ANIVERSÁRIO DE ZAÍRA - 92 ANOS

Nascida em Aurora-CE, em 21 de abril de 1927, Zaíra Teixeira de Macedo teve o aniversário natalício festejado no último domingo.
O local em que a família Macedo Pinto se reuniu para comemorar o evento foi o restaurante Dallas Grill, em Fortaleza.
Viúva de Moacir Soares Pinto, Zaíra é mãe de 7 filhos (Antonio, Lúcia, Rosy Mary, Moacir Filho, Elba, Márcia e Denise), avó de 14 netos e bisavó de 12 bisnetos.
Foto: Dona Zaíra, com a filha Elba e o genro Paulo. ▶️
https://docs.google.com/document/d/1zl3HywqEBvPW-92Ac6EZMrpaowgtcRWtCeiCzJyhehI/edit

PESAR POR DR. SÉRGIO GOMES DE MATOS

Faleceu subitamente hoje (24/04/2019), o médico Dr. SÉRGIO GOMES DE MATOS.
Formado em 1970 pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceara (UFC), cumpriu Residência em Clínica Médica no Hospital dos Servidores do Estado (HSE), no Rio de Janeiro.
Em Fortaleza, vinha exercendo intensa atividade clínica no âmbito privado, em seu consultório e assistindo pacientes internados, especialmente na Casa de Saúde São Raimundo.
Encontrava-se aposentado do serviço público:  do Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes (em que aplicou grande parte de sua competência em Pneumologia) e do Instituto Dr. José Frota.
Carismático e culto, Sérgio Gomes emprestou sua privilegiada inteligência às academias Cearense de Medicina (ACM) e de Médicos Escritores (ACEMES), das quais era membro titular.
Fonte: SÉRGIO GOMES DE MATOS. In: GIRÃO, J.E. Clínica médica no Ceará – passado e presente. 2.ed. Fortaleza: Expressão, 2017. 312p. p.204. [Via Blog do Marcelo Gurgel]
A saudade e o legado deixados pelo Dr. Sérgio Gomes de Matos ficarão para sempre na memória daqueles que tiveram o privilégio de conviver com ele.
Velório: Funerária Ethernus (3388-4374), a partir das 17 horas, com missa de corpo presente, amanhã (25), às 9 horas.
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TRÊS DISCURSOS DO AC. SÉRGIO GOMES DE MATOS
SESSÃO REMÊMORA DA ACADEMIA CEARENSE DE MEDICINA - ACM
FORTALEZA - 02/12/2015
HOMENAGEM DO AC. SERGIO GOMES DE MATOS AO DR. JOSÉ PONTES NETO NO ANO DE SEU CENTENÁRIO DE NASCIMENTO
VÍDEO 1
SESSÃO DA ACADEMIA CEARENSE DE MEDICINA - ACM
FORTALEZA - 04/05/2016
HOMENAGEM DO AC. SÉRGIO GOMES DE MATOS AO DR. JOSÉ EDÍSIO TAVARES
VÍDEO 2
SESSÃO REMÊMORA DA ACADEMIA CEARENSE DE MEDICINA - ACM
FORTALEZA - 06/12/2017
HOMENAGEM DO AC. SÉRGIO GOMES DE MATOS AO DR. NEWTON TEÓFILO GONÇALVES NO ANO DE SEU CENTENÁRIO DE NASCIMENTO
VÍDEO 3

A CRESTOMATIA DE RADAGASIO TABORDA

A palavra crestomatia é uma palavra composta, registada no início do século XVII. É composta de dois elementos, ambos gregos, de chrêstos, que significa "útil", e de máthesis, "aprendizagem", do verbo manthanein que significa “aprender”. O significado do substantivo crestomatia seria portanto "aquilo que é útil para a aprendizagem, que é útil no processo educativo" e refere-se a coletânea de textos escolhidos em função do ensino: recolha de fragmentos de prosa tirados de autores clássicos, célebres, que escrevem "bem" e são "bons" para o ensino.
Diz Vasco Arruda:
O que popularizou o vocábulo (crestomatia) no Brasil foi a publicação, em 1931, do livro Crestomatia: excertos escolhidos em prosa e verso dos melhores escritores brasileiros e portugueses, pelo professor gaúcho Radagasio Taborda. Como o próprio título sugere, trata-se de uma antologia com textos em prosa e verso que abordam uma grande diversidade de assuntos tais como literatura, geografia, história, religião etc.
A Crestomatia do professor Radagasio Taborda foi amplamente utilizada nas escolas durante décadas, e suas edições são hoje objeto de disputa entre colecionadores e bibliófilos.
[http://blogs.opovo.com.br/sincronicidade/2011/09/29/no-tempo-da-crestomatia/]
Exemplos de outras crestomatias no Brasil e no mundo:
Inocêncio Francisco da Silva, Crestomatia portuguesa oferecida à mocidade estudiosa, Typ. de José Manuel Mendes, Lisboa, 1850
Bernhard Dorn, A Chrestomathy of the Pushtu or Afghan language, St. Petersburg, 1847
Gustavo Adolfo Otero, Crestomatía Boliviana, Arnó Hermanos Libreros - Editores, La Paz, 1925
Eduardo del Palacio Fontán, Crestomatía Francesa, Imprenta Torrent, Madrid, 1929
F. Viching, Crestomatía Latina, Librería Bastinos de José Bosch, Barcelona, 1932
José Joaquim Nunes, Crestomatia Arcaica, Editora Livraria Clássica, Caxias do Sul, 1970
Takamitsu Muraoka, Siríaco Clásico. Gramática Básica Con Crestomatía, Verbo Divino, Navarra, 2007

PALESTRA NA ACEMES. INTRODUÇÃO À DIVINA COMÉDIA

O Presidente da Academia Cearense de Médicos Escritores (ACEMES), o médico e professor José Maria Chaves, convida para a palestra "Introdução à Divina Comédia", a ser proferida pelo advogado e tradutor André Bastos Gurgel.
André é professor efetivo da Faculdade Rodolfo Teófilo, intérprete e tradutor de línguas modernas e estudioso de idiomas clássicos. Coordena o grupo Amici di Dante, do Istituto di Cultura Italiana di Fortaleza (ICIF), dedicado ao estudo das obras de Dante Alighieri.
Data: 22 de abril de 2019 (segunda-feira).
Horário: 20 horas.
Local: Auditório do Núcleo do Obeso do Ceará – Avenida Antônio Sales, 1.540, em frente ao Carrefour, em Fortaleza-CE.

NA GAFIEIRA ELITE

Em 1973, quando morava na Glória com minha irmã Marta e seu esposo João Evangelista, recebi certa noite a visita inesperada de um amigo: o compositor Paulo Gomes. Conhecíamos-nos do bairro Otávio Bonfim, em Fortaleza, principalmente pelos interesses musicais em comum.
Com algumas detalhes diferenciais: Paulo Gomes tocava instrumentos de percussão e compunha marchinhas e sambas tradicionais; quanto a mim, tocava violão e incursionava no gênero da bossa-nova.
Ao me procurar, Paulo Gomes certamente imaginava que eu estivesse por dentro dos redutos do samba tradicional no Rio de Janeiro. Na verdade, eu estava mais para frequentador dos points da Zona Sul da Cidade Maravilhosa. O Bar Zeppelin, por exemplo, onde depois de alguns chopes mesclados com Steinhaeger (aguardente alemã), eu já me sentia um dos Chopnics do Jaguar.
Afora isso, eu conhecia um pouco da vida noturna de Petrópolis. Por causa dos meus deslocamentos para esta cidade serrana nos fins de semana. Dava plantões médicos na Casa de Saúde Santa Mônica e, quando estas obrigações terminavam, fazia minhas rondas boêmias na cidade.
No entanto, eu sabia da existência de uma certa "Gafieira Elite", no centro do Rio Janeiro, próximo ao Campo de Santana. Após feita a ressalva de que não conhecia o local, convidei Paulo Gomes para irmos até lá.
Ao deixarmos a casa pela madrugada, Paulo Gomes agradeceu-me pelo acerto da escolha da Gafieira Elite para se ouvir um samba autêntico. De raiz, como se diz atualmente.
Felizmente, eu não decepcionei o amigo em meu papel de cicerone.
Arquivo
"VELHO PALHAÇO" (postagem do blog "Linha do Tempo" em 2009)
https://gurgel-carlos.blogspot.com/2009/06/velho-palhaco.html
A "Gafieira Elite" ainda funciona. Extraí do site oficial do estabelecimento as seguintes informações:
Construída para ser sua residência oficial, Duque de Caxias supervisionou a construção desse imóvel. Das sacadas do casarão, dizem que ele ficava a observar o movimento das tropas no Campo de Santana.
Em seu baile de inauguração, no dia 17 de julho de 1930, o então proprietário Sr. Júlio Simões, de naturalidade portuguesa, contratou a Orquestra Carioca. Dentre seus frequentadores, o ator Grande Otelo tinha um destaque especial por ser considerado um filho adotivo do Sr. Júlio Simões que o ajudava sistematicamente. Outros frequentadores foram Madame Satã, Braguinha, Oswaldo Nunes, Pixinguinha, Mário Lago, Ciro Monteiro, Cartola, Jamelão, Moreira da Silva, Nelson Sargento, Blecaute, Zé Keti, Carmem Costa, Elizeth Cardoso, Marlene, Emilinha Borba, Elza Soares, Núbia Lafayete e Dóris Monteiro - onde tudo era uma grande festa.
A atriz Zezé Macedo, a brasileira que mais realizou filmes no Brasil e no exterior (105), esteve lá para conhecer a casa como convidada do Presidente da Republica Getúlio Vargas, em 1945. O pé de valsa Juscelino Kubitscheck também chegou a conhecer a tão falada Gafieira Elite, mas isso em 1957.
O porquê da palavra gafieira
Quando um jornalista chegou a portaria para ter acesso a mesma, foi abordado pelo fiscal que questionou a sua conduta por estar alcoolizado e vestido de maneira "largada ", portanto não adequada ao recinto.
Aborrecido e mal humorado, o jornalista retrucou que "aquilo era um lugar de gafe e não um clube de dança", texto que foi citado em nota no jornal Tribuna da Imprensa.
Com essa citação no jornal o proprietário Júlio Simões teve a brilhante ideia de rebatizar o Elite Clube que passou a se chamar Gafieira Elite.
Grandes orquestras destacaram-se a partir de suas apresentações na Gafieira Elite, tais como Orquestra Raul de Barros, Orquestra Maestro Cipó, Orquestra Tabajara e outras, acompanhando grandes talentos da MPB como Aracy de Almeida, Angela Maria, Elizeth Cardoso, Ademilde Fonseca, Jamelão, Moreira da Silva, Carmem Costa, Dalva de Oliveira, Caetano Veloso, João Bosco, Beth Carvalho,Os Cariocas, Carlos Lira, Marisa Gata Mansa, Leila Pinheiro, Léo Gandelman, Olivia Brighton, Billy Blanco, Elymar Santos, Vanda Sá, Alcione, Golden Boys, Amelinha, Wagner Tiso, Raimundo Fagner, Zeca Pagodinho, Elba Ramalho, Paulo Moura, Os Morenos, Grupo Molejo, Danilo Caymi, MPB4, e Marlene, dentre outros que já fazem parte da galeria da fama desta gafieira.
A Gafieira Elite continua recebendo muitas presenças ilustres. Tem Alcione como madrinha da casa e batizou em seu espaço o Palco João Nogueira.
Como a dança de salão não ocupa mais o espaço que tinha na cultura carioca, a casa mantém seu funcionamento de uma maneira diversificada.

