O CASO DOS CANGACEIROS PARENTES

Por seu vídeo-cangaço lembrei-me do caso destes cangaceiros parentes.
~ Nelson Cunha
Morri de rir (várias vezes), Nelson. Se a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas premiasse a categoria em questão, esse quadro do Zorra Total teria trazido o Oscar para o Brasil. Respeite a endogamia que come solta em nosso Semiárido, inclusive no cangaço e nas volantes. O fenômeno é tecnicamente chamado de IMPLEXO DA ASCENDÊNCIA.
~ Paulo Gurgel

PESAR PELO FALECIMENTO DE MARIA ELMA GURGEL MOTA

Faleceu hoje à tarde no Hospital OTOclínica, de causa neurológica, aos 88 anos, a minha tia materna Maria Elma Gurgel Mota.
Era viúva do Sr. José Alcy Mota. Cristã praticante e matriarca dedicada, Elma deixa 7 filhos, netos e bisnetos.
Seu corpo será velado amanhã (28), a partir das 8 horas, no Cemitério Parque da Paz, com a celebração religiosa a ser realizada às 11h30 e o sepultamento, às 12 horas, na referida necrópole.
Meus sentimentos à família Gurgel Mota pela partida deste ser humano tão querido. Descanse em paz, minha tia.
P.S.
Leia aqui o texto de Marcelo Gurgel, publicado em 2008, contendo um pouco da trajetória de vida da tia Elma.

COMÉDIAS SOBRE LAMPIÃO E SEU BANDO

Quatro comédias levaram ao cinema paródias sobre as aventuras de Lampião e seu bando com os comediantes mais populares de suas épocas:
Uma em 1959, "Os Três Cangaceiros", que reuniu Grande Otelo, Ronald Golias e Ankito; outra em 1964, "O Lamparina", com Mazzaropi; e outra em 1983, "O Cangaceiro Trapalhão", com direção de Daniel Filho, também explorando o sucesso popular de Renato Aragão e sua trupe do programa de TV "Os Trapalhões".
(https://semioticas1.blogspot.com/2012/03/lampiao-no-cinema.html)
A última delas, em "O Auto da Compadecida", de 2000, filme dirigido por Guel Arraes, em que João Grilo (Matheus Nachtergaele) engambela o cangaceiro Severino (Marco Nanini) com uma suposta gaita mágica que ressuscita os mortos. Severino, crente que visitaria no céu Padre Cícero, ao qual é devoto, e que depois voltaria, pede a seu guarda que o mate.
Eis a cena em que o cangaceiro Severino morre, enganado pela falácia de João Grilo.

Confira abaixo a lista completa dos 24 filmes em longa-metragem sobre o cangaço, realizados no Brasil de 1953 a 2015:
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2016/11/o-cangaco-e-o-cinema.html

MANEZINHO DO BISPO

Manuel Cavalcante Rocha (12/05/1856, Pernambuco - 1923, Ceará), o conhecido Manezinho do Bispo (foto). Foi porteiro do Palácio do Bispo, em Fortaleza-Ce, por muitos anos. Era popular por suas "tiradas" e pelos livretos que publicava no "Correio do Ceará".
Alta noite, o grande pensador levantava-se da cama e ia para a mesa de trabalho registrar uma ideia que lhe parecera genial. No dia seguinte, a ideia publicada passaria à história jocosa do Ceará, sendo motivo de comentários galhofeiros na Praça do Ferreira. 
De suas obras, a que causou maior sucesso foi um folheto cujo título era: M.C. Rocha - Biografia de sua ex-mãe (pois que ela já havia falecido). E o subtítulo: Acompanhada de um passatempo.
Também publicou um folheto intitulado Astronomia Popular, no qual dava noções dessa ciência. Na opinião de Otacílio de Azevedo, "coisa mais estapafúrdia dificilmente seria encontrada". 
Manezinho faleceu aos 63 anos.
Fontes:
Nirez, no Face.
http://www.fortalezaemfotos.com.br/2011/06/o-manezinho-do-bispo.html
http://www.fortalezanobre.com.br/2016/05/tipos-populares-manezinho-do-bispo-vd.html
http://www.casadoceara.org.br/?arquivo=pages/blog/perfil_edmilson/e1111.php

LANÇAMENTO DO LIVRO "CINQUENTA MIL MULHERES"

CONTRACAPA 
"A tudo isso eu assistia e, de minuto a minuto, eu me perguntava como o médico iria fazer aquele milagre. O parto de uma criança nascendo de mão. Já ouvira falar de nádegas, mas de mão, nunca. Quando uma pessoa tinha muita sorte, papai dizia que ela nascera com a bunda virada para lua." ~ Mariano Freitas, médico obstetra e escritor

OS CARLOS DA SILVA DA REGIÃO DE PEREIRO

Meu pai, Luiz Carlos da Silva, tinha como genitores José Carlos da Silva (n. 1886) e Valdevina Maria Carlos da Silva (n. 1886), conhecida antes do matrimônio por Valdevina Maria do Amor Divino. Meu avô José Carlos, nascido em Pereiro - CE, era o primogênito de uma família com 18 irmãos, e minha avó Valdevina, nascida em São Miguel - RN, provinha de uma família  com 22 irmãos. 
Vale salientar que possuíam parentesco entre si, sendo membros de uma clã numerosa que se distribuía pela microrregião da Serra de Pereiro, no Ceará (próximo à divisa com o RN, e na qual se incluem os municípios de Pereiro, Iracema, Ererê e Potiretama), e pela Serra de São Miguel, no Rio Grande do Norte.
Passada a seca de 1915, nossos avoengos fixaram-se em Acarape, à época pertencente ao município de Redenção, onde adquiriram uma propriedade rural denominada de "Pau Branco" ...
O enlace de José e Valdevina Carlos da Silva gerou os seguintes filhos, conforme sequência cronológica: Francisca (1913), Luiz (1918), Maria (1919), Eugênia (1920), Rita (1922), José (1924) e Valter (1925); entre Francisca e meu pai Luiz nasceram dois filhos que faleceram em idade tenra.
F1 - Francisca Carlos da Silva, professora da EVA Agnes Junes Leith; sem descendentes
F2 - Luiz Carlos da Silva, advogado, contador e professor, que casou com Elda Gurgel Coelho, com a qual gerou treze filhos; destes, sou o primogênito 
F3 - Maria Carlos da Silva, professora; sem descendentes
F4 - Eugênia Carlos da Silva, freira; sem descendentes
F5 - Rita Carlos da Silva, professora; sem descendentes
F6 - José Carlos da Silva, professor, que casou com Graziela Vasconcelos Pinto de Oliveira, com a qual gerou 8 filhos.
F7 - Válter Carlos da Silva, agricultor, que casou com Raimunda Gomes da Silva, com a qual gerou 10 filhos. O caçula Válter sucedeu o pai na administração do sítio da família em Acarape. E, por um mandato (entre os anos 1989 e 1993), foi também edil da cidade.
Todos os filhos de José Carlos e Valdevina já faleceram.

INFORMAÇÃO DE ANDRÉ GARCIA

Informo aos primos Agnor, Maria e Paulo,

Que já existe uma obra mais moderna tratando da família Gurgel, à venda no Sebo Vermelho.


Do autor José Veríssimo Fernandes.

"É um repositório de fatos pretéritos protagonizados por bravos homens e mulheres, que construíram com muito denodo e apego os liames da história da tradicional e vetusta família Gurgel. Obra com garantia de sucesso antecipado pelo manancial histórico e genealógico, amalgamados nos anais da rotina do tempo. Seu fio condutor reúne um legado de histórias de vida, registradas e fixadas na materialidade das fontes pesquisadas, rubricadas e sentenciadas para a eternidade do referencial bibliográfico." ~ Marcos Pinto

SOBRE A ACADEMIA CEARENSE DE LETRAS

A Academia Cearense de Letras foi fundada no dia 15 de Agosto de 1894, em sessão solene realizada no salão nobre da "Fênix Caixeiral", então com o nome de Academia Cearense.
É a mais antiga de todas as academias de letras do Brasil.
Foi somente a partir de 1922 que passou a se chamar Academia Cearense de Letras (ACL).
Seu lema é "Forti nihil difficile".
O Palácio da Luz, um majestoso prédio construído na época do Brasil Colônia, é a sede da Academia Cearense de Letras e "serviu de sede oficial do Governo do Ceará de 1814 até 1970", conforme registra o livro "A Academia Cearense de Letras e o Palácio da Luz", de autoria de José Murilo Martins e Regina Pamplona Fiúza.
No Palácio da Luz, dirigiram os destinos do Estado mais de 90 governantes, entre capitães-mores do Ceará Colônia, presidentes da província no período do Império e presidentes, governadores e interventores nos anos da República. O Palácio por si só, como disse Gustavo Barroso, representa uma peregrinação ao passado.
Além do Palácio do Governo, ali já funcionou a Biblioteca Pública do Ceará e a Casa de Cultura Raimundo Cela. Mas foi somente em 1989 que o então presidente da ACL, acadêmico Cláudio Martins, conseguiu do governador Tasso Jereissati o Palácio da Luz para ser a sede da academia.
A Academia é constituída de um Quadro de Acadêmicos Titulares, em número de quarenta, além de Acadêmicos Honorários e Acadêmicos Correspondentes sem limitação de número. Dentre os atuais Acadêmicos Titulares, quatro são médicos: José Murilo Martins, Lúcio Gonçalo de Alcântara (que preside a ACL), Francisco Flávio Leitão de Carvalho e Marcelo Gurgel Carlos da Silva (cuja posse como membro titular aconteceu há três dias).
Foto: Jornal do Médico
Minibio
Marcelo Gurgel, 69, é médico, economista e professor universitário. Dirigiu o Curso de Medicina da Universidade Estadual do Ceará em seus primeiros seis anos de existência (do ingresso à colação de grau de sua Turma Prima). Polígrafo laureado, com mais de uma centena de livros publicados, Marcelo é membro também da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores - Regional do Ceará (da qual foi diretor por dois períodos), do Instituto do Ceará - Histórico, Geográfico e Antropológico e da Academia Cearense de Medicina, além de outros sodalícios.
Ver também: A solenidade de posse descrita pelo novel Acadêmico

A POSSE DE MARCELO GURGEL NA ACADEMIA CEARENSE DE LETRAS

Congratulo-me com meu irmão Marcelo Gurgel Carlos da Silva pela almejada e merecida admissão como membro titular da cadeira 25 da Academia Cearense de Letras. Estarei logo mais (com Elba)  em sua solenidade de posse na ACL, nesta que é a mais antiga de todas as academias de letras do Brasil.

