HOSPITAL DE MARACANAÚ (E SUA "ESTAÇÃO DE RÁDIO")

O Hospital de Maracanaú foi fundado em 4 de junho de 1952 como Sanatório de Tuberculose, vinculado ao Ministério da Saúde. Em 1982, passou à condição de hospital geral e, na década de 1990, assumiu o nome de Hospital Municipal de Maracanaú. Em 2000, foi municipalizado e, em 2008, em homenagem a um ex-diretor, seu nome passou a ser Hospital Municipal Doutor João Elísio de Holanda. Ele é uma unidade integrante do Sistema Único de Saúde (SUS), classificado como uma unidade pública de médio porte e nível de complexidade secundária. Entre os anos de 2000 a 2010, os serviços hospitalares foram ampliados para ambulatoriais, também de nível secundário de assistência, com as unidades: Centro Integrado de Reabilitação (CIR), Policlínica de Maracanaú e Centro de Testagem e Aconselhamento Sorológico em DST/AIDS (CETAS). Dessa expansão, veio o nome Complexo Hospitalar e Ambulatorial de Maracanaú Doutor João Elísio de Holanda (foto 1).
Disponível em: http://www.maracanau.ce.gov.br/hospital-municipal-joao-elisio-de-holanda/. Acesso em: fev.2024.
No período de 17 de janeiro a 23 de fevereiro de 1972, fiz uma pós-graduação em Pneumologia (incompleta), no Sanatório de Maracanaú, em convênio com o Serviço Nacional de Tuberculose. Éramos quatro os participantes desta atividade sob regime de residência: Tarcísio Diniz, Geraldo Madeira, Elenita Maria e eu.
Lembro-me de que, todos os dias, uma kombi bem cedo nos levava de Fortaleza a Maracanaú. À tarde, pegávamos o trem na estação que fica em frente ao Sanatório (bendito aquele que um dia teve a ideia de construir o ramal ferroviário para Maracanaú) e voltávamos para a capital. Quanto a mim, descia na estação ferroviária de Otávio Bonfim, que ficava bem perto da minha residência. A tempo de pegar um ônibus que me levasse à Casa de Saúde São Raimundo, onde eu acompanhava o Prof. Paulo Marcelo em suas atividades clínicas. 
Em 27 de fevereiro, após desligar-me do curso, viajei para o Rio de Janeiro-GB com a finalidade de iniciar o meu Curso de Formação de Oficial Médico.
Nos anos seguintes, trabalhei nas seguintes instituições militares: Hospital Central do Exército, no Rio de Janeiro-GB, Hospital de Guarnição de Tabatinga, em Benjamin Constant-AM e Hospital Geral de Fortaleza (HGF). Certo dia, recebi um convite do Dr. Abelardo Soares, então diretor do Sanatório de Maracanaú, para atuar em sua administração como médico substituto. Fazendo ambulatório e enfermaria, participando como vogal da junta médica e dando plantões de 24 horas no HGF, não tinha tempo disponível. E declinei do convite.
Nas décadas de 1980 e 1990, estive por diversas vezes no Sanatório de Maracanaú para participar de suas reuniões clínicas. Eram realizadas aos sábados e contavam com uma palestra inicial no auditório, seguida de uma agradável confraternização e churrasco em um espaçoso caramanchão. No período de 5 de maio a 2 de junho de 1987, estive outras vezes no Sanatório, a convite do diretor Dr. Luiz Carlos Saraiva, para ministrar o curso "Reorganização da Seção de Arquivo Médico e Estatística" aos funcionários do setor.
Em seu discurso de posse na direção do Sanatório, a minha companheira (de profissão e de poesia), Dra. Lucíola Rabelo, fez esta citação:
O deserto por palmilhar.
Mas o que é o deserto senão a orla de um oásis?
Irei convosco, pois. Seremos dromômanos, manos sob o olhar complacente dos djins de fogo. Suportaremos manos, nós, o peso das mochilas, fardos da temporalidade. E deixaremos profundas, fundas pegadas na vastidão arenosa, que o vento, acumpliciando conosco, por certo não as apagará.
Assim, saberão os pósteros que estivemos aqui, ali / & ontem, hoje / em busca do poema, seus mananciais.
Porque amanhã em Aldebarã, a estrela.
É a última parte do meu poema "Proemial", que entrou de prefácio no Livro "Em busca de poesia", do médico e escritor Dr. Dalgimar Menezes. Quanta honra, Lucíola! (agradeci-lhe naquele festivo dia do discurso). Pois bem, Dra. Lucíola tomou posse, administrou a instituição e, algum tempo depois, transferiu-se para o Distrito Federal. Desde então, não tivemos novos contatos.
A propósito de amizades, foi em Maracanaú que conheci: Drs. Alarico Leite (meu confrade em "Verdeversos"), Abelardo Soares e Ana Margarida, viúva do renomado Prof. José Rosemberg, e até hoje uma grande amiga. Outros, como os Drs. Amauri Teófilo, seu primo Abner Brasil, Ana Maria Dantas, Elizabeth, Tânia Brígido, Memória Júnior e Glauco Lobo (Filho), vim a conhecê-los no Hospital de Messejana, embora fossem também do corpo clínico do Hospital de Maracanaú.
Um fato curioso no Hospital de Maracanaú foi ter surgido por lá a Rádio Gasosa. Uma iniciativa dos próprios pacientes, que participavam de um curso de rádio técnico que existia no Sanatório. Havia uma grande necessidade de comunicação entre eles e, por isso, montaram sua "estação de rádio" (foto 2). Funcionava no terceiro andar do prédio e apresentava as mesmas características das rádios da época: oferecimento de músicas, recados, transmissão de programas educativos em saúde e até mesmo ao organizar shows presenciais com Moacir Franco, Ayla Maria, Irapuan Lima e Luiz Gonzaga. Sobre esse nome, "Gasosa", foi devido a um tratamento muito comum na época, o pneumotórax terapêutico, que consistia em encher o espaço pleural de ar a fim colapsar o pulmão afetado pela tuberculose.
Referências
BARBOSA, Maria Abreu (coord.) et al. Hospital Municipal de Maracanaú: reflexos das políticas nacionais de saúde em meio século de história. Brasília, Ministério da Saúde, 2004. ISBN 85-334-0844-7
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2017/07/radio-gasosa.html

CAMPOS DE CONCENTRAÇÃO NO CEARÁ

As secas no Nordeste são um fenômeno natural característico da região, marcada pelo clima semiárido, com altas temperaturas, baixa precipitação pluviométrica e escassez de rios perenes.
— sobretudo na área conhecida como "Polígono das Secas", a mais habitada das regiões semiáridas do mundo.

Em 1915, o Nordeste foi assolado por uma grande seca, que resultaria em mais de 100 mil mortes. Temerosa de que as cenas de 1877 se repetissem, a elite pressionou o governador Benjamin Barroso para não permitir que os retirantes perambulassem pelas ruas de Fortaleza.
Citando o risco de saques e invasões para justificar a medida, o governo cearense ordenou a construção do 1.º campo de concentração do estado — o Campo do Alagadiço, em Fortaleza, que serviu ao confinamento de 8 mil flagelados, vistos como uma "ameaça à ordem social".
O sofrimento no campo do Alagadiço motivou a escritora Rachel de Queiroz a publicar "O Quinze".
Em 1932, uma seca ainda mais severa se abateu na região. O governo do Ceará, então sob comando de Roberto Carneiro de Mendonça, retomou mais uma vez a estratégia de erguer campos de concentração para aprisionar os retirantes — agora em larga escala e com apoio federal.
Foram erguidos 7 novos campos de concentração nas cidades de Fortaleza, Senador Pompeu, Crato, Quixeramobim, Cariús, Quixadá e Ipu. Os recursos foram fornecidos pela Inspetoria de Obras Contra as Secas do governo Vargas.
Os campos eram estrategicamente erguidos próximos às linhas férreas, para interceptar os retirantes antes que chegassem a Fortaleza. Oficialmente, 90 mil flagelados foram aprisionados nessas instalações, mas alguns historiadores acreditam que a cifra seja muito maior.
Os campos eram oficiosamente chamados de "currais", explicitando a intenção desumanizadora da iniciativa. Os retirantes eram literalmente tratados como animais, que deveriam ser mantidos confinados para não incomodar os ricos com sua "miséria, sujidade e caos".
As taxas de letalidade eram muito elevadas. No campo de concentração de Patu (1932), localizado em Senador Pompeu, estima-se que 12.000 dos 20.000 prisioneiros pereceram. O número exato de mortos é desconhecido, uma vez que os campos não emitiam certidões de óbito.
Nas décadas seguintes, o poder público trataria de apagar os vestígios dos "currais" e ignorá-los nos livros didáticos.
No Sertão cearense, a cidade de Senador Pompeu abriga as ruínas do único campo de concentração que não foi demolido — o Campo de Patu (foto).
A população da cidade se empenha em manter viva a memória dos horrores praticados no local. Desde 1982, a comunidade organiza a Caminhada da Seca, para relembrar os que pereceram no cativeiro. A marcha percorre 4 km, do centro da cidade até o Cemitério da Barragem, erguido em torno das valas comuns onde mais de mil pessoas foram enterradas. Nesse local, junto a uma grande cruz, os populares deixam dezenas de garrafas de água como oferendas às almas das vítimas da seca, da negligência e da perversidade das elites.
Fontes

FACULDADE DE MEDICINA DA UFC. FUNCIONÁRIOS DOS NÍVEIS MÉDIO E ELEMENTAR

PERÍODO DE 1966 A 1971
Além das inesquecíveis recordações que ainda temos de nossos mestres na Faculdade de Medicina, convém nos lembrarmos também de seus funcionários dos níveis médio e elementar. Não poucos, no exercício de suas atividades-meio, muito contribuíram para que as missões de ensino e pesquisa da Universidade pudessem ser adequadamente  conduzidas.
Seu Joaquim (Anatomia)
Um profundo conhecedor das estruturas anatômicas, que tirava as nossas inquietantes dúvidas, especialmente quando se aproximavam as datas de aplicação das gincanas.
Irilinda (Cirurgia)
A ingênua e prestativa Irilinda, responsável pela arrumação das salas de alguns mestres. Quando ouvia o Prof. Newton Gonçalves se queixar de uma bursite que recorrentemente o afligia, Irilinda já vinha com uma  solução na ponta da língua:
"Desligue este ar-condicionado, Dr. Newton. Só assim o senhor melhora."

