MADRI: BARAJAS

07/06/2018 - 5.º dia
Chegamos a Madri pelo terminal 4 do Aeroporto Adolfo Suárez. Há quem diga que é uma prova de infelicidade a pessoa ser contemplada com o desembarque neste terminal. Explico: o T4 (e o T4 satélite, então nem fala) fica  meio afastado dos terminais 1, 2 e 3. Numa terra em que a corrida de táxi não é lá tão barata...
[https://www.espanhatotal.com/os-terminais-t4-e-t4s-do-aeroporto-de-barajas-em-madri/]
Mas isso não foi problema para nós que contamos com o eficiente serviço de transfer do Íbis para nos levar do aeroporto ao Hotel Barajas.
Barajas - Este distrito da capital espanhola tem sua origem na Villa de Barajas, que formou o município de Barajas, o qual, com a construção do Aeroporto de Madri-Barajas (foto), se juntou finalmente ao município de Madri no ano de 1949. Em seu desenvolvimento econômico e social, Barajas tem recebido uma forte influência positiva do complexo aeroportuário que se encontra nele instalado.
Utilizamos a tarde de hoje para um reconhecimento da região em que pisávamos. Barajas tem um diversificado comércio, muitos restaurantes, hotéis, pousadas, casas de apostas, cassinos... Aliás, esse negócio de apostar está na alma do espanhol. A gente vê Loterías y Apuestas del Estado por todos os lugares. E não é á toa que "El Gordo", a loteria do Natal, chega a arrecadar algo que equivale a 0,3% do PIB da Espanha.
Andar e pedir informações, é o nosso lema. A pergunta do dia: saber como ir à estação mais próxima do metrô, um conhecimento imprescindível a quem pretende conhecer Madri. Em Barajas, o metrô da cidade se faz presente com duas linhas, a 5 (verde) com 2 estações e a 8 (rosa) com 4 estações.
[http://agendadeocio.es/madrid/reportajes/plano-metro-madrid-alternativo/]
A Logroño é a avenida dos restaurantes. Comemos no Okela, que é um de seus restaurantes, umas brochetas de pollo con verduritas e um lomo de vaca nacional (virem-se com o Tradukka).
Quanto ao Ibis Madrid Aeropuerto Barajas, fica na Avenida General. O hotel é vizinho a um supermercado da rede Hiber (o que facilita aos hóspedes a compra de suprimentos).
Li na internet que uma das demandas das pessoas que vivem em Barajas diz respeito ao barulho produzido pelos aviões. Apesar de estarmos hospedados a 1,8 km do terminal 4 (segundo o Google Maps), em nenhum momento nos sentimos incomodados por seus grandes pássaros.
E fomos dormir muito cedo. Acho que eu sou sensível ao jet lag até mesmo de uma ponte aérea.

PORTUGAL: PENÍNSULA DE SETÚBAL

O6/06/2018 - 4.º dia
Cedo, tomamos o metrô até a Estação do Oriente e, ao lado desta na estação rodoviária local, pegamos um ônibus interurbano da Transportes Sul do Tejo (TST, linha 431) com destino ao município de Alcochete, que fica na área metropolitana de Lisboa. A viagem rodoviária foi também a oportunidade de percorrer a grandiosa Ponte Vasco da Gama, já que ela se encontra na rota desta linha de ônibus da TST. A Vasco da Gama foi uma obra construída como alternativa à congestionada Ponte 25 de Abril.
A Ponte Vasco da Gama é uma ponte estaiada sobre o estuário do rio Tejo, na área da Grande Lisboa, ligando Montijo e Alcochete a Lisboa e Sacavém. Com os seus 12,3 km de comprimento é a mais longa ponte da Europa Ocidental e a segunda mais longa da Europa. Foi inaugurada em 29 de março de 1998, dois meses antes da abertura da Exposição Mundial. O seu nome comemora os 500 anos da chegada de Vasco da Gama à Índia, ocorrida em maio de 1498.
[https://pt.wikipedia.org/wiki/Rio_Tejo]
Era objetivo de Elba fazer compras no Freeport. Quanto a mim, apenas passar algum tempo neste outlet (que é o segundo maior da península ibérica) e, em seguida, ir a Setúbal. Então, tomei outro ônibus (linha 413 da TST) que me levou a esta cidade, enquanto Elba ficou se vendo com suas compras.
O Freeport Lisboa Fashion Outlet foi inaugurado em 2004 e está localizado a 30 minutos de Lisboa, em Alcochete. Possui uma vasta gama de lojas de vários tipos e é um grande chamariz para os turistas que visitam Portugal por ter lojas de marcas de luxo. Alcochete é uma vila portuguesa do distrito de Setúbal, região de Lisboa e na sub-região da Península de Setúbal, com cerca de 10 700 habitantes.
A cidade de Setúbal é a capital do distrito de Setúbal que reúne 13 municípios, dentre os quais Palmela, Montijo e Alcochete. Na viagem para esta capital, que durou cerca de uma hora e um quarto, o ônibus passou por várias cidades e vilas que me pareceram atraentes e bem cuidadas. Desci na rodoviária, que fica no centro de Setúbal, para dar início ao que seria uma boa caminhada.
Este selfie, por exemplo, foi tirado no Parque do Bonfim. No qual havia um restaurante em que pelas tantas entrei para comer uma fatia de torta de laranja com café. E pedir informações.
- Aqui tem wi-fi?
- São só 5 euros.
- Qual é a senha?
- Tudo junto: saoso5euros.
A conta do lanche teve o valor aparentemente inspirado nesta senha. E eu saí do restaurante com o esboço de um mapa que um gajo muito prestativo desenhou num guardanapo de papel. Era o caminho para que eu chegasse à Casa do Bocage, o que não chegou a acontecer.
Na verdade, a maioria das pessoas que eu abordei em Setúbal desconhecia a existência da tal Casa. Sabiam me indicar, o que faziam com lusitana cortesia, onde ficava a Praça ou Largo do Bocage, o nome do filho mais célebre da cidade.
Manuel Maria Barbosa du Bocage (1765 - 1805) foi um poeta português. Escrevendo no início de sua carreira sob o pseudônimo de Elmano Sadino, ele empregou todos os recursos literários e deixou sua marca em tudo: em seus epigramas espirituosos, suas sátiras rigorosas e persuasivas, suas odes muitas vezes cheias de nobreza. Mas a sua fama repousa principalmente em seus sonetos, que quase rivalizam com os de Camões no poder, elevação de pensamento e terna melancolia, embora não tenham o refinamento erudito do último. O centenário de sua morte foi ali observado com muita circunstância em 1905. Talvez por causa da pura rudeza de alguns dos seus versos, Bocage é ainda hoje uma figura genuinamente popular, e não apenas em Setúbal. A subversividade de seus poemas fez com que, por muitos anos, eles não estivessem (oficialmente) disponíveis em Portugal e sua poesia erótica foi publicada pela primeira vez, anonimamente, no final do século XIX.
[https://en.wikipedia.org/wiki/Manuel_Maria_Barbosa_du_Bocage ]
O centro histórico e comercial de Setúbal é em grande parte formado por ruas estreitas e inacessíveis aos carros. Depois de andar por elas conjeturando-lhes uma origem medieval, cheguei à Praça do Bocage. Nesta, em 1871, foi erguido um monumento ao poeta junto ao qual (a coisa homenageante, bem entendido) eu tirei alguns selfies.
Nisso, vi algo que também me interessou na referida praça: o Botequim du Bocage.
Por fora, sendo como você vê na foto acima, e internamente, todo decorado com frases e imagens alusivas a Bocage, o botequimdubocage (tudo junto) foi o local em que entrei a seguir. Desta vez para comer uma bifana (uma espécie de sanduíche de carne de porco) e uma sopa de legumes.
Foi legal o passeio, pá!  Mas já estava quase no horário do ônibus que me levaria de volta para Alcochete, onde Elba certamente tinha concluído suas compras.
Acredito que uma praça + um monumento + um botequim tenham sido uma boa compensação pela casa que não foi encontrada.
(a continuar: ESPANHA)
Na seção de comentários desta postagem: MARIA AUXILIADORA BARROSO.

LISBOA: PARQUE DAS NAÇÕES

05/06/2018 - 3.º dia
O metrô de Lisboa é composto de quatro linhas com 56 estações. Acessando-o pela Estação Saldanha, utilizamos a linhas vermelha (principalmente) e a azul em nossos deslocamentos pela cidade.
Para quem vai ao Oceanário, Parque das Nações, Pavilhão do Conhecimento, Teleféricos, Shopping Vasco da Gama e Avenida Dom João II  a grande referência é a Estação do Oriente, na linha vermelha. Ao lado desta encontra-se também a Gare do Oriente, estação intermodal que inclui uma das rodoviárias interurbanas da cidade (a outra é a de Sete Rios).
Sobre o Oceanário, comecemos por dizer que é uma visita imperdível. Localizado no Parque das Nações, este vasto aquário é uma das atrações mais populares da cidade. Funciona com uma exposição permanente e outra temporária. Merece várias horas de visita pois tem muito o que ver (foto).
O aquário tem mais de 4 milhões de litros de água com 8 mil espécies marinhas, bem como quatro exposições permanentes que ilustram a vida em diferentes climas, incluindo aves, peixes, anfíbios e mamíferos. Além de admirar os animais, os visitantes também podem desfrutar de visitas guiadas com explicações sobre a vida no mar, visitar uma sala subaquática transparente cercada por tubarões.
No Parque das Nações funciona também o Teleférico de Lisboa. Margeando o rio, embarcados numa de suas cabines. tivemos uma vista deslumbrante do Tejo, da Ponte Vasco da Gama e do calçadão arborizado, aka Rua da Pimenta, com seus inúmeros restaurantes.
No D'Bacalhau, atendidos por um garçom bengalês, comemos um bacalhau ao Brás e outro a Gomes de Sá. E bebemos uma sangria de vinho branco que me fez esquecer temporariamente que eu sou avesso a vinhos. Exultante em poder usar o WhatsApp, o que não vinha conseguindo fazer na área do hotel, Elba aproveitou para atualizar as conversas.
Por fim, fomos ao Shopping Vasco da Gama. Na esplanada do shopping, onde fui ter casualmente, tive a curiosidade despertada para um homem conduzindo um grande falcão numa mão enluvada. Em dado momento, ele soltou a ave de rapina que voou na direção de um grupo de pombos. A debandada foi geral. E deu para ler o que estava escrito em sua jaqueta: Controle de Pragas.

