A FAMÍLIA MEDEIROS COMARU EM OTÁVIO BONFIM

Tempos atrás, aqui no Linha do Tempo, escrevi uma nota sobre Ana Maria Comaru. Fui contemporâneo de Ana Maria na Faculdade de Medicina da UFC. Ela graduou-se em 1970, e eu, em 1971. Durante os anos acadêmicos, fomos passageiros diários dos ônibus da Linha Granja Paraíso entre Otávio Bonfim, onde morávamos, e Rodolfo Teófilo, o bairro da Faculdade.
Ficamos amigos. Ana Maria especializou-se em endocrinologia, foi morar nos Estados Unidos, onde conheceu o Dr. Victor Schally. Casou-se com ele e acompanhava-o em suas pesquisas, que foram relevantes, pois Dr. Schally foi um dos agraciados com o Prêmio Nobel de Medicina em 1977.
As vindas do casal a Fortaleza eram sempre um assunto muito noticiado em nossa cidade. E Ana Maria morreu ainda jovem, quando muito tinha ainda a oferecer à comunidade científica com suas pesquisas.
Os Medeiros Comarus de Otávio Bonfim moravam na Vila Ferroviária, a dois quarteirões de minha casa. Não sei se me recordo de todos. Dentre os irmãos de Ana Maria (1943-2004), lembro-me destes: Cleomir, (1941-1960), Claudemir (1942-2015), Clodomir Filho, Jeremias (1945-1985), Pedro Ewerton, Fernando Antônio, Marcelino e Heraclides.
O Jeremias, com quem tive maior convivência, numa ocasião foi a minha casa. E, por conta do seu nome, foi alvo de uma brincadeira da parte de uma criada irreverente. Bem-humorado, ele levou a brincadeira na esportiva. Jeremias chegou a fazer papel de galã na teledramaturgia da TV Ceará e faleceu muito jovem.
O patriarca da família era Clodomir Cavalcante Comaru, o Seu Comaru (1911), filho espiritual do Comendador Ananias Arruda e esposo de Delmira Sales de Medeiros, a dona Mirinha (1916-1995). Era um tipo sisudo, que imprimia respeito e tinha conhecimentos sobre muitos assuntos.
Certa feita, em sua casa, ríamos de uma história que falava de um tal chá de "pepaconha", quando ele imediatamente corrigiu a todos nós: "o nome correto dessa substância é... ipecacuanha".
Outro ensinamento do Seu Comaru – que eu jamais esqueci – me veio na área da música. Estava eu aprendendo a tocar violão (de ouvido), e queixei-me a ele acerca da dificuldade que eu vinha encontrando para reconhecer o tom de uma canção. Foi quando Seu Comaru me passou o macete: Sabe-se o tom em que uma música está sendo tocada pela nota em que ela termina.
Isso me trouxe um novo ânimo ao meu aprendizado.
Ana Comaru-Schally
COMARU-SCHALLY Ana Maria Comaru-Schally, M.D., F.A.C.P. in Boston MA on the 5th of September 2004. Beloved wife, companion, collaborator and best friend of Dr. Andrew Victor Schally, proud daughter of Clodomir Cavalcante Comaru and the late Delmira "Mirinha" Sales de Medeiros (Comaru). She is survived by 5 brothers Claudemir de Medeiros Comaru, Clodomir Comaru Filho, Pedro Ewerton de Medeiros Comaru, Fernando Antonio de Medeiros Comaru and Marcelino de Medeiros Comaru and one sister Heraclides Comaru Lemos. She passed away unexpectedly, yet peacefully at Brigham and Women's Hospital in Boston on the 5th of September 2004 following surgery for thyroid cancer. Dr. Ana Comaru-Schally was a clinical professor of medicine at Tulane University School of Medicine, Director of the Hutchinson Endocrine Clinic at Louisiana Medical Center, as well as a consultant in endocrinology at VA Medical Center. She was an endocrinologist of the highest reputation, author of numerous medical articles and her expertise in endocrinology was widely admired. Her presence and kindness will be forever remembered by her family, colleagues, peers, patients and countless wonderful friends. Thank you to all, near and far, who have shown Dr. A.V. Schally and the Comaru family so much love and support during this sad and difficult period. She will be interred in Fortaleza, Brazil near her mother's remains. Friends and associates are invited to attend a memorial service to be held at the auditorium of Tulane University School of Medicine, 1430 Tulane Avenue on Tuesday, September 21, 2004 at 12 noon. Please no flowers nor donations.
http://boards.ancestry.co.uk/topics.obits/12442/mb.ashx

O CANGAÇO E O CINEMA

"O tema do cangaço, tratado nas obras literárias, foi retomado pelos cineastas brasileiros. Os romances nordestinos geraram vários filmes, cujos temas foram: a seca, o misticismo religioso e o cangaço." - Vera Figueiredo Rocha
Filmografia do Cangaço *
1. O Cangaceiro (1953), de Lima Barreto
2. A Morte Comanda o Cangaço (1960), de Carlos Coimbra
3. Três Cabras de Lampião (1962), de Aurélio Teixeira
4. Lampião, o Rei do Cangaço (1962), de Carlos Coimbra
5. Deus e o Diabo na Terra do Sol (1963), de Glauber Rocha
6. O Lamparina (1963), de Glauco Laurelli
7. Entre o Amor e o Cangaço (1965), de Aurélio Teixeira
8. Cangaceiros de Lampião (1967), de Carlos Coimbra
9. Maria Bonita, Rainha do Cangaço (1968), de Miguel Borges
10. O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro (1969), de Glauber Rocha
11. Quelé do Pajeú (1970), de Anselmo Duarte
12. Jesuíno Brilhante, o Cangaceiro (1973), de William Cobbett
13. O Cangaceiro Trapalhão (1983), de Daniel Filho
14. Corisco e Dadá (1996), de Rosemberg Cariry
15. Baile Perfumado (1996), de Hilton Lacerda, Paulo Caldas e Lírio Ferreira
16. O Cangaceiro (1997), de Aníbal Massaini Neto
17. Os Últimos Cangaceiros (2015), de Wolney Oliveira
* Levantamento feito em fontes diversas na internet.
Em seu ensaio "Cangaço: Ecos na Literatura e Cinema Nordestinos" (ISBN 978-85-7564-864-3), com o objetivo de identificar como o cinema interpretou o fenômeno do cangaço, Vera Figueiredo Rocha analisou quatro destas obras cinematográficas: "O Cangaceiro", "Deus e o Diabo na Terra do Sol", "Corisco e Dadá" e "Baile Perfumado". Este último filme aborda os passos vividos pelo libanês Benjamim Abrahão, em 1936, para registrar as únicas imagens do bando de Virgolino Ferreira, o Lampião. O mascate Abrahão, que anos depois virou personagem de "Baile Perfumado", traçou uma estratégia bem sucedida para filmar os cangaceiros em suas atividades do cotidiano.

Ver também: A poesia em estado puro e Vanja vai, Vanja vem

SEMA ENTREGA COMENDA À PETROBRAS

O Parque Estadual Botânico do Ceará completou 20 anos de criação. Para celebrar a data, a Secretaria do Meio Ambiente (Sema) realizou uma série de atividades entre os dias 13 e 17 de novembro.
No dia 13, foram homenageadas pessoas e instituições que contribuíram para a criação do Parque. Entre as empresas, a Petrobras foi agraciada com uma comenda pela "relevante contribuição ao meio ambiente".
Foto: Entrega da comenda ao gerente de SMS Germano Gurgel (à esquerda), representando a Petrobras.
O Parque Botânico do Ceará foi criado pelo Decreto Estadual nº 24.216, de 9 de setembro de 1996, e possui uma área de 190 hectares em que preserva os aspectos da fisionomia botânica do Ceará. Está localizado no caminho das praias de Iparana e Icaraí, a 15 km de Fortaleza. A principal função do equipamento é de educação e recreação, além de fomentar a cultura ecológica e propiciar  lazer e diversão à população.
Parque Botânico do Ceará
Endereço: Estrada José Aragão e Albuquerque (às margens da CE-090, Km 03, rodovia estadual que dá acesso às praias de Icaraí, Tabuba, Cumbuco, Cauípe e Lagoa do Banana), Caucaia - CE
Telefone: (85) 3368-9452

NA LINHA DA SERRA DE GUARAMIRANGA

Na manhã de sábado, 12, saímos de casa - o neto Matheus, Elba e eu - para Baturité, onde passaríamos o feriadão. No Passaré, entraram no carro o nosso filho Érico e sua esposa Aline, que também nos acompanhariam neste passeio.
Por volta das 11 horas, estávamos chegando a Baturité. Na entrada da cidade, paramos no Tempero Grill para o almoço e, em seguida, nos dirigimos ao Hotel Colonial, onde tínhamos apartamentos reservados.
O Colonial é o hotel em que costumo me hospedar nos dias que trabalho em Itapiúna, um município próximo.
À noite, fomos jantar no Parque Rodeio, à frente do hotel. O Parque Rodeio, juntamente com o Tempero Grill e o Tempero Caseiro, são os três principais restaurantes da cidade.
Num certo momento, o conjunto musical (bom, por sinal) que se apresentava no restaurante tocou um "Parabéns pra Você". Era aniversário de Elba.
No domingo, após o café da manhã, saímos para Guaramiranga.
A charmosa Guaramiranga, que fica a 18 quilômetros de Baturité, reúne os principais equipamentos turísticos da microrregião de Baturité. O acesso é bom, mas a cidade fica congestionada nos fins de semana, mesmo no meses do "B-R-O BRO" em que não há o friozinho da serra como atração.
Após uma agradável caminhada no circuito central da cidade, entramos no ChocoBerry para comer brownies e outras iguarias à base de chocolate. Em seguida, fomos conhecer a Linha da Serra, na zona rural de Guaramiranga.
O percurso para a Linha da Serra foi inicialmente feito pela CE-356, a estrada Guaramiranga-Pernambuquinho (que é um distrito de Guaramiranga) e, nos últimos quilômetros, por outra estrada de pedras toscas, em que a viagem obviamente se tornou mais lenta.
O local, com uma altitude média de 1.000 metros, propicia uma das melhoras vistas da região e de boa parte do sertão cearense. Sem dúvida, compete com o Pico Alto (ponto culminante do Maciço de Baturité, com 1.115 metros), em se tratando de oferecer vistas panorâmicas aos visitantes.
Em Linha da Serra de Guaramiranga, há um arruamento de casas simples, uma escola municipal (EMEIEF), diversas chácaras, pousadas e o Santuário de Nossa Senhora de Fátima - com uma estátua da santa que se vê a uma grande distância.
Nossas horas seguintes seriam passadas nas instalações da Pousada Cabanas da Serra.
O restaurante da pousada, no terceiro andar de uma edificação central, apresenta uma vista de 360 graus da paisagem serrana. Foi neste mirante/restaurante que almoçamos. Pena que os últimos cinco anos de chuvas escassas tenham afetado muito o verdor da serra.
Da esquerda para a direita: Matheus,Paulo, Elba e Érico no restaurante
da Pousada Cabanas da Serra. A nora Aline Viana fotografou.
Voltamos a Guaramiranga. À noite, Érico e Aline,foram ao encontro de um casal de amigos.no Parque Rodeio. Elba e Matheus também foram com eles ao restaurante. Quanto a mim, preferi ficar no hotel, vendo TV, rascunhando esta nota e indo dormir mais cedo.
No último dia, apenas houve tempo para tomar o café da manhã, passear pelo centro de Baturité e arrumar a bagagem para regressar a Fortaleza. Às 14 horas, já estávamos almoçando no Paulinho da Maraponga,