Gerôncio (Diretório Acadêmico XII de Maio)
Um rapaz de nome Gerôncio era quem cuidava dos bens do Diretório. Ele tocava um violão meio "quadrado", aplicando vigorosas batidas em suas cordas de aço. 
Isabel (Maternidade Escola Assis Chateaubriand)
Uma técnica de enfermagem e experiente parteira, da qual se dizia ser a segunda pessoa em mando na MEAC (apenas subordinada ao Diretor Galba Araújo). Lembro-me de seus “freios de arrumação” na sala de espera dos ambulatórios, quando a balbúrdia estava passando da conta.
Milton (Fotografia)
Na Faculdade de Medicina, o Sr. Milton Nascimento, cujo laboratório fotográfico ficava incrustado junto à entrada da Biblioteca, fazia as fotografias dos eventos científicos e sociais ocorridos na instituição e os slides para as aulas e palestras dos professores. E que, quando precisávamos apresentar nossos temas livres em jornadas e congressos, também o contratávamos para a feitura de nossos diapositivos.
Tendo participado do corpo discente da instituição, no período de 1972  a 1977 (quando já não estávamos mais na Faculdade de Medicina), Marcelo Gurgel nos ajudou com a lembrança de nomes de funcionários que possivelmente foram do nosso tempo: 
"Seu Damasceno", apelidado de "Bronco" por sua semelhança física com o personagem do ator  Ronaldo Golias, no Programa de TV "Família Trapo". Detentor de um "sorriso do tipo 1001", decorrente das exodontias de seus incisivos mediais e laterais, "Bronco" era a alegria dos alunos, que choraram rios ao vê-lo transferido para o campus do Pici.
Marcelo também cita Seu João, Seu Duarte, Seu Francisco "Melanoma", a histotécnica D. Hercília e o funcionário "Mosquito" (MEAC), entre outros. Não deixando de lembrar os barbeiros do Hospital das Clínicas, Antenor e Lauro, e os livreiros José Valdo e Girão que, embora não pertencessem ao quadro de funcionários da UFC, "facilitavam a aquisição dos livros didáticos pelos estudantes que não tinham folga de dinheiro".
Fontes
Silva, Marcelo Gurgel Carlos da. MEDICINA DA UFC 1977 - 2022: 45 anos de formatura da Turma Prof. José Carlos Ribeiro. Fortaleza: Edição do Autor, 2022 (p. 64-73). ISBN 978-65-996963-2-9
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2022/11/movimentos-apendiculares.html
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2017/07/o-diretorio-academico-xii-de-maio.html
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2021/07/nos-tempos-heroicos-das-apresentacoes.html

A CABAÇA

O que é que o homem faz e Deus não fez?
Resposta - A cuia, Deus só fez a cabaça.
A riqueza da flora brasileira e a criatividade popular encontram neste fruto, com formas tão originais, uma de suas expressões mais fascinantes. Como objeto do cotidiano, suporte de várias artes ou cheio de fundamentos religiosos, pode nos surpreender e emocionar com seus multiplos usos e sentidos, seja no artesanato, na musica, na cozinha, na religião nos brinquedos ou como instrumentos de trabalho.
O Celophane Cultural convida você a conhecer o enorme universo da “Cabaça”
Em casas ribeirinhas, indígenas e quilombolas do Brasil, os frutos dos cabaceiros, das cuieiras e dos porongos costumam ser partidos em vários formatos, esvaziados do miolo, polidos e, quem sabe, até tingidos e decorados com incisões de exímia precisão, para servir como baldes, coiós, bacias, copos, tigelas; ou como cuias de tomar água, tacacá, chibé e mingau, no Norte, ou chimarrão e teréré, no Sul e no Centro-Oeste. Desses mesmos frutos que são transformados em objetos para comer e beber, também se fazem instrumentos de trabalho de pescadores, seringueiros e produtores de farinha de mandioca, que partem suas bandas de cuia para levá-las aos rios, às florestas e casas de forno.
No Nordeste, das mesmas cabaças que armazenam e transportam água pelo sertão, cortam-se cuias que são usadas nas feiras como unidade de medida para pesar, comprar e vender itens como farinha e tapioca, além de líquidos. Nelas também se guardam as sementes do replantio, a nata pra fazer manteiga, mel e até peças de roupa.
De vários tamanhos e formatos, as cabaças e cuias prestam-se sobremodo à confecção de instrumentos de percussão*, corda e sopro, tradicionais e ‘inventados’, como os chamam alguns artesãos contemporâneos. Atabaques, cuícas, bongôs, maracás, chocalhos**, calimbas, rabecas, cavaquinhos, violas, além de marimbas e berimbaus (figura), são algumas das possibilidades de criação exploradas em diferentes expressões musicais brasileiras a partir desses frutos, cuja sonoridade marca também celebrações religiosas e profanas.
http://jeffcelophane.wordpress.com/2011/01/20/a-cabaca-o-fruto-da-diversidade-brasileira/
________
N. do E.
*Quanto a gênese do nome cabaçal, uma das versões é que o termo faz referência à “cabaça”, instrumento presente em vários níveis da cultura e fé cariri. Em entrevista prestada a COSTA (op. cit.), Antônio Anicete, músico da Banda Cabaçal OS ANICETES do Crato – Ceará, confirma essa possibilidade. Segundo o caboclo os índios cariris adaptavam as cabaças para construírem tambores cobertos com couro. 
http://www.prac.ufpb.br/anais/Icbeu_anais/anais/cultura/caba%E7al.pdf
**A canção conta a história de uma morena que "leva o chocalho amarrado na canela". Na dança conhecida como moçambique, um pequeno chocalho feito de palha trançada, cujo interior é cheio de pedras ou tampas de garrafas, costuma ser amarrado nas canelas dos dançarinos, à maneira de algumas tribos africanas.
DOURADO, Henrique Autran. Dicionário de termos e expressões da música. São Paulo: Editora 34, 2004, 384p. ISBN 85-7326-294-X

PÁGINA DE MARCELO GURGEL NA WIKIPÉDIA

O médico, economista, professor universitário e escritor Marcelo Gurgel Carlos da Silva foi distinguido com uma página na enciclopédia livre. 
Conteúdo: 
Início. Juventude. Formação Acadêmica. Carreira Profissional. Agremiações e honrarias. Atuação como escritor. Vida pessoal. Notas. Referências. 
Títulos quantificados: 
As contribuições de Marcelo Gurgel à comunidade cearense são amplas e multifacetadas. Além de sua dedicação acadêmica expressa nos mais de 5.500 títulos quantificados pelo Curriculum Vitae, suas atividades científicas, de magistério, profissionais, culturais e participações em concursos e bancas examinadoras destacam-se como pilares fundamentais para o progresso educacional e científico da região. Ao somar mais de 1.200 atividades científicas, 671 no magistério, 278 na esfera profissional, 1.332 atividades culturais, e seu envolvimento em inúmeras bancas examinadoras, congressos, jornadas e reuniões, Marcelo Gurgel emerge como um agente transformador, influenciando positivamente o cenário educacional, científico e cultural do Ceará. Seus 125 prêmios e distinções são um testemunho adicional de impacto e relevância na sociedade. (WIKI)
Endereço eletrônico: http://pt.wikipedia.org/wiki/Marcelo_Gurgel#