LISBOA: TOURS PANORÂMICOS

04/06/2018 - 2.º dia
Na recepção do hotel compramos bilhetes para dois tours panorâmicos em Lisboa, cobrindo 21 e 22 pontos de interesse, sendo os principais: Campo Pequeno (Praça de Touros), Parque Eduardo VII, Docas, Torre de Belém, Cais do Sodré, Rua do Comércio, Bairro Alto, Chiado, "El Corte Inglés" (Shopping).
Na hora aprazada nos dirigimos para a Praça Marquês de Pombal. É dessa praça que partem os coloridos ônibus de dois andares destinados à atividade do sightseeing.
Nos tais pontos de interesse o turista quase sempre não desce para visitá-los. A menos que queira esperar a passagem do ônibus seguinte que esteja na mesma rota, o que poderá demorar bastante tempo. Não há um guia ao vivo para prestar informações (pelo menos, naquele ônibus que utilizamos). No início da viagem, o turista recebe uns fones descartáveis de ouvido para escutar uma gravação de fados, aqui e ali interrompidos por uma curta informação em inglês sobre o ponto turístico em que o ônibus está passando.
Almoçamos no fim da tarde no Coringa, um restaurante simples na Avenida República, próximo da Praça Marquês de Pombal. O garçom era todo preocupado em saber se estávamos a gostar dos pratos que havíamos pedido. No caso, bacalhau cozido com grãos de bico (foto) e picanha em tiras.
Em seguida, fomos de metrô ao Aeroporto da Portela com a finalidade de adquirir os bilhetes dos voos de ida para Madri (7) e volta para Lisboa (10) pela Ibéria. Comprados no balcão de atendimento ao cliente em Lisboa, saíram bem mais caros do que se houvéssemos comprado-os com uma maior antecedência no Brasil.
Acometido de uma forma análoga da "maldição de Montezuma", que eu atribuí a um "natão" consumido na véspera quando íamos ao Gulbenkian, convenci a mulher para não sairmos à noite. E aproveitei para: 1) tirar minhas dúvidas na internet de algumas atrações turísticas vistas durante os passeios de ônibus, sem saber exatamente do que se tratavam e 2) rascunhar esta nota em meu intimorato notebook.

PORTUGAL, MEU AVOZINHO

Portugal é o estado mais antigo da Península Ibérica e um dos mais antigos da Europa. Nos séculos XV e XVI, Portugal estabeleceu o primeiro império global, tornando-se uma das maiores potências econômicas, políticas e militares do mundo.
O território de Portugal inclui uma área na Península Ibérica (referido como o continente pela maioria dos portugueses) e dois arquipélagos no Oceano Atlântico: os arquipélagos da Madeira e dos Açores.
Portugal continental é dividido pelo seu rio principal, o Tejo, que flui da Espanha e desemboca no estuário do Tejo, em Lisboa, antes de fugir para o Atlântico. A paisagem setentrional é montanhosa em direção ao interior, com vários planaltos recortados por vales fluviais, enquanto o sul, incluindo o Algarve e as regiões do Alentejo , é caracterizado por planícies onduladas.
De acordo com o International English Proficiency Index , Portugal tem um alto nível de proficiência em inglês, maior do que em países como Itália, França ou Espanha.
03/06/2018 - 1.º dia
Por volta das 10 horas (em hora local) chegamos a Lisboa. À saída do aeroporto, tivemos que enfrentar uma longa fila para pegar o táxi que nos levaria ao Hotel Ibis Saldanha. Situado na Avenida Casal Ribeiro, a duas quadras da praça Duque de Saldanha, no centro de Lisboa, este hotel da rede Íbis nos pareceu agradável e seus funcionários atenciosos.
A Duque de Saldanha é uma pequena praça circular que (me fez lembrar as características da Praça Portugal, em Fortaleza). Fica no cruzamento da Avenida República com a Avenida Praia da Vitória, além de receber a confluência da Avenida Casal Ribeiro, do hotel em que estávamos.
Considerado uma das figuras de destaque do século XIX, evidenciou-se como militar participando, nomeadamente, nas guerras napoleônicas, liberais e nas guerras no Brasil. Apesar de revestida de alguma controvérsia, a sua personalidade fez-se sentir em áreas como a política, a diplomacia e as ciências naturais. Da autoria de Tomás Costa com pedestal de Ventura Terra, a peça organiza-se no diálogo entre o bronze e a pedra. A figura alegórica feminina do pedestal, em bronze, representa a vitória alada consubstanciada no empunhar de uma espada.
Tínhamos programado que àquela tarde iríamos ao Museu Gulbenkian, Meu irmão Marcelo, que já esteve por lá em duas oportunidades, recomendou-me muito a visita. E, para tanto, fizemos uma caminhada de cerca de 2 km, tornada agradável por uma temperatura amena e sem chuviscos.
O Museu Gulbenkian tem menos de 50 anos, mas tem muitos tesouros de épocas antigas e fascinantes. Seu nome é uma homenagem ao magnata do petróleo Calouste Gulbenkian, nascido na Turquia, um grande magnata do petróleo e amante da arte. Ao longo da vida, ele criou uma coleção de 6 mil obras de arte muitas das quais ele doou a Portugal. Estas obras estão no museu e incluem estátuas do Egito, pinturas de artistas europeus como Rubens e Rembrandt, além de delicadas exibições de porcelana da China. Você pode visitar o museu por um dia inteiro para ver e apreciar todas as obras e desfrutar de um universo cultural multifacetado em um só lugar. Além da coleção do fundador o museu realiza exposições temporárias e dispõe de uma biblioteca dos livros publicados  sob o patrocínio da Fundação Gulbenkian.
Finda a visita, sentamo-nos a uma das mesas da cafeteria local para comer bolinhos de bacalhau e uma sopa de legumes. E, no caminho de volta, paramos em um misto de supermercado e drogaria para comprar umas alperces.
Cansados da viagem, esperas nos aeroportos e, principalmente, dos efeitos em nós provocados pelas mudanças nos fusos horários, fomos dormir ainda cedo. Depois de termos jantado uma Pizza Royale no kitchen lounge do hotel.
Igualmente conhecidos como damascos, a denominação "alperce" vem do latim praecox, que significa precoce, já que este é um dos primeiros frutos a anunciar o verão.
[https://www.pingodoce.pt/escola-de-cozinha/ingredientes/alperce-mil-e-um-usos/]
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PORTUGAL, MEU AVOZINHO (Como foi que temperaste, / Portugal, meu avozinho, / Esse gosto misturado / De saudade e de carinho?) é o título de um poema de Manuel Bandeira que foi musicado por Ary Barroso. Estava previsto que seria gravado por Silvio Caldas, o que não chegou a acontecer. Por ocasião do centenário de nascimento de Bandeira, o baiano Moraes Moreira deu a este poema  um tratamento funk. É a versão que foi gravada por Olivia Hime em seu LP "Estrela da Vida Inteira". Sem qualquer ligação com o texto de Manuel Bandeira, o cantor português Francisco José também lançou um disco intitulado PORTUGAL, MEU AVOZINHO. Em 1965, David Nasser recebeu da Academia de Ciências de Lisboa o Prêmio Camões pelo livro PORTUGAL, MEU AVOZINHO, uma coletânea de artigos sobre a terra de Camões, publicados em "O Cruzeiro" e escritos no ano anterior quando David Nasser esteve em Portugal.
[http://portugal-mundo.blogspot.com/2014/01/portugal-meu-avozinho-com-letra-de.html]

PARTIU IBÉRIA!

Ibéria é o nome pelo qual os gregos conheciam, desde tempos remotos, o que hoje chamamos Península Ibérica. É também é o nome dado à ilha constituída por Portugal e Espanha, antes de sua transformação em península ao se juntar com a Europa, há muitos milhões de anos.
Situada no sudoeste da Europa, a Península Ibérica é formada por Gibraltar, Portugal, Espanha, Andorra e uma pequena fração do território da França.
Portugal e Espanha estão no roteiro turístico (adaptável) que programamos. Nos próximos oito dias, planejamos visitar Lisboa, Coimbra, Porto, Setúbal, Madri e Toledo.
Hoje à noite, estaremos no Aeroporto Pinto Martins para embarcarmos no avião da TAP (voo 36), que nos levará de Fortaleza a Lisboa.
Elba e Paulo Gurgel
"A satisfação está no esforço e não apenas na realização final." ~ Mahatma Gandhi

FELIPE GURGEL, PhD EM ECONOMIA

O professor da UECE e escritor Marcelo Gurgel viajou neste mês aos EUA para assistir à solenidade em que seu filho Felipe Bastos Gurgel Silva foi laureado com o diploma de PhD em Economia pela Cornell University.
As pesquisas da tese de Felipe Gurgel estão na interseção entre contabilidade financeira, divulgação, bancos, economia política e economia internacional. Antes de ingressar na Johnson Graduate School of Management, trabalhou por 5 anos no setor privado, incluindo uma breve carreira no setor aeroespacial (Embraer) e depois ingressando no setor de serviços financeiros no Itaú Unibanco (Divisão de Risco de Mercado) e no Banco Santander. Ele é bacharel em engenharia aeronáutica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), no Brasil, e um M.Eng. graduado em engenharia financeira pelo departamento de Pesquisa de Operações e Engenharia da Informação da Cornell. Sua pesquisa foi publicada no Washington Post, Bloomberg e em outras fontes de mídia em inglês, português, alemão e russo.
http://blogdomarcelogurgel.blogspot.com.br/2018/05/felipe-gurgel-recebera-diploma-de-phd.html
https://www.johnson.cornell.edu/Programs/PHD-Program/Current-Students?id=fbs27
https://www.johnson.cornell.edu/people/faculty/fbs27/fbs27_vitae.pdf
Em "Linha do Tempo": FELIPE BASTOS GURGEL É DESTAQUE NA CORNELL UNIVERSITY


O CRIADOR DE CAPOTES

Certa vez, um paciente em sua consulta de retorno me presenteou com dois capotes. No Nordeste brasileiro, pessoas oriundas da zona rural demonstram sua gratidão aos médicos trazendo-lhes algum mimo.
Sabendo que ele ficaria magoado com a minha recusa em recebê-los, aceitei-os.
Capote é bicho que tem uma vastidão de sinônimos: galinha d'angola, cocá, guiné, pintada. E até "tô-fraco", em alusão ao som que eles incessantemente emitem.
Vinham numa caixa com orifícios servindo de respiradouro. Desamarrei-lhes os pés e soltei-os no quintal de casa (para adiante resolver o que faria com eles).
A presença deles foi uma festa para meus filhos que ainda não conheciam tal tipo de galináceo. Certamente ninguém ali pensava em comê-los.
E foi o primeiro dia e fez-se noite. Na madrugada do segundo dia, fui despertado com guinchos estridentes que vinham do jardim, das áreas laterais da casa e do quintal.
Não consegui mais dormir. Tendo ali aprendido a duras penas que, além de vocalizar aquele "tô-fraco" conhecido, o capote, qualquer capote, utiliza-se de uma segunda língua no período do alvorecer.
E foi o segundo dia e fez-se noite. Na madrugada do terceiro dia, mais guinchos aconteceram que me acordaram. Desta vez, começaram mais cedo e eram mais fortes.
Havia, como pude verificar a seguir, uma justificativa para o recrudescimento. A cantoria estava sendo reforçada pela participação de um terceiro capote que chegara voando das redondezas.
Não! Eu não ia fazer o papel de um insone criador de capotes. E decidi que iria doá-los a quem tivesse reais condições de criá-los. Lembrei-me de Ronaldo, um concunhado meu. Em sua chácara no Eusébio, Ronaldo criava muitos tipos de aves (inclusive capotes).
Ele concordou em ser o fiel depositários dos meus capotes, embora me alertasse para uma certa dificuldade. Para trazê-las, eu teria antes de capturá-los. "No sertão, eles pegam esses bichos para a panela é com tiros."
De fato, eles eram muito mais velozes do que eu havia calculado. Em campo aberto, nem com o Usain Bolt me ajudando aquela captura teria sido possível. Então, montei um plano com a casinha de cachorro do quintal no centro da estratégia. E persegui os capotes até que estes buscassem refúgio no pequeno cômodo transformado em armadilha. Tranquei o portão. e aí ficou fácil.
Deixados no Eusébio, não me perguntem agora como os capotes estão. Pelo tempo em que essa história se passou, não devem mais estar vivos. Mas desconfio que eles não devem ter morrido de morte natural.
N.A. -- Acredito que também teria resolvido o problema com a técnica mostrada no vídeo abaixo. PGCS

COMENTÁRIOS a esta nota de José Maria Chaves, Francisco Wilson Ramos Botelho, Maria Auxiliadora Barroso e Antonio Macedo Pinto.

