MOVIMENTOS APENDICULARES

Em "Contando Causos: de médicos e de mestres", ao descrever o emérito Prof. Newton Gonçalves, diz Marcelo Gurgel:
"Depois de aposentado, o Prof. Newton Gonçalves não perdeu o hábito diário de, após o café matinal, arrumar-se, impecavelmente, de paletó e gravata, como se fosse para a universidade, ou estivesse esperando visitas já agendadas. Na verdade, ele andava apenas uns poucos passos para ficar no seu aconchegante gabinete, repleto de estantes de livros valiosos, sendo alguns de notável valor estimativo, onde se comprazia, por horas a fio, com a prazerosa leitura de suas preciosas obras, não se dando conta da marcha do tempo. No turno vespertino, essa prática prosseguia, deixando-o absorto, imerso em tantas leituras."
Como não contei a seguinte história a Marcelo (que a repassaria a vocês, certamente), cuido eu mesmo de relatá-la:
Em 1971, o Serviço de Cirurgia da Faculdade de Medicina da UFC tinha a regência de três luminares: Haroldo Juaçaba, Paulo Machado e Newton Gonçalves. O destino me colocou no serviço do Prof. Newton Gonçalves para cumprir meus obrigatórios dois meses de internato na Cirurgia.
Certa vez, o Prof. Newton me interrogou sobre o significado de uma expressão que eu havia escrito num prontuário médico. Na véspera, eu havia feito a admissão de um paciente para uma cirurgia eletiva e, relativo ao exame físico, registrei em seu prontuário a expressão "movimentos apendiculares". 
"Que é isto?", quis saber Newton Gonçalves. "Estou me referindo aos movimentos dos membros do paciente que, no caso, estão normais, pois ele não apresenta paralisias nem plegias."
De fato, existem o esqueleto axial e o esqueleto apendicular, este último formado pelos ossos dos membros superiores e inferiores, pela cintura escapular e pela cintura pélvica (em contraposição ao esqueleto axial que é composto de cabeça, caixa torácica e coluna vertebral) O esqueleto apendicular, portanto, é o que reúne os ossos dos membros superiores, inferiores e os elementos de apoio, denominados cíngulos, que os conectam ao tronco.
Eu havia lido isto em algum compêndio médico e quisera impressionar o erudito mestre.
Prof. Newton sorriu, mas foi um sorriso que dizia tudo. E nunca mais utilizei-me da referida expressão que só fica bem no linguajar de uma pessoa pedante.
Em sua sapiência, o elegantérrimo Newton Gonçalves era tolerante com docentes e discentes. Exceto, como pude observar, em duas situações distintas: com um cirurgião do serviço que, escalado para uma operaçao, chegou atrasado; e com um interno que, de uma maneira folgada, se sentou na borda do leito de um paciente.
A ingênua Irilinda, responsável pela arrumação de sua sala, quando ouvia Newton Gonçalves se queixar de uma bursite que recorrentemente o afligia, tinha a solução na ponta da língua:
"Desligue este ar-condicionado, Dr. Newton. É como o senhor vai melhorar."

ALMA MATER

É uma expressão alegórica em latim usada por estudantes que frequentaram uma determinada instituição de ensino, que pode ser traduzida como a mãe que alimenta ou nutre. Usada especialmente nos Estados, também indica a instituição onde a pessoa se graduou. A expressão é traduzida de várias formas como "mãe que nutre", "mãe que amamenta" ou "mãe que cuida", sugerindo que uma instituição fornece alimento intelectual a seus alunos.
Antes de seu uso atual, alma mater era um título honorífico para várias deusas relacionadas à maternidade, como Ceres e Cibele. Posteriormente, com o catolicismo, esteve relacionada à Virgem Maria. Entrou para o meio acadêmico através da Universidade de Bolonha, que adaptou a frase Alma Mater Studiorum ("mãe que nutre os estudos"), para descrever seu legado de universidade mais antiga em operação na Europa Ocidental.


O documento mais antigo a usar o termo em referência a uma universidade em um país de língua inglesa é datado de 1600, quando o editor da Universidade de Cambridge, John Legate, começou a usar como emblema nas publicações da universidade. E a primeira impressão foi na página título (folha de rosto) da obra "A Golden Chain", do teólogo William Perkins, onde a frase Alma Mater Cantabrigia ("Cambridge, mãe que alimenta") está inscrita.


A Faculdade de Medicina da UFC é a alma mater de nossa turma, os graduados de 1971. Como  também de todos os médicos que, desde 1953 (ano em que apenas três alunos colaram grau), tenham concluído a graduação pela referida Unidade Acadêmica. Consultando o Portal Egressos da UFC (egressos.ufc.br), que disponibiliza a relação nominal dos egressos de 1971 a 2021, encontramos que o número de graduados durante esse período alcançou 7376.

LANÇAMENTO DO LIVRO "ELÓQUIOS ACADÊMICOS"

CONVITE

A Editora da Universidade Estadual do Ceará (EdUECE), por ocasião da XIV Bienal Internacional do Livro do Ceará, convida para o lançamento do livro Elóquios Acadêmicos. *
A obra de autoria do Prof. Dr. Marcelo Gurgel Carlos da Silva, produzida no formato de e-book, foi prefaciada pelo Dr. Neuzemar Gomes de Moraes,** advogado, sócio efetivo do Instituto do Ceará (Histórico, Geográfico e Antropológico) e ex-presidente da Academia Cearense de Retórica.
Data: 16 de novembro de 2022 (quarta-feira), às 19h, durante a Bienal do Livro do Ceará.
Local: Stand da EdUUECE, no Centro de Eventos do Ceará (stand 140, localizado entre a Praça Gilmar de Carvalho e a lanchonete Cheia de Arte).
Profa. Cleudene Aragão
Diretora da EdUECE
*elóquio [do latim eloquium], fala, discurso, palestra; exposição de ideias
**falecido em 22/08/2021

A LETRA "E"

Paulo Gurgel Carlos da Silva

[...] Aquela casa caiada / Donde mora a letra "I".
Luiz Gonzaga – Zé Dantas

A LETRA "I" - Baião da parceria Luiz Gonzaga-Zé Dantas, feito em homenagem à esposa de Zé, que se chamava Iolanda (também inspiradora de outro clássico de ambos, "Cintura fina"). Originalmente gravado por Gonzagão em 1953, mereceu um novo registro dele, seis anos mais tarde, para o LP de selo RCA Victor "Luiz Gonzaga canta seus sucessos com Zé Dantas". Se vivo fosse meu pai Luiz criaria uma "fanpage" para o xará.

Os sete filhos de meus avós maternos, Almerinda e Paulo, foram todos registrados em cartório e batizados com nomes que começam pela letra "E": Elza, Elda, Edilson, Elma, Edson, Edmar e Espedito.

A escrita não se repetiu com os filhos de dona Elda. Houve, é verdade, uma frequência aumentada de nomes com a letra inicial "M" (Marta, Marcelo, Márcia, Meuris, Magna e Mirna).

Enquanto o "L" de Luiz apareceu em três casos (Lúcia, Luciano e Luiz). E o "P", o "S", o "G" e o "J", cada uma delas teve a prerrogativa de iniciar um único nome (Paulo, Sérgio, Germano e José).

Como se estivesse latente, o "E" reapareceu na família através de dois enlaces matrimoniais. Ocorridos em 1984, quando Luciano casou com (Francisca) Elsa e eu, com Elba (Maria). E o atavismo então foi cumprido.

Elza, Elda, Elma, Elsa e Elba. O jogo ficou completo para as mulheres.

E, por falar em "E", eis minha oferenda aos olhos compassivos de minha mulher:

http://preblog-pg.blogspot.com/2008/01/senhorita-e.html

(Pegue esse link, bibliômano. E vá ler no celular, tablet ou notebook o que escrevi para Elba em 1984.)

NOTA DE PESAR POR DR. ANTÔNIO CARLOS DE MAGALHÃES PORTELA

Na madrugada desta sexta-feira (11), faleceu de causas naturais, em Belém/PA, o nosso estimado colega Portela. Vinha lutando bravamente contra uma atroz enfermidade, auxiliado nesse difícil transe pelo apoio, carinho e desvelo de sua esposa Júlia.
ANTÔNIO CARLOS DE MAGALHÃES PORTELA graduou-se pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará, em 1971 (19.ª Turma), tendo se especializado em Cirurgia Plástica.
Deixou esposa, filhos e netos, aos quais desejamos que encontrem a conformação necessária a quem vê partir um ente querido para o "lado invisível da vida".
Sempre nos lembraremos de você, Portela. Sua cortesia, o sorriso luminoso e a prontidão com que atendia a todos nós.
A seguir, transcrevo o que o colega Newton Timbó publicou sobre você:
Segundo Santo Agostinho, nós não morremos, apenas mudamos de lado e continuamos a caminhada andando paralelamente. Podemos conversar, soltar piadas, beijos e cumprimentar...
A amizade desta turma/1971 iniciou-se na sombra afável dos mangueirais da Faculdade de Medicina, ambiente que floriu nossa mocidade e, hoje, enfeitiça nossa velhice.
Foram seis de convivência amiga e fraterna, que acrisolaram uma amizade que transcende a religião, a ideologia e o "modus vivendi" de cada um.
Muitos colegas já passaram para o outro lado, mas a afetividade ficou e permanecerá até o encontro triunfal de todos.
Hoje, Portela, foi a sua vez. A saudade compunge nossos corações, todavia a certez de que vamos nos encontrar a qualquer dia, enxuga nossas lágrimas e conforta nossas almas.
Deus o receba e console sua família.
Até breve.

