Sobre a família Gurgel Carlos, os bairros de Otávio Bonfim e Cocó, em Fortaleza, as cidades de Acarape, Redenção e Senador Pompeu, no Estado do Ceará, a Faculdade de Medicina (UFC), minhas caminhadas e viagens, assuntos culturais e artísticos notadamente locais, memórias e fatos pitorescos.
MORRE DARIVAL BRINGEL
HOMENAGEM A ROBERTO LOBO
Em 22 de março (sexta-feira), às 20 horas, no Auditório da Reitoria da Universidade Federal do Ceará (UFC), foi homenageado in Memoriam o médico psiquiatra Dr. ROBERTO AUGUSTO MESQUITA LOBO com o título de membro honorário da Academia Cearense de Medicina (ACM).
A saudação esteve a cargo do Acadêmico Dr. Paulo Eduardo Garcia Picanço.
Elba e eu estivemos presentes na sessão da ACM. Ao ensejo, cumprimentamos pelo agraciamento a Dra. Sônia Lobo, viúva do homenageado e minha colega da turma na Faculdade de Medicina da UFC.
Dra. Sônia Lobo recebe o diploma do Dr. Roberto Augusto de Mesquita Lobo como membro honorário (in Memoriam), das mãos do Acad. Dr. Janedson Baima, presidente da ACM.EDMAR GURGEL E AMILTON MELO
Esta fotografia postada por Gonzaga Oliveira no Facebook, em "Fortaleza Antiga", mostra os titulares da equipe de futebol de salão do Usina Ceará, em 1967. Dentre eles, estão Edmar Gurgel (meu tio) e Amilton Melo, que viria a se tornar um "ídolo de todas as torcidas" no futebol profissional cearense.
Wilton Almeida, supercolaborador
Acho que essa foto é anterior a 67, o Usina foi extinto em 65 e o Amilton Melo seria um menino jogando no meio dos velhos,como se dizia antigamente.
Wilton Almeida! Talvez você tenha razão. As legendas não constavam da foto original, foram acrescentadas (com possibilidade de haver ocorrido algum erro). Nascido em 1937, Edmar Gurgel não aparentava ter uma idade de 30 anos por ocasião desta fotografia de 1967. Sei também que o Usina Ceará (futebol de campo) participou de 12 edições do campeonato cearense de futebol (até 1964), quando não resistiu ao conturbado clima político nacional do regime militar. O dono da fábrica Siqueira Gurgel (onde Edmar inclusive trabalhou), o deputado Moyses Pimentel era opositor ao regime e, perseguido durante a ditadura, encerrou as atividades do time. Mas eu não saberia dizer se o futebol de salão do Usina ainda continuou por algum tempo.
REVISTA DA ASSOCIAÇÃO MÉDICA CEARENSE
A revista eletrônica da Associação Médica Cearense (AMC), em seu número 30, de fevereiro de 2024, traz artigos dos médicos Ricardo Pessoa (editorial), Eduardo Vidal, José Arnóbio Menezes, Ricardo Reis, André Xenofonte, Marcelo Milton, Luiz Moura (crônica), Marcelo Gurgel (causo médico) e da advogada tributarista Janayna Lima.
Em seu "Cantinho da Leitura", às páginas 36-37, a revista divulga o recém-publicado "Edição Êxtase", livro de minha autoria.
NONATO ALBUQUERQUE VÊ "EDIÇÃO ÊXTASE"
Nonato Albuquerque é jornalista, radialista e apresentador de TV. Na televisão, apresentou, entre 1994 e 2020, o noticiário policial Barra Pesada, da TV Jangadeiro, sendo este seu trabalho mais conhecido.* Contratado do Sistema Jangadeiro de Comunicação, atualmente participa do Jornal Jangadeiro nas edições da TV (em reportagens especiais) e da Jangadeiro BandNews FM (como âncora).
* Jangadeiro revelou as suas novidades na programação, que entram no ar em definitivo no dia 18 de março. O maior destaque é a volta do Barra Pesada na faixa do almoço, de 11h45 às 13h30.
PESAR PELO FALECIMENTO DE JOSÉ MARIA CHAVES
Membro atuante de diversas entidades (médicas, literárias e culturais), chegou à presidência das Sobrames Ceará e Nacional.
Em minha infância, vivida no bairro José Bonifácio, convivi com variados (diversificados) vendedores de porta em porta. Desde o "Panelada e figo gordo"e o "Chegadinha", já citados, até o vendedor de cabides de madeira para roupas, gritando " Cruzeta, tá na hora" etc...
Do seu bairro, guardo grandes e saudosas recordações do "Montese", do Frei Teodoro, no qual (com Coringa, Renato, Fujita e muitos outros) joguei. Não sei se você alcançou esse pessoal (ou, esse time).
Eu não sei se o "Tio Edmar" é o mesmo que jogava comigo no Montese, do Frei Teodoro. Caso seja o craque Edmar Gurgel, por favor, diga-me onde ele anda, como ele está. Pretendo, com o João Fujita, reunir o que ainda resta daquele inesquecível tempo.
Estimado Paulo,
Como a disciplina de Proctologia, com 4 créditos = 60 horas, foi por mim criada e implantada em 1965, para ser ofertada como "optativa", é bem provável, ou certamente (a bem da verdade, não recordo), que o caso aconteceu comigo. De qualquer maneira, categoricamente afirmo, muita coisa jocosa, e muitos "causos" patéticos ocorreram.
Um abraço, às ordens, José Maria Chaves. http://blogdopg.blogspot.com/2007/06/medicina-com-rodzio-4.html
Desde muito tempo, que o admiro como cronista de escol.
Embora mais "antigo", também vivi minha adolescência nos arredores da Igreja de Nossa Senhora das Dores, mormente aos domingos,quando indicado pelo Fujita (será que é com "G"?), meu colega de turma no Lyceu, defendi as cores do "nosso" MONTESE (criado pelo inesquecível Frei Theodoro).
Guardo vivas recordações do Edmar (creio que seu tio), um dos nossos craques, Nelsinho, Zé Augusto, Coringa... e tantos outros.
Estimaria muito vê-lo, com seu irmão Marcelo, fazendo parte e enriquecendo a ACEMES.
Também gosto muito de um violão, embora não saiba dedilhá-lo, pois se assim o fizesse, possivelmente seria um boêmio; mas, cantei muitas serenatas.
Um grande e fraternal abraço.
José Maria Chaves, por e-mail
HOSPITAL DE MARACANAÚ (E SUA "ESTAÇÃO DE RÁDIO")
Disponível em: http://www.maracanau.ce.gov.br/hospital-municipal-joao-elisio-de-holanda/. Acesso em: fev.2024.
Lembro-me de que, todos os dias, uma kombi bem cedo nos levava de Fortaleza a Maracanaú. À tarde, pegávamos o trem na estação que fica em frente ao Sanatório (bendito aquele que um dia teve a ideia de construir o ramal ferroviário para Maracanaú) e voltávamos para a capital. Quanto a mim, descia na estação ferroviária de Otávio Bonfim, que ficava bem perto da minha residência. A tempo de pegar um ônibus que me levasse à Casa de Saúde São Raimundo, onde eu acompanhava o Prof. Paulo Marcelo em suas atividades clínicas.
