DICIONÁRIO DE GÍRIA. LANÇAMENTO DA 9ª EDIÇÃO

Local: Livraria da Travessa
Endereço: Rua Visconde de Pirajá, 572 - Ipanema, Rio de Janeiro - RJ, 22410-002
Dia e horário: 19 de julho, às 19 horas
Telefone: (21) 3205-9002

RODOLFO TEÓFILO, UM SANTO DE CASA

Rodolfo Teófilo nasceu em Salvador, em 6 de maio de 1853, e faleceu em Fortaleza, em 2 de julho de 1932.
Misto de cientista, escritor, industrial e divulgador científico, Rodolfo Teófilo veio para o Ceará com apenas 15 dias de idade. Cedo ficou órfão, tendo de trabalhar como caixeiro para sobreviver.
Rodolfo Teófilo formou-se em Farmácia pela Faculdade de Medicina da Bahia. Depois de retornar ao Ceará, empreendeu uma batalha pessoal contra a varíola, lutando contra o medo da vacina, sem recursos, em tempo de seca, fome, da migração em massa e das péssimas condições de higiene no Estado. Em 1862, a cólera vitimou quase um terço dos seis mil habitantes de Maranguape – cidade nas cercanias de Fortaleza. Em 1878, a varíola mataria um quinto da população da capital cearense.
Rodolfo Teófilo combateu praticamente sozinho a varíola em Fortaleza, no final do século XIX e início do século XX. Sem apoio do poder público, montado em seu cavalo, cuidou sozinho da vacinação em massa pelos bairros pobres de Fortaleza durante os três primeiros anos do século XX. Só em 1902 vacinou 1940 pessoas, não sendo registrado nenhum caso de varíola na capital cearense naquele ano.
Obstinado ainda encontrou tempo para escrever 28 livros, aderir à causa abolicionista e participar da Padaria Espiritual – espécie de agremiação literária que, pelo comportamento irreverente de seus membros, antecipa o modernismo no Brasil. Como se não bastasse, foi o inventor da cajuína – não só do produto, como também do nome.
Texto: Os Cientistas na Terra da Luz, SEARA DA CIÊNCIA
http://www.searadaciencia.ufc.br/imortais/imortaismap.html
http://blogdomarcelogurgel.blogspot.com.br/2017/12/cearense-por-opcao.html
https://gurgel-carlos.blogspot.com.br/2018/04/casa-de-rodolfo-teofilo-na-pajucara.html
Imagem: Rodolfo Teófilo, um dos 22 cientistas do mural do cartunista Valber
Vídeo: RODOLFO TEÓFILO
Primeiro volume da coleção "Santo de Casa", produzida pela Seara da Ciência, órgão de divulgação científica da Universidade Federal do Ceará. Neste vídeo, o legado de Rodolfo Teófilo é apresentado por Lira Neto, jornalista, escritor e seu biógrafo.

Ver também: Documentário "Rodolpho Teóphilo - O legado de um pioneiro"
https://youtu.be/es1ps-xz1lg

FACULDADE DE MEDICINA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ - 70 ANOS DE FUNDAÇÃO

Prof.ª Valéria Goes Ferreira Pinheiro
Diretora da Faculdade de Medicina da UFC
Nos idos de 1930, a sociedade cearense iniciou movimento liderado pelo Dr. Jurandir Picanço para dotar o estado de uma Faculdade de Medicina e assim melhorar a saúde de nossa gente, sonho finalmente realizado em 12 de maio de 1948 com a conferência proferida pelo prof. Alfredo Alberto Monteiro, então diretor da Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil (hoje Universidade Federal do Rio de Janeiro). Depois, por iniciativa do governo federal, a Faculdade de Medicina (FAMED) passou a compor em dezembro de 1954, juntamente  com a Faculdade de Direito, a Escola de Agronomia e as Faculdades de Farmácia e de Odontologia, a recém criada "Universidade do Ceará". [...]
Tendo funcionado inicialmente num casarão vizinho ao Theatro José de Alencar, a FAMED se instalou definitivamente em 1957 no Porangabussu, onde foi construído o Hospital das Clínicas e, depois, a Maternidade Escola Assis Chateaubriand. O Complexo Universitário Walter Cantídio é hoje no Ceará o principal polo de formação médica especializada ao nível de residência médica, onde um total de 264 residentes recebem treinamento e prestam assistência médica à população em 46 áreas distintas.
Nas imediações da FAMED, situam-se o Instituto do Câncer do Ceará (ICC), o HEMOCE e o Hospital São José de Doenças Infecciosas, com as quais mantém ampla interação acadêmica.
Com imenso orgulho, registramos ter formado, ao longo desses 70 anos, mais de 8.100 médicos, 1.558 mestres e 478 doutores que têm contribuído de forma notável na melhoria da saúde e no desenvolvimento científico do Ceará.
(extraído do Jornal do CREMEC, n.º 128, de março/abril de 2018)

ANA MARIA DANTAS DO AMARAL, MÉDICA PNEUMOLOGISTA

Foto: blog MEMÓRIAS
Lendo o blog MEMÓRIAS, de Ana Margarida Rosemberg, só agora tomei conhecimento da partida (25 de maio) de Ana Maria Dantas do Amaral.
Formada em Medicina pela Universidade Federal do Ceará (UFC), em 1975, e tendo a Pneumologia como especialidade, ela trabalhou na clínica privada e em importantes hospitais públicos do Estado do Ceará.
Com as amigas e colegas Valéria, Tânia, Nadja, Elizabeth e Ana Margarida, a inesquecível Ana Maria Dantas integrava, no Hospital de Maracanaú, "o grupo das seis na luta ferrenha para curar os pacientes tuberculosos".
Na década de 1990, quando a luta contra o tabagismo em nosso país estava se consolidando, a Ana Maria participou do Comitê Coordenador de Controle do Tabagismo no Brasil - Capítulo do Ceará e prosseguiu com essa luta por um Mundo sem Tabaco, até recentemente no Hospital de Messejana.
Ana era uma pessoa afetuosa, gentil e atenciosa com todos. Fomos companheiros de trabalho por muitos anos no Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes.
Para explicitar a importância do seu legado, faço minhas estas palavras de Ana Margarida Rosemberg:
"O Ceará perdeu uma médica que deu com altruísmo o melhor de si para curar, aliviar as dores e consolar os pacientes; o Brasil perdeu uma guerreira na luta por uma sociedade mais igualitária e justa."
Descanse em paz, Ana Maria.
Linha do Tempo, 01/07/2018
(nota publicada anteriormente em 25/06/2018)

PARTIU FORTALEZA!

10/06/2018 - 8.º dia
O dia em que voltamos para Fortaleza começou com um problema: não ouvimos o toque do despertador do telefone celular. Acordando mais tardiamente, ficamos com pouco tempo (1/2 hora) para o café da manhã e a rotina do check out no hotel. Felizmente, tínhamos deixado as malas já devidamente arrumadas.
O transfer do hotel nos levou ao terminal 4 do Aeroporto de Madri, onde embarcamos em um voo da Ibéria para Lisboa.
Em Lisboa, o Banco do Fuso Horário nos devolveu de imediato 1 hora. Mas faltava a devolução do IVA (Imposto de Valor Agregado) recolhido nos produtos que adquirimos em nossa estada no exterior. A tal tax free. Para isso, os aeroportos dispõem de uma estrutura complexa que envolve a aduana (que fiscaliza os produtos e carimba os formulários), balcões de devolução e casas de câmbio.
Normalmente vista em adesivos nas vitrines de lojas no exterior, a expressão "plus tax" (taxa a mais) ou “tax free” indica que parte dos impostos que compõem o preço dos produtos poderá ser devolvida aos clientes que não residem naquele país. É isso mesmo: a taxa extra pode ser recuperada no momento em que você estiver voltando para casa, mas exige certa organização e disposição do turista. Confira, na sequência, como conseguir essa graninha extra.
[https://viagem.uol.com.br/listas/aprenda-como-receber-o-tax-free-de-suas-compras-no-exterior.htm]
Recuperamos uns euros, mas perdemos muito tempo. E este fato, junto com alguns entraves aeroportuários, como a longa fila do check in e a incerteza quanto ao portão de embarque, fez com que cancelássemos o plano de pegar um táxi, passear e almoçar em Chiado / Bairro Alto, e voltar a tempo do voo para Fortaleza.
Portanto, adeus Tágides.
As tágides são as ninfas do rio Tejo (em latim, Tagus) a quem Camões pede inspiração para compor sua obra Os Lusíadas. São uma adaptação das nereidas da mitologia greco-romana, as ninfas que vivem nos mares e nos rios.
[https://www.matraqueando.com.br/lisboa-bairro-a-bairro-chiado-e-bairro-alto]
[https://pt.wikipedia.org/wiki/T%C3%A1gides]
Neste voo, conhecemos uma moça residente no Cariri. Ela nos relatou haver passado por uma experiência desagradável em Portugal. Três dias atrás, ao viajar para a Itália (onde vive uma irmã), ela teve a entrada recusada em Lisboa. A seguir, com o passaporte retido, ela foi colocada num alojamento onde conheceu outros brasileiros em situação semelhante. O motivo da recusa, segundo as autoridades portuguesas, era por estar voltando como turista para a Itália, antes de decorridos três meses da saída anterior. E as autoridades encarregaram-se de marcar o seu voo de volta para o Brasil, sendo o seu passaporte devolvido somente quando chegou a Fortaleza.
Importante - Fui sexagenário, voltei septuagenário. Só posso atribuir isso a um desequilíbrio orgânico provocado por transgredir a Lei de Aldrin que trata dos fusos horários.
---------------------------------------------------------------------------------------
Para compensar as incompletudes das minhas crônicas sobre Lisboa, compartilho com vocês este poema de Winston Graça, colega, poeta e editor chefe do blog Saco de Gato.
Lisboa, fevereiro de 2017
A Olisopo romana continua a mesma com seu encanto e beleza.
A Ushbuna árabe está viva e famosa nos fados d’ Alfama.
A Lisboa atenta continua sob a mira do Castelo de S. Jorge.
A Lisboa de Pombal continua a se refazer linda como um madrigal.
A Lisbon inglesa corre nos belos gramados da realeza no Parque Edward VII.
A Lisboa contrita se ajoelha aos altares dos Jerônimos onde o Portal da Anunciação pode ter inspirado Gaudí.
A Lisboa gastronômica baba de gosto nos pastéis de Belém.
A Lisboa de outras eras passeia fagueira na Praça do Comércio.
A Lisboa namoradeira se beija brejeira à beira do Tejo.
A Lisboa de outrora se mira altaneira na Rua d’Aurora.
A Lisboa gastadeira faz compra ligeira na Rua Augusta.
A Lisboa blasée matou de inveja os Champs Elisées na Avenida da Liberdade.
A Lisboa de Pessoa faz selfies poéticos no A Brasileira.
A Lisboa das Exposições se constrói exuberante no Parque das Nações.
A Lisboa Calatrava floriu radiante na Estação Oriente.
A Lisboa culta desafiou o Louvre no Museu Gulbenkian.
A Lisboa de antão admira seus heróis em seu Panteão.
A Lisboa fidalga admira seus luxos no Museu dos Coches.
A Lisboa estrangeira é bem acolhida no aeroporto.
A Lisboa cidade tem o mesmo significado da palavra saudade.