ANTOLOGIA E HOMENAGENS NO 40.º ANIVERSÁRIO DA SOBRAMES CEARÁ

A primeira parte do evento foi o lançamento da Antologia da Sobrames de 2022, intitulada "Limiar da Criação", cuja apresentação ficou sob o encargo do Dr. Marcelo Gurgel Carlos da Silva. Na sequência, foi projetado um audiovisual por ele concebido exibindo as capas das 39 antologias, acompanhadas com informações sobre o número de participantes e de contribuições nelas contidas.
A segunda parte da solenidade foi reservada às homenagens a sete ex-presidentes da Sobrames/CE, no caso, os quatro primeiros presidentes: Drs. Emanuel de Carvalho, Paulo Gurgel Carlos da Silva, Geraldo Beserra da Silva e Luiz Gonzaga Moura Jr., todos ainda entre nós; e também a três outros ex-presidentes, na forma de homenagens póstumas: Drs. Pedro Henrique Saraiva Leão, José Telles da Silva e Celina Côrte Pinheiro.
A saudação aos homenageados em nome da Sobrames/CE foi feita pelo ex-presidente José Maria Chaves e a fala de agradecimento, como representante dos agraciados com certificados de agradecimento e de gratidão, coube ao Dr. Paulo Gurgel Carlos da Silva.
O discurso de encerramento foi pronunciado pelo Dr. Raimundo José Arruda Bastos, presidente da Sobrames/CE.
Extraído do Blog do Dr. Marcelo Gurgel

LANÇAMENTO DO LIVRO "LIMIAR DA CRIAÇÃO"

CONVITE
A Diretoria da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores – Regional Ceará, ao ensejo das comemorações dos seus 40 anos de fundação, convida para o lançamento de "Limiar da Criação", a trigésima nona antologia anual da Sobrames-CE.
O livro é prefaciado pelo professor e escritor Dr. Luciano Maia, ilustre membro da Academia Cearense de Letras, e conta com 68 autores participantes.
Local: Auditório da Unichristus - Campus Parque Ecológico. Rua João Adolfo Gurgel, 133 - Cocó.
Data: 4 de novembro de 2022 (sexta-feira) Horário: 19h.
Traje: Esporte fino.
Após o evento será servido um coquetel.
a) Raimundo José Arruda Bastos
Presidente da Sobrames-CE

COMEMORAÇÃO DOS 40 ANOS DA SOBRAMES CEARÁ
HOMENAGEM A EX-DIRETORES
Vídeo Dr. Arruda Bastos

SÓ PODIA SER DO CEARÁ

Só podia ser do Ceará o baiano-cearense Rodolfo Teófilo que criou o vacinogênio e inventou a cajuína. O Moura Brasil, do colírio, e o cirurgião Dr. Mattos, da pílula.
A Bárbara de Alencar.
Os restaurantes Estoril e O Anysio.
O Leão Coroado, a Prova de Fogo, o mela-mela; e, em Paracuru, o azul da estrela.
O cajueiro botador da Praça Ferreira, à sombra do qual se comemorava o Dia da Mentira.
Só podia ser do Ceará o meu padim Padre Cícero, a Beata Mocinha, o Caldeirão de Lourenço.
A rabeca do cego Oliveira, Patativa do Assaré e os galos de Aldemir Martins.
Só podia ser do Ceará Quintino Cunha.
Chico Anysio, Didi Mocó, os leruaites do Falcão; Seu Lunga, Manezinho do Bispo e Zé Pinto, o artesão da sucata.
Os filmes "hollywoodianos" de Halder Gomes.
José de Alencar, a jandaia nas frondes da carnaúba, a bica do Ipu, a lagoa de Messejana; e a índia Iracema, anagrama de América.
Os Índios Tabajaras.
Só podia ser do Ceará o vento Aracati, que percorre o sertão canalizado pelo Rio Jaguaribe.
Raquel de Queiroz, O Quinze e o sítio Não Me Deixes.
O museu do Nirez, O Grande Eclipse de Sobral.
O bode Ioiô e a Praça do Ferreira onde o povo um dia vaiou o Sol.
A estrada de Canindé, os monólitos de Quixadá e o Cratinho de açúcar.
Jericoacoara, Canoa Quebrada, a praia dos amores que o mar carregou e as velas do Mucuripe
As lendas urbanas da Perna Cabeluda, do Cão de Itaoca e da Mulher Cavalo.
Antonio Sales e a Padaria Espiritual.
Só podia ser do Ceará o Dr. do Baião Humberto Teixeira, Ramos Cotoco, o balanceio, Evaldo Gouveia, de Tango pra Teresa, Ednardo, do Pavão Mysteriozo;  e o rapaz-latino-americano-sem-dinheiro-no-bolso, com nome de rei mago.
Só podia ser do Ceará o Dragão do Mar; e a primeira academia de letras do Brasil.
Estou certo, Terta?

(inspirado em "Só podia ser de Pernambuco", de Fabrício Carpinejar)

CENTENÁRIO DE NASCIMENTO DO DR. VINICIUS BARROS LEAL

O Instituto do Ceará (Histórico, Geográfico e Antropológico) acolheu, em suas dependências, na tarde de 20 de outubro de 2022 (quinta-feira), evento comemorativo do Centenário de Nascimento do sócio efetivo Vinícius Antonius Holanda de Barros Leal, organizado como uma tocante homenagem familiar, para lembrar que o Dr. Vinícius Barros Leal, cujo nascimento se deu em 16/10/2022, na cidade de Baturité-CE, haveria completado cem anos de idade se vivo fosse.
Por especial deferência do clã familiar, coube ao Dr. Marcelo Gurgel Carlos da Silva, traçar de forma minuciosa um panegírico do homenageado, assinalando seus feitos principais como médico, historiador, professor e escritor de múltiplos talentos.
VINÍCIUS ANTONIUS HOLANDA DE BARROS LEAL nasceu em Baturité, em 16 de outubro de 1922, onde fez os seus estudos primários sob a orientação dos padres jesuítas, daí transferindo-se para Fortaleza, para cursar o Seriado, como aluno-interno do Colégio Marista Sagrado Coração.
Após realizar o propedêutico pré-médico no Liceu do Ceará, em 1943, prestou vestibular para Medicina, na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), nela se formando em 1948. Especializou-se em Pediatria no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo em 1959.
Foi médico da Legião Brasileira de Assistência, ocupando o cargo de Diretor de Posto, de 1951 a 1967, e diretor do Departamento de Saúde Materno-Infantil, durante dois anos. Como atividade voluntária e de benemerência, a pedido da Arquidiocese de Fortaleza, foi diretor do Posto de Saúde de Parangaba por oito anos; diretor do Asilo de Menores Juvenal de Carvalho, de 1950 a 1970; e diretor de Patrimônio da Santa Casa de Misericórdia de Fortaleza e mordomo dessa instituição, desde 1984.
Foi professor de Clínica Pediátrica da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará, tendo ingressado em 1964, da qual se aposentou , como professor adjunto, em 1987, após profíqua dedicação ao magistério superior, como docente e médico, do Serviço de Pediatria do Hospital Universitário Walter Cantídio.
Em 1960, juntamente com outros colegas, fundou a Sociedade Cearense de Pediatria, da qual foi seu presidente de 1970-1971. Como pediatra de largo conceito, foi examinador do Título de Especialista em Pediatria da Sociedade Brasileira de Pediatria durante cinco anos.
Ex-presidente do Centro Médico Cearense (hoje, Associação Médica Cearense) de 1963-1964, foi também membro da Associação Brasileira de Medicina, da Associação Regional de Escolas Médicas, da Academia Americana de Pediatria e do Conselho Regional de Medicina do Estado do Ceará.
Foi sócio efetivo do Instituto Histórico, Geográfico e Antropológico do Ceará, eleito em 20/09/1974 e empossado em 04/12/1974; integrou a Academia Cearense de Medicina, como fundador em 1978, e guindado, posteriormente, a acadêmico emérito; e imortal da Academia Cearense de Letras, admitido em 1984, sendo ocupante da Cadeira 34, patroneada por Samuel Uchoa.
Publicou diversos livros, dentre os quais se sobressaem: "História da Medicina no Ceará" (Prêmio Governo do Estado do Ceará), "Villa Real de Monte Mor, o Novo D’América" (história de seu município natal na época colonial), "A Colonização Portuguesa no Ceará – O Povoamento", "Bumba-meu-boi" (Prêmio Leonardo Mota), ainda "Dom Antônio de Almeida Lustosa, um discípulo do Mestre – Manso e Humilde" e "Padre Artur Redondo: um modelo de Mansidão e Amor a Deus", além de extensa produção sob a forma de artigos na imprensa, nos Anais da Academia Cearense de Medicina e na Revista do Instituto do Ceará.
Dedicou-se durante anos ao estudo da formação social do Nordeste brasileiro, debruçando-se, notadamente, sobre os fatos relacionados aos processos do povoamento e da colonização lusitana.
Possuia um amplo acervo de documentos sobre a história eclesiástica no Ceará, fruto de sua intensa atuação como historiador sacro, mercê de sua prática de vida cristã e da esmerada educação católica recebida, que nutria as suas intervenções como médico, professor, intelectual e cidadão. Durante décadas, enquanto a saúde permitiu, participou intensamente das atividades encetadas pela Sociedade Médica São Lucas, o que incluía os retiros espirituais anuais pregados, amiúde, pelo Padre Monteiro da Cruz. Como reconhecimento dessa atuação, particularmente por sua gestão na presidência dessa entidade, em dezembro de 2004, foi agraciado com a Comenda Médica São Lucas.
Cônscio de sua responsabilidade de cidadão, foi vereador de Fortaleza, de 1950 a 1954, encerrando prematuramente sua carreira política, perdendo, com isso, o povo fortalezense.
Era casado com D. Idilva de Castro Alves, de cuja duradoura união, marcada por amor e compreensão, resultaram sete filhos: Angela, Virginia, Elizabeth, Fernando, Adriano, Tarcísio e Maria de Lourdes, todos formados e reconhecidos como bons profissionais nos respectivos campos de atuação.
(Escrito por Marcelo Gurgel para a página Vinicius Barros Leal - Genealogia Cearense, disponível no Angelfire.)

