BASTOS TIGRE E O "CHOPP EM GARRAFA"

Manuel Bastos Tigre (Recife, 12 de março de 1882 — Rio de Janeiro, 1.º de agosto de 1957) foi um homem de múltiplos talentos, pois foi jornalista, poeta, compositor, teatrólogo, humorista, engenheiro, publicitário e bibliotecário. Em várias dessas áreas, Bastos Tigre obteve sucesso, especialmente como publicitário. É dele, por exemplo, este slogan da Bayer que correu o mundo: "Se é Bayer é bom". Foi ele ainda quem fez a letra para Ary Barroso musicar e Orlando Silva cantar, em 1934, o "Chopp em Garrafa", inspirado no produto que a Brahma passou a engarrafar naquele ano.

O jingle tem mais de 3 minutos de duração. Nesta pressa de hoje não teria chance de ser veiculado pela mídia. Em tempo de gravação o "Chopp em Garrafa" (3:12) ultrapassa o "Tão bom que foi o Natal" (2:05), que Chico Buarque compôs em 1967 para a Imobiliária Clineu Rocha. Na verdade, "Tão bom que foi o Natal" não faz qualquer referência à empresa anunciante. É a canção que ocupava um dos lados de um disco que a Clineu Rocha distribuiu entre seus clientes; do outro lado, estavam os jingles da imobiliária.
https://blogdopg.blogspot.com/2012/12/tao-bom-que-foi-o-natal.html
Bastos Tigre estudou no Colégio Diocesano de Olinda, onde compôs os primeiros versos e criou o jornalzinho humorístico "O Vigia". Diplomou-se pela Escola Politécnica, em 1906. Trabalhou como engenheiro da General Electric e depois foi ajudante de geólogo nas Obras Contra as Secas, no Ceará.
Prestou concurso para Bibliotecário do Museu Nacional (1915) com tese sobre a Classificação Decimal. Mais tarde, transferiu-se para a Biblioteca Central da Universidade do Brasil, onde serviu por mais de 20 anos. Exerceu a profissão de bibliotecário por 40 anos, é considerado o primeiro bibliotecário por concurso, no Brasil.
No dia 12 de março é comemorado o Dia do Bibliotecário, que foi instituído em sua homenagem. WIKI
===============================================
Ver também em "Linha do Tempo":
SABÃO PAVÃO
ÓLEO PAJEÚ
PÍLULAS DO DR. MATTOS
FIMATOSAN
GETS-IT
GUARANÁ JESUS
A CAJUÍNA

JOSÉ DE ANCHIETA

"Santo: requestes a cruz na selva escura;
herói: plantaste nossa velha aldeia;
mestre: ensinaste a doutrina pura;
poeta: escrevestes versos sobre a areia."
Guilherme de Almeida
São José de Anchieta (San Cristóbal de La Laguna, na ilha de Tenerife, arquipélago das Canárias, 19 de março de 1534 — Reritiba, 9 de junho de 1597) foi um padre jesuíta espanhol, santo da Igreja Católica e um dos fundadores da cidade brasileira de São Paulo.
Canonizado em 2014 pelo papa Francisco, é conhecido como o Apóstolo do Brasil, por ter sido um dos pioneiros na introdução do cristianismo no país.
Missões
Desde jovem, Anchieta padecia de tuberculose óssea, que lhe causou uma escoliose, agravada durante o noviciado na Companhia de Jesus. Este fato foi determinante para que deixasse os estudos religiosos e viajasse para o Brasil. Aportou em Salvador, na Capitania da Baía de Todos os Santos em 13 de Julho de 1553, com menos de vinte anos de idade. Anchieta ficou menos de três meses em Salvador, partindo em outubro para a Capitania de São Vicente, onde conheceria Manuel da Nóbrega e permaneceria por doze anos. Anchieta abriu os caminhos do sertão, aprendendo a língua tupi e catequizando os índios.
Sabe-se que a data da fundação de São Paulo é o dia 25 de Janeiro, por causa de uma carta de Anchieta a seus superiores da Companhia de Jesus, com a citação:
"A 25 de Janeiro do Ano do Senhor de 1554 celebramos, em paupérrima e estreitíssima casinha, a primeira missa, no dia da conversão do Apóstolo São Paulo, e, por isso, a ele dedicamos nossa casa!"
O religioso cuidava não apenas de educar e catequizar os indígenas, como também de defendê-los dos abusos dos colonizadores portugueses que queriam não raro escravizá-los. Esteve em Itanhaém e Peruíbe, no litoral sul de São Paulo, em missão de preparo para o Armistício com os Tupinambás de Ubatuba (Armistício de Iperoig). Nesse período, em 1563, intermediou as negociações entre os portugueses e os indígenas reunidos na Confederação dos Tamoios, oferecendo-se Anchieta como refém dos tamoios em Iperoig.
Lutou contra os franceses estabelecidos na França Antártica, na baía da Guanabara. Foi companheiro de Estácio de Sá, a quem assistiu em seus últimos momentos. Em 1566, foi enviado à Capitania da Bahia com o encargo de informar ao governador Mem de Sá sobre o andamento da guerra contra os franceses, possibilitando o envio de reforços portugueses ao Rio de Janeiro. Por esta época, foi ordenado sacerdote aos 32 anos de idade.
Dirigiu o Colégio dos Jesuítas do Rio de Janeiro por três anos, de 1570 a 1573. Em 1569, fundou a povoação de Reritiba, atual Anchieta, no Espírito Santo. Em 1577, foi nomeado Provincial da Companhia de Jesus no Brasil, função que exerceu por dez anos, sendo substituído em 1587 a seu próprio pedido. Retirou-se para Reritiba, mas teve ainda de dirigir o Colégio do Jesuítas em Vitória, no Espírito Santo. Em 1595, obteve dispensa dessas funções e conseguiu retirar-se definitivamente para Reritiba onde veio a falecer, sendo sepultado em Vitória.
Obras escritas
Segundo a "Brasiliana da Biblioteca Nacional" (2001), o Apóstolo do Brasil, missionário e fundador de cidades, foi gramático, poeta, teatrólogo e historiador, que compunha seus textos em quatro línguas: português, castelhano, latim e tupi.
Duas das suas principais obras foram publicadas ainda durante sua vida:
"De gestis Mendi de Saa" ("Os feitos de Mem de Sá"), impressa em Coimbra em 1563, que retrata a luta dos portugueses, chefiados pelo governador-geral Mem de Sá, para expulsar os franceses da baía da Guanabara onde Nicolas Durand de Villegagnon fundara a França Antártica. Esta epopeia renascentista, escrita em latim e anterior à edição de "Os Lusíadas", de Luís de Camões, é o primeiro poema épico da América.
"Arte de Gramática da Língua mais Usada na Costa do Brasil", impressa em Coimbra em 1595 por Antonio de Mariz. É a primeira gramática contendo os fundamentos da língua tupi. Constituindo-se em sua segunda obra publicada, é, ainda, a segunda obra dedicada a línguas indígenas, uma vez que, em 1571, já surgira, no México, a "Arte de la lengua mexicana y castellana" de frei Alonso de Molina.
Durante o tempo em que passou entre os gentios, compôs também o "Poema à Virgem". Segundo uma tradição, teria escrito o poema nas areias da praia de Iperoig, memorizando-o  e, apenas mais tarde, em São Vicente, o teria trasladado para o papel.
"O Poema de Anchieta", Benedito Calixto (1910)
Homenagens a Anchieta
- Rodovia Anchieta, que liga São Paulo a Santos. Foi inaugurada na década de 1940.
- Palácio Anchieta, o nome da sede do governo do Estado do Espírito Santo, no centro de Vitória.
- Cidade de Anchieta (ES), o nome atual da antiga Reritiba onde Anchieta viveu seus últimos anos.
- Santuário Nacional de São José de Anchieta, na cidade de Anchieta (ES).
- Passos de Anchieta. A sua disposição em caminhar levava a que percorresse, duas vezes por mês, a trilha litorânea entre a então Reritiba (atual Anchieta) e a ilha de Vitória, com pequenas paradas para pregação e repouso em Guarapari e outras localidades. Modernamente, esse percurso, com cerca de 105 quilômetros, vem sendo percorrido a pé por turistas e peregrinos, à semelhança do Caminho de Santiago, na Espanha.
- Monumento ao Padre José de Anchieta, na cidade de San Cristóbal de La Laguna, em Tenerife. Uma imponente estátua de bronze em sua homenagem, trabalho do artista brasileiro Bruno Giorgi.
- Instituto Padre Anchieta, [1] [2] educandário em Fortaleza, nas décadas de 1940 e 1950, fundado e dirigido pelo Prof. Luiz Carlos da Silva.
Referências
José de Anchieta, Wiki
Por que Anchieta é retratado escrevendo na areia?, Editora Cleofas
O Poema de Anchieta, Enciclopédia Itaú Cultural

ANIVERSÁRIO DE HENRIQUE SOARES

Marcos Henrique Siqueira Soares, auditor aposentado da Sefaz-CE, teve o aniversário natalício comemorado em sua residência, no penúltimo sábado (10).
O evento, que consistiu de uma feijoada e outras iguarias, foi organizado pela esposa Eveline.
Na decoração geral, no bolo de aniversário e nos cupkakes, estavam presentes as cores e o distintivo do Fortaleza Esporte Clube. Nas camisas da maioria dos convidados, idem. Henrique Soares, que foi jogador profissional do Ferroviário nos idos de 70, é fã ardoroso do Fortaleza.
Estive lá, acompanhado de Elba e do neto Matheus, para dar um caloroso abraço neste amigo e consogro.
Na foto: o filho Marcos, o neto Eduardo e o aniversariante Henrique.
Enquanto isso, no Castelão...
Fortaleza 0 x 0 Ceará

