LIVROS SOBRE O ICC

Transcrito do Blog do Marcelo Gurgel:
"O Instituto do Câncer do Ceará (ICC) comemorou o seu 65º aniversário de fundação, lançando, na oportunidade, a coleção “Resgate da Memória Institucional”. A obra, organizada por Elsie Studart e Marcelo Gurgel Carlos da Silva, contém cinco volumes, reunindo farto material documentário sobre os últimos quinze anos de trabalho, estudo e muita dedicação do ICC. A mim, coube a responsabilidade de pronunciar o discurso de apresentação da coleção, que teve lugar no Auditório do Hospital do Câncer, na manhã de hoje. Em seguida, participei do Programa Debates do Povo, na rádio O Povo, tratando da efeméride."
Leia também o seu artigo O ICC, À LUZ DA HISTÓRIA.

"CARLITOS" NAS TAPEÇARIAS DE ELDA

O genial vagabundo, personagem de Charles Chaplin, tem sido o motivo de várias tapeçarias de Elda Gurgel.
Veja neste slideshow.



Leia também a nota ARTE MATERNA nesta página.

ONDE ANDA MARCELO - 2

Agora é em Múrcia (não confundir com Rússia), na Espanha, para onde viajou na noite de ontem. Conforme deixou anotado em seu blog, Marcelo vai participar, no dia 12, da banca examinadora da tese “Análisis de la Cultura de Seguridad en el Personal de Enfermería en los Hospitales del Sistema Nacional de Salud Español”, do Programa de Doutorado da Área de Medicina Preventiva y Salud Pública da Universidad de Murcia. Retornará a Fortaleza no dia 16.

TRONCOS FAMILIARES DE GOIANINHA - RN

Em 2008, o norte-riograndense Ormuz Barbalho Simonetti publicou o seu "GENEALOGIA dos Troncos Familiares de Goianinha - RN". Um portentoso livro que resultou dos estudos que o genealogista realizou, inicialmente em seu próprio núcleo familiar, e os prosseguiu com suas exaustivas pesquisas em bibliotecas, igrejas, cemitérios, Instituto Histórico e Geográfico (IHGRN) e Cúria Metropolitana de Natal.
Reunindo e organizando esses dados obtidos com uma paciência beneditina, Ormuz logrou construir as árvores genealógicas dos dez principais troncos familiares de Goianinha: Revoredo, Grillo, Barbalho, Barbalho de Jacumirim - Serrinha, Barbalho de Afonso Bezerra, Simonetti, Villa, Lisboa, Fagundes e Marinho. De modo a mapear cerca de doze mil almas dessas famílias potiguares, em suas intrincadas e complexas relações parentais através dos tempos, e o que certamente faz de sua obra "GENEALOGIA" uma das maiores do gênero no Brasil.
E se é fato que Rio Grande do Norte muito deve à Goianinha, este município também muito passa a dever a Ormuz por seu importante trabalho.

MARCELO E PAULO EM "RESSONÂNCIAS LITERÁRIAS"

A Sociedade Brasileira de Médicos Escritores - Regional do Ceará (Sobrames - CE) realizou no Náutico Atlético Cearense, último dia 4, a solenidade de lançamento do livro "Ressonâncias Literárias".
Esta antologia de prosa e poesia da Sobrames - CE (a vigésima-quarta) apresenta, entre seus autores médicos e convidados, os irmãos Marcelo (que foi ainda o coordenador do livro) e Paulo Gurgel.
No prefácio da obra, Giselda de Medeiros Albuquerque, da Academia Cearense de Letras, assim se manifesta:

"Ressonâncias Literárias vem, pois, salientar o papel do médico escritor ou escritor médico. Traduz o pensamento de seus autores que se utilizam da palavra não só como um instrumento terapêutico, mas também como um instrumento de criação estética. E isso se dá através da fusão interdisciplinar entre literatura e medicina advinda desse relacionamento cultural milenar, segundo o qual a literatura sempre caminhou junto com a medicina, pois afinal, reiteramos, uma das principais funções da literatura é a humanização, ou seja, dar a dimensão do homem em seu meio social, como o é também da medicina: ambas procuram alívio para os males humanos, como a dor, a doença, o sofrimento, a morte"

Marcelo Gurgel foi também um dos oradores na noite de lançamento do livro.

A PROFISSÃO DE JORNALISTA

Carta enviada a parlamentares do Congresso Nacional pela jornalista Márcia Gurgel, formada em Comunicação Social e em Letras pela Universidade Federal do Ceará:

Caro Parlamentar,
Sou jornalista aposentada após mais de trinta anos ininterruptos de atividades. Aposentei-me por tempo de serviço mas poderia também ter requerido o afastamento definitivo em função das
graves lesões sofridas no exercício da Profissão (LER/DORT). Após dezenas e dezenas de sessões de fisioterapia e de uma cirurgia na mão direita, continuo com problema. Esta informação é só para ressaltar que a nossa profissão não pode ser equiparada às demais. São tantas as especificidades que somente quem a exerce pode avaliar corretamente. Além da LER/DORT, contraí outras enfermidades no decorrer das mais de três décadas de trabalho em jornal e em assessoria de comunicação, como hipertensão, arritmia e fibromialgia. Contudo, tenho saudades do meu trabalho. Ainda assim, digo que eu nunca voltaria se a nossa profissão não fosse reconhecida como de nível superior e exclusiva dos bacharéis em comunicação social, com habilitação em jornalismo. O STF rasgou diplomas e sonhos de milhares de brasileiros e a expectativa, agora, é de que os parlamentares se sensibilizem e restabeleçam a exigência do diploma, como nunca deveria ter deixado de ser.
Com atenção,
Márcia Gurgel
Publicada a 29/10/09 no Sindjorce.

EM OUTUBRO DE 2009

  • A médica Elba Macedo viajou a Recife para acompanhar uma cirurgia em pessoa da família, retornando no dia 2.
  • Em sua residência, dia 18, Márcia Gurgel reuniu a família em torno de Fernando Adeodato Júnior. O motivo era a comemoração do aniversário natalício do esposo.
  • Na noite de 29, aconteceu o lançamento de "Smile - Tributo à memória do Prof. Eilson Goes", livro organizado por Marcelo Gurgel e Elsie Studart, no Centro Cultural Oboé (ver a nota anterior do blog).
  • Aniversariantes do mês de novembro: (4) Dermeval Pedrosa, esposo de Magna, (5) José Gurgel, (12) Elba, esposa de Paulo e (13) Tiago, filho de Germano e Maysa.

SMILE

Tributo à memória do Prof. Eilson Goes
(Editora da UECE, 2009)
Um livro organizado por Marcelo Gurgel Carlos da Silva (que também escreve a apresentação e quatro capítulos) e Elsie Studart Gurgel de Oliveira, em homenagem póstuma a este emérito professor de três universidades.
O título "Smile" foi retirado do nome da famosa canção de Charles Chaplin (a favorita de Eilson), que nos ensina a sorrir para triunfar sobre a dor. E o universo chapliniano também se apresenta sob a forma de reprodução das tapeçarias de Elda Gurgel e Silva (mãe de Marcelo) - com imagens de Carlitos - que ilustram o livro.
O lançamento da obra será hoje (dia 29, quinta-feira), às 19h30, no Centro Cultural Oboé (rua Maria Tomásia, 531, telefone 3264 7038), em Fortaleza (CE).
Ver a nota completa no blog EntreMentes.

ENTREVISTA DE ORMUZ

Vídeo de uma entrevista dada por Ormuz Barbalho Simonetti ao programa Versátil da TV Ponta Negra, em Natal - RN, a propósito da recente criação do Instituto Norte-Riograndense de Genealogia (INRG). Ormuz, que é genealogista, atualmente realiza pesquisas para a publicação de um livro sobre a família Gurgel.


BODAS DE PRATA

Elba e eu nos casamos a 18 de outubro de 1984. Anualmente, nesse dia se comemora o Dia do Médico - o da classe profissional a que pertencemos.
Na virada para o último dia 18, portanto, estávamos a completar os nossos 25 anos de vida conjugal. Cercados do carinho de familiares e amigos, nas mesas do buffet La Maison, onde se festejava na mesma ocasião o Dia do Médico.
Participando desses momentos de júbilo, estavam conosco: Maristane e Moacir Macedo, Cecília e Eduardo Leite, Nilda e Antônio Azevedo, Jucionor Coelho, Denise, Raíssa e Érico Gurgel, Natália e Rodrigo.
A Elba, esta companheira de todas as horas, o meu beijo de amor.
Paulo

Elba e eu, chegando ao buffet La Maison

Ver também a nota Festa no blog Entrementes.

BLOGUEIRO POR PROCURAÇÃO

O mais novo membro de nossa família, o Rafael Adeodato Vieira, tem também o seu blog. É o Blog do Rafinha, onde o guri desfila o seu charme e mostra a todos a "dureza" de seu dolce far niente.
Uma página que o pai, o engenheiro Fernando, agora está editando. Mas não demora, esse menino, ele mesmo começa a teclar para a blogosfera. Aptidão para escrever certamente vai ter de sobra, a julgar pelas que existem em seus avós maternos, os jornalistas Nando e Márcia.
Eis Rafael, numa foto para a galera, usando um uniforme da "macaca" (uma opção razoável enquanto o Flu não melhora).

Já colocado no blogroll. Clique lá para ver.

EM SETEMBRO DE 2009

  • Cercada pelo carinho dos familiares, a matriarca Elda Gurgel e Silva teve o seu aniversário (11) comemorado com antecedência no Restaurante Dallas (na noite do dia 9).
  • Lançado pelo CREMEC na sexta-feira, dia 11, o livro “Concurso de Monografias Prof. Dalgimar B. Meneses”. Dos 17 capítulos do livro, 3 deles são trabalhos (premiados) de autoria do médico e professor Marcelo Gurgel: "O Programa Saúde da Família e a capacitação médica no Ceará", "Abertura de novas escolas médicas: as repercussões de uma política" e "A sustentabilidade do curso de medicina da UECE".
  • No período de 11 a 13, ocorreu em Otávio Bonfim uma exposição sobre os 80 anos da Igreja N. Sra. das Dores.
  • A SECULT, em nota enviada para o Blog do Eliomar (24), citou o romance MAQUIS, de Marcelo Gurgel, como abrindo os projetos apoiados pela Secretaria para comemorar o Ano da França.
  • Aniversariantes de outubro: as irmãs gêmeas Diana e Marina (10), filhas de Luciano e Elsa, e Marília (13), neta de Sérgio e Solange.

CINCO MIL DIAS SEM ACIDENTES

No dia 8 de setembro, o Laboratório da Lubnor - Petrobrás, no Polo de Mucuripe, Fortaleza, atingiu a marca de 5 mil dias de trabalho sem acidentes com afastamento.
É o resultado de um trabalho sério e integrado de uma equipe de 19 profissionais, a qual tem como Gerente de Otimização o engenheiro químico Germano Gurgel (na foto ao lado).
Parabéns a Germano e a todos os funcionários da Lubnor que contribuíram para que essa marca fosse alcançada.

ANOS DOURADOS EM OTÁVIO BONFIM

(...)
O livro (Anos Dourados em Otávio Bonfim: à memória de Frei Teodoro, de Vicente Moraes, publicado em Fortaleza, em 1998, pelas Edições Iuris), ricamente ilustrado de fotografias, contém 320 páginas distribuídas em dezesseis capítulos, a saber:
I - Otávio Bonfim, o Bairro;
II - À memória de Frei Teodoro;
III - O Centro do Bairro;
IV - A Igreja;
V - A Igreja Antiga;
VI - A Hierarquia na Igreja;
VII - O Convento;
VIII - Os Cinemas;
IX - Os Filmes;
X - A Turma;
XI - Os Times de Futebol;
XII - O Coral e o Teatro;
XIII - Os Tipos Populares;
XIV - As Brincadeiras e Briguinhas;
XV - As Ruas do Bairro;
XVII - Álbum de Fotos.
(...)
Marcelo Gurgel. In: Otávio Bonfim, Jornal O Povo. Fortaleza, 12 de setembro de 2009. Jornal do Leitor. p.3.

NO ESCURINHO DO CINEMA

Trabalhando no Cine Familiar, que pertenceu à Paróquia de Nossa Senhora das Dores, Raimundo Carneiro de Araújo, o Seu Vavá, tornou-se uma das pessoas mais conhecidas do bairro de Otávio Bonfim. No período de 1949 a 1968, em que Vavá trabalhou no cinema dos frades franciscanos, ele foi o seu fac totum. Tendo sido desde o responsável pela projeção dos filmes (atividade pela qual é mais lembrado) até o gerente do cinema.
Há tempos que o Cine Familiar não mais existe. Mas Vavá levou seus sonhos para alguns quarteirões adiante e refundou o Cine Nazaré. E neste, como proprietário de uma sala de cinema, ele continua a manter acesa a sua paixão pela Sétima Arte.
A nosso herói a homenagem do blog Família Gurgel Carlos.
Foto: Neysla Rocha

Links para reportagens e notas nas mídias impressa e eletrônica que falam sobre Seu Vavá.

