SEU VICENTE, O JARDINEIRO DA CASA VELHA DA PONTE

Um dia os Meninos Verdes apareceram no quintal da Casa Velha da Ponte.
SEU VICENTE: E agora, Dona Cora, o que é que se faz com esses serezinhos estranhos? São gente, bicho ou salta-caminho?
Videobook disponível no YouTube.
Imagem - "Os Meninos Verdes", de Cora Coralina, numa adaptação para o teatro de bonecos.
Vovó Cora conta a seus netos o que ela chama de acontecido e não de uma história.
De repente, seu Vicente, o jardineiro da Casa Velha da Ponte, deparou com uma situação incomum: no quintal, entre as plantas que nascem lá, boas e más, apareceram duas plantas diferentes. Quis arrancá-las, mas vovó Cora disse que as deixasse crescer. Depois de um tempo, sob as duas plantas, seu Vicente e vovó Cora, surpresos, encontraram seres vivos, com todas as formas de crianças em miniatura. O que fazer? Destruí-los? Escondê-los? Cuidar deles?
A postura sem preconceito e compromissada de vovó Cora em relação à estranha realidade nos ensina a encarar com naturalidade situações inusitadas, a respeitar diferenças e a agir com responsabilidade e consciência.
Ver também:
MOCHILEIRO DO CERRADO - 1
MOCHILEIRO DO CERRADO - 2
O CASTIGO DO COLAR DE CACOS
MARIA GRAMPINHO

VIOLONISTA JOSÉ MÁRIO

José Mário de Araújo nasceu na cidade de Acaraú – CE, no dia 13 de outubro de 1939. Com base nas informações prestadas numa entrevista por Maria Cleomar Vasconcelos de Araújo (esposa de JMA), afirma o pesquisador Eddy Lincoln que, desde a primeira infância, ele foi criado pelos avós, e viveu até a sua juventude em uma fazenda. A constituição do gosto pelo violão veio desse período de tempo, quando ele ainda construía imitações do instrumento, sem imaginar que ali seria o início de algo maior, que lhe conferiria uma profissão, um reconhecimento por parte da sociedade que se estenderia mesmo após a sua morte.
Ainda de acordo com a entrevistada, "[...] ele começou tocando lá no interior, mas assim, sem ser por música, só de ouvido mesmo. Quando ele veio pra cá já tocava, e veio com a vontade de estudar com um professor."
No ano de 1956, aos 17 anos, veio morar em Fortaleza. Com o mesmo intuito de muitos que nascem no interior; José Mário veio tentar novas possibilidades na capital, estudar e trabalhar. Sobre esse momento, Maria Cleomar Vasconcelos de Araújo relatou também, em sua entrevista para o pesquisador, Eddy Lincoln, que, na ocasião, ele teve na ocasião a influência de um primo, o qual já residia na capital e estava trabalhando no Hotel Fortaleza. Foi nesse hotel que José Maria conseguiu o seu primeiro emprego. Ele cumpria o seu horário de trabalho durante o dia e, à noite, cursava o supletivo no Colégio Fênix Caixeral.
O início do estudo sistemático de violão ocorreu com o professor Oscar Cirino, que adiante orientou-o a procurar o Conservatório de Música Alberto Nepomuceno (CMAN).
Seu ingresso no Conservatório para fazer o Curso Fundamental se deu em 1959. Com a duração de oito anos, o Curso envolvia o estudo de teoria e canto coral, e sua formatura aconteceu em1967.
O título obtido possibilitou que ele fosse contratado para ministrar aulas de violão no CMAN (à época, dirigido pelo maestro Orlando Leite). 
É possível afirmar que o professor José Mário de Araújo foi o principal agente legitimador do campo de ensino do violão em Fortaleza - CE.
JOSÉ MÁRIO DE ARAÚJO: MEMÓRIA E TRAJETÓRIA NA CONSTITUIÇÃO DO CAMPO DE ENSINO DO VIOLÃO NO CEARÁ
Tese apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Educação Brasileira da Universidade Federal do Ceará, como requisito parcial à obtenção do título de doutor em Educação, por Eddy Lincoln Freitas de Souza. Orientador: Prof. Dr. Pedro Rogério.
http://www.repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/38269/3/2018_tese_elfsouza.pdf
JMS ministra uma aula de violão no CMAN. Print screen de uma foto (p.113)
José Mário morou na Justiniano de Serpa (rua em que eu nasci). Pela porta aberta de sua casa, ao transitar na calçada, por diversas vezes vi este seguidor de Tárrega absorto em seus estudos violonísticos. Certa vez, convidado pelo maestro Orlando Leite, ele acompanhou ao violão o Coral Universitário (do qual fiz parte) em um recital.

UM ANO SEM DONA ZAÍRA

Preito de gratidão à Sra. Zaíra Macedo Pinto, escrito por Antonio Pinto Macêdo em nome dos filhos da saudosa matriarca.
Arquivo: http://gurgel-carlos.blogspot.com/2020/07/pesar-pelo-falecimento-de-zaira-macedo.html

NOS TEMPOS HEROICOS DAS APRESENTAÇÕES ORAIS

Dizem as más línguas que os médicos vão aos congressos para rever os colegas, exibir as novas esposas e passar os velhos slides.
Os velhos slides não são mais prestigiados. Mas é preciso dizer do trabalho que se tinha para fazê-los nos tempos heroicos das apresentações orais.
Inicialmente, o conferencista tinha que levar a um datilógrafo os textos que constariam dos slides. (Se possível, um que possuísse uma máquina de escrever elétrica). 
Com o material já datilografado, toca a juntar: a documentação fotográfica, os livros e as revistas que continham as tabelas e os diagramas de interesse, as radiografias... Então, com mil recomendações, passava-se tudo às mãos do fotógrafo responsável pela confecção dos slides.
As radiografias eram um caso à parte. O fotógrafo precisava ter em seu ateliê um negatoscópio (para iluminar por trás as radiografias). Na Faculdade de Medicina da UFC, um único fotógrafo, o Sr. Milton, fazia os slides para todos os professores e alunos da instituição.
Não eram baratos, e pagava-se à vista.
Chegava o o momento da apresentação. Um pouco antes, o conferencista se trancava numa saleta ao lado do auditório com a finalidade de montar os slides no carrossel do projetor. Eles tinham de ser colocados na ordem e na posição exatas - sob pena de tumultuar a conferência.
Apesar dos rigorosos cuidados, era comum os slides engancharem-se no projetor e, na tentativa de soltá-los, serem danificados. Isso quando o calor da lâmpada do projetor por si só  já não causava um estrago maior.
No tempo que vivi na Amazônia, comprei uma máquina fotográfica e um projetor na Zona Franca. E dediquei-me a fazer slides daquela região em que o rio comanda a vida.
Quando o rolo fotográfico chegava ao fim, entregava-o a um peruano em Benjamin Constant que mandava revelar em Manaus. Duas semanas após, ele me entregava os slides acondicionados numa caixinha de papelão. Nessa ocasião, eu já tinha um novo rolo à espera de ser revelado, e a história retorna ao início do parágrafo.
Voltando a residir em Fortaleza, meus slides recreacionais deram lugar a slides científicos. Em 1989, necessitei de muitos deles para uma jornada sobre tuberculose que eu estava a organizar para a Secretaria da Saúde (SESA-CE). Eram slides que ilustrariam palestras minhas, e lembrei-me do Sr, Milton. Fui procurá-lo na Faculdade de Medicina e entreguei-lhe o material que seria convertido em diapositivos.
Próximo ao período da jornada, ele foi ao Hospital de Messejana com os slides prontos. Perguntou-me pelo cheque. É com a SESA, Sr. Milton, então, não é o Hospital que vai pagar, não, então, Dr. não vai ser possível eu lhe entregar os slides, qual é o problema, Sr. Mlton, é que o Hospital me paga logo e a SESA, não.
Paguei do meu bolso para receber os slides, e o Sr. Milton tinha razão. Levei tanto tempo para ser reembolsado, que eu já estava para desistir.
Hoje em dia, com um computador conectado à internet, a câmera de um telefone móvel e o onipresente Power Point, um slideshow é rapidamente concluído. Então, arquiva-se uma cópia no pen drive que o apresentador vai levar para o congresso. E os erros, assim que sejem detectados, são logo corrigidos com a ajuda do notebook.

MUNICÍPIOS CEARENSES COM CABO DE FRIGIDEIRA

Cabo de frigideira é um tipo de formação geográfica, que está presente em todo o mundo (países, estados e municípios) - - inclusive em quatro estados e muitos municípios brasileiros. Consiste de uma extensão territorial que se projeta de uma divisão administrativa para divisões administrativas vizinhas. 
É algo semelhante a uma península, só que rodeada de outros territórios e não de água. Lembra o cabo de uma panela ou frigideira, de onde deriva o nome.
Em inglês: panhandle (o caso de Oklahoma, por exemplo).
No Ceará: Tianguá, Granja (citadas por Olavo Soares no vídeo abaixo), Salitre, Mombaça, Acaraú ...

http://youtu.be/4aX8wGD7htg
http://www.nationalgeographic.com/travel/article/americas-panhandles-rated-oklahoma-florida

CABOCLOS D'ÁGUA

P - Em sua cidade natal (Acarape-CE), meu pai conheceu um cara que conseguia atravessar um rio, andando sobre o leito (não era uma travessia seca nem a vau, esclareço). Isto é possível?
~ Paulo Gurgel
Sergio Correa de Siqueira, atualmente fazendeiro e escritor em Ouro Preto-MG. (2010 - até o momento), respondeu no Quora:
R - Depende do rio. Em Cataguases havia um sujeito que atravessava o Pomba a pé, no leito. Tinha o apelido de "Caboclo d'Água". Atravessava sob a ponte bem ao lado da fazenda do meu tio, a Barão de Camargos:
(Felizmente, a horrenda estação da Votorantim na margem esquerda não existe mais).
Pois bem: a placa do DNER diz que a ponte tem 116 m. Mas temos a cabeça de ponte dos dois lados, e mais a água rasa das margens. Mesmo o rio sendo profundo (o esporte dos "radicais" da família, inclusive eu na juventude, era mergulhar do vão central), a parte funda correspondia no máximo a uns 50 m.
Um dia que o "Caboclo d'Água" fez esta gracinha de atravessar, eu, como bom estudante de engenharia, cronometrei. Apesar de ser um fato notável, ele passou longe dos recordes mundiais.
O de prender a respiração é de 24' 3", o de atravessar um curso d'água com um fôlego só 96 m em 3' 34''. Mas o recorde foi batido pelo croata Milos Milosic, atleta profissional, e numa piscina.
O "Caboclo d'Água" levou 2' 46'', nada mal para um capiau mineiro num leito irregular, e com corrente.

