POR FALAR EM INFÂNCIA, NATAL E ANO-NOVO

Querido Amigo Paulo Gurgel do Coração Florido de Menino,
POR FALAR EM INFÂNCIA...
Por falar em verão de alegres azuis meio-dia, em dezembro risonho com cheiro de festa, em verde mar menino a acenar da minha janela entre bailados de golfinho, em Papai Noel a soprar cirandinhas da Infância tantas vezes revisitada em sonhares... Por falar em Infância, desejo Feliz Natal a todos nós que viramos "gente grande" sem perder a Poesia do Menino Jesus, sem perder a grandeza d’alma dos “miúdos”, como dizem os portugueses.
Diogo Fontenelle,
Aprendiz de Pastor da Infância

Nas redes da nossa Árvore de Natal gostaria de acolher todos os meus amigos. Feliz Natal e um Ano Novo de boas notícias, bons projetos e muita saúde!
Afranio e Beth

Guten Tag,
Wir freuen uns, Ihnen mitzuteilen, dass Andreas e Mirna Ihnen eine virtuelle Kisseo-Grußkarte geschickt hat.
Sie können die Karte ansehen, indem Sie auf den folgenden Link klicken:
Ihre Kisseo-Karte
Andreas e Mirna

Que as bençãos do Natal desçam sobre você e sua família, trazendo muita saúde, paz e realizações em 2016! Feliz Natal! Feliz Ano Novo! Abraços,
Auxiliadora Barroso

Desejo-lhe um novo ano com paz, alegria e saúde. Acho que está bom, né??? Abraços a você e sua família.
Celina Côrte

Feliz Ano Novo para você e seus familiares! Que 2016 seja de paz para humanidade! Abraço
Ana Rosemberg

Feliz Ano Novo, com muita saúde, paz e bênçãos de Deus para você e família. Um forte abraço.
Celi Pinto

Meus agradecimentos
– a Diogo Fontenelle (pela saudação poética) 
– a Afrânio e Beth (pela mensagem natalina)
– a Andreas e Mirna (pela mensagem natalina c/ cartão virtual)
– a Auxiliadora Barroso (pela mensagem natalina)
– a Meirinha e Denise (pela organização do almoço de Natal)
– a Márcia e Mêuris (pela organização do jantar de Natal)
– a JB Serra e Gurgel (pelo livro autoral NAS TERRAS DO SENHOR MEU PAI)
– a Maristane Macedo (pelo livro SMART, de Frédéric Martel)
– a Elba e Zaíra Macedo (por outros presentes)
– a Celina Côrte (pelos votos de Ano-novo)
– a Ana Rosemberg (pelos votos de Ano-novo)
– a Celi Pinto (pelos votos de Ano-novo)

CASAMENTO DE DIANA E JOÃO VICTOR

A cerimônia religiosa do casamento de Diana e João Victor, filha de Luciano Gurgel Carlos da Silva e Francisca Elsa Gurgel Cavalcante, e filho de Veridiano Pereira de Sales e Francisca Vânia de Freitas Sales, será celebrada hoje (26), às 20 horas, na Igreja da Paróquia Cristo Rei, em Fortaleza, Ceará.
Após a cerimônia, os convidados serão recepcionados no Teka's Buffet - Salão Prattes.
www.joaovictorediana.com
03/02/2016 - Atualizando a postagem pela inserção desta fotografia:

DOCUMENTÁRIO - HISTÓRIA DO FUTEBOL CEARENSE

Uma série de três programas da TV Assembleia Ceará que mostra A História do Futebol Cearense.
Parte 1
A chegada do futebol no Ceará, o surgimento dos primeiros times, os espaços e a criação de uma associação para organizar o futebol.
Parte 2
A inauguração do Estádio Presidente Vargas, os ídolos e a Era de Ouro do futebol cearense.

História do Usina Ceará: 13:28 - 13:55
Parte 3
Os tempos mais recentes do nosso futebol, a inauguração do Castelão, os ídolos do futebol cearense e sua relação com a torcida e a mídia esportiva.
Correspondência
Olá senhor Paulo Gurgel, bom dia!
Obrigado pelas indicações. Nesse meio tempo em que nos falamos consegui realizar algumas entrevistas. Entre elas, com o senhor Edmar Gurgel, que jogou no Usina Ceará.
Desde já, agradeço pelas intenções tão prestativas.
Muito obrigado!!!
Pedro Paulo Martins, pelo Gmail

MÉDICOS FORMADOS PELA UFC EM 1971 - OS OITO ENCONTROS DA TURMA

Anos e locais
1981 (10 anos) - Jantar dançante no Ideal Clube, em Fortaleza. Churrasco em um sítio.
1986 (15 anos) - Jantar no restaurante do Náutico Atlético Clube, em Fortaleza.
1991 (20 anos) - Coquetel (quinta-feira) na residência de Roberto e Sônia Lôbo, em Fortaleza. Fim de semana no Hotel Praia das Fontes, em Beberibe-CE.
1996 (25 anos) - Fim de semana (13 a 15 de dezembro) no Ytacaranha Hotel de Serra, em Meruoca-CE.
2001 (30 anos) - Jantar dançante (13 de dezembro, quinta-feira) no Alice's Buffet, na Cidade dos Funcionários, em Fortaleza. Almoço na casa do colega Nilo Dourado, na Praia das Fontes, em Beberibe-CE.
2011 (40 anos) - Fim de semana (11 a 13 de novembro) no Porto d'Aldeia Resort, em Sabiaguaba, Fortaleza.
2013 (42 anos) - Fim de semana (15 a 17 de novembro) no Hotel Dom Pedro Laguna, na Praia da Marambaia, Aquiraz-CE.
2015 (44 anos) - Fim de semana (13 a 15 de novembro) no Carnaubinha Praia Resort, em Luís Correia-PI.
Próximos encontros
2016 (45 anos) - em Fortaleza
2017 (46 anos) - em São Luís

LUBNOR GANHA O PRÊMIO AEDI DE RESPONSABILIDADE SOCIAL

A Petrobras/Lubnor ganhou o Prêmio AEDI de Responsabilidade Social 2015, dia 25 de novembro, no auditório Waldyr Diogo, no térreo da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC). O Prêmio AEDI de Responsabilidade Social visa o reconhecimento de indústrias que contribuam para o alcance dos Objetivos do Milênio (ODM) estabelecidos pela ONU. O prêmio tem o apoio do Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade e da FIEC. Além desse prêmio a Lubnor também conquistou o de destaque no 6º ODM - "Combater o HIV/Aids, a malária e outras doenças".
Dentre as dezesseis empresas que concorreram à premiação a Petrobras/Lubnor foi a empresa que obteve a maior pontuação. As empresas participantes foram: Aeris Energy; Aplha Metalúrgica; Amêndoas do Brasil; Biomátika; C. Rolim Engenharia; Cobap; Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP); Dias de Sousa Construções; Esmaltec; Gerdau; Isofarma; Nufarm; Petrobras-Lubnor; Romazi; Solar BR; Tintas Hidracor. Esta é a segunda vez que a Petrobras/Lubnor conquista a premiação. No ano de 2013, foi uma das vencedoras do Prêmio AEDI Responsabilidade Social no objetivo 3 "Igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres".
No centro da foto: Germano Gurgel com o troféu AEDI 2015
A seleção das empresas foi de acordo com as categorias de premiação, divididas em grupos temáticos dos ODM. O Júri foi composto pelo: SESI, FIEC, IFCE, Dialogus Consultoria em Responsabilidade social, Faculdade Mauricio de Nassau e o Orgão dos ODM. A entrega do Prêmio AEDI de Responsabilidade Social 2015 contou com a participação da consultora do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud/ONU) no Nordeste, Inalda Barros Béder.
Objetivos do Milênio:
1 Redução da Pobreza
2 Atingir o ensino básico universal
3 Igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres
4 Reduzir a mortalidade na infância
5 Melhorar a saúde materna
6 Combater o HIV/Aids, a malária e outras doenças
7 Garantir a sustentabilidade ambiental
8 Estabelecer uma parceria mundial para o desenvolvimento
Arquivo
LUBNOR SEM ACIDENTES - 2009 e 2012 | UMA MUDANÇA NA LUBNOR

LANÇAMENTO DO LIVRO "FREI LAURO SCHWARTE"

CONVITE
A Paróquia Nossa Senhora das Dores e o Instituto Frei Lauro Schwarte para Ações Sociais, Culturais e Educacionais têm o prazer de convidar V.Sa. e família para a solenidade de lançamento do livro "FREI LAURO SCHWARTE: apóstolo da juventude do Otávio Bonfim", cuja renda será revertida para a Creche Nossa Senhora Medianeira, mantida pela Paróquia.
O livro, organizado pelo Prof. Ac. Marcelo Gurgel Carlos da Silva, com a colaboração de discípulos e admiradores do Frei Lauro, será apresentado pelo Prof. Ac. João Martins de Souza Torres, docente da faculdade de Medicina da UFC e membro titular da Academia Cearense de Medicina.
Data e hora: 5 de dezembro de 2015 (sábado), às 20h
Local: Centro de Formação Santa Clara, Igreja Nossa Senhora das Dores, Bairro Otávio Bonfim
O livro é uma edição comemorativa dos 80 anos de nascimento do Frei Lauro.
Poesia
FREI LAURO, O LUZEIRO JUVENIL, por Diogo Fontenelle

ESTATÍSTICAS SOBRE OS SOBRENOMES GURGEL E GOURGEL

Gurgel
O significado deste sobrenome é desconhecido. [1]
Aproximadamente 36.286 pessoas no mundo possuem este sobrenome que é o 14.539º mais comum no mundo.
No Brasil, onde é o 567º do rank nacional, o sobrenome é usado por 35.170 pessoas.
Seguem em incidência Estados Unidos (429), Alemanha (303), Turquia (140), França (86) e Portugal (65).