In: Diário do Nordeste, Caderno 3, Cine Nazaré (02/03/08)

In: Blog Travessias, do jornalista e produtor cultural Augusto Cesar Costa (04/06/09)

In: Blog do VIVA FORTALEZA, a revista digital da TV O POVO (26/03/08)

In: Blog Olhar Panorâmico, de Nirton Venâncio (10/02/09)

Imagem: Vídeo de Iasmim Matos

AMIZADES FAMILIARES

(...)
Eram amigos, ou integrantes do circuito prévio de amizades de nossos pais, de algumas famílias constituídas, que residiam no bairro há um certo tempo, como os Botelho Ramos, Camelo Parente, Medeiros Comaru, Sales Rocha, Rocha Alexandre, Castro Costa, Cavalcante Albuquerque, Passos Lima etc. Outras amizades foram agregadas, a partir da condição de vizinhança domiciliar, a citar: Acioli, Félix de Souza, Macedo, todos da Rua Justiniano de Serpa, e os Teixeira Lima, Martins Brasil, Jucá Nogueira, Marques Nogueira, moradores da Rua Domingos Olímpio e de suas imediações.
(...)
Extraído de AMIZADES FAMILIARES NO OTÁVIO BONFIM, de Marcelo Gurgel. Publicado in: O Povo. Fortaleza, 29 de agosto de 2009. Jornal do Leitor. p.2.

EM AGOSTO DE 2009

  1. Érico Gurgel e sua esposa Raíssa receberam, no primeiro dia do mês (sábado), um grupo de funcionários da Ford para um churrasco. O engenheiro Érico, que trabalha na filial dessa empresa em Horizonte, estava a comemorar a idade nova. O cenário do acontecimento foi a casa de Moacir Soares, avô do aniversariante, em Porto da Dunas.
  2. O médico e professor Marcelo Gurgel foi à Brasília, no dia 9, para participar de uma reunião da CAPES.
  3. No dia 12, a médica Elba Macedo, minha esposa, viajou à Brasília para assistir à posse do irmão, brigadeiro Antônio Pinto, no Comando do Estado Maior da Aeronáutica. Foram com ela as irmãs Denise e Rosemary e os pais Moacir e Zaíra.
  4. Jantar de adesão, no dia 15 (sábado), para os irmãos gêmeos Germano e Luciano Gurgel, no restaurante Camarões da avenida Beira-Mar. Contou com a presença de muitos membros da família.

A DESCENDÊNCIA DE ALMERINDA GURGEL VALENTE


Em levantamento que efetuei recentemente sobre a descendência de Almerinda Gurgel Valente e Paulo Pimenta Coêlho, meus avós maternos, cheguei aos seguintes números, assim distribuídos:
- Filhos: 6
- Netos: 30
- Bisnetos: 56
- Trinetos: 8
- Total: 100
Dos 100 descendentes de Almerinda e Paulo, 98 deles estão vivos. Faleceram o meu tio Espedito e a minha irmã Marta.
Ver a relação nominal no Goocle Docs.

Nos medalhões - Fotografias de Paulo Coêlho e Almerinda Gurgel, reproduzidas do livro OTÁVIO BONFIM DAS DORES E DOS AMORES, de Marcelo Gurgel.

A CASA DOS ACASOS

Nos último dias, coletando dados sobre a família Gurgel (que serão enviadas ao genealogista Ormuz Simonetti, em Natal - RN), soube de minha prima Solange que um de seus filhos é blogueiro. É o jovem Pedro Gurgel, 21, matemático, o qual publica desde 2005 um blog desbragadamente poético.
Trata-se do blog A casa dos acasos, "local onde acontece e desacontece, quase que poeticamente (eu não disse?), o acaso".
A "casa" de Pedro, que bem merece a visita de quem deseja ler textos de qualidade, que são escritos por esse "navegador dos mares dos sonhos", acaba de ser colocada no blogroll do Família GC.

ANA MARIA COMARU-SCHALLY

In memoriam
Nascida no seio das famílias Medeiros e Comaru, tradicionais clãs do bairro Otávio Bonfim.
Graduada em Medicina pela Universidade Federal do Ceará em 1970, tendo se especializado em Endocrinologia pelo IEDE, no Rio de Janeiro, Ana Maria Comaru-Schally prosseguiu seus estudos e pesquisas em Nova Orleans (EUA), onde fixou residência e ascendeu ao cargo de docente em sua especialidade.
Fez longa e produtiva parceria científica ao lado de seu esposo, o Professor Doutor Andrew Victor Schally, Nobel da Medicina.
Faleceu dois anos atrás nos EUA.

Ana Maria (na imagem circulada) com o esposo Victor Schally
e o casal Valtina / Eduilton Girão (autor do livro “Clínica Médica no Ceará" – Passado e Presente”, que serviu de fonte de consulta para esta nota)

Ode à Ana Maria por Andrew Victor Schally.

A GENEALOGIA DA FAMÍLIA GURGEL

Recebo do Sr. Ormuz Barbalho Simonetti uma mensagem eletrônica em que ele me pede a colaboração para atualizar a lista dos descendentes de Almerinda Gurgel do Amaral, minha avó materna, o que já começo a providenciar.
O Sr. Ormuz Simonetti, bancário aposentado do BB, e que reside em Natal - RN, edita o Genealogia, blog em que podem ser lidas as suas crônicas - A PRAIA DA PIPA DOS MEUS AVÓS, também publicadas no Jornal Tribuna do Norte - assim como os depoimentos que ele recebe de seus inúmeros amigos e leitores.
Historiador e genealogista, este intelectual norte-riograndense participa de várias sociedades ligadas a estas duas áreas do conhecimento. E dedica-se atualmente, com as pesquisas genealógicas que faz, a escrever sobre a família GURGEL, daí me haver solicitado o envio de informações a respeito.

HISTÓRICO DA E.F. OTÁVIO BONFIM

1872: Início da construção da linha da Estrada de Ferro de Baturité a partir de Fortaleza.
1909: Quando a linha já chegava à atual Acopiara, foi reunida à linha da Estrada de Ferro de Sobral, para formar a Rede Viação Cearense (RVC), a qual foi logo depois arrendada à South American Railway.
1915: A RVC passa à administração federal.
1917: A linha que percorria o leito da atual avenida Tristão Gonçalves teve os trilhos arrancados e recolocados num trajeto mais a oeste (atual), cortando os bairros de Jacarecanga e Otávio Bonfim.
1922: Inaugurada a estação do Quilômetro 3, que teve o nome a seguir alterado para Matadouro (por estar próximo a um abatedouro de gado). Mais adiante, o nome da estação seria de novo alterado, desta vez para Otávio Bonfim, homenageando um engenheiro da RVC.
1926: Ao atingir a cidade do Crato a linha chega a seu ponto máximo.
1957: A RVC passa a ser uma das subsidiárias formadoras da RFFSA, sendo por esta absorvida operacionalmente a partir de 1975.
1979: O prédio original é demolido para dar origem a uma estação (concluída em 1980) da Coordenadoria do Transporte Metropolitano (CTM), atual Metrofor.

Dados extraídos do site Estações Ferroviárias do Brasil, de Ralph Giesbrecht. Clique sobre o nome do site em nosso blogroll para ver a página completa.

ALTO SOLIMÕES

Há 35 anos, transferido do Hospital Central do Exército (no Rio de Janeiro) para o Hospital de Guarnição de Tabatinga, situado na região do Alto Solimões, Amazonas, por um ano residi no município de Benjamin Constant. Nesta região de tríplice fronteira, no posto de primeiro tenente médico do Exército brasileiro, tive a oportunidade de prestar os meus serviços profissionais à comunidade militar e às populações ribeirinhas.
Mais do que uma experiência para a minha profissão, foi uma experiência que adquiri para a vida. Inesquecível.

Agora, a lembrança desse meu período de vida é reavivada quando me deparo com este blog: Crônicas do Pirarucu, do médico Bernardo Wittlin. Dedicado a relatar as vivências deste colega do Rio de Janeiro em Tabatinga, onde ele cumpriu com grande entusiasmo o seu serviço militar.
Redigido em linguagem correta e agradável, o blog enfeixa 53 postagens (crônicas, notas e fotografias), que cobrem o período de 14 de abril de 2008 a 19 de março de 2009.
E Bernardo Wittlin, conforme já me comunicou em e-mail, tem o propósito de escrever um romance ambientado nessa exuberante região "onde o Brasil começa".

LANÇAMENTO DE MAQUIS


Ontem, conforme estava previsto, aconteceu o lançamento do romance MAQUIS, escrito pelo médico e polígrafo Marcelo Gurgel (na fotografia).
Um numeroso público lotou o auditório do Centro Cultural Oboé, para a solenidade de lançamento do MAQUIS, cuja renda proveniente da venda de exemplares na noite de autógrafos será, em boa parte, revertida para a melhoria da assistência aos portadores de câncer albergados na "Casa Vida".
A apresentação da obra esteve a cargo do Prof. Dr. Linhares Filho, membro da Academia Cearense de Letras.
No término da solenidade, Marcelo Gurgel discursou em agradecimento e revelou alguns detalhes do processo de elaboração do romance.

MAQUIS: REDENÇÃO NA FRANÇA OCUPADA

Trata-se do último livro escrito por Marcelo Gurgel, um romance de caráter epistolar que apresenta como pano de fundo, em grande parte do enredo, a França sob a ocupação germânica durante a II Guerra Mundial. Entretanto, não é uma obra totalmente ficcional, posto que muitas de suas passagens realmente aconteceram. Assim é que vemos, no desenrolar da trama de MAQUIS, personagens reais a interagirem com personagens fictícios, à conta da inventividade do romancista.
Esta obra, que foi editada sob os auspícios da Secult - CE, integra a programação oficial do "Ano da França no Brasil".
A noite de autógrafos deste romance será no dia 16 de julho (quinta-feira), às 19h30, no Centro Cultural Oboé, em Fortaleza.

Nota transcrita do blog EntreMentes

ZÉ PINTO

Francisco Magalhães Barbosa (1925-2004), escultor cearense, conhecido como Zé Pinto. Iniciou-se nas artes plásticas somente aos cinquenta anos de idade, em 1975, criando composições a partir da soldagem entre si de peças de sucata, resultando daí figuras humanas ou de animais de grande singularidade: palhaços, “Carlitos”, cangaceiros, dançarinos, ferreiros etc. Enfim, uma variedade de tipos humanos e de animais mais diversos, representados sempre de forma criativa e bem humorada. Com essas criações, Zé Pinto realizou mostras individuais e participou de várias mostras coletivas em que obteve premiações. Várias de suas esculturas, de grandes dimensões, permaneceram expostas nas décadas de 80 e 90 em via pública, no canteiro central da Avenida Bezerra de Menezes, defronte ao ateliê do artista, em Fortaleza (CE).

Fontes: Oboé - Dicionário das Artes Plásticas do Ceará e Wikipédia

FOTOGRAFIAS HISTÓRICAS DO BAIRRO


A FORMATURA DA LARISSA

Larissa Gurgel Adeodato, filha mais nova da Márcia Gurgel Carlos Adeodato e do Fernando Adeodato Junior, é a primeira neta do casal Luiz Carlos da Silva - Elda Gurgel e Silva (ele já falecido) a se formar em medicina veterinária. O predomínio é de advogados, engenheiros e médicos entre os filhos e netos da família. Larissa já colou grau pela UECE a 29 de maio, no Ginásio Paulo Sarasate, mas a festa será no dia 26 deste mês.
Quem tiver seus au-aus e miaus, habilite-se porque há uma nova e charmosa doutora na praça. Ah... e ela agora está curtindo a Bia, a poodle que o namorado David deu a ela.

Nota escrita por Márcia Gurgel

"Ser veterinário não é só cuidar dos animais. É sobretudo amá-los, não ficando somente nos padrões éticos de uma ciência médica. Ser veterinário é acreditar na imortalidade da natureza e querer preservá-la sempre mais bela. É ouvir miados, mugidos, balidos, relinchos e latidos, e principalmente entendê-los. É gostar de terra molhada, de mato fechado, de luas e chuvas. Ser veterinário é não se importar se os animais pensam, mas sim se sofrem. É dedicar parte do seu ser à arte de salvar vidas. Ser veterinário é aproximar-se de instintos. É perder medos. É ganhar amigos de pêlos e penas, que jamais irão decepcioná-lo. Ser veterinário e não gostar de gaiolas, jaulas e correntes. É perder um tempo acompanhando rebanhos e vôos de gaivotas. É permanecer descobrindo, por intermédio dos animais, a si mesmo. Ser veterinário é ser o único capaz de entender rabos abanando, arranhões carinhosos e mordidas de afeto. É sentir cheiro de pêlo molhado, cheiro de almofada com essência de gato, cheiro de baias, de curral e de esterco. Ser veterinário é ter capacidade de compreender gratidões mudas, mas sem dúvida alguma, as únicas verdadeiras. É adivinhar olhares, é lembrar do seu tempo de criança, é querer levar para casa todos os animais sem dono. Ser veterinário é conviver lado a lado com ensinamentos profundos de amor à vida."

