CAMINHANDO E APRENDENDO - 20

Em minha caminhada, ao fim de uma tarde de setembro (15), tirei esta fotografia de uma gaiola.
Junto a ela, uma mensagem:
ESTA NÃO É UMA GAIOLA VAZIA, É UM PÁSSARO LIVRE
Várias delas estão penduradas em árvores do Parque do Cocó.

A ABOLICIONISTA MARIA TOMÁSIA

Filha de uma família tradicional de Sobral (CE), Maria Tomásia Figueira Lima (1826 – 1902) foi para Fortaleza depois de se casar com o abolicionista Francisco de Paula de Oliveira Lima. Na capital, tornou-se uma das principais articuladoras do movimento que levou o Estado a decretar a libertação dos escravos quatro anos antes da Lei Áurea.
Segundo o Dicionário de Mulheres do Brasil, ela foi cofundadora e a primeira presidente da Sociedade das Cearenses Libertadoras que, em 1882, reunia 22 mulheres de famílias influentes para argumentar a favor da abolição.
Ao fim de sua primeira reunião, elas mesmas assinaram 12 cartas de alforria e, em seguida, conseguiram que senhores de engenho assinassem mais 72.
As mulheres conseguiram, inclusive, o apoio financeiro do imperador Pedro 2º para a iniciativa. Juntamente com outras sociedades abolicionistas da época, elas organizaram reuniões abertas com a população, promoviam a libertação de escravos em municípios do interior do Ceará e publicavam textos nos jornais pedindo a abolição em toda a província.
Maria Tomásia estava presente na Assembleia Legislativa no dia 25 de março de 1884, quando foi realizado o ato oficial de libertação dos escravos do Ceará, que deu força à campanha abolicionista no país.
Fonte: http://www.bbc.com/portuguese/brasil-44091469
Nessa pintura da sessão parlamentar que aboliu a escravidão no Ceará, em 1884, é possível ver diversas mulheres entre os homens. Acervo Biblioteca Nacional
Maria Tomásia é hoje nome de uma rua em Fortaleza, no bairro Aldeota.
http://desenroladas.com.br/feminismo/saiba-quem-foram-mulheres-que-dao-nome-ruas-de-fortaleza/