ACADEMIA CEARENSE DE MEDICINA E HOSPITAIS TERCIÁRIOS EM FORTALEZA. LIVROS RECÉM-PUBLICADOS

No domingo passado, em uma reunião de nossa família (Dia das Mães), recebi de meu irmão Marcelo Gurgel exemplares dos seguintes livros recém-publicados:
ACADEMIA CEARENSE DE MEDICINA: HISTÓRIA E PATRONOS, do qual Marcelo é o apresentador e um dos cinco organizadores. Este livro é uma edição comemorativa dos 40 anos (1978 - 2018) de existência deste sodalício acadêmico (brasão, ao lado), em que estão enfeixadas 70 biografias, incluindo a do Patrono da ACM, Dr. Antônio Justa, e a do Patrono dos Acadêmicos Eméritos, Dr. Samuel Pessoa, bem como as biografias dos 68 médicos que patroneiam as cadeiras criadas e instaladas.
ISBN: 978-85-420-1213-2
AVALIAÇÃO DA EFICIÊNCIA  DE HOSPITAIS PÚBLICOS TERCIÁRIOS NA PERSPECTIVA DA ALOCAÇÃO DE RECURSOS, do qual são autores Maria Helena Lima Sousa e Marcelo Gurgel Carlos da Silva. Este livro, que teve por objetivo geral o de analisar os custos dos serviços desenvolvidos por cinco hospitais terciários do Sistema Único de Saúde, (*) gerenciados pela Secretaria de Saúde do Estado do Ceará - SESA, na perspectiva de sua utilização como indicador de gestão e de alocação de recursos para torná-los mais eficientes e efetivos.
(*) Hospital de Messejana, Hospital Geral Dr. César Cals, Hospital Infantil Alberto Sabin, Hospital São José e Hospital Geral de Fortaleza.
ISBN: 978-85-7826-586-1

DE DEODORO PARA A PRINCESA ISABEL

A fundação do Clube Militar, em 26 de junho de 1887, está intimamente ligada ao problema nacional da abolição da escravatura.
A própria Questão Militar, um dos marcos na queda do Império, envolveu a punição imposta ao Ten Cel Sena Madureira, então Comandante da Escola de Tiro de Campo Grande, por ter o mesmo homenageado um jangadeiro cearense, Francisco José do Nascimento, que liderou um movimento dos jangadeiros que se recusaram a transportar escravos do Ceará para outras províncias.
Ainda no ano de sua fundação, em 26 de outubro, o Presidente do Clube Militar endereçou à Princesa Regente uma petição solicitando que o Exército não fosse usado como "capitão do mato" na captura de escravos foragidos:
"Senhora,
Os oficiais, membros do Clube Militar, pedem a Vossa Alteza Imperial vênia para dirigir ao Governo Imperial um pedido, que é antes uma súplica…
… a liberdade é o maior bem que possuímos sobre a terra; uma vez violado o direito que tem a personalidade de agir, o homem para reconquistá-la é capaz de tudo; de um momento para outro ele, que antes era um covarde, torna-se um herói…
… em todos os tempos os meios violentos de perseguição não produziram nunca o desejado efeito.
É impossível, Senhora, esmagar a alma humana que quer ser livre.
Por isso, os membros do Clube Militar, em nome dos mais santos princípios de humanidade… esperam que o Governo Imperial não consinta que os oficiais e as praças do Exército sejam desviados de sua nobre missão. Se se tratasse de uma sublevação de escravos que ameaçasse a tranquilidade das famílias, que trouxessem a desordem, acreditai que o Exército havia de manter a ordem. Mas diante de homens que fogem, calmos, sem ruído, evitando tanto a escravidão como a luta e dando ao atravessar cidades exemplos de moralidade, cujo esquecimento tem feito muitas vezes a desonra do Exército mais civilizado, o Exército brasileiro espera que o Governo Imperial lhe concederá o que respeitosamente pede em nome da honra da própria bandeira que defende…”
O Governo Imperial cedeu. No entanto, apesar de manifestações abolicionistas em praça pública, e do projeto de "extinção completa do braço escravo" do Senador Souza Dantas, o ano de 1887 acabou sem uma solução para tão nobre causa.
A Princesa Isabel, ainda no exercício da Regência, assinaria a Lei Áurea em 13 de maio de 1888, libertando os escravos em todo o território nacional e, como consequência, perdendo o apoio do último esteio que sustentava o Império, os proprietários rurais.
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Hoje no EntreMentes: A Lei e a Pena

CASAMENTO DE MOACIR E LARA

A cerimônia de casamento de Moacir e Lara, ele - filho de Francisco Moacir Pinto Filho e Maristane Fernandes Macedo Pinto, e ela - filha de José Walter Lima Torquato e Maria Melo Torquato, será realizada hoje (12), às 16 horas e meia, na Igreja Nossa Senhora do Líbano, na Rua República do Líbano, 15 - Meireles, em Fortaleza, Ceará.
Após a cerimônia, os convidados serão recepcionados no Espaço Coco Bambu por Toca, na Avenida Senador Virgílio Távora, 511 - Meireles.
13/05/2018 - Atualizando esta notícia com a inserção de uma fotografia
Lara e Moacir (foto PGCS)

GUARANÁ JESUS

A fórmula do Guaraná Jesus foi criada pelo farmacêutico Jesus Norberto Gomes (1891- 1963). O guaraná surgiu de uma tentativa frustrada de fabricar um remédio, mas o novo xarope produzido agradou muito os netos do farmacêutico. Nascia assim uma bebida muito popular na cidade de São Luís/MA.
Entre os ingredientes do refrigerante, estão os extratos de guaraná, cafeína, teofilina e teobromina. O Guaraná Jesus apresenta uma cor rosa e o gosto adocicado, lembrando vagamente o sabor tutti-frutti.
Em 2001, a The Coca-Cola Company compra os direitos sobre a marca. Em 2016, o refrigerante começa a ser vendido em Fortaleza/CE pelos Mercadinhos São Luiz.
Ironicamente, o farmacêutico Jesus era ateu.
(Nota não patrocinada)

O IMPLEXO DA ASCENDÊNCIA

O implexo é o termo usado em Genealogia para designar a relação entre o número real e o número teórico de antepassados de uma pessoa.
Cada pessoa tem 4 avós, 8 bisavós, 16 trisavós, 32 tetravós, 64 pentavós, 128 hexavós, 256 heptavós, 512 octavós, 1.024 eneavós, 2.048 decavós, 4.096 undecavós, 8.192 duodecavós, 16.384 tridecavós, 32.768 tetradecavós, 65.536 pentadecavós, 131.072 hexadecavós, 262.144 heptadecavós, 524.288 octadecavós, 1.048.576 eneadecavós, 2.097.152 icosavós e assim sucessivamente, sendo o número de antepassados multiplicado por 2 em cada geração que se recua.
Dada a impossibilidade de uma pessoa descender de tantos antepassados diferentes, a teoria do implexo dos ascendentes sustenta que cada pessoa descende várias vezes do mesmo antepassado por linhas diferentes.
Na prática, é comum, ao recuar algumas gerações numa genealogia, encontrar antepassados que aparecem repetidas vezes em diferentes lugares da árvore de costados. Isto acontece pela inexorabilidade da teoria do implexo dos ascendentes, que demonstra ser inevitável os casamentos entre parentes, o que resulta numa disparidade entre o número teórico de antepassados e o seu número real e possível.
Esta disparidade entre o número teórico (matemático) e o número real (histórico) de antepassados de um sujeito é o implexo da ascendência.
Os casamentos entre pessoas aparentadas, além de inevitáveis, em meios pequenos e sociedades fechadas, eram frequentes, pela tendência de casamentos na mesma área geográfica, meio social, atividade profissional, religião etc. O mesmo acontecia com as famílias reais europeias, todas elas aparentadas entre si.
O implexo é a relação entre estes dois números e a sua porcentagem permite verificar o grau de endogamia nas várias gerações.
Extraído de: https://pt.wikipedia.org/wiki/Implexo
Vídeo de Gabriel Torres:

Curiosidade
O caso mais célebre de implexo elevado é o do rei Afonso XIII de Espanha, que tinha na realidade apenas 111 eneavós, e não os 1024 teóricos que matematicamente teria nessa geração, havendo 89% de implexo.
{\displaystyle {\frac {1024-111}{1024}}={89\%}}

CASA DE RODOLFO TEÓFILO NA PAJUÇARA

Retornando de Maranguape, onde visitei a Casa de Chico Anysio, fui conhecer a de Rodolfo Teófilo, que fica na Rua Petrônio Portela, nº. 153, em Pajuçara, distrito de Maracanaú.
Foi construída no alto de uma colina em um lugar chamado Alto da Bonança. Seu portão de ferro artisticamente trabalhado estava entreaberto. Entrei. Não havia ninguém por lá, naquele momento.
É uma casa branca com portas e janelas azuis. Na frente, há um alpendre com bancos e uma faixa amarronzada de tijolos aparentes que realça a fachada (foto 1). Árvores frutíferas de várias especies crescem no terreno ao redor.
Após muitos anos abandonada, a casa foi reformada em 2005 pela Prefeitura de Maracanaú. Dois anos depois, foi tombada pelo patrimônio histórico municipal. Nesta casa, Rodolfo Teófilo escreveu alguns dos 27 livros que publicou.
Nascido na Bahia, Rodolpho Marcos Teóphilo (1853 - 1932) veio para o Ceará com 15 dias de vida. Farmacêutico, historiador, industrial e sanitarista, ele atuou no combate à varíola no fim do século XIX e início do século XX. Sempre se disse e se considerou cearense, não aceitando jamais ter nascido em outro lugar. "Sou cearense porque quero" asseverou sempre e, se assim o dizia, melhor demonstrava o infinito amor que nutria pelo Ceará.
A tarde estava nublada e começou a cair um toró. Esperando que a chuva passasse, sentei-me num dos bancos do alpendre. Foi quando chegaram duas funcionárias da Prefeitura de Maracanaú, pedindo desculpas pelo pequeno atraso. Abrindo a casa, elas me disseram que esta não dispunha de acervo. A casa era utilizada para ensaios de música e reuniões de grupos religiosos da comunidade.
Na verdade, o único objeto digno de apreciação era aquele que eu tinha visto ao entrar: o Monumento à Cajuína (foto 2). Feito em cimento, essa obra reproduz a imagem de um tronco, que dá origem a um galho com um caju na ponta, o qual, por sua vez, repousa na boca de uma garrafa. Explicaram-me, ainda, que existia uma folha que integrava o conjunto, mas esta tempos atrás havia se desprendido.
Segundo Rachel de Queiroz, a Rodolfo Teófilo se deve a invenção da cajuína, uma bebida não-alcoólica à base do suco de caju que é muito popular no nordeste brasileiro.

