria estudantes, localizada na Av. Princesa Isabel, em Copacabana. Evenor reuniu seus dois irmãos Permínio e José Ponte Medeiros e mais o André Batista, cearense apelidado por “Melé” nas antigas peladas de futebol e formaram um conjunto a que deram o nome de Bando Cearense. Começaram tocando em festas, reuniões familiares, shows, etc.
Inicialmente os rapazes cursavam faculdade e não tinham a pretensão de se dedicarem exclusivamente ao conjunto, diferente de outros grupos que se deslocavam com o desejo de impulsionarem a carreira artística. Em dezembro os quatro integrantes embarcaram para o Ceará em visita aos parentes e chegando em Fortaleza convenceram Esdras Guimarães, um amigo apelidado de Pijuca, exímio violinista e integrante de um outro conjunto, a fazer parte do grupo.
Por esse tempo, o poeta e jornalista Demócrito Rocha fundou o jornal O Povo no Ceará e ao conhecer os cinco jovens músicos colocou o nome do conjunto de Quatro Ases e Um Melé, e assim começaram a fazer algumas apresentações. Mais tarde, retornaram novamente ao Rio de Janeiro, conseguiram cair no agrado do locutor César Ladeira, que na época era diretor da Rádio Mayrink Veiga, e acabou contratando os cinco rapazes para se apresentarem no horário nobre da emissora, permanecendo por cerca de três meses.
De acordo com Miguel Curi, jornalista e compositor de sambas, o quinteto também participou de audições na Ceará Rádio Clube (PRE-9) com o nome Quatro Ases e Um Melé, agradando João Dummar, que os recomendou ao Teófilo de Barros Filho, diretor da Rádio Tupi. No Rio de Janeiro fizeram o teste e foram contratados pelo valor de Cr$240,00 para cada um e estrearam no programa Noite na Roça, com o nome modificado para Quatro Ases e Um Coringa (*) a pedido de João Dummar, fundador da Ceará Rádio Clube, pioneira da radiofusão no estado, que esclareceu aos integrantes que a expressão "melé", que significava no Ceará uma expressão popular para a carta do Coringa do baralho, não seria compreendida pelo público carioca."
N. do E.
(*) Também modificado como pilhéria para: Quatro com Asma e Um com Íngua
Vídeo:
NO CEARÁ É ASSIM, de Carlos Barroso, com Quatro Ases e Um Coringa (1952):

LENDA DA SUMAÚMA

Conta a lenda que em tempos antigos o marido de uma curandeira foi picado por uma cobra venenosa, e ela nada pôde fazer para salvá-lo. Passado o luto, ela se dedicou a pesquisar a cura para a picada de cobras. E descobriu que o tubérculo da planta Dracontium lorettense não só curava as picadas, como também dava imunidade à vítima contra o veneno das picadas.
Infelizmente, um dia o filho da curandeira foi picado, e o remédio não funcionou. Desesperada, ela suplicou ao espírito da planta que deixasse seu filho viver. Em troca, a curandeira concordou em tornar-se espírito e viver para sempre na base da Sumaúma. Por isso é que existe a "Mãe Sumaúma", este espírito que ocupa um lugar de honra no reino dos espíritos da selva. É ela que, com seus poderes, olha e protege as plantas e os animais da floresta.

Este texto é um excerto editado de "Um Conto Amazônico", de Arnaldo Quispe, publicado em 2013 no Blog Terra Náua.

Foto - Crianças brincando em torno de uma sumaúma (ou samaúma, as duas grafias são usadas). Fotografei esta cena no Horto Municipal de Belém.

ANA KAROLINA E HUMBERTO NETO

CONVITE

Cerimônia religiosa e recepção de casamento (com a bênção de Deus e dos pais) de Ana Karolina e Humberto Neto na Praia de Morro Branco, em Beberibe - Ceará.

Quatro de janeiro de 2025, às 16 horas.

Postagem atualizada em 05/01/2025, com a inclusão da fotografia acima.

Minha esposa e eu fizemos reservas para "Ocas do Índio", uma pousada em Morro Branco perto do local do evento.

"CHICO BUARQUE EM 80 CANÇÕES" E OUTROS LIVROS

Como acontece por ocasião dos festejos de fim de ano, fui presenteado em 2024 pela amiga Maristane Fernandes Macedo com um livro. 
CHICO BUARQUE EM 80 CANÇÕES, de André Simões, Editora 34
Sobre o livro:
Já no prefácio, o autor diz que "para analisar uma canção, requer-se a utilização de critérios próprios e adequados. A indissociabilidade entre música e letra é apenas o mais básico deles". Depois de enumerar outros elementos que devem ser pesados - arranjo, interpretação, performance etc. - ele conclui que a canção "é um objeto de estudo fortemente interdisciplinar". É com essa disposição que André Simões (um jornalista que estudou música e literatura) se debruça sobre 80 canções de Chico Buarque, dispostas ao longo de quase seis décadas de criação. O livro abre com "Pedro Pedreiro", de 1965, e se encerra com "Que tal um samba?", de 2022.

Nos anos anteriores:
2023 - "Escritos da Casa Morta", romance de F. Dostoiévski
2022 - "O Mosquito - A incrível história do maior predador da humanidade", de Timothy C. Winegard
2021 - "Redentor", de Rodrigo Alvarez
2019 - "João de A a Z", livro autobiográfico do pianista e maestro João Carlos Martins
2018 - "Conquistadores - Como Portugal forjou o primeiro império global", de Roger Crowley
2017 - "Médico de Homens e de Almas", de Taylor Caldwell.
2016 - "101 Canções que tocaram o Brasil", de Nelson Motta
2015 - "Smart" (sobre a internet), de Frédéric Martel 
2013 - "Contra a Perfeição - Ética na era da engenharia genética", de Michael J. Sandel
2011 - "O Livro de Ouro da MPB", de Ricardo Cravo Albin
2010 - "Chico Buarque", de Wagner Homem.
Atualizando:
2025 - "Nexus", de Yuval Noah Harari

EVENTOS EM SOBRAL (2024)

Na retrospectiva em versos que fez sobre o ano de 2024, o jornalista Fernando Adeodato Junior incluiu as notícias do II Encontro da família Mont'Alverne, ocorrido em 03/08/2024, e da Festa de entrega oficial do Mosteiro da família à Prefeitura de Sobral - Ceará, que aconteceu em 11/12/2024, juntamente com o lançamento do livro "Solar dos Mont'Alverne - Lugar de Memória", uma obra organizada por Glória Giovana Saboya Mont'Alverne e Gisele Mont'Alverne Barreto Lima. Sem dúvida, eventos inesquecíveis para a família e para a própria história de Sobral.
"II Encontro montalvernês
Aconteceu em 3 de agosto
Foi sucesso mais uma vez
Quem faltou teve desgosto.

Mosteiro foi repassado
À Prefeitura de Sobral
Magnífico livro lançado
Em festa linda e informal."

ENCONTRO ANUAL DA "GURGELÂNDIA" (2024)

Local: Espaço MGM, na rua Dr. João de Deus, n.º 627 (bairro de Fátima), em Fortaleza-CE

Dia e horário: 21/12/2024 (sábado), às 16h30

Organização: Sílvio Gurgel (radicado em Mossoró) e Solange Almeida Gurgel

Programação

Comes e bebes

Música ao vivo, ft. Paulo Feitosa Gurgel

Exposição de fotografias antigas da família

Projeção audiovisual produzida pelo primo Renato Gurgel, com destaques para o sítio Catolé, em Senador Pompeu-CE, e o bairro Otávio Bonfim (atual Farias Brito), em Fortaleza

Saudação natalina aos participantes

Sorteio de exemplares de livros publicados por membros da família Gurgel, em Fortaleza, 2023 ("Um septuagenário sob distintas ópticas", "Edição Êxtase" e "A história de Elda - A matriarca da família Gurgel Carlos")

Foto panorâmica oficial (*) dos participantes do encontro. (PGCS).


