PROEZAS NÃO TENHO

Foto: Wikipédia
Um dia, ali pela década de 1960, telefonei para o poeta e jornalista Antonio Girão Barroso (foto), marcando um encontro com ele. Não o conhecia pessoalmente. O assunto: desejava mostrar ao poeta uma música que eu compusera para um de seus poemas.
Era um poema que tinha estes versos:
Proezas não tenho / minha vida é assim.
Antonio Girão morava no Centro, numa casa ao lado da Rádio Uirapuru. E, na hora combinada, estávamos eu e o violonista Cláudio Costa, a quem cabia me acompanhar (posto que eu ainda não tinha versatilidade para tanto) na apresentação da inédita canção ao compelido parceiro.
Finda a audiência, Antonio Girão disse que gostara muito da música. E autorizou-me, verbalmente, a fazer o uso que eu julgasse necessário à divulgação da mesma.
Quer dizer, nada. Pois essa canção, por desídia minha, é algo que até hoje só sobrevive em minha cabeça.
À saída, o poeta me perguntou o que eu achava de Caetano Veloso.
Sem saber o que ele também achava do compositor baiano, eu lhe respondi que não era a favor nem contra, muito menos, pelo contrário.

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