SEMINÁRIO "DIREITO COM ARTE"

Compartilho com os amigos, solicitando comparecimento e apoio na divulgação:
"DIREITO COM ARTE"
http://www.jfce.jus.br/consulta-noticias/2483-seminario-direito-com-arte.html
Música, repente, poesia, literatura, cinema e... Direito. Essa interação aparentemente inusitada será a tônica do Seminário "Direto com Arte". O evento, promovido pela Justiça Federal no Ceará, será realizado no próximo dia 18 de novembro, das 9h às 17h, no auditório do edifício-sede da JFCE, com inscrições gratuitas pelo e-mail: treinamento@jfce.jus.br.
A programação trará grandes nomes do Direito e do universo da arte, como o Ministro do Superior Tribunal de Justiça Napoleão Nunes Maia Filho e o repentista Geraldo Amâncio. Dois livros serão lançados durante o seminário: "Inverso Direito", uma coletânea de poesias de operadores do direito organizada pelos professores Daniel Giotti e Willis Filho; e "Os Olhos do Coração" escrito pelo juiz federal Augustino Chaves. O cinema estará presente com a apresentação de curtas dos cineastas Márcio Del Picchia e Francis Vale, além da presença dos atores Karla Karenina e Haroldo Guimarães, que fizeram o Brasil inteiro gargalhar nos filmes "Cine Holliúdy" e "Shaolin do Sertão".
"O principal objetivo é mostrar que o Direito está além da razão humana, alcançando a sua sensibilidade, como as artes", afirma o juiz federal Marcos Mairton. Ele diz que é inimaginável uma obra artística gerada exclusivamente a partir da nossa racionalidade. "Assim também é com o Direito. Daí se dizer que a palavra 'sentença' vem de 'sentir', o que nos conduz naturalmente à ideia de sentimento. E sentimento é emoção. É dessa relação entre razão e emoção que pretendemos tratar, a partir da relação do Direito com a Arte", pontua.
O Seminário conta com o apoio da Associação dos Juízes Federais do Brasil - Ajufe, da Associação dos Juízes Federais da 5ª Região - Rejufe e da Academis Brasileira de Cultura Jurídica - ABCjuris.
Fernando Gurgel Filho

OS MAIS LONGEVOS DA FAMÍLIA GURGEL NO CEARÁ

Caro Paulo,
Outro assunto: fiz um levantamento sobre os Gurgel do Ceará mais longevos.
Não tenho dados sobre os demais Gurgel de Aracati, Senador Pompeu, Fortaleza etc.
No livro do Aldysio não há datas de falecimento para um confronto.
Pelo grupo de Acopiara, seguramente o meu pai, Nertan Holanda Gurgel, com 99 anos e 4 meses é o mais longevo,
Meu avô, Francisco Gurgel Valente, viveu 95 anos; irmãos de papai passaram dos 90, como tios Nestor, 98, e Nicanor, 96. Neste momento, tio Newton, bispo emérito do Crato, se prepara para comemorar 93.
Peço publicar o quadro anexo e solicito a você e ao pessoal da Gurgelândia alcançado por seu blogue que nos ajudem a registrar os Gurgel que passaram dos 90, numa homenagem à vida. Mandem os nomes com datas de nascimento e falecimento.. No meu caso, o meu e-mail é fácil: serraegurgel@gmail.com; A história tem que ser escrita por nós.
Parabéns pelo blogue Linha do Tempo que é uma referencia na blogosfera.
Alias, informo que o site da família Gurgel de Acopiara familiagurgeldeacopiara.com,br apesar de desatualizado, porque nem todo mundo colabora para atualização, chegou às 1.364.464 visitas. É isso aí, quase 1 milhão e meio de visitas.
Grato
João Bosco Serra e Gurgel
Caro João Bosco,
Os meus dados se referem aos Gurgel de Senador Pompeu e de Fortaleza. São os resultados de um levantamento genealógico que fiz, tendo início em Almerinda Gurgel Valente e Paulo Pimenta Coelho, meus avós maternos, e que se estendeu até os trinetos.
Vovó Almerinda, nascida em Maranguape, em 29 de agosto de 1897, e falecida em Fortaleza, em 14 de julho de 1994, foi a única a ter o título de nonagenária. A matriarca viveu mais de 96 anos.
Dos seis filhos do casal Almerinda-Paulo que chegaram à vida adulta, quatro ainda estão vivos. Nascida em 11 de setembro de 1930, a minha mãe Elda Gurgel e Silva é a que está mais perto de chegar aos 90. Recentemente, comemoramos os seus 86 anos de idade em uma bela festa no Cumbuco.
Na geração dos netos, o mais velho sou eu – com 68 anos.
Não se afobe não que nada é para já, como diz o Chico.
Paulo Gurgel

UMA HOMENAGEM A GERALDO GONÇALVES

Uma semana após a morte do médico Geraldo Gonçalves, aqui rendo uma singela homenagem a este grande mestre e amigo, que conheci na Faculdade de Medicina da UFC, com a transcrição deste "causo" em que ele foi protagonista. Escrita por Marcelo Gurgel, e tendo sido publicada em seus livros "Contando Causos: de médicos e de mestres" (2011) e "Portal de Memórias: Paulo Gurgel, um médico de letras" (2011), esta história da vida real exemplifica a dedicação e a espirituosidade do homenageado, duas das muitas qualidades que faziam do Dr. Geraldo Gonçalves uma pessoa muito estimada por pacientes e futuros colegas. 
Paulo Gurgel
CONDUTA CTA 
O Professor Geraldo Gonçalves, regente da disciplina de Reumatologia da Faculdade de Medicina, era também o responsável pelo Ambulatório dessa especialidade, no Hospital das Clínicas da UFC.
Suas aulas práticas eram muito concorridas, mercê da sua competência e bem-querência, associada ao trato humanitário que dava aos sofridos pacientes que ali chegavam.
Em 1969, Paulo Gurgel, aluno do quarto ano, estreava nesse ambulatório, um serviço caracterizado pela agilidade no atendimento e pelo aprendizado propiciado a vários acadêmicos, simultaneamente, sob a direta orientação do Prof. Geraldo.
Certa vez, depois que o acadêmico Paulo fez a anamnese, o paciente foi examinado pelo professor, sob os olhares atentos dos seus alunos. Concluso o exame físico, o docente indaga ao estudante Paulo:
- Enfim, qual é a sua impressão diagnóstica?
- Penso que, de acordo com a história clínica e também com os achados do exame físico, esse senhor tem artrite reumatoide - respondeu Paulo.
- Parabéns! O seu diagnóstico está correto. Mas qual será a sua conduta nesse caso, meu rapaz?
- Acho que devo prescrever anti-inflamatórios e corticoide - explica o estudante.
- Você está no rumo certo; porém, o mais apropriado é a "Conduta CTA" - estimula o professor.
- "Conduta CTA"? Desconheço tal conduta, mestre. É algo novo que ainda não está em nosso livro-texto?
- Isso não é teórico, meu filho; mas, uma questão prática, bem adequada à nossa realidade.
Nisso, o Prof. Geraldo Gonçalves levanta-se e vai até o armário para retirar algumas amostras para entregar ao paciente, e pontifica com toda a sua espirituosidade:
- "Conduta CTA" significa "Conforme Tenha no Armário".
Para bem guardar na lembrança, o querido mestre juntava as amostras grátis, recebidas dos propagandistas de remédios, que, com regularidade, o visitavam em sua clínica particular, para suprir o seu precioso armário do Ambulatório de Reumatologia do Hospital das Clínicas, os quais eram dispensados aos enfermos despossuídos. Não era ele um Robin Hood, tirando dos ricos para dar os pobres, mas, movidos por seus caros princípios da caridade cristã, guardava para distribuir com quem nada tinha, o que vinha às suas mãos, de graça e sem nenhum favor.

CAMINHANDO E APRENDENDO - 18



O mirante recém-construído em torno de uma velha cajazeira, na Avenida Engenheiro Santana Júnior, está com novidades.
Os galhos desfolhados da cajazeira, como ela se deixou fotografar um mês atrás, mudaram de aspecto. Estão gradativamente se enchendo de folhas.
Para completar as boas novas: vi quando um carpinteiro acabava de instalar um banco circular em torno da árvore. Os pedestres agora vão ter mais um local à sombra para descansar da fadiga das caminhadas, enquanto apreciam a beleza da mata nativa do Cocó.