(*) Via Blog do Marcelo Gurgel, onde mais detalhes deste evento familiar foram reportados.

QUARTO ANIVERSÁRIO DE BENÍCIO

Ontem à noite, o neto Benício Viana Gurgel, filho de Érico e Aline, teve o quarto aniversário natalício comemorado em família e com seus amiguinhos na Unidade "Pakaraka - Parques e Festas", do Pátio Dom Luís.

 Benício, entre os pais:

PHARMA MECUM

Aqui agregamos os títulos e links das postagens de "Linha do Tempo", "EntreMentes" e "Preblog" em que são abordados aspectos curiosos e anedóticos de alguns medicamentos.
Farmacopeia de LT
PÍLULAS DO DR. MATTOS
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2010/12/as-pilulas-do-mato.html
A SUPER NONI
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2010/08/super-noni.html
FIMATOSAN
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2014/10/fimatosan.html
GETS-IT
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2014/06/os-joanetes-da-vovo.html
REMÉDIOS DA VOVÓ
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2019/08/remedios-da-vovo.html
REMÉDIOS DA MAMÃE
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2020/07/remedios-da-mamae.html
Farmacopeia de EM
Tem remédio?
http://blogdopg.blogspot.com/2010/08/tem-remedio.html
Tudo tem remédio
http://blogdopg.blogspot.com/2008/11/tudo-tem-remdio.html
Rhum Creosotado
http://blogdopg.blogspot.com/2008/02/ruminando.html
Cigarros "Peitoraes"
http://blogdopg.blogspot.com/2009/02/cigarros-medicinais.html
Benzetacil
http://blogdopg.blogspot.com/2009/05/benzetacil.html
Obecalp
http://blogdopg.blogspot.com/2021/06/obecalp.html
Farmacopeia de Preblog
LABORES LABORATORIAIS
- A questão Lafi
http://preblog-pg.blogspot.com/2010/07/labores-laboratoriais-1.html
- A questão Andrômaco
http://preblog-pg.blogspot.com/2010/07/labores-laboratoriais-2.html
- A questão Lilly
http://preblog-pg.blogspot.com/2023/07/labores-laboratoriais-3.html
O CENTENÁRIO COLÍRIO MOURA BRASIL
http://preblog-pg.blogspot.com/2024/10/o-centenario-colirio-moura-brasil.html

A PALO SECO

É o título de uma canção de Fagner e Belchior, aqui gravada ao vivo por Belchior na TV Diário.
Esta canção é de 1975 (do LP "Alucinação"). Lembro-me de que à época procurei saber o significado de "a palo seco", uma expressão que eu desconhecia até então. Recorrendo aos dicionários do Aurélio e do Houaiss, nada encontrei a respeito.
Tempos depois, tomei conhecimento da existência de A PALO SECO, um poema de João Cabral de Melo Neto. Diz o genial poeta pernambucano, que é também o autor de "Morte e Vida Severina" (musicado por Chico Buarque), que:
Se diz a palo seco
o cante sem guitarra;
o cante sem; o cante;
o cante sem mais nada;
se diz a palo seco
a esse cante despido:
ao cante que se canta
sob o silêncio a pino.
Com uma linda canção e um preciso poema a referenciá-lo, "a palo seco" merece constar de todos os dicionários da língua portuguesa.
E o meu Dicionário Brasileiro de Frases [1] [2] também está nessa.
[https://x.com/jornalnota/status/1826764687825932779]
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Post scriptum
El origen del modismo comenzó a utilizarse en los ámbitos marineros, para referirse al hecho de navegar con las velas recogidas en un día de fuerte viento… es decir, con el mástil (palo) descubierto (seco).
En el Diccionario de Autoridades (1726-39) ya aparece el término "a palo seco" para referirse al modo de navegar con las velas recogidas. Pero si viajamos hacia atrás, podemos encontrarnos con "diarios de a bordo" de insignes marinos, como es el caso de Cristóbal Colón, en los que se detallaba una navegación con el "árbol seco" debido a la gran tempestad del viento.

[https://blogs.20minutos.es/yaestaellistoquetodolosabe/cual-es-el-origen-de-la-expresion-a-palo-seco/]

ASSOCIAÇÃO DOS FILHOS E AMIGOS DE AURORA

Na tarde de sábado (30) aconteceu no Salão Nobre do BNB Clube, em Fortaleza, a festa de aniversário dos 15 anos de fundação da AFA, a Associação dos Filhos e Amigos de Aurora.
Organizado por Francisco Nemésio Ramalho, atual presidente da AFA, o evento contou com distribuição de camisas alusivas, música ao vivo (Pavão e banda) e, como prato principal, uma brasileiríssima feijoada.
Foi também uma oportunidade para rever meus amigos de Aurora-CE, terra natal de minha esposa.
Da esquerda para a direita: José Leite, eu (Paulo), Elba e Paulo Henrique. Denise Macedo fotografou.

ARTE URBANA NO COMPLEXO VER-O-PESO

A cidade de Belém, no Pará, inaugurou uma área com 6 mil m² de muros, paredes e fachadas na atração turística Complexo Ver-o-Rio, às margens da Baía do Guajará. Esta é a segunda edição do projeto, uma iniciativa do Museu de Arte Urbana de Belém (M.A.U.B) que visa a valorizar a arte urbana na capital paraense.

Feito por 21 artistas visuais, a obra, que começou a ser realizada em 18 de outubro, foi entregue à cidade em 10 de novembro.

Os temas das artes são variados: medicina dos povos originários, fluxo migratório, águas internas, ciclos da mulher, lendas regionais e rituais para apagar o fogo.

O momento de execução e inauguração do projeto foi estratégico, coincidindo com um cenário de aquecimento turístico local, já que a capital paraense foi escolhida como sede da COP-30, o grande evento mundial sobre mudanças climáticas. E o resultado foi positivo, gerando maior visibilidade ao tema e também à Street Art.