MADRI CENTRO E TOLEDO

09/06/2018 - 7.º dia
Pela manhã, refazendo o percurso da viagem metroviária de ontem, retornamos ao centro de Madri.
Elba entrou no El Corte Inglés para dar início a seu passatempo favorito quando viaja: olhar e comprar roupas, bolsas e perfumes. E eu, conforme o planejado, tomei o rumo da Carrera de San Jerónimo. No dia anterior, havia conferido que, percorrendo esta rua, eu chegaria ao Museo Nacional del Prado. Ao cabo de uma caminhada de, no máximo, 15 minutos.
Ficou acertado, sob os olhar da Vênus La Mariblanca, de nos reencontrarmos às 13 horas, na Praça da Porta do Sol, para um passeio na cidade de Toledo.
O Prado impressiona tanto pelo tamanho e beleza de sua instalações quanto pelo vasto acervo de obras de arte que o museu apresenta. É o 18.º museu mais visitado do mundo. Eu tinha três horas para visitá-lo (o que muita gente faz em dois dias).
Foto 1 - O blogueiro no salão de entrada do Museu do Prado. Ao fundo, a escultura "La defensa de Zaragoza: guerra de independencia", de Cubero (1768-1827), a qual mostra um velho ferido amparado pelo filho.
No edifício Jerónimos  do Museu do Prado, por onde iniciei a visita, vi suas três exposições temporárias: "Rubens, pintor de bocetos" (uma mostra que reúne 80 esboços pintados pelo genial pintor flamengo Pedro Paulo Rubens); "In lapide depictum" (pintura italiana sobre pedra do período 1530-1555) e as esculturas de Leone e Leoni expostas no belíssimo Claustro do edifício. Em seguida, passei ao edifício Villanueva em que estão as mostras de pinturas espanhola, alemã, francesa, flamenga, italiana, britânica e holandesa, de artes decorativas e esculturas, onde pude apreciar obras de Greco, Goya, Velásquez, Rafael, Ticiano, Tintoretto, Durero, El Bosco, Rubens e tantos outros.
Reservei um tempo especial para admirar três trípticos de H. Bosch (El Bosco). A propósito: ver a nota O mundo é um carro de feno..., que publiquei recentemente no blog EM.
No início da tarde, enquanto esperávamos pelo "Busvision" que nos levaria a Toledo, percebemos um certo frenesi pela praça. Eram cerca de 50 ciclistas nus (lamentavelmente homens) que pedalavam pela Calle Mayor. Não sei se faziam algum protesto ou se apenas curtiam mostrar em público suas estrovengas. Um dos ciclistas carregava nas costas um cartaz com a frase NO GAS TOXIC. No cartaz, uma vistosa seta apontava para o respectivo fiofó.
Foto 2  - Uma das fotos que fiz do happening. Não existe pecado no lado de cima do equador.
Foi uma viagem de encher os olhos por terras da Espanha, e chegamos a Toledo por volta das 15 horas. Na entrada da cidade, há um estacionamento rotativo para que os ônibus despejem as hordas de turistas. A partir deste ponto, sobe-se a pé por uma ladeira suave e completa-se a subida por uma sequência de seis escadas rolantes. A cidade histórica está localizada no topo de uma montanha, com uma vista de 150 graus e rodeada em três lados por uma curva do rio Tajo (que muda de nome para Tejo em Portugal).
Entramos na Plaza de Zocodover, a praça principal da cidade, onde muitos eventos e celebrações são realizados. Acompanhando o guia, passamos a percorrer as ruas da histórica Toledo onde se veem muitas lojas com o artesanato toledano (a cidade tem uma longa história na produção de armas brancas), restaurantes, templos das três religiões abraâmicas, museus, puertas disso e daquilo. Mas a atração principal é mesmo a Catedral Primada.
Foto 3 - Enfim juntos (clicados pelo guia turístico), em frente à famosa Catedral de Toledo.
Outras informações - Quando foi possível, nós matamos a fome com grandes sanduíches de jamón serrano (um presunto típico da região). O tour panorâmico em torno da cidade que a empresa de turismo nos propiciou foi um bônus maravilhoso. Deixamos Toledo por volta das 20 horas, mas o dia ainda estava claro.
Toledo é conhecida como a "Cidade Imperial" por ter sido o principal local da corte de Carlos V, Sacro Imperador Romano, e como a "Cidade das Três Culturas" pelas influências culturais de cristãos, muçulmanos e judeus refletidos em sua história. Foi também a capital de 542 a 725 do antigo reino visigótico, que se seguiu à queda do Império Romano. Por sua extensa herança monumental e cultural, Toledo foi declarada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 1986.
E chegamos às 10 da noite no hotel, tendo ainda que arrumar a bagagem.

MADRI: CENTRO E TOUR PANORÂMICO

08/06/2018 - 6.º dia
O metrô nos leva de Barajas ao centro da Comunidad de  Madrid por esta sequência de linhas:
 8 de Barajas, no sentido de Nuevos Ministérios, até a estação de mesmo nome;
- 12 de Nuevos Ministérios, no sentido de Puerta del Sur, até Tribunal e
 1 de Tribunal, no sentido de Valdecarros, até Puerta del Sol.
A Plaza de la Puerta del Sol (Praça da Porta do Sol) é o centro do centro do centro de Madri. Nesta famosa praça, estão a Casa de Correos, a pedra do Quilômetro Zero (que é o ponto de partida para seis estradas nacionais da Espanha) e também três monumentos históricos: a estátua equina do rei Carlos III (foto 1), uma reprodução da vênus Mariblanca e El Oso y el Madroño.
[https://theculturetrip.com/europe/spain/articles/the-top-10-things-to-do-and-see-in-puerta-del-sol-madrid/]
A famosa praça é também o lar do símbolo mais famoso da capital espanhola: uma estátua de 20 toneladas de um urso a festejar os frutos de uma árvore (foto 2). Recebe seu nome do nome original de Madri : "Ursaria", que significa "terra dos ursos" em latim. Segundo a lenda, havia um grande número de ursos nas florestas adjacentes, que, juntamente com o medronheiro, eram o símbolo da cidade desde a época medieval.
O céu nublado, dificultando as fotografias exteriores, com um chuvisco intermitente num centro comercial onde as marquises são pouco frequentes atrapalha a vida de qualquer turista. Acabei comprando um paráguas barato de um vendedor ambulante com cara de filipino depois de haver sofrido com a  insistência de outros vendedores.
Elba andou em lojas de souvenirs, na Zara da Gran Vía e no El Corte Inglés. E eu perambulei por ruas, avenidas e praças: Calle de Alcalá, Carrera de San Jerónimo, Plaza de las Cortes (onde fica um monumento em homenagem a Miguel de Cervantes), Fonte de Netuno, Gran Vía e Calle Mayor, entre outras.
No Museo Nacional del Prado, apesar da chuva fina, formava-se uma fila de dobrar quarteirão.  Voltaria amanhã, prometi a mim. Hoje eu fora ali só para aprender o percurso da Porta do Sol até o museu.
Aqui o cardápio do nosso almoço na Taberna La Soleá, na Mesoneros Romanos: paella mixta (atacada frontalmente e pelos flancos por Elba) e almôndegas com fritas.
À tarde, adquirimos os bilhetes para um tour panorâmico por Madri com início no Mercado de San Miguel e que durou cerca de duas horas.
O passeio de ônibus turístico permite descobrir os lugares que nenhum visitante deve perder em um roteiro que percorre a Madri histórica, onde estão localizados os mais emblemáticos e representativos lugares e ícones da cidade, como a Puerta del Sol, a centenário Gran Vía, a Plaza de la Cibeles e o Paseo del Arte, entre outros, até chegar à moderna e cosmopolita cidade de Madri, com pontos de interesse os mais diversos, como o Estádio Santiago Bernabéu, do Real Madrid.
Na Porta do Sol há também guias que se oferecem para conduzir pequenos grupos de turistas em passeios pelo centro histórico da cidade.
Em Madri, a gente se depara com solistas e conjuntos musicais  se apresentando nas ruas, praças e no metrô, em geral muito bons. Dou destaque a estes tocadores de címbalos da Praça Porta do Sol.

MADRI: BARAJAS

07/06/2018 - 5.º dia
Chegamos a Madri pelo terminal 4 do Aeroporto Adolfo Suárez. Há quem diga que é uma prova de infelicidade a pessoa ser contemplada com o desembarque neste terminal. Explico: o T4 (e o T4 satélite, então nem fala) fica  meio afastado dos terminais 1, 2 e 3. Numa terra em que a corrida de táxi não é lá tão barata...
[https://www.espanhatotal.com/os-terminais-t4-e-t4s-do-aeroporto-de-barajas-em-madri/]
Mas isso não foi problema para nós que contamos com o eficiente serviço de transfer do Íbis para nos levar do aeroporto ao Hotel Barajas.
Barajas - Este distrito da capital espanhola tem sua origem na Villa de Barajas, que formou o município de Barajas, o qual, com a construção do Aeroporto de Madri-Barajas (foto), se juntou finalmente ao município de Madri no ano de 1949. Em seu desenvolvimento econômico e social, Barajas tem recebido uma forte influência positiva do complexo aeroportuário que se encontra nele instalado.
Utilizamos a tarde de hoje para um reconhecimento da região em que pisávamos. Barajas tem um diversificado comércio, muitos restaurantes, hotéis, pousadas, casas de apostas, cassinos... Aliás, esse negócio de apostar está na alma do espanhol. A gente vê Loterías y Apuestas del Estado por todos os lugares. E não é á toa que "El Gordo", a loteria do Natal, chega a arrecadar algo que equivale a 0,3% do PIB da Espanha.
Andar e pedir informações, é o nosso lema. A pergunta do dia: saber como ir à estação mais próxima do metrô, um conhecimento imprescindível a quem pretende conhecer Madri. Em Barajas, o metrô da cidade se faz presente com duas linhas, a 5 (verde) com 2 estações e a 8 (rosa) com 4 estações.
[http://agendadeocio.es/madrid/reportajes/plano-metro-madrid-alternativo/]
A Logroño é a avenida dos restaurantes. Comemos no Okela, que é um de seus restaurantes, umas brochetas de pollo con verduritas e um lomo de vaca nacional (virem-se com o Tradukka).
Quanto ao Ibis Madrid Aeropuerto Barajas, fica na Avenida General. O hotel é vizinho a um supermercado da rede Hiber (o que facilita aos hóspedes a compra de suprimentos).
Li na internet que uma das demandas das pessoas que vivem em Barajas diz respeito ao barulho produzido pelos aviões. Apesar de estarmos hospedados a 1,8 km do terminal 4 (segundo o Google Maps), em nenhum momento nos sentimos incomodados por seus grandes pássaros.
E fomos dormir muito cedo. Acho que eu sou sensível ao jet lag até mesmo de uma ponte aérea.