Gourgel
O significado deste sobrenome é desconhecido. [2]
Aproximadamente 22.884 pessoas no mundo possuem este sobrenome que é o 22.508º mais comum no mundo.
Em Angola, onde é o 93º do rank, o sobrenome é usado por 22.609 pessoas.
Seguem em incidência Portugal (194), Inglaterra (22), Estados Unidos (15), Holanda (13) e Espanha (12).
Fonte: http://forebears.io/surnames
Dados de 2014
N. do E.
[1] Ler: GURGEL - ESPECULAÇÕES SOBRE A ORIGEM DO SOBRENOME
[2] Aparente variante de Gurgel com 92% de similaridade fonética. Ler também: A FAMÍLIA GOURGEL

LUÍS CORREIA - 2ª. PARTE

14/11/2015
Acordei muito cedo e fui caminhar. |  Após o café da manhã, uma parte da turma saiu para um city tour em Luís Correia. |  Preferi permanecer nas dependências do Carnaubinha, a fim de conversar com colegas que há tempos eu não via. | Novas e velhas histórias foram contadas e recontadas, entre boas risadas. | Sem bafômetros à espreita, entornei umas cervejotas como nos velhos tempos. | À noite, um jantar dançante para nós, médicos formados em 1971. |  A comissão organizadora contratou um fotógrafo para registrar as principais cenas da festa. |  Ponto alto da encontro: um show do humorista João Claudio Moreno. (Se quisesse, o humorista piauiense seria igualmente um grande cantor.) | Entoamos o "Parabéns pra Você", em torno do "Bolo dos 44 Anos", e houve ainda o sorteio de alguns brindes. | Ao me retirar para dormir, muitos dançavam animadamente ao som de "Fogo e Paixão", do Wando.
PG: com Elba, no jantar dançante
JCM constitui um dos casos raros nos quais a quantidade equipara-se ao suprassumo do que conhecemos por qualidade. Incorpora, com incomum maestria, desde Mão Santa e seus conhecidos "causos", até o Rei do Baião, Luiz Gonzaga, e suas inesquecíveis canções. Dá vida desde baluartes irreverentes do Humor (dos quilates de Chico Anysio e Dercy Gonçalves, por exemplos), até episódios verdadeiramente cômicos que se põem a envolver famigeradas autoridades religiosas. É capaz de fazer uma caricatura humana de Caetano Veloso, melhor do que qualquer um, e de dar uma autêntica aula de História e Geografia do Piauí para Jô e todo Brasil, em Rede Nacional de Televisão. Escreve o próprio texto, alimentando-se deste no palco como se tais linhas constituíssem, aos seus sentidos, o mais saboroso dos manjares. Reinventa-se a cada espetáculo, e faz com que seu público renove, periodicamente, os laços de fidelidade para com sua essência de artista genial.
15/11/2015
Café da Saudade, no restaurante do Carnaubinha. |  Alguns colegas discursaram  para agradecer a acolhida, e foi divulgado que os nossos próximos encontros serão realizados em Fortaleza (2016) e São Luís (2017) | Cada participante recebeu das mãos de Lia um bolo na caneca para levar como lembrança. | Check-out, às 10 horas e meia | Rodovias utilizadas no retorno a Fortaleza: PI-116, de Carnaubinha a Camurupim, BR-402, de Camurupim a Granja, CE-362, de Granja a Sobral, BR-220, de Sobral a Fortaleza | Distância e duração da viagem: 465 quilômetros e 8 horas | Com paradas para o almoço, na Churrascaria Chicão (ainda existe), em Sobral, e para o reabastecimento do carro em Itapajé (quando um frentista de índole samaritana preparou um café para debelar o meu sono).
Sobre os 1.020 quilômetros rodados, por 3 rodovias federais e 4 rodovias estaduais, devo elogiar a manutenção que lhes é dada atualmente. Todas elas são asfaltadas, estão bem conservadas e, em geral, bem sinalizadas. Isso não acontecia, uns 15 anos atrás, quando a BR-222 (por exemplo) era tomada por crateras e, para ir a Tianguá, o cristão precisava desviar-se para as rodovias estaduais, o que tornava a viagem mais demorada.
Colegas participantes
Em ordem alfabética: Antonio Casanovas, Antonio Carlos Portela, Antonio Lages, Antonio Newton Timbó, Artur Pereira, Carlos Alberto Soares, Clóvis Rodrigues, Ercílio Guimarães, Francisco José Batista, Hugo Lopes, José Leite, José Luiz da Paz, José Rocélio, José Roosevelt Luna, José Tarcísio Diniz, Jucionou Coelho, Maria Alice Pessoa, Maria Auxiliadora Bezerra, Noelma Pessoa, Otaviano Benevides, Paulo Gurgel, Roberto Marques e Sônia Maria Lôbo. Aproximadamente vinte familiares dos colegas presentes também participaram do encontro.
Agradecimentos especiais
Ao casal Artur Pereira e Lia, de Teresina, e as colegas Maria Auxiliadora e Sônia Lobo, de Fortaleza, que estiveram à frente da organização deste evento bem sucedido.
Ao casal Newton Timbó e Sônia, que distribuiu a todos nós uma flâmula com o poema "Surpresa" de Cecília Meireles. Este belo poema foi o texto para análise na prova de Português, no Vestibular de 1966, da Universidade Federal do Ceará.
A Otaviano Araripe, que me presenteou com o CD autoral "Só Fox", que contém uma coletânea de músicas interpretadas por ele.
Comentários
Very nice, Dr. Paulo!
Hugo Lopes
– Valeu, Paulo Gurgel! Bela descrição de sua viagem e do nosso encontro. Foi realmente muito bom. Esperamos que em 2016, possamos encontrar com mais colegas. Abraços extensivos à sua esposa.
Auxiliadora Barroso
– Como é bom rever os amigos e relembrar dos velhos tempos. Foi o que faltou em nosso encontro de Otávio Bonfim.
Edmar Gurgel
– Bom dia! Fiquei feliz ao receber noticias; um grande abraço neste casal.
Maria Tereza Coimbra
– Boa noite, Paulo! Seguem as fotos prometidas. Estou enviando aquelas em que vocês estão. Se quiserem outras me avisem que eu as enviarei. Um abração na Elba e outro em você!
Júlia Portela
Da esquerda para a direita: Íris, Portela, Paulo, Elba e Júlia

TIANGUÁ E LUÍS CORREIA-PI

Motivo da viagem: Comemoração dos 44 anos de formatura em Medicina pela UFC (aka Turma Andreas Vesalius, de 1971)
Local do encontro: Carnaubinha Praia Resort, em Luís Correia-PI
Período: 12 a 15/11/2015
12/11/2015
De Fortaleza a Tianguá pela BR-222 | Parada para tomar o café da manhã, com queijo assado e tapiocas, num restaurante à beira da rodovia, em Croatá | Trechos de maior tráfego na BR-222: de Fortaleza até a entrada do Pecém; nas proximidades de Sobral e durante a subida da serra (10 quilômetros) por dificuldade para ultrapassar caminhões e uma carreta  | Distância e duração da viagem: 328 quilômetros e  5 horas e meia | Hospedagem e almoço no Serra Grande Hotel | Caminhada vespertina por Tianguá e visita à Biblioteca Municipal para doar um exemplar do livro "PORTAL DE MEMÓRIAS" [1] [2] [3] [4] | À noite, passeio de carro pela cidade percorrendo a Av. Pref. Jaques Nunes, a Praça dos Eucaliptos e o entorno da Rodoviária, onde se concentram as lanchonetes e os restaurantes de Tianguá.
O município de Tianguá, com 75 mil habitantes, é a cidade-polo da Região de Ibiapaba. Suas principais fontes de renda são o turismo e a produção de frutas e hortaliças. Está na rota do tráfego pesado para o Piauí e estados vizinhos. Muitas vezes, já estive em Tianguá a serviço da Secretaria da Saúde do Ceará, hospedando-me quase sempre no Serra Grande. Atualmente, a cidade já dispõe de outras opções no setor de hotelaria, como o Hannover Flat, embora este não pareça ser mais interessante do que o Serra Grande.
13/12/2015
Acordando cedo para postar notas nos blogues | O forte calor da véspera cedera lugar a uma temperatura amena | Após o café da manhã, continuamos nossa viagem para Luís Correia | Rodovias utilizadas: CE-187 até Viçosa do Ceará, CE-232 até a divisa do Ceará com o Piauí, PI-213, passando por Cocal, até o entroncamento com a BR-113, BR-113, passando por Parnaíba, até Luís Correia, PI-116 até a estrada para a Praia de Macapá e, finalmente, o acesso privativo para o Carnaubinha Praia Resort. | Cético que sou, não tive nenhuma premonição diante de uma raposa prateada que jazia à beira de uma estrada. | Distância e duração desta parte da viagem: 222 quilômetros e 4 horas. | Ao chegarmos, por volta das 13 horas, encontramos a maioria dos colegas e seus  familiares reunidos no hall do Hotel. | Muitos haviam chegado no dia anterior em um micro-ônibus fretado.
A MENSAGEM DE BOAS VINDAS
Por ocasião do check-in, recebemos da Comissão Organizadora o documento com a programação do encontro, o crachá de participante e uma camisa alusiva ao evento, além de nos ser oferecidos os drinques de boas vindas. | No restante da tarde, descansamos em nossa acomodação. | Aproveitei o tempo livre para "blogar".
O Carnaubinha é um resort de praia inaugurado há cerca de 3 anos. Chega-se lá por um acesso privativo de 1,5 km, a partir de uma estrada que conduz à Praia de Macapá (ver mapa). O resort é  muito bonito e suas acomodações são amplas e confortáveis. O wi-fi funcionou bem o tempo todo. Faço algumas restrições quanto aos pratos servidos. Elba me disse que havia pedras (coral) na praia em frente. E ventava muito, o que só é problema para quem tem cabelos longos.
À noite, conforme estava previsto no programa, aconteceu a abertura do encontro no deck da praia. | Artur Pereira discursou em saudação à Turma e vários colegas também usaram da palavra, | Em seguida, após assistirmos a um show pirotécnico, nos dirigimos todos ao restaurante do resort para um jantar de confraternização. | No restaurante, o televisor transmitia o Brasil x Argentina pelas eliminatórias da Copa. Súmula da partida: 1 x 1.