CORRESPONDÊNCIA COM KALLIANE

Kalliane Sibelli Amorim
16 de maio de 2021 15:37 para mim
Boa tarde, Sr. Paulo Gurgel.
Estava pesquisando informações acerca de meus antepassados e encontrei seu blog. Vi numa das postagens que o senhor possui um exemplar do livro "Na Trilha do Passado", de Aldysio Gurgel. Minha mãe tinha também um exemplar desse livro, porém emprestou a alguém da família que nunca mais devolveu, nem ela sabe mais a quem foi. Gostaria de lhe pedir o inestimável favor de me enviar uma cópia das páginas que contêm a genealogia de minha avó Eulira Gurgel de Amorim, que era filha de Celecina Gurgel do Amaral e João Mafaldo de Amorim, ambos casaram-se em 1910, na cidade de Martins-RN, porém Celecina morava com seus pais em Portalegre-RN. Seu pai chamava-se Antônio Rozendo. Eu me lembro de que, quando li esse livro, ele trazia os descendentes da família Gurgel até os da geração de minha avó materna. Meu interesse é pesquisar a ascendência de meu bisavô, João Mafaldo, e a descendência deles, que são meus tios-avós, todos criados na Fazenda Camponesa, em Umarizal-RN. Ficarei imensamente grata se o senhor puder me enviar uma cópia que mostre os dados genealógicos de minha família.
Aguardo retorno e deixo minhas saudações. Apesar de não ter Gurgel em meu nome, sinto-me como uma, afinal minha mãe ainda traz o sobrenome. Fraterno abraço!
Kalliane Sibelli de Amorim Oliveira
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Paulo Gurgel Carlos da Silva
16 de maio de 2021 18:04 para Kalliane
Prezada Kalliane Sibelli, boa noite.
Lucas de Araújo Gurgel digitalizou o "Genealogia da Família Gurgel - Na Trilha do Passado" e publicou-o no MEDIAFIRE.
Segue o LINK para leitura e download:
Caso não dê certo o acesso à versão eletrônica do livro, avise-me para que eu providencie uma cópia das páginas que contêm a genealogia de sua avó Eulira Gurgel de Amorim. Esta alternativa não me será possível antes de 25/05, pois não estou agora no Ceará.
Abraço!
Paulo Gurgel
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Kalliane Sibelli Amorim
17 de mai. de 2021 13:20 para mim
Prezado Sr. Paulo Gurgel,
Agradeço imensamente o envio do link com o arquivo em PDF do livro sobre a genealogia da família Gurgel. Gostaria de tirar uma dúvida com o senhor. Ângela do Amaral Gurgel, quarta filha do patriarca Toussaint Gurgel, teve um filho chamado Cláudio Gurgel do Amaal, que inclusive tem sua história de vida muito bem relatada na obra. Pelos registros, Cláudio casou-se com Ana Barbosa da Silva e teve com ela 4 filhos: Manoel, José, Teresa e Maria. Os relatos dizem que José, devido a uma inimizade política, teria assassinado seu opositor e, por isso, teria sido levado preso para Salvador onde foi executado em 1722. Narra-se que, por causa dessas perseguições políticas, a família teria saído do Rio de Janeiro em direção a Minas. De repente, a narrativa passa a mencionar o nome de Maria Gurgel do Amaral dizendo que ela se casou com um homem chamado Davi Lopes de Barros (menciona que este era um nome disfarçado), tendo gerado como filho João Lopes de Alencastro Gurgel.
Minha dúvida é se esse Davi Lopes de Barros se trata do próprio José Gurgel do Amaral, irmão de Maria. Já pesquisei sobre a ascendência desse Davi Lopes de Barros e nada encontrei, e o que reforça essa ideia é que na página 55 do livro, onde aparece a filogenia de Toussaint Gurgel, aparece justamente a figura de João Lopes de Alencastro Gurgel como descendente de José Gurgel do Amaral (pai) e Cláudio Gurgel do Amaral (avô). Como José era um fugitivo da política e da polícia na época, é plausível que tenha realmente mudado de nome para não ser identificado e também não se descarta a ideia de sua relação com a irmã, tendo em vista a continuidade do clã. Outro detalhe da história é que João Lopes de Alencastro dá a seu primeiro filho o nome de José Gurgel do Amaral, em homenagem ao próprio pai.
No livro, p. 55, aparece:
Patriarca - Toussaint Gurgel
Filha IV - Ângela do Amaral Gurgel
Neto - Cláudio Gurgel do Amaral
Bisneto - Alferes José Gurgel do Amaral
Trineto - João Lopes de Alencastro
Tetraneto - José Gurgel do Amaral
Quintaneto - José Gurgel do Amaral Filho - Patriarca do Aracati - CE
As indicações levam a crer que realmente a história se desenrolou assim. Por gentileza, se o senhor também compreende dessa forma e se tem alguma confirmação, me informe.
Desde já agradeço a atenção e a solicitude.
Fraterno abraço,
Kalliane Amorim.
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Paulo Gurgel Carlos da Silva 
27 de mai de 2021 22:58 para Kalliane 
Prezada Kalliane Sibelli, olá. 
Não acho plausível que DAVI LOPES DE BARROS (nome disfarçado), que acompanhou MARIA GURGEL DO AMARAL em sua vinda para Alagoas, tenha sido o irmão dela, pois este, o Alferes JOSÉ GURGEL DO AMARAL encontrava-se foragido desde 1716. No ano de 1718, o irmão foi descoberto e aprisionado e, em 1722, foi levado ao patíbulo em Salvador. 
Em NO FATÍDICO ANO DE 1716 transcrevi os fatos narrados por Aldysio Gurgel, às páginas 35-37 do livro "Na Trilha do Passado". 
É minha única fonte para este assunto.
Atenciosamente,
Paulo Gurgel

CHEGANDO AOS 73

06/06/2021. Almoço em família no Carbone, conhecida steak house de Fortaleza.
Fotografia: aniversariante, o neto Simplício (semioculto no carrinho de bebê), a nora Aline, o filho Érico, o neto Matheus e a esposa Elba.
Agradeço a todos que demonstraram carinho ligando-me ou enviando mensagens.
Minha filha Natália (também aniversariante do dia) comemorou seu natalício em Belém. Ao lado do esposo Rodrigo e de Renan, filho do casal, e com a presença de um grupo de amigas.

ALAMEDA DO PAU-BRASIL

Há cinco séculos, o Pau-Brasil faz parte da identidade da nação brasileira e, agora, também fará parte da identidade do Parque Estadual do Cocó. Neste sábado, 5 de junho, quando o mundo celebra o Dia Mundial do Meio Ambiente, será inaugurada a Alameda do Pau-Brasil, no Espaço Adahil Barreto, do Parque Estadual do Cocó. A solenidade acontece às 10h, fazendo parte da programação do Junho Ambiental 2021, promovido pela Secretaria do Meio Ambiente (SEMA) e contará com a presença do Secretário Artur Bruno.
O Pau-Brasil (Paubrasilia echinata) pode alcançar entre 10 e 15 metros de altura e possui tronco reto, com casca cor cinza-escuro. As folhas possuem coloração verde médio, brilhantes. As flores possuem quatro pétalas amarelas e uma menor vermelha, ambas muito aromáticas. Os frutos são vagens cobertas por longos e afiados espinhos e contém de uma a cinco sementes, de cor marrom.
Apesar de ser uma espécie nativa das florestas tropicais brasileiras, está na lista de árvores com risco de extinção e, por isso, é a única árvore no Brasil protegida por uma lei exclusiva, que considera ilegais a exploração e a exportação de sua madeira.
http://www.ceara.gov.br/2021/06/04/sema-inaugura-alameda-pau-brasil-no-espaco-adahil-barreto-do-parque-do-coco/