ANCHIETA E GUARAPARI - ES

05/03, terça-feira
Por rodovia, Guarapari e Anchieta distam de Vitória 53 km e 82 km, respectivamente. Ao comprar as passagens no guichê da Planeta, escolhemos começar a visita por Anchieta.
Situada na microrregião de Guarapari e com 28 mil habitantes, Anchieta tem como uma de suas principais referências o Santuário Nacional de São José de Anchieta (foto), que homenageia o padre jesuíta que fundou a cidade. O santuário fica numa encosta do rio Benevente, no núcleo histórico de Reritiba, atual Anchieta, uma cidade situada no litoral sul do Espírito Santo. Do ponto de vista arquitetônica o templo é uma obra modesta, construída no tempo do Brasil Colônia. Em seu interior, há vários painéis que relatam a vida e a obra do Padre Anchieta. Ao fundo, tem-se a belíssima vista do rio Benevente.
O Museu Padre Anchieta estava fechado, e nós visitamos apenas a igreja do complexo dedicado ao santo.
Na volta da visita ao santuário, paramos em uma mercearia para tomar água de coco. O dono do ponto de venda, um senhor muito prestativo, nos deu algumas informações sobre a cidade.
Anchieta tem 20 praias, sendo a mais procurada a Praia dos Castelhanos. Concluída a visita, numa parada de ônibus da avenida à beira-mar da cidade, tomamos um coletivo com destino a Guarapari.
http://www.litoralsulcapixaba.com.br/santuario/santuario.htm
Guarapari, assim como Anchieta, são municípios em que as sedes ficam à beira-mar (situação pouco comum no Ceará). Na alta temporada, Guarapari recebe centenas de milhares de turistas. A expectativa é de que, até o final do verão, 1,5 milhão de pessoas passe pela cidade. O município tem 51 praias.
Guarapari é um dos principais destinos turísticos do Espírito Santo. A cidade foi fundada em 1891, mas suas origens remontam ao século 16, com uma aldeia fundada pelo Padre Anchieta no local. O crescimento acentuado ocorreu a partir dos anos 1960 e, atualmente, possui 123 mil habitantes (2018). Guarapari tem 52 praias, que estão entre as mais concorridas do Espírito Santo.
Percorremos o seu centro comercial, a Praça Ciríaco Ramalhete, onde um grupo de foliões entoava "A Turma do Funil" (acho que estavam se aquecendo para o baile no Siribeira Iate Clube) e o calçadão da  Praia da Areia Preta (foto), que tem esta designação devido à ocorrência da areia monazítica. Algumas pessoas acreditam que essas areias escuras sejam medicinais e possam trazer benefícios para os portadores de doenças reumáticas,o que não é um fato científico. Na verdade, elas apresentam um alto nível de radioatividade natural proveniente de dois elementos químicos: urânio e tório.
Em alguns pontos das praias foram registradas leituras de até 20μSv/h (175 mSv por ano), uma dose equivalente à que seria recebida ao se tirar uma radiografia de tórax a cada cinco horas.
Ao lado do Siribeira, há um restaurante (foto), o Aquários, em que almoçamos uma moqueca capixaba. Com música ao vivo (roda de samba) e o melhor dos panoramas: de um lado a Praia da Areia Preta, e do outro, a Praia do Meio e a Praia das Castanheiras. Afinal, o clube e o restaurante foram edificados em uma península natural.
A 7 quilômetros do centro da cidade, próximo ao trevo da BR 101, está o Rodoshopping de Guarapari, mas as paradas lá são rápidas.
Para viabilizar o dia de passeio em Anchieta e Guarapari, utilizamo-nos do late check out. Um sistema praticado pelo Ibis que acrescenta seis horas de hospedagem mediante o pagamento de meia diária. Eles também disponibilizam o early check in.
Quanto à sequência final de nosso passeio por terras espírito-santenses, consistiu de uma pizza no refeitório do hotel, uma corrida de Uber para o aeroporto e o embarque no voo 3045 da Latam para Fortaleza, onde chegamos na madrugada da quarta-feira de cinzas.
(4 de 4)
Leitura interessante: https://especiais.gazetaonline.com.br/bomba/
===============================================
Capixabas famosos (em ordem alfabética):
Carlos Imperial (produtor artístico), Jair Amorim (compositor), Fernando Torres (ator), Luz del Fuego (dançarina), Nara Leão (cantora), Roberto Carlos (cantor), Roberto Menescal (compositor), Robson Miguel (violonista), Rubem Braga (cronista), Sérgio Sampaio (compositor), Stênio Garcia (ator) ...
Originalmente, capixaba era somente aquele que nascia em Vitória-ES, sendo que o uso popular acabou estendendo esta designação a todos os espírito-santenses.

DOMINGOS MARTINS - ES

04/03, segunda-feira
Após o café-da-manhã, pelo aplicativo do celular pedimos um carro para uma corrida com destino ao Terminal Rodoviário de Vitória. Este terminal dos ônibus interurbanos fica próximo da zona portuária da cidade. Tínhamos como objetivo fazer um passeio em Domingos Martins, uma cidade com 35 mil habitantes nas montanhas capixabas, a cerca de 50 quilômetros de Vitória.
Um ônibus da Águia Branca, saindo pela Ponte Florentino Avidos (a Cinco Pontes) e tomando a rota da BR 262 que passa por Cariacica e Viana, levou-nos até Domingos Martins. O tempo de viagem foi pouco mais de uma hora.
Domingos Martins está situada na região montanhosa do Espírito Santo. É promovida como "Cidade do Verde", por contar com bastante mata atlântica,. O município possui muitos rios, picos e tem fazendas históricas. A sede tem a altitude de 542 metros, mas, no município, há picos acima de 1 800 metros. O município, que foi fortemente colonizado por pomeranos, tem 335 mil habitantesCom quedas altas e piscinas naturais, a Cascata do Galo é a mais famosa de Domingos Martins. O município tem sua alta temporada nos meses de inverno, quando as temperaturas estão mais amenas.
A Praça Dr. Arthur Gerhardt, como é chamada a praça principal da cidade, encanta a todos por seus canteiros, monumentos, fonte de água jorrante e a miniatura de um quitungo (uma casa de farinha) sobre um pequeno lago de carpas.
Vídeo 0:37 - 0:43
QUITUNGO (significado: casebre; choupana) - A farinha de mandioca já era utilizada pelo povos nativos deste país, porém a produção era um trabalho braçal muito fatigante. Colonos imigrantes que aqui chegaram no século 19 substituíram o trabalho braçal pela força d'água para mover suas engrenagens, criando assim o quitungo que, além de facilitar a produção da farinha, também realizava outras funções como: pilar café e arroz, moer fubá e canjica, gerar eletricidade etc.
O passeio deu-nos uma boa impressão de Domingos Martins. A cidade foi colonizada principalmente por imigrantes pomeranos, como deixa claro o monumento em homenagem a eles em sua praça principal, e percebe-se em toda parte uma forte influência luterana.
Fomos ter numa certa Rua de Lazer. Uma rua no estilo calçadão para pedestres, com lojas de doces, cafés e restaurantes. No "Caminho do Imigrante" tomamos chopes e almoçamos. Numa loja de doces Elba comprou bombons artesanais para trazê-los para a família.
Retornamos para a Praça Dr. Arthur Gerhardt, onde o termômetro da placa estava a indicar 35 graus. Enquanto descansávamos num banco da praça começou a soprar uma brisa agradável. Mas tudo que ela conseguiu foi reduzir em 2 graus a temperatura local.
#AMOR❤️ES 
Na Rodoviária pegamos o ônibus de volta para Vitória. Eram discretos em Domingos Martins os sinais de que estávamos numa segunda-feira de carnaval.
À noite, fomos ao Shopping Vitória.
(3 de 4)

PASSEIOS PANORÂMICOS EM VITÓRIA / VILA VELHA

03/03, domingo
O Pier Iemanjá, na Praia de Camburi, fica a menos de um quilômetro da Praia do Canto. É um local muito frequentado por pescadores amadores. De um deles, enquanto tirava do anzol um robalinho que havia pescado, ouvi a má notícia de que não tinha mais escunas no Pier.
- Para ser franco, não sei nem se ainda existem essas escunas para turistas, completou ele.
Quem não tem barco embarca no ônibus. O plano B foi comprar na Capixaba Receptivo duas passagens para um passeio terrestre pelas cidades de Vitória e Vila Velha, com duração de 8 horas. Afinal, muitas atrações turísticas nessas duas cidades não tinham sido por nós visitadas no dia de ontem.
Trajeto - Orla de Camburi, Basílica de Santo Antônio, Museu da Vale, Catedral de Vitória, Hortomercado, Terceira Ponte, Orla das Praias de Vila Velha, Farol de Santa Luzia, Igreja do Rosário e Curva da Jurema.
Alguns comentários - Camburi, uma praia revitalizada. Com 6 km de extensão é a única praia que fica na área continental de Vitória. Tem ciclovias, pistas de caminhada, bancos para descanso e áreas para realização de esportes ao ar livre. A Basílica de Santo Antônio, projetada e construída a partir de 1956, e concluída na década de 1970, envolvendo em mutirão os moradores do bairro de mesmo nome, tornou-se um dos cartões postais de Vitória. O Museu da Vale (em cujo restaurante almoçamos no dia anterior) tem como destaque a antiga estação Pedro Nolasco, que abriga em seus três pavimentos um rico acervo ferroviário. Em termos de maquete projetada para simular uma ferrovia, a maquete que lá se encontra em funcionamento é a maior do Brasil, com 34 m2 de área construída. No Hortomercado, que fica na Enseada de Suá, uma pausa para o almoço. Em seguida, pela Terceira Ponte, o ônibus prosseguiu a viagem para o Farol Santa Luzia, em Vila Velha, um local que nos brindou com uma vista deslumbrante.
A orla de Vila Velha é formada pelas praias de Itaparica, de Itapoã, da Costa e da Sereia, que lotam de banhistas aos domingos e na alta estação. Finalmente: o retorno para Vitória pela Terceira Ponte, a Curva da Jurema, a Praça dos Namorados e o Triângulo das Bermudas, na Praia do Canto, onde aproveitamos para desembarcar do ônibus.
Curiosidades (repassadas pela guia turística da Capixaba Receptivo):
(1) Houve muito apoio da comunidade para que a construção da Basílica se concretizasse. Havia inclusive uma senhora que vendia mingau para juntar dinheiro para a construção, O "mingau do Santuário" ficou famoso e existe até hoje, sendo feito com a mesma receita.
(2) A Rodoviária de Vitória vista do alto lembra o mapa do Estado do Espírito Santo. Seu arquiteto, Bebeto Vivácqua (que deu o nome à rodoviária), teve essa intenção.
(2 de 4)

