Sobre a família Gurgel Carlos, os bairros de Otávio Bonfim e Cocó, em Fortaleza, as cidades de Acarape, Redenção e Senador Pompeu, no Estado do Ceará, a Faculdade de Medicina (UFC), minhas caminhadas e viagens, assuntos culturais e artísticos notadamente locais, memórias e fatos pitorescos.
QUEM SALVA UM LIVRO ...
Ao examinar o conteúdo, vi que se tratava de textos que se referiam a pessoas, coisas e assuntos do bairro Otávio Bonfim. Eram uma preciosidade histórica em cujas páginas não se conseguia identificar a autoria. Mas não parecia ser algo que Marcelo houvesse escrito.
Lembrei-me então do memorialista Vicente Moraes, a quem conhecia apenas de nome, o consagrado autor de "Anos Dourados em Otávio Bonfim: À memória de Frei Teodoro". O local e o período das histórias relatadas coincidiam, e os textos pareciam ser os originais de um livro na linha do anterior. Guardei o calhamaço numa das prateleiras de minha biblioteca. Se não localizasse o autor, talvez servisse como fonte de consulta para as notas que eu publico semanalmente em "Linha do Tempo".
Anos depois, fui chamado para uma reunião no apartamento de tio Edmar. Ele estava planejando um encontro de congraçamento entre pessoas que, nas décadas de quarenta e seguintes, residiram em Otávio Bonfim. Na noite da reunião estiveram presentes, além do tio anfitrião, Marcelo, Vicente Moraes e eu.
Foi quando ouvi Vicente lamentar-se do extravio dos originais da 2.ª edição de seu "Anos Dourados em Otávio Bonfim". Para complicar, o computador utilizado na digitação dos originais, fora dado de presente ao filho de sua empregada doméstica, e o rapaz formatara o computador. E, por algum esquecimento, Vicente não havia feito back-up dos arquivos nem guardado cópias.
Eram textos que não constavam da 1.ª edição - anos desperdiçados do trabalho de um memorialista! Vicente já dava a nova edição como irremediavelmente perdida.
Ele cobrava de Edmar, que cobrava de mamãe, que cobrava de Marcelo, que não sabia de nada.
Entrei na conversa. O calhamaço de autor anônimo que eu guardava em casa talvez fosse o que Vicente tanto procurava.
E era. Após receber os originais extraviados, Vicente digitou novamente o livro e deu entrada na Editora Iuris para a impressão.
O lançamento da 2.ª edição (revista e ampliada) de "Anos Dourados em Otávio Bonfim (À memória de Frei Teodoro)" aconteceu no Salão de Santo Antônio, ao lado da igreja da Paróquia N. Sra. das Dores, em 25/08/2017.
Marcelo fez o prefácio e eu escrevi a contracapa.
Um espaço generoso do conteúdo desse livro foi dedicado a nosso pai, Luiz Carlos da Silva (Seu Silva), que o autor chama de "enciclopédia ambulante de Otávio Bonfim".
P.S.: Vicente se valeu dos préstimos de Edmar para fazer chegar os originais a Marcelo, que deveria escrever o prefácio. Acostumada a receber os escritos de Marcelo (doador universal) para entregá-los a mim (receptor universal), mamãe seguiu a rotina. E, com essa distração, deixou Marcelo no vácuo.
Referências:
MORAES, Vicente de Paula Falcão. Anos Dourados em Otávio Bonfim: à memória de Frei Teodoro / 2.ª edição revista e ampliada. Fortaleza: Iuris, 2017. 320p.
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2015/09/dos-anos-dourados-aos-anos-iluminados.html
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2017/08/lancamento-do-livro-anos-dourados-em.html
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2017/09/anos-dourados-em-otavio-bonfim-quarta.html
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2018/09/seu-silva-o-mestre-educador-do-bairro.html
PALMAS - TO (segunda parte)
Reservei esta manhã para conhecer o Parque Cesamar. A entrada é gratuita, e o parque tem como principal atração uma pista de Cooper de 3 quilômetros circundando um lago. Fiz esse percurso em 40 minutos por que tive de parar algumas vezes para tirar fotos do lago, dos pedalinhos, de uma ponte (são três) e de dois grupos de capivaras que cruzaram meu caminho.
Uma senhora tocantinense de nome Tainá, que se encontrava acompanhada por dois homens (um dos quais um mineiro que visitava Palmas), ajudou-me com a foto abaixo.
Check-out no Ibis ao meio-dia. Em seguida, toca ir ao Capim Dourado para aguardar a hora de ir ao aeroporto.
PALMAS - TO (primeira parte)
Após um voo de Brasília a Palmas, com duração de uma hora e vinte minutos, cheguei à capital de Tocantins, um dos estados da região Norte do Brasil. Banhada pelo Rio Tocantins, a cidade é a mais jovem capital brasileira, tendo sido fundada em 1989.
É uma cidade planejada, com avenidas largas e rotatórias ajardinadas. Atualmente abriga uma população de 313 mil habitantes.
Por ser domingo, poucas pessoas eram vistas nas avenidas das imediações do hotel. Portanto, pareceu-me adequado fazer como os palmenses que, aos domingos, vão para a orla de sua cidade. Sua alma, sua palma.
Rosa Madalena, Tastro, Choupana do Lago, Mumbuca, Tucum e Dona Maria são os nomes de alguns dos restaurantes do lugar. Vários deles oferecem som ao vivo, à base de violão e bateria. Como o flutuante Rosa Madalena Gastrobar, onde almocei um espaguete com camarão. Não louvo o cozinheiro, mas sim os garçons da casa por serem gentis.
26/09 - segunda-feira
Reservei a manhã para esquadrinhar a Praça dos Girassóis. Esta é a maior praça do Brasil e da América Latina, e a quarta maior do mundo – a primeira e a segunda ficam na China e a terceira, em Jacarta, Indonésia. A praça reúne os prédios públicos mais importantes de Palmas, a começar pelas sedes dos três poderes públicos do Estado: o Palácio Araguaia (Poder Executivo), a Assembleia Legislativa (Poder Legislativo) e o Tribunal de Justiça (Poder Judiciário), além de vários monumentos que recontam partes da história do Tocantins, como o Memorial da Coluna Prestes e o Cruzeiro (uma cruz de pau-brasil).
Projetado por Oscar Niemeyer, o Memorial é uma homenagem aos tenentes de 22 e à marcha da Coluna Prestes, liderada por Luis Carlos Prestes, pelo interior do Brasil, que passou por terras tocantinenses. Foram 25 mil quilômetros da maior marcha revolucionária na história da humanidade. Já o Cruzeiro foi o primeiro monumento artístico e histórico erguido em Palmas, palco da realização da primeira missa, quando da instalação da capital em 20 de maio de 1989.
À tarde, visitei o Espaço Cultural (em obras) da Fundação Cultural de Palmas, o qual agrega as seguintes atividades:
Teatro • Cinema • Dança • Literatura • Música • Artes Visuais
À noite, fui ao Palmas Shopping.
1 O Centro Geodésico do Brasil é o ponto equidistante dos extremos entre Norte-Sul e Leste-Oeste do país. Histórico, mas não científico, o IBGE não reconhece o de Palmas como tal. Acesse esta página do site Conexão Tocantins.