SALVATERRA E CACHOEIRA DO ARARI

21/05, sexta-feira - Viagem para Salvaterra e Cachoeira do Arari
Às 8h15, embarcamos (Rodrigo não foi conosco) numa lancha Expresso Golfinho para Salvaterra. A viagem durou 2 horas, e nosso desembarque se deu no trapiche do Caldeirão. Deste ponto até o centro de Salvaterra (a 3 km), utilizamo-nos de um microônibus. Em Salvaterra, contamos com o apoio do pessoal do Marajó Hostel, localizado na orla da sede do município. Natália aqueceu a comida de Renan, e almoçamos no restaurante da pousada: filé marajoara e empanado de filhote (um peixe de água doce da região amazônica).
Um táxi veio nos pegar às 12h45. O destino final desta excursão seria Cachoeira do Arari, a cidade em que Natália trabalha como investigadora da polícia civil.
Mas antes de partirmos tiramos algumas fotos. 
Paulo, Elba e nosso neto Renan em Salvaterra
Salvaterra era, desde 1901, distrito de Soure. Apenas em 1961 foi elevada à categoria de município, tendo atualmente a população de cerca de 24 mil habitantes. É uma das principais entradas para o Marajó, através do porto de Camará, localizado no extremo sul do município, na foz do rio Camará. É separada de Soure, outro importante município turístico do arquípélago do Marajó, pelo rio Paracauari.
 A distância entre Salvaterra e Cachoeira é de cerca de 70 km pela PA-154. Campos alagados com grandes arrozais e búfalos pastando dominam a paisagem local. Aos 30 km do percurso, a rodovia é interrompida pelo rio Camará, e há duas formas para prosseguir a viagem. Utilizando-se de uma balsa (que transporta carros e tem horário fixo) ou de rabetas (canoas que partem a qualquer hora). Pagamos a corrida do táxi e subimos numa rabeta para uma travessia de 3 minutos.
Na outra margem, esperava-nos Djalma, um colega de trabalho de Natália, que nos levou de carro até Cachoeira do Arari. Muito gentil, ele trafegou conosco pela cidade antes de nos deixar na Pousada Fazendas.
À noite, comemos uma pizza, o único prato do único restaurante aberto. E deitamos cedo, pois tínhamos que pegar, às 5h da manhã do dia seguinte, a  lancha Expresso Rei dos Reis.
Selfie em dia nublado. Ao fundo o Marco Histórico de Cachoeira do Arari
erigido por ocasião do sesquicentenário da cidade (1833 - 1983)
Arari é o nome do principal lago marajoara e de um dos mais importantes rios do Marajó, assim como faz parte do nome da cidade de Cachoeira do Arari localizada na sua beira esquerda, e de Santa Cruz do Arari que está na boca do lago.O nome do município teve origem de um declive existente no leito do Rio Arari, em frente ao local onde hoje está situada a cidade e que, no verão, provoca uma precipitação de água, como se fosse uma cachoeira. O município possui uma população estimada em 22 449 mil habitantes distribuídos em 3 100,261 km² de extensão territorial. O Município abriga o Museu do Marajó, fundado em 1972 pelo padre italiano naturalizado brasileiro Giovanni Gallo no galpão onde funcionava uma fábrica de óleo. Na cidade também viveu o escritor Dalcídio Jurandir a qual homenageou com o livro "Chove nos Campos de Cachoeira".
22/05, sábado - Retorno para Belém e  para Fortaleza
O dia ainda estava escuro quando Natália nos acompanhou até o trapiche. Ela ficaria em Cachoeira nos próximos seis dias por motivo de trabalho.  Aos poucos, enquanto a lancha da Expresso Rei dos Reis singrava o Rio Arari, a escuridão cedeu o lugar ao alvor, e era dia claro quando entramos na Baía do Marajó. Chegamos ao Terminal Hidroviário de Belém após 2h15 de viagem.
Café da manhã: no apartamento dos Macedo Soares no Umarizal.
Almoço no Roxy, que fica no Shopping Bosque Grão-Pará, escolhido por ficar próximo ao Aeroporto de Belém. Uma entrada de iscas de salmão com molho de mostarda com mel e um filé alto com arroz puxado a azeite com pedaços crocantes de pepperoni e batatas palhas foram comida suficiente para três pessoas.
O avião partiu (de Belém) e chegou (a Fortaleza) com pontualidade.
Lembrete dos anos em que fui a Belém: 1984, 2013, 2014, 2016, 2018, 2020 (3x), 2021.
(2 de 2)

PRIMEIRO ANIVERSÁRIO DE RENAN

16/05, domingo - Voo de Elba para Belém.
. . .
18/05, terça-feira - Meu voo para Belém. Passeio no fim da tarde pela Avenida Nazaré. À noite, Elba foi com Rodrigo, Natália e Renan ao Shopping Bosque Grão-Pará. Fiquei no apartamento a circum-navegar na internet.
19/05, quarta-feira - Terminal Hidroviário de Belém (Av. Marechal Hermes), no guichê da Master Motors, para a compra de passagens a Salvaterra (48,00 x 3). Manhã de sol. Muitas líbelulas voejando sobre os espelhos d'água e gramados do Parque Porto Futuro. Uma hora e meia de caminhada e exercícios, com pausa para reidratar-me com uma água de coco num quiosque do Parque. Após uma passada no Shopping Boulevard (que fica na Av. Visconde de Souza Franco), concluo meu retorno pela Av. Boaventura da Silva. À tarde, um passeio com a família no Parque Estadual do Utinga.
✤Utinga
A entrada é paga, porém barata. Ocupa uma área de 14 km2 e seus lagos abastecem de água a cidade de Belém. Dois triciclos foram alugados (30,00 x 2 por 1h) para a família pedalar por uma estrada pavimentada no interior do Parque. É muito bonito o local, tendo passado por uma ampla reforma recentemente. E, durante a visita, a chuva ajudou não chovendo.
Rodrigo, eu, Natália com Renan no canguru, e Elba montada num dos triciclos.
20/05, quinta-feira - Caminhada de 50 minutos pela Travessa 14 de Março, de Umarizal até o bairro Telégrafo Sem Fio, onde a travessa encontra o Canal do Galo (um esgoto a céu aberto). Ali, atrás de tapumes e aguardando a inauguração, há uma praça que será denominada 14 de Março. Espera-se que, antes de sua entrega ao público, a prefeitura tenha resolvido o problema de uma rampa de lixo onde os urubus passeiam disputando a comida.
Renan
Seu aniversário de 1.º ano de vida foi comemorado à tarde no apartamento em que reside. Estiveram presentes o aniversariante, seus pais, os avós maternos, dois amiguinhos do condomínio, três babás e dois adolescentes, um dos quais tirou esta foto.
Em seguida, Renan foi levado pelos pais e avós à Praça Batista Campos, onde uma  profissional nos esperava para uma sessão de fotos destinadas a um álbum comemorativo. Em sessões do tipo, a destruição do bolo pelo aniversariante costuma marcar o final do registro fotográfico. São dadas as condições para que aconteça, mas tem que parecer uma cena espontânea. Apesar de muitos incentivos, Renan não aceitou cumprir esse papel.
(no seguimento: SALVATERRA E CACHOEIRA DO ARARI)

SETEMBRINA

Aí pela década de 1950, "Setembrina" tocava loucamente  nas rádios. Em meu tempo de menino, ouvia-a com frequência no Sítio Pau Branco, onde tio Válter tinha um rádio conectado a uma bateria de caminhão. Lá e em muitos outros lugares escutei esta canção que havia alcançado um sucesso danado.
Aos poucos, ela foi saindo da parada de sucessos. Guardei na memória a melodia, alguns trechos da letra, e nada mais a respeito dessa canção.
Recentemente, passei a vasculhar "Setembrina" na internet.
Foi composta pelo médico pernambucano José de Souza Dantas Filho, o Zé Dantas (tão importante para Luiz Gonzaga quanto o cearense Humberto Teixeira o foi). Música e letra são de Zé Dantas, conforme encontro no Dicionário Cravo Albin da MPB.
Não sei se o "Rei do Baião" chegou a gravar esse xote. Mas, no YouTube (no canal do conterrâneo Luciano Hortencio), descubro que outro nobre cuidou disso. Trata-se do Sr. Jair Alves, cantor que se intitula o "Barão do Baião".
Li também o que o sempre bem informado Samuel Machado Filho comentou. É um "xote gravado pelo 'Barão do Baião' na RCA Victor, em 31 de julho de 1956, e lançado em outubro seguinte no 78 rpm 80-1681-B, matriz BE6VB-1236, integrando depois o LP de dez polegadas 'Canta o Barão do Baião'".
Então, o que agora posso dizer sobre a personagem da canção?
Era: 
Setembrina, filha de seu Sete / Nasceu no dia sete, no sete, sim senhor / Tanto sete veio com Setembrina / Que o sete em sua sina / Muitas vezes sete marcou.
A quem foi acontecendo o seguinte:
Setembrina noivou com Mane Sete / No dia dezessete de setembro ela casou / Com sete meses, sete dias, sete horas / Sete menininhos choram, Setembrina descansou. / Sete Lagoas onde mora Setembrina / Ao ver as sete meninas, sete dias festejou.
E... tiririm, tiririm... a historinha chegou ao fim!
É sete filhos, sete roupas, sete leitos / Sete meninos de peito, sete bocas pra Mané / Mas Mane Sete, com botas de sete léguas / Disse "vôte, sai-te égua", deu o fora na mulher.

O BESOURO MANGANGÁ E O CAVALO DO CÃO

Em sua nova beleza, o umarizeiro estava a sediar uma convenção de besouros-do-cão.
Aqueles besouros grandes, escuros, zunidores e que nos assustam pela mania de voar em nossa direção. E que são também chamados de mangangás (ou mangagás, os quais significam grandes, enormes) pela nossa gente.
Havia-os ali em grande número, voejando e zumbindo em torno da copa do umarizeiro. E eles pairavam, de instante a instante, sobre aqueles cachos de flores amarelas. Detive-me alguns minutos para apreciar o espetáculo, e também para fotografar árvore e besouros. Estes eram muitos, muitíssimos, alguns simplesmente enormes, porém eu não sentia medo algum.
http://blogdopg.blogspot.com/2008/01/caminhando-e-aprendendo-12.html
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Em outra ocasião, ao caminhar no Parque do Cocó, em Fortaleza, numa área em que há uma grande concentração de mangueiras, vi uma vespa arrastando uma aranha caranguejeira. A aranha, que estava inerme, era várias vezes maior do que a vespa. Apesar de ser uma cena inédita para mim, logo deduzi que, momentos antes, a vespa havia caçado a aranha, inoculado nela o seu veneno para paralisá-la e agora estava levando a aranha para uma toca. Daí em diante a presa serviria de abrigo e alimento à sua descendência.
A vespa caçadora é também conhecida, no Norte e Nordeste brasileiro, por cavalo do cão.
O apelido pouco amigável não é em vão, já que o o inseto é conhecido por sua agressividade e pela intensa dor causada por sua picada.
A boa notícia quando se trata de uma ferroada de cavalo do cão é que a dor não dura mais do que 5 minutos.
Esses insetos caçam grandes aranhas com até três vezes o seu tamanho.
http://pt.quora.com/Qual-%C3%A9-o-inseto-que-possui-a-picada-mais-dolorosa