PORTUGAL: PENÍNSULA DE SETÚBAL

O6/06/2018 - 4.º dia
Cedo, tomamos o metrô até a Estação do Oriente e, ao lado desta na estação rodoviária local, pegamos um ônibus interurbano da Transportes Sul do Tejo (TST, linha 431) com destino ao município de Alcochete, que fica na área metropolitana de Lisboa. A viagem rodoviária foi também a oportunidade de percorrer a grandiosa Ponte Vasco da Gama, já que ela se encontra na rota desta linha de ônibus da TST. A Vasco da Gama foi uma obra construída como alternativa à congestionada Ponte 25 de Abril.
A Ponte Vasco da Gama é uma ponte estaiada sobre o estuário do rio Tejo, na área da Grande Lisboa, ligando Montijo e Alcochete a Lisboa e Sacavém. Com os seus 12,3 km de comprimento é a mais longa ponte da Europa Ocidental e a segunda mais longa da Europa. Foi inaugurada em 29 de março de 1998, dois meses antes da abertura da Exposição Mundial. O seu nome comemora os 500 anos da chegada de Vasco da Gama à Índia, ocorrida em maio de 1498.
[https://pt.wikipedia.org/wiki/Rio_Tejo]
Era objetivo de Elba fazer compras no Freeport. Quanto a mim, apenas passar algum tempo neste outlet (que é o segundo maior da península ibérica) e, em seguida, ir a Setúbal. Então, tomei outro ônibus (linha 413 da TST) que me levou a esta cidade, enquanto Elba ficou se vendo com suas compras.
O Freeport Lisboa Fashion Outlet foi inaugurado em 2004 e está localizado a 30 minutos de Lisboa, em Alcochete. Possui uma vasta gama de lojas de vários tipos e é um grande chamariz para os turistas que visitam Portugal por ter lojas de marcas de luxo. Alcochete é uma vila portuguesa do distrito de Setúbal, região de Lisboa e na sub-região da Península de Setúbal, com cerca de 10 700 habitantes.
A cidade de Setúbal é a capital do distrito de Setúbal que reúne 13 municípios, dentre os quais Palmela, Montijo e Alcochete. Na viagem para esta capital, que durou cerca de uma hora e um quarto, o ônibus passou por várias cidades e vilas que me pareceram atraentes e bem cuidadas. Desci na rodoviária, que fica no centro de Setúbal, para dar início ao que seria uma boa caminhada.
Este selfie, por exemplo, foi tirado no Parque do Bonfim. No qual havia um restaurante em que pelas tantas entrei para comer uma fatia de torta de laranja com café. E pedir informações.
- Aqui tem wi-fi?
- São só 5 euros.
- Qual é a senha?
- Tudo junto: saoso5euros.
A conta do lanche teve o valor aparentemente inspirado nesta senha. E eu saí do restaurante com o esboço de um mapa que um gajo muito prestativo desenhou num guardanapo de papel. Era o caminho para que eu chegasse à Casa do Bocage, o que não chegou a acontecer.
Na verdade, a maioria das pessoas que eu abordei em Setúbal desconhecia a existência da tal Casa. Sabiam me indicar, o que faziam com lusitana cortesia, onde ficava a Praça ou Largo do Bocage, o nome do filho mais célebre da cidade.
Manuel Maria Barbosa du Bocage (1765 - 1805) foi um poeta português. Escrevendo no início de sua carreira sob o pseudônimo de Elmano Sadino, ele empregou todos os recursos literários e deixou sua marca em tudo: em seus epigramas espirituosos, suas sátiras rigorosas e persuasivas, suas odes muitas vezes cheias de nobreza. Mas a sua fama repousa principalmente em seus sonetos, que quase rivalizam com os de Camões no poder, elevação de pensamento e terna melancolia, embora não tenham o refinamento erudito do último. O centenário de sua morte foi ali observado com muita circunstância em 1905. Talvez por causa da pura rudeza de alguns dos seus versos, Bocage é ainda hoje uma figura genuinamente popular, e não apenas em Setúbal. A subversividade de seus poemas fez com que, por muitos anos, eles não estivessem (oficialmente) disponíveis em Portugal e sua poesia erótica foi publicada pela primeira vez, anonimamente, no final do século XIX.
[https://en.wikipedia.org/wiki/Manuel_Maria_Barbosa_du_Bocage ]
O centro histórico e comercial de Setúbal é em grande parte formado por ruas estreitas e inacessíveis aos carros. Depois de andar por elas conjeturando-lhes uma origem medieval, cheguei à Praça do Bocage. Nesta, em 1871, foi erguido um monumento ao poeta junto ao qual (a coisa homenageante, bem entendido) eu tirei alguns selfies.
Nisso, vi algo que também me interessou na referida praça: o Botequim du Bocage.
Por fora, sendo como você vê na foto acima, e internamente, todo decorado com frases e imagens alusivas a Bocage, o botequimdubocage (tudo junto) foi o local em que entrei a seguir. Desta vez para comer uma bifana (uma espécie de sanduíche de carne de porco) e uma sopa de legumes.
Foi legal o passeio, pá!  Mas já estava quase no horário do ônibus que me levaria de volta para Alcochete, onde Elba certamente tinha concluído suas compras.
Acredito que uma praça + um monumento + um botequim tenham sido uma boa compensação pela casa que não foi encontrada.
(a continuar: ESPANHA)
Na seção de comentários desta postagem: MARIA AUXILIADORA BARROSO.

LISBOA: PARQUE DAS NAÇÕES

05/06/2018 - 3.º dia
O metrô de Lisboa é composto de quatro linhas com 56 estações. Acessando-o pela Estação Saldanha, utilizamos a linhas vermelha (principalmente) e a azul em nossos deslocamentos pela cidade.
Para quem vai ao Oceanário, Parque das Nações, Pavilhão do Conhecimento, Teleféricos, Shopping Vasco da Gama e Avenida Dom João II  a grande referência é a Estação do Oriente, na linha vermelha. Ao lado desta encontra-se também a Gare do Oriente, estação intermodal que inclui uma das rodoviárias interurbanas da cidade (a outra é a de Sete Rios).
Sobre o Oceanário, comecemos por dizer que é uma visita imperdível. Localizado no Parque das Nações, este vasto aquário é uma das atrações mais populares da cidade. Funciona com uma exposição permanente e outra temporária. Merece várias horas de visita pois tem muito o que ver (foto).
O aquário tem mais de 4 milhões de litros de água com 8 mil espécies marinhas, bem como quatro exposições permanentes que ilustram a vida em diferentes climas, incluindo aves, peixes, anfíbios e mamíferos. Além de admirar os animais, os visitantes também podem desfrutar de visitas guiadas com explicações sobre a vida no mar, visitar uma sala subaquática transparente cercada por tubarões.
No Parque das Nações funciona também o Teleférico de Lisboa. Margeando o rio, embarcados numa de suas cabines. tivemos uma vista deslumbrante do Tejo, da Ponte Vasco da Gama e do calçadão arborizado, aka Rua da Pimenta, com seus inúmeros restaurantes.
No D'Bacalhau, atendidos por um garçom bengalês, comemos um bacalhau ao Brás e outro a Gomes de Sá. E bebemos uma sangria de vinho branco que me fez esquecer temporariamente que eu sou avesso a vinhos. Exultante em poder usar o WhatsApp, o que não vinha conseguindo fazer na área do hotel, Elba aproveitou para atualizar as conversas.
Por fim, fomos ao Shopping Vasco da Gama. Na esplanada do shopping, onde fui ter casualmente, tive a curiosidade despertada para um homem conduzindo um grande falcão numa mão enluvada. Em dado momento, ele soltou a ave de rapina que voou na direção de um grupo de pombos. A debandada foi geral. E deu para ler o que estava escrito em sua jaqueta: Controle de Pragas.

LISBOA: TOURS PANORÂMICOS

04/06/2018 - 2.º dia
Na recepção do hotel compramos bilhetes para dois tours panorâmicos em Lisboa, cobrindo 21 e 22 pontos de interesse, sendo os principais: Campo Pequeno (Praça de Touros), Parque Eduardo VII, Docas, Torre de Belém, Cais do Sodré, Rua do Comércio, Bairro Alto, Chiado, "El Corte Inglés" (Shopping).
Na hora aprazada nos dirigimos para a Praça Marquês de Pombal. É dessa praça que partem os coloridos ônibus de dois andares destinados à atividade do sightseeing.
Nos tais pontos de interesse o turista quase sempre não desce para visitá-los. A menos que queira esperar a passagem do ônibus seguinte que esteja na mesma rota, o que poderá demorar bastante tempo. Não há um guia ao vivo para prestar informações (pelo menos, naquele ônibus que utilizamos). No início da viagem, o turista recebe uns fones descartáveis de ouvido para escutar uma gravação de fados, aqui e ali interrompidos por uma curta informação em inglês sobre o ponto turístico em que o ônibus está passando.
Almoçamos no fim da tarde no Coringa, um restaurante simples na Avenida República, próximo da Praça Marquês de Pombal. O garçom era todo preocupado em saber se estávamos a gostar dos pratos que havíamos pedido. No caso, bacalhau cozido com grãos de bico (foto) e picanha em tiras.
Em seguida, fomos de metrô ao Aeroporto da Portela com a finalidade de adquirir os bilhetes dos voos de ida para Madri (7) e volta para Lisboa (10) pela Ibéria. Comprados no balcão de atendimento ao cliente em Lisboa, saíram bem mais caros do que se houvéssemos comprado-os com uma maior antecedência no Brasil.
Acometido de uma forma análoga da "maldição de Montezuma", que eu atribuí a um "natão" consumido na véspera quando íamos ao Gulbenkian, convenci a mulher para não sairmos à noite. E aproveitei para: 1) tirar minhas dúvidas na internet de algumas atrações turísticas vistas durante os passeios de ônibus, sem saber exatamente do que se tratavam e 2) rascunhar esta nota em meu intimorato notebook.