VITÓRIA E VILA VELHA

02/03, sábado
Chegamos a Vitória, às cinco e meia da manhã, pelo voo 3555 da Latam. Tomamos um café expresso com pão de queijo em um dos quiosques do aeroporto e pegamos o táxi que nos levaria ao Hotel Ibis de Praia do Canto.
De lá fomos ao Centro Histórico de Vitória. Havia pouca gente nas ruas, talvez por ser ainda muito cedo. Algumas pessoas estavam trabalhando na montagem de um palco na Praça Costa Pereira, onde aconteceria à tarde uma festa de carnaval. Nesta praça fica o Theatro Carlos Gomes, que se encontrava fechado para reformas.
Subindo os lances de uma escadaria fomos conhecer a Catedral (foto ao lado) e, próximo a esta, o Palácio Anchieta, que é a sede do governo estadual. A Catedral estava aberta e podemos admirá-la por dentro (o que não foi possível fazer com relação ao Palácio Anchieta).
Em seguida, fomos até o Parque Moscoso. Este parque é a mais antiga área de lazer da cidade. Além do lago serpenteante com pontes, do monumento central e das alamedas com árvores típicas da Mata Atlântica, o parque dispõe de uma concha acústica com um pequeno anfiteatro.
Vitória, a capital do Estado, foi construída numa ilha montanhosa. É ligada ao continente pela Ponte Florentino Avidos (a Cinco Pontes), pela Ponte do Príncipe (Segunda Ponte) e pela Terceira Ponte ao sul, e pelas pontes da Passagem, Ayrton Senna e de Camburi ao norte. Vitória é a capital e o mais importante município capixaba. Ela forma com os municípios de Vila Velha, Cariacica, Serra, Viana, Guarapari, e Fundão a Região Metropolitana de Vitória, conhecida como Grande Vitória, que abriga cerca de 1,8 milhão de habitantes.
Numa rua ao lado do Moscoso, pegamos um ônibus da Linha 503, que nos levou ao vizinho município de Vila Velha. Por um erro de informação, descemos no bairro da Glória. No entanto, corrigimos o engano, ao prosseguirmos a pé nossa viagem até o centro de Vila Velha.
Vila Velha é uma cidade industrial, portuária (foto abaixo) e também apresenta um comércio pujante. É a sede da conhecida fábrica de chocolates "Garoto".
Numa das praças de VV, por acaso nos deparamos com a Biblioteca Municipal "Titanic" (este apelido se deve à forma em navio do prédio que a abriga). Ali, fiz o que já tenho feito em outras bibliotecas pelo país. Doei um exemplar do "Portal de Memórias" para o acervo da "Titanic".
Já era quase meio-dia quando solicitamos por aplicativo (Uber) um carro com destino ao Museu Vale. Sabíamos que, dedicado ao tema da ferrovia, o museu adaptou há tempos um antigo vagão de trem para a função de restaurante. Sua comida é ótima. Almocei um talharim com molho de queijo, rúculas e bacon. Elba comeu um filé com risoto de fungos.
Voltamos ao hotel. Cansados da noite mal dormida e da caminhada por terras capixabas, reservamos a tarde para descansar. Embora, ao fim da tarde, eu tenha saído para conhecer um pouco da região do hotel, a Praia do Canto. Cognominada de "Triângulo das Bermudas", a região é um polo de alimentação, ao qual retornei com Elba no período noturno.
Jantamos no Bully's, um restaurante que fica exatamente ao lado do hotel.
(1 de 4)

FALTA DE LUZ

Radialista, apresentador de programas de TV e ícone da publicidade, Irapuan Lima (01/08/1927 - 04/05/2002) foi durante muitos anos um dos grandes comunicadores do Ceará, fazendo jus ao apelido de "Chacrinha do Norte". Deve-se a ele a invenção das "Irapuetes" e a "bolação" de reclames como o "Cadê Cacá".
Irapuan Lima foi Rei Momo do Carnaval de Fortaleza de 1961 a 1963.
Em 1960, ele e Mario Filho criaram a marchinha "Falta de Luz", em que criticavam os frequentes "apagões" da termelétrica de Mucuripe.
Luciano Hortencio postou esta música no YouTube. Intérprete: José Lisboa

Falta de luz / É bom pra namorar / Mas depois disso / Nem é bom falar / A usina lá do Mucuripe Todo mês tem gripe / Não quer mais funcionar.
Em duas oportunidades estive com Irapuan Lima. Numa noite, acompanhando o cantor e imitador Vitor Portela (que ele aparentemente empresariava), em dois clubes suburbanos em que Vitor se apresentou. E, num fim de semana, em sua propriedade no Aquiraz. Lembro-me de que o imóvel consistia de uma casa maior, no centro de um terreno, e de quatro casas menores. Irapuan e sua esposa Dona Áustria ocupavam a casa principal, ficando as casas menores à disposição de seus filhos. Convidados por Carlos, um dos filhos do casal, eu e minha mulher fomos hóspedes da família Lima em um fim de semana.
Irapuan Lima faleceu aos 74 anos de idade, depois de 50 anos de carreira, com muito bom humor e irreverência.

ILHAS-CAPITAIS DO BRASIL

São Luís, capital do estado do Maranhão. Das três ilhas-capitais, São Luís é a mais populosa, com 1.011.098 habitantes, e possui uma área de 827 km². É a única cidade brasileira colonizada por franceses (França Equinocial), sendo fundada no dia 8 de Setembro de 1612 por Daniel de la Touche. Inicialmente chamada de "Saint Louis" pelos franceses, teve o nome aportuguesado em 1615 para São Luís, quando os portugueses comandados por Jerônimo de Albuquerque tomaram o controle da cidade. É a cidade natal de vários escritores e poetas brasileiros como Aluísio Azevedo, Ferreira Gullar, Josué Montello e outros.
Florianópolis, capital do estado de Santa Catarina e segundo município mais populoso do estado (depois de Joinville), fica quase inteiramente (97,23%) localizada na ilha de mesmo nome. É a segunda maior ilha-capital das três em tamanho e população, com 408.161 habitantes e 433 km². Foi fundada em 23 de março de 1726. É a capital brasileira com o melhor IDH, além de ser o quarto município com mais alto IDH (incluindo capitais e não capitais) do Brasil.
Vitória, situada na ilha de mesmo nome, ocupa área de 104 km². Foi fundada em 8 de Setembro de 1551 e é formada por várias ilhas, inclusive algumas a mais de 1.100 km da costa. Capital do estado do Espírito Santo e o município capixaba com maior PIB, Vitória é a quarta cidade mais populosa do estado (com 327.801 habitantes), ficando em número de habitantes depois de Vila Velha, Serra e Cariacica, municípios de sua região metropolitana e que fazem fronteira com a capital.
Com destino a Vitória, embarcamos hoje (2) de madrugada em avião da Latam. Elba e eu vamos aproveitar o período carnavalesco para conhecer Vitória e outras cidades espírito-santenses.