SEU SILVA - O MESTRE EDUCADOR DO BAIRRO DE OTÁVIO BONFIM

por Vicente Moraes
QUANDO A TRISTEZA BATER EM SUA PORTA, NÃO TENHA MEDO DE DIZER: DESCULPE, MAS A FELICIDADE CHEGOU PRIMEIRO.
A maior experiência da vida do ser humano tem seu início a partir da família, onde se desenvolve a estrutura moral e educacional.
A extraordinária obra “LUIZ, MAIS LUIZ”, escrita pela ilustre família GURGEL CARLOS DA SILVA, organizada pelos filhos de LUIZ CARLOS DA SILVA, Dr. MARCELO GURGEL CARLOS DA SILVA e Dr. PAULO GURGEL CARLOS DA SILVA, e de todos os familiares, hoje, aqui apresentada, constitui um fenômeno literário raramente igualado. Nesta obra imortal se constrói com muita dignidade o CENTENÁRIO do Dr. LUIZ CARLOS DA SILVA, nosso querido “MESTRE EDUCADOR DO BAIRRO DE OTÁVIO BONFIM”, mais conhecido como seu SILVA. Afirmo, com toda minha convicção – pois sou testemunho, ainda vivo de muitas passagens textualizadas na brilhante obra. O presente livro será recebido com grande entusiasmo pela população do bairro de Otávio Bonfim que viveu os “ANOS DOURADOS E ILUMINADOS” do nosso querido bairro como também pelos familiares e amigos, se impondo silenciosamente como um autêntico “best-seller”. Os temas aqui apresentados se alinham entre os mais variados. São crônicas verdadeiras de quem viveu e conviveu mais próximo desse grande Mestre educador – seu SILVA. Permito-me com o direito de silenciar sobre minhas escrituras publicadas no livro de minha autoria “Anos Dourados em Otávio Bonfim”. Reportar-me-ei somente sobre fatos que me emocionam e traduzem uma riqueza de saudáveis momentos de plena felicidade.
Para complementar estes belos momentos históricos homenageando o patrono da presente obra, detalhada e feita com o mais sublime amor. O certo, certíssimo baseia-se na busca de fontes de um verdadeiro tesouro, onde chega-se à conclusão de que tudo teve sua complementação através da publicação do livro editado no ano de 2008, “DOS CANAVIAIS AOS TRIBUNAIS”, de autoria dos brilhantes filhos de seu SILVA e Dª ELDA GURGEL E SILVA, Dr. MARCELO GURGEL CARLOS DA SILVA E Dra. MÁRCIA GURGEL CARLOS ADEODATO.
SIC TRANSIT GLÓRIA MUNDI - As glórias do mundo são transitórias.
Existem coisas emocionantes na vida do ser humano. Talvez a mais gratificante seja você ter a condição de olhar pelo retrovisor da vida e mensurar a “Linha do Tempo”. Com a devida permissão do Dr. Paulo Gurgel Carlos da Silva, pego este gancho para comentar e dizer de meu orgulho pessoal de ler depoimentos em forma de crônicas de amigos e alunos do querido Instituto Padre Anchieta. O que mais importa é a segurança da análise, o equilíbrio no discernir, a justeza no opinar, a correção expressional. Multicoloridas foram as luzes projetadas no livro “LUIZ, MAIS LUIZ”. São reflexos com brilho uniforme das belas noites estreladas, violadas e cantadas nos versos sertanejos, na pequenina Redenção.
• Como sendo a “Primeira Linha do Tempo”: TARCISO MORAES, a despeito de ser meu irmão foi taxativo e seguro assim opinando:
“Todos os acontecimentos textualizados na presente obra servirão de exemplo para nossos filhos e netos, com uma marca do mais puro sentimento sob a orientação da igreja e de pequenas escolas primárias como o Instituto Padre Anchieta tendo à frente o seu SILVA, que tudo fizeram no sentido de preservar a união família/cristandade com base sólida para um futuro promissor”
• Em seguida temos a “Segunda Linha do Tempo”: Na crônica “O MESTRE E ADVOGADO DO OTÁVIO BONFIM”, Marlene Alexandre Rolim desenvolve sua cultura com aquele anseio de quem procura o amigo que muito quer vitorioso, com a isenção de quem se situa no estreito círculo formado pelos autores e familiares e ao próprio leitor impessoal.
“Nosso querido bairro, Otávio Bonfim, destacou-se na área do saber pela ilustre presença e dedicação de nosso querido Mestre advogado: LUIZ CARLOS DA SILVA. Tornou-se um modelo para seus alunos, tendo em vista sua maneira de ensinar. Homem de vasta cultura. Ele lecionava Português, Matemática, História ou qualquer outra matéria que fosse. Seu saber era quase que ilimitado.
Além de professor querido, seu SILVA foi o meu Mestre das primeiras letras e meu patrão diretor, pois cheguei a lecionar em seu INSTITUTO PADRE ANCHIETA. Foi também meu orientador quando da escolha da minha profissão, e um fiel amigo de todas as horas.