ZÉ MENEZES, O CRAQUE DAS CORDAS

José Menezes de França nasceu em 06/09/1921, em Jardim-CE. Compositor, arranjador e multiinstrumentista, dominava o cavaquinho, o bandolim, o banjo, o violão tenor, o violão de 6, 7 e 10 cordas, a guitarra e o contrabaixo.
Iniciou a carreira artística aos 8 anos em cidades do Cariri cearense. Aos 9 anos de idade, apresentou-se para o padre Cícero Romão Batista, executando um choro de sua autoria denominado "Meus oito anos". Aos 11 anos já era membro da Banda Municipal de Juazeiro.
Em 1943, foi levado pelo radialista César Ladeira para o Rio de Janeiro, onde foi contratado pela Rádio Mayrink Veiga. Trabalhou no Hotel Quitandinha, Rádio Globo, Boate Casablanca.
Em 1947, foi contratado pela Rádio Nacional e passou a atuar ao lado de Garoto e a participar de orquestras, além de acompanhar os grandes artistas da época.
Em 1948, teve sua primeira composição gravada, o samba "Nova ilusão", parceria com Luiz Bittencourt, lançado pelo grupo "Os Cariocas", na gravadora Continental. Esse samba, inclusive, acabou se tornando o prefixo das apresentações do referido grupo.
Na década de 1960, gravou com o grupo "Os Velhinhos Transviados" uma série de 13 LPs que alcançaram grande sucesso.
De 1970 a 1992, integrou a a Orquestra da Rede Globo de Televisão como primeiro guitarrista. Nessa emissora, compôs o tema de abertura do programa "Os Trapalhões" e as vinhetas dos programas "Chico City" e "Viva o Gordo".
Faleceu em 31/07/2012, aos 93 anos, na cidade serrana de Teresópolis.

MEMÓRIA. RESENDE E ITATIAIA

Nos dias 13 e 14 de agosto de 2003, estive nestas duas cidades fluminenses. Tendo viajado da capital paulista (rodoviária Tietê) pela movimentada Nova Dutra até Resende, onde me hospedei por dois dias. A cidade em questão é cortada pela Rodovia Presidente Dutra e considerada a mais importante estrada brasileira. 
O município de Resende, no sudoeste do Estado do Rio de Janeiro, é um importante polo industrial, automotivo, metalúrgico e turístico, e sede do segundo maior complexo militar do mundo, a Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN, que o Google traduz por "Um Homem").
Em Resende, tive a oportunidade de assistir a um show ao ar livre da banda da Academia Militar das Agulhas Negras. A banda tocou um repertório de músicas brasileiras e internacionais.
À noite, jantei trutas em molho de alho. As trutas são destaques no cardápio da região.
No segundo dia, fui conhecer Itatiaia (a 15 km de Resende) e Penedo. O Paço Municipal ocupa as instalações do antigo Hospital de Convalescentes de Itatiaia. Quanto a Penedo, é um distrito de Itatiaia.
Conhecido como "Pequena Finlândia", Penedo começou com a chegada de imigrantes finlandeses na região, em 1929. Quando a ideia de viver somente da terra começou a ser inviável, a solução dos colonos foi transformar suas casas em pousadas para receber visitantes. E abriram restaurantes e lojas de artesanato. Se hoje são poucos os descendentes diretos de finlandeses que moram em Penedo, no entanto o distrito realmente abraçou essa cultura, não sendo estranho ver lojas, restaurantes e pousadas com nomes finlandeses.
No dia 15, voltei a São Paulo para participar da Jornada Paulista de Doenças Ambientais e Ocupacionais, da SBPT, que foi realizada no Blue Tree Convention Plaza, no dia 16 de agosto. Hospedei-me no Hotel Excelsior. Em meu tempo livre, aproveitei para conhecer: Santa Ifigênia, Largos Paissandu e do Arouche, Parque Ibirapuera, Anhangabaú, Viaduto do Chá, Theatro Municipal e... este famoso cruzamento de Sampa:

OS GURGEL DE SENADOR POMPEU, CEARÁ

"O sabiá no sertão, quando canta me comove, passa três meses cantando, e sem cantar passa nove, porque tem a obrigação, de só cantar quando chove!"
- "Chover (ou Invocação para um Dia Líquido)", do Cordel do Fogo Encantado
A principal referência dos Gurgel de Senador Pompeu, município do sertão central do Ceará, é o Sítio Catolé. Neste sítio, situado na zona rural de Senador Pompeu, viveu José Tristão Gurgel do Amaral, casado com a prima Maria Gurgel Valente, ambos oriundos de Aracati.
O casal teve sete filhos:
Francisco (1892), Antonio (1894), Claucídia (1896), Almerinda (1897), José (1900), Olímpia (1904) e Raimundo (1906) - com o sobrenome Valente Gurgel do Amaral.
F1 - Francisco Valente Gurgel do Amaral, que casou com a prima Dulce Nogueira Riquet, que teve quatro filhos: Adélia,  Flávio, Fernando e Fernanda - com o sobrenome Riquet Gurgel.
Fernando, que foi fundador e proprietário da Mecesa, tem o perfil descrito aqui.
F2 - Antonio Valente Gurgel do Amaral, que casou com Emilia Mesquita, que teve dois filhos: Geraldo e Maria de Lourdes (Mesquitinha); e depois com Maria Sindeaux, que teve Tarcísio.
Geraldo Mesquita Gurgel casou com Antonieta (Tieta), deixando descendentes. Tarcísio Sindeaux Gurgel casou com Branca, deixando descendentes.
F3 - Claucídia Valente Gurgel do Amaral, que casou com Leopoldo Pinheiro, deixando descendentes.
F4 - Almerinda Valente Gurgel do Amaral, que casou com Paulo Pimenta Coelho.
O casal teve seis filhos: Elza (f.), Elda (f.), Maria Elma, Edson, Edmar e Espedito (f.) - com o sobrenome Gurgel Coelho.
Elza, sem descendentes.
Elda, que casou com Luiz Carlos da Silva, sendo a matriarca do ramo Gurgel Carlos da família, do qual sou o primogênito: Paulo, Lúcia (f.), Marta (f.), Márcia, Marcelo, Sérgio, Meuris, Luciano, Germano, Magna, José, Mirna e Luiz (f.).
Maria Elma, que casou com José Alci Mota e teve sete filhos. Edson, que casou com Elvani, que teve três filhos.
Edmar, que casou com a prima Marta Gurgel (de Acopiara), que teve cinco filhos; e depois com Liduína, que teve um filho.
Espedito, que casou com Lúcia, que teve quatro filhos.
F5 - José Valente Gurgel do Amaral, que casou com sua prima Guiomar, filha de José Teófilo. Tio José Gurgel tem o perfil descrito aqui, e o casal adotou uma filha.
F6 - Olimpia Valente Gurgel do Amaral, solteira, sem descendentes.
F7 - Raimundo (Raimundinho) Gurgel, solteiro, sem descendentes.
Fontes: Aldysio Gurgel do Amaral (in: “Nas Trilhas do Passado”), Edmar Gurgel Coelho e Francisco Edilmo Gomes Gurgel (9 9984 4408).Data desta atualização: 21/06/2022
Notas:
Raimundinho e Olímpia, auxiliadas pela preta Ventura, administraram o Sítio Catolé nas décadas de 1950, 60, 70 e possivelmente 80. Após as mortes destes meus tios-avós, o então proprietário maior da gleba, José Valente Gurgel do Amaral, vendeu o Sítio Catolé a Fernando Riquet (Nogueira) Gurgel, que o transferiu a um dos herdeiros, Geraldo Mesquita Gurgel. O sítio fica a 2 km da sede de Senador Pompeu, na CE 166, na saída para Encantado, distrito de Quixeramobim.
(f.) = falecido(a)
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O VESTIBULAR DA CECÍLIA MEIRELES

O vestibular que nos levou em 1966 à admissão na Faculdade de Medicina da UFC constou de cinco provas aplicadas em dias separados:
Física, Química, Biologia, Português e Inglês.
Para ser aprovado, o Concurso de Habilitação (leia-se: Exame Vestibular) exigia como nota mínima o 5 para Biologia e a Química; e o 4 para a Física, o Português e o Inglês.
Cada candidato, portanto, teria que matar cinco leões. Além disso, tinha que estar de olho no desempenho dos outros gladiadores, pois havia cerca de oitocentos candidatos para as cem vagas que estavam sendo disputadas.
A pontuação máxima foi obtida pelo colega Otoni Cardoso do Vale que fez 35, e coube-lhe o 1.º lugar da Medicina.
Surpreendendo os candidatos com o poema SURPRESA, o processo seletivo de 1966 ficou conhecido como "O vestibular da Cecília Meireles". Não era frequente em competições do tipo a escolha de uma poeta da Segunda Geração do Modernismo (*) para a análise literária pelos candidatos.

SURPRESA

Trago os cabelos crespos de vento
e o cheiro das rosas nos meus vestidos.
O céu instala no meu pensamento
aos seus altos azuis estremecidos.

Águas borbulhantes, árvores tranqüilas
vão adormentando meus tempos chorados.
E a tarde oferece às minhas pupilas
nuvens de flores por todos os lados.

Ó verdes sombras, claridades verdes,
que esmeraldas sensíveis hei nutrido,
para sobre o meu coração verterdes
mirra de primaveras e de olvidos?

Ó céus, ó terra que de tal maneira
ardente e amarga tenho atravessado,
por que agora pensais com tão fino cuidado
vossa mansa,calada, ferida prisioneira?