PORTUGAL, MEU AVOZINHO

Portugal é o estado mais antigo da Península Ibérica e um dos mais antigos da Europa. Nos séculos XV e XVI, Portugal estabeleceu o primeiro império global, tornando-se uma das maiores potências econômicas, políticas e militares do mundo.
O território de Portugal inclui uma área na Península Ibérica (referido como o continente pela maioria dos portugueses) e dois arquipélagos no Oceano Atlântico: os arquipélagos da Madeira e dos Açores.
Portugal continental é dividido pelo seu rio principal, o Tejo, que flui da Espanha e desemboca no estuário do Tejo, em Lisboa, antes de fugir para o Atlântico. A paisagem setentrional é montanhosa em direção ao interior, com vários planaltos recortados por vales fluviais, enquanto o sul, incluindo o Algarve e as regiões do Alentejo , é caracterizado por planícies onduladas.
De acordo com o International English Proficiency Index , Portugal tem um alto nível de proficiência em inglês, maior do que em países como Itália, França ou Espanha.
03/06/2018 - 1.º dia
Por volta das 10 horas (em hora local) chegamos a Lisboa. À saída do aeroporto, tivemos que enfrentar uma longa fila para pegar o táxi que nos levaria ao Hotel Ibis Saldanha. Situado na Avenida Casal Ribeiro, a duas quadras da praça Duque de Saldanha, no centro de Lisboa, este hotel da rede Íbis nos pareceu agradável e seus funcionários atenciosos.
A Duque de Saldanha é uma pequena praça circular que (me fez lembrar as características da Praça Portugal, em Fortaleza). Fica no cruzamento da Avenida República com a Avenida Praia da Vitória, além de receber a confluência da Avenida Casal Ribeiro, do hotel em que estávamos.
Considerado uma das figuras de destaque do século XIX, evidenciou-se como militar participando, nomeadamente, nas guerras napoleônicas, liberais e nas guerras no Brasil. Apesar de revestida de alguma controvérsia, a sua personalidade fez-se sentir em áreas como a política, a diplomacia e as ciências naturais. Da autoria de Tomás Costa com pedestal de Ventura Terra, a peça organiza-se no diálogo entre o bronze e a pedra. A figura alegórica feminina do pedestal, em bronze, representa a vitória alada consubstanciada no empunhar de uma espada.
Tínhamos programado que àquela tarde iríamos ao Museu Gulbenkian, Meu irmão Marcelo, que já esteve por lá em duas oportunidades, recomendou-me muito a visita. E, para tanto, fizemos uma caminhada de cerca de 2 km, tornada agradável por uma temperatura amena e sem chuviscos.
O Museu Gulbenkian tem menos de 50 anos, mas tem muitos tesouros de épocas antigas e fascinantes. Seu nome é uma homenagem ao magnata do petróleo Calouste Gulbenkian, nascido na Turquia, um grande magnata do petróleo e amante da arte. Ao longo da vida, ele criou uma coleção de 6 mil obras de arte muitas das quais ele doou a Portugal. Estas obras estão no museu e incluem estátuas do Egito, pinturas de artistas europeus como Rubens e Rembrandt, além de delicadas exibições de porcelana da China. Você pode visitar o museu por um dia inteiro para ver e apreciar todas as obras e desfrutar de um universo cultural multifacetado em um só lugar. Além da coleção do fundador o museu realiza exposições temporárias e dispõe de uma biblioteca dos livros publicados  sob o patrocínio da Fundação Gulbenkian.
Finda a visita, sentamo-nos a uma das mesas da cafeteria local para comer bolinhos de bacalhau e uma sopa de legumes. E, no caminho de volta, paramos em um misto de supermercado e drogaria para comprar umas alperces.
Cansados da viagem, esperas nos aeroportos e, principalmente, dos efeitos em nós provocados pelas mudanças nos fusos horários, fomos dormir ainda cedo. Depois de termos jantado uma Pizza Royale no kitchen lounge do hotel.
Igualmente conhecidos como damascos, a denominação "alperce" vem do latim praecox, que significa precoce, já que este é um dos primeiros frutos a anunciar o verão.
[https://www.pingodoce.pt/escola-de-cozinha/ingredientes/alperce-mil-e-um-usos/]
----------------------------------------------------------------------------------------
PORTUGAL, MEU AVOZINHO (Como foi que temperaste, / Portugal, meu avozinho, / Esse gosto misturado / De saudade e de carinho?) é o título de um poema de Manuel Bandeira que foi musicado por Ary Barroso. Estava previsto que seria gravado por Silvio Caldas, o que não chegou a acontecer. Por ocasião do centenário de nascimento de Bandeira, o baiano Moraes Moreira deu a este poema  um tratamento funk. É a versão que foi gravada por Olivia Hime em seu LP "Estrela da Vida Inteira". Sem qualquer ligação com o texto de Manuel Bandeira, o cantor português Francisco José também lançou um disco intitulado PORTUGAL, MEU AVOZINHO. Em 1965, David Nasser recebeu da Academia de Ciências de Lisboa o Prêmio Camões pelo livro PORTUGAL, MEU AVOZINHO, uma coletânea de artigos sobre a terra de Camões, publicados em "O Cruzeiro" e escritos no ano anterior quando David Nasser esteve em Portugal.
[http://portugal-mundo.blogspot.com/2014/01/portugal-meu-avozinho-com-letra-de.html]

PARTIU IBÉRIA!

Ibéria é o nome pelo qual os gregos conheciam, desde tempos remotos, o que hoje chamamos Península Ibérica. É também é o nome dado à ilha constituída por Portugal e Espanha, antes de sua transformação em península ao se juntar com a Europa, há muitos milhões de anos.
Situada no sudoeste da Europa, a Península Ibérica é formada por Gibraltar, Portugal, Espanha, Andorra e uma pequena fração do território da França.
Portugal e Espanha estão no roteiro turístico (adaptável) que programamos. Nos próximos oito dias, planejamos visitar Lisboa, Coimbra, Porto, Setúbal, Madri e Toledo.
Hoje à noite, estaremos no Aeroporto Pinto Martins para embarcarmos no avião da TAP (voo 36), que nos levará de Fortaleza a Lisboa.
Elba e Paulo Gurgel
"A satisfação está no esforço e não apenas na realização final." ~ Mahatma Gandhi

FELIPE GURGEL, PhD EM ECONOMIA

O professor da UECE e escritor Marcelo Gurgel viajou neste mês aos EUA para assistir à solenidade em que seu filho Felipe Bastos Gurgel Silva foi laureado com o diploma de PhD em Economia pela Cornell University.
As pesquisas da tese de Felipe Gurgel estão na interseção entre contabilidade financeira, divulgação, bancos, economia política e economia internacional. Antes de ingressar na Johnson Graduate School of Management, trabalhou por 5 anos no setor privado, incluindo uma breve carreira no setor aeroespacial (Embraer) e depois ingressando no setor de serviços financeiros no Itaú Unibanco (Divisão de Risco de Mercado) e no Banco Santander. Ele é bacharel em engenharia aeronáutica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), no Brasil, e um M.Eng. graduado em engenharia financeira pelo departamento de Pesquisa de Operações e Engenharia da Informação da Cornell. Sua pesquisa foi publicada no Washington Post, Bloomberg e em outras fontes de mídia em inglês, português, alemão e russo.
http://blogdomarcelogurgel.blogspot.com.br/2018/05/felipe-gurgel-recebera-diploma-de-phd.html
https://www.johnson.cornell.edu/Programs/PHD-Program/Current-Students?id=fbs27
https://www.johnson.cornell.edu/people/faculty/fbs27/fbs27_vitae.pdf
Em "Linha do Tempo": FELIPE BASTOS GURGEL É DESTAQUE NA CORNELL UNIVERSITY


O CRIADOR DE CAPOTES

Certa vez, um paciente em sua consulta de retorno me presenteou com dois capotes. No Nordeste brasileiro, pessoas oriundas da zona rural demonstram sua gratidão aos médicos trazendo-lhes algum mimo.
Sabendo que ele ficaria magoado com a minha recusa em recebê-los, aceitei-os.
Capote é bicho que tem uma vastidão de sinônimos: galinha d'angola, cocá, guiné, pintada. E até "tô-fraco", em alusão ao som que eles incessantemente emitem.
Vinham numa caixa com orifícios servindo de respiradouro. Desamarrei-lhes os pés e soltei-os no quintal de casa (para adiante resolver o que faria com eles).
A presença deles foi uma festa para meus filhos que ainda não conheciam tal tipo de galináceo. Certamente ninguém ali pensava em comê-los.
E foi o primeiro dia e fez-se noite. Na madrugada do segundo dia, fui despertado com guinchos estridentes que vinham do jardim, das áreas laterais da casa e do quintal.
Não consegui mais dormir. Tendo ali aprendido a duras penas que, além de vocalizar aquele "tô-fraco" conhecido, o capote, qualquer capote, utiliza-se de uma segunda língua no período do alvorecer.
E foi o segundo dia e fez-se noite. Na madrugada do terceiro dia, mais guinchos aconteceram que me acordaram. Desta vez, começaram mais cedo e eram mais fortes.
Havia, como pude verificar a seguir, uma justificativa para o recrudescimento. A cantoria estava sendo reforçada pela participação de um terceiro capote que chegara voando das redondezas.
Não! Eu não ia fazer o papel de um insone criador de capotes. E decidi que iria doá-los a quem tivesse reais condições de criá-los. Lembrei-me de Ronaldo, um concunhado meu. Em sua chácara no Eusébio, Ronaldo criava muitos tipos de aves (inclusive capotes).
Ele concordou em ser o fiel depositários dos meus capotes, embora me alertasse para uma certa dificuldade. Para trazê-las, eu teria antes de capturá-los. "No sertão, eles pegam esses bichos para a panela é com tiros."
De fato, eles eram muito mais velozes do que eu havia calculado. Em campo aberto, nem com o Usain Bolt me ajudando aquela captura teria sido possível. Então, montei um plano com a casinha de cachorro do quintal no centro da estratégia. E persegui os capotes até que estes buscassem refúgio no pequeno cômodo transformado em armadilha. Tranquei o portão. e aí ficou fácil.
Deixados no Eusébio, não me perguntem agora como os capotes estão. Pelo tempo em que essa história se passou, não devem mais estar vivos. Mas desconfio que eles não devem ter morrido de morte natural.
N.A. -- Acredito que também teria resolvido o problema com a técnica mostrada no vídeo abaixo. PGCS

COMENTÁRIOS a esta nota de José Maria Chaves, Francisco Wilson Ramos Botelho, Maria Auxiliadora Barroso e Antonio Macedo Pinto.

ACADEMIA CEARENSE DE MEDICINA E HOSPITAIS TERCIÁRIOS EM FORTALEZA. LIVROS RECÉM-PUBLICADOS

No domingo passado, em uma reunião de nossa família (Dia das Mães), recebi de meu irmão Marcelo Gurgel exemplares dos seguintes livros recém-publicados:
ACADEMIA CEARENSE DE MEDICINA: HISTÓRIA E PATRONOS, do qual Marcelo é o apresentador e um dos cinco organizadores. Este livro é uma edição comemorativa dos 40 anos (1978 - 2018) de existência deste sodalício acadêmico (brasão, ao lado), em que estão enfeixadas 70 biografias, incluindo a do Patrono da ACM, Dr. Antônio Justa, e a do Patrono dos Acadêmicos Eméritos, Dr. Samuel Pessoa, bem como as biografias dos 68 médicos que patroneiam as cadeiras criadas e instaladas.
ISBN: 978-85-420-1213-2
AVALIAÇÃO DA EFICIÊNCIA  DE HOSPITAIS PÚBLICOS TERCIÁRIOS NA PERSPECTIVA DA ALOCAÇÃO DE RECURSOS, do qual são autores Maria Helena Lima Sousa e Marcelo Gurgel Carlos da Silva. Este livro, que teve por objetivo geral o de analisar os custos dos serviços desenvolvidos por cinco hospitais terciários do Sistema Único de Saúde, (*) gerenciados pela Secretaria de Saúde do Estado do Ceará - SESA, na perspectiva de sua utilização como indicador de gestão e de alocação de recursos para torná-los mais eficientes e efetivos.
(*) Hospital de Messejana, Hospital Geral Dr. César Cals, Hospital Infantil Alberto Sabin, Hospital São José e Hospital Geral de Fortaleza.
ISBN: 978-85-7826-586-1