Em 27 de fevereiro, após desligar-me do curso, viajei para o Rio de Janeiro-GB com a finalidade de iniciar o meu Curso de Formação de Oficial Médico.
Nos anos seguintes, trabalhei nas seguintes instituições militares: Hospital Central do Exército, no Rio de Janeiro-GB, Hospital de Guarnição de Tabatinga, em Benjamin Constant-AM e Hospital Geral de Fortaleza (HGF). Certo dia, recebi um convite do Dr. Abelardo Soares, então diretor do Sanatório de Maracanaú, para atuar em sua administração como médico substituto. Fazendo ambulatório e enfermaria, participando como vogal da junta médica e dando plantões de 24 horas no HGF, não tinha tempo disponível. E declinei do convite.
Nas décadas de 1980 e 1990, estive por diversas vezes no Sanatório de Maracanaú para participar de suas reuniões clínicas. Eram realizadas aos sábados e contavam com uma palestra inicial no auditório, seguida de uma agradável confraternização e churrasco em um espaçoso caramanchão. No período de 5 de maio a 2 de junho de 1987, estive outras vezes no Sanatório, a convite do diretor Dr. Luiz Carlos Saraiva, para ministrar o curso "Reorganização da Seção de Arquivo Médico e Estatística" aos funcionários do setor.
O deserto por palmilhar.É a última parte do meu poema "Proemial", que entrou de prefácio no Livro "Em busca de poesia", do médico e escritor Dr. Dalgimar Menezes. Quanta honra, Lucíola! (agradeci-lhe naquele festivo dia do discurso). Pois bem, Dra. Lucíola tomou posse, administrou a instituição e, algum tempo depois, transferiu-se para o Distrito Federal. Desde então, não tivemos novos contatos.
Mas o que é o deserto senão a orla de um oásis?
Irei convosco, pois. Seremos dromômanos, manos sob o olhar complacente dos djins de fogo. Suportaremos manos, nós, o peso das mochilas, fardos da temporalidade. E deixaremos profundas, fundas pegadas na vastidão arenosa, que o vento, acumpliciando conosco, por certo não as apagará.
Assim, saberão os pósteros que estivemos aqui, ali / & ontem, hoje / em busca do poema, seus mananciais.
Porque amanhã em Aldebarã, a estrela.
A propósito de amizades, foi em Maracanaú que conheci: Drs. Alarico Leite (meu confrade em "Verdeversos"), Abelardo Soares e Ana Margarida, viúva do renomado Prof. José Rosemberg, e até hoje uma grande amiga. Outros, como os Drs. Amauri Teófilo, seu primo Abner Brasil, Ana Maria Dantas, Elizabeth, Tânia Brígido, Memória Júnior e Glauco Lobo (Filho), vim a conhecê-los no Hospital de Messejana, embora fossem também do corpo clínico do Hospital de Maracanaú.
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2017/07/radio-gasosa.html
CAMPOS DE CONCENTRAÇÃO NO CEARÁ
— sobretudo na área conhecida como "Polígono das Secas", a mais habitada das regiões semiáridas do mundo.
Em 1915, o Nordeste foi assolado por uma grande seca, que resultaria em mais de 100 mil mortes. Temerosa de que as cenas de 1877 se repetissem, a elite pressionou o governador Benjamin Barroso para não permitir que os retirantes perambulassem pelas ruas de Fortaleza.
Citando o risco de saques e invasões para justificar a medida, o governo cearense ordenou a construção do 1.º campo de concentração do estado — o Campo do Alagadiço, em Fortaleza, que serviu ao confinamento de 8 mil flagelados, vistos como uma "ameaça à ordem social".
O sofrimento no campo do Alagadiço motivou a escritora Rachel de Queiroz a publicar "O Quinze".
Foram erguidos 7 novos campos de concentração nas cidades de Fortaleza, Senador Pompeu, Crato, Quixeramobim, Cariús, Quixadá e Ipu. Os recursos foram fornecidos pela Inspetoria de Obras Contra as Secas do governo Vargas.
Os campos eram estrategicamente erguidos próximos às linhas férreas, para interceptar os retirantes antes que chegassem a Fortaleza. Oficialmente, 90 mil flagelados foram aprisionados nessas instalações, mas alguns historiadores acreditam que a cifra seja muito maior.
Os campos eram oficiosamente chamados de "currais", explicitando a intenção desumanizadora da iniciativa. Os retirantes eram literalmente tratados como animais, que deveriam ser mantidos confinados para não incomodar os ricos com sua "miséria, sujidade e caos".
As taxas de letalidade eram muito elevadas. No campo de concentração de Patu (1932), localizado em Senador Pompeu, estima-se que 12.000 dos 20.000 prisioneiros pereceram. O número exato de mortos é desconhecido, uma vez que os campos não emitiam certidões de óbito.
Nas décadas seguintes, o poder público trataria de apagar os vestígios dos "currais" e ignorá-los nos livros didáticos.
https://www.terra.com.br/noticias/brasil/a-tragica-historia-dos-campos-de-concentracao-do-ceara,4bd0d4cb69e2ffca89b33e2fcf9e6548jxzlcvj4.html
https://pt.wikipedia.org/wiki/Campos_de_concentra%C3%A7%C3%A3o_no_Cear%C3%A1
https://infograficos.estadao.com.br/cidades/o-centenario-da-seca/a-seca-de-1932-mem%C3%B3ria-de-um-campo-de-concentra%C3%A7%C3%A3o.html - c/ vídeo
https://www.youtube.com/watch?v=2Ozs1P5_WPo
https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2014/11/1554774-viagem-pela-memoria-de-campos-de-concentracao-no-ceara.shtml
FACULDADE DE MEDICINA DA UFC. FUNCIONÁRIOS DOS NÍVEIS MÉDIO E ELEMENTAR
Um profundo conhecedor das estruturas anatômicas, que tirava as nossas inquietantes dúvidas, especialmente quando se aproximavam as datas de aplicação das gincanas.
Irilinda (Cirurgia)
A ingênua e prestativa Irilinda, responsável pela arrumação das salas de alguns mestres. Quando ouvia o Prof. Newton Gonçalves se queixar de uma bursite que recorrentemente o afligia, Irilinda já vinha com uma solução na ponta da língua:
"Desligue este ar-condicionado, Dr. Newton. Só assim o senhor melhora."
Gerôncio (Diretório Acadêmico XII de Maio)
Um rapaz de nome Gerôncio era quem cuidava dos bens do Diretório. Ele tocava um violão meio "quadrado", aplicando vigorosas batidas em suas cordas de aço.
Uma técnica de enfermagem e experiente parteira, da qual se dizia ser a segunda pessoa em mando na MEAC (apenas subordinada ao Diretor Galba Araújo). Lembro-me de seus “freios de arrumação” na sala de espera dos ambulatórios, quando a balbúrdia estava passando da conta.