Mensagem de autor desconhecido
que consta do convite de formatura da turma da Larissa

COMIGO SIM, VIOLÃO

Quando ingressei na Faculdade de Medicina (1966) e, por conta dessa situação, o meu tempo disponível para as atividades diletantes passou a ficar bastante escasso, foi que eu resolvi aprender violão. Indo, com essa decisão, ao encontro de um dos sonhos de minha velha infância: o de poder tocar um instrumento. Antes, muito antes de Caetano Veloso, numa manhã que nasceu azul, proclamar que isso era bom.
Um sonho, aliás, cuja realização já tinha sido frustrada por um violino. Surgido em minha casa, não sei por mãos de quem trazido, um anônimo violino... (com) que eu jamais afinei. O qual, quando eu lhe roçava as cordas com o arco, nunca chegou a produzir sons musicais. Apenas ruídos... como o violino do Bolinha. Se bem que esse personagem das histórias em quadrinhos tinha alguma chance de melhorar. Pois ele contava com a orientação de um professor de violino e eu nem isso.
Por isso, quando fui presenteado com um violão, eu decidi que não cometeria o mesmo erro do passado. E logo acertei, para começar a aprender o instrumento, com um amigo de nome Claudio Costa, de quem devo ter sido, acredito, o primeiro aluno.
Morando ele, naquela época, no Parque Araxá e sendo irmão de um colega na Faculdade, o futuro neurologista Carlos Maurício, o meu amigo, ainda com o pouco tempo que praticava violão, já dava mostra do grande instrumentista que viria a ser. Eu havia pressentido isso, desde a noite em que ele, sentado na escadaria da Igreja de Nossa Senhora das Dores, em Otávio Bonfim, por um par de horas tocou de uma forma absolutamente mágica o seu violão.
É preciso agora, por ser indispensável a esta história, que eu introduza nela mais um personagem: Nelson. O Nelson Cunha que, nos últimos meses, tem sido um assíduo colaborador do EntreMentes. Sendo ele, naquela época, meu colega na Faculdade de Medicina, por vezes eu aparecia em sua casa na avenida Jovita Feitosa, na Parquelândia, para tratar de assuntos relacionados ao curso que ambos fazíamos. Numa dessas oportunidades, aproveitei para lhe mostrar o progresso que vinha obtendo no violão. E, salvo traição da memória, eu fiz isso num violão que Nelson mantinha em casa.
O colega, que não tocava violão, quis então conhecer meu professor. Quanto a isto, foi fácil atendê-lo e então, numa noite, levei Claudio até sua casa. Para Nelson, maravilhado, constatar que eu não tinha exagerado ao falar das habilidades do violonista. E, ao fim da audição, contratá-lo para se iniciar também no aprendizado do violão. O horário, os dias da semana e o preço das aulas, tudo ficou combinado na mesma ocasião.
Alguns dias depois, na Faculdade, Nelson me fez uma cobrança:
- O Claudio não apareceu para dar as aulas...
- Não?
- Nem uma vez.
Fiquei de retornar com Claudio a sua casa, o que não tardou a acontecer. Claudio bisou o seu show, Nelson perguntou pelas aulas e Claudio respondeu que seriam dadas. Em seguida, Nelson, por iniciativa própria, resolveu que aumentaria o preço a pagar pelas aulas. E Claudio concordou, é claro, com essa mui sábia decisão da parte contratante. Nada se opondo a que o verbal contrato, em sua segunda versão, apresentasse uma nova cláusula. Referente a uma multa, em valor igual ao da aula, a ser aplicada sobre seus honorários cada vez que ele faltasse.
Agora, é saltarmos todos para a atualidade, pois é nela que vamos encontrar a conclusão dessa "melódia": Claudio continua sendo o Baden Powell cearense, Nelson (que nunca mais viu Claudio) sopra seu sax nas Gerais e eu, sem a tarimba do amigo professor, ainda bato meu violão. Como resultado das aulas recebidas e, mais do que isso, de toda uma boêmia convivência que tive com Claudio. E esse violão, que eu ainda empunho, é o meu Prozac, aliás.

Publicado também no blog EntreMentes

Abaixo, o artista fotografado (arquivo Elda Gurgel) quando jovem, muito jovem, com o violão que àquela época possuía, no Sítio Catolé, em Senador Pompeu - CE, onde costumava passar suas férias.

ONDE ANDA MARCELO

Apresso-me a informar: em Málaga, Espanha. Nessa cidade do sul da Espanha (em que nasceram Picasso e Banderas) estão acontecendo, de 16 a 19 de junho, as XXIX JORNADAS DE ECONOMÍA DE LA SALUD. Conforme deixou anotado em seu blog, Marcelo participa das jornadas com duas comunicações orais e três pôsteres, trabalhos que resultaram de pesquisas feitas sob o patrocínio do Projeto Economia da Saúde, o qual tem a UECE como instituição acadêmica parceira.

OTÁVIO BONFIM NO GOOGLE MAPS


O bairro dentro dos limites que eu estabeleci para ele. Numa visão sentimental e não oficial. Aliás, nem o nome do bairro é oficialmente Otávio Bonfim (é Farias Brito).

"VELHO PALHAÇO"

Ao ler o Caderno 3 do Diário do Nordeste, edição do dia 22/01/07, eis que tive a notícia de um amigo dos velhos tempos. Dos anos 60, quando morávamos no bairro de Otávio Bonfim. É o Paulo Gomes (em foto atual, ao lado). Aproximados por nossos gostos com relação à música popular brasileira, nos encontrávamos muitas vezes para mostrar, um ao outro, as composições que fazíamos. Ele, tradicionalista, compunha sambas, marchas e frevos. Quanto a mim, carregando a mão nos acordes dissonantes, elaborava umas certas canções bossanovísticas. E sonhávamos em vencer festivais
Houve um festival da terra em que Paulo Gomes teve uma música classificada. O xará me convidou para que, ao lado do grande violonista Cláudio Costa, eu o acompanhasse na apresentação. Paulo Gomes, ele mesmo, não tocava qualquer instrumento musical. Compunha as suas músicas a ritmar com as mãos e a cantarolar. Na qualidade de discípulo do Cláudio Costa, eu já dedilhava na época um violão, mas com muito ainda a aprender. Por isso, durante a apresentação da sua música no festival, cuidei de não esquecer o principal detalhe. O de me posicionar, no palco, de uma forma que eu pudesse olhar o braço do violão do mestre. E o que ele fez lá, eu fiz cá.
Mas a reportagem do DN fala de um Paulo Gomes que ainda compõe. E que colocou uma marcha-rancho, de nome “Velho Palhaço”, em um festival de marchas carnavalescas no Rio de Janeiro. Já em situação de finalista, depois de concorrer com mais de mil canções, e com possibilidade de sair no Fantástico. Dependendo, é claro, de uma força que os conterrâneos possam dar ao “Velho Palhaço” através da internet.
Parabéns, velho amigo. Ouvi, gostei e já estou a votar.

Publicado no EntreMentes (Blog do PG) em 26/01/07.
Aqui transcrito, em 03/06/09, por ser assunto que pode interessar
aos leitores do blog Família Gurgel Carlos.

Post scriptum
A marcha-rancho "Velho Palhaço", do amigo Paulo Gomes, ficou entre as 10 finalistas do festival de marchas carnavalescas. Nesta condição, foi para o seletíssimo grupo das 3 finalistas, com direito à apresentação no programa Fantástico. Em 11/02/07, apresentadas as três músicas nesse programa da Globo, o resultado final foi o seguinte:
II Concurso Nacional de Marchinhas de Carnaval
(Promoção da Fundição Progresso / Apoio da Rede Globo)
1º lugar - “Prá Carmen” (de Bete Bissoli, interpretada por Soraya Ravenle) – marchinha campeã do concurso, compositora agraciada com o Troféu Chiquinha Gonzaga.
2º lugar - “Marcha da Descompostura” (de João Cavalcanti, interpretada pelo autor).
3º lugar - “Velho Palhaço” (de Paulo Gomes, interpretada por Pedro Paulo Malta).
O vídeo da apresentação do "Velho Palhaço" no Fantástico encontra-se atualmente fora de catálogo da Globo Vídeos. Pesquisando, porém, no YouTube (sempre ele!) encontro esse vídeo com a marcha-rancho de Paulo Gomes.


QUEIMA DE ORIGINAL

Ao criar a capa do livro "Elaboração de Memorial"(imagem ao lado), o arte-finalista Toni Rodrigues estava realmente inspirado. Ateou fogo em páginas do texto original, apagando-o a seguir, para depois escanear os papéis chamuscados.
O propósito do arte-finalista, ao apelar para a pirotecnia descrita, era dar um ar de envelhimento à capa do livro.
Essa e outras histórias do gênero são contadas por meu irmão, o autor do livro em questão, no Blog do Marcelo Gurgel.

O Memorial é requisito em concursos públicos, com vistas à admissão de docentes nas Universidades, substituindo o tradicional Curriculum Vitae. E foi para atender às frequentes solicitações de colaboração que Marcelo Gurgel decidiu organizar um Memorial Modelo, o assunto deste livro.

Reproduzido do blog EntreMentes

MATHEUS - 3 ANOS

No último dia 17, foi comemorado o aniversário natalício de Matheus Noronha Gurgel. A festa dos três anos de idade de meu neto Matheus aconteceu na escolinha Primeiro Mundo, em que ele é aluno, e contou com a presença de colegas, professoras e familiares.
Eis algumas das fotografias que foram tiradas durante o inesquecível acontecimento:

Matheus

Matheus com os pais: Érico e Raíssa

Socorro (avó), Raíssa (mãe), Igor (tio), Matheus, Érico (pai), Paulo (avô), Natália (tia) e Elba (avó)

Matheus com os coleguinhas

PARABÉNS, MATHEUS!

MILENA E SÁILE FALAM DE MARCELO

"Recém ingressa no Curso de Medicina da UECE, devo dizer que já ouvi muito falar do Dr. Marcelo Gurgel, um grande homem que conseguiu com muito êxito consolidar o Curso de Medicina na citada universidade. 
Parabéns, Dr. Marcelo Gurgel."
Comentário de Milena Façanha no blog EntreMentes.
"Como aluna da quinta turma de medicina da UECE e membro do CAJEA, quero deixar registrada aqui a minha estima por esse professor que, além de médico e mestre, se tornou um amigo. Daqueles que, onde quer que nos encontremos, eu gosto de parar e conversar. Uma bagagem de conhecimento invejável, com a paciência, a tranquilidade e a capacidade de ouvir e solucionar "problemas", à medida que eles apareciam. 
Tudo isso fez do Dr. Marcelo Gurgel, o memorável PAI dessa Família que é a MedUECE."
Comentário de Sáile Kerbage na postagem anterior deste blog.

HOMENAGEM DO CAJEA A MARCELO

Marcelo Gurgel, cujo mandato na coordenação do Curso de Medicina da UECE expira em 31 de março próximo, recebeu do Centro Acadêmico Joaquim Eduardo de Alencar (CAJEA) uma tocante homenagem.
Eis o texto lido durante a reunião do Colegiado:
"Ao Colegiado do Curso de Medicina da Universidade Estadual do Ceará.
Muito haveria a ser narrado, se fôssemos resumir os gentis 6 anos de existência do Curso de Medicina da UECE. Com um concorrido vestibular anual, a UECE pode se orgulhar em ter um curso médico de qualidade nacionalmente atestada, apesar dos inúmeros obstáculos que nos foram postos no caminho. A Turma Prima, uma turma de bandeirantes que, sob a óptica da vanguarda, acreditaram no potencial de uma jovem Universidade em concedê-los uma graduação que os inserisse bem no meio médico, poupa-nos de qualquer elogio. O resultado esperado foi conquistado!
Impossível seria, então, traçarmos a história de sucesso que marca o jovem tempo do nosso Curso sem mencionarmos o espírito forte do doutor que hoje se dissocia da Coordenação Geral. Com uma inteligência invejável, o Prof. Marcelo Gurgel tornou-se parte fundamental da consolidação do Curso. Desbravou os mares burocráticos, arquitetou um projeto de formação médica que dispunha de parcos recursos e fez brilhar o sonho de diversos estudantes; alguns dos quais hoje já doutores. Muito além de coordenador, Dr. Marcelo soube equilibrar os desafios e, assim como nós estudantes definimos o Curso, foi líder honrável da família MedUECE, uma larga e crescente família que a cada ano conquista 40 novos apaixonados membros. Assim como acoplamos nossas vidas a uma maratona incansável rumo ao conhecimento, delineando nossas vidas como a Medicina em si, nosso coordenador, mesmo com pós-doutorado em sua bagagem cultural, tornou-se aluno: ouviu-nos atentamente em nossas dúvidas e nos estimulou à construção do também nacionalmente reconhecido Centro Acadêmico Joaquim Eduardo de Alencar, órgão de representação discente que, a todo custo, batalha pelo aperfeiçoamento constante de nossa graduação; por impulso do destino, ele hoje ocupa a cadeira na Academia Cearense de Medicina outrora pertencente a Joaquim Eduardo de Alencar.
Poupando demoras, o CAJEA expressa sua imensa gratidão ao professor, ao médico e ao coordenador que, mesmo com os obstáculos que o tempo colocou, mostrou mestria ao dar vida ao nosso sonho: a nossa família MedUECE.
Obrigado."

MEURIS GURGEL NA UNICAMP

A cearense Meuris Gurgel Carlos da Silva foi aprovada, brilhantemente, em concurso público realizado em Campinas-SP, nesta semana, para o cargo de Professora Titular da Unicamp, na área de Engenharia Ambiental. Meuris é engenheira química formada pela Universidade Federal do Ceará e fez Especialização, Mestrado, Doutorado e Livre-Docência na Unicamp.
Com esse feito, ela chega ao topo da sua profícua vida acadêmica, como professora e pesquisadora, desenvolvida durante três décadas, na Faculdade de Engenharia Química, unidade integrante de uma das mais prestigiadas universidades brasileiras. O registro dessa conquista é motivo de júbilo dos seus familiares, que acompanharam, passo a passo, a ascensão profissional dessa autêntica cabeça-chata que soube superar, e vencer, as dificuldades naturais de seguir a carreira docente em outras plagas, à custa de seus méritos pessoais.

Nota transcrita do Blog do Marcelo Gurgel.

MARCELO E RONALDO NA ACM

Os médicos Marcelo Gurgel Carlos da Silva e José Ronaldo Mont'Alverne são os mais novos membros da Academia Cearense de Medicina (ACM).
Os atos de posse dos novos acadêmicos aconteceram ontem à noite, no Auditório Castello Branco da Reitoria da UFC, em sessão solene presidida pelo Dr. Paulo Eduardo Garcia Picanço, o atual presidente do sodalício. A saudação de boas-vindas coube ao Acadêmico Dr. João Martins de Sousa Torres, o qual discorreu sobre os méritos dos colegas empossados. A seguir, na qualidade de membros titulares das cadeiras 18 e 53 da ACM, Marcelo Gurgel e Ronaldo Mont'Alverne fizeram seus discursos de posse.
Após o término da sessão, os convidados ao evento reuniram-se em torno de um serviço de buffet nos jardins da Reitoria.