LANÇAMENTO DE LIVRO DE ORMUZ BARBALHO SIMONETTI

CONVITE
O Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte (IHGRN) convida para o lançamento do livro "MEU AMIGO BARTOLOMEU CORREIA DE MELO", biografia escrita pelo jornalista Ormuz Barbalho Simonetti, seu presidente.
A renda será revertida em benefício do IHGRN.

USINA CEARÁ, MEU PRIMEIRO E ÚNICO CLUBE NO CEARÁ

por JB Serra e Gurgel (*)
Paulo Gurgel resgatou a história do Usina Ceará e publicou em capítulos no seu blog Linha do Tempo, um excelente blog, com o seu perfeccionismo, talento, cultura, cearensidade e gurgelidade, que é compromisso com a família Gurgel, no qual estamos entranhados.
Em agosto de 2013 publicou um post informando:
"Usina Ceará Atlético Clube
Este time foi fundado em 1º de setembro de 1949 pelos funcionários da Indústria Têxtil Siqueira Gurgel Companhia Limitada, que ficava no Bairro de Otávio Bonfim, Fortaleza/CE, e tinha como cores oficiais o azul e o branco.
A sua função era promover atividades desportivas entre os funcionários da Siqueira Gurgel, em especial o futebol.
O time disputou o Campeonato Cearense, entre os anos de 1953 e 1964, sempre com boas campanhas. Por pouco não conquistou um título - foi vice-campeão em quatro ocasiões (1956,1957, 1961 e 1962)."
Em outubro de 2013 lhe mandei mensagem que postou:
"O jornalista e escritor JB Serra e Gurgel escreve que a sede social do Usina Ceará, cujo presidente eterno foi Adelmir Gurgel de Souza, era na Bezerra de Menezes, ao lado da casa de Zequinha (José) Gurgel. E o local em que os seus jogadores treinavam era o Estádio Theophilo Gurgel, no começo da Duque de Caxias. O Usina Ceará, junto com Ceará, Fortaleza, Ferroviário, Nacional, Calouros do Ar, América, Gentilândia e Maguary, fazia parte da Primeira Divisão do futebol cearense."
Publicou mais quatro posts contando histórias, resgatando fatos.
Mais tarde lhe mandei outra mensagem que postou:
"Caro Paulo,
Atualizei-me com sua Linha do Tempo hoje, com seus escritos, com os do Marcelo, com os do Fernando e de tantos outros.
As histórias do Usina Ceará acolho-as com atenção.
Explico porquê:
Em Fortaleza, só torci pelo Usina Ceará.
Não tenho nenhuma afeição pelo Ceará e pelo Fortaleza, clubes das multidões cearenses. Não gosto da forma como o futebol é conduzido pelos cearenses.
Técnicos e jogadores não têm nenhuma identidade com os dois clubes, daí a agonia que estes padecem nos campeonatos nacionais.
Além do que geralmente param nos clubes de Fortaleza técnicos vencidos (no prazo, no tempo, sem história, sem ter bagagem) e jogadores rodados que acabam se envolvendo com cachaça e rapariga, dois infortúnios dos jogadores de futebol.
No passado, tinha o campeonato de seleções e eu torcia pela seleção do Ceará.
Há 52 anos fora do Ceará, só torço pelo América, do Rio de Janeiro, clube das pequenas multidões, que tem o melhor hino de autoria do Lamartine Babo, que também escreveu hinos de outros clubes.
O do América é o mais bonito.
Sofro muito por ser americano, clube sempre roubado pela corja de apitadores do futebol inclusive ***  que é torcedor fanático do Fluminense e que já roubou o América em diversas partidas."
Acredito que está claro o fundamento da minha ligação afetiva com o Usina Ceará.
Frequentei a sede, lá brinquei o carnaval de 1962, assisti muitos treinos e jogos no Estádio Theófilo Gurgel Valente, que ficava na José Bastos com a Duque de Caxias, em frente ao Conjunto Gurgel. Muitas vezes fui ao Estádio Presidente Vargas no caminhão que levava o time de futebol, convivendo com os jogadores Adir, Luis Garapeiro, Doca, Cicero, Viana, Veras, Franciné. Se não me engano o técnico era o Dengoso. Ganhando ou perdendo voltávamos no mesmo caminhão. A gloria do Usina coincidiu com minha presença em Fortaleza tendo se sagrado vice-campeao cearense em 1961 e 1962.
Indo para o Rio de Janeiro em 1963, abracei no Rio de Janeiro definitivamente o América, tornando-me sócio e frequentador da sede da Rua Campos Sales, na Tijuca. Não vi jogos em Campos Sales mas assisti muitos jogos no Andaraí, muito depois do Dandon.
Minha opção pelo America nasceu em Acopiara; Meu pai comprava a revista "Sport Ilustrado" e eu acompanhava o América que tinha então um goleiro chamado Pompeia, o voador.
Voltando ao Ceará, desliguei-me do futebol, Não vi o Gentilândia e o Maguary jogarem. Vi o America, o Nacional e o Calouros do Ar. Ceará, Fortaleza e Ferroviário seguem vivos, mas é um futebol difícil, cheio de rolos, de paixões, de negócios. No passado, tudo isso existia mas era abafado. Para mim, pode parecer estranho, o futebol do Ceará acabou, quando acabou o Usina # falei.
(*) JB Serra e Gurgel (Acopiara), jornalista e escritor.
Artigo originalmente publicado no jornal "Ceará em Brasília", ano XXX - Ed. 320 de fevereiro de 2019. Disponível em www.casadoceara.org.br
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USINA DE POSTS
[1] [2] [3] [4] [5] e O gol de mão de Honorato

NOTA DE FALECIMENTO DE ANTÔNIO DE PÁDUA FRANCO RAMOS

É com profundo pesar que informo o falecimento de ANTÔNIO DE PÁDUA FRANCO RAMOS.
Filho de Raymundo Ramos Vieira e Hermila Franco Ramos, ele nasceu em 5 de fevereiro de 1935, em Parnaíba - PI.
Bancário, administrador, bacharel em Ciências Jurídicas, professor da UECE e autor de livros sobre políticas públicas e planejamento social, Pádua Ramos foi também secretário de governo dos Estados do Ceará e do Piauí e, nos últimos tempos, consultor de empresas e governos.
Ele faleceu hoje (2) à noite, de causas naturais, no Hospital Monte Klinikum, em Fortaleza - CE, após sucessivas hospitalizações.
Neste difícil momento, exprimo meus sentimentos de condolências à esposa Lys de Maria Adeodato Ramos (Lila) e às filhas Christiane, Lysiane, Fernanda e Juliana.
Pádua Ramos, um grande ser humano com o qual tive a ventura de conviver. Guardo para sempre a recordação deste homem bom, afetuoso e gentil.
O velório será amanhã (3), a partir de 7 horas, no Ethernus (Rua Padre Valdevino, 1688 - Aldeota, Fortaleza), com missa de corpo presente às 11 horas. O sepultamento ocorrerá no cemitério Parque da Paz às 16 horas.

BASTOS TIGRE E O "CHOPP EM GARRAFA"

Manuel Bastos Tigre (Recife, 12 de março de 1882 — Rio de Janeiro, 1.º de agosto de 1957) foi um homem de múltiplos talentos, pois foi jornalista, poeta, compositor, teatrólogo, humorista, engenheiro, publicitário e bibliotecário. Em várias dessas áreas, Bastos Tigre obteve sucesso, especialmente como publicitário. É dele, por exemplo, este slogan da Bayer que correu o mundo: "Se é Bayer é bom". Foi ele ainda quem fez a letra para Ary Barroso musicar e Orlando Silva cantar, em 1934, o "Chopp em Garrafa", inspirado no produto que a Brahma passou a engarrafar naquele ano.

