O CASTELO DE NEUSCHWANSTEIN

19/02/2017
Bem no sul da Alemanha fica a cidade de Füssen. Localizada na fronteira com o Tirol austríaco, é a cidade de maior altitude na Baviera. De Karlsruhe (a cidade em que estávamos) a Füssen a distância é de 281 quilômetros. Uma autobahn possibilita realizar essa viagem em menos de 3 horas.
A cidade abriga os castelos de Neuschwanstein e Hohenschwangau, que tornaram Füssen mundialmente famosa. Construído pelo rei Ludwig 2º (Luís II da Baviera), na segunda metade do século 19, o palácio Neuschwanstein serviu de inspiração para outros palácios, como o castelo de Cinderela do Walt Disney World®‎, nos Estados Unidos.
Neuschwanstein (pronuncia-se "nóichivanstáin") era o castelo dos sonhos de Luís II. Está situado num magnífico cenário montanhoso, tendo como pano de fundo os Alpes da Baviera.
Em Füssen, próximo a um grande estacionamento para os carros dos visitantes, charretes puxadas por robustos cavalos partem transportando os turistas ao penhasco em que o palácio se encontra. Mas a maioria das pessoas prefere ir a pé deste ponto até o castelo de Neuschwanstein. Estimo que este trecho do percurso dista 1,5 quilômetro.
Um pouco abaixo do nível do castelo, existe uma área coberta e com assentos à disposição dos visitantes. Um painel luminoso informa a vez de cada grupo visitar o castelo.
Um dispositivo de áudio, que o turista recebe na entrada do castelo, orienta a visita no idioma selecionado pelo visitante. O primeiro esclarecimento: ali não se trata de um castelo medieval. Neuschwanstein foi um castelo mandado construir por alguém que admirava profundamente tudo que se relacionava  com a Idade Média. Imagens de cisnes, a cor azul e pinturas de cenas das óperas de Wagner são vistas por toda parte no interior do castelo.
Vista aérea do Castelo de Neuschwanstein
Construído a partir de 1868, "no estilo genuíno dos antigos castelos dos cavaleiros medievais", conforme o próprio Ludwig 2º escreveu ao compositor Richard Wagner, marca o capítulo final da vida do rei. Foi de lá que ele partiu para uma viagem sem retorno, poucos dias depois de ser destronado em consequência de seus problemas mentais.
Os médicos haviam atestado (sem examiná-lo) que ele sofria de esquizofrenia paranoica. Ele morreu misteriosamente nas águas do Lago Starnberger, em 13 de junho de 1886, juntamente com o médico que o acompanhava.
Um detalhe intrigante: o excêntrico monarca era considerado um bom nadador.
Curiosidades
  • O complexo do castelo estende-se por 6.000 metros quadrados articulados em quatro andares e numerosas torres, com uma altura que atinge os 80 metros.
  • O castelo pode ser considerado como um monumento dedicado a Richard Wagner, o qual Luís II da Baviera admirava muito. Neuschvanstein, que significa "Novo Cisne de Pedra", tem este nome em homenagem a uma ópera do compositor Wagner chamada "Lohengrin".
  • De fato, muitas das suas salas são inspiradas em óperas do compositor alemão.
  • Luís II empenhou todo o seu patrimônio na construção do castelo, superintendendo os trabalhos; no entanto habitou durante muito pouco tempo nesta residência.
  • Luís II observou o avanço dos trabalhos diretamente do castelo onde passou a infância, o vizinho Castelo de Hohenschwangau.
  • A Sala do Trono não tem trono: isto porque Luís II morreu antes que o trono ficasse completo, e por isso não foi mais colocado no seu lugar.
  • Uma das salas do castelo reproduz, de maneira muito realista, uma gruta com suas estalactites e estalagmites, a qual possuiu uma cascata durante o reinado de Luís II.
  • Luís II, receando os danos, ordenou ao curador do castelo que interditasse as visitas dos curiosos depois da sua morte. Poucas semanas depois da morte do soberano, o castelo abriu as suas portas aos visitantes. É atualmente um dos lugares mais visitados da Alemanha em qualquer estação do ano.
  • Afirma-se que este é o edifício mais fotografado da Alemanha, e um dos destinos turísticos mais procurados do país.
Na Baviera, quanto mais se procuram pistas sobre o rei Ludwig 2º, mais complexa e misteriosa parece ter sido sua vida. Visitantes de todas as partes do mundo querem conhecer sua história. Muitos vêm da Ásia, dos Estados Unidos e também da Europa – especialmente da França, cujo rei Luís 14 e seu estilo de governo absolutista eram muito admirados pelo monarca bávaro. E milhares de turistas visitam anualmente os três castelos do monarca: Linderhof, Herrenchiemsee e especialmente Neuschwanstein. 
http://www.tudoparaviajar.com/destinos/europa/alemanha/neuschwanstein
http://www.dw.com/pt-br/dicas-para-um-passeio-em-f%C3%BCssen-a-cidade-do-castelo-neuschwanstein/a-15927714
http://www.dw.com/pt-br/desvendando-os-mist%C3%A9rios-do-rei-dos-castelos-de-fada-em-munique/a-15311341
http://www.dw.com/pt-br/1886-morria-ludwig-2%C2%BA-o-monarca-dos-belos-castelos-da-baviera/a-1402143
https://pt.wikipedia.org/wiki/Lu%C3%ADs_II_da_Baviera
https://pt.wikipedia.org/wiki/Castelo_de_Neuschwanstein

ROTHENBURG OB DER TAUBER

18/02/2017
Com o dia ainda escuro saímos para conhecer Rothenburg ob der Tauber, no Estado da Baviera. Uma cidade que atrai muitos turistas, pois até hoje preserva seu ambiente medieval com a muralha ao redor do antigo centro. Passa por ela o rio Tauber, daí o nome da cidade.
Rothenburg ob der Tauber (A Fortaleza Vermelha sobre o Rio Tauber), que está a 190 quilômetros de Karlsruhe, assim como a cidade de Heidelberg, integra a Rota Romântica (Romantische Straße) da Alemanha.
A igreja mais famosa de Rothenburg é a Jakobskirche. Conforme o período da história, tem sido ora um templo católico ora um templo protestante. Seus atuais detentores, que fazem parte da denominação luterana, ainda preservam no templo os símbolos característicos do catolicismo.
Na frente da igreja, ergue-se uma estátua de St. Jakob, o apóstolo Tiago (foto). É um dos pontos de partida para as peregrinações que afluem a Santiago de Compostela.
Tiago reparte comigo o bastão, mas a vieira, não.
Outras atrações da cidade são a Käthe Wohlfahrt, a loja mais famosa da Europa em decoração natalina, a Plönlein, uma casa torta construída na bifurcação de uma rua, e a Praça do Mercado com a Ratstrinkstube (Taberna do Conselheiro) e seu relógio astronômico. Num dos cafés de Rothenburg, podemos apreciar as Schneebälle, massas doces em forma de bolas com diferentes tipos de recheio e coberturas.
Também visitamos o Museu Medieval do Crime, uma exposição de instrumentos de tortura e punições, e o Reichsstadtmuseum, que mostra a história da cidade
Por fim, caminhamos por um dos trechos de sua muralha de 3 quilômetros, intercalada por torres. Aqui somos nós fotografados em uma delas.
Elba e eu (Paulo)
"Se um de vocês tiver a coragem de poder tomar, em somente um gole, este cântaro de 3,25 litros de vinho, prometo não saquear e nem destruir esta cidade." (General Tilly)
Foi assim que Nusch, prefeito da pequena cidade de Rothenburg ob der Tauber, em 1631, durante a Guerra dos Trinta Anos, conseguiu salvar a cidade da destruição das tropas do General Tilly. Os dramáticos acontecimentos de 1631, mas conhecido como Der Meistertrunk, são encenados anualmente desde 1881, durante o festival histórico mais importante da Alemanha, na praça do mercado em Rothenburg, no dia de Pentecostes. A rivalidade entre protestantes e católicos é representada com muita emoção e cheia de suspense. No Ratstrinkstube mit Kunstuhr, prédio com o famoso relógio astronômico, quatro vezes todos os dias, aparece um bonequinho em uma das janelinhas do prédio e a lendária cena do prefeito bebendo os 3,25 litros de vinho é encenada.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Caminhos_de_Santiago
http://www.porquenaotravels.com/2011/06/rothenburg-ob-der-tauber-alemanha-rota-romantica-o-que-fazer-em-rothenburg.html
http://partiupelomundo.com/o-que-fazer-em-rothenburg-ob-der-tauber/