FESTIVAL CREDIMUS DA CANÇÃO (1980)

O FESTIVAL CREDIMUS DA CANÇÃO, uma realização da Caderneta de Poupança Credimus, com o patrocínio da TV Verdes Mares - Canal 10, Rádio Verdes Mares AM e FM, Secretaria de Cultura do Estado do Ceará e Fundação do Serviço Social do Estado do Ceará, nasceu da ideia de incentivar e promover o compositor cearense, no sentido de mostrar sua participação no cenário da MPB e do desenvolvimento de sua criatividade musical; tornando-o assim apto a participar de qualquer evento musical a ser realizado aqui ou em outros estados.
Coordenador geral: Franzé Santos
Músicas por dia
2 de julho, quarta-feira: 15
3 de julho, quinta-feira: 15
4 de julho, sexta-feira: 15
5 de julho, sábado: apresentação das 15 melhores músicas segundo a escolha da Comissão Julgadora
6 de julho, domingo: apresentação das 5 músicas finalistas
Comissão Julgadora
Raimundo Fagner (presidente) - compositor e cantor
Suely Costa - compositora e cantora
Abel Silva - compositor
Regina Echeverria - jornalista da Veja
José Márcio Penido - jornalista de "Música" e "Canja"
Jamil Dias - diretor de teatro, revelação "Prêmio Mambembe"
Fausto Nilo - compositor
Alceu Valença - compositor e cantor
Jane Lane - artista plástica
Mino - cartunista
Claudio Pereira - jornalista
Síria Giovenardi - psicóloga e representante da Credimus
Compositores
Lúcio Ricardo; Patativa do Assaré; Luiz Sérgio (3); Paulo Gurgel, Idalina Cordeiro e Airton Monte; Eugênio Stone; Luiz Fidélis (2); Heitor Catunda e Aleardo Freitas; Mona Gadelha (2); Cassundé; Gilberto Fonteles (2); Maria José Fonteles (2); Bernardo Neto; Chico Pio; Amilton Melo; e outros.
Nas décadas de 1960 e 70, levas de artistas cearenses moviam-se compondo e cantando em festivais, como os patrocinados pela Credimus. Sobressaíram: o "I Festival do Jovem Compositor Cearense", em 1978, em que os vencedores foram convidados para integrar o projeto cultural da "Massafeira", idealizado por Ednardo, e o III Festival, chamado de "Festival Credimus da Canção", ocorrido em 1980.
Leitura recomendada
No tom da canção cearense: do rádio e tv, dos lares e bares na era dos festivais (1963 -1979) / Wagner José Silva de Castro. ─ Fortaleza: UFC: Departamento de História, 2007. 250f. : il.; 30cm
http://www.digitaldamusicacearense.com.br/wp-content/uploads/No_Tom_da_Cancao_Cearense-Wagner_Castro.pdf 

JANGADEIROS

Um documentário de 1993 que relembra os bastidores de um longa-metragem que o cineasta Orson Welles filmou parcialmente no Brasil e cujas imagens ficaram guardadas por anos, em segredo, nos estúdios Paramount.
Chama-se o filme (inacabado) "It’s all true – É tudo verdade" e foi uma encomenda feita a Orson Welles em plena Segunda Guerra Mundial, como parte da Política de Boa Vizinhança dos Estados Unidos com a América Latina. Realizado em 1942 e composto de três episódios, tem uma parte filmada no México, chamada My friend Bonito, e duas no Brasil, Carnaval (The story of samba) e Jangadeiros (Four men on a raft). Era para ser o terceiro filme feito pelo diretor para a RKO Pictures, com a qual ele rodou Cidadão Kane (1941), mas a filmagem se complicou, suas relações com a companhia ficaram tensas, e o projeto terminou engavetado.
A mais interessante das histórias, ao menos do ponto de vista dos bastidores, é Jangeiros. A história foi pinçada da imprensa, a partir de uma manchete da revista Time, para servir os propósitos de ressaltar a dignidade do trabalhador e a diversidade étnica e cultural da América, que estavam no programa norte-americano. No Brasil, o Governo no poder era o de Getúlio Vargas, e o país lutava por direitos trabalhistas. Four man on a raft (quatro homens numa jangada) foi a chamada de capa da Time, que contava como quatro pescadores navegaram em uma jangada de Fortaleza ao Rio de Janeiro, em setembro de 1941, para protestar contra a exploração econômica que sofriam, obrigados a pagar metade de seus ganhos aos donos das jangadas para poder trabalhar.
Na reconstituição cinematrográfica da navegação, que ficou famosa, os homens subiram novamente na jangada, mas foram virados por uma onda, e o líder dos quatro – Jacaré – desapareceu. Welles quis a todo custo terminar a filmagem, segundo ele, em homenagem a Jacaré, e a RKO se opôs, terminando a já fragilizada relação com ele e abortando o projeto. As imagens só foram redescobertas em 1985 por um diretor da Paramount, Fred Chandler, e usadas em 1993 neste documentário de Bill Crohn e Myron Meisel, com o título de "É tudo verdade – Um filme inacabado de Orson Welles".
Extraído de: A experiência brasileira de Welles, por Camila Moraes, publicada em El País.

RUÍNAS DAS SALINAS

Local: Parque Estadual do Cocó - Fortaleza - CE
Nos anos de 1960 aqui se encontrava a Salina Diogo. Nesse período o curso do rio Cocó foi alterado para facilitar o manejo do sal na área. Em 1980, devido à competição com os produtores de sal do Rio Grande do Norte, a Salina Diogo saiu do mercado. 
O fim das atividades na salina permitiu a regeneração do manguezal.
Da trilha principal do Cocó, próximo ao acesso do parque pela Av. Sebatião de Abreu, o visitante ainda vê estas ruínas de alvenaria da Salina Diogo. Foto:PGCS

NOTA DE PESAR POR WILL NOGUEIRA

Morreu, na manhã desta segunda-feira (5), o radialista e apresentador de TV cearense Will Nogueira, aos 69 anos, após complicações da Covid-19.
Li esta notícia em primeira mão no Face do meu consogro Henrique Soares.
Funcionário do Sistema Verdes Mares (SVM) durante 36 anos, Will chegou a dirigir a Rádio FM 93. Além disso, também fez carreira na televisão, atuando como apresentador dos programas "Sábado Alegre", na TV Diário, e no "Terral", na TV Ceará (ex-TV Educativa).
O seu programa "Terral" ia ao ar nas tardes de sábado. Numa das edições do programa toquei violão, acompanhado do amigo flautista Hélio Menezes. Executamos em "C" duas músicas do compositor pernambucano Luiz Vieira: "Paz do meu amor" e "Menino Passarinho". Cordial com os músicos profissionais e amadores (nosso caso) que participavam de seu programa, Will deixou-nos bem à vontade para que déssemos o recado.
Descanse em paz, meu bom Will Nogueira.

14/04/2021 - Inseri comentário enviado por Henrique Soares.

RODOVIAS FEDERAIS NO CEARÁ

A nomenclatura das rodovias é definida pela sigla BR, seguida de três algarismos, e cada um possui um significado que indica a direção ou disposição da rodovia. O primeiro indica a categoria da rodovia, radial (0), longitudinal (1), transversal (2), diagonal (3) e de ligação (4). Os dois outros algarismos definem a posição, a partir da orientação geral da rodovia, relativamente à Capital Federal e aos limites do País.
BR-020 (radial)
Seu ponto inicial fica na cidade de Brasília (Distrito Federal), e o final, em Fortaleza (Ceará). Passa pelo Distrito Federal e pelos estados de Goiás, Bahia, Piauí e Ceará. No Ceará, passa por Tauá, Boa Viagem, Madalena, Canindé, Caridade, Caucaia e Fortaleza.
Sua extensão é de 2.038 km.
BR-116 (longitudinal)
Tem início no município de Fortaleza, no Ceará, e termina em Jaguarão, no Rio Grande do Sul, na fronteira com o Uruguai (mapa descritivo). Passa por dez estados, ligando cidades importantes como Fortaleza, Feira de Santana, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre.
É a maior rodovia totalmente pavimentada do Brasil,com 4.486 km de extensão.
BR-222 (transversal)
Estende-se atualmente de Fortaleza, capital do Ceará, à cidade de Marabá, no Pará, interligando, além do Ceará e Pará, os estados do Piauí e Maranhão.
Sua extensão atual é de 1.811 km.
Outras rodovias federais que passam pelo Ceará:
BR-122, BR-226, BR- 230 (transamazônica, a maior rodovia do país, com 5.662 km incluindo os trechos não concluídos), BR-304, BR-402, BR-403 (parte é estadualizada), BR-404, BR-434, BR-437.
Wikipédia. Categoria: Rodovias federais no Ceará
https://pt.quora.com/Qual é um fato curioso sobre as rodovias federais brasileiras?

