O LABIRINTO BORGES

Em outubro (3), compramos bilhetes para os vaporettos. Embora com validade para o dia inteiro, esses bilhetes só foram usados pela manhã quando fomos à ilha de San Giorgio e, ao final da excursão, para retornarmos à ilha principal de Veneza (centro storico).
Na ilha de San Giorgio visitamos a Basílica de São Jorge Maior, a Biblioteca da Fundação Cini e o Labirinto Borges, dedicado este último equipamento à memória do escritor argentino Jorge Luis Borges.
Acessamos o labirinto a partir do café San Giorgio, tendo como guia um brasileiro radicado na Itália.
Antes disso, o passeio começou por uma visita à "Nuova Manica Lunga", o antigo dormitório beneditino transformado em biblioteca por uma reforma conduzida pelo arquiteto Michele De Lucchi. Com mais de 1.400 metros lineares de estantes, sendo 1.000 estantes abertas (aproximadamente 100 mil volumes), a Nuova Manica Lunga representa hoje o coração do complexo bibliotecário da Fundação Cini.
Depois entramos no labirinto. Com altura aproximada de 90 cm, foram necessárias mais de 3.000 plantas arbóreas para criar este labirinto, que só tem uma saída (como manda a tradição), dessa homenagem focada em Borges que foi idealizada pelo arquiteto Randoll Coate.
Para ampliar a experiência sensorial, o visitante recebe também um audioguia com a trilha sonora original criada para este lugar encantador pelo compositor Antonio Fresa, com execução pela Orquestra do Teatro La Fenice.
Inspirado no conto "O jardim dos caminhos que se bifurcam”, o labirinto está repleto de "objetos de inspiração burguesa" e oferece um percurso com aproximadamente um quilômetro de extensão, desde que o visitante... não se perca.
Não nos perdemos.
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GENEBRA

07/10, sábado
Natália, Rodrigo e o garoto Renan partiram hoje cedo para uma viagem de quatro dias pelos Alpes Suíços. prevendo-se o retorno deles a Milão, antes dos voos que farão para Lisboa e Fortaleza. Quanto a mim e a Elba, tomamos o café da manhã no Plus Welcome, fizemos o check-out e pegamos um táxi para Lampugnano Bus Station.
Quem viaja por terra de Milão para Genebra, na Suíça, contempla maravilhosas paisagens de vales, montanhas, rios, cidades e vilarejos. E admira-se com a grande quantidade de túneis que, rasgando os Alpes, foram construídos pela Itália e França, principalmente com a grandiosidade do mais extenso deles, o Túnel de Mont Blanc.
O Túnel do Monte Branco é um túnel nos Alpes, que liga por estrada a França à Itália, sob o Monte Branco. As duas cidades principais próximas ao túnel são Chamonix (na França) e Aosta (na Itália). Iniciado em 1957 e concluído em 1965, o túnel com 11,6 km de comprimento e 8,6 m de largura passa sob a montanha entre estas duas cidades. É uma das principais rotas de transporte transalpinas, especialmente para a Itália, que a utiliza para transportar até um terço das suas mercadorias para o norte da Europa.
Nossa viagem pela Flixbus, que deveria durar cinco horas e meio, no entanto, por motivos alheios à empresa (desvios de percurso e fiscalização de fronteira), durou sete horas. Pense o que é ser um cidadão idoso que toma diurético para a pressão alta e depois saber que o ônibus em que viaja não dispõe de uma toalete a bordo! O ônibus chegou ao fim do dia na Place Dorcière, em Genebra. Descemos às pressas com as bagagens e, atendidas certas exigências miccionais, tomamos um táxi para o Ibis Aeroporto. Cansados da viagem rodoviária, optamos por jantar no próprio hotel.
08/10, domingo
Saímos às 8h para uma caminhada de 5 quilômetros até o Lac Leman, o Lago de Genebra. A temperatura estava agradável, com pouca gente sendo vista no início da caminhada. Contudo, o número de transeuntes aumentava à medida que nos aproximávamos das margens do Lago.
Oh là là, o Lago de Genebra com seu também famoso Jet d'eau!
Localizado o quiosque de vendas, compramos bilhetes para as 11 horas. Afinal, ainda precisávamos de fazer nossa refeição matinal, que consistiu de chocolate quente com croissants.
Enquanto aguardávamos a hora do passeio no Lago, percorremos a Pont du Mont-Blanc, o Quai du Mont-Blanc e tiramos fotografias tendo ao fundo um dos cartões postais da cidade, o Monumento a Brunswick
O Sr. Brunswick deixou sua fortuna para a cidade mas somente no caso de a cidade construir um monumento em homenagem ele, e a cidade honrou o compromisso.
Lago de Genebra
É um dos maiores lagos da Europa Ocidental e o maior deles no curso do Ródano. Sessenta por cento do lago pertencem à Suíça (os cantões de Vaud, Genebra e Valais) e quarenta por cento à França. As principais atividades de lazer praticadas incluem vela, windsurf, passeios de barco (incluindo esqui aquático e wake-board), remo, mergulho e banhos. Além de ver e fotografar o Jet d'Eau e os Bains des Paquis (casas de banho públicas em um píer no Lago Genebra que se transformam em saunas durante o inverno).
No período da tarde, fomos ao Genève Cornavin, a principal estação ferroviária de Genebra, da qual partem trens para Lausanne, Lucerna, Milão, Lyon, Marselha, Annecy etc. Em suas instalações funcionam também um supermercado e estabelecimentos comerciais (muitos dos quais estavam fechados, por ser domingo).
Basílica Notre Dame
Por falhas de planejamento, não nos foi possível: ir a Annecy (a Veneza dos Alpes), na França; ver o Jardim Inglês e visitar o Patek Filippe Museum, que só abriria na terça-feira.
09/10, segunda-feira
O Hotel Ibis realiza o traslado de seus hóspedes para o aeroporto de Genebra. No horário das 9h, aproveitando a cortesia do hotel, apresentamo-nos no balcão da TAP para a nossa volta ao Brasil. O tempo de espera foi suficiente para almoçar e para que Elba também comprasse lembranças no centro de compras do aeroporto.
PS. Onde estariam agora os outros membros da família?