No flagrante fotográfico, identifica-se o Acadêmico Marcelo Gurgel tendo ao seu lado a Sra. Maristela Benevides, viúva do Prof. Dr. Joaquim Eduardo de Alencar, o patrono da Cadeira Nº 18 e expressão de primeira grandeza da Saúde Pública cearense.


Nota original no blog EntreMentes.

FORMATURA DE ÉRICO

Fotografias feitas na noite de 18/12 /2008 , nos jardins da Reitoria da Universidade Federal do Ceará, por ocasião da solenidade de colação de grau do meu filho Érico de Macedo Gurgel no curso de Engenharia Mecânica.

Érico (concludente)

Natália (irmã), Raíssa (esposa), Érico, Paulo (pai) e Elba (mãe) 

CIDADE DE DEUS

Em 1970, vivi o mês de julho no Rio de Janeiro como participante do Projeto Rondon - VI. Naquela época, cursando o quinto ano da Faculdade Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC), fui selecionado com outros universitários para essa atividade extracurricular.
Criado sob o lema de INTEGRAR PARA NÃO ENTREGAR, frase cunhada pelo grande desbravador Marechal Rondon, este projeto enviava grupos de universitários de uma região do Brasil para outras. Onde, com seus trabalhos voluntários, os jovens podiam aplicar os conhecimentos adquiridos em suas universidades. E, pelo contato com as comunidades de regiões que não conheciam, podiam também assimilar um pouco da realidade nacional (os "brasis" existentes no Brasil).
Evidentemente, havia propósitos outros da parte do governo federal quando, em 1968, criou o Projeto Rondon. Como, por exemplo, o de estabelecer uma aproximação com a comunidade universitária, em geral hostil ao regime de exceção que se implantara no país. 
Em Fortaleza, o então responsável pela coordenação do projeto chamava-se Major Renê. Ele podia ser encontrado numa das dependências da Reitoria da UFC, onde os estudantes não lhe dávamos trégua. Desejosos que estávamos de participar daquela edição do Projeto Rondon e, ao mesmo tempo, suspeitando de que não houvesse vagas suficientes para todos.
Quando embarcamos no ônibus que nos levaria ao Rio, constatamos que éramos poucos. Quatro estudantes do curso de Medicina, alguns mais de outros cursos (do Serviço Social, por exemplo), e o ônibus partiu com pouca gente para uma viagem que durou três dias até a Cidade Maravilhosa.
No local de destino, ficamos alojados no bairro Cidade de Deus, a nossa base de operações. Num grupo escolar com tamanho suficiente para abrigar mais de uma centena de rondonistas, pois havia participantes oriundos de muitas unidades da federação.
Os estudantes de medicina acompanhávamos os profissionais do posto de saúde da Cidade de Deus em suas rotinas. Por vezes, visitávamos os pacientes em suas casas. E o fato de locomovermos a pé pelas ruas de um bairro pobre, em nenhum momento, ofereceu perigo a qualquer de nós. Ah, os  tempos eram outros!
Nas horas de folga, aproveitávamos para conhecer outras regiões do Rio de Janeiro, os pontos turísticos inclusive. E acodem-me à memória os banhos frios matinais tomados nos banheiros coletivos, as refeições servidas em bandejões por soldados do Exército e a "publicação" de um jornal mural de fofocas (a que dei o nome de Marginália).
Numa noite, alguém nos trouxe o músico Nonato Buzar. Para que nos desse um show de voz e violão,  que encantou a todos. Um show que ele ilustrou com o relato de alguns fatos pitorescos do meio musical. Nonato Buzar, além de compositor, cantor e produtor musical, era uma das figuras de proa da Turma da Pilantragem, um movimento que foi efêmero na música popular brasileira.


Transcrito do blog EntreMentes

DOIS LIVROS

Recebo do médico, escritor (e agora blogueiro) Marcelo Gurgel a doação de dois livros:
- Um exemplar de "Garranchos Esculpidos", obra editada em Fortaleza pelos médicos Oziel de Souza Lima e Dalgimar Beserra de Menezes, que reúne cem crônicas de colaboradores da coluna "Fato Médico", do jornal "O Povo", publicadas entre 2004 e 2006. Neste livro, Marcelo assina o posfácio, um elemento pós-textual que anda pouco em voga na literatura.
- Um volume dos "Anais da Academia Cearense de Medicina", o de número 13, o qual enfeixa artigos científicos e literários, discursos, necrológios e notas da lavra de seus acadêmicos e de colaboradores. Nesta edição dos "Anais...", Marcelo comparece com O CREMEC Nº 1 e o REMÊMORO DA MEDICINA CEARENSE, duas notas valiosas para a compreensão da história da medicina no Ceará.
Postagem copiada do blog EntreMentes

TRÊS REGISTROS

Nesta postagem faço três registros que estão relacionados com as atividades do médico e polígrafo Marcelo Gurgel:
1
O lançamento do livro "Curso de Medicina da UECE:  concepção, criação e implantação (2002 - 2008)", o 51º de sua autoria, a ocorrer amanhã (dia 6), às 10 horas, no Auditório do Centro de Estudos Sociais Aplicados, Campus do Itaperi, Universidade Estadual do Ceará.
2
A colação de grau da primeira turma de médicos da UECE, formados pelo curso que ele coordena há 6 anos, com a solenidade de formatura a ocorrer amanhã (dia 6), a partir das 20 horas, no Theatro José de Alencar. 
3
A sua estréia na blogosfera, com a criação do Blog do Marcelo Gurgel, e assim passando ele a integrar o grupo dos médicos blogueiros de Fortaleza (do qual já faço parte com Dr. Lúcio Alcântara e Winston Graça).

Republicado do blog EntreMentes

O JARDIM JAPONÊS

"O Jardim Japonês é, para mim, uma evocação da infância e adolescência, passadas no bairro de São Gerardo, aqui em Fortaleza.
Ele ficava bem ali, na rua Juvenal Galeno, nas proximidades da praça da igreja de Nossa Senhora das Dores, no bairro de Otávio Bonfim.
Uma placa modesta assinalava sua localização em um terreno abaixo do nível da rua, cujas pedras irregulares, polidas pelo tráfego, escorregavam em acentuado declive para a plantação de flores, cuidada com zelo nipônico.
Durante anos, o Jardim Japonês abasteceu templos, residências, clubes, colorindo ambientes com suas flores, na alegria e na tristeza."

Link para ler a postagem completa de "Muralha do Japão", no "Blog do Lúcio Alcântara".

MARCELO E PAULO NO "ACHADO CASUAL"

A Sociedade Brasileira de Médicos Escritores - Regional do Ceará (Sobrames - CE) e a Diretoria de Cultura e Arte do Ideal Clube realizaram num dos salões deste clube social, dia 25, a solenidade de lançamento do livro "Achado Casual".
Esta antologia de prosa e poesia da Sobrames - CE (a vigésima-terceira) tem como seus autores:
Airton Marinho, Antero Coelho Neto, Celina Corte Pinheiro, Chico Passeata (Francisco Monteiro), Christiane Chaves Leite, Dalgimar Beserra de Menezes, Eilson Goes (15/06/1941 - 18/10/2008), Fernando Siqueira Pinheiro, Flávio Leitão, Francisco Tomaz Ramos, Ilnah Soares, Jesus Irajacy Costa, José Maria Bonfim, José Maria Chaves, José Wilson de Sousa, Luciano Arruda, Luciano Sidney, Luiz Moura, Marcelo Gurgel, Martinho Rodrigues, Nilson de Moura Fé, Paulo Gurgel, Pedro Henrique Saraiva Leão, Sebastião Diógenes, Vladimir Távora, Walter Miranda e Weimar Gomes.
Na apresentação do livro, o Prof. Dr. Linhares Filho, Membro da Academia Cearense de Letras, assim se manifestou:
"O título da presente coletânea - Achado Casual - constitui um verdadeiro achado
pela manifestação que encerra, sugerindo a gênese de uma obra literária, como
uma descoberta fortuita, uma energia que se desvela acidentalmente."

E Marcelo Gurgel esteve entre os oradores da noite de lançamento do livro.

UM SANTEIRO CEARENSE

Link para ler o artigo que escrevi em EntreMentes.
A seguir, delicie-se com este slideshow que reúne as imagens de alguns "santos" brasileiros, desenhadas por Tarcísio Garcia, um artista plástico do bairro de Otávio Bonfim.

MESA-REDONDA NO XIII CBHM

Instituições de saúde sexagenárias do Ceará
Foi o tema de uma das mesas-redondas do XIII Congresso Brasileiro de História da Medicina, o qual vem acontecendo no Iate Plaza Hotel, em Fortaleza - Ceará, desde o dia 12 de novembro.
Pela ordem de apresentação, os subtemas e os expositores da mesa foram os seguintes:

Hospital de Messejana - Dr. Paulo Gurgel
Sociedade de Assistência aos Cegos - Ass. Social Dra. Josélia Almeida
Instituto do Câncer do Ceará <> Hospital do Câncer - Dr. Marcelo Gurgel
Faculdade de Medicina da UFC - Dr. Elias Boutala Salomão

A mesa-redonda, que teve a coordenação do médico e professor Marcelo Gurgel, contou ainda com a intervenção do Dr. Pedro Almino que fez comentários esclarecedores sobre o Centro Médico Cearense (a atual Associação Médica Cearense) e o Sindicato dos Médicos, outras duas instituições de saúde históricas do Ceará.
Na presidência do importante congresso, o professor Dary Alves Oliveira, MD, a quem agradeço a atenção recebida durante o evento.


Nota publicada também no EntreMentes.

MEURIS, PESQUISADORA DA UNICAMP

O último número do "Jornal da Unicamp" traz uma reportagem de Manuel Alves Filho sobre as técnicas e processos que utilizam argila, algas marinhas e outros materiais na despoluição dos efluentes aquosos de origem industrial de alguns de seus problemáticos resíduos (metais pesados, óleos pesados e corantes) .
O foco desta reportagem é um trabalho que vem sendo realizado, há dez anos, por uma equipe de pesquisadores sob a coordenação da engenheira química cearense Meuris Gurgel Carlos da Silva (foto), professora da Faculdade de Engenharia Química da Universidade de Campinas (Unicamp), o centro tecnológico em que a pesquisa se desenvolve.
Os resultados obtidos até o momento, com o uso destas técnicas, têm-se mostrado bastante promissores. E alguns de seus processos, após testados com sucesso em escala laboratorial, já estão sendo utilizados por indústrias. Sendo previstos, ainda, que, com a aplicação das recomendações dos experimentos da equipe de Meuris Gurgel pelos chamados setores produtivos, vão resultar em importantes benefícios para a gestão ambiental.

Link para a edição eletrônica do Jornal da Unicamp.

NATÁLIA EM BISCUIT

Não o conheço. Mas ele, segundo a minha filha Natália, chama-se Airlan e cria bonecos de porcelana (biscuit) que são perfeitos. Na maioria das vezes, os modelos (involuntários) de suas estatuetas são popstars como Madonna, Britney Spears e Amy Winehouse.
Embora não faça parte de tão famoso universo, Natália teve a honra de ser modelada em porcelana pelo artista cearense.
Ficou bonita a peça e acho que bastante fiel ao modelo. Mas não sou um conhecedor emérito sobre o assunto.
Por isso, baseio-me no reconhecimento que fez o neto Matheus, que tem apenas dois anos de idade. O meu neto, o qual, assim que viu em nosso apartamento a pequena reprodução em porcelana da Natália, já foi logo exclamando:
- Tataia!
É porque sei que criança não aceita ser ludibriada. E tem sido assim desde o dia em que um certo rei desfilou nu.

Nota publicada também no EntreMentes.

PROCESSO SELETIVO PÚBLICO

Foram divulgados os resultados do último processo seletivo público que a Cesgranrio fez para a Petrobras Distribuidora S.A.
Parabéns ao jovem Érico de Macedo Gurgel (meu filho), aluno concludente de Engenharia Mecânica da UFC, por sua aprovação - em 61º lugar entre 3367 candidatos - no referido certame.

ANIVERSÁRIO DE ADEODATO JUNIOR

Ontem, na reunião semanal da família Gurgel Carlos, a qual acontece nos domingos à noite no apartamente onde reside dona Elda, a matriarca da família, foi comemorado o aniversário natalício do jornalista Fernando Adeodato Junior.
Organizada por sua esposa Márcia Gurgel, que é também jornalista, a singela festa contou com a presença de significativa parte de nossa família.
Acompanhado por Elba, minha esposa, estive lá para abraçar o querido cunhado Nando (como também o chamamos).
Parabéns, Nando.

Márcia e Adeodato Junior


Márcia, Adeodato Junior e as filhas Vanessa e Larissa


Márcia, Adeodato Junior e as filhas Vanessa e Larissa


Paulo (eu) e Adeodato Junior

MARCELO NO EPI2008

No XVI Congresso Mundial de Epidemiologia (Epi2008), recentemente realizado em Porto Alegre, o meu irmão Marcelo Gurgel teve a oportunidade de conhecer o renomado Moacir Scliar, membro da Academia Brasileira de Letras.
Ambos são médicos sanitaristas, professores universitários e escritores.
Nessa ocasião, também estava presente a nutricionista Juliana Oliveira, professora assistente da Universidade Federal de Alagoas.

Marcelo, Juliana e Moacir Scliar


Publicado também no Blog do PG.