LUIZ SÉRGIO BEZERRA DE MORAIS

Conheci Luiz Sérgio em um sarau no gabinete odontológico do meu amigo Aquino. Não estou brincando, era em seu gabinete de trabalho que essas reuniões aconteciam. Nas noites das segundas-feiras, após retirar-se o último cliente, Aquino abria o consultório para receber os amigos. E nós - um pequeno grupo formado pelo anfitrião, que tocava uma sanfona de botão, os médicos Wilson Medeiros, Emanuel Melo, Lucíola Rabelo, Sônia Almeida e por mim, que comparecia com o violão-, ali nos reuníamos para cultivar a boa música brasileira.
Por vezes, tivemos convidados. Como o pianista e compositor cearense Petrúcio Maia, o matemático Oswald de Souza e o violonista e compositor Luiz Sergio. O Petrúcio havia sido meu colega no Colégio Batista, era irmão do LPM Maia, um consagrado autor de livros escolares de Física, e criara canções belíssimas como "Dorothy Lamour" (c/ Fausto Nilo), "Cebola Cortada" (c/ Clodo), "Lupiscínica" (c/ Augusto Pontes), entre outras. O Oswald de Souza era o celebérrimo Oswald de Souza do programa "Fantástico", o homem que calculava as probabilidades de acertos na loteria esportiva.
Na noite com Oswald, o grupo mudou o local da reunião para o "Anísio", na Beira-Mar. Tendo como cicerone em Fortaleza o colega Emanuel, o matemático foi logo declarando-se fã de Fagner e Belchior. Pena que o "Assum Preto" (cuja presença no "Anísio" era de alta probabilidade) não tivesse aparecido para reforçar a "canja" que foi dada.
Encantou-me, desde minha primeira escuta, Luiz Sérgio com a beleza de suas composições. Algum tempo depois, ao encontrar-me com ele no restaurante "Caminho â Saúde", falou-me que estava preparando um show e pediu-me sugestões sobre músicos que poderiam acompanhá-lo. Coloquei o violonista Claudio Costa na jogada. Em seu show, Luiz Sergio fez questão de dar um espaço para "estes dois grandes músicos da terra": Claudio Costa e Jorge Helder, baixista que acompanha Chico Buarque há muitos anos. Pensem na sessão de improviso que estas duas feras criaram no palco do Theatro José de Alencar.
Luiz Sérgio, que era apelidado de "Pato Rouco" devido ao timbre da voz, em data não identificada cantou o seu bem-humorado xote "Saúde de Ferro" no programa "Empório Brasileiro", de Rolando Boldrin (vídeo disponível no YouTube). 
No "III Festival Credimus da Canção", realizado no Ginásio Coberto do SESC, em julho de 1980, ele concorreu com "Rio Coração", "Noite Feliz" e "Flor da Idade"(2.º lugar). Também participei desse Festival com a música "Angra de Desejos", com letra de Airton Monte e Idalina Cordeiro. Acho que foi a última vez que estive com Luiz Sérgio.
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2012/09/memoria-o-parceiro-airton-monte.html
Ouviu-se uma história de que Luiz Sérgio foi prejudicado por uma flauta que desafinou em sua apresentação. Na hora que ouviu a flauta, o Alceu tirou o headphone e deu zero para música, que acabou ficando a um ponto de diferença do Quinteto Agreste, que ganhou o 1.º lugar (com "Seu doutô me conhece?", um poema de Antônio Gonçalves da Silva, o Patativa de Assaré, musicado por Mesquita Neto). O Abel Silva, por exemplo, não se conformou com o que aconteceu. Quanto ao Fagner, que presidia o Festival, ele disse que a melhor música era "Flor da Idade".
Em 1981, sua canção "Rio Coração" foi gravada pela cantora potiguar Terezinha de Jesus (vídeo). 


Tenho no peito guardado / um lago fundo, imenso. / Tudo que eu sinto e que penso / some na escuridão / das águas que vem de um rio / que se chama coração.  / É um lugar encantado; / nada triste, nada feio. / O poço está quase cheio / de saudade e de paixão / que vêm nas águas de um rio / que se chama coração. / Tem dias de calmaria / e outros de grande enchente / que é quando o meu peito sente. / E sangram pelos meus olhos, / choram numa canção / as águas que vêm de um lago. / Um lago feito de um rio / que se chama coração.
Completando este breve perfil de Luiz Sérgio, transcrevo abaixo uma nota que Israel Batista postou em seu blogue:
Luis Sergio Bezerra de Morais, ou Sergio Piau como era conhecido, foi um dos grandes artistas que nossa terra já produziu pro mundo, tocava um violão com maestria que nos encantava de uma forma incrível. Filho de Pedro Alves de Morais (Pedro Piau) e Iracy Bezerra de Morais. Foi casado com a jovem Cleyre Menezes e com ela teve uma filha por nome Luciana. Eu no livreto que fiz em sua homenagem compus o seguinte poema [...] . http://artemisia-palavraspalavras.blogspot.com/2011/08/luiz-sergio-rio-coracao.html
Não resisto a uma comparação de Luiz Sérgio com Sidney Miller - na música e na vida. Ambos foram músicos/letristas inspirados e, no esplendor de suas existências, partiram deste mundo por decisões que tomaram.

A ÁRVORE SÍMBOLO DE FORTALEZA

O ipê-amarelo foi escolhido, através de uma consulta pública no ano passado, como a árvore símbolo da cidade de Fortaleza.
Esta árvore nativa, cujo nome científico é Tabebuia aurea, possui um porte de médio a alto, podendo alcançar uma altura de até 20 metros. 
Apresenta sua floração amarela nos meses de setembro e outubro. 
O ipê-amarelo é também a árvore símbolo do Estado de Alagoas desde 1985.

ABNER CAVALCANTE BRASIL

Com profundo pesar, informo o falecimento do médico pneumologista Abner Cavalcante Brasil (foto), no dia 14, ao meio-dia.
Dr, Abner atuava em Fortaleza e Maracanaú, tendo sido presidente da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) entre 1980 e 1982.
Conheci-o em 1977, em seu segundo periodo de chefia da Documentação Científica do Hospital de Messejana. Sucedi-o nesse cargo, quando ele se afastou para assumir o de Secretário de Saude do Estado do Piauí.
No período de 1983 a 84, ele dirigiu com dinamismo o Sanatório de Maracanaú, que é hoje o Hospital Municipal João Elísio de Holanda. 
Posteriormente, Dr. Abner foi secretário de Saúde (1989 - 1993) e secretário de Desenvolvimento Social (1997 - 1998) do município de Fortaleza.
Ao longo de sua vida profissional, dedicou-se com afinco às ações de controle da tuberculose no Brasil. Destacou-se também, nos cursos e congressos da especialidade, como um notável conferencista.
Nossa cidade o homenageia pela escolha de seu nome para designar uma de suas unidades básicas: o Posto de Saúde Abner Cavalcante Brasil, no Bom Jardim.

O "CAUSEUR" MARCELO GURGEL (2)

Na língua de Victor Hugo, "causeur" é "qui sait causer agréablement et avec esprit" (quem sabe conversar agradavelmente e com sabedoria).
Em bom português, causeur é um contador de casos. Ou, melhor, um contador de causos, já que esta segunda acepção relaciona "etimologicamente" o "causer" com seus causos.
Mas afinal o que é causo?
Trata-se, no dizer de Juarez Leitão, "de um episódio supostamente verídico, que pode sofrer acréscimos ou supressões, dependendo de seu contador, em função de melhor efeito de humor que pode provocar. Assim como as três outras modalidades de situações hilariantes (piada, anedota e estória), é mister que a história seja rápida, contenha as palavras exatas para uma caprichada evolução e termine com um disparo que provoque o riso".
Seguindo os passos de Leota (Leonardo Mota), Eduardo Campos, Plautus Cunha (filho do poeta e repentista Quintino), Hilário Gaspar, Narcélio Limaverde e o maranhense Catulo da Paixão Cearense, Marcelo Gurgel tem levado a bom termo o empreendimento de transpor para a literatura os causos que ele, após garimpá-los árdua e prazeirosamente nos veios da oralidade, lapidou-os e expôs em nove bons livros.
1. SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Contando causos: de médicos e de mestres. Fortaleza: Expressão, 2011. 112p.
2. SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. (org.). Portal de memórias. Fortaleza: Expressão, 2011. 200p.
3. SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Medicina, meu humor! Contando causos médicos. Fortaleza: Edição do autor, 2012. 120p.
4. SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da (org.). Meia-volta, volver! Médicos contam causos da caserna. Fortaleza: Expressão, 2014. 112p.
5. SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da (org.). Ordinário, marche! Médicos contam causos da caserna. Fortaleza: Expressão, 2015. 112p.
6. SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da (org.). Ombro, arma! Médicos contam causos da caserna. Fortaleza: Expressão, 2018. 112p.
7. SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Ridendo castigat mores! Contando causos. Fortaleza: Expressão, 2019. 112p.
8. SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Contando causos da mídia. Fortaleza. Expressão,2020. 108p.
9. SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da (org.). Fora de Forma Médicos contam causos da caserna. Fortaleza. Expressão,2020. 108p.
Caminhos cruzados
Fui informante de treze causos (dois do livro 1, 10 do livro 2 e um do livro 3). Estive entre os colaboradores dos livros 4, 5, 6 e 9 que compõem a "tetralogia da caserna" que ele organizou. E, no "Ridendo castigat mores!", três dos causos deste livro (7) foram inspirados em notas que publiquei no blog EntreMentes. A saber:
FURA ELE... AQUI NÂO É JERUSALÉM (p.38-40)
https://blogdopg.blogspot.com/2012/04/paixao-de-cristo-encenada-no-ceara.html
UM PILATOS AFETADO (p.40-41)
https://blogdopg.blogspot.com/2011/04/nova-jerusalem-no-ceara.html (do colaborador Fernando Gurgel Filho)
DE LAGARTIXA NO HAVAÍ A CALANGO NO CEARÁ (p.71-72)
https://blogdopg.blogspot.com/2019/02/chamadas-silenciosas.html
Atualizado em 15/12/2020

ONDE NASCE O RIO JAGUARIBE

O Rio Jaguaribe é o maior rio do Ceará. Trata-se de um rio efêmero, possivelmente o maior "oued" (rio efêmero) do globo. Nos documentos oficiais, consta que suas nascentes se situam no Município de Tauá, na Serra da Joaninha, mas essa localização ainda é motivo de controvérsias. Uma expedição científica foi realizada ao alto curso do rio, fazendo uso de computadores, geomática, modelos digitais de elevação e drenagem, instrumentos de exploração e realização de cálculos com precisão topográfica e geodésica através de técnicas de sensores remotos, aerofotogrametria com drones e sistemas de posicionamentos globais por satélites do tipo GPS e GLOSNAS, e precisaram que a nascente principal (isto é, a de maior distância até a foz) se situa na verdade na divisa entre os muncípios de Tauá, Pedra Branca e Independência, na Serra das Pipocas, a partir da nascente do Riacho Carrapateiras. Essa descoberta geográfica deve a partir de agora ser homologada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, Instituto de Pesquisas do Ceará – IPECE e publicações escolares.