Milton (Fotografia)
Na Faculdade de Medicina, o Sr. Milton Nascimento, cujo laboratório fotográfico ficava incrustado junto à entrada da Biblioteca, fazia as fotografias dos eventos científicos e sociais ocorridos na instituição e os slides para as aulas e palestras dos professores. E que, quando precisávamos apresentar nossos temas livres em jornadas e congressos, também o contratávamos para a feitura de nossos diapositivos.
Silva, Marcelo Gurgel Carlos da. MEDICINA DA UFC 1977 - 2022: 45 anos de formatura da Turma Prof. José Carlos Ribeiro. Fortaleza: Edição do Autor, 2022 (p. 64-73). ISBN 978-65-996963-2-9
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2022/11/movimentos-apendiculares.html
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2017/07/o-diretorio-academico-xii-de-maio.html
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2021/07/nos-tempos-heroicos-das-apresentacoes.html
A CABAÇA
O Celophane Cultural convida você a conhecer o enorme universo da “Cabaça”
Em casas ribeirinhas, indígenas e quilombolas do Brasil, os frutos dos cabaceiros, das cuieiras e dos porongos costumam ser partidos em vários formatos, esvaziados do miolo, polidos e, quem sabe, até tingidos e decorados com incisões de exímia precisão, para servir como baldes, coiós, bacias, copos, tigelas; ou como cuias de tomar água, tacacá, chibé e mingau, no Norte, ou chimarrão e teréré, no Sul e no Centro-Oeste. Desses mesmos frutos que são transformados em objetos para comer e beber, também se fazem instrumentos de trabalho de pescadores, seringueiros e produtores de farinha de mandioca, que partem suas bandas de cuia para levá-las aos rios, às florestas e casas de forno.
No Nordeste, das mesmas cabaças que armazenam e transportam água pelo sertão, cortam-se cuias que são usadas nas feiras como unidade de medida para pesar, comprar e vender itens como farinha e tapioca, além de líquidos. Nelas também se guardam as sementes do replantio, a nata pra fazer manteiga, mel e até peças de roupa.
De vários tamanhos e formatos, as cabaças e cuias prestam-se sobremodo à confecção de instrumentos de percussão*, corda e sopro, tradicionais e ‘inventados’, como os chamam alguns artesãos contemporâneos. Atabaques, cuícas, bongôs, maracás, chocalhos**, calimbas, rabecas, cavaquinhos, violas, além de marimbas e berimbaus (figura), são algumas das possibilidades de criação exploradas em diferentes expressões musicais brasileiras a partir desses frutos, cuja sonoridade marca também celebrações religiosas e profanas.
*Quanto a gênese do nome cabaçal, uma das versões é que o termo faz referência à “cabaça”, instrumento presente em vários níveis da cultura e fé cariri. Em entrevista prestada a COSTA (op. cit.), Antônio Anicete, músico da Banda Cabaçal OS ANICETES do Crato – Ceará, confirma essa possibilidade. Segundo o caboclo os índios cariris adaptavam as cabaças para construírem tambores cobertos com couro.
**A canção conta a história de uma morena que "leva o chocalho amarrado na canela". Na dança conhecida como moçambique, um pequeno chocalho feito de palha trançada, cujo interior é cheio de pedras ou tampas de garrafas, costuma ser amarrado nas canelas dos dançarinos, à maneira de algumas tribos africanas.
PÁGINA DE MARCELO GURGEL NA WIKIPÉDIA
UMA CATALOGAÇÃO DE LIVROS POR TEMAS ESPECÍFICOS
GURGEL, Heitor Luiz do Amaral. Uma família carioca do século XVI. Rio de Janeiro: Livraria São José.
MARQUES, Oscar Nogueira. Amaral Gurgel e Gurgel do Amaral.
RHEINGANTZ, Carlos Grandmasson. Primeiras famílias do Rio de Janeiro (Séculos XVI e XVII). Volumes 1 (em 1965) e 2 (em 1967) pela Livraria Brasiliana e volume 3, em fascículos, pelo Colégio Brasileiro de Genealogia.
AMARAL, Aldysio Gurgel do. Na Trilha do Passado: Genealogia da família Gurgel. Fortaleza: Edição do Autor, 1986.
SOBRE A GENEALOGIA DOS GURGEL NO CEARÁ
AMARAL, Miguel Santiago Gurgel do. Porteiras e Currais. Fortaleza: Editora Henriqueta Galeno. 75 p.
MORAES, Vicente de Paula Falcão. Anos Dourados em Otávio Bonfim: à memória de Frei Teodoro. Fortaleza: Iuris. 1998. 320 p.
SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da; OLIVEIRA, Elsie Studart Gurgel de (orgs). Frei Lauro Schwarte e os anos iluminados de Otávio Bonfim. Fortaleza: Expressão, 2004. 166 p. ISBN: 85-7563-033-4
SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Otávio Bonfim, das Dores e dos Amores: sob o olhar de uma família. Fortaleza: EdUECE, 2008. 144 p. ISBN: 978-85-7826-007-1
OLIVEIRA, Elsie Studart Gurgel de. 20 contos sem réis (obra póstuma organizada por Marcelo Gurgel Carlos da Silva). Fortaleza: Expressão, 2014. 104 p. ISBN: 978-85-420-0427-4 [ficção]
SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da (org.). Frei Lauro Schwarte: apóstolo da juventude de Otávio Bonfim. Fortaleza: Edição do Autor, 2015. 120p. ISBN: 978-85-915-5583-3
MORAES, Vicente de Paula Falcão. Anos Dourados em Otávio Bonfim: à memória de Frei Teodoro. 2.ª edição revista e ampliada. Fortaleza: Iuris, 2017. 320 p.
SOBRE A FAMÍLIA GURGEL CARLOS
SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Refazendo o caminho: passado e presente de uma família. Fortaleza: Edição do Autor, 2012. 144 p. ISBN: 978-85-901655-8-3
SOBRE A VIDA DE LUIZ CARLOS DA SILVA
SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da; ADEODATO, Márcia Gurgel Carlos (orgs.). Dos canaviais aos tribunais: a vida de Luiz Carlos da Silva. Fortaleza: Edições UECE / Expressão, 2008. 192 p. ISBN: 978-85-7826-003-3
SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Maquis: Redenção na França ocupada. Fortaleza: Editora da UECE, 2009. 500 p. ISBN: 978-85-7826-030-9 [ficção]
SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Revelações de um Maquisard. Fortaleza: Expressão, 2011. 112 p. Edição bilíngue traduzida para o francês por Cristiene Ferreira. ISBN: 978-85-7563-687-9 [ficção]
SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da; SILVA, Paulo Gurgel Carlos da (orgs.). Luiz, mais Luiz! Centenário de Nascimento de Luiz Carlos da Silva. Fortaleza: Expressão, 2018. 136 p. ISBN: 978-85-915558-6-4
SOBRE A VIDA DE ELDA GURGEL COELHO
SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da; SILVA; HEGER, Mirna Gurgel Carlos; SILVA, Paulo Gurgel Carlos da (orgs.). A história de Elda: a matriarca da família Gurgel Carlos. Fortaleza: Edição do Autor, 2023. 152p. ISBN: 978-65-996963-8-1
SOBRE PAULO GURGEL CARLOS DA SILVA
SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da (org.). Portal de Memórias: Paulo Gurgel, um médico de letras. Fortaleza: Expressão, 2011. 200p. ISBN: 978-85-901655-4-5
SILVA, Paulo Gurgel Carlos da. Edição Êxtase. Fortaleza: Expressão, 2023. 144 p. ISBN: 978-65-5556-778-6
OLIVEIRA, Elsie Studart Gurgel de; OLIVEIRA, Adbeel Goes de; SANTANA, Cristine Studart de (org.). Marcelo Gurgel: em verso e anverso. Fortaleza: Expressão, 2003. 124 p. ISBN: 7563-011-3
SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Vivências de um economista da saúde. Fortaleza: Edição do Autor, 2011. 144 p. ISBN: 978-85-901655-5-2
SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Memorial ao Instituto do Ceará. Fortaleza: Edição do Autor, 2012. 124 p. ISBN 978 85 901655-6-9
SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Memorial à Academia Cearense de Letras. Fortaleza: Edição do Autor, 2012. 216 p.
SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Memorial ao Instituto do Ceará. Fortaleza: Edição do Autor, 2012. 124 p. ISBN 978 85 901655-6-9.
OLIVEIRA, Elsie Studart Gurgel de; OLIVEIRA. Sessent’anos de caminhada: percurso e paradas obrigatórias de Marcelo Gurgel. Fortaleza: Expressão, 2013. 124 p. ISBN: 978-85-4200135-8
SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Memorial literário: à Academia Cearense de Letras. Fortaleza: Edição do Autor, 2018. 238 p. ISBN 978 85 915 558-8-8
SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da (org.). Um septuagenário sob distintas ópticas. Fortaleza: Edição do Autor, 2023. 136 p. ISBN: 978.65996963-5-0
SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Memórias de um sanitarista. Fortaleza: Edição do Autor, 2023. 112p. ISBN: 978.65.996963-6-7
SOBRE A VIDA DE JOÃO EVANGELISTA CUNHA PIRES (viúvo de Marta Gurgel Carlos)
PIRES, João Evangelista Cunha. Poemas em Prelúdio. Fortaleza: Expressão, 2019. 132 p. ISBN: 978-85-420-1378-8. (Obra póstuma organizada por Leonardo Gurgel Pires).
SOBRE OS CURSOS DE MEDICINA DA UFC (FACULDADE) E DA UECE
SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da (org.). Medicina da UFC 1977-2007: 30 anos de Formatura da Turma Prof. José Carlos Ribeiro. Fortaleza: Edições UECE / Expressão, 2007. 188 p. ISBN: 978-85-8720-392-2
SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Curso de Medicina da UECE: concepção, criação e implantação (2002-2008). Fortaleza: Editora da UECE, 2009. 140 p. ISBN: 978-85-7826-021-7
SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da (org.). Medicina da UFC 1977-2012: jubileu de coral da Turma Prof. José Carlos Ribeiro. Fortaleza: Expressão, 2012. 136 p. ISBN: 978-85-420-0090-0
ANDRADE, João Brainer Clares de; SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Medicina na UECE: a década que levou ao máximo. Fortaleza: Editora da UECE, 2013. 160 p. ISBN 978 85 7826 056-9
SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Medicina da UFC 1977-2022: 45 anos de Formatura da Turma Prof. José Carlos Ribeiro. Fortaleza: Edição do Autor, 2022. 160 p. ISBN: 978-65-996963-2-9
SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Memórias da Graduação em Medicina: lembranças da minha alma mater. Fortaleza: Edição do Autor, 2022. 112 p. ISBN: 978-65-996963-3-6
PESAR PELO FALECIMENTO DE ALINE MARIA BARBOSA CAVALCANTE
Aline formou-se em Medicina pela Universidade Federal do Ceará. Fomos colegas na turma de 1971. Trabalhava em psiquiatria e no Detran.
Vinha residindo em uma Casa de Repouso, em Fortaleza.
A EXPERIÊNCIA ITAPIÚNA
Graças ao esforço de um ilustre filho, Tenente José Joaquim Oliveira, que, com sua personalidade marcante, obteve que a Fazenda Castro fosse incluída no roteiro da estrada de ferro de Baturité, a qual demandava ao Sul do Ceará. Com a passagem da ferrovia às margens da fazenda, diversos imigrantes vindos do Rio Grande do Norte vieram juntar-se às famílias que já habitavam por lá.
Desde então a fazenda passou a pertencer ao município de Baturité. Em 1933, o decreto n° 1.156, elevou a localidade de Castro a categoria de distrito de Baturité.
Mais tarde, devido à existência de um serrote de pedras pretas, resolveu-se mudar a denominação de Fazenda Castro para Itaúna. E, para facilitar a tramitação da correspondência postal, em virtude de haver uma cidade mineira com o mesmo nome, foi que se decidiu depois mudar o nome do município para Itapiúna, de origem tupi-guarani, que quer dizer Pedra-Miúda-Preta (Ita: pedra; Pi: miúda; Una: preta).
Itapiúna fica a cerca de 110 km de Fortaleza com acesso pela CE-060 e tem sua população estimada em 20 mil habitantes. O município possui três distritos, com as seguintes distâncias da sede municipal: Itans (9 km), Caio Prado (12 km) e Palmatória (12 km). Área territorial de Itapiúna: 562 km2.
Pontos turísticas: Barragem do Castro e Bica de Cajuás.
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Durante quinze anos e três meses, prestei serviços profissionais à Prefeitura de Itapiúna. Como médico auditor, após ter sido aprovado em 1.º lugar em um concurso público para o referido cargo.
Em abril de 2008, fui lotado na Secretaria da Saúde (SESA), à época da gestão da Dra. Claudia Sobral.
Em minhas viagens de trabalho a Itapiúna (260 km, round trip), ao retornar para Fortaleza geralmente pernoitava em Baturité (no Hotel Colonial ou no Hotel Olho d’Água), para evitar os riscos de dirigir à noite.
Aqui relaciono minhas tarefas como médico auditor:
- autorizar as internações hospitalares (AIHs);
- codificar os diagnósticos e os procedimentos, bem como autorizar as respectivas mudanças;
- revisar os prontuários hospitalares após as altas dos pacientes internados;
- elaborar relatórios operacionais e qualitativos;
- emitir anualmente os laudos de salubridade para as escolas municipais e estaduais do município de Itapiúna.
Em 6 de junho de 2023, tendo completado os 75 anos de idade, solicitei minha aposentadoria proporcional de Médico Auditor. Tenho a convicção de que meus quinze anos e três meses de trabalho em Itapiúna foram importantes para a sustentabilidade econômica deste que é o único hospital do município. Durante o período, não foi registrado qualquer desconformidade nas AIHs das contas hospitalares do HMPWA pelos instrumentos de controle da Auditoria do Sistema Único de Saúde.
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Em janeiro (18), nasceu Catarina para o casal Larissa Gurgel e David Luiz G. de Aragão. A recém-nascida é neta dos jornalistas Márcia Gurgel e Fernando Adeodato Júnior.
VALMIR DA FUNAI
Fomos num sábado para voltarmos no domingo. Em linha reta, Atalaia fica a menos de 30 km de Benjamin Constant, mas não havia, em 1974, uma estrada entre as duas cidades. A única via de acesso era pelo sinuoso Javari.