CASAMENTO DE RENATA E FELIPE
BRASÍLIA E PALMAS
No dia 25, embarco para Palmas, Tocantins, onde pretendo passar dois dias conhecendo a cidade. Elba não me acompanhará neste trecho da viagem. Ela continuará em Brasília, onde residem dois irmãos e outros familiares.
Retornaremos para Fortaleza no dia 28.
REFERÊNCIAS MUSICAIS E FÍLMICAS À PRAIA DO FUTURO
A Praia do Futuro ocupa oito dos 25 quilômetros da orla de Fortaleza. Ao longo de seu calçadão, barracas oferecem cadeiras de praia, duchas de água doce e delícias da gastronomia cearense. Contudo, em épocas passadas (anos 1970), quando a Praia era um reduto pouco frequentado pela população, o seu relativo isolamento reforçava outras imagens. E a Praia do Futuro de então era vista como um lugar de ardentes desejos.
Em "Maria do Futuro", originalmente lançada pelo compositor Taiguara na década de 1970, e regravada em 2007 pelo cantor cearense Fagner, no trabalho "Fortaleza", são exaltadas poeticamente suas belezas naturais. Nessa canção, concebe-se a Praia do Futuro como o lugar da cidade onde tudo parece ser mais intenso e envolvente.
Sobre ela, o internauta Aurelino Santos Jr relata uma história que ouviu em 1973. Após um show em Fortaleza, Taiguara teria ido para um dos bares da Praia do Futuro e lá conhecido uma moça, com a qual teria passado uma noite arrebatadora nas areias da praia. Outro internauta, de nome Francisco, acrescenta ter ouvido do próprio Taiguara, em um show no Theatro Jose de Alencar - Fortaleza - CE (anos 1980), que essa música é realmente uma referência à Praia do Futuro.
Já na música "Terral", gravada pelo compositor/cantor cearense Ednardo e lançada em 1973, a Praia é retratada como o lugar de origem, o lugar de onde se vem e onde se quer ficar, caracterizado pelas "dunas brancas" e distante das "chaminés ou fumaça". É o lugar também que, de uma perspectiva marítima, avista-se a "praia fazendo amor". https://blogdopg.blogspot.com/2017/09/novissimo-farol.html
Em "Praia do Futuro –um filme em episódios", de 2008, realizada por um grupo de jovens cineastas cearenses reunidos em torno da Alumbramento Produções Cinematográficas. Essa produção fílmica cobre um período em que a Praia deixa de figurar como um lugar de promessas urbanas não realizadas para ser um lugar, no dizer de Nogueira Maciel, "onde o tempo se perdeu". https://docplayer.com.br/66439638-Tempos-e-espacos-da-praia-do-futuro.html | p.41-47
Em outro filme, "Praia do Futuro" (dirigido por Karim Aïnouz), de 2014, Donato, personagem de Wagner Moura, é salva-vidas na Praia do Futuro. Ayrton é um menino que sonha com motos e super-heróis e admira a coragem do irmão mais velho em se jogar nas ondas para salvar desconhecidos. Quando falha pela primeira vez em resgatar uma vida no mar, Donato acaba conhecendo Konrad, um alemão piloto de velocidade de motos, amigo do afogado. Donato parte com Konrad para Berlim e desaparece, deixando o irmão mais novo para trás. Anos depois, Ayrton, já adolescente, se aventura em busca de Donato para um acerto de contas com aquele que considerava seu herói. https://youtu.be/UyFBAAiGCC8 (trailer)
NOTA DE PESAR: ÍTALO ANTONIO CAVALCANTI DE AZEVEDO
Faleceu ontem, aos 44 anos, Ítalo Antonio Cavalcanti de Azevedo.
Ele enfrentou durante três anos uma grave doença. Morreu de uma forma serena, cercado pelo carinho dos familiares, no Hospital São Carlos, .
Era o filho mais velho dos empresários Antonio Azevedo e Evanilda Cavalcanti, e deixa a esposa e uma filha de 2 anos.
O velório aconteceu a partir de ontem no Jardim Metropolitano. E a missa de corpo presente foi rezada às 9h de hoje (16), tendo o celebrante feito uma comparação espirituosa entre a fortaleza de Ítalo e o time de futebol para o qual ele torcia, o Ceará.
Na sequência, às 10h, foi realizado o seu sepultamento.
Neste momento de dor, solidarizo-me com seus familiares e amigos.
WILSON CIRINO ENTRE VELAS E TUBARÕES
No escrever de Durval Aires Filho, esta obra biográfica "recompõe a trajetória do violonista e compositor cearense Cirino: como foi sua carreira, desde o início, a sua estada no Sul (Rio e SP) e o seu retorno a Fortaleza. O artista cearense que, a par de seu enorme talento, realizou shows, ao lado de grandes nomes da MPB, participou de programas, em rede nacional, integrou festivais, mas teve dificuldades de lançar seu nome em nível popular, devido às disputas internas, lutas por espaços e às 'diferentes ondulações' que a vida apresenta".
Estivemos nesse evento lítero-musical, que foi uma excelente oportunidade para rever Wilson Cirino (que conhecemos nos idos de 1970 em um sarau na casa do colega Haroldo Heitor) e conversar com o compositor Eugênio Leandro, o poeta Diogo Fontenelle e o Desembargador Durval Aires Filho, membro da Academia Cearense de Letras.
Ao final da tarde-noite de autógrafos, Wilson (foto), que descende de uma família de músicos cearenses, * encantou aos que estiveram presentes com a sua virtuosidade.
O TROTE
O trote acontecia no "Território Livre das Mangueiras", no campus de Porangabussu. Não era violento, mas receei estar marcado para o pior dos trotes. Na qualidade de aluno do cursinho prevestibular do Diretório Acadêmico XII de Maio, no ano anterior eu tinha sido muito observado pelos veteranos enquanto transitava nas dependências da Faculdade.
Da programação do trote constavam: beber óleo de rícino, ser tosquiado (com "caminhos de rato" sendo feitos no couro cabeludo), receber pinturas corporais, fingir-se de estátua, fazer agachados etc.
O veterano Manassés, que fora meu professor no cursinho do DA XII de Maio, me pegou para Cristo. Ordenando-me que eu fizesse uns agachamentos, enquanto ele contava até dez. E, quando eu estava prestes a findar uma série de agachamentos, ele passava a contar em decimal.
De qualquer maneira, foi a parte mais agradável do trote e eu, que não era besta. procurei não me distanciar dele.
Em 1966, o trote era leve. Não tinha comparação com o que meu pai levou, em 1943, ao ingressar na Faculdade de Direito. Na ocasião, os calouros de nossa Salamanca saíram em uma passeata com faixas pelas ruas de Fortaleza. Uma delas, com uma exortação à participação do Brasil na II Guerra Mundial, na qual se lia: "Casar para evitar convocação é covardia!".
Nada contra a cobra ir fumar na Itália. Não fosse o meu genitor ter sido obrigado a desfilar vestido de "noiva", como ficou registrado em uma fotografia da época.
Voltando ao trote no campus de Porangabussu. Por ter umas gordurinhas a mais, um de nossos colegas foi posto em plano superior e na posição de lótus para receber as honrarias de Buda dos demais "trotandos".
No final das brincadeiras, o "bicho" (tratamento carinhoso dado ao calouro) comprava uma boina branca com a inscrição MEDICINA e os convites para uma calourada que dava direito a apreciar os veteranos se divertindo.
No ano seguinte, pude executar meu plano de vingança. Nessa nova edição do trote, por desfrutar da prerrogativa de ser um aluno veterano, eu aproveitei para tirar um amigo do cercadinho.