UMA CATALOGAÇÃO DE LIVROS POR TEMAS ESPECÍFICOS

SOBRE A GENEALOGIA DOS GURGEL NO BRASIL
GURGEL, Heitor Luiz do Amaral. Uma família carioca do século XVI. Rio de Janeiro: Livraria São José.
MARQUES, Oscar Nogueira. Amaral Gurgel e Gurgel do Amaral.
RHEINGANTZ, Carlos Grandmasson. Primeiras famílias do Rio de Janeiro (Séculos XVI e XVII). Volumes 1 (em 1965) e 2 (em 1967) pela Livraria Brasiliana e volume 3, em fascículos, pelo Colégio Brasileiro de Genealogia.
AMARAL, Aldysio Gurgel do. Na Trilha do Passado: Genealogia da família Gurgel. Fortaleza: Edição do Autor, 1986.
FERNANDES, José Veríssimo. Os Amaral Gurgel. Fragmentos da história de uma família ao longo dos séculos. Natal: Sebo Vermelho, 2022. 599 p. ISBN 978-65-89712-16-9
SOBRE A GENEALOGIA DOS GURGEL NO CEARÁ
AMARAL, Miguel Santiago Gurgel do. Porteiras e Currais. Fortaleza: Editora Henriqueta Galeno. 75 p.
(Fazenda Porteiras, onde nasceu em 28/01/1784 José Gurgel do Amaral Filho, o Patriarca de Aracati.)
SOBRE O BAIRRO DE OTÁVIO BONFIM E SEUS FRANCISCANOS FRADES
MORAES, Vicente de Paula Falcão. Anos Dourados em Otávio Bonfim: à memória de Frei Teodoro. Fortaleza: Iuris. 1998. 320 p.
SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da; OLIVEIRA, Elsie Studart Gurgel de (orgs). Frei Lauro Schwarte e os anos iluminados de Otávio Bonfim. Fortaleza: Expressão, 2004. 166 p. ISBN: 85-7563-033-4
SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Otávio Bonfim, das Dores e dos Amores: sob o olhar de uma família. Fortaleza: EdUECE, 2008. 144 p. ISBN: 978-85-7826-007-1
OLIVEIRA, Elsie Studart Gurgel de. 20 contos sem réis (obra póstuma organizada por Marcelo Gurgel Carlos da Silva). Fortaleza: Expressão, 2014. 104 p. ISBN: 978-85-420-0427-4 [ficção]
SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da (org.). Frei Lauro Schwarte: apóstolo da juventude de Otávio Bonfim. Fortaleza: Edição do Autor, 2015. 120p. ISBN: 978-85-915-5583-3
MORAES, Vicente de Paula Falcão. Anos Dourados em Otávio Bonfim: à memória de Frei Teodoro. 2.ª edição revista e ampliada. Fortaleza: Iuris, 2017. 320 p.
PARENTE, Francisco de assis Camelo. Antonio Camelo: um pai iluminado. Fortaleza: Expressão Gráfica e Editora, 2025. 280 p. ISBN: 978-85-420-1731-1
SOBRE A FAMÍLIA GURGEL CARLOS
SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Refazendo o caminho: passado e presente de uma família. Fortaleza: Edição do Autor, 2012. 144 p. ISBN: 978-85-901655-8-3
SOBRE A VIDA DE LUIZ CARLOS DA SILVA
SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da; ADEODATO, Márcia Gurgel Carlos (orgs.). Dos canaviais aos tribunais: a vida de Luiz Carlos da Silva. Fortaleza: Edições UECE / Expressão, 2008. 192 p. ISBN: 978-85-7826-003-3
SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Maquis: Redenção na França ocupada. Fortaleza: Editora da UECE, 2009. 500 p. ISBN: 978-85-7826-030-9 [ficção]
SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Revelações de um Maquisard. Fortaleza: Expressão, 2011. 112 p. Edição bilíngue traduzida para o francês por Cristiene Ferreira. ISBN: 978-85-7563-687-9 [ficção]
SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da; SILVA, Paulo Gurgel Carlos da (orgs.). Luiz, mais Luiz! Centenário de Nascimento de Luiz Carlos da Silva. Fortaleza: Expressão, 2018. 136 p. ISBN: 978-85-915558-6-4
SOBRE A VIDA DE ELDA GURGEL COELHO
SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da; SILVA; HEGER, Mirna Gurgel Carlos; SILVA, Paulo Gurgel Carlos da (orgs.). A história de Elda: a matriarca da família Gurgel Carlos. Fortaleza: Edição do Autor, 2023. 152p. ISBN: 978-65-996963-8-1
SOBRE PAULO GURGEL CARLOS DA SILVA
SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da (org.). Portal de Memórias: Paulo Gurgel, um médico de letras. Fortaleza: Expressão, 2011. 200p. ISBN: 978-85-901655-4-5
SILVA, Paulo Gurgel Carlos da. Edição Êxtase. Fortaleza: Expressão, 2023. 144 p. ISBN: 978-65-5556-778-6 
SOBRE MARCELO GURGEL CARLOS DA SILVA
OLIVEIRA, Elsie Studart Gurgel de; OLIVEIRA, Adbeel Goes de; SANTANA, Cristine Studart de (org.). Marcelo Gurgel: em verso e anverso. Fortaleza: Expressão, 2003. 124 p. ISBN: 7563-011-3
SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Vivências de um economista da saúde. Fortaleza: Edição do Autor, 2011. 144 p. ISBN: 978-85-901655-5-2
SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Memorial ao Instituto do Ceará. Fortaleza: Edição do Autor, 2012. 124 p. ISBN 978 85 901655-6-9
SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Memorial à Academia Cearense de Letras. Fortaleza: Edição do Autor, 2012. 216 p.
SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Memorial ao Instituto do Ceará. Fortaleza: Edição do Autor, 2012. 124 p. ISBN 978 85 901655-6-9.
OLIVEIRA, Elsie Studart Gurgel de; OLIVEIRA. Sessent’anos de caminhada: percurso e paradas obrigatórias de Marcelo Gurgel. Fortaleza: Expressão, 2013. 124 p. ISBN: 978-85-4200135-8
SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Memorial literário: à Academia Cearense de Letras. Fortaleza: Edição do Autor, 2018. 238 p. ISBN 978 85 915 558-8-8
SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da (org.). Um septuagenário sob distintas ópticas. Fortaleza: Edição do Autor, 2023. 136 p. ISBN: 978.65996963-5-0
SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Memórias de um sanitarista. Fortaleza: Edição do Autor, 2023. 112p. ISBN: 978.65.996963-6-7
SOBRE A VIDA DE JOÃO EVANGELISTA CUNHA PIRES (viúvo de Marta Gurgel Carlos)
PIRES, João Evangelista Cunha. Poemas em Prelúdio. Fortaleza: Expressão, 2019. 132 p. ISBN: 978-85-420-1378-8. (Obra póstuma organizada por Leonardo Gurgel Pires).
SOBRE OS CURSOS DE MEDICINA DA UFC (FACULDADE) E DA UECE
SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da (org.). Medicina da UFC 1977-2007: 30 anos de Formatura da Turma Prof. José Carlos Ribeiro. Fortaleza: Edições UECE / Expressão, 2007. 188 p. ISBN: 978-85-8720-392-2
SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Curso de Medicina da UECE: concepção, criação e implantação (2002-2008). Fortaleza: Editora da UECE, 2009. 140 p. ISBN: 978-85-7826-021-7
SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da (org.). Medicina da UFC 1977-2012: jubileu de coral da Turma Prof. José Carlos Ribeiro. Fortaleza: Expressão, 2012. 136 p. ISBN: 978-85-420-0090-0
ANDRADE, João Brainer Clares de; SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Medicina na UECE: a década que levou ao máximo. Fortaleza: Editora da UECE, 2013. 160 p. ISBN 978 85 7826 056-9
SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Medicina da UFC 1977-2022: 45 anos de Formatura da Turma Prof. José Carlos Ribeiro. Fortaleza: Edição do Autor, 2022. 160 p. ISBN: 978-65-996963-2-9
SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Memórias da Graduação em Medicina: lembranças da minha alma mater. Fortaleza: Edição do Autor, 2022. 112 p. ISBN: 978-65-996963-3-6
Paulo Gurgel Carlos da Silva
26 de janeiro de 2024

PESAR PELO FALECIMENTO DE ALINE MARIA BARBOSA CAVALCANTE

É com grande pesar que tomo conhecimento da morte da colega ALINE MARIA BARBOSA CAVALCANTE. Em áudio postado por seu filho Rafael, sou informado de que Aline partiu hoje (26), às 6:40. 
O velório está previsto acontecer hoje no Jardim Metropolitano, no Eusébio, onde será realizada a missa de réquiem, às 17 horas, e será a seguir sepultada.
Aline formou-se em Medicina pela Universidade Federal do Ceará. Fomos colegas na turma de 1971. Trabalhava em psiquiatria e no Detran. 
Infelizmente, não tive contatos com ela desde a nossa formatura.
Portadora de sequelas neurológicas, ela esteve impossibilitada de trabalhar nos últimos anos. No curso de sua enfermidade, chegou a internar-se no Hospital Regional da Unimed.
Vinha residindo em uma Casa de Repouso, em Fortaleza.
Pêsames e conforto à família.

A EXPERIÊNCIA ITAPIÚNA

Itapiúna é um município cearense localizado no Maciço de Baturité, criado em 20 de maio de 1957 (Lei nº 3.599). Foi chamado primitivamente de Castro. Suas origens datam do século passado, tendo como principal instrumento evolutivo a R.V.C. (Rede de Viação Cearense), sob cuja operacionalidade nasceu a povoação.
Graças ao esforço de um ilustre filho, Tenente José Joaquim Oliveira, que, com sua personalidade marcante, obteve que a Fazenda Castro fosse incluída no roteiro da estrada de ferro de Baturité, a qual demandava ao Sul do Ceará. Com a passagem da ferrovia às margens da fazenda, diversos imigrantes vindos do Rio Grande do Norte vieram juntar-se às famílias que já habitavam por lá.
Desde então a fazenda passou a pertencer ao município de Baturité. Em 1933, o decreto n° 1.156, elevou a localidade de Castro a categoria de distrito de Baturité.
Mais tarde, devido à existência de um serrote de pedras pretas, resolveu-se mudar a denominação de Fazenda Castro para Itaúna. E, para facilitar a tramitação da correspondência postal, em virtude de haver uma cidade mineira com o mesmo nome, foi que se decidiu depois mudar o nome do município para Itapiúna, de origem tupi-guarani, que quer dizer Pedra-Miúda-Preta (Ita: pedra; Pi: miúda; Una: preta).
Itapiúna fica a cerca de 110 km de Fortaleza com acesso pela CE-060 e tem sua população estimada em 20 mil habitantes. O município possui três distritos, com as seguintes distâncias da sede municipal: Itans (9 km), Caio Prado (12 km) e Palmatória (12 km). Área territorial de Itapiúna: 562 km2.
Pontos turísticas: Barragem do Castro e Bica de Cajuás.

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Durante quinze anos e três meses, prestei serviços profissionais à Prefeitura de Itapiúna. Como médico auditor, após ter sido aprovado em 1.º lugar em um concurso público para o referido cargo.
Em abril de 2008, fui lotado na Secretaria da Saúde (SESA), à época da gestão da Dra. Claudia Sobral.
Em minhas viagens de trabalho a Itapiúna (260 km, round trip), ao retornar para Fortaleza geralmente pernoitava em Baturité (no Hotel Colonial ou no Hotel Olho d’Água), para evitar os riscos de dirigir à noite.
Aqui relaciono minhas tarefas como médico auditor:
  • autorizar as internações hospitalares (AIHs);
  • codificar os diagnósticos e os procedimentos, bem como autorizar as respectivas mudanças;
  • revisar os prontuários hospitalares após as altas dos pacientes internados;
  • elaborar relatórios operacionais e qualitativos;
  • emitir anualmente os laudos de salubridade para as escolas municipais e estaduais do município de Itapiúna.
Em 2021, com a contratação do Instituto de Gestão e Cidadania (IGC) para administrar o Hospital Maternidade Professor Waldemar Alcântara (HMPWA, CNES 2333843), instituição que pertence à Prefeitura de Itapiúna, fui transferido da SESA para o referido hospital, onde passei a atuar de acordo com as rotinas do IGC. Dentre estas, incluía a de presidir a recém-criada Comissão de Revisão de Prontuários, com reuniões mensais registradas em atas.
Em 6 de junho de 2023, tendo completado os 75 anos de idade, solicitei minha aposentadoria proporcional de Médico Auditor. Tenho a convicção de que meus quinze anos e três meses de trabalho em Itapiúna foram importantes para a sustentabilidade econômica deste que é o único hospital do município. Durante o período, não foi registrado qualquer desconformidade nas AIHs das contas hospitalares do HMPWA pelos instrumentos de controle da Auditoria do Sistema Único de Saúde.


Crédito: PGCS
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CATARINA DE ARAGÃO

 Em janeiro (18), nasceu Catarina para o casal Larissa Gurgel e David Luiz G. de Aragão. A recém-nascida é neta dos jornalistas Márcia Gurgel e Fernando Adeodato Júnior.