VIDA — POR DIOGO FONTENELLE


O MEU JEITO DE ENGOLIR A VIDA

No quarto de dormir estão os sapatos que esperam por mim
A inventar caminhos pelo amanhã entre rebanhos de agonia.
No quarto de dormir está a xícara vazia com cheiro de jasmim
A tanger cinzas nuvens de assombro ao vendaval do dia a dia.

No quarto de dormir está o alvo lençol que suspira despedida
A ouvir o morto que desce da foto da parede em noite partida
A povoar meu rabiscar em verso sangrado na caligrafia sofrida
Que não é poesia, é tão somente o meu jeito de engolir a vida.

A VIDA EM POESIA

Por que esperar muito da sorte e das pessoas?
Se tudo é apagado em indiferente certeiro dia.
Nada é para sempre. Tudo, na sua hora, escoa.
A traça rói nossos olhos e a nossa visão fugidia.

Por que esperar muito da sorte e das pessoas?
Se tudo é faz-de-conta a desaguar na noite fria.
Nada é para sempre. No pranto, a coração voa.
A traça rói a doce esperança da vida em poesia.

CASA DE CHICO ANYSIO EM MARANGUAPE

Francisco Anysio de Oliveira Paula Filho, conhecido artisticamente como Chico Anysio, é filho de Maranguape - CE. Foi humorista, ator de cinema e televisão, radialista, comentarista esportivo, escritor, compositor, pintor, roteirista e diretor de espetáculos.
"É mentira, Terta?"
A casa em que ele nasceu e viveu até os 7 anos de idade fica na Rua Chico Amador, nº. 68. Tendo pertencido inicialmente à família Paula, o imóvel foi tombado pelo patrimônio histórico municipal e, atualmente administrado pela Prefeitura de Maranguape, abriga uma espécie de museu dedicado ao filho ilustre da terra.
Na entrada, o visitante logo se depara com uma estátua de Pantaleão, um dos personagens mais marcantes de Chico Anysio. A guia Fernanda, que me conduziu na visita, realizou esta foto em que eu apareço perto da estátua do famoso mitômano.
Construída de taipa, a casa (que foi restaurada há poucos anos) tem um alpendre e vários cômodos. Nestes últimos, se distribui o acervo do museu, constituído principalmente de coleções de caricaturas e de marionetes no estilo puppet que representam alguns dos personagens de Chico Anysio, e de capas de livros (24 títulos ao todo) que ele publicou, além de painéis com informações sobre a vida e as obras do humorista cearense.
Hoje, 12 de abril, é comemorado o Dia do Humorista no Ceará. Esta data, que faz alusão ao aniversário de nascimento de Chico Anysio, foi instituída pela Lei nº. 13.317, de 02/07/2003.
Serviço
Distância de Fortaleza: 50 km
Percurso: CE-060, em seguida CE-350
A casa/museu está aberta para visitações de terça-feira a domingo, das 9 às 17 horas
Entrada: gratuita
Ver também
Casa de Chico Anysio é rota turística em Maranguape, TV Diário
Reveillon de 2018 em Maranguape, blog EM

LIVROS (INCLUSIVE FICCIONAIS) QUE FAZEM REFERÊNCIAS A LUIZ

Paulo Gurgel Carlos da Silva
1 - MORAES, Vicente de Paula Falcão. Anos Dourados em Otávio Bonfim: à memória de Frei Teodoro. Fortaleza: IURIS. 1998. 320p.
Em 1999, o escritor Vicente Moraes publicou o seu Anos Dourados em Otávio Bonfim, no qual, em “O Centro do Bairro”, às páginas 30 e 31, “presta uma homenagem justa ao Instituto Padre Anchieta, na pessoa de seu diretor, o professor Luiz Carlos da Silva, carinhosamente seu Silva”. No capítulo “As ruas e as famílias do bairro”, o autor de Anos Dourados… destacou, na página 226, “a austeridade e a disciplina que credenciavam nossa escola para a formação moral e cívica dos jovens do bairro”, e, na página 229, “a abnegação e a seriedade adotadas pela família Silva” (Luiz Carlos e irmãos) no Instituto Padre Anchieta
2 - SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da (org.). ADEODATO, Márcia Gurgel Carlos. Dos canaviais aos tribunais: a vida de Luiz Carlos da Silva. Fortaleza: Edições UECE / Expressão, 2008. 192p. ISBN: 978-85-7826-003-3
Em janeiro de 2007, em uma das costumeiras reuniões de domingo, do nosso clã familiar, Marcelo Gurgel apresentou uma proposta de organizar um livro sobre o nosso falecido pai, Luiz Carlos da Silva, a ser lançado por ocasião do seu nonagésimo aniversário de nascimento. A convocação ganhou tanto a adesão da matriarca, D. Elda Gurgel, como dos irmãos, todos dispostos a contribuir com ideias e peças literárias para a feitura da obra, que passou a ter como coorganizadora a jornalista Márcia, filha do homenageado. Este livro, Dos canaviais aos tribunais – A vida de Luiz Carlos da Silva, foi também um trabalho de pesquisa histórica, que levou os organizadores às seguintes fontes de consulta: Biblioteca Pública Menezes Pimentel, Instituto do Ceará (Nirez), Colégio Cearense Sagrado Coração, Faculdade de Direito-UFC, CRC-CE, OAB-CE, SENAC, Academia Cearense de Letras e Assembleia Legislativa do Ceará. Em meio a essa busca por informações, sobre o nosso pai, a surpresa veio com achados preciosos, verdadeiros tesouros da produção literária paterna. No seu todo, a obra saiu alentada, mercê dos depoimentos de amigos, colegas, alunos, clientes, pessoas, enfim, que conviveram com Luiz Carlos da Silva e que, de uma maneira agradecida, transpuseram para o papel fatos marcantes, que vão de sua infância passada nos canaviais, lavrando e domando a terra, até seus derradeiros embates nos tribunais, em que se colocava sempre na defesa daqueles com sede de justiça. Em 28 de janeiro de 2008, esse livro foi lançado, na sede da OAB-Ceará, assinalando a passagem dos noventa anos de nosso genitor, se vivo ele fosse.
3 - SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Otávio Bonfim, das Dores e dos Amores: sob o olhar de uma família. Fortaleza: EdUECE, 2008. 144p. ISBN: 978-85-7826-007-1
O bairro Otávio Bonfim e a família Gurgel Carlos mantiveram um consórcio que durou meio século. Com dores e amores de permeio. Os treze filhos gerados por Elda e Luiz nasceram todos em Otávio Bonfim. Em reconhecimento a este bairro de Fortaleza que abrigou nossa família, Marcelo escreveu o livro Otávio Bonfim, das Dores e dos Amores, publicado em 2008. Referem-se a nosso genitor os capítulos “Luiz Carlos da Silva: OAB-Ce nº 546” e “Professor Luiz Carlos da Silva: educador de gerações”.
4 - SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Maquis: Redenção na França ocupada. Fortaleza: Editora da UECE, 2009. 500p. ISBN: 978-85-7826-030-9
A seguir, em 2009, veio a lume Maquis: Redenção na França ocupada, um romance revestido do caráter epistolar. Mas esta obra de Marcelo Gurgel não se enquadra totalmente no gênero ficção. Muitas de suas passagens aconteceram, realmente. Mesmo assim, os fatos, em grande parte, foram trabalhados, à conta da inventividade do escritor, o qual narra uma longa história, com personagens reais e fictícios, e que tem como pano de fundo a França, sob a ocupação germânica, durante a II Guerra Mundial.
5 - SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Revelações de um Maquisard. Fortaleza: Expressão Gráfica e Editora, 2011. 112p. ISBN: 978-85-7563-687-9
Com o mesmo pano de fundo: a Resistência Francesa, vivenciada por um cidadão cearense, quando a França se encontrava sob a ocupação nazista, Marcelo Gurgel criou a Revelações de um Maquisard, uma peça de teatro em dois atos. Esta peça é construída com base em diálogos, envolvendo apenas quatro personagens: Prof. Solón (82 anos, contador e professor universitário), D. Nilda (78 anos, dona de casa, esposa do Prof. Solón), Dr. Saulo (52 anos, médico, primogênito do casal) e D. Mazé (empregada doméstica). Tem por cenário uma residência familiar situada em Fortaleza, com passagens em três cômodos (sala de estar / quarto / gabinete). Com esta obra, Marcelo foi um dos ganhadores do Prêmio Eduardo Campos, na categoria Dramaturgia, da SECULT. Revelações… foi publicada em 2011, numa edição bilingue, com a versão para o francês a cargo de Cristiene Ferreira da Silva.
6 - SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Refazendo o caminho: passado e presente de uma família. Fortaleza: Edição do Autor, 2012. 144p. ISBN: 978-85-901655-8-3
Em Refazendo o caminho: passado e presente de uma família, Marcelo Gurgel tomou a iniciativa de escrever três textos, como se fossem de autoria de nosso progenitor: “Origens familiares”, “Relembrando 1932: a subsistência” e “Mensagem ao Paulo, meu primeiro filho”. Além disso, elaborou outros três textos a que atribuiu a inspiração paterna: “Recordando os tempos de aluno marista”, “Perdas em família” e “Patrimônio familiar”. Os seis textos em que Marcelo atuou como ghost-writer de Luiz integram a “Parte I - Per il cappo de la famiglia” deste livro editado em 2012.
7 - OLIVEIRA, Elsie Studart Gurgel de. 20 Contos sem Réis. Fortaleza: Expressão Gráfica Editora, 2014. 104p. ISBN: 978-85-420-0427-4
No conto “A Lenda dos “Onze Estrelo”, em sua coletânea 20 Contos sem Réis (páginas 19 a 21), de 2014, Elsie Studart G. de Oliveira escreveu: “Que essa é uma lenda, ninguém duvida, mas há uma estória parecida que merece ser contada. Em um bairro desta capital, residia um casal ainda jovem, mas já com uma prole bastante alentada: 11 filhos, de tamanhos bem diferentes, tanto que o último, ao chegar, encontrou o primeiro na Faculdade. (...) O melhor de tudo é que um a um da filharada foi formando o seu próprio patrimônio intelectual e despontando no mundo das letras e das ciências. Não ficou um só que não tinha dado certo. Todos, sem distinção, encontraram o seu caminho, independentemente das pedras que dificultavam sua passagem. Nisso, pesaram muito a luz emanada da figura paterna (Luiz) e a mão firme da matriarca, apontando as vias mais promissoras.”
8 - MORAES, Vicente de Paula Falcão. Anos Dourados em Otávio Bonfim: À memória de Frei Teodoro. Fortaleza: IURIS. 2017. 320p. Sem ISBN.
Em agosto de 2017, Vicente Moraes retornou com a segunda edição revisada e ampliada de Anos Dourados em Otávio Bonfim, em que novamente destacou a atuação do nosso genitor, Dr. Luiz Carlos da Silva, como educador, e do educandário que este dirigiu. Assim como Tarcísio Moraes, irmão do autor e que fez uma das apresentações do livro, que chamou a atenção para o papel das “pequenas escolas primárias, como o Instituto Padre Anchieta, tendo à frente o seu Silva, que tudo fizeram no sentido de preservar a união familiar como uma base sólida de um futuro promissor”.
9 - SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da; SILVA, Paulo Gurgel Carlos da (org.). Luiz, mais Luiz! - Centenário de nascimento de Luiz Carlos da Silva. Fortaleza: Expressão Gráfica e Editora, 2018. 125p. ISBN: 978-85-915558-6-4
Dez após a publicação de Dos canaviais aos tribunais, Marcelo e Paulo Gurgel organizam o livro Luiz, mais Luiz! Lançado em 24/01/2018, no Ideal Clube, e em 28/01/2018, no Salão Paroquial da Igreja N. Sra. das Dores, em Otávio Bonfim, este último livro foi planejado para integrar os eventos comemorativos do centenário de nascimento do homenageado.