MEMÓRIA – USINA CEARÁ (4)

O clube Usina Ceará não era apenas o time de futebol que disputava brilhantemente os campeonatos cearenses.
Também tinha as equipes de futebol de salão (como se pode ver na fotografia abaixo) e de volibol.
Time: Real, do Usina Ceará
Ano e local da foto: 1967, na sede do Usina Ceará, na Bezerra de Menezes
Em pé: Aurílo, Paivinha, Baginha e Marcos.
Agachados: Edmar Gurgel, Carlos Alberto, Amilton Melo e Dudu.
O Amilton Melo é quem você está pensando: o grande atacante do futebol que eternizaria a marca de seu talento jogando por times do futebol cearense, especialmente o Fortaleza. Em 1974, ajudou o Tricolor de Aço a se sagrar bicampeão, no recém inaugurado estádio Castelão. ao marcar dois gols na partida final contra o Ceará. Naquele fim de campeonato, o Tricolor de Aço venceu o seu maior rival três vezes num curto espaço de uma semana: 4 a 0, 1 x 0 e 3 x 1 foram os placares. Amilton Melo fazia parte do "quadrado de ouro" do técnico Moésio.

LANÇAMENTO DA 32ª ANTOLOGIA DA SOBRAMES-CE

CONVITE


A presidente da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores – Regional Ceará, Dra. Celina Côrte Pinheiro, convida para o lançamento do livro Ritmo Literário, a 32ª Antologia da Sobrames-CE.
A Antologia será apresentada pela professora Aíla Sampaio, membro da Academia Cearense de Língua Portuguesa e da Academia de Letras e artes do Norte e Nordeste.

Local: Auditório da Unimed Fortaleza
           Avenida Santos Dumont, 949 - Aldeota
Data: 10 de novembro de 2015
Horário: 19h30
Traje: esporte fino

AS CEM EDIÇÕES DO JORNAL DA GÍRIA. UM MARCO NO MUNDO GÍRIO

J. B Serra e Gurgel (de Acopiara), jornalista e escritor
Não poderíamos deixar passar em branco o aniversário das cem edições do Jornal da Gíria, em 16 anos. e que pode ser acessado no www.cruiser.com.br ou no www.dicionariodegiria.com.br.
Temos quase a mesma idade da Internet no Brasil.
Começamos com a Cruiser, um dos primeiros provedores de Internet no Brasil, a partir de Niteroi/RJ, onde vivemos e crescemos para resgatar o patrimônio gírio do Brasil.
Tivemos dois formatos de apresentação. Este é o segundo. Confesso que está na hora de uma mudança. Neste território livre, o conservadorismo é mortal.
Quando começamos, fomos pioneiros, não havia muita informação sobre Gíria. Fomos nos aperfeiçoando e tentamos, na medida do possível, datar e localizar a gíria, a partir da primeira citação. Para isso foram igualmente importantes os registros do livros que foram escritos praticamente no idioma gírio
Havia outros sites de busca, antes do surgimento do Pai Google de Aruanda
Em todos eles, quando a busca era Gíria sempre aparecíamos em 1º lugar. Fosse com o Jornal da Gíria (quase tudo que se publicou no Brasil sobre gíria foi registrado pelo Jornal) que tem um apreciável acervo, fosse com o Dicionário de Gíria, a caminho da 9ª. edição, podendo chegar aos 40 mil verbetes.
Sem concorrência, rapidamente chegamos aos 500 mil acessos. Uma referência.
Com a concorrência, passamos dos 600 mil mas estamos distantes de 1 milhão.
De qualquer forma, somos uma referência em gíria. Com um compromisso com a língua portuguesa, com a língua falada dos povos de língua portuguesa, com a língua viva, com a evolução da linguagem, pois é assim que caminha a humanidade, voltada para o futuro sem desprezar o passado.
Foi-se o tempo em que a gíria era a linguagem da malandragem, dos marginalizados, dos pobres, dos negros. Hoje, a gíria é a segunda língua dos brasileiros de todas as classes sociais, nível de escolaridade e gênero.
A gíria era utilizada pelo rádio e pelos jornais populares, que hoje usam e abusam da gíria e dos regionalismos. Os jornais da elite escreviam na linguagem padrão. A televisão resistia. Hoje, os jornalões usam a gíria com aspas, itálico ou negrito e a televisão aberta incorporou o idioma gírio nas suas novelas para alcançar e se identificar com as classes C, D e E.
As periferias e os grupos sociais exclusivos que foram emergindo expandiram de forma exponencial a fronteira gíria, com grafiteiros, surfistas, banhistas, funkeiros, rappeiros etc. Igualmente se acentuou a gíria tecnificada com os bordões publicitários e do humor.
Mas estão em curso profundas mudanças na linguagem, sem que se saiba onde vão parar. O internetês, o sms , o facebuquês e as redes sociais estão impondo uma nova linguagem e, por consequência, uma nova língua. Quem for podre vai se arrebentar. Os cascos da língua portuguesa, depois de 500 anos de navegação em mares tranquilos, estão avariados.
As academias de Letras do Brasil e de Portugal, que se omitiram indecentemente nas comemorações dos 300 anos da gíria na língua portuguesa e nos 100 anos da gíria no Brasil, não estão nem aí para as mudanças estruturais na língua.
O acordo linguístico se preocupa com hífen, trema e acentos, e se esqueceu do principal: o ensino da língua que é um fundamento da nacionalidade.
Brasil e Portugal são países de baixos índices de leitura.
As livrarias estão sumindo
Os livros estão sumindo.
O português arcaico (antigo) tem um patrimônio de 500/600 mil palavras. O português atualmente abrigado na linguagem padrão tem um acervo comum aos países de língua portuguesa de 250/300 mil palavras.
A massa não conhece 5% desse universo.
Em alguns países da comunidade dos países de língua portuguesa, como Angola e Moçambique, há muitos dialetos tribais, além da gíria.
No Brasil, recorre-se com intensidade aos regionalismos, próprios de determinadas áreas, e à gíria que não é totalmente nacional, pois deriva do regionalismo.
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MÁQUINA DE UM TEMPO

Estreou no dia 24 deste mês, com reprise no dia 25, o documentário "Máquina de um Tempo", da TV Assembleia Ceará, entrevistando pessoas que utilizaram ou que ainda utilizam máquinas de escrever.
Elas contam as memórias e as histórias vividas com este importante instrumento de escrita.
São entrevistados o médico pneumologista Sergio Gomes de Matos, o cronista esportivo Silvio Carlos, a jornalista Márcia Gurgel (irmã deste blogueiro), o colunista social Lúcio Brasileiro e o radialista e escritor Narcélio Limaverde, dentre outros.
Vídeo

No documentário, há também o depoimento de Aldenor de Souza, um mecanógrafo, que é o profissional (CBO 9543-05) que presta assistência técnica a essas máquinas. Ainda em atividade na Loja das Máquinas, no centro de Fortaleza, Aldenor resolvia os "grilos" da minha máquina de escrever. Hoje, para me avir com os "bugs", os profissionais são outros.
Cearense resiste ao tempo com loja de máquinas de escrever aberta há 50 anos, Tribuna do Ceará / UOL
CBO = Classificação Brasileira de Ocupaçoes, online

ENCONTRO DOS MÉDICOS DA TURMA UFC 1971 EM LUÍS CORREIA-PI

Prezado colega,
Estamos organizando, sob a coordenação do Artur Pereira e José Luiz, o nosso encontro de 2015, em Luís Correia/PI.
Período: 13 a 15 de novembro de 2015.
Local: Carnaubinha Praia Resort
Entre no site do hotel (carnaubinhapraiaresort.com) para conhecer as instalações e fazer as reservas.
O local é excelente e o mais importante são os colegas que você vai rever.
Em caso de dúvida, contate-nos. Esperamos encontrá-lo lá.
Mais informações serão repassadas.
Abraços.
Sonia e Auxiliadora
MEMÓRIA
Folheando a minha agenda de 1994, encontrei estes dados referentes a uma viagem que fiz, acompanhado de Elba e de nossos filhos Érico e Natália, às cidades de Ubajara, Luís Correia e Parnaíba. Na época, Érico tinha 9 anos e Natália, 4, e eu possuía um Monza.
Período: 5 jul 94 (terça-feira) a 10 jul 94 (domingo)
Roteiro: Fortaleza, Ubajara, Sete Cidades e Luís Correia (660 km). Parnaíba, Viçosa, Tianguá, Fortaleza (527 km). Total: 1239 km
Os dados foram complementados pelas lembranças.
Ubajara (Pousada da Neblina)
www.neblinaparkhotel.com.br
O Neblina Park Hotel é um hotel de serra na Região da Ibiapaba, localizado a 100 metros do Parque Nacional de Ubajara, cujas atrações principais são a visita à Gruta e o passeio de bondinho. Na década de 1980, já havia visitado a gruta e passeado no bondinho quando me hospedei em Ubajara, a caminho de Teresina onde participaria de um congresso médico. O que eu não esperava, no retorno à Gruta, acompanhado da mulher e de inquietas crianças, foi encontrá-la com o chão tão escorregadio.
Parque Nacional das Sete Cidades
www.icmbio.gov.br
Situado no município de Piracuruca, no Piauí, o Parque é um local de preservação dos ecossistemas da região (cerrado e caatinga). O local recebe esse nome por conta dos agrupamentos de formações rochosas apelidados de cidades pelos moradores da região. Um guia acompanhou-nos durante a longa visita, que foi feita utilizando-se do meu carro, A oitava cidade tinha a visitação proibida, desde a década anterior, para manter intocável o seu potencial de pesquisa. Num dado momento do passeio, deparamo-nos com uma inesperada cachoeira. À saída do parque, Elba e as crianças almoçaram uma galinha à cabidela, o prato único de um tosco restaurante.
Luís Correia (Rio Poty Hotel)
www.riopoty.com
O Rio Poty era um hotel novo, com 40 apartamentos e bastante confortável. Fica na praia de Atalaia, perto do centro de Luís Correia, e havia sido inaugurado no ano anterior. Pedi a Elba que me tirasse os pontos de uma cirurgia de cisto a que me submetera em Fortaleza. Na praia, tive o dissabor de ver a incisão cirúrgica abrir-se por completo. Elba me fez um curativo compressivo e, daí para frente, deixei a incisão cicatrizar por segunda intenção. O resultado não ficou bonito, mas enfim.
Parnaíba (Hotel Cívico)
www.hotelcivico.com.br
Era um hotel meio antigo, situado no centro da cidade. Não, não fomos conhecer o Delta do Rio Parnaíba. É um passeio demorado, e havia o risco de não retornarmos a tempo de ver pela televisão a partida das quartas-de-final da Copa do Mundo. Realizada nos Estados Unidos, naquele sábado (9 jul 94), a seleção do Brasil enfrentou a seleção da Holanda. Súmula do jogo: Brasil 3 x 2 Holanda. A seleção comandada por Carlos Alberto Parreira, e tendo Romário e Bebeto como principais ídolos, vinha apresentando um futebol pragmático. A 17 jul 94, o Brasil se sagraria campeão jogando contra a Itália.
Paulo Gurgel