Esse é o perfil de nosso querido Professor Luiz Carlos da Silva, a quem rendo minha homenagem por seu centenário que ora comemoramos.
• Na sequência encontramos na “Terceira Linha do Tempo, (só o final):
O grifo abaixo é do autor (VPFM).
“Seu SILVA, o grande mestre educador, a enciclopédia ambulante do bairro de Otávio Bonfim”.
• Sem sair do ritmo, chegamos a “Quarta Linha do Tempo” onde encontramos a crônica “EU E O INSTITUTO PADRE ANCHIETA (Memórias), uma crônica que traduz uma vivência do Jair Braga de Lima (ex-aluno):
Lá no Instituto Padre Anchieta, o Diretor era o Professor Luiz Carlos da Silva - o seu SILVA, todos assim o chamavam. Nessa mesma ocasião ele já era formado pela Faculdade de Direito do Ceará. Em vista disso, recebia a dedicada ajuda de seu irmão, Professor José Carlos, que foi meu mestre efetivo, e por vezes da carismática Professora Eugênia, que também era sua irmã. Ao dedicado homem que fez da própria vida um hino de amor ao bem fazer, as nossas homenagens, e a minha eterna gratidão por ter me conduzido sempre pelas veredas e caminhos largos, em busca da dignidade, do saber e da educação.
Saudades eternas do Grande Mestre!...
Na “Quinta Linha do Tempo” demonstrando eterno amor pelo bairro de Otávio Bonfim deslizando em suaves águas bentas, na crônica “AS PALAVRAS VOAM, OS ESCRITOS FICAM” na opinião de meu irmão - Mauro Moraes.
Pela bondade infinita do Criador da Vida, sinto-me hoje presente no Instituto Padre Anchieta, tal como estivesse vivendo há 74 anos dos 84 já vividos. Sou um personagem vivo, moldado nessa Oficina de Ciência que foi concebida para preparar grandes transformações sociais. Bendito seja. Santuário dos meus sonhos. Relicário da gratidão e do reconhecimento do seu ex-aluno que, genuflexo, agradece a formação primária dos estudos preparatórios para o Exame de Admissão ao Ensino Secundário prestado no Colégio Cearense Sagrado Coração. Em estado de graça contemplo saudosamente, a Praça, o Relógio, a Igreja e com os olhos marejando lágrima, tenho a visão do seu SILVA adentrando a sala de aulas do Instituto Padre Anchieta. Fonte sagrada, onde viveu o privilégio de chegar, sentar, ouvir e praticar os sadios ensinamentos de um Santo-professor.
Seu SILVA, sou-lhe eternamente grato.
Permaneça com DEUS.
AMÉM...
Finalizando, nos deparamos com a “Quinta Linha do Tempo”. LUIZ CARLOS DA SILVA E O INSTITUTO PADRE ANCHIETA.
Edmar Gurgel Coelho – o Edmarzinho - era o cunhado peralta do seu SILVA, e eu digo ser ele o meu “Anjo da Guarda”, traduz a dignidade de seu reconhecimento e amor pelo bairro e pela família. Puro sentimento de amor.
Lembro-me com saudade do Instituto Padre Anchieta, no início da Rua Justiniano de Serpa, no bairro de Otávio Bonfim, onde comecei nos anos de 1945, juntamente com meus irmãos a alfabetização. Era seu proprietário/diretor, o professor LUIZ CARLOS DA SILVA, conhecido por todos como seu SILVA. Com ele formava o corpo docente do Instituto seus irmãos José Carlos chamado de professor Zezinho e Dª Eugênia, conhecida carinhosamente por Dª Niná. A disciplina aplicada era rígida, valendo narrar que naquele tempo era comum em algumas escolas o castigo físico para os indisciplinados, tais como: puxão de orelhas, palmatória ou ficar de joelhos em cima de tamborete. Tem outra passagem boa em 1961: eu e meu primo Tarcisio Gurgel, estávamos na sala do Instituto, já desativado, preparando-nos para o Concurso do Banco do Brasil. Do famoso livro de Fábio de Melo, tentávamos resolver mais ou menos os 1100 problemas de matemática dos mais variados existentes. O SILVA, ao adentrar viu que muitos exercícios não tinham sido resolvidos. Então afirmou que se lembrava de seus estudos de álgebra ainda do ginásio do Colégio Cearense. A partir desse momento, passou a resolver todos os que apresentávamos. Que ensinamento! Tirei ótimo proveito, sendo aprovado no concurso e assumindo no BB no ano seguinte.
Na presente condição, vimos “LUIZ, MAIS LUIZ”, e como apoteose da obra, afirma-se e confirma-se, o leitor saudosista e amadurecido, a deitar jurisprudência ao lado dos melhores “experts”.
No mais a sensação da leitura foi de agradável deleite.
Parabéns Dr. Marcelo e Dr. Paulo e toda a família Gurgel e Carlos da Silva, pois ainda existe uma esteira de LUZ à frente.
Discurso do escritor Vicente Morais (Tente), proferido em janeiro de 2018, por ocasião do lançamento do Livro do Centenário de LCS.