DE DEODORO PARA A PRINCESA ISABEL

A fundação do Clube Militar, em 26 de junho de 1887, está intimamente ligada ao problema nacional da abolição da escravatura.
A própria Questão Militar, um dos marcos na queda do Império, envolveu a punição imposta ao Ten Cel Sena Madureira, então Comandante da Escola de Tiro de Campo Grande, por ter o mesmo homenageado um jangadeiro cearense, Francisco José do Nascimento, que liderou um movimento dos jangadeiros que se recusaram a transportar escravos do Ceará para outras províncias.
Ainda no ano de sua fundação, em 26 de outubro, o Presidente do Clube Militar endereçou à Princesa Regente uma petição solicitando que o Exército não fosse usado como "capitão do mato" na captura de escravos foragidos:
"Senhora,
Os oficiais, membros do Clube Militar, pedem a Vossa Alteza Imperial vênia para dirigir ao Governo Imperial um pedido, que é antes uma súplica…
… a liberdade é o maior bem que possuímos sobre a terra; uma vez violado o direito que tem a personalidade de agir, o homem para reconquistá-la é capaz de tudo; de um momento para outro ele, que antes era um covarde, torna-se um herói…
… em todos os tempos os meios violentos de perseguição não produziram nunca o desejado efeito.
É impossível, Senhora, esmagar a alma humana que quer ser livre.
Por isso, os membros do Clube Militar, em nome dos mais santos princípios de humanidade… esperam que o Governo Imperial não consinta que os oficiais e as praças do Exército sejam desviados de sua nobre missão. Se se tratasse de uma sublevação de escravos que ameaçasse a tranquilidade das famílias, que trouxessem a desordem, acreditai que o Exército havia de manter a ordem. Mas diante de homens que fogem, calmos, sem ruído, evitando tanto a escravidão como a luta e dando ao atravessar cidades exemplos de moralidade, cujo esquecimento tem feito muitas vezes a desonra do Exército mais civilizado, o Exército brasileiro espera que o Governo Imperial lhe concederá o que respeitosamente pede em nome da honra da própria bandeira que defende…”
O Governo Imperial cedeu. No entanto, apesar de manifestações abolicionistas em praça pública, e do projeto de "extinção completa do braço escravo" do Senador Souza Dantas, o ano de 1887 acabou sem uma solução para tão nobre causa.
A Princesa Isabel, ainda no exercício da Regência, assinaria a Lei Áurea em 13 de maio de 1888, libertando os escravos em todo o território nacional e, como consequência, perdendo o apoio do último esteio que sustentava o Império, os proprietários rurais.
--------------------------------------------------------------------------------------
Hoje no EntreMentes: A Lei e a Pena

CASAMENTO DE MOACIR E LARA

A cerimônia de casamento de Moacir e Lara, ele - filho de Francisco Moacir Pinto Filho e Maristane Fernandes Macedo Pinto, e ela - filha de José Walter Lima Torquato e Maria Melo Torquato, será realizada hoje (12), às 16 horas e meia, na Igreja Nossa Senhora do Líbano, na Rua República do Líbano, 15 - Meireles, em Fortaleza, Ceará.
Após a cerimônia, os convidados serão recepcionados no Espaço Coco Bambu por Toca, na Avenida Senador Virgílio Távora, 511 - Meireles.
13/05/2018 - Atualizando esta notícia com a inserção de uma fotografia
Lara e Moacir (foto PGCS)

GUARANÁ JESUS

A fórmula do Guaraná Jesus foi criada pelo farmacêutico Jesus Norberto Gomes (1891- 1963). O guaraná surgiu de uma tentativa frustrada de fabricar um remédio, mas o novo xarope produzido agradou muito os netos do farmacêutico. Nascia assim uma bebida muito popular na cidade de São Luís/MA.
Entre os ingredientes do refrigerante, estão os extratos de guaraná, cafeína, teofilina e teobromina. O Guaraná Jesus apresenta uma cor rosa e o gosto adocicado, lembrando vagamente o sabor tutti-frutti.
Em 2001, a The Coca-Cola Company compra os direitos sobre a marca. Em 2016, o refrigerante começa a ser vendido em Fortaleza/CE pelos Mercadinhos São Luiz.
Ironicamente, o farmacêutico Jesus era ateu.
(Nota não patrocinada)

O IMPLEXO DA ASCENDÊNCIA

O implexo é o termo usado em Genealogia para designar a relação entre o número real e o número teórico de antepassados de uma pessoa.
Cada pessoa tem 4 avós, 8 bisavós, 16 trisavós, 32 tetravós, 64 pentavós, 128 hexavós, 256 heptavós, 512 octavós, 1.024 eneavós, 2.048 decavós, 4.096 undecavós, 8.192 duodecavós, 16.384 tridecavós, 32.768 tetradecavós, 65.536 pentadecavós, 131.072 hexadecavós, 262.144 heptadecavós, 524.288 octadecavós, 1.048.576 eneadecavós, 2.097.152 icosavós e assim sucessivamente, sendo o número de antepassados multiplicado por 2 em cada geração que se recua.
Dada a impossibilidade de uma pessoa descender de tantos antepassados diferentes, a teoria do implexo dos ascendentes sustenta que cada pessoa descende várias vezes do mesmo antepassado por linhas diferentes.
Na prática, é comum, ao recuar algumas gerações numa genealogia, encontrar antepassados que aparecem repetidas vezes em diferentes lugares da árvore de costados. Isto acontece pela inexorabilidade da teoria do implexo dos ascendentes, que demonstra ser inevitável os casamentos entre parentes, o que resulta numa disparidade entre o número teórico de antepassados e o seu número real e possível.
Esta disparidade entre o número teórico (matemático) e o número real (histórico) de antepassados de um sujeito é o implexo da ascendência.
Os casamentos entre pessoas aparentadas, além de inevitáveis, em meios pequenos e sociedades fechadas, eram frequentes, pela tendência de casamentos na mesma área geográfica, meio social, atividade profissional, religião etc. O mesmo acontecia com as famílias reais europeias, todas elas aparentadas entre si.
O implexo é a relação entre estes dois números e a sua porcentagem permite verificar o grau de endogamia nas várias gerações.
Extraído de: https://pt.wikipedia.org/wiki/Implexo
Vídeo de Gabriel Torres:

Curiosidade
O caso mais célebre de implexo elevado é o do rei Afonso XIII de Espanha, que tinha na realidade apenas 111 eneavós, e não os 1024 teóricos que matematicamente teria nessa geração, havendo 89% de implexo.
{\displaystyle {\frac {1024-111}{1024}}={89\%}}

CASA DE RODOLFO TEÓFILO NA PAJUÇARA

Retornando de Maranguape, onde visitei a Casa de Chico Anysio, fui conhecer a de Rodolfo Teófilo, que fica na Rua Petrônio Portela, nº. 153, em Pajuçara, distrito de Maracanaú.
Foi construída no alto de uma colina em um lugar chamado Alto da Bonança. Seu portão de ferro artisticamente trabalhado estava entreaberto. Entrei. Não havia ninguém por lá, naquele momento.
É uma casa branca com portas e janelas azuis. Na frente, há um alpendre com bancos e uma faixa amarronzada de tijolos aparentes que realça a fachada (foto 1). Árvores frutíferas de várias especies crescem no terreno ao redor.
Após muitos anos abandonada, a casa foi reformada em 2005 pela Prefeitura de Maracanaú. Dois anos depois, foi tombada pelo patrimônio histórico municipal. Nesta casa, Rodolfo Teófilo escreveu alguns dos 27 livros que publicou.
Nascido na Bahia, Rodolpho Marcos Teóphilo (1853 - 1932) veio para o Ceará com 15 dias de vida. Farmacêutico, historiador, industrial e sanitarista, ele atuou no combate à varíola no fim do século XIX e início do século XX. Sempre se disse e se considerou cearense, não aceitando jamais ter nascido em outro lugar. "Sou cearense porque quero" asseverou sempre e, se assim o dizia, melhor demonstrava o infinito amor que nutria pelo Ceará.
A tarde estava nublada e começou a cair um toró. Esperando que a chuva passasse, sentei-me num dos bancos do alpendre. Foi quando chegaram duas funcionárias da Prefeitura de Maracanaú, pedindo desculpas pelo pequeno atraso. Abrindo a casa, elas me disseram que esta não dispunha de acervo. A casa era utilizada para ensaios de música e reuniões de grupos religiosos da comunidade.
Na verdade, o único objeto digno de apreciação era aquele que eu tinha visto ao entrar: o Monumento à Cajuína (foto 2). Feito em cimento, essa obra reproduz a imagem de um tronco, que dá origem a um galho com um caju na ponta, o qual, por sua vez, repousa na boca de uma garrafa. Explicaram-me, ainda, que existia uma folha que integrava o conjunto, mas esta tempos atrás havia se desprendido.
Segundo Rachel de Queiroz, a Rodolfo Teófilo se deve a invenção da cajuína, uma bebida não-alcoólica à base do suco de caju que é muito popular no nordeste brasileiro.

VIDA — POR DIOGO FONTENELLE


O MEU JEITO DE ENGOLIR A VIDA

No quarto de dormir estão os sapatos que esperam por mim
A inventar caminhos pelo amanhã entre rebanhos de agonia.
No quarto de dormir está a xícara vazia com cheiro de jasmim
A tanger cinzas nuvens de assombro ao vendaval do dia a dia.

No quarto de dormir está o alvo lençol que suspira despedida
A ouvir o morto que desce da foto da parede em noite partida
A povoar meu rabiscar em verso sangrado na caligrafia sofrida
Que não é poesia, é tão somente o meu jeito de engolir a vida.

A VIDA EM POESIA

Por que esperar muito da sorte e das pessoas?
Se tudo é apagado em indiferente certeiro dia.
Nada é para sempre. Tudo, na sua hora, escoa.
A traça rói nossos olhos e a nossa visão fugidia.

Por que esperar muito da sorte e das pessoas?
Se tudo é faz-de-conta a desaguar na noite fria.
Nada é para sempre. No pranto, a coração voa.
A traça rói a doce esperança da vida em poesia.