NOTA DE PESAR POR MARIA JOSÉ SALES CALADO

"Não podemos mudar a hora da chegada. Nem talvez a mais certa. A da partida.
Mas podemos fazer a descoberta. Do que presta e não presta. Nesta vida."

~ Miguel Torga, médico e escritor português

Recebo com imenso pesar a notícia do falecimento de Dra. Maria José Sales Calado - nossa querida colega Mazé.
Nascida nas terras da Bahia e crescida criança do sol nas ruas de Fortaleza, ela graduou-se em Medicina pela Universidade Federal do Ceará (UFC), em dezembro de 1971. Nos anos seguintes, Maria José prosseguiu em seus estudos, fazendo a residência médica em Pediatria no Hospital Cruz Vermelha, em São Paulo, onde ela se radicou para exercer com afinco sua profissão.
Como médica pediatra, abraçou a causa quase sem cura da AIDS na infância.
Gostava de correr mundos, cultivar amizades e de conviver com Jimmy, seu cãozinho chihuahua. E de expressar-se na língua dos poetas (como seu tio-avô Antonio Sales).
Ela partiu na manhã da quinta-feira, 12, após sucessivas internações em hospitais de São Paulo.
Seu corpo foi sepultado no dia 14, às 12h, no Cemitério do Morumby.
Meus sentimentos a seus familiares, amigos e a todos que compõem a 19.ª Turma de Medicina da UFC, da qual Mazé, de uma forma inesquecível, sempre fará parte.
Saudades perenes.
Dela:
https://www.facebook.com/mariajose.salescalado/
https://mariajosecalladopoesias.blogspot.com/

QUEM SALVA UM LIVRO ...

Numa das visitas que eu fazia à Dona Elda (como filho e médico), mamãe me passou às mãos um calhamaço sem dar maiores explicações. Presumi que teria sido deixado por Marcelo, por ser frequente meu irmão recorrer a essa intermediação materna quando queria me dar conhecimento de suas produções literárias.
Ao examinar o conteúdo, vi que se tratava de textos que se referiam a pessoas, coisas e assuntos do bairro Otávio Bonfim. Eram uma preciosidade histórica em cujas páginas não se conseguia identificar a autoria. Mas não parecia ser algo que Marcelo houvesse escrito.
Lembrei-me então do memorialista Vicente Moraes, a quem conhecia apenas de nome, o consagrado autor de "Anos Dourados em Otávio Bonfim: À memória de Frei Teodoro". O local e o período das histórias relatadas coincidiam, e os textos pareciam ser os originais de um livro na linha do anterior. Guardei o calhamaço numa das prateleiras de minha biblioteca. Se não localizasse o autor, talvez servisse como fonte de consulta para as notas que eu publico semanalmente em "Linha do Tempo".
Anos depois, fui chamado para uma reunião no apartamento de tio Edmar. Ele estava planejando um encontro de congraçamento entre pessoas que, nas décadas de quarenta e seguintes, residiram em Otávio Bonfim. Na noite da reunião estiveram presentes, além do tio anfitrião, Marcelo, Vicente Moraes e eu.
Foi quando ouvi Vicente lamentar-se do extravio dos originais da 2.ª edição de seu "Anos Dourados em Otávio Bonfim". Para complicar, o computador utilizado na digitação dos originais, fora dado de presente ao filho de sua empregada doméstica, e o rapaz formatara o computador. E, por algum esquecimento, Vicente não havia feito back-up dos arquivos nem guardado cópias.
Eram textos que não constavam da 1.ª edição - anos desperdiçados do trabalho de um memorialista! Vicente já dava a nova edição como irremediavelmente perdida.
Ele cobrava de Edmar, que cobrava de mamãe, que cobrava de Marcelo, que não sabia de nada.
Entrei na conversa. O calhamaço de autor anônimo que eu guardava em casa talvez fosse o que Vicente tanto procurava.
E era. Após receber os originais extraviados, Vicente digitou novamente o livro e deu entrada na Editora Iuris para a impressão.
O lançamento da 2.ª edição (revista e ampliada) de "Anos Dourados em Otávio Bonfim (À memória de Frei Teodoro)" aconteceu no Salão de Santo Antônio, ao lado da igreja da Paróquia N. Sra. das Dores, em 25/08/2017.
Marcelo fez o prefácio e eu escrevi a contracapa.
Um espaço generoso do conteúdo desse livro foi dedicado a nosso pai, Luiz Carlos da Silva (Seu Silva), que o autor chama de "enciclopédia ambulante de Otávio Bonfim".
P.S.: Vicente se valeu dos préstimos de Edmar para fazer chegar os originais a Marcelo, que deveria escrever o prefácio. Acostumada a receber os escritos de Marcelo (doador universal) para entregá-los a mim (receptor universal), mamãe seguiu a rotina. E, com essa distração, deixou Marcelo no vácuo.
Referências:
MORAES, Vicente de Paula Falcão. Anos Dourados em Otávio Bonfim: à memória de Frei Teodoro / 2.ª edição revista e ampliada. Fortaleza: Iuris, 2017. 320p.
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2015/09/dos-anos-dourados-aos-anos-iluminados.html
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2017/08/lancamento-do-livro-anos-dourados-em.html
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2017/09/anos-dourados-em-otavio-bonfim-quarta.html
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2018/09/seu-silva-o-mestre-educador-do-bairro.html

PALMAS - TO (segunda parte)

(2 de 2)
27/09 - terça-feira
Reservei esta manhã para conhecer o Parque Cesamar. A entrada é gratuita, e o parque tem como principal atração uma pista de Cooper de 3 quilômetros circundando  um lago. Fiz esse percurso em 40 minutos por que tive de parar algumas vezes para tirar fotos do lago, dos pedalinhos, de uma ponte (são três) e de dois grupos de capivaras que cruzaram meu caminho.
A propósito: o parque em agosto esteve fechado alguns dias para que fizessem uma desinfestação dos carrapatos-estrelas nas capivaras.
Outros equipamentos do Parque Cesamar: academias para ginástica ao ar livre; pista para skate; áreas para piqueniques; playground; cachoeira artificial etc.
Uma senhora tocantinense de nome Tainá, que se encontrava acompanhada por dois homens (um dos quais um mineiro que visitava Palmas), ajudou-me com a foto abaixo.
Check-out no Ibis ao meio-dia. Em seguida, toca ir ao Capim Dourado para aguardar a hora de ir ao aeroporto.
O almoço foi no "Divino Fogão". 
E não é que tornei a me encontrar com Tainá e seus acompanhantes, desta vez no Capim Dourado Shopping. Quando conversávamos no Parque, ela tocou na existência de artigos regionais que eram feitos de capim dourado. Ante a minha curiosidade, recomendou-me que procurasse esses objetos em alguma loja de artesanato perto do hotel. Eu não tive tempo de procurá-los, é verdade. Mas, ali no shopping center, havia um quiosque em que eram vendidos, e Tainá indicou-me o local. Comprei dois pares de brincos e três chaveiros com direito a ganhar o quarto.
Naquele shopping center há um espaço gratuito à disposição dos clientes (de coworking que eles chamam). No qual o cliente abre o notebook, faz um rápido cadastro e acessa a internet. Permanece por lá o tempo que quiser. Um deles usava (alternadamente) dois notebooks, e dois outros mantinham-se concentrados numa partida de xadrez.
Duas horas após deixei o recinto, chamei um veículo pelo Uber e fui para o aeroporto.
Cheguei a Brasília às 19h30.
Onde não estive em Palmas: Ilha Canela, Palacinho e Taquaruçu. O Palacinho foi a antiga sede do governo, antes da construção do Palácio de Araguaia, e no qual atualmente funciona o Museu Histórico de Tocantins. Ilha Canela é a tal que 4 em cada 4 motoristas de aplicativo falam da beleza do local (sem que 3 tenham ido lá). Taquaraçu, um distrito de Palmas que fica a 32 quilômetros da capital. É um lugar de belezas naturais com trilhas, 82 cachoeiras catalogadas e onde se pratica rapel e tirolesa. 
P.S. Saem expedições diárias de Palmas para o Jalapão.
(fim)

PALMAS - TO (primeira parte)