VALMIR DA FUNAI

Atendendo ao convite de um amigo de nome Valmir*, funcionário da Funai em Benjamin Constant-AM, fui conhecer a sede de Atalaia do Norte, a "Pérola do Javari".
Fomos num sábado para voltarmos no domingo. Em linha reta, Atalaia fica a menos de 30 km de Benjamin Constant, mas não havia, em 1974, uma estrada entre as duas cidades. A única via de acesso era pelo sinuoso Javari.
Tivemos uma viagem agradável, que durou algumas horas, em um "deslizador" (gíria local para pequeno barco com motor de popa) que o meu amigo dirigia.
Subindo o rio Javari, com destino a Atalaia, teria sido impossível não termos passado por Islândia. No entanto, eu tomei esta cidade peruana como sendo uma continuidade de Benjamin Constant, já que estava do mesmo lado do rio.
Uma consequência dessa anômala situação: o trecho do rio Javari ao passar por Islândia é completamente peruano, um aspecto geográfico que então eu não sabia. E fico a pensar se não havia o desconhecimento desse fato por parte da Marinha brasileira, cujos navios singravam aquelas águas em demanda de Atalaia e mesmo de pontos mais afastados, como Estirão do Equador e Palmeiras, sedes de dois pelotões do EB à margem direita do Javari.
O "patriotismo" de Atalaia do Norte era digno de nota. Quase tudo por lá ostentava as cores verde e amarela, inclusive as placas indicativas das ruas. E a cidade contava com apenas uma médica que não cheguei a conhecer, porque na ocasião ela se encontrava em Manaus.
À noite, fomos a um restaurante da cidade, talvez o único, para um jantar ao som do carimbó. O tempo a nosso dispor seria das 18 às 22 horas, por ser este o horário de fornecimento da energia elétrica em Atalaia do Norte.
Um pouco antes da hora prevista para iniciar o blecaute, fomos procurados por alguém: era um emissário do prefeito. Ele vinha nos comunicar que, em caráter excepcional, o gerador da cidade iria funcionar até às 24 horas. Agradecemos.
E imagino como os atalaienses também ficaram gratos pela inesperada prorrogação da luz elétrica em suas casas.
*O nome "Valdir" foi corrigido para "Valmir", atendendo a um esclarecimento prestado por sua filha Erika Luzeiro, enfermeira radicada em Brasília.
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2019/10/a-perola-do-javari.html

Valmir de Barros Torres, o Valmir da Funai (foto), nasceu em Barras, Piauí. Por algum tempo morou em Brasília. Aos 22 anos, mudou-se para o Amazonas, onde foi, por mais de 40 anos, técnico indigenista e sertanista da Funai. Atuando, de forma pioneira, em prol dos povos isolados na região do Alto Solimões e também exercendo o cargo de administrador regional da Funai em Tabatinga.
O servidor é lembrado pelos colegas como um homem simples, corajoso e destemido, além de um grande amigo e defensor da causa indígena. Mesmo após a aposentadoria, continuou com seu trabalho de apoio e atendimento aos povos da floresta. Até 2021, quando foi vitimado pela pandemia da Covid-19. 
"O irrequieto espírito de Valmir Barros Torres fez sua passagem final para a Maloca dos Mortos, o paraíso espiritual da mitologia Tikuna”, comentou João Melo, servidor da Coordenação Regional da Funai em Manaus, destacando os anos de dedicação de Valmir à cultura Tikuna.
Em seu necrológio, a Funai lamentou profundamente sua perda e manifestou sua solidariedade aos familiares e amigos do servidor, que deixou um imenso legado de trabalho e empenho na defesa dos direitos dos povos indígenas.

PASSEIO BARRAGEIRO

Trata-se de um passeio com meus irmãos Luciano e Germano, que fizemos motivados por açudes, barragens e passagens molhadas.

03/01, quarta-feira

Saída de Fortaleza às 7 horas, tomando a rota da BR-116. Nosso desjejum constou de sopas, pães, tapiocas e café no "Restaurante Cacique", no Triângulo de Chorozinho.

Chegada a Quixadá, a terra dos monólitos, por volta das 10 horas. Em seguida, fomos:

A Juatama (distrito de Quixadá situado a 18 km da sede municipal). Devido à estação ferroviária e às belas paisagens, este distrito tem sido cenário de diversas locações cinematográficas. Como, nas mais recentes delas, para o filme "Bem-vinda à Quixeramobin", do diretor Halder Gomes. Juatama também tem uma "Usina de Biodiesel" (que não está funcionando) e um resort, O "Hotel Pedra dos Ventos", um empreendimento em perfeita interação com a natureza. No Pedra dos Ventos, pudemos ter uma agradável conversa com o proprietário do resort, o Sr. Almeida, que assim como Germano é um petroleiro aposentando.

A Banabuiú, onde fica o Açude Arrojado Lisboa, o terceiro maior reservatório hídrico do Estado do Ceará.

A Nova Jaguaribara, uma cidade planejada para receber a populaçao urbana da antiga Jaguaribara, que foi inundada pela barragem das águas do Rio Jaguaribe, quando da construção do Açude Castanhão (oficialmente Açude Público Padre Cícero). Estive neste local em 2007, já constatando à época o quanto a vida econômica da Nova Jaguaribara está fortemente ligada à presença do Castanhão. Este, que é o maior açude do Ceará, tem a capacidade de acumular em seu lago até 6,7 bilhões de metros cúbicos de água. Pudemos ver a válvula do açude em funcionamento, controlando a vazão das águas do Jaguaribe, e também passear de carro sobre o paredão, onde estão instaladas suas imensas comportas. As águas deste reservatório são usadas na agricultura irrigada, piscicultura, pesca (esportiva e de subsistência) e lazer náutico. E, com a conclusão do Canal da Integração, serão também levadas para abastecimento da população da Grande Fortaleza e para o Complexo Portuário do Pecém. No local, há ainda uma pequena central hidrelétrica, com capacidade de gerar até 5MW para a matriz energética cearense. 

A Limoeiro do Norte, onde nos hospedamos ao anoitecer no "Classic Hotel". E jantamos num quiosque próximo ao hotel.

04/01, quinta-feira

Após o pernoite em Limoeiro do Norte, fomos conhecer: 

A Barragem das Pedrinhas, uma das atrações turísticas desta cidade (foto). Às margens do Rio Quixeré, afluente do Rio Jaguaribe, e contando com uma boa infraestrutura de bares e restaurantes, o balneário é muito procurado pelos moradores e visitantes de Limoeiro do Norte. Frondosos pés de oiticica, além das sombras que estas árvores produzem, ajudam a compor a belíssima paisagem do lugar. Sobre a barragem, existe uma "passagem molhada" por onde transitam carros, enquanto os banhistas se divertem nas águas represadas ao lado.

A "passagem molhada" de Tabuleiro do Norte. Neste segundo point, as águas do Rio Jaguaribe passam por baixo da rodovia e as barracas que se distribuem em suas margens são mais rústicas. Como as mesas e cadeiras da linha de frente das barracas são colocadas invadindo o rio, eu diria que se tratam de "bares molhados". E também vi por lá pedalinhos para a criançada e redes de dormir à disposição dos clientes mais sonolentos.

E, finalmente, a sede de Quixeré, um município cearense na divisa com Rio Grande do Norte, onde Luciano aproveitou para encher o tanque do carro antes de voltarmos a Fortaleza.

PERÍODO NATALINO DE 2023 E ANO-NOVO


06/12 (noite) - Encontro de colegas da turma de médicos graduados em 1971 pela Universidade Federal do Ceará. 

Local: Restaurante Fuxiko, na Praça Martins Dourado.

Com as presenças de Mário Mamede (organizador), Rocélio, Ercílio, Luna (com Zélia), Núbia, Silvio (com esposa) e eu (com Elba). 

Na ocasião, distribuí com os colegas os primeiros exemplares do meu livro "Edição Êxtase". 

Música ao vivo por Alê Ferreira.


09/12 (manhã/tarde) - Aniversário de 3 anos em data antecipada do neto Benício. Foi festejado no Buffet Infantil Florescer, na "Praça das Flores", Aldeota, tendo como tema "Patrulha Canina". 

16/12 (noite) - Jantar de Vanessa Gurgel oferecido a pais e  tios.

23/12 (tarde/noite) - Encontro natalino dos descendentes de Almerinda Gurgel no Espaço MGM. Lançamento do livro "A História de Elda".

24/12 (noite) - Comemoração de Natal dos Almeida Soares, na casa de Henrique e Eveline

24/12 (noite) - Comemoração de Natal organizado por Meuris Gurgel no salão de festas do Dracena, no condomínio "Les Jardins".

25/11 (tarde) - Almoço oferecido pelo casal João Victor e Diana, no Wai Wai Cumbuco.

25/12 (noite) - Jantar da família Macedo organizado por Moacir e Maristane (a quem agradeço pelo livro "Escritos da Casa Morta", de Dostoiévski).

29/12 (noite) - Jantar oferecido por Márcia Lucena, no 2020 da Avenida Beira-Mar.

31/12 - Virada do Ano (2024) no apartamento de Marcos Soares e Bárbara, no Meireles.

DISCURSO DE LANÇAMENTO DO LIVRO "A HISTÓRIA DE ELDA"

Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Elda Gurgel Coelho nasceu em 11 de setembro de 1930, em Senador Pompeu, no Ceará, filha do casal Paulo Pimenta Coêlho e Almerinda Gurgel Coelho.
Cursou, na capital cearense, o Primário no Grupo Escolar São Gerardo e o Ginasial no Colégio da Imaculada Conceição e no Colégio Santa Isabel.
Elda contraiu núpcias com o professor Luiz Carlos da Silva em 14 de agosto de 1947, em uma cerimônia simples, passando ela a assinar o nome Elda Gurgel e Silva.
Os primeiros anos de vida em comum do casal foram bem difíceis, coincidindo a contenção de numerários com a sucessão de gestações, compondo uma prole de treze filhos.
A trajetória de vida de dona Elda, entretanto, não se restringe ao relato de seu “glorioso” passado reprodutivo. Ela foi o esteio para a criação e a educação de tantos filhos, hoje convertidos em cidadãos de bem e de largo crédito no seio social cearense.
No entremeio de muitos afazeres domésticos, dona Elda ainda achou tempo para voltar a cultivar seus dons artísticos e para assumir compromissos religiosos e comunitários na Paróquia de Nossa Senhora das Dores, participando de diferentes pastorais e exercendo o Ministério Extraordinário da Eucaristia, por anos a fio.
Nos quinze anos seguintes ao desaparecimento de nosso pai, falecido em 20 de novembro de 2000, ela passou a dedicar-se mais intensamente aos seus trabalhos de tapeçaria, assumindo, na viuvez, a postura de “matriarca” da família, sendo festejada e cortejada por seus diletos filhos, bem como seus genros e noras.
Nos seus derradeiros anos, marcados por insidiosa enfermidade, ela encontrou no carinho dos filhos o alicerce para manter-se fiel ao cumprimento das virtudes teologais que pautaram a sua longa existência, finda na madrugada de 9 de abril de 2022.
Na semana seguinte à sua Missa da Ressurreição, expus aos meus irmãos a proposta da feitura de um livro em homenagem à nossa mãe a ser lançado em setembro do ano pretérito. A receptividade à proposição em epígrafe foi muito boa; porém, para alguns dos meus familiares, em razão dos aspectos emocionais, decorrentes de tão sentida perda, emergiu a ponderação para que se esperasse o percurso de, pelo menos, um ano, da partida materna, para que a obra fosse posta em marcha e viabilizado o seu lançamento.
Espelhado na experiência de organizar dois livros sobre o nosso genitor, convidei os irmãos Paulo e Mirna, respectivamente, o primogênito e a caçula do clã Gurgel-Carlos, para juntos cuidarmos da organização da obra tendo a nossa mãe como a protagonista principal, resultando em pronto acolhimento e engajamento de ambos.
Este livro, ora apresentado, contém a participação efetiva de todos os filhos do casal Luiz e Elda que, ao exibirem a trajetória de vida da perfilada, aqui disposta em oito partes, reverenciam a figura materna modelar que muito concorreu para formar e educar uma extensa prole, composta de cidadãos honrados e laboriosos, em prol da nossa tessitura social tão necessitada de gente de bem.
De forma consensual, os filhos de Elda, cientes do valor que ela atribuía à família, escolheram este encontro natalino que reúne, sobretudo, os descendentes de Almerinda Gurgel para lançar esta obra e distribuir exemplares aos participantes, já autografados e com os seguintes dizeres: “Alegramo-nos por compartilhar conosco do lançamento deste livro em homenagem a Elda Gurgel e Silva”.
Que a leitura desta publicação estimule outras famílias cearenses a produzirem registros dos feitos notáveis de seus progenitores.
Local: Espaço MGM, em 23/12/2023