Fontes
www.cnn.brasil.com
http://gazetadasemana.com.br/noticia/137418

BARCARENA

16/11, sábado
Região Metropolitana de Belém (RMB), também conhecida como Grande Belém, reúne oito municípios do Estado do Pará em relativo processo de conurbação (integrados socioeconomicamente). A RMB é formada pelos municípios de Ananindeua, Barcarena, Belém, Benevides, Castanhal, Marituba, Santa Bárbara do Pará e Santa Izabel do Pará.
Barcarena
126.650 pessoas (2022)
O nome "Barcarena" se originou da presença no assentamento de uma grande embarcação batizada como "Arena" e vulgarmente conhecida como "Barca". E a junção destas duas palavras fez com que a localidade ficasse conhecida como Barcarena. Contudo, o nome da cidade pode também ter sua origem numa povoação em Portugal chamada Barcarena, de onde vinha a maior parte do armamento e pólvora do império português (Fábrica da Pólvora de Barcarena).
Na época da Cabanagem, Barcarena foi um dos principais palcos dos conflitos.
É onde se encontra a sede operacional da Alunorte, a maior refinaria de alumina (*) do mundo fora da China. E onde está localizado o maior porto do Estado do Pará, o Porto de Vila do Conde.
(*) a matéria-prima do alumínio.
Praia do Caripi, a principal atração turística de Barcarena. Nesta praia fluvial, em Vila dos Cabanos, estão o Samaúma Park Hotel, a Casa da Árvore e o trapiche do Caripi, além de outros restaurantes e hotéis.
A partir de Belém, o acesso à Praia do Caripi pode ser feito, via Ananindeua, pela Alça Viária do Pará (PA-483), com pontes que cruzam os rios Guamá, Acará e Moju, com um trajeto de 115 km; ou, pode ser feito, pela PA-151, com um trajeto rodoviário de 51 km, acrescido do percurso pelo rio com a utilização de uma balsa da Arapari Navegação (em que cobram 66 reais por veículo). 
Usamos a primeira opção (com uma parada na Padaria DomNato para o nosso café da manhã) na ida para Barcarena e a segunda opção, na volta para Belém. Rodrigo, que tinha voltado de Foz do Iguaçu no dia anterior, dirigiu o carro.
Em Caripi, optamos por ficar nas instalações do Samaúma, cujo restaurante é aberto ao público.
Rodrigo, Renan, Natália c/ leon, eu e Elba no Samaúma Park
17/11, domingo
Com as horas que me restavam em Belém (antes de voltar para Fortaleza), aproveitei para conhecer o Complexo Ver-o-Rio. Está sendo preparado para receber os participantes da COP30.

PÉROLA DO CAETÉ

Bragança, no Pará, é conhecida como "Pérola do Caeté", por sua localização na margem do rio Caeté. É uma das cidades mais antigas da Amazônia, tendo 411 anos de existência.
População: 130.122 habitantes (IBGE/2021).
É um importante polo pesqueiro do Pará e do Brasil, além de destacar-se pela culinária, artesanato e pelas danças típicas. 
A distância pela rodovia de Belém a Bragança é 222 quilômetros.
Em fevereiro de 2020 escrevi no Blog LT:
No Parque da Residência (antiga residência dos governadores do Pará e onde hoje abriga a Secretaria de Cultura), há um vagão de trem que pertenceu à Estrada de Ferro Belém-Bragança. Com a extensão de 222 quilômetros, esta ferrovia foi a primeira a ser construída na Amazônia brasileira. Esta EF foi terminada em 1908 e desativada em 1965.
Atualmente os treze municípios que compõem a rodovia PA-242 (ligação via terrestre da capital paraense com Bragança), aderiram ao termo de reconstrução do caminho da antiga Estrada de Ferro, que marcou parte da história econômica do estado do Pará, com o fim de criar a Rota Turística Belém-Bragança.
14/11, quinta-feira
Locais visitados:
Praça da Matriz (Catedral de Nossa Senhora do Rosário).
Praça da Bandeira, onde pegamos uma condução coletiva para Ajuruteua. Duração da viagem: 1 hora.
Praia de Ajuruteua
Fica a 38 quilômetros do centro urbano de Bragança. Em boa parte da viagem, a rodovia atravessa uma Area de Proteção Ambiental (APA) e o micro-ônibus percorre a Vila de Pescadores dessa região praieira.
A praia marítima de Ajuruteua tem aproximadamente 3 km de extensão e 800 m de largura, em maré baixa. Sua nova orla, constituída por calçadão, restaurantes, quiosques e outros equipamentos urbanos, foi entregue ao público pelo governo estadual do Pará em dezembro de 2023.
Circulamos no calçadão, tiramos algumas fotos e almoçamos no restaurante Sabor de Beijo.
De volta à sede de Bragança. Após um curto descanso na pousada, saí para visitar:
Museu da Marujada
É um teatro e museu brasileiro fundado em 1997 no antigo cinema Olímpia, localizado na cidade paraense de Bragança. em homenagem aos 204 anos de tradição da marujada de São Benedito na região, uma manifestação de sincretismo religioso e cultural do povo bragantino. No museu há, entre outras curiosidades, uma exposição dos instrumentos musicais de pau e corda (violino, rabeca, banjo e tambores) como os que são tocados pelos membros da irmandade em seus dias festivos.
15/11/2024, sexta-feira (feriado)
Locais visitados:
Igreja de São Benedito, construída por negros e índios no século XVIII, sob a supervisão dos jesuítas, apresentando peças barrocas no interior.
Passeio com Elba na Orla de Bragança (que tem dois níveis) para fazer fotografias.
Fizemos pequenas compras no Supermercado Beira-Rio, onde conhecemos a administradora do estabelecimento, uma senhora muito simpática natural do Quixadá. Dizendo-se alegre por estar atendendo conterrâneos do Ceará, ela foi logo se apresentando como uma  fã ardorosa do Lula e do Camilo Santana. E deu notícias sobre o compositor e cantor Almirzinho Gabriel, filho do médico e ex-governador do Pará Almir Gabriel, o qual foi casado com Maria do Socorro, prima de meu pai.
Almoçamos no Tipiti da Orla e rumamos para a Rodoviária Municipal, onde tomamos o ônibus de volta a Belém.
[continua]

BELÉM, BRAGANÇA E BARCARENA

Período: 12/11 a 17/11 (até 24/11 para Elba)
12/ 11, terça-feira
Almoço na Praça de Alimentação do Aeroporto Pinto Martins. Voo Latam, trecho Fortaleza-Belém, com chegada na capital paraense, às 16h25. Natália foi nos buscar no Val De Cans para nos levar a seu apartamento no Umarizal.
À noite, como estava previsto, fomos comemorar em petit comité a mudança de idade de Elba. No "Amazônia na Cuia", um restaurante de comidas típicas paraenses.
Elba, Renan e Natália
Tendo viajado para partipar como palestrante do IX Encontro Nacional dos Tribunais de Contas, em Foz do Iguaçu, o genro Rodrigo não pôde estar conosco neste evento familiar.
13/11, quarta-feira
Após o café da manhã, Natália nos levou ao Terminal Rodoviário de Belém, no bairro de São Brás, onde Elba e eu pegamos um ônibus da empresa Boa Esperança com destino a Bragança, uma das cidades históricas do Pará.
Trajeto: 223 quilômetros de Belém até Bragança, em que passamos por Ananindeua, Marituba, Benevides, Santa Izabel do Pará, Castanhal, São Francisco do Pará, Igarapé-Açu, Capanema e outros municípios. Duração da viagem: 5 horas.
Hospedagem no Arans, uma pousada com cachoeirinha e tanque de carpas.
Locais visitados no dia:
Praça do Coreto
Orla de Bragança (Rio Caeté)
À noite, jantar no restaurante Benquerença.
[continua]

ESPAÇO DA LEITURA PIO RODRIGUES NETO

A leitura é um exercício que estimula a percepção e aguça a criatividade, e pensando nos benefícios que esta atividade pode proporcionar para as pessoas, a Secretaria do Meio Ambiente e Mudança do Clima (Sema), inaugurou, neste domingo (10), o Espaço da Leitura Pio Rodrigues Neto, no Parque Estadual do Cocó.
O local é uma homenagem ao ambientalista, empresário e membro do Conselho Gestor da Unidade de Conservação (UC) estadual, que em 2017, promoveu o plantio de 40 mil árvores nativas às margens do rio Cocó e em áreas específicas do Parque, em celebração aos 40 anos da C. Rolim Engenharia, empresa que Pio Rodrigues Neto à época dirigia. Ele também é celebrado por suas obras literárias e por seu compromisso com a preservação ambiental.
A cerimônia de inauguração contou com a presença da titular da Sema, Vilma Freire; do secretário executivo, Fernando Bezerra; do homenageado e seus familiares. Além de frequentadores do Parque e cidadãos engajados com a causa ambiental.
Durante a inauguração, o homenageado (foto), que também possui o título de "Amigo do Cocó", fez um discurso emocionado. “Eu não tenho nenhuma dúvida que plantar árvores faz parte da minha missão e eu fico extremadamente feliz com esta honraria de ter meu nome preservado, aqui no parque, recebo isso com o coração cheio de gratidão mas isso também me serve de forte incentivo para continuar trabalhando. Eu acho que é uma missão cidadã, é uma missão de um ser humano que entende um pouco essa necessidade do verde em Fortaleza”, declarou Pio Rodrigues Neto.
Na segunda-feira (11), fui ao Parque do Cocó para conhecer esta inicitativa, tendo deixado para o acervo do Espaço de Leitura um exemplar do livro "Edição Êxtase", de minha autoria.