(1 de 2)
25/09 - domingo
Após um voo de Brasília a Palmas, com duração de uma hora e vinte minutos, cheguei à capital de Tocantins, um dos estados da região Norte do Brasil. Banhada pelo Rio Tocantins, a cidade é a mais jovem capital brasileira, tendo sido fundada em 1989.
É uma cidade planejada, com avenidas largas e rotatórias ajardinadas. Atualmente abriga uma população de 313 mil habitantes.
Seu aeroporto fica a cerca de 21 km do centro, onde estão os principais hotéis da cidade. Como o Ibis Palmas Avenida JK, hotel no qual me hospedei para uma estada na cidade.
Por ser domingo, poucas pessoas eram vistas nas avenidas das imediações do hotel. Portanto, pareceu-me adequado fazer como os palmenses que, aos domingos, vão para a orla de sua cidade. Sua alma, sua palma.
Então, fui à Praia da Graciosa, a famosa praia do Lago de Palmas, que foi formado com a construção da Usina  Hidrelética de Lajeado e que, antes da usina, era o Rio Tocantins. E pus-me a caminhar no calçadão a partir do local em que existe uma marina.
Rosa Madalena, Tastro, Choupana do Lago, Mumbuca, Tucum e Dona Maria são os nomes de alguns dos restaurantes do lugar. Vários deles oferecem som ao vivo, à base de violão e bateria. Como o flutuante Rosa Madalena Gastrobar, onde almocei um espaguete com camarão. Não louvo o cozinheiro, mas sim os garçons da casa por serem gentis.
No Rosa Madalena
Desisti de pegar um barco para ir até Ilha Canela. Dizem que por lá se vê um belíssimo pôr-do-sol.
Em seguida, fui ao Capim Dourado, um shopping center no estilo mall. De lá saí com alguns petiscos que comprei para abastecer o frigobar do 357.
26/09 - segunda-feira
Reservei a manhã para esquadrinhar a Praça dos Girassóis. Esta é a maior praça do Brasil e da América Latina, e a quarta maior do mundo – a primeira e a segunda ficam na China e a terceira, em Jacarta, Indonésia. A praça reúne os prédios públicos mais importantes de Palmas, a começar pelas sedes dos três poderes públicos do Estado: o Palácio Araguaia (Poder Executivo), a Assembleia Legislativa (Poder Legislativo) e o Tribunal de Justiça (Poder Judiciário), além de vários monumentos que recontam partes da história do Tocantins, como o Memorial da Coluna Prestes e o Cruzeiro (uma cruz de pau-brasil).
Projetado por Oscar Niemeyer, o Memorial é uma homenagem aos tenentes de 22 e à marcha da Coluna Prestes, liderada por Luis Carlos Prestes, pelo interior do Brasil, que passou por terras tocantinenses. Foram 25 mil quilômetros da maior marcha revolucionária na história da humanidade. Já o Cruzeiro foi o primeiro monumento artístico e histórico erguido em Palmas, palco da realização da primeira missa, quando da instalação da capital em 20 de maio de 1989.
Memorial da Coluna Prestes
Na Praça dos Girassóis também estão os monumentos do Levante do Forte de Copacabana, da Súplica dos Pioneiros, o marco do Centro Geodésico do Brasil 1 e o maior relógio de sol horizontal do Brasil. 2
À tarde, visitei o Espaço Cultural (em obras) da Fundação Cultural de Palmas, o qual agrega as seguintes atividades:
Teatro • Cinema • Dança • Literatura  • Música • Artes Visuais 
Doei um exemplar do livro "Portal de Memórias" à Biblioteca Municipal Jaime Câmara, que integra a Fundação Cultural de Palmas.
À noite, fui ao Palmas Shopping.
1 O Centro Geodésico do Brasil é o ponto equidistante dos extremos entre Norte-Sul e Leste-Oeste do país. Histórico, mas não científico, o IBGE não reconhece o de Palmas como tal. Acesse esta página do site Conexão Tocantins. 
2 O relógio de sol horizontal deve ser projetado para a latitude em que vai ser utilizado. Acesse esta página (em português) do site The Sundial Primer, na qual há muita informação sobre o assunto.
(segue)

CASAMENTO DE RENATA E FELIPE

A cerimônia de casamento de Renata e Felipe, ela - filha de Regina Márcia Pinheiro de Oliveira e Marcus Gondim de Albuquerque, e ele - filho de Francisco Moacir Pinto Filho e Maristane Fernandes Macedo Pinto, será realizada hoje (24), às 14h15, na Catedral Metropolitana de Brasília.
Após a cerimônia, os convidados serão recepcionados no Brasília Palace Hotel, em SHTN Trecho 01 Conjunto 01 Asa Norte - DF (às margens do Lago Paranoá).

BRASÍLIA E PALMAS

Viajo hoje para Brasília, para assistir ao enlace matrimonial amanhã (24) de Felipe Fernandes (meu sobrinho por afinidade) com Renata. Além de minha esposa Elba, que viaja comigo, seguem também para o Distrito Federal nossos filhos Érico e Natália com os respectivos cônjuges.
No dia 25, embarco para Palmas, Tocantins, onde pretendo passar dois dias conhecendo a cidade. Elba não me acompanhará neste trecho da viagem. Ela continuará em Brasília, onde residem dois irmãos e outros familiares.
Retornaremos para Fortaleza no dia 28.

REFERÊNCIAS MUSICAIS E FÍLMICAS À PRAIA DO FUTURO

A Praia do Futuro ocupa oito dos 25 quilômetros da orla de Fortaleza. Ao longo de seu calçadão, barracas oferecem cadeiras de praia, duchas de água doce e delícias da gastronomia cearense. Contudo, em épocas passadas (anos 1970), quando a Praia era um reduto pouco frequentado pela população, o seu relativo isolamento reforçava outras imagens. E a Praia do Futuro de então era vista como um lugar de ardentes desejos.

Em "Maria do Futuro", originalmente lançada pelo compositor Taiguara na década de 1970, e regravada em 2007 pelo cantor cearense Fagner, no trabalho "Fortaleza", são exaltadas poeticamente suas belezas naturais. Nessa canção, concebe-se a Praia do Futuro como o lugar da cidade onde tudo parece ser mais intenso e envolvente.

Sobre ela, o internauta Aurelino Santos Jr relata uma história que ouviu em 1973. Após um show em Fortaleza, Taiguara teria ido para um dos bares da Praia do Futuro e lá conhecido uma moça, com a qual teria passado uma noite arrebatadora nas areias da praia. Outro internauta, de nome Francisco, acrescenta ter ouvido do próprio Taiguara, em um show no Theatro Jose de Alencar - Fortaleza - CE (anos 1980), que essa música é realmente uma referência à Praia do Futuro.


Já na música "Terral", gravada pelo compositor/cantor cearense Ednardo e lançada em 1973, a Praia é retratada como o lugar de origem, o lugar de onde se vem e onde se quer ficar, caracterizado pelas "dunas brancas" e distante das "chaminés ou fumaça". É o lugar também que, de uma perspectiva marítima, avista-se a "praia fazendo amor". https://blogdopg.blogspot.com/2017/09/novissimo-farol.html

Em "Praia do Futuro –um filme em episódios", de 2008, realizada por um grupo de jovens cineastas cearenses reunidos em torno da Alumbramento Produções Cinematográficas. Essa produção fílmica cobre um período em que a Praia deixa de figurar como um lugar de promessas urbanas não realizadas para ser um lugar, no dizer de Nogueira Maciel, "onde o tempo se perdeu". https://docplayer.com.br/66439638-Tempos-e-espacos-da-praia-do-futuro.html | p.41-47

Em outro filme, "Praia do Futuro" (dirigido por Karim Aïnouz), de 2014, Donato, personagem de Wagner Moura, é salva-vidas na Praia do Futuro. Ayrton é um menino que sonha com motos e super-heróis e admira a coragem do irmão mais velho em se jogar nas ondas para salvar desconhecidos. Quando falha pela primeira vez em resgatar uma vida no mar, Donato acaba conhecendo Konrad, um alemão piloto de velocidade de motos, amigo do afogado. Donato parte com Konrad para Berlim e desaparece, deixando o irmão mais novo para trás. Anos depois, Ayrton, já adolescente, se aventura em busca de Donato para um acerto de contas com aquele que considerava seu herói. https://youtu.be/UyFBAAiGCC8 (trailer)

NOTA DE PESAR: ÍTALO ANTONIO CAVALCANTI DE AZEVEDO

Faleceu ontem, aos 44 anos, Ítalo Antonio Cavalcanti de Azevedo

Ele enfrentou durante três anos uma grave doença. Morreu de uma forma serena, cercado pelo carinho dos familiares, no Hospital São Carlos, .

Era o filho mais velho dos empresários Antonio Azevedo e Evanilda Cavalcanti, e deixa a esposa e uma filha de 2 anos.

O velório aconteceu a partir de ontem no Jardim Metropolitano. E a missa de corpo presente foi rezada às 9h de hoje (16), tendo o celebrante feito uma comparação espirituosa entre a fortaleza de Ítalo e o time de futebol para o qual ele torcia, o Ceará.   

Na sequência, às 10h, foi realizado o seu sepultamento.

Neste momento de dor, solidarizo-me com seus familiares e amigos.

WILSON CIRINO ENTRE VELAS E TUBARÕES

Na quarta-feira, 7, aconteceu no Café Couture, na Praia de Iracema, o lançamento do livro "Wilson Cirino entre velas e tubarões" escrito por Solange Benevides.
No escrever de Durval Aires Filho, esta obra biográfica "recompõe a trajetória do violonista e compositor cearense Cirino: como foi sua carreira, desde o início, a sua estada no Sul (Rio e SP) e o seu retorno a Fortaleza. O artista cearense que, a par de seu enorme talento, realizou shows, ao lado de grandes nomes da MPB, participou de programas, em rede nacional, integrou festivais, mas teve dificuldades de lançar seu nome em nível popular, devido às disputas internas, lutas por espaços e às 'diferentes ondulações' que a vida apresenta".
Estivemos nesse evento lítero-musical, que foi uma excelente oportunidade para rever Wilson Cirino (que conhecemos nos idos de 1970 em um sarau na casa do colega Haroldo Heitor) e conversar com o compositor Eugênio Leandro, o poeta Diogo Fontenelle e o Desembargador Durval Aires Filho, membro da Academia Cearense de Letras.
Ao final da tarde-noite de autógrafos, Wilson (foto), que descende de uma família de músicos cearenses, * encantou aos que estiveram presentes com a sua virtuosidade.