CASA DE CHICO ANYSIO EM MARANGUAPE

Francisco Anysio de Oliveira Paula Filho, conhecido artisticamente como Chico Anysio, é filho de Maranguape - CE. Foi humorista, ator de cinema e televisão, radialista, comentarista esportivo, escritor, compositor, pintor, roteirista e diretor de espetáculos.
"É mentira, Terta?"
A casa em que ele nasceu e viveu até os 7 anos de idade fica na Rua Chico Amador, nº. 68. Tendo pertencido inicialmente à família Paula, o imóvel foi tombado pelo patrimônio histórico municipal e, atualmente administrado pela Prefeitura de Maranguape, abriga uma espécie de museu dedicado ao filho ilustre da terra.
Na entrada, o visitante logo se depara com uma estátua de Pantaleão, um dos personagens mais marcantes de Chico Anysio. A guia Fernanda, que me conduziu na visita, realizou esta foto em que eu apareço perto da estátua do famoso mitômano.
Construída de taipa, a casa (que foi restaurada há poucos anos) tem um alpendre e vários cômodos. Nestes últimos, se distribui o acervo do museu, constituído principalmente de coleções de caricaturas e de marionetes no estilo puppet que representam alguns dos personagens de Chico Anysio, e de capas de livros (24 títulos ao todo) que ele publicou, além de painéis com informações sobre a vida e as obras do humorista cearense.
Hoje, 12 de abril, é comemorado o Dia do Humorista no Ceará. Esta data, que faz alusão ao aniversário de nascimento de Chico Anysio, foi instituída pela Lei nº. 13.317, de 02/07/2003.
Serviço
Distância de Fortaleza: 50 km
Percurso: CE-060, em seguida CE-350
A casa/museu está aberta para visitações de terça-feira a domingo, das 9 às 17 horas
Entrada: gratuita
Ver também
Casa de Chico Anysio é rota turística em Maranguape, TV Diário
Reveillon de 2018 em Maranguape, blog EM

LIVROS (INCLUSIVE FICCIONAIS) QUE FAZEM REFERÊNCIAS A LUIZ

Paulo Gurgel Carlos da Silva
1 - MORAES, Vicente de Paula Falcão. Anos Dourados em Otávio Bonfim: à memória de Frei Teodoro. Fortaleza: IURIS. 1998. 320p.
Em 1999, o escritor Vicente Moraes publicou o seu Anos Dourados em Otávio Bonfim, no qual, em “O Centro do Bairro”, às páginas 30 e 31, “presta uma homenagem justa ao Instituto Padre Anchieta, na pessoa de seu diretor, o professor Luiz Carlos da Silva, carinhosamente seu Silva”. No capítulo “As ruas e as famílias do bairro”, o autor de Anos Dourados… destacou, na página 226, “a austeridade e a disciplina que credenciavam nossa escola para a formação moral e cívica dos jovens do bairro”, e, na página 229, “a abnegação e a seriedade adotadas pela família Silva” (Luiz Carlos e irmãos) no Instituto Padre Anchieta
2 - SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da (org.). ADEODATO, Márcia Gurgel Carlos. Dos canaviais aos tribunais: a vida de Luiz Carlos da Silva. Fortaleza: Edições UECE / Expressão, 2008. 192p. ISBN: 978-85-7826-003-3
Em janeiro de 2007, em uma das costumeiras reuniões de domingo, do nosso clã familiar, Marcelo Gurgel apresentou uma proposta de organizar um livro sobre o nosso falecido pai, Luiz Carlos da Silva, a ser lançado por ocasião do seu nonagésimo aniversário de nascimento. A convocação ganhou tanto a adesão da matriarca, D. Elda Gurgel, como dos irmãos, todos dispostos a contribuir com ideias e peças literárias para a feitura da obra, que passou a ter como coorganizadora a jornalista Márcia, filha do homenageado. Este livro, Dos canaviais aos tribunais – A vida de Luiz Carlos da Silva, foi também um trabalho de pesquisa histórica, que levou os organizadores às seguintes fontes de consulta: Biblioteca Pública Menezes Pimentel, Instituto do Ceará (Nirez), Colégio Cearense Sagrado Coração, Faculdade de Direito-UFC, CRC-CE, OAB-CE, SENAC, Academia Cearense de Letras e Assembleia Legislativa do Ceará. Em meio a essa busca por informações, sobre o nosso pai, a surpresa veio com achados preciosos, verdadeiros tesouros da produção literária paterna. No seu todo, a obra saiu alentada, mercê dos depoimentos de amigos, colegas, alunos, clientes, pessoas, enfim, que conviveram com Luiz Carlos da Silva e que, de uma maneira agradecida, transpuseram para o papel fatos marcantes, que vão de sua infância passada nos canaviais, lavrando e domando a terra, até seus derradeiros embates nos tribunais, em que se colocava sempre na defesa daqueles com sede de justiça. Em 28 de janeiro de 2008, esse livro foi lançado, na sede da OAB-Ceará, assinalando a passagem dos noventa anos de nosso genitor, se vivo ele fosse.
3 - SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Otávio Bonfim, das Dores e dos Amores: sob o olhar de uma família. Fortaleza: EdUECE, 2008. 144p. ISBN: 978-85-7826-007-1
O bairro Otávio Bonfim e a família Gurgel Carlos mantiveram um consórcio que durou meio século. Com dores e amores de permeio. Os treze filhos gerados por Elda e Luiz nasceram todos em Otávio Bonfim. Em reconhecimento a este bairro de Fortaleza que abrigou nossa família, Marcelo escreveu o livro Otávio Bonfim, das Dores e dos Amores, publicado em 2008. Referem-se a nosso genitor os capítulos “Luiz Carlos da Silva: OAB-Ce nº 546” e “Professor Luiz Carlos da Silva: educador de gerações”.
4 - SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Maquis: Redenção na França ocupada. Fortaleza: Editora da UECE, 2009. 500p. ISBN: 978-85-7826-030-9
A seguir, em 2009, veio a lume Maquis: Redenção na França ocupada, um romance revestido do caráter epistolar. Mas esta obra de Marcelo Gurgel não se enquadra totalmente no gênero ficção. Muitas de suas passagens aconteceram, realmente. Mesmo assim, os fatos, em grande parte, foram trabalhados, à conta da inventividade do escritor, o qual narra uma longa história, com personagens reais e fictícios, e que tem como pano de fundo a França, sob a ocupação germânica, durante a II Guerra Mundial.
5 - SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Revelações de um Maquisard. Fortaleza: Expressão Gráfica e Editora, 2011. 112p. ISBN: 978-85-7563-687-9
Com o mesmo pano de fundo: a Resistência Francesa, vivenciada por um cidadão cearense, quando a França se encontrava sob a ocupação nazista, Marcelo Gurgel criou a Revelações de um Maquisard, uma peça de teatro em dois atos. Esta peça é construída com base em diálogos, envolvendo apenas quatro personagens: Prof. Solón (82 anos, contador e professor universitário), D. Nilda (78 anos, dona de casa, esposa do Prof. Solón), Dr. Saulo (52 anos, médico, primogênito do casal) e D. Mazé (empregada doméstica). Tem por cenário uma residência familiar situada em Fortaleza, com passagens em três cômodos (sala de estar / quarto / gabinete). Com esta obra, Marcelo foi um dos ganhadores do Prêmio Eduardo Campos, na categoria Dramaturgia, da SECULT. Revelações… foi publicada em 2011, numa edição bilingue, com a versão para o francês a cargo de Cristiene Ferreira da Silva.
6 - SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Refazendo o caminho: passado e presente de uma família. Fortaleza: Edição do Autor, 2012. 144p. ISBN: 978-85-901655-8-3
Em Refazendo o caminho: passado e presente de uma família, Marcelo Gurgel tomou a iniciativa de escrever três textos, como se fossem de autoria de nosso progenitor: “Origens familiares”, “Relembrando 1932: a subsistência” e “Mensagem ao Paulo, meu primeiro filho”. Além disso, elaborou outros três textos a que atribuiu a inspiração paterna: “Recordando os tempos de aluno marista”, “Perdas em família” e “Patrimônio familiar”. Os seis textos em que Marcelo atuou como ghost-writer de Luiz integram a “Parte I - Per il cappo de la famiglia” deste livro editado em 2012.
7 - OLIVEIRA, Elsie Studart Gurgel de. 20 Contos sem Réis. Fortaleza: Expressão Gráfica Editora, 2014. 104p. ISBN: 978-85-420-0427-4
No conto “A Lenda dos “Onze Estrelo”, em sua coletânea 20 Contos sem Réis (páginas 19 a 21), de 2014, Elsie Studart G. de Oliveira escreveu: “Que essa é uma lenda, ninguém duvida, mas há uma estória parecida que merece ser contada. Em um bairro desta capital, residia um casal ainda jovem, mas já com uma prole bastante alentada: 11 filhos, de tamanhos bem diferentes, tanto que o último, ao chegar, encontrou o primeiro na Faculdade. (...) O melhor de tudo é que um a um da filharada foi formando o seu próprio patrimônio intelectual e despontando no mundo das letras e das ciências. Não ficou um só que não tinha dado certo. Todos, sem distinção, encontraram o seu caminho, independentemente das pedras que dificultavam sua passagem. Nisso, pesaram muito a luz emanada da figura paterna (Luiz) e a mão firme da matriarca, apontando as vias mais promissoras.”
8 - MORAES, Vicente de Paula Falcão. Anos Dourados em Otávio Bonfim: À memória de Frei Teodoro. Fortaleza: IURIS. 2017. 320p. Sem ISBN.
Em agosto de 2017, Vicente Moraes retornou com a segunda edição revisada e ampliada de Anos Dourados em Otávio Bonfim, em que novamente destacou a atuação do nosso genitor, Dr. Luiz Carlos da Silva, como educador, e do educandário que este dirigiu. Assim como Tarcísio Moraes, irmão do autor e que fez uma das apresentações do livro, que chamou a atenção para o papel das “pequenas escolas primárias, como o Instituto Padre Anchieta, tendo à frente o seu Silva, que tudo fizeram no sentido de preservar a união familiar como uma base sólida de um futuro promissor”.
9 - SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da; SILVA, Paulo Gurgel Carlos da (org.). Luiz, mais Luiz! - Centenário de nascimento de Luiz Carlos da Silva. Fortaleza: Expressão Gráfica e Editora, 2018. 125p. ISBN: 978-85-915558-6-4
Dez após a publicação de Dos canaviais aos tribunais, Marcelo e Paulo Gurgel organizam o livro Luiz, mais Luiz! Lançado em 24/01/2018, no Ideal Clube, e em 28/01/2018, no Salão Paroquial da Igreja N. Sra. das Dores, em Otávio Bonfim, este último livro foi planejado para integrar os eventos comemorativos do centenário de nascimento do homenageado.

NOTA DE FALECIMENTO DE MARIA SOLANGE GOMES CARLOS DA SILVA

É com profundo pesar que informo o falecimento de MARIA SOLANGE GOMES CARLOS DA SILVA. Nascida em 05/07/1964, Solange era filha de Válter Carlos da Silva e Raimunda Gomes da Silva.
Ela faleceu hoje (2), de causas naturais, em Redenção.
Foi filha, irmã, tia, amiga, companheira, exemplo de ser humano, sempre com a mão estendida para ajudar o próximo; foi mãe de muitos, sem nunca ter gerado um filho em seu ventre.
Seu corpo está sendo velado na casa de seus pais em Acarape e, às 16 horas, será sepultado no cemitério da cidade.
Descanse em paz, minha prima Solange.
07/04/2018 - Atualizando ...
Às 19h30, em Acarape: Missa de sétimo dia em memória de MARIA SOLANGE, no salão paroquial da Igreja Matriz de Acarape.