OS CASTIGOS CORPORAIS NA ESCOLA ANTIGA

O Decreto Imperial de 15 de outubro de 1827 foi o documento que criou o ensino público no país. Em seus 17 artigos, o imperador Dom Pedro I (1798-1834) mandou "criar escolas de primeiras letras em todas as cidades, vilas e lugares mais populosos do Império".
O artigo quarto definia que o método adotado era o "ensino mútuo", também chamado de Lancaster. Criado pelo pedagogo e quaker inglês Joseph Lancaster (1778-1838), destacava-se por otimizar a transmissão do conhecimento, ao conseguir passar as aulas a um grande número de alunos, com poucos recursos, em pouco tempo, e com relativa qualidade.
De acordo com o decreto, em seu artigo sexto, os professores "ensinarão a ler, escrever, as quatro operações de aritmética, a prática de quebrados, decimais e proporções, as noções mais gerais de geometria prática, a gramática da língua nacional, e os princípios de moral cristã e da doutrina da religião católica apostólica romana" - na época, o Estado ainda não era laico, vale ressaltar.
O mesmo artigo também trazia esta recomendação: "preferindo para as leituras a Constituição do Império e a História do Brasil".
Já a didática era baseada em repetição e memorização. E muita disciplina. E isto incluía as reprimendas, conforme dizia o artigo décimo-quinto da lei imperial: "os castigos serão praticados pelo método de Lancaster".
Em texto publicado em 15 de outubro de 1927, na "Revista do Ensino", edição comemorativa ao primeiro centenário da legislação, o professor Leopoldo Pereira descreve como era a "escola antiga", ou seja, o ensino do século 19.
"Não se compreendia então a escola sem o castigo corporal: a férula (palmatória) era para o mestre como o cetro para o rei ou o cajado para o pastor. Até nas aulas de latim e francês, que nossas principais cidades possuíram durante muitos anos, corria bem aceito o axioma que o latim, quando não entrava pelos olhos e ouvidos, devia entrar pelas unhas. Na escola primária a palmatória chamava-se santa luzia. Por que esse nome? Como se sabe, a crença popular venera Santa Luzia como advogada da vista, e nossos pais entendiam que a férula é que devia dar vista aos cegos", escreveu ele.
A palmatória, como se sabe, é um artefato geralmente de madeira formado por um círculo e uma haste. Foi muito utilizada no passado nas escolas pelos professores a fim de castigar alunos, golpeando-a na palma da mão do aluno castigado. Algumas palmatórias podiam conter furos no círculo, a fim de aumentar a sensação dolorosa. Os furos serviam para vencer a resistência do ar e aumentar a velocidade do golpe, aumentando assim a dor e vestígio deixado na pele por cada golpe.
Atualmente, seu uso é considerado crime na maioria dos países ocidentais, entre eles Portugal e Brasil (onde foi transformada em crime no final dos anos 70), bem como qualquer castigo físico infligido a estudantes.
O último país ocidental a abolir o uso da palmatória foi a Inglaterra, em 1989. Recentemente, contudo, o parlamento inglês voltou a debater a legitimidade do uso dos castigos físicos como medida educacional corretiva em crianças, gerando grandes discussões.
Antigamente, nas festas de formatura no Brasil, foi costume os alunos presentearem seus professores com palmatórias, como sinal de submissão à autoridade.
Fontes
https://www.bbc.com/portuguese/brasil-45837273
http://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei_sn/1824-1899/lei-38398-15-outubro-1827-566692-publicacaooriginal-90222-pl.html
https://en.wikipedia.org/wiki/Joseph_Lancaster

SONHOS ENFERRUJAM

Partes selecionadas de um documentário de Caio Cavechini e equipe.

Visita ao que sobrou da Fabrica Gurgel em 2004 from Alexander Gromow on Vimeo. A versão original e integral pode ser vista no link:
youtu.be/iBcA8ap7iHY
Arquivo
O DESCONTINUADO GURGEL
O MICROCARRO GURGEL
A GURGEL MOTORES S/A (1969-1994)

A RODILHA

Do espanhol: rodilla.
Para aqueles que nasceram no século XX, não será difícil lembrar o que é uma rodilha (ou "sogra", como também é conhecida em Portugal). É uma pequena almofada em forma circular, aberta no centro, ou um simples pano enroscado em que assentam os objetos que se levam à cabeça. Por exemplo: caixas, latas, bacias, tabuleiros e potes.
"Quem não pode com o pote não pega na rodilha." 
Então, como pensam vocês que surgiu este provérbio?
Da forma como se faz a rodilha depende a sua eficácia. Uma rodilha mal feita se deslaça e se a lavadeira não for muito ladina deixa cair a bacia com roupas ao chão. Ao mesmo tempo que ajuda a equilibrar, a rodilha torna mais suportável o peso do recipiente sobre a cabeça.
Antigamente, as rodilhas mais elaboradas eram feitas de trapos e linhas de bordar, entrançadas e bordadas. Com o passar dos anos, este pequeno objeto deixou de ter uma tarefa funcional, e passou a ser utilizado como peça decorativa.
Isilda Duarte, costureira "há 39 anos", decidiu elevar o patamar, e encontra-se a produzir uma "rodilha gigante", que a pode levar a entrar para o desejado Livro Guinness dos Recordes.
Com dois metros de diâmetro, e 6,3 metros de perímetro, esta rodilha foi projetada em 2012. Naquela altura, "atravessava uma fase complicada na minha vida, e estava a lutar contra uma doença, precisava de alguma coisa que me distraísse e que me desse alguma motivação", revela a costureira ao site Pombal Jornal. Fez e desfez o molde "pelo menos seis vezes".
Nas primeiras "quatro vezes não acertava com o tecido que suporta a estrutura: algumas ficavam tortas, outros tecidos não lhe davam a consistência necessária, e ficava toda deformada". Depois de encontrar o material mais adequado, ainda teve que "refazer tudo mais duas vezes, porque não ficava mesmo redonda".
Quando ultrapassou esta etapa, começou a idealizar os "desenhos" decorativos, em papel quadriculado, e à escala, posteriormente foi a vez de escolher as cores e os tecidos que lhe vão dar alegria, num entrelaçado entre fitas coloridas e pretas, num design "pouco habitual". No total são mais de 200 metros de tiras pretas, e 80 de fitas coloridas, cada uma com cerca de 5 centímetros de largura.
Aqui estamos também a torcer pelo reconhecimento do recorde de Isilda por parte do Guinness.
==================================================
Nelson Cunha, médico oftalmologista em João Monlevade (MG), enviou esta mensagem:
"Rodilla" em espanhol é joelho. Refere-se de modo especial a seu disco ósseo, a patela. Também pode ser pano de chão que, ao ser torcido para expulsar água, transforma-se no "donut" de pano ou rodilha.
Acho que nosso idioma pescou a palavra além-fronteiras e mudou seu sentido: trapo de chão torcido que serve de suporte para cargas sobre a cabeça.
Conchita (nascida na Espanha e esposa de Nelson) não se lembra do nome da coisa em espanhol.

CACHAÇAS "UISCANA" E "ESPORTIVA"

Tio Edmar me enviou uma cópia do Contrato de Sociedade por Cotas de Responsabilidade Limitada que ele, Edmar Gurgel Coêlho, celebrou com meu pai, Luiz Carlos da Silva, por ocasião da criação de uma  sociedade, com sede em Fortaleza (à rua Justiniano de Serpa, 53, em Otávio Bonfim).
Com o capital social de Cr$ 200.000,00 (duzentos mil cruzeiros), integralizado no ato de assinatura do contrato, em 21 de julho de 1960, essa sociedade tinha como finalidade o comércio de bebidas, especialmente o engarrafamento e a distribuição de aguardente por atacado.
Em notas anteriores de "Linha do Tempo", [1] [2] [3] me reportei a essa atividade comercial de papai. Não durou muito tempo, tendo sido desfeita a sociedade quando Edmar passou a trabalhar no Banco do Brasil, na agência de Senador Pompeu, enquanto Luiz prosseguiu em suas funções de advogado e professor, das quais não havia sequer se afastado.
Meu pai, que jamais tomou qualquer bebida alcoólica, costumava justificar a natureza do empreendimento com a citação da passagem do Novo Testamento em que Jesus transformou a água em vinho na aldeia de Caná.
Trazida de Acarape/Redenção, antes de ser engarrafada a cachaça ficava algum tempo em tonéis, no depósito da Justiniano de Serpa, sendo odorizada com alfazema. E seu envasamento era concluído com a colocação das tampinhas (com a ajuda de uma maquininha) e dos rótulos da aguardente: "Uiscana" e "Esportiva". Rótulos bem simples, impressos numa gráfica de Fortaleza dispensados da arte da policromia.
Bibliografia/webgrafia
[1] Quanto ao imóvel alugado da Justiniano de Serpa, não foi logo devolvido à proprietária. Por algum tempo, Luiz, que era abstêmio, o utilizou como depósito de um negócio com aguardente. Lembro que adquiria o produto a granel de destilarias em Acarape, aonde costumava viajar por outro motivo, o de atender a sua clientela jurídica. Em Fortaleza, era a aguardente engarrafada e, com os nomes de "Uiscana" e "Esportiva", comercializada nos bares e mercearias desta cidade. Alguma vez, até acompanhei Tio Edmar, que era sócio dele no empreendimento, em suas peripécias de vendedor de destilados.
SILVA, P.G.C. da. Moradas e vizinhos. In: SILVA, M.G.C. da; ADEODATO, M.G.C. Dos canaviais aos tribunais: a vida de Luiz Carlos da Silva. Fortaleza: Edições UECE/Expressão, 2008. p.39-41.
https://gurgel-carlos.blogspot.com/2007/10/moradas-e-vizinhos.html
[2] Posso dizer, com conhecimento de causa, que, na década de 1960, bares e restaurantes não existiam em Otávio Bonfim. O bairro tinha, quando muito, algumas mercearias como a do Seu Edmundo e a do Seu Júlio, onde bebedores contumazes encostavam-se nos balcões para dar suas bicadas.
(É possível que tenham apreciado a "Uiscana" e a "Esportiva", marcas de aguardentes engarrafadas por Luiz Carlos da Silva, pai deste escriba.)
https://gurgel-carlos.blogspot.com/2013/06/o-pombo-cheio.html
[3] Houve ainda um período em que ele se dedicou ao comércio de aguardente. Luiz comprava em Acarape tonéis desta bebida para engarrafá-la em Fortaleza, sob os nomes de "Esportiva" e "Uiscana".
SILVA, P.G.C. da. RAÍZES: Redenção e Acarape. In: SILVA, M.G.C. da; SILVA, P.G.C. da (orgs.). Luiz, mais Luiz! Centenário de Nascimento de Luiz Carlos da Silva. Fortaleza: Edição do Autor, 2018. p.15-19.
https://gurgel-carlos.blogspot.com/2018/02/raizes-de-luiz-redencao-e-acarape.html