FLORENÇA, VENEZA E MILÃO

01/10, domingo
La nostra colazione em um McDonald's próximo ao Roma Termini, onde pegamos, às 10h10, um trem de alta velocidade da Trenitalia que faz a linha Salerno-Milão. Chegamos a Florença às 11h45 e tomamos um táxi até o Hotel Bavária, na região de Uffizi.
Florença (em italiano: Firenze) é um município italiano, subcapital e maior cidade da região da Toscana e da província homônima, com cerca de 380 mil habitantes (mais de 1 milhão de habitantes em sua AM). Em sua area pedonale, os pedestres compartilham as ruas com as pessoas que se utilizam de bicicletas ou patinetes.
A cidade é considerada o berço do Renascimento italiano, e uma das cidades mais belas da Itália. Tornou-se célebre por ser a cidade natal de Dante Alighieri, autor da "Divina Comédia", que é um marco da literatura universal. Florença transpira arte por todos os poros. Sob o mecenato do estadista e poeta Lourenço de Médici, gênios como Leonardo da Vinci, Sandro Botticelli, Giotto e outros aqui criaram grandes obras artísticas e arquitetônicas.
✓ San Miniato al Monte
✓ Piazalle Michelangelo, de onde se pode apreciar uma das melhores vistas panorâmicas de Florença.
✓ Piazza Della Signoria, com a réplica do David, de Michelangelo.
✓ Ponte Vecchio
✓ Piazza di Santa Croce, com a Basílica de mesmo nome.
✓ Piazza della Repubblica
A Praça da República é uma dos principais logradouros de Florença, desde que a principal cidade da Toscana existe. Considerada o núcleo de Florença, ela foi construída sobre as ruínas de um fórum romano e é circundada por restaurantes. Entramos num deles para jantar. Coube-me uma sopa de legumes, mas não tão saborosa quanto um minestrone que eu tomei em Roma.
É um ponto de encontro animado, colorido e cheio de vida!
Renan e Natália deram umas voltas no vistoso carrossel da praça.
Impossível não associar a praça ao carrossel retrô, que pertence à família Picci. E não é só as crianças que se divertem nele, os adultos também são admitidos no carrossel.
Antes de voltarmos para o Hotel Bavária, posei para um dos artistas da Praça da República. Em vinte minutos, a tela foi concluída: parla! E o artista sugeriu que eu me deixasse fotografar exibindo a caricatura - com ele a meu lado.
Dito e feito.
PS. Não recordo o nome dele (nem consigo identificá-lo a partir de sua rubrica na tela). 
02/10, segunda-feira
Outro trem da Trenitalia nos levou até Veneza. E um táxi (lancha) nos transportou da Estação Venezia Santa Lucia ao Hotel Ca Pedrocchi.
Veneza (em italiano: Venezia), capital da região do Veneto, é uma cidade no nordeste da Itália, situada sobre um grupo de 118 pequenas ilhas separadas por canais e ligadas por pontes. Ela está localizada na pantanosa Lagoa de Veneza, que se estende ao longo da costa entre as bocas dos rios Po e Piave. Veneza é famosa pela beleza de sua arquitetura e obras de arte. Uma parte da cidade está listada como um Patrimônio Mundial, juntamente com a sua lagoa. 
O núcleo da cidade, o seu centro histórico, é constituído por um conjunto de ilhas no centro da lagoa, com cerca de 60 mil habitantes. A estas ilhas, há que juntar outras no estuário (30 mil residentes) e também na parte continental (180 mil residentes), que com os seus 130 km², representam cerca 83% da área emersa do território. O centro histórico é totalmente pedonal, com seus 150 canais nos quais  trafegam diferentes tipos de barcos (vaporettos, lanchas e gôndolas), que são os meios de transporte nessa zona.
✓ Praça de São Marcos e Basílica
✓ Torre do elevador. Ingressos no local.
✓ Palácio Ducal (não visitado)
✓ Ponte dos Suspiros
Fotografado pelos turistas provenientes de todos os lugares, lhe foi atribuído esse nome porque a lenda diz que, em tempos remotos, os prisioneiros (atravessando-a) suspiravam por ser a ocasião de ver pela última vez o mundo externo.
03/10, terça feira
Compramos bilhetes para os vaporettos. Embora com validade para o dia inteiro, só foram usados pela manhã. Quando fomos à ilha de San Giorgio e ao retornamos desta para a ilha principal (centro storico).
✓ Basílica de São Jorge Maior
✓ Biblioteca da Fundação Cini e Labirinto Borges, este último dedicado ao escritor argentino Jorge Luis Borges. Com guia brasileiro. Os ingressos foram comprados no restaurante em que tomamos o café da manhã. 
Á tarde, estivemos no Rialto: ponte, mercado, shopping center. 
Ao fim do dia, fizemos o tradicional passeio de gôndola (80 euros para o grupo)
04/10, quarta-feira
Estava previsto que eu e Rodrigo sairíamos do Hotel Pedrocchi às 4h30, caminharíamos até o ponto das barcas (que são os táxis de Veneza), de onde uma delas nos levaria até a Estação Venice Santa Lucia. Nesta, tomaríamos um trem regional da Trenitalia para e Estação Venice Mestre. Em seguida, em local próximo, o ônibus da Flixbus do horário das 6h40 nos levaria até Ljubjlana, Eslovênia, onde chegaríamos às 10h25. Teríamos algumas horas para conhecer a pequena cidade dos Balcãs, e, à noite estaríamos de volta a Veneza. Tudo isso ficou impraticável devido à piora do meu quadro respiratório, ao qual se associaram incômodos soluços.
Comprei uma caixa de antibiótico (Augmentin 875/125) em uma farmácia local. Mostrei minha carteira de médico no Brasil, e isso foi suficiente.
05/10, quinta-feira
Em 20 minutos, um táxi (lancha) percorrendo os canais de Veneza, nos transportou do hotel até a estação ferroviária da cidade. O café da manhã aconteceu na própria stazione, enquanto aguardávamos um trem da Trenitália. Após 2 horas e meia de viagem, com paradas em Pádua (Padova), Verona (a fictícia cidade de Romeu e Julieta) e outras cidades, chegamos a Milão.
Check-in no Plus Welcome Milano, o melhor dos hotéis em que nos hospedamos na Itália (desta vez, o conforto foi priorizado com relação à proximidade dos monumentos históricos).
Utilizando-se do metrô, fomos visitar:
✓ Duomo di Milano. Visita ao Duomo e ao respectivo Museu (8 euros por pessoa). 
✓ Passeio na Galleria Vittorio Emanuelle II, onde almoçamos. 
✓ Basilica di Sant'Ambrogio
✓ Castello Sforzesco, uma fortificação medieval restaurada e que atualmente abriga museus e coleções de arte da cidade. 
Jantar no Castello, nas proximidades. Volta ao hotel por metrô.
06/10, sexta-feira
Café da manhã no hotel. Metrô.
✓ Piazza della Scalla, onde está o famoso Teatro alla Scalla (fechado).
✓ Giardini Perego, uma área verde no centro de Milão. Piccolo ma bello, come spesso sono i giardini di Milano.
✓ "Quadrilátero da moda" de Milão (delimitado por quatro ruas de prestígio: via Montenapoleone, via Manzoni, via della Spiga e Corso Venezia), onde Elba foi fazer compras e temporariamente se perdeu. 
Almoço. Volta ao hotel pelo metrô.
Ainda fiz uma caminhada na região do Ospedale San Paolo e comprei gêneros alimentares no supermercado Esselunga, de Famagosta.
À noite, Natália e Rodrigo deixaram Renan sob os cuidados de Elba e saíram para badalações noturnas.

OROLOGIO AD ACQUA

A fonte deste hidrocronômetro está localizada no Viale dell'Orologio al Pincio, em Rione IV (Campo Marzio, Roma), cujo relógio de água foi projetado e construído em 1867 pelo padre dominicano Giambattista Embriaco (1815 – 1902), que o apresentou ao público na Exposição Universal de Paris. O relógio tem quatro mostradores, um de cada lado, e a água garante, graças a seu projeto engenhoso, tanto o funcionamento do relógio como do carrilhão.A coluna de vidro, que é muito bonita, permite também admirar o seu mecanismo.


(ruídos do público são registrados nesta gravação)