EXPOSIÇÃO EM HOMENAGEM À CARNAÚBA NO PARQUE DO COCÓ

"Corria nos cavalos feitos de talos de carnaúba. De carnaúba era a cadeira, a mesa, as cordas da rede. A casa tinha travejamento, caibros e ripas de carnaúba. Esteiras de carnaúba substituíam os tapetes. Na cabeça, o chapéu de palha de carnaúba. De tarde, batia-me com outros batalhões de meninos, todos  armados com facões de carnaúba." ~ Luís da Câmara Cascudo
A Festa Anual das Árvores de 2018, uma promoção do Governo do Ceará, através da Secretaria do Meio Ambiente (SEMA), foi realizada no Parque do Cocó, em Fortaleza, no período de 18 a 25 de março. Neste ano, o evento homenageou a carnaúba (Copernicia prunifera), a árvore-símbolo do Ceará (Decreto nº 27.413, de 30 de março de 2004), com uma exposição no Centro de Referência da SEMA, contando com o apoio do Memorial da Carnaúba do município de Jaguaruana e tendo como objetivo mostrar para a população cearense a importância econômica e cultural desta árvore nativa do Nordeste.
crédito: PGCS
O processo produtivo da cera de carnaúba envolve três conjuntos de atividades produtivas: o extrativismo, o beneficiamento e o processo industrial, além de atividades comerciais e financeiras desempenhadas por diferentes atores, caracterizando complexas relações sociais e econômicas.
A palha (folha seca), depois da cera, é o produto da carnaúba que tem mais importância, principalmente na produção artesanal. A atividade artesanal existe nos três principais Estados produtores (Ceará, Rio Grande do Norte e Piauí), onde se aproveita a palha para a confecção de inúmeros objetos como tarrafas, escovas, cordas, chapéus, bolsas, vassouras, cestas, assentos de cadeiras e sofás, colchões, redes e esteiras.
A árvore representativa de cada Estado

LANÇAMENTO DE "APONTAMENTOS DE UM ESCRIBA"

Ao ensejo do "Happy Hour Cooperado" dos aniversariantes de janeiro, fevereiro e março de 2018, aconteceu em 13 de março de 2018, na sede da Unimed Fortaleza, o lançamento do livro"Apontamentos de um Escriba", de Marcelo Gurgel Carlos da Silva.
Esta obra do médico cooperado e atual presidente da Sobrames/CE Marcelo Gurgel, que reúne quarenta crônicas sobre os mais diversos temas, foi apresentada pelo próprio autor, que completava 65 anos de vida na ocasião.
SOBRE A OBRA
Com "Apontamentos de um Escriba", Marcelo Gurgel, médico, economista, professor de Medicina e reconhecido homem de letras, vem a enriquecer, mais ainda, a sua bibliografia já excepcionalmente prolífica.
Esta, que ora nos está a beneficiar a mente, encerra capítulos inéditos, ao lado de outros que, mesmo revisitados, são de grande relevo.
Muitos são os destaques.
Há "Homenagens Acadêmicas" da maior justeza e sobre as quais se fará à frente uma abordagem algo detalhada. [...]
No que concerne, ainda, a encômios, cabem especial citação "Portal de Memórias  Paulo Gurgel, um médico de letras" e "Luiz, mais Luiz!", em que Gurgel homenageia, respectivamente, seu irmão Paulo Gurgel Carlos da Silva, competente pneumologista e grande polígrafo, e o genitor dos dois  Dr. Luiz Carlos da Silva, por ocasião do centenário de nascimento deste.
Em crônicas, o professor Gurgel é pródigo, por demais, com temática variada e abrangente, incluindo frequentemente crítica social e política, não odienta e muitas vezes bem-humoradas. [...]
Dr. Eduilton Girão
(prefaciador do livro)

TREZENTOS ANOS DA FAMÍLIA GURGEL NO NORDESTE (1716-2016)

por JB Serra e Gurgel (*)
Este era o título do livro que José Jarbas Studart Gurgel (Acaraú, 20.07.1935 – Fortaleza, 29.01.2015) pretendia publicar para marcar a História de uma das mais tradicionais famílias do Brasil, não tivesse sido surpreendido pela morte em seus 80 anos intensamente vividos. Antes, pensara em titular "De Geração em Geração".
Guardo comigo a última edição quase definitiva, de 2014, editada e montada. Certamente pretendia convocar a "Gurgelândia" do Nordeste, especialmente do Ceará e do Rio Grande do Norte, com sua "apresentação", a 6ª, de 16.09.2014. (Jarbas mandou-me também a 2ª, além de cartas de 10.11.13 e de 11.02, 16.07 e 10.11.14 e inúmeros e-mails, dando-me ciência das pesquisas, investigações, consultas sobre sua obra, que tinha como referência "o cumprimento da verdade e o resgate histórico e genealógico de nossa família".)
Seus estudos complementam os de Heitor Luiz do Amaral Gurgel , "Uma Família Carioca do Século XVI", de Miguel Santiago Gurgel, "Porteiras e Currais", com as fazendas de Santa Cruz do Aracati, e de Aldysio Gurgel do Amaral, "Na Trilha do Passado, Genealogia da Família Gurgel". Claro que há lacunas a serem preenchidas por outros pesquisadores.
Sua convicção era muito forte indicando que, "em face de problemas políticos", a família Gurgel migrou de seu habitat inicial, no Rio de Janeiro, onde se estabeleceu no inicio do século XVII,  mais precisamente em 1606 com o casamento de Toussaint Gurgel, de 30 anos, e Domingas Arão Amaral, de 20. O corsário Toussaint Gurgel, de Havre de Grace, da Alsácia, França, de mãe francesa e pai alemão da Baviera, chegou a Cabo Frio em 1595, no comboio que visava a implantação da França Antártica.
Em 410 anos, e com 16 gerações, com os entrelaçamentos de Gurgel do Amaral, Gurgel Valente, Gurgel Costa Lima, Studart Gurgel, Gurgel Barbosa, Nogueira Gurgel, Santos Gurgel, Gurgel Carlos Silva, Oliveira Gurgel, Holanda Gurgel, estimam-se em mais de 15 mil os seus descendentes .
A migração dos Gurgel para o Nordeste iniciou- se em 1716, quando Claudio Gurgel do Amaral, grande proprietário de terras no Rio de Janeiro (Morros do Castelo e de Santa Teresa, Outeiro da Gloria, Campo Grande, entre outros), após ter afrontado o governador do Rio de Janeiro Francisco Xavier de Távora, fugiu para Cataguazes em Minas Gerais, onde vivia seu primo Francisco do Amaral Gurgel. Seu filho, o alferes José Gurgel do Amaral, ofendido por João Manoel de Melo e apaniguados, travou uma acirrada luta política e matou seus desafetos, sendo os Gurgel declarados "réus de morte" pelo governador Távora. José acabou preso em Minas, cumpriu pena no Rio e em Salvador onde foi levado ao patíbulo.
Maria Gurgel do Amaral, nascida no Rio de Janeiro, em 1712, chegou com seus pais à região de Penedo ou São Miguel dos Campos, em Alagoas, em 1716, acompanhada de seu marido Davi Lopes de Barros (nome disfarçado).
Um de sues filhos, José Gurgel do Amaral, nascido em 1712, em Penedo, foi casado com Cosma Nunes Nogueira, é o 1º Patriarca da família Gurgel do Aracati. José Gurgel do Amaral Filho, nasceu na fazenda Porteiras, na vila de Santa Cruz do Aracati, e é considerado 2º Patriarca da Família Gurgel de Aracati, nascido no ano de 1784. Casou-se duas vezes e teve 20 filhos.
A versão "De Geração em Geração", a 2ª., de 10.10.2013, continha os seguintes capítulos: Sumário, Apresentação, Introdução, O Patriarca do Brasil, O Patriarca do Nordeste, O Patriarca de Aracati, O Patriarca de Acaraú, O Patriarca do Recife, Justiça e Justiceiros, Um Gurgel Presidente da República, Do Quinto ao Oitavo filho, A Matriarca de Caraúbas, Um Gurgel Governador de Estado, A Matriarca de Maranguape, O Ramo dos Gurgel Nogueira, Descendentes de Philomena e de Olímpia Gurgel do Amaral, 14ª e 15ª filhas do Patriarca do Aracati, Os Patriarcas de Apodi e da Paraíba, Amantes das Artes e da Cultura, O Patriarca de Acopiara, Descendência de d.Felismina, O Patriarca de Fortaleza, Uma Comunidade de Vocacionados, descendentes de Jesumira Gurgel do Amaral, a 20ª filha do Patriarca de Aracati; um Gurgel Patrono do Exército Nacional, Exploradores de Ouro nas Minas Gerais, Um Gurgel Inconfidente Mineiro, Conclusão e Bibliografia Consultada.
A versão "Trezentos Anos da Familia Gurgel no Nordeste (1716-2016), a 6ª. de 16.09.2014, que me foi entregue em seu apartamento da Visconde de Mauá, e que seria quase definitiva, constam os capítulos: Apresentação, Prefácio, Introdução; o Genearca do Brasil, Toussaint Gurgel; o Patriarca do Nordeste, José Gurgel do Amaral, o Patriarca de Aracati, José Gurgel do Amaral Filho; os Studart Gurgel, o Patriarca de Acaraú, Benjamin Studart Gurgel; os Barros Leal e outros, os outros filhos de Delfino; um Gurgel Presidente da Republica, Humberto de Alencar Castello Branco; Os Gurgel Valente e outros; A Matriarca de Caraubas (RN), Quitéria Gurgel do Amaral; Um Gurgel Governador de Estado Monsenhor Valfredo Gurgel (RN); a Matriarca de Maranguape, Matilde Maria Gurgel do Amaral; Um Gurgel Nogueira e outros; os Carlos da Silva e outros; Patriarcas do Apodi, Tiburcio Valeriano Gurgel do Amaral e da Paraíba, Paulo de Brito Guerra; os Monteiro Gurgel e outros, o Patriarca de Acopiara, Henrique Gurgel do Amaral Valente (Vovô do Rio), Descendentes de d. Felismina Gurgel do Amaral; O Patriarca de Fortaleza, José Gurgel do Amaral; os Guedes e Outros, Heróis da Guerra do Paraguai, entre eles, o Duque de Caxias, Luis Alves De Lima e Silva, descendente da 5ª. filha de Toussaint Gurgel, Méssia do Amaral Gurgel; Bibliografia Consultada e Índice Remissivo.
(Comparando com a 2ª. versão, sobraram: o inconfidente "mineiro", que por sinal é fluminense, Salvador Carvalho da Cunha do Amaral Gurgel, bisneto de Toussaint Gurgel; o Patriarca do Recife, Henrique Gurgel do Amaral; Exploradores de Ouro nas Minas Gerais; Justiça e justiceiros, descendente de Vicente Gurgel do Amaral.)
Os 300 anos da família Gurgel no Nordeste não foram comemorados. Foi-se com o Jarbas, a quem rendo homenagem, um Gurgel como tantos outros, inclusive eu, que teve acendrado amor pela causa da família, como instrumento do desenvolvimento humano e da história da humanidade.
(*) JB Serra e Gurgel (Acopiara) jornalista e escritor serraegurgel@gmail.com

SONHOS QUE NÃO VOLTAM JAMAIS!


Diogo Fontenelle

Foi-se o ouro das Minas Gerais,
Sonhos que não voltam jamais.

Foi-se a vovó entre muitos ais,
Sonhos que não voltam jamais.