O PARQUE E A POUSADA DAS ANDREAS

Seu André tinha um sítio em Pacatuba. O local era muito procurado pelas pessoas que queriam tomar banho nas águas que descem da serra da Aratanha formando pequenas cachoeiras.
Esse riacho, que tem origem no açude Boaçu é uma das nascentes do Cocó.
Com a morte do proprietário, o sítio passou a ser administrado pelas três filhas solteiras de Seu André. E o local ficou sendo chamado de Bica das Andreas.
Algum tempo depois, o Sr. Reginaldo Ponte construiu uma pousada numa das esquinas da praça da Igreja Matriz que, todos os anos, serve de palco às representações da Paixão de Cristo em Pacatuba. Como ficava no caminho da Bica, da qual dista uns poucos passos, os donos da pousada a designaram de Pousada das Andreas.
A Pousada é hoje gerenciada por Régia e dona Socorro, respectivamente filha e viúva do Reginaldo. E o Balneário Bica das Andreas, hoje chamado de Estação Ecoturística Parque das Andreas, encontra-se atualmente sob a administração municipal. Esta foi o modelo encontrado para preservar um dos ecossistemas mais belos da Região Metropolitana de Fortaleza.
Serviço
Local - Sede do município de Pacatuba, na rua Carlos Costa do Carmo, atrás da Igreja Matriz
Ingressos - 4,00 | 2,00 para crianças e idosos
O restaurante funciona aos sábados e domingos, e os quiosques abrem diariamente
http://www.oestadoce.com.br/noticia/pacatuba-e-um-dos-locais-mais-atraentes-da-serra-da-aratanha

MISSA DE SÉTIMO DIA PARA ENGELBERTO MOURA CAVALCANTE

A igreja da Paróquia Nossa Senhora da Glória, na Cidade dos Funcionários, na noite da última quinta-feira (dia 1º), registrou o comparecimento de um grande número de pessoas para a missa de 7º dia que foi celebrada em intenção da alma do médico Engelberto Moura Cavalcante.
Engelberto, Dr. Moura ou simplesmente Beto, como muitos o conheciam, desfrutava da admiração e respeito de uma grande legião de amigos e deixou um legado inesquecível das boas ações que ele praticou ao longo da vida.
Ele faleceu no dia 25 de setembro, enquanto estava internado na UTI do Hospital São Carlos submetendo-se ao tratamento de uma grave doença hepática.
Possuía graduação em Medicina pela Universidade Federal do Ceará (1971–1976). Era médico do Centro de Saúde Aparício Bezerra, em Maracanaú, da Cooperativa dos Médicos Emergencistas do Ceará (CEMERGE) e plantonista do 3º turno das regionais I, III e V de Fortaleza. Tinha grande experiência na área da Medicina, com ênfase em Clínica Geral, Medicina do Trabalho e Saúde da Família.
Após a missa, foram lidos tocantes depoimentos de familiares e amigos de Beto, destacando-se o testemunho de sua irmã Evanilda.
Engelberto será sempre bem lembrado por todos que o conheceram.

VILAS FERROVIÁRIAS EM FORTALEZA

Em Fortaleza, em 26 de dezembro de 1938, é lançada a pedra fundamental das casas para empregados da RVC (Rede de Viação Cearense) em Otávio Bonfim, entre as ruas Joaquim Barbosa, Bela Cruz (atual Quintino Bocaiuva), Dom Jerônimo e Justiniano de Serpa; e na Aldeota, na atual Rua Alfredo Prudente, paralela à João Cordeiro, com entrada pela Tenente Benévolo. As casas financiadas pela Caixa de Aposentadorias e Pensões têm como construtor Pedro Arruda Campos. Os dois atos são prestigiados pelo diretor interino da Rede, engenheiro Humberto Monte, pelo interventor federal, Meneses Pimentel, e pelo engenheiro José Abreu Paleta, presidente da Caixa. Em nome dos funcionários, fala o ferroviário Cornélio Diógenes.
Fonte: Dissertação OS FERROVIÁRIOS NA CARTOGRAFIA DE FORTALEZA: REBELDES PELOS CAMINHOS DE FERRO, de Nilton Melo Almeida, para a obtenção do título de Mestre em História Social pela Universidade Federal do Ceará.
Sinopse do livro editado pela SECULT/CE.

CASAMENTO DE PAOLA E IGOR

A cerimônia religiosa do casamento de Paola e Igor, filha de David Zanotelli e Márcia Virginia de Almeida Zanotelli, e filho de Gaudêncio Gonçalves de Lucena e Márcia Maria Macedo de Lucena, será celebrada hoje (26), às 18 horas, na Capela do Mosteiro de São Bento, em Fortaleza, Ceará.
Após a cerimônia, os convidados serão recepcionados na Costa do Sol, chácara dos pais do noivo, no município do Eusébio.
30/09/2015 - Atualizando a postagem com a inserção desta fotografia:
Igor e Paola, recém-casados,
brindando na festa de recepção do casamento.
Fotógrafo: Rogério (Balada In)

O CÃO QUE CHUPA MANGA E O QUE COME MARIOLA

Ao Sr. Luciano Hortencio:
Cão que chupa manga não é capeta!
A origem da expressão "cão chupando manga" não tem nada a ver com alusões ao demônio. É bem mais curiosa, na verdade. Contam os da geração de meu pai, nascido ainda em 1929, que a expressão surgiu entre os estudantes do ensino fundamental por conta de um cachorro, personagem dos livros didáticos usados naquela época. O cão fazia de tudo no livro, desde o trivial como comer, correr, dormir, até fatos inusitados como chupar manga. A expressão, aqui em Pernambuco, significa alguém capaz de tudo, tão habilidoso quanto o cão do livro do segundo ano, capaz até de chupar manga. Note-se a forma específica do gerúndio, pois no livro, o cão estava chupando uma manga, não tinha chupado nem ia chupar, daí que se diz que Fulano "é o cão chupando manga". Igual ao do livro. Outra expressão menos conhecida, mas relacionada, é "Beltrano é o cão do terceiro livro" que sugeria que se o do segundo livro era tão prendado, avalie-se o cão do terceiro livro do ensino primário. A associação com o demo ocorreu com o tempo, já que o termo cão como sinônimo de diabo é bem mais conhecido do que o personagem do livro didático da primeira metade do século XX.
Silvio Campello
Caro Silvio Campello!
Cão que chupa manga não é capeta nem, muito menos, inusitado.
Eu tinha uma casinha no distrito chamado Campestre, no município de Trairi - Ceará. Antes de ser murado todo o terreno, os cachoros da vizinhança livravam-se do sol da tarde no grande terraço que circundava a casa.
Pois bem. Em época de manga, a gente via praticamente todos os cães levando mangas para saboreá-las no terraço e só a soltavam quando o caroço estava totalmente descarnado.
Era a época em que os cães da localidade ficavam bem mais gordos, lustrosos e felizes.
Luciano Hortencio
Ao cearensólogo Luciano Hortencio:
Esse cão chupando manga guarda alguma relação com o cão comendo mariola?
Paulo Gurgel
Caro Paulo Gurgel!
Fizeste-me vir água à boca e olha que eu nem sou o capiroto. Saudade enorme das antigas mariolas, enroladinhas na palha da bananeira e que vez por outra a gente encontrava um fragmento "mei durim" nela... Seria "preda"?
Sei lá! Só sei que morro de saudade de comer pelo menos uma dúzia de mariolas das "das antigas". Queria também beber três copázios do Pega Pinto do Mundico, pra acompanhar um cabelouro bem cozido. Aliás, diga-se de passagem que fiquei bonito desse jeito às custas de comer cabelouro atrás da porta da sala de jantar.. rsrsrs
Grande abraço do teu conterrâneo,
PS: Não achei sequer uma foto das mariolinhas enroladas na palha da bananeira... Só industrializadas!
Luciano Hortencio
Caro Luciano Hortencio!
O cabelouro cozido e comido atrás de uma porta, enquanto o feioso se concentra na fisionomia de uma pessoa bonita – com a qual quer ficar parecido –, é uma receita acreditada. Mas tem uma dificuldade quase intransponível: ninguém consegue cortar a dentadas esse duro ligamento da nuca do boi. Talvez você já fosse um cabeça-chata apolíneo – muito antes de mascar o seu primeiro cabelouro.
Paulo Gurgel
Ao Paulo Gurgel:
O cabelouro realmente é duro pra dedéu, porém a textura do ligamento da nuca do boi, chamado cabelouro, a gente não consegue cortar a dentadas e sim no puxavante. É só ir separando as tirinhas e comer inteirinhas mesmo. Só que não se pode esquecer que tem que comê-lo detrás de uma porta!
Valeu a pena o sacrifício... rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrs
Luciano Hortencio
Ao Sr. Luciano Hortencio:
Duas mariolas...
Taturanous

"Tocar na banda / Pra ganhar o quê? / Duas mariolas /E um cigarro Yolanda."
Onde o fórum acima aconteceu:
http://jornalggn.com.br/blog/lucianohortencio/to-com-a-macaca-me-deixa-pular-por-jns-e-luciano-hortencio