PLENÁRIO DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO CEARÁ (14/08/2018)

Os 100 anos de nascimento do advogado e professor Luiz Carlos da Silva foram celebrados em sessão solene nesta terça-feira (14/08), no Plenário 13 de Maio, da Assembleia Legislativa. O evento atendeu a requerimento do deputado Heitor Férrer. Ler mais.
Flagrantes
1 - Mesa da solenidade no momento do Hino Nacional (da esquerda para a direita): Paulo Gurgel, Sérgio Gurgel, deputado Heitor Férrer (autor do requerimento), Roberto Victor Ribeiro e Vicente Moraes. Foto: Leomar
2 - Filhos do homenageado ao término da sessão (da esquerda para a direita): Magna, Mirna, Germano, Sérgio, Márcia, Marcelo (com o certificado), Paulo, Mêuris, Luciano e José. Foto: Leomar

O CARIMBADOR POETA

Vou chamá-lo de Carimbador Poeta, em alusão ao "Carimbador Maluco", do roqueiro Raulzito. Não fosse a citada referência, melhor seria inverter a ordem dos termos para chamá-lo de Poeta Carimbador.
Ele foi uma dessas pessoas que eu vi somente uma vez na vida. Como muitas outras, aliás.
Sentou-se à mesa em que eu estava no Estoril, onde eu batia ponto nas noites de sexta-feira, (*) e declarou-se um outsider. Em seguida, da surrada mochila que trazia consigo, ele sacou algo que eu não identifiquei de imediato o que seria.
Seria um livro? Era.
Tinha uma capa de papelão preto, em que se lia AQUI ESTOU DEVAGAR SE ATROPELA COM CARINHO, e o formato quase quadrado.
Pus-me a folhear o livrinho que, entre outras esquisitices, continha folhas de diferentes qualidades que se alternavam.
Era um livro de micropoemas.
O prefácio como que a traduzir o espírito do autor:
Quando me perguntam / como é que eu estou / respondo que estou bem / no meio da confusão / com um olho na polícia / e outro no ladrão.
Uma particularidade: o livro não era o produto de uma gráfica convencional. Nem de um mimeógrafo, o invento de Thomas Edison em 1876 que, tempos depois, deu sustentação a uma geração de poetas marginais no Brasil.
Strictu sensu, o poeta não pertencia à geração mimeógrafo. Daí aqueles poemas e ilustrações terem sido impressos por uma equipe de colaboradores... com carimbos!
E o preço?
Uma pechincha. Sem entrar no mérito do conteúdo, só pela originalidade.
Guardo até hoje o meu exemplar autografado. É o 161/250. No qual encontrei os nomes de quem versejou, programou, carimbou e recitou-o em via pública.
Moral da história - O Estoril era uma festa.
(*) Onde andam Sitonho, Alemão e Baleia, o expedito trio de garçons do Estoril?