NOTA DE FALECIMENTO DE MARIA SOLANGE GOMES CARLOS DA SILVA

É com profundo pesar que informo o falecimento de MARIA SOLANGE GOMES CARLOS DA SILVA. Nascida em 05/07/1964, Solange era filha de Válter Carlos da Silva e Raimunda Gomes da Silva.
Ela faleceu hoje (2), de causas naturais, em Redenção.
Foi filha, irmã, tia, amiga, companheira, exemplo de ser humano, sempre com a mão estendida para ajudar o próximo; foi mãe de muitos, sem nunca ter gerado um filho em seu ventre.
Seu corpo está sendo velado na casa de seus pais em Acarape e, às 16 horas, será sepultado no cemitério da cidade.
Descanse em paz, minha prima Solange.
07/04/2018 - Atualizando ...
Às 19h30, em Acarape: Missa de sétimo dia em memória de MARIA SOLANGE, no salão paroquial da Igreja Matriz de Acarape.

EXPOSIÇÃO EM HOMENAGEM À CARNAÚBA NO PARQUE DO COCÓ

"Corria nos cavalos feitos de talos de carnaúba. De carnaúba era a cadeira, a mesa, as cordas da rede. A casa tinha travejamento, caibros e ripas de carnaúba. Esteiras de carnaúba substituíam os tapetes. Na cabeça, o chapéu de palha de carnaúba. De tarde, batia-me com outros batalhões de meninos, todos  armados com facões de carnaúba." ~ Luís da Câmara Cascudo
A Festa Anual das Árvores de 2018, uma promoção do Governo do Ceará, através da Secretaria do Meio Ambiente (SEMA), foi realizada no Parque do Cocó, em Fortaleza, no período de 18 a 25 de março. Neste ano, o evento homenageou a carnaúba (Copernicia prunifera), a árvore-símbolo do Ceará (Decreto nº 27.413, de 30 de março de 2004), com uma exposição no Centro de Referência da SEMA, contando com o apoio do Memorial da Carnaúba do município de Jaguaruana e tendo como objetivo mostrar para a população cearense a importância econômica e cultural desta árvore nativa do Nordeste.
crédito: PGCS
O processo produtivo da cera de carnaúba envolve três conjuntos de atividades produtivas: o extrativismo, o beneficiamento e o processo industrial, além de atividades comerciais e financeiras desempenhadas por diferentes atores, caracterizando complexas relações sociais e econômicas.
A palha (folha seca), depois da cera, é o produto da carnaúba que tem mais importância, principalmente na produção artesanal. A atividade artesanal existe nos três principais Estados produtores (Ceará, Rio Grande do Norte e Piauí), onde se aproveita a palha para a confecção de inúmeros objetos como tarrafas, escovas, cordas, chapéus, bolsas, vassouras, cestas, assentos de cadeiras e sofás, colchões, redes e esteiras.
A árvore representativa de cada Estado

LANÇAMENTO DE "APONTAMENTOS DE UM ESCRIBA"

Ao ensejo do "Happy Hour Cooperado" dos aniversariantes de janeiro, fevereiro e março de 2018, aconteceu em 13 de março de 2018, na sede da Unimed Fortaleza, o lançamento do livro"Apontamentos de um Escriba", de Marcelo Gurgel Carlos da Silva.
Esta obra do médico cooperado e atual presidente da Sobrames/CE Marcelo Gurgel, que reúne quarenta crônicas sobre os mais diversos temas, foi apresentada pelo próprio autor, que completava 65 anos de vida na ocasião.
SOBRE A OBRA
Com "Apontamentos de um Escriba", Marcelo Gurgel, médico, economista, professor de Medicina e reconhecido homem de letras, vem a enriquecer, mais ainda, a sua bibliografia já excepcionalmente prolífica.
Esta, que ora nos está a beneficiar a mente, encerra capítulos inéditos, ao lado de outros que, mesmo revisitados, são de grande relevo.
Muitos são os destaques.
Há "Homenagens Acadêmicas" da maior justeza e sobre as quais se fará à frente uma abordagem algo detalhada. [...]
No que concerne, ainda, a encômios, cabem especial citação "Portal de Memórias  Paulo Gurgel, um médico de letras" e "Luiz, mais Luiz!", em que Gurgel homenageia, respectivamente, seu irmão Paulo Gurgel Carlos da Silva, competente pneumologista e grande polígrafo, e o genitor dos dois  Dr. Luiz Carlos da Silva, por ocasião do centenário de nascimento deste.
Em crônicas, o professor Gurgel é pródigo, por demais, com temática variada e abrangente, incluindo frequentemente crítica social e política, não odienta e muitas vezes bem-humoradas. [...]
Dr. Eduilton Girão
(prefaciador do livro)

TREZENTOS ANOS DA FAMÍLIA GURGEL NO NORDESTE (1716-2016)

por JB Serra e Gurgel (*)
Este era o título do livro que José Jarbas Studart Gurgel (Acaraú, 20.07.1935 – Fortaleza, 29.01.2015) pretendia publicar para marcar a História de uma das mais tradicionais famílias do Brasil, não tivesse sido surpreendido pela morte em seus 80 anos intensamente vividos. Antes, pensara em titular "De Geração em Geração".
Guardo comigo a última edição quase definitiva, de 2014, editada e montada. Certamente pretendia convocar a "Gurgelândia" do Nordeste, especialmente do Ceará e do Rio Grande do Norte, com sua "apresentação", a 6ª, de 16.09.2014. (Jarbas mandou-me também a 2ª, além de cartas de 10.11.13 e de 11.02, 16.07 e 10.11.14 e inúmeros e-mails, dando-me ciência das pesquisas, investigações, consultas sobre sua obra, que tinha como referência "o cumprimento da verdade e o resgate histórico e genealógico de nossa família".)
Seus estudos complementam os de Heitor Luiz do Amaral Gurgel , "Uma Família Carioca do Século XVI", de Miguel Santiago Gurgel, "Porteiras e Currais", com as fazendas de Santa Cruz do Aracati, e de Aldysio Gurgel do Amaral, "Na Trilha do Passado, Genealogia da Família Gurgel". Claro que há lacunas a serem preenchidas por outros pesquisadores.
Sua convicção era muito forte indicando que, "em face de problemas políticos", a família Gurgel migrou de seu habitat inicial, no Rio de Janeiro, onde se estabeleceu no inicio do século XVII,  mais precisamente em 1606 com o casamento de Toussaint Gurgel, de 30 anos, e Domingas Arão Amaral, de 20. O corsário Toussaint Gurgel, de Havre de Grace, da Alsácia, França, de mãe francesa e pai alemão da Baviera, chegou a Cabo Frio em 1595, no comboio que visava a implantação da França Antártica.
Em 410 anos, e com 16 gerações, com os entrelaçamentos de Gurgel do Amaral, Gurgel Valente, Gurgel Costa Lima, Studart Gurgel, Gurgel Barbosa, Nogueira Gurgel, Santos Gurgel, Gurgel Carlos Silva, Oliveira Gurgel, Holanda Gurgel, estimam-se em mais de 15 mil os seus descendentes .
A migração dos Gurgel para o Nordeste iniciou- se em 1716, quando Claudio Gurgel do Amaral, grande proprietário de terras no Rio de Janeiro (Morros do Castelo e de Santa Teresa, Outeiro da Gloria, Campo Grande, entre outros), após ter afrontado o governador do Rio de Janeiro Francisco Xavier de Távora, fugiu para Cataguazes em Minas Gerais, onde vivia seu primo Francisco do Amaral Gurgel. Seu filho, o alferes José Gurgel do Amaral, ofendido por João Manoel de Melo e apaniguados, travou uma acirrada luta política e matou seus desafetos, sendo os Gurgel declarados "réus de morte" pelo governador Távora. José acabou preso em Minas, cumpriu pena no Rio e em Salvador onde foi levado ao patíbulo.
Maria Gurgel do Amaral, nascida no Rio de Janeiro, em 1712, chegou com seus pais à região de Penedo ou São Miguel dos Campos, em Alagoas, em 1716, acompanhada de seu marido Davi Lopes de Barros (nome disfarçado).
Um de sues filhos, José Gurgel do Amaral, nascido em 1712, em Penedo, foi casado com Cosma Nunes Nogueira, é o 1º Patriarca da família Gurgel do Aracati. José Gurgel do Amaral Filho, nasceu na fazenda Porteiras, na vila de Santa Cruz do Aracati, e é considerado 2º Patriarca da Família Gurgel de Aracati, nascido no ano de 1784. Casou-se duas vezes e teve 20 filhos.
A versão "De Geração em Geração", a 2ª., de 10.10.2013, continha os seguintes capítulos: Sumário, Apresentação, Introdução, O Patriarca do Brasil, O Patriarca do Nordeste, O Patriarca de Aracati, O Patriarca de Acaraú, O Patriarca do Recife, Justiça e Justiceiros, Um Gurgel Presidente da República, Do Quinto ao Oitavo filho, A Matriarca de Caraúbas, Um Gurgel Governador de Estado, A Matriarca de Maranguape, O Ramo dos Gurgel Nogueira, Descendentes de Philomena e de Olímpia Gurgel do Amaral, 14ª e 15ª filhas do Patriarca do Aracati, Os Patriarcas de Apodi e da Paraíba, Amantes das Artes e da Cultura, O Patriarca de Acopiara, Descendência de d.Felismina, O Patriarca de Fortaleza, Uma Comunidade de Vocacionados, descendentes de Jesumira Gurgel do Amaral, a 20ª filha do Patriarca de Aracati; um Gurgel Patrono do Exército Nacional, Exploradores de Ouro nas Minas Gerais, Um Gurgel Inconfidente Mineiro, Conclusão e Bibliografia Consultada.
A versão "Trezentos Anos da Familia Gurgel no Nordeste (1716-2016), a 6ª. de 16.09.2014, que me foi entregue em seu apartamento da Visconde de Mauá, e que seria quase definitiva, constam os capítulos: Apresentação, Prefácio, Introdução; o Genearca do Brasil, Toussaint Gurgel; o Patriarca do Nordeste, José Gurgel do Amaral, o Patriarca de Aracati, José Gurgel do Amaral Filho; os Studart Gurgel, o Patriarca de Acaraú, Benjamin Studart Gurgel; os Barros Leal e outros, os outros filhos de Delfino; um Gurgel Presidente da Republica, Humberto de Alencar Castello Branco; Os Gurgel Valente e outros; A Matriarca de Caraubas (RN), Quitéria Gurgel do Amaral; Um Gurgel Governador de Estado Monsenhor Valfredo Gurgel (RN); a Matriarca de Maranguape, Matilde Maria Gurgel do Amaral; Um Gurgel Nogueira e outros; os Carlos da Silva e outros; Patriarcas do Apodi, Tiburcio Valeriano Gurgel do Amaral e da Paraíba, Paulo de Brito Guerra; os Monteiro Gurgel e outros, o Patriarca de Acopiara, Henrique Gurgel do Amaral Valente (Vovô do Rio), Descendentes de d. Felismina Gurgel do Amaral; O Patriarca de Fortaleza, José Gurgel do Amaral; os Guedes e Outros, Heróis da Guerra do Paraguai, entre eles, o Duque de Caxias, Luis Alves De Lima e Silva, descendente da 5ª. filha de Toussaint Gurgel, Méssia do Amaral Gurgel; Bibliografia Consultada e Índice Remissivo.
(Comparando com a 2ª. versão, sobraram: o inconfidente "mineiro", que por sinal é fluminense, Salvador Carvalho da Cunha do Amaral Gurgel, bisneto de Toussaint Gurgel; o Patriarca do Recife, Henrique Gurgel do Amaral; Exploradores de Ouro nas Minas Gerais; Justiça e justiceiros, descendente de Vicente Gurgel do Amaral.)
Os 300 anos da família Gurgel no Nordeste não foram comemorados. Foi-se com o Jarbas, a quem rendo homenagem, um Gurgel como tantos outros, inclusive eu, que teve acendrado amor pela causa da família, como instrumento do desenvolvimento humano e da história da humanidade.
(*) JB Serra e Gurgel (Acopiara) jornalista e escritor serraegurgel@gmail.com