Aí fomos comemorar tomando umas cervejas no Dozinho.
O CASO DOS CANGACEIROS PARENTES
~ Nelson Cunha
Morri de rir (várias vezes), Nelson. Se a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas premiasse a categoria em questão, esse quadro do Zorra Total teria trazido o Oscar para o Brasil. Respeite a endogamia que come solta em nosso Semiárido, inclusive no cangaço e nas volantes. O fenômeno é tecnicamente chamado de IMPLEXO DA ASCENDÊNCIA.
PESAR PELO FALECIMENTO DE MARIA ELMA GURGEL MOTA
Seu corpo será velado amanhã (28), a partir das 8 horas, no Cemitério Parque da Paz, com a celebração religiosa a ser realizada às 11h30 e o sepultamento, às 12 horas, na referida necrópole.
P.S.
Leia aqui o texto de Marcelo Gurgel, publicado em 2008, contendo um pouco da trajetória de vida da tia Elma.
COMÉDIAS SOBRE LAMPIÃO E SEU BANDO
Uma em 1959, "Os Três Cangaceiros", que reuniu Grande Otelo, Ronald Golias e Ankito; outra em 1964, "O Lamparina", com Mazzaropi; e outra em 1983, "O Cangaceiro Trapalhão", com direção de Daniel Filho, também explorando o sucesso popular de Renato Aragão e sua trupe do programa de TV "Os Trapalhões".
(https://semioticas1.blogspot.com/2012/03/lampiao-no-cinema.html)
A última delas, em "O Auto da Compadecida", de 2000, filme dirigido por Guel Arraes, em que João Grilo (Matheus Nachtergaele) engambela o cangaceiro Severino (Marco Nanini) com uma suposta gaita mágica que ressuscita os mortos. Severino, crente que visitaria no céu Padre Cícero, ao qual é devoto, e que depois voltaria, pede a seu guarda que o mate.
Eis a cena em que o cangaceiro Severino morre, enganado pela falácia de João Grilo.
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2016/11/o-cangaco-e-o-cinema.html
MANEZINHO DO BISPO
De suas obras, a que causou maior sucesso foi um folheto cujo título era: M.C. Rocha - Biografia de sua ex-mãe (pois que ela já havia falecido). E o subtítulo: Acompanhada de um passatempo.
Também publicou um folheto intitulado Astronomia Popular, no qual dava noções dessa ciência. Na opinião de Otacílio de Azevedo, "coisa mais estapafúrdia dificilmente seria encontrada".
Fontes:
Nirez, no Face.
http://www.fortalezaemfotos.com.br/2011/06/o-manezinho-do-bispo.html
http://www.fortalezanobre.com.br/2016/05/tipos-populares-manezinho-do-bispo-vd.html
LANÇAMENTO DO LIVRO "CINQUENTA MIL MULHERES"
OS CARLOS DA SILVA DA REGIÃO DE PEREIRO
O enlace de José e Valdevina Carlos da Silva gerou os seguintes filhos, conforme sequência cronológica: Francisca (1913), Luiz (1918), Maria (1919), Eugênia (1920), Rita (1922), José (1924) e Valter (1925); entre Francisca e meu pai Luiz nasceram dois filhos que faleceram em idade tenra.
F1 - Francisca Carlos da Silva, professora da EVA Agnes Junes Leith; sem descendentes
F2 - Luiz Carlos da Silva, advogado, contador e professor, que casou com Elda Gurgel Coelho, com a qual gerou treze filhos; destes, sou o primogênito
F4 - Eugênia Carlos da Silva, freira; sem descendentes
F5 - Rita Carlos da Silva, professora; sem descendentes
F6 - José Carlos da Silva, professor, que casou com Graziela Vasconcelos Pinto de Oliveira, com a qual gerou 8 filhos.
F7 - Válter Carlos da Silva, agricultor, que casou com Raimunda Gomes da Silva, com a qual gerou 10 filhos. O caçula Válter sucedeu o pai na administração do sítio da família em Acarape. E, por um mandato (entre os anos 1989 e 1993), foi também edil da cidade.
Todos os filhos de José Carlos e Valdevina já faleceram.
INFORMAÇÃO DE ANDRÉ GARCIA
Que já existe uma obra mais moderna tratando da família Gurgel, à venda no Sebo Vermelho.
Do autor José Veríssimo Fernandes.
"É um repositório de fatos pretéritos protagonizados por bravos homens e mulheres, que construíram com muito denodo e apego os liames da história da tradicional e vetusta família Gurgel. Obra com garantia de sucesso antecipado pelo manancial histórico e genealógico, amalgamados nos anais da rotina do tempo. Seu fio condutor reúne um legado de histórias de vida, registradas e fixadas na materialidade das fontes pesquisadas, rubricadas e sentenciadas para a eternidade do referencial bibliográfico." ~ Marcos Pinto
SOBRE A ACADEMIA CEARENSE DE LETRAS
É a mais antiga de todas as academias de letras do Brasil.
Foi somente a partir de 1922 que passou a se chamar Academia Cearense de Letras (ACL).
Seu lema é "Forti nihil difficile".
O Palácio da Luz, um majestoso prédio construído na época do Brasil Colônia, é a sede da Academia Cearense de Letras e "serviu de sede oficial do Governo do Ceará de 1814 até 1970", conforme registra o livro "A Academia Cearense de Letras e o Palácio da Luz", de autoria de José Murilo Martins e Regina Pamplona Fiúza.
No Palácio da Luz, dirigiram os destinos do Estado mais de 90 governantes, entre capitães-mores do Ceará Colônia, presidentes da província no período do Império e presidentes, governadores e interventores nos anos da República. O Palácio por si só, como disse Gustavo Barroso, representa uma peregrinação ao passado.
Além do Palácio do Governo, ali já funcionou a Biblioteca Pública do Ceará e a Casa de Cultura Raimundo Cela. Mas foi somente em 1989 que o então presidente da ACL, acadêmico Cláudio Martins, conseguiu do governador Tasso Jereissati o Palácio da Luz para ser a sede da academia.
A Academia é constituída de um Quadro de Acadêmicos Titulares, em número de quarenta, além de Acadêmicos Honorários e Acadêmicos Correspondentes sem limitação de número. Dentre os atuais Acadêmicos Titulares, quatro são médicos: José Murilo Martins, Lúcio Gonçalo de Alcântara (que preside a ACL), Francisco Flávio Leitão de Carvalho e Marcelo Gurgel Carlos da Silva (cuja posse como membro titular aconteceu há três dias).
Marcelo Gurgel, 69, é médico, economista e professor universitário. Dirigiu o Curso de Medicina da Universidade Estadual do Ceará em seus primeiros seis anos de existência (do ingresso à colação de grau de sua Turma Prima). Polígrafo laureado, com mais de uma centena de livros publicados, Marcelo é membro também da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores - Regional do Ceará (da qual foi diretor por dois períodos), do Instituto do Ceará - Histórico, Geográfico e Antropológico e da Academia Cearense de Medicina, além de outros sodalícios.
Ver também: A solenidade de posse descrita pelo novel Acadêmico
A POSSE DE MARCELO GURGEL NA ACADEMIA CEARENSE DE LETRAS
Congratulo-me com meu irmão Marcelo Gurgel Carlos da Silva pela almejada e merecida admissão como membro titular da cadeira 25 da Academia Cearense de Letras. Estarei logo mais (com Elba) em sua solenidade de posse na ACL, nesta que é a mais antiga de todas as academias de letras do Brasil.