Lista de ANCORADOURO

ROMA E VATICANO

28/09, quinta-feira
Chegamos a Roma às 2h da madrugada (UTC+2: horário de verão da Europa Central).
No Palma Residence, onde membros de minha família já estavam hospedados, soubemos de que a mala despachada em Fortaleza por Rodrigo havia sofrido extravio.
Às 8 horas, após uma curta caminhada até a Estação Termini compramos bilhetes de 24h e fomos de metrô até a Estação Otaviano.
Café da manhã, num restaurante em frente à muralha do Vaticano. Com os ingressos antecipadamente adquiridos por Natália, evitamos as longas filas que se formavam para visitar a Cidade-Estado.
O Vaticano é o menor estado soberano do mundo, tanto em termos de população (869 habitantes) como de extensão territorial (0,44 km²), e o terceiro em termos de densidade populacional. Como forma de governo, é uma monarquia absoluta eletiva. Inserido na malha urbana de Roma, foi criado em 1929 com os Pactos de Latrão, assinados entre Benito Mussolini e o Cardeal Secretário de Estado Pietro Gasparri, respectivamente os representantes do Reino da Itália e da Santa Sé.
✓ Os Museus do Vaticano (Musei Vaticani) são um dos complexos de museus da mais alta importância no mundo. O ponto alto é a Capela Sistina, mas há muito mais a se ver lá dentro. Desde a arte da época egípcia até o final do renascimento.
Praça de São Pedro (Piazza di San Pietro). É uma grande praça localizada diretamente em frente à Basílica de São Pedro na Cidade do Vaticano, o enclave papal em Roma. Tanto a praça quanto a basílica têm o nome de São Pedro, um apóstolo de Jesus que os católicos consideram o primeiro Papa. No centro da praça está um antigo obelisco egípcio.
✓ Castelo de Santo Ângelo. É um castelo localizado na margem direita do rio Tibre, diante da Ponte de Santo Ângelo, próximo do Vaticano. Construído sobre as ruínas do antigo Mausoléu de Adriano, é atualmente um museu (não o visitamos).
Praça Navona. No centro desta praça está a monumental Fontana dei Quattro Fiumi, esculpida por Bernini no século 17. A escultura representa quatro grandes rios, personificados em gigantes, de quatro continentes: o Nilo na África, o Ganges na Ásia, o rio da Prata na América (o Amazonas ficou fora) e o Danúbio na Europa. 
Apesar do tamanho, Bernini consegue juntar harmoniosamente o conjunto sólido de pedra e mármore com a leveza das águas que caem. No topo da fonte/escultura foi colocado um obelisco egípcio. Também no lado Sul da praça está a Fontana del Moro, ou fonte do Mouro, criada por Giacomo della Porta e posteriormente aperfeiçoada por Bernini que lhe acrescentou o mouro no centro da fonte. E a praça ainda dispõe de uma terceira fonte, a Fontana di Netuno, também esculpida por Giacomo.
A mala sumida do Rodrigo foi encaminhada pela TAP ao hotel.
29/09, sexta-feira
Substituímos os bilhetes de 24h pelos bilhetes de 48h para o metrô.
Desjejum no Trastevere.
✓ Visita às Basílicas de Santa Maria e de Santa Sabina.
✓ O Buraco da Fechadura (Il Bucco della Serratura). Encontra-se no bairro Aventino, próximo do Circo Máximo, "um dos segredos mais bem guardados de Roma". Entramos numa fila humana diante de um grande portão verde para espiar isto: 
a impactante visão da cúpula da Basílica de São Pedro 
emoldurada por uma pérgula curva de árvores do jardim do Priorado.
15h30. Ponto de encontro em frente à Basílica de São Cosme e Damião do nosso grupo com a Sra. Bárbara, guia da Agência Civitatis, para um passeio pelo Palatino, Fórum Romano (o símbolo do poder romano) e Coliseu (o maior anfiteatro do mundo, que podia abrigar até 50 mil espectadores). Conselho a quem se desgarrar do grupo de visitantes: espere pelo grupo no Arco do Tito
30/09, sábado
Café italiano num dos restaurantes (o Tabacafé) do Campo de Fiori. A praça abriga um pitoresco mercado de especiarias e artesanatos e a estátua de Giordano Bruno. 
✓ Monumento a Giordano Bruno, uma escultura de bronze no local onde, acusado de heresia, o frade e filósofo foi queimado numa fogueira. Na lado frontal, há esta inscrição em italiano: "A Bruno / il secolo da lui duvinato / qui dove il rogo arse" (A Bruno, do século que ele previu, aqui onde ele ardeu no fogo).
✓ Panteão. É uma das mais bem preservadas estruturas romanas antigas e permaneceu em uso por toda a sua história. Criada para ser templo pagão, atualmente é uma igreja católica.
✓ Piazza di Spagna
Fonte de Trevi
 A Fonte de Trevi é a maior das famosas fontes de Roma. Símbolo sem dúvida universalmente conhecido da cidade de Roma, como outros monumentos igualmente famosos, a fonte tornou-se um dos ícones da cidade. Como tal não poderia, portanto, ser ignorada pelo mundo do cinema , que não ficou indiferente à magnificência e fama da Fonte de Trevi e utilizou em diversas ocasiões o seu ambiente e imagem. Entre os principais: O primeiro filme em que a fonte foi protagonista foi o filme americano Three Coins in the Fountain, de 1954, onde a fonte do título é justamente a de Trevi. O monumento é então protagonista de uma das cenas mais famosas do cinema italiano e, talvez, do cinema mundial: em La dolce vita de Federico Fellini, de 1960 , Anita Ekberg mergulha na banheira, convidando Marcello Mastroianni a fazer o mesmo.
✓ Praça do Povo (Piazza del Popolo)
Jardins da Villa Borghese. Inclui: Orologio ad acqua del Pincio (na próxima postagem)
Paulo, Elba, Natália e Rodrigo
Renan, na cadeirinha de criança

JOCELYN BRASIL (1908 – 1999)

Cearense de Sobral, Jocelyn Barreto Brasil Lima (foto) foi coronel-aviador da Força Aérea Brasileira, tendo passado a reserva como brigadeiro em 1952. De pensamento marxista e filiado ao PSB, foi preso nas primeiras horas do golpe militar de 1964.
Filho do jornalista Deolindo Barreto - "um mártir da liberdade de imprensa no começo do século no Nordeste", como definiu Lustosa da Costa, Jocelyn também se fez jornalista e escritor. Publicou 18 livros, entre eles o histórico e atualmente raro "O pão, o feijão e as forças ocultas".
Flamenguista e futebolista de quatro costados, escreveu livros sobre futebol sob o pseudônimo de Pedro Zamora, dentre os quais "Você acha que entende de futebol? Eu também"; "A hora e a vez de João Saldanha"; "Assim falou Neném Prancha"; "O livro de Tostão (com Canôr Simões Coelho)"; "A Era Kanela (a maioridade do basquete brasileiro)" e "Tim, o estrategista". 
Comandante da Base Aérea de Belém durante muitos anos, Jocelyn Brasil ficou visivelmente decepcionado quando, em 1994, em visita à base aérea que comandou, verificou que, mesmo após a anistia, a Aeronáutica não colocou sua foto na galeria de ex-comandantes da unidade.
Fontes: WIKI; Agência Senado
Ele era pai do compositor e músico Cláudio Barreto, líder do grupo O Espírito da Coisa, que ficou conhecido pela música "Ligeiramente Grávida". Cláudio morreu em dezembro de 1986, em Resende (RJ), assassinado sob circunstâncias até hoje não esclarecidas. Tanto a família quanto os amigos suspeitavam na época de crime passional. Na década de 1980, tive a oportunidade de assistir a um show de O Espírito da Coisa no PIRATA BAR, em Fortaleza. Muito bom.

LISBOA (STOPOVER)

27/09, quarta-feira
Chegamos ao aeroporto de Lisboa às 9h50.
Nesta cidade, tendo Natália e Rodrigo que pegar a conexão para Roma dentro de poucas horas, optaram por transformar a espera em momentos de descanso e relaxamento num dos lounges do aeroporto. Enquanto Elba e eu, que esperaríamos por um prazo maior (cerca de onze horas) para o voo que nos levaria a Roma, aproveitamos para um stopover na cidade.
Assim, tomamos um táxi para visitar o Centro Histórico de Lisboa.
- Elevador de Santa Justa
- Praça dos Restauradores
- Praça do Comércio.
Neste último logradouro contratamos um tuk tuk (pequeno veículo adaptado à moda tailandesa para o transporte de turistas) dirigido por um brasileiro de Tocantins, que nos levou por ruas, largos e miradouros (dentre os quais o de Senhora do Monte, que apresenta a vista mais bonita da cidade, além de ser bastante sombreado).
O passeio com guia terminou no Museu do Fado, uma visita que recomendamos.
Atendidos por um garçom nepalês, almoçamos bacalhau num restaurante de Almofala. E retornamos de táxi para o Aeroporto Humberto Delgado ao anoitecer.

ITÁLIA E SUÍÇA

Conhecer importantes cidades da Itália foi um projeto de turismo que não realizamos em 2021. No período de 5 a 13 de dezembro, Natália e Rodrigo, o neto Renan, nossos consogros Henrique e Eveline, e Elba e eu (Paulo), iríamos ao país europeu em voos da Air Europa (ida) e da TAP (volta). Visitaríamos Roma (Vaticano), Veneza e Milão.
Contudo, fomos impedidos pelo vilão da pandemia.
Mas, estamos de volta com o projeto que sofreu alterações. Será posto em prática, entre 26 de setembro e 9 de outubro, por mim e Elba, e até até 12 de outubro, por Natália, Rodrigo e Renan, que passarão 4 dias nos Alpes Suíços e mais 1 dia em Milão. 
(Houve a desistência do casal Henrique e Eveline, pais de Rodrigo.)
Eis as cidades do novo roteiro:
Roma (Vaticano) (4 dias)
Florença (1 dia)
Veneza (3 dias)
-- com excursão a Liubliana, na Eslovênia (por mim e Rodrigo)
Milão (2 dias)
Genebra, na Suíça francófona (2 dias), de onde Elba e eu voltaremos a Fortaleza.
-- com excursão a Annecy, na França.
Alpes Suíços: Zermatt e Interlaken (Natália, Rodrigo e Renan) (4 dias) e Milão (1 dia), de onde os três voltarão para Fortaleza
Os voos internacionais serão pela TAP e as conexões entre as cidades do roteiro serão feitas por trens e ônibus.

NORDESTE DE ANTIGAMENTE: O GALÃO

Ref.: UM IMPROVISO DE LOURIVAL BATISTA

Paulo Gurgel,
Conheço um improviso de outro violeiro que, na hora da "louvação" ao dono da casa, este (ao ver chegar um tenente) disse ao cantador: "Queria ver mais um galão no ombro do tenente..." Que replicou: "Não gosto de adulação!" Aí, o violeiro explicou: "Esse galão é um galão diferente, é um pau com duas latas, uma atrás e a outra na frente."