SONHOS QUE NÃO VOLTAM JAMAIS!


Diogo Fontenelle

Foi-se o ouro das Minas Gerais,
Sonhos que não voltam jamais.

Foi-se a vovó entre muitos ais,
Sonhos que não voltam jamais.

Foi-se a infância presa no cais,
Sonhos que não voltam jamais.

Foi-se a carta de amor flor-lilás,
Sonhos que não voltam jamais.

Foi-se a azul poesia de haicais,
Sonhos que não voltam jamais.

Foi a felicidade nos entra-e-sais,
Sonhos que não voltam jamais.

MORRE O REPÓRTER LANDRY PEDROSA

Foto: Evilázio Bezerra/O POVO
Vítima de leucemia, morreu nesta terça-feira (6), aos 73 anos, o repórter policial Landry Pedrosa Martins. Ele estava internado no Instituto do Câncer do Ceará.
Seu corpo está sendo velado na Funerária Ethernus, onde uma missa de corpo presente deverá ser celebrada amanhã, às 15 horas. E o seu sepultamento ocorrerá às 16 horas da quarta-feira, no Cemitério Parque da Paz.
Filho ilustre do município de Catarina-CE, Landry foi repórter policial do Jornal O POVO por mais de quatro décadas.
Era irmão de meu cunhado Dermeval Pedrosa, a quem transmito minhas sentidas condolências extensivas à família.
Fonte: Blog do Eliomar
MEMÓRIA - A TRAGÉDIA DE ARATANHA
Às 2h45, do dia 08/06/1982, um avião da VASP colidiu com a Serra de Aratanha, em Pacatuba-CE. Esse acidente, que aconteceu por um erro humano, resultou na morte de todos os passageiros (128) e tripulantes (9) do avião. Landry Pedrosa foi o primeiro repórter a chegar ao local do sinistro para realizar a cobertura jornalística. Ás 16 horas do mesmo dia, uma edição extra de O POVO a respeito do acidente aéreo, coordenada pela jornalista e chefe de reportagem Márcia Gurgel, já estava nas ruas de Fortaleza.
https://gurgel-carlos.blogspot.com.br/2012/06/memoria-tragedia-de-aratanha.html
Ler também este artigo: O homem que comia notícias, de Demitri Tulio.

A BARRAGEM DO RIO COCÓ

Inaugurada em junho do ano passado pelo governador Camilo Santana, a Barragem do Rio Cocó, com as fortes chuvas caídas no Ceará, atingiu a sua capacidade máxima de armazenamento de água (de quase 6,5 milhões de metros cúbicos) e, segundo informações do Portal Hidrológico do Ceará (COGERH) e da imprensa local, começou a sangrar a partir de 23 de fevereiro.
(foto de Evilázio Bezerra / O Povo)
A barragem servirá para conter o excedente de água na quadra chuvosa (fevereiro a maio) e com isso evitar o alagamento que acontece todos os anos em 14 áreas vulneráveis de Fortaleza, como o Lagamar. Cerca de 11 mil famílias serão beneficiadas por esta obra recém-construída no Conjunto Palmeiras.
Resultado de um investimento da ordem de R$ 105 milhões, no qual se incluem os valores destinados para as desapropriações, a obra deverá em breve fazer parte do sistema de abastecimento de água da Região Metropolitana de Fortaleza. Estão previstas também, além da urbanização local das margens do Rio Cocó, a transformação do entorno da barragem em espaço de lazer, educação em ecologia e geração de emprego e renda, principalmente na área da agricultura.

A NOITE DO CHÁ

Recém-casados, João Evangelista Cunha Pires e minha irmã Marta foram morar em 1972 na cidade do Rio de Janeiro, Estado da Guanabara. O engenheiro químico cearense João obtivera uma bolsa de estudo para mestrado em Engenharia Nuclear no Instituto Militar de Engenharia (IME), na Praia Vermelha, e Marta, que à época cursava Engenharia Química na UFC, em Fortaleza, para poder acompanhar o cônjuge na Cidade Maravilhosa, matriculou-se no curso de graduação da UFRJ, na Ilha do Fundão.
Eles alugaram uma quitinete na Glória.
O modesto apartamento ficava num edifício de poucos andares, no último quarteirão da rua Benjamin Constant. Convidado pelo casal, deixei Copacabana para ir morar com eles na Glória.
Lembro-me de existir naquela rua um templo da Igreja Positivista do Brasil e o Hospital da Beneficência Portuguesa em que aconteciam as sessões clínicas comandadas pelo renomado cirurgião torácico Jesse Teixeira, sempre com a brilhante participação do Dr. Amarino, um médico radiologista da cidade.  No fim da rua, à época havia também uma grande escadaria pela qual se podia ir da Glória ao Morro de Santa Teresa.
As obras da estação da Glória do Metrô do Rio já ocupavam uma parte do largo em que começava a rua Benjamim Constant. E, quando a Taberna da Glória (onde se dizia que Noel Rosa compôs "Conversa de Botequim") deu sua última função, eu fui até lá para as condolências. E, ao lado de grandes sambistas do Rio Antigo, chorei um rio pelo fechamento da casa.
Foi um tempo inesquecível minha convivência carioca com João e Marta. Por vezes, íamos a bares e restaurantes da região para tomar chopes e comer petiscos. No geral, era a universitária Marta que, em seu terceiro turno de estudo/trabalho, preparava algo para que jantássemos.
Uma noite, ela resolveu fazer um chá mate gelado para todos. A infusão do mate ficou saborosa, porém muito concentrada. Cada um bebeu um copo cheio, a seguir repetindo-o. Então, fui ao quarto de empregada, onde uma cama de campanha me esperava para a dormida. Mas essa noite de sono jamais aconteceu. Ao amanhecer, dando a peleja por perdida, levantei-me para ir trabalhar. E... o que descubro? João e Marta, ambos insones, estavam na sala do apartamento a conversar. Ninguém ali conseguira dormir um mísero minuto por conta do consumo generalizado dos alcaloides (*) da erva-mate.
Morei com João e Marta por cerca de dezoito meses. Do segundo semestre de 1972 a fevereiro de 1974, quando fui transferido pelo Exército para o Hospital de Guarnição de Tabatinga, em Benjamim Constant, um município do Amazonas, na fronteira com Peru e Colômbia.
O meu bota-fora se deu em pleno carnaval. Convidei Marta e João para irmos a um baile carnavalesco num clube em Petrópolis, cidade em que eu dava plantões médicos nos fins de semana. Foi uma noite muito agradável, embora pairasse sobre nós o pressentimento de uma saudade irremediável.
Na quarta-feira de cinzas, despedi-me deles. Parti para o Amazonas. Um ano depois, o tempo especial de trabalho na fronteira deu-me o direito de escolher minha transferência para Fortaleza.
Findo seu período de mestrado, João foi aprovado em um concurso da Petrobrás, empresa em que trabalhou até aposentar-se. Marta concluiu o curso de Engenharia Química, fez o concurso para a Petrobrás e também foi chamada para a empresa.  O casal residia em São José dos Campos-SP, quando Marta, aos 29 anos de idade, teve a vida ceifada por uma septicemia. É possível que essa doença,de natureza infecciosa, estivesse associada a efeitos causados pelo contato prolongado com agentes químicos na REVAP, a refinaria em que ela trabalhava.
João ainda residiria por muitos anos em Fortaleza. Formou-se em Direito e trabalhou com meu pai na nova profissão que abraçou. Abriu uma barraca na Praia do Futuro e gostava de ir ao Mercado dos Pinhões para ouvir MPB. A morte abrupta e inesperada em 2015 cortou-lhe outros planos.
De Marta e João, nasceu em Campinas-SP o filho Leonardo Gurgel Carlos Pires, em 1976. Órfão de mãe quando tinha apenas 3 anos, Leonardo é hoje promotor de justiça do Ministério Público do Estado do Ceará, sendo casado com Liduína Façanha. O casal tem três filhos: Leonardo Filho, Luiz Otávio e Marta Gurgel Carlos Pires (cujo nome completo é igual ao nome de casada de sua avó Marta).
(*) cafeína, teofilina, teobromina etc.
(https://vejario.abril.com.br/blog/as-ruas-do-rio/rua-benjamin-constant-e-rua-do-fialho-gloria/)
(http://museudacancao.blogspot.com.br/2012/11/conversa-de-botequim.html)
(https://youtu.be/c2B4O5hR7RU)
João e Marta