PONTE DOS INGLESES EM FORTALEZA, CEARÁ

A Ponte dos Ingleses começou a ser construída na orla de Fortaleza no início da década de 1920, com o objetivo de substituir a antiga Ponte Metálica, píer que funcionava como plataforma de desembarque no porto da capital cearense. Mas ela jamais foi usada como inicialmente planejada. As obras atrasaram e ficaram inconclusas, enquanto a centro portuário de Fortaleza foi transferido para a enseada do Mucuripe.
Um projeto de recuperação da Secretaria de Cultura do Estado do Ceará, iniciado em 1994, deu à Ponte dos Ingleses sua forma atual e a transformou em um dos pontos turísticos de Fortaleza.
Sua urbanização para o uso público é o resultado de um projeto dos arquitetos Fausto Nilo e Delberg Ponce de Leon, também responsáveis pelo projeto arquitetônico do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. Atualmente, a Ponte dos Ingleses conta também com um Núcleo de Proteção dos Golfinhos e uma Torre de Observação de Cetáceos.
Se você estiver por aqui, vale a pena dar um passeio e ver o pôr do sol nesta estrutura localizada na Praia de Iracema.
Mais fotos
www.bing.com/images
Onde fica
www.bing.com/maps

PALESTRA NA ACEMES. PAREIDOLIAS

No próximo dia 21, segunda-feira, atendendo a convite do colega e amigo Dr. José Maria Chaves, presidente da  Academia Cearense de Médicos Escritores (ACEMES), darei início ao Ciclo Anual de Palestras dessa entidade, abordando o tema Pareidolias.
Local: Auditório do Núcleo do Obeso do Ceará (clínica bariátrica do Dr. Luiz Moura Jr.)
Endereço: Avenida Antonio Sales, 1540 - Fortaleza - CE.
Telefone: (85) 32461031
Dia e hora: 21 de janeiro, às 20 horas
22/01/2019 - Atualizando ...
Slideshow utilizado na palestra:

DRIBLANDO A CENSURA DO FAMILIAR

Transcrito do Blog do Marcelo Gurgel (*)
Entre 1936 e 1971, o Cine Familiar funcionou, sem interrupção, no Otávio Bonfim, agregado à quadra do Convento de Nossa Senhora das Dores, da Ordem dos Franciscanos Menores, situado em Fortaleza.
Os frades, com o propósito de zelar pela conduta moral de seus fiéis, e também clientes do seu cinema, efetuavam uma triagem dos filmes que poderiam ser ofertados, e, inclusive, dentre os selecionados para projeção, antecipadamente, cuidavam de ver as películas, autorizando cortes de cenas julgadas ofensivas à pudicícia, o que incluía o beijo na boca, até de casais românticos; cenas de sexo, explícitas ou não, sofriam a ação da tesoura, que truncava a sequência, de forma claramente perceptível pela assistência.
Narra-se, até mesmo, um episódio em que um frade, que acompanhava a exibição de um filme, notou que uma cena, cuja sentença capital fora expedida, escapara do corte. Ele, de pronto, sobe à sala de projeção, e interrompe, com a mão, a transmissão do trecho censurado. A atitude dele suprimiu apenas as imagens, enquanto as falas e os sons prosseguiram, o que despertou o protesto da assistência, manifesto em uma estrepitosa vaia.
Uma traquinagem dos pirralhos era bisbilhotar parcela do lixo do convento, pois os frades colocavam-no em um buraco, e ateavam fogo, como forma de destino final das partes censuradas dos filmes. Ao fuçar as cinzas, os aventureiros juvenis encontravam películas queimadas, e, por vezes, captavam pedaços não carbonizados, conformando pequenos troféus, que aguçavam a curiosidade da meninada.
Para os que tinham um pouco mais de recursos, essas preciosidades eram colocadas em uma cartela e apreciadas em um visor de slides; a maioria dos adolescentes, no entanto, considerando que “quem não tem cão, caça como gato”, montava um apetrecho, para visualização dos slides, recorrendo a uma caixa de madeira, em que se introduzia uma lâmpada incandescente, da qual eram removidos o bulbo e os filamentos, cheia de água limpa, deixando-a bem transparente. A caixa funcionava como uma câmara escura, e por meio de um orifício no exterior, à altura da lâmpada, os diapositivos podiam ser vistos ampliados e com maior nitidez.
Essas poucas relíquias, salvas do fogo, como se fossem as sarças ardentes não consumíveis, descritas no Êxodo, eram como a fênix, nascendo das cinzas, para corar as faces de garotos entrados na puberdade, despertando-os para os pecados da carne, e atiçando a vontade de conjugar o verbo conhecer, no sentido bíblico.
(*) Marcelo Gurgel Carlos da Silva, nascido e criado na Paróquia das Dores. É médico, economista, professor universitário, polímata e membro da Sobrames, ACM, ACEMES e Instituto do Ceará, entre outras entidades. 
===================================================
LINKS para outras notas publicadas em "Linha do Tempo"sobre o Cine Familiar:
O COMEÇO DO CINE FAMILIAR
O FIM DO CINE FAMILIAR
O MURO DAS FORNICAÇÕES - 1
O MURO DAS FORNICAÇÕES - 2
ENSAIOS SOBRE O CINE FAMILIAR
O CINEMA DE ARTE NO FAMILIAR

CURSO DE FÉRIAS: INTRODUÇÃO AO LATIM

A Diretoria do Istituto di Cultura Italiana di Fortaleza (ICIF), em sua programação de férias CONHEÇA A CULTURA ITALIANA, está oferecendo o Curso de INTRODUÇÃO AO LATIM (para iniciantes) que será ministrado pelo Dr. André Bastos Gurgel.
André Gurgel é advogado, com Especialização em Direito Previdenciário e em Direito Trabalhista, e cursa Doutorado em Direito Constitucional na Universidade de Buenos Aires-Argentina. É professor, intérprete e tradutor de algumas línguas modernas e estudioso de idiomas clássicos: latim, sânscrito e grego antigo. É docente efetivo da Faculdade Rodolfo Teófilo.
Serviço
Local: Auditório do ICIF.
Av. Miguel Dias, 80, bairro Guararapes, Fortaleza. Telefone: 3273-4166.
Datas: Dias 18/01, 25/01, 1/02, 8/02 e 15/02 de 2019 (quintas-feiras) Horário: das 18h às 19h30.
Investimento: R$ 400,00.
Transcrito do Blog do Marcelo Gurgel

RÉVEILLON DE 2019 EM FORTALEZA

Elba e Paulo
Passamos a virada do ano no "Quintal da Varjota". Foi uma decisão compartilhada no último dia de 2018, e não conhecíamos ainda esse restaurante em que iríamos comemorar a entrada do Ano-Novo.
No início da festa, um DJ com uma bagagem de boas remasterizações, dando ênfase a velhos sucessos de Jorge Ben, comandou o fundo musical.
Deliciosos petiscos e drinques do "Quintal" passaram com aprovação por nossa mesa.
A partir das 22 horas, rolou o show de Jessica Sousa e banda. Dedicada a um repertório internacional, Jessica é boa cantora. Ela revezou-se com o cantor Bruno Santyago que, trocando o palco pelo salão, fez a animação geral crescer alguns pontos. Levando o público a cantar com ele inesquecíveis canções dos "Mamonas Assassinas".
Adolfo, o cordial proprietário do estabelecimento, manteve-se atento a todos os detalhes que fizeram do evento um réveillon organizado.
Para ir e voltar, sem infringir a Lei Seca, usamos o Uber. Em situações de grande demanda, este aplicativo funciona, como se sabe, com suas corridas a preço dinâmico.

NATAL DE 2018 EM MOSSORÓ

(continuação)
24/12/2018 (segunda-feira)
O Corredor Cultural de Mossoró foi criado em 2017 com a finalidade de revitalizar a avenida Rio Branco. É um orgulho dos mossoroenses que o veem como um local de cultura, práticas esportivas, lazer e convivência.
Nesta manhã, retornei ao Corredor para completar com novas observações a visita feita no sábado. Além do Memorial da Resistência e da Praça da Convivência, nas quadras que foram resgatadas à avenida Rio Branco para a construção do Corredor, estão o Museu Municipal Dix-Huit Rosado, a Estação das Artes Elizeu Ventania, a Praça de Eventos, um parque de diversões e quadras para esportes coletivos e com equipamentos de ginástica.
Em frente ao Museu Municipal (com decorações natalinas em seu pátio) tirei o selfie ao lado.
[http://blogdoskarlack.com/dez-anos-do-corredor-cultural-de-mossoro/]
— Eu sempre tive muita curiosidade pelo cangaço. Meus pais são de Mossoró, a cidade de RN que, em 1927, conseguiu uma grande proeza. Evitar a invasão pelo bando de Lampião. A única cidade que conseguiu essa façanha. De fato, Lampião mandou na época um bilhete para o então prefeito Rodolfo Fernandes exigindo uma quantia em dinheiro. Se o prefeito não enviasse essa quantia, ele invadiria a cidade. O prefeito respondeu: "não vou mandar o dinheiro, e venha que eu estarei aqui para receber você e seu bando". Os homens da cidade se armaram (as mulheres foram levadas para o litoral), ficaram entrincheirados e o bando foi recebido com uma chuva de balas.
[Adriana Negreiros, autora de Maria Bonita - sexo, violência e mulheres no cangaço, em "Conversa com o Bial "de 13/11/2014.]
Ler também: CORONEL GURGEL E O BANDO DE LAMPIÃO, por Geraldo Maia
Fomos à tarde conhecer o Partage Shopping no bairro Nova Betânia. Não houve compras. Apenas footing e o almoço no Tábua de Carne, em cujo cardápio sobressaem os pratos regionais.
E a ceia de Natal foi no Thermas, onde Érico fez este selfie de grupo. Não, não estava com alguma afecção ocular. Saí com esse "ar camoniano" porque a lente de OD refletiu o flash excessivamente, nesta e em outras fotografias.
25/12/2018 (terça-feira)
Após o café da manhã, fiz uma caminhada afastando-me do centro comercial. Tomei a avenida Presidente Dutra, que se inicia em frente ao Hotel Ibis, no sentido do Alto de São Manoel.
A avenida Presidente Dutra é também notadamente comercial, com predomínio de concessionárias de carros, lojas do setor automotivo, oficinas de consertos de carros e motos. No percurso, passei por duas pontes que cruzam braços fluviais do Apodi-Mossoró.
Ao meio-dia, fizemos o check out no hotel e pegamos o caminho de volta para Fortaleza.
No mais, a oportunidade de vermos outra vez o parque eólico em Aracati, as bancas de cocos verdes na estrada (a R$ 1,00) e de pararmos para um almoço ao entardecer, no Eusébio, no "Lá na Roça", onde o sujeito pode chamar o garçom por meio de um chocalho.
Não deu para ir à serrana Portalegre. Fiquei me devendo.
(fim)