NO TEMPO DO QUARADOR. Comentários

Paulo, bom dia!
Obrigada por me fazer ficar atenta, ocupando meu precioso tempo lendo todos estes inteligentes relatos.
Um abraço.
Maria Tereza Cerqueira
16 de setembro de 2013

Publicado como comentário de "Adeus, Ferro de Engomar", uma postagem do Luciano Hortencio no Jornal GGN:
Livre associação...
Essa interatividade é interessante! Lendo os comentários de todos e ao me deparar com o "QUARADOR" do Paulo - que eu também conheci; isto está ficando cada vez mais comprometedor!!! - me veio à lembrança uma cena do Primo Basílio em que Juliana reclama que só faz passar a roupa branca da patroa, apaixonada, ávida pelas visitas do primo ... De onde veio isso?
Luciano, tiras leite de pedra!!! Quando, de um ferro de engomar, eu chegaria à roupa branca da apaixonada Luisa???
Anna Dutra
9 de abril de 2015

NO TEMPO DO QUARADOR N.º 2
"Na bruma leve das paixões que vêm de dentro
Tu vens chegando pra brincar no meu quintal
No teu cavalo, peito nu, cabelo ao vento
E o Sol quarando nossas roupas no varal
Tu vens, tu vens
Eu já escuto os teus sinais."
(Alceu Valença, em "Anunciação")
Paulo Gurgel
29 de julho de 2020

Não conhecia.
Viajo no tempo. Volto à infância, à rua Leonídia 88 fundos, em Olaria. Sinto o perfume da roupa ensaboada no caminho de cimento ou sobre a rama da aboboreira, no quintal. Depois, o balé no varal, ao vento.
O quaradouro passou. As fotos desbotaram ou foram comidas por mofo ou cupim.
A mãe passou.
Em não muito, chegará nossa vez.
Seremos todos arcaísmos.
Anônimo
22 de outubro de 2020

MARIA GRAMPINHO

"Viver é um rasgar-se e remendar-se."
Guimarães Rosa
Goiás Velho como toda cidade histórica possuía seus personagens folclóricos, aqueles que se destacavam de alguma forma diferente e criativa. Uma delas era Maria da Purificação, mais conhecida por Maria Grampinho, uma andarilha descendente de escravos que tinha o costume de agregar a sua roupa tudo o que encontrava pela frente como plásticos, retalhos e botões velhos. Também usava muitos grampos no cabelo e, por isso, ganhou este apelido.
Maria Grampinho morou durante o final da década de 40, no porão da casa de Cora Coralina, dormindo ao lado de uma bica d'água.
Visitando a casa em 2019, vi a famosa bica adespejar suas águas numa calha. Onde vi também a passar (como num pequeno letreiro em movimento) versos de Cora Coralina, que tinha a andrajosa Maria como amiga. A poetisa maior de Goiás Velho até lhe dedicou um poema: Coisas de Goiás: Maria. In: Vintém de cobre: meias confissões de Aninha. 3. ed. Goiânia, Ed. UFG, 1985, p. 49.
Hoje, Maria Grampinho virou boneca nas mãos das artesãs locais e ajuda a movimentar a economia da cidade. (vídeo)

Leitura
http://www.xapuri.info/cultura/mitoselendas/era-uma-vez-maria-grampinho/
http://escolasilenedeandrade.wordpress.com/tempo-integral/oficinas/contacao-de-historia/maria-grampinho/
http://www.bdm.unb.br/bitstream/10483/22304/1/2018_FlavioGomesDeOliveira_tcc.pdf
http://celiareginaoliveira.blogspot.com/2015/01/maria-grampinho.html
http://www.proec.ufg.br/up/694/o/11_artigos_cora_coralina.pdf

ZONA COSTEIRA DO CEARÁ

Na antiga Portaria Nº 461, de 13 de dezembro de 2018, somente os municípios localizados ao longo dos 573 Km da costa cearense integravam a Zona Costeira do Estado do Ceará.
Em ordem alfabética, eram 20 municípios: Acaraú, Amontada, Aquiraz, Aracati, Barroquinha, Beberibe, Camocim, Cascavel, Caucaia, Cruz, Fortaleza, Fortim, Icapuí, Itapipoca, Itarema, Jijoca de Jericoacoara, Paracuru, Paraipaba, São Gonçalo do Amarante e Trairi.
Agora, o Ceará registra 23 municípios, com a inclusão de Chaval, Eusébio e Pindoretama. Apesar de não terem ligação direta com a costa cearense, estes três municípios foram inseridos na nova listagem das cidades abrangidas pela faixa terrestre da Zona Costeira Brasileira, que foi divulgada na Portaria MMA Nº 34, de 2 de fevereiro de 2021.
Conforme o Secretário do Meio Ambiente do Ceará, Artur Bruno, essa inserção ocorreu por serem localidades fortemente influenciadas pela economia costeira. Como os exemplos de Chaval, que se liga ao mar pelo rio Timonha, e de Eusébio, que está localizado no estuário do Rio Pacoti. Além de, no caso de Eusébio, encontrar-se em tramitação na Assembleia Legislativa, o projeto de inclusão da Praia do Cofeco neste município.
Imagem: Anuário do Ceará, 2020-2021

PRIMEIRAS FAMÍLIAS DO RIO DE JANEIRO

Boa tarde primo Paulo, quanto tempo!
Espalhada nesta obra estão informações dos primeiros Amaral Gurgel lá no Rio de Janeiro.
http://marcopolo.pro.br/genealogia1/paginas/fontsec_rj.shtml
RHEINGANTZ, Carlos Grandmasson, Primeiras Famílias do Rio de Janeiro (Séculos XVI e XVII), 2 volumes e 4 apêndices, Livraria Brasiliana Editora, Rio de Janeiro, 1967
Volume I
Volume II
Volume III, fascículo 1
Volume III, fascículo 2
Volume III, fascículo 3
Volume III, fascículo 4
Atenciosamente,
André Garcia
Resposta - Meu primo André da Silva Garcia me envia os links através dos quais se tem acesso a esta obra histórica de Rheingantz. As informações relativas aos Amaral Gurgel estão nas páginas 324-340 do volume II.

TÚMULO DE DRAGÃO DO MAR

Foi notícia na Universidade da Flórida a descoberta do túmulo do herói cearense Francisco José do Nascimento, o Dragão do Mar, mostrando que a fama do jangadeiro abolicionista (1839-1914) ultrapassa fronteiras e ganha espaço no mundo acadêmico no exterior.
Sob o título "Lost and found: The tomb of the Sea Dragon, Brazil's famous abolitionist" (Perdido e encontrado: o túmulo de Dragão do Mar, o famoso abolicionista do Brasil), o texto detalha a dissertação do historiador cearense Licínio Nunes de Miranda, cujo trabalho acadêmico resultou no fim de um mistério de mais de um século sobre o paradeiro do corpo do jangadeiro que, no ano de 1881, organizou uma greve contra o desembarque de escravos africanos nos portos do Ceará.
Miranda buscou pistas sobre a localização do túmulo em arquivos e procurou o jazigo no cemitério São João Batista, em Fortaleza.
"Era o único cemitério da capital quando Nascimento morreu em 1914", conta o historiador, que percorreu o labirinto de sepulturas do cemitério, até encontrar o túmulo da família de Dragão do Mar.
Legenda: Túmulo de Dragão do Mar no cemitério São João Batista.
Foto: Camila Lima
Fonte:
Descoberta do túmulo de Dragão do Mar vira destaque em universidade americana, escrita por Sérgio Ripardo. Diário do Nordeste (29/01/2021)
Notícias relacionadas:
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2016/05/dragao-do-mar.html
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2019/05/vinte-anos-do-centro-dragao-do-mar.html
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2019/10/herois-do-ceara.html

POR GRATIDÃO OU BENQUERER

Caríssimo amigo e confrade Eduilton Girão,
Acusamos o recebimento de dois exemplares do seu recente livro "Por Gratidão ou Benquerer".
Agradecemos, lisonjeados, a inclusão de nossos nomes entre os seus verbetados.
Muito nos honrou estarmos figurando em sua prestigiosa obra.
Abraços.
Marcelo Gurgel e Paulo Gurgel