ZÉ MENEZES, O CRAQUE DAS CORDAS
Em 1943, foi levado pelo radialista César Ladeira para o Rio de Janeiro, onde foi contratado pela Rádio Mayrink Veiga. Trabalhou no Hotel Quitandinha, Rádio Globo, Boate Casablanca.
Em 1947, foi contratado pela Rádio Nacional e passou a atuar ao lado de Garoto e a participar de orquestras, além de acompanhar os grandes artistas da época.
Em 1948, teve sua primeira composição gravada, o samba "Nova ilusão", parceria com Luiz Bittencourt, lançado pelo grupo "Os Cariocas", na gravadora Continental. Esse samba, inclusive, acabou se tornando o prefixo das apresentações do referido grupo.
Na década de 1960, gravou com o grupo "Os Velhinhos Transviados" uma série de 13 LPs que alcançaram grande sucesso.
De 1970 a 1992, integrou a a Orquestra da Rede Globo de Televisão como primeiro guitarrista. Nessa emissora, compôs o tema de abertura do programa "Os Trapalhões" e as vinhetas dos programas "Chico City" e "Viva o Gordo".
Faleceu em 31/07/2012, aos 93 anos, na cidade serrana de Teresópolis.
MEMÓRIA. RESENDE E ITATIAIA
Em Resende, tive a oportunidade de assistir a um show ao ar livre da banda da Academia Militar das Agulhas Negras. A banda tocou um repertório de músicas brasileiras e internacionais.
À noite, jantei trutas em molho de alho. As trutas são destaques no cardápio da região.
No segundo dia, fui conhecer Itatiaia (a 15 km de Resende) e Penedo. O Paço Municipal ocupa as instalações do antigo Hospital de Convalescentes de Itatiaia. Quanto a Penedo, é um distrito de Itatiaia.
Conhecido como "Pequena Finlândia", Penedo começou com a chegada de imigrantes finlandeses na região, em 1929. Quando a ideia de viver somente da terra começou a ser inviável, a solução dos colonos foi transformar suas casas em pousadas para receber visitantes. E abriram restaurantes e lojas de artesanato. Se hoje são poucos os descendentes diretos de finlandeses que moram em Penedo, no entanto o distrito realmente abraçou essa cultura, não sendo estranho ver lojas, restaurantes e pousadas com nomes finlandeses.
No dia 15, voltei a São Paulo para participar da Jornada Paulista de Doenças Ambientais e Ocupacionais, da SBPT, que foi realizada no Blue Tree Convention Plaza, no dia 16 de agosto. Hospedei-me no Hotel Excelsior. Em meu tempo livre, aproveitei para conhecer: Santa Ifigênia, Largos Paissandu e do Arouche, Parque Ibirapuera, Anhangabaú, Viaduto do Chá, Theatro Municipal e... este famoso cruzamento de Sampa:
OS GURGEL DE SENADOR POMPEU, CEARÁ
O casal teve sete filhos:
Francisco (1892), Antonio (1894), Claucídia (1896), Almerinda (1897), José (1900), Olímpia (1904) e Raimundo (1906) - com o sobrenome Valente Gurgel do Amaral.
F1 - Francisco Valente Gurgel do Amaral, que casou com a prima Dulce Nogueira Riquet, que teve quatro filhos: Adélia, Flávio, Fernando e Fernanda - com o sobrenome Riquet Gurgel.
Fernando, que foi fundador e proprietário da Mecesa, tem o perfil descrito aqui.
F2 - Antonio Valente Gurgel do Amaral, que casou com Emilia Mesquita, que teve dois filhos: Geraldo e Maria de Lourdes (Mesquitinha); e depois com Maria Sindeaux, que teve Tarcísio.
Geraldo Mesquita Gurgel casou com Antonieta (Tieta), deixando descendentes. Tarcísio Sindeaux Gurgel casou com Branca, deixando descendentes.
F3 - Claucídia Valente Gurgel do Amaral, que casou com Leopoldo Pinheiro, deixando descendentes.
F4 - Almerinda Valente Gurgel do Amaral, que casou com Paulo Pimenta Coelho.
O casal teve seis filhos: Elza (f.), Elda (f.), Maria Elma, Edson, Edmar e Espedito (f.) - com o sobrenome Gurgel Coelho.
Elza, sem descendentes.
Elda, que casou com Luiz Carlos da Silva, sendo a matriarca do ramo Gurgel Carlos da família, do qual sou o primogênito: Paulo, Lúcia (f.), Marta (f.), Márcia, Marcelo, Sérgio, Meuris, Luciano, Germano, Magna, José, Mirna e Luiz (f.).
Maria Elma, que casou com José Alci Mota e teve sete filhos. Edson, que casou com Elvani, que teve três filhos.
Edmar, que casou com a prima Marta Gurgel (de Acopiara), que teve cinco filhos; e depois com Liduína, que teve um filho.
Espedito, que casou com Lúcia, que teve quatro filhos.
F5 - José Valente Gurgel do Amaral, que casou com sua prima Guiomar, filha de José Teófilo. Tio José Gurgel tem o perfil descrito aqui, e o casal adotou uma filha.
F6 - Olimpia Valente Gurgel do Amaral, solteira, sem descendentes.
F7 - Raimundo (Raimundinho) Gurgel, solteiro, sem descendentes.
Fontes: Aldysio Gurgel do Amaral (in: “Nas Trilhas do Passado”), Edmar Gurgel Coelho e Francisco Edilmo Gomes Gurgel (9 9984 4408).Data desta atualização: 21/06/2022
Notas:
Raimundinho e Olímpia, auxiliadas pela preta Ventura, administraram o Sítio Catolé nas décadas de 1950, 60, 70 e possivelmente 80. Após as mortes destes meus tios-avós, o então proprietário maior da gleba, José Valente Gurgel do Amaral, vendeu o Sítio Catolé a Fernando Riquet (Nogueira) Gurgel, que o transferiu a um dos herdeiros, Geraldo Mesquita Gurgel. O sítio fica a 2 km da sede de Senador Pompeu, na CE 166, na saída para Encantado, distrito de Quixeramobim.
(f.) = falecido(a)
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O VESTIBULAR DA CECÍLIA MEIRELES
Física, Química, Biologia, Português e Inglês.
Para ser aprovado, o Concurso de Habilitação (leia-se: Exame Vestibular) exigia como nota mínima o 5 para Biologia e a Química; e o 4 para a Física, o Português e o Inglês.
Cada candidato, portanto, teria que matar cinco leões. Além disso, tinha que estar de olho no desempenho dos outros gladiadores, pois havia cerca de oitocentos candidatos para as cem vagas que estavam sendo disputadas.
A pontuação máxima foi obtida pelo colega Otoni Cardoso do Vale que fez 35, e coube-lhe o 1.º lugar da Medicina.
Surpreendendo os candidatos com o poema SURPRESA, o processo seletivo de 1966 ficou conhecido como "O vestibular da Cecília Meireles". Não era frequente em competições do tipo a escolha de uma poeta da Segunda Geração do Modernismo (*) para a análise literária pelos candidatos.
SURPRESA
Trago os cabelos crespos de vento
e o cheiro das rosas nos meus vestidos.
