PONTE DOS INGLESES EM FORTALEZA, CEARÁ

A Ponte dos Ingleses começou a ser construída na orla de Fortaleza no início da década de 1920, com o objetivo de substituir a antiga Ponte Metálica, píer que funcionava como plataforma de desembarque no porto da capital cearense. Mas ela jamais foi usada como inicialmente planejada. As obras atrasaram e ficaram inconclusas, enquanto a centro portuário de Fortaleza foi transferido para a enseada do Mucuripe.
Um projeto de recuperação da Secretaria de Cultura do Estado do Ceará, iniciado em 1994, deu à Ponte dos Ingleses sua forma atual e a transformou em um dos pontos turísticos de Fortaleza.
Sua urbanização para o uso público é o resultado de um projeto dos arquitetos Fausto Nilo e Delberg Ponce de Leon, também responsáveis pelo projeto arquitetônico do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. Atualmente, a Ponte dos Ingleses conta também com um Núcleo de Proteção dos Golfinhos e uma Torre de Observação de Cetáceos.
Se você estiver por aqui, vale a pena dar um passeio e ver o pôr do sol nesta estrutura localizada na Praia de Iracema.
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PALESTRA NA ACEMES. PAREIDOLIAS

No próximo dia 21, segunda-feira, atendendo a convite do colega e amigo Dr. José Maria Chaves, presidente da  Academia Cearense de Médicos Escritores (ACEMES), darei início ao Ciclo Anual de Palestras dessa entidade, abordando o tema Pareidolias.
Local: Auditório do Núcleo do Obeso do Ceará (clínica bariátrica do Dr. Luiz Moura Jr.)
Endereço: Avenida Antonio Sales, 1540 - Fortaleza - CE.
Telefone: (85) 32461031
Dia e hora: 21 de janeiro, às 20 horas
22/01/2019 - Atualizando ...
Slideshow utilizado na palestra:

DRIBLANDO A CENSURA DO FAMILIAR

Transcrito do Blog do Marcelo Gurgel (*)
Entre 1936 e 1971, o Cine Familiar funcionou, sem interrupção, no Otávio Bonfim, agregado à quadra do Convento de Nossa Senhora das Dores, da Ordem dos Franciscanos Menores, situado em Fortaleza.
Os frades, com o propósito de zelar pela conduta moral de seus fiéis, e também clientes do seu cinema, efetuavam uma triagem dos filmes que poderiam ser ofertados, e, inclusive, dentre os selecionados para projeção, antecipadamente, cuidavam de ver as películas, autorizando cortes de cenas julgadas ofensivas à pudicícia, o que incluía o beijo na boca, até de casais românticos; cenas de sexo, explícitas ou não, sofriam a ação da tesoura, que truncava a sequência, de forma claramente perceptível pela assistência.
Narra-se, até mesmo, um episódio em que um frade, que acompanhava a exibição de um filme, notou que uma cena, cuja sentença capital fora expedida, escapara do corte. Ele, de pronto, sobe à sala de projeção, e interrompe, com a mão, a transmissão do trecho censurado. A atitude dele suprimiu apenas as imagens, enquanto as falas e os sons prosseguiram, o que despertou o protesto da assistência, manifesto em uma estrepitosa vaia.
Uma traquinagem dos pirralhos era bisbilhotar parcela do lixo do convento, pois os frades colocavam-no em um buraco, e ateavam fogo, como forma de destino final das partes censuradas dos filmes. Ao fuçar as cinzas, os aventureiros juvenis encontravam películas queimadas, e, por vezes, captavam pedaços não carbonizados, conformando pequenos troféus, que aguçavam a curiosidade da meninada.
Para os que tinham um pouco mais de recursos, essas preciosidades eram colocadas em uma cartela e apreciadas em um visor de slides; a maioria dos adolescentes, no entanto, considerando que “quem não tem cão, caça como gato”, montava um apetrecho, para visualização dos slides, recorrendo a uma caixa de madeira, em que se introduzia uma lâmpada incandescente, da qual eram removidos o bulbo e os filamentos, cheia de água limpa, deixando-a bem transparente. A caixa funcionava como uma câmara escura, e por meio de um orifício no exterior, à altura da lâmpada, os diapositivos podiam ser vistos ampliados e com maior nitidez.
Essas poucas relíquias, salvas do fogo, como se fossem as sarças ardentes não consumíveis, descritas no Êxodo, eram como a fênix, nascendo das cinzas, para corar as faces de garotos entrados na puberdade, despertando-os para os pecados da carne, e atiçando a vontade de conjugar o verbo conhecer, no sentido bíblico.
(*) Marcelo Gurgel Carlos da Silva, nascido e criado na Paróquia das Dores. É médico, economista, professor universitário, polímata e membro da Sobrames, ACM, ACEMES e Instituto do Ceará, entre outras entidades. 
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LINKS para outras notas publicadas em "Linha do Tempo"sobre o Cine Familiar:
O COMEÇO DO CINE FAMILIAR
O FIM DO CINE FAMILIAR
O MURO DAS FORNICAÇÕES - 1
O MURO DAS FORNICAÇÕES - 2
ENSAIOS SOBRE O CINE FAMILIAR
O CINEMA DE ARTE NO FAMILIAR