DOS ANOS DOURADOS AOS ANOS ILUMINADOS DO OTÁVIO BONFIM

CONVITE
Com prazer, convidamos os amigos e conhecidos, para o encontro de congraçamento dos que passaram sua juventude no Otávio Bonfim, compreendendo o período dos Anos Dourados aos Anos Iluminados, sob a benfazeja inspiração seráfica, que vai do Frei Teodoro ao Frei Lauro.
O encontro acontecerá às 19h, do dia 17/09/2015, no Salão de Santo Antônio, da Paróquia de Nossa Senhora das Dores, local escolhido por preservar, em seu recinto, um clima de saudade, permeado das mais caras lembranças.
O evento contará com projeção de slides e de vídeos e abrirá espaço para alguns depoimentos de representantes das diferentes gerações, de jovens das décadas de cinquenta a oitenta, como um indicativo da afeição ao bairro que abrigou tantas pessoas dignas e honestas.
A Comissão Organizadora
Crédito da imagem
Igreja de Nossa Senhora das Dores, do Otávio Bonfim, em dia de Procissão de São Francisco de Assis. Reprodução de uma pintura em óleo sobre tela, de Tarcísio Garcia, notável e prestigiado pintor cearense, com fortes raízes nesse bairro de Fortaleza. Esta imagem ilustrou a capa do livro "OTÁVIO BONFIM, DAS DORES E DOS AMORES - Sob o olhar de uma família", de autoria de Marcelo Gurgel.
18/09/2015 - Atualizando ...
O evento, que teve como mestre de cerimônia o jornalista Tom Bastos, constou de palestras, projeção de slides e vídeo, galeria de pôsteres, entrega de placas de homenagem e discursos de agradecimento, e encerrou-se com um coquetel à base de refrigerantes e salgadinhos para os convidados. Parabéns à Comissão Organizadora formada por Edmar Gurgel, Vicente Moraes e Marcelo Gurgel que tudo planejou para garantir o sucesso do Encontro.

AS REZADEIRAS DOS SERTÕES

Diogo Fontenelle

Ó piedosas rezadeiras dos sertões dos desvalidos!
Mulheres iluminadas, desposadas pelo Mais Além
A benzer as criancinhas e os enfermos combalidos...
Livrai-nos, Nosso Senhor, do mau olhado, amém!

Venham ramos benzidos de arruda e manjericão,
Massagens com sebo de porco caititu e carneiro,
Chás de erva cidreira, malva, camomila, e agrião,
Escapulário no peito com a gravura do padroeiro...

Rezadeiras dos sertões, madrinhas dos pecadores,
Orai pelos sertanejos penitentes entre desalentos,
Orai por todos nós, pequenos e singelos pastores,
Perdidos pelo caminho a mercê dos maus ventos...
xilografia de Marcelo Soares

A PRIMEIRA PLANTA DA CIDADE DE FORTALEZA

WIKIPÉDIA
Primeira representação de Fortaleza, de 1726, no período de instalação da Vila de Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção do Siará Grande. No desenho, são notáveis os principais símbolos de poder da vila colonial: o forte, o pelourinho, a casa de câmara e cadeia, a igreja e a forca.

MEMÓRIAS DA CIDADE: REPRESENTAÇÕES DE FORTALEZA NO MUSEU DO CEARÁ
por Natália Maia Sousa
Vê-se, na figura acima, a primeira planta da cidade – desenho atribuído ao capitão-mor Manuel Francês –, oriunda de 1726, coincidindo com a instalação da Vila de Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção. Os traços do desenho da vila, sem a qualidade técnica que denota o trabalho de um profissional, apontam, entretanto, as construções mais importantes da época. Mostram-se, dentre outros elementos, as edificações destinadas a usos religiosos e político-administrativos, localizadas nas imediações do Forte de Nossa Senhora da Assunção, evidenciando a influência da edificação militar na disposição dos prédios e no crescimento urbano. No entorno do Forte estão localizadas, por exemplo: a igreja matriz, o pelourinho, a casa de câmara e cadeia, a forca etc.
A primeira planta da cidade aparece como importante representação simbólica do núcleo urbano, pois expressa de forma direta, a partir da disposição dos edifícios e equipamentos da época, os lugares do
poder militar, político, administrativo e religioso, mostrando como o controle colonial se impunha diante da vila. Sobre isso, é importante ressaltar que, contrariamente a diversas outras vilas do Ceará, a vila de Nossa Senhora da Assunção não nasceu de uma missão religiosa e sim a partir de uma função estratégico-militar, com a fixação de um forte para proteção e defesa do território.
Assim, pode-se ver como a ordem urbana era fixada pela metrópole, por meio de marcos no espaço físico. No entorno do forte, estavam o local da ideologia cristã, representada pela igreja matriz, a sede do poder político local, representada pela casa de câmara e cadeia, a autoridade local materializada na violência e força, representada pela forca, e o símbolo da emancipação local, representada pelo pelourinho. Assim, as principais instituições públicas da época concentravam-se ao redor do forte, configurando um núcleo que definia os lugares de exercício do poder, além de assegurar a ordem urbana.
Extraído de: http://www.repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/6376/1/2011-DIS-NMSOUSA.pdf

FAZENDINHA DO JOÃO VICTOR

As porteiras da minha fazendinha estarão abertas para comemorarmos meu 1º aninho!
João Victor
23/08/2015, às 18 horas
Golden Kids Buffet
Rua Gilberto Studart, 280 - Cocó
Meu sobrinho-neto João Victor é filho dos médicos José Orlando da Costa Filho e Vanessa Gurgel Adeodato.

PESAR POR VITÓRIA HOLANDA GURGEL COELHO (19/01/1997–13/08/2015)

"Quero tua risada mais gostosa / Esse teu jeito de achar /Que a vida pode ser maravilhosa / Que a vida pode ser maravilhosa..."
("Vitoriosa", de Ivan Lins e Vítor Martins)
Faleceu na quinta-feira passada (13), em Mossoró-RN, a jovem VITÓRIA HOLANDA GURGEL COELHO. Era filha de Maria Tereza Vieira Holanda e Sílvio Gurgel Coelho.
Hoje (20) foi celebrada a missa de sétimo dia, na igreja da Paróquia Nossa Senhora da Paz, em Fortaleza, pela alma de Vitória.
"Obrigada, filha, por nos fazer seus pais e por nos fazer mais humanos, mais crédulos de que o Amor tem a profunda capacidade e transformar e de nos fazer vitoriosos. E muito obrigada por você ter vindo, nossa filha, e nos confiar essa missão de investir em você e de lhe fazer uma grande Vitória.
Um beijo muito grande em seu coração e nunca esqueça do nosso amor e e de que você sempre foi a luz de nossos caminhos e de que vai continuar sendo, só que agora como um anjo e um Ser de luz."
(trecho final da mensagem a Vitória escrita por seus pais, Maria Tereza e Silvio)

A CANECA DENTADA

Na visita que fiz ao Museu Municipal de Uberlândia um dos objetos em exposição logo me prendeu a atenção por alguns minutos. Era uma caneca de flandres com dentes nas bordas. Para que, diabos, serviriam aqueles dentes, por sinal bem pontiagudos, num utensílio doméstico em geral utilizado para matar a sede de alguém. Uma placa por perto dava toda a explicação. Aquela caneca era para ser usada apenas para tirar a água de um pote, quando precisava transferi-la para uma quartinha, por exemplo. Quem quisesse beber daquela água (boa e fresca do pote de barro) sem ferir os lábios que fosse apanhar outra caneca para esse fim.
Como o púcaro, por exemplo. O púcaro era uma caneca de alça comprida, tipo concha, para tirar água do pote. Uma modalidade de caneca menos agressiva, portanto.
Procurei na internet alguma imagem de caneca dentada para ilustrar esta nota, mas em vão. De maneira que lanço mão de uma foto de má qualidade que eu mesmo tirei na ocasião.
Para finalizar, transcrevo do site Malagueta um artigo de Raul Lody, que é antropólogo, museólogo, pesquisador na área de alimentação com diversos livros publicados e, entre outras atividades, idealizador do Museu de Gastronomia Baiana.
Água de pote, água de beber
A boa água é essencialmente limpa, e quando fresca melhor ainda. São muitos os imaginários sobre a água, e a esses imaginários integram-se os cenários culturais e sociais que ritualizam esse tão precioso líquido.
Água de pote é uma categoria regional, uma tipologia de "lugar" para a água na casa. É a água guardada em potes de barro com várias características estéticas. Geralmente um pote de barro pode comportar de dez a vinte litros de água.
Além de ser um utensílio, o pote é também um objeto fundamental por preservar a água de beber; ele exibe e comunica: "temos água, água boa porque está no pote".
Quase sempre os potes têm tampas de madeira que são feitas especialmente para o uso doméstico. Ainda, é comum que a boca do pote esteja protegida por uma toalha de pano, pano alvíssimo, como se atestasse uma qualidade de limpeza, assim, a água ali guardada é tão limpa, tão pura, quanto a brancura do pano.
Normalmente, o pote está na cozinha ou, como ocorre em muitas casas do Nordeste, ou em ambiente único da casa. O pote quase sempre, nesse contexto, ocupa um tipo de mobília chamada de banca de pote, que é "entronizado" com destaque na casa.
Geralmente no entorno do pote estão às fotografias da família, os quadros de santos, ou outras informações visuais importantes que são concentradas e exibidas próximas ao espaço da água; assim, como os copos, as canecas, as cuias, e as meias cabaças, que são para se beber a água, e também os utensílios para se retirar a água dos recipientes.
Vê-se o aproveitamento do coco seco para se fazer o "coco d’água" – tipo de caneca especial para se retirar a água do pote. Há outro tipo de utensílio para se retirar água do pote que é feito de flandres, e apresenta as bordas dentadas, justamente para evitar que se coloque na boca, e assim se mantém a água limpa e boa para o consumo.
Sem dúvida, o pote participa do processo de decantação das impurezas da água, pois as águas chegam de muitos e diferentes lugares.
O pote confere à água odor e sabor especial que vem do barro. Essa água é comparada à “água de quartinha”, que é outro tipo de recipiente de barro, só que de uso individual, para conter e servir água.
Há a tradição de se dizer que: "água de quartinha e água de pote são mais gostosas". Atribui-se por isso uma qualidade especial a esse tipo de armazenagem.
Esses recipientes mostram as possibilidades de preservação da pureza desse tão preciosos líquido para o consumo humano. Esse é um processo tradicional de filtragem. Como ainda acontecem com os tradicionais filtros de barro, alguns artesanais e outros industrializados.
Beber água de pote é um componente da construção do paladar, é a inclusão de um novo sabor que também está na comida preparada com esta água de sabor especial e peculiar.
O pote na maioria dos casos é a única opção de se ter água "potável" em casa. São milhares de casas no Nordeste, na região amazônica, e em outras regiões que utilizam esse utensílio como sendo a única maneira possível de acondicionar água.
A água de pote é um forte retrato da vida de milhares de brasileiros que ainda recorrem a esse costume para se ter certa qualidade na água que é destinada ao consumo na casa. Água para se beber e para se fazer comida.
Em outros cenários é crescente o cuidado gastronômico no consumo da água, inclusive numa valorização que requer até os serviços de um "sommelier" especializado para água.