"QUAL É SEU SONHO DE NATAL?"

A Academia Cearense de Direito - ACED, certamente um motivo de orgulho para os cearenses, tem como patrono da cadeira 22 o advogado LUIZ CARLOS DA SILVA, meu genitor. O membro titular da Academia que atualmente ocupa esta cadeira é o advogado e músico RICARDO BACELAR, que aqui aparece nos jardins do Theatro José de Alencar, logo após o término da solenidade de instalação da ACED em 15/03/2017, ladeado por vários membros de nossa família.
Além de advogado, o acadêmico da ACED é músico de escol. Em 2019, postamos no Blog EM um vídeo de Ricardo Bacelar em magistral interpretação (voz e piano) de uma versão erudita de "Cantiga de Caicó".
Agora, Bacelar lança o single "Festa de Natal" com Raimundo Fagner (no vídeo). Trata-se de uma letra original dele e de Manoela, sobre um pot-pourri de três músicas americanas clássicas de Natal, com a participação de suas filhas Maria e Sara.

DR. JOSÉ EDUILTON GIRÃO, MÉDICO E ESCRITOR

Nasceu em 18/10/1943, em Morada Nova CE, filho de Luiz Girão Carneiro e Vita Carneiro Girão. Teve seu curso primário realizado inicialmente em escola rural no município onde nasceu e concluído no Grupo Escolar Egídia Cavalcante Chagas, na sede daquele município. O ginasial e científico foram no Liceu do Ceará, em Fortaleza, de 1957 a 1963.
Ingressou na Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará em 1964, vindo a se graduar em dezembro de 1969.
Cumpriu Residência em Clínica Médica no Hospital dos Servidores do Estado, no Rio de Janeiro- GB, de janeiro de 1970 a dezembro de 1971.
Em Fortaleza, a partir de janeiro de 1972, passou a exercer Clínica Médica, inicialmente como assistente do Professor Paulo Marcelo Martins Rodrigues, ao nível de consultório e, quando necessário, em domicílio, assim como em pacientes hospitalizados na Casa de Saúde São Raimundo, atual Hospital São Raimundo. Nesta instituição, onde permaneceu até 1988, exerceu também atividades de preceptoria para graduandos de Medicina e Residente de Clínica Médica.
Obteve capacitação em Prevenção e Controle de Infecção, pelo Ministério da Saúde do Brasil, tendo cumprido estágios no assunto no Hospital de Ipanema, Rio de Janeiro, RJ; Hospital São Paulo da Universidade Federal de São Paulo, São Paulo, SP; em Doenças Infecciosas na Tufts University, Boston, EUA e em Geriatria no John Radcliffe Hospital, Oxford, Inglaterra.
No serviço público ingressou em 1972, como Médico Perito Previdenciário do Instituto Nacional de Previdência Social, atual Instituto Nacional de Serviço Social, sendo que em 1975, foi admitido no Hospital Sanatório de Messejana, atual Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes. Neste, ao lado da atividade assistencial em pré e pós-operatório de pacientes de Cardiologia e Pneumologia, atuou, a partir de 1978, como Presidente da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar, a primeira do Ceará; como Chefe do Serviço Médico Assistencial e, depois, como Diretor (pro-tempore).
Após afastamento, por aposentadoria, daquelas duas instituições continuou prestando serviços como Coordenador da CCIH do Hospital Geral Dr. César Cals, da Secretaria da Saúde do Estado do Ceará (SESA/CE) e integrou a Comissão Estadual de Controle de Infecção e Segurança do Paciente, bem como o Comitê Estadual de Clínica Médica daquela Secretaria de Estado.
Foi Conselheiro, por duas gestões, do Conselho Regional de Medicina do Estado do Ceará, e depois membro da Câmara Técnica de Clínica Médica; Diretor Científico do Centro Médico Cearense (atual Associação Médica Cearense) e da Sociedade Brasileira de Clínica Médica / Regional, que presidiu por duas gestões.
Integrou a Associação Cearense de Estudos e Controle de Infecção Hospitalar, da qual foi Presidente por duas gestões, e a Sociedade Médica São Lucas (SMSL).
Foi Membro Titular da Academia Cearense de Medicina (ACM) a partir de 1995, da qual foi Primeiro Secretário e Membro Fundador da Academia Cearense de Médicos Escritores (ACEMES), sendo também sócio da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores - Regional Ceará (Sobrames/CE) e Fellow do American College of Physicians. 
Produziu alguns artigos em: Revista Ceará Médico do CMC (atual AMC); Revista da ACEMES; Antologias da Sobrames/CE; Anais da ACM; Jornais de circulação estadual no Ceará e no Jornal da SMSL.
Participou da elaboração e/ou coordenação de Manuais, Protocolos e Rotinas: em Antimicrobianos e Prevenção de IRAS e Antimicrobianos / Hospital de Messejana Dr. C.A. Studart, Hospital Geral Dr. César Cals e Condutas em Clínica (SESA).
Era casado com a Assistente Social Valtina de Oliveira Santana Girão, piauiense de Teresina, tendo duas filhas: Evelyne e Milena (médicas), duas netas (Lia e Sara) e um neto (Mateus). 
José Eduilton Girão sofreu morte súbita na noite de 18/12/2023, tendo sido o corpo velado na Funerária Aethernus e sepultado no Parque da Paz, no dia seguinte. 
Texto baseado em sua biografia na Academia Cearense de Medicina
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Durante décadas fomos companheiros de trabalho no Hospital de Messejana. Recordo-me dele como um colega e amigo afável, detentor dos mais altos atributos. 
Profundo conhecedor dos meandros da Clínica Médica, semeou comissões de controle da infecção hospitalar (CCIHs) no Hospital de Messejana, Hospital Geral dr. César Cals e Hospital São Raimundo.
Membro de várias sociedades médicas, literárias e culturais, todos sentirão muito sua ausência nas entidades de que Eduilton tomava parte.
Levou a lume os seguintes livros: Clínica Médica no Ceará – passado e presente (1ª e 2ª.edições); A Leste do Atlântico – a propósito de algumas viagens; Na América de outros idiomas; No Ceará e noutros brasis; Reflexões deontológicas – a propósito de vivências médicas (e-book EdUECE); Para jovens médicos e graduandos de medicina; Respingos de Lembranças (reminiscências); Antimicrobianos: de fármacos “prodigiosos” à quase obsolescência; Clínica Médica - preceitos e contextos; e Por Gratidão ou Benquer.
Neste último, honrou-me ao incluir meu nome entre os verbetes do livro. (PGCS)
Paulo Gurgel, Waldeney Rolim e Eduilton Girão
(em recente lançamento de livro no Ideal Clube)

NOTÍCIA DE FALECIMENTO DO DR. JOSÉ EDUILTON GIRÃO

Recebi de meu irmão Marcelo Gurgel a notícia do súbito falecimento na noite de ontem (18/12/2023) do amigo e colega Dr. José Eduilton Girão.
O corpo do Dr. Eduilton está sendo velado hoje (19), a partir das 8h30, no Velatório Aethernus, à Rua Pe. Valdivino, Nº 1.688, em Fortaleza. A missa de corpo presente será às 14h30 e, em seguida, seus despojos serão conduzidos às 15h30 para sepultamento no cemitério Parque da Paz.
Descanse em paz, querido Eduilton. 
Meus sentimentos a Valtina, a todos seus familiares e amigos.

"AMILTON MELO - ÍDOLO DE TODOS"