O jingle tem mais de 3 minutos de duração. Nesta pressa de hoje não teria chance de ser veiculado pela mídia. Em tempo de gravação o "Chopp em Garrafa" (3:12) ultrapassa o "Tão bom que foi o Natal" (2:05), que Chico Buarque compôs em 1967 para a Imobiliária Clineu Rocha. Na verdade, "Tão bom que foi o Natal" não faz qualquer referência à empresa anunciante. É a canção que ocupava um dos lados de um disco que a Clineu Rocha distribuiu entre seus clientes; do outro lado, estavam os jingles da imobiliária.
https://blogdopg.blogspot.com/2012/12/tao-bom-que-foi-o-natal.html
Bastos Tigre estudou no Colégio Diocesano de Olinda, onde compôs os primeiros versos e criou o jornalzinho humorístico "O Vigia". Diplomou-se pela Escola Politécnica, em 1906. Trabalhou como engenheiro da General Electric e depois foi ajudante de geólogo nas Obras Contra as Secas, no Ceará.
Prestou concurso para Bibliotecário do Museu Nacional (1915) com tese sobre a Classificação Decimal. Mais tarde, transferiu-se para a Biblioteca Central da Universidade do Brasil, onde serviu por mais de 20 anos. Exerceu a profissão de bibliotecário por 40 anos, é considerado o primeiro bibliotecário por concurso, no Brasil.
No dia 12 de março é comemorado o Dia do Bibliotecário, que foi instituído em sua homenagem. WIKI
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Ver também em "Linha do Tempo":
SABÃO PAVÃO
ÓLEO PAJEÚ
PÍLULAS DO DR. MATTOS
FIMATOSAN
GETS-IT
GUARANÁ JESUS
A CAJUÍNA

JOSÉ DE ANCHIETA

"Santo: requestes a cruz na selva escura;
herói: plantaste nossa velha aldeia;
mestre: ensinaste a doutrina pura;
poeta: escrevestes versos sobre a areia."
Guilherme de Almeida
São José de Anchieta (San Cristóbal de La Laguna, na ilha de Tenerife, arquipélago das Canárias, 19 de março de 1534 — Reritiba, 9 de junho de 1597) foi um padre jesuíta espanhol, santo da Igreja Católica e um dos fundadores da cidade brasileira de São Paulo.
Canonizado em 2014 pelo papa Francisco, é conhecido como o Apóstolo do Brasil, por ter sido um dos pioneiros na introdução do cristianismo no país.
Missões
Desde jovem, Anchieta padecia de tuberculose óssea, que lhe causou uma escoliose, agravada durante o noviciado na Companhia de Jesus. Este fato foi determinante para que deixasse os estudos religiosos e viajasse para o Brasil. Aportou em Salvador, na Capitania da Baía de Todos os Santos em 13 de Julho de 1553, com menos de vinte anos de idade. Anchieta ficou menos de três meses em Salvador, partindo em outubro para a Capitania de São Vicente, onde conheceria Manuel da Nóbrega e permaneceria por doze anos. Anchieta abriu os caminhos do sertão, aprendendo a língua tupi e catequizando os índios.
Sabe-se que a data da fundação de São Paulo é o dia 25 de Janeiro, por causa de uma carta de Anchieta a seus superiores da Companhia de Jesus, com a citação:
"A 25 de Janeiro do Ano do Senhor de 1554 celebramos, em paupérrima e estreitíssima casinha, a primeira missa, no dia da conversão do Apóstolo São Paulo, e, por isso, a ele dedicamos nossa casa!"
O religioso cuidava não apenas de educar e catequizar os indígenas, como também de defendê-los dos abusos dos colonizadores portugueses que queriam não raro escravizá-los. Esteve em Itanhaém e Peruíbe, no litoral sul de São Paulo, em missão de preparo para o Armistício com os Tupinambás de Ubatuba (Armistício de Iperoig). Nesse período, em 1563, intermediou as negociações entre os portugueses e os indígenas reunidos na Confederação dos Tamoios, oferecendo-se Anchieta como refém dos tamoios em Iperoig.
Lutou contra os franceses estabelecidos na França Antártica, na baía da Guanabara. Foi companheiro de Estácio de Sá, a quem assistiu em seus últimos momentos. Em 1566, foi enviado à Capitania da Bahia com o encargo de informar ao governador Mem de Sá sobre o andamento da guerra contra os franceses, possibilitando o envio de reforços portugueses ao Rio de Janeiro. Por esta época, foi ordenado sacerdote aos 32 anos de idade.
Dirigiu o Colégio dos Jesuítas do Rio de Janeiro por três anos, de 1570 a 1573. Em 1569, fundou a povoação de Reritiba, atual Anchieta, no Espírito Santo. Em 1577, foi nomeado Provincial da Companhia de Jesus no Brasil, função que exerceu por dez anos, sendo substituído em 1587 a seu próprio pedido. Retirou-se para Reritiba, mas teve ainda de dirigir o Colégio do Jesuítas em Vitória, no Espírito Santo. Em 1595, obteve dispensa dessas funções e conseguiu retirar-se definitivamente para Reritiba onde veio a falecer, sendo sepultado em Vitória.
Obras escritas
Segundo a "Brasiliana da Biblioteca Nacional" (2001), o Apóstolo do Brasil, missionário e fundador de cidades, foi gramático, poeta, teatrólogo e historiador, que compunha seus textos em quatro línguas: português, castelhano, latim e tupi.
Duas das suas principais obras foram publicadas ainda durante sua vida:
"De gestis Mendi de Saa" ("Os feitos de Mem de Sá"), impressa em Coimbra em 1563, que retrata a luta dos portugueses, chefiados pelo governador-geral Mem de Sá, para expulsar os franceses da baía da Guanabara onde Nicolas Durand de Villegagnon fundara a França Antártica. Esta epopeia renascentista, escrita em latim e anterior à edição de "Os Lusíadas", de Luís de Camões, é o primeiro poema épico da América.
"Arte de Gramática da Língua mais Usada na Costa do Brasil", impressa em Coimbra em 1595 por Antonio de Mariz. É a primeira gramática contendo os fundamentos da língua tupi. Constituindo-se em sua segunda obra publicada, é, ainda, a segunda obra dedicada a línguas indígenas, uma vez que, em 1571, já surgira, no México, a "Arte de la lengua mexicana y castellana" de frei Alonso de Molina.
Durante o tempo em que passou entre os gentios, compôs também o "Poema à Virgem". Segundo uma tradição, teria escrito o poema nas areias da praia de Iperoig, memorizando-o  e, apenas mais tarde, em São Vicente, o teria trasladado para o papel.
"O Poema de Anchieta", Benedito Calixto (1910)
Homenagens a Anchieta
- Rodovia Anchieta, que liga São Paulo a Santos. Foi inaugurada na década de 1940.
- Palácio Anchieta, o nome da sede do governo do Estado do Espírito Santo, no centro de Vitória.
- Cidade de Anchieta (ES), o nome atual da antiga Reritiba onde Anchieta viveu seus últimos anos.
- Santuário Nacional de São José de Anchieta, na cidade de Anchieta (ES).
- Passos de Anchieta. A sua disposição em caminhar levava a que percorresse, duas vezes por mês, a trilha litorânea entre a então Reritiba (atual Anchieta) e a ilha de Vitória, com pequenas paradas para pregação e repouso em Guarapari e outras localidades. Modernamente, esse percurso, com cerca de 105 quilômetros, vem sendo percorrido a pé por turistas e peregrinos, à semelhança do Caminho de Santiago, na Espanha.
- Monumento ao Padre José de Anchieta, na cidade de San Cristóbal de La Laguna, em Tenerife. Uma imponente estátua de bronze em sua homenagem, trabalho do artista brasileiro Bruno Giorgi.
- Instituto Padre Anchieta, [1] [2] educandário em Fortaleza, nas décadas de 1940 e 1950, fundado e dirigido pelo Prof. Luiz Carlos da Silva.
Referências
José de Anchieta, Wiki
Por que Anchieta é retratado escrevendo na areia?, Editora Cleofas
O Poema de Anchieta, Enciclopédia Itaú Cultural

ANIVERSÁRIO DE HENRIQUE SOARES

Marcos Henrique Siqueira Soares, auditor aposentado da Sefaz-CE, teve o aniversário natalício comemorado em sua residência, no penúltimo sábado (10).
O evento, que consistiu de uma feijoada e outras iguarias, foi organizado pela esposa Eveline.
Na decoração geral, no bolo de aniversário e nos cupkakes, estavam presentes as cores e o distintivo do Fortaleza Esporte Clube. Nas camisas da maioria dos convidados, idem. Henrique Soares, que foi jogador profissional do Ferroviário nos idos de 70, é fã ardoroso do Fortaleza.
Estive lá, acompanhado de Elba e do neto Matheus, para dar um caloroso abraço neste amigo e consogro.
Na foto: o filho Marcos, o neto Eduardo e o aniversariante Henrique.
Enquanto isso, no Castelão...
Fortaleza 0 x 0 Ceará