* seu avô Mamede, o pai Wôlmer e o tio Oscar Cirino

VIOLONISTAS CEARENSES (página em construção)

O TROTE

"A primeira aula não se dá e à última não se assiste."
No primeiro dia de aula, assim como fizeram muitos calouros da instituição, eu me apresentei com o cabelo já cortado a zero. Sabendo que teria o cabelo tosquiado, da pior forma possível, pelos alunos veteranos da Faculdade de Medicina da UFC.
O trote acontecia no "Território Livre das Mangueiras", no campus de Porangabussu. Não era violento, mas receei estar marcado para o pior dos trotes. Na qualidade de aluno do cursinho prevestibular do Diretório Acadêmico XII de Maio, no ano anterior eu tinha sido muito observado pelos veteranos enquanto transitava nas dependências da Faculdade.
Da programação do trote constavam: beber óleo de rícino, ser tosquiado (com "caminhos de rato" sendo feitos no couro cabeludo), receber pinturas corporais, fingir-se de estátua, fazer agachados etc.
O veterano Manassés, que fora meu professor no cursinho do DA XII de Maio, me pegou para Cristo. Ordenando-me que eu fizesse uns agachamentos, enquanto ele contava até dez. E, quando eu estava prestes a findar uma série de agachamentos, ele passava a contar em decimal.
De qualquer maneira, foi a parte mais agradável do trote e eu, que não era besta. procurei não me distanciar dele.
Em 1966, o trote era leve. Não tinha comparação com o que meu pai levou, em 1943, ao ingressar na Faculdade de Direito. Na ocasião, os calouros de nossa Salamanca saíram em uma passeata com faixas pelas ruas de Fortaleza. Uma delas, com uma exortação à participação do Brasil na II Guerra Mundial, na qual se lia: "Casar para evitar convocação é covardia!".
Nada contra a cobra ir fumar na Itália. Não fosse o meu genitor ter sido obrigado a desfilar vestido de "noiva", como ficou registrado em uma fotografia da época.
Voltando ao trote no campus de Porangabussu. Por ter umas gordurinhas a mais, um de nossos colegas foi posto em plano superior e na posição de lótus para receber as honrarias de Buda dos demais "trotandos".
No final das brincadeiras, o "bicho" (tratamento carinhoso dado ao calouro) comprava uma boina branca com a inscrição MEDICINA e os convites para uma calourada que dava direito a apreciar os veteranos se divertindo.
No ano seguinte, pude executar meu plano de vingança. Nessa nova edição do trote, por desfrutar da prerrogativa de ser um aluno veterano, eu aproveitei para tirar um amigo do cercadinho.
Aí fomos comemorar tomando umas cervejas no Dozinho.

O CASO DOS CANGACEIROS PARENTES

Por seu vídeo-cangaço lembrei-me do caso destes cangaceiros parentes.
~ Nelson Cunha
Morri de rir (várias vezes), Nelson. Se a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas premiasse a categoria em questão, esse quadro do Zorra Total teria trazido o Oscar para o Brasil. Respeite a endogamia que come solta em nosso Semiárido, inclusive no cangaço e nas volantes. O fenômeno é tecnicamente chamado de IMPLEXO DA ASCENDÊNCIA.
~ Paulo Gurgel

PESAR PELO FALECIMENTO DE MARIA ELMA GURGEL MOTA

Faleceu hoje à tarde no Hospital OTOclínica, de causa neurológica, aos 88 anos, a minha tia materna Maria Elma Gurgel Mota.
Era viúva do Sr. José Alcy Mota. Cristã praticante e matriarca dedicada, Elma deixa 7 filhos, netos e bisnetos.
Seu corpo será velado amanhã (28), a partir das 8 horas, no Cemitério Parque da Paz, com a celebração religiosa a ser realizada às 11h30 e o sepultamento, às 12 horas, na referida necrópole.
Meus sentimentos à família Gurgel Mota pela partida deste ser humano tão querido. Descanse em paz, minha tia.
P.S.
Leia aqui o texto de Marcelo Gurgel, publicado em 2008, contendo um pouco da trajetória de vida da tia Elma.

COMÉDIAS SOBRE LAMPIÃO E SEU BANDO

Quatro comédias levaram ao cinema paródias sobre as aventuras de Lampião e seu bando com os comediantes mais populares de suas épocas:
Uma em 1959, "Os Três Cangaceiros", que reuniu Grande Otelo, Ronald Golias e Ankito; outra em 1964, "O Lamparina", com Mazzaropi; e outra em 1983, "O Cangaceiro Trapalhão", com direção de Daniel Filho, também explorando o sucesso popular de Renato Aragão e sua trupe do programa de TV "Os Trapalhões".
(https://semioticas1.blogspot.com/2012/03/lampiao-no-cinema.html)
A última delas, em "O Auto da Compadecida", de 2000, filme dirigido por Guel Arraes, em que João Grilo (Matheus Nachtergaele) engambela o cangaceiro Severino (Marco Nanini) com uma suposta gaita mágica que ressuscita os mortos. Severino, crente que visitaria no céu Padre Cícero, ao qual é devoto, e que depois voltaria, pede a seu guarda que o mate.
Eis a cena em que o cangaceiro Severino morre, enganado pela falácia de João Grilo.

Confira abaixo a lista completa dos 24 filmes em longa-metragem sobre o cangaço, realizados no Brasil de 1953 a 2015:
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2016/11/o-cangaco-e-o-cinema.html

MANEZINHO DO BISPO

Manuel Cavalcante Rocha (12/05/1856, Pernambuco - 1923, Ceará), o conhecido Manezinho do Bispo (foto). Foi porteiro do Palácio do Bispo, em Fortaleza-Ce, por muitos anos. Era popular por suas "tiradas" e pelos livretos que publicava no "Correio do Ceará".
Alta noite, o grande pensador levantava-se da cama e ia para a mesa de trabalho registrar uma ideia que lhe parecera genial. No dia seguinte, a ideia publicada passaria à história jocosa do Ceará, sendo motivo de comentários galhofeiros na Praça do Ferreira. 
De suas obras, a que causou maior sucesso foi um folheto cujo título era: M.C. Rocha - Biografia de sua ex-mãe (pois que ela já havia falecido). E o subtítulo: Acompanhada de um passatempo.
Também publicou um folheto intitulado Astronomia Popular, no qual dava noções dessa ciência. Na opinião de Otacílio de Azevedo, "coisa mais estapafúrdia dificilmente seria encontrada". 
Manezinho faleceu aos 63 anos.
Fontes:
Nirez, no Face.
http://www.fortalezaemfotos.com.br/2011/06/o-manezinho-do-bispo.html
http://www.fortalezanobre.com.br/2016/05/tipos-populares-manezinho-do-bispo-vd.html
http://www.casadoceara.org.br/?arquivo=pages/blog/perfil_edmilson/e1111.php

LANÇAMENTO DO LIVRO "CINQUENTA MIL MULHERES"

CONTRACAPA 
"A tudo isso eu assistia e, de minuto a minuto, eu me perguntava como o médico iria fazer aquele milagre. O parto de uma criança nascendo de mão. Já ouvira falar de nádegas, mas de mão, nunca. Quando uma pessoa tinha muita sorte, papai dizia que ela nascera com a bunda virada para lua." ~ Mariano Freitas, médico obstetra e escritor

OS CARLOS DA SILVA DA REGIÃO DE PEREIRO

Meu pai, Luiz Carlos da Silva, tinha como genitores José Carlos da Silva (n. 1886) e Valdevina Maria Carlos da Silva (n. 1886), conhecida antes do matrimônio por Valdevina Maria do Amor Divino. Meu avô José Carlos, nascido em Pereiro - CE, era o primogênito de uma família com 18 irmãos, e minha avó Valdevina, nascida em São Miguel - RN, provinha de uma família  com 22 irmãos. 
Vale salientar que possuíam parentesco entre si, sendo membros de uma clã numerosa que se distribuía pela microrregião da Serra de Pereiro, no Ceará (próximo à divisa com o RN, e na qual se incluem os municípios de Pereiro, Iracema, Ererê e Potiretama), e pela Serra de São Miguel, no Rio Grande do Norte.
Passada a seca de 1915, nossos avoengos fixaram-se em Acarape, à época pertencente ao município de Redenção, onde adquiriram uma propriedade rural denominada de "Pau Branco" ...
O enlace de José e Valdevina Carlos da Silva gerou os seguintes filhos, conforme sequência cronológica: Francisca (1913), Luiz (1918), Maria (1919), Eugênia (1920), Rita (1922), José (1924) e Valter (1925); entre Francisca e meu pai Luiz nasceram dois filhos que faleceram em idade tenra.
F1 - Francisca Carlos da Silva, professora da EVA Agnes Junes Leith; sem descendentes
F2 - Luiz Carlos da Silva, advogado, contador e professor, que casou com Elda Gurgel Coelho, com a qual gerou treze filhos; destes, sou o primogênito 
F3 - Maria Carlos da Silva, professora; sem descendentes
F4 - Eugênia Carlos da Silva, freira; sem descendentes
F5 - Rita Carlos da Silva, professora; sem descendentes
F6 - José Carlos da Silva, professor, que casou com Graziela Vasconcelos Pinto de Oliveira, com a qual gerou 8 filhos.
F7 - Válter Carlos da Silva, agricultor, que casou com Raimunda Gomes da Silva, com a qual gerou 10 filhos. O caçula Válter sucedeu o pai na administração do sítio da família em Acarape. E, por um mandato (entre os anos 1989 e 1993), foi também edil da cidade.
Todos os filhos de José Carlos e Valdevina já faleceram.

INFORMAÇÃO DE ANDRÉ GARCIA

Informo aos primos Agnor, Maria e Paulo,

Que já existe uma obra mais moderna tratando da família Gurgel, à venda no Sebo Vermelho.


Do autor José Veríssimo Fernandes.