MÉDICO E PROFESSOR GERALDO GONÇALVES (1921-2016)

Com imensa tristeza comunico o falecimento do Prof. Geraldo Wilson da Silveira Gonçalves, médico, professor universitário, membro titular da Sobrames-CE e da Academia Cearense de Medicina.
Ele faleceu na madrugada de hoje (1/11/2016), aos 95 anos.
Formado em 1944 pela Faculdade de Medicina da Universidade do Brasil (hoje UFRJ), no Rio de Janeiro, após a conclusão do curso Geraldo Gonçalves optou por regressar a Fortaleza, onde fez profícua carreira de médico e docente. Tornou-se o primeiro reumatologista do Ceará, tendo sido responsável pela orientação de sucessivas gerações de reumatologistas em nosso Estado.
Iniciou suas funções no magistério superior na Faculdade de Medicina, em 1952, antes mesmo da fundação da Universidade Federal do Ceará, desligando-se dessa universidade em 1988, aposentado após 37 anos de serviço.
Foi durante muitos anos Chefe do Departamento de Medicina Clínica e Diretor do Centro de Ciências da Saúde da UFC.
Nascido em Acaraú, Ceará, em 8/07/1921, Geraldo Gonçalves era também cidadão fortalezense, por título conferido pela Câmara Municipal de Fortaleza. Em 2010, a UFC, outorgou-lhe o Diploma de Professor Emérito.
Consternado, apresenta minhas condolências aos familiares e amigos do ilustre mestre e colega.
N.B.
Este necrológio foi baseado em informações contidas em PESAR POR GERALDO GONÇALVES, uma nota publicada por Marcelo Gurgel no BLOG DA SOBRAMES-CE.

MEURIS E MELISSA, ORIENTADORAS DE TESE DE MESTRADO

As professoras da Faculdade de Engenharia Química da Unicamp Meuris Gurgel Carlos da Silva e Melissa Gurgel Adeodato Vieira (foto) foram orientadora e coorientadora, respectivamente, da tese de mestrado "Desenvolvimento e avaliação de partículas à base de blendas entre sericina e alginato para aplicação ambiental", defendida por Thiago Lopes da Silva.
A tese propõe para a sericina - uma cola natural que existe no casulo do bicho-da-seda - um destino mais nobre: em vez de ser uma fonte de poluição das águas, ela ser justamente utilizada em um processo, que inclui um biopolímero extraído das algas marinhas, o alginato, para remover metais tóxicos (cromo, prata, cádmio, zinco, chumbo etc.) de águas contaminadas.
Assim que novos estudos e aperfeiçoamentos tenham sido concluídos, o grupo pretende solicitar patente do método de produção e de suas aplicações.
Ver também a notícia no blog EntreMentes.

COM LEITE DE JUMENTA

" O queijo mais caro do mundo é de jumenta, chegando a custar R$ 2 mil o quilo." Extraído de: http://tribunadoceara.uol.com.br/videos/pode-contar/queijo-mais-caro-do-mundo-e-feito-de-leite-de-jumenta/
Fernando Gurgel Filho
Tem que ser caro, mesmo. Eu também fui "feito" com leite de jumenta e sou impagável. [hehehehehehe]
Quando nasci, não tinha nenhum anjo de plantão, estavam todos de folga, distraídos. Ainda bem. Seletivos como são, eu não teria nenhuma chance. Sem plano de saúde, sem assistência médica, sem cartão de crédito, sem crédito, sem dinheiro... Chances de sobrevivência: zero.
Todos os filhos de Dona Alzenir nasceram com a ajuda de parteira, em casa, na cama, sem nenhum pré-natal. Além disso, ainda fui nascer antes do tempo e, segundo diziam, meio - muito? - problemático.
Quase não dormia. Mamava, chorava, cagava e vomitava. Vomitava, cagava, chorava e mamava. Chorava, cagava, vomitava e mamava. Não mantinha a ordem cronológica, mas era de uma regularidade e pontualidade impressionante. Diziam os saudosos papai e mamãe.
Creio que poderia ser alguma alergia, alguma intolerância ao leite ou coisa assim. Sem médico, ninguém sabia. Fizeram lá umas rezas, umas benzeduras, que aliviava mais a dor dos adultos que a do recém nascido. Nada dava resultado e não se atreviam a mudar a dieta do bebê.
- Melhor levar ele pra fazenda de... (não sei qual foi a fazenda de algum parente de mamãe que me mandaram). Se não melhorar, pode até enterrar por lá mesmo.
Lá fomos nós pra roça. Mamãe, minha madrinha e eu. Mantinha a rotina: cagava, chorava, mamava, vomitava. A viagem toda. Até hoje não sei como não nos expulsaram na primeira estação que o trem parou. Muita tolerância do pessoal. Para dizer a verdade, não sei como sobrevivi àquela minha primeira viagem de férias. Pra roça. Aspirar o ar puro e morrer. Morrer sem poluição que, àquele tempo, ainda não se falava nisso.
Enquanto os anjos continuavam distraídos, não sei quem teve a ideia de jerico:
- Essa criança num deve de aceitar leite da mãe. Tadim!! Pruquê num dão um pôquim de leite de jegue? Mãequinha conta que um afiado lá dela, o Areosvaldino..., o Dino, tava assim e se salvou. Precisa de ver, tá um homão...
Assim foi. tomaram coragem e me deram o tal leite. De jumenta, claro. Ainda bem que não foi de jegue, não. Depois daquele dia não vomitei, a caganeira foi diminuindo, fui parando de chorar e passei a dormir uma noite inteira.
Só não virei um homão como o Dino, mas fiquei na média tupiniquim.

NESTOR HOLANDA GURGEL

Caro Paulo
Faleceu esta semana em Fortaleza meu tio Nestor Holanda Gurgel, que foi vereador em Acopiara, aos 98 anos.
Não foi o primeiro do clã dos Gurgel de Acopiara a chegar a Fortaleza. Foi antecedido por João de Souza, do Icó, casado com tia Dionísia Gurgel de Souza.
Meu bisavô, Francisco Gurgel do Amaral Valente, irmão de Teófilo Gurgel Valente, fundador da Siqueira Gurgel, acolheu João e Dionísia, que foram morar na casa que ficava na extremidade da Usina Ceará, em frente ao Estadio Teófilo Gurgel e próximo da Vila Gurgel, que abrigou muitos Gurgel vindos de Acopiara, inclusive tia Perpetua, irmã de Dionísia.
Nestor desembarcou na década de 50 e foi morar na Gentilândia e implantou negócio na Dom Jerônimo, 339, em Otávio Bonfim, onde teve o Depósito Humaitá. Mais tarde, passaria a morar na José Bastos, em casa dos Mota, da Serraria, parentes de sua mulher, Margarida Mota. Como a casa era muito grande foi dividida em duas e, numa dela, moramos – meu pai, Nertan Holanda Gurgel, (atualmente, com 99 anos e 4 meses de idade) e minha família.
Mais tarde, tio Nestor iniciou a acorrida do povo de Acopiara ao Parque Araxá, onde construiu casa e transferiu o deposito Humaitá para a José Sombra.
Creio que mais de 40 famílias de Acopiara moram no Parque Araxá
Chegamos perto, pois saímos da José Bastos e fomos para a Barão do Ibiapaba, hoje Rua Prof. João Bosco, que tem meu nome, mas não o conheci.
Como você já escreveu sobre a ocupação de Otávio Bonfim pelos Gurgel (de Senador Pompeu), aqui vão estes registros.
João Bosco Serra e Gurgel

LANÇAMENTO DO LIVRO "SEMEANDO CULTURA"

CONVITE
A Diretoria da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores – Regional Ceará convida para o lançamento de "SEMEANDO CULTURA", a trigésima terceira antologia anual da Sobrames–CE.
Este livro, organizado e revisado pelos médicos Marcelo Gurgel e Ana Margarida Rosemberg e reunindo textos literários de 62 sobramistas, será apresentado pelo escritor Sânzio de Azevedo, membro da Academia Cearense de Letras e professor aposentado do Curso de Letras da UFC.
Local: Auditório teatro da Unichristus - Unidade Parque Ecológico, Avenida Padre Antonio Tomás, 3404 - Cocó
Data: 20 de outubro de 2016 (quinta-feira)
Horário: 19h30
Traje: Esporte fino
Após o evento será servido um coquetel patrocinado pela Unimed Fortaleza.
22/10/2016 - Atualizando ...
Cirurgião e artista plástico Isaac Furtado,
colaborador e autor da capa do livro
"A série de Antologias da Sobrames/CE, iniciada em 1981, tendo à frente os colegas Paulo Gurgel e Emanuel de Carvalho, chega agora, em 2016, à sua 33ª produção, exibindo versatilidade e esmero crescentes, com apuro literário, servindo de estímulo ao surgimento de novos escritores no meio médico.
Uma prova cabal do vigor cultural da Sobrames/Ce pode ser atestada pelo número de participantes de suas antologias, que têm reunido cerca de sessenta sobramistas. Nesta, em especial, são 62 participantes, dos quais 58 médicos e quatro sobramistas não-médicos, que, como associados beneméritos e colaboradores, aqui comparecem como autores convidados. A maior parte dos autores é composta de veteranos e a eles se juntaram novos colegas, recém-admitidos no quadro social da Sobrames/CE, indicando a renovação e a vitalidade da instituição."
(extraído da Apresentação de "Semeando Cultura", por Marcelo Gurgel)
Ver também a reportagem fotográfica do evento no BLOG DA SOBRAMES-CE, por Ana Margarida Rosemberg.

NO FATÍDICO ANO DE 1716

Reportamo-nos agora ao início do fatídico ano de 1716, quando mais acirrados foram os distúrbios entre as facções políticas no Rio de Janeiro. Logo em princípio de abril, o Alferes José Gurgel do Amaral, filho do Dr. Cláudio (Gurgel do Amaral), foi séria e moralmente ofendido por João Manoel de Melo, correligionário e preposto do Governador (Francisco Xavier de Távora). Dias depois, no Domingos de Ramos, aquele ofensor e seus acompanhantes foram localizados na Igreja de Campo Grande, por José Gurgel e seus amigos e, ali mesmo, travou-se cruento duelo, no fim do qual os desafiados estavam mortos.
Imediatamente, o Governador Távora declarou réus de morte Gurgel e os demais implicados, determinando igualmente fossem vasculhadas suas residências. Nesse ínterim, o Padre Cláudio, que regressara de Minas, estava em sua Chácara do Oriente, quando encontrado foi barbaramente espancado e não resistindo à gravidade dos ferimentos veio a falecer, no dia 17/04/1716, na Santa Casa de Misericórdia, onde fora provedor.
Quanto a José Gurgel, depois daquela luta, homiziou-se em Minas acobertado por Francisco do Amaral Gurgel (homem rico de Cataguases-MG e primo do Dr. Cláudio). Em 1718, foi descoberto, aprisionado, levado para o Rio e daí, por ordem do Conde de Assumar, encaminhado para Salvador, onde foi sentenciado e levado ao patíbulo em 1722.
Ocorrência tão triste quanto humilhante atingiu dura e gravemente a família que, após assistir aquele penoso e tenebroso acontecimento, rumou em demanda de São Miguel dos Campos e Ilha do Ouro, localidades alagoanas próximas do Rio São Francisco. Lá nasceram Inácio Maria, Maria Inácia, Antonia e José Gurgel do Amaral, conforme documentos fornecidos por D. Pompeu Bessa, Bispo de Limoeiro do Norte-CE.
Supõe-se que a protagonista dessa jornada tenha sido Maria Gurgel do Amaral, que se fazia acompanhar de Davi Lopes de Barros (nome disfarçado para evitar perseguições).
Extraído do livro "Na Trilha do Passado" (p.35-37), de Aldysio Gurgel do Amaral. Os grifos são nossos.