O 50º LIVRO DE MARCELO GURGEL

Em fase de distribuição os convites da Abrasco (Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva) Livros e da UECE (Universidade Estadual do Ceará) para o lançamento do livro "Epidemiologia: auto-avaliação e revisão", a ocorrer durante o VIII Congresso Mundial de Epidemiologia e o VII Congresso Brasileiro de Epidemiologia, realizados em Porto Alegre-RS.
A obra, em sua terceira edição, de autoria do Dr. Marcelo Gurgel Carlos da Silva, professor titular de Saúde Pública e coordenador do Curso de Medicina da UECE, reúne mil questões do tipo múltipla escolha, com respostas comentadas e referências.
Serviço
Data: 23 de setembro de 2008 (terça-feira), às 17h30.
Local: Espaço Saúde & Letras (Pavilhão de Exposições).
P.S. > O livro estará também disponível ao público interessado, no stand da Abrasco Livros, até o final do congresso.

Nota publicada hoje no Blog do PG, ilustrada pela capa do livro a ser lançado.

MÉDICOS BLOGUEIROS NO CEARÁ

Nas últimas três décadas, os médicos no Ceará têm apresentado uma produção literária substancial. Sob a forma de colaborações em jornais e revistas da terra (a "Literapia" é uma delas) e, ainda, na qualidade de autores de livros que tem sido aqui publicados.
Já faz parte de nossa agenda literária o lançamento anual de uma coletânea, sob a égide da Sobrames - Ceará, que reúne textos de prosa e poesia dos médicos que lhe são filiados.
No entanto, isto que se vê no meio impresso não tem a sua correspondência na blogosfera. Raros médicos editam blogs no Ceará. Aponto o Dr. Lúcio Alcântara, a mim e... quem mais? Ynot Nosirrah, um futuro colega (ainda é estudante de medicina da UFC, em Sobral) que publica o Consciência Acadêmica, um blog que acabo de descobrir.
O que é mais interessante: fiz a descoberta deste blog através da postagem intitulada "Podia ser blogueiro...", em que o blogueiro Ynot, após discorrer sobre algumas atuações do médico Marcelo Gurgel, ao final da postagem o encoraja a aderir à blogosfera.
Bem-vindos esforços seus, Ynot, e que se juntarão aos que já faço no mesmo sentido com este meu irmão polígrafo.

Publicado originalmente no Blog do PG.

A SALA LUIZ CARLOS DA SILVA NA OAB - CEARÁ

OAB-CE inaugura sala de apoio no anexo II do Fórum Autran Nunes

A OAB-CE inaugurou, no último dia 1º de agosto, a sala de apoio ao advogado do anexo II do Fórum Autran Nunes. A sala está situada no mezanino do edifício Dom Helder Câmara e foi totalmente equipada para melhor acolher os advogados que militam na Justiça Trabalhista. TV de plasma, quatro computadores novos com acesso à internet, impressora e telefone estão à disposição dos advogados no novo espaço.
A sala foi denominada de advogado Luiz Carlos da Silva, numa homenagem póstuma ao advogado militante na Justiça do Trabalho cearense. A família do homenageado recebeu, das mãos do presidente da OAb-CE, Hélio Leitão, uma placa com a inscrição original de Luiz Carlos junto à OAB-CE.
A solenidade contou com a presença do diretor geral do TRT da 7ª Região, Inocêncio Uchoa, do presidente da Associação dos Advogados Trabalhistas do Ceará (Atrace), Harley Ximenes, da presidente da Comissão de Direito do Trabalho da OAB-CE, Jane Eire Calixto, e de muitos advogados trabalhistas. Na ocasião foi lançado o Guia do Empregado Doméstico, elaborado pela Comissão de Direito da OAB-CE. O Guia traz orientações para empregados e empregadores sobre os direitos e deveres com relação aos empregados domésticos.

ARRAIAS, PAQUETÕES E BOLACHINHAS

O mês em curso me faz lembrar os julhos da minha infância. Quando o céu de Fortaleza ficava povoado de vistosas arraias fazendo as suas belas evoluções aéreas. Um fenômeno explicado pelas férias escolares que incidiam, ontem como hoje, num mês de muitos ventos.
As arraias (ou "raias" como pronunciavam os moleques), as quais, em outras partes do Brasil, seriam chamadas de pipas, pandorgas ou papagaios.
Para a confecção de uma delas, não se necessitava de muita coisa. Palitos secos de coqueiro, linha, papel-seda e um pouco de grude. Com os palitos secos, em número de três, amarrados nos cruzamentos por pedaços de linha (e com um destes pedaços utilizado para delimitar o perímetro) fazia-se o esqueleto da arraia. A seguir, nesta armação se colavam os retalhos do papel-seda por meio de um grude preparado na cozinha de casa.
Os complementos do brinquedo eram o cabresto e o rabo da arraia. Para o cabresto, que servia para prender a arraia, bastava um pequeno pedaço de linha. E, para o rabo da arraia, além de uma maior porção de linha, à qual se atavam pequenas tiras de pano (molambo era o ideal), a intervalos regulares, ficando uma tira maior, a ponteira, para ser colocada no final da linha. O rabo (ou rabiola) era então preso na extremidade da arraia para lhe conferir estabilidade. Sem ele, ao ser posta no ar, a arraia ficaria a girar loucamente e sem ganhar altura.
Havia uma versão gigante da arraia, o paquetão, cujo esqueleto era feito de taboca. O qual era colocado no ar apenas por quem tinha a robustez suficiente para controlá-lo. E existiam também as bolachinhas, umas imitações baratas das arraias, que serviam de divertimento para as crianças menores. Feitas de algum papel grosso, cortado na forma redonda, e a seguir perfurado por palitos de coqueiro que funcionavam como armação, eram feias e não ganhavam grande altura.
Empinava-se a arraia com a ajuda de um companheiro que a elevava bem acima da cabeça. Até que, a um sopro mais forte do vento, a arraia era largada enquanto o outro a puxava. O outro era o dono da arraia que, muitas vezes, tinha de correr contra o vento para que ela subisse. Não havendo o auxílio de um companheiro para empiná-la, a alternativa era o "soltador" de arraia se posicionar num local elevado como um muro ou o terraço de casa.
E a arraia subia em movimentos coleantes sob o incentivo de repetidos puxões aplicados em sua linha. Com esta, a cada instante, sendo liberada de um carretel que rolava entre os dedos do "soltador". Até que a arraia se encontrasse na altura desejada (ou a linha chegasse ao fim). Neste ponto, começava o bonito espetáculo da arraia a movimentar-se no espaço em resposta aos "lanceios" feitos no chão.
Uns contentavam-se com esse aspecto "pacífico" da brincadeira. Outros, porém, preferiam praticar o "corte" de arraias. Uma peleja entre arraias em que, ao cruzamento das linhas, uma delas (às vezes, ambas) sofria o "corte". E, ficando sem o controle da linha que a prendia, passava a ser arrastada pelo vento até terminar enganchada num fio elétrico, árvore ou telhado. Sendo, nessa "agonia", acompanhada pelos moleques em louca correria como se fora um troféu.
A muitos frustrava a arraia "cortada" ser também "aparada". Quando essa arraia "derrotada" não caía em domínio público, por haver sido em pleno ar capturada e recolhida pela arraia "vencedora", graças à habilidade do dono desta.
Não seria possível o "corte" de arraias sem a participação do cerol. Preparado com vidro moído e cola derretida, assim que secava na linha em que era aplicado, o cerol a transformava num instrumento verdadeiramente cortante. Capaz de causar acidentes nos brincantes e em terceiros, aliás, como acontece até hoje. E, o que é pior, com alguns destes acidentes a se mostrarem terrivelmente letais.

Texto originalmente postado no Blog do PG em 21 de julho de 2008.

SÉCULO DE HISTÓRIA

O Diário do Nordeste, no Caderno Regional de hoje (14/07/08), traz um artigo sobre a celebração dos 100 ANOS DA CHEGADA DA FAMÍLIA GURGEL A ACOPIARA, uma cidade do sertão central cearense.
Para ler o artigo clique aqui.

O CONTADOR LUIZ CARLOS DA SILVA

Luiz Carlos da Silva, além de advogado e professor, ainda exerceu a profissão de contador, embora essa fosse uma ocupação claramente complementar às duas primeiras citadas.
Quando fazia seus estudos secundários no Colégio Cearense do Sagrado Coração, e antes de ingressar no ensino superior, por três anos ele freqüentou, em Fortaleza, o Curso de Perito-Contador na Escola de Comércio Pe. Champagnat, também integrante do sistema marista de ensino, saindo diplomado em 07 de dezembro de 1940, e com registro no MEC-DEC, em 29 de outubro de 1942.
O curso em referência, através do Decreto-Lei 9.295, de 27 de maio de 1946, publicado no D.O.U., de 28 de maio de 1946, ganhou equivalência ao de nível superior em Ciências Contábeis; esse ato legal, assinado pelo Presidente Eurico Gaspar Dutra, que regulamentou a profissão de Contador, também conhecida anteriormente como guarda-livros, veio amparar os formados ou diplomados em cursos técnicos da área de Contabilidade.
O conhecimento auferido no Curso de Contador foi de grande valia para a sua atividade advocatícia, face às interações entre o Direito e a Contabilidade, mormente nos campos do Direito Comercial e do Direito Trabalhista. Também lhe foi muito útil para o exercício do magistério, na própria Escola de Comércio Pe. Champagnat, de 1941 a 1942, largando, por sinal, quando de sua aprovação para estudar na Faculdade de Direito, e no Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC), em que ingressou para lecionar Contabilidade e matérias correlatas das Ciências Contábeis, em cursos técnicos ou profissionalizantes dessa instituição de ensino comercial.
Foi, todavia, somente em 13 de agosto de 1976, que ele obteve do Conselho Regional de Contabilidade do Ceará a sua Carteira de Identidade de Contabilista, na categoria Contador, sob o Nº 4.727; isso se deveu a uma imposição de trabalho que passou a executar, em parceria com um familiar, demandando o mesmo a responsabilidade profissional de um Contador.
A contabilidade foi usada como ferramenta de seu trabalho nas causas jurídicas por ele abraçadas, isso enquanto a saúde lhe permitiu atuar, tornando-se visível o excepcional esforço para permanecer ativo, a despeito da progressão da enfermidade que abalava sua capacidade física.
Depois de quase dois anos de padecimento, expirou em 20 de novembro de 2000, aos 81 anos de idade, legando aos seus descendentes um mix de perdas, tristezas, reflexões e certezas; entre as últimas, sobressaem a dignidade no sofrimento, os exemplos de solidariedade, a renúncia de si próprio e, sobretudo, a fé em Deus.
Saliente-se, por fim, a grandeza que ele exibiu ao longo de sua extensa mortificação, enfrentada sem lamentações ou rebeldias, e sim, com tranqüilidade e resignação, diante dos desígnios divinos. Com tal postura frente à enfermidade, o professor Luiz Carlos transmitiu aos herdeiros, biológicos ou fraternos, esse seu ensinamento derradeiro.

Link para este artigo no Jornal do Leitor.

Prof. Marcelo Gurgel Carlos da Silva

UMA TAREFA CONCLUÍDA

Em outro site, o Preblog, tenho colocado textos literários que escrevi, durante o período de 1981 a 1996, referentes à minha participação em antologias de prosa e poesia que foram publicadas pelo Centro Médico Cearense (CMC) e pela Sociedade Brasileira de Médicos Escritores (Sobrames), Seção do Ceará. Nesta tarefa no Preblog, iniciada em novembro de 2007 e ontem concluída, além de textos meus publiquei as "fichas técnicas" de doze livros (cujas capas foram também escaneadas e inseridas como imagens), as suas apresentações e algumas informações julgadas de interesse sobre os livros.
E outros textos de minha autoria, que não apresentam estas origens editoriais, ainda serão postados no já citado blog (que pode ser visitado clicando no nome Preblog, no blogroll ao lado).

Nota copiada do Blog do PG.

TROVOADA

Será que os trovões da madrugada de 06/06
foram para assinalar a sua chegada aos 60?
(De Marcelo para Paulo Gurgel)

Questionou-me o meu irmão Marcelo se a trovoada das primeiras horas do dia 6 estava a assinalar a minha chegada aos 60 anos.
Claro que não.
Desconheço como as forças da Natureza possam se reunir para a produção de raios e trovões. E se, quando o fazem, alguma vez têm esse propósito de render homenagens a alguém.
É o tipo da manifestação que, em campo aberto, pode até fulminar o homenageado.
Por essa e outras, não tive nem coragem de ir à varanda do apartamento para dar uma espiada no grande espetáculo. Seria confiar demais na eficiência do pára-raios do meu edifício. E permaneci deitado, enquanto durou o evento, a bem dizer aterrorizado com tantos clarões e ribombos.
O que aconteceu em Fortaleza na madrugada do dia 6 teve proporções bíblicas, faltando apenas que abrissem as comportas do céu para termos o Dilúvio 2.
Acredito inclusive possa ter havido uma conjuração desta turma: Zeus, com suas faíscas, Thor, com seu martelo bumerangue, Quetzacoatl, com seu nome impronunciável, e também o nosso deus Tupã. Este último, porém, como uma forma de reabilitação.
Uma força que os companheiros deram para que ele voltasse a ser o deus brasileiro do trovão. Um nome respeitado por todos, como nos velhos tempos em que aqui se falava a Língua Geral. E não um mero nome que hoje os pobres gostam de botar em seus cachorros.

Publicado simultaneamente no Blog do PG.