O céu instala no meu pensamento
aos seus altos azuis estremecidos.
Águas borbulhantes, árvores tranqüilas
vão adormentando meus tempos chorados.
E a tarde oferece às minhas pupilas
nuvens de flores por todos os lados.
Ó verdes sombras, claridades verdes,
que esmeraldas sensíveis hei nutrido,
para sobre o meu coração verterdes
mirra de primaveras e de olvidos?
Ó céus, ó terra que de tal maneira
ardente e amarga tenho atravessado,
por que agora pensais com tão fino cuidado
vossa mansa,calada, ferida prisioneira?
Cecília Meireles
In: Mar absoluto (1945)
OU ISTO (a poeta-surpresa na prova de Português) OU AQUILO (o grau de dificuldade das questões formuladas no Concurso de Habilitação), digamos que ambos, foram os fatores concorrenciais para que apenas 47 das 100 vagas disponíveis fossem inicialmente preenchidas.
E seguiu-se um segundo certame (com as respectivas revisões) a fim de que todas as vagas ofertadas fossem finalmente preenchidas.
As listas com os nomes dos aprovados foram afixadas num saguão da Reitoria.
Na lista da Agronomia, um deles saiu com nome e apelido (Titico). Com o tempo, seríamos apresentados por um amigo comum, o violão.
(*) Foram destaques da 2.ª Geração do Modernismo: Carlos Drummond de Andrade, Vinícius de Moraes, Jorge de Lima, Mario Quintana e Cecília Meireles.
ESTADO DA GUANABARA
Em 18/12/1971, fiz minha colação de grau em Medicina pela Universidade Federal do Ceará. Em 22/02/1972, prestei compromisso no Conselho Regional de Medicina do Estado do Ceará (CREMEC), recebendo o registro de n.º 1405. No decorrer de 1972, por aprovação em concurso público ocorrido no ano anterior, fiz o Curso de Formação de Oficial Médico no Estado da Guanabara. Na qualidade de aluno da Escola de Saúde do Exército, realizando estágios no Hospital Miguel Couto, Hospital Central do Exército, Escola de Instrução Especializada etc., não houve necessidade de transferência do CRM.
Em 08/01/1973, com a minha efetivação no quadro de médicos do Hospital Central do Exército, transferi minha inscrição primária do Conselho Regional de Medicina do Estado do Ceará para o Conselho Regional de Medicina do Estado da Guanabara, onde fiquei registrado sob o n.º 16.795. Ao assumir o cargo de plantonista na Casa de Saúde Santa Mônica, em Petrópolis, necessitei também de ter uma inscrição secundária no Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro. Em 24/01/1973, obtive em Niterói o registro de n.º 2.753/S.
Esta última inscrição foi cancelada em 19/02/1974, em face de não mais exercer atividades profissionais no Estado do Rio de Janeiro. Fora transferido para o município de Benjamin Constant, na área de fronteira do Brasil com o Peru e a Colômbia. Em 13/03/1974, solicitei inscrição secundária no Conselho Regional do Estado do Amazonas, cujo n.º foi 562. Em Manaus, aproveitei também para tirar o meu primeiro passaporte, do qual iria precisar adiante para uma viagem de férias pela Colômbia, Equador e Peru.
Com meu retorno para Fortaleza em 1975, reativei a minha inscrição primária no CREMEC e, algum tempo depois, obtive o meu Registro de Qualificação na Especialidade de Pneumologia. Mais recentemente, em 18 de outubro de 2021, o CREMEC outorgou-me o Diploma de Mérito Ético-Profissional pelo exercício da medicina sem qualquer sanção ética ao longo de 50 anos.
A minha inscrição secundária no Conselho Regional do Estado do Amazonas ainda permanece até hoje. Quanto à inscrição que já tive no Conselho Regional de Medicina da Guanabara, nem mesmo o Estado existe mais. A Guanabara durou apenas quinze anos, e o vídeo abaixo explica o que realmente aconteceu com esta Unidade da Federação.
Por muito tempo a cidade do Rio de Janeiro não fez parte do Estado do Rio de Janeiro. Entre 1834 e 1960, por que era a capital do Brasil o Rio foi município neutro e, depois, Distrito Federal, entre 1891 e até 1960. De 1960 a 1975, nesses 15 anos, o Rio foi uma cidade-estado, o Estado da Guanabara. E, em 1975, quando o Estado da Guanabara se funde com o Estado do Rio de Janeiro, cuja capital era Niterói, a cidade do Rio de Janeiro passa a ser a capital do Estado que resultou da fusão.
O MERCADO DAS PÉROLAS DE SURURU
Gostaria de saber quanto poderá valer a perola rara do Ormuz.
Glória,
Isto só o Ormuz sabe dizer. Eis o link para o blog dele:
http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/04/ormuz-barbalho-simonetti-presidente-do_15.html#links
Qual o valor da pérola de sururu?
Kaka,
A pérola sempre foi muito apreciada ao longo da história da humanidade.
Um exemplo disso foi o fato de que, no apogeu do Império Romano, quando a febre das pérolas estava no auge, Júlio César, conhecido por suas conquistas amorosas, ofereceu a Servília Cepião uma pérola no valor de seis milhões de sestércios.
Uma pérola de ostra, Kaka.
Imagino que uma pérola de sururu não teria aberto caminho para Júlio César. Nem as pernas da cortesã.
Encontrei uma dessas também. Quase quebrei o dente.
Senna,
Arranhou o dente?
Esta informação é importante. Na escala de Mohs (que quantifica a dureza dos minerais) as pérolas estão entre 3 e 4. O que pode nos levar ao conhecimento da dureza de um dente humano.
Encontrei uma pérola dentro do sururu, gostaria de saber quanto custa.
Unknown,
Não é somente por ser pérola que tenha valor.
A quem encontrou uma delas, ao comer uma ostra em plena Fenaostra, disseram que não teria valor comercial.
Avaliem se fosse uma pérola de sururu.
http://anoticia.clicrbs.com.br/sc/noticia/2008/10/perola-encontrada-em-ostra-na-fenaostra-nao-tem-valor-comercial-2242225.html
Tenho uma pérola de sururu idêntica a da foto, gostaria de saber se ela tem algum valor.
Unknown,
A maioria das pérolas encontradas em ostras comestíveis (não perlíferas) são "pedrinhas". Elas geralmente são deformadas e bem duras. No entanto, fique de olho nas redondas e bem brilhantes. Nesses casos, leve a pérola a uma joalheria para ser avaliada.
Uma amiga pescadora me presenteou com uma caixinha de fosfato cheia de pérolas de sururu. Até hoje não sei o valor. Uns 200 gramas.
Unknown,
(Acho que você quiz dizer "uma caixinha de fósforos".)
Pois bem, valem atualmente como palitos queimados. Se o sururu parar de produzi-las, aí funciona a lei da oferta e da procura.
ELEIÇÃO DE MARCELO GURGEL NA ACADEMIA CEARENSE DE LETRAS
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| Foto: Jornal do Médico |
Com a eleição de Marcelo, a ACL volta a contar, entre seus pares, com quatro renomados discípulos de Hipócrates: Murilo Martins, Lúcio Alcântara, Flávio Leitão e Marcelo Gurgel. Todos são, inclusive, integrantes da Academia Cearense de Medicina e da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores - Regional do Ceará, da qual Marcelo foi um profícuo presidente por duas gestões.