ANCHIETA E GUARAPARI - ES

05/03, terça-feira
Por rodovia, Guarapari e Anchieta distam de Vitória 53 km e 82 km, respectivamente. Ao comprar as passagens no guichê da Planeta, escolhemos começar a visita por Anchieta.
Situada na microrregião de Guarapari e com 28 mil habitantes, Anchieta tem como uma de suas principais referências o Santuário Nacional de São José de Anchieta (foto), que homenageia o padre jesuíta que fundou a cidade. O santuário fica numa encosta do rio Benevente, no núcleo histórico de Reritiba, atual Anchieta, uma cidade situada no litoral sul do Espírito Santo. Do ponto de vista arquitetônica o templo é uma obra modesta, construída no tempo do Brasil Colônia. Em seu interior, há vários painéis que relatam a vida e a obra do Padre Anchieta. Ao fundo, tem-se a belíssima vista do rio Benevente.
O Museu Padre Anchieta estava fechado, e nós visitamos apenas a igreja do complexo dedicado ao santo.
Na volta da visita ao santuário, paramos em uma mercearia para tomar água de coco. O dono do ponto de venda, um senhor muito prestativo, nos deu algumas informações sobre a cidade.
Anchieta tem 20 praias, sendo a mais procurada a Praia dos Castelhanos. Concluída a visita, numa parada de ônibus da avenida à beira-mar da cidade, tomamos um coletivo com destino a Guarapari.
http://www.litoralsulcapixaba.com.br/santuario/santuario.htm
Guarapari, assim como Anchieta, são municípios em que as sedes ficam à beira-mar (situação pouco comum no Ceará). Na alta temporada, Guarapari recebe centenas de milhares de turistas. A expectativa é de que, até o final do verão, 1,5 milhão de pessoas passe pela cidade. O município tem 51 praias.
Guarapari é um dos principais destinos turísticos do Espírito Santo. A cidade foi fundada em 1891, mas suas origens remontam ao século 16, com uma aldeia fundada pelo Padre Anchieta no local. O crescimento acentuado ocorreu a partir dos anos 1960 e, atualmente, possui 123 mil habitantes (2018). Guarapari tem 52 praias, que estão entre as mais concorridas do Espírito Santo.
Percorremos o seu centro comercial, a Praça Ciríaco Ramalhete, onde um grupo de foliões entoava "A Turma do Funil" (acho que estavam se aquecendo para o baile no Siribeira Iate Clube) e o calçadão da  Praia da Areia Preta (foto), que tem esta designação devido à ocorrência da areia monazítica. Algumas pessoas acreditam que essas areias escuras sejam medicinais e possam trazer benefícios para os portadores de doenças reumáticas,o que não é um fato científico. Na verdade, elas apresentam um alto nível de radioatividade natural proveniente de dois elementos químicos: urânio e tório.
Em alguns pontos das praias foram registradas leituras de até 20μSv/h (175 mSv por ano), uma dose equivalente à que seria recebida ao se tirar uma radiografia de tórax a cada cinco horas.
Ao lado do Siribeira, há um restaurante (foto), o Aquários, em que almoçamos uma moqueca capixaba. Com música ao vivo (roda de samba) e o melhor dos panoramas: de um lado a Praia da Areia Preta, e do outro, a Praia do Meio e a Praia das Castanheiras. Afinal, o clube e o restaurante foram edificados em uma península natural.
A 7 quilômetros do centro da cidade, próximo ao trevo da BR 101, está o Rodoshopping de Guarapari, mas as paradas lá são rápidas.
Para viabilizar o dia de passeio em Anchieta e Guarapari, utilizamo-nos do late check out. Um sistema praticado pelo Ibis que acrescenta seis horas de hospedagem mediante o pagamento de meia diária. Eles também disponibilizam o early check in.
Quanto à sequência final de nosso passeio por terras espírito-santenses, consistiu de uma pizza no refeitório do hotel, uma corrida de Uber para o aeroporto e o embarque no voo 3045 da Latam para Fortaleza, onde chegamos na madrugada da quarta-feira de cinzas.
(4 de 4)
Leitura interessante: https://especiais.gazetaonline.com.br/bomba/
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Capixabas famosos (em ordem alfabética):
Carlos Imperial (produtor artístico), Jair Amorim (compositor), Fernando Torres (ator), Luz del Fuego (dançarina), Nara Leão (cantora), Roberto Carlos (cantor), Roberto Menescal (compositor), Robson Miguel (violonista), Rubem Braga (cronista), Sérgio Sampaio (compositor), Stênio Garcia (ator) ...
Originalmente, capixaba era somente aquele que nascia em Vitória-ES, sendo que o uso popular acabou estendendo esta designação a todos os espírito-santenses.

DOMINGOS MARTINS - ES

04/03, segunda-feira
Após o café-da-manhã, pelo aplicativo do celular pedimos um carro para uma corrida com destino ao Terminal Rodoviário de Vitória. Este terminal dos ônibus interurbanos fica próximo da zona portuária da cidade. Tínhamos como objetivo fazer um passeio em Domingos Martins, uma cidade com 35 mil habitantes nas montanhas capixabas, a cerca de 50 quilômetros de Vitória.
Um ônibus da Águia Branca, saindo pela Ponte Florentino Avidos (a Cinco Pontes) e tomando a rota da BR 262 que passa por Cariacica e Viana, levou-nos até Domingos Martins. O tempo de viagem foi pouco mais de uma hora.
Domingos Martins está situada na região montanhosa do Espírito Santo. É promovida como "Cidade do Verde", por contar com bastante mata atlântica,. O município possui muitos rios, picos e tem fazendas históricas. A sede tem a altitude de 542 metros, mas, no município, há picos acima de 1 800 metros. O município, que foi fortemente colonizado por pomeranos, tem 335 mil habitantesCom quedas altas e piscinas naturais, a Cascata do Galo é a mais famosa de Domingos Martins. O município tem sua alta temporada nos meses de inverno, quando as temperaturas estão mais amenas.
A Praça Dr. Arthur Gerhardt, como é chamada a praça principal da cidade, encanta a todos por seus canteiros, monumentos, fonte de água jorrante e a miniatura de um quitungo (uma casa de farinha) sobre um pequeno lago de carpas.
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QUITUNGO (significado: casebre; choupana) - A farinha de mandioca já era utilizada pelo povos nativos deste país, porém a produção era um trabalho braçal muito fatigante. Colonos imigrantes que aqui chegaram no século 19 substituíram o trabalho braçal pela força d'água para mover suas engrenagens, criando assim o quitungo que, além de facilitar a produção da farinha, também realizava outras funções como: pilar café e arroz, moer fubá e canjica, gerar eletricidade etc.
O passeio deu-nos uma boa impressão de Domingos Martins. A cidade foi colonizada principalmente por imigrantes pomeranos, como deixa claro o monumento em homenagem a eles em sua praça principal, e percebe-se em toda parte uma forte influência luterana.
Fomos ter numa certa Rua de Lazer. Uma rua no estilo calçadão para pedestres, com lojas de doces, cafés e restaurantes. No "Caminho do Imigrante" tomamos chopes e almoçamos. Numa loja de doces Elba comprou bombons artesanais para trazê-los para a família.
Retornamos para a Praça Dr. Arthur Gerhardt, onde o termômetro da placa estava a indicar 35 graus. Enquanto descansávamos num banco da praça começou a soprar uma brisa agradável. Mas tudo que ela conseguiu foi reduzir em 2 graus a temperatura local.
#AMOR❤️ES 
Na Rodoviária pegamos o ônibus de volta para Vitória. Eram discretos em Domingos Martins os sinais de que estávamos numa segunda-feira de carnaval.
À noite, fomos ao Shopping Vitória.
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PASSEIOS PANORÂMICOS EM VITÓRIA / VILA VELHA

03/03, domingo
O Pier Iemanjá, na Praia de Camburi, fica a menos de um quilômetro da Praia do Canto. É um local muito frequentado por pescadores amadores. De um deles, enquanto tirava do anzol um robalinho que havia pescado, ouvi a má notícia de que não tinha mais escunas no Pier.
- Para ser franco, não sei nem se ainda existem essas escunas para turistas, completou ele.
Quem não tem barco embarca no ônibus. O plano B foi comprar na Capixaba Receptivo duas passagens para um passeio terrestre pelas cidades de Vitória e Vila Velha, com duração de 8 horas. Afinal, muitas atrações turísticas nessas duas cidades não tinham sido por nós visitadas no dia de ontem.
Trajeto - Orla de Camburi, Basílica de Santo Antônio, Museu da Vale, Catedral de Vitória, Hortomercado, Terceira Ponte, Orla das Praias de Vila Velha, Farol de Santa Luzia, Igreja do Rosário e Curva da Jurema.
Alguns comentários - Camburi, uma praia revitalizada. Com 6 km de extensão é a única praia que fica na área continental de Vitória. Tem ciclovias, pistas de caminhada, bancos para descanso e áreas para realização de esportes ao ar livre. A Basílica de Santo Antônio, projetada e construída a partir de 1956, e concluída na década de 1970, envolvendo em mutirão os moradores do bairro de mesmo nome, tornou-se um dos cartões postais de Vitória. O Museu da Vale (em cujo restaurante almoçamos no dia anterior) tem como destaque a antiga estação Pedro Nolasco, que abriga em seus três pavimentos um rico acervo ferroviário. Em termos de maquete projetada para simular uma ferrovia, a maquete que lá se encontra em funcionamento é a maior do Brasil, com 34 m2 de área construída. No Hortomercado, que fica na Enseada de Suá, uma pausa para o almoço. Em seguida, pela Terceira Ponte, o ônibus prosseguiu a viagem para o Farol Santa Luzia, em Vila Velha, um local que nos brindou com uma vista deslumbrante.
A orla de Vila Velha é formada pelas praias de Itaparica, de Itapoã, da Costa e da Sereia, que lotam de banhistas aos domingos e na alta estação. Finalmente: o retorno para Vitória pela Terceira Ponte, a Curva da Jurema, a Praça dos Namorados e o Triângulo das Bermudas, na Praia do Canto, onde aproveitamos para desembarcar do ônibus.
Curiosidades (repassadas pela guia turística da Capixaba Receptivo):
(1) Houve muito apoio da comunidade para que a construção da Basílica se concretizasse. Havia inclusive uma senhora que vendia mingau para juntar dinheiro para a construção, O "mingau do Santuário" ficou famoso e existe até hoje, sendo feito com a mesma receita.
(2) A Rodoviária de Vitória vista do alto lembra o mapa do Estado do Espírito Santo. Seu arquiteto, Bebeto Vivácqua (que deu o nome à rodoviária), teve essa intenção.
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VITÓRIA E VILA VELHA