MOSSORÓ E TIBAU

22/12/2018 (sábado)
Participantes do passeio: Elba e eu (Paulo), nosso filho Érico, sua esposa Aline e o neto Matheus. Nossa filha Natália e seu esposo Rodrigo, que estiveram recentemente em Fortaleza, para o casamento de Gaudêncio Júnior e Thalita, tendo retornado a Belém não se associaram a nós nesta viagem. Eles passam o Natal em Brasília, por motivo de Rodrigo estar participando de um curso no Distrito Federal.
Saímos de Fortaleza, no carro de Aline (com Érico baqueado por uma forte "gripe"), por volta das oito e meia. Fazendo uma parada no "Café do Engenho", em Aquiraz, para o nosso café da manhã: tapiocas recheadas com queijo, carne de sol e ovos, além de caldo de cana, limonada (para o Érico) e o café propriamente dito.
Rota: pela recém-duplicada CE-040, que liga a capital cearense a Aracati, e, na etapa final do percurso, pela rodovia BR-304, a partir da ponte sobre o rio Jaguaribe até a cidade de Mossoró. Distância total: 240 km.
Muitos aerogeradores são vistos durante a viagem, principalmente no Baixo Jaguaribe (região de Aracati). Com suas pás gigantes, eles ajudam a colocar o Estado do Ceará em terceiro lugar no ranking dos produtores de energia eólica no Brasil.
Às 13 horas, fizemos o check-in no Hotel Ibis e saímos para almoçar no "Trattoria", um restaurante a 3 km do hotel.
Situado no oeste Potiguar, Mossoró ocupa uma área de 2.100 km², sendo o maior município em área do Rio Grande do Norte e estando a 280 quilômetros de Natal. Com cerca de 300 mil habitantes, é o segundo mais populoso município do Estado, ficando somente atrás de Natal em população. O município é o maior produtor em terra de petróleo no país, como também de sal marinho. A fruticultura irrigada, voltada em grande parte para a exportação, também possui relevância na economia de Mossoró. O Hotel Ibis, onde nos hospedamos, tem localização central. Fica no bairro Ilha de Santa Luzia, uma ilha delimitada pela separação das águas do rio Apodi-Mossoró. 
Ao fim da tarde, saí para ver o centro comercial de Mossoró. Não por muito tempo, pois o mormaço estava insuportável. Logradouros públicos em que circulei: ponte Jerônimo Rosado, avenidas Coronel Gurgel, Augusto Severo e Alberto Maranhão (onde fica o Palácio da Resistência, a sede do gabinete do prefeito), praça Rodolpho Fernandes e algumas ruas de ligação.
À noite, fomos todos ao Corredor Cultural da cidade. Antes disso, fizemos algumas fotos no hall do hotel. Como esta em que Elba e Matheus aparecem, tendo ao fundo um painel de gosto duvidoso.
O Memorial da Resistência e a Praça da Convivência fazem parte do Corredor Cultural. Bem documentado com textos e imagens, o Memorial apresenta estragos cometidos por pessoas que se aproveitam das falhas em sua vigilância. Este local é o point da juventude da cidade. Na Praça da Convivência, onde há um grande número de pequenos restaurantes com mesas ao ar livre (alguns deles com música ao vivo), passamos um par de horas. Sushis (para Matheus), e outros petiscos e cervejas para os adultos.
[http://natalhospedagem.com.br/blog/o-que-fazer-em-mossoro/]
23/12/2018 (domingo)
O dia começou com um intenso calor. Constatei isso, após o café matinal, na caminhada solo que fiz nas cercanias do Ibis.
Como tínhamos programado para o dia, fomos passear em Tibau, a "praia de Mossoró". Situado a 43 km de distância de Mossoró, a via de acesso ao município de Tibau é a BR-304, nos primeiros 16 km, completando-se o percurso pela RN-013. Ambas as rodovias encontram-se em excelente estado de conservação.
Em Tibau, logo identificamos o ponto das badalações praieiras. Escolhendo a barraca "A Rainha do Mar", que parecia uma das mais frequentadas, para tomar água de coco (a R$ 5,00). O tempo que já estava nublado se fez chuvoso.
Numa consulta ao Google Maps, Érico descobriu que não estávamos exatamente em Tibau. Tínhamos atravessado antes do tempo a linha de fronteira do RN para o CE. Ora, não havíamos ido tão longe de casa para passar o nosso domingo numa praia cearense. Então, toca a voltarmos para Tibau.
A sede de Tibau cresceu bastante do ano de 2007 (quando aqui estive acompanhado de Elba e Natália) para cá. A pousada Costa Branca ainda existe; o bistrô Marambaia, aparentemente não. E suponho que o Circo do Palhaço Fuxiquinho há tempos desmontou a lona.
http://blogdopg.blogspot.com.br/2007/01/passeio-completo-1.html
Outros atrativos porém surgiram, como a barraca "Outside Beach" (foto acima), onde almoçamos peixes (cavala frita e moqueca de cioba). A praia defronte a esta barraca, pelo que se lia numa placa, era uma kitesurf zone. Mas, enquanto estivemos por lá, não vimos aparecer qualquer praticante desse esporte.
Voltamos para Mossoró.
À noite, fomos jantar no restaurante "Tchê". Onde o nosso grupo ficou dividido entre picanhas com arroz biro-biro e rodízio de pizzas.
(continua)

G7 GARAGE

Inaugurado em 21 de outubro de 2017, está localizado no Sítio Costa do Sol, no município de Eusébio, o museu automotivo G7 GARAGE. Trata-se de uma exposição permanente de carros históricos (das décadas de 40, 50, 60 e 70, principalmente) de propriedade do empresário e colecionador Gaudêncio Lucena.
Tive a oportunidade de visitá-lo recentemente, quando fui gentilmente recebido pelo curador Sr. Paulo, que me prestou informações sobre as características do museu e as peculiaridades dos principais veículos do acervo.
À entrada das instalações, uma placa em losango saúda o visitante: WELCOME to fabulous G7 GARAGE.
São 42 carros em exposição. Tudo organizado comme il faut, não faltando ao ambiente a presença de objetos decorativos relacionados à época de fabricação dos veículos. O colecionador Gaudêncio traz esses objetos de suas viagens pelo mundo.
A excelência da iluminação garante em uma visita noturna a total apreciação do charme e brilho dessas relíquias do mundo automotivo.
Endereço: Sítio Costa do Sol, Rua Manoel Jorge de Castro, 777 - Guaribas, Eusébio.
Acompanhe AQUI todas as fotos feitas no dia da inauguração por Jocy Jinkings para o CNEWS.
Ver também: https://blogdopg.blogspot.com/2008/02/o-colecionador.html

O CENTÉSIMO LIVRO DE MARCELO GURGEL

Ontem (15), às 10 horas, ao ensejo da celebração natalina da Sociedade Médica São Lucas (SMSL), o médico e escritor Marcelo Gurgel Carlos da Silva lançou seu centésimo livro.
Trata-se da obra "SURSUM CORDA: corações ao alto", que teve como apresentador o médico Dr. Janedson Baima Bezerra.
O local do evento foi o Auditório do Edifício-Sede da Unimed Fortaleza.
A renda apurada com os exemplares vendidos por ocasião do lançamento (50) foi destinada às ações sociais e evangelizadoras da SMSL, entidade da qual Marcelo Gurgel é membro atuante.
ISBN: 978-85-915558-9-5

CASAMENTO DE THALITA E GAUDÊNCIO JÚNIOR

A cerimônia de casamento de Thalita e Gaudêncio Jr., ela - filha de Raimundo Nonato Carneiro Sobrinho e Aspasia Freire Carneiro, e ele - filho de Gaudencio Gonçalves de Lucena e Marcia Maria Macêdo de Lucena , será realizada hoje (8), às 17 horas e meia, na Capelinha de Santana e São Joaquim - Avenida Eusébio de Queiroz, 4136-4326 - Parque Havaí.
Após a cerimônia, os convidados serão recepcionados no Sítio Costa do Sol, Rua Manoel Jorge de Castro, 777 - Guaribas, Eusébio.
09/12/2018 - Atualizando a notícia da festa de ontem com a inserção de uma fotografia.
Gaudêncio Jr. e Thalita. À hora do corte do bolo nupcial.