CURSO DE FÉRIAS: INTRODUÇÃO AO LATIM

A Diretoria do Istituto di Cultura Italiana di Fortaleza (ICIF), em sua programação de férias CONHEÇA A CULTURA ITALIANA, está oferecendo o Curso de INTRODUÇÃO AO LATIM (para iniciantes) que será ministrado pelo Dr. André Bastos Gurgel.
André Gurgel é advogado, com Especialização em Direito Previdenciário e em Direito Trabalhista, e cursa Doutorado em Direito Constitucional na Universidade de Buenos Aires-Argentina. É professor, intérprete e tradutor de algumas línguas modernas e estudioso de idiomas clássicos: latim, sânscrito e grego antigo. É docente efetivo da Faculdade Rodolfo Teófilo.
Serviço
Local: Auditório do ICIF.
Av. Miguel Dias, 80, bairro Guararapes, Fortaleza. Telefone: 3273-4166.
Datas: Dias 18/01, 25/01, 1/02, 8/02 e 15/02 de 2019 (quintas-feiras) Horário: das 18h às 19h30.
Investimento: R$ 400,00.
Transcrito do Blog do Marcelo Gurgel

RÉVEILLON DE 2019

Elba e Paulo
Passamos a virada do ano no "Quintal da Varjota". Foi uma decisão compartilhada no último dia de 2018, e não conhecíamos ainda esse restaurante em que iríamos comemorar a entrada do Ano-Novo.
No início da festa, um DJ com uma bagagem de boas remasterizações, dando ênfase a velhos sucessos de Jorge Ben, comandou o fundo musical.
Deliciosos petiscos e drinques do "Quintal" passaram com aprovação por nossa mesa.
A partir das 22 horas, rolou o show de Jessica Sousa e banda. Dedicada a um repertório internacional, Jessica é boa cantora. Ela revezou-se com o cantor Bruno Santyago que, trocando o palco pelo salão, fez a animação geral crescer alguns pontos. Levando o público a cantar com ele inesquecíveis canções dos "Mamonas Assassinas".
Adolfo, o cordial proprietário do estabelecimento, manteve-se atento a todos os detalhes que fizeram do evento um réveillon organizado.
Para ir e voltar, sem infringir a Lei Seca, usamos o Uber. Em situações de grande demanda, este aplicativo funciona, como se sabe, com suas corridas a preço dinâmico.

NATAL DE 2018 EM MOSSORÓ

(continuação)
24/12/2018 (segunda-feira)
O Corredor Cultural de Mossoró foi criado em 2017 com a finalidade de revitalizar a avenida Rio Branco. É um orgulho dos mossoroenses que o veem como um local de cultura, práticas esportivas, lazer e convivência.
Nesta manhã, retornei ao Corredor para completar com novas observações a visita feita no sábado. Além do Memorial da Resistência e da Praça da Convivência, nas quadras que foram resgatadas à avenida Rio Branco para a construção do Corredor, estão o Museu Municipal Dix-Huit Rosado, a Estação das Artes Elizeu Ventania, a Praça de Eventos, um parque de diversões e quadras para esportes coletivos e com equipamentos de ginástica.
Em frente ao Museu Municipal (com decorações natalinas em seu pátio) tirei o selfie ao lado.
[http://blogdoskarlack.com/dez-anos-do-corredor-cultural-de-mossoro/]
— Eu sempre tive muita curiosidade pelo cangaço. Meus pais são de Mossoró, a cidade de RN que, em 1927, conseguiu uma grande proeza. Evitar a invasão pelo bando de Lampião. A única cidade que conseguiu essa façanha. De fato, Lampião mandou na época um bilhete para o então prefeito Rodolfo Fernandes exigindo uma quantia em dinheiro. Se o prefeito não enviasse essa quantia, ele invadiria a cidade. O prefeito respondeu: "não vou mandar o dinheiro, e venha que eu estarei aqui para receber você e seu bando". Os homens da cidade se armaram (as mulheres foram levadas para o litoral), ficaram entrincheirados e o bando foi recebido com uma chuva de balas.
[Adriana Negreiros, autora de Maria Bonita - sexo, violência e mulheres no cangaço, em "Conversa com o Bial "de 13/11/2014.]
Ler também: CORONEL GURGEL E O BANDO DE LAMPIÃO, por Geraldo Maia
Fomos à tarde conhecer o Partage Shopping no bairro Nova Betânia. Não houve compras. Apenas footing e o almoço no Tábua de Carne, em cujo cardápio sobressaem os pratos regionais.
E a ceia de Natal foi no Thermas, onde Érico fez este selfie de grupo. Não, não estava com alguma afecção ocular. Saí com esse "ar camoniano" porque a lente de OD refletiu o flash excessivamente, nesta e em outras fotografias.
25/12/2018 (terça-feira)
Após o café da manhã, fiz uma caminhada afastando-me do centro comercial. Tomei a avenida Presidente Dutra, que se inicia em frente ao Hotel Ibis, no sentido do Alto de São Manoel.
A avenida Presidente Dutra é também notadamente comercial, com predomínio de concessionárias de carros, lojas do setor automotivo, oficinas de consertos de carros e motos. No percurso, passei por duas pontes que cruzam braços fluviais do Apodi-Mossoró.
Ao meio-dia, fizemos o check out no hotel e pegamos o caminho de volta para Fortaleza.
No mais, a oportunidade de vermos outra vez o parque eólico em Aracati, as bancas de cocos verdes na estrada (a R$ 1,00) e de pararmos para um almoço ao entardecer, no Eusébio, no "Lá na Roça", onde o sujeito pode chamar o garçom por meio de um chocalho.
Não deu para ir à serrana Portalegre. Fiquei me devendo.
(fim)