O documentário "Amilton Melo - ídolo de todos" traz histórias da vida de um dos maiores nomes do futebol cearense. Do meio-campista Amilton Melo, que foi "campeão pelos times históricos do Ferroviário, Fortaleza e Ceará, em apenas nove anos de uma carreira marcada por gols, títulos e polêmicas".
A obra audiovisual (dirigida por Ciro Câmara e Vinicius Augusto Bozzo, com produção da Sinfonia Filmes associada com a MT Vídeo Produções) é baseada na autobiografia do ex-jogador - "Amilton Melo: o craque e o futebol cearense" (1987) - que contou com entrevistados como o cantor e compositor Raimundo Fagner, o ex-jogador Zico, os dirigentes Marcelo Paz (presidente do Fortaleza), Evandro Leitão (ex-presidente do Ceará), o pesquisador Evandro Ferreira Gomes e os cronistas Tom Barros e Wilton Bezerra, do Sistema Verdes Mares, além de familiares de Amilton.
Nascido no distrito de Sucesso, em Tamboril, em 1949, Amilton Melo chegou a Fortaleza ainda criança. Iniciou os bate-bolas nas ruas do Parque Araxá e, em pouco tempo, já despontava como craque no futebol de salão. A passagem para o futebol de campo foi natural. Ainda como juvenil, disputando partidas oficiais pelo Guarany de Sobral e pelo América no Estadual de 1967. Em uma delas, a preliminar de um amistoso do Fluminense no Estádio Presidente Vargas, fisgou as atenções de ninguém menos que Telê Santana, treinador do "Tricolor das Laranjeiras".
"De repente, batem no portão aqui de casa e era o Telê querendo falar com meu pai pra levar o Amilton pro Rio", conta a irmã do ex-jogador, Hildete Melo, que ainda reside na mesma casa do histórico encontro.
Foram dois anos na Cidade Maravilhosa e o retorno ao Ceará para assinar contrato profissional com o Ferroviário, iniciando uma trajetória de sucesso nos gramados locais e de transações entre clubes rivais que movimentaram as principais torcidas do estado.
Foi campeão pelo "Tubarão" naquele ano. Depois de três anos na Barra do Ceará - com breve passagem pelo Atlético Mineiro comandado por Telê - assinou contrato com o Fortaleza. Integrou o time bicampeão estadual em 1974, formando o histórico "Quadrado de Ouro", ao lado de Chinezinho, Zé Carlos e Lucinho, sob o comando de Moésio Gomes.
Em 1977, deixou o Pici e rumou para Porangabuçu, onde foi peça importante no meio-campo do time tetracampeão cearense em 1978. Descontente por não ter o contrato logo renovado, encerrou a carreira poucos meses após o título, tendo experimentado breve retorno aos gramados, em 1990, pelo Calouros do Ar.
http://ge.globo.com/ce/noticia/2023/03/22/documentario-retrata-vida-de-amilton-melo-um-dos-maiores-nomes-do-futebol-cearense.ghtml
Conheci Amilton Melo na casa do violonista Cláudio Castro, no Parque Araxá. Amilton tocava violão e compunha, daí a demanda que fazíamos pela companhia de Cláudio. Em julho de 1980, tivemos canções apresentadas no Festival Crédimus da Canção, realizado no Ginásio Coberto do SESC. Ele, classificou sua canção "Silêncio" (com Chico Pio?), e eu, "Angra de Desejos", que compus em parceria com Airton Monte e Idalina Cordeiro. Descubro agora que Chico Lustosa subiu há tempos para o YouTube a gravação "Forregue" (1990), com oito faixas, sendo cinco de autoria de Amilton Melo. ~ Paulo Gurgel

EDIÇÃO ÊXTASE

2023. Ano em que registro os seguintes marcos:
75 anos de vida;
57 anos de trabalho;
52 anos da profissão de médico;
39 anos de vida conjugal;
17 anos de blogueiro;
12 anos da publicação de PORTAL DE MEMÓRIAS (livro biográfico organizado por Marcelo Gurgel);
30/11. Publicação do livro EDIÇÂO ÊXTASE.
Locais de venda
Banca O Braz, na Praça Martins Dourado, Cocó, Fortaleza-CE. (85) 9 8542 9212
Banca Plaza (Sr. Otacílio), na Av. Santos Dumont, em frente ao Plaza, Fortaleza-CE. (85) 9 8685 2577
Banca Parque do Cocó (Sr. Miguel), na Av. Padre Antônio Tomás, Fortaleza-CE (85) 9 9933 3227
Banca do Ivanildo, na Praça Eng. Pedro Felipe Borges (Cocó), Fortaleza-CE (85) 98808 7814
15,00 (preço de impressão)

SESSÃO SOLENE EM HOMENAGEM AOS 40 ANOS DE FUNDAÇÃO DA SOBRAMES CEARÁ

Atendendo ao requerimento do deputado estadual Alysson Aguiar (PC do B), realizou-se no dia 30 de novembro, com início às 15 horas, no Plenário 13 de Maio da Assembleia Legislativa do Estado do CEARÁ (ALECE), a Sessão Solene em Homenagem à Sociedade Brasileira de Médicos Escritores - Regional do Ceará (Sobrames/CE), pelo aniversário de 40 anos de fundação desta entidade literária.
Ao ensejo da Sessão Solene na ALECE, aconteceu também o lançamento do livro "Uso Profilático", a 41.ª antologia da Sobrames Ceará.
Sim, a medicina nos permite a esses voos do espírito em que, dedicados à literatura, criamos histórias, simulamos vidas, transfiguramos a realidade e até inventamos universos autônomos (a partir de verdades que não podem ser medidas pelos mesmos padrões das verdades factuais). Temos um entendimento com a palavra (aliança secreta, diria Cortázar) para não desvanecermos. E, nessa árdua luta para vencer a poeira do tempo, por isso, escrevemos. Existe um caminho de volta que nos leva da fantasia à realidade e esse caminho é a arte, como assinalou Freud. (Paulo Gurgel)
Membros da mesa diretora da Sessão e seis presidentes da Sobrames Ceará. Data: 30/11/2023
1 Prof. Artur Bruno, representante do Governador Elmano Freitas
2 Dr. Paulo Gurgel, ex pres. Sobrames
3 Dep. Guilherme Sampaio, presidente da Sessão Solene
4 Dr. Emanuel Melo, ex pres. Sobrames
5 Dr. Flávio Leitão, ex pres. Sobrames
6 Dr. Arruda Bastos, atual pres. Sobrames
7 Dr. Marcelo Gurgel, ex pres. Sobrames e editor da antologia
8 Dr. Luiz Moura, ex pres. Sobrames

MEMÓRIA. VIAGENS E PASSEIOS PELO NORDESTE DO BRASIL

► BAHIA
Salvador e Ilha de Itaparica
Verão de 1970. Excursão da Turma Andreas Vesalius da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará.
http://
Feira de Santana, pernoite de uma viagem de fusca do Rio a Fortaleza, 1974.
Salvador, c/ Elba, após estada em Maceió.
Paulo Afonso, c/ Elba (vindo de Garanhuns-PE).
Salvador, Valença, Camamu e Santo Amaro, viagem com o irmão Germano.
13/10/2000 "Workshop SBMT 2000". Exposição "Silicose no Estado do Ceará", no Hospital São Rafael. Hotel Othon em Ondina. Pedra da Sereia (almoço). Farol da Barra (passeio). Casa de Germano e Maísa em Stella Maris. Lagoa do Itapoã. Ferry boat para Itaparica.Valença. Camamu (Hotel Acaraí, almoço no Péricles e jantar no Didico), Santo Amaro da Purificação (casas de José Silveira e da Dona Canô, restaurante Trilhos Urbanos), entre os pontos visitados.
Salvador, Vitória da Conquista e Ilhéus 12/11/2004 (sábado) Curso de Função Pulmonar. Sociedade de Pneumologia da Bahia.
Passeio c/ Elba: 14 e 15/11/2004 Vitória da Conquista. 16 e 17/11/2004 Ilhéus.
► PERNAMBUCO
Recife e Olinda
Com Brenda e Rosângela, prima de Elba que chegou depois.
http://blogdopg.blogspot.com/2023/08/jose-mucio-quem-diria.html
Serra Talhada e Triunfo
4 a 9/01/1998 Passeio c/ Elba e filhos.
Viagem pela BR-116 até Salgueiro-PE; pela BR-232 até Serra Talhada-PE (a 100 km) com hospedagem no Hotel das Palmeiras; e, finalmente, por uma rodovia estadual (para a subida da serra) até Triunfo (a 31 km). Em Triunfo (Pousada Baixa Verde), com o Cine-Teatro Guarani e o Museu do Cangaço como pontos visitados. Retorno por Juazeiro do Norte (Hotel Verdes Vales), com o Horto e o Cariri Shopping como pontos visitados, e por Russas com pernoite na pousada Rumasa).
http://blogdopg.blogspot.com/2009/11/triunfo.html
Garanhuns 2x
vindo de Campina Grande-PB (http://) e vindo de Recife, prosseguindo para Paulo Afonso.
Recife, Caruaru e Gravatá
2 a 5/4/2015 (Semana Santa) Passeio c/Elba. Recife Monte Hotel, na Boa Viagem. Tour "Rio Capibaribe e suas Pontes", de catamarã. Feira de Caruaru. Mercado Público de Gravatá.
Exu
15/01/2025 Viagem com Elba, Sérgio, Luciano e Elsa. de Juazeiro do Norte até Exu, passando pela Floresta Nacional do Araripe e pelo Crato. Visita ao Parque Aza Branca.
► PARAÍBA
Campina Grande e João Pessoa
20 a 24 de julho de 1971, c/ colegas da Faculdade de Medicina
IV Congresso Norte-Nordeste de Patologia, em Campina Grande. Visita a João Pessoa após o congresso de Campina Grande. Visita ao ponto mais oriental do Brasil.
Campina Grande (+ 2x) e Garanhuns (2x)
Datas diversas
João Pessoa
17/06/2004, AI Guararapes, Rodoviária Jaboatão
JR Hotel (centro JP). Parque Solón de Lucena. Av. Epitácio Pessoa até Tambaú. Rest. Bahamas c/ MPB
(na sequência: Congresso Médico em Natal)
São João e Sousa (Oeste paraibano)
07 a 09/09/2007, Passeio c/ Elba.
http://blogdopg.blogspot.com.br/2007/09/estncia-termal-de-brejo-das-freiras.html
http://blogdopg.blogspot.com.br/2007/09/vale-dos-dinossauros.html
► RIO GRANDE DO NORTE
Natal
25/07/1971 (após o Congresso de Patologia em Campina Grande).
XXXX Passeio de Férias c/ Elba. Hotel na Via Costeira e Hotel Rei Magos.
1 a 3/05/2000 "V Seminário Nordeste - ANAMT - A Medicina do Trabalho no Mundo em Transformação". Exposição "Silicose no Estado do Ceará". Hotéis: Residence e Maine "Lagoa Nova". Conversa com Renê Mendes. Centro e Ponta Negra.
18 a 19/06/2004 Curso de Imagem da Sociedade Norteriograndense de Pneumologia e Tisiologia
(ônibus, após João Pessoa) Cidade Alta (centro), Alecrim, Lagoa Nova, Candelária, Capim macio. Prox. Hotel: Prefeitura, Museu Câmara Cascudo, Catedral, Rio Potengi. Rest. Camarões na Ponta Negra. Natal Shopping.
Mossoró e Natal
1988 (aos 40 anos), c/ família
http://preblog-pg.blogspot.com/2009/08/uma-idade-dificil.html
Mossoró, Tibau e Martins
janeiro de 2007, c/ família.
http://blogdopg.blogspot.com/2007/01/passeio-completo-1.html
http://blogdopg.blogspot.com/2007/01/passeio-completo-2.html
Mossoró e Tibau
22 a 25/12/2018, c/ família.
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2018/12/mossoro-e-tibau.html
Pau dos Ferros, Martins e Portalegre
22 a 23/11/2019, c/ Luciano.
Passeio de férias c/ família. Orla e Praia do Francês, no município de Marechal Deodoro a 33 km da capital. Na sequência desta viagem: Salvador.
► SERGIPE
Aracaju
Passeio de férias c/ Elba. Centro Histórico e Praia de Atalaia
► PIAUÍ
Teresina
3 a 6/10/1979 "I Jornada Nordestina de Pneumologia e Tisiologia", c/ colegas do HM. Na ida, pernoite em Ubajara-CE. Visita à Gruta de Ubajara na manhã seguinte.
Luís Correia e Parnaíba
5 a 10/07/1994 c/ Elba e filhos. Pousada da Neblina (Ubajara), Hotel Rio Poty (Luís Correia) e Hotel Cívico (Parnaíba). Visita à Gruta de Ubajara e a Sete Cidades
Teresina
Passeio de férias c/ Elba e filhos. Excursão a Timon-MA, que é a única cidade do Brasil que faz divisa com a capital de outro Estado (com Teresina-PI).
Luís Correia
Motivo da viagem: Comemoração dos 44 anos de formatura em Medicina pela UFC (aka Turma Andreas Vesalius, de 1971).
Pernoite na ida em Tianguá.
Local do encontro: Carnaubinha Praia Resort, em Luís Correia-PI.
Período: 12 a 15/11/2015.
► MARANHÃO
São Luís
1987 Curso "Micoses Pulmonares", em São Luís. Hotel: no Centro Histórico. Em seguida, como hóspede dos pais do pneumologista Sérgio Pavão.
19 a 21/04/2008  Grand São Luís Hotel. City Tours (2) programados por Eaílo Macedo, primo de Elba.
http://blogdopg.blogspot.com/2008/04/cantando-o-maranho.html
http://blogdopg.blogspot.com/2008/04/so-lus-do-maranho.html