Cecília Meireles
In: Mar absoluto (1945)

OU ISTO (a poeta-surpresa na prova de Português) OU AQUILO (o grau de dificuldade das questões formuladas no Concurso de Habilitação), digamos que ambos, foram os fatores concorrenciais para que apenas 47 das 100 vagas disponíveis fossem inicialmente preenchidas.
E seguiu-se um segundo certame (com as respectivas revisões) a fim de que todas as vagas ofertadas fossem finalmente preenchidas.
As listas com os nomes dos aprovados foram afixadas num saguão da Reitoria.
Na lista da Agronomia, um deles saiu com nome e apelido (Titico). Com o tempo, seríamos apresentados por um amigo comum, o violão.

(*) Foram destaques da 2.ª Geração do Modernismo: Carlos Drummond de Andrade, Vinícius de Moraes, Jorge de Lima, Mario Quintana e Cecília Meireles.

ESTADO DA GUANABARA

Em 18/12/1971, fiz minha colação de grau em Medicina pela Universidade Federal do Ceará. Em 22/02/1972, prestei compromisso no Conselho Regional de Medicina do Estado do Ceará (CREMEC), recebendo o registro de n.º 1405. No decorrer de 1972, por aprovação em concurso público ocorrido no ano anterior, fiz o Curso de Formação de Oficial Médico no Estado da Guanabara. Na qualidade de aluno da Escola de Saúde do Exército, realizando estágios no Hospital Miguel Couto, Hospital Central do Exército, Escola de Instrução Especializada etc., não houve necessidade de transferência do CRM.

Em 08/01/1973, com a minha efetivação no quadro de médicos do Hospital Central do Exército, transferi minha inscrição primária do Conselho Regional de Medicina do Estado do Ceará para o Conselho Regional de Medicina do Estado da Guanabara, onde fiquei registrado sob o n.º 16.795. Ao assumir o cargo de plantonista na Casa de Saúde Santa Mônica, em Petrópolis, necessitei também de ter uma inscrição secundária no Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro. Em 24/01/1973, obtive em Niterói o registro de n.º 2.753/S.

Esta última inscrição foi cancelada em 19/02/1974, em face de não mais exercer atividades profissionais no Estado do Rio de Janeiro. Fora transferido para o município de Benjamin Constant, na área de fronteira do Brasil com o Peru e a Colômbia. Em 13/03/1974, solicitei inscrição secundária no Conselho Regional do Estado do Amazonas, cujo n.º foi 562. Em Manaus, aproveitei também para tirar o meu primeiro passaporte, do qual iria precisar adiante para uma viagem de férias pela Colômbia, Equador e Peru.

Com meu retorno para Fortaleza em 1975, reativei a minha inscrição primária no CREMEC e, algum tempo depois, obtive o meu Registro de Qualificação na Especialidade de Pneumologia. Mais recentemente, em 18 de outubro de 2021, o CREMEC outorgou-me o Diploma de Mérito Ético-Profissional pelo exercício da medicina sem qualquer sanção ética ao longo de 50 anos.

A minha inscrição secundária no Conselho Regional do Estado do Amazonas ainda permanece até hoje. Quanto à inscrição que já tive no Conselho Regional de Medicina da Guanabara, nem mesmo o Estado existe mais. A Guanabara durou apenas quinze anos, e o vídeo abaixo explica o que realmente aconteceu com esta Unidade da Federação.


Por muito tempo a cidade do Rio de Janeiro não fez parte do Estado do Rio de Janeiro. Entre 1834 e 1960, por que era a capital do Brasil o Rio foi município neutro e, depois, Distrito Federal, entre 1891 e até 1960. De 1960 a 1975, nesses 15 anos, o Rio foi uma cidade-estado, o Estado da Guanabara. E, em 1975, quando o Estado da Guanabara se funde com o Estado do Rio de Janeiro, cuja capital era Niterói, a cidade do Rio de Janeiro passa a ser a capital do Estado que resultou da fusão.

O MERCADO DAS PÉROLAS DE SURURU

Gostaria de saber quanto poderá valer a perola rara do Ormuz.
Glória,
Isto só o Ormuz sabe dizer. Eis o link para o blog dele:
http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/04/ormuz-barbalho-simonetti-presidente-do_15.html#links

Qual o valor da pérola de sururu?
Kaka,
A pérola sempre foi muito apreciada ao longo da história da humanidade.
Um exemplo disso foi o fato de que, no apogeu do Império Romano, quando a febre das pérolas estava no auge, Júlio César, conhecido por suas conquistas amorosas, ofereceu a Servília Cepião uma pérola no valor de seis milhões de sestércios.
Uma pérola de ostra, Kaka.
Imagino que uma pérola de sururu não teria aberto caminho para Júlio César. Nem as pernas da cortesã.

Encontrei uma dessas também. Quase quebrei o dente.
Senna,
Arranhou o dente?
Esta informação é importante. Na escala de Mohs (que quantifica a dureza dos minerais) as pérolas estão entre 3 e 4. O que pode nos levar ao conhecimento da dureza de um dente humano.

Encontrei uma pérola dentro do sururu, gostaria de saber quanto custa.
Unknown,
Não é somente por ser pérola que tenha valor.
A quem encontrou uma delas, ao comer uma ostra em plena Fenaostra, disseram que não teria valor comercial.
Avaliem se fosse uma pérola de sururu.
http://anoticia.clicrbs.com.br/sc/noticia/2008/10/perola-encontrada-em-ostra-na-fenaostra-nao-tem-valor-comercial-2242225.html

Tenho uma pérola de sururu idêntica a da foto, gostaria de saber se ela tem algum valor.
Unknown,
A maioria das pérolas encontradas em ostras comestíveis (não perlíferas) são "pedrinhas". Elas geralmente são deformadas e bem duras. No entanto, fique de olho nas redondas e bem brilhantes. Nesses casos, leve a pérola a uma joalheria para ser avaliada.

Uma amiga pescadora me presenteou com uma caixinha de fosfato cheia de pérolas de sururu. Até hoje não sei o valor. Uns 200 gramas.
Unknown,
(Acho que você quiz dizer "uma caixinha de fósforos".)
Pois bem, valem atualmente como palitos queimados. Se o sururu parar de produzi-las, aí funciona a lei da oferta e da procura.

ELEIÇÃO DE MARCELO GURGEL NA ACADEMIA CEARENSE DE LETRAS

Foto: Jornal do Médico
O médico, economista, professor universitário e escritor Marcelo Gurgel Carlos da Silva acaba de ser eleito membro titular da Academia Cearense de Letras (ACL). Vai ocupar a cadeira que anteriormente pertenceu ao saudoso médico, professor e poeta Pedro Henrique Saraiva Leão.

Com a eleição de Marcelo, a ACL volta a contar, entre seus pares, com quatro renomados discípulos de Hipócrates: Murilo Martins, Lúcio Alcântara, Flávio Leitão e Marcelo Gurgel. Todos são, inclusive, integrantes da Academia Cearense de Medicina e da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores - Regional do Ceará, da qual Marcelo foi um profícuo presidente por duas gestões.

A Academia Cearense de Letras é a entidade literária máxima do Ceará. É a mais antiga das Academias de Letras existentes no Brasil, fundada em 1894, três anos antes da Academia Brasileira de Letras. Tem 40 cadeiras, e Marcelo ocupará a de n.º 25 da ACL, cujo patrono é Manuel de Oliveira Paiva, autor da obra "Dona Guidinha do Poço".

Há pessoas que vivem para escrever e não viveriam se não escrevessem. Meu irmão é uma delas, como assegura o mestre Dalgimar Menezes. Com atuação nos diversos gêneros literários (conto, crônica, memória/biografia, discurso, ensaio, romance e teatro), e uma inquietude intelectual que o levou a publicar 114 livros, Marcelo certamente muito contribuirá para a glória e a honra da Academia Cearense de Letras.

VALE DO JAVARI

A terra indígena Vale do Javari, região na qual estão desaparecidos Bruno Araújo Pereira, indigenista brasileiro e funcionário da Fundação Nacional do Índio (Funai), e o jornalista inglês Dom Phillips, do jornal "The Guardian", tem histórico de assassinato de um outro agente órgão federal e é palco de conflitos típicos da Amazônia: tráfico de drogas, desmatamento, garimpo ilegal e destruição da fauna.
O Vale do Javari fica na fronteira com o Peru e a Colômbia e está localizada no Estado do Amazonas. São 8,5 milhões de hectares demarcados, sendo a segunda maior terra indígena do país - a primeira é a Yanomami, com 9,4 milhões de hectares. Além disso, tem a maior concentração de povos isolados do mundo, com acesso restrito por vias fluviais e aéreas.
O rio Javari (em castelhano, rio Yavarí) é um afluente do Rio Solimões. Nasce no Peru, na serra da Contamana. Toda a sua extensão, cerca de 1 180 quilômetros, serve de divisa entre Brasil e Peru, sendo a margem direita brasileira e a esquerda peruana. Desagua no rio Solimões, junto à cidade brasileira de Benjamin Constant. Sua foz possui três braços, formados por duas ilhas denominadas Islândia [1] e Petrópolis. Estão localizados, em sua sua margem direita, os pelotões militares do Exército Brasileiro Palmeiras do Javari e Estirão do Equador [2], e os municípios brasileiros de Atalaia do Norte [3] e Benjamin Constant [4].
Conheci esta região em 1974/75 ao servir no Alto Solimões como oficial médico do EB.
[1] ISLÂNDIA SULAMERICANA
[2] ESTIRÃO DO EQUADOR
[3] A PÉROLA DO JAVARI
[4] BENJAMIN CONSTANT, TABATINGA E LETÍCIA

MARICA DO TIPI

O vídeo conta a história de Dona Maria da Soledade Landim, a Marica Macêdo do Tipi. Poderosa e influente senhora na política de Aurora, Missão Velha e outras localidades do Cariri cearense.

Contemporânea da intrépida lavrense Fideralina Augusto Lima, de Generosa Amélia da Cruz, em Santana do Cariri, além de autora de feitos e ações que nos remetem até mesmo à heroína Bárbara de Alencar, Marica Macedo do Tipi compôs com folga de mérito e valentia o histórico quarteto das chamadas matriarcas dos sertões do Cariri.
📚 MACÊDO, Vicente Landim de. Marica Macedo: a brava sertaneja de Aurora. Brasília: Petry Gráfica e Editora Ltda. 1998, 266p.