VÍDEOS. FAMÍLIA GURGEL DO AMARAL VALENTE, DE ACOPIARA-CE


Parte 1

Parte 2

(vídeos lembrados por Fernando Gurgel Filho, de Brasília)

RECORDANDO MEU PAI

Celina Côrte Pinheiro
celinacps@yahoo.com
médica e filha do sr. Cândido Côrte

Confesso, sem pejo, minha especial admiração por meu pai. Simples, elegante no vestir, simpático, bem-humorado, profissional comprometido, dinâmico, era querido e respeitado em Ribeirão Preto, sua cidade por adoção. De segunda a sexta-feira, eu era obrigada a manter minha vida escolar em dia a fim de me dedicar ao lazer, sem qualquer culpa, nos fins de semana.
O sábado e o domingo eram destinados ao Clube de Regatas, onde aprendi a pescar, colocar minhoca no anzol sem sentir nojo, remar, nadar, jogar bocha etc. Acordava cedo para acompanhá-lo ao clube e, se meu sono ultrapassasse 8 horas da manhã, ouvia ruídos insistentes de meu pai batendo em uma lata, segundo ele, para atrair as andorinhas. Uma mentirinha saudável, pois o que ele queria mesmo era me acordar. Minhas primeiras aulas de disciplina pessoal!
Sempre o admirei por seus diferentes saberes, não obtidos através da educação formal, mas de sua inteligência e autodidatismo. Era um homem bom e cultivava valores como a honestidade, a pontualidade, a sinceridade... Não era religioso, mas cioso de seus deveres para com os outros. Um cristão, na verdadeira acepção da palavra!
Aos 18 anos, saíra de uma cidadezinha escondida no mapa para seu primeiro emprego na megalópole São Paulo. Foi o único entre 12 irmãos a ter a coragem de enfrentar novos e inquietantes desafios. E venceu! Ensinou-me também a ter essa coragem e força para enfrentar o que meu próprio enredo reservava, ensinando-me intuitivamente a identificar pessoas. Uma grande e útil lição!
As regras em nossa casa eram claras. Às refeições, não permitia brigas ou conversas em demasia. Apreciava o silêncio. O abandono de restos de alimento no prato era proibido e ele exemplificava com a própria vida na pobreza da Itália. Ensinou-me a não ter “olho grande” para a comida e a colocar no prato apenas o suficiente para me alimentar. Se quisesse mais, poderia repetir, sem desperdiçar.
Tolerância zero para desperdícios em geral.
Nunca me estimulou a namoros precoces. Eram vedados e, quando os namoricos adolescentes aconteceram, não lhe eram revelados. Mas ele percebia a mudança de meu comportamento e me olhava diferente. Eu sorria meio desconcertada, pois não apreciava trair-lhe a confiança.
O tempo se encarregou de lhe impor limites e sua vida se transformou em um incômodo fardo. Não se preparara para isto, reagia contra sua incapacidade e o dever de aceitá-la, sabe-se lá por quanto tempo. Tinha pressa, mas a vida não foi feita para atender nossos caprichos, mas nossos merecimentos.
Na madrugada de um dia, acordou, sentou-se à borda do leito, pediu água, bebeu-a e se calou. Realizou sua última queda livre na própria cama. Minha mãe pensou tratar-se de mais uma de suas brincadeiras. Não era... Desligou-se do fio da vida com a mesma pressa de sempre. Não se prendeu ao leito, nem deu trabalho aos familiares. Fez-se pássaro e voou célere para outra dimensão.
Artigo publicado em 08/08/15, no Jornal de Hoje, O POVO on line

BRINCADEIRA TEM HORA

Coronel médico R1 Dr. Sidney Marques
In: "Humor na Caserna"
Em 1998, a seleção de Quixeramobim classificou-se para a final do XXV Campeonato Cearense Intermunicipal de Futebol, tendo como adversário a seleção de Boa Viagem.
Um grupo de abnegados dirigentes procurou-me no Hospital Regional dr. Pontes Neto, solicitando ajuda para hospedar a seleção em Fortaleza. No mesmo instante, liguei para o comandante do 23º Batalhão de Caçadores que, de pronto, atendeu a solicitação.
Para tornar o apoio ainda mais significativo, designei a psicóloga do Hospital Militar, tenente Isoletina, para fazer uma palestra motivacional para o grupo.
Acertados os detalhes com os dirigentes da seleção, fui tirar o meu plantão de final de semana naquela cidade do sertão central.
A delegação chegou a Fortaleza sábado à tarde e, após a palestra, todos saíram para jantar nas proximidades da Igreja de Nossa Senhora de Fátima.
Ao retornarem ao quartel, um gaiato, em vez de entrar pelo portão das armas, resolver pular o muro próximo à guarita, que fica vizinha à residência dos oficiais.
Ilustração: Benes
O insolente por pouco não levou um tiro do soldado sentinela e ainda conseguiu criar um incidente de grandes proporções, com o envolvimento do oficial de dia e de toda a guarda do batalhão. Até mesmo o comandante teve que se deslocar ao quartel para resolver o imbróglio. Por muito pouco, não foram desalojados do 23º BC.

LANÇAMENTO DO LIVRO "HUMOR NA CASERNA"

Noite de autógrafos de Humor na Caserna, de José Luciano Sidney Marques
Apresentação: Paulo Gurgel Carlos da Silva
"O coronel médico Sidney Marques brinda a todos com o seu livro Humor na Caserna, contendo uma centena de histórias reais, marcadamente hilárias, em sua maior parte, por ele vivenciadas no decorrer de sua jornada verde-oliva. Estou certo de que a presente obra, robustecida por tantas situações engraçadas, conduzirá os leitores a um momento de descontração, regando de forma bem-humorada, a seriedade e a aridez do nosso viver." ~ Marcelo Gurgel
"No livro Humor na Caserna, Sidney Marques retrata, com muita sensibilidade, uma centena de "causos" ocorridos no ambiente austero das unidades militares onde serviu. Da maioria deles foi protagonista, em outros, coadjuvante ou mero espectador." ~ Saraiva  Junior
Ficha técnica
Título: Humor na Caserna | Autor: José Luciano Sidney Marques | Revisão gramatical: Prof.ª Tereza Lucia Fontele | Capa: Audifax Rios | Ilustrações: Benes | Projeto gráfico: Sidney Marques e Brenno Araújo | Diagramação: Alexssandro Lima | Gráfica: Expressão | Ano: 2015 | 140p. :il. | ISBN: 978-85-420-0608-7
Serviço
Dia e hora: 31/07 (sexta-feira), às 19h
Local: Parque Recreio - Salão de Eventos
Endereço: Avenida Rui Barbosa, 2727 - Fortaleza-CE
Traje: esporte fino
01/08/2015 - Atualizando a postagem com a inserção de uma fotografia
Paulo Gurgel (eu) fazendo a apresentação de "Humor na Caserna"

O BAR DO CHAGAS FECHA AS PORTAS

Caros biriteiros,
Mais uma triste notícia para os velhos boêmios. Depois da tragédia do Buraco do Reitor, que incendiou no ano passado, agora foi a vez do Chaguinha fechar as portas. E assim vamos assistindo resignados o fim de uma época de alegrias e brincadeiras saudáveis e porres homéricos. Como dizia a letra impagável do samba-canção "Farrapo Humano", na voz canora do insubstituível Nelson Gonçalves: para minimizar essa dor "só encontro um lenitivo no balcão de um botequim". Só mesmo tomando umas e outras e mais outras para suportar tamanha angustia. Estou tentando escrever uma crônica sobre essas tragédias e, logo consiga, eu repasso para os amigos lerem e, entre umas e outras, relembrarem-se dos velhos tempos. Saúde!!!
Obs.:
Segue abaixo o link para acessar a matéria sobre a "tragédia", publicada hoje (25/07) no jornal Diário do Nordeste. Não deixem de ver.
http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/cadernos/cidade/online/frequentadores-se-despedem-do-bar-do-chaguinha-1.1347986
"Manchetes" do Miami Herald: BAR DO CHAGAS FECHA. 
CACHACEIROS SE DESESPERAM. INDÚSTRIA DE BEBIDAS EM PÂNICO
N. do E.
Este necrológio do bar me foi repassado por meu irmão Germano. Pelo estilo e também pela referência que faz ao Buraco do Reitor, desconfio que tenha sido escrito por Carlos José Holanda Gurgel.
Como não fui frequentador do Chaguinha, sofrerei, mas não exageradamente, com essa tragédia. Pior foi quando fui velar a morte anunciada da Taberna da Glória para dar espaço à construção da Estação Glória do Metrô do Rio. Foi numa das mesas da Taberna que, em parceria com Vadico, o genial Noel Rosa criou o seu inesquecível Conversa de Botequim.