02/03, sábado
Chegamos a Vitória, às cinco e meia da manhã, pelo voo 3555 da Latam. Tomamos um café expresso com pão de queijo em um dos quiosques do aeroporto e pegamos o táxi que nos levaria ao Hotel Ibis de Praia do Canto.
De lá fomos ao Centro Histórico de Vitória. Havia pouca gente nas ruas, talvez por ser ainda muito cedo. Algumas pessoas estavam trabalhando na montagem de um palco na Praça Costa Pereira, onde aconteceria à tarde uma festa de carnaval. Nesta praça fica o Theatro Carlos Gomes, que se encontrava fechado para reformas.
Subindo os lances de uma escadaria fomos conhecer a Catedral (foto ao lado) e, próximo a esta, o Palácio Anchieta, que é a sede do governo estadual. A Catedral estava aberta e podemos admirá-la por dentro (o que não foi possível fazer com relação ao Palácio Anchieta).
Em seguida, fomos até o Parque Moscoso. Este parque é a mais antiga área de lazer da cidade. Além do lago serpenteante com pontes, do monumento central e das alamedas com árvores típicas da Mata Atlântica, o parque dispõe de uma concha acústica com um pequeno anfiteatro.
Vitória, a capital do Estado, foi construída numa ilha montanhosa. É ligada ao continente pela Ponte Florentino Avidos (a Cinco Pontes), pela Ponte do Príncipe (Segunda Ponte) e pela Terceira Ponte ao sul, e pelas pontes da Passagem, Ayrton Senna e de Camburi ao norte. Vitória é a capital e o mais importante município capixaba. Ela forma com os municípios de Vila Velha, Cariacica, Serra, Viana, Guarapari, e Fundão a Região Metropolitana de Vitória, conhecida como Grande Vitória, que abriga cerca de 1,8 milhão de habitantes.
Numa rua ao lado do Moscoso, pegamos um ônibus da Linha 503, que nos levou ao vizinho município de Vila Velha. Por um erro de informação, descemos no bairro da Glória. No entanto, corrigimos o engano, ao prosseguirmos a pé nossa viagem até o centro de Vila Velha.
Vila Velha é uma cidade industrial, portuária (foto abaixo) e também apresenta um comércio pujante. É a sede da conhecida fábrica de chocolates "Garoto".
Numa das praças de VV, por acaso nos deparamos com a Biblioteca Municipal "Titanic" (este apelido se deve à forma em navio do prédio que a abriga). Ali, fiz o que já tenho feito em outras bibliotecas pelo país. Doei um exemplar do "Portal de Memórias" para o acervo da "Titanic".
Já era quase meio-dia quando solicitamos por aplicativo (Uber) um carro com destino ao Museu Vale. Sabíamos que, dedicado ao tema da ferrovia, o museu adaptou há tempos um antigo vagão de trem para a função de restaurante. Sua comida é ótima. Almocei um talharim com molho de queijo, rúculas e bacon. Elba comeu um filé com risoto de fungos.
Voltamos ao hotel. Cansados da noite mal dormida e da caminhada por terras capixabas, reservamos a tarde para descansar. Embora, ao fim da tarde, eu tenha saído para conhecer um pouco da região do hotel, a Praia do Canto. Cognominada de "Triângulo das Bermudas", a região é um polo de alimentação, ao qual retornei com Elba no período noturno.
Jantamos no Bully's, um restaurante que fica exatamente ao lado do hotel.
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FALTA DE LUZ

Radialista, apresentador de programas de TV e ícone da publicidade, Irapuan Lima (01/08/1927 - 04/05/2002) foi durante muitos anos um dos grandes comunicadores do Ceará, fazendo jus ao apelido de "Chacrinha do Norte". Deve-se a ele a invenção das "Irapuetes" e a "bolação" de reclames como o "Cadê Cacá".
Irapuan Lima foi Rei Momo do Carnaval de Fortaleza de 1961 a 1963.
Em 1960, ele e Mario Filho criaram a marchinha "Falta de Luz", em que criticavam os frequentes "apagões" da termelétrica de Mucuripe.
Luciano Hortencio postou esta música no YouTube. Intérprete: José Lisboa

Falta de luz / É bom pra namorar / Mas depois disso / Nem é bom falar / A usina lá do Mucuripe Todo mês tem gripe / Não quer mais funcionar.
Em duas oportunidades estive com Irapuan Lima. Numa noite, acompanhando o cantor e imitador Vitor Portela (que ele aparentemente empresariava), em dois clubes suburbanos em que Vitor se apresentou. E, num fim de semana, em sua propriedade no Aquiraz. Lembro-me de que o imóvel consistia de uma casa maior, no centro de um terreno, e de quatro casas menores. Irapuan e sua esposa Dona Áustria ocupavam a casa principal, ficando as casas menores à disposição de seus filhos. Convidados por Carlos, um dos filhos do casal, eu e minha mulher fomos hóspedes da família Lima em um fim de semana.
Irapuan Lima faleceu aos 74 anos de idade, depois de 50 anos de carreira, com muito bom humor e irreverência.

ILHAS-CAPITAIS DO BRASIL

São Luís, capital do estado do Maranhão. Das três ilhas-capitais, São Luís é a mais populosa, com 1.011.098 habitantes, e possui uma área de 827 km². É a única cidade brasileira colonizada por franceses (França Equinocial), sendo fundada no dia 8 de Setembro de 1612 por Daniel de la Touche. Inicialmente chamada de "Saint Louis" pelos franceses, teve o nome aportuguesado em 1615 para São Luís, quando os portugueses comandados por Jerônimo de Albuquerque tomaram o controle da cidade. É a cidade natal de vários escritores e poetas brasileiros como Aluísio Azevedo, Ferreira Gullar, Josué Montello e outros.
Florianópolis, capital do estado de Santa Catarina e segundo município mais populoso do estado (depois de Joinville), fica quase inteiramente (97,23%) localizada na ilha de mesmo nome. É a segunda maior ilha-capital das três em tamanho e população, com 408.161 habitantes e 433 km². Foi fundada em 23 de março de 1726. É a capital brasileira com o melhor IDH, além de ser o quarto município com mais alto IDH (incluindo capitais e não capitais) do Brasil.
Vitória, situada na ilha de mesmo nome, ocupa área de 104 km². Foi fundada em 8 de Setembro de 1551 e é formada por várias ilhas, inclusive algumas a mais de 1.100 km da costa. Capital do estado do Espírito Santo e o município capixaba com maior PIB, Vitória é a quarta cidade mais populosa do estado (com 327.801 habitantes), ficando em número de habitantes depois de Vila Velha, Serra e Cariacica, municípios de sua região metropolitana e que fazem fronteira com a capital.
Com destino a Vitória, embarcamos hoje (2) de madrugada em avião da Latam. Elba e eu vamos aproveitar o período carnavalesco para conhecer Vitória e outras cidades espírito-santenses.

OS CASTIGOS CORPORAIS NA ESCOLA ANTIGA

O Decreto Imperial de 15 de outubro de 1827 foi o documento que criou o ensino público no país. Em seus 17 artigos, o imperador Dom Pedro I (1798-1834) mandou "criar escolas de primeiras letras em todas as cidades, vilas e lugares mais populosos do Império".
O artigo quarto definia que o método adotado era o "ensino mútuo", também chamado de Lancaster. Criado pelo pedagogo e quaker inglês Joseph Lancaster (1778-1838), destacava-se por otimizar a transmissão do conhecimento, ao conseguir passar as aulas a um grande número de alunos, com poucos recursos, em pouco tempo, e com relativa qualidade.
De acordo com o decreto, em seu artigo sexto, os professores "ensinarão a ler, escrever, as quatro operações de aritmética, a prática de quebrados, decimais e proporções, as noções mais gerais de geometria prática, a gramática da língua nacional, e os princípios de moral cristã e da doutrina da religião católica apostólica romana" - na época, o Estado ainda não era laico, vale ressaltar.
O mesmo artigo também trazia esta recomendação: "preferindo para as leituras a Constituição do Império e a História do Brasil".
Já a didática era baseada em repetição e memorização. E muita disciplina. E isto incluía as reprimendas, conforme dizia o artigo décimo-quinto da lei imperial: "os castigos serão praticados pelo método de Lancaster".
Em texto publicado em 15 de outubro de 1927, na "Revista do Ensino", edição comemorativa ao primeiro centenário da legislação, o professor Leopoldo Pereira descreve como era a "escola antiga", ou seja, o ensino do século 19.
"Não se compreendia então a escola sem o castigo corporal: a férula (palmatória) era para o mestre como o cetro para o rei ou o cajado para o pastor. Até nas aulas de latim e francês, que nossas principais cidades possuíram durante muitos anos, corria bem aceito o axioma que o latim, quando não entrava pelos olhos e ouvidos, devia entrar pelas unhas. Na escola primária a palmatória chamava-se santa luzia. Por que esse nome? Como se sabe, a crença popular venera Santa Luzia como advogada da vista, e nossos pais entendiam que a férula é que devia dar vista aos cegos", escreveu ele.
A palmatória, como se sabe, é um artefato geralmente de madeira formado por um círculo e uma haste. Foi muito utilizada no passado nas escolas pelos professores a fim de castigar alunos, golpeando-a na palma da mão do aluno castigado. Algumas palmatórias podiam conter furos no círculo, a fim de aumentar a sensação dolorosa. Os furos serviam para vencer a resistência do ar e aumentar a velocidade do golpe, aumentando assim a dor e vestígio deixado na pele por cada golpe.
Atualmente, seu uso é considerado crime na maioria dos países ocidentais, entre eles Portugal e Brasil (onde foi transformada em crime no final dos anos 70), bem como qualquer castigo físico infligido a estudantes.
O último país ocidental a abolir o uso da palmatória foi a Inglaterra, em 1989. Recentemente, contudo, o parlamento inglês voltou a debater a legitimidade do uso dos castigos físicos como medida educacional corretiva em crianças, gerando grandes discussões.
Antigamente, nas festas de formatura no Brasil, foi costume os alunos presentearem seus professores com palmatórias, como sinal de submissão à autoridade.
Fontes
https://www.bbc.com/portuguese/brasil-45837273
http://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei_sn/1824-1899/lei-38398-15-outubro-1827-566692-publicacaooriginal-90222-pl.html
https://en.wikipedia.org/wiki/Joseph_Lancaster

SONHOS ENFERRUJAM

Partes selecionadas de um documentário de Caio Cavechini e equipe.