A Academia Cearense de Letras é a entidade literária máxima do Ceará. É a mais antiga das Academias de Letras existentes no Brasil, fundada em 1894, três anos antes da Academia Brasileira de Letras. Tem 40 cadeiras, e Marcelo ocupará a de n.º 25 da ACL, cujo patrono é Manuel de Oliveira Paiva, autor da obra "Dona Guidinha do Poço".
Há pessoas que vivem para escrever e não viveriam se não escrevessem. Meu irmão é uma delas, como assegura o mestre Dalgimar Menezes. Com atuação nos diversos gêneros literários (conto, crônica, memória/biografia, discurso, ensaio, romance e teatro), e uma inquietude intelectual que o levou a publicar 114 livros, Marcelo certamente muito contribuirá para a glória e a honra da Academia Cearense de Letras.VALE DO JAVARI
O Vale do Javari fica na fronteira com o Peru e a Colômbia e está localizada no Estado do Amazonas. São 8,5 milhões de hectares demarcados, sendo a segunda maior terra indígena do país - a primeira é a Yanomami, com 9,4 milhões de hectares. Além disso, tem a maior concentração de povos isolados do mundo, com acesso restrito por vias fluviais e aéreas.
O rio Javari (em castelhano, rio Yavarí) é um afluente do Rio Solimões. Nasce no Peru, na serra da Contamana. Toda a sua extensão, cerca de 1 180 quilômetros, serve de divisa entre Brasil e Peru, sendo a margem direita brasileira e a esquerda peruana. Desagua no rio Solimões, junto à cidade brasileira de Benjamin Constant. Sua foz possui três braços, formados por duas ilhas denominadas Islândia [1] e Petrópolis. Estão localizados, em sua sua margem direita, os pelotões militares do Exército Brasileiro Palmeiras do Javari e Estirão do Equador [2], e os municípios brasileiros de Atalaia do Norte [3] e Benjamin Constant [4].
Conheci esta região em 1974/75 ao servir no Alto Solimões como oficial médico do EB.
[1] ISLÂNDIA SULAMERICANA
[2] ESTIRÃO DO EQUADOR
[3] A PÉROLA DO JAVARI
[4] BENJAMIN CONSTANT, TABATINGA E LETÍCIA
MARICA DO TIPI
📚 MACÊDO, Vicente Landim de. Marica Macedo: a brava sertaneja de Aurora. Brasília: Petry Gráfica e Editora Ltda. 1998, 266p.
OVO DE MADEIRA PARA COSTURA
Também facilitava a tarefa de cerzir/remendar as meias furadas, ao ser colocado no calcanhar da meia a ser consertada.
CAPITÃO DE FEIJÃO
Toucinho 200 gramas
Cebola roxa 1 unidade
Coentro a gosto
Sal a gosto
Farinha de mandioca torrada 2 xícaras de chá
Como preparar
1. Cozinhe o feijão junto com o toucinho até ficar macio.
2. Escorra o caldo, coloque a cebola e o coentro.
3. Com uma colher de pau amasse o feijão e vá colocando a farinha, continue amassando até formar uma massa.
Onde e como comer
Esta receita nasceu na cozinha nordestina, nas casas mais pobres, onde os principais ingredientes da alimentação eram o feijão, a rapadura e a farinha de mandioca. Também era servido na roça e nas senzalas. Como os utensílios domésticos eram poucos, as pessoas se serviam à moda árabe, ou seja, com as mãos. Cada um pegava um bocado, amassava na mão, fazendo um bolinho (capitão) e levando-o à boca.
RIO DE JANEIRO E REGIÃO DOS LAGOS (3)
Cristo Redentor. Localizado no alto do Morro do Corcovado, é a imagem brasileira mais conhecida no mundo. Sua pedra fundamental foi lançada em 1922, sendo o monumento inaugurado em 12 de outubro de 1931. Do alto de seus 38 metros - e dos 710 metros do Morro do Corcovado - o Cristo é a imagem da fé e da simpatia do povo carioca e já completou 90 anos.
AquaRio (aquário marinho) e Roda Gigante do Rio, na Gamboa.
Almoço: no tradicional restaurante "Flórida", na Praça Mauá.
Museu de Arte do Rio
Museu do Amanhã
O Museu do Amanhã é um novo tipo de museu de ciências em que você é convidado a examinar o passado, conhecer as transformações atuais e imaginar cenários possíveis para os próximos 50 anos por meio de ambientes audiovisuais imersivos, instalações interativas e jogos disponíveis ao público em português, inglês e espanhol.
A exposição principal leva os visitantes através de cinco áreas principais: Cosmos, Terra, Antropoceno, Amanhã e Nós através de uma série de experimentos e experiências. Este intrincado e cativante museu mistura ciência com um design inovador para focar em cidades sustentáveis e um mundo ecológico.
O museu fez parte da renovação da área portuária da cidade para os Jogos Olímpicos de Verão de 2016.
https://en.wikipedia.org/wiki/Museum_of_Tomorrow
13 de maio,sexta-feira
Em vez de um carro por aplicativo, optamos por pegar um táxi na frente do Copa Sul. O dono do táxi, um cearense de nome Manuel, nos levou aos seguintes locais: Arcos da Lapa, Parque das Ruínas, no morro de Santa Teresa, Escadaria Selarón, Mosteiro de São Bento, Catedral Metropolitana, Teatro Municipal e o Amarelinho, na Cinelândia.
À noite, nossa vez. Elba e eu fomos assistir ao show de Dan Sebastian no Bottles's Bar. O episódio será descrito como "Uma noite no Beco das Garrafas" no blog EM.
No café da manhã, despedimo-nos de Natália, Rodrigo e Renan (que viajariam logo mais para Fortaleza) e, como tínhamos algumas horas no Rio antes do embarque, fomos à Ipanema. Passeamos na avenida Vieira Souto (onde estivemos na segunda-feira), na Praça General Osório (que aguarda a reforma de seu Chafariz das Saracuras e que, aos domingos, recebe as barracas de uma feira que não é mais a "feira hippie") e na Praça N. Sra. da Paz; e também passamos em frente do "Restaurante e Bar Garota de Ipanema" (onde Tom e Vínicius compuseram canção da famosa garota) e do "Restaurante Vinicius e Bossa Nova Bar" (ainda fechados por uma questão de horário).
RIO DE JANEIRO E REGIÃO DOS LAGOS (2)
Às 7h00, o Sr. Marcelo, da "Pepe Tours", veio nos buscar no Copa Sul para o passeio que faríamos na região dos Lagos. Mas somente atravessaríamos a ponte Rio-Niterói umas duas horas após, quando o ônibus do receptivo lotou com os turistas de vários hotéis (todos na zona sul, felizmente) que participariam da mesma excursão.
Passamos por São Gonçalo, Itaboraí, Rio Bonito (onde compramos suprimentos), São Pedro da Aldeia, Cabo Frio e chegamos a Arraial do Cabo, o nosso destino da viagem.
Fazem parte da região dos lagos dez municípios: Araruama, Arraial do Cabo, Búzios, Cabo Frio, Iguaba Grande, Macaé, Maricá, Rio das Ostras, São Pedro da Aldeia e Saquarema. Todas elas são marcadas por inúmeras lagoas e praias, desde as de mar aberto até aquelas de enseada, com águas calmas e favoráveis para o mergulho. Da Capital, a distância para a Região dos Lagos fica entre 120 e 170 km, sendo que a cidade mais próxima é Saquarema e a mais distante é Arraial do Cabo. E o 2.º maior lago do país, com 220 km2, fica em Araruama.