Tivemos uma viagem agradável, que durou algumas horas, em um "deslizador" (gíria local para pequeno barco com motor de popa) que o meu amigo dirigia.
Subindo o rio Javari, com destino a Atalaia, teria sido impossível não termos passado por Islândia. No entanto, eu tomei esta cidade peruana como sendo uma continuidade de Benjamin Constant, já que estava do mesmo lado do rio.
Uma consequência dessa anômala situação: o trecho do rio Javari ao passar por Islândia é completamente peruano, um aspecto geográfico que então eu não sabia. E fico a pensar se não havia o desconhecimento desse fato por parte da Marinha brasileira, cujos navios singravam aquelas águas em demanda de Atalaia e mesmo de pontos mais afastados, como Estirão do Equador e Palmeiras, sedes de dois pelotões do EB à margem direita do Javari.
O "patriotismo" de Atalaia do Norte era digno de nota. Quase tudo por lá ostentava as cores verde e amarela, inclusive as placas indicativas das ruas. E a cidade contava com apenas uma médica que não cheguei a conhecer, porque na ocasião ela se encontrava em Manaus.
À noite, fomos a um restaurante da cidade, talvez o único, para um jantar ao som do carimbó. O tempo a nosso dispor seria das 18 às 22 horas, por ser este o horário de fornecimento da energia elétrica em Atalaia do Norte.
Um pouco antes da hora prevista para iniciar o blecaute, fomos procurados por alguém: era um emissário do prefeito. Ele vinha nos comunicar que, em caráter excepcional, o gerador da cidade iria funcionar até às 24 horas. Agradecemos.
E imagino como os atalaienses também ficaram gratos pela inesperada prorrogação da luz elétrica em suas casas.
*O nome "Valdir" foi corrigido para "Valmir", atendendo a um esclarecimento prestado por sua filha Erika Luzeiro, enfermeira radicada em Brasília.
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2019/10/a-perola-do-javari.html
PASSEIO BARRAGEIRO
Trata-se de um passeio com meus irmãos Luciano e Germano, que fizemos motivados por açudes, barragens e passagens molhadas.
03/01, quarta-feira
Saída de Fortaleza às 7 horas, tomando a rota da BR-116. Nosso desjejum constou de sopas, pães, tapiocas e café no "Restaurante Cacique", no Triângulo de Chorozinho.
Chegada a Quixadá, a terra dos monólitos, por volta das 10 horas. Em seguida, fomos:
A Juatama (distrito de Quixadá situado a 18 km da sede municipal). Devido à estação ferroviária e às belas paisagens, este distrito tem sido cenário de diversas locações cinematográficas. Como, nas mais recentes delas, para o filme "Bem-vinda à Quixeramobin", do diretor Halder Gomes. Juatama também tem uma "Usina de Biodiesel" (que não está funcionando) e um resort, O "Hotel Pedra dos Ventos", um empreendimento em perfeita interação com a natureza. No Pedra dos Ventos, pudemos ter uma agradável conversa com o proprietário do resort, o Sr. Almeida, que assim como Germano é um petroleiro aposentando.
A Banabuiú, onde fica o Açude Arrojado Lisboa, o terceiro maior reservatório hídrico do Estado do Ceará.
A Nova Jaguaribara, uma cidade planejada para receber a populaçao urbana da antiga Jaguaribara, que foi inundada pela barragem das águas do Rio Jaguaribe, quando da construção do Açude Castanhão (oficialmente Açude Público Padre Cícero). Estive neste local em 2007, já constatando à época o quanto a vida econômica da Nova Jaguaribara está fortemente ligada à presença do Castanhão. Este, que é o maior açude do Ceará, tem a capacidade de acumular em seu lago até 6,7 bilhões de metros cúbicos de água. Pudemos ver a válvula do açude em funcionamento, controlando a vazão das águas do Jaguaribe, e também passear de carro sobre o paredão, onde estão instaladas suas imensas comportas. As águas deste reservatório são usadas na agricultura irrigada, piscicultura, pesca (esportiva e de subsistência) e lazer náutico. E, com a conclusão do Canal da Integração, serão também levadas para abastecimento da população da Grande Fortaleza e para o Complexo Portuário do Pecém. No local, há ainda uma pequena central hidrelétrica, com capacidade de gerar até 5MW para a matriz energética cearense.
A Limoeiro do Norte, onde nos hospedamos ao anoitecer no "Classic Hotel". E jantamos num quiosque próximo ao hotel.
04/01, quinta-feira
Após o pernoite em Limoeiro do Norte, fomos conhecer:
A Barragem das Pedrinhas, uma das atrações turísticas desta cidade (foto). Às margens do Rio Quixeré, afluente do Rio Jaguaribe, e contando com uma boa infraestrutura de bares e restaurantes, o balneário é muito procurado pelos moradores e visitantes de Limoeiro do Norte. Frondosos pés de oiticica, além das sombras que estas árvores produzem, ajudam a compor a belíssima paisagem do lugar. Sobre a barragem, existe uma "passagem molhada" por onde transitam carros, enquanto os banhistas se divertem nas águas represadas ao lado.
A "passagem molhada" de Tabuleiro do Norte. Neste segundo point, as águas do Rio Jaguaribe passam por baixo da rodovia e as barracas que se distribuem em suas margens são mais rústicas. Como as mesas e cadeiras da linha de frente das barracas são colocadas invadindo o rio, eu diria que se tratam de "bares molhados". E também vi por lá pedalinhos para a criançada e redes de dormir à disposição dos clientes mais sonolentos.
E, finalmente, a sede de Quixeré, um município cearense na divisa com Rio Grande do Norte, onde Luciano aproveitou para encher o tanque do carro antes de voltarmos a Fortaleza.
PERÍODO NATALINO DE 2023 E ANO-NOVO
06/12 (noite) - Encontro de colegas da turma de médicos graduados em 1971 pela Universidade Federal do Ceará.
Local: Restaurante Fuxiko, na Praça Martins Dourado.
Com as presenças de Mário Mamede (organizador), Rocélio, Ercílio, Luna (com Zélia), Núbia, Silvio (com esposa) e eu (com Elba).
Na ocasião, distribuí com os colegas os primeiros exemplares do meu livro "Edição Êxtase".
Música ao vivo por Alê Ferreira.
09/12 (manhã/tarde) - Aniversário de 3 anos em data antecipada do neto Benício. Foi festejado no Buffet Infantil Florescer, na "Praça das Flores", Aldeota, tendo como tema "Patrulha Canina".
16/12 (noite) - Jantar de Vanessa Gurgel oferecido a pais e tios.
23/12 (tarde/noite) - Encontro natalino dos descendentes de Almerinda Gurgel no Espaço MGM. Lançamento do livro "A História de Elda".
24/12 (noite) - Comemoração de Natal dos Almeida Soares, na casa de Henrique e Eveline
24/12 (noite) - Comemoração de Natal organizado por Meuris Gurgel no salão de festas do Dracena, no condomínio "Les Jardins".
25/11 (tarde) - Almoço oferecido pelo casal João Victor e Diana, no Wai Wai Cumbuco.