JANUÁRIO E MACÁRIO

Esta história reúne "Seu" Januário (foto), pai do cantor e compositor Luiz Gonzaga, com o Dr. Humberto Macário de Brito (1929 - 2023), médico urologista nascido em Campos Sales e formado em Salvador,  Bahia, que construiu longa carreira profissional no Crato, além de ter sido professor universitário, administrador público e político. 

Foi-me relatada por um contador e motorista de carro por aplicativo, de nome João, durante uma corrida que fiz com ele.

Doente da próstata e já com quase 90 anos de idade, Seu Januário necessitava de se submeter a uma prostatectomia. Eis que surge na estrada da vida do respeitado sanfoneiro de oito baixos, o cirurgião Dr. Macário, o qual logo se prontificou em realizá-la.

Operado e assistido com desvelo pelo cirurgião, Seu Januário pôde voltar com a saúde restabelecida para o convívio de seus familiares. Perguntado sobre os honorários médicos, o humanitário Dr. Macário dispensou-os de qualquer pagamento.

Agradecido, Luiz Gonzaga gravou "O Vovô do Baião", em homenagem ao médico.

Seu Januário com bem 90 anos / Tinha nos seus planos fazer uma operação / Sua família 'tava toda reunida / Rezando pela vida do vovô do baião. / Vai, Januário, que nós reza por você / Opera, Januário, você merece viver / Humberto Macário, famoso cirurgião / Fez aquela operação que abalou o Cariri.

http://youtu.be/cLWmWvx6bUc?si=Yg8NmbFZ1UUXiFHK

ESTÁTUAS DA ÍNDIA IRACEMA EM FORTALEZA. SEGUNDA PARTE

Personagem principal de um dos romances do escritor cearense José de Alencar, a índia Iracema é homenageada em diversos locais da capital cearense.


Praça José de Alencar
Cena em alto relevo da índia Iracema com o filho Moacir nos braços, esculpida na base da estátua que homenageia o escritor cearense José Martiniano de Alencar, na Praça José de Alencar. Neste logradouro também está localizado o Theatro José de Alencar.
Foto: PGCS
Palácio Iracema
Homenagem do Governador do Estado do Ceará aos 140 anos de publicação do livro "Iracema" do cearense José Martiniano de Alencar (1829 - 1877). A estátua, criação do artista Francisco Zanazanan, foi confeccionada de resina, recoberta por cristal. E representa a personagem principal do romance, a índia Iracema dos "lábios de mel". 15-2-2005. Lúcio Gonçalo de Alcântara, Governador do Estado do Ceará
Foto: PGCS

Rotary Club de Fortaleza (a conferir)

ARCO-ÍRIS SOBRE A RODOVIA

Um arco-íris é um fenômeno óptico e meteorológico que dispersa a luz branca do sol em seu espectro contínuo quando o sol brilha sobre gotículas de água suspensas no ar. É um arco multicolorido com o vermelho em seu exterior e o violeta em seu interior. Por ser um espectro de dispersão da luz branca, o arco-íris contém uma quantidade infinita de cores sem qualquer delimitação entre elas. Devido à necessidade humana de classificação dos fenômenos da natureza e à capacidade finita de distinção de cores pela visão humana e por questões didáticas, o arco-íris é mais conhecido por uma simplificação criada culturalmente que resume o espectro em sete cores na seguinte ordem: vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil (ou índigo) e violeta. Tal simplificação foi proposta primeiramente por Isaac Newton, que decidiu nomear apenas cinco cores e depois adicionou mais duas apenas para fazer analogia com as sete notas musicais, os sete dias da semana e os sete planetas do sistema solar conhecidos à época.
(Para ajudar a lembrar a sequência de cores do arco-íris, usa-se este mnemônico: «Vermelho lá vai violeta», em que «l», «a», «v», «a» e «i» representam a sequência laranja, amarelo, verde, azul e índigo.)

No início de 2020, testemunhei a conclusão da duplicação da rodovia CE-060 entre os municípios de Pacatuba e Redenção. O novo trecho, de 37,4 km de extensão, melhorou notadamente as condições de tráfego de Pacatuba até a base do Maciço de Baturité, ao fazer a conexão com o trecho da rodovia duplicada que já existia entre a capital cearense e Pacatuba. Uma obra que beneficiou diretamente as populações de Pacatuba, Guaiuba, Acarape e Redenção e facilitou a ligação dos municípios do Maciço de Baturité (o que inclui Aracoiaba, Capistrano e Itapiúna) com a área metropolitana de Fortaleza.
No local em que termina a CE-060 duplicada, já perto de Itapaí existe um vale. E, numa manhã chovida em que eu dirigia para Itapiúna, o vale serviu de fundo a um arco-íris de beleza indescritível. Então, que fiz eu? Parei o carro no acostamento da rodovia para fotografá-lo? Não. Limitei-me a dirigir o veículo mais lentamente para apreciar aquele espetáculo da natureza. Mas registro fotográfico, que é bom, eu não fiz nenhum.
Arrependo-me dessa negligência até hoje.