OVO DE MADEIRA PARA COSTURA



Antigamente, o ovo de madeira (ovo de Colombo) era um artigo indispensável na caixa de costura doméstica, e minha mãe possuía uma destas peças (foto). 
Armazenava agulhas, bastando rodar o cilindro interior até o número pretendido da agulha.
Também facilitava a tarefa de cerzir/remendar as meias furadas, ao ser colocado no calcanhar da meia a ser consertada.

CAPITÃO DE FEIJÃO

Ingredientes
Feijão carioquinha 1/2 quilo
Toucinho 200 gramas
Cebola roxa 1 unidade
Coentro a gosto
Sal a gosto
Farinha de mandioca torrada 2 xícaras de chá
Como preparar
1. Cozinhe o feijão junto com o toucinho até ficar macio.
2. Escorra o caldo, coloque a cebola e o coentro.
3. Com uma colher de pau amasse o feijão e vá colocando a farinha, continue amassando até formar uma massa.
Onde e como comer
Esta receita nasceu na cozinha nordestina, nas casas mais pobres, onde os principais ingredientes da alimentação eram o feijão, a rapadura e a farinha de mandioca. Também era servido na roça e nas senzalas. Como os utensílios domésticos eram poucos, as pessoas se serviam à moda árabe, ou seja, com as mãos. Cada um pegava um bocado, amassava na mão, fazendo um bolinho (capitão) e levando-o à boca.
Neste vídeo, o músico Renato Braz recorda como foi recebido pela família Dorival Caymmi. Com feijoada e capitães de feijão.

"Gorgulho deu no feijão / Mofo deu na farinha."
Esta e outras iguarias fazem parte do "Livro de Receitas do Mestre Cuca Beludo" (maître de la cuisine), cujos originais encontram-se na Editora @EntreMentes aguardando impressão.

RIO DE JANEIRO E REGIÃO DOS LAGOS (3)

12 de maio, quinta-feira
Cristo Redentor. Localizado no alto do Morro do Corcovado, é a imagem brasileira mais conhecida no mundo. Sua pedra fundamental foi lançada em 1922, sendo o monumento inaugurado em 12 de outubro de 1931. Do alto de seus 38 metros - e dos 710 metros do Morro do Corcovado - o Cristo é a imagem da fé e da simpatia do povo carioca e já completou 90 anos.

https://blogdopg.blogspot.com/2021/10/minha-alma-canta.html
Todos os anos, mais de 600 mil pessoas são levadas ao Cristo Redentor pela centenária Estrada de Ferro do Corcovado, o passeio turístico mais antigo do país. Essa estrada de ferro foi a primeira ferrovia eletrificada do Brasil. Inaugurada em 1884 por D. Pedro II, é mais antiga do que o próprio monumento do Cristo Redentor. Aliás, foi o trem do Corcovado que, durante vários anos, transportou as peças do monumento em construção.O trem sai de sua estação no Cosme Velho, em frente à Igreja São Judas Tadeu, percorre a mata da Tijuca, com duas breves paradas, uma das quais em Paineiras, que já foi hotel e local de concentração dos jogadores da seleção brasileira de futebol, e hoje é um centro de visitantes.
AquaRio (aquário marinho) e Roda Gigante do Rio, na Gamboa.
Almoço: no tradicional restaurante "Flórida", na Praça Mauá.
Museu de Arte do Rio
Museu do Amanhã
O Museu do Amanhã é um novo tipo de museu de ciências em que você é convidado a examinar o passado, conhecer as transformações atuais e imaginar cenários possíveis para os próximos 50 anos por meio de ambientes audiovisuais imersivos, instalações interativas e jogos disponíveis ao público em português, inglês e espanhol.
O Museu do Amanhã é um museu de ciências na cidade do Rio de Janeiro, Brasil. Foi projetado pelo arquiteto neofuturista espanhol Santiago Calatrava e construído ao lado da orla no Pier Mauá. Sua construção contou com o apoio da Fundação Roberto Marinho e custou cerca de 230 milhões de reais. O prédio foi inaugurado em 17 de dezembro de 2015, com a presença da presidente Dilma Rousseff.
A exposição principal leva os visitantes através de cinco áreas principais: Cosmos, Terra, Antropoceno, Amanhã e Nós através de uma série de experimentos e experiências. Este intrincado e cativante museu mistura ciência com um design inovador para focar em cidades sustentáveis e um mundo ecológico.
O museu fez parte da renovação da área portuária da cidade para os Jogos Olímpicos de Verão de 2016.

https://en.wikipedia.org/wiki/Museum_of_Tomorrow
13 de maio,sexta-feira
Em vez de um carro por aplicativo, optamos por pegar um táxi na frente do Copa Sul. O dono do táxi, um cearense de nome Manuel, nos levou aos seguintes locais: Arcos da Lapa, Parque das Ruínas, no morro de Santa Teresa, Escadaria Selarón, Mosteiro de São Bento, Catedral Metropolitana, Teatro Municipal e o Amarelinho, na Cinelândia.
Estátua do "Cristo sem teto" (atentar para as chagas nos pés). 
Local: pátio da Catedral Metropolitana de São Sebastião.
Todo esse passeio durou duas horas e meia e, quando ele nos deixou de volta ao hotel, reforçamos o pagamento de seus serviços com uma boa gorjeta. Manuel é um boa-praça, esmerou-se em prestar informações, arranjava vaga para estacionar o táxi sempre perto dos locais visitados e, quando soube que eu havia morado na rua Benjamin Constant, ao passar pela Glória, fez questão de incluir essa rua no roteiro para que eu pudesse matar as saudades.
Almoço no "Venga Chiringuito", em Copacabana.
14 de maio, sábado
Fomos à Praia do Pepê, na Barra da Tijuca (tendo como percurso Ipanema, Leblon, São Conrado e Joá). Descendo do uber na Praça do Pomar, seguimos até a Avenida do Pepê. Almoçamos no "Bangalô" onde fomos atendidos por um garçom cerense de Guaraciaba do Norte. Entramos em dois shopping centers vizinhos: "Downtown" e "Cittá Mall", na Avenida das Américas, e retornamos para Copacabana no meio da tarde. Rodrigo e Natália ainda foram a um bar local para assistir ao jogo Flamengo 2 x 2 Ceará, enquanto ficamos cuidando do Renan.
À noite, nossa vez. Elba e eu fomos assistir ao show de Dan Sebastian no Bottles's Bar. O episódio será descrito como "Uma noite no Beco das Garrafas" no blog EM.
15 de maio, domingo
No café da manhã, despedimo-nos de Natália, Rodrigo e Renan (que viajariam logo mais para Fortaleza) e, como tínhamos algumas horas no Rio antes do embarque, fomos à Ipanema. Passeamos na avenida Vieira Souto (onde estivemos na segunda-feira), na Praça General Osório (que aguarda a reforma de seu Chafariz das Saracuras e que, aos domingos, recebe as barracas de uma feira que não é mais a "feira hippie") e na Praça N. Sra. da Paz; e também passamos em frente do "Restaurante e Bar Garota de Ipanema" (onde Tom e Vínicius compuseram canção da famosa garota) e do "Restaurante Vinicius e Bossa Nova Bar" (ainda fechados por uma questão de horário).

RIO DE JANEIRO E REGIÃO DOS LAGOS (2)

11 de maio, quarta-feira
Às 7h00, o Sr. Marcelo, da "Pepe Tours", veio nos buscar no Copa Sul para o passeio que faríamos na região dos Lagos. Mas somente atravessaríamos a ponte Rio-Niterói umas duas horas após, quando o ônibus do receptivo lotou com os turistas de vários hotéis (todos na zona sul, felizmente) que participariam da mesma excursão.
Passamos por São Gonçalo, Itaboraí, Rio Bonito (onde compramos suprimentos), São Pedro da Aldeia, Cabo Frio e chegamos a Arraial do Cabo, o nosso destino da viagem.
Fazem parte da região dos lagos dez municípios: Araruama, Arraial do Cabo, Búzios, Cabo Frio, Iguaba Grande, Macaé, Maricá, Rio das Ostras, São Pedro da Aldeia e Saquarema. Todas elas são marcadas por inúmeras lagoas e praias, desde as de mar aberto até aquelas de enseada, com águas calmas e favoráveis para o mergulho. Da Capital, a distância para a Região dos Lagos fica entre 120 e 170 km, sendo que a cidade mais próxima é Saquarema e a mais distante é Arraial do Cabo. E o 2.º maior lago do país, com 220 km2, fica em Araruama.
A nossa escuna foi a "Betina", onde por azar me desequilibrei ao entrar nela e levei uma forte topada nos dedos do pé direito. Isso me excluiu de algumas brincadeiras durante a excursão, tais como: descer nas praias e dar mergulhos (em que alguns puseram o snorkel) no mar de Arraial. 
Fiquei no barco aplicando gelo nos dedos contundidos.
Elba e eu na escuna
Praias do Forno, Pontal do Atalaia e Farol foram as nossas paradas. Além disso, nagegamos perto da famosa Gruta Azul. Apesar do nome, a gruta só pode realmente ser vista com a tonalidade azul em períodos muito específicos do ano quando, ao nascer do sol, a luz invade a gruta e o reflexo da água modifica as cores do paredão de pedra.
A escuna contava com um DJ para animar os turistas a bordo com músicas (vá lá, músicas) da Anitta e de outros artistas do pop funk. E, quando um barco passava próximo do nosso, era aquela confraternização.
Conhecemos a bordo um senhor de nome Rosivaldo, residente em Goiás, com o qual batemos uns papos interessantes.
Às 17 horas, retornamos para terra firme e, no meu caso particular, enfrentei uma difícil caminhada até o "Deck dos Anjos", o restaurante em que tardiamente almoçamos. Em seguida, fizemos a viagem de volta para o Rio, tendo chegado ao Copa Sul por volta das 21h30.
No hotel, continuei com os cuidados para me recuperar da terrível topada. Substituindo o gelo, pela aplicação de um creme de diclofenaco que eu, como se pressentisse a necessidade, tinha trazido em minha bagagem.
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RIO DE JANEIRO E REGIÃO DOS LAGOS (1)