Francisco Barroso,
Eu tinha uma vaga lembrança de que "galão" também pudesse ter esta acepção no Nordeste. Fui pesquisar e encontrei a seguinte informação no Blog do Cícero Lajes:
"No Nordeste, galão não significa somente galo grande, é também uma forma de transportar água. Trata-se de um pau mais ou menos reto (de preferência de caraúba), de mais ou menos um 1,30 m, com um pedaço de ferro, corrente ou corda em cada extremidade; e a ponta do ferro ou corrente é dobrada para encaixar-se no grampo colocado nos baldes ou latas. Antigamente eram usados os baldes de zinco, depois, as latas de tinta, e mais recentemente os baldes de plástico. Quando o local da água era um olho d'água em lugar remoto, os jumentos transportavam a água em barris. Com a construção das cisternas pelo Governo Federal e o Programa Carro Pipa, os galões foram perdendo a serventia de levar água das cacimbas, barreiros e açudes para as casas. Hoje o galão é usado mais para levar o comer dos porcos, uma vez que os chiqueiros ficam mais afastados das casas devido ao mau cheiro."
Comunidade Salgadinho, Lajes-RN

LANTERNINHAS DE CINEMA

Assim em Fortaleza, assim no Brasil. 
O lanterninha de cinema era um profissional que, utilizando-se de uma lanterna, tinha a função de acompanhar as pessoas que chegavam atrasadas a uma sessão de cinema para lhes mostrar onde havia poltronas vagas. 
Como as luzes do interior do cinema já estavam apagadas para a projeção do filme, os lanterninhas usavam as referidas lanternas. E, devido a esse intermitente apagar e acender de seu instrumento de trabalho, eram também chamados de vaga-lumes.
Quando alguém desejava ir ao banheiro também ofereciam ajuda indicando o caminho. 
Aos casais mais afoitos, dispostos a incensar o altar de Vênus, usavam o facho para baixar o facho dos que se atreviam.
Aos palradores, o rigor do silêncio. Caso contrário, seriam de imediato postos para fora.
E cumpriam também o trabalho de um "juizado de menores". Com os menores de idade que, tendo um pouco antes ludibriado o porteiro, não podiam na sequência lhes fazer "vista grossa".
Hoje, esses acomodadores de cinemas e teatros foram substituídos pela iluminação nos degraus que levam às poltronas. E a disciplina? Bem, fica por conta da consciência dos espectadores.
Uma exceção: 
No Cine Familiar, da minha adolescência em Otávio Bonfim, não havia os lanterninhas. E da moral e dos bons costumes, supervisionava a observância o próprio Frei Teodoro.

Mr. Screen 
A estátua de um recepcionista de cinema do escultor Vincent Browne, que fica do lado de fora do Screen Cinema em Dublin, Irlanda, no cruzamento da Hawkins Street com a Townsend Street
O prestativo acomodador usa como uniforme um elegante casaco com dragonas e um chapéu estiloso, e gesticula com sua laterna para direcionar o público para seus assentos no escuro.
Mas...
Seu olhar malicioso revela seu amor pelas trevas – com todas as suas oportunidades e tudo o que elas escondem.

10/12/2023 - Pessoas com luz própria
- fotógrafos de estúdio;
- trabalhadores de minas;
- observadores de animais noturnos;
- lanterninhas de cinema (em extinção).

UM IMPROVISO DE LOURIVAL BATISTA

Rogaciano Leite - Crônica publicada no Jornal O ESTADO - Fortaleza, 01 de abril de 1945 - Edição nº 2528 - Via Facebook Centenário Rogaciano Leite

Esta facilidade de improvisar de que é dotado Lourival Batista, parece, muitas vezes, incrível. De outra feita, em Campina Grande, Lourival manejava sua viola cercado de intelectuais que foram curiosamente saber se era ou não justa a fama a que fazia jus o repentista. Como é de praxe e tradição nas cantorias dos violeiros, havia no meio da sala um centro onde uma bandeja enfeitada era o receptáculo das notas com que os ouvintes gratificavam os repentistas. No momento em que todos se aproximavam para deixar-lhes a sua remuneração, um 3.º sargento do Exército levou à bandeja 2 cédulas de 10 cruzeiros, gesto franco e despretensioso que Lourival agradeceu incontinenti:

"As notas deste sargento
Eu gostei de recebê-la...
Deus queira que estas três fitas
Transformem-se em três estrelas,
Dos braços passem pros ombros
E eu seja vivo pra vê-las."
E assim, deixo aqui patente que, por estes sertões afora perdem-se, anonimamente, valores que poderiam encher de fulgor as páginas de nossa poesia sertaneja.

FRANCIS VALE (1945 - 2017)

Francis Gomes Vale (foto) foi cineasta, compositor, escritor e produtor cultural.
Paraense de nascimento, mas de família cearense com raízes em Crateús, Francis Vale, desde muito jovem, integrou-se às lutas do movimento estudantil. E, mesmo depois de graduado em Direito pela Universidade Federal do Ceará, deu continuidade à sua atuação política, com riscos para a própria vida, liberdade e estabilidade financeira, em seus embates contra o regime ditatorial de 1964.
Conheci-o nas rodas boêmias de Fortaleza. Tempos depois, soube que ele era irmão de Euclea Vale, destacada enfermeira do Hospital de Messejana.
De 1979 a 2016, dirigiu nove filmes, sendo estes em maior parte documentários, além de participar de um filme como ator. Deu entrevistas e depoimentos em quatro vídeos. E escreveu muitos artigos para jornais cearenses.
É também autor do livro "Cinema Cearense – Algumas Histórias", onde narra vivências e lutas em favor da Sétima Arte.
Em 1988, lançou com Alano Freitas o disco "Liberado", uma produção independente com 13 faixas. O título do LP é uma alusão à resistência contra a ditadura militar, com sua censura e sua "liberação", ou não, de canções. Uma destas, "Apaixonadamente" (c/ Stelio Valle), foi depois gravada por Fátima Santos, no CD "No Ceará é assim" (1995) e por Fagner, no CD "Fagner" (1996). Com Neo Pi Neo, compôs "Camelô erótico", que foi gravada pelo parceiro no CD "O Pinto" (2005).
Assim é que virou verbete do Dicionário Cravo Albin da MPB.
Presença constante nos points de Fortaleza (Estoril, Anysio etc.) e nos shows dos artistas da terra, Francis teve ainda o seu período de dono de restaurante. Com o "Tempero da Terra", que ele abriu em uma casa espaçosa no início da Avenida Beira-Mar - "para receber os amigos". Uma iniciativa que, por razões particulares, não deu continuidade.
Em panegírico a respeito dele, Ivan Lima Verde escreveu:
"Na verdade, o Francis valeu e continua valendo pela saudade e pelo legado deixado a todos nós que tivemos o privilégio de com ele conviver até sua partida, tristemente ocorrida em 8 de dezembro de 2017."
Fontes:
https://www.blogdolauriberto.com/2017/12/morre-francis-vale.html (Artigo de Paulo Verlaine)
https://dicionariompb.com.br/artista/francis-vale/
https://www.francisvale.com/ (Acervo de Francis Vale)

A CAPELA DA CRUZ DEITADA

Há uma tendência da moda hoje que envolve uma cruz horizontal, muitas vezes usada em um colar. A cruz tem a mesma forma de uma cruz latina "normal", exceto que está situada horizontalmente. Várias celebridades (Neymar Jr., por exemplo) começaram a usar a cruz horizontal, o que tem aumentado seu apelo.
Quanto ao significado da cruz horizontal ou deitada, existem várias teorias. Muitas pessoas consideram a cruz horizontal apenas outra versão da cruz vertical - um símbolo de Jesus Cristo e do cristianismo. Outros atribuem um significado mais detalhado: a cruz lateral torna-se um símbolo da obra consumada de Jesus - tendo adquirido nossa salvação, Ele colocou Sua cruz - ou é um símbolo de como devemos tomar nossa cruz e seguir Jesus ( Lucas 9:23)—uma cruz carregada sobre o ombro normalmente estaria na posição horizontalizada.
Alguns apontam que a cruz nórdica (como também é conhecida), encontrada nas bandeiras nacionais de todos os países escandinavos, trata-se de uma representação do cristianismo que aqueles países adotaram.
Outras explicações são mais humanísticas. Alguns veem a cruz horizontal como uma representação da terra (em oposição ao céu) e o fato de que é aqui que a vida deve ser vivida. Uma visão relacionada é que a cruz horizontal é um símbolo da humanidade, que vive no reino entre o céu e o inferno. Ainda outra visão é antagônica aos cristãos – a cruz lateral é uma cruz "que caiu", o que significa que o cristianismo falhou e não é mais uma influência poderosa no mundo.
E, claro, há indivíduos que ignoram qualquer tentativa de infundir significado em suas joias. Para eles, qualquer cruz, deitada ou não, nada mais é do que um acessório da moda. Usar uma, ou ter uma tatuada, nada mais é do que uma declaração de tendência, modismo e aparência chique.
Com tantas opiniões diversas sobre o que significa a cruz lateral, é impossível saber ao certo por que alguém usa uma, a menos que ela expresse sua opinião sobre o assunto. Pessoas diferentes têm noções diferentes, e suas razões para ostentar uma cruz na posição horizontal variam.
É bom para um cristão usar uma cruz de lado? Não há nada abertamente pecaminoso nisso. E se dá oportunidade de expressar fé em Cristo, tanto melhor. A quantidade de confusão e a ambiguidade em relação ao significado de uma cruz lateral pode fazer alguns cristãos hesitarem. Como com qualquer coisa que fazemos, devemos perguntar: "Isso traz glória a Deus?" (1 Coríntios 10:31). Uma cruz lateral traz glória a Deus? Pode, dependendo de quem o usa e de seus motivos para usá-lo.
(Pesquisa realizada com o termo "sideways cross" no Got Questions.)
Foto - Capela de São Pedro dos Pescadores da Paróquia de Nossa Senhora da Saúde, situada na Avenida Presidente Kennedy (Beira-Mar), n.º 4600, no bairro Mucuripe, em Fortaleza-CE.