DO TÚNEL AO MIRANTE DO PARQUE DO COCÓ

Em setembro (18), a Prefeitura de Fortaleza fez a entrega oficial do novo túnel da Avenida Engenheiro Santana Júnior, no cruzamento desta artéria com a Avenida Padre Antônio Tomás, no bairro do Cocó.
O túnel, que leva o nome do ex-deputado Wellington Landim (falecido em 2015), possui 210 metros de extensão e 23 de largura, e tem a pista feita de concreto com três faixas de rolamento em cada sentido.
Esse equipamento deverá aliviar o congestionado trânsito de veículos motorizados nas avenidas e ruas do entorno do Parque do Cocó, principalmente quando for também entregue à cidade um segundo túnel (atualmente em construção) na Avenida Padre Antonio Tomás sob a Via Expressa.
Pedestres e ciclistas também saíram ganhando com a construção local de uma calçada compartilhada. Esta passa a se somar às ciclovias e outras calçadas da região, inclusive às trilhas que existem no interior do Parque, que já estão à disposição dos adeptos do pedestrianismo e do ciclismo.
No local, foram também realizadas obras de paisagismo, Como o plantio de árvores, arbustos e de um novo gramado na Praça dos Engenheiros, a qual recebeu um sistema de irrigação automatizado.
Contornando uma antiga cajazeira, foi construído na Engenheiro Santana Júnior um mirante rústico (foto) com 78 metros de extensão e guarda-corpo de madeira maciça. Com vista para a mata nativa do Parque do Cocó.
Crédito da imagem: PGCS

SÍTIO CATOLÉ. QUANTAS RECORDAÇÕES...


(Use o ícone de quatro setas para entrar no modo TELA CHEIA.)

FORMAS E GRAUS DE PARENTESCO

Quadro utilizado no Termo de Compromisso que os elaboradores das questões de provas assinam com a Fundação Universidade Estadual do Ceará - FUNECE, declarando que não possuem  relações familiares com os candidatos inscritos nos concursos públicos para provimentos de cargos e nos processos seletivos dos certames organizados pela Fundação.

A 115.ª FOTO DE CAPA DO GRUPO "POETAS AMIGOS"


Sandra Fayad atualizou a "foto de capa" do Grupo – com Fernando Gurgel
FERNANDO GURGEL FILHO
Nascido em Fortaleza-CE, moro no Distrito Federal desde 1971. Economista de profissão. Poeta, cronista e contista por prazer. Servidor público federal aposentado. Fui Diretor de Educação e Cultura da Casa do Ceará em Brasília, onde tive a oportunidade de promover e coordenar a realização de diversos eventos culturais e artísticos. Em novembro de 2002, participei com duas poesias da mostra em Homenagem ao Centenário do Poeta Carlos Drummond de Andrade, em que foi publicada uma coletânea pela Secretaria de Relações Institucionais do Banco Central do Brasil, em Belo Horizonte. Nesta coletânea participei com a poesia "Em 68 Somando Mais Um ou Caiu um Ato Institucional no Nosso Ato Sexual". Publiquei um livro de contos intitulado "Plano Piloto", em 2004, pela Papel Virtual Editora, do Rio de Janeiro-RJ (logo depois do lançamento, por desentendimentos com a editora, solicitei a retirada de circulação do livro). Participei também da "Coletânea de Poesias - Editada pelo SESC/DF", do Prêmio Sesc de Poesia Carlos Drummond de Andrade, edição de 2007, por ter sido classificado em 26.º lugar com a poesia "O esgoto ainda corta a rua", e da "Antologia Poética - Prêmio Sarau Brasil 2013", da Vivara Editora, por ter sido classificado em 10.º lugar com a poesia "Renovação". E, atualmente, sou colaborador assíduo dos blogues "Entrementes" e "Linha do Tempo" onde publico contos, crônicas e poesias.
http://blogdopg.blogspot.com.br/search/label/FGF
http://gurgel-carlos.blogspot.com.br
Correio eletrônico: fgurgel.df@gmail.com .
E segue uma poesia de minha autoria para os Poetas Amigos:
SONHANDO SOLTO
Eu tinha mil sonhos engaiolados,
Presos, enjaulados e ensacados.
Um dia, abri meu saco de sonhos
E procurei os mais desejados.
Era um saco imenso e sem fundos,
Revirei, revirei e tornei a revirar.
No meio de tantos sonhos bonitos
Não encontrei os mais queridos.
Esparramei-os ao meu redor
E os sonhos correram mundo.
Desiludido, pensei abandonado:
Perdi meus sonhos, fiquei sozinho.
Mas outros sonharam meus sonhos,
Voltaram em novos sonhos pra mim,
Sonhos livres, de sonhos sem fim.

TRÊS PERIÓDICOS CEARENSES

Dentre os periódicos em circulação no Estado do Ceará, nos últimos 40 anos, três deles tomam aqui minha atenção Comum às três publicações, a gratuidade e a circulação dirigida, de modo especial para a categoria médica, de onde muitos dos seus colaboradores foram recrutados.
O primeiro deles foi criado pelo empresário Edmilson Alves de Sousa, diretor-presidente do grupo "A Ferragista", em outubro de 1976. Com o nome de "Informativo A Ferragista", tinha o formato de tabloide, era impresso numa inconfundível cor sépia e sua tiragem ficava na casa dos 10 mil exemplares por edição. Inicialmente, composto e impresso no parque gráfico do "Tribuna do Ceará", depois de algum tempo, o "Informativo A Ferragista"passou a ser rodado no "Jornal O Povo".
Edmilson arcava com os custos de seu house organ, embora estes fossem em parte cobertos pela inserção de anúncios de fornecedores da sua loja. Ele deu continuidade à sua publicação até outubro de 1983, quando o jornal logrou alcançar a marca de 81 números.
Nos anos 80, circulou também em nosso estado a revista "Cooper News", destinada a divulgar as boas práticas para uma vida saudável. O jornalista Edmundo Vitoriano que, por muitos anos, escreveu a coluna "Gente e Fatos", no "Jornal O Povo", foi o proprietário e editor dessa revista. Assim como tinha sido de "A Ferragista", fui também um colaborador da "Cooper News".
Cronologicamente, o último deles é o "Jornal do Médico", Fundado em outubro de 2004 por Juvenal Menezes, jornalista, e Nahimi Argollo, administradora, é atualmente administrado pelo publicitário Josemar Argollo, com a proposta de ser um canal de comunicação sobre medicina e saúde. Além da revista impressa, de bom conteúdo e excelente apresentação gráfica, o "Jornal do Médico" agrega um Portal Web, Social Media (Facebook, Twitter e Instagram) e grupos WhatsApp. Meu irmão Marcelo Gurgel é um dos conselheiros desta revista.
http://blogdopg.blogspot.com.br/2008/10/informativo-ferragista.html
http://jornaldomedico.com.br/
Marcelo Gurgel, Josemar Argollo e Lúcio Alcântara
numa reunião da Sobrames Ceará

O RETRATO DA TURMA DO COLEGIAL

A acidental queda de um livro da estante pode nos levar para tão longe...
Como já disseram: a queda de uma folha das árvores é orquestração de Deus!

Diogo Fontenelle

Cai da estante um livro com uma velha fotografia,
É o retrato perdido da turma do colegial reunida.
É um clarão de saudade pelo olhar azul-fantasia,
É a fotografia risonha de tanta esperança florida.

A velha turma pouco se reuniu ao apagar do sonho,
Era tanto encantamento a virar apenas sono vazio.
Eis que havia um tempo para cada plantio risonho,
Um tempo para cada floração de lírio e lótus do rio.

A velha turma pouco se reuniu ao longo dos enganos,
Cada qual seguiu seu labirinto pelo remar do destino.
Quantos futuros deixamos de povoar feito ciganos?
Ó ilusões da Juventude gazela a dobrar alegres sinos!

A PRAÇA E O VENTO

Houve um tempo na mui leal e heroica cidade de Fortaleza de Nossa Senhora de Assunção em que os rapazes ficavam na Praça do Ferreira à espera do vento que levantava as saias das moças.