TRANSCRIÇÃO DE UM ENCÔMIO E DE UM REGISTRO FAMILIAR

Parabéns, mestre Paulo.
Fiquei impressionado com seu belo trabalho sobre a Genealogia da Familia Gurgel em que condensou indagações e respostas (64) sobre nossa família, que lhe foram dirigidas e respondidas, entre 2012 e 2017. Isto reforça o nosso esforço comum em defesa de um patrimônio imaterial, que é de todos. Isto revela que a busca de identidade e referências sobre um passado longevo e mais próximo constitui preocupação dos seres humanos que miram no retrovisor de suas vidas.
Conheci um livro, no Rio de Janeiro, sobre a família Gurgel. Já voltei varias vezes à livraria, pois moro em Niterói, e não o encontrei. Estou sempre nos sebos, pois como o berço da família está no Rio de Janeiro, hei de encontrá-lo. Tivemos um prefeito do Rio, Honório Gurgel (10º prefeito da cidade), que foi dono das terras que começam no Irajá e iam até Campo Grande. Construímos o Outeiro da Gloria (foto acima, de 1920), inclusive a Igreja de N.S. da Glória, hoje entregue a gestores incompetentes.
Estou em campanha para construir um monumento a Salvador de Carvalho Gurgel do Amaral, em Paraty, onde seu nome foi aposto numa rua que nem motorista de táxi sabe onde fica. Já consegui duas adesões de peso para a ofensiva. É o maior nome de Paraty e do Estado do Rio de Janeiro, que acolheu Tiradentes de braços abertos e que desprezou Salvador.
A proposito de nossa descendência, mando-lhe o artigo que escrevi sobre o livro que o nosso Jarbas Studart Gurgel pretendia publicar para marcar os 300 anos da chegada da família Gurgel no Nordeste e que resgata muitos outros ramos da família Gurgel. Ele me pedira para escrever a apresentação., estive em sua casa antes de sua morte, me deu um exemplar xerocado.
Adicionei grifos e links. PGCS
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Por ultimo, quando tiver espaço, peço um registro familiar.
Minha filha, Ivana Marilia Mattos Dias Serra e Gurgel, engenheira química com mestrado na COPE, da UFRJ, e que trocou a Engenharia pela Diplomacia acaba de ser promovida a Ministro de 2a. classe e removida para Bruxelas, onde será Ministra Conselheira da Delegação do Brasil junto a Comunidade Econômica Europeia. Não é nada, não é nada, sei que há muitos Gurgel diplomatas, mas ela tem no nosso ramo de Gurgel uma referência: um irmão do meu bisavô, José Gurgel do Amaral Valente, nascido em Aracati, foi o último embaixador do Brasil nos Estados Unidos, no Império, e o primeiro da República.O meu bisavô que é o fundador da família Gurgel Valente, de Acopiara. se chamava Henrique Gurgel do Amaral Valente, também irmão do nosso Teófilo Gurgel Valente, fundador da Siqueira Gurgel. em Fortaleza
Forte abraço.
JB Serra e Gurgel

RAÍZES DE LUIZ: REDENÇÃO E ACARAPE

Paulo Gurgel Carlos da Silva
Os dois municípios, Redenção e Acarape, se conectam pela rodovia CE 060 como se um dos municípios fosse o prolongamento urbano do outro. Guardam as mesmas características do solo, fértil e propício ao cultivo da cana-de-açúcar, assim como os mesmos referenciais hídricos, que são as águas originárias do rio Pacoti, de seus afluentes e o represamento delas a jusante no açude Acarape do Meio.
Origem e formação de Redenção
Primitivamente, o nome Acarape designava a sede de Redenção. Suas origens remontam ao século XVIII, quando ali se instalaram os primeiros agricultores, beneficiários das vastas e fecundas terras da região.
Ainda pertencente à Vila de Baturité, Acarape (atual Redenção) passou a ter o seu distrito policial, cujo registro guarda como instrumento de apoio o Ato Provincial de 18 de março de 1842. Em 1868, Acarape foi desmembrada de Baturité e elevada à categoria de Vila. A elevação à categoria de Vila provém da Lei nº 1.255, de 28 de dezembro de 1868, com a instalação do Poder Municipal em 28 de agosto de 1871.
Pelo pioneirismo na libertação dos escravos no Estado do Ceará, foi outorgado a Acarape o nome de Redenção. A elevação à categoria de Município provém da Lei Provincial nº 2.167, de 17 de agosto de 1889, com o nome outorgado, memória rediviva da redenção do negro no Ceará.
Origem e formação de Acarape
O atual município de Acarape foi o antigo povoado de Calaboca (ou Cala Boca). Ainda modesto, o povoado de Calaboca quis então homenagear suas origens, e passou a chamar-se Acarape a partir de 1926.
Antes, porém, desse fraternal e justo acontecimento, a povoação de Calaboca recebeu do acaso a cota de benefício pelo qual foi responsável a Ferrovia Fortaleza-Baturité. Esse benefício constou da Estação Ferroviária, construída pela Companhia e inaugurada a 26 de outubro de 1879.
O povoado, então, despertou de sua longa apatia, e pequenos comerciantes se estabeleceram na localidade. Com isso, a população do povoado rapidamente cresceu. Ao chegar o momento oportuno, seus moradores se arregimentaram, requereram e obtiveram a elevação do povoado à categoria de Vila, tendo como instrumento de apoio a Lei nº 2.376, de 18 de setembro de 1926, ganhando, também, a mudança de nome para Acarape. Sua elevação à categoria de Município, já com a denominação atual, provém da Lei nº 11.308, de 16 de abril de 1987.
Com a desativação do trem de passageiros em 1988, a estação fechou. Por alguns anos, abrigou a Secretaria de Cultura de Acarape e atualmente o prédio da estação é a sede do Paço Municipal.
Foto: PGCS, em 8/11/2017
Luiz, o filho de Acarape
Em 1916, passada a Seca de 15, nossos avós paternos José e Valdevina deixaram Pereiro e fixaram residência em Acarape, à época fazendo parte do município de Redenção, onde José Carlos adquiriu uma propriedade rural conhecida por “Pau Branco”. Naquelas terras banhadas pelo Rio Pacoti, como era de vocação da região, José Carlos passou a investir no plantio da cana-de-açúcar, além de algumas culturas de subsistência.
O consórcio de José e Valdevina Carlos da Silva gerou sete filhos que “vingaram”. Nascido em 1918, Luiz Carlos foi o segundo dos filhos do casal, sendo o primeiro deles a nascer em Acarape.
Luiz fez o Curso Primário de 1927 (ao que tudo indica) a 1931 em uma escola municipal em Redenção, condição que o obrigava a percorrer, diariamente, mais de uma légua a pé ou, ocasionalmente, no lombo de um jumento, para superar a distância que separava o sítio Pau Branco do local de aprendizado.
A Seca de 32 produziu um rude golpe em sua carreira de estudante. Seu pai, que esperava usar parte dos recursos amealhados em 1931, para enviá-lo a Fortaleza, onde Luiz daria início a seu curso ginasial, viu-se impossibilitado de fazê-lo, porque a prioridade, agora, era lutar pela manutenção de toda a família.
Na vigência da seca e nos dois anos seguintes, Luiz teve de continuar no meio rural, enfrentando o duro labor de arar e semear a terra, sob o sol escaldante, além de moer a cana e cuidar dos animais de criação para ajudar a prover o sustento da família.
Finalmente, em 1935, após aprovação em exame admissional, ingressou no Colégio Cearense do Sagrado Coração.
Luiz, o filho adotivo de Fortaleza
Concluído o curso de Direito, Luiz jamais esqueceu sua terra natal. Como advogado, ia semanalmente a Acarape e Redenção onde prestava assistência jurídica a uma numerosa clientela. Nos períodos eleitorais, era nestes municípios que ele obtinha uma parcela significativa dos votos como candidato a deputado pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e, depois, pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT). Por muito tempo, o getulista Luiz foi a principal liderança local do PTB.
Além disso, havia o sítio Pau Branco. Administrado pelo irmão caçula Valter, que continuou a morar em Acarape, era com ele que Luiz trocava frequentes ideias sobre os rumos na condução da propriedade. Houve ainda um período em que ele se dedicou ao comércio de aguardente. Luiz comprava em Acarape tonéis desta bebida para engarrafá-la em Fortaleza, sob os nomes de “Esportiva” e “Uiscana”.
Cronologia
1842 - Criação de um distrito policial em Acarape, Baturité.
1868 - Acarape é desmembrada de Baturité e elevada à categoria de Vila.
1879 - É construída uma estação de trem da Ferrovia Fortaleza-Baturité em Calaboca, povoado da Vila de Acarape.
1889 - Acarape, com o nome de Redenção, é elevada à categoria de Município. 1915 - Seca do 15 no Ceará
1916 - José e Valdevina fixam residência em Calaboca.
1918 - Nasce Luiz Carlos da Silva.
1919 - Ano de seca no Ceará
1926 - Calaboca passou a se chamar Acarape, em honra às origens.
1932 - Ano de seca no Ceará
1935 - A família Carlos da Silva passa a morar em Fortaleza e Luiz ingressa no Colégio Cearense.
1987 - Acarape passa a ser Município.
São considerados como anos de seca, aqueles em que o desvio anual normalizado pela média, em todo o Estado do Ceará (Figura 1), apresentou um valor inferior ou igual a –40%. Segundo este valor os anos foram (1915, 1919, 1932, 1958, 1983, 1993 e 1998).
Referências
ACARAPE. Site: www.ceara.com.br. Disponível em: http://www.ceara.com.br/m/acarape/index.htm. Acesso em: 25/11/2017.
ACARAPE. Site: pt.wikipedia.org. Disponível em: . Acesso em: 25/11/2017.
ALVES, J.M.B. et al. Principais secas ocorridas neste século no Estado do Ceará: uma avaliação pluviométrica. Disponível em: http://www.cbmet.com/cbm-files/13-1380726e80520f5fb2161d562051b1ad.pdf. Acesso em:25/11/2017.
ESTAÇÕES FERROVIÁRIAS DO BRASIL. Site: www.estacoesferroviarias.com.br. Disponível em: http://www.estacoesferroviarias.com.br/ce_crato/acarape.htm. Acesso em: 25/11/2017.
REDENÇÃO. Site: www.ceara.com.br. Disponível em: http://www.ceara.com.br/m/redencao/index.htm. Acesso em: 25/11/2017.
REDENÇÃO. Site:pt.wikipedia.org. Disponível em: . Acesso em: 25/11/2017.
SILVA, G.G.C. da. Avós paternos. In: SILVA, M.G.C. da; ADEODATO, M.G.C. Dos canaviais aos tribunais: a vida de Luiz Carlos da Silva. Fortaleza: Edições UECE/ Expressão, 2008. p.19-22.
SILVA, M.G.C. da. A formação educacional de Luiz Carlos da Silva. In: SILVA, M.G.C. da; ADEODATO, M.G.C. Dos canaviais aos tribunais: a vida de Luiz Carlos da Silva. Fortaleza: Edições UECE/ Expressão, 2008. p.63-70.
SILVA, M.G.C. da. Refazendo o caminho: passado e presente de uma família. Fortaleza: Edição do autor, 2012. 144p.
SILVA, P.G.C. da. Moradas e vizinhos. In: SILVA, M.G.C. da; ADEODATO, M.G.C. Dos canaviais aos tribunais: a vida de Luiz Carlos da Silva. Fortaleza: Edições UECE/ Expressão, 2008. p.39-41.
SILVA, P.G.C. da. O Tigre da Abolição. Site: Linha do Tempo. Disponível em: http://gurgel-carlos.blogspot.com.br/2017/11/o-tigre-da-abolicao.html Acesso em: 29/11/2017.