O SANFONEIRO DO RIACHO DA BRÍGIDA

José Sinval de Sá, jornalista e escritor paraibano de Conceição, foi o primeiro biógrafo autorizado de Luiz Gonzaga do Nascimento. Sobre o qual, ele  escreveu "O sanfoneiro do Riacho da Brígida", uma obra que narra a trajetória do Rei do Baião, do seu nascimento numa casa de barro batido em Exu, Pernambuco, até os meados dos anos 1960. 
Li este livro há muito tempo. No aconchego da casa das tias Carlos da Silva em Jacarecanga, onde costumava ir aos domingos. Numa dessas visitas, ao me deparar na citada residência com um exemplar de "O sanfoneiro do Riacho da Brígida", tive então a melhor oportunidade de conhecer a vida desse artista  atemporal.
O livro em epígrafe foi o resultado de uma sequência de conversas de José Sinval com Luiz Gonzaga na Ilha do Governador, em que, ao longo de quatro meses, o artista expôs suas emoções, paixões, sentimentos, dúvidas e expectativas. Sem que houvesse, por exigência de Gonzaga, o romanceio de sua biografia.
Em dez cadernos, Sinval anotou a mão as informações ditadas pelo Velho Lua. Da chegada da família de Gonzaga a Exu, o nascimento do menino, a vocação musical que começou cedo, os primeiros trabalhos. O ambiente sertanejo, as primeiras paixões e a surra que levou da mãe, Santana, que o fez fugir para Fortaleza.
Suas aventuras como militar, a viagem para o Sudeste e sua saída da instituição. Sua carreira artística, inicialmente tocando em festas e bares, depois, participando de programas nas rádios cariocas. Sua luta para se firmar como cantor e não apenas como instrumentista. E o encontro com Humberto Teixeira, do qual resultou a gravação de "Asa Branca", que o levaria a ser reconhecido nacionalmente.
No apêndice, um cancioneiro de Luiz Gonzaga, com seus mais emblemáticos sucessos.
Lançado em 1966, na Praça do Ferreira, em Fortaleza, sua primeira edição de 3 mil exemplares esgotou-se rapidamente. E, como informa o musicólogo Ricardo Cravo Albin, em menos de um ano foram feitas 4 reedições do livro. Segundo o autor, era o próprio Gonzaga o maior divulgador de sua biografia, levando-a para seus shows Brasil afora e vendendo-a em suas andanças. 
É possível que última edição deste livro seja a que atende pelo ISBN 978-85-7858-312-5, da Companhia Editora de Pernambuco (ano: 2015), a qual pode ser lida no Books com páginas omitidas.
Webgrafia  
https://www.camara.leg.br/radio/programas/383096-sinval-sa-conta-estorias-que-ouviu-do-proprio-gonzagao
https://revistacontinente.com.br/edicoes/144/biografia--luiz-gonzaga--segundo-sinval
https://maladeromances.blogspot.com/2016/12/sinval-sa.html
https://acordacordel.blogspot.com/2012/06/cem-anos-de-gonzagao-90-de-sinval-sa.html
https://www20.opovo.com.br/app/opovo/vidaearte/2012/07/21/noticiasjornalvidaearte,2882642/gonzagao-revisitado.shtml
https://www.google.com.br/books/edition/O_Sanfoneiro_do_Riacho_da_Br%C3%ADgida/KAFCCwAAQBAJ?hl=en&gbpv=1&dq=sinval+s%C3%A1&printsec=frontcover

DIA DO MÉDICO EM 2024. DIPLOMAS E MEDALHAS

O Conselho Regional de Medicina do Estado do Ceará (CREMEC) confere anualmente o Diploma de Mérito Ético-Profissional a todos os médicos que completam 50 anos de exercício da Medicina sem sofrer qualquer penalidade em processo ético-profissional.
Ainda no sentido de reconhecer o papel fundamental da ética no exercício da Medicina, o Conselho também concede a Medalha de Honra ao Mérito Profissional a três médicos que tenham 30 anos de formação e que sirvam de exemplo e inspiração aos colegas. No presente ano, foram agraciados com esta honraria o médico-sanitarista e economista da saúde Dr. Marcelo Gurgel Carlos da Silva, a médica infectologista e professora universitária Dra. Mônica Cardoso Façanha e o médico oftalmologista Dr. Rafael Dias Marques Nogueira.
A solenidade de outorga dos diplomas e das medalhas teve lugar na sede do CREMEC, na última sexta-feira (18), a partir das 19 horas. 

RODOVIÁRIA DE TÁXIS (INTERMUNICIPAIS) COMPARTILHADOS

Em Boa Vista-RR, além da Rodoviária Internacional de onde partem ônibus para o Amazonas, a Venezuela e a Guiana, há uma rodoviária de táxis de profissionais cooperados que, a partir do Terminal do Caimbé, na zona oeste da cidade, transportam passageiros em táxis compartilhados para outros municípios do Estado de Roraima. 
Quando estive em Roraima (maio de 2024) optei por utilizá-los para fazer um "bate e volta" a Bonfim e outro até Pacaraima.
São carros de passeio (em geral, do modelo Chevrolet Spin com 7 lugares), climatizados e dirigidos por motoristas experientes.
Assim que o táxi atinge o número de passageiros que pode transportar (6), o taxista inicia a viagem para a cidade de destino (Mucajaí, Bonfim ou Pacaraima).
A passagem para Bonfim, que dista 120 km de Boa Vista, custa 50 reais (ou 70 reais, se o passageiro for até Lethem, na Guiana, como foi o meu caso). E, para Pacaraima, a 220 km de Boa Vista, a passagem custa 85 reais. Obviamente, um valor menor é cobrado se o passageiro for descer numa cidade menos distante da capital.
Em hora e meia de viagem, cheguei a Bonfim pela bem conservada BR-401, e desci em Lethem (GY) que forma uma aglomeração urbana transnacional com Bonfim. 
Indo a Pacaraima (um trecho da BR-174 encontra-se em péssimo estado), a viagem de ida durou três horas. É que houve uma parada no Restaurante da Paçoca, além de que chovia. Em Pacaraima, contratei por 120 reais um táxi local para ir conhecer Santa Elena de Uiarén (VEN), que me trouxe de volta a Pacaraima duas horas após.
Nos retornos a Boa Vista destes dois passeios compartilhados, fui deixado no hotel.


Por que não há em Fortaleza uma rodoviária de táxis compartilhados? Não me venham com esses pontos de embarque em que vans apanham passageiros nas ruas da cidade.

BYE BYE BRASIL

Filme brasileiro de 1979 dirigido por Carlos Diegues. Em novembro de 2015, esta comédia entrou na lista feita pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) dos 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos. Sinopse - Salomé, Lorde Cigano e Andorinha são três artistas de teatro mambembe que cruzam o país com a Caravana Rolidei, fazendo espetáculos em pequenas localidades do interior do Brasil, onde a população ainda não tinha acesso a televisão. A eles se juntam o acordeonista Ciço e sua esposa, Dasdô, com os quais a Caravana cruza a Amazônia pela rodovia Transamazônica até chegar a Altamira.

Música e letra de Roberto Menescal e Chico Buarque. Gravação em vídeo por Leila Pinheiro, Roberto Menescal, Diogo Monzo e Ricardo Bacelar.


2:44 - 2:58. 

"Em março vou pro Ceará / Com a benção do meu orixá / Eu acho bauxita por lá / Meu amor."
(Trecho a incluir numa postagem em elaboração, "O Ceará no Universo Musical do Chico Buarque".)