PEQUENO COMENTÁRIO SOBRE "CONFISSÕES DE AMOR"

Fortaleza, 10 de Agosto de 2016​
Minha querida Ana Margarida, seu "Confissões de Amor" é um tratado minuciosamente documentado sobre o amor verdadeiro, podendo-se considerar como uma projeção amplificada do ato de amar por dois seres que se encontram e se definem numa unificação completa, com base na admiração, entendimento, atrações físicas e intelectuais.
Seu "Confissões..," não me surpreendeu pelas revelações claras e sinceras de seu "radioso amor" por Rose e dele por você, como está no bilhete, em que ele próprio afirmou "como é radioso o seu amor", em 10 de julho de 1994.
Digo isso porque fui testemunha dos primeiros momentos em que raios te atingiram, trovões ribombaram e relâmpagos "radiosos" encheram a sala do I Workshop sobre Tabagismo, no Hotel Paia Verde, em Fortaleza, em 3 dezembro de 1993. Senti-me desde então extravasante de entusiasmo pelo surpreendente desencadear de uma paixão tão intensa, tão seminal.
Seu tratado desmente por completo a teoria de que a paixão é transitória e de que o amor incondicional é o sentimento que a substitui e é perene.
Você e Rose provaram o contrário. São protagonistas da única junção Paixão-Amor de que tenho notícia no meu dia a dia, que nunca se apartaram, mas imanaram-se. O Amor-Paixão virou o eterno amor apaixonado.
Não deixo por menos essa minha colocação: desde o primeiro momento, naquele "Workshop" acendi a percepção de que nascia naquela hora um caso de amor, no mínimo especial e fadado a ser profícuo por todos os tempos.
Esse amor contagiou e ainda contagia os que estiveram inseridos no contexto original dessa escalada sentimental, ou que tiveram acesso aos seus escritos. Esses servem e servirão para uso fruto dos que têm aura própria para sucumbirem ao amor e até dos que não a têm.
Olho para você Ana, e vejo AMOR.
Grande e forte abraço de uma admiradora de longas datas, que a tem na mais elevada estima e consideração, como colega, amiga e escritora.
Parabéns efusivos por seu "Confissões de Amor".
Márcia Alcântara Holanda, médica pneumologista
membro da Academia Cearense de Medicina
(nota transcrita do blog MEMÓRIAS)

PESSOA SUSPEITA

Bolsa de Valores de Brasília, 1975 ou 1976.
Com os grande amigos, Pedro Paulo Chaves e Nivaldo Soares da Costa.
À esquerda, cabeludo, calça vermelha, camisa xadrez, um indivíduo totalmente em desacordo com um ambiente de mercado de capitais. Pior ainda, era Operador de Pregão e depois se tornou Chefe de Divisão.
Segundo a Abin, Fernando Gurgel Filho, colaborador de EntreMentes e Linha do Tempo, seria hoje uma pessoa suspeita de atos de terrorismo.

A AVENIDA BEZERRA DE MENEZES

A Avenida Bezerra de Menezes corta quatro bairros: Otávio Bonfim, Monte Castelo, São Gerardo e Parquelândia. Começa na esquina com a Rua Padre Ibiapina e termina no cruzamento com a rua Humberto Monte.
A via tem este nome em homenagem a Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti (Riacho do Sangue, 29 de agosto de 1831 — Rio de Janeiro, 11 de abril de 1900), que foi médico, militar, escritor, jornalista, político, filantropo e expoente da doutrina espírita. Bezerra de Menezes era conhecido como "O Médico dos Pobres".
Antônio Bezerra, que foi seu pai, emprestou também o nome ao antigo distrito de Antonio Bezerra, atualmente desmembrado em vários bairros de Fortaleza.
High lights
Dentro das comemorações dos 84 anos do poeta Juvenal Galeno da Costa e Silva, foi inaugurada a Rua Juvenal Galeno, com início na Praça Paula Pessoa (São Sebastião) e prosseguindo em direção ao poente. É hoje o início da Avenida Bezerra de Menezes. Existe no Benfica outra Rua Juvenal Galeno. Fonte desta informação: Portal da História do Ceará (27/09/1920)
1959 - Inicio do alargamento da Avenida Bezerra de Menezes.
1966 - Inauguração pelo prefeito general Murilo Borges da "Nova Bezerra de Menezes", unindo a Praça Paula Pessoa (São Sebastião) à Avenida Mister Hull.
No dia de inauguração, depois do corte da fita simbólica pelo prefeito, teve início uma grande confraternização entre os moradores da região, que promoveram um grande banquete numa mesa quilométrica repleta de iguarias, ao longo da avenida. Sou testemunha ocular dessa história. Dizia-se que a "Nova Bezerra de Menezes", com seu passeio central, acostamento, várias pistas e retornos, seria a avenida que "ensinaria o fortalezense a dirigir o carro no trânsito de uma cidade grande".
2015 - Implantação pelo prefeito Roberto Claudio do Corredor Expresso da Avenida, com 8,2 km de extensão, para reduzir o tempo de viagem das linhas de ônibus que transitam na região.
Ver também 
OTÁVIO BONFIM. COMÉRCIO, INDÚSTRIA E SERVIÇOS..., O BONDE ALAGADIÇO, A LINHA GRANJA PARAÍSO e ZÉ PINTO - 2

CASAMENTO DE LIANA E RAFAEL

A cerimônia de casamento de Liana e Rafael, ela - filha de Antônio Aniceto de Almeida e Sofia Maria de Oliveira Almeida, e ele - filho de José Gurgel Carlos da Silva e Isabel de Fátima Vieira dos Santos, será realizada hoje (6), às 16 horas e meia, no Buffet Le Jardin, no Parque Manibura, em Fortaleza, Ceará.
Após a cerimônia, os convidados serão recepcionados no mesmo local.
07/08/2016 - Atualizando esta postagem:
A cerimônia de casamento foi oficiada no próprio buffet. E, na recepção que transcorreu com leveza, os convidados foram brindados com um empolgante show de Gleidson Jackson, o cover cearense de Michael Jackson.
Rafael e Liana

O OBELISCO DA PRAÇA DA LIBERDADE EM REDENÇÃO-CE

Foto 1
A região dos sopés do Maciço de Baturité e ao redor das margens do Rio Acarape/Rio Pacoti, que era habitada por várias etnias indígenas, recebeu a partir do século XVII diversas expedições militares e religiosas.
Com a implementação da pecuária no Ceará no século XVII, as terras de Redenção também foram beneficiadas com a agricultura da cana-de-açúcar. A partir do século XIX, engenhos de Redenção tiveram como mão de obra escravos africanos, desta forma senzalas e pelourinhos vieram a fazer parte do modelo urbano.
O povoado que deu origem à vila foi uma distrito policial criado em 1842 e depois desmembrado de Baturité, em 1868, com o nome de "Acarape". No ano de 1871, foi instalada a Câmara Municipal da cidade.
Em 1882, foi criada a "Sociedade Redentora Acarapense". Em 1 de janeiro de 1883, chegavam à então Vila Acarape, abolicionistas como Liberato Barroso, Antônio Tibúrcio, Justiniano de Serpa, José do Patrocínio e João Cordeiro, com a finalidade de assistirem a alforria de 116 escravos do lugarejo. A partir daquele ato, em frente à igreja matriz local, não haveria mais escravos ali, ganhando a vila o nome de Redenção, pioneira em libertar seus escravos no País.
Em reconhecimento ao fato de ter sido a primeira cidade do Brasil a abolir a escravidão, Redenção passou a sediar a UNILAB - Universidade Federal de Integração Luso-Afro-Brasileira, desde 2009.
Fonte: Wikipédia
Foto 2
Foto 1 - Obelisco construído em 1933, em homenagem ao cinquentenário da abolição em Redenção e à Sociedade Redentora Acarapense. Localiza-se na Praça da Liberdade, no centro da cidade.
Foto 2 - Selfie próximo ao pedestal do monumento.

ELSIE STUDART: TRÊS ANOS DE SUA PARTIDA

Do Blog do Marcelo Gurgel:
A data de hoje (25), o Dia do Escritor, marca os três anos da partida deste mundo terreno da Profa. ELSIE STUDART GURGEL DE OLIVEIRA, acontecida em Fortaleza, em 25/07/2013.
No ano de 2014, a passagem de um ano de seu falecimento foi lembrada nas atividades: Palestra: Tributo à Elsie Studart, no Auditório do ICC; Missa de um ano de falecimento, na Igreja de S Raimundo; e Lançamento do livro Religio, na Capela do Hospital do Exército.
No transcurso desses três anos, como demonstração de amizade e de apreço, temos buscado manter viva a sua memória, por intermédio de: homenagens especiais, publicação de artigos sobre ela e lançamentos de suas obras literárias póstumas.
Isso tem concorrido, também, para mitigar a saudade que nos acompanha desde então.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Amigo da família Studart Gurgel
Notas de/sobre Elsie Studart no Linha do Tempo
AS MARCAS DO OTAVIO BONFIM | OTÁVIO BONFIM: O BAIRRO DAS DORES E DOS AMORES | DE CABRITOS A ACADÊMICOS OU VICE-VERSA | OS 60 ANOS DE MARCELO | ENSAIOS SOBRE O CINE FAMILIAR | O LANÇAMENTO DO "SACOLETRAS" | ABRINDO O "SACOLETRAS" | PESAR POR PROFª. ELSIE STUDART GURGEL DE OLIVEIRA | LIVROS DE ELSIE STUDART | LANÇAMENTO DO LIVRO "RELIGIO" | LANÇAMENTO DO LIVRO "VINTE CONTOS SEM RÉIS"

CARTAS ANTIGAS

Diogo Fontenelle
"A saudade é dor pungente, morena.
A saudade mata a gente, morena."
(João de Barro)

Cartas na gaveta secreta da escrivaninha, há muito esquecidas,
Cartas de palavras que já perderam os seus lumes e perfumes.
Se foram cartas de finado amor, de singelas ternuras perdidas...
Quem há de saber? Quem embalou tão profundos queixumes?

Cartas de caligrafias sinuosas a escalar cordilheiras de ânsia,
A conduzir paixões selvagens pelas roldanas do peito juvenil.
Eram caligrafias risonhas de alunos em férias numa estância
A girar o pião das benquerenças pelo cordão do sonho febril.

Cartas sumidas pelos verdes horizontes dos azuis-sonhares
A assobiar orvalhadas músicas das madrugadas de serenata.
Cartas ancoradas em vozes veladas, em desmaiados olhares
A revelar que a vida é canto de passarinho em breve sonata.

EM POUCAS E BOAS LINHAS

Alguns artistas, em momentos diferentes, já andaram desenhando e caricaturando este escrevinhador. Uns poucos desenhos que coloquei neste slideshow.
Não me julgo um Adônis. E me desculpem por esta "massagem" que eu faço no ego.