A nossa escuna foi a "Betina", onde por azar me desequilibrei ao entrar nela e levei uma forte topada nos dedos do pé direito. Isso me excluiu de algumas brincadeiras durante a excursão, tais como: descer nas praias e dar mergulhos (em que alguns puseram o snorkel) no mar de Arraial.
A escuna contava com um DJ para animar os turistas a bordo com músicas (vá lá, músicas) da Anitta e de outros artistas do pop funk. E, quando um barco passava próximo do nosso, era aquela confraternização.
Conhecemos a bordo um senhor de nome Rosivaldo, residente em Goiás, com o qual batemos uns papos interessantes.
Às 17 horas, retornamos para terra firme e, no meu caso particular, enfrentei uma difícil caminhada até o "Deck dos Anjos", o restaurante em que tardiamente almoçamos. Em seguida, fizemos a viagem de volta para o Rio, tendo chegado ao Copa Sul por volta das 21h30.
No hotel, continuei com os cuidados para me recuperar da terrível topada. Substituindo o gelo, pela aplicação de um creme de diclofenaco que eu, como se pressentisse a necessidade, tinha trazido em minha bagagem.
RIO DE JANEIRO E REGIÃO DOS LAGOS (1)
Saída do Pinto Martins às 2h40 e chegada ao Rio às 6h00. Café da manhã no restaurante "Pão de Queijo", no Aeroporto do Galeão, também conhecido como Antônio Carlos Jobim. Em carro requisitado por aplicativo (Uber), percorremos a Ilha do Governador, Fundão, Linha Vermelha, Tijuca,Túnel Rebouças, Lagoa com destino a Copacabana (Posto 6).
Check-in no Copa Sul, onde Natália, Rodrigo e Renan já estavam hospedados.
Caminhada em Ipanema: Praça General Osório e ruas do entorno, calçadão da Vieira Souto com vistas para a Pedra do Arpoador e o Morro Dois Irmãos.
O pico foi citado por Chico Buarque na canção Morro Dois Irmãos ("Dois Irmãos, quando vai alta a madrugada / E a teus pés vão-se encostar os instrumentos") e também por Antônio Cícero, na letra de "Virgem", de Marina Lima ("As luzes brilham no Vidigal / E não precisam de você / Os Dois Irmãos também não precisam").
Almoço no restaurante Belmonte, na esquina dessa avenida com a Farme de Amoedo, cujo proprietário é o cearense Antonio Rodrigues. A casa se destaca pelo pé-direito alto, seu grande salão principal e uma gigantesca estante com muitos títulos de bebidas. Os chopes que tomamos tiveram o acompanhamento de um frango à passarinho supercrocante.
Com 52 hectares de área verde, o Parque Lage foi um engenho de açúcar nos tempos de Brasil Colônia e conserva traços do período. O suntuoso palacete que abriga a Escola de Artes Visuais fazem do local uma viagem ao passado. Um espelho d'água emoldurado por montanhas no coração da Zona Sul. Como se não bastassem suas praias e florestas,os privilegiados bairros de Ipanema, Leblon, Gávea e jardim Botânico ainda contam com a beleza da Lagoa Rodrigo de Freitas. Circundada por uma ciclovia de 8 quilômetros e três parques com pistas de skate, quadras para a prática de esportes, bares e restaurantes, a Lagoa é um dos principais polos de lazer da cidade.
10/05, terça-feira
Jardim Botânico. Localiza-se no bairro Jardim Botânico, na zona sul da cidade do Rio de Janeiro. Uma das mais belas e bem preservadas áreas verdes da cidade, é um exemplo da diversidade da flora brasileira e estrangeira. Nele podem ser observadas cerca de 6 500 espécies (algumas ameaçadas de extinção), distribuídas por uma área de 54 hectares, ao ar livre e em estufas. A entrada é paga, há guias disponíveis e a visita pode ser feita a pé ou em carro elétrico.
Esses relevos geográficos ficam bem na entrada da baía de Guanabara, sendo dois mirantes naturais que nos enchem os olhos: o Morro da Urca, com 227 metros de altura, e o Pão de Açúcar, 170 metros mais alto, de onde se vê a Baía da Guanabara, a imensidão do Oceano Atlântico, a Serra do Mar e grande parte da Cidade do Rio. O transporte oficial para eles é outro ícone carioca: seus charmosos teleféricos.
Porto das Carnes, um ambiente rústico e aconchegante em Copacabana onde almoçamos. É um restaurante que eu recomendo.
Perto dali, existe o Forte de Copacabana, um dos cartões postais do Rio de Janeiro. Abriga exposições permanentes sobre a história do Brasil e a atuação do Exército Brasileiro notadamente no período republicano. Na Confeitaria Colombo (um dos cafés que existem no interior do Forte) tomamos um delicioso café com chantilly. Às terças-feiras, a entrada no Forte é gratuita.
A ponta da pedra onde ele fica se lança no oceano e permite a quem vai até ali ter uma visão arrebatadora da praia de Copacabana. Construído em 1908 com o fim de defender militarmente a Baía da Guanabara, foi palco de importantes acontecimentos históricos, como o Levante dos 18 do Forte, em 1922.
Muita gente sobe na Pedra do Arpoador para contemplar o pôr-do-sol. Embora não fosse a hora, Natália e eu seguimos esse costume. Há uma estátua de Dorival Caymmi, próximo ao Forte de Copacabana, e outra de Tom Jobim, no calçadão da Praia do Arpoador.
À noite, meus familiares em passeio no Rio foram jantar fora. Decidi ficar no hotel redigindo esta nota.
PRELIBANDO O RIO DE JANEIRO
LAMPIÃO EM RIBEIRA DO POMBAL-BA
Lampião, Ezequiel (irmão de Lampião), Moderno, Luís Pedro, Antônio de Engrácia, Jurema, Mergulhão e Corisco (Foto feita por Alcides Fraga e restaurada por Rubens Antonio)
O fotógrafo amador Alcides Fraga já estava nervoso antes de fazer a foto, mas a tensão só aumentou depois, quando Lampião exigiu ter a fotografia imediatamente, enquanto Fraga explicou que seria impossível porque precisaria levar o negativo para revelar em Salvador. Lampião deu um prazo de 3 dias e o jeito foi improvisar uma revelação com impressão precária da foto original. Outras cópias melhores surgiram após novas revelações.
http://pt.quora.com/qual-foto-historica-tem-muito- perigo-envolvido? - Rodrigo Faustino
http://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/o-maestro-marcado-para-morrer-apos-fotografar-lampiao-em-ribeira-do-pombal/
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2016/11/o-cangaco-e-o-cinema.html - Linha do Tempo
"VOX CLAMANTIS IN DESERTO"
A obra, prefaciada pelo etimólogo e frade franciscano Frei Hermínio de Oliveira, e o autor foram apresentados pelo Prof. Dr. Marcelo Gurgel Carlos da Silva, médico do ICC e também docente da FRT.
O CANTAR ALEGRE DE UM VIVEIRO
Fortaleza era uma Conservatória.