O GOL DE MÃO DE HONORATO

Campeonato Cearense de Futebol de 1957.
O América conquistou o Torneio Início em 26 de março. O Ceará e o Usina Ceará, vencedores dos dois turnos, partem para uma melhor de 3, com o Ceará vencendo a 1ª.
Na semana que antecede o 2º jogo, o Ceará pede o adiamento da partida, alegando que 9 atletas haviam pegado a famosa (na época) gripe asiática. Na verdade, o interesse do Ceará era ganhar tempo para recuperar 3 atletas que estavam contundidos
Com a negativa da Federação Cearense de Desportos (FCD), que levou em consideração os boatos que circulavam, o Ceará teve que entrar em campo sem os "asiáticos", contando inclusive com o Bira e o goleiro Ivan, com este escalado como atacante. Resultado: Usina 1x0 Ceará.
Na 3ª e decisiva partida, vence o Ceará com o famoso gol de mão de Honorato.
Correspondência
Caro Paulo,
Atualizei-me com sua Linha do Tempo hoje, com seus escritos, com os do Marcelo, c= os do Fernando e de tantos outros.
As histórias do Usina Ceará acolho-as com atenção.
Explico porquê:
Em Fortaleza, só torci pelo Usina Ceará.
Não tenho nenhuma afeição pelo Ceará e pelo Fortaleza, clubes das multidões cearenses.
Não gosto da forma como o futebol é conduzido pelos cearenses.
Técnicos e jogadores não têm nenhuma identidade com os dois clubes, daí a agonia que estes padecem nos campeonatos nacionais.
Além do que geralmente param nos clubes de Fortaleza técnicos vencidos (no prazo, no tempo, sem história, sem ter bagagem) e jogadores rodados que acabam se envolvendo com cachaça e rapariga, dois infortúnios dos jogadores de futebol.
No passado, tinha o campeonato de seleções e eu torcia pela seleção do Ceará.
Há 52 anos fora do Ceará, só torço pelo América, do Rio de Janeiro, clube das pequenas multidões, que tem o melhor hino de autoria do Lamartine Babo, que também escreveu hinos de outros clubes.
O do América é o mais bonito.
Sofro muito por ser americano, clube sempre roubado pela corja de apitadores do futebol inclusive ***  que é torcedor fanático do Fluminense e que já roubou o América em diversas partidas.
Gosto das histórias de Otávio Bonfim, hoje muito mudado.
Na minha próxima visita a Fortaleza, irei ao vosso encontro.
Abraço.
JB Serra e Gurgel

CALDAS NOVAS-GO E BRASÍLIA

Período: 25 a 28/07/15
Dia 26 (sexta-feira)
Partindo de Uberlândia, cheguei a Caldas Novas aproximadamente às 10 horas. Fiquei na rodoviária da cidade esperando por Elba, que chegaria de Brasília duas horas após. Ela trazia a notícia da cirurgia (não realizada) em Maninha
Hospedamo-nos no Morada do Sol, situado na região central da cidade. Este hotel dispõe de um parque aquático com águas quentes captadas através de poços artesianos.
Numa caminhada pelo comércio de Caldas Novas, Elba logo se espantou com o que poderia comprar na cidade. Muitos itens de vestuário a preços convidativos.
O Hotel Morada do Sol estava lotado por grupos de excursão da terceira idade. À noite, após o rodízio de sopas oferecido aos hóspedes, muitos destes se reuniram no pátio interno para ouvir um cantor-tecladista de músicas sertanejas.
foto 1
O município de Caldas Novas, no estado de Goiás, encontra-se às margens do lago da represa de Corumbá e ao lado da Serra de Caldas. Do seu solo brotam águas com temperaturas que variam de 43° a 70°.  De acordo com estimativas de 2014, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a sua população é de 79 705 habitantes E o município  tem como principal fonte de renda o turismo. Na alta temporada, Caldas Novas chega a comportar mais de 500 mil turistas. Todos os anos, mais de 3 milhões de turistas visitam a cidade. Com suas piscinas de águas quentes em seus clubes e hotéis, Caldas Novas é considerada a maior estância hidrotermal do mundo.
Dia 27 (sábado)
Na tarde do dia anterior, tínhamos passado algum tempo nas piscinas do hotel. Como deixaríamos o Morada do Sol ao meio-dia, para nos hospedarmos em outro sem parque aquático, aproveitamos a manhã para nos relaxarmos nas piscinas de águas quentes deste hotel.
Do Morada do Sol nos transferimos para o Hotel Santa Clara. Um hotel menor, com ares de pousada e muito aconchegante.
Almoçamos num restaurante da esquina, o Cozinha Goiana, a meio caminho entre os dois hotéis.
foto 2
Elba soube que "trenzinhos" faziam um city tour muito procurado pelos turistas.
E lá fomos nós para um passeio de "trenzinho", animado e ciceroneado pelo mágico Will.
Locais visitados: a Cachaçaria Empório, onde Elba posou com uma garrafa de cachaça nas mãos, dentro de uma adega, aliás, no interior de um grande barril (foto 2); uma sorveteria no centro de Caldas Novas, na qual tomamos um "sorvete ao forno", (cuja receita está aqui, a cargo da blogueira Tania Gusman); e também um centro comercial com lojas de doces, chocolates e, last but not the least, o quiosque do mágico Will.
Ao falar sobre este último, o mágico-guia Will disse-nos que as rendas de seu quiosque se destinavam exclusivamente ao Lar das Crianças (das crianças dele, Will). E Elba, para ajudar a causa, comprou um conjunto com 20 mágicas e um DVD em que Will explica como fazê-las. Um presente para o nosso neto Matheus, um futuro mágico no pedaço.
Anualmente, a cidade é sede do MagiCaldas, o Festival de Mágicas de Caldas Novas. Reunindo mágicos e ilusionistas de todo o Brasil e do exterior, o festival realizou em abril deste ano sua quarta edição. Shows, conferências e workshops compõem a programação do MagiCaldas. 
Face do MagiCaldas
Duração do passeio: 2 horas (a que se seguiu uma segunda caminhada de Elba pelas ruas do comércio).
À noite, cansados da programação do dia, não saímos mais. E, com a anuência do recepcionista do Santa Clara, pedimos uma pizza com entrega em suíte de hotel.
As águas termais de Caldas Novas não têm origem vulcânica e, por conseguinte, não são sulfurosas. São águas acumuladas pela infiltração da água da chuva na Serra de Caldas, aquecidas pelo calor de camadas profundas do interior da Terra. Foram descobertas em 1722, pelo sertanista Bartolomeu Bueno da Silva, filho do bandeirante Anhanguera. Eles estavam em busca de ouro e pedras preciosas, mas acabaram descobrindo as fontes termais com maior vazão no mundo. No Rio Quente e na Lagoa Quente do Pirapitinga, essas águas afloram naturalmente. Nos clubes e hotéis de Caldas Novas, são em geral captadas por poços artesianos. 
Fontes: Will e CaldasWeb.
Dia 28 (domingo)
Retornamos pela Alfa Luz a Brasília, onde fomos recebidos por Henrique e Maninha com uma primorosa feijoada. Uma sonolência pós-prandial me fez dormir à beça no período da tarde. E, à noite, embarcamos no voo de volta para Fortaleza.
Agradecimentos
A Henrique Klein e Lúcia Macedo (Maninha), pela hospitalidade de sempre.
Ao Sr. Francisco Geová, supervisor da Infraero no Aeroporto Pinto Martins, por ter localizado e cuidadosamente guardado a minha agenda que, por descuido, havia deixado no saguão do aeroporto.
Ao Fernando Gurgel Filho, cearense radicado em Brasília, pela presteza em restabelecer uma comunicação interrompida entre Uberlândia e Brasília.
(termina)