BELCHIOR. Estátuas

29/10/2019 - O cantor e compositor Belchior foi homenageado com uma estátua em tamanho real numa praça em sua cidade natal, Sobral, no Norte do Ceará. Feita de bronze pelo artista plástico Murilo Sá, a escultura retrata o artista com um violão nas mãos. Encomendada pela Prefeitura de Sobral, a estátua foi inaugurada oficialmente na noite da última terça-feira (29), três dias após o aniversário de Belchior – que teria completado 73 anos se vivo estivesse.
http://blogdopg.blogspot.com/2018/10/belchior-72-anos.html

Cantinho do Frango, rua Torres Câmara,71, em Fortaleza:

Belchior feito com peças articuladas pelo artesão juazeirense Boni. Foto: Débora Raquel (DN, 23/12/2019)

09/02/2024 - A instalação da escultura de Belchior no Convento dos Capuchinhos marcou o início do Festival de Jazz de Guaramiranga de 2024. A homenagem prestada a ele deve-se ao fato de Belchior, por três anos, ter sido seminarista nesta instituição religiosa situada na Serra de Baturité. Esta escultura é assinada por Narcélio Grud, do Festival Concreto.

HOSPEDAGENS IBIS

2018 Lisboa, Saldanha
2018 Madri, Aeropuerto Barajas
2018 Mossoró
2019 Vitória, Praia do Canto
2022 Palmas, Avenida JK
2023 São Paulo, Styles Barra Funda
2023 Genebra, Aéroport 
2025 Curitiba Batel
(post não patrocinado)

CUNHA. Seus rascunhos

Em setembro de 2023, Nelson José Cunha veio com Conchita visitar amigos e familiares no Ceará.

Filho de pai cearense e mãe mineira, Nelson nasceu em Ouro Preto-MG. Fez Medicina na Universidade Federal do Ceará (turma de 1971) e pós-graduação em Oftalmologia no Rio de Janeiro.

Quando começou a exercer a especialidade Nelson era o único oftalmologista de João Monlevade-MG (atualmente a cidade tem quinze). Aposentado, passou a morar em Nova Lima-MG.

Casado com Conchita (diminutivo de Concepción, na Espanha), o casal tem 4 filhos e 3 netos.

Tem colaborado em meus blogues "EntreMentes" e "Linha do Tempo" (marcador NJC). Também escreveu textos para "Portal de Memórias" (p.29-32) e "Edição Êxtase" (no prelo), livros que abordam minha vida e obra. Nelson escreve muito bem, é arguto e, por vezes, irônico em suas observações.

Aqui em Fortaleza, vivem sua mãe Lindaura, de 98 anos, as duas irmãs de Nelson e outros familiares.

Nesta visita, ele incluiu um périplo pela região de Crateús, terra natal do falecido pai e onde Nelson viveu na infância.

1) Casa do meu avô Joaquim Cunha, na praça do mercado ia até a rua do fundo. Foi demolida e, em seu lugar, fizeram esse ponto comercial e outras casinhas ridículas na lateral. Tudo horrendo e modernoso. E assim vão se apagando a história de uma cidade, numa comprovação de que o Brasil é um país conduzido pela ralé da inteligência e do mau gosto

2) Fazenda do meu avô em Cariré. Uma placa "Fazenda Santo Antônio" e a casa avarandada ao fundo. Tudo derrotado pelo tempo, clima e abandono. Sua exuberância reside apenas na memória dos que viram lá vacas, vagens debulhadas, vultos apressados da Muínha, redes na varanda, ruídos de capotes, cachorros pedintes e cheiro de queijos sofridos na prensa de madeira.

3) Açude Taquara (em azul) e justamente ao lado da sedenta Fazenda Santo Antônio. Estrada asfaltada em amarelo. Nenhum palmo de terra irrigada. Esse enorme espelho azul, de cara para o sol, devolvendo para a atmosfera toda água caída. (Fonte: What's App do NJC).

Em 12/09, fomos jantar com eles no restaurante Tilápia, no bairro Guararapes, onde saboreamos o prato "Viagem ao Fundo do Mar" (lagosta, camarões, tilápia etc.).

Ficamos (Elba e eu) de um dia visitá-los nas Gerais.

EM POUCAS E BOAS LINHAS (2)

Aqui publico a versão mais recente deste slideshow a meu respeito, com a inclusão de uma caricatura feita por um artista da Praça da República, em Florença, Itália, e de um desenho a distância por Túlio Campos, residente em Ouro Preto-MG. As duas imagens (ambas de 2023) serão reproduzidas como ilustrações de EDIÇÃO ÊXTASE, um livro autobiográfico já no prelo.

MELISSA GURGEL NO RANKING DOS PESQUISADORES INFLUENTES


O Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Engenharia Química da Universidade de Campinas (PPG/FEQ/UNICAMP) se orgulha de ter duas docentes, Prof.ª Marisa Beppu e Prof.ª Melissa Gurgel (foto), entre os pesquisadores mais influentes do mundo.
O ranking é publicado pelo pesquisador John Ioannidis, da Universidade Stanford (EUA), em parceria com a Elsevier, a maior editora científica do mundo.
Para saber mais, acesse: https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2023/10/numero-de-cientistas-do-brasil-entre-os-mais-influentes-do-mundo-quadruplica-em-5-anos-veja-lista.shtml

A cearense Eng. Quím. Melissa Gurgel nas notícias do Blog Linha do Tempo:

O LABIRINTO BORGES

Em outubro (3), compramos bilhetes para os vaporettos. Embora com validade para o dia inteiro, esses bilhetes só foram usados pela manhã quando fomos à ilha de San Giorgio e, ao final da excursão, para retornarmos à ilha principal de Veneza (centro storico).
Na ilha de San Giorgio visitamos a Basílica de São Jorge Maior, a Biblioteca da Fundação Cini e o Labirinto Borges, dedicado este último equipamento à memória do escritor argentino Jorge Luis Borges.
Acessamos o labirinto a partir do café San Giorgio, tendo como guia um brasileiro radicado na Itália.
Antes disso, o passeio começou por uma visita à "Nuova Manica Lunga", o antigo dormitório beneditino transformado em biblioteca por uma reforma conduzida pelo arquiteto Michele De Lucchi. Com mais de 1.400 metros lineares de estantes, sendo 1.000 estantes abertas (aproximadamente 100 mil volumes), a Nuova Manica Lunga representa hoje o coração do complexo bibliotecário da Fundação Cini.
Depois entramos no labirinto. Com altura aproximada de 90 cm, foram necessárias mais de 3.000 plantas arbóreas para criar este labirinto, que só tem uma saída (como manda a tradição), dessa homenagem focada em Borges que foi idealizada pelo arquiteto Randoll Coate.
Para ampliar a experiência sensorial, o visitante recebe também um audioguia com a trilha sonora original criada para este lugar encantador pelo compositor Antonio Fresa, com execução pela Orquestra do Teatro La Fenice.
Inspirado no conto "O jardim dos caminhos que se bifurcam”, o labirinto está repleto de "objetos de inspiração burguesa" e oferece um percurso com aproximadamente um quilômetro de extensão, desde que o visitante... não se perca.
Não nos perdemos.
Relacionadas
2011 A vida como um labirinto
2013 O maior labirinto do mundo
2017 Os enigmas no monumento do milênio
2018 Um labirinto extrordinário
2019 Labirinto de Möbius
2020 A quantas anda sua memória?
2021 Mitópolis
2023 No labirinto de labirintos
2024 Origem do labirinto