09/05, segunda-feira
Voo de Fortaleza para o Rio.
Saída do Pinto Martins às 2h40 e chegada ao Rio às 6h00. Café da manhã no restaurante "Pão de Queijo", no Aeroporto do Galeão, também conhecido como Antônio Carlos Jobim. Em carro requisitado por aplicativo (Uber), percorremos a Ilha do Governador, Fundão, Linha Vermelha, Tijuca,Túnel Rebouças, Lagoa com destino a Copacabana (Posto 6).
Check-in no Copa Sul, onde Natália, Rodrigo e Renan já estavam hospedados.
Caminhada em Ipanema: Praça General Osório e ruas do entorno, calçadão da Vieira Souto com vistas para a Pedra do Arpoador e o Morro Dois Irmãos.
O pico foi citado por Chico Buarque na canção Morro Dois Irmãos ("Dois Irmãos, quando vai alta a madrugada / E a teus pés vão-se encostar os instrumentos") e também por Antônio Cícero, na letra de "Virgem", de Marina Lima ("As luzes brilham no Vidigal / E não precisam de você / Os Dois Irmãos também não precisam").
Almoço no restaurante Belmonte, na esquina dessa avenida com a Farme de Amoedo, cujo proprietário é o cearense Antonio Rodrigues. A casa se destaca pelo pé-direito alto, seu grande salão principal e uma gigantesca estante com muitos títulos de bebidas. Os chopes que tomamos tiveram o acompanhamento de um frango à passarinho supercrocante.
Eu (à esquerda) e Rodrigo no Belmonte, Praia de Ipanema
À tarde, fomos ao Parque Lage (a visita ao palacete necessitava de agendamento) e à Lagoa Rodrigo de Freitas. Nesta atração geográfica, após percorrermos uma parte de seu perímetro de 8 quilômetros, alugamos por meia hora um pedalinho para um rolê aquático. E já era noite quando nos sentamos a uma mesa do restaurante "Badalado" para o consumo de sucos, pasteis e brownie com sorvete, além de um "prato infantil" pelo Renan.
Com 52 hectares de área verde, o Parque Lage foi um engenho de açúcar nos tempos de Brasil Colônia e conserva traços do período. O suntuoso palacete que abriga a Escola de Artes Visuais fazem do local uma viagem ao passado. Um espelho d'água emoldurado por montanhas no coração da Zona Sul. Como se não bastassem suas praias e florestas,os privilegiados bairros de Ipanema, Leblon, Gávea e jardim Botânico ainda contam com a beleza da Lagoa Rodrigo de Freitas. Circundada por uma ciclovia de 8 quilômetros e três parques com pistas de skate, quadras para a prática de esportes, bares e restaurantes, a Lagoa é um dos principais polos de lazer da cidade.
10/05, terça-feira
Jardim Botânico. Localiza-se no bairro Jardim Botânico, na zona sul da cidade do Rio de Janeiro. Uma das mais belas e bem preservadas áreas verdes da cidade, é um exemplo da diversidade da flora brasileira e estrangeira. Nele podem ser observadas cerca de 6 500 espécies (algumas ameaçadas de extinção), distribuídas por uma área de 54 hectares, ao ar livre e em estufas. A entrada é paga, há guias disponíveis e a visita pode ser feita a pé ou em carro elétrico.
O Jardim Botânico abriga também o Instituto Tom Jobim. Uma merecida homenagem ao compositor que, em muitas de suas canções, demonstrou o seu amor à natureza.
Criado em 1808 por Dom João VI, quando a Corte Portuguesa veio se exilar no Brasil, abriga espécies vegetais de várias partes do mundo num belíssimo projeto pasaigístico. Destaques para os exemplares de palmeira-imperial, muitos deles com mais de 150 anos, o cactário, o orquidário e o Chafariz das Musas, que fica no encontro de suas aleias (caminhos ladeados de árvores).
Natália com Renan (chorando), Elba e eu. Ao fundo, o Chafariz das Musas do Botânico.
Do Jardim Botânico fomos à Mureta da Urca, e desta à Praia Vermelha de onde partem os bondinhos que dão acesso ao Morro da Urca e ao Pão de Acúcar.
Esses relevos geográficos ficam bem na entrada da baía de Guanabara, sendo dois mirantes naturais que nos enchem os olhos: o Morro da Urca, com 227 metros de altura, e o Pão de Açúcar, 170 metros mais alto, de onde se vê a Baía da Guanabara, a imensidão do Oceano Atlântico, a Serra do Mar e grande parte da Cidade do Rio. O transporte oficial para eles é outro ícone carioca: seus charmosos teleféricos.
Porto das Carnes, um ambiente rústico e aconchegante em Copacabana onde almoçamos. É um restaurante que eu recomendo.
Perto dali, existe o Forte de Copacabana, um dos cartões postais do Rio de Janeiro. Abriga exposições permanentes sobre a história do Brasil e a atuação do Exército Brasileiro notadamente no período republicano. Na Confeitaria Colombo (um dos cafés que existem no interior do Forte) tomamos um delicioso café com chantilly. Às terças-feiras, a entrada no Forte é gratuita.
A ponta da pedra onde ele fica se lança no oceano e permite a quem vai até ali ter uma visão arrebatadora da praia de Copacabana. Construído em 1908 com o fim de defender militarmente a Baía da Guanabara, foi palco de importantes acontecimentos históricos, como o Levante dos 18 do Forte, em 1922.
Muita gente sobe na Pedra do Arpoador para contemplar o pôr-do-sol. Embora não fosse a hora, Natália e eu seguimos esse costume. Há uma estátua de Dorival Caymmi, próximo ao Forte de Copacabana, e outra de Tom Jobim, no calçadão da Praia do Arpoador.
À noite, meus familiares em passeio no Rio foram jantar fora. Decidi ficar no hotel redigindo esta nota.
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PRELIBANDO O RIO DE JANEIRO


Viajaremos logo mais para a Cidade Maravilhosa, onde nos encontraremos com a filha Natália, Rodrigo e o neto Renan, que já estão desde ontem (8) hospedados num hotel em Copacabana. Antes disso, eles ficaram uma semana conosco em Fortaleza, deixando-nos no dia 5 para comparecerem numa festa de casamento em Salvador.
Natália encarregou-se de elaborar o nosso roteiro turístico no Rio de Janeiro, no qual está previsto um passeio na Região dos Lagos.

LAMPIÃO EM RIBEIRA DO POMBAL-BA

Este registro icônico de Lampião com parte de seus cangaceiros foi feito em 17 de dezembro de 1928 em Pombal, Bahia.
Lampião, Ezequiel (irmão de Lampião), Moderno, Luís Pedro, Antônio de Engrácia, Jurema, Mergulhão e Corisco (Foto feita por Alcides Fraga e restaurada por Rubens Antonio)
O fotógrafo amador Alcides Fraga já estava nervoso antes de fazer a foto, mas a tensão só aumentou depois, quando Lampião exigiu ter a fotografia imediatamente, enquanto Fraga explicou que seria impossível porque precisaria levar o negativo para revelar em Salvador. Lampião deu um prazo de 3 dias e o jeito foi improvisar uma revelação com impressão precária da foto original. Outras cópias melhores surgiram após novas revelações.
http://pt.quora.com/qual-foto-historica-tem-muito- perigo-envolvido? - Rodrigo Faustino
http://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/o-maestro-marcado-para-morrer-apos-fotografar-lampiao-em-ribeira-do-pombal/ 
Em seu ensaio "Cangaço: Ecos na Literatura e Cinema Nordestinos" (ISBN 978-85-7564-864-3), com o objetivo de identificar como o cinema interpretou o fenômeno do cangaço, Vera Figueiredo Rocha analisou quatro destas obras cinematográficas: "O Cangaceiro", "Deus e o Diabo na Terra do Sol", "Corisco e Dadá" e "Baile Perfumado". Este último filme aborda os passos vividos pelo libanês Benjamim Abrahão, em 1936, para registrar as únicas imagens (em movimento) do bando de Virgolino Ferreira, o Lampião. O mascate Abrahão, que anos depois virou personagem de "Baile Perfumado", traçou uma estratégia bem sucedida para filmar os cangaceiros em suas atividades do cotidiano.
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2016/11/o-cangaco-e-o-cinema.html - Linha do Tempo

"VOX CLAMANTIS IN DESERTO"

Foi lançado na última quinta-feira (28), às 11 horas, no Auditório da Faculdade Rodolfo Teófilo (FRT), do Instituto do Câncer do Ceará (ICC), o livro contendo crônicas e ensaios, "Vox Clamantis In Deserto", do advogado e professor André Bastos Gurgel (foto), integrante do corpo docente da FRT.
A obra, prefaciada pelo etimólogo e frade franciscano Frei Hermínio de Oliveira, e o autor foram apresentados pelo Prof. Dr. Marcelo Gurgel Carlos da Silva, médico do ICC e também docente da FRT.
Da apresentação:
"Desde 2017, como autor convidado, André Gurgel toma parte na Antologia Anual da Sobrames/CE, estando esses seus trabalhos aqui enfileirados na Parte I. A Parte II reúne três trabalhos publicados na revista Scriptorium e um quarto já aceito para publicação nesse veículo oficial da Associação Brasileira de Bibliófilos.
Entre 2016 e 2018, publicou em inglês dezenas de artigos na home page da Carmenta School of Latin, uma escola dedicada a línguas clássicas sediada nos EUA; alguns desses artigos foram, oportunamente, por ele vertidos a nosso vernáculo a fim de integrar este livro, em sua Parte III. A Partes IV e V estão compostas, respectivamente, de alguns textos esparsos, publicados em outros veículos, e outros inéditos. A Parte VI, ao final, dispõe em anexo e em apêndices elementos que bem qualificam o autor deste livro." (MGCS)