MIGUEL SANTIAGO GURGEL DO AMARAL

Presidente do Instituto de Previdência do Estado do Ceará - IPEC no período de 25 de fevereiro de 1947 a 28 de março de 1955.
Em 28 de outubro de 1951, dia dedicado ao funcionalismo público, foi lançada a pedra fundamental da ‘Cidade dos Funcionários’, nas proximidades de Messejana, no lugar Cajazeiras, onde o IPEC, por iniciativa de seu presidente Miguel Gurgel adquiriu e loteou vasta área de terreno para revenda a seus associados.
Em 5 de abril de 1966, ele foi empossado na Provedoria da Santa Casa de Misericórdia, ocupando a vaga deixada com o falecimento do Desembargador Feliciano de Ataíde.
Foi também secretário geral do Diretório Executivo Estadual da União Democrática Nacional – UDN.
Em 18 de junho de 1970 o Instituto de Previdência do Estado do Ceará - IPEC inaugurou o Posto Médico Gurgel do Amaral, na Cidade dos Funcionários.
Miguel Gurgel escreveu o livro "Porteiras e Currais" sobre a genealogia dos Gurgel e dos Oliveiras no Ceará. PORTEIRAS E CURRAIS e UMA BIBLIOTECA SEM PORTEIRAS...
Miguel Gurgel, com esposa e filhos
Fontes
http://www.issec.ce.gov.br/index.php/component/content/article/43-ipec/386-miguel-santiago-gurgel-amaral-1947-1955
http://www.museu-emigrantes.org/docs/biografias/a%20familia%20gurgel.pdf (fazenda Porteiras)
https://pt-br.facebook.com/permalink.php?story_fbid=592869834173062&id=497515433708503 (comunidade Jaguaruana em preto e branco)
http://gurgel-carlos.blogspot.com.br/2011/02/o-douto-miguel-gurgel.html
Tenho interesse em possuir um exemplar (ou cópia) do livro supracitado. Quem souber onde/como encontrar "Porteiras e Currais" (edição esgotada) informe-me pela seção de comentários desta postagem.

OSMAR DO CAMARÃO

Localizava-se no Mucuripe (cujas velas já foram cantadas por Fagner e Belchior), uma região habitada por pescadores.
O estabelecimento surgiu nos anos 70, fundado pelo cearense José Osmar Silva, funcionou até 2013, e teve o seu melhor período antes de surgirem os restaurantes no alto do Morro de Santa Terezinha.
Fortaleza é uma cidade plana, e a reurbanização do morro propiciou o surgimento de bares e restaurantes que ofereciam a seus frequentadores, além dos serviços específicos desses estabelecimentos, uma visão privilegiada da cidade.
O Osmar do Camarão, fiel ao nome do estabelecimento, tinha como prato principal o camarão. E, quase sempre, eu pedia naquele lugar o seu famoso camarão ao molho.
O restaurante funcionava nos fundos da casa do proprietário e, para chegar lá, o cliente precisava de esgueirar-se por um beco com dois palmos de largura que ficava ao lado da casa. Só esse detalhe já era uma atração à parte.
Pessoas famosas que chegavam a Fortaleza desejavam conhecer: o camarão do Osmar e o respectivo beco, não necessariamente nesta ordem.
Comentava-se que, não poucas vezes, o dono tivera de abrir a porta da frente da casa para que alguns fregueses pudessem ter acesso ao restaurante. Um deles foi o apresentador Jô Soares. Mas essa deferência só acontecia para pessoas especiais – de alto IMC.
Ver a reportagem c/ vídeo:
Acesso a restaurante cearense era feito por beco de dois palmos, Tribuna do Ceará
Provável endereço: Travessa São João, 386 - Varjota
Rua S João do Mucuripe, 386, 60175-430

O MILAGRE DO SABER-SENTIR

Diogo Fontenelle
Bruno Paulino adentra o universo poético mediante a obra "Balada Noturna, Dolente e Amorosa" à luz do saber-sentir. Trata-se de uma brochura com poucas páginas, mas que não significa obra menor. Sabe-se muito bem que, no âmbito da Poesia, a cada momento, legitima-se cada vez mais o provérbio português: "São nos pequenos frascos que estão as grandes essências".
O saber-sentir é a porta da frente do legítimo fazer poético, aquele plasmado além-receita de bolo. Guiado pelo ouvido-melodia, – acima de tudo pelo coração-azul-sonhar! -, Bruno Paulino, noivo da Poesia, inventa trilhas e veredas pelo labirintear da palavra feito verso.
O fato é que a Poesia requer dedicação feito técnica. Mas, muito mais que isso, requer devoção feito dom do Mais Alto. Poesia é a arte do pactuar com o Mais Além, é rastrear os sopros de Deus. Nessa rota-mistério, segue Bruno Paulino em sua cigania pelo verbal, à mercê do desejo de colorir o mundo. Nesse horizonte do mágico, convém sublinhar, em que ser poeta é dedilhar as muitas cordas do coração humano, é coisa-não aprendida de fato, que tenta apreender o Divino. Coisa ofertada por Deus em sua misericórdia e Graça.
O poeta em revelação, pelo sertão reluzente do Quixeramobim, conta com o saber-sentir ao dobrar dos sinos da fabulação oriunda do seu prosear, enquanto contista-cronista. Soma-se, agora, o vigor do verbal encantatório iluminado pela musicalidade, exigência primeira do fazer poético. É notória a percepção de que não existe Poesia sem Melodia, são corpo e alma inseparáveis a animar o viver-sonhar. Portanto, cabe-me apenas desejar Boa Viagem ao poeta que nasce - já marcado pela sensibilidade – para a missão do reflorir o mundo.
Site de Bruno Paulino: www.lanasmarinheiras.blogspot.com.br

CAETANO XIMENES ARAGÃO

Uma notícia bio-bibliográfica colhida no Dicionário da Literatura Cearense, organizado por Raimundo Girão e Maria da Conceição Sousa.
desenho: João Monteiro
ARAGÃO (CAETANO XIMENES DE). Filho de Roberto Ximenes Aragão e Edite Ximenes Aragão, nasceu no dia 24 de fevereiro de 1927, em Alcântaras, Ce. Primeiros estudos com professores particulares e os demais no Colégio Farias Brito e no Colégio Sobralense. Médico pela Faculdade de Medicina da Bahia, diplomado em 15 de dezembro de 1952. Foi membro da Academia Cearense de Medicina, Cadeira No. 29, de que é Patrono João Estanislau Façanha. Fez clinica geral. Pertenceu à Diretoria do Centro Médico Cearense e foi Secretário do Conselho Regional de Medicina do Ceará. Poeta de fina inspiração, publicou, todos de poesia - O Pastoreio da Nuvem e da Morte, 1975, Romanceiro de Bárbara, 1980; Sangue de palavra, 1981; Caetanias, 1985, que se compõe de um poema, dito pelo poeta, "escrito na contramão, juntando os fragmentos do poema. Recuperando o mito de Orfeu no homem das idades atômicas, o poema foi tecido a partir dessa consciência trágica, numa tentativa de integrálo". E acrescenta: "Em poesia não deve haver só uma medida que limita, mas múltiplas medidas que a transformam; só um ritmo monocórdico, que ensurdece, mas a diversidade rítmica, criadora e libertária"(Posfácio). Caetano Ximenes de Aragão faleceu em Fortaleza, em 14 de julho de 1995.
Fontes para estudo crítico:
Francisco Carvalho, “Apresentação "in" O Pastoreio da Nuvem e da Morte; Dimas Macedo, Leitura e Conjuntura, p. 35-36; Sânzio de Azevedo. Literatura Cearense, p. 561-565; José Alcides Pinto, Política da Arte I e II; Braga Montenegro, "Entrevista", O Povo, Fortaleza, 26.08.79.
Outras fontes:
Três escritores cearenses na II Feira Brasileira do Livro, por Carlos d’Alge
http://www.revistadeletras.ufc.br/rl18Art10.pdf (p. 69-73)
CAETANO XIMENES ARAGÃO E O CANTO PELA UNIDADE DO HOMEM (ENSAIO D'O POETA DE MEIA-TIGELA), por Manuel Bulcão, blog A arte do conceito
A República do Crato, blog EntreMentes
EM DEFESA DA POESIA, por CXA, Preblog
ILHA DOS CORNOS, Preblog

HOTÉIS E POUSADAS EM BATURITÉ E MUNICÍPIOS PRÓXIMOS

Maranguape
Pousada Pirapora
(85) 3341-7529, 98672-3212
Outros: Encanto da Serra, Cascatinha
Pacatuba
Pousada das Andreas
(85) 3345-1252 https://www.facebook.com/pages/Pousada-das-Andreias/185890974781021
Guaiuba
Hotel Fazenda Vale do Juá - Ñ
(85) 3246-7201 http://www.valedojua.com.br/
Redenção
Hotel das Maracanãs
(85) 98797-2728 http://hoteldasmaracanas.site.com.br/
Aracoiaba
Pousada Petiscar
(85) 3337-1208 https://www.facebook.com/pages/Pousada-Petiscar/456830431018210
Baturité
Hotel Colonial
(85) 3347-0167 http://www.hotelcolonialbaturite.com.br/
Hotel Colonial
Hotel Olho d'Água
(85) 3347.0753 http://hotelolhodaguabaturite.com.br/hotel/
Mosteiro dos Jesuítas
(85) 3347-0362 http://www.mosteirodosjesuitas.com.br/
Hotel Padre Cícero
(85) 3347-0102
Outros:Hotel Principal, Fazenda Hotel Repouso das Águas, Pousada Salzburg
Guaramiranga
Remanso Hotel de Serra
(85) 3325-1222 http://www.remansohoteldeserra.com.br/
Chalé das Montanhas
(85) 3246 1165 http://www.chaledasmontanhas.com.br/
Pousada dos Capuchinhos
(85) 3321-1112 http://www.pousadadoscapuchinhos.com.br/
Outros: Cabana da Serra, Hotel Montenegro, Hotel Vale das Nuvens, Pousada Le Monte Cristo
Pacoti
Chalé Nosso Sítio
(85) 3476 7676 http://www.chalenossositio.com.br/v02/index.php
Estância Vale das Flores
(85) 3264 6365 http://www.valedasflores.com.br/
Outros: Pousada Sítio Olho d'Água, Pousada Recreio
Palmácia
(a completar)
Mulungu
Le Rêve Pousada
(85) 3328.1205 http://lereve.com.br/
Pousada La Dolce Vita
(85) 9 8741 4624
Aratuba
(a completar)

http://www.hotelinsite.com.br/

LANÇAMENTO DE LIVRO E PALESTRA

1
Vera Lúcia Figueiredo Costa Rocha lança hoje (9), às 19 horas, no Hotel Vila Galé, na Praia do Futuro, em Fortaleza, o seu livro Cangaço: Ecos na Literatura e Cinema Nordestinos.
A autora é graduada em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia, possui mestrado em Literatura Brasileira pela Université Nouvelle Sorbonne  e, atualmente, é professora adjunta da Universidade Estadual do Ceará.
Vera Figueredo tem ensaios, entrevistas e outros livros publicados sobre o tema do Cangaço.
Ver: http://lampiaoaceso.blogspot.com.br/2015/07/novidades-na-latada-do-cariri-cangaco.html, por Kiko Nogueira
2
O professor Marcelo Gurgel Carlos da Silva, da Universidade Estadual do Ceará (UECE), ministra hoje (9), na cidade de Paris, França, uma conferência sobre o tema A Epidemiologia do Zikavírus no Brasil. A conferência acontecerá às 20h30, na Fundação Casa Brasil (Maison du Brésil).
Fonte: Portal da UECE, Assesoria de Comunicação, Notícias

12/06/2016 - Mensagem
Estimados amigos Paulo e Elba,
Fiquei felicíssima com a presença de vocês no lançamento do meu livro.
Agradeço também o fato de ter sido citada no Blog, Paulo.
Aqui fica o meu abraço solidário para a sua simpática família e você.
Vera

ALMOÇO EM FAMÍLIA

Natália e eu comemoramos ontem nossos aniversários natalícios.
Local: Cabaña del Primo e Gelateria Belluce.
Foto (da esquerda para a direita): Natália, Rodrigo, eu (Paulo), Elba e o neto Matheus. Érico e Aline, que passavam o fim de semana em Porto das Dunas, chegaram em seguida.