"É um repositório de fatos pretéritos protagonizados por bravos homens e mulheres, que construíram com muito denodo e apego os liames da história da tradicional e vetusta família Gurgel. Obra com garantia de sucesso antecipado pelo manancial histórico e genealógico, amalgamados nos anais da rotina do tempo. Seu fio condutor reúne um legado de histórias de vida, registradas e fixadas na materialidade das fontes pesquisadas, rubricadas e sentenciadas para a eternidade do referencial bibliográfico." ~ Marcos Pinto

SOBRE A ACADEMIA CEARENSE DE LETRAS

A Academia Cearense de Letras foi fundada no dia 15 de Agosto de 1894, em sessão solene realizada no salão nobre da "Fênix Caixeiral", então com o nome de Academia Cearense.
É a mais antiga de todas as academias de letras do Brasil.
Foi somente a partir de 1922 que passou a se chamar Academia Cearense de Letras (ACL).
Seu lema é "Forti nihil difficile".
O Palácio da Luz, um majestoso prédio construído na época do Brasil Colônia, é a sede da Academia Cearense de Letras e "serviu de sede oficial do Governo do Ceará de 1814 até 1970", conforme registra o livro "A Academia Cearense de Letras e o Palácio da Luz", de autoria de José Murilo Martins e Regina Pamplona Fiúza.
No Palácio da Luz, dirigiram os destinos do Estado mais de 90 governantes, entre capitães-mores do Ceará Colônia, presidentes da província no período do Império e presidentes, governadores e interventores nos anos da República. O Palácio por si só, como disse Gustavo Barroso, representa uma peregrinação ao passado.
Além do Palácio do Governo, ali já funcionou a Biblioteca Pública do Ceará e a Casa de Cultura Raimundo Cela. Mas foi somente em 1989 que o então presidente da ACL, acadêmico Cláudio Martins, conseguiu do governador Tasso Jereissati o Palácio da Luz para ser a sede da academia.
A Academia é constituída de um Quadro de Acadêmicos Titulares, em número de quarenta, além de Acadêmicos Honorários e Acadêmicos Correspondentes sem limitação de número. Dentre os atuais Acadêmicos Titulares, quatro são médicos: José Murilo Martins, Lúcio Gonçalo de Alcântara (que preside a ACL), Francisco Flávio Leitão de Carvalho e Marcelo Gurgel Carlos da Silva (cuja posse como membro titular aconteceu há três dias).
Foto: Jornal do Médico
Minibio
Marcelo Gurgel, 69, é médico, economista e professor universitário. Dirigiu o Curso de Medicina da Universidade Estadual do Ceará em seus primeiros seis anos de existência (do ingresso à colação de grau de sua Turma Prima). Polígrafo laureado, com mais de uma centena de livros publicados, Marcelo é membro também da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores - Regional do Ceará (da qual foi diretor por dois períodos), do Instituto do Ceará - Histórico, Geográfico e Antropológico e da Academia Cearense de Medicina, além de outros sodalícios.
Ver também: A solenidade de posse descrita pelo novel Acadêmico

A POSSE DE MARCELO GURGEL NA ACADEMIA CEARENSE DE LETRAS

Congratulo-me com meu irmão Marcelo Gurgel Carlos da Silva pela almejada e merecida admissão como membro titular da cadeira 25 da Academia Cearense de Letras. Estarei logo mais (com Elba)  em sua solenidade de posse na ACL, nesta que é a mais antiga de todas as academias de letras do Brasil.

ZÉ MENEZES, O CRAQUE DAS CORDAS

José Menezes de França nasceu em 06/09/1921, em Jardim-CE. Compositor, arranjador e multiinstrumentista, dominava o cavaquinho, o bandolim, o banjo, o violão tenor, o violão de 6, 7 e 10 cordas, a guitarra e o contrabaixo.
Iniciou a carreira artística aos 8 anos em cidades do Cariri cearense. Aos 9 anos de idade, apresentou-se para o padre Cícero Romão Batista, executando um choro de sua autoria denominado "Meus oito anos". Aos 11 anos já era membro da Banda Municipal de Juazeiro.
Em 1943, foi levado pelo radialista César Ladeira para o Rio de Janeiro, onde foi contratado pela Rádio Mayrink Veiga. Trabalhou no Hotel Quitandinha, Rádio Globo, Boate Casablanca.
Em 1947, foi contratado pela Rádio Nacional e passou a atuar ao lado de Garoto e a participar de orquestras, além de acompanhar os grandes artistas da época.
Em 1948, teve sua primeira composição gravada, o samba "Nova ilusão", parceria com Luiz Bittencourt, lançado pelo grupo "Os Cariocas", na gravadora Continental. Esse samba, inclusive, acabou se tornando o prefixo das apresentações do referido grupo.
Na década de 1960, gravou com o grupo "Os Velhinhos Transviados" uma série de 13 LPs que alcançaram grande sucesso.
De 1970 a 1992, integrou a a Orquestra da Rede Globo de Televisão como primeiro guitarrista. Nessa emissora, compôs o tema de abertura do programa "Os Trapalhões" e as vinhetas dos programas "Chico City" e "Viva o Gordo".
Faleceu em 31/07/2012, aos 93 anos, na cidade serrana de Teresópolis.

MEMÓRIA. RESENDE E ITATIAIA

Nos dias 13 e 14 de agosto de 2003, estive nestas duas cidades fluminenses. Tendo viajado da capital paulista (rodoviária Tietê) pela movimentada Nova Dutra até Resende, onde me hospedei por dois dias. A cidade em questão é cortada pela Rodovia Presidente Dutra e considerada a mais importante estrada brasileira. 
O município de Resende, no sudoeste do Estado do Rio de Janeiro, é um importante polo industrial, automotivo, metalúrgico e turístico, e sede do segundo maior complexo militar do mundo, a Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN, que o Google traduz por "Um Homem").
Em Resende, tive a oportunidade de assistir a um show ao ar livre da banda da Academia Militar das Agulhas Negras. A banda tocou um repertório de músicas brasileiras e internacionais.
À noite, jantei trutas em molho de alho. As trutas são destaques no cardápio da região.
No segundo dia, fui conhecer Itatiaia (a 15 km de Resende) e Penedo. O Paço Municipal ocupa as instalações do antigo Hospital de Convalescentes de Itatiaia. Quanto a Penedo, é um distrito de Itatiaia.
Conhecido como "Pequena Finlândia", Penedo começou com a chegada de imigrantes finlandeses na região, em 1929. Quando a ideia de viver somente da terra começou a ser inviável, a solução dos colonos foi transformar suas casas em pousadas para receber visitantes. E abriram restaurantes e lojas de artesanato. Se hoje são poucos os descendentes diretos de finlandeses que moram em Penedo, no entanto o distrito realmente abraçou essa cultura, não sendo estranho ver lojas, restaurantes e pousadas com nomes finlandeses.
No dia 15, voltei a São Paulo para participar da Jornada Paulista de Doenças Ambientais e Ocupacionais, da SBPT, que foi realizada no Blue Tree Convention Plaza, no dia 16 de agosto. Hospedei-me no Hotel Excelsior. Em meu tempo livre, aproveitei para conhecer: Santa Ifigênia, Largos Paissandu e do Arouche, Parque Ibirapuera, Anhangabaú, Viaduto do Chá, Theatro Municipal e... este famoso cruzamento de Sampa:

OS GURGEL DE SENADOR POMPEU, CEARÁ

"O sabiá no sertão, quando canta me comove, passa três meses cantando, e sem cantar passa nove, porque tem a obrigação, de só cantar quando chove!"
- "Chover (ou Invocação para um Dia Líquido)", do Cordel do Fogo Encantado
A principal referência dos Gurgel de Senador Pompeu, município do sertão central do Ceará, é o Sítio Catolé. Neste sítio, situado na zona rural de Senador Pompeu, viveu José Tristão Gurgel do Amaral, casado com a prima Maria Gurgel Valente, ambos oriundos de Aracati.
O casal teve sete filhos:
Francisco (1892), Antonio (1894), Claucídia (1896), Almerinda (1897), José (1900), Olímpia (1904) e Raimundo (1906) - com o sobrenome Valente Gurgel do Amaral.
F1 - Francisco Valente Gurgel do Amaral, que casou com a prima Dulce Nogueira Riquet, que teve quatro filhos: Adélia,  Flávio, Fernando e Fernanda - com o sobrenome Riquet Gurgel.
Fernando, que foi fundador e proprietário da Mecesa, tem o perfil descrito aqui.
F2 - Antonio Valente Gurgel do Amaral, que casou com Emilia Mesquita, que teve dois filhos: Geraldo e Maria de Lourdes (Mesquitinha); e depois com Maria Sindeaux, que teve Tarcísio.
Geraldo Mesquita Gurgel casou com Antonieta (Tieta), deixando descendentes. Tarcísio Sindeaux Gurgel casou com Branca, deixando descendentes.
F3 - Claucídia Valente Gurgel do Amaral, que casou com Leopoldo Pinheiro, deixando descendentes.
F4 - Almerinda Valente Gurgel do Amaral, que casou com Paulo Pimenta Coelho.
O casal teve seis filhos: Elza (f.), Elda (f.), Maria Elma, Edson, Edmar e Espedito (f.) - com o sobrenome Gurgel Coelho.
Elza, sem descendentes.
Elda, que casou com Luiz Carlos da Silva, sendo a matriarca do ramo Gurgel Carlos da família, do qual sou o primogênito: Paulo, Lúcia (f.), Marta (f.), Márcia, Marcelo, Sérgio, Meuris, Luciano, Germano, Magna, José, Mirna e Luiz (f.).
Maria Elma, que casou com José Alci Mota e teve sete filhos. Edson, que casou com Elvani, que teve três filhos.
Edmar, que casou com a prima Marta Gurgel (de Acopiara), que teve cinco filhos; e depois com Liduína, que teve um filho.
Espedito, que casou com Lúcia, que teve quatro filhos.
F5 - José Valente Gurgel do Amaral, que casou com sua prima Guiomar, filha de José Teófilo. Tio José Gurgel tem o perfil descrito aqui, e o casal adotou uma filha.
F6 - Olimpia Valente Gurgel do Amaral, solteira, sem descendentes.
F7 - Raimundo (Raimundinho) Gurgel, solteiro, sem descendentes.
Fontes: Aldysio Gurgel do Amaral (in: “Nas Trilhas do Passado”), Edmar Gurgel Coelho e Francisco Edilmo Gomes Gurgel (9 9984 4408).Data desta atualização: 21/06/2022
Notas:
Raimundinho e Olímpia, auxiliadas pela preta Ventura, administraram o Sítio Catolé nas décadas de 1950, 60, 70 e possivelmente 80. Após as mortes destes meus tios-avós, o então proprietário maior da gleba, José Valente Gurgel do Amaral, vendeu o Sítio Catolé a Fernando Riquet (Nogueira) Gurgel, que o transferiu a um dos herdeiros, Geraldo Mesquita Gurgel. O sítio fica a 2 km da sede de Senador Pompeu, na CE 166, na saída para Encantado, distrito de Quixeramobim.
(f.) = falecido(a)
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O VESTIBULAR DA CECÍLIA MEIRELES

O vestibular que nos levou em 1966 à admissão na Faculdade de Medicina da UFC constou de cinco provas aplicadas em dias separados:
Física, Química, Biologia, Português e Inglês.
Para ser aprovado, o Concurso de Habilitação (leia-se: Exame Vestibular) exigia como nota mínima o 5 para Biologia e a Química; e o 4 para a Física, o Português e o Inglês.
Cada candidato, portanto, teria que matar cinco leões. Além disso, tinha que estar de olho no desempenho dos outros gladiadores, pois havia cerca de oitocentos candidatos para as cem vagas que estavam sendo disputadas.
A pontuação máxima foi obtida pelo colega Otoni Cardoso do Vale que fez 35, e coube-lhe o 1.º lugar da Medicina.
Surpreendendo os candidatos com o poema SURPRESA, o processo seletivo de 1966 ficou conhecido como "O vestibular da Cecília Meireles". Não era frequente em competições do tipo a escolha de uma poeta da Segunda Geração do Modernismo (*) para a análise literária pelos candidatos.