O CANTAR ALEGRE DE UM VIVEIRO

Na década de 1970 e anos anteriores, grupos de seresteiros notivagueavam por nossa cidade, detendo-se aqui e ali para cantar sob os balcões de suas amadas.
Fortaleza era uma Conservatória.
Eu fazia parte de um desses grupos com sede em Otávio Bonfim. Contando com o emérito violonista Claudio Costa para acompanhar, revezava-me nos vocais com outros companheiros da boêmia suburbana. Até hoje não me esqueço da homérica desafinação que eu dei ao cantar "Eu não existo sem você", de Tom e Vinicius. Para agravar a situação, isso foi acontecer numa serenata dedicada a uma certa senhorita Godiva, irmã da professora de piano Mércia Pinto.
Uma serenata tinha lá seus preparativos. Começava pelo encontro dos integrantes do "belo canto" em algum bar ou restaurante da região (Pombo Cheio, Real Drinks, Avenida...), onde se decidia: 1) o que cantar e 2) quais seriam as donzelas prestigiadas pelo evento. Esvaziadas algumas cervejas, o time saía com alguém levando a cola dos nomes das canções escolhidas no verso de um maço de cigarros.
Certa vez, fizemos uma serenata numa casa que ficava na Parquelândia. O grupo era formado na ocasião por Claudio Costa, Francisco Dário, Fernando Antônio e outros, além deste escriba.
O Fernando Antônio tinha sido meu colega de turma na Faculdade de Medicina. Integrou-se ao grupo naquela noite por um mero acaso, e acho que foi ele quem nos levou até aquela casa na Parquelândia.
Aberto o portão da residência, atravessamos o jardim e acomodamo-nos em sua varanda. Com as lâmpadas apagadas, a pouca iluminação da varanda limitava-se ao luar. Notei que havia por lá uma grande gaiola com pássaros.
Deu-se início à serenata.
Ao bater (não intencionalmente) com meu cotovelo na gaiola, o choque provocou uma barulhenta revoada dos pássaros em seu interior. Vi que podia fazer isso mais vezes, sem que os demais participantes da seresta desconfiassem de que alguém estava a provocar a balbúrdia. Assim, ao ouvir-se uma nota mais forte, ou um acorde mais vibrante, lá eu dava uma sorrateira cotovelada na gaiola.
Nisso, alguém começou a cantar o "Chão de Estrelas", de Sílvio Caldas e Orestes Barbosa:
"Meu barracão no morro do Salgueiro
Tinha o cantar alegre de um viveiro."
Foi nesse ponto ("captei a vossa mensagem, amado mestre") que eu apliquei "a mãe de todas as cotoveladas". Daí eclodiu um barulho tamanho naquele viveiro, que fez com que o nosso grupo saísse às carreiras e desse por encerrada a serenata.

FAMÍLIA GURGEL, por Marcus Guedes

Bom dia, Paulo.

Quem está lhe escrevendo é Marcus Corrêa Lopes Guedes, mais um membro do clã dos Gurgel. Sou bisneto de Antônio Gurgel do Amaral, neto de Helena Gurgel Guedes, sua filha, que foi casada com Jayme Fernandes Guedes e sobrinho neto de Raimundo Fernando de Oliveira Gurgel e de Sebastiana Brito Gurgel, todos mencionados na página 217 do livro Na Trilha do Passado.

Espero acrescentar alguns dados a este brilhante trabalho de pesquisa, dados estes referentes a meus parentes mais diretos:

1) Minha bisavó consta nos registros como Maria Amélia Oliveira Gurgel, segundo Yolanda Fernandes Guedes, sua neta e minha tia, não existia o sobrenome Oliveira, sendo seu nome correto Maria Amélia Gurgel, como consequência, seus filhos também não possuem Oliveira no sobrenome.
2) No que diz respeito a meus avós paternos, Jayme Fernandes Guedes, que foi casado com Helena Gurgel Guedes, além de gerente do Banco do Brasil em Mossoró, foi também presidente do Departamento Nacional do Café no governo do Presidente Getúlio Vargas. Durante a segunda grande guerra, foi nomeado presidente da U.N.R.R.A organização internacional para auxílio aos aliados no fornecimento de alimentos. Após a guerra, tendo renunciado ao cargo o Sr. Castro Filho, ele assume a presidência do Clube de Regatas Vasco da Gama, termina esse mandato e é reeleito. Por fim torna-se empresário comprando a fábrica de papelão São Geraldo S/A.
Ambos já faleceram, meu avô no dia 2 de novembro de 1974 e minha avó no dia 16 de novembro de 1987.

Dessa união nasceram 5 filhos:
- Yolanda Fernandes Guedes. Falecida em 22 de outubro de 2015.
- Milber Fernandes Guedes. Falecido em 6 de novembro de 2019, foi casado com Nedda Corrêa Lopes Guedes (falecida em 10 de março de 1994) e dessa união nasceram 4 filhos: Milber Fernandes Guedes Jr, Manon Corrêa Lopes Guedes, Magnus Corrêa Lopes Guedes e Marcus Corrêa Lopes Guedes.
- Wanda Gurgel Guedes.
- Kleber Gurgel Guedes, casado com Maria Aparecida Fernandes Guedes e dessa união nasceram 3 filhos: Márcio Fernandes Guedes, Glauco Fernandes Guedes e Rafael Fernandes Guedes.
- Marluce Guedes da Franca, foi casada com Otávio Guedes da Franca (falecido) e dessa união nasceram 4 filhos: João Guedes da Franca (falecido em 14 de setembro de 2019), Suzana Guedes da Franca, André Guedes da Franca e Daniela Guedes da Franca.

MEMÓRIA. VÁRZEA ALEGRE E CRATO

No início da década de 1980, conheci Edmilson Alves de Sousa, então diretor do grupo "A Ferragista". O colega Marcus Cunha tinha pedido que eu escrevesse um artigo para ser publicado no "Informativo A Ferragista" (o periódico mensal da empresa dirigida por Edmilson), o que eu prontamente atendi. Daí em diante, passei a enviar com regularidade minhas colaborações (em geral textos humorísticos) para o Informativo.
A amizade se consolidou depois que o conheci pessoalmente e também passei a atender um de seus filhos em meu consultório particular.
Quando eu ia ao centro de Fortaleza costumava visitá-lo em seu escritório para bater dois dedos de prosa. Algumas vezes me convidou para festas: em seu apartamento, em sua chácara e até mesmo para a inauguração de uma filial de sua empresa.
Outra vez, convidou-me para viajar com ele ao Cariri, onde passaríamos um fim de semana.
Em Várzea Alegre, terra natal do Padre Antônio Vieira (o de "O Jumento, nosso irmão"), do compositor Luiz Sérgio Bezerra, de Otacílio Correia e de Vilani, esposa de Edmilson, comparecemos na sexta-feira à noite numa festa em que ele foi homenageado.
No dia seguinte fomos para o Crato. Edmilson tratou de negócios particulares por lá. E, à noite, fomos espairecer no Crato Tênis Clube.
No domingo, voltamos para Fortaleza. Uma viagem de 600 km apenas interrompida para o almoço num restaurante à margem da estrada.
À época, eu dava plantões noturnos aos domingos no setor de Emergência do Hospital de Messejana. Era esta minha preocupação: emergindo de duas noites mal dormidas... como enfrentar aquele plantão noturno de logo mais?
Então, estirei-me no banco traseiro do carro em movimento e, ajudado por uma providencial sonolência pós-prandial, consegui dormir profundamente um par de horas. E, para minha sorte, o plantão foi excepcionalmente calmo.
https://blogdopg.blogspot.com/2008/10/informativo-ferragista.html
https://gurgel-carlos.blogspot.com/2016/09/tres-periodicos-cearenses.html
https://gurgel-carlos.blogspot.com/2020/03/lancamento-de-livros-de-edmilson-alves.html
VANNICK BELCHIOR
Em 2020, por ocasião de um lançamento de livros escritos por Edmilson Alves de Sousa, conheci sua neta Vannick. E soube que ela é filha de Vilédia com o inesquecível compositor/cantor Belchior. Assim como o pai, Vannick, com o talento que demonstra possuir (crédito pela descoberta a Tarcísio Sardinha, o violonista do grupo musical que a acompanha), aqui trilha a sua carreira de cantora.

A DESPEDIDA DA MATRIARCA ELDA GURGEL E SILVA

Elda Gurgel Coelho (foto, quando jovem) nasceu em 11 de setembro de 1930, em Senador Pompeu, no Ceará, sendo a segunda filha do casal Paulo Pimenta Coêlho e Almerinda Gurgel Coêlho.
Acompanhou os pais em sucessivas mudanças de residências, empregos e viagens da família. Por volta de 1936, a família veio residir em Fortaleza. Elda cursou o Primário no Grupo Escolar São Gerardo e o Ginasial no Colégio da Imaculada Conceição e no Colégio Santa Isabel.
No início de 1946, Elda começou a namorar o Prof. Luiz Carlos da Silva, o Silva, ficando noiva logo em setembro. Nessa ocasião, ela era da Guarda de Honra feminina da Igreja Nossa Senhora das Dores e ele, Filho de Maria, dessa igreja.
Em 8 de fevereiro de 1947, Paulo Pimenta Coêlho morreu. Sem a imagem e o apoio moral, emocional e financeiro do seu pai, Silva e Elda anteciparam o casamento para 14 de agosto desse mesmo ano, em uma cerimônia simples.
Os nubentes foram morar nas dependências do Instituto Padre Anchieta, uma casa situada à rua Justiniano de Serpa, nº 53, de frente para a Praça do Otávio Bonfim. Os primeiros anos de vida em comum foram bem difíceis, coincidindo a contenção de numerários com a sucessão de gestações, principiadas logo após a consumação nupcial, compondo uma prole de treze filhos.
A trajetória de vida de D. Elda, entretanto, não se restringe ao relato de seu "glorioso" passado reprodutivo. Ela foi o esteio para a criação e a educação de tantos filhos, hoje homens feitos, maduros, convertidos em cidadãos de bem e de largo crédito no seio social cearense.
No entremeio de muitos afazeres domésticos, D. Elda ainda achou tempo para voltar a cultivar seus dons artísticos e para assumir compromissos religiosos e comunitários na Paróquia de Nossa Senhora das Dores, participando de diferentes pastorais e exercendo o Ministério Extraordinário da Eucaristia, por anos a fio.
Em agosto de 1972, o casal Luiz e Elda comemorou as Bodas de Prata da união matrimonial. Naquele momento, Paulo já se formara em Medicina e os três filhos subsequentes (Marta, Márcia e Marcelo) eram universitários, prenunciando o caminho a ser trilhado pelo restante dos filhos.
As celebrações das Bodas de Ouro do casal, em agosto de 1997, reuniram toda a descendência do casal, constituída de filhos e netos, e revelaram, para júbilo dos progenitores, famílias bem constituídas e todos os filhos diplomados e profissionalmente bem estabelecidos.
Nos quinze anos seguintes ao desaparecimento de nosso pai, extraído do convívio familiar em 20 de novembro de 2000, Dona Elda passou a dedicar-se mais intensamente a seus trabalhos de tapeçaria, assumindo, na viuvez, a postura de "matriarca" da família, sendo festejada e cortejada por seus diletos filhos, a quem os acolhia, com alegria, nos encontros domingueiros da família.
Nos seus derradeiros anos, marcados por insidiosa enfermidade, que gradualmente comprometia a sua capacidade cognitiva, ela sofreu, com resignação e estoicamente, diferentes agravos que minaram progressivamente a sua saúde física; porém, encontrou no carinho dos filhos o alicerce para manter-se fiel ao cumprimento das virtudes teologais que pautaram a sua longa existência, finda na madrugada de 9 de abril de 2022, quando a linha isoelétrica do eletrocardiograma acusou a sua partida ao encontro do nosso Pai Eterno a ser por Ele recebida nos páramos celestiais.
Requiescat in pace, querida "matriarca".
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
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Os membros da família Gurgel Carlos convidam os demais familiares, admiradores e amigos da Sra. ELDA GURGEL E SILVA, para a missa de sétimo dia a ser oficiada em sufrágio de sua alma, na quinta-feira, dia 14/04/2022, às 16h, na Igreja de Santa Edwirges, situada na Av. Presidente Castelo Branco, 600 (Av. Leste-Oeste), no Bairro Moura Brasil, Fortaleza-CE. Agradecemos pelo apoio a esse ato de fé e piedade cristãs.