ALISTANDO=NOS

Se a guerra for declarada / a rapaziada ganha no moral.
Se aliste, meu camarada / a gente vai salvar o nosso carnaval.
"Rio 42 graus" – Chico Buarque
Em novembro de 1965, quando tinha 17 anos, compareci na Junta de Serviço Militar para um possível (mas não por mim desejável) recrutamento para o Exército.
Um sargento tomou meus dados pessoais e, ao preencher a ficha de alistamento no quesito cútis, ele datilografou: “pardo claro”. Como eu estranhasse a opção escolhida, ele foi taxativo: "Deixe de ser besta. No Brasil não há raça branca, todos são pardos". O fenótipo, idiota (livre pensar é só pensar). Com tez clara, cabelos lisos, nariz e lábios finos, digamos que eu seja uma exceção.
É verdade que o Brasil, resultou de uma grande miscigenação. Como se deu com a música brasileira, essa "flor amorosa de três raças tristes", no versejar de Bilac. Mas o que o sargento alegou pode ter sido por orientação de um superior hierárquico.
Ele também me perguntou se eu era voluntário para o serviço militar. Ora, eu estava me preparando para o vestibular de Medicina, que aconteceria no início do ano seguinte e, por conseguinte, não estava em meus planos servir à Pátria. Meu objetivo ali, para ser franco, era conseguir uma dispensa de incorporação.
Ao final, ele me entregou o certificado de dispensa de incorporação.
Dispensado de incorporação, retornei aos estudos que me conduziram à Faculdade de Medicina. Mesmo sabendo que, após a formatura, ainda teria que prestar contas com as Forças Armadas. Até então, eu tive que validar anualmente o meu Certificado de Alistamento Militar.
Em novembro de 1971, foi a vez de meu irmão Marcelo se apresentar na Junta. Sem pendor para a carreira militar e já focado no vestibular de 1972 (também para a Medicina), algo aconteceu em seu processo de alistamento que facilitou as coisas.
Ao passar pelos procedimentos antropométricos, o cabo que fez a leitura na balança proclamou:
- Vixe!... 42 quilos. Peso de bode.
Ao que o sargento, de pronto, corrigiu a apreciação do subordinado:
- Bode magro, não é?!
Diante desse resultado, a Junta confirmou sua dispensa do Serviço Militar Inicial, "com um laudo de insuficiência física temporária, podendo exercer atividades civis".
E Marcelo foi cuidar da vida. O que para ele significa ser: médico sanitarista, economista, professor universitário, pesquisador, escritor, membro de academias, polígrafo, blogueiro, causeur etc.
No início de 1972, na condição de candidato aprovado para o Curso de Formação de Oficial Médico, a ser realizado no Rio de Janeiro-GB, eu me apresentei no Hospital Geral de Fortaleza (do Exército) para me submeter ao exame médico admissional. Lembro-me de que o médico militar que me atendeu, inicialmente desconfiou que eu não teria 160 cm, a estatura mínima exigida para um oficial.
No entanto, eu media 161 cm, como ele afinal constatou. Fosse hoje eu teria sido eliminado. Quando a pessoa para de crescer, estabiliza a estatura por alguns anos, mas aí, pela ação conjunta da idade e da gravidade, passa a decrescer. Li alhures que seria a uma taxa de 1 cm por década.
Tempos depois, vim a conhecer melhor o tal médico examinador, que se chamava Dr. Eleazar. Ele era magérrimo, tocava um violino dos diabos e houve uma ocasião em que eu o acompanhei ao violão.
Quanto a Marcelo, sem nunca ter sido militar, tornou-se no maior contador/compilador de causos da caserna de que se tem notícia. Uma de suas histórias, em que ele foi o protagonista, está disponível em seu "Causos e Curiosidades Militares" (no prelo), com o título "Peso de bode magro". Está dado o spoiler.
Agora, o que é a relatividade das coisas:
Durante alguns anos, eu atendi como médico pneumologista um senhor octogenário, o qual era acompanhado também por um cardiologista. Esse paciente nunca chegou a aprender o meu nome nem o do meu colega. Quando queria se referir a nós, ele se utilizava dos termos "moreninho" e "branquinho". Eu era o "moreninho".
Paulo Gurgel Carlos da Silva


CEGO ADERALDO vs. ROGACIANO LEITE

Aderaldo nunca casou, mas criou 24 filhos adotivos. Por ser cego, ele precisava de guias e, para tanto, recrutava crianças abandonadas. Após ouvir uma provocação de Rogaciano sobre a sua solteirice, Aderaldo saiu-se com esta:

"De casar tive o desejo / Essa vontade eu não nego / Mas com minha experiência / Batata quente eu não pego / Passam chifre em quem tem vista / Que dirá em quem é cego!"

Num depoimento que deu em 1984, o cantor e compositor Silvio Caldas (parceiro de Rogaciano em "Cabelos cor de prata") relata que, no calor de um repente, Rogaciano deixou escapar umas desfeitas com Aderaldo. Que o cego imediatamente se vingou, respondendo assim:

"Andei procurando um besta / Porém, um besta capaz / E de tanto procurar um besta / Encontrei esse rapaz / Que nem serve pra ser besta / Porque é besta demais!"

Aderaldo e Rogaciano eram grandes amigos. Juntos percorriam os sertões nordestinos divulgando a cultura popular.

Legenda: Rogaciano Leite, em 1949, com Domingos Fonseca, Cego Aderaldo e Mário Aderaldo, num congresso, em São Paulo. Foto: Acervo Rogaciano Leite

PESAR PELO FALECIMENTO DE FRANCISCO DANIEL NETO

Lamento a partida do colega Dr. FRANCISCO DANIEL NETO, da nossa turma de Médicos de 1971, da Universidade Federal do Ceará.

Era pós-graduado pela Universidade Federal Fluminense em Ortopedia e Traumatologia, Medicina do Trabalho e Administração Hospitalar e Saúde Pública.

Residia e trabalhava em Fortaleza-CE.

Meus sentimentos à família de Daniel.

MEMÓRIA. EU, 50

No lugar de uma máquina de escrever portátil (em que pus no rolo a crônica EU, 40), aqui já possuia um computador com impressora. No entanto, nada textualizei que se referisse a meu aniversário natalício de 06/06/1998.
Convidei amigos e a família para a comemoração de meus cinquenta anos no Revoir Buffet, a uma quadra do edifício em que eu morava no Cocó. Vieram os músicos: o violonista Claudio Costa, o flautista Hélio Menezes (que são primos entre si) e outro violonista que eu conheci naquela noite.
Antes da festa, o cinegrafista da ASN Vídeo gravou umas cenas em família conforme o combinado. Para uma delas, fiz um solo de "Rosa", a famosa valsa de Pixinguinha e Otávio de Souza. Contudo, dei um andamento tão rápido à música, atribuível ao nervosismo de um aniversariante, que ela ficou parecida com uma valsa-turbilhão. 
Aí passei 25 anos sem assistir a esta fita, que era em VHS. Recentemente, consegui a conversão do vídeo de fita magnética para arquivo MP4. Este serviço foi realizado por Pedro, da GrafMusic, na Cidade 2000. É esse detalhe que permite que vocês e EU, agora 75, tenhamos uma ideia do que rolou durante a comemoração.
Voz e violão base: Paulo Gurgel
Violão (solos e improvisos): Claudio Costa
Flauta transversa: Hélio Menezes

Quanto ao Revoir Buffet, hoje é a creche risonha e franca em que meu neto Benício estuda.