CASAMENTO DE CAMILA E YAN

A cerimônia de casamento de Camila e Yan, ela - filha de José Francisco da Cunha e Louiziane Gurgel da Cunha, e ele - filho de Roberto Lobo e Florence Lobo, será realizada hoje (9), às 20 horas, no Maison Fest Buffet, na Rua Dr. Francisco Gadelha, 855 - Luciano Cavalcante, em Fortaleza, Ceará.
Após a cerimônia, os convidados serão recepcionados no local.
10/02/ 2018 - Atualização da notícia com a inserção de uma foto
Crédito da imagem: PGCS

O ENGENHEIRO QUE VIROU BAIRRO (2)

Em outubro de 2010, aqui postei a nota Linha do Tempo: O ENGENHEIRO QUE VIROU BAIRRO. Nestes termos:
Em 1922, a Rede Viação Cearense (RVC) inaugurou uma de suas estações no quilômetro 3 da linha férrea Fortaleza-Crato. Algum tempo depois, a estação recebia o nome de Otávio Bonfim, em homenagem a um dos engenheiros da RVC. A região de Fortaleza que se desenvolvia em torno dessa estação logo passou a ser chamada de bairro Otávio Bonfim. E a mudança de sua designação para Farias Brito (o nome de um filósofo cearense), apesar de ter caráter oficial, até hoje não "pegou". Ao lado, uma autêntica raridade: a reprodução de uma fotografia do engenheiro Otávio Bonfim.
Pois bem. Não havia, até então, essa imagem disponível. Pelo menos, na internet, que é atualmente a grande fonte das imagens. Um dia, casualmente, ao assistir a um programa da TV local sobre o bairro Otávio Bonfim, percebi uma fugaz exibição dessa imagem. Localizado no YouTube o vídeo em que ela se encontrava, congelei-a em meu computador, fiz um print screen (captura de tela) e editei-a.
Publicada em Linha do Tempo, a reprodução fotográfica fez carreira própria. Através do site Estações Ferroviárias (o mais completo do gênero no Brasil), onde foi novamente publicada, a foto do engenheiro chegou à primeira página do Google. E quem pesquisa textualmente "Otávio Bonfim" no gigante das buscas logo se depara com a imagem do engenheiro na caixa de endereçamento para a Wikipédia.
Acesso em 28/01/2018, 16;41
Atualizei: LIVROS QUE FALAM DO BAIRRO OTÁVIO BONFIM COM SEUS FRANCISCANOS FRADES E A FAMÍLIA GURGEL-CARLOS

UM NOVO LIVRO PARA LUIZ CARLOS DA SILVA

APRESENTAÇÃO
Em janeiro de 2008, para comemorar os 90 anos de nascimento de nosso pai, Luiz Carlos da Silva, foi lançado, na sede local da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-CE), o livro “Dos canaviais aos tribunais: a vida de Luiz Carlos da Silva”, coroando um esforço familiar construído no correr do ano de 2007. Em 2017, passados dez anos da elaboração da edição anterior, pusemos em marcha a montagem de um segundo livro da mesma temática sobre o nosso patriarca, a ser lançado em janeiro de 2018, por ocasião do seu centésimo natalício, se vivo ele fosse. A proposta estava amparada em alguns textos adicionais sobre nosso genitor, publicados na mídia cearense e noutros livros de cunho memorialístico, e em homenagens póstumas a ele prestadas, culminadas na sua escolha de patrono da cadeira 22 da Academia Cearense de Direito. O meu irmão primogênito Paulo, de pronto, acatou ser o co-organizador da obra em foco. No seio familiar, repleto de seus rebentos escritores, obteve-se a guarida da pena dos filhos Paulo, Márcia, Marcelo, Meuris, Luciano, Magna e Mirna, que produziram textos específicos para este livro. Dois tios: Edmar e Grasiela, que conviveram, proximamente, com Luiz Carlos, em anos recuados, trouxeram à baila suas recordações. O genro Fernando Adeodato manifestou sua admiração ao sogro por meio de um acróstico. Como a segunda geração dos descendentes do casal Luiz e Elda Gurgel, por inteiro, completou a graduação, e todos já atuam como profissionais no mercado de trabalho, inseriu-se uma pequena biografia de cada um desses netos, acompanhada das respectivas lembranças que guardavam do avô, cabendo à neta Diana recolher e coligir esses apontamentos. Houve-se o cuidado, tanto quanto possível, de não se repetirem autores de depoimentos inclusos no livro comemorativo dos 90 anos, atrás reportado, bom como de incluir assuntos que não foram apontados anteriormente. Para a presente publicação, foi possível destacar o seu querido Instituto Padre Anchieta, trazendo a lume as contribuições de seus antigos alunos: Marlene Alexandre Rolim, Vicente de Paula Falcão de Moraes, Jair Braga de Lima, Mauro Falcão Moraes e Zenaide Braga Marçal. O legado jurídico de Luiz Carlos da Silva é reforçado pelo artigo do desembargador João Byron de Figueirêdo Frota e o do promotor de justiça Leonardo Gurgel Carlos Pires, o único dos netos que com ele trabalhou no seu escritório de advocacia. Nesse interstício decenal, vários amigos e colegas do aqui perfilado, foram chamados de volta à Casa do Pai, ou estão impossibilitados de alinhavar palavras. A sua turma de graduados na Faculdade de Direito, que no último dia 8 de dezembro de 2017 completou 70 anos de formatura foi desfalcada duramente, dela restando poucos sobreviventes. O título dado a este livro: “Luiz, Mais Luiz!” foi sugerido por Paulo Gurgel e tem a ver com a expressão: “Licht, Mehr Licht!”, as últimas palavras atribuídas a Goethe, daí porque esse gênio da literatura alemã aparece na capa deste livro. Estima-se, mais uma vez, que o exemplo ofertado por nossa família, ao reunir flagrantes de uma vida, em uma publicação comemorativa, que assinala o centenário de nascimento de nosso genitor, possa encetar em muitas outras famílias o desejo de perpetuar os valores humanos dos seus antecessores. Que Deus o guarde sempre entre os Seus acolhidos, meu pai.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Para leitura e download do livro:
https://pt.scribd.com/document/370334049/Livro-LUIZ-MAIS-LUIZ-Organizado-Por-Marcelo-e-Paulo-Gurgel

CENTENÁRIO DE NASCIMENTO DE LUIZ CARLOS DA SILVA

PROGRAMAÇÃO
24/01/2018, quarta-feira
Lançamento no Ideal Clube de "Luiz, mais Luiz! - Centenário de nascimento de Luiz Carlos da Silva", livro organizado por Marcelo e Paulo Gurgel, filhos do homenageado.
Apresentador: Vicente Moraes, autor de "Anos Dourados em Otávio Bonfim"
Local: Terraço Cultural do Ideal Clube
Endereço: Avenida Monsenhor Tabosa, 1381, Meireles · Fortaleza/CE
Horário: 19h30
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28/01/2018, domingo
Missa gratulatória na Igreja Nossa Senhora das Dores, em Otávio Bonfim (Farias Brito), às 19 horas.
Em seguida, haverá uma confraternização dos familiares do homenageado com amigos e paroquianos da Igreja N. Sra. das Dores, no Salão Paroquial Santo Antônio, com a apresentação de um vídeo de reminiscências e o relançamento do livro "Luiz, mais Luiz!", com renda destinada às ações sociais da paróquia.
CONVITE Blog do Marcelo Gurgel

O RESTAURANTE TREMENDÃO

Situado no início da rua Padre Pedro de Alencar, à margem da Lagoa de Messejana, o restaurante Tremendão foi uma das referências do bairro.
Pesquisa
MESSEJANA. Churrascaria
Com um churrasco gaúcho autêntico, será inaugurado na sexta-feira vindoura, às 20 horas, o Tremendão Churrascaria, casa de merendas situada próxima (sic) à Lagoa de Messejana.
"O Povo", de 20 de junho de 1967
Memória
Na década de 1970 e seguintes, os funcionários do Hospital de Messejana (HM) costumavam realizar suas festas de confraternização nas dependências da churrascaria.
Professores convidados para dar palestras no HM, findo o compromisso eram levados para almoçar no Tremendão.
Servindo uma culinária típica do Nordeste naquele tempo, seus pratos eram muito elogiados pelos palestrantes. Um destes foi o Dr. Gerson Pomp, pneumologista do Rio de Janeiro, que veio ministrar um curso na especialidade em Fortaleza.
Muito comum, no Tremendão, a formação de algum grupo para cantar em torno de um violão, contando para isso com o beneplácito de seus proprietários.
O restaurante também impressionava pelo belíssimo pôr do sol que apresentava, refletido nas águas da Lagoa de Messejana.
À margem da lagoa, Juraci Magalhães, em seu terceiro período como prefeito de Fortaleza, mandou construir um calçadão, indo da avenida Frei Cirilo até a rua Capitão Afrânio, contornando em seu trecho inicial o restaurante Tremendão.
No processo de urbanização da região, além dos passeios e ajardinamentos feitos, placas explicativas foram acrescentadas para orientar os passantes. E uma estátua da índia Iracema, com 13 metros, foi colocada nas águas da lagoa.
Iracema, segundo o romance do nosso conterrâneo José de Alencar, saía da Lagoa de Messejana e ia banhar-se na Bica do Ipu.
Atualidade
A estátua necessita de uma restauração, e o Tremendão é agora uma loja de fast food.
Desconfio que os funcionários do HM transferiram suas comemorações para o Sabor do Baião. Este restaurante fica na Frei Cirilo, num ponto em que eles só precisam atravessar a avenida.
Cronologia
Tremendão Churrascaria(20/06/1967)
Tremendão Meat House Restaurante (data da abertura: 27/03/2001)
Frigideira Cearense (2008)
Habib's (2013)
Tremendão, visto da Lagoa, em seu tempo de Frigideira Cearense (foto de 2010).