Marcelo Gurgel Carlos da Silva
fez-se médico na Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará, em 1977, sendo também graduado em Ciências Econômicas pela Universidade Federal do Ceará em 1986. Tem mestrado em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo e doutorado em Saúde Pública pela mesma universidade. Atualmente é Professor Titular da Universidade Estadual do Ceará (UECE) e Médico Epidemiologista do Instituto do Câncer do Ceará. Foi Professor Titular da Faculdade de Medicina de Juazeiro. É Membro Titular da Academia Cearense de Medicina, do Instituto do Ceará (Histórico, Geográfico e Antropológico), da Academia Cearense de Médicos Escritores e da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores/Regional Ceará. Desta última instituição é o atual Presidente. Tem uma intensa produção científica em epidemiologia e literatura, com um sem número de publicações entre livros, artigos, crônicas, contos, romances e ensaios, com grande ênfase a aspectos socioculturais e históricos. Foi um dos principais responsáveis pela criação do Curso Médico da UECE, tendo sido o seu primeiro Coordenador. Tem participado de um grande número de mesas examinadoras em concursos para os vários níveis de magistério e costuma ser convidado para pronunciar conferências em vários locais, inclusive no exterior. São-lhe notáveis filhos: Felipe e André, fruto da união com a médica Fátima Bastos. Nas entidades de que participa dá o melhor da sua inteligência e dedicação. Goza do mais alto conceito e estima entre seus pares, discípulos e alunos.
Paulo Gurgel Carlos da Silva, irmão do citado Marcelo Gurgel, fez-se médico pela UFC em 1971. Especializou-se em Pneumologia e em Tisiologia Clínica e Sanitária, pela Fundação Osvaldo Cruz. Cumpriu Residência Médica/Estágio no Pavilhão de Isolamento no Hospital do Exército / Rio de Janeiro/RJ. Fez vários cursos de pós- graduação e participou de vários eventos e congressos médicos. Teve intensa atividade profissional, na área privada e, especialmente, no serviço público, com destaque para o Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes, onde laborou por 30 anos. Chefiou o Serviço de Pneumologia e a Secção de Documentação Científica, presidiu o Centro de Estudos, foi Preceptor de Médicos Residentes além de vários outros cargos e funções. Participou de vários programas médicos junto à SESA., atinentes à Tisiopneumologia. Foi Professor Colaborador da Universidade de Fortaleza (UNIFOR). Integrou por muitos anos o corpo médico do Exército Brasileiro onde exerceu a Direção do Hospital Militar de Tabatinga / Benjamim Constant/AM, e, em Fortaleza, serviu no Hospital Geral do Exército. Foi um dos fundadores da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores – Regional, da qual foi presidente. Tem significativa obra literária, publicada em muitas coletâneas e na mídia impressa local e nacional. Aposentou-se do Ministério da Saúde, em 2007, após 36 anos de efetivo serviço. Casado com a médica Elba Macedo, tem filhos e netos. Mercê dos seus vários atributos, é alvo de grande apreço e admiração por todos que privam da sua convivência.
MARCELO GURGEL / PAULO GURGEL. Verbete In: GIRÃO, José Eduilton. Por gratidão ou benquerer. Fortaleza: Expressão, 2020. 128p. p.77-78. ISBN: 978-65-5556-013-8

A ESTAÇÃOZINHA DE TREM OCTÁVIO BONFIM, por Diogo Fontenelle

para Rejane Batista Vasconcelos
Nasci à beira dos trilhos da Estaçãozinha de Trem Octávio Bonfim,
Eu adormecia e acordava com os risonhos apitos do trem a partir.
Era uma carruagem de passageiros que saía para Sobral-Camocim,
Eram os feirantes, os singelos idosos e os festivos colegiais em folia.
Às vezes, eram lotes de cera de carnaúba vindos do Quixeramobim,
Cargas de caroços de mamona e de algodão em plumas da invernia.
Num sombrio dia, a Estação do Octávio Bonfim calou-se de repente,
Até parece que os trens partiram de vez para o encantado Shangri-lá.
Eu despertei triste feito gente grande sem plumas de algodão luzente,
Sem apito de trem, sem azul sonhar, sem poesia a dourar o meu olhar.

PESAR POR TRAJANO AUGUSTO DE ALMEIDA FILHO

Morreu na madrugada desta quarta-feira (13), por complicações da Covid-19, o médico radiologista Trajano Augusto de Almeida Filho, aos 71 anos. O falecimento foi confirmado em nota de pesar publicada pela clínica do empresário.
A nota ressalta o exemplo deixado pelo médico:
"Apaixonado pelo trabalho e pela medicina, deixa conosco um exemplo de vida, superação, força e humanismo, que o qualificam como alguém que, além de saudades, deixará um precioso legado."
Trajano Almeida era proprietário da clínica localizada no bairro Aldeota que leva o seu nome e do pai. 
Durante décadas fomos companheiros de trabalho no Hospital de Messejana. Um grande radiologista que, além dos conhecimentos técnicos, destacava-se pelo modo afável com que tratava a todos.
Siga em paz, nosso estimado Dr. Trajano Augusto de Almeida Filho.

BUSCAS EM DESENCANTO

Outro dia fui à Biblioteca Pública Governador Menezes Pimentel. Era meu propósito pesquisar se havia em seu acervo o "Porteiras e Currais".
Das mãos de seu autor, o Sr. Miguel Santiago Gurgel do Amaral, eu recebi um exemplar desse livro, ainda na década de 1960. E o mesmo extraviou-se sem que eu o houvesse lido.
Na Biblioteca Pública, a meu pedido, um funcionário pôs-se a pesquisar sobre o livro num computador - por título e por autor. Não, nada constava a respeito dessa obra na Biblioteca.
Já fazia menção de me retirar, quando o funcionário fez sinal para que eu esperasse mais um pouco. E continuou a teclar no computador, dando-me a impressão de que "daquele mato ia sair coelho".
Alguns minutos após, o semblante dele se iluminou. E ele, virando a tela do computador para mim, disse:
- Olhe, achei algo sobre o "Porteiras e Currais".
Essa internet...
Paulo Gurgel
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2011/05/uma-biblioteca-sem-porteiras.html
Nota - O que o funcionário da biblioteca tinha achado era uma postagem, PORTEIRAS E CURRAIS, na qual eu me queixava do extravio do meu exemplar do livro.
\o/ \o/ \o/ \o/ \o/ 
[...] Porém, independente desses resultados e sua eventual acolhida, nunca perdemos a esperança de obter um retrato original e autêntico do nosso procurador-geral. E foi assim que, numa visita ocasional ao Ceará, durante nossa presença na cidade nos animamos a ir até ao Ministério Público local para uma entrevista pessoal sobre a existência de algum retrato ou recorte ocasional que resgatasse a fisionomia de Bento Fernandes de Barros. E foi o que aconteceu. Depois de nos identificarmos, fomos recebidos pelo procurador-geral de Justiça e, no correr de um cordial diálogo, revelamos nosso interesse na procura e sobre a dificuldade de obtermos a imagem desejada. Então, o procurador se pôs de pé e disse:
– Ora, ora, esse retrato temos aqui, sim senhor!
E, ao dizer isso, levantou-se e foi aos seus arquivos, donde voltou logo com o retrato na mão.
– Está aqui, aqui, disse vitorioso, exibindo a reprodução da figura...
Foi então que olhei surpreso a foto e falei:
– Ora, seu procurador, esse retrato eu conheço. Fui eu mesmo que fiz! – e disse em desencanto…
Rui Cavallin Pinto
http://www.memorial.mppr.mp.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=220
Nota - Rui Cavallin encontrou no Ceará uma reprodução com todas as imperfeições técnicas de um retrato que fora reconstituído a partir da fisionomia do Barão de Sobral que, por ser parente de BENTO FERNANDES DE BARROS, havia sido adotado para ser a imagem do primeiro procurador-geral de Justiça do Paraná.

NATAL DE 2020

Passamos a véspera do Natal no apartamento de Érico e Aline.
Uma confraternização entre poucas pessoas, como manda o atual regramento sanitário. 
Na foto, da esquerda para a direita: Érico (que fez a selfie coletiva), Elba (segurando Benício), eu (segurando a mim mesmo), Natália (segurando Renan), Rodrigo (segurando Leon), a Sra. Fátima (mãe de Aline) e Aline (segurando Jacques).
O neto Matheus não aparece nesta fotografia, pois passava o Natal com a mãe. E o evento foi alegrado pela expansão em netos da família. Renan, nascido em maio, e Benício, nascido em dezembro (Aline, ainda se recuperava da operação cesariana).
Renan
Pensem num bebê sorridente
Benício
Na versão "Baby Claus"

BIOBIBLIOGRAFIA

PAULO GURGEL CARLOS DA SILVA – nasceu em Fortaleza–CE, no dia 6 de junho de 1948.
Filho de Luiz Carlos da Silva e Elda Gurgel e Silva.
Fez o Primário no Instituto Padre Anchieta, o Ginásio no Colégio Cearense do Sagrado Coração e o Científico no Colégio Batista Santos Dumont e no Liceu do Ceará.
Graduou-se em Medicina na Universidade Federal do Ceará.
Fez o Curso de Formação de Oficial Médico no Rio de Janeiro com Estágio no Pavilhão de Isolamento do Hospital Central do Exército e o Curso de Especialização em Tisiologia Clínica e Sanitária da Fiocruz. Possui o Registro de Qualificação de Especialista em Pneumologia.
É médico aposentado do Ministério da Saúde.
É membro fundador da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores – Regional Ceará e foi seu presidente no período de 1985-87.
Colaborou com "DN – Cultura", "Jornal do Leitor" de "O Povo", "Informativo A Ferragista", "Cooper News" e o "Jornal da Associação Médica Brasileira", entre outros.
Participou de 30 coletâneas literárias com crônicas, contos, poemas, biografias, memórias, causos e pensamentos. Possui produção científica inserida no Currículo Lattes, como autor de capítulos de livros (4), artigos publicados em revistas, pôsteres e anais de eventos e como revisor de manuais técnicos (3).
Em 2011, foi biografado em Portal de Memórias: Paulo Gurgel, um médico de letras, um livro organizado por Marcelo Gurgel Carlos da Silva. 200p. il. ISBN 978-85-901655-4-5.
Dentre as homenagens recebidas, constam: a comenda Dr. Carlos Alberto Studart Gomes, do Hospital de Messejana; a placa da contribuição prestada à UTI Respiratória Prof. Mário Rigatto, do Hospital de Messejana; a placa da família Studart Gomes, em reconhecimento ao trabalho na construção do legado do Dr. Carlos Alberto; a de figurar na galeria dos presidentes do Centro de Estudos Prof. Manuel de Abreu (período 2003-07), do Hospital de Messejana; a de figurar na galeria dos diretores da Sobrames Ceará (período 1985-87); e o Diploma de Mérito Ético-Professional com que o Conselho Regional de Medicina do Estado do Ceará reverencia os médicos com 50 anos de profissão sem qualquer sanção ética.
LIVROS como coautor
VerdeVersos* (1981); Encontram-se* (1983); MultiContos (1983); Temos um pouco* (1984); A Nova Literatura Brasileira (1984); Escritores Brasileiros (1985); Poetas do Brasil (1985); Criações* (1986); Sobre todas as coisas (1987); Letra de médico (1989); Efeitos Colaterais (1990); 1.º Concurso Nacional de Prosa e Poesia, da AMB (1991); Meditações (1991); Outras Criações (1992); Esmera(L)das (1993); Prescrições (1994); Antologia até agora (1996); Marcelo Gurgel em verso e anverso (2003); Dos canaviais aos tribunais: a vida de Luiz Carlos da Silva (2008); Otávio Bonfim, das dores e dos amores: sob o olhar de uma família (2008); Achado casual (2008); Ressonâncias literárias (2009); Receitas literárias (2010); Meia-volta, volver! (2013); Sessent'anos de caminhada: percurso e paradas obrigatórias de Marcelo Gurgel (2013); Ordinário, marche! (2015); Luiz, mais Luiz!* Centenário de nascimento de Luiz Carlos da Silva (2018); Ombro, arma! (2018); Poemas em prelúdio (2019); Fora de forma! (2020)
* também como organizador
LIVROS como apresentador/prefaciador
Prefácio de Em busca de poesia, de Dalgimar Menezes (1985); orelhas de A cor do fruto, de Fernando Novais (1986); orelha de Nossos momentos, de Wellington Alves (1988); orelhas de Otávio Bonfim, das dores e dos amores (2008); contracapa de Anos dourados em Otávio Bonfim, 2.ª edição, de Vicente Moraes (2017); prefácio e contracapa de Pontos de vista, de vários AA (2019); prefácio de Medicina, meu humor! Contando causos médicos, 2.ª edição, de Marcelo Gurgel (2022); orelha de Reencarnação da felicidade, de Edmilson Alves (no prelo).
OUTRAS PRODUÇÕES INTELECTUAIS
Em páginas próprias na internet: 
EntreMentes, desde 18/10/2006. End.: http://blogdopg.blogspot.com
Linha do Tempo, desde 09/10/2007. End.: http://gurgel-carlos.blogspot.com
Preblog, desde 22/11/2007. End.: http://preblog-pg.blogspot.com
Nova Acta, desde 05/02/2010. End.: http://airblog-pg.blogspot.com
Slideshows do PG, desde 13/04/2010. End.: http://slideshows-pg.blogspot.com
Em redes sociais e afins:
Twitter, desde 04/ 2009. http://twitter.com/EntreMentes
Quora, desde 11/2019. http://pt.quora.com/profile/Paulo-Gurgel-Carlos-da-Silva
Facebook, desde /11/2019. http://facebook.com/paulo.gurgel.54
Mastodon, desde 11/2022. http://mastodon.social/@dopaulosilva
Portal Luís Nassif, desde 04/2009. http://blogln.ning.com
Portal ELAM, desde 12/2021. http://elam.art.br/blog-do-paulo-gurgel
(para o Dicionário da Literatura Cearense; org.: Barros Alves)