GENEBRA

07/10, sábado
Natália, Rodrigo e o garoto Renan partiram hoje cedo para uma viagem de quatro dias pelos Alpes Suíços. prevendo-se o retorno deles a Milão, antes dos voos que farão para Lisboa e Fortaleza. Quanto a mim e a Elba, tomamos o café da manhã no Plus Welcome, fizemos o check-out e pegamos um táxi para Lampugnano Bus Station.
Quem viaja por terra de Milão para Genebra, na Suíça, contempla maravilhosas paisagens de vales, montanhas, rios, cidades e vilarejos. E admira-se com a grande quantidade de túneis que, rasgando os Alpes, foram construídos pela Itália e França, principalmente com a grandiosidade do mais extenso deles, o Túnel de Mont Blanc.
O Túnel do Monte Branco é um túnel nos Alpes, que liga por estrada a França à Itália, sob o Monte Branco. As duas cidades principais próximas ao túnel são Chamonix (na França) e Aosta (na Itália). Iniciado em 1957 e concluído em 1965, o túnel com 11,6 km de comprimento e 8,6 m de largura passa sob a montanha entre estas duas cidades. É uma das principais rotas de transporte transalpinas, especialmente para a Itália, que a utiliza para transportar até um terço das suas mercadorias para o norte da Europa.
Nossa viagem pela Flixbus, que deveria durar cinco horas e meio, no entanto, por motivos alheios à empresa (desvios de percurso e fiscalização de fronteira), durou sete horas. Pense o que é ser um cidadão idoso que toma diurético para a pressão alta e depois saber que o ônibus em que viaja não dispõe de uma toalete a bordo! O ônibus chegou ao fim do dia na Place Dorcière, em Genebra. Descemos às pressas com as bagagens e, atendidas certas exigências miccionais, tomamos um táxi para o Ibis Aeroporto. Cansados da viagem rodoviária, optamos por jantar no próprio hotel.
08/10, domingo
Saímos às 8h para uma caminhada de 5 quilômetros até o Lac Leman, o Lago de Genebra. A temperatura estava agradável, com pouca gente sendo vista no início da caminhada. Contudo, o número de transeuntes aumentava à medida que nos aproximávamos das margens do Lago.
Oh là là, o Lago de Genebra com seu também famoso Jet d'eau!
Localizado o quiosque de vendas, compramos bilhetes para as 11 horas. Afinal, ainda precisávamos de fazer nossa refeição matinal, que consistiu de chocolate quente com croissants.
Enquanto aguardávamos a hora do passeio no Lago, percorremos a Pont du Mont-Blanc, o Quai du Mont-Blanc e tiramos fotografias tendo ao fundo um dos cartões postais da cidade, o Monumento a Brunswick
O Sr. Brunswick deixou sua fortuna para a cidade mas somente no caso de a cidade construir um monumento em homenagem ele, e a cidade honrou o compromisso.
Lago de Genebra
É um dos maiores lagos da Europa Ocidental e o maior deles no curso do Ródano. Sessenta por cento do lago pertencem à Suíça (os cantões de Vaud, Genebra e Valais) e quarenta por cento à França. As principais atividades de lazer praticadas incluem vela, windsurf, passeios de barco (incluindo esqui aquático e wake-board), remo, mergulho e banhos. Além de ver e fotografar o Jet d'Eau e os Bains des Paquis (casas de banho públicas em um píer no Lago Genebra que se transformam em saunas durante o inverno).
No período da tarde, fomos ao Genève Cornavin, a principal estação ferroviária de Genebra, da qual partem trens para Lausanne, Lucerna, Milão, Lyon, Marselha, Annecy etc. Em suas instalações funcionam também um supermercado e estabelecimentos comerciais (muitos dos quais estavam fechados, por ser domingo).
Basílica Notre Dame
Por falhas de planejamento, não nos foi possível: ir a Annecy (a Veneza dos Alpes), na França; ver o Jardim Inglês e visitar o Patek Filippe Museum, que só abriria na terça-feira.
09/10, segunda-feira
O Hotel Ibis realiza o traslado de seus hóspedes para o aeroporto de Genebra. No horário das 9h, aproveitando a cortesia do hotel, apresentamo-nos no balcão da TAP para a nossa volta ao Brasil. O tempo de espera foi suficiente para almoçar e para que Elba também comprasse lembranças no centro de compras do aeroporto.
PS. Onde estariam agora os outros membros da família?

FLORENÇA, VENEZA E MILÃO

01/10, domingo
La nostra colazione em um McDonald's próximo ao Roma Termini, onde pegamos, às 10h10, um trem de alta velocidade da Trenitalia que faz a linha Salerno-Milão. Chegamos a Florença às 11h45 e tomamos um táxi até o Hotel Bavária, na região de Uffizi.
Florença (em italiano: Firenze) é um município italiano, subcapital e maior cidade da região da Toscana e da província homônima, com cerca de 380 mil habitantes (mais de 1 milhão de habitantes em sua AM). Em sua area pedonale, os pedestres compartilham as ruas com as pessoas que se utilizam de bicicletas ou patinetes.
A cidade é considerada o berço do Renascimento italiano, e uma das cidades mais belas da Itália. Tornou-se célebre por ser a cidade natal de Dante Alighieri, autor da "Divina Comédia", que é um marco da literatura universal. Florença transpira arte por todos os poros. Sob o mecenato do estadista e poeta Lourenço de Médici, gênios como Leonardo da Vinci, Sandro Botticelli, Giotto e outros aqui criaram grandes obras artísticas e arquitetônicas.
✓ San Miniato al Monte
✓ Piazalle Michelangelo, de onde se pode apreciar uma das melhores vistas panorâmicas de Florença.
✓ Piazza Della Signoria, com a réplica do David, de Michelangelo.
✓ Ponte Vecchio
✓ Piazza di Santa Croce, com a Basílica de mesmo nome.
✓ Piazza della Repubblica
A Praça da República é uma dos principais logradouros de Florença, desde que a principal cidade da Toscana existe. Considerada o núcleo de Florença, ela foi construída sobre as ruínas de um fórum romano e é circundada por restaurantes. Entramos num deles para jantar. Coube-me uma sopa de legumes, mas não tão saborosa quanto um minestrone que eu tomei em Roma.
É um ponto de encontro animado, colorido e cheio de vida!
Renan e Natália deram umas voltas no vistoso carrossel da praça.
Impossível não associar a praça ao carrossel retrô, que pertence à família Picci. E não é só as crianças que se divertem nele, os adultos também são admitidos no carrossel.
Antes de voltarmos para o Hotel Bavária, posei para um dos artistas da Praça da República. Em vinte minutos, a tela foi concluída: parla! E o artista sugeriu que eu me deixasse fotografar exibindo a caricatura - com ele a meu lado.
Dito e feito.
PS. Não recordo o nome dele (nem consigo identificá-lo a partir de sua rubrica na tela). 
02/10, segunda-feira
Outro trem da Trenitalia nos levou até Veneza. E um táxi (lancha) nos transportou da Estação Venezia Santa Lucia ao Hotel Ca Pedrocchi.
Veneza (em italiano: Venezia), capital da região do Veneto, é uma cidade no nordeste da Itália, situada sobre um grupo de 118 pequenas ilhas separadas por canais e ligadas por pontes. Ela está localizada na pantanosa Lagoa de Veneza, que se estende ao longo da costa entre as bocas dos rios Po e Piave. Veneza é famosa pela beleza de sua arquitetura e obras de arte. Uma parte da cidade está listada como um Patrimônio Mundial, juntamente com a sua lagoa. 
O núcleo da cidade, o seu centro histórico, é constituído por um conjunto de ilhas no centro da lagoa, com cerca de 60 mil habitantes. A estas ilhas, há que juntar outras no estuário (30 mil residentes) e também na parte continental (180 mil residentes), que com os seus 130 km², representam cerca 83% da área emersa do território. O centro histórico é totalmente pedonal, com seus 150 canais nos quais  trafegam diferentes tipos de barcos (vaporettos, lanchas e gôndolas), que são os meios de transporte nessa zona.
✓ Praça de São Marcos e Basílica
✓ Torre do elevador. Ingressos no local.
✓ Palácio Ducal (não visitado)
✓ Ponte dos Suspiros
Fotografado pelos turistas provenientes de todos os lugares, lhe foi atribuído esse nome porque a lenda diz que, em tempos remotos, os prisioneiros (atravessando-a) suspiravam por ser a ocasião de ver pela última vez o mundo externo.
03/10, terça feira
Compramos bilhetes para os vaporettos. Embora com validade para o dia inteiro, só foram usados pela manhã. Quando fomos à ilha de San Giorgio e ao retornamos desta para a ilha principal (centro storico).
✓ Basílica de São Jorge Maior
✓ Biblioteca da Fundação Cini e Labirinto Borges, este último dedicado ao escritor argentino Jorge Luis Borges. Com guia brasileiro. Os ingressos foram comprados no restaurante em que tomamos o café da manhã. 
Á tarde, estivemos no Rialto: ponte, mercado, shopping center. 
Ao fim do dia, fizemos o tradicional passeio de gôndola (80 euros para o grupo)
04/10, quarta-feira
Estava previsto que eu e Rodrigo sairíamos do Hotel Pedrocchi às 4h30, caminharíamos até o ponto das barcas (que são os táxis de Veneza), de onde uma delas nos levaria até a Estação Venice Santa Lucia. Nesta, tomaríamos um trem regional da Trenitalia para e Estação Venice Mestre. Em seguida, em local próximo, o ônibus da Flixbus do horário das 6h40 nos levaria até Ljubjlana, Eslovênia, onde chegaríamos às 10h25. Teríamos algumas horas para conhecer a pequena cidade dos Balcãs, e, à noite estaríamos de volta a Veneza. Tudo isso ficou impraticável devido à piora do meu quadro respiratório, ao qual se associaram incômodos soluços.
Comprei uma caixa de antibiótico (Augmentin 875/125) em uma farmácia local. Mostrei minha carteira de médico no Brasil, e isso foi suficiente.
05/10, quinta-feira
Em 20 minutos, um táxi (lancha) percorrendo os canais de Veneza, nos transportou do hotel até a estação ferroviária da cidade. O café da manhã aconteceu na própria stazione, enquanto aguardávamos um trem da Trenitália. Após 2 horas e meia de viagem, com paradas em Pádua (Padova), Verona (a fictícia cidade de Romeu e Julieta) e outras cidades, chegamos a Milão.
Check-in no Plus Welcome Milano, o melhor dos hotéis em que nos hospedamos na Itália (desta vez, o conforto foi priorizado com relação à proximidade dos monumentos históricos).
Utilizando-se do metrô, fomos visitar:
✓ Duomo di Milano. Visita ao Duomo e ao respectivo Museu (8 euros por pessoa). 
✓ Passeio na Galleria Vittorio Emanuelle II, onde almoçamos. 
✓ Basilica di Sant'Ambrogio
✓ Castello Sforzesco, uma fortificação medieval restaurada e que atualmente abriga museus e coleções de arte da cidade. 
Jantar no Castello, nas proximidades. Volta ao hotel por metrô.
06/10, sexta-feira
Café da manhã no hotel. Metrô.
✓ Piazza della Scalla, onde está o famoso Teatro alla Scalla (fechado).
✓ Giardini Perego, uma área verde no centro de Milão. Piccolo ma bello, come spesso sono i giardini di Milano.
✓ "Quadrilátero da moda" de Milão (delimitado por quatro ruas de prestígio: via Montenapoleone, via Manzoni, via della Spiga e Corso Venezia), onde Elba foi fazer compras e temporariamente se perdeu. 
Almoço. Volta ao hotel pelo metrô.
Ainda fiz uma caminhada na região do Ospedale San Paolo e comprei gêneros alimentares no supermercado Esselunga, de Famagosta.
À noite, Natália e Rodrigo deixaram Renan sob os cuidados de Elba e saíram para badalações noturnas.