FICHA TÉCNICA
POETA Carlos Erre Vaz
PROGRAMADOR GRÁFICO VISUAL Parrote
CARIMBOS Dulcemira Ltda.. Rua Aurora, 182
TIPÓGRAFO DI Guilherme
CARIMBADORES Parrote, Edson, Selma e Carlos
RECITAIS DE RUA Selma Bustamante e Carlos
São Paulo, Fim de 1982



SESSÃO SOLENE ALUSIVA AO CENTENÁRIO DE NASCIMENTO DE LUIZ CARLOS DA SILVA

CONVITE
O Presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (ALECE), deputado José Albuquerque, atendendo ao requerimento do deputado Heitor Férrer, Presidente da Comissão de Viação, Transporte e Desenvolvimento Urbano, convida para a sessão solene alusiva ao centenário de nascimento do advogado LUIZ CARLOS DA SILVA, a realizar-se às quinze horas do dia quatorze de agosto de 2018, no Plenário 13 de Maio.
Coordenadoria de Cerimonial
Local: Edifício Senador César Cals
(entrada pela Rua Barbosa de Freitas)
Traje: passeio completo

CASAMENTO DE MARINA E CLAYTON

A cerimônia de casamento de Marina e Clayton, ela - filha de Luciano Gurgel Carlos da Silva e Francisca Elsa Gurgel Cavalcante, e ele - filho de Francisco Clayton Quariguazi Alves e Maria Olga Araújo Quariguazi Alves, será realizada hoje (4), às 15 horas, na Paróquia Nossa Senhora das Graças e São Pedro, Estrada Tabuba Caranguejo - Praia da Tabuba, em Caucaia, Ceará.
Após a cerimônia, os convidados serão recepcionados no Solarium Tabuba (Casa do Lycio), na Rua Barão da Tabuba, 722 - Praia da Tabuba.
05/08/2018 - Atualizando esta notícia com a inserção de uma fotografia.
Foto PGCS

PARACURU É MUITO MAIS QUE O AZUL DE ZANZIBAR

Nos velhos tempos, meu Carnaval durava só um dia. Hoje nem isso.
Pois que seja para matar a saudade de um dia de Carnaval em que estive no Ronco do Mar, em Paracuru: a canção Zanzibar.
Neste vídeo, Fausto Nilo canta esta inesquecível canção, que ele compôs com Armandinho, acompanhado por dois amigos meus: o pianista e médico Antonio José e o violonista Nonato Luiz.
Feliz constelação.

SÁBADO EM PARAIPABA E PARACURU

Havia um convite pendente de Luciano para que o acompanhasse num passeio em Paraipaba e Paracuru. Aos sábados, este meu irmão tem como rotina levar uma de suas filhas, a médica ginecologista Marina, a estas duas cidades onde ela realiza atendimentos. No dia 21, com o nosso irmão petroleiro (Germano, que é gêmeo de Luciano) incorporado ao grupo, o passeio finalmente aconteceu.
Partindo bem cedo de Fortaleza, acessamos a CE-085, também conhecida como Via Estruturante, e passamos por Garrote (distrito de Caucaia), Pecém (distrito de São Gonçalo do Amarante), área rural de Paracuru até chegarmos a Paraipaba, onde Luciano parou o veículo para Marina comprar um queijo defumado no "Vaca na Rede". A partir desse estabelecimento, pegamos outra rodovia, a CE-162, pela qual chegamos à sede de Paraipaba.
Vimos muitos coqueirais pelo caminho. Luciano comentou que Paracuru e Paraipaba eram os principais fornecedores de cocos para as barracas de praias de Fortaleza.
Após deixarmos Marina numa UBS em Paraipaba, fomos a um quiosque na praça principal da cidade para um desjejum à base de caldo de carne, tapiocas om queijo e café. Conhecida por ser um lugar aconchegante e propício ao descanso, Paraipaba costuma receber um bom número de visitantes que aproveitam para conhecer suas belezas naturais. Dentre elas, estão as praias de Capim Açu e da Lagoinha e a Lagoa das Almécegas.
Pela rota de Camboas, demos uma passada na praia de Capim Açu. Praia deserta, naquela manhã de sábado de uma alta temporada