O GUARDA-NOTURNO


Diogo Fontenelle

Companheiros de voo de avião, de vagão de trem,

Pessoas encontradas pelo caminho uma única vez.

O velho guia amazonense do cruzeiro para Belém,

A gentil camareira marroquina da pousada de Fez,

O taxista d’O Porto perdido no subúrbio de Lisboa,

A bela florista cigana argelina da ruela de Sevilha,

O garçom do bar do Bixiga na São Paulo da Garoa...

São visões de anônimos da minha alma andarilha,

Vozes e clarões da noite que destilo em romaria.

Sou o guarda-noturno do viver-sonhar em cigania.

COMIDA DI BUTECO

Numa festa de final de ano da extinta Rádio Gerais, o então produtor do programa Momento Gourmet - Eduardo Maya - propõe a João Guimarães, proprietário da emissora, e Maria Eulália Araújo, Gerente de Marketing e Comercial, a criação de um evento valorizando a cozinha de raiz e os botecos da cidade de Belo Horizonte. Com apoio financeiro e de mídia da Rádio Gerais e batizado de Comida di Buteco, nasce o pioneiro dos concursos dedicados exclusivamente aos botecos brasileiros.
Mas por que "Buteco"?
Buteco, assim com "U", é como os mineiros chamam carinhosamente seus bares de estimação. O bar que é sinônimo de comida boa, ambiente democrático e de descontração, e que preserva o formato de sempre.
Ao longo dos anos, o concurso Comida di Buteco foi caindo no interesse das pessoas de outras regiões e atualmente é realizado em 20 cidades.
O que é o buteco

  • O buteco é um lugar sem sobrenome,mas com muita história.
  • Onde não há cor, porque é colorido por natureza.
  • Onde não existe nacionalidade, mas todos falam a mesma língua.
  • Onde não tem preconceito, religião ou profissão.
  • Onde todos falam de tudo e de todos.
  • O buteco é um lugar onde se faz amizades e se paquera.
  • O buteco é cultura e cumplicidade.
O Comida di Buteco em Fortaleza
A partir de 2011, Fortaleza também passou a sediar o referido concurso e, na edição de 2016, foram estes os vencedores:
Em 3º lugar, ficou o Bar do Helano, com seu tira-gosto "Sarrabulho", um guisado com miúdos de porco.
O 2º lugar foi o Teresa e Jorge, com a criação do "Aqui Não Tem Trouxa", uma porção de trouxinhas recheadas com costela bovina assada e temperos especiais, acompanhadas de geleia de pimenta e molho especial.
E, finalmente, o campeão foi o Bar do Nem, o Rei da Língua, com as "Almôndegas do Nem" (foto), umas almondegas diferentes, recheadas com queijo e acompanhadas de farofa e molho agridoce. Este bar é que representará Fortaleza no concurso Melhor Buteco do Brasil, de 2016.
http://www.comidadibuteco.com.br/

A NOVA "PRAÇA DAS FLORES"

Foto: Blog do Flamínio Araripe
A "Praça das Flores", no bairro Aldeota, em Fortaleza, foi reinaugurada na manhã de domingo (15), com mudanças no espaço físico, pavimentação e iluminação, e oferecendo a seus frequentadores uma academia ao ar livre, um parquinho infantil, uma quadra poliesportiva e banheiros públicos, além de boxes padronizados e quiosques para floristas e outros concessionários que trabalham na praça.
O logradouro também recebeu novo nome. Chama-se agora Praça Dr. Carlos Alberto Studart Gomes, em homenagem a Dr. Carlos Alberto, diretor do Hospital de Messejana (no período 1944 – 1983), que, por muito tempo, morou na rua Paula Ney, nas proximidades da praça reformada.
Uma estátua que reproduz a figura do Dr. Carlos Alberto foi instalada em um dos bancos deste espaço público. (Confira na foto acima em que também estão presentes o governador Camilo Santana, o prefeito Roberto Cláudio e o empresário Beto Studart.)
Colaborando com o Programa de Adoção de Praças e Áreas Verdes, da Prefeitura Municipal de Fortaleza, o grupo BSPAR Incorporações, de propriedade do empresário Beto Studart, filho do homenageado, será responsável pela conservação da praça.
Fontes 
O PovoOnline, Jornal de Hoje, edição de 16/05/2016
Vídeo Somos Vós
Leitorado
Oi, Paulo.
Li o Linha do Tempo e gostei bastante. A praça ficou uma lindeza. No entanto, a respeito do espaço reservado para exercícios, alongamentos etc. registro as seguintes observações: área reduzida; espaço em comum para jovens e idosos (que antes exercitavam separados); não instalação de vários aparelhos da antiga praça, o que foi bastante sentido pois eles eram eficazes.
Edmar Gurgel
Grande abraço, Paulo, e obrigado por sua dedicação.
Beto Studart
Grande Paulo,
Parabéns, como sempre sua informação é precisa e agradável.
Percorri o blog inteiro e me admirei com os bares. Como sou natural de Fortaleza, conheci quase todos. É que tenho 70 anos, fui acadêmico de Direito e meio boêmio em determinada época. Inclusive frequentei o Pombo Cheio. Na época, já possuía um Gordini 1966 e tinha dois anos de Banco do Brasil.
Abraços,
Afranio Bizarria

DRAGÃO DO MAR

A abolição da escravatura entre nós foi decretada em 25/03/1884, começando por Acarape (então distrito de Redenção), Ceará, no ano anterior, e precedendo por cinco anos a Lei Áurea, sancionada no Paço Imperial por Dona Isabel, em 13/05/1888.[1] [2] [3]
Tal pioneirismo nos faz recordar o jangadeiro cearense Francisco José do Nascimento, o Chico da Matilde, que foi o maior herói na luta por libertar os escravos em nosso Estado.
Nascido em Canoa Quebrada (CE), ele era um prático da Capitania dos Portos.
Em 1881, uma de suas atitudes foi fechar o porto de Fortaleza ao tráfico dos escravos que vinham de outras localidades. E isso lhe valeu a demissão do cargo.
Francisco José do Nascimento, que também ficou conhecido pelo epíteto de Dragão do Mar, faleceu em Fortaleza, em 1914.
Em homenagem a ele, símbolo do movimento abolicionista em nosso Estado, foi batizado de Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura um complexo que, tendo surgido das pranchetas dos arquitetos Delberg Ponce de Leon e Fausto Nilo, ocupa uma antiga área portuária de Fortaleza.
Bem no centro do complexo está uma escultura (imagem) que representa o Dragão do Mar.
Fonte: Museus do Brasil. Empresa das Artes, 2010. ISBN 978 857910 041 3