25/12 (noite) - Jantar da família Macedo organizado por Moacir e Maristane (a quem agradeço pelo livro "Escritos da Casa Morta", de Dostoiévski).
29/12 (noite) - Jantar oferecido por Márcia Lucena, no 2020 da Avenida Beira-Mar.
31/12 - Virada do Ano (2024) no apartamento de Marcos Soares e Bárbara, no Meireles.
DISCURSO DE LANÇAMENTO DO LIVRO "A HISTÓRIA DE ELDA"
Cursou, na capital cearense, o Primário no Grupo Escolar São Gerardo e o Ginasial no Colégio da Imaculada Conceição e no Colégio Santa Isabel.
Elda contraiu núpcias com o professor Luiz Carlos da Silva em 14 de agosto de 1947, em uma cerimônia simples, passando ela a assinar o nome Elda Gurgel e Silva.
Os primeiros anos de vida em comum do casal foram bem difíceis, coincidindo a contenção de numerários com a sucessão de gestações, compondo uma prole de treze filhos.
A trajetória de vida de dona Elda, entretanto, não se restringe ao relato de seu “glorioso” passado reprodutivo. Ela foi o esteio para a criação e a educação de tantos filhos, hoje convertidos em cidadãos de bem e de largo crédito no seio social cearense.
No entremeio de muitos afazeres domésticos, dona Elda ainda achou tempo para voltar a cultivar seus dons artísticos e para assumir compromissos religiosos e comunitários na Paróquia de Nossa Senhora das Dores, participando de diferentes pastorais e exercendo o Ministério Extraordinário da Eucaristia, por anos a fio.
Nos quinze anos seguintes ao desaparecimento de nosso pai, falecido em 20 de novembro de 2000, ela passou a dedicar-se mais intensamente aos seus trabalhos de tapeçaria, assumindo, na viuvez, a postura de “matriarca” da família, sendo festejada e cortejada por seus diletos filhos, bem como seus genros e noras.
Nos seus derradeiros anos, marcados por insidiosa enfermidade, ela encontrou no carinho dos filhos o alicerce para manter-se fiel ao cumprimento das virtudes teologais que pautaram a sua longa existência, finda na madrugada de 9 de abril de 2022.
Na semana seguinte à sua Missa da Ressurreição, expus aos meus irmãos a proposta da feitura de um livro em homenagem à nossa mãe a ser lançado em setembro do ano pretérito. A receptividade à proposição em epígrafe foi muito boa; porém, para alguns dos meus familiares, em razão dos aspectos emocionais, decorrentes de tão sentida perda, emergiu a ponderação para que se esperasse o percurso de, pelo menos, um ano, da partida materna, para que a obra fosse posta em marcha e viabilizado o seu lançamento.
Espelhado na experiência de organizar dois livros sobre o nosso genitor, convidei os irmãos Paulo e Mirna, respectivamente, o primogênito e a caçula do clã Gurgel-Carlos, para juntos cuidarmos da organização da obra tendo a nossa mãe como a protagonista principal, resultando em pronto acolhimento e engajamento de ambos.
Este livro, ora apresentado, contém a participação efetiva de todos os filhos do casal Luiz e Elda que, ao exibirem a trajetória de vida da perfilada, aqui disposta em oito partes, reverenciam a figura materna modelar que muito concorreu para formar e educar uma extensa prole, composta de cidadãos honrados e laboriosos, em prol da nossa tessitura social tão necessitada de gente de bem.
De forma consensual, os filhos de Elda, cientes do valor que ela atribuía à família, escolheram este encontro natalino que reúne, sobretudo, os descendentes de Almerinda Gurgel para lançar esta obra e distribuir exemplares aos participantes, já autografados e com os seguintes dizeres: “Alegramo-nos por compartilhar conosco do lançamento deste livro em homenagem a Elda Gurgel e Silva”.
Que a leitura desta publicação estimule outras famílias cearenses a produzirem registros dos feitos notáveis de seus progenitores.
"QUAL É SEU SONHO DE NATAL?"
Além de advogado, o acadêmico da ACED é músico de escol. Em 2019, postamos no Blog EM um vídeo de Ricardo Bacelar em magistral interpretação (voz e piano) de uma versão erudita de "Cantiga de Caicó".
Agora, Bacelar lança o single "Festa de Natal" com Raimundo Fagner (no vídeo). Trata-se de uma letra original dele e de Manoela, sobre um pot-pourri de três músicas americanas clássicas de Natal, com a participação de suas filhas Maria e Sara.
DR. JOSÉ EDUILTON GIRÃO, MÉDICO E ESCRITOR
Cumpriu Residência em Clínica Médica no Hospital dos Servidores do Estado, no Rio de Janeiro- GB, de janeiro de 1970 a dezembro de 1971.
Em Fortaleza, a partir de janeiro de 1972, passou a exercer Clínica Médica, inicialmente como assistente do Professor Paulo Marcelo Martins Rodrigues, ao nível de consultório e, quando necessário, em domicílio, assim como em pacientes hospitalizados na Casa de Saúde São Raimundo, atual Hospital São Raimundo. Nesta instituição, onde permaneceu até 1988, exerceu também atividades de preceptoria para graduandos de Medicina e Residente de Clínica Médica.
Obteve capacitação em Prevenção e Controle de Infecção, pelo Ministério da Saúde do Brasil, tendo cumprido estágios no assunto no Hospital de Ipanema, Rio de Janeiro, RJ; Hospital São Paulo da Universidade Federal de São Paulo, São Paulo, SP; em Doenças Infecciosas na Tufts University, Boston, EUA e em Geriatria no John Radcliffe Hospital, Oxford, Inglaterra.
No serviço público ingressou em 1972, como Médico Perito Previdenciário do Instituto Nacional de Previdência Social, atual Instituto Nacional de Serviço Social, sendo que em 1975, foi admitido no Hospital Sanatório de Messejana, atual Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes. Neste, ao lado da atividade assistencial em pré e pós-operatório de pacientes de Cardiologia e Pneumologia, atuou, a partir de 1978, como Presidente da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar, a primeira do Ceará; como Chefe do Serviço Médico Assistencial e, depois, como Diretor (pro-tempore).
Após afastamento, por aposentadoria, daquelas duas instituições continuou prestando serviços como Coordenador da CCIH do Hospital Geral Dr. César Cals, da Secretaria da Saúde do Estado do Ceará (SESA/CE) e integrou a Comissão Estadual de Controle de Infecção e Segurança do Paciente, bem como o Comitê Estadual de Clínica Médica daquela Secretaria de Estado.
Foi Conselheiro, por duas gestões, do Conselho Regional de Medicina do Estado do Ceará, e depois membro da Câmara Técnica de Clínica Médica; Diretor Científico do Centro Médico Cearense (atual Associação Médica Cearense) e da Sociedade Brasileira de Clínica Médica / Regional, que presidiu por duas gestões.
Integrou a Associação Cearense de Estudos e Controle de Infecção Hospitalar, da qual foi Presidente por duas gestões, e a Sociedade Médica São Lucas (SMSL).