VOLTA DA JUREMA, 1948

Reprodução de um quadro de autoria do pintor e poeta Otacílio Azevedo. Na imagem, pode também ser observado o rio Maceió correndo para o mar. 
Próximo deste local, fica atualmente a estátua de Iracema da enseada do Mucuripe.

Foto postada por Célio Porto no Face.

ESTÁTUAS DA ÍNDIA IRACEMA EM FORTALEZA. PRIMEIRA PARTE

Personagem principal de um dos romances do escritor cearense José de Alencar, a índia Iracema é homenageada em diversos locais da capital cearense.
Praia de Iracema
Visitada por turistas e moradores, a estátua da Iracema Guardiã é dos anos 60, em comemoração aos 25 anos do bairro Praia de Iracema e aos 100 anos da obra de José de Alencar. O monumento foi restaurado em 2012.
O artista plástico responsável pela obra é Zenon Barreto que, em vida, presenteou o amigo e artista Descartes Gadelha com doze desenhos detalhados do projeto de sua escultura a fim de que ela fosse fundida em bronze. Jacqueline Medeiros, curadora da restauração, explica que "A partir desse projeto é que reconstruímos o arco e as 'curvas' de Iracema proporcionalmente, tentando aproximar o máximo às dimensões estabelecidas pelo desenho".
Segundo Jacqueline, o significado da posição da Estátua da Iracema Guardiã "é o de uma guerreira prestes a alçar a flecha em defesa da sua terra (acredito que, por isso, o artista tenha colocado o título de Guardiã) ou um ato de contrição diante da partida do seu amor.
Mucuripe (Volta da Jurema)
A escultura é do artista plástico pernambucano Corbiniano Lins e mostra uma cena do romance, na qual Iracema está com seu marido, o português Martim Soares Moreno, o cachorro Japi e o filho do casal, Moacir. Em meio ao cenário do Mucuripe, onde predominam as embarcações marítimas, a escultura retrata o momento da partida da família em uma jangada. 
Inaugurada em 1965, durante o centenário do romance, sua última restauração foi realizada em 2012.
A enseada do Mucuripe foi escolhida para colocar a escultura por ser o local onde Iracema contemplava o horizonte aguardando o retorno de seu amado "Guerreiro Branco".
Lagoa de Messejana
O seu espelho d'água emoldura a maior estátua de Iracema de Fortaleza, com mais de doze metros de altura e 16 toneladas de peso. Também representa a personagem imortalizada pela pena de José de Alencar e suas formas foram inspiradas, conforme um concurso para esse fim, nas formas da modelo brasileira Natália Nara (ex-BBB).
Foto: PGCS
A Iracema da Lagoa tinha inicialmente um tom de bronze, próximo à cor da pele morena. Mas está atualmente pintada de verde, com o que muitos moradores de Fortaleza e a população indígena não concordam. E um inquérito chegou a ser realizado para apurar as responsabilidades.
[continua]

LANÇAMENTO DO LIVRO "MEMÓRIAS DE UM SANITARISTA"

A Superintendência da Escola de Saúde Pública do Ceará Dr. Paulo Marcelo Martins Rodrigues (ESP-CE), no ensejo das comemorações dos 30 anos de fundação da ESP-CE, realizou em seu Auditório, no dia 19 de julho de 2003, às 16 horas, o lançamento do livro "Memórias de um Sanitarista", de autoria do médico e professor Marcelo Gurgel Carlos da Silva.
Com PREFÁCIO da Mestre em Epidemiologia e Doutora em Enfermagem Augediva Maria Jucá Pordeus, o presente livro engloba parte de suas memórias de médico sanitarista da Secretaria da Saúde do Estado do Ceará (SESA), a partir do seu ingresso por concurso de Sanitarista realizado em julho de 1978, servindo atualmente para celebrar os 45 anos de sua atividade em Saúde Pública. 
O livro está dividido em cinco partes: 1 - A FORMAÇÃO DE SANITARISTA, que descreve sua pós-graduação na área da Saúde Pública; II - ATUAÇÃO DE SANITARISTA, cobrindo do seu ingresso como Sanitarista da SESA à prestação de contas após trinta anos do doutoramento; III - LAMPEJOS E HOMENAGENS, quando rende loas a sanitaristas renomados; IV - POSTAGENS DE DESPEDIDAS, enfeixando postagens selecionadas do Blog do Marcelo Gurgel, pelo desaparecimento de pessoas que se dedicaram à saúde Pública; e V - APÊNDICES E ANEXO, dispondo de uma síntese de suas atividades profissionais, mormente na Saúde Pública, pinçadas em seu Curriculum Vitae, e de uma apreciação crítica feita pela médica e historiadora Ana Margarida Rosenberg sobre o quadro "La Goutte de Lait" (A Gota de Leite) do pintor e ilustrador francês Jean Geoffroy, um tríptico de grandes dimensões, cuja parte central foi reproduzida na capa do livro.
A renda integral do lançamento de "Memórias de um Sanitarista" foi destinada às atividades da Academia Cearense de Saúde Pública - ACESP, da qual Marcelo Gurgel Carlos da Silva é membro titular da Cadeira 4.

SOVACO DE COBRA

"Ora, ofídios não possuem braços. Não tendo, portanto, sovacos (axilas). Por essa razão, a expressão sovaco de cobra pode significar uma coisa inexistente; um local extremamente distante (o cu do mundo)."
(Blog da Confraria Gastronômica)
Na década de 1970, Fortaleza já teve um bar com esse nome. Situado no Mucuripe, era um bar modesto, com poucas mesas e classificável como luar-dependente (devido à econômica iluminação artificial).
Dentre as mesas disponíveis, uma delas se destinava a Maciel e os músicos.
Esse era o ponto: o Maciel, além de proprietário, era a grande atração da casa com seu imenso repertório de chistes, canções fesceninas e paródias obscenas. Uma destas, "José meu mano", era uma releitura de "Cortando pano", do repertório de Luiz Gonzaga:
JOSÉ MEU MANO
Comprei pinico pra José meu mano
Mas devolvi porque houve engano
Eu não sabia que José meu mano
Tinha o cu tão grande feito americano.
- Ai, ai, que boca estreita que o penico tem!
Quando ele caga, o pau fica de fora
Quando ele mija, o cu fica também. (bis) 
Ritmando um instrumento de percussão, ele se punha a cantar, e o entretenimento estava garantido. Além do repertório habitual, havia as canções do main stream com que Maciel fazia a gente rir ao dedicá-las a segmentos especiais do público.
Não. Não pesquisem por Sovaco de Cobra no Google, pois vocês não o encontrarão. Aliás, vão encontrar um outro, o Suvaco de Cobra, localizado na avenida Gomes de Matos, no Montese, e que não guarda relação com o bar do Mucuripe.
No restaurante que o Google informa, você poderá ter mais opções de bebidas, um cardápio maior de petiscos e até shows programados de diversos artistas, mas não estará nele o bom e, se ainda estiver vivo, o velho Maciel, com sua verve e seu bumbo divertindo a todos.

ENCONTRO DA TURMA DE MÉDICOS DE 1983.1 DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ

Raison d'être: Comemoração dos 40 anos de formatura da Turma de Médicos de 1983.1 da UFC

Local: Salão de festas de La Brasilerie, na rua Tibúrcio Cavalcante, 736, Aldeota, em Fortaleza-CE

Data e horário: 08/07/2023, 20:00 - 01:00+1

Elba Macedo (UFC 1983.1) e Cecília Lima Verde (UFC 1983.1)
Paulo Gurgel (UFC 1971) e Eduardo Leite (UFC 1969), acompanhantes

A banda Zé da Zefa animou com sambas, carimbós e música nordestina a festa dos 40 anos da colação de grau da Turma.