DO VELÓRIO AO SONHO DE CIPIÃO

O Editorial do Fato Médico, de 06/04/2008, brindou seus muitos leitores com o texto da lavra do Prof. Dalgimar Beserra de Menezes, um dos mais pujantes intelectuais cearenses, possuidor de vasto cabedal de conhecimentos, e fecundo em obras de escol, científicas e literárias, emoldurando um curriculum vitae com mais de dois mil títulos, muitos deles de substancial valor técnico, espelhando, ademais, uma fértil existência.
O editorialista, ao ensejo da homenagem que lhe foi rendida no livro “Em Louvor: aos homens e às suas idéias”, tornou público o desejo de não ter necrológio, quando do seu passamento, e que, em sua viagem derradeira, a cerimônia fosse estritamente familiar. Deixou também o aviso de que não quer a presença, minha e de tantos outros, em seu enterro, expressando a vontade de exarar, em cartório, o elenco dos excluídos.
Embora entendendo o desejo do conselheiro Menezes, certamente será bem difícil conter a avalanche de seus amigos, colegas, ex-alunos e admiradores, que hão de pranteá-lo, à revelia de seu bizarro desiderato. Em respeito à sua vontade, alguns podem até se poupar de carpir o seu corpo mignon, durante as exéquias; contudo, por certo, as honrarias póstumas se sucederão em eventos que porão, lado a lado, pessoas de diferentes matizes ideológicos, desde a esquerda que não se endireita à direita sinistra, o que complementará as merecidas homenagens prestadas em vida.
Para o Prof. Dalgimar, fiz prefácio de livro e peças laudatórias e dele recebi igual tratamento, ainda que com manifesta assimetria, à conta do seu superior e bem melhor atributo literário; porém, seguramente, mesmo que me submeta ao ditame de sua obscura intenção, contendo a pena e a criação literária, os textos já publicados podem dar suporte a que terceiros escrevam necrológios sobre o ilustre filho da Gangorra.
Não somos imortais, e nem os acadêmicos o são, mas não se morre de todo, quando se permanece vivo no coração de alguém, seja ou não um descendente, pois em Santo Agostinho colhe-se: “A morte não é nada. Eu somente passei para o outro lado do caminho. Eu sou eu, vocês são vocês. O que eu era para vocês continuarei sendo. ...”. Em que pese não ter vexame em partir primeiro, condição em que a governabilidade humana é algo limitada, ratifico o quão constrangedor seria para mim, assumir o encargo de velar um amigo tão querido quanto o preclaro colega Menezes.
Com efeito, em “O Sonho de Cipião”, (Livro VI da República), datado de 54 a.C., Cícero (106-43 a.C.), o notável orador romano, prenuncia a imortalidade da alma ao profetizar: “Sim, esforçai-vos e relembrai isso: que o que é mortal não sois vós, mas vosso corpo e, certamente, vós não sois aquele que essa atual aparência manifesta, mas a alma de cada um é aquele cada um, não essa figura que se pode mostrar com o dedo.”

Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Médico Epidemiologista

CRÍTICA DE LIVROS: O SONHO DE CIPIÃO

O Professor Doutor Marcelo Gurgel Carlos da Silva, médico e economista, deu mais um livro à estampa: "Em Louvor aos Homens e às suas Idéias".
O conselheiro Menezes se encontrava entre os trinta louvados; convidado ao lançamento do livro, dia 27 de março próximo passado (Centro Cultural Oboé), recusou visceralmente o convite. E o recusou nos termos de: professor, deixa que a gente morra primeiro, daí então...
Atalhou o Doutor Marcelo: Mas se eu louvar o camarada após a morte ele não vai ler a louvação, nem comparecer ao lançamento destes e outros livros. De imediato, declarou que no próximo mês lançará mais um. Para completar os 50.
― Além do mais, prosseguiu Marcelo, tenho em mente um ou mais de um que versará sobre obituários e discursos necrológicos, feitos ao momento de a terra descer sobre os restos mortais do fulano. Espero, no caso, ao momento do lançamento, contar com a presença dos familiares. Aí é que a freqüência aumentará ao evento.
Conheço algumas pessoas que farejam enterros e missas do sétimo dia. Lá na Itapipoca, eu tinha uma prima assim. Mas coitada, teve uma vida miserável. A mãe faleceu de calazar, o pai envenenado por uma amásia, com veneno de formiga, largado no cuscuz com leite. Faz tempo que não a vejo, mas sei que não largou a mania. Aliás, uma mania sem graça nenhuma. Já aqui em Fortaleza conheço outra senhora com esse mesmo vício de farejar defunto, tenha o coiso morrido em odor de santidade ou não. O que vale é o ritual. Uma carpideira hebréia anacrônica.
Marcelo não é desse grupo. É da estirpe de Machado de Assis. Não vive mais. Escreve. Já o avisei: ele está proibido de se fazer presente à minha viagem derradeira, e de deitar discurso laudatório. Estou mandando a cartório um documento em que fiz o elenco dos que não podem comparecer ao enterro. São todos, deus e o mundo. Este tipo de cerimônia é coisa muito pessoal, ou seja, familiar, pois pessoal não poderia ser. Embora devesse.
Nosso prezado Marcelo, imagino eu, embora seja protoplasmicamente religioso, não entra na vertente ilusória de Cícero do Sonho de Cipião (Somnium Scipionis), que é deveras a mesmíssima cristã: a imortalidade nos campos elísios. Boa é a daqui, das academias, mais na linhagem do filósofo com quem eu não tenho a mínima afinidade, Nietzsche, o qual, vez por outra diz alguma coisa morigerada, que soa bem, como em Das Philosophenbuch: o filósofo e o artista almejam a imortalidade do intelecto criativo. Já que a outra, a da alma, por suposto, não existe.

Dalgimar Beserra de Menezes
Médico Patologista

PARABÉNS, MATHEUS

Completa hoje dois anos de idade o nosso neto Matheus Noronha Gurgel, filho de Raíssa e Érico.
Muitas felicidades, netinho.

MEMÓRIA - OTÁVIO BONFIM

O Diário do Nordeste, em seu caderno Cultura de hoje (06/04), traz três artigos sobre o bairro Otávio Bonfim:

"Otávio Bonfim dos velhos tempos", de Elsie Studart Gurgel de Oliveira.
Bairro é cada uma das partes em que se costuma dividir uma cidade ou vila, tanto para a orientação das gentes quanto para o controle administrativo dos serviços públicos; por outro lado, é, também, um espaço de subjetividade, uma vez que estreita laços sociais e se incrusta, para sempre, na memória de seus habitantes. Percorrer aspectos os mais diversos dessa relações entre o homem e o espaço é o motivo central dessa edição.
Aqui.

"No tempo do Frei Lauro", de Josênio Parente.
Otávio Bonfim, no início da década de 1970, quando recebe Frei Lauro na paróquia do bairro para conviver com a juventude, era pacato e já apresentava sinais de crescimento. As pessoas, boa parte vindas do interior, buscavam mercado de trabalho na capital. Já possuía, contudo, uma classe média significativa. O comércio local já era forte e alguns moradores amavam o bairro e lutavam para o progresso
Aqui.

"Frades alemães no Otávio Bonfim", de Marcelo Gurgel Carlos da Silva.
No último quartel do século XIX, a Província Franciscana de Santo Antônio, sediada no Nordeste, originária de Portugal, contava com um reduzido número de frades menores, para fazer frente à avalanche de obrigações religiosas e comunitárias. Em razão desse fato, fez um apelo às províncias franciscanas da Europa, em tom de socorro, encontrando ressonância na Província Franciscana da Saxônia, na Alemanha, que aquiesceu em mandar frades ao Brasil, para reforçar os recursos locais.
Aqui.

"EM LOUVOR AOS HOMENS E ÀS SUAS IDÉIAS"

O novo livro de Marcelo Gurgel, cuja noite de autógrafos será hoje.
Sobre o livro: "São trinta registros expressivos de nomes, nos quais se incluem médicos, religiosos, advogados, engenheiros, jornalistas etc., que se destacram, em recentes décadas, nos seus diferentes campos de atividades, notando-se que a maioria deles teve ou tem inserção no ensino superior, concorrendo, assim, com seus saberes para a formação de novas gerações de profissionais."
Sobre o autor: É médico, economista, professor universitário, pesquisador e polígrafo. Reside em Fortaleza.
Data: 27 de março de 2008, às 19h30.
Local: Centro Cultural Oboé. Rua Maria Tomásia, 531 - Fortaleza.
O autor e o livro serão apresentados pelo médico e membro da Academia Cearense de Letras Dr. Lúcio Alcântara.
Importante - A renda bruta do lançamento do livro será revertida para as ações sociais da "Casa Vida", mantida pela Rede Feminina do Instituto do Câncer do Ceará.

Originalmente publicado no Blog do PG.

AGRADECIMENTO E AGENDA

Aqui agradeço Nonato Albuquerque por ter anunciado, em sua Antena Paranóica, o lançamento de “Otávio Bonfim, das Dores e dos Amores”, livro escrito por meu irmão Marcelo Gurgel. Digo que correspondeu a todas as expectativas o referido evento, o qual aconteceu na noite de 13/03, no bairro Otávio Bonfim. Aos interessados neste livro (como Dionedie que comentou em seu blog), informo que o autor fez uma doação de 200 exemplares à Paróquia de Nossa Senhora das Dores (que aplicará a renda bruta a ser com eles obtida em suas obras sociais).
Em tempo
Agendada para 27/03, às 19h30, no Centro Cultural Oboé, a noite de autógrafos do mais novo livro de Marcelo Gurgel: “Em Louvor aos Homens e às suas Idéias”. Nesta obra, Marcelo traça os perfis de trinta pessoas que, em recentes décadas, foram ou são personalidades de destaque no Estado do Ceará.

Originalmente publicado no Blog do PG.

LANÇAMENTO DE LIVRO

Nossos amigos e conhecidos estão sendo convidados para a solenidade de lançamento do livro "Otávio Bonfim, das Dores e dos Amores - Sob o olhar de uma família", escrito por Marcelo Gurgel em homenagem ao Bairro de Otávio Bonfim. A obra e Marcelo (que completa hoje 55 anos de idade e de quem sou irmão) serão por mim apresentados.

Local: Centro de Formação Pastoral da Paróquia de Nossa Senhora das Dores (antiga sede do Cine Familiar).
Data: 13/03 (hoje), às 19h30.
Não haverá vendas de exemplares, mas, de bom grado, aceita-se a doação de cestas básicas e produtos de cama e mesa, para a distribuição aos carentes assistidos pelas Pastorais da Criança e do Idoso em Otávio Bonfim.

Originalmente publicado no Blog do PG.

OTÁVIO BONFIM - SOB O OLHAR DE UMA FAMÍLIA

Para a entrada em cena da família Gurgel Carlos, podemos considerar o ano de 1946. Quando o jovem Luiz, da família Carlos da Silva, que havia recém-fundado o seu Instituto Padre Anchieta, no bairro Otávio Bonfim, e a sua aluna Elda, uma prendada moça da família Gurgel Coelho, que já morava nesse bairro de Fortaleza, foram ambos atingidos pelas setas de Cupido. Daí advindo que, no ano seguinte, o casal contraísse núpcias e fosse fixar residência na rua Justiniano de Serpa, onde já funcionava o citado instituto educacional.
Dos treze filhos gerados pelo casal, os nove primeiros receberam as boas-vindas neste modesto imóvel de dupla finalidade; os quatro últimos, numa casa (enfim) própria, para onde a família se mudou em 1958, situada na rua Domingos Olímpio, nas proximidades da estação ferroviária do bairro. Só muito adiante, em 1996, com vários de seus integrantes já casados e/ou residindo em outros bairros e em outras cidades, foi que o núcleo da família se transferiu de Otávio Bonfim.
Feitas as contas, conclui-se que o bairro Otávio Bonfim e a família Gurgel Carlos mantiveram um consórcio que durou meio século. Com Dores e Amores de permeio. E de que restaram muitas e muitas reminiscências, aqui reavivadas e transformadas em livro por Marcelo, da família Gurgel Carlos. No qual nossos ascendentes, os vizinhos e amigos, os tipos pitorescos da época e nós mesmos somos os seus personagens reais; no contexto de um bairro chamado (não oficialmente) de Otávio Bonfim com seus logradouros, suas moradias, sua igreja (com os franciscanos frades de origem alemã) e sua estação ferroviária.
Baseado em fatos vivenciados e levantados (porém, cuidadosamente conferidos) por Marcelo, que escreve em estilo claro e apurado, o livro é um repositório de informações sobre o bairro e sobre a nossa família. A se juntar – com destaque – a outros títulos, como “Anos Dourados em Otávio Bonfim...”, de Vicente Moraes, “Frei Lauro Schwarte...”, de Marcelo Gurgel, “Dos canaviais aos tribunais...”, organizado por Marcelo e Márcia Gurgel (sobre a vida de nosso pai), entre as obras que privilegiam, do ponto de vista historiográfico, o bairro Otávio Bonfim e a família Gurgel Carlos.

Escrito por mim para orelha do livro "Otávio Bonfim, das Dores e dos Amores - Sob o olhar de uma família", de Marcelo Gurgel.

"OTÁVIO BONFIM, DAS DORES E DOS AMORES"

Já concluído o novo livro do médico e escritor Marcelo Gurgel Carlos da Silva. Trata-se de “Otávio Bonfim, das Dores e dos Amores: sob o olhar de uma família”. Um livro com o qual o meu irmão homenageia Otávio Bonfim, o bairro de Fortaleza em que nós, os Gurgel Carlos, vivemos por cerca de cinco décadas.
Com o lançamento previsto para 13/03, às 19h30, no Centro de Formação Pastoral da Paróquia de Nossa Senhora das Dores (antiga sede do Cine Familiar), a obra em epígrafe vem a ser uma importante contribuição literária de Marcelo Gurgel à preservação da memória do mencionado bairro.
Até lá tornarei a escrever sobre o assunto.

