Perguntado (isso foi há uns dois anos) por que optou por realizar esse troca-troca de livros, quando poderia comercializá-los, ele foi taxativo: "Faço isso por causa de minha filha, que gosta muito de ler."
Seu Oliveira conhece muitos moradores da Cidade 2.000, inclusive por atendê-los em domicílio como chaveiro que é. Daí ter sido a ele que eu recorri para me informar onde ficaria a tal "Casa Gaudincha", do arquiteto Ricardo Bezerra. (*)
Desejava deixar um exemplar de "Brilhos" para este ilustre morador da Cidade 2.000, o qual figura entre as personalidades que biografei no livro.
O chaveiro tinha uma certa ideia onde a casa ficava. Desde o dia em que uma equipe de filmagem esteve no bairro e, com o auxílio de um drone, tomou imagens dela para um programa da série "Morar Dias", da TV Assembleia do Ceará. E Oliveira me colocou no rumo certo do endereço que eu procurava.
Em questão de poucos minutos, cheguei ao destino. E pus-me a tocar no chocalho do portão da "Casa Gaudincha" (foto PG).
Em questão de poucos minutos, cheguei ao destino. E pus-me a tocar no chocalho do portão da "Casa Gaudincha" (foto PG).
Veio me atender um rapaz de nome Wilson Neto, sobrinho do casal Bete e Ricardo, que interrompeu o trabalho em seu ateliê no nível térreo da casa.
Com ele deixei para Ricardo um exemplar autografado de "Brilhos".
(*) "Só então compreendi a razão de ser do nome da morada: uma homenagem a Antoni Gaudí (1852-1926), arquiteto catalão, autor de obras célebres que marcam a paisagem de Barcelona, e a Manoel Francisco dos Santos, o Mané Garrincha (1933 - 1983), grande jogador, famoso pela imprevisibilidade dos seus dribles, condição essa presente na casa." (O Povo, de 26/05/25, Vida & Arte. p.2)

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