BRASÍLIA E UBERLÂNDIA-MG

Período: 23 a 25/06/2015
Dia 23 (terça-feira)
Viagem aérea de Fortaleza a Brasília, com chegada à Capital Federal por volta das 9 horas e meia. Henrique e Maninha, irmã de Elba, nos levam do aeroporto ao apartamento em que moram, com a filha Jéssica, na Asa Norte. Foram mais uma vez nossos anfitriões em Brasília. O brigadeiro Pinto e sua esposa Eliane vieram nos visitar. E o dia livre foi uma oportunidade para Macedos e agregados colocarem os assuntos em dia.
Dia 24 (quarta-feira)
Henrique me leva cedo à Rodoviária, onde pego um ônibus da Real Expresso para Uberlândia, a principal cidade do Triângulo Mineiro. Elba ficou em Brasília para acompanhar uma cirurgia em Maninha. O percurso, de 422 quilômetros até Uberlândia, em sua maior extensão atravessou municípios de Goiás: Valparaíso. Luziânia, Cristalina e Catalão. O Cerrado é soja! Em Valparaíso, onde meu cunhado Moacir Pinto possui um cemitério, existe uma réplica da Estátua da Liberdade, coisa da Havan. Em Catalão, próximo à divisa de Goiás com Minas Gerais, a "parada técnica" para o almoço, E, depois de passar por Araguari, em território mineiro, cheguei a Uberlândia onde desembaequei. Duração total da viagem: 6 horas e 45 minutos.
Hospedo-me no Universo Palace, no centro da cidade. Ao fim da tarde, saio para caminhar na Praça Tubal Vilena, onde há um busto de Sebastião Bernardes de Souza Prata, o Grande Otelo, Como há também (em outros locais da cidade) um teatro, uma rua e uma escola – em homenagem a esse dileto filho de Uberlândia.
Jantei no restaurante do hotel.
Dia 25 (quinta-feira)
Passeio pelo centro de Uberlândia. Na Praça Clarimundo Carneiro, no bairro Fundinho, visitei o Palácio dos Leões que já foi a sede da Câmara e da Prefeitura da cidade. Atualmente, o palácio abriga o Museu Municipal (foto 1), que apresenta um acervo de documentos históricos, utensílios antigos, um painel de garrafas (com objetos curiosos no interior), rodas de carros de bois e uma maquete de São Pedro de Uberabinha (a vila que deu origem à Uberlândia), entre outras peças. Ao percorrer a sala que exibia uma cozinha rústica, eu tive a atenção voltada para uma caneca dentada, da qual explico depois a serventia. E havia ainda um coreto na praça, muito bonito, uai.
foto 1
Prosseguindo a caminhada, visitei o Museu Universitário de Arte, o MUnA, que abrigava exposições simultâneas. A principal delas era a "Doce de Santo", uma mistura de fotos e desenhos acondicionados em frascos. Outra, era uma série de quadros do pintor cearense Aldemir Martins. seu estilo é inconfundível.
Aproveitei para deixar um exemplar do Portal de Memórias na Biblioteca Municipal Juscelino Kubitschek, ao lado do Museu Universitário.
O Mercado Municipal distava um pouco do local em que eu me encontrava. Apesar de uma incômoda dor num tornozelo, arrastei-me até lá. É muito limpo, organizado e tem seu ponto alto na venda de queijos, doces e bebidas, além de muitas peças do artesanato da região. Alguns restaurantes e lanchonetes completam os atrativos do Mercado.
Na entrada de uma cafeteria, li esta curiosa placa:
Café - 3,00.
Café com "por favor" - 2,90
Café com "bom dia" e "por favor" - 2,80.
Ao meio dia, a fome apertava e parei para almoçar no "Fogão de Lenha". Um restaurante popular com comida boa e barata.
Após um período de descanso no hotel, saí para outro caminhada no centro. Na Praça Adolfo Fonseca. fotografei um poema do Marçal Costa. Em seguida, tirei algumas "selfies" tendo ao fundo o restaurante Sibipiruna (foto 2), do qual cuidei de memorizar o endereço para retornar à noite. O restaurante tem este nome por causa de uma frondosa sibipiruna (Caesalpinia pluviosa) que existe em sua calçada. Uma placa, ao lado da árvore, avisa que, por força de um decreto municipal. ela é "imune ao corte".
foto 2
Julho de 1918. Uma muda de árvore de poucos centímetros foi plantada pelo comerciante Oscar Miranda no meio da avenida João Pinheiro, ainda sem asfalto, no centro de Uberlândia. Seus arredores se modificaram enquanto a cidade crescia. Ela ganhou porte, conquistou os moradores e se tornou patrimônio histórico-cultural da cidade. O que acreditava-se ser um pau-brasil, tornou-se a sibipiruna frondosa da praça Adolfo Fonseca, antiga praça Dom Pedro, que neste mês comemora 93 anos.
Nestas mais de nove décadas, a árvore resistiu – mesmo que com algumas sequelas – a tempestades, ameaças de corte, fungos e à modernidade. Foi tema de escritores que eternizaram a história da cidade. Entre tantos relatos, um se destaca. Foi no fim dos anos 60, quando o então prefeito Renato de Freitas resolveu asfaltar a avenida João Pinheiro e retirar a sibipiruna que “atrapalhava o trânsito”. “Meu pai disse que ficou em frente à árvore com uma arma e não deixou cortar.
Depois, muitas pessoas convenceram o prefeito a desistir”, disse Maurício Miranda, 82 anos, filho de Oscar Miranda.
Em 1984, o então prefeito Zaire Rezende publicou um decreto declarando que a sibipiruna fosse protegida legalmente. Hoje, a árvore é sustentada por concreto que foi depositado dentro do tronco, que ficou oco após ser atacado por fungos. “Naquele tempo, nunca imaginava que Uberlândia seria como é hoje. Fico honrado por meu pai ter plantado esta árvore e tenho medo que ela não complete 100 anos”, afirmou Maurício Miranda.
foto 3
A seguir, tomei um táxi para o Parque do Sabiá. No percurso, em boa parte feito pela larga Avenida Rondon Pacheco, veem-se hotéis e prédios residenciais, shopping centers, restaurantes (como o "Carro de Boi") e o Centro Administrativo (da Prefeitura). O táxi deve ter rodado uns sete quilômetros até chegar ao parque.
O Parque (ou Recanto) do Sabiá vale bem a visita (foto 3). Não é á toa que o Trip Advisor o coloca como a atração #1 de Uberlândia.
Localizado na Zona Leste de Uberlândia, entre os bairros Tibery e Santa Mônica e com portarias de acesso por ambas as regiõeso Parque do Sabiá ocupa uma área de 1,8 milhão de metros quadrados. Tem uma represa, pier para a atracação de pequenas embarcações e pedalinhos, bosque, zoológico, trilhas, pistas de caminhada, restaurantes, quiosques e equipamentos de lazer, e recebe uma média de 10 mil visitantes por dia. Aos sábados e domingos, a média chega a 25 mil frequentadores por dia.
Voltando (no sentido físico) ao Sibipiruna. O restaurante, bem entendido. Ele fica a uns 500 metros do Universo Palace, dividindo a rua dos fundos do hotel com outras casas noturnas de boa aparência. À noite, conforme a mim prometera, abanquei-me naquele restaurante para tomar uns chopes e comer uns petiscos. No palco, um conjunto se apresentava tendo como cantor "uma versão branca do Tim Maia". Assim comparado por causa do repertório e do corpanzil.
Não me demorei muito no Sibipiruna. Afinal, na manhã seguinte, teria de me encontrar com Elba em Caldas Novas.
(continua)

TENHO EU QUE CANTAR

Diogo Fontenelle
"Uma canção ao longe... É um mendigo que está cantando.
Se esse pobre canta,
Por que blasfemas, tu que possuis tão doce lembrança da vida?"
(poeta chinês Tu Fu, 612-770 d.C.)
Cantar minha mãe, meu mar,
Cantar a Infância, meu pomar,
Cantar a vida feito louro luar,
Cantar a vida em azul sonhar.

Cantar a poesia do servir,
Cantar o silêncio do partir,
Cantar a solidão do dormir,
Cantar o verde do reflorir.

Cantar as afeições do amanhecer,
Cantar a floração do enternecer,
Cantar as saudades do anoitecer,
Cantar o Bem-querer do meu ser.

MEU AVÔ JOÃO DE SOUZA

por Fernando Gurgel Filho
Hoje, dia 24 de junho, era comemorado o aniversário de meu avô. Apesar de ser um pé de valsa - na foto, dançando com vovó - que dançava como se estivesse flutuando, gostava mesmo era do São João, seu aniversário, que era comemorado com um arraiá badaladíssimo entre os amigos e familiares.
Para mim, apesar de morar algum tempo em casa dele, meu avô era tão distante dos netos quanto o Nepal do Ceará. Inacessível, misterioso, silencioso... Uma figura quase mítica e que irradiava muita firmeza naquela personalidade temperada na aridez do sertão. Firme, correto, fonte de apoio e consulta para todos os que precisavam ouvir uma palavra sábia e confortadora.
Entretanto, parecia não se enternecer com nada. Era durão. Toda a família tinha-lhe um respeito muito grande. Beirava o medo. Um medo respeitoso, mais de admiração do que de intimidação. Mas parece que todos aprenderam a amá-lo. Inclusive os netos.
Meu pai sempre contava uma história sobre o velho que me deixava fascinado. Dizia que, um belo dia de sol, estava sentado com o pai dele – meu avô – ao pé de uma árvore, quando viram um gavião voar para cima de uma perdiz. Esta, na pressa da fuga, aterrizou e correu, como fazem as perdizes, e se aninhou entre as pernas do avô que, rápido, segurou-a e ficou a afagar-lhe as penas, tranquilizando-a.
Meu pai, contente com a captura da perdiz, exclamou: "Oba, essa tá no papo." Ao que vovô, ainda acariciando as penas da ave, falou sério: "Esta não, meu filho. Ela veio pedir socorro para mim e vai ser socorrida." Esperou o gavião voar para longe e soltou-a.
Meu pai disse que ficou entre chateado e feliz com o ocorrido, passando a respeitar ainda mais o velho.

PALESTRA E LANÇAMENTO DE LIVRO SOBRE O INSTITUTO DO CÂNCER DO CEARÁ

Hoje (22/06), às 15 horas, sessão solene no Instituto do Ceará, em comemoração aos 70 anos do ICC, com a palestra "Instituto do Câncer do Ceará - 70 anos de conquistas" e o lançamento do livro de mesmo título a cargo do Dr. Marcelo Gurgel.

CLAUDEMIR DE MEDEIROS COMARU (1942-2015)

Fátima Marques Comaru, filha de Rafael Dias Marques, enviou-me há tempos um e-mail. Por oportuno, transcrevo-o a seguir:
Paulo,
Hoje eu descobri, por acaso, esta reportagem (sobre Ana Maria Comaru).
Sou a Fátima, a filha mais velha do Sr. Rapahel, e sou casada com Claudemir Comaru (irmão da Ana Maria Comaru, como foi falado). Moro no Rio de Janeiro.
Minha mãe ainda vive e com muita saúde. Está com 87 anos. Mora com o Fábio em um sítio na serra de Maranguape.
Obrigada pela reportagem. Adorei.
Abraços carinhosos,
Fátima Marques Comaru
31/05/2015 - N. do E.
Faleceu em 11 maio de 2015 Claudemir de Medeiros Comaru.
Nascido a 7 de julho de 1942, era um dos nove irmãos da família Medeiros Comaru, a qual residia na Vila Ferroviária, em Otávio Bonfim.
Iniciou sua carreira profissional no BNB, em 1957, como aluno do Curso de Aprendizagem Bancária (CAB).
Os cabistas, como eram conhecidos, formavam no Banco do Nordeste uma verdadeira legião de líderes institucionais, notabilizando-se principalmente por sua identificação com os objetivos e missão empresariais, fruto do aprendizado sobre o Banco e sobre a Região. A partir 1957, o BNB passou a selecionar, por meio de concurso público, jovens entre 14 e 16 anos incompletos, que tivessem concluído o 2º Grau para participarem do então chamado - CAB - Curso de Aprendizagem Bancária. Os selecionados eram submetidos a um processo de aprendizado em período integral, que se dividia em aplicação de conteúdos teóricos e em trabalhos práticos. Com isto, o aprendiz durante o primeiro período do dia recebia aulas de disciplinas que visavam complementar o conteúdo escolar (como Matemática e Português), introduzir conhecimentos na atividade bancária (Contabilidade, Crédito, Elaboração e Análise de Projetos), alargar a visão sobre a Região Nordeste (Economia do Nordeste, Geografia do Polígono das Secas), além daquelas que contemplavam a sua formação como profissional e cidadão (Ética Profissional, Direitos e Deveres), dentre outras. No período vespertino, o aprendiz estagiava em diversos órgãos da Direção Geral e em agências do Banco, vivenciado a prática dos trabalhos executados pela Instituição. Fonte: AGENDA GENEALÓGICA AZ
Antes de aposentar-se, Claudemir exercia o cargo 1010 - Técnico.bancário I, na lotação 64 - Rio de Janeiro.
missa de sétimo dia em sufrágio de sua alma foi oficiada em 18/05 na Igreja de São Vicente (Fortaleza).