Originalmente publicado no Blog do PG.

ARTE MATERNA

Em meus pais, que formavam um casal harmônico, percebia-se uma nítida separação das aptidões. Luiz, com suas múltiplas profissões entre as quais se incluía a de professor de várias disciplinas, era detentor de uma vasta cultura. Forjada esta na formação acadêmica e na leitura das obras de referência sobre a História Universal. Enquanto Elda, com o pendor e a sensibilidade para as artes, era em quem afloravam as manifestações artísticas no âmbito do casal.
Não se trata de aqui dizer que Luiz fosse insensível às artes. Ele sabia apreciar uma boa música, fosse de natureza erudita ou popular, uma gravura de um pintor renascentista, ou um texto de um autor clássico. Apenas não era um artista, no sentido de ser alguém que produzisse arte (*).
Como acontecia com Elda, sem dúvida. Ainda adolescente, e já a mostrar sua desenvoltura na arte de desenhar. Criando no papel, ora a imagem de um rosto feminino, ora a cena de uma natureza morta, e tudo com grande perfeição. Através de uma técnica em que ela combinava crayon e fuligem (que obtinha de um lampião a querosene) sobre papel, a fim de realizar seus desenhos, em geral figurativos. Guardo na memória os traços existentes num dos seus quadros, um rosto de mulher, que, de uma das paredes de nossa casa, sorria enigmaticamente para a minha meninice.
Certa ocasião, Elda também chegou a pintar, com óleo sobre vidro, a imagem de um pavão. Que impressionou bastante o seu Tio José, um dos proprietários da Usina Ceará, a ponto de ele requisitar o quadro para colocá-lo em seu escritório. Unindo assim o útil ao agradável, já que a ave representada na pintura era também o símbolo do Sabão Pavão, um dos produtos de sucesso da fábrica.
Infelizmente, este e outros quadros que Elda desenhou não são atualmente localizáveis.
Com o casamento, deu-se que a mãe sobrepujou a pintora. Porque vieram os encargos domésticos relativos a uma prole que foi ficando numerosa. Encargos esses que, por muitos anos, não lhe permitiam exercitar o seu dom de pintar. Naqueles tempos da arte sufocada, Elda derivou para os bordados domésticos, aos quais emprestava o melhor de seu talento. Mas, no fundo, sempre alimentando a idéia de que algum dia retornaria às lides artísticas.
O que um dia aconteceu. Quando, levada pela mão de sua amiga Hilda Ramos, Elda passou a freqüentar um curso de tapeçaria no centro de Fortaleza. Com os filhos já criados, ela enfim recuperava o tempo necessário para o aprendizado de uma forma de arte! E, cerca de quatro meses após, lá estava ela a receber, das mãos do Governador César Cals, o certificado de conclusão do curso. Com louvor inclusive, por haver sido a mais aplicada aluna da turma.
Nestes últimos 30 anos, Elda já produziu cerca de 120 peças que, nos muitos lares e instituições em que se encontram, estão a esbanjar graça e beleza. Algumas delas são reproduções em tapeçarias dos quadros de Mucha, um ilustrador tcheco de sua especial predileção. Outras representam idílicas cenas européias (Dona Elda se define como uma romântica). E ainda há aquelas que são de inspiração religiosa.
Em meu acervo existem duas de suas obras, as quais exibem belos desenhos geométricos. Duas outras, que decoraram um chalé que foi de minha propriedade em Porto das Dunas, atualmente, doadas para meu filho Érico, estão em seu apartamento. A fim de que o neto Matheus se familiarize com o Carlitos (numa cena do filme “O Garoto”) e com o Gordo e o Magro.
(E ainda possuo um grande quadro de tapeçaria, que representa a imagem de uma porta em meio a alguns "arabescos"; mas sendo este da lavra de minha falecida irmã Marta, a qual precedeu a nossa mãe nessa modalidade de arte.)
Toda essa produção artística de Elda é feita sem objetivo pecuniário. A mãe tapeceira tem o arraigado costume de presentear com o que faz as pessoas de sua estima. E de se considerar bem paga, apenas por ter o seu trabalho reconhecido. Não admite, porém, saber que o favorecido deu um destino inadequado a qualquer de suas obras. Cada quadro é uma espécie de filho a receber suas atenções para sempre.
Laerte José, um dos genros da matriarca, já organizou um álbum fotográfico em que todas as suas obras foram catalogadas. E, mais recentemente, produziu um DVD sobre esta arte materna. Constando de uma parte inicial, em que ela é entrevistada (pelo próprio Laerte, no melhor estilo Fernando Faro), e de uma parte subseqüente em que há uma grande mostra de suas tapeçarias.
Elda tem um grande amor à arte que pratica. Quem a visita certamente vai encontrá-la na varanda de seu apartamento, com tela, agulha e linha à mão. A preparar uma de suas novas peças. Isto com a tarimba de quem, na arte secular da tapeçaria, conhece 74 tipos de pontos e sabe, com exatidão, onde e como aplicá-los.


Paulo Gurgel Carlos da Silva
In: "Dos canaviais aos tribunais
- a vida de Luiz Carlos da Silva"

(*) Durante a elaboração do livro, foram descobertos por Marcelo Gurgel alguns textos literários escritos por nosso pai (quase todos do período 1937 - 40), reveladores da grande habilidade de Luiz Carlos da Silva para a arte de escrever.

MORADAS E VIZINHOS

As residências onde fomos criados pelos nossos pais situaram-se no bairro Otávio Bonfim.
Um caso peculiar o nome desse bairro, assim chamado por causa da estação Otávio Bonfim, da Rede Viação Cearense. A primeira parada do trem que, partindo da estação João Felipe, no centro de Fortaleza, fazia a linha para o Crato. Um dia, as autoridades municipais trocaram a designação do bairro para Farias Brito. E, com isso, subestimaram a inércia mnemônica da população, pois esse nome – oficial – simplesmente não “pegou”. É como Otávio Bonfim que, até hoje, o fortalezense identifica o bairro (e é como aqui o chamarei).
Era um bairro de natureza residencial, quase central. Muito procurado, nos anos 40 e décadas subseqüentes, pelas pessoas da classe média de Fortaleza com o objetivo de fixar residência. Instado a relacionar quais seriam, naquela época, as principais referências do bairro eu apontaria: a Estação Ferroviária Otávio Bonfim (é claro); a Igreja de Nossa Senhora das Dores e o Cine Familiar (administrado pelos frades franciscanos); a Usina Ceará (fábrica Siqueira Gurgel); o Mercado São Sebastião; e, em seu trecho inicial, a Avenida Bezerra de Menezes.
Foi nesse bairro que, em 1946, o jovem Luiz Carlos da Silva, então solteiro e estudante de Direito, alugou um imóvel de propriedade da Sra. Celeste Gurgel. Uma casa simples, com a fachada voltada para o poente, situada na Rua Justiniano de Serpa, nº. 53. A casa também ficava na Praça Almirante Tamandaré (Farias Brito, atualmente), a praça principal do bairro Otávio Bonfim, por corresponder a citada rua, em seu primeiro quarteirão, a um dos lados desse logradouro.
Inicialmente, alugou Luiz a casa para instalar uma escola. O Instituto Padre Anchieta, que viria a prestar relevantes serviços educacionais às famílias do Otávio Bonfim e bairros adjacentes. Nos primeiros tempos, a instituição contou com a colaboração de Elda Gurgel Coelho. A futura esposa de Luiz era ainda uma estudante do Colégio Santa Isabel, quando passou a integrar o quadro de professores do Instituto Padre Anchieta. E foi, nessa situação de aluna e professora, que iniciou uma relação de namoro com ele.
Em 25 de agosto de 1947, Luiz e Elda se casaram. E o casal foi morar no imóvel em que já funcionava a escola, adaptado em sua parte dos fundos para se tornar o lar da família Gurgel Carlos. Onde fomos aportando: eu (citando-me em primeiro lugar por ser o primogênito), Lúcia (falecida no segundo ano de vida), Marta, Márcia, Marcelo, Sérgio, Meuris e os gêmeos Germano e Luciano.
Era uma casa estreita, porém comprida, com quintal e água puxada por cata-vento. Nossos vizinhos, em casas de paredes-meias com a que morávamos, eram: à direita, Solon Acioli (vendedor da Siqueira Gurgel) com a esposa Nilda; à esquerda, Raul (gerente do Cine Diogo) com a esposa Anita. Em outras casas do quarteirão, residiam as famílias de Dr. Júlio Macedo (dentista), Dr. Luiz Macedo (também dentista e que mantinha consultório no mesmo endereço), Aglaís (funcionária dos Correios), Fernando Gurgel (vendedor da Siqueira Gurgel e futuro proprietário da Mecesa), Tia Dulce (com os filhos Flávio e Fernanda, irmãos do já citado Fernando Gurgel), Vital Félix (líder sindical) e Júlio Brígido, dentre outras.
Em 1958, o Instituto Padre Anchieta já havia cerrado as portas, mas, para abrigar uma família cada vez mais numerosa, a casa da Rua Justiniano de Serpa vinha-se mostrando pequena. Por conta disso, algum tempo antes, Luiz havia adquirido um terreno na Rua Domingos Olímpio, nº. 2.309, onde começara a construir uma casa. Em 6 de janeiro daquele ano, estando concluída a obra, mudamo-nos para lá. Ficava a uns três quarteirões do endereço anterior.
A nova casa apresentava um maior número de cômodos, com estes mais espaçosos; tinha jardim, áreas livres laterais e quintal. Afiançava a solidez do imóvel recém-construído as suas paredes externas dobradas. Contudo, a casa fora planejada e construída sem garagem. Talvez por considerar Luiz, naqueles tempos difíceis, ser uma hipótese remota a de possuir um carro. No entanto, logo pôde comprar o seu primeiro veículo, um jipe usado, o qual, por não ter como o guardar na nova residência, era conduzido à noite para “dormir” no Posto Liberdade, que ficava nas proximidades do endereço anterior. Adiante, esse problema foi resolvido com a construção de uma rampa da calçada até a varanda da casa.
Quanto ao imóvel alugado da Justiniano de Serpa, não foi logo devolvido à proprietária. Por algum tempo, Luiz, que era abstêmio, o utilizou como depósito de um negócio com aguardente. Lembro que adquiria o produto a granel de destilarias em Acarape, aonde costumava viajar por outro motivo, o de atender a sua clientela jurídica. Em Fortaleza, era a aguardente engarrafada e, com os nomes de “Uiscana” e “Esportiva”, comercializada nos bares e mercearias desta cidade. Alguma vez, até acompanhei Tio Edmar, que era sócio dele no empreendimento, em suas peripécias de vendedor de destilados.
Magna, José, Mirna e Luiz (que seria o caçula se não houvesse logo falecido) foram os seguintes rebentos da família Gurgel Carlos, com esta já residindo na casa da Domingos Olímpio. Outras informações relacionadas com a nova morada: era a penúltima casa do lado ímpar da rua; e defrontava-se com a residência destinada ao “chefe da estação”. Com a via férrea passando a poucos metros, da casa da Domingos Olímpio se podia ver a movimentação dos trens, apanhando e deixando passageiros na Estação Ferroviária Otávio Bonfim. E esse fato particularmente me aprazia quando, às 3 horas da manhã, eu precisava tomar o trem que me levaria de férias ao Sítio Catolé, no município de Senador Pompeu.
Dentre os clãs que residiam na vizinhança, mantínhamos uma relação mais estreita com: a família Teixeira, constituída pela matriarca Dona Chiquinha e suas filhas Isa, Celsa e Dona Zezinha, que moravam em casas diferentes, as duas primeiras com os respectivos esposos (o agrônomo Dr. Paulo e o advogado Dr. Iúna Soares Bulcão) e os filhos, e a Dona Zezinha (que era viúva) com os seus muitos filhos; a família Brasil; e a família Maciel. Na penúltima quadra da Rua Domingos Olímpio, ficava uma casa inesquecível para todos nós, a de nº. 2209, onde residiam a Vovó Almerinda e a Tia Elza. Nela, disputávamos a afeição e os carinhos de nossa avó materna e, nas esticadas que dávamos ao imenso quintal, os regalos e as sombras das suas árvores frutíferas.
Houve ainda um terceiro endereço, a partir de 1996, quando o casal Luiz e Elda mudou-se para o bairro Monte Castelo. Passando a viver na companhia das filhas Magna e Mirna, que já vinham lá residindo. Tratava-se de um apartamento situado no primeiro andar do Condomínio Edifício Cristal, na Rua José Marrocos, nº. 407. Luiz o adquirira sem se desfazer da casa da Domingos Olímpio, onde manteve por mais algum tempo o seu escritório de advogado. Foi nesse apartamento do Monte Castelo que o patriarca da família Gurgel Carlos, cercado pelos cuidados dos familiares, viveu os últimos dias de sua profícua existência.

Paulo Gurgel Carlos da Silva
In: "Dos canaviais aos tribunais
- a vida de Luiz Carlos da Silva"

O DÍNAMO LITERÁRIO MARCELO GURGEL

Não bastasse o seu imenso trabalho na organização do livro “Dos Canaviais...”, que foi lançado com grande sucesso na noite de 28/01, no auditório da OAB – Ceará (em solenidade presidida pelo Dr. Hélio Leitão, presidente da entidade e a quem a nossa família agradece os préstimos), Marcelo Gurgel vai estar hoje no Centro Cultural Oboé para uma nova noite de autógrafos.
Trata-se do lançamento do livro “Medicina da UFC 1977 – 2007: 30 Anos de Formatura da Turma Prof. José Carlos Ribeiro”, do qual ele foi também o organizador. Contando com cerca de 40 textos, produzidos por 24 colegas, nos moldes de um memorial da saudade, esta obra representa uma alentada contribuição ao resgate da História da Medicina no Ceará nas últimas décadas.
Serviço
Dia: 31 de janeiro de 2008 (quinta-feira)
Hora: 19h30min
Local: Rua Maria Tomásia, 531. Fone: 3264 7038

Originalmente publicado no Blog do PG.