Visita ao que sobrou da Fabrica Gurgel em 2004 from Alexander Gromow on Vimeo. A versão original e integral pode ser vista no link:
youtu.be/iBcA8ap7iHY
Arquivo
O DESCONTINUADO GURGEL
O MICROCARRO GURGEL
A GURGEL MOTORES S/A (1969-1994)

A RODILHA

Do espanhol: rodilla.
Para aqueles que nasceram no século XX, não será difícil lembrar o que é uma rodilha (ou "sogra", como também é conhecida em Portugal). É uma pequena almofada em forma circular, aberta no centro, ou um simples pano enroscado em que assentam os objetos que se levam à cabeça. Por exemplo: caixas, latas, bacias, tabuleiros e potes.
"Quem não pode com o pote não pega na rodilha." 
Então, como pensam vocês que surgiu este provérbio?
Da forma como se faz a rodilha depende a sua eficácia. Uma rodilha mal feita se deslaça e se a lavadeira não for muito ladina deixa cair a bacia com roupas ao chão. Ao mesmo tempo que ajuda a equilibrar, a rodilha torna mais suportável o peso do recipiente sobre a cabeça.
Antigamente, as rodilhas mais elaboradas eram feitas de trapos e linhas de bordar, entrançadas e bordadas. Com o passar dos anos, este pequeno objeto deixou de ter uma tarefa funcional, e passou a ser utilizado como peça decorativa.
Isilda Duarte, costureira "há 39 anos", decidiu elevar o patamar, e encontra-se a produzir uma "rodilha gigante", que a pode levar a entrar para o desejado Livro Guinness dos Recordes.
Com dois metros de diâmetro, e 6,3 metros de perímetro, esta rodilha foi projetada em 2012. Naquela altura, "atravessava uma fase complicada na minha vida, e estava a lutar contra uma doença, precisava de alguma coisa que me distraísse e que me desse alguma motivação", revela a costureira ao site Pombal Jornal. Fez e desfez o molde "pelo menos seis vezes".
Nas primeiras "quatro vezes não acertava com o tecido que suporta a estrutura: algumas ficavam tortas, outros tecidos não lhe davam a consistência necessária, e ficava toda deformada". Depois de encontrar o material mais adequado, ainda teve que "refazer tudo mais duas vezes, porque não ficava mesmo redonda".
Quando ultrapassou esta etapa, começou a idealizar os "desenhos" decorativos, em papel quadriculado, e à escala, posteriormente foi a vez de escolher as cores e os tecidos que lhe vão dar alegria, num entrelaçado entre fitas coloridas e pretas, num design "pouco habitual". No total são mais de 200 metros de tiras pretas, e 80 de fitas coloridas, cada uma com cerca de 5 centímetros de largura.
Aqui estamos também a torcer pelo reconhecimento do recorde de Isilda por parte do Guinness.
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Nelson Cunha, médico oftalmologista em João Monlevade (MG), enviou esta mensagem:
"Rodilla" em espanhol é joelho. Refere-se de modo especial a seu disco ósseo, a patela. Também pode ser pano de chão que, ao ser torcido para expulsar água, transforma-se no "donut" de pano ou rodilha.
Acho que nosso idioma pescou a palavra além-fronteiras e mudou seu sentido: trapo de chão torcido que serve de suporte para cargas sobre a cabeça.
Conchita (nascida na Espanha e esposa de Nelson) não se lembra do nome da coisa em espanhol.

CACHAÇAS "UISCANA" E "ESPORTIVA"

Tio Edmar me enviou uma cópia do Contrato de Sociedade por Cotas de Responsabilidade Limitada que ele, Edmar Gurgel Coêlho, celebrou com meu pai, Luiz Carlos da Silva, por ocasião da criação de uma  sociedade, com sede em Fortaleza (à rua Justiniano de Serpa, 53, em Otávio Bonfim).
Com o capital social de Cr$ 200.000,00 (duzentos mil cruzeiros), integralizado no ato de assinatura do contrato, em 21 de julho de 1960, essa sociedade tinha como finalidade o comércio de bebidas, especialmente o engarrafamento e a distribuição de aguardente por atacado.
Em notas anteriores de "Linha do Tempo", [1] [2] [3] me reportei a essa atividade comercial de papai. Não durou muito tempo, tendo sido desfeita a sociedade quando Edmar passou a trabalhar no Banco do Brasil, na agência de Senador Pompeu, enquanto Luiz prosseguiu em suas funções de advogado e professor, das quais não havia sequer se afastado.
Meu pai, que jamais tomou qualquer bebida alcoólica, costumava justificar a natureza do empreendimento com a citação da passagem do Novo Testamento em que Jesus transformou a água em vinho na aldeia de Caná.
Trazida de Acarape/Redenção, antes de ser engarrafada a cachaça ficava algum tempo em tonéis, no depósito da Justiniano de Serpa, sendo odorizada com alfazema. E seu envasamento era concluído com a colocação das tampinhas (com a ajuda de uma maquininha) e dos rótulos da aguardente: "Uiscana" e "Esportiva". Rótulos bem simples, impressos numa gráfica de Fortaleza dispensados da arte da policromia.
Bibliografia/webgrafia
[1] Quanto ao imóvel alugado da Justiniano de Serpa, não foi logo devolvido à proprietária. Por algum tempo, Luiz, que era abstêmio, o utilizou como depósito de um negócio com aguardente. Lembro que adquiria o produto a granel de destilarias em Acarape, aonde costumava viajar por outro motivo, o de atender a sua clientela jurídica. Em Fortaleza, era a aguardente engarrafada e, com os nomes de "Uiscana" e "Esportiva", comercializada nos bares e mercearias desta cidade. Alguma vez, até acompanhei Tio Edmar, que era sócio dele no empreendimento, em suas peripécias de vendedor de destilados.
SILVA, P.G.C. da. Moradas e vizinhos. In: SILVA, M.G.C. da; ADEODATO, M.G.C. Dos canaviais aos tribunais: a vida de Luiz Carlos da Silva. Fortaleza: Edições UECE/Expressão, 2008. p.39-41.
https://gurgel-carlos.blogspot.com/2007/10/moradas-e-vizinhos.html
[2] Posso dizer, com conhecimento de causa, que, na década de 1960, bares e restaurantes não existiam em Otávio Bonfim. O bairro tinha, quando muito, algumas mercearias como a do Seu Edmundo e a do Seu Júlio, onde bebedores contumazes encostavam-se nos balcões para dar suas bicadas.
(É possível que tenham apreciado a "Uiscana" e a "Esportiva", marcas de aguardentes engarrafadas por Luiz Carlos da Silva, pai deste escriba.)
https://gurgel-carlos.blogspot.com/2013/06/o-pombo-cheio.html
[3] Houve ainda um período em que ele se dedicou ao comércio de aguardente. Luiz comprava em Acarape tonéis desta bebida para engarrafá-la em Fortaleza, sob os nomes de "Esportiva" e "Uiscana".
SILVA, P.G.C. da. RAÍZES: Redenção e Acarape. In: SILVA, M.G.C. da; SILVA, P.G.C. da (orgs.). Luiz, mais Luiz! Centenário de Nascimento de Luiz Carlos da Silva. Fortaleza: Edição do Autor, 2018. p.15-19.
https://gurgel-carlos.blogspot.com/2018/02/raizes-de-luiz-redencao-e-acarape.html

PONTE DOS INGLESES EM FORTALEZA, CEARÁ

A Ponte dos Ingleses começou a ser construída na orla de Fortaleza no início da década de 1920, com o objetivo de substituir a antiga Ponte Metálica, píer que funcionava como plataforma de desembarque no porto da capital cearense. Mas ela jamais foi usada como inicialmente planejada. As obras atrasaram e ficaram inconclusas, enquanto a centro portuário de Fortaleza foi transferido para a enseada do Mucuripe.
Um projeto de recuperação da Secretaria de Cultura do Estado do Ceará, iniciado em 1994, deu à Ponte dos Ingleses sua forma atual e a transformou em um dos pontos turísticos de Fortaleza.
Sua urbanização para o uso público é o resultado de um projeto dos arquitetos Fausto Nilo e Delberg Ponce de Leon, também responsáveis pelo projeto arquitetônico do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. Atualmente, a Ponte dos Ingleses conta também com um Núcleo de Proteção dos Golfinhos e uma Torre de Observação de Cetáceos.
Se você estiver por aqui, vale a pena dar um passeio e ver o pôr do sol nesta estrutura localizada na Praia de Iracema.
Mais fotos
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Onde fica
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PALESTRA NA ACEMES. PAREIDOLIAS

No próximo dia 21, segunda-feira, atendendo a convite do colega e amigo Dr. José Maria Chaves, presidente da  Academia Cearense de Médicos Escritores (ACEMES), darei início ao Ciclo Anual de Palestras dessa entidade, abordando o tema Pareidolias.
Local: Auditório do Núcleo do Obeso do Ceará (clínica bariátrica do Dr. Luiz Moura Jr.)
Endereço: Avenida Antonio Sales, 1540 - Fortaleza - CE.
Telefone: (85) 32461031
Dia e hora: 21 de janeiro, às 20 horas
22/01/2019 - Atualizando ...
Slideshow utilizado na palestra:

DRIBLANDO A CENSURA DO FAMILIAR

Transcrito do Blog do Marcelo Gurgel (*)
Entre 1936 e 1971, o Cine Familiar funcionou, sem interrupção, no Otávio Bonfim, agregado à quadra do Convento de Nossa Senhora das Dores, da Ordem dos Franciscanos Menores, situado em Fortaleza.
Os frades, com o propósito de zelar pela conduta moral de seus fiéis, e também clientes do seu cinema, efetuavam uma triagem dos filmes que poderiam ser ofertados, e, inclusive, dentre os selecionados para projeção, antecipadamente, cuidavam de ver as películas, autorizando cortes de cenas julgadas ofensivas à pudicícia, o que incluía o beijo na boca, até de casais românticos; cenas de sexo, explícitas ou não, sofriam a ação da tesoura, que truncava a sequência, de forma claramente perceptível pela assistência.
Narra-se, até mesmo, um episódio em que um frade, que acompanhava a exibição de um filme, notou que uma cena, cuja sentença capital fora expedida, escapara do corte. Ele, de pronto, sobe à sala de projeção, e interrompe, com a mão, a transmissão do trecho censurado. A atitude dele suprimiu apenas as imagens, enquanto as falas e os sons prosseguiram, o que despertou o protesto da assistência, manifesto em uma estrepitosa vaia.
Uma traquinagem dos pirralhos era bisbilhotar parcela do lixo do convento, pois os frades colocavam-no em um buraco, e ateavam fogo, como forma de destino final das partes censuradas dos filmes. Ao fuçar as cinzas, os aventureiros juvenis encontravam películas queimadas, e, por vezes, captavam pedaços não carbonizados, conformando pequenos troféus, que aguçavam a curiosidade da meninada.
Para os que tinham um pouco mais de recursos, essas preciosidades eram colocadas em uma cartela e apreciadas em um visor de slides; a maioria dos adolescentes, no entanto, considerando que “quem não tem cão, caça como gato”, montava um apetrecho, para visualização dos slides, recorrendo a uma caixa de madeira, em que se introduzia uma lâmpada incandescente, da qual eram removidos o bulbo e os filamentos, cheia de água limpa, deixando-a bem transparente. A caixa funcionava como uma câmara escura, e por meio de um orifício no exterior, à altura da lâmpada, os diapositivos podiam ser vistos ampliados e com maior nitidez.
Essas poucas relíquias, salvas do fogo, como se fossem as sarças ardentes não consumíveis, descritas no Êxodo, eram como a fênix, nascendo das cinzas, para corar as faces de garotos entrados na puberdade, despertando-os para os pecados da carne, e atiçando a vontade de conjugar o verbo conhecer, no sentido bíblico.
(*) Marcelo Gurgel Carlos da Silva, nascido e criado na Paróquia das Dores. É médico, economista, professor universitário, polímata e membro da Sobrames, ACM, ACEMES e Instituto do Ceará, entre outras entidades. 
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LINKS para outras notas publicadas em "Linha do Tempo"sobre o Cine Familiar:
O COMEÇO DO CINE FAMILIAR
O FIM DO CINE FAMILIAR
O MURO DAS FORNICAÇÕES - 1
O MURO DAS FORNICAÇÕES - 2
ENSAIOS SOBRE O CINE FAMILIAR
O CINEMA DE ARTE NO FAMILIAR

CURSO DE FÉRIAS: INTRODUÇÃO AO LATIM

A Diretoria do Istituto di Cultura Italiana di Fortaleza (ICIF), em sua programação de férias CONHEÇA A CULTURA ITALIANA, está oferecendo o Curso de INTRODUÇÃO AO LATIM (para iniciantes) que será ministrado pelo Dr. André Bastos Gurgel.
André Gurgel é advogado, com Especialização em Direito Previdenciário e em Direito Trabalhista, e cursa Doutorado em Direito Constitucional na Universidade de Buenos Aires-Argentina. É professor, intérprete e tradutor de algumas línguas modernas e estudioso de idiomas clássicos: latim, sânscrito e grego antigo. É docente efetivo da Faculdade Rodolfo Teófilo.
Serviço
Local: Auditório do ICIF.
Av. Miguel Dias, 80, bairro Guararapes, Fortaleza. Telefone: 3273-4166.
Datas: Dias 18/01, 25/01, 1/02, 8/02 e 15/02 de 2019 (quintas-feiras) Horário: das 18h às 19h30.
Investimento: R$ 400,00.
Transcrito do Blog do Marcelo Gurgel

RÉVEILLON DE 2019 EM FORTALEZA

Elba e Paulo
Passamos a virada do ano no "Quintal da Varjota". Foi uma decisão compartilhada no último dia de 2018, e não conhecíamos ainda esse restaurante em que iríamos comemorar a entrada do Ano-Novo.
No início da festa, um DJ com uma bagagem de boas remasterizações, dando ênfase a velhos sucessos de Jorge Ben, comandou o fundo musical.
Deliciosos petiscos e drinques do "Quintal" passaram com aprovação por nossa mesa.
A partir das 22 horas, rolou o show de Jessica Sousa e banda. Dedicada a um repertório internacional, Jessica é boa cantora. Ela revezou-se com o cantor Bruno Santyago que, trocando o palco pelo salão, fez a animação geral crescer alguns pontos. Levando o público a cantar com ele inesquecíveis canções dos "Mamonas Assassinas".
Adolfo, o cordial proprietário do estabelecimento, manteve-se atento a todos os detalhes que fizeram do evento um réveillon organizado.
Para ir e voltar, sem infringir a Lei Seca, usamos o Uber. Em situações de grande demanda, este aplicativo funciona, como se sabe, com suas corridas a preço dinâmico.

NATAL DE 2018 EM MOSSORÓ

(continuação)
24/12/2018 (segunda-feira)
O Corredor Cultural de Mossoró foi criado em 2017 com a finalidade de revitalizar a avenida Rio Branco. É um orgulho dos mossoroenses que o veem como um local de cultura, práticas esportivas, lazer e convivência.
Nesta manhã, retornei ao Corredor para completar com novas observações a visita feita no sábado. Além do Memorial da Resistência e da Praça da Convivência, nas quadras que foram resgatadas à avenida Rio Branco para a construção do Corredor, estão o Museu Municipal Dix-Huit Rosado, a Estação das Artes Elizeu Ventania, a Praça de Eventos, um parque de diversões e quadras para esportes coletivos e com equipamentos de ginástica.
Em frente ao Museu Municipal (com decorações natalinas em seu pátio) tirei o selfie ao lado.
[http://blogdoskarlack.com/dez-anos-do-corredor-cultural-de-mossoro/]
— Eu sempre tive muita curiosidade pelo cangaço. Meus pais são de Mossoró, a cidade de RN que, em 1927, conseguiu uma grande proeza. Evitar a invasão pelo bando de Lampião. A única cidade que conseguiu essa façanha. De fato, Lampião mandou na época um bilhete para o então prefeito Rodolfo Fernandes exigindo uma quantia em dinheiro. Se o prefeito não enviasse essa quantia, ele invadiria a cidade. O prefeito respondeu: "não vou mandar o dinheiro, e venha que eu estarei aqui para receber você e seu bando". Os homens da cidade se armaram (as mulheres foram levadas para o litoral), ficaram entrincheirados e o bando foi recebido com uma chuva de balas.
[Adriana Negreiros, autora de Maria Bonita - sexo, violência e mulheres no cangaço, em "Conversa com o Bial "de 13/11/2014.]
Ler também: CORONEL GURGEL E O BANDO DE LAMPIÃO, por Geraldo Maia
Fomos à tarde conhecer o Partage Shopping no bairro Nova Betânia. Não houve compras. Apenas footing e o almoço no Tábua de Carne, em cujo cardápio sobressaem os pratos regionais.
E a ceia de Natal foi no Thermas, onde Érico fez este selfie de grupo. Não, não estava com alguma afecção ocular. Saí com esse "ar camoniano" porque a lente de OD refletiu o flash excessivamente, nesta e em outras fotografias.
25/12/2018 (terça-feira)
Após o café da manhã, fiz uma caminhada afastando-me do centro comercial. Tomei a avenida Presidente Dutra, que se inicia em frente ao Hotel Ibis, no sentido do Alto de São Manoel.
A avenida Presidente Dutra é também notadamente comercial, com predomínio de concessionárias de carros, lojas do setor automotivo, oficinas de consertos de carros e motos. No percurso, passei por duas pontes que cruzam braços fluviais do Apodi-Mossoró.
Ao meio-dia, fizemos o check out no hotel e pegamos o caminho de volta para Fortaleza.
No mais, a oportunidade de vermos outra vez o parque eólico em Aracati, as bancas de cocos verdes na estrada (a R$ 1,00) e de pararmos para um almoço ao entardecer, no Eusébio, no "Lá na Roça", onde o sujeito pode chamar o garçom por meio de um chocalho.
Não deu para ir à serrana Portalegre. Fiquei me devendo.
(fim)