SAUDADES ETERNAS DE ELDA GURGEL E SILVA

É com profundo pesar que informamos o falecimento aos 91 anos, na madrugada deste sábado (09/04), de nossa genitora ELDA GURGEL E SILVA. 
Viúva do professor e advogado Luiz Carlos da Silva, Elda faleceu de causas naturais no Hospital São Matheus onde se encontrava sob tratamento paliativo.
Deixa dez filhos, dezenove netos e vinte e três bisnetos.
O velório acontecerá hoje a partir das 16h, no Complexo Velatório Ethernus (Rua Padre Valdevino, 1688 - Aldeota, Fortaleza), com a missa de corpo presente a ser celebrada amanhã às 9h. 
Seu corpo será sepultado em jazigo da família no Cemitério São João Batista.
Mas a vida, que inspirastes / por um sopro, permanece / como germe imperecível / dum viver que não fenece.

TIROS DE GUERRA

Em minha Folha de Alterações de capitão médico do Exército, emitida pela Guarnição de Fortaleza, constam estas mudanças de funções que me ocorreram no 2.º semestre de 1976:
O BI n.º 175 do Hospital Geral de Fortaleza publicou ter deixado, em 18 de agosto de 1976, o exercício da Chefia do Pavilhão de Isolamento do HGF, por ter sido designado para a Chefia da CSV/TG e seguir destino.
O BI n.º 201 publicou ter reassumido, em 29 de setembro, o exercício da Chefia do Pavilhão de Isolamento, por término dos trabalhos na CSV/TG.
Traduzindo:
BI: Boletim Interno. Era rodado em mimeógrafos diariamente pelas unidades militares (quartel, hospital etc.)
CSV/TG: Comissão de Seleção Volante (do Serviço Militar)/Tiro de Guerra.
Foram 40 dias que estive em municípios cearenses com a missão de examinar os conscritos para os Tiros de Guerra. Para isso, botei meu carango na estrada, contei com a ajuda de instrutores locais (sargentos), acolhimento de prefeitos e ganhei diárias.
No Ceará, existiam 11 Tiros de Guerra. Estive em oito deles: Aracati, Limoeiro do Norte e Russas; Crato e Juazeiro do Norte; Quixadá, Quixeramobim e Iguatu. Ficaram fora do meu roteiro: Acaraú, Camocim e Itapipoca. Acredito que estes últimos municípios foram visitados pelo capitão médico Raimundo Queiroz, a quem coube também realizar a seleção em Tiros de Guerra no Piauí e no Maranhão.
Leitura complementar
Uma das formas de prestar o serviço militar é por meio dos Tiros de Guerra (TG) – órgãos de formação de reserva que possibilitam aos convocados, mas não incorporados em organizações militares da ativa, prestar o serviço militar inicial nos municípios em que estão residindo. Desse modo, os jovens convocados recebem instrução, conciliando-a com o trabalho e o estudo. No Tiro de Guerra, o atirador deverá permanecer por um período de 6 a 10 meses participando de atividades específicas das Forças Armadas e, ao término desse período, sendo licenciado das fileiras do Exército.
A organização de um TG ocorre em acordo firmado com os Municípios e o Comando da Região Militar. O exército fornece os instrutores (normalmente sargentos ou subtenentes), fardamento e equipamentos, enquanto a administração municipal disponibiliza as instalações. Por isto, geralmente, o prefeito se torna o diretor do Tiro de Guerra.
Na década de 2010, existiam mais de 224 TGs distribuídos por quase todo o território brasileiro. Anualmente, ingressam aproximadamente 12.000 atiradores no Exército Brasileiro.
O objetivo dos TGs é formar reservistas de 2.ª categoria aptos ao desempenho de tarefas nos contextos da Defesa Territorial e Defesa Civil. A formação do atirador é realizada num período de 40 semanas, com uma carga horária semanal de 12 horas, totalizando 480 horas de instrução. Há um acréscimo de 36 horas destinadas às instruções específicas do Curso de Formação de Cabos, e um terço desse tempo é direcionado para matérias relacionadas com ações de saúde, ação comunitária, defesa civil e meio ambiente.
Por curiosidade, a etimologia da palavra vem do latim tiro, termo usado para descrever novato, jovem soldado e recruta.
www.eb.mil.br/web/ingresso/servico-militar
pt.wikipedia.org/wiki/Tiro_de_Guerra

"MEDICINA, MEU HUMOR!". PREFÁCIO DA SEGUNDA EDIÇÃO

Em 2012, o médico e escritor cearense Marcelo Gurgel Carlos da Silva publicou “Medicina, Meu Humor! Contando Causos Médicos” (ISBN 978-85-901655-7-6), um livro em que ele reuniu uma série de hilários instantâneos dos quais participou como testemunha ocular, ou escutou-as em narrativas orais de seus colegas.
Tendo o prefácio do médico Dr. José Murilo Martins, da Academia Cearense de Letras, a referida obra encontra-se dividida em quatro Partes: I – Historietas infantis, 2 – Da medicina da UFC (em que fui o informante de duas das histórias, "Os Bilhetes do Sombra" e "Decisão Sacramental"), III – Do ensino médico e IV – Dos serviços médicos, além de um Apêndice.
Esgotada a tiragem inicial (de mil exemplares), o autor retorna com a obra em Segunda Edição (ISBN 978-65-996963-0-5), a qual ganhou a Parte V e a inclusão em seu Apêndice" de seis "Gaiatices do Paulo Ferreira", anestesiologista e notável causeur no meio médico cearense.
Nesta quinta Parte, denominada "Dos nossos tempos discentes da Medicina na UFC", Marcelo Gurgel deu roupagem literária a divertidas situações por que passaram cinco colegas acadêmicos da Medicina da UFC, nos anos setenta do século passado, cujos nomes são inteiramente fictícios. Mas, os fatos aqui narrados são verdadeiros, ponto.
O traço comum dessas novas histórias é que foram protagonizadas por colegas transferidos de outras universidades do Brasil e do exterior. Alguns dos quais mercê da artimanha de ter ascendência lusitana e de contar com a intervenção de embaixadas ou consulados da "terrinha" para dar início a uma graduação médica em Portugal. E, na sequência, possuídos de uma incontrolável saudade da pátria que Glauber Rocha chorou no exílio, terem engendrado o retorno ao Brasil.
Aqui chegados, graças a um processo de "repatriamento" adubado pelos famosos "jeitinhos" brasileiros, esses nostálgicos acadêmicos, depois de soltos no verde campus de Porangabuçu, revelar-se-iam, em algum momento, A/A (autores/atores) de esquetes da vida real. Se vivo estivesse à época, o dramaturgo Molière aplaudiria de pé o desempenho de tão jeitosa trupe.
Hilaridades à parte, entre eles, "havia aqueles que mostravam um excelente rendimento acadêmico, expresso em notas altas, e que, depois da formatura seguiram a formação pós-graduada e converteram-se em profissionais dedicados e competentes e bem avaliados por seus pares. Alguns desses assumiram uma carreira acadêmica como docente da própria UFC", ressalva Marcelo Gurgel.
Nas lavras dos causos (médicos e de outros setores ocupacionais), estou certo de que Marcelo continua a bamburrar.
Paulo Gurgel Carlos da Silva
De "EntreMentes" (http://blogdopg.blogspot.com) e
"Linha do Tempo" (http://gurgel-carlos.blogspot.com)
O "CAUSEUR" MARCELO GURGEL

LANÇAMENTO DO LIVRO "MEDICINA, MEU HUMOR! Contando Causos Médicos - 2.ª edição"

A Sociedade Brasileira de Médicos Escritores – Regional Ceará (Sobrames-CE) convida para a noite de autógrafos da 2.ª edição de "Medicina, meu humor! contando causos médicos", livro do médico e economista Marcelo Gurgel Carlos da Silva, cuja renda será revertida para as ações culturais da Sobrames-CE.
O livro e o autor serão apresentados pelo Dr. Paulo Gurgel Carlos da Silva, ex-presidente e sócio-fundador da Sobrames-CE.
Local: Espaço Cultural Dra. Nilza dos Reis Saraiva, na Av. Rui Barbosa, n.° 1.880 (altos) - Aldeota.
Data: 28 de março de 2022 (segunda-feira)
Horário: 20h.
Traje: Esporte Fino.
Dr. Raimundo José Arruda Bastos
Presidente da Sobrames-CE

Confirmar presença: 98616.8781 ou 3244-3807 (Sra. Orlania).
Uso obrigatório de máscara.