ACENDER AS VELAS

"Acender as velas / já é profissão / Quando não sou eu / É Nara Leão."
(Zé Kéti, apud Elis Regina)
No recente passeio que fizemos em Itu, São Paulo, visitamos a Igreja Matriz da histórica cidade. Elba, a fim de orar, e eu, para ser razoavelmente sincero, com o mundano propósito de conhecer os interiores do templo.
Situada na Praça Padre Miguel, e dedicada à Nossa Senhora da Candelária, é a maior igreja barroca do Estado de São Paulo. Encontra-se bastante íntegra, preservando os seus altares e oratórios, imagens dos séculos XVIII e XIX, diversos quadros, móveis e adornos.
Enquanto Elba em silêncio orava, reparei para um objeto que fazia parte do mobiliário do templo. Uma espécie de urna de vidro contendo 24 velas elétricas. Em sua base, que era de ferro e madeira, havia uma fenda com uma pequena placa de orientação aos fiéis.
Não sei para vocês, mas não sendo um frequentador de igrejas, sinagogas e mesquitas aquilo para mim mostrou-se uma novidade. Assim como a cruz da primeira missa realizada no Brasil, na Praia da Coroa Vermelha - BA, deve ter sido para os índios da região.
Estando em Itu, logo intuí o que seria. Era o que eu imaginava.

ACENDA SUA VELA
FAÇA SEU PEDIDO
SOMENTE MOEDAS DE
R$ 0,50 OU R$ 1,00

Elba inseriu uma moeda de 1,00, que acendeu a primeira vela. Depois, outra de 0,50, que acendeu a segunda. E formulou seus pedidos voltados para o sucesso de um neto no ENEM e a saúde de uma irmã, respectivamente. 
A seguir, nesse afã de baixar o sarrafo, ela inseriu uma moeda de 0,25. Não pediu nada, agindo assim na última vez só para testar o algoritmo do sistema. Aí este, prontamente, acendeu a terceira vela.
Por cortesia, acho.

CENTRO DE MEMÓRIA RAÍZES DA SABIAGUABA

18/06/2023 - Hoje retornei ao Complexo Ambiental e Gastronômico de Sabiaguaba. Acompanharam-me neste passeio minha esposa Elba, meu neto Matheus e minha irmão Mirna com o esposo Andreas. O casal reside em Karlsruhe na Alemanha, terra natal de Andreas, e está passando uma temporada em Fortaleza.
Num dos quiosques do polo gastronômico comemos pastéis de carne do sol (muito bons), moqueca de arraia, cavalas fritas, baião de dois, salada e macaxeiras; e bebemos águas de coco, caipirinhas, cervejas e refrigerantes.
Este segundo passeio ao Complexo foi marcada por duas novidades com relaçao ao primeiro:
1) A constatação de que agora há um barco que leva os turistas até o ponto em que o rio desemboca no mar. Durante o passeio fluvial, que dura cerca de meia hora, tem-se uma continuada visão das dunas e do manguezal.
2) A descoberta de que já funciona no local o Centro de Memória Raízes da Sabiaguaba. Inaugurado no governo estadual de Izolda Cela, trata-se de um museu vivo, digamos assim, em um espaço completo de gastronomia, cultura e natureza.
O espaço de 100 m2 do museu é dividido em seções inspiradas nas fases lunares: Lua Nova, sobre a ancestralidade do povo de Sabiaguaba, por meio dos achados arqueológicas em dunas da Sabiaguaba e da impressão dos nomes das pessoas fundamentais da comunidade em raízes do mangue. Lua Crescente, com ênfase nos instrumentos de trabalho (como redes de pesca, utensílios de barro etc.) dessas pessoas, muitas ainda atuantes em seus ofícios. Lua Cheia, em que se detaca o processo de resistência da região ao longo do tempo (aqui se inserindo o processo da "mariscagem"). Lua Minguante, resgatando mais imagens dos processos de resistência e resiliência da população, mergulhando também na flora e na fauna. (Fonte: diego.barbosa@svm.com.br)
Foto: PGCS

DISCURSO DE POSSE DO EDUCADOR TALES NA PRESIDÊNCIA DA ACL

No dia 24 de janeiro, o ex-governador Lúcio Gonçalo Alcântara transferiu o cargo de presidente da Academia Cearense de Letras (ACL) para o educador Tales de Sá Cavalcante. Em seu discurso de posse, repleto de citações e referências poéticas, em que Tales inclusive buscou inspiração em Carlos Drummond de Andrade e Chico Buarque de Holanda, o novo presidente da ACL, para o biênio 2023/2024, disse:
Angela aclama Batista de Lima que acolhe Beatriz Alcântara que admira Carlos Augusto que agrada Celma que se alegra com César Ásfor que apoia o outro César, o Barros Leal, que aprecia Cid Carvalho que aprova Diatahy que se associa a Durval que celebra Flávio Leitão que colabora com Geraldo Amâncio que se congratula com Giselda que conta com Grecianny que contempla João Soares que coopera com José Augusto que dá atenção a Juarez Leitão que destaca Laéria que é fã de Linhares que elogia Lourdinha que enobrece Luciano que estima Lúcio Alcântara que exalta Manfredo que se fascina com Marcelo Gurgel que felicita Marly que gosta de Mauro Benevides que homenageia Murilo Martins que ilumina Napoleão que inspira Noemi Elisa que se irmana com Pádua Lopes que louva Pio que manifesta consideração a Regine que se maravilha com Révia que prestigia Sadoc que preza Sânzio que quer bem a Tales que ressalta Teoberto que simpatiza com Ubiratan que tem amizade com Vera que torce por Virgílio. 
As pessoas foram citadas em sequência alfabética. Os verbos também. Mas se alterarmos todas as possíveis posições de pessoas e verbos, teremos uma enormidade de diferentes assertivas, todas verdadeiras.
Ver a íntegra desse discurso em: 

SOLDADINHO-DO-ARARIPE

BRASIL DAS AVES Episódio 3 - Soldadinho-do-araripe, Antilophia bokermanni, simplesmente o tangará (Pipridae) mais raro do planeta, descoberto pela ciência em 1996. Esse pássaro lindo e raro vive nas encostas úmidas do Vale do Cariri, região com uma exuberante floresta, rica em nascentes e árvores altas.
Neste documentário (inDICAção da colega Célia Ciarlini) você vai conhecer: várias histórias e o  comportamento do soldadinho-do-araripe, além de assistir a uma entrevista com o biólogo Weber Girão, um dos responsáveis pela descoberta e descrição dessa espécie para a ciência.

SÃO PAULO - SEGUNDA PARTE

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8 de junho, quinta-feira
Parque de Ibirapuera. Encravado entre os bairros de Moema e Vila Mariana, é o parque mais famoso da capital paulista. Ao entrarmos pelo Portão 6, nos deparamos com o Ibira (termo íntimo, né?) lotadíssimo, possivelmente por ser um dia santo (Corpus Christi). Além das clássicas pistas para caminhadas e corridas, das ciclovias para os usuários de bicicletas, skates e patins, e dos gramados para a gente ficar à toa, o parque apresenta quadras poliesportivas, museus, lagos, pavilhões temáticos, restaurantes, planetário, auditório e outras atrações.
Beco do Batman, no coração da Vila Madalena, é uma das principais atrações turísticas da cidade. Entre vielas e travessas, o local atrai turistas que buscam participar da vida boêmia do Beco, ver suas paredes grafitadas e circular pela feirinha de artesanato que se estende por suas pequenas ruas, onde o trânsito só é permitido para pedestres. Atendendo a uma recomendação de nosso filho Érico, almoçamos no "Ziv Gallery" (1.º andar: galeria; 2.º andar: restaurante).
O homem morcego, que apareceu desenhado numa de suas paredes na década de 1980, logo atraiu a atenção de estudantes de arte que começaram a colorir o muros da região com desenhos cubistas e psicodélicos. Hoje, o desenho original não é mais visto no local, já que este se acha em constante mutação, com novas pinturas sendo frequentemente realizadas. Os desenhos atuais são feitos por diversos artistas e não seguem nenhum padrão, mas o Batman, que um dia deu o nome ao Beco, mantém o seu destaque.
Museu Catavento, o museu de ciência e tecnologia do Estado de São Paulo. Situado no centro da capital, ocupa o antigo Palácio das Indústrias. Sua área expositiva encontra-se dividida em quatro grandes seções: Universo, Vida, Engenho e Sociedade. Como fechou exatamente às 17 horas, não conseguimos ver todas as seções.
West Plaza Shopping. Situado na Barra Funda, é um dos 193 shoppings da cidade (ranking da Wikipédia). Fomos a este local no início da noite.
9 de junho, sexta-feira
Avenida Paulista. Percorremos nos dois sentidos esta importante artéria de São Paulo. Do Instituto Moreira Salles (IMS), que só abriria para o público às 10h, até a Casa das Rosas, e desta de volta ao IMS.
Casa das Rosas, no 37 da Paulista. É um casarão no estilo clássico francês com belíssimos jardins, dedicado a diversas manifestações culturais com enfoque em literatura.
Instituto Moreira Salles, no 2424 da Paulista. Com as seguintes exposições fotográficas no atual  período: "Evando Teixeira, 1973"; "Iole de Freitas, anos 1970" e "Fotografia habitada, antologia de Helena Almeida". Além de suas três unidades - em São Paulo (cuja sede é um deslumbrante edifício com o "térreo" no quinto andar), Rio de Janeiro e Poços de Caldas -, o IMS abriga diversos sites como a Radio Batuta, o Portal da Crônica Brasileira e a Discografia Brasileira, entre outros. https://ims.com.br/
Shopping Center 3, no 2024 da Paulista. Para lanches e decidirmos entre o Brás e a 25 de Março.
Rua 25 de Março, onde Elba comprou camisas para os nossos netos.
Bar Brahma, Localizado na esquina mais famosa do país, da Ipiranga com a avenida São João (eternizada por Caetano Veloso em "Sampa"), o Bar Brahma começou com um proprietário alemão, em 1948, isso mesmo, no ano em que nasci! A garçonete Letícia veio com chopes e virado paulista para matar a sede e a fome, enquanto um telão divulgava nomes e imagens dos artistas que fariam shows na casa (Demônios da Garoa, Ângela Rô Rô et al.). À saída, uma sessão de fotos abrangendo a estátua de Adoniran Barbosa (o autor de "Trem das Onze") com o cãozinho Peteleco.
10 de junho, sábado
Parque da Água Branca. Neste parque (próximo ao Hotel Ibis Barra Funda), encontram-se árvores típicas de Mata Atlântica e o local também conserva características que remetem ao ambiente rural, com a presença de galos/galinhas, patos e pavões (não vimos estes).
Ao meio-dia, em Guarulhos, embarcamos no avião da Latam para o voo de volta a Fortaleza.
(fim)