HEIDELBERG E KARLSRUHE

16 e 17/02/2017
Partimos na quinta-feira, 16, às 17h30, em voo direto de Fortaleza para Frankfurt. No avião da companhia Condor, íamos Elba, eu e Mirna, minha irmã cujas férias estão programadas para a Alemanha.
Ela e seu esposo Andreas Heger (foto) serão nossos anfitriões na temporada alemã.
O voo durou nove horas e meia, durante o qual sobrevoamos o "Açude do Boris" (na maior parte do tempo), além de alguns países do continente europeu, até chegarmos a Frankfurt, às 7 horas do dia seguinte.
(As quatro horas a mais de duração da viagem aérea são explicadas pelas diferenças de fusos horários.)
Andreas, que é engenheiro de ferrovias, em Karlsruhe, nos esperava no aeroporto de Frankfurt. Levou-nos inicialmente a Heidelberg, sua terra natal e que fica a cerca de 90 quilômetros de Frankfurt. Em Heidelberg, moram seus pais, um casal de idosos simpáticos que nos aguardava para o café da manhã. Foi um manjar dos deuses a apfelküchen que a mãe de Andreas havia preparado para nós.
Andreas e Mirna
Nesta cidade, um ponto turístico imperdível é o Castelo de Heidelberg, uma das mais famosas ruínas da Alemanha e símbolo de Heidelberg. O visitante pode subir até o castelo por uma estrada ou através de um funicular, Optamos pelo funicular.
O castelo tem muito o que se ver. Como o Fassbau (Edifício do Barril), que foi mandado construir especificamente para acolher o famoso Grande Barril. Estava diretamente ligado ao Salão do Rei, de forma a permitir, durante as celebrações, o acesso direto ao vinho contido no barril. Não tendo direito a essa regalia, bebericamos nas instalações do castelo um pouco de vinho, em pequenos copos que, após a degustação, foram a nós presenteados.
No Fassbau ergue-se a estátua de Perkeo, o bufão da corte, símbolo do consumo de vinho, ali colocado por Carlos Filipe III para guardá-lo.
(Perkeo, "A Dentada da Bruxa" e "O Salto do Cavaleiro" são histórias fantasiosas relacionadas com o Castelo de Heidelberg a serem contadas no blog EM.)
Visitamos também a Apothekerturm (Torre da Farmácia). Esta torre deve o seu nome à palavra grega "apotheca", que significa "espaço de armazenamento". Na verdade, nunca albergou uma farmácia, a qual esteve alojada noutras partes do castelo. Atualmente faz parte do Deutschen Apothekenmuseums (Museu da Farmácia Alemão). É constituída pela coleção de medicamentos (Materia medica), a qual exibe drogas conseguidas a partir de minerais, animais e plantas.
Após a visita ao castelo, passeamos no centro histórico de Heidelberg, onde nos detivemos algum tempo para assistir à apresentação de um coral infantil em uma praça (foto), almoçamos no restaurante Vetter (chope, repolho com salsicha e joelho de porco) e prosseguimos nossa viagem para Karlsruhe.
Coral infantil
Situada no vale do rio Neckar, no noroeste do Baden-Württemberg, e contando com mais de 150 mil habitantes, Heidelberg é a quinta maior cidade da região (depois de Stuttgart, Mannheim, Karlsruhe e Freiburg em Breisgau), . É também conhecida pela Universidade de Heidelberg, a mais antiga da Alemanha), e que é muito famosa, principalmente na área da Medicina.
À noite, Andreas, Mirna e Elba foram ao Steeurmann, um restaurante de Karlsruhe. Fiquei em repouso no apartamento do casal no bairro Daxlanden por me encontrar apresentando problemas intestinais.
A cidade de Karlsruhe, capital do distrito homônimo, está situado no estado de Baden-Württemberg. Tem uma população de cerca de 300 mil habitantes e desfruta de um alto nível de riqueza. A Universidade de Karlsruhe foi a primeira universidade tecnológica da Alemanha. Em 1984, o primeiro e-mail recebido teve como destinatário o Karlsruher Institut für Technologie. A cidade é a terra natal de Karl Benz, inventor do automóvel, e Oliver Kahn, ex-goleiro da Seleção Alemã de Futebol. Desde a sua criação, o Tribunal Constitucional Federal (em alemão: Bundesverfassungsgericht, que é um tribunal especial estabelecido pela Grundgesetz, a Lei Fundamental alemã) foi localizado na cidade de Karlsruhe, intencionalmente deslocada das outras instituições federais, como a sede do Governo (anteriormente em Bonn, agora em Berlim). Está aí um bom exemplo para o Brasil.

SÔNIA MARIA E MARIA AUXILIADORA

Sônia Maria Carneiro de Mesquita Lôbo e Maria Auxiliadora Bezerra, duas médicas formadas pela Universidade Federal do Ceará, em 1971, e colegas sempre presentes nos encontros de nossa turma. Como em outras ocasiões, Sônia e Auxiliadora foram as organizadores do IX Encontro, que aconteceu no Vila Galé, em Cumbuco, de 20 a 23 de outubro de 2016, e as principais responsáveis pelo sucesso do referido evento.
Comentaram esta nota: HUGO MENDONÇA e MARIA AUXILIADORA.

SEXO E DIVERSÃO

por Paulo Verlaine, jornalista
REVISTA FORTALEZA, 03/06/2006
Uma das frustrações da minha vida é a de não ter conhecido os cabarés de Fortaleza nos tempos áureos: décadas de 40, 50 e 60. Nos anos 70, eu poderia tê-los frequentado (já tinha idade para isto), mas ainda não era boêmio e essas casas estavam em decadência. Em 1971, veio a pá de cal: por pressão dos hotéis, eles foram fechados pela Polícia.
América, Império, Fascinação, Monte Carlo, Ubirajara, Boate Guarani. Fora do Centro, na Maraponga, havia a Leila, muito sofisticada. Nomes que emocionam os que passaram dos 50 anos. O livro Sábado: Estação de viver - histórias da boêmia cearense, do escritor Juarez Leitão, oferece um relato primoroso dessas coisas que o tempo levou. O escritor e jornalista Blanchard Girão, outra figura humana admirável e marcante, aborda com igual maestria o tema nos livros O Liceu e o Bonde e Sessão das Quatro. Outro com quem eu conversava muito sobre o assunto era o meteorologista Julian Ferreira Lima (um habitué das pensões, já falecido), filho do inglês Mr. Julian Hull.
Aviso aos politicamente corretos: não se trata de romantizar a prostituição, uma das mais degradantes formas de exploração do ser humano. O lado cruel se tornava mais visível no chamado baixo meretrício: Cinza, Curral, Arraial Moura Brasil (início do que hoje é a Leste-Oeste), visitados pelo filósofo Jean-Paul Sartre em 1960.
É preciso retroceder a Fortaleza do passado, onde, além dos cinemas e dos clubes, a única diversão - para os homens, é claro - eram os cabarés. Ali havia shows animados por orquestras e, também (ninguém é de ferro): sexo. Eram frequentes casos de romances entre clientes e prostitutas. Alguns terminaram em casamento.
Juarez Leitão no seu livro fala da Boate Guarani: "Foi uma grande casa de espetáculo. Promovia festas especiais"(...) "Os melhores músicos da cidade animavam os seus salões (das pensões alegres). O compositor e pianista Luiz Assunção tocou, dentre outros, no Bar da Alegria (da Nena) e na Pensão Graciosa). (...) A partir dos anos 50 pontificou no piano a figura ímpar de Glorinha Alenquer".
Do final dos anos 70 e de toda a década de 80, eu posso falar. O cabaré que me marcou foi o Sereia, localizado na avenida da Abolição, proximidades da AABB, de propriedade do Deó, torcedor doente do Fortaleza. O Sereia era um misto de restaurante e cabaré (caldo de peixe famoso, ideal para fim de farra). Frequentado por boêmios, artistas e... garotas de programa, mas tudo dentro da maior tranquilidade. Jamais vi uma briga ali. Numa noite, adentrou ao recinto Martinho da Vila, no auge do sucesso. Vinha de outras paragens e tinha tomado todas. Apenas balbuciava algumas palavras. Mesmo assim, deu autógrafos para quem lhe pedia.
Havia também a Boate Madrugada, na então avenida Aquidabã, a casa da Nazilde, grande amiga do Cláudio Pereira, também na Aquidabã; O lendário Senadorzão (este era prostíbulo puro), na Senador Alencar.
Numa galeria, ligando a rua Senador Pompeu à Barão do Rio Branco, pontificavam o Barba Azul, Le Bateau e Barroco Drinks, muito frequentados por gente de imprensa. Os grandes jornais ficavam nas proximidades.
Com a inauguração da avenida Leste-Oeste, criaram-se vários restaurantes para competir com os da Beira Mar: Beco, Reboco, La Playa, Saint-Tropez, Ladeira (mais perto da Santa Casa). A elite chegou a frequentá-los no início, mas depois a coisa descambou para a prostituição. A barra começava a ficar pesada.
Hoje os prostíbulos chamam-se casas de massagem e até anunciam nos jornais. Mas não têm o charme dos cabarés do passado.

A FESTA DE LUCIANO GURGEL NO WAI WAI

Na tarde de sábado (28/01), Luciano reuniu colegas do trabalho e o "núcleo duro" da família Gurgel Carlos para uma feijoada no Condomínio Wai Wai, em Cumbuco. Organizada pela esposa Elsa, a festa foi realizada para comemorar a aposentadoria dele no Banco do Brasil. Um feito conquistado após 37 anos de serviços prestados a esta instituição bancária. desde 1979, quando Luciano assumiu o cargo de escriturário na agência de Senador Pompeu. Dois anos após, ele foi transferido para Fortaleza, onde trabalhou ao longo do tempo em vários setores da instituição até aposentar-se recentemente.
Eu estive presente ao evento, acompanhado de Elba, Natália e Matheus. Parabéns a meu irmão Luciano por sua iniciação no otium cum dignitate.
Luciano e eu (Paulo). Natália fotografou

HOMENAGEM DA ACADEMIA CEARENSE DE DIREITO A LUIZ CARLOS DA SILVA

Transcrito do Blog do Marcelo Gurgel
Acessado em 28/01/2017
"A Academia Cearense de Direito (ACD), por intermédio do seu presidente Roberto Victor Ribeiro, divulga homenagem a LUIZ CARLOS DA SILVA (foto), patrono da cadeira 22 desse sodalício, no transcurso do seu genetlíaco.
Nosso pai, falecido em 20/11/2000, estaria completando hoje (28 de janeiro) 99 anos de idade, se vivo fosse.
Em nome da descendência e dos familiares de Luiz Carlos da Silva, agradecemos ao Dr. Roberto Victor Ribeiro, por sua expressão de reconhecimento ao nosso genitor, ele que teve quatro filhos formados em Direito, formação também abraçada por sete dos seus netos.
Agora, seus herdeiros genéticos se preparam para a celebração do centenário de nascimento a acontecer em janeiro do próximo ano."
Marcelo Gurgel
Filho do homenageado Luiz Carlos da Silva
 e pai de Felipe (eng.) e André Gurgel (adv.)

CASAMENTO DE PRISCILA E ALCY NETO

A cerimônia de casamento de Priscila e Alcy Neto, ela - filha de Jesus Hernández y Fernández Neto e Célia Maria F. Macêdo Hernández, e ele - filho de Rubens da Silva Rebouças e Alcyvania Maria C. de Brito Pinheiro, será realizada hoje (28), às 19 horas e meia, no Santuário Nossa Senhora do Líbano, na Rua República do Líbano, 15 - Meireles, em Fortaleza, Ceará.
Após a cerimônia, os convidados serão recepcionados no Lulla's Plazza, na Avenida Atilano de Moura, 320 - Guararapes.