REAL DRINKS

A turma de Otávio Bonfim reunia-se, nas noites da sexta-feira ou do sábado, em torno do violão do Claudio Costa. Começávamos o encontro no Pombo Cheio, [1] que ficava no Parque Araxá, e depois seguíamos para o Real Drinks, no Monte Castelo.
Otávio Bonfim, como já comentei anteriormente, só tinha bares no entorno: Parque Araxá, Monte Castelo, [2] São Gerardo... Era a gente ir a estes bairros vizinhos ou, de vez em quando, à Fortaleza Nobre.
Deixemos para lá o Pombo Cheio, o qual já foi devidamente proseado. Quanto ao Real Drinks (que nome, meu Deus), ficava este último bar nas proximidades do CPOR, o então Centro de Preparação de Oficiais da Reserva. Hoje, suas instalações abrigam um setor da Secretaria de Segurança Pública do Estado.
No Real Drinks, bebia-se a cerveja mais gelada da cidade (pelo menos, era o que muitos asseguravam). Fato certamente corroborado pela existência de uma fábrica de gelo nos fundos do restaurante. Apesar de desejável que a cerveja seja consumida a uma temperatura de 4 graus, nunca abaixo disso. [3] Aliás, 4 Graus é o nome de um bar no Cocó, bem perto de onde moro.
O Real Drinks era administrado pelo Zé Augusto, que tinha como fiel escudeiro o Manelzinho, um anão hipofisário. Tendo uma compleição física avantajada, Zé Augusto costumava ficar sem camisa atrás do balcão. Numa folha de cartolina, ele ia anotando os pedidos que vinham das mesas. Bolas de carne ao molho eram o tira-gosto mais requisitado.
Eu sei que ele era da família Ferreira porque, ao servir como médico militar na região do Alto Solimões, sob o comando do Coronel José Ferreira, soube deste conterrâneo que ele era irmão do Zé Augusto (ô mundo pequeno).
Seus frequentadores se distribuíam pelas mesas do salão principal e dos caramanchões do Real Drinks. Uns poucos preferiam ficar ao pé do balcão, puxando conversa com o proprietário. Assuntos é que não faltavam: as recentes fofocas do bairro, uma briga que derrubou parte do muro do Clube Internacional e a improvável história da estreia de Manelzinho no trapézio de um circo de subúrbio.
A frequência do bar era tipicamente masculina. Muitos homens casados tinham o passe livre para frequentar o estabelecimento. Suas esposas sabiam que não corriam risco algum enquanto eles estivessem por lá.
Foi no Real Drinks que, numa madrugada, eu me meti numa discussão homérica. Com o Prof. Neo, conhecido nome do ensino no Ceará, e seu violonista de estimação que tocava violão com cordas de aço. Ardoroso defensor do violão com cordas de nylon, (4) eu não aceitei ouvir o que me pareceu um menoscabo com o o encordoamento de minha preferência.
Fazendo-se outra leitura daquela discussão, foi também o confronto das qualidades do violão antigo (com suas baixarias) com as dissonâncias do violão moderno.
Os ânimos ficaram exaltados. Diz meu companheiro de noitada, o médico patologista Francisco Dario Rocha Filho, que receou o pior. Na dúvida de como eu reagiria depois de ter ouvido Vinicius de Moraes ser chamado de "viado", o que também aconteceu por lá. Felizmente, o médico anestesiologista e poeta José Telles, que estava por perto, entrou na roda com a nobre missão de acalmar os espíritos.
E fui embora sem dar minha aula-show sobre as inversões de terça, quinta e sétima. Acordes que eu aprendera por amor de tocar a "Viola Enluarada".
[1] https://gurgel-carlos.blogspot.com/2013/06/o-pombo-cheio.html
[2] https://www20.opovo.com.br/app/opovo/especiais/fortaleza287anos/2013/04/13
[3] La temperatura ideal para la mayoría de las cervezas está entre 4 y 10 °C. Cuando bajas la temperatura aún más, empiezas a cambiar el sabor.
[4] http://blogdopg.blogspot.com/2015/08/teclado-para-violao.html

AS CAATINGAS

Nilo Bernardes (*)
DE TAL MODO é variada a paisagem vegetal característica do interior do Nordeste brasileiro que seria preferível referir-se a ela no plural. Dificilmente poderíamos dar uma descrição simples e completa do que comumente chamamos de caatinga sertaneja. Ela é muito vasta, abrangendo estados inteiros ou grande parte de outros. Está submetida, na verdade, a condições pluviométricas distintas e o solo que a recobre apresenta diferenças sensíveis decorrentes da constituição geológica. Euclides da Cunha, ao descrever o cenário áspero em que se desenrolou a grande tragédia sertaneja, reportando-se à área relativamente pequena em que o conhecera, no norte da Bahia, já preferia o emprego da expressão caatinga no plural.
Embora o vocábulo português sertão tenha estado ligado desde os primórdios do povoamento a todas aquelas regiões ainda não povoadas ou ainda mal ocupadas do país, mesmo as que têm ostentado densas selvas tropicais pluviosas, a natureza hostil do interior do Nordeste, dificultando a fixação humana, gerando uma ocupação rarefeita de lento e penoso adensamento, moldando o isolamento das comunidades que só mesmo a era do caminhão veio romper, consagrou o nome do sertão para todo aquele imenso território coberto pelas caatingas. Curioso é que os habitantes das pequenas áreas insuladas dentro das caatingas ou das faixas de caatingas periféricas, melhor beneficiadas pela umidade e mais compactamente povoadas, somente designam sertão aos grandes espaços de solo mais ingrato, onde os animais pastam à solta, os cultivos são mais raros e a população menos numerosa. É como se houvesse uma extraterritorialidade, favorecida pela natureza, que aí se mostra menos ingrata do que em derredor.
A região das caatingas abrange, praticamente, toda a área dos estados do Ceará e do Rio Grande do Norte; quase todo o sudeste do estado do Piauí; a maior parte do este dos estados da Paraíba, de Pernambuco, das Alagoas e de Sergipe; a maior parte de todo o interior da Bahia e até mesmo uma apreciável porção do extremo norte do estado de Minas Gerais. São mais de 800 mil km2 de extensão, significando que uma décima parte do território brasileiro é coberto pelas caatingas. Ao norte, elas chegam até a faixa praiana e a oeste e ao sul entram em contato com a região dos campos cerrados, características das nossas regiões centrais. Do lado oriental, porém, seus limites nem sempre são muito nítidos e elas se mesclam com as espécies vegetais de florestas mais secas em uma larga tira de transição para a mata higrófila atlântica. Na Paraíba, em Pernambuco e Alagoas essa transição se faz em uma região muito típica, o chamado Agreste, onde em certas partes já se sente bem, na paisagem, a aparência das caatingas.
Para ler o estudo completo: http://dx.doi.org/10.1590/S0103-40141999000200004.
(*) Nilo Bernardes (1922-1991), geógrafo. Foi pesquisador do IBGE, professor da PUC-RJ e lecionou na UFF-RJ.
Caatingas - bico de pena de Percy Lau (1940)
Site de interesse: www.acaatinga.org.br
A Associação Caatinga foi criada em Fortaleza CE, em outubro de 1998, com o apoio do Fundo para Conservação da Caatinga, estabelecido por Samuel Johnson para a proteção da carnaúba. É uma entidade não-governamental, sem fins lucrativos, reconhecida como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) e cadastrada no Cadastro Nacional de Entidades Ambientalistas (CNEA).