PARAMARIBO E BELÉM

01/05/2016 (domingo)
Após o café da manhã, pegamos um táxi para visitar o Peperpot Nature Park, um local de preservação da natureza. Esse parque fica a 15 quilômetros do centro de Paramaribo, em Meerzog, sendo necessário cruzar o rio Suriname por uma longa ponte para poder acessá-lo. A entrada no Peperpot nos custou 60 dólares do Suriname (20 SRD por pessoa), e não vimos outros visitantes nem guias; a chuva, a lama e os mosquitos abortaram a nossa caminhada numa trilha, e não esperem que eu recomende a visita. Depois, fomos andar um pouco na região, onde vimos pelas tantas o que nos pareceu ser um templo hindu (fechado). Em seguida, retornamos ao centro de Paramaribo, descendo do carro em frente ao Palmentuin (o Jardim das Palmeiras, também por nós visitado) e fomos almoçar num restaurante próximo, o Zuz  and Zo.
À tarde, fomos ao Hermitage Mall, o principal shopping center da cidade. Lá descobrimos que o McDonald's podia resolver a nossa insuficiência em dólares do Suriname (a moeda ideal para pagar corridas de táxi e outras pequenas despesas). Um sorvete de casquinha nessa loja, a cada vez que era pago com uma cédula de 10 euros, nos propiciava um troco de 60 SDR. A cotação por lá era 1 euro por 6,75 SDR, e fizemos essa conversão monetária várias vezes.
À noite, jantamos uma pizza no Bar Zuid. Não só neste prato, mas também na macarronada do restaurante em que almoçamos havia pimenta em exagero.
02/05/2016 (segunda-feira)
Seguindo o roteiro elaborado pela "Naty Tour", visitamos no Centro Histórico de Paramaribo os seguintes pontos turísticos:
Independence Square (Onafhankelijksplein)
Saint Peter and Paul Basilica (basílica)
Neveh Shalom Jewesh Synagogue (sinagoga)
Suriname City Mosque (mesquita)
No Independence Square ficam o Palácio Presidencial e outros edifícios do governo. A Basílica de São Pedro e Paulo, que é belíssima, está entre as maiores construções em madeira do mundo. Do lado de dentro, todo em cedro, o pé-direito alto, as abóbadas e os detalhes esculpidos impressionam. Os surinameses orgulham-se de ter a maior mesquita da América do Sul, lado a lado com uma importante sinagoga num bom exemplo de convivência.
O almoço foi no Bodega and Grill de Waag. Perto do restaurante, confirmamos o passeio de barco (a 25 euros por pessoa) que faríamos no dia seguinte para ver os golfinhos.
À noite, fomos conhecer o Torarica Cassino. Natália perdeu uma pequena aposta, mas conseguiu o que realmente queria: tirar uma foto sentada à frente de uma máquina caça-níquel. No 't Vat Sidewalk Cafe, um local muito frequentado por turistas, comemos grandes hambúrgueres e as mulheres beberam drinques de morango.
03/05/2016 (terça-feira)
Elba e Natália retornaram ao Hermitage Mall. Fiquei no hotel com meu notebook a rascunhar esta postagem. Às onze e meia, conforme havíamos combinado, encontramo-nos à entrada do Fort Zeelandia (que estava fechado na véspera para a visitação). Para ingressar no forte, paga-se 20 SDR por pessoa.
Fundado em 1667, às margens do rio Suriname, este forte situado no coração da cidade é uma das principais atrações de Paramaribo, pois além de estar bem preservado, contém o acervo do Museu do Suriname, com artefatos que contam a evolução desta peculiar nação sul-americana – embora conte tudo apenas em holandês.
No interior do forte há um restaurante no qual almoçamos. O cardápio, assim como tudo o mais no forte, era exclusivamente em holandês. Natália lançou mão de um aplicativo que mostrava as imagens dos pratos em seu telefone celular. E a chuva que recrudescia criou uma dificuldade extra para que conseguíssemos sair do local.
Às 15 horas, tomamos um táxi em nosso hotel para irmos a Leonsberg, onde fica um atracadouro de barcos. Nas margens da rodovia para a região vimos um grande número de mansões e de condomínios residenciais de luxo. O passeio pelo rio Suriname durou cerca de duas horas. Num certo ponto da viagem, chamados pelos assovios do guia, grupos de golfinhos puseram-se a saltar em torno do barco.
Às 23 horas, entramos no carro que nos levaria ao aeroporto para a nossa volta ao Brasil. Chamado pela Sra. Trees, o motorista/dono do veículo era muito comunicativo e tinha a ascendência holandesa. Durante a viagem, ele nos passou interessantes informações sobre o Suriname. A nossa chegada ao aeroporto se deu com quase três horas de antecedência. Tínhamos o receio de perder o voo devido a algum problema no percurso terrestre, e que isso nos obrigasse a prolongar a permanência no país do Seedorf. Apenas duas companhias aéreas operam entre Paramaribo e Belém, a Gol e a Surinam Airways, e seus voos não são diários.
(Quero agradecer aqui a Sra Trees, a administradora do Holland Lodge Paramaribo, pela forma solícita com que nos atendia quando a procurávamos para resolver algum problema.)
04/05/2016 (quarta-feira)
Chegamos a Belém por volta das 6 horas. Tínhamos passado a noite em claro no aeroporto do Suriname e no voo de volta para a capital paraense. Urgia, portanto, dormir nas horas seguintes, o que fizemos no apartamento de Natália e Rodrigo.
Após tomar um café forte que o genro preparou para mim, saí para uma longa caminhada. Subi a Avenida Conselheiro Furtado, e depois de passar pelo Horto Municipal, fui até a Praça Batista Campos, onde circulei um pouco sob a sombra de suas centenárias sumaúmas. Aproveitei também para retirar extrato e fazer transferências de dinheiro em uma agência do Banco do Brasil. No retorno, almocei n'O Rei dos Espetos: churrasco, baião, farofa e vinagrete, tendo como sobremesa pudim de leite. E, não deixando para Fortaleza o que podia fazer em Belém, aproveitei para tomar a vacina contra a gripe em um posto de saúde que localizei no bairro da Cremação.
No fim da tarde, saí com Rodrigo para buscar Elba e Natália num dos centros de compras da cidade. Já levava no carro do genro a nossa bagagem para rumar na sequência ao aeroporto de Val-de-Cans. Neste, após nos despedirmos do "casal anfitrião", embarcamos num voo da TAM para Fortaleza, onde chegamos por volta das 21 horas.
(Os demais trechos aéreos do passeio foram viajados pela Gol.)

BELÉM E PARAMARIBO

Esta foi a minha quarta estada (a terceira para Elba) em Belém, onde nossa filha Natália mora com seu esposo Rodrigo Soares, funcionário do Tribunal de Contas do Estado.
Caso o leitor queira ler sobre as visitas anteriores que fiz à capital paraense, disponibilizo os links abaixo:
OLÁ, BELÉM
CIDADE DAS MANGUEIRAS
BELÉM E MACAPÁ - 1
BELÉM E MACAPÁ - 2
29/04/16 (sexta-feira)
Chegamos à noite (por volta das 22 horas) em Belém. Rodrigo e Natália nos esperavam no saguão do aeroporto. Fizemos uma rápida refeição na praça de alimentação do aeroporto e fomos dormir no apartamento deles, no bairro de São Brás.
30/04/16 (sábado)
Tomamos o café da manhã na DomNato, no vizinho município de Ananindeua. Em seguida, pegamos a rodovia para Mosqueiro, uma importante praia fluvial do Pará. No restaurante Paraíso, um dos points da praia, estivemos por cerca de duas horas a conversar e a tomar cervejas e refrigerantes, e a nos deliciar com umas iscas crocantes de peixe. Na volta a Belém, fomos ainda conhecer o Shopping Bosque Grão Pará.
Num dos restaurantes do shopping, estivemos com um dos irmãos do Rodrigo, o Dr. Manoel Carlos, e com sua esposa Helô. O casal mora há pouco tempo no Pará, por ele ter recentemente assumido o cargo de juiz estadual.
No fim da tarde, Embarcamos para Paramaribo num voo com duração de 1 hora e 40 minutos. Natália veio conosco. De antemão, sabíamos que o aeroporto ficava bastante longe da capital do Suriname. Chovia muito e o táxi levou uma hora e meia para percorrer uma distância de 50 quilômetros, do aeroporto até o Holland Lodge Paramaribo, o hotel em que ficaremos hospedados por quatro dias.
Nesta primeira noite em Paramaribo, jantamos no próprio hotel. Petiscos diversos em meio a cervejas e drinques servidos por um garçom bem cortês.
Um vasto programa planejado pela Natália está a nos esperar. Se cumprirmos cinquenta por cento desse programa já será um passeio de bom tamanho.
Repasso aqui, tendo como fonte a Wikipédia, algumas informações sucintas sobre a cidade e o país que estamos a visitar:
Paramaribo é a capital e maior cidade do Suriname, com uma população de cerca de 250 mil habitantes. A cidade está localizada adjacente ao rio Suriname, distando aproximadamente 15 km do Oceano Atlântico. Quanto ao Suriname, apesar da contiguidade geográfica, é incorreto classificar o país como sendo integrante da América Latina devido a sua colonização pelos Países Baixos, cujo idioma, o neerlandês é de matriz germânica,
A descrição de nosso passeio em Paramaribo vai estar na postagem seguinte. Até porque agora só está começando...

SENHORA NOITE

Diogo Fontenelle
“A morte é noturna.”
(Otto Lara Resende)

Senhora Noite, traga-me um ramo de fantasia!
Peço silêncio em respeito à realidade que desfio,
Peço silêncio em respeito ao meu ninho vazio.

Senhora Noite, traga-me um ramo de verde-folia!
Peço silêncio em respeito à nuvem que revoa,
Peço silêncio em respeito à infância que me povoa.

Senhora Noite, traga-me um ramo de azul-poesia!
Peço silêncio em respeito às estrelas clandestinas,
Peço silêncio em respeito ao sonho que iluminas.

Senhora Noite, Mãe do Silêncio, Mãe da Sorte!
Senhora Noite, és a Nossa Senhora da Boa Morte!

MELHORIAS DO PARQUE DO COCÓ

O Parque recebeu diversas melhorias para atender os visitantes:
  • Reforma do calçadão para caminhadas, que conta agora com sinalização e iluminação em postes rústicos.
  • Rampa podotátil de acesso com 200 metros de comprimento para cadeirantes e deficientes visuais.
  • Cine Cocó com 80 lugares para a realização de palestras, encontros e simpósios sobre educação ambiental
  • As trilhas e pontes do Parque foram revitalizadas.
  • Várias árvores nativas e exóticas foram identificadas com seus nomes populares (jacarandá, mutamba, jatobá, coaçu etc.) e científicos gravados em pedras cariri.
  • E o atrativo principal: a volta da navegabilidade. Os passeios fluviais deverão acontecer de terça a domingo, saindo da ponte da Avenida Sebastião de Abreu até a Avenida Santana Junior.

FAMÍLIA COELHO – DE LUTO

Edmar Gurgel Coelho sempre me surpreende com as reproduções fotográficas que frequentemente me envia. O tio deve possuir um acervo de época dos mais providos, em se tratando da família, do time Usina Ceará (em que jogou) e do bairro Otávio Bonfim.
Na última remessa, constava esta foto – FAMÍLIA COELHO DE LUTO –, acrescida da seguinte anotação:
"Não sei precisar se a família estava de luto do papai ou do avô (velho Xixico)".
Tias: Talia, Maria José (Dedé) e Cinda
Irmãs: Elza, Elma e Elda
A primeira da direita, na fila anterior, era a adolescente Elda, que viria a ser minha mãe. E o luto da família estava relacionado com a morte do velho Xixico (Elma tirou essa dúvida de Edmar). [PGCS]
OS PERÍODOS DO LUTO
Na maior parte da cultura ocidental, inclusive no Brasil, quando uma pessoa morria era comum a família usar roupas pretas, durante um determinado período, para mostrar seus sentimentos de perda e respeito pela pessoa falecida.
Havia distinções a respeito do tempo correto para cada luto:
O luto pelo pai ou mãe devia durar um ano. Pelo avô ou avó, seis meses. Pelo cônjuge, o tempo do luto devia durar dois anos, se o falecido era o marido, e um ano, se era a esposa. Pela morte de um filho, um ano. Pelo falecimento de um irmão, quatro meses, e pela partida de um tio, três meses.
Caso a viúva, ao contrário do que recomendava a decência, se casasse de novo, antes de expirar o prazo do luto pelo primeiro marido, ela não devia convidar ninguém para o casamento.
Mas todos estes prazos podiam ser reduzidos ou aumentados, em razão de alguma manifestação prévia do ente querido para aqueles que ficavam.
Apesar de que não era raro uma viúva vestir preto para o resto da vida.