PIRATA BAR

Criado em 1986 pelos sócios Júlio e Rodolphe Trindade, pai e filho, o Pirata Bar é um empreendimento cultural e turístico que incorpora, com ecletismo e irreverência, a festividade brasileira, tradições locais e a identidade cultural do Ceará.
A proposta, aliada à originalidade da casa, não demorou a chamar a atenção do público fortalezense, que elegeu o Pirata como um de seus locais preferidos no bairro boêmio da cidade, a Praia de Iracema. Em seu palco, apresentaram-se artistas como Leila Pinheiro, Belchior, Oswaldo Montenegro, Edson Cordeiro, Adriana Calcanhoto, Gonzaguinha e outros grandes nomes da música brasileira.
Numa das vezes a atração principal foi o "O Espírito da Coisa", e quão apreciada foi a performance daquele grupo de pop-rock da cidade do Rio de Janeiro. Em meados da década de 1980, "O Espírito da Coisa" seguia uma proposta musical semelhante à da banda Blitz, com canções leves e letras bem-humoradas.
A segunda-feira mais louca do mundo
Era 5 de janeiro de 1987. Uma senhora da sociedade local quis comemorar seu aniversário com as amigas no Pirata. Apesar de ser uma segunda-feira, Júlio Trindade abriu a casa com todo o staff e empolgação dos dias normais do Pirata.
Ao som de forró de LP, fita cassete e vitrola, o singelo aniversário – com direito a chapeuzinhos da Turma da Mônica e a presença de um casal de palhaços holandeses que estava pela Praia de Iracema – tomou ares de festa. No entanto, havia poucos homens entre os convidados. Não se tinha com quem dançar! Júlio Trindade não pensou duas vezes: chamou garçons, seguranças e até o cozinheiro para o salão e todos se fizeram pares de dança. Resultado? A noite foi um sucesso! Tanto que os convidados quiseram repetir o "aniversário" na semana seguinte. O encontro, com o tempo, foi batizado de Chá Dançante da 2ª-feira.
Em fevereiro do mesmo ano, a segunda-feira passou a contar com o forró pé-de-serra do sanfoneiro Azeitona e, em junho, para completar a festa, foi chamada uma segunda banda, a Alta Tensão. E assim, pouco a pouco, de boca-em-boca, se foi criando a tradição de ir ao Pirata Bar na segunda-feira. Com isso, a fama da casa correu o Brasil e o mundo, sendo notícia no jornal "The New York Times".
⟿ Fonte: http://www.pirata.com.br/
Em 2011, morreu em Fortaleza, Antônio Júlio de Jesus Trindade, vítima de câncer cerebral.  Nascera em Lisboa, Portugal, no dia 10 de março de 1946. Havia chegado ao Brasil em 1981, após ter estado em vários países (França, Estados Unidos e Canadá) e no Caribe. No Brasil, ele chegou pela Bahia, de onde veio ao Ceará em 1985, aqui criando o Pirata Bar em 1986. 
⟿ Fonte: Nirez
Em 2019, seu 33.º ano de funcionamento, o Pirata Bar recebeu o título de Patrimônio Turístico de Fortaleza.
Endereço: Rua dos Tabajaras, 325 - Praia de Iracema. (85) 4011 6161
O que aconteceu com meu bar? Por Rodolphe Andrade (Rodolphe Andrade é presidente da Abrasel no Ceará).

CONGRAÇAMENTO ANUAL DA SOBRAMES - CE

*Reunião virtual pelo Google Meet*
Data: 14/12/2020 (segunda-feira), às 19h30
Pauta:
1- Abertura da reunião;
2- Posse dos novos sobramistas: Dr. Jotabê Fortaleza; Dr. Fernando Melo; Dr. Jonas Marinho - Dr Arruda Bastos realiza a saudação em nome da Sobrames - CE;
3- Dr. Jotabê Fortaleza fala representando os novos sobramistas;
4- Lançamento do livro: "Fora de Forma" - Apresentação: Dr. Sebastião Diógenes; agradecimento: Dr. Marcelo Gurgel;
5- Homenagem póstuma da Sobrames - CE ao sobramista Dr. Francisco Pessoa - Dra Ana Margarida Rosemberg;
6- Homenagem póstuma da Sobrames - CE ao capitão e escritor Francisco Nunes, músico voluntário dedicado do HHJ e do HRU e da Sobrames - CE;
7- Saudação de Natal e Ano-Novo - Dr. José Maria Chaves;
8- Palavra facultada;
9- Encerramento da reunião.

A FELICIDADE ESTÁ NO AR





Nesta segunda-feira (14), às 7h30, nasceu Benício Viana Gurgel, filho de Aline Pessoa Viana Gurgel e Érico de Macedo Gurgel.
É nosso terceiro neto.
Nascido no Hospital Cura d'Ars (Rede São Camilo), o bebê vem saudável ao mundo.
Nossas boas-vindas a você, Benício. Tenha a certeza de que já é alguém muito amado.

- Elba e Paulo, seus avós paternos



LANÇAMENTO DO LIVRO "SOPRO DE lUZ"

Durante a abertura do III Encontro de Academias Literárias do Ceará, no dia 20/11/2020, às 20h, no Espaço de Convivência da Unichristus, no Campus do Parque Ecológico do Cocó, em Fortaleza, ocorreu o lançamento da 37ª Antologia da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores – Regional Ceará (Sobrames-CE).
Trata-se de uma série que foi começada em 1981 pelos sobramistas pioneiros: Paulo Gurgel e Emanuel de Carvalho. Todos os anos a Sobrames- CE lançava no mês de outubro, mês em que se comemora o dia do Médico (18/10), sua antologia. No entanto, em virtude da pandemia de Covid-19, o lançamento anteriormente agendado foi adiado para novembro (20/11).
O grande número de participantes tem sido um ponto forte dessa coletânea anual. Neste ano, o total de autores bateu o recorde, alcançando a marca de 70, dos quais 66 médicos. O título da Antologia, "Sopro de Luz", escolhido por meio de votação democrática durante uma das reuniões mensais da nossa entidade, foi uma proposta da sobramista Alcinet Rocha.
Marcelo Gurgel, ex-presidente da Sobrames-CE, como tem feito nos últimos anos, foi o organizador desta coletânea. Contou com a colaboração da seretária Orlânia Dutra e, como de praxe, a capa foi uma criação do cirurgião e artista plástico Isaac Furtado. E o prefácio foi escrito pela professora e escritora Lourdinha Barbosa, integrante da Academia cearense de Letras.
http://blogdomarcelogurgel.blogspot.com/2020/11/lancamento-da-37-antologia-da.html
http://servicos.cbl.org.br/isbn/ 978-65-5556-077-0 (Origem: CBL) Expressão Gráfica e Editora Marcelo Gurgel Carlos da Silva, SOBRAMES/CE - Sociedade Brasileira de Médicos Escritores - CE Literatura brasileira Físico Publicado em 2020
✞ É com grande pesar que aqui registro a notícia do falecimento, em 03/12/2020, do médico Francisco José Pessoa de Andrade Reis, um dos autores do livro "Sopro de luz". Nascido em Fortaleza, em 21 de julho de 1949, Francisco Pessoa era médico oftalmologista, com mais de quarenta anos de atuação nessa especialidade, ao tempo em que também se dedicou à vida literária como poeta, cordelista e cronista.