Foi Membro Titular da Academia Cearense de Medicina (ACM) a partir de 1995, da qual foi Primeiro Secretário e Membro Fundador da Academia Cearense de Médicos Escritores (ACEMES), sendo também sócio da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores - Regional Ceará (Sobrames/CE) e Fellow do American College of Physicians.
Produziu alguns artigos em: Revista Ceará Médico do CMC (atual AMC); Revista da ACEMES; Antologias da Sobrames/CE; Anais da ACM; Jornais de circulação estadual no Ceará e no Jornal da SMSL.
Participou da elaboração e/ou coordenação de Manuais, Protocolos e Rotinas: em Antimicrobianos e Prevenção de IRAS e Antimicrobianos / Hospital de Messejana Dr. C.A. Studart, Hospital Geral Dr. César Cals e Condutas em Clínica (SESA).
Era casado com a Assistente Social Valtina de Oliveira Santana Girão, piauiense de Teresina, tendo duas filhas: Evelyne e Milena (médicas), duas netas (Lia e Sara) e um neto (Mateus).
Texto baseado em sua biografia na Academia Cearense de Medicina
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Durante décadas fomos companheiros de trabalho no Hospital de Messejana. Recordo-me dele como um colega e amigo afável, detentor dos mais altos atributos.
NOTÍCIA DE FALECIMENTO DO DR. JOSÉ EDUILTON GIRÃO
O corpo do Dr. Eduilton está sendo velado hoje (19), a partir das 8h30, no Velatório Aethernus, à Rua Pe. Valdivino, Nº 1.688, em Fortaleza. A missa de corpo presente será às 14h30 e, em seguida, seus despojos serão conduzidos às 15h30 para sepultamento no cemitério Parque da Paz.
Descanse em paz, querido Eduilton.
"AMILTON MELO - ÍDOLO DE TODOS"
Nascido no distrito de Sucesso, em Tamboril, em 1949, Amilton Melo chegou a Fortaleza ainda criança. Iniciou os bate-bolas nas ruas do Parque Araxá e, em pouco tempo, já despontava como craque no futebol de salão. A passagem para o futebol de campo foi natural. Ainda como juvenil, disputando partidas oficiais pelo Guarany de Sobral e pelo América no Estadual de 1967. Em uma delas, a preliminar de um amistoso do Fluminense no Estádio Presidente Vargas, fisgou as atenções de ninguém menos que Telê Santana, treinador do "Tricolor das Laranjeiras".
"De repente, batem no portão aqui de casa e era o Telê querendo falar com meu pai pra levar o Amilton pro Rio", conta a irmã do ex-jogador, Hildete Melo, que ainda reside na mesma casa do histórico encontro.Foram dois anos na Cidade Maravilhosa e o retorno ao Ceará para assinar contrato profissional com o Ferroviário, iniciando uma trajetória de sucesso nos gramados locais e de transações entre clubes rivais que movimentaram as principais torcidas do estado.
Foi campeão pelo "Tubarão" naquele ano. Depois de três anos na Barra do Ceará - com breve passagem pelo Atlético Mineiro comandado por Telê - assinou contrato com o Fortaleza. Integrou o time bicampeão estadual em 1974, formando o histórico "Quadrado de Ouro", ao lado de Chinezinho, Zé Carlos e Lucinho, sob o comando de Moésio Gomes.
Em 1977, deixou o Pici e rumou para Porangabuçu, onde foi peça importante no meio-campo do time tetracampeão cearense em 1978. Descontente por não ter o contrato logo renovado, encerrou a carreira poucos meses após o título, tendo experimentado breve retorno aos gramados, em 1990, pelo Calouros do Ar.
http://ge.globo.com/ce/noticia/2023/03/22/documentario-retrata-vida-de-amilton-melo-um-dos-maiores-nomes-do-futebol-cearense.ghtml
Conheci Amilton Melo na casa do violonista Cláudio Castro, no Parque Araxá. Amilton tocava violão e compunha, daí a demanda que fazíamos pela companhia de Cláudio. Em julho de 1980, tivemos canções apresentadas no Festival Crédimus da Canção, realizado no Ginásio Coberto do SESC. Ele, classificou sua canção "Silêncio" (com Chico Pio?), e eu, "Angra de Desejos", que compus em parceria com Airton Monte e Idalina Cordeiro. Descubro agora que Chico Lustosa subiu há tempos para o YouTube a gravação "Forregue" (1990), com oito faixas, sendo cinco de autoria de Amilton Melo. ~ Paulo Gurgel
EDIÇÃO ÊXTASE
57 anos de trabalho;
52 anos da profissão de médico;
39 anos de vida conjugal;
17 anos de blogueiro;
12 anos da publicação de PORTAL DE MEMÓRIAS (livro biográfico organizado por Marcelo Gurgel);
Banca O Braz, na Praça Martins Dourado, Cocó, Fortaleza-CE. (85) 9 8542 9212
Banca Plaza (Sr. Otacílio), na Av. Santos Dumont, em frente ao Plaza, Fortaleza-CE. (85) 9 8685 2577
Banca Parque do Cocó (Sr. Miguel), na Av. Padre Antônio Tomás, Fortaleza-CE (85) 9 9933 3227
Banca do Ivanildo, na Praça Eng. Pedro Felipe Borges (Cocó), Fortaleza-CE (85) 98808 7814
15,00 (preço de impressão)
SESSÃO SOLENE EM HOMENAGEM AOS 40 ANOS DE FUNDAÇÃO DA SOBRAMES CEARÁ
Ao ensejo da Sessão Solene na ALECE, aconteceu também o lançamento do livro "Uso Profilático", a 41.ª antologia da Sobrames Ceará. Sim, a medicina nos permite a esses voos do espírito em que, dedicados à literatura, criamos histórias, simulamos vidas, transfiguramos a realidade e até inventamos universos autônomos (a partir de verdades que não podem ser medidas pelos mesmos padrões das verdades factuais). Temos um entendimento com a palavra (aliança secreta, diria Cortázar) para não desvanecermos. E, nessa árdua luta para vencer a poeira do tempo, por isso, escrevemos. Existe um caminho de volta que nos leva da fantasia à realidade e esse caminho é a arte, como assinalou Freud. (Paulo Gurgel)
MEMÓRIA. VIAGENS E PASSEIOS PELO NORDESTE DO BRASIL
Salvador e Ilha de Itaparica
Verão de 1970. Excursão da Turma Andreas Vesalius da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará.
http://
Feira de Santana, pernoite de uma viagem de fusca do Rio a Fortaleza, 1974.
Salvador, c/ Elba, após estada em Maceió.
Recife e Olinda
Com Brenda e Rosângela, prima de Elba que chegou depois.
Serra Talhada e Triunfo
4 a 9/01/1998 Passeio c/ Elba e filhos.
Viagem pela BR-116 até Salgueiro-PE; pela BR-232 até Serra Talhada-PE (a 100 km) com hospedagem no Hotel das Palmeiras; e, finalmente, por uma rodovia estadual (para a subida da serra) até Triunfo (a 31 km). Em Triunfo (Pousada Baixa Verde), com o Cine-Teatro Guarani e o Museu do Cangaço como pontos visitados. Retorno por Juazeiro do Norte (Hotel Verdes Vales), com o Horto e o Cariri Shopping como pontos visitados, e por Russas com pernoite na pousada Rumasa).