TIO RAIMUNDINHO

Se cada ser humano é único, meu tio-avô Raimundinho foi o mais único de todos. Solteirão e residindo no Sítio Catolé, em Senador Pompeu, com a irmã Olímpia e a preta Ventura, que fazia as comidas da casa num velho fogão a lenha.
Todas as manhãs, o miúdo administrador da propriedade baixava as gaiolas que estavam penduradas no alpendre de casa. Limpava-as dos dejetos dos passarinhos e renovava o alpiste e a água de beber, e tornava a pendurá-las.
Barbeava-se com um canivete que ele amolava numa pedra lisa. Abria um baú onde guardava sapotis para separar os que já tinham amadurecido. E punha um chapéu meio amorfo na cabeça para ir ver as coisas do sítio.
Uma vez, segui-o por um bom tempo (sem que ele me visse) em sua caminhada. Ele andava apressadamente como se fosse um personagem do tempo do cinema mudo. Falando com si próprio e gesticulando sem parar.
Tio Raimundinho tinha três manias: falar sozinho, cuspir com grande frequência e coçar o nariz (que vinha ficando cada vez maior).
Mas o falatório dele era só durante o período diurno. Ao anoitecer, depois que acendia o lampião alimentado a querosene (a casa não tinha energia elétrica), ele emudecia completamente.
E ficávamos no terraço à espera de uma visita importante: o vento Aracati.
Esperando o buliçoso visitante da noite, o tio não participava mais das conversas. Nem para opinar sobre o que uma cobra acabara de pegar (teria sido um caçote?) atrás de umas pedras.
Ele era o caçula dos sete filhos de José Tristão Gurgel do Amaral e Maria Gurgel Valente, que haviam gerado sete filhos.
No Sítio Catolé, existia - trancada em seu quarto a cadeado - uma bicicleta de fabricação estrangeira. Eu é que não me atrevia a tomá-la emprestada para ir à cidade. Ela pertencia a Raimundinho, um solteirão cheio de manias e ciumento de seus objetos pessoais. E, para o meu tio, aquela bicicleta era "a joia principal da Coroa". Corria inclusive a história de que ele, quando ia à cidade, não pedalava o veículo por todo o trajeto. Bastava se deparar com um pequeno aclive, que ele então desmontava da bicicleta e passava a empurrá-la. E não era por falta de condicionamento físico, não. Era para não forçar a catraca.
Tio Raimundinho vinha periodicamente a Fortaleza para cuidar da saúde. Na capital, sua primeira providência era visitar o irmão José Gurgel. Era deste abonado irmão que vinha o adjutório para os gastos que teria com médicos, exames e remédios (embora no final sobrasse algum).
Acompanhei-o numa operação da próstata e em algumas consultas médicas. Numa destas, ao cardiologista que lhe fez a clássica pergunta sobre o que estava sentindo, ele respondeu espantado: "Eu? Eu não sinto nada."
Um dia, tio Raimundinho não compareceu à mesa para o café matinal. Abriram a porta de seu quarto e o encontraram em pé, apoiado em uma cômoda. Mas não estava vivo.
Morreu como morrem os bravos.
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Tia Olímpia e Ventura
Tia Olímpia organizava a casa. Gostava de rezar e vivia lendo um livro de devoção. E, quando havia pescaria no açude velho, era quem conferia a partilha dos peixes.
Muito doente, tia Olímpia veio a Fortaleza. Levei-a a uma consulta médica na Faculdade de Medicina e depois a internei no Hospital Geral de Fortaleza. Ao visitá-la, choramingou e, talvez pressentindo a morte próxima, suplicou-me para que eu a tirasse do hospital. Não a atendi. Achei que, com a boa assistência prestada no hospital, ela teria chance de sobreviver. Não aconteceu.
Ventura, o sorriso largo, era nossa tia Nastácia - sem crendices e esconjuros. Tinha a doçura dos doces que fazia. E custa a crer que ela tivesse o poder de vida e morte sobre as pequenas criaturas do Sítio Catolé.

LUIZ GONZAGA - 110 ANOS DO NASCIMENTO

PGCS (visitante da mostra)
Livro e exposição
O RioMar Fortaleza está oferecendo uma experiência imperdível para os fãs de Luiz Gonzaga do Nascimento (Exu, 13 de dezembro de 1912 – Recife, 2 de agosto de 1989) e da cultura nordestina. Até o dia 13 de outubro, a Praça de Eventos do shopping recebe a exposição interativa "Luiz Gonzaga: 110 anos do Nascimento", baseada no livro homônimo do pesquisador Paulo Vanderley, proprietário do acervo e também curador da exposição.
Este livro (vendido no local por 350 reais), com quase 500 páginas, é fruto de quase três décadas de pesquisa de Paulo Vanderley. Ilustrado pelo Mestre Espedito Seleiro, a obra permite que o próprio Gonzaga conte suas histórias, com trechos extraídos de mais de 100 entrevistas e depoimentos, além de oferecer uma experiência multimídia, com QR codes que direcionam os leitores para materiais adicionais.
A mostra com cerca de 100 artigos originais, como fotos pessoais, documentos históricos e objetos marcantes da vida e obra do Rei do Baião, proporciona uma verdadeira imersão sensorial, em que o público pode ouvir entrevistas com o próprio Luiz Gonzaga e com outros artistas que tiveram o privilégio de conviver com ele. Em sete estações interativas, os visitantes têm acesso a vídeos, áudios e outros conteúdos.
A entrada é grátis.

O CABRIOLÉ

No livro "A história de Elda: a matriarca da família Gurgel Carlos", no capítulo dedicado a José Gurgel Valente, cito a compra de um cabriolé, provavelmente fabricado no Sul Maravilha, por esse Gurgel  empresário, para que os Gurgel do sítio Catolé pudessem se deslocar à sede do município. Conduzido por Tio Raimundinho, o cabriolé era uma atração na cidade de Senador Pompeu.
No ocaso de sua vida, ao me segredar um fato que se reportava à meninice, mamãe por vezes esquecia detalhes. Embora tenha se lembrado de que o referido veículo servia para que fossem (ela, a irmã Elza e Tia Olímpia) às missas dominicais na cidade.
Mas o que era o cabriolé?
Na edição de 20/01/1953 do periódico "A Noite Ilustrada", encontro este artigo de Arnaldo Fábregas, ao qual acrescentei algumas notas:
O "Cabriolet" teve, no Rio, uma história reticenciada. Apareceu, desapareceu para, anos depois, aparecer.
Veículo leve e de luxo, era utilizado por diplomatas estrangeiros, grandes do império e opulentos negociantes. Dispunha de duas rodas e era tirado por um animal.
Variavam bastante os seus tipos. Os primeiros aqui chegados tinham um compartimento almofadado, na traseira, onde se sentava o cocheiro, passando as rédeas por cima do toldo. (1) Estes apareceram, sem maiores alardes, em meados de 1814. Tinham vindo da França: "dernier cri" da moda em matéria de viaturas. Na Europa seu domínio foi grande, tendo empolgado Paris, quase fazendo desaparecer a "sège" e outros pequenos veículos. Conta-nos Noronha Santos, que, Luís XVI teria proferido ante a verdadeira praga que se tornara o elegante veículo: "Si j'etais lieutenant de police,  je supprimerais les cabriolets". (2) 
Em 1817 ainda eram vistos, na nossa "urbs", "lançados impetuosamente, em corridas pelas ruas, por condutores inexperientes, atropelavam transeuntes e atravancavam os logradouros".
Novamente encontramos, no Rio de antanho, o "condutor inexperiente" que atropela os transeuntes e atravanca os lagradouros. Como se vê, neste ponto em nada o Rio evoluiu! Estamos, ainda, no século XIX.
Depois disso, ou melhor, dessa época, não há mais noticias dos "Cabriolets".
Voltaram, porém, em 1839. Com estardalhaço. Alvorotando o mais pacato dos cariocas. Vemos, reproduzido por Noronha Santos, um comentário feito por um jornal da época sobre o grave acontecimento: a volta do "Cabriolet".
"O Mikado do Japão (3) — diz o noticiarista — não causaria maior sensação do que a presença desse veículo nas ruas da cidade. O careca da rua dos Pescadores (atual Visconde de Inhaúma), assíduo companheiro de gamão do cônego Januário da Cunha Barbosa, foi a pé das Laranjeiras ver o estupendo produto ultramarino."
"Outros carecas, jogadores do triquetraque dos jesuítas, se dispuseram a contemplar o carrinho que, em breve, teve preferência de muita gente do dinheiro."
Tamanha foi a fluência de povo à Alfândega para ver o "Cabriolet", que se tornou necessária a intervenção da policia, chamada — diz, ainda, Noronha Santos — pelo escrivão aduaneiro Joaquim Teixeira de Macedo.(4)
Viera, diretamente de Paris, o belo veículo, para um "filhinho de papai", o jovem herdeiro do veador do Paço, (5) Joaquim José Pereira de Faro, primeiro Barão de Rio Bonito. Veio, foi visto e venceu. Passaram a ser fabricados no Rio pelo francês Ambroise, que, em 1851, teve, por decreto assinado pelo Visconde de Monte Alegre, concessão para sua fabricação. Ambroise alterou um pouco as linhas do carro, que passou a se assemelhar ao "cab" francês, viatura que teremos ocasião de focalizar.
O fisco também se aproveitou do sucesso do "Cabriolet": tributou-o, e pesadamente. (6)
Companheiro do "Cabriolet" foi o "Sociável", fabricado, também, por Ambroise. Diferia do primeiro pela ausência do toldo. Teve grande aceitação, criando, inclusive, séria crise entre os alugadores de "Cabriolets". Desvalorizou-se, assim, o carro que fizera tanto barulho à entrada. Passaram a ser vendidos a preço baixo. Seu fastigio passou, como tudo na vida.
Referências
SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da; SILVA; HEGER, Mirna Gurgel Carlos; SILVA, Paulo Gurgel Carlos da (orgs.). A história de Elda: a matriarca da família Gurgel Carlos. Fortaleza: Edição do Autor, 2023. 152p. ISBN: 978-65-996963-8-1
http://memoria.bn.gov.br/pdf/120588/per120588_1953_01247.pdf  Acesso em: 08/09/2024.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Veador#
Notas
(1) Para transportar Tio Raimundinho, na função de cocheiro, e mais três membros da família, o cabriolé certamente não devia ser do tipo que Joselito desenhou para a ilustração do artigo.
(2) Tradução: "Se eu fosse tenente da polícia, eu eliminaria os cabriolés". Na verdade, esta frase foi dita por Luís XV, quando havia apenas duzentos ou trezentos deles circulando em Paris.
(3) Antigo termo japonês para "imperador" e, mais especificamente, para o Imperador do Japão significando "porta sublime".
(4) Não há notícia de que a polícia sertaneja tenha sido chamada para acalmar os ânimos.
(5) Não é "vereador" (com erro de revisão). "Veador", ou antes "viador", do latim "via", era um antigo título honorífico em Portugal e no Brasil, que se dava ao oficial-mor da casa real que servia junto à rainha ou a imperatriz, no paço ou fora dele. Eram geralmente escolhidos entre membros da nobreza e fidalguia. Isso explica a nota anterior.
(6) Nada é mais certo neste mundo do que a morte e os impostos. (Benjamim Franklin) 