O CHIQUINHO DA CADEIA NA VIDA DO COMPOSITOR LAURO MAIA

No Rio de Janeiro, o companheiro mais íntimo de farras de Lauro Maia era o Chiquinho da Cadeia. O cearense Chiquinho tinha esse apelido por ser porteiro de uma cadeia pública. Apesar de muito amigo de Lauro, era considerado pela família do compositor como uma pessoa perniciosa, pois quando se reuniam, promoviam dias e noites de bebedeiras.
Em 1945, Lauro Maia empregou-se na firma Irmãos Vitale, [1] editora de músicas e revendedora de artigos musicais. Na loja da editora, Lauro tocava ao piano as músicas escritas nas partituras ali editadas, como forma de divulgação ao público que, entusiasmado com a execução do pianista, comprava imediatamente as cópias das músicas. Ao voltar para casa nem todo mundo conseguia reproduzir as músicas ao piano com a mesma beleza da execução de Lauro Maia.
Certa vez, um dos irmãos Vitale solicitou com urgência um retrato de Lauro Maia. Era comum a editora colocar as fotos dos compositores nas partituras, porém Lauro não dispunha de alguma foto. Mas a solução estava por perto: Chiquinho, que era muito parecido com Lauro (até no bigode que cultivava). Diz o seresteiro Otávio Santiago que a edição saiu com uma foto do Chiquinho como se fosse do Lauro.
Um dia, Chiquinho chegou para o Dr. Joacy Teixeira, médico, irmão de Humberto Teixeira, e mostrando-lhe uma amostra de escarro com sangue pediu-lhe que fizesse um exame, pois queria saber se estava com tuberculose. Após o exame, o médico concluiu que Chiquinho estava com tuberculose e propôs levá-lo para tirar uma chapa de Raio-X.
Chiquinho, porém, terminou por confessar que o escarro não era dele e sim de Lauro Maia, que escondera durante dois anos a doença. Na época, o tratamento da tuberculose já existia embora fosse muito precário.
Batida a chapa do verdadeiro paciente, constatou-se que os pulmões de Lauro Maia já se encontravam muito comprometidos. e ele foi internado no Hospital Santa Maria, em Jacarepaguá. Ironicamente um dos maiores êxitos do conjunto Vocalistas Tropicais, naquele ano, foi uma marcha intitulada Jacarepaguá. [2]
No dia 5 de janeiro de 1950, a menos de dois meses após a data de seu 36º aniversário e por coincidência o dia do 35º aniversário de Humberto Teixeira, às 20 horas e meia, Lauro Maia faleceu, deixando viúva Djanira Teixeira Maia e, órfãos, os filhos Eva Maria Teixeira Maia, com 6 anos e Lauro Maia Filho, com 5 anos.
O enterro aconteceu no Cemitério de São Francisco Xavier, no Rio de Janeiro. Em março de 1955, os restos mortais de Lauro Maia Teles foram transportados para Fortaleza, onde repousam, no túmulo da família, no Cemitério São João Batista.
[1] Fundada em São Paulo, em 1923, a Editora Irmãos Vitale se mantém nestes mais de 90 anos como uma grande parceira de alguns dos maiores nomes da nossa história musical. Em seu acervo figuram mais de 25 mil músicas, de um total de 9 mil autores ou herdeiros. Criada pelos irmãos Emílio, Vicente, Affonso, José e João Vitale, hoje ela é administrada pela segunda geração da família, pelos também irmãos Fernando, Sérgio e Luiz, tanto na matriz, em São Paulo, como na filial, no Rio de Janeiro, existente há mais de 60 anos.
http://edicoes.vitale.com.br/
[2] Composta por Paquito, Romeu Gentil e Marino Pinto, baseada na melodia de "El Cumbanchero", rumba de Rafael Hernández.
https://youtu.be/qE4KVDH_5ok
Fontes
"O balanceio de Lauro Maia", por Miguel Ângelo de Azevedo (Nirez). Ceará, 1991 (edição do Autor)
http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/ea000012.pdf
"Lauro Maia - Um poeta que também é rua", por José Maria Chaves. Blog Sobrames Nacional
http://sobramesnacional2017.blogspot.com/2017/02/lauro-maia-um-poeta-que-tambem-e-rua.html
Vídeo "PERFIL: Lauro Maia" produzido pelo Núcleo de Documentários da TV Assembleia Ceará.
https://youtu.be/s_ljbn5lFMI

Vídeo "OS CEARENSES (14) - Lauro Maia", Fundação Demócrito Rocha, postado em 11/12/2016.
https://youtu.be/P1oZTj1kKe0

Curiosidade - A marcha "Boneca", de Lauro Maia, tem letra de Turbay Barreira, ex-presidente do Centro Médico Cearense.

TIA LOURDES

 A respeito da morte de uma sindicalista identificada como Tia Lourdes, a Diretoria Colegiada do Sindicato dos Trabalhadores Federais em Saúde, Trabalho e Previdência Social (Sinprece) esclarece a seus filiados que a pessoa falecida (cujo nome foi divulgado na página pessoal de um servidor público federal) NÃO se trata de Lourdes Negreiros.
Lourdes Negreiros, servidora do Ministério da Saúde, a Tia Lourdes, está viva e com saúde e, ao tomar conhecimento do episódio, disse que viverá ainda por muitos anos, bem como continuará a luta em defesa dos trabalhadores. Tia Lourdes é peça emblemática do movimento sindical – uma referência em todo o Brasil. Aos 87 anos, Tia Lourdes é filiada ao Sinprece e ainda participa ativamente das ações do sindicato.

ÉRICO E ALINE NA EUROPA

Érico de Macedo Gurgel, funcionário do BNB em Fortaleza, e sua esposa Aline embarcam hoje (4) em voo da Air France para a Europa. Em sua temporada de férias no continente europeu, com duração prevista para duas semanas, o casal circulará pelas seguintes capitais: Paris, Londres e Amsterdam.
Fotos da viagem:
Paris, 05/11/2018
Londres, 10/11/2018
Amsterdam, 15/11/2018

FORTALEZA EM TRÊS MOMENTOS


"A Fortaleza, única defesa de toda aquela Capitania, não é mais que um monte de areia... A Villa chamada de Fortaleza não merece nem o nome de aldeia." (Capitão-mor do Ceará Grande, João Baptista de Azevedo, em 1783).

"O Ceará [Fortaleza] não tem esse ar triste e sonolento de muitas cidades brasileiras. Sente-se, aqui, movimento, vida e prosperidade". (Louis Agassiz, autor de "A Journey in Brazil", em 1866).

"Fortaleza dá uma impressão magnífica. Vista no conjunto é a mais linda cidade do norte. É uma cidade nova, parecendo que acabou de ser construída." (Domingos Laurito e Nelson Silveira Martins, em "Terra do Brasil", de 1942).

Do frontispício de Fortaleza Antiga

LANÇAMENTO DO LIVRO "OMBRO, ARMA!"

Em 25 de outubro, quinta-feira, às 20 horas, no auditório do Edifício-Sede da Unimed-Fortaleza, aconteceu o lançamento de "OMBRO, ARMA! - Médicos contam causos da caserna", um livro organizado e apresentado pelo colega Marcelo Gurgel.
A obra, que reúne textos de 18 médicos escritores, tem o prefácio escrito pelo neurocirurgião Dr. Flávio Leitão – membro da Sobrames-CE, e insere três apêndices.
Autores
– Ana Margarida Furtado Arruda Rosemberg
– Célio Vidal Pessoa
– Francisco José Costa Eleutério
– Francisco Sérgio Rangel de Paula Pessoa
– Helano Neiva de Castro
– Jorge Augusto de Oliveira Prestes
– José Luciano Sidney Marques
– José Ramon Porto Pinheiro
– Liêvin Matos Rebouças
– Lineu Ferreira Jucá
– Luiz Gonzaga Moura Jr.
– Luiz Gonzaga Porto Pinheiro
– Marcelo Gurgel Carlos da Silva (org.)
– Paulo Alfredo Simonetti Gomes
– Paulo Gurgel Carlos da Silva
– Paulo Roberto de Souza Coelho
– Raimundo José Arruda Bastos
– Walter Gomes de Miranda Filho
Ficha técnica
Capa: Isaac Furtado | Projeto e editoração: Alexssandro Lima | Revisão: Francisco Dermeval Pedrosa Martins e Marcelo Gurgel | Tiragem: 500 exemplares | Gráfica: Expressão Gráfica e Editora | Ano: 2018 | ISBN: 978-85-420-1300-9
É o terceiro livro de uma trilogia de causos da caserna escritos por esculápios. Os títulos anteriores são "MEIA-VOLTA, VOLVER!", de 2014, e "ORDINÁRIO, MARCHE!", de 2015.
* * * * *
Neste evento foi também lançado o livro "LAPSO TEMPORAL", a 35.ª antologia anual da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores, regional do Ceará. Ler a notícia AQUI.

CARTÓGRAFOS DA FAMÍLIA TEIXEIRA E ALBERNAZ

Importantes cartógrafos portugueses dos séculos 16, 17 e 18 vieram da família Teixeira e Albernaz, incluindo Luís Teixeira, irmão de Domingos Teixeira e pai dos irmãos João Teixeira Albernaz (I) e Pedro Teixeira Albernaz, além de João Teixeira Albernaz (II), neto do cartógrafo homônimo, e Pero Fernandes, pai de Luís Teixeira.
Luís Teixeira elaborou importantes mapas no final do século 16, alguns em parceria com Abraham Ortelius, como o Theatrum Orbis Terrarum (1595), considerado o primeiro atlas moderno. Filho do cartógrafo português Pero Fernandez, ocupou o cargo de cosmógrafo do Reino de Portugal. Esteve no Brasil e seu mapa do Brasil de cerca de 1574 é uma importante referência para o entendimento do que os portugueses consideravam como sendo a divisão das Capitanias Hereditárias. Em 1596, ele recebeu uma patente para confeccionar mapas e instrumentos de navegação para a frota real. Ele tinha contato frequente com cartógrafos holandeses, como Jodocus Hondius, Lucas Jansz, Wagenaar e Joannes von Deutecom.
João Teixeira Albernaz, filho de Luís Teixeira, foi nomeado cartógrafo da Casa da Mina e Índia, em 1605. Elaborou seus mais célebres trabalhos na primeira metade do século 17, incluindo 19 atlas, entre estes, o Atlas do Brasil de 1640. Alguns de seus trabalhou contou com a ajuda do irmão Pedro Teixeira Albernaz, que passou a trabalhar em Madrid, a partir de 1619.
João Teixeira Albernaz, bisneto de Luís Teixeira, tem muito de sua obra confundida com a do avô homônimo. Sabe-se que ainda era vivo em 1699. Sua vasta produção cartográfica e a fama da qualidade da cartografia portuguesa na Europa, o tornou famoso entre seus pares.
Apenas uma parte das obras desses ilustres cartógrafos sobreviveu até os dias atuais.
A imagem acima de João Teixeira Albernaz (I) é capa do livro "Muito Além dos Muros do Forte" (ISBN 978-85-7924-096-6), do historiador cearense Felipe Neto. Obra premiada pela SECULT na categoria Ensaio.
Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Siar%C3%A1_1629_por_Albernaz.PNG
Acesso ao ficheiro em 26/01/2016