Eu fazia parte de um desses grupos com sede em Otávio Bonfim. Contando com o emérito violonista Claudio Costa para acompanhar, revezava-me nos vocais com outros companheiros da boêmia suburbana. Até hoje não me esqueço da homérica desafinação que eu dei ao cantar "Eu não existo sem você", de Tom e Vinicius. Para agravar a situação, isso foi acontecer numa serenata dedicada a uma certa senhorita Godiva, irmã da professora de piano Mércia Pinto.
Uma serenata tinha lá seus preparativos. Começava pelo encontro dos integrantes do "belo canto" em algum bar ou restaurante da região (Pombo Cheio, Real Drinks, Avenida...), onde se decidia: 1) o que cantar e 2) quais seriam as donzelas prestigiadas pelo evento. Esvaziadas algumas cervejas, o time saía com alguém levando a cola dos nomes das canções escolhidas no verso de um maço de cigarros.
Certa vez, fizemos uma serenata numa casa que ficava na Parquelândia. O grupo era formado na ocasião por Claudio Costa, Francisco Dário, Fernando Antônio e outros, além deste escriba.
O Fernando Antônio tinha sido meu colega de turma na Faculdade de Medicina. Integrou-se ao grupo naquela noite por um mero acaso, e acho que foi ele quem nos levou até aquela casa na Parquelândia.
Aberto o portão da residência, atravessamos o jardim e acomodamo-nos em sua varanda. Com as lâmpadas apagadas, a pouca iluminação da varanda limitava-se ao luar. Notei que havia por lá uma grande gaiola com pássaros.
Deu-se início à serenata.
Ao bater (não intencionalmente) com meu cotovelo na gaiola, o choque provocou uma barulhenta revoada dos pássaros em seu interior. Vi que podia fazer isso mais vezes, sem que os demais participantes da seresta desconfiassem de que alguém estava a provocar a balbúrdia. Assim, ao ouvir-se uma nota mais forte, ou um acorde mais vibrante, lá eu dava uma sorrateira cotovelada na gaiola.
Nisso, alguém começou a cantar o "Chão de Estrelas", de Sílvio Caldas e Orestes Barbosa:
"Meu barracão no morro do SalgueiroFoi nesse ponto ("captei a vossa mensagem, amado mestre") que eu apliquei "a mãe de todas as cotoveladas". Daí eclodiu um barulho tamanho naquele viveiro, que fez com que o nosso grupo saísse às carreiras e desse por encerrada a serenata.
Tinha o cantar alegre de um viveiro."
FAMÍLIA GURGEL, por Marcus Guedes
Quem está lhe escrevendo é Marcus Corrêa Lopes Guedes, mais um membro do clã dos Gurgel. Sou bisneto de Antônio Gurgel do Amaral, neto de Helena Gurgel Guedes, sua filha, que foi casada com Jayme Fernandes Guedes e sobrinho neto de Raimundo Fernando de Oliveira Gurgel e de Sebastiana Brito Gurgel, todos mencionados na página 217 do livro Na Trilha do Passado.
Espero acrescentar alguns dados a este brilhante trabalho de pesquisa, dados estes referentes a meus parentes mais diretos:
1) Minha bisavó consta nos registros como Maria Amélia Oliveira Gurgel, segundo Yolanda Fernandes Guedes, sua neta e minha tia, não existia o sobrenome Oliveira, sendo seu nome correto Maria Amélia Gurgel, como consequência, seus filhos também não possuem Oliveira no sobrenome.
2) No que diz respeito a meus avós paternos, Jayme Fernandes Guedes, que foi casado com Helena Gurgel Guedes, além de gerente do Banco do Brasil em Mossoró, foi também presidente do Departamento Nacional do Café no governo do Presidente Getúlio Vargas. Durante a segunda grande guerra, foi nomeado presidente da U.N.R.R.A organização internacional para auxílio aos aliados no fornecimento de alimentos. Após a guerra, tendo renunciado ao cargo o Sr. Castro Filho, ele assume a presidência do Clube de Regatas Vasco da Gama, termina esse mandato e é reeleito. Por fim torna-se empresário comprando a fábrica de papelão São Geraldo S/A.
Ambos já faleceram, meu avô no dia 2 de novembro de 1974 e minha avó no dia 16 de novembro de 1987.
Dessa união nasceram 5 filhos:
- Yolanda Fernandes Guedes. Falecida em 22 de outubro de 2015.
- Milber Fernandes Guedes. Falecido em 6 de novembro de 2019, foi casado com Nedda Corrêa Lopes Guedes (falecida em 10 de março de 1994) e dessa união nasceram 4 filhos: Milber Fernandes Guedes Jr, Manon Corrêa Lopes Guedes, Magnus Corrêa Lopes Guedes e Marcus Corrêa Lopes Guedes.
- Wanda Gurgel Guedes.
- Kleber Gurgel Guedes, casado com Maria Aparecida Fernandes Guedes e dessa união nasceram 3 filhos: Márcio Fernandes Guedes, Glauco Fernandes Guedes e Rafael Fernandes Guedes.
- Marluce Guedes da Franca, foi casada com Otávio Guedes da Franca (falecido) e dessa união nasceram 4 filhos: João Guedes da Franca (falecido em 14 de setembro de 2019), Suzana Guedes da Franca, André Guedes da Franca e Daniela Guedes da Franca.
MEMÓRIA. VÁRZEA ALEGRE E CRATO
A amizade se consolidou depois que o conheci pessoalmente e também passei a atender um de seus filhos em meu consultório particular.
Quando eu ia ao centro de Fortaleza costumava visitá-lo em seu escritório para bater dois dedos de prosa. Algumas vezes me convidou para festas: em seu apartamento, em sua chácara e até mesmo para a inauguração de uma filial de sua empresa.
Outra vez, convidou-me para viajar com ele ao Cariri, onde passaríamos um fim de semana.
Em Várzea Alegre, terra natal do Padre Antônio Vieira (o de "O Jumento, nosso irmão"), do compositor Luiz Sérgio Bezerra, de Otacílio Correia e de Vilani, esposa de Edmilson, comparecemos na sexta-feira à noite numa festa em que ele foi homenageado.
No dia seguinte fomos para o Crato. Edmilson tratou de negócios particulares por lá. E, à noite, fomos espairecer no Crato Tênis Clube.
No domingo, voltamos para Fortaleza. Uma viagem de 600 km apenas interrompida para o almoço num restaurante à margem da estrada.
À época, eu dava plantões noturnos aos domingos no setor de Emergência do Hospital de Messejana. Era esta minha preocupação: emergindo de duas noites mal dormidas... como enfrentar aquele plantão noturno de logo mais?
Então, estirei-me no banco traseiro do carro em movimento e, ajudado por uma providencial sonolência pós-prandial, consegui dormir profundamente um par de horas. E, para minha sorte, o plantão foi excepcionalmente calmo.
https://blogdopg.blogspot.com/2008/10/informativo-ferragista.html
https://gurgel-carlos.blogspot.com/2016/09/tres-periodicos-cearenses.html
https://gurgel-carlos.blogspot.com/2020/03/lancamento-de-livros-de-edmilson-alves.html
VANNICK BELCHIOR
Em 2020, por ocasião de um lançamento de livros escritos por Edmilson Alves de Sousa, conheci sua neta Vannick. E soube que ela é filha de Vilédia com o inesquecível compositor/cantor Belchior. Assim como o pai, Vannick, com o talento que demonstra possuir (crédito pela descoberta a Tarcísio Sardinha, o violonista do grupo musical que a acompanha), aqui trilha a sua carreira de cantora.















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