ELDA, A MULTIFACETADA


PREFÁCIO (*)
No limiar desta despretensiosa crônica, quero agradecer penhoradamente ao Prof. Dr. Marcelo Gurgel Carlos da Silva pelo honroso convite para prefaciar uma notável obra, cuja protagonista é uma das mais extraordinárias pessoas que tive a subida honra de privar de sua amizade. Conheci dona Elda, carinhosamente chamada de ELDINHA, quando em 1972, recém-casada fui ser sua vizinha no último quarteirão da Rua Domingos Olímpio.
Inicialmente nossas conversas eram esporádicas tendo como cenário o murinho que dividia as áreas de acesso às nossas residências. A aproximação maior teve como gênese minha primeira gravidez. Ela, com toda sua experiência de mãe de "várias viagens", supervisionou a montagem de enxoval do bebê, bem como esteve presente em todas as consultas do pré-natal, haja vista que minha mãe e minha sogra moravam no município de Jaguaruana, distando 180 Km de Fortaleza.
Diariamente ia fazer-me uma visita e certificar-se de que eu não estava precisando de nada. Epifânio Terceiro nasceu, para gáudio meu e de Epifânio Pai e foi ELDINHA quem deu o seu primeiro banho. Eu estava ali de pé, observando e aprendendo.
Mesmo após a nossa mudança para o bairro das Damas mantivemos contatos frequentes com o ilustre casal e seus filhos.
Quando eu necessitava sair para resolver algumas questões no centro da cidade, dona Elda não confiava que o pequeno Epifânio ficasse aos cuidados de nossa secretária; escalava uma de suas filhas para ficar fazendo guarda à criança.
Convidamos o casal Luiz Carlos da Silva e Elda Gurgel e Silva para padrinhos do nosso segundo filho, o George. Este clima de grande amizade e excelsa fraternidade durou por meio século, quando Deus chamou ELDINHA para a eternidade, o que havia feito vinte anos antes em relação ao Dr. Luiz Carlos, advogado dos mais laureados nas hostes do Direito Trabalhista.
ELDINHA nos dias atuais seria considerada uma pessoa multifacética. Atuava com muita eficiência e eficácia em vários campos, ou sejam: esposa, mãe, dona de casa, excelente vizinha, voluntária na Igreja Católica, onde exerceu as elevadas funções de Ministra da Sagrada Comunhão, e solidária para com as pessoas que estivessem passando por uma dificuldade temporária ou permanente.
Foi também uma extraordinária artista plástica, sendo especializada na produção de tapeçarias para exposição em paredes. As páginas desta magnífica obra mostram várias de suas notáveis criações.
Espero, sinceramente, que o texto acima possa levar o leitor a entender a personalidade, bem como a alma de um grande extraordinário ser humano que já passoupor este mundo e deixou um rastro de muita luz e bondade.
Aldênia Coelho Rocha Menezes
Amiga e comadre de Elda Gurgel e Silva

(*) Prefácio do livro "A HISTÓRIA DE ELDA - A matriarca da família Gurgel-Carlos". Autores: Marcelo, Mirna e Paulo Gurgel. O dia de hoje assinala o aniversário natalício de Elda Gurgel e Silva, que estaria completando 94 anos, se viva fosse.

CANTINHO DO FRANGO

O Cantinho do Frango iniciou suas atividades no ano de 1994, a partir da expansão do seu tradicional serviço de galeteria (uma das pioneiras de Fortaleza). Ao longo desses 30 anos muita coisa mudou. A cozinha passou a focar no resgate dos sabores regionais e na tradição da culinária típica do nordeste. Foram preservados os serviços à la carte e delivery.
Neste espaço gastronômico e cultural da Aldeota (rua Torres Câmara,71) fomos almoçar no último domingo de agosto (25) com membros da família Almeida Gouveia, estando estes de ingressos já comprados para o jogo do Fortaleza com o Corintians no Estádio Castelão, logo depois.
O restaurante atualmente conta com 4 ambientes, entre os quais se incluem: uma loja de discos em vinil, uma cachaçaria com mais de 450 rótulos e uma mesa reservada a uma estátua.
O Cantinho do Belchior, onde Natália e eu posamos para esta e outras fotografias que foram tiradas pela consogra Eveline.
E o restaurante também apresenta uma robusta agenda cultural de shows, exposições e lançamentos literários, além de ter entre seus  frequentadores alguns dos componentes do Pessoal do Ceará (Ednardo, Fausto Nilo, Rodger Rogério) e o popstar Falcão.
Quem foi ao Castelão viu o Fortaleza vencer o Corintians por 1 a 0 (gol do Pikachu), então assumindo a liderança da Série A do Brasileirão.