"O Ceará é celeiro de humoristas, bons ou maus, para todos os gostos, daí o trade turístico alardear, aos quatro ventos, estar aqui a "Terra do Humor", um território livre, onde impera a chacota, o chiste, o riso, mesmo a despeito de tantas mazelas que assolam o torrão cearense." (MGCS)
  1. SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Contando causos: de médicos e de mestres. Fortaleza: Expressão, 2011. 112p.
  2. SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. (org.). Portal de memórias. Fortaleza: Expressão, 2011. 200p.
  3. SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Medicina, meu humor! Contando causos médicos. Fortaleza: Edição do autor, 2012. 120p.
  4. SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da (org.). Meia-volta, volver! Médicos contam causos da caserna. Fortaleza: Expressão, 2014. 112p.
  5. SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da (org.). Ordinário, marche! Médicos contam causos da caserna. Fortaleza: Expressão, 2015. 112p.
  6. SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da (org.). Ombro, arma! Médicos contam causos da caserna. Fortaleza: Expressão, 2018. 112p.
  7. SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Ridendo castigat mores! Contando causos. Fortaleza: Expressão, 2019. 112p.
  8. SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Contando causos da mídia. Fortaleza. Expressão,2020. 108p.
  9. SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da (org.). Fora de Forma Médicos contam causos da caserna. Fortaleza. Expressão,2020. 108p.
  10. SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Medicina, meu humor! Contando causos médicos (2.ª edição). Fortaleza: Expressão, 2022. 144p.

BILHETE PARA O DR. EDUILTON GIRÃO

Estimado confrade Eduilton Girão, recebi o livro de sua autoria 1"Por Gratidão ou por Benquerer" (Expressão Gráfica e Editora, 2020). Muito obrigado! Estou encantado com o livro construído com biografias de parentes, colegas e amigos. Gentes da sua estima! Excelente ideia de homenagear as pessoas do seu Benquerer.
Você é um homem rico de amigos, os tem em todo lugar. Muitos deles fazem parte da Sobrames, ora prestigiados: 2Ana Margarida, Eurípedes Chaves Júnior, 1Marcelo Gurgel, Murilo Martins, 1Paulo Gurgel, Sebastião Diógenes e Vladimir Távora. Legal! Todavia, ouso dizer que a obra ficou devendo o verbete biográfico do próprio autor. Único senão do livro!
As "Palavras Introdutórias" da obra são a essência do seu ser, especialmente quando o notável Girão de Morada Nova ressalta a "importância de agradecer". Receba, pois, meus parabéns! A um só tempo, agradeço-lhe de coração ter sido contado entre os seus amigos. Uma homenagem que muito me cativa! Sei perfeitamente que essa homenagem é fruto do genuíno sentimento de gratidão ou benquerença que o nobre confrade tem por hábito consagrar às pessoas. Saiba meu prezado colega que estou muito agradecido com a distinguida deferência de o meu nome figurar como verbete em seu livro. Como se não bastasse tanta honraria, eis-me que a ordem alfabética dos verbetes fez a sua parte na minha fortuna. Pois, encontro-me ao lado do verbete do inesquecível 3Sérgio Gomes de Matos.
Por enquanto, um virtual abraço!
Sebastião Diógenes
Extraído de: "A Plenos Pulmões" (38.ª Antologia da Sobrames - Ceará). Marcelo Gurgel Carlos da Silva (org.). Fortaleza: Edições Sobrames. Expressão Gráfica e Editora, p. 293. ISBN 978-65-5556-286-6
1 http://gurgel-carlos.blogspot.com/2021/01/por-gratidao-ou-benquerer.html

MEMÓRIA. PETRÓPOLIS E TERESÓPOLIS

Trabalhei em Petrópolis neste hospital de psiquiatria, a Casa de Saúde Santa Mônica. Ainda existe (CNES 2275600). Um frenocômio de natureza privada, conveniado com a previdência social e que apresentava uma característica sui generis. O setor para pacientes femininos da instituição (foto recente) distava cerca de 9 km do setor para pacientes masculinos. O primeiro setor (onde funcionavam também a administração do hospital e o repouso do plantonista) ficava em uma colina do bairro Roseiral, na Estrada União Indústria, a caminho de Juiz de Fora. Já o segundo ficava em outro bairro mais próximo do centro de Petrópolis.
Meus plantões iam das 19 horas dos sábados às 19 horas dos domingos. E cumpri-os todos ao longo de um ano (de 1.º de março de 1973 a 28 de fevereiro de 1974). No horário das 19 às 24 horas é que aconteciam as admissões e as intercorrências Registrava as histórias clínicas e fazia as prescrições exclusivamente no setor feminino. Recolhia-me a seguir para o repouso. No dia seguinte, após o desjejum, deslocava-me em meu carro até o setor masculino, onde repetia as atividades anteriormente descritas. Um que me acompanhava na visita aos pacientes masculinos era o atendente Carolino (personagem de um dos causos do livro "Portal de Memórias").
Finda a visita médica voltava ao setor feminino. Almoçava. E passava a tarde numa sala a ler algum livro ou revista de medicina. Tentando, é verdade, não desviar minha atenção para o televisor que o Dudu deixava ligado no Sílvio Santos. Quase sempre um dos diretores do hospital, o Dr. Rodolpho Chauphaille, aparecia por lá e então batíamos um papo. Dentista por formação, era um administrador exigente e parecia gostar de mim.
Às 19 horas, concluído o plantão médico, logo mais eu baixava num dos points da cidade para me divertir. Um barzinho, um restaurante, um clube social... tendo como pano de fundo a tranquilidade e o clima serranos. Dormia num hotel modesto no centro de Petrópolis, onde o dono nunca acertava com o nome do meu posto no Exército. E, às 5 horas da segunda-feira, iniciava a descida da serra para uma nova semana de trabalho no Hospital Central do Exército.
Com a minha inesperada transferência para uma região de fronteira no Amazonas, não lamentei por ter deixado a Guanabara; Petrópolis, sim. Não cheguei a me hospedar no Palácio Quintadinha (ficou só na intenção), não visitei o Museu Imperial, o Palácio de Cristal nem a Casa de Santos Dumont. Comprei malhas em lojas da Rua Teresa. E, quando minha mãe visitou a Cidade Maravilhosa, acrescentei uma esticada a Petrópolis. Dona Elda adorou ter ido àquela casa de chá com roseiras no jardim.
Antes de partir para o Alto Solimões, me programei para uma despedida sentimental da serra fluminense. Não esquecendo de incluir no roteiro a vizinha Teresópolis (que eu ainda não tinha visitado). Viajando pela Estrada União Indústria, de Petrópolis até Itaipava, e deste distrito pela BR-495 até Teresópolis - um percurso de 53 km. Um agradável passeio em que me deixei maravilhar por cachoeiras, reservas da Mata Atlântica e montanhas sob uma manhã iluminada. E pelo Dedo de Deus*, com seus 1.692 metros de altitude, quase a me rogar para ser fotografado. 
Além de tudo, como entrava o país no reino da pagodeira, convidei minha irmã Marta e seu esposo João Cunha(do), meus companheiros de moradia no bairro da Glória, para irmos a um baile de carnaval no Clube Serrano de Petrópolis.
Tornei a ver Petrópolis mais uma vez. Na "quinta-feira de cinzas", em meu percurso para Fortaleza, onde passaria as férias antes de seguir para o Amazonas. E parei na Cidade Imperial por um motivo bem prosaico: sacar o FGTS e o último mês de salário que a Casa de Saúde Santa Mônica depositou em minha conta no Banco Real. Ia precisar de um reforço de caixa para a viagem que faria - por terra - a Fortaleza. Levando alguns pertences e o fusca cuja venda já estava apalavrada com meu genitor Luiz Carlos.
* na verdade, localiza-se no município de Guapimirim.
15/03/2022 - Esta crônica está sendo publicada quase um mês depois da tragédia que atingiu Petrópolis, quando fortes chuvas provocaram grandes deslizamentos de terras que deixaram muitas pessoas mortas, feridas e desaparecidas, pricipalmente na Rua Teresa, Alto da Serra e Morro da Oficina. Que a brava gente petropolitana consiga se recuperar desse período de dor e sofrimento.

A FLORAÇÃO DA PALMEIRA TALIPOT

Uma das três árvores plantadas em meados dos anos 1980, como parte de um projeto do paisagista Burle Marx, começou a dar flores no jardim do Centro Administrativo do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), no bairro Passaré, em Fortaleza. A florada, que tem chamado a atenção de moradores da região, só ocorre uma vez na vida e, depois disso, a palmeira morre.
A planta é a Corypha umbraculifera, chamada popularmente de talipot. Nativa do Sul da Índia e do Sri Lanka, ela pode chegar a 30 metros de altura. Mas é no topo que sua beleza se destaca, quando suas minúsculas  flores nascem. A palmeira exibe essas flores geralmente quando atinge entre 40 e 70 anos de idade.
Esta é a segunda árvore do tipo a florescer desde a chegada delas (a primeira floresceu em 2014). E a terceira árvore dessa leva de 1980 ainda não floresceu, mas a expectativa é que isso aconteça nos próximos cinco ou dez anos.
O processo de florescimento dura seis meses. Em um primeiro momento nascem as flores e, em seguida, ocorre a frutificação - o momento em que nascem os coquinhos. Como esse processo é o que antecede a morte da árvore, algumas novas mudas já foram plantadas no jardim do Centro Administrativo do BNB para garantir as próximas gerações.
Fonte: http://g1.globo.com/ce/ceara/noticia/2022/02/22/palmeira-de-quatro-decadas-tem-primeira-e-unica-floracao-no-ceara-video.ghtml
Meu filho Érico. que trabalha no BNB, enviou-me a foto da palmeira em floração (crédito: Fernando Cavalcante).