Foi-se a infância presa no cais,
Sonhos que não voltam jamais.

Foi-se a carta de amor flor-lilás,
Sonhos que não voltam jamais.

Foi-se a azul poesia de haicais,
Sonhos que não voltam jamais.

Foi a felicidade nos entra-e-sais,
Sonhos que não voltam jamais.

MORRE O REPÓRTER LANDRY PEDROSA

Foto: Evilázio Bezerra/O POVO
Vítima de leucemia, morreu nesta terça-feira (6), aos 73 anos, o repórter policial Landry Pedrosa Martins. Ele estava internado no Instituto do Câncer do Ceará.
Seu corpo está sendo velado na Funerária Ethernus, onde uma missa de corpo presente deverá ser celebrada amanhã, às 15 horas. E o seu sepultamento ocorrerá às 16 horas da quarta-feira, no Cemitério Parque da Paz.
Filho ilustre do município de Catarina-CE, Landry foi repórter policial do Jornal O POVO por mais de quatro décadas.
Era irmão de meu cunhado Dermeval Pedrosa, a quem transmito minhas sentidas condolências extensivas à família.
Fonte: Blog do Eliomar
MEMÓRIA - A TRAGÉDIA DE ARATANHA
Às 2h45, do dia 08/06/1982, um avião da VASP colidiu com a Serra de Aratanha, em Pacatuba-CE. Esse acidente, que aconteceu por um erro humano, resultou na morte de todos os passageiros (128) e tripulantes (9) do avião. Landry Pedrosa foi o primeiro repórter a chegar ao local do sinistro para realizar a cobertura jornalística. Ás 16 horas do mesmo dia, uma edição extra de O POVO a respeito do acidente aéreo, coordenada pela jornalista e chefe de reportagem Márcia Gurgel, já estava nas ruas de Fortaleza.
https://gurgel-carlos.blogspot.com.br/2012/06/memoria-tragedia-de-aratanha.html
Ler também este artigo: O homem que comia notícias, de Demitri Tulio.

A BARRAGEM DO RIO COCÓ

Inaugurada em junho do ano passado pelo governador Camilo Santana, a Barragem do Rio Cocó, com as fortes chuvas caídas no Ceará, atingiu a sua capacidade máxima de armazenamento de água (de quase 6,5 milhões de metros cúbicos) e, segundo informações do Portal Hidrológico do Ceará (COGERH) e da imprensa local, começou a sangrar a partir de 23 de fevereiro.
(foto de Evilázio Bezerra / O Povo)
A barragem servirá para conter o excedente de água na quadra chuvosa (fevereiro a maio) e com isso evitar o alagamento que acontece todos os anos em 14 áreas vulneráveis de Fortaleza, como o Lagamar. Cerca de 11 mil famílias serão beneficiadas por esta obra recém-construída no Conjunto Palmeiras.
Resultado de um investimento da ordem de R$ 105 milhões, no qual se incluem os valores destinados para as desapropriações, a obra deverá em breve fazer parte do sistema de abastecimento de água da Região Metropolitana de Fortaleza. Estão previstas também, além da urbanização local das margens do Rio Cocó, a transformação do entorno da barragem em espaço de lazer, educação em ecologia e geração de emprego e renda, principalmente na área da agricultura.

A NOITE DO CHÁ

Recém-casados, João Evangelista Cunha Pires e minha irmã Marta foram morar em 1972 na cidade do Rio de Janeiro, Estado da Guanabara. O engenheiro químico cearense João obtivera uma bolsa de estudo para mestrado em Engenharia Nuclear no Instituto Militar de Engenharia (IME), na Praia Vermelha, e Marta, que à época cursava Engenharia Química na UFC, em Fortaleza, para poder acompanhar o cônjuge na Cidade Maravilhosa, matriculou-se no curso de graduação da UFRJ, na Ilha do Fundão.
Eles alugaram uma quitinete na Glória.
O modesto apartamento ficava num edifício de poucos andares, no último quarteirão da rua Benjamin Constant. Convidado pelo casal, deixei Copacabana para ir morar com eles na Glória.
Lembro-me de existir naquela rua um templo da Igreja Positivista do Brasil e o Hospital da Beneficência Portuguesa em que aconteciam as sessões clínicas comandadas pelo renomado cirurgião torácico Jesse Teixeira, sempre com a brilhante participação do Dr. Amarino, um médico radiologista da cidade.  No fim da rua, à época havia também uma grande escadaria pela qual se podia ir da Glória ao Morro de Santa Teresa.
As obras da estação da Glória do Metrô do Rio já ocupavam uma parte do largo em que começava a rua Benjamim Constant. E, quando a Taberna da Glória (onde se dizia que Noel Rosa compôs "Conversa de Botequim") deu sua última função, eu fui até lá para as condolências. E, ao lado de grandes sambistas do Rio Antigo, chorei um rio pelo fechamento da casa.
Foi um tempo inesquecível minha convivência carioca com João e Marta. Por vezes, íamos a bares e restaurantes da região para tomar chopes e comer petiscos. No geral, era a universitária Marta que, em seu terceiro turno de estudo/trabalho, preparava algo para que jantássemos.
Uma noite, ela resolveu fazer um chá mate gelado para todos. A infusão do mate ficou saborosa, porém muito concentrada. Cada um bebeu um copo cheio, a seguir repetindo-o. Então, fui ao quarto de empregada, onde uma cama de campanha me esperava para a dormida. Mas essa noite de sono jamais aconteceu. Ao amanhecer, dando a peleja por perdida, levantei-me para ir trabalhar. E... o que descubro? João e Marta, ambos insones, estavam na sala do apartamento a conversar. Ninguém ali conseguira dormir um mísero minuto por conta do consumo generalizado dos alcaloides (*) da erva-mate.
Morei com João e Marta por cerca de dezoito meses. Do segundo semestre de 1972 a fevereiro de 1974, quando fui transferido pelo Exército para o Hospital de Guarnição de Tabatinga, em Benjamim Constant, um município do Amazonas, na fronteira com Peru e Colômbia.
O meu bota-fora se deu em pleno carnaval. Convidei Marta e João para irmos a um baile carnavalesco num clube em Petrópolis, cidade em que eu dava plantões médicos nos fins de semana. Foi uma noite muito agradável, embora pairasse sobre nós o pressentimento de uma saudade irremediável.
Na quarta-feira de cinzas, despedi-me deles. Parti para o Amazonas. Um ano depois, o tempo especial de trabalho na fronteira deu-me o direito de escolher minha transferência para Fortaleza.
Findo seu período de mestrado, João foi aprovado em um concurso da Petrobrás, empresa em que trabalhou até aposentar-se. Marta concluiu o curso de Engenharia Química, fez o concurso para a Petrobrás e também foi chamada para a empresa.  O casal residia em São José dos Campos-SP, quando Marta, aos 29 anos de idade, teve a vida ceifada por uma septicemia. É possível que essa doença,de natureza infecciosa, estivesse associada a efeitos causados pelo contato prolongado com agentes químicos na REVAP, a refinaria em que ela trabalhava.
João ainda residiria por muitos anos em Fortaleza. Formou-se em Direito e trabalhou com meu pai na nova profissão que abraçou. Abriu uma barraca na Praia do Futuro e gostava de ir ao Mercado dos Pinhões para ouvir MPB. A morte abrupta e inesperada em 2015 cortou-lhe outros planos.
De Marta e João, nasceu em Campinas-SP o filho Leonardo Gurgel Carlos Pires, em 1976. Órfão de mãe quando tinha apenas 3 anos, Leonardo é hoje promotor de justiça do Ministério Público do Estado do Ceará, sendo casado com Liduína Façanha. O casal tem três filhos: Leonardo Filho, Luiz Otávio e Marta Gurgel Carlos Pires (cujo nome completo é igual ao nome de casada de sua avó Marta).
(*) cafeína, teofilina, teobromina etc.
(https://vejario.abril.com.br/blog/as-ruas-do-rio/rua-benjamin-constant-e-rua-do-fialho-gloria/)
(http://museudacancao.blogspot.com.br/2012/11/conversa-de-botequim.html)
(https://youtu.be/c2B4O5hR7RU)
João e Marta

TRANSCRIÇÃO DE UM ENCÔMIO E DE UM REGISTRO FAMILIAR

Parabéns, mestre Paulo.
Fiquei impressionado com seu belo trabalho sobre a Genealogia da Familia Gurgel em que condensou indagações e respostas (64) sobre nossa família, que lhe foram dirigidas e respondidas, entre 2012 e 2017. Isto reforça o nosso esforço comum em defesa de um patrimônio imaterial, que é de todos. Isto revela que a busca de identidade e referências sobre um passado longevo e mais próximo constitui preocupação dos seres humanos que miram no retrovisor de suas vidas.
Conheci um livro, no Rio de Janeiro, sobre a família Gurgel. Já voltei varias vezes à livraria, pois moro em Niterói, e não o encontrei. Estou sempre nos sebos, pois como o berço da família está no Rio de Janeiro, hei de encontrá-lo. Tivemos um prefeito do Rio, Honório Gurgel (10º prefeito da cidade), que foi dono das terras que começam no Irajá e iam até Campo Grande. Construímos o Outeiro da Gloria (foto acima, de 1920), inclusive a Igreja de N.S. da Glória, hoje entregue a gestores incompetentes.
Estou em campanha para construir um monumento a Salvador de Carvalho Gurgel do Amaral, em Paraty, onde seu nome foi aposto numa rua que nem motorista de táxi sabe onde fica. Já consegui duas adesões de peso para a ofensiva. É o maior nome de Paraty e do Estado do Rio de Janeiro, que acolheu Tiradentes de braços abertos e que desprezou Salvador.
A proposito de nossa descendência, mando-lhe o artigo que escrevi sobre o livro que o nosso Jarbas Studart Gurgel pretendia publicar para marcar os 300 anos da chegada da família Gurgel no Nordeste e que resgata muitos outros ramos da família Gurgel. Ele me pedira para escrever a apresentação., estive em sua casa antes de sua morte, me deu um exemplar xerocado.
Adicionei grifos e links. PGCS
---------------------------------------------------------------------------------------
Por ultimo, quando tiver espaço, peço um registro familiar.
Minha filha, Ivana Marilia Mattos Dias Serra e Gurgel, engenheira química com mestrado na COPE, da UFRJ, e que trocou a Engenharia pela Diplomacia acaba de ser promovida a Ministro de 2a. classe e removida para Bruxelas, onde será Ministra Conselheira da Delegação do Brasil junto a Comunidade Econômica Europeia. Não é nada, não é nada, sei que há muitos Gurgel diplomatas, mas ela tem no nosso ramo de Gurgel uma referência: um irmão do meu bisavô, José Gurgel do Amaral Valente, nascido em Aracati, foi o último embaixador do Brasil nos Estados Unidos, no Império, e o primeiro da República.O meu bisavô que é o fundador da família Gurgel Valente, de Acopiara. se chamava Henrique Gurgel do Amaral Valente, também irmão do nosso Teófilo Gurgel Valente, fundador da Siqueira Gurgel. em Fortaleza
Forte abraço.
JB Serra e Gurgel