Garanhuns 2x
vindo de Campina Grande-PB (http://) e vindo de Recife, prosseguindo para Paulo Afonso.
Recife, Caruaru e Gravatá
2 a 5/4/2015 (Semana Santa) Passeio c/Elba. Recife Monte Hotel, na Boa Viagem. Tour "Rio Capibaribe e suas Pontes", de catamarã. Feira de Caruaru. Mercado Público de Gravatá.
Campina Grande e João Pessoa
20 a 24 de julho de 1971, c/ colegas da Faculdade de Medicina
IV Congresso Norte-Nordeste de Patologia, em Campina Grande. Visita a João Pessoa após o congresso de Campina Grande. Visita ao ponto mais oriental do Brasil.
Campina Grande (+ 2x) e Garanhuns (2x)
Datas diversas
João Pessoa,
São João e Sousa (Oeste paraibano)
07 a 09/09/2007, Passeio c/ Elba.
http://blogdopg.blogspot.com.br/2007/09/estncia-termal-de-brejo-das-freiras.html
http://blogdopg.blogspot.com.br/2007/09/vale-dos-dinossauros.html
Natal
25/07/1971 (após o Congresso de Patologia em Campina Grande).
1988 (aos 40 anos), c/ família
http://preblog-pg.blogspot.com/2009/08/uma-idade-dificil.html
janeiro de 2007, c/ família.
http://blogdopg.blogspot.com/2007/01/passeio-completo-1.html
http://blogdopg.blogspot.com/2007/01/passeio-completo-2.html
Mossoró e Tibau
22 a 25/12/2018, c/ família.
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2018/12/mossoro-e-tibau.html
Pau dos Ferros, Martins e Portalegre
22 a 23/11/2019, c/ Luciano.
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2019/12/alto-oeste-potiguar.html
► ALAGOAS
Maceió
► SERGIPE
Aracaju
► PIAUÍ
Teresina
3 a 6/10/1979 "I Jornada Nordestina de Pneumologia e Tisiologia", c/ colegas do HM. Na ida, pernoite em Ubajara-CE. Visita à Gruta de Ubajara na manhã seguinte.
Motivo da viagem: Comemoração dos 44 anos de formatura em Medicina pela UFC (aka Turma Andreas Vesalius, de 1971).
Pernoite na ida em Tianguá.
Local do encontro: Carnaubinha Praia Resort, em Luís Correia-PI.
Período: 12 a 15/11/2015.
► MARANHÃO
1987 Curso "Micoses Pulmonares", em São Luís. Hotel: no Centro Histórico. Em seguida, como hóspede dos pais do pneumologista Sérgio Pavão.
19 a 21/04/2008 Grand São Luís Hotel. City Tours (2) programados por Eaílo Macedo, primo de Elba.
http://blogdopg.blogspot.com/2008/04/cantando-o-maranho.html
http://blogdopg.blogspot.com/2008/04/so-lus-do-maranho.html
BELCHIOR. Estátuas
29/10/2019 - O cantor e compositor Belchior foi homenageado com uma estátua em tamanho real numa praça em sua cidade natal, Sobral, no Norte do Ceará. Feita de bronze pelo artista plástico Murilo Sá, a escultura retrata o artista com um violão nas mãos. Encomendada pela Prefeitura de Sobral, a estátua foi inaugurada oficialmente na noite da última terça-feira (29), três dias após o aniversário de Belchior – que teria completado 73 anos se vivo estivesse.
http://blogdopg.blogspot.com/2018/10/belchior-72-anos.html
Cantinho do Frango, rua Torres Câmara,71, em Fortaleza:
Belchior feito com peças articuladas pelo artesão juazeirense Boni. Foto: Débora Raquel (DN, 23/12/2019)
09/02/2024 - A instalação da escultura de Belchior no Convento dos Capuchinhos marcou o início do Festival de Jazz de Guaramiranga de 2024. A homenagem prestada a ele deve-se ao fato de Belchior, por três anos, ter sido seminarista nesta instituição religiosa situada na Serra de Baturité. Esta escultura é assinada por Narcélio Grud, do Festival Concreto.
HOSPEDAGENS IBIS
2018 Madri, Aeropuerto Barajas
2018 Mossoró
2019 Vitória, Praia do Canto
2022 Palmas, Avenida JK
2023 São Paulo, Styles Barra Funda
2023 Genebra, Aéroport
CUNHA. Seus rascunhos
Em setembro de 2023, Nelson José Cunha veio com Conchita visitar amigos e familiares no Ceará.
Filho de pai cearense e mãe mineira, Nelson nasceu em Ouro Preto-MG. Fez Medicina na Universidade Federal do Ceará (turma de 1971) e pós-graduação em Oftalmologia no Rio de Janeiro.
Quando começou a exercer a especialidade Nelson era o único oftalmologista de João Monlevade-MG (atualmente a cidade tem quinze). Aposentado, passou a morar em Nova Lima-MG.
Casado com Conchita (diminutivo de Concepción, na Espanha), o casal tem 4 filhos e 3 netos.
Tem colaborado em meus blogues "EntreMentes" e "Linha do Tempo" (marcador NJC). Também escreveu textos para "Portal de Memórias" (p.29-32) e "Edição Êxtase" (no prelo), livros que abordam minha vida e obra. Nelson escreve muito bem, é arguto e, por vezes, irônico em suas observações.
Aqui em Fortaleza, vivem sua mãe Lindaura, de 98 anos, as duas irmãs de Nelson e outros familiares.
Nesta visita, ele incluiu um périplo pela região de Crateús, terra natal do falecido pai e onde Nelson viveu na infância.
1) Casa do meu avô Joaquim Cunha, na praça do mercado ia até a rua do fundo. Foi demolida e, em seu lugar, fizeram esse ponto comercial e outras casinhas ridículas na lateral. Tudo horrendo e modernoso. E assim vão se apagando a história de uma cidade, numa comprovação de que o Brasil é um país conduzido pela ralé da inteligência e do mau gosto2) Fazenda do meu avô em Cariré. Uma placa "Fazenda Santo Antônio" e a casa avarandada ao fundo. Tudo derrotado pelo tempo, clima e abandono. Sua exuberância reside apenas na memória dos que viram lá vacas, vagens debulhadas, vultos apressados da Muínha, redes na varanda, ruídos de capotes, cachorros pedintes e cheiro de queijos sofridos na prensa de madeira.
3) Açude Taquara (em azul) e justamente ao lado da sedenta Fazenda Santo Antônio. Estrada asfaltada em amarelo. Nenhum palmo de terra irrigada. Esse enorme espelho azul, de cara para o sol, devolvendo para a atmosfera toda água caída. (Fonte: What's App do NJC).
Em 12/09, fomos jantar com eles no restaurante Tilápia, no bairro Guararapes, onde saboreamos o prato "Viagem ao Fundo do Mar" (lagosta, camarões, tilápia etc.).
Ficamos (Elba e eu) de um dia visitá-los nas Gerais.