SÃO PAULO, ITU E SALTO

Viagens anteriores ao Estado de SP: 1970, 1973, 1977, 2001 e 2003. Motivo da atual: https://gurgel-carlos.blogspot.com/2023/06/meio-que-celebrando-vida.html
1 de 2
Elba e eu (Paulo) no aeroporto de Fortaleza esperando o voo para São Paulo.
06/06, terça-feira
Check-in às 13h no Hotel Ibis Styles SP Barra Funda.
Visita à Estação da Luz. Inaugurada em 1901 e é considerada um marco arquitetônico e histórico da cidade de São Paulo. Sua fachada  é composta por colunas e frontões ornamentados, com destaque para a torre do relógio que se tornou um ícone da cidade. No interior, há um grande saguão central com uma ampla claraboia que proporciona iluminação natural.
A Estação da Luz também serve como ponto de partida para os trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), que conectam a cidade de São Paulo a várias regiões metropolitanas da Grande São Paulo. Além disso, ela abriga o Terminal Rodoviário da Luz, de onde partem ônibus intermunicipais para muitas cidades do Estado de São Paulo, e o Museu da Língua Portuguesa, que é dedicado à preservação e celebração da língua portuguesa. Este museu foi inaugurado em 2006, mas sofreu um incêndio em 2015 e foi fechado para reconstrução. Em 2020, foi reaberto ao público.
https://www.cptm.sp.gov.br
Visita ao Museu da Língua Portuguesa. Situado em uma antiga estação de trem, o Museu da Língua Portuguesa oferece um agradável trajeto pela origem desse idioma. Você poderá conhecer como o português foi se expandindo da Europa para a América e para as diferentes regiões da África e da Ásia. Esse espaço abriga várias áreas interativas cujo objetivo é mostrar a grande diversidade da língua portuguesa, uma língua falada por mais de 260 milhões de pessoas no mundo inteiro. Depois de percorrer as áreas de sua exposição permanente e de assistir a dois audiovisuais em seus auditórios (um deles projetado à maneira de um planetário), nos  dirigimos ao terraço para uma sessão de fotos ao pôr do sol. Por fim, sentamo-nos a uma mesa do Café Flor para o consumo de umas esfirras de escarole e croquetes de carne.
https://wcww.museudalinguaportuguesa.org.br/
Estou no terraço do museu, tendo ao fundo o icônico relógio da Estação da Luz.
Não foi possível visitar a Pinacoteca de São Paulo (o museu fecha também às terças-feiras).
À noite, jantamos no Celeiro da Fazenda, próximo ao hotel. O restaurante mantém um rodízio de pizzas, hambúrgueres, carnes, saladas, sobremesas etc. Somente as bebidas são pagas separadamente. E não cobram couvert artístico.
07/06, quarta-feira
Itu, com 180 mil habitantes, fica a 100 km da capital de São Paulo. No Terminal Rodoviário de Barra Funda, tomamos um ônibus convencional da Viação Vale do Tietê para uma viagem de duas horas até o Terminal Rodoviário de Itu.
✥Nesta histórica cidade, conhecemos o Museu Republicano, a Praça Padre Miguel, com a Igreja Matriz, e fomos fuçar no entorno em "lojas de suvenires exagerados".
Por ter sido a sede da Convenção Republicana (1873), Itu é conhecida como o "Berço da República". Além disso, em 1894 legou ao Brasil o seu primeiro presidente civil, o ituano Prudente de Morais.
Dedicada à Nossa Senhora da Candelária, a Igreja da Matriz foi construída no tempo do Brasil colônia. Com objetivos turísticos, a cidade também cultiva o tamanho exagerado de determinados objetos como orelhões telefônicos e semáforos, exibindo-os principalmente em sua "Praça dos Exageros".
Elba na Praça Padre Miguel: sem ficha e sem cavalete para poder telefonar.
✥Na longa caminhada até a "Praça dos Exageros" (a 2,3 km da Praça Padre Miguel), passamos em frente ao Bar do Alemão (famoso por seu filé à parmegiana para 5 pessoas) e detivemo-nos para uma breve visita ao Museu da Energia.
Salto, com 140 mil habitantes, é um município vizinho a Itu. Há um trem - o trem republicano - que transporta os turistas entre Itu e Salto, e vice-versa. Preferimos os carros por aplicativo para nos deslocarmos entre os dois municípios.
Pontos que conhecemos em Salto:
✥Rio Tietê, encachoeirado e com a represa de uma usina hidrelétrica.
✥Ponte Estaiada do Tietê com o Mirante ao lado. Neste, há um elevador que transporta os visitantes a uma altura equivalente a doze andares e de onde se descortina a cidade.
✥Centro comercial, onde almoçamos.
No alto do Mirante da Ponte Estaiada.
Quanto ao Memorial do Tietê, fomos informados que estava em obras para a recuperação dos estragos causados por uma inundação.
Fim do passeio nestas duas estâncias turísticas e o retorno noturno para a capital paulista. 
Salto assim como Itu são dois dos 29 municípios paulistas considerados estâncias turísticas pelo Estado de São Paulo, por cumprirem determinados pré-requisitos definidos por Lei Estadual. Tal status garante a esses municípios uma verba maior por parte do Estado para a promoção do turismo regional. Também, o município adquire o direito de agregar junto a seu nome o título de Estância Turística, termo pelo qual passa a ser designado tanto pelo expediente municipal oficial quanto pelas referências estaduais.
(a prosseguir)

MEIO QUE CELEBRANDO A VIDA

Eis que me encontro nos meados do ano da graça de 2023, um ano que não tem nenhuma graça. Não é um número redondo, não se trata de um ano bissexto, não permite fazer um palíndromo (capicua) e, sabendo que tem seis divisores, não é primo e tampouco um número de Fibonacci.
Mas é no atual ano que eu registro os seguintes marcos:
  • 75 anos de vida;
  • 57 anos de trabalho;
  • 52 anos da profissão de médico;
  • 39 anos de convivência conjugal;
  • 17 anos de blogueiro;
  • 12 anos da publicação de "Portal de Memórias", livro biográfico organizado por meu irmão  Marcelo Gurgel.
Publicar este memorial hoje, quando estou na antevéspera dos meus 75 anos de idade, pode transmitir a falsa impressão de que, ao chegar a este patamar cronobiológico, vou abdicar uns bons anos pela frente. Não, não e não. Asseguro que é exatamente o contrário. Por ter chegado até aqui, candidato-me a receber o bônus de alguns anos a mais de existência.
Matutemos, matusquelas:
É assim que funcionam as tábuas de vida de um país.

Estada e esticadas 
Na manhã de 6 de junho (meu dia D'aniversário), uma máquina de voar da Latam me leva à Pauliceia para um estada de quatro dias. Com esticadas do tipo bate e volta por municípios em volta. Acompanha-me nessa empreitada turístico-cultural minha esposa Elba.