UM VIOLÃO NO SERTÃO CENTRAL

Já havia passado pela experiência de aprender a tocar violão pelo método sem professor. Com o resultado tendo sido um retumbante fracasso por repetir-se como farsa o que me aconteceu à época do violino.
Como disse Einstein, seria insano esperar resultados diferentes fazendo as coisas do mesmo jeito.
Sentado na escadaria da igreja de Nossa Senhora das Dores, em Otávio Bonfim, uma noite eu tive o privilégio de assistir a Cláudio Costa dar um show de violão. Claudio morava no Parque Araxá, vinha se dedicando ao violão há pouco tempo e, meu deus, já tocava aquilo tudo!
Quanto era pouco tempo? Uns dois anos, talvez. Claudio tinha de ser o meu professor de violão. E contratei-o imediatamente.
Com um violão gentilmente cedido por Diana, minha colega de turma na Faculdade de Medicina, e contando para a novíssima tentativa com a orientação de um competente professor, eu não iria reincidir no erro.
As aulas eram dadas à sombra das fruteiras no quintal da Vovó Almerinda, com os pagamentos sendo efetuados no final de cada aula. Eu escolhia a canção que iria aprender. Claudio me passava o acompanhamento tirado de ouvido. E, como dever de quintal, transcrevia em meu caderno a letra da canção com as cifras dos acordes sobrepostas. No rodapé, acrescentava os diagramas das posições no braço no violão.
Com as férias chegando, acertei com Claudio um turno inteiro de aulas. Na linguagem atual dos cursinhos isso seria chamado de "intensivão". Era minha intenção dispor de um bom número de músicas para treinar no sossego do Sítio Catolé.
Ao tomar o trem da RVC (Rapariga Velha Cansada), em Otávio Bonfim, com destino a Senador Pompeu, eu levava o "meu" violão, um bloco de rascunhos com "Perfídia", "A noite do meu bem", "A Rita" e a italianíssima "Come prima". Além de um caderno de solos musicais do Prof. João Lima que um dos seus alunos me emprestou sem o conhecimento do tutor. Tudo isso eu levava no meu matulão.
No Sítio Catolé, as férias transcorriam às mil maravilhas. Com banhos no açude, frutas comidas ao pé, contemplação da passarinhada e incursões periódicas à sede do município, onde ia me esbaldar no clube da AABB.
Certa manhã, apareceram dois visitantes no Catolé. Um pegou o violão, começou a solar a música "Juazeiro", do Luiz Gonzaga, enquanto o outro cantava. Que coisa mais esquisita! O violonista, que não sabia fazer um acorde, acompanhava o cantor por meio do solo. No final do encontro, retiraram-se estupefatos com o que eu e o meu violão da cidade já podíamos fazer. Não é gabolice: uma revolução musical deve ter acontecido depois em suas vidas.
Na ociosidade do Catolé, minhas fronteiras musicais se alargaram consideravelmente. Aventurei-me inclusive a criar, sabe-se lá como, o acompanhamento de uma música. Tendo escolhido para essa empreitada um samba-canção de Noel Rosa.
Ao retornar para Fortaleza, mostrei o meu "arranjo" para Claudio: "Último desejo" em Ré Maior. Claudio achou que eu tinha contrariado todos os cânones da música e sugeriu que eu refizesse a harmonia em Mi Menor. O problema, Paulo, não está no tom. O que é menor não pode ser maior e vice-versa.
Depois disso, não tive mais aulas com Claudio. No sentido formal, não. Mas, na verdade, tive muitíssimas aulas com ele em mesas de bares, serestas, festivais. E a oportunidade de um dia ensinar ao mestre a complexa harmonização que existe em "Samba de uma nota só". Perguntem a ele que ele confirma.
A propósito:
Quando se apagarem as luzes do meu cérebro, denegando-me o acesso a todas as canções aprendidas, a que persistirá por mais tempo será certamente A Rita, do Chico Buarque. Em edição bilíngue (português e italiano). só para desagravar o que as Parcas estiverem a fazer comigo. Assim espero.
Mensagens recebidas
Paulo, bom dia.
Desde muito tempo, que o admiro como cronista de escol. Embora mais "antigo", também vivi minha adolescência nos arredores da Igreja de Nossa Senhora das Dores, mormente aos domingos, quando indicado pelo Fujita (será que é com "G"?), meu colega de turma no Lyceu, defendi as cores do "nosso" MONTESE ( criado pelo inesquecível Frei Theodoro).
Guardo vivas recordações do Edmar (creio que seu tio), um dos nossos craques, Nelsinho, Zé Augusto, Coringa... e tantos outros. Estimaria muito vê-lo, com seu irmão Marcelo, fazendo parte e enriquecendo a ACEMES.
Também gosto muito de um violão, embora não saiba dedilhá-lo, pois se assim o fizesse, possivelmente seria um boêmio; mas, cantei muitas serenatas.
Um grande e fraternal abraço.
José Maria Chaves, por e-mail
Parabéns, Paulo!
Belo texto! Gosto de resgate histórico!
A Rita persistindo... Também pudera, você deve ter tocado com muito prazer.
Chico é Chico.
Abraço.
Ana Margarida Rosemberg, por e-mail

MÉDICOS FORMADOS PELA UFC EM 1971. OS NOVE ENCONTROS DA TURMA

Anos e locais
1981 (10 anos) - Jantar dançante no Ideal Clube, em Fortaleza. Churrasco numa chácara.
1986 (15 anos) - Jantar no restaurante do Náutico Atlético Clube, em Fortaleza.
1991 (20 anos) - Coquetel (quinta-feira) na residência de Roberto e Sônia Lôbo, em Fortaleza. Fim de semana no Hotel Praia das Fontes, em Beberibe-CE.
1996 (25 anos) - Fim de semana (13 a 15 de dezembro) no Ytacaranha Hotel de Serra, em Meruoca-CE.
2001 (30 anos) - Jantar dançante (13 de dezembro, quinta-feira) no Alice's Buffet, na Cidade dos Funcionários, em Fortaleza. Almoço na casa do colega Nilo Dourado, na Praia das Fontes, em Beberibe-CE.
2011 (40 anos) - Fim de semana (11 a 13 de novembro) no Porto d'Aldeia Resort, em Sabiaguaba, Fortaleza.
2013 (42 anos) - Fim de semana (15 a 17 de novembro) no Hotel Dom Pedro Laguna, na Praia da Marambaia, Aquiraz-CE.
2015 (44 anos) - Fim de semana (13 a 15 de novembro) no Carnaubinha Praia Resort, em Luís Correia-PI.
2016 (45 anos) - Fim de semana (20 a 23 de outubro) no Vila Galé, em Cumbuco, Caucaia-CE
Participantes do último encontro
Ana Maria de Andrade Lira - Antonio Anglada Casanovas - Antonio Carlos de Magalhães Portela - Antonio Newton Soares Timbó - Artur Pereira e Silva - Ary Silvério Reis de Souza - Carlos Alberto Soares - Clóvis Rodrigues Viana Filho - Ercílio Guimarães do Nascimento - Francisco de Assis Negreiros Colares - Getúlio Nunes do Rego - Hugo Lopes de Mendonça Junior - José Leite Gondim Cavalcante - José Nilo Dourado - José Roosevelt Norões Luna - José Tarcísio Diniz - Jucionou Coelho Silva - Maria Alice Pessoa de Magalhães - Maria Auxiliadora Bezerra (org.) - Maria Célia Ciarlini Teixeira - Maria Leni do Monte - Noelma Pessoa de Magalhães - Núbia Martins - Otaviano Benevides de Alencar Araripe - Paulo Cid Torres da Silva - Raimunda Margarete de Oliveira Fichera - Regina Alice Freire Coutinho - Roberto Barreto Marques - Roberto Misici - Silvio Roberto Aguiar do Nascimento - Sônia Maria Carneiro de Mesquita Lôbo (org.)
Compareceu para fazer a apresentação de "Uma homenagem em 2016 aos colegas inesquecíveis": Paulo Gurgel Carlos da Silva.

NA TERRA DO CAJU

Na última terça-feira, 3, resolvi pernoitar em Pacajus. Em Acarape, deixei a CE-060 (a estrada em que fui de Fortaleza a Itapiúna e pela qual estava regressando à Capital) e tomei a CE-253, no trecho que conecta Acarape a Pacajus.
Referências da CE-253: Pau Branco, Itaipaba, Feitiço Fazenda Park (um local de recreação) e o Campo Experimental da Embrapa em Pacajus. Distância do trecho percorrido: 26 quilômetros.
Chegando ao destino, hospedei-me no Hotel Espaço Verde, no bairro Banguê, ao lado do Terminal Rodoviário de Pacajus. Em frente ao terminal, há uma praça em que os pacajuenses costumam fazer suas caminhadas. Muitas vans, da rota Pacajus-Horizonte (sedes distantes em 12 km pela BR-116), também ficam estacionadas por lá aguardando passageiros, o que demonstra o fluxo intenso de pessoas que existe entre as duas cidades.
Jantei no restaurante do hotel. E recolhi-me ao apartamento para ver TV, navegar na web e dormir.
No dia seguinte, antes de deixar Pacajus, fui visitar o centro comercial da cidade. A rua Guarany (também conhecida como rua Velha, uma das ruas mais antigas da cidade e que leva o antigo nome do município), a rua Cônego Eduardo Araripe, a rua Joaquim Nogueira e outras.
Na sede da Prefeitura, informei-me sobre o endereço da Biblioteca Municipal. Não era longe. E uma funcionária atenciosa da biblioteca fez questão de me mostrar as instalações. Tudo limpo, muito organizado e dispondo de uma excelente iluminação natural. Como doação (era esta a intenção da minha visita àquele local) deixei um exemplar do livro Portal de Memórias.
Apesar de não haver tantas nuvens assim no céu, súbito bateu um toró. Tive que me abrigar sob a marquise de uma loja por cerca de quinze minutos. Com o fim da chuva, aproveitei para tirar uns selfies na praça da Igreja Matriz, afinal encontrava-me bem perto daquele logradouro.
De Pacajus para casa, pela BR-116, foi coisa de uma hora de viagem.
Também conhecido como "Terra do Caju", Pacajus é um município situado na mesorregião metropolitana de Fortaleza. 
Tem cerca de 65 mil habitantes, 
Sua economia tem como base a agricultura (principalmente o cultivo do caju), o comércio, a industria e o turismo. Pacajus está situado numa das zonas industriais mais dinâmicas do Ceará. Junto com o município vizinho de Horizonte forma um complexo industrial que emprega grande parte da mão de obra destes dois municípios e outros circunvizinhos.

AS FESTAS DO FIM DE 2016 E O RÉVEILLON DE 2017

Meus agradecimentos:
– a Márcia Macedo (pelo convite para a comemoração de seu aniversário em 26 de novembro, na Casa de Moá)
– a Fernando Gurgel e Gerusa (pela mensagem de Boas Festas)
– a Henrique e Eveline (pela demonstração de amizade do casal Gouveia, no jantar do dia 22, no restaurante Angolo 7, ao qual estive presente com Elba, Érico e Aline, Rodrigo e Natália)
– a Meirinha (pela organização do almoço de confraternização da família Macedo Pinto, no dia 24)
– a Luciano, Elsinha e filhas (pela organização do jantar de confraternização da família Gurgel Carlos, no dia 24)
– a Maristane Macedo (pelo livro 101 CANÇÕES QUE TOCARAM O BRASIL, de Nelson Motta)
– a Mirna Gurgel, Elba e Zaíra Macedo (por outros presentes)
– ao conterrâneo Luciano Hortencio (pelos votos de Feliz 2017)
– a Jaime Nogueira (pela mensagem de Glück Auf!, Boa Sorte!)
– a Francisco Moacir e Maristane Macedo (pela recepção da virada do ano no belo apartamento do casal, na Volta da Jurema, com direito a assistir ao deslumbrante espetáculo da queima de fogos de artifício da orla de Fortaleza)
TUDO DE BOM PARA VOCÊS EM 2017!
Réveillon

TIRA-GOSTO DE JIA NO DOZINHO

por Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Maus tempos aqueles, por volta de 1975: vida cara, a Universidade Federal do Ceará pagava pouco, família grande, tudo conspirava para o salário dos funcionários, incluindo o dos docentes, findar na primeira quinzena do mês.
O "Dozinho" era um boteco famoso por seus tira-gostos, principalmente o de jia. Para o Prof. Capelo, tudo ficava em "casa", pois ele era o chefe do ranário do Departamento de Fisiologia e Farmacologia.
Só que o Dozinho não tinha capital de giro para aguentar tantas despesas "penduradas", ou "postas no prego", visto que o grupo bebedor, composto por professores, monitores e servidores, era bem comilão. Como o pagamento da universidade demorava muito, haveria de surgir um meio para honrar os débitos da "caninha" contraídos por alguns funcionários do Departamento.
Naquele período, alguns equipamentos do Departamento eram terceirizados e sempre havia bons trocados, principalmente oriundos da xerocopiadora, sob a custódia da secretária. Desse modo, o Prof. Capelo assinava "vales" para a secretária, pegando uns cobres, religiosamente cobertos com o próximo salário, e assim o bar do Dozinho ficava habilitado para outras rodadas sociais devotadas a Baco, com o clássico tira-gosto de jia, não procedente do ranário da UFC, evidentemente.
Com mudança da chefia do Departamento, a terceirização foi desfeita e, como consequência, coibido o escambo, o que causou a redução da frequência ao nada ecológico boteco.
Fonte: SILVA, M.G.C. da. Tira-gosto de jia no Dozinho. In: SOBRAMES – CEARÁ. Semeando cultura. Fortaleza: Sobrames-CE/Expressão, 2016. 320p. p.234.
* Publicado, originalmente, In: SILVA, M.G.C. da. Contando Causos: de médicos e de mestres. Fortaleza: Expressão, 2011.112p. p.75-80.
Saiba mais sobre o DOZINHO DA JIA.

CAMINHANDO E APRENDENDO - 19

O PROJETO ARVORISMO NO COCÓ
Voltou a funcionar, a partir de 6 de novembro, o Arvorismo no Cocó. Parado desde dezembro de 2013, época em que o contrato entre a empresa responsável pelo espaço e o Governo do Estado do Ceará foi encerrado, o programa agora começou a funcionar aos sábados, das 8 às 12 horas e das 14 às 17 horas, e aos domingos, das 8 às 12 horas.
O arvorismo consiste na travessia de um percurso suspenso entre plataformas construídas nas copas das árvores, com a utilização de equipamentos de segurança.
"Para tanto, os frequentadores contarão com uma estrutura física de parque de aventura e ação, incluindo equipamentos como tirolesa de 88 m, ponte de tambor de 19 m com 17 tambores de ferro, ponte indígena de 40 m, ponte de pneus com 25 pneus, ponte de três cordas de 24 m, falsa baiana de 35 m, teia de 21 m, ponte de troncos de 55 m, ponte de tocos com 36 m, rapel de 10 m e muro de escalada."
Bruno Mota, Diário do Nordeste, edição de 19/12/2014
Foto José Leomar
FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO E TERMO DE CONHECIMENTO DE RISCO
Saber dos riscos decorrentes da prática da atividade como cortes, escoriações, contusões etc.
Gozar de boa saúde e informar, por escrito, de qualquer condição médica adversa bem como do uso de medicamentos.
Ter todas as dúvidas sobre os riscos, procedimento e segurança esclarecidos.
Ter ciência de que qualquer ato, contrário às orientações recebidas, pode causar danos à integridade física do praticante, de outras pessoas e do meio-ambiente, pelo qual assume a responsabilidade integralmente.
Ter conhecimento das normas e regras internas estabelecidas para a utilização do circuito de arvorismo do Parque do Cocó.

¡HASTA LUEGO, COMPAÑEROS!”

"Foi um rio que passou em minha vida e meu coração se deixou levar." (trecho de letra e música de Paulinho da Viola)
Parece que foi ontem. No dia 09.05.1979, garotão de 21 anos, recém-formado em Ciências Econômicas, fazendo o caminho inverso dos migrantes, saí da Metrópole (Fortaleza) para a cidadezinha do interior (Senador Pompeu), situada no Sertão Central do Ceará, em plena região do semi-árido, achando que iria só passar uma chuva, com o pensamento focado em seguir carreira acadêmica... fazer mestrado, doutorado, especialização etc. Saí do conforto do lar e do aconchego da matriarca direto para a República dos Bancários...
Ah, antes que esqueça: fui presidente da república (dos bancários de Senador Pompeu) e fui logo introduzido no ambiente bancário. Era bem remunerado e "carne nova" na praça, sendo, portanto, bastante assediado pelas"cocotas" do lugar.
Após 2 anos e meio, consegui transferência para Fortaleza, precisamente, o CESEC Castelão, e passados poucos anos, contraí núpcias com D. Elsa e, com 3 anos de casados, já era detentor de uma boa prole: Lia, Marina e Diana, estas 2 últimas, assim como eu, são gêmeas univitelinas. Como ninguém é de ferro e a grana já era curta, a carreira de reprodutor foi encerrada com as 3 meninas.
"O Tempo é senhor da razão", já dizia o filósofo e, como quem chega do nada, o Banco foi se instalando tal qual posseiro em minha vida e, com o passar dos anos, com muita dedicação pessoal e apoio dos colegas, fui galgando novas posições e acumulando funções na empresa, até que em março de 2001, fui nomeado analista no NUSEG Fortaleza, e abracei a causa da Segurança. Pode se dizer que eu labutava com prazer. Não tinha hora nem tempo para bater "perna" na jurisdição. Era comum passar metade dos dias do mês, fazendo vistorias, realizando palestras, interagindo com a vasta legião de funcionários espalhados neste mundão de meu Deus. As estradas eram minhas confidentes em longos trajetos solitários.... mas como eu gostava.
A partir de meados de 2005, como um sonho, entrei nos quadros da Educadoria, inicialmente, ministrava o curso AILD - Análise de Indícios de Lavagem de Dinheiro e, logo a seguir, o SPA - Segurança de Pessoas e Ambientes. Passei a ser, modéstia à parte, um dos educadores mais requisitados. O Brasil era meu limite, assim sendo, ministrei nestes 11 anos, aproximadamente 65 cursos. Creio que eu tenha sido, como na fábula de Betinho, o passarinho que tenha levado algumas gotinhas de água para debelar o incêndio na floresta.
"Mas é chegada a hora de escrever, cantar (e partir) talvez as derradeiras noites de luar" parodiando o poeta Gilberto Gil (música Lunik 9), como num turbilhão, fomos (os Reropianos) tragados pela onda inexorável das mudanças e da nova ordem administrativa que grassa no segmento bancário, que é a Centralização, que implica em redução e extinção da grande maioria dos Órgãos Regionais - em absoluto, não sou reacionário, até acho que as empresas tem que adequar à realidade e aos fatos econômicos. De pronto, assumi o compromisso de ser o comandante batavo que é o último a abandonar o navio nas intempéries.
Hoje(09.12.2016), após 40 anos e 2 meses, dos quais 37 anos e 7 meses no Banco do Brasil, sinto um homem realizado, por ter cumprido tão longeva jornada com decência, sempre pautando pelos princípios éticos, acreditando que tenha contribuído, mesmo que só um pouquinho, pelo engrandecimento do Banco e rogo que as novas gerações, que estão cada vez mais assumindo as rédeas/comando tenham discernimento e zelo por esta Casa, que vem sendo construída e lapidada há 208 anos.
Aos velhos companheiros de lutas e labores, é sempre bom lembrar a máxima de Saint-Exupéry, em "O Pequeno Príncipe": "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas", coloco-me, antecipadamente, à disposição e destaco que a minha casa é a sua guarida, e na esperança de que logo logo nos encontraremos nas sendas da vida.
Quanto a mim, o velho contador de "causos" o que o futuro aguarda? Bem, ainda não parei para refletir, ou como diz o jargão popular: "A ficha não caiu". Talvez faça alguma especialização nas áreas de Humanas e Sociais (Ciências Políticas, Relações Socioambientais, Geografia, História etc), ou talvez me inscreva em um "cursinho" para exame da OAB, ou até mesmo me envolva de forma mais intensa em ações de voluntariado na minha Paróquia... A verdade é que eu ainda estou "encantado" e este rio continua a passar.
Luciano Gurgel Carlos da Silva

A FAMÍLIA MEDEIROS COMARU EM OTÁVIO BONFIM

Tempos atrás, aqui no Linha do Tempo, escrevi uma nota sobre Ana Maria Comaru. Fui contemporâneo de Ana Maria na Faculdade de Medicina da UFC. Ela graduou-se em 1970, e eu, em 1971. Durante os anos acadêmicos, fomos passageiros diários dos ônibus da Linha Granja Paraíso entre Otávio Bonfim, onde morávamos, e Rodolfo Teófilo, o bairro da Faculdade.
Ficamos amigos. Ana Maria especializou-se em endocrinologia, foi morar nos Estados Unidos, onde conheceu o Dr. Victor Schally. Casou-se com ele e acompanhava-o em suas pesquisas, que foram relevantes, pois Dr. Schally foi um dos agraciados com o Prêmio Nobel de Medicina em 1977.
As vindas do casal a Fortaleza eram sempre um assunto muito noticiado em nossa cidade. E Ana Maria morreu ainda jovem, quando muito tinha ainda a oferecer à comunidade científica com suas pesquisas.
Os Medeiros Comarus de Otávio Bonfim moravam na Vila Ferroviária, a dois quarteirões de minha casa. Não sei se me recordo de todos. Dentre os irmãos de Ana Maria (1943-2004), lembro-me destes: Cleomir, (1941-1960), Claudemir (1942-2015), Clodomir Filho, Jeremias (1945-1985), Pedro Ewerton, Fernando Antônio, Marcelino e Heraclides.
O Jeremias, com quem tive maior convivência, numa ocasião foi a minha casa. E, por conta do seu nome, foi alvo de uma brincadeira da parte de uma criada irreverente. Bem-humorado, ele levou a brincadeira na esportiva. Jeremias chegou a fazer papel de galã na teledramaturgia da TV Ceará e faleceu muito jovem.
O patriarca da família era Clodomir Cavalcante Comaru, o Seu Comaru (1911), filho espiritual do Comendador Ananias Arruda e esposo de Delmira Sales de Medeiros, a dona Mirinha (1916-1995). Era um tipo sisudo, que imprimia respeito e tinha conhecimentos sobre muitos assuntos.
Certa feita, em sua casa, ríamos de uma história que falava de um tal chá de "pepaconha", quando ele imediatamente corrigiu a todos nós: "o nome correto dessa substância é... ipecacuanha".
Outro ensinamento do Seu Comaru – que eu jamais esqueci – me veio na área da música. Estava eu aprendendo a tocar violão (de ouvido), e queixei-me a ele acerca da dificuldade que eu vinha encontrando para reconhecer o tom de uma canção. Foi quando Seu Comaru me passou o macete: Sabe-se o tom em que uma música está sendo tocada pela nota em que ela termina.
Isso me trouxe um novo ânimo ao meu aprendizado.
Ana Comaru-Schally
COMARU-SCHALLY Ana Maria Comaru-Schally, M.D., F.A.C.P. in Boston MA on the 5th of September 2004. Beloved wife, companion, collaborator and best friend of Dr. Andrew Victor Schally, proud daughter of Clodomir Cavalcante Comaru and the late Delmira "Mirinha" Sales de Medeiros (Comaru). She is survived by 5 brothers Claudemir de Medeiros Comaru, Clodomir Comaru Filho, Pedro Ewerton de Medeiros Comaru, Fernando Antonio de Medeiros Comaru and Marcelino de Medeiros Comaru and one sister Heraclides Comaru Lemos. She passed away unexpectedly, yet peacefully at Brigham and Women's Hospital in Boston on the 5th of September 2004 following surgery for thyroid cancer. Dr. Ana Comaru-Schally was a clinical professor of medicine at Tulane University School of Medicine, Director of the Hutchinson Endocrine Clinic at Louisiana Medical Center, as well as a consultant in endocrinology at VA Medical Center. She was an endocrinologist of the highest reputation, author of numerous medical articles and her expertise in endocrinology was widely admired. Her presence and kindness will be forever remembered by her family, colleagues, peers, patients and countless wonderful friends. Thank you to all, near and far, who have shown Dr. A.V. Schally and the Comaru family so much love and support during this sad and difficult period. She will be interred in Fortaleza, Brazil near her mother's remains. Friends and associates are invited to attend a memorial service to be held at the auditorium of Tulane University School of Medicine, 1430 Tulane Avenue on Tuesday, September 21, 2004 at 12 noon. Please no flowers nor donations.
http://boards.ancestry.co.uk/topics.obits/12442/mb.ashx

O CANGAÇO E O CINEMA

"O tema do cangaço, tratado nas obras literárias, foi retomado pelos cineastas brasileiros. Os romances nordestinos geraram vários filmes, cujos temas foram: a seca, o misticismo religioso e o cangaço." - Vera Figueiredo Rocha
Filmografia do Cangaço *
1. O Cangaceiro (1953), de Lima Barreto
2. A Morte Comanda o Cangaço (1960), de Carlos Coimbra
3. Três Cabras de Lampião (1962), de Aurélio Teixeira
4. Lampião, o Rei do Cangaço (1962), de Carlos Coimbra
5. Deus e o Diabo na Terra do Sol (1963), de Glauber Rocha
6. O Lamparina (1963), de Glauco Laurelli
7. Entre o Amor e o Cangaço (1965), de Aurélio Teixeira
8. Cangaceiros de Lampião (1967), de Carlos Coimbra
9. Maria Bonita, Rainha do Cangaço (1968), de Miguel Borges
10. O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro (1969), de Glauber Rocha
11. Quelé do Pajeú (1970), de Anselmo Duarte
12. Jesuíno Brilhante, o Cangaceiro (1973), de William Cobbett
13. O Cangaceiro Trapalhão (1983), de Daniel Filho
14. Corisco e Dadá (1996), de Rosemberg Cariry
15. Baile Perfumado (1996), de Hilton Lacerda, Paulo Caldas e Lírio Ferreira
16. O Cangaceiro (1997), de Aníbal Massaini Neto
17. Os Últimos Cangaceiros (2015), de Wolney Oliveira
* Levantamento feito em fontes diversas na internet.
Em seu ensaio "Cangaço: Ecos na Literatura e Cinema Nordestinos" (ISBN 978-85-7564-864-3), com o objetivo de identificar como o cinema interpretou o fenômeno do cangaço, Vera Figueiredo Rocha analisou quatro destas obras cinematográficas: "O Cangaceiro", "Deus e o Diabo na Terra do Sol", "Corisco e Dadá" e "Baile Perfumado". Este último filme aborda os passos vividos pelo libanês Benjamim Abrahão, em 1936, para registrar as únicas imagens do bando de Virgolino Ferreira, o Lampião. O mascate Abrahão, que anos depois virou personagem de "Baile Perfumado", traçou uma estratégia bem sucedida para filmar os cangaceiros em suas atividades do cotidiano.

Ver também: A poesia em estado puro e Vanja vai, Vanja vem

SEMA ENTREGA COMENDA À PETROBRAS

O Parque Estadual Botânico do Ceará completou 20 anos de criação. Para celebrar a data, a Secretaria do Meio Ambiente (Sema) realizou uma série de atividades entre os dias 13 e 17 de novembro.
No dia 13, foram homenageadas pessoas e instituições que contribuíram para a criação do Parque. Entre as empresas, a Petrobras foi agraciada com uma comenda pela "relevante contribuição ao meio ambiente".
Foto: Entrega da comenda ao gerente de SMS Germano Gurgel (à esquerda), representando a Petrobras.
O Parque Botânico do Ceará foi criado pelo Decreto Estadual nº 24.216, de 9 de setembro de 1996, e possui uma área de 190 hectares em que preserva os aspectos da fisionomia botânica do Ceará. Está localizado no caminho das praias de Iparana e Icaraí, a 15 km de Fortaleza. A principal função do equipamento é de educação e recreação, além de fomentar a cultura ecológica e propiciar  lazer e diversão à população.
Parque Botânico do Ceará
Endereço: Estrada José Aragão e Albuquerque (às margens da CE-090, Km 03, rodovia estadual que dá acesso às praias de Icaraí, Tabuba, Cumbuco, Cauípe e Lagoa do Banana), Caucaia - CE
Telefone: (85) 3368-9452

NA LINHA DA SERRA DE GUARAMIRANGA

Na manhã de sábado, 12, saímos de casa - o neto Matheus, Elba e eu - para Baturité, onde passaríamos o feriadão. No Passaré, entraram no carro o nosso filho Érico e sua esposa Aline, que também nos acompanhariam neste passeio.
Por volta das 11 horas, estávamos chegando a Baturité. Na entrada da cidade, paramos no Tempero Grill para o almoço e, em seguida, nos dirigimos ao Hotel Colonial, onde tínhamos apartamentos reservados.
O Colonial é o hotel em que costumo me hospedar nos dias que trabalho em Itapiúna, um município próximo.
À noite, fomos jantar no Parque Rodeio, à frente do hotel. O Parque Rodeio, juntamente com o Tempero Grill e o Tempero Caseiro, são os três principais restaurantes da cidade.
Num certo momento, o conjunto musical (bom, por sinal) que se apresentava no restaurante tocou um "Parabéns pra Você". Era aniversário de Elba.
No domingo, após o café da manhã, saímos para Guaramiranga.
A charmosa Guaramiranga, que fica a 18 quilômetros de Baturité, reúne os principais equipamentos turísticos da microrregião de Baturité. O acesso é bom, mas a cidade fica congestionada nos fins de semana, mesmo no meses do "B-R-O BRO" em que não há o friozinho da serra como atração.
Após uma agradável caminhada no circuito central da cidade, entramos no ChocoBerry para comer brownies e outras iguarias à base de chocolate. Em seguida, fomos conhecer a Linha da Serra, na zona rural de Guaramiranga.
O percurso para a Linha da Serra foi inicialmente feito pela CE-356, a estrada Guaramiranga-Pernambuquinho (que é um distrito de Guaramiranga) e, nos últimos quilômetros, por outra estrada de pedras toscas, em que a viagem obviamente se tornou mais lenta.
O local, com uma altitude média de 1.000 metros, propicia uma das melhoras vistas da região e de boa parte do sertão cearense. Sem dúvida, compete com o Pico Alto (ponto culminante do Maciço de Baturité, com 1.115 metros), em se tratando de oferecer vistas panorâmicas aos visitantes.
Em Linha da Serra de Guaramiranga, há um arruamento de casas simples, uma escola municipal (EMEIEF), diversas chácaras, pousadas e o Santuário de Nossa Senhora de Fátima - com uma estátua da santa que se vê a uma grande distância.
Nossas horas seguintes seriam passadas nas instalações da Pousada Cabanas da Serra.
O restaurante da pousada, no terceiro andar de uma edificação central, apresenta uma vista de 360 graus da paisagem serrana. Foi neste mirante/restaurante que almoçamos. Pena que os últimos cinco anos de chuvas escassas tenham afetado muito o verdor da serra.
Da esquerda para a direita: Matheus,Paulo, Elba e Érico no restaurante
da Pousada Cabanas da Serra. A nora Aline Viana fotografou.
Voltamos a Guaramiranga. À noite, Érico e Aline,foram ao encontro de um casal de amigos.no Parque Rodeio. Elba e Matheus também foram com eles ao restaurante. Quanto a mim, preferi ficar no hotel, vendo TV, rascunhando esta nota e indo dormir mais cedo.
No último dia, apenas houve tempo para tomar o café da manhã, passear pelo centro de Baturité e arrumar a bagagem para regressar a Fortaleza. Às 14 horas, já estávamos almoçando no Paulinho da Maraponga,

SEMINÁRIO "DIREITO COM ARTE"

Compartilho com os amigos, solicitando comparecimento e apoio na divulgação:
"DIREITO COM ARTE"
http://www.jfce.jus.br/consulta-noticias/2483-seminario-direito-com-arte.html
Música, repente, poesia, literatura, cinema e... Direito. Essa interação aparentemente inusitada será a tônica do Seminário "Direto com Arte". O evento, promovido pela Justiça Federal no Ceará, será realizado no próximo dia 18 de novembro, das 9h às 17h, no auditório do edifício-sede da JFCE, com inscrições gratuitas pelo e-mail: treinamento@jfce.jus.br.
A programação trará grandes nomes do Direito e do universo da arte, como o Ministro do Superior Tribunal de Justiça Napoleão Nunes Maia Filho e o repentista Geraldo Amâncio. Dois livros serão lançados durante o seminário: "Inverso Direito", uma coletânea de poesias de operadores do direito organizada pelos professores Daniel Giotti e Willis Filho; e "Os Olhos do Coração" escrito pelo juiz federal Augustino Chaves. O cinema estará presente com a apresentação de curtas dos cineastas Márcio Del Picchia e Francis Vale, além da presença dos atores Karla Karenina e Haroldo Guimarães, que fizeram o Brasil inteiro gargalhar nos filmes "Cine Holliúdy" e "Shaolin do Sertão".
"O principal objetivo é mostrar que o Direito está além da razão humana, alcançando a sua sensibilidade, como as artes", afirma o juiz federal Marcos Mairton. Ele diz que é inimaginável uma obra artística gerada exclusivamente a partir da nossa racionalidade. "Assim também é com o Direito. Daí se dizer que a palavra 'sentença' vem de 'sentir', o que nos conduz naturalmente à ideia de sentimento. E sentimento é emoção. É dessa relação entre razão e emoção que pretendemos tratar, a partir da relação do Direito com a Arte", pontua.
O Seminário conta com o apoio da Associação dos Juízes Federais do Brasil - Ajufe, da Associação dos Juízes Federais da 5ª Região - Rejufe e da Academis Brasileira de Cultura Jurídica - ABCjuris.
Fernando Gurgel Filho

OS MAIS LONGEVOS DA FAMÍLIA GURGEL NO CEARÁ

Caro Paulo,
Outro assunto: fiz um levantamento sobre os Gurgel do Ceará mais longevos.
Não tenho dados sobre os demais Gurgel de Aracati, Senador Pompeu, Fortaleza etc.
No livro do Aldysio não há datas de falecimento para um confronto.
Pelo grupo de Acopiara, seguramente o meu pai, Nertan Holanda Gurgel, com 99 anos e 4 meses é o mais longevo,
Meu avô, Francisco Gurgel Valente, viveu 95 anos; irmãos de papai passaram dos 90, como tios Nestor, 98, e Nicanor, 96. Neste momento, tio Newton, bispo emérito do Crato, se prepara para comemorar 93.
Peço publicar o quadro anexo e solicito a você e ao pessoal da Gurgelândia alcançado por seu blogue que nos ajudem a registrar os Gurgel que passaram dos 90, numa homenagem à vida. Mandem os nomes com datas de nascimento e falecimento.. No meu caso, o meu e-mail é fácil: serraegurgel@gmail.com; A história tem que ser escrita por nós.
Parabéns pelo blogue Linha do Tempo que é uma referencia na blogosfera.
Alias, informo que o site da família Gurgel de Acopiara familiagurgeldeacopiara.com,br apesar de desatualizado, porque nem todo mundo colabora para atualização, chegou às 1.364.464 visitas. É isso aí, quase 1 milhão e meio de visitas.
Grato
João Bosco Serra e Gurgel
Caro João Bosco,
Os meus dados se referem aos Gurgel de Senador Pompeu e de Fortaleza. São os resultados de um levantamento genealógico que fiz, tendo início em Almerinda Gurgel Valente e Paulo Pimenta Coelho, meus avós maternos, e que se estendeu até os trinetos.
Vovó Almerinda, nascida em Maranguape, em 29 de agosto de 1897, e falecida em Fortaleza, em 14 de julho de 1994, foi a única a ter o título de nonagenária. A matriarca viveu mais de 96 anos.
Dos seis filhos do casal Almerinda-Paulo que chegaram à vida adulta, quatro ainda estão vivos. Nascida em 11 de setembro de 1930, a minha mãe Elda Gurgel e Silva é a que está mais perto de chegar aos 90. Recentemente, comemoramos os seus 86 anos de idade em uma bela festa no Cumbuco.
Na geração dos netos, o mais velho sou eu – com 68 anos.
Não se afobe não que nada é para já, como diz o Chico.
Paulo Gurgel

UMA HOMENAGEM A GERALDO GONÇALVES

Uma semana após a morte do médico Geraldo Gonçalves, aqui rendo uma singela homenagem a este grande mestre e amigo, que conheci na Faculdade de Medicina da UFC, com a transcrição deste "causo" em que ele foi protagonista. Escrita por Marcelo Gurgel, e tendo sido publicada em seus livros "Contando Causos: de médicos e de mestres" (2011) e "Portal de Memórias: Paulo Gurgel, um médico de letras" (2011), esta história da vida real exemplifica a dedicação e a espirituosidade do homenageado, duas das muitas qualidades que faziam do Dr. Geraldo Gonçalves uma pessoa muito estimada por pacientes e futuros colegas. 
Paulo Gurgel
CONDUTA CTA 
O Professor Geraldo Gonçalves, regente da disciplina de Reumatologia da Faculdade de Medicina, era também o responsável pelo Ambulatório dessa especialidade, no Hospital das Clínicas da UFC.
Suas aulas práticas eram muito concorridas, mercê da sua competência e bem-querência, associada ao trato humanitário que dava aos sofridos pacientes que ali chegavam.
Em 1969, Paulo Gurgel, aluno do quarto ano, estreava nesse ambulatório, um serviço caracterizado pela agilidade no atendimento e pelo aprendizado propiciado a vários acadêmicos, simultaneamente, sob a direta orientação do Prof. Geraldo.
Certa vez, depois que o acadêmico Paulo fez a anamnese, o paciente foi examinado pelo professor, sob os olhares atentos dos seus alunos. Concluso o exame físico, o docente indaga ao estudante Paulo:
- Enfim, qual é a sua impressão diagnóstica?
- Penso que, de acordo com a história clínica e também com os achados do exame físico, esse senhor tem artrite reumatoide - respondeu Paulo.
- Parabéns! O seu diagnóstico está correto. Mas qual será a sua conduta nesse caso, meu rapaz?
- Acho que devo prescrever anti-inflamatórios e corticoide - explica o estudante.
- Você está no rumo certo; porém, o mais apropriado é a "Conduta CTA" - estimula o professor.
- "Conduta CTA"? Desconheço tal conduta, mestre. É algo novo que ainda não está em nosso livro-texto?
- Isso não é teórico, meu filho; mas, uma questão prática, bem adequada à nossa realidade.
Nisso, o Prof. Geraldo Gonçalves levanta-se e vai até o armário para retirar algumas amostras para entregar ao paciente, e pontifica com toda a sua espirituosidade:
- "Conduta CTA" significa "Conforme Tenha no Armário".
Para bem guardar na lembrança, o querido mestre juntava as amostras grátis, recebidas dos propagandistas de remédios, que, com regularidade, o visitavam em sua clínica particular, para suprir o seu precioso armário do Ambulatório de Reumatologia do Hospital das Clínicas, os quais eram dispensados aos enfermos despossuídos. Não era ele um Robin Hood, tirando dos ricos para dar os pobres, mas, movidos por seus caros princípios da caridade cristã, guardava para distribuir com quem nada tinha, o que vinha às suas mãos, de graça e sem nenhum favor.

CAMINHANDO E APRENDENDO - 18



O mirante recém-construído em torno de uma velha cajazeira, na Avenida Engenheiro Santana Júnior, está com novidades.
Os galhos desfolhados da cajazeira, como ela se deixou fotografar um mês atrás, mudaram de aspecto. Estão gradativamente se enchendo de folhas.
Para completar as boas novas: vi quando um carpinteiro acabava de instalar um banco circular em torno da árvore. Os pedestres agora vão ter mais um local à sombra para descansar da fadiga das caminhadas, enquanto apreciam a beleza da mata nativa do Cocó.

MÉDICO E PROFESSOR GERALDO GONÇALVES (1921-2016)

Com imensa tristeza comunico o falecimento do Prof. Geraldo Wilson da Silveira Gonçalves, médico, professor universitário, membro titular da Sobrames-CE e da Academia Cearense de Medicina.
Ele faleceu na madrugada de hoje (1/11/2016), aos 95 anos.
Formado em 1944 pela Faculdade de Medicina da Universidade do Brasil (hoje UFRJ), no Rio de Janeiro, após a conclusão do curso Geraldo Gonçalves optou por regressar a Fortaleza, onde fez profícua carreira de médico e docente. Tornou-se o primeiro reumatologista do Ceará, tendo sido responsável pela orientação de sucessivas gerações de reumatologistas em nosso Estado.
Iniciou suas funções no magistério superior na Faculdade de Medicina, em 1952, antes mesmo da fundação da Universidade Federal do Ceará, desligando-se dessa universidade em 1988, aposentado após 37 anos de serviço.
Foi durante muitos anos Chefe do Departamento de Medicina Clínica e Diretor do Centro de Ciências da Saúde da UFC.
Nascido em Acaraú, Ceará, em 8/07/1921, Geraldo Gonçalves era também cidadão fortalezense, por título conferido pela Câmara Municipal de Fortaleza. Em 2010, a UFC, outorgou-lhe o Diploma de Professor Emérito.
Consternado, apresenta minhas condolências aos familiares e amigos do ilustre mestre e colega.
N.B.
Este necrológio foi baseado em informações contidas em PESAR POR GERALDO GONÇALVES, uma nota publicada por Marcelo Gurgel no BLOG DA SOBRAMES-CE.

MEURIS E MELISSA, ORIENTADORAS DE TESE DE MESTRADO

As professoras da Faculdade de Engenharia Química da Unicamp Meuris Gurgel Carlos da Silva e Melissa Gurgel Adeodato Vieira (foto) foram orientadora e coorientadora, respectivamente, da tese de mestrado "Desenvolvimento e avaliação de partículas à base de blendas entre sericina e alginato para aplicação ambiental", defendida por Thiago Lopes da Silva.
A tese propõe para a sericina - uma cola natural que existe no casulo do bicho-da-seda - um destino mais nobre: em vez de ser uma fonte de poluição das águas, ela ser justamente utilizada em um processo, que inclui um biopolímero extraído das algas marinhas, o alginato, para remover metais tóxicos (cromo, prata, cádmio, zinco, chumbo etc.) de águas contaminadas.
Assim que novos estudos e aperfeiçoamentos tenham sido concluídos, o grupo pretende solicitar patente do método de produção e de suas aplicações.
Ver também a notícia no blog EntreMentes.

COM LEITE DE JUMENTA

" O queijo mais caro do mundo é de jumenta, chegando a custar R$ 2 mil o quilo." Extraído de: http://tribunadoceara.uol.com.br/videos/pode-contar/queijo-mais-caro-do-mundo-e-feito-de-leite-de-jumenta/
Fernando Gurgel Filho
Tem que ser caro, mesmo. Eu também fui "feito" com leite de jumenta e sou impagável. [hehehehehehe]
Quando nasci, não tinha nenhum anjo de plantão, estavam todos de folga, distraídos. Ainda bem. Seletivos como são, eu não teria nenhuma chance. Sem plano de saúde, sem assistência médica, sem cartão de crédito, sem crédito, sem dinheiro... Chances de sobrevivência: zero.
Todos os filhos de Dona Alzenir nasceram com a ajuda de parteira, em casa, na cama, sem nenhum pré-natal. Além disso, ainda fui nascer antes do tempo e, segundo diziam, meio - muito? - problemático.
Quase não dormia. Mamava, chorava, cagava e vomitava. Vomitava, cagava, chorava e mamava. Chorava, cagava, vomitava e mamava. Não mantinha a ordem cronológica, mas era de uma regularidade e pontualidade impressionante. Diziam os saudosos papai e mamãe.
Creio que poderia ser alguma alergia, alguma intolerância ao leite ou coisa assim. Sem médico, ninguém sabia. Fizeram lá umas rezas, umas benzeduras, que aliviava mais a dor dos adultos que a do recém nascido. Nada dava resultado e não se atreviam a mudar a dieta do bebê.
- Melhor levar ele pra fazenda de... (não sei qual foi a fazenda de algum parente de mamãe que me mandaram). Se não melhorar, pode até enterrar por lá mesmo.
Lá fomos nós pra roça. Mamãe, minha madrinha e eu. Mantinha a rotina: cagava, chorava, mamava, vomitava. A viagem toda. Até hoje não sei como não nos expulsaram na primeira estação que o trem parou. Muita tolerância do pessoal. Para dizer a verdade, não sei como sobrevivi àquela minha primeira viagem de férias. Pra roça. Aspirar o ar puro e morrer. Morrer sem poluição que, àquele tempo, ainda não se falava nisso.
Enquanto os anjos continuavam distraídos, não sei quem teve a ideia de jerico:
- Essa criança num deve de aceitar leite da mãe. Tadim!! Pruquê num dão um pôquim de leite de jegue? Mãequinha conta que um afiado lá dela, o Areosvaldino..., o Dino, tava assim e se salvou. Precisa de ver, tá um homão...
Assim foi. tomaram coragem e me deram o tal leite. De jumenta, claro. Ainda bem que não foi de jegue, não. Depois daquele dia não vomitei, a caganeira foi diminuindo, fui parando de chorar e passei a dormir uma noite inteira.
Só não virei um homão como o Dino, mas fiquei na média tupiniquim.

NESTOR HOLANDA GURGEL

Caro Paulo
Faleceu esta semana em Fortaleza meu tio Nestor Holanda Gurgel, que foi vereador em Acopiara, aos 98 anos.
Não foi o primeiro do clã dos Gurgel de Acopiara a chegar a Fortaleza. Foi antecedido por João de Souza, do Icó, casado com tia Dionísia Gurgel de Souza.
Meu bisavô, Francisco Gurgel do Amaral Valente, irmão de Teófilo Gurgel Valente, fundador da Siqueira Gurgel, acolheu João e Dionísia, que foram morar na casa que ficava na extremidade da Usina Ceará, em frente ao Estadio Teófilo Gurgel e próximo da Vila Gurgel, que abrigou muitos Gurgel vindos de Acopiara, inclusive tia Perpetua, irmã de Dionísia.
Nestor desembarcou na década de 50 e foi morar na Gentilândia e implantou negócio na Dom Jerônimo, 339, em Otávio Bonfim, onde teve o Depósito Humaitá. Mais tarde, passaria a morar na José Bastos, em casa dos Mota, da Serraria, parentes de sua mulher, Margarida Mota. Como a casa era muito grande foi dividida em duas e, numa dela, moramos – meu pai, Nertan Holanda Gurgel, (atualmente, com 99 anos e 4 meses de idade) e minha família.
Mais tarde, tio Nestor iniciou a acorrida do povo de Acopiara ao Parque Araxá, onde construiu casa e transferiu o deposito Humaitá para a José Sombra.
Creio que mais de 40 famílias de Acopiara moram no Parque Araxá
Chegamos perto, pois saímos da José Bastos e fomos para a Barão do Ibiapaba, hoje Rua Prof. João Bosco, que tem meu nome, mas não o conheci.
Como você já escreveu sobre a ocupação de Otávio Bonfim pelos Gurgel (de Senador Pompeu), aqui vão estes registros.
João Bosco Serra e Gurgel

LANÇAMENTO DO LIVRO "SEMEANDO CULTURA"

CONVITE
A Diretoria da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores – Regional Ceará convida para o lançamento de "SEMEANDO CULTURA", a trigésima terceira antologia anual da Sobrames–CE.
Este livro, organizado e revisado pelos médicos Marcelo Gurgel e Ana Margarida Rosemberg e reunindo textos literários de 62 sobramistas, será apresentado pelo escritor Sânzio de Azevedo, membro da Academia Cearense de Letras e professor aposentado do Curso de Letras da UFC.
Local: Auditório teatro da Unichristus - Unidade Parque Ecológico, Avenida Padre Antonio Tomás, 3404 - Cocó
Data: 20 de outubro de 2016 (quinta-feira)
Horário: 19h30
Traje: Esporte fino
Após o evento será servido um coquetel patrocinado pela Unimed Fortaleza.
22/10/2016 - Atualizando ...
Cirurgião e artista plástico Isaac Furtado,
colaborador e autor da capa do livro
"A série de Antologias da Sobrames/CE, iniciada em 1981, tendo à frente os colegas Paulo Gurgel e Emanuel de Carvalho, chega agora, em 2016, à sua 33ª produção, exibindo versatilidade e esmero crescentes, com apuro literário, servindo de estímulo ao surgimento de novos escritores no meio médico.
Uma prova cabal do vigor cultural da Sobrames/Ce pode ser atestada pelo número de participantes de suas antologias, que têm reunido cerca de sessenta sobramistas. Nesta, em especial, são 62 participantes, dos quais 58 médicos e quatro sobramistas não-médicos, que, como associados beneméritos e colaboradores, aqui comparecem como autores convidados. A maior parte dos autores é composta de veteranos e a eles se juntaram novos colegas, recém-admitidos no quadro social da Sobrames/CE, indicando a renovação e a vitalidade da instituição."
(extraído da Apresentação de "Semeando Cultura", por Marcelo Gurgel)
Ver também a reportagem fotográfica do evento no BLOG DA SOBRAMES-CE, por Ana Margarida Rosemberg.

NO FATÍDICO ANO DE 1716

Reportamo-nos agora ao início do fatídico ano de 1716, quando mais acirrados foram os distúrbios entre as facções políticas no Rio de Janeiro. Logo em princípio de abril, o Alferes José Gurgel do Amaral, filho do Dr. Cláudio (Gurgel do Amaral), foi séria e moralmente ofendido por João Manoel de Melo, correligionário e preposto do Governador (Francisco Xavier de Távora). Dias depois, no Domingos de Ramos, aquele ofensor e seus acompanhantes foram localizados na Igreja de Campo Grande, por José Gurgel e seus amigos e, ali mesmo, travou-se cruento duelo, no fim do qual os desafiados estavam mortos.
Imediatamente, o Governador Távora declarou réus de morte Gurgel e os demais implicados, determinando igualmente fossem vasculhadas suas residências. Nesse ínterim, o Padre Cláudio, que regressara de Minas, estava em sua Chácara do Oriente, quando encontrado foi barbaramente espancado e não resistindo à gravidade dos ferimentos veio a falecer, no dia 17/04/1716, na Santa Casa de Misericórdia, onde fora provedor.
Quanto a José Gurgel, depois daquela luta, homiziou-se em Minas acobertado por Francisco do Amaral Gurgel (homem rico de Cataguases-MG e primo do Dr. Cláudio). Em 1718, foi descoberto, aprisionado, levado para o Rio e daí, por ordem do Conde de Assumar, encaminhado para Salvador, onde foi sentenciado e levado ao patíbulo em 1722.
Ocorrência tão triste quanto humilhante atingiu dura e gravemente a família que, após assistir aquele penoso e tenebroso acontecimento, rumou em demanda de São Miguel dos Campos e Ilha do Ouro, localidades alagoanas próximas do Rio São Francisco. Lá nasceram Inácio Maria, Maria Inácia, Antonia e José Gurgel do Amaral, conforme documentos fornecidos por D. Pompeu Bessa, Bispo de Limoeiro do Norte-CE.
Supõe-se que a protagonista dessa jornada tenha sido Maria Gurgel do Amaral, que se fazia acompanhar de Davi Lopes de Barros (nome disfarçado para evitar perseguições).
Extraído do livro "Na Trilha do Passado" (p.35-37), de Aldysio Gurgel do Amaral. Os grifos são nossos.

DO TÚNEL AO MIRANTE DO PARQUE DO COCÓ

Em setembro (18), a Prefeitura de Fortaleza fez a entrega oficial do novo túnel da Avenida Engenheiro Santana Júnior, no cruzamento desta artéria com a Avenida Padre Antônio Tomás, no bairro do Cocó.
O túnel, que leva o nome do ex-deputado Wellington Landim (falecido em 2015), possui 210 metros de extensão e 23 de largura, e tem a pista feita de concreto com três faixas de rolamento em cada sentido.
Esse equipamento deverá aliviar o congestionado trânsito de veículos motorizados nas avenidas e ruas do entorno do Parque do Cocó, principalmente quando for também entregue à cidade um segundo túnel (atualmente em construção) na Avenida Padre Antonio Tomás sob a Via Expressa.
Pedestres e ciclistas também saíram ganhando com a construção local de uma calçada compartilhada. Esta passa a se somar às ciclovias e outras calçadas da região, inclusive às trilhas que existem no interior do Parque, que já estão à disposição dos adeptos do pedestrianismo e do ciclismo.
No local, foram também realizadas obras de paisagismo, Como o plantio de árvores, arbustos e de um novo gramado na Praça dos Engenheiros, a qual recebeu um sistema de irrigação automatizado.
Contornando uma antiga cajazeira, foi construído na Engenheiro Santana Júnior um mirante rústico (foto) com 78 metros de extensão e guarda-corpo de madeira maciça. Com vista para a mata nativa do Parque do Cocó.
Crédito da imagem: PGCS

SÍTIO CATOLÉ. QUANTAS RECORDAÇÕES...


(Use o ícone de quatro setas para entrar no modo TELA CHEIA.)

FORMAS E GRAUS DE PARENTESCO

Quadro utilizado no Termo de Compromisso que os elaboradores das questões de provas assinam com a Fundação Universidade Estadual do Ceará - FUNECE, declarando que não possuem  relações familiares com os candidatos inscritos nos concursos públicos para provimentos de cargos e nos processos seletivos dos certames organizados pela Fundação.

A 115.ª FOTO DE CAPA DO GRUPO "POETAS AMIGOS"


Sandra Fayad atualizou a "foto de capa" do Grupo – com Fernando Gurgel
FERNANDO GURGEL FILHO
Nascido em Fortaleza-CE, moro no Distrito Federal desde 1971. Economista de profissão. Poeta, cronista e contista por prazer. Servidor público federal aposentado. Fui Diretor de Educação e Cultura da Casa do Ceará em Brasília, onde tive a oportunidade de promover e coordenar a realização de diversos eventos culturais e artísticos. Em novembro de 2002, participei com duas poesias da mostra em Homenagem ao Centenário do Poeta Carlos Drummond de Andrade, em que foi publicada uma coletânea pela Secretaria de Relações Institucionais do Banco Central do Brasil, em Belo Horizonte. Nesta coletânea participei com a poesia "Em 68 Somando Mais Um ou Caiu um Ato Institucional no Nosso Ato Sexual". Publiquei um livro de contos intitulado "Plano Piloto", em 2004, pela Papel Virtual Editora, do Rio de Janeiro-RJ (logo depois do lançamento, por desentendimentos com a editora, solicitei a retirada de circulação do livro). Participei também da "Coletânea de Poesias - Editada pelo SESC/DF", do Prêmio Sesc de Poesia Carlos Drummond de Andrade, edição de 2007, por ter sido classificado em 26.º lugar com a poesia "O esgoto ainda corta a rua", e da "Antologia Poética - Prêmio Sarau Brasil 2013", da Vivara Editora, por ter sido classificado em 10.º lugar com a poesia "Renovação". E, atualmente, sou colaborador assíduo dos blogues "Entrementes" e "Linha do Tempo" onde publico contos, crônicas e poesias.
http://blogdopg.blogspot.com.br/search/label/FGF
http://gurgel-carlos.blogspot.com.br
Correio eletrônico: fgurgel.df@gmail.com .
E segue uma poesia de minha autoria para os Poetas Amigos:
SONHANDO SOLTO
Eu tinha mil sonhos engaiolados,
Presos, enjaulados e ensacados.
Um dia, abri meu saco de sonhos
E procurei os mais desejados.
Era um saco imenso e sem fundos,
Revirei, revirei e tornei a revirar.
No meio de tantos sonhos bonitos
Não encontrei os mais queridos.
Esparramei-os ao meu redor
E os sonhos correram mundo.
Desiludido, pensei abandonado:
Perdi meus sonhos, fiquei sozinho.
Mas outros sonharam meus sonhos,
Voltaram em novos sonhos pra mim,
Sonhos livres, de sonhos sem fim.

TRÊS PERIÓDICOS CEARENSES

Dentre os periódicos em circulação no Estado do Ceará, nos últimos 40 anos, três deles tomam aqui minha atenção Comum às três publicações, a gratuidade e a circulação dirigida, de modo especial para a categoria médica, de onde muitos dos seus colaboradores foram recrutados.
O primeiro deles foi criado pelo empresário Edmilson Alves de Sousa, diretor-presidente do grupo "A Ferragista", em outubro de 1976. Com o nome de "Informativo A Ferragista", tinha o formato de tabloide, era impresso numa inconfundível cor sépia e sua tiragem ficava na casa dos 10 mil exemplares por edição. Inicialmente, composto e impresso no parque gráfico do "Tribuna do Ceará", depois de algum tempo, o "Informativo A Ferragista"passou a ser rodado no "Jornal O Povo".
Edmilson arcava com os custos de seu house organ, embora estes fossem em parte cobertos pela inserção de anúncios de fornecedores da sua loja. Ele deu continuidade à sua publicação até outubro de 1983, quando o jornal logrou alcançar a marca de 81 números.
Nos anos 80, circulou também em nosso estado a revista "Cooper News", destinada a divulgar as boas práticas para uma vida saudável. O jornalista Edmundo Vitoriano que, por muitos anos, escreveu a coluna "Gente e Fatos", no "Jornal O Povo", foi o proprietário e editor dessa revista. Assim como tinha sido de "A Ferragista", fui também um colaborador da "Cooper News".
Cronologicamente, o último deles é o "Jornal do Médico", Fundado em outubro de 2004 por Juvenal Menezes, jornalista, e Nahimi Argollo, administradora, é atualmente administrado pelo publicitário Josemar Argollo, com a proposta de ser um canal de comunicação sobre medicina e saúde. Além da revista impressa, de bom conteúdo e excelente apresentação gráfica, o "Jornal do Médico" agrega um Portal Web, Social Media (Facebook, Twitter e Instagram) e grupos WhatsApp. Meu irmão Marcelo Gurgel é um dos conselheiros desta revista.
http://blogdopg.blogspot.com.br/2008/10/informativo-ferragista.html
http://jornaldomedico.com.br/
Marcelo Gurgel, Josemar Argollo e Lúcio Alcântara
numa reunião da Sobrames Ceará

O RETRATO DA TURMA DO COLEGIAL

A acidental queda de um livro da estante pode nos levar para tão longe...
Como já disseram: a queda de uma folha das árvores é orquestração de Deus!

Diogo Fontenelle

Cai da estante um livro com uma velha fotografia,
É o retrato perdido da turma do colegial reunida.
É um clarão de saudade pelo olhar azul-fantasia,
É a fotografia risonha de tanta esperança florida.

A velha turma pouco se reuniu ao apagar do sonho,
Era tanto encantamento a virar apenas sono vazio.
Eis que havia um tempo para cada plantio risonho,
Um tempo para cada floração de lírio e lótus do rio.

A velha turma pouco se reuniu ao longo dos enganos,
Cada qual seguiu seu labirinto pelo remar do destino.
Quantos futuros deixamos de povoar feito ciganos?
Ó ilusões da Juventude gazela a dobrar alegres sinos!

A PRAÇA E O VENTO

Houve um tempo na mui leal e heroica cidade de Fortaleza de Nossa Senhora de Assunção em que os rapazes ficavam na Praça do Ferreira à espera do vento que levantava as saias das moças.

PEQUENO COMENTÁRIO SOBRE "CONFISSÕES DE AMOR"

Fortaleza, 10 de Agosto de 2016​
Minha querida Ana Margarida, seu "Confissões de Amor" é um tratado minuciosamente documentado sobre o amor verdadeiro, podendo-se considerar como uma projeção amplificada do ato de amar por dois seres que se encontram e se definem numa unificação completa, com base na admiração, entendimento, atrações físicas e intelectuais.
Seu "Confissões..," não me surpreendeu pelas revelações claras e sinceras de seu "radioso amor" por Rose e dele por você, como está no bilhete, em que ele próprio afirmou "como é radioso o seu amor", em 10 de julho de 1994.
Digo isso porque fui testemunha dos primeiros momentos em que raios te atingiram, trovões ribombaram e relâmpagos "radiosos" encheram a sala do I Workshop sobre Tabagismo, no Hotel Paia Verde, em Fortaleza, em 3 dezembro de 1993. Senti-me desde então extravasante de entusiasmo pelo surpreendente desencadear de uma paixão tão intensa, tão seminal.
Seu tratado desmente por completo a teoria de que a paixão é transitória e de que o amor incondicional é o sentimento que a substitui e é perene.
Você e Rose provaram o contrário. São protagonistas da única junção Paixão-Amor de que tenho notícia no meu dia a dia, que nunca se apartaram, mas imanaram-se. O Amor-Paixão virou o eterno amor apaixonado.
Não deixo por menos essa minha colocação: desde o primeiro momento, naquele "Workshop" acendi a percepção de que nascia naquela hora um caso de amor, no mínimo especial e fadado a ser profícuo por todos os tempos.
Esse amor contagiou e ainda contagia os que estiveram inseridos no contexto original dessa escalada sentimental, ou que tiveram acesso aos seus escritos. Esses servem e servirão para uso fruto dos que têm aura própria para sucumbirem ao amor e até dos que não a têm.
Olho para você Ana, e vejo AMOR.
Grande e forte abraço de uma admiradora de longas datas, que a tem na mais elevada estima e consideração, como colega, amiga e escritora.
Parabéns efusivos por seu "Confissões de Amor".
Márcia Alcântara Holanda, médica pneumologista
membro da Academia Cearense de Medicina
(nota transcrita do blog MEMÓRIAS)

PESSOA SUSPEITA

Bolsa de Valores de Brasília, 1975 ou 1976.
Com os grande amigos, Pedro Paulo Chaves e Nivaldo Soares da Costa.
À esquerda, cabeludo, calça vermelha, camisa xadrez, um indivíduo totalmente em desacordo com um ambiente de mercado de capitais. Pior ainda, era Operador de Pregão e depois se tornou Chefe de Divisão.
Segundo a Abin, Fernando Gurgel Filho, colaborador de EntreMentes e Linha do Tempo, seria hoje uma pessoa suspeita de atos de terrorismo.

A AVENIDA BEZERRA DE MENEZES

A Avenida Bezerra de Menezes corta quatro bairros: Otávio Bonfim, Monte Castelo, São Gerardo e Parquelândia. Começa na esquina com a Rua Padre Ibiapina e termina no cruzamento com a rua Humberto Monte.
A via tem este nome em homenagem a Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti (Riacho do Sangue, 29 de agosto de 1831 — Rio de Janeiro, 11 de abril de 1900), que foi médico, militar, escritor, jornalista, político, filantropo e expoente da doutrina espírita. Bezerra de Menezes era conhecido como "O Médico dos Pobres".
Antônio Bezerra, que foi seu pai, emprestou também o nome ao antigo distrito de Antonio Bezerra, atualmente desmembrado em vários bairros de Fortaleza.
High lights
Dentro das comemorações dos 84 anos do poeta Juvenal Galeno da Costa e Silva, foi inaugurada a Rua Juvenal Galeno, com início na Praça Paula Pessoa (São Sebastião) e prosseguindo em direção ao poente. É hoje o início da Avenida Bezerra de Menezes. Existe no Benfica outra Rua Juvenal Galeno. Fonte desta informação: Portal da História do Ceará (27/09/1920)
1959 - Inicio do alargamento da Avenida Bezerra de Menezes.
1966 - Inauguração pelo prefeito general Murilo Borges da "Nova Bezerra de Menezes", unindo a Praça Paula Pessoa (São Sebastião) à Avenida Mister Hull.
No dia de inauguração, depois do corte da fita simbólica pelo prefeito, teve início uma grande confraternização entre os moradores da região, que promoveram um grande banquete numa mesa quilométrica repleta de iguarias, ao longo da avenida. Sou testemunha ocular dessa história. Dizia-se que a "Nova Bezerra de Menezes", com seu passeio central, acostamento, várias pistas e retornos, seria a avenida que "ensinaria o fortalezense a dirigir o carro no trânsito de uma cidade grande".
2015 - Implantação pelo prefeito Roberto Claudio do Corredor Expresso da Avenida, com 8,2 km de extensão, para reduzir o tempo de viagem das linhas de ônibus que transitam na região.
Ver também 
OTÁVIO BONFIM. COMÉRCIO, INDÚSTRIA E SERVIÇOS..., O BONDE ALAGADIÇO, A LINHA GRANJA PARAÍSO e ZÉ PINTO - 2