SURPRESA

Trago os cabelos crespos de vento
e o cheiro das rosas nos meus vestidos.
O céu instala no meu pensamento
aos seus altos azuis estremecidos.

Águas borbulhantes, árvores tranqüilas
vão adormentando meus tempos chorados.
E a tarde oferece às minhas pupilas
nuvens de flores por todos os lados.

Ó verdes sombras, claridades verdes,
que esmeraldas sensíveis hei nutrido,
para sobre o meu coração verterdes
mirra de primaveras e de olvidos?

Ó céus, ó terra que de tal maneira
ardente e amarga tenho atravessado,
por que agora pensais com tão fino cuidado
vossa mansa,calada, ferida prisioneira?

Cecília Meireles
In: Mar absoluto (1945)

OU ISTO (a poeta-surpresa na prova de Português) OU AQUILO (o grau de dificuldade das questões formuladas no Concurso de Habilitação), digamos que ambos, foram os fatores concorrenciais para que apenas 47 das 100 vagas disponíveis fossem inicialmente preenchidas.
E seguiu-se um segundo certame (com as respectivas revisões) a fim de que todas as vagas ofertadas fossem finalmente preenchidas.
As listas com os nomes dos aprovados foram afixadas num saguão da Reitoria.
Na lista da Agronomia, um deles saiu com nome e apelido (Titico). Com o tempo, seríamos apresentados por um amigo comum, o violão.

(*) Foram destaques da 2.ª Geração do Modernismo: Carlos Drummond de Andrade, Vinícius de Moraes, Jorge de Lima, Mario Quintana e Cecília Meireles.

ESTADO DA GUANABARA

Em 18/12/1971, fiz minha colação de grau em Medicina pela Universidade Federal do Ceará. Em 22/02/1972, prestei compromisso no Conselho Regional de Medicina do Estado do Ceará (CREMEC), recebendo o registro de n.º 1405. No decorrer de 1972, por aprovação em concurso público ocorrido no ano anterior, fiz o Curso de Formação de Oficial Médico no Estado da Guanabara. Na qualidade de aluno da Escola de Saúde do Exército, realizando estágios no Hospital Miguel Couto, Hospital Central do Exército, Escola de Instrução Especializada etc., não houve necessidade de transferência do CRM.

Em 08/01/1973, com a minha efetivação no quadro de médicos do Hospital Central do Exército, transferi minha inscrição primária do Conselho Regional de Medicina do Estado do Ceará para o Conselho Regional de Medicina do Estado da Guanabara, onde fiquei registrado sob o n.º 16.795. Ao assumir o cargo de plantonista na Casa de Saúde Santa Mônica, em Petrópolis, necessitei também de ter uma inscrição secundária no Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro. Em 24/01/1973, obtive em Niterói o registro de n.º 2.753/S.

Esta última inscrição foi cancelada em 19/02/1974, em face de não mais exercer atividades profissionais no Estado do Rio de Janeiro. Fora transferido para o município de Benjamin Constant, na área de fronteira do Brasil com o Peru e a Colômbia. Em 13/03/1974, solicitei inscrição secundária no Conselho Regional do Estado do Amazonas, cujo n.º foi 562. Em Manaus, aproveitei também para tirar o meu primeiro passaporte, do qual iria precisar adiante para uma viagem de férias pela Colômbia, Equador e Peru.

Com meu retorno para Fortaleza em 1975, reativei a minha inscrição primária no CREMEC e, algum tempo depois, obtive o meu Registro de Qualificação na Especialidade de Pneumologia. Mais recentemente, em 18 de outubro de 2021, o CREMEC outorgou-me o Diploma de Mérito Ético-Profissional pelo exercício da medicina sem qualquer sanção ética ao longo de 50 anos.

A minha inscrição secundária no Conselho Regional do Estado do Amazonas ainda permanece até hoje. Quanto à inscrição que já tive no Conselho Regional de Medicina da Guanabara, nem mesmo o Estado existe mais. A Guanabara durou apenas quinze anos, e o vídeo abaixo explica o que realmente aconteceu com esta Unidade da Federação.


Por muito tempo a cidade do Rio de Janeiro não fez parte do Estado do Rio de Janeiro. Entre 1834 e 1960, por que era a capital do Brasil o Rio foi município neutro e, depois, Distrito Federal, entre 1891 e até 1960. De 1960 a 1975, nesses 15 anos, o Rio foi uma cidade-estado, o Estado da Guanabara. E, em 1975, quando o Estado da Guanabara se funde com o Estado do Rio de Janeiro, cuja capital era Niterói, a cidade do Rio de Janeiro passa a ser a capital do Estado que resultou da fusão.

O MERCADO DAS PÉROLAS DE SURURU

Gostaria de saber quanto poderá valer a perola rara do Ormuz.
Glória,
Isto só o Ormuz sabe dizer. Eis o link para o blog dele:
http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/04/ormuz-barbalho-simonetti-presidente-do_15.html#links

Qual o valor da pérola de sururu?
Kaka,
A pérola sempre foi muito apreciada ao longo da história da humanidade.
Um exemplo disso foi o fato de que, no apogeu do Império Romano, quando a febre das pérolas estava no auge, Júlio César, conhecido por suas conquistas amorosas, ofereceu a Servília Cepião uma pérola no valor de seis milhões de sestércios.
Uma pérola de ostra, Kaka.
Imagino que uma pérola de sururu não teria aberto caminho para Júlio César. Nem as pernas da cortesã.

Encontrei uma dessas também. Quase quebrei o dente.
Senna,
Arranhou o dente?
Esta informação é importante. Na escala de Mohs (que quantifica a dureza dos minerais) as pérolas estão entre 3 e 4. O que pode nos levar ao conhecimento da dureza de um dente humano.

Encontrei uma pérola dentro do sururu, gostaria de saber quanto custa.
Unknown,
Não é somente por ser pérola que tenha valor.
A quem encontrou uma delas, ao comer uma ostra em plena Fenaostra, disseram que não teria valor comercial.
Avaliem se fosse uma pérola de sururu.
http://anoticia.clicrbs.com.br/sc/noticia/2008/10/perola-encontrada-em-ostra-na-fenaostra-nao-tem-valor-comercial-2242225.html

Tenho uma pérola de sururu idêntica a da foto, gostaria de saber se ela tem algum valor.
Unknown,
A maioria das pérolas encontradas em ostras comestíveis (não perlíferas) são "pedrinhas". Elas geralmente são deformadas e bem duras. No entanto, fique de olho nas redondas e bem brilhantes. Nesses casos, leve a pérola a uma joalheria para ser avaliada.

Uma amiga pescadora me presenteou com uma caixinha de fosfato cheia de pérolas de sururu. Até hoje não sei o valor. Uns 200 gramas.
Unknown,
(Acho que você quiz dizer "uma caixinha de fósforos".)
Pois bem, valem atualmente como palitos queimados. Se o sururu parar de produzi-las, aí funciona a lei da oferta e da procura.

ELEIÇÃO DE MARCELO GURGEL NA ACADEMIA CEARENSE DE LETRAS

Foto: Jornal do Médico
O médico, economista, professor universitário e escritor Marcelo Gurgel Carlos da Silva acaba de ser eleito membro titular da Academia Cearense de Letras (ACL). Vai ocupar a cadeira que anteriormente pertenceu ao saudoso médico, professor e poeta Pedro Henrique Saraiva Leão.

Com a eleição de Marcelo, a ACL volta a contar, entre seus pares, com quatro renomados discípulos de Hipócrates: Murilo Martins, Lúcio Alcântara, Flávio Leitão e Marcelo Gurgel. Todos são, inclusive, integrantes da Academia Cearense de Medicina e da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores - Regional do Ceará, da qual Marcelo foi um profícuo presidente por duas gestões.

A Academia Cearense de Letras é a entidade literária máxima do Ceará. É a mais antiga das Academias de Letras existentes no Brasil, fundada em 1894, três anos antes da Academia Brasileira de Letras. Tem 40 cadeiras, e Marcelo ocupará a de n.º 25 da ACL, cujo patrono é Manuel de Oliveira Paiva, autor da obra "Dona Guidinha do Poço".

Há pessoas que vivem para escrever e não viveriam se não escrevessem. Meu irmão é uma delas, como assegura o mestre Dalgimar Menezes. Com atuação nos diversos gêneros literários (conto, crônica, memória/biografia, discurso, ensaio, romance e teatro), e uma inquietude intelectual que o levou a publicar 114 livros, Marcelo certamente muito contribuirá para a glória e a honra da Academia Cearense de Letras.

VALE DO JAVARI

A terra indígena Vale do Javari, região na qual estão desaparecidos Bruno Araújo Pereira, indigenista brasileiro e funcionário da Fundação Nacional do Índio (Funai), e o jornalista inglês Dom Phillips, do jornal "The Guardian", tem histórico de assassinato de um outro agente órgão federal e é palco de conflitos típicos da Amazônia: tráfico de drogas, desmatamento, garimpo ilegal e destruição da fauna.
O Vale do Javari fica na fronteira com o Peru e a Colômbia e está localizada no Estado do Amazonas. São 8,5 milhões de hectares demarcados, sendo a segunda maior terra indígena do país - a primeira é a Yanomami, com 9,4 milhões de hectares. Além disso, tem a maior concentração de povos isolados do mundo, com acesso restrito por vias fluviais e aéreas.
O rio Javari (em castelhano, rio Yavarí) é um afluente do Rio Solimões. Nasce no Peru, na serra da Contamana. Toda a sua extensão, cerca de 1 180 quilômetros, serve de divisa entre Brasil e Peru, sendo a margem direita brasileira e a esquerda peruana. Desagua no rio Solimões, junto à cidade brasileira de Benjamin Constant. Sua foz possui três braços, formados por duas ilhas denominadas Islândia [1] e Petrópolis. Estão localizados, em sua sua margem direita, os pelotões militares do Exército Brasileiro Palmeiras do Javari e Estirão do Equador [2], e os municípios brasileiros de Atalaia do Norte [3] e Benjamin Constant [4].
Conheci esta região em 1974/75 ao servir no Alto Solimões como oficial médico do EB.
[1] ISLÂNDIA SULAMERICANA
[2] ESTIRÃO DO EQUADOR
[3] A PÉROLA DO JAVARI
[4] BENJAMIN CONSTANT, TABATINGA E LETÍCIA

MARICA DO TIPI

O vídeo conta a história de Dona Maria da Soledade Landim, a Marica Macêdo do Tipi. Poderosa e influente senhora na política de Aurora, Missão Velha e outras localidades do Cariri cearense.

Contemporânea da intrépida lavrense Fideralina Augusto Lima, de Generosa Amélia da Cruz, em Santana do Cariri, além de autora de feitos e ações que nos remetem até mesmo à heroína Bárbara de Alencar, Marica Macedo do Tipi compôs com folga de mérito e valentia o histórico quarteto das chamadas matriarcas dos sertões do Cariri.
📚 MACÊDO, Vicente Landim de. Marica Macedo: a brava sertaneja de Aurora. Brasília: Petry Gráfica e Editora Ltda. 1998, 266p.

OVO DE MADEIRA PARA COSTURA



Antigamente, o ovo de madeira (ovo de Colombo) era um artigo indispensável na caixa de costura doméstica, e minha mãe possuía uma destas peças (foto). 
Armazenava agulhas, bastando rodar o cilindro interior até o número pretendido da agulha.
Também facilitava a tarefa de cerzir/remendar as meias furadas, ao ser colocado no calcanhar da meia a ser consertada.

CAPITÃO DE FEIJÃO

Ingredientes
Feijão carioquinha 1/2 quilo
Toucinho 200 gramas
Cebola roxa 1 unidade
Coentro a gosto
Sal a gosto
Farinha de mandioca torrada 2 xícaras de chá
Como preparar
1. Cozinhe o feijão junto com o toucinho até ficar macio.
2. Escorra o caldo, coloque a cebola e o coentro.
3. Com uma colher de pau amasse o feijão e vá colocando a farinha, continue amassando até formar uma massa.
Onde e como comer
Esta receita nasceu na cozinha nordestina, nas casas mais pobres, onde os principais ingredientes da alimentação eram o feijão, a rapadura e a farinha de mandioca. Também era servido na roça e nas senzalas. Como os utensílios domésticos eram poucos, as pessoas se serviam à moda árabe, ou seja, com as mãos. Cada um pegava um bocado, amassava na mão, fazendo um bolinho (capitão) e levando-o à boca.
Neste vídeo, o músico Renato Braz recorda como foi recebido pela família Dorival Caymmi. Com feijoada e capitães de feijão.

"Gorgulho deu no feijão / Mofo deu na farinha."
Esta e outras iguarias fazem parte do "Livro de Receitas do Mestre Cuca Beludo" (maître de la cuisine), cujos originais encontram-se na Editora @EntreMentes aguardando impressão.

RIO DE JANEIRO E REGIÃO DOS LAGOS (3)

12 de maio, quinta-feira
Cristo Redentor. Localizado no alto do Morro do Corcovado, é a imagem brasileira mais conhecida no mundo. Sua pedra fundamental foi lançada em 1922, sendo o monumento inaugurado em 12 de outubro de 1931. Do alto de seus 38 metros - e dos 710 metros do Morro do Corcovado - o Cristo é a imagem da fé e da simpatia do povo carioca e já completou 90 anos.

https://blogdopg.blogspot.com/2021/10/minha-alma-canta.html
Todos os anos, mais de 600 mil pessoas são levadas ao Cristo Redentor pela centenária Estrada de Ferro do Corcovado, o passeio turístico mais antigo do país. Essa estrada de ferro foi a primeira ferrovia eletrificada do Brasil. Inaugurada em 1884 por D. Pedro II, é mais antiga do que o próprio monumento do Cristo Redentor. Aliás, foi o trem do Corcovado que, durante vários anos, transportou as peças do monumento em construção.O trem sai de sua estação no Cosme Velho, em frente à Igreja São Judas Tadeu, percorre a mata da Tijuca, com duas breves paradas, uma das quais em Paineiras, que já foi hotel e local de concentração dos jogadores da seleção brasileira de futebol, e hoje é um centro de visitantes.
AquaRio (aquário marinho) e Roda Gigante do Rio, na Gamboa.
Almoço: no tradicional restaurante "Flórida", na Praça Mauá.
Museu de Arte do Rio
Museu do Amanhã
O Museu do Amanhã é um novo tipo de museu de ciências em que você é convidado a examinar o passado, conhecer as transformações atuais e imaginar cenários possíveis para os próximos 50 anos por meio de ambientes audiovisuais imersivos, instalações interativas e jogos disponíveis ao público em português, inglês e espanhol.
O Museu do Amanhã é um museu de ciências na cidade do Rio de Janeiro, Brasil. Foi projetado pelo arquiteto neofuturista espanhol Santiago Calatrava e construído ao lado da orla no Pier Mauá. Sua construção contou com o apoio da Fundação Roberto Marinho e custou cerca de 230 milhões de reais. O prédio foi inaugurado em 17 de dezembro de 2015, com a presença da presidente Dilma Rousseff.
A exposição principal leva os visitantes através de cinco áreas principais: Cosmos, Terra, Antropoceno, Amanhã e Nós através de uma série de experimentos e experiências. Este intrincado e cativante museu mistura ciência com um design inovador para focar em cidades sustentáveis e um mundo ecológico.
O museu fez parte da renovação da área portuária da cidade para os Jogos Olímpicos de Verão de 2016.

https://en.wikipedia.org/wiki/Museum_of_Tomorrow
13 de maio,sexta-feira
Em vez de um carro por aplicativo, optamos por pegar um táxi na frente do Copa Sul. O dono do táxi, um cearense de nome Manuel, nos levou aos seguintes locais: Arcos da Lapa, Parque das Ruínas, no morro de Santa Teresa, Escadaria Selarón, Mosteiro de São Bento, Catedral Metropolitana, Teatro Municipal e o Amarelinho, na Cinelândia.
Estátua do "Cristo sem teto" (atentar para as chagas nos pés). 
Local: pátio da Catedral Metropolitana de São Sebastião.
Todo esse passeio durou duas horas e meia e, quando ele nos deixou de volta ao hotel, reforçamos o pagamento de seus serviços com uma boa gorjeta. Manuel é um boa-praça, esmerou-se em prestar informações, arranjava vaga para estacionar o táxi sempre perto dos locais visitados e, quando soube que eu havia morado na rua Benjamin Constant, ao passar pela Glória, fez questão de incluir essa rua no roteiro para que eu pudesse matar as saudades.
Almoço no "Venga Chiringuito", em Copacabana.
14 de maio, sábado
Fomos à Praia do Pepê, na Barra da Tijuca (tendo como percurso Ipanema, Leblon, São Conrado e Joá). Descendo do uber na Praça do Pomar, seguimos até a Avenida do Pepê. Almoçamos no "Bangalô" onde fomos atendidos por um garçom cerense de Guaraciaba do Norte. Entramos em dois shopping centers vizinhos: "Downtown" e "Cittá Mall", na Avenida das Américas, e retornamos para Copacabana no meio da tarde. Rodrigo e Natália ainda foram a um bar local para assistir ao jogo Flamengo 2 x 2 Ceará, enquanto ficamos cuidando do Renan.
À noite, nossa vez. Elba e eu fomos assistir ao show de Dan Sebastian no Bottles's Bar. O episódio será descrito como "Uma noite no Beco das Garrafas" no blog EM.
15 de maio, domingo
No café da manhã, despedimo-nos de Natália, Rodrigo e Renan (que viajariam logo mais para Fortaleza) e, como tínhamos algumas horas no Rio antes do embarque, fomos à Ipanema. Passeamos na avenida Vieira Souto (onde estivemos na segunda-feira), na Praça General Osório (que aguarda a reforma de seu Chafariz das Saracuras e que, aos domingos, recebe as barracas de uma feira que não é mais a "feira hippie") e na Praça N. Sra. da Paz; e também passamos em frente do "Restaurante e Bar Garota de Ipanema" (onde Tom e Vínicius compuseram canção da famosa garota) e do "Restaurante Vinicius e Bossa Nova Bar" (ainda fechados por uma questão de horário).