REMINISCÊNCIAS CARIOCAS

(1972-1974)
Ed. Corumbá, Av. Prado Junior, 145, Posto 2 Copacabana. Em 1972, um dos quitinetes do Corumbá abrigou durante 6 meses uma "república" de tenentes-médicos alunos da Escola de Saúde do Exército (gaúchos Henz, von Kossel e Bonilha, e cearenses Valdenor, Ozildo e eu). No edifício em frente morava o museólogo e carnavalesco Clóvis Bornay, o idealizador do "Baile de Gala" do Theatro Municipal do RJ. Ele era hors concours nos concursos de fantasias. Tinha o direito de participar sem ser julgado.
Boate Plaza (no subsolo do Hotel Plaza), na Prado Junior. Nesta boate, certa vez fui sorteado com um relógio (roscofe).
Jaboatão, casa noturna na Av. Princesa Isabel, em Copacabana, frequentada pelo lumpen-proletariado.
Beco da Fome, uma galeria que reunia vários pequenos restaurantes e lanchonetes. Ficava ao lado do Cinema 1.
De setembro de 1972 a agosto de 2005 (quando cedeu espaço a um horti fruti), o Cinema 1, na Avenida Prado Júnior, entre as ruas Barata Ribeiro e Ministro Viveiros de Castro, ganhou fama por sua sofisticada seleção de filmes, com a exibição de clássicos ou obras contemporâneas que dificilmente chegavam ao circuito tradicional. [1]
Por falar em restaurantes e lanchonetes, lembro-me do super sanduíche de rosbife do Cervantes, um templo da baixa gastronomia que há mais de 30 anos mata a fome do pessoal da madrugada! Ele está lá até hoje e faz parte do "roteiro cultural" da PJr, com visita recomendada. [2]
Garota de Ipanema. Localização: Prudente de Moraes c/ Vinicius de Moraes. Inaugurado em 1949 com o nome de bar Montenegro, o estabelecimento era conhecido pelos artistas como bar do Veloso, por conta do nome do proprietário.
Zeppelin, point em Ipanema que fechou em 1972. [3]
Gafieira Elite, no centro do Rio de Janeiro, próximo ao Campo de Santana. No passado, a Elite foi palco das apresentações de grandes orquestras (Raul de Barros, Maestro Cipó e Tabajara) e de consagrados cantores. Entre seus frequentadores ilustres são lembrados: Getúlio Vargas e o pé de valsa Juscelino Kubitschek [4] 
Canecão, no Botafogo, onde fui assistir a um show do Simonal.
Beco das Garrafas, indissociável da história da bossa nova. Só fui conhecer em 2022. [5]
Ed. Torres, R. Benjamin Constant, 139, Glória, onde morei 18 meses com a minha irmã Marta e seu esposo João Evangelista, ambos já falecidos. Convidado pelo casal, deixei Copacabana para ir morar com eles na Glória. O modesto apartamento ficava num edifício de poucos andares, no último quarteirão da rua Benjamin Constant.[6]
No Hospital da Beneficência Portuguesa (cujos fundos davam para a Benjamin Constant) aconteciam as sessões clínicas comandadas pelo renomado cirurgião torácico Jesse Teixeira, sempre com a brilhante participação do Dr. Amarino, um médico radiologista da cidade.
No fim da rua, havia também uma comprida escadaria pela qual se podia ir (nunca me atrevi) da Glória ao Morro de Santa Teresa. E, por último mas não menos importante, uma padaria-raiz em que eu gostava de comer um pão quente passado na manteiga.
As obras da estação da Glória do Metrô do Rio já ocupavam uma parte do largo em que começava a rua Benjamim Constant. E, quando a Taberna da Glória (onde se dizia que Noel Rosa compôs "Conversa de Botequim") deu sua última função, eu fui até lá para dar as condolências. E, ao lado dos grandes sambistas e chorões do Rio Antigo, chorei um rio pelo fechamento da casa.
Renascença Clube, onde assisti ao musical "Orfeu Negro" de Vinicius de Moraes.[7]
Apontamentos:
Hospital Central do Exército com seu Pavilhão de Isolamento, na Triagem, Instituto de Tisiologia e Pneumologia, no Caju, Hospital Central do IASERJ, na Praça da Cruz Vermelha, e Pavilhão Carlos Chagas da UFRJ (de quando se ouviam as aulas do Prof. Dr. José Rodrigues Coura).
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[1] http://acervo.oglobo.globo.com/rio-de-historias/cinema-1-reduto-da-intelectualidade-do-rio-exibe-classicos-como-os-de-bergman-8901131#ixzz7u6Jq2ESW stest
[2] http://copacabana.com/avenida-prado-junior
[3] http://blogdopg.blogspot.com/2023/02/bar-zeppelin.html
[4] http://gurgel-carlos.blogspot.com/2019/04/na-gafieira-elite.html

JORGE HELDER (BOLERO BLUES)

NO TÚNEL DO TEMPO

Fiz esta foto em dezembro de 2007, no Restaurante Manjericão, em Guaramiranga-CE. Numa noite serrana (como são todas as noites de lá) em que rolou na cidade o melhor da MPB. (Paulo Gurgel)
Saibam quem são estas "feras" (da esquerda para a direita):
Márcio Rezende (flauta e sax)
Amaro Penna (voz e violão)
Jorge Helder (baixo)
Manassés de Sousa (violão)
Edson Filho (órgão)
Márcio Senise é flautista e saxofonista, Mestre em música pelo New England Conservatory of Music, EUA ; Amaro Penna, o Peninha, é cantor, violonista e compositor; Jorge Helder, o baixista, integra a banda de Chico Buarque; Manassés, que é um exímio violonista; Edson, o tecladista, que é filho de outro grande tecladista, o Edson Távora.

BOLERO BLUES, de Chico Buarque e Jorge Helder

"Jorge Helder me deu uma música que é impossível de se fazer a letra e eu fiz. Ele não sabe que eu fiz. É... Acho que deve ser a primeira música letrada dele." (Chico Buarque)


24/09/2024 - ATUALIZAÇÃO

Além de companheiros de palco e de estúdio, Chico Buarque e Jorge Helder já são parceiros em três canções – "Bolero blues" (2006), "Rubato" (2010) e "Casualmente" (2017).

ERIC MORAES GURGEL

Filho de brasileiros do Ceará, o estadunidense Eric Moraes Gurgel, de 11 anos, faz versão para o inglês das gírias e expressões brasileiras que ele aprende em casa com os pais Felipe e Anna. Ou quando ele vem com os pais ao Brasil para curtir as suas preferências (banho de mar, água de coco e brigadeiro). 
Em seu canal Aprenda Inglês com Eric, o garoto bilíngue posta vídeos sobre o tema para os seus atuais 31 mil seguidores no Instagram.
Hoje (17), às 14h30, ele é assunto de uma reportagem no programa Se Liga VM, da TV Verdes Mares.
Neto mais velho de meu irmão médico, escritor e professor Marcelo Gurgel, o professor-mirim Eric é per via consequentiae meu sobrinho-neto.

EDÍSIO MACHADO CARNEIRO (06/04/1947 - 07/08/2024)

Por mensagem que me foi enviada pelo amigo Edmilson Nascimento Silva, tomo conhecimento da morte do colega Dr. Edísio Machado Carneiro, no dia 7 do mês em curso.

Edísio era cardiologista do Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes (HM), em Fortaleza. Durante longos períodos, exerceu a função de médico intensivista e ocupou o cargo de chefe da Seção de Pacientes Externos (SPE) desta instituição.

Profissional conceituado, era muito benquisto pelos colegas, funcionários e pacientes.

Descanse em paz, meu bom Edísio. Meus sentimentos a seus familiares.