MOSSORÓ E TIBAU

22/12/2018 (sábado)
Participantes do passeio: Elba e eu (Paulo), nosso filho Érico, sua esposa Aline e o neto Matheus. Nossa filha Natália e seu esposo Rodrigo, que estiveram recentemente em Fortaleza, para o casamento de Gaudêncio Júnior e Thalita, tendo retornado a Belém não se associaram a nós nesta viagem. Eles passam o Natal em Brasília, por motivo de Rodrigo estar participando de um curso no Distrito Federal.
Saímos de Fortaleza, no carro de Aline (com Érico baqueado por uma forte "gripe"), por volta das oito e meia. Fazendo uma parada no "Café do Engenho", em Aquiraz, para o nosso café da manhã: tapiocas recheadas com queijo, carne de sol e ovos, além de caldo de cana, limonada (para o Érico) e o café propriamente dito.
Rota: pela recém-duplicada CE-040, que liga a capital cearense a Aracati, e, na etapa final do percurso, pela rodovia BR-304, a partir da ponte sobre o rio Jaguaribe até a cidade de Mossoró. Distância total: 240 km.
Muitos aerogeradores são vistos durante a viagem, principalmente no Baixo Jaguaribe (região de Aracati). Com suas pás gigantes, eles ajudam a colocar o Estado do Ceará em terceiro lugar no ranking dos produtores de energia eólica no Brasil.
Às 13 horas, fizemos o check-in no Hotel Ibis e saímos para almoçar no "Trattoria", um restaurante a 3 km do hotel.
Situado no oeste Potiguar, Mossoró ocupa uma área de 2.100 km², sendo o maior município em área do Rio Grande do Norte e estando a 280 quilômetros de Natal. Com cerca de 300 mil habitantes, é o segundo mais populoso município do Estado, ficando somente atrás de Natal em população. O município é o maior produtor em terra de petróleo no país, como também de sal marinho. A fruticultura irrigada, voltada em grande parte para a exportação, também possui relevância na economia de Mossoró. O Hotel Ibis, onde nos hospedamos, tem localização central. Fica no bairro Ilha de Santa Luzia, uma ilha delimitada pela separação das águas do rio Apodi-Mossoró. 
Ao fim da tarde, saí para ver o centro comercial de Mossoró. Não por muito tempo, pois o mormaço estava insuportável. Logradouros públicos em que circulei: ponte Jerônimo Rosado, avenidas Coronel Gurgel, Augusto Severo e Alberto Maranhão (onde fica o Palácio da Resistência, a sede do gabinete do prefeito), praça Rodolpho Fernandes e algumas ruas de ligação.
À noite, fomos todos ao Corredor Cultural da cidade. Antes disso, fizemos algumas fotos no hall do hotel. Como esta em que Elba e Matheus aparecem, tendo ao fundo um painel de gosto duvidoso.
O Memorial da Resistência e a Praça da Convivência fazem parte do Corredor Cultural. Bem documentado com textos e imagens, o Memorial apresenta estragos cometidos por pessoas que se aproveitam das falhas em sua vigilância. Este local é o point da juventude da cidade. Na Praça da Convivência, onde há um grande número de pequenos restaurantes com mesas ao ar livre (alguns deles com música ao vivo), passamos um par de horas. Sushis (para Matheus), e outros petiscos e cervejas para os adultos.
[http://natalhospedagem.com.br/blog/o-que-fazer-em-mossoro/]
23/12/2018 (domingo)
O dia começou com um intenso calor. Constatei isso, após o café matinal, na caminhada solo que fiz nas cercanias do Ibis.
Como tínhamos programado para o dia, fomos passear em Tibau, a "praia de Mossoró". Situado a 43 km de distância de Mossoró, a via de acesso ao município de Tibau é a BR-304, nos primeiros 16 km, completando-se o percurso pela RN-013. Ambas as rodovias encontram-se em excelente estado de conservação.
Em Tibau, logo identificamos o ponto das badalações praieiras. Escolhendo a barraca "A Rainha do Mar", que parecia uma das mais frequentadas, para tomar água de coco (a R$ 5,00). O tempo que já estava nublado se fez chuvoso.
Numa consulta ao Google Maps, Érico descobriu que não estávamos exatamente em Tibau. Tínhamos atravessado antes do tempo a linha de fronteira do RN para o CE. Ora, não havíamos ido tão longe de casa para passar o nosso domingo numa praia cearense. Então, toca a voltarmos para Tibau.
A sede de Tibau cresceu bastante do ano de 2007 (quando aqui estive acompanhado de Elba e Natália) para cá. A pousada Costa Branca ainda existe; o bistrô Marambaia, aparentemente não. E suponho que o Circo do Palhaço Fuxiquinho há tempos desmontou a lona.
http://blogdopg.blogspot.com.br/2007/01/passeio-completo-1.html
Outros atrativos porém surgiram, como a barraca "Outside Beach" (foto acima), onde almoçamos peixes (cavala frita e moqueca de cioba). A praia defronte a esta barraca, pelo que se lia numa placa, era uma kitesurf zone. Mas, enquanto estivemos por lá, não vimos aparecer qualquer praticante desse esporte.
Voltamos para Mossoró.
À noite, fomos jantar no restaurante "Tchê". Onde o nosso grupo ficou dividido entre picanhas com arroz biro-biro e rodízio de pizzas.
(continua)

G7 GARAGE

Inaugurado em 21 de outubro de 2017, está localizado no Sítio Costa do Sol, no município de Eusébio, o museu automotivo G7 GARAGE. Trata-se de uma exposição permanente de carros históricos (das décadas de 40, 50, 60 e 70, principalmente) de propriedade do empresário e colecionador Gaudêncio Lucena.
Tive a oportunidade de visitá-lo recentemente, quando fui gentilmente recebido pelo curador Sr. Paulo, que me prestou informações sobre as características do museu e as peculiaridades dos principais veículos do acervo.
À entrada das instalações, uma placa em losango saúda o visitante: WELCOME to fabulous G7 GARAGE.
São 42 carros em exposição. Tudo organizado comme il faut, não faltando ao ambiente a presença de objetos decorativos relacionados à época de fabricação dos veículos. O colecionador Gaudêncio traz esses objetos de suas viagens pelo mundo.
A excelência da iluminação garante em uma visita noturna a total apreciação do charme e brilho dessas relíquias do mundo automotivo.
Endereço: Sítio Costa do Sol, Rua Manoel Jorge de Castro, 777 - Guaribas, Eusébio.
Acompanhe AQUI todas as fotos feitas no dia da inauguração por Jocy Jinkings para o CNEWS.
Ver também: https://blogdopg.blogspot.com/2008/02/o-colecionador.html

O CENTÉSIMO LIVRO DE MARCELO GURGEL

Ontem (15), às 10 horas, ao ensejo da celebração natalina da Sociedade Médica São Lucas (SMSL), o médico e escritor Marcelo Gurgel Carlos da Silva lançou seu centésimo livro.
Trata-se da obra "SURSUM CORDA: corações ao alto", que teve como apresentador o médico Dr. Janedson Baima Bezerra.
O local do evento foi o Auditório do Edifício-Sede da Unimed Fortaleza.
A renda apurada com os exemplares vendidos por ocasião do lançamento (50) foi destinada às ações sociais e evangelizadoras da SMSL, entidade da qual Marcelo Gurgel é membro atuante.
ISBN: 978-85-915558-9-5

CASAMENTO DE THALITA E GAUDÊNCIO JÚNIOR

A cerimônia de casamento de Thalita e Gaudêncio Jr., ela - filha de Raimundo Nonato Carneiro Sobrinho e Aspasia Freire Carneiro, e ele - filho de Gaudencio Gonçalves de Lucena e Marcia Maria Macêdo de Lucena , será realizada hoje (8), às 17 horas e meia, na Capelinha de Santana e São Joaquim - Avenida Eusébio de Queiroz, 4136-4326 - Parque Havaí.
Após a cerimônia, os convidados serão recepcionados no Sítio Costa do Sol, Rua Manoel Jorge de Castro, 777 - Guaribas, Eusébio.
09/12/2018 - Atualizando a notícia da festa de ontem com a inserção de uma fotografia.
Gaudêncio Jr. e Thalita. À hora do corte do bolo nupcial.

REAL DRINKS

A turma de Otávio Bonfim reunia-se, nas noites da sexta-feira ou do sábado, em torno do violão do Claudio Costa. Começávamos o encontro no Pombo Cheio, [1] que ficava no Parque Araxá, e depois seguíamos para o Real Drinks, no Monte Castelo.
Otávio Bonfim, como já comentei anteriormente, só tinha bares no entorno: Parque Araxá, Monte Castelo, [2] São Gerardo... Era a gente ir a estes bairros vizinhos ou, de vez em quando, à Fortaleza Nobre.
Deixemos para lá o Pombo Cheio, o qual já foi devidamente proseado. Quanto ao Real Drinks (que nome, meu Deus), ficava este último bar nas proximidades do CPOR, o então Centro de Preparação de Oficiais da Reserva. Hoje, suas instalações abrigam um setor da Secretaria de Segurança Pública do Estado.
No Real Drinks, bebia-se a cerveja mais gelada da cidade (pelo menos, era o que muitos asseguravam). Fato certamente corroborado pela existência de uma fábrica de gelo nos fundos do restaurante. Apesar de desejável que a cerveja seja consumida a uma temperatura de 4 graus, nunca abaixo disso. [3] Aliás, 4 Graus é o nome de um bar no Cocó, bem perto de onde moro.
O Real Drinks era administrado pelo Zé Augusto, que tinha como fiel escudeiro o Manelzinho, um anão hipofisário. Tendo uma compleição física avantajada, Zé Augusto costumava ficar sem camisa atrás do balcão. Numa folha de cartolina, ele ia anotando os pedidos que vinham das mesas. Bolas de carne ao molho eram o tira-gosto mais requisitado.
Eu sei que ele era da família Ferreira porque, ao servir como médico militar na região do Alto Solimões, sob o comando do Coronel José Ferreira, soube deste conterrâneo que ele era irmão do Zé Augusto (ô mundo pequeno).
Seus frequentadores se distribuíam pelas mesas do salão principal e dos caramanchões do Real Drinks. Uns poucos preferiam ficar ao pé do balcão, puxando conversa com o proprietário. Assuntos é que não faltavam: as recentes fofocas do bairro, uma briga que derrubou parte do muro do Clube Internacional e a improvável história da estreia de Manelzinho no trapézio de um circo de subúrbio.
A frequência do bar era tipicamente masculina. Muitos homens casados tinham o passe livre para frequentar o estabelecimento. Suas esposas sabiam que não corriam risco algum enquanto eles estivessem por lá.
Foi no Real Drinks que, numa madrugada, eu me meti numa discussão homérica. Com o Prof. Neo, conhecido nome do ensino no Ceará, e seu violonista de estimação que tocava violão com cordas de aço. Ardoroso defensor do violão com cordas de nylon, (4) eu não aceitei ouvir o que me pareceu um menoscabo com o o encordoamento de minha preferência.
Fazendo-se outra leitura daquela discussão, foi também o confronto das qualidades do violão antigo (com suas baixarias) com as dissonâncias do violão moderno.
Os ânimos ficaram exaltados. Diz meu companheiro de noitada, o médico patologista Francisco Dario Rocha Filho, que receou o pior. Na dúvida de como eu reagiria depois de ter ouvido Vinicius de Moraes ser chamado de "viado", o que também aconteceu por lá. Felizmente, o médico anestesiologista e poeta José Telles, que estava por perto, entrou na roda com a nobre missão de acalmar os espíritos.
E fui embora sem dar minha aula-show sobre as inversões de terça, quinta e sétima. Acordes que eu aprendera por amor de tocar a "Viola Enluarada".
[1] https://gurgel-carlos.blogspot.com/2013/06/o-pombo-cheio.html
[2] https://www20.opovo.com.br/app/opovo/especiais/fortaleza287anos/2013/04/13
[3] La temperatura ideal para la mayoría de las cervezas está entre 4 y 10 °C. Cuando bajas la temperatura aún más, empiezas a cambiar el sabor.
[4] http://blogdopg.blogspot.com/2015/08/teclado-para-violao.html