UM LIVRO PARA LUIZ CARLOS DA SILVA

É hoje (às 19h30min) a solenidade de lançamento do livro “Dos canaviais aos tribunais – a vida de Luiz Carlos da Silva”. Uma obra comemorativa dos 90 anos de idade (se vivo estivesse) do professor e advogado Luiz Carlos, meu pai.
Faz a sua apresentação o médico Marcelo Gurgel Carlos da Silva, um dos organizadores da obra e filho do homenageado.
Local: OAB – Seção Ceará, na Avenida Pontes Vieira, 2.666 – Dionísio Torres, em Fortaleza.

Originalmente publicado no Blog do PG.

"DOS CANAVIAIS AOS TRIBUNAIS"

“Em janeiro de 2007, em uma das costumeiras reuniões domingueiras de nosso ‘clã’ familiar, apresentei aos meus irmãos uma proposta de organizar um livro sobre o nosso pai, Luiz Carlos da Silva, a ser lançado em janeiro de 2008, por ocasião do seu nonagésimo natalício, se vivo ele fosse.”


Com estas palavras, o médico Marcelo Gurgel, meu irmão, inicia a apresentação do livro “Dos canaviais aos tribunais”, do qual foi o principal organizador, sobre a vida do professor e advogado Luiz Carlos da Silva, nosso pai. Na organização do livro, Marcelo contou também com a incansável colaboração da jornalista Márcia Gurgel, uma de nossas irmãs. E, na obtenção de muitos dos textos que compõem a obra, com os pendores memorialistas que iam se revelando em todos nós, filhos do biografado.
Alguns textos de autoria paterna, localizados após muita busca e pesquisa por Marcelo, foram oportunamente incorporados ao livro. Como também os depoimentos que foram feitos por colegas, amigos, clientes e alunos de Luiz Carlos a respeito de nosso genitor.
E a obra “Dos canaviais aos tribunais” ainda incluiu muitos registros fotográficos e ilustrações. Sendo a fonte para estas últimas as peças de tapeçaria criadas por Elda Gurgel e Silva, a mãe tecelã da qual admiramos a arte (e outros dons).
Completam as homenagens ao biografado a data e o local que estão escolhidos para o lançamento do livro: o dia 28 de janeiro (às 19h30), por ser a data em que ele nasceu, e a sede da OAB – Ceará (na avenida Pontes Vieira, nº. 2.666, em Fortaleza), uma entidade à qual Luiz Carlos tinha muito orgulho em ser filiado.

Originalmente publicado no Blog do PG.

LUIZ CARLOS DA SILVA, O HOMEM E O LIVRO

Em janeiro de 2007, em uma das costumeiras reuniões de domingo, do nosso clã familiar, apresentei uma proposta de organizar um livro sobre o nosso falecido pai, Luiz Carlos da Silva, a ser lançado por ocasião do seu nonagésimo aniversário de nascimento.
A convocação ganhou tanto a adesão da matriarca, D. Elda Gurgel, como dos irmãos, todos dispostos a contribuir com idéias e peças literárias para a feitura da obra, que teria, como co-organizadora, a jornalista Márcia, filha do homenageado.
No correr de 2007, os encontros dominicais passaram a ser entrecortados pela leitura de textos novos, produzidos pelos irmãos ou por convidados, todos focando situações que tinham, como personagem central da trama, o nosso progenitor.
Esse foi também um trabalho de pesquisa histórica e documental, que levou às seguintes fontes de consulta: Biblioteca Pública Menezes Pimentel, Instituto do Ceará (Nirez), Colégio Cearense Sagrado Coração, Faculdade de Direito-UFC, CRC-CE, OAB-CE, SENAC, Academia Cearense de Letras e Assembléia Legislativa do Ceará.
Em meio a essa busca por informações, sobre o nosso pai, a surpresa veio com achados preciosos, verdadeiros tesouros da produção literária paterna, à época de sua juventude. O trabalho de garimpagem só não rendeu mais, em razão de falta de conservação dos acervos públicos e privados, incluindo os das instituições e das famílias cearenses, a exemplo da nossa. Mesmo assim, o resultado foi muito positivo, pondo à mostra a exuberante capacidade de escrever do nosso pai.
No seu todo, a obra saiu alentada, mercê dos depoimentos de amigos, colegas, alunos, clientes, pessoas, enfim, que conviveram com Luiz Carlos da Silva, e de uma maneira agradecida, transpuseram para o papel, fatos marcantes que vão da sua infância, passada nos canaviais, lavrando e domando a terra, até seus derradeiros embates nos tribunais, em que se colocava sempre na defesa daqueles com sede de justiça.
Grande foi, pois, a satisfação advinda do contato com seus companheiros, em diferentes fases da sua vida, como aluno marista, estudante de Contabilidade, acadêmico de Direito, professor e advogado. Não faltaram os beneficiários de suas lides profissionais, para compor um arco de mais de sete décadas de uma história vivida com lances de epopéia, deixando em cada filho o gosto do privilégio de ter sido gerado por quem só soube se fazer respeitado, como homem e como cidadão.
Nas Tábuas da Lei, recebidas por Moisés, no Monte Sinai, está inscrito o mandamento: “honrar pai e mãe”. Pois bem: é isso o que os filhos de Luiz Carlos da Silva, procuraram fazer, convertendo em obra literária, as suas andanças na face da terra. A primeira das intenções foi resgatar o legado de quem, provido de grande sabedoria e de muita integridade, gerou e educou uma prole especial, à custa do sacrifício de suas próprias ações e aspirações.
O que se espera é que esta demonstração de amor filial, condensada em páginas que são também testemunhos de vida, enfeixados em publicação comemorativa dos 90 anos de Luiz Carlos da Silva, lançada em 28.01.2008, na OAB-CE, venha confirmar, não só a imagem que se desenha do nosso pai, ornada de valores humanos incontestáveis, mas, também, a vocação escrevinhadora da sua prole, ratificada pelo DNA, conseguindo despertar, em outras famílias, um interesse igual ou parecido de tornar pública a figura do patriarca, exemplo das gerações porvindouras.
Que Deus o tenha, meu pai!

Marcelo Gurgel

Link para este artigo no Jornal do Leitor, de 09/08/08.

DE IRMÃO PARA IRMÃO (MANO A MANO)

Em comum, além de o fato de sermos irmãos, abraçamos a mesma profissão: a Medicina. Pertenço à safra de 71, da Universidade Federal do Ceará; Marcelo, à de 77. Uma diferença de seis anos, o tempo entre o rito de iniciação, um quase escalpo sob as mangueiras de Porangabuçu, e o direito ao canudo de papel, recebido com pompa e circunstância na Concha Acústica da Universidade. No tempo em questão, cabendo nele sem folga, o tal Curso de Medicina.
Um tempo cumprido com galhardia por Marcelo nos anfiteatros, laboratórios e enfermarias da Faculdade de Medicina. Nos primeiros anos de sua graduação, raro pude estar com ele. Tangido para outras freguesias pelos sopros de minha profissão. Ao retornar, deparei-me com o aluno exemplar. Sobraçando “tijolões” , varando plantões. Naqueles, para buscar conhecimentos teóricos; nestes, para ajustá-los à dimensão da dor humana.
Discípulo grato, em seu oratório entronizava os grandes mestes da Faculdade de Medicina. Lembro-me de quanto admirava (com reciprocidade, ao que tudo indica) os mestres Dr. Haroldo Juaçaba, Dr. José Carlos Ribeiro e Dr. Paulo Marcelo Martins Rodrigues... Dr. Ribeiro, este encaminhava-lhe os acadêmicos confusos sobre as escolhas de “créditos” para que Marcelo, alçado na condição de um especialista no assunto, mostrasse-lhes o norte magnético.
E lembro-me também de que gostava de espairecer-se da Medicina estudando... a História da Medicina.
Um dia saiu da História para entrar na Vida. Vida de médico formado. Mas, ao intuir que “médicos nunca se formam” , tornou a ser aluno. Em seguida, de aluno a professor, e vice-versa. Hoje, nesse movimento pendular, que é Marcelo no exato momento? Alguém que lê, escreve, leciona, pesquisa, revisa, planeja, aprende, publica, orienta... Em sua azáfama profissional e científica, é Marcelo daqueles que seguem à risca o preceito de que nada resiste ao trabalho. E o seu dia parece dispor de horas adicionais, que não badalam para os outros mortais.
Sem arroubos de minha parte, Marcelo é hoje uma legenda pulsante da Medicina cearense. Pelo conhecimento científico, cultura humanística, dedicação profissional, caráter impoluto, comportamento ético. E, fazendo juntada a esses predicados, o entusiasmo. O inesgotável entusiasmo com que se lança em todas as suas ações. Pondo-lhes os devidos remates em quaisquer circunstâncias.
(Orgulho-me de me apresentar como seu irmão. Aliás, não dispenso o gênico detalhe. Apesar de que ele cavilosamente já tentou me usurpar a primogenitura. Alegando que alguma vez eu a cedi por um prato de lentilhas. Nego peremptoriamente.)
Convocado por Elsie, integro-me aqui aos que rendem homenagens a Marcelo. Por suas virtudes emolduradas pelo ouro da simplicidade. Por seus defeitos desbastados pelo diamante da consciência. Por seus pensamentos, palavras & sobras. E, ainda assim, não estou a preitear as reverências bastantes ao irmão-colega. Daí, para completar a louvação, eu louvar-me também em Bertold Brecht:

“Há homens que lutam um dia, e são bons.
Há homens que lutam um ano, e são melhores.
Há aqueles que lutam muitos anos, e são muito bons.
Porém há os que lutam por toda a vida.
Estes são imprescindíveis.”

Um destes homens, com certeza, é o ser humano chamado Marcelo. O qual, na razão inversa de não se pretender perfeito, a quase tem chegado.


Paulo Gurgel Carlos da Silva
In: "Marcelo Gurgel em Verso e Anverso"

P.S. - Livro organizado por Elsie Studart, Adbeel Goes e Cristine Studart de Santana em edição comemorativa do duplo Jubileu de Prata de Marcelo Gurgel: 25 ANOS DE MAGISTÉRIO E FORMATURA EM MEDICINA, 1977 - 2002.

HONRA AO MÉRITO NA SOBRAMES CEARÁ

PAULO GURGEL CARLOS DA SILVA - Presidente da SOBRAMES CEARÁ de 1985 a 1987
Nasceu em Fortaleza – Ceará, em 06/06/1948. Graduou-se médico pela Faculdade de Medicina da UFC em 1971, especializando-se a seguir em pneumologia. No período de 1972 a 1977, foi oficial médico do Ministério do Exército, havendo trabalhado em hospitais militares no Rio de Janeiro, Amazonas e Ceará. No Hospital de Messejana, onde atualmente é aluno do Curso de Extensão Saúde Baseada em Evidências (HSL/Anvisa), já exerceu os cargos de chefe do Arquivo Médico, chefe do Serviço de Pneumologia, diretor da Divisão Médica e presidente do Centro de Estudos Manuel de Abreu. Na Secretaria da Saúde do Ceará, em 1989, coordenou o Serviço de Pneumologia Sanitária e, no período de 1998 a 2007, foi assessor especial em Pneumopatias Ocupacionais. Também foi um dos fundadores da Seção Ceará da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores, havendo participado como vogal de sua primeira diretoria. Em 1985, sucedendo a Dr. Emanuel de Carvalho Melo, assumiu a presidência da Sobrames Ceará para gerir os destinos desta entidade até 1987. Em sua gestão editou o livro Nomes e Expressões Vulgares da Medicina no Ceará (1985, IOCE), de Eurípedes Chaves Junior, e organizou, ilustrou e editou Criações (1986, Gráfica do CMC), uma coletânea reunindo textos literários de nove médicos filiados da Sobrames Ceará. Em 1987, após passar a presidência desta sociedade para o colega Geraldo Bezerra da Silva, assumiu a sua vice-presidência. Em 1990, na gestão do colega Luís Gonzaga de Moura Júnior, retornou à situação de vogal da Sobrames Ceará. Em 1992, coordenou o Módulo Médicos Escritores do VIII Outubro Médico, promovido pelo Centro Médico Cearense. Recebeu premiações em concursos literários patrocinados pelo BNB Clube de Fortaleza e pela Associação Médica Brasileira. Prefaciou o livro Em Busca de Poesia, de Dalgimar Beserra, e teve comentários inseridos nos livros A Cor do Fruto, de Fernando Novais, e Nossos Momentos, de Wellington Alves, e Otávio Bonfim, das Dores e dos Amores - Sob o Olhar de uma Família, de Marcelo Gurgel. Sua obra literária figura nas antologias Verdeversos (1981), Encontram-se (1983), MultiContos (1983), Temos um Pouco (1984), A Nova Literatura Brasileira (1984), Escritores Brasileiros (1985), Poetas do Brasil (1985), Criações (1986), Sobre Todas as Coisas (1987), Letra de Médico (1989), Efeitos Colaterais (1990), Meditações (1991), AMB – 40 anos (1991), Outras Criações (1992), Esmera(L)das (1993), Prescrições (1994), Antologia até Agora (1996), Médicos Escritores & Escritores Médicos da FMUFC (1998), Marcelo Gurgel: Verso e Anverso (2003), Dos Canaviais aos Tribunais - A Vida de Luiz Carlos da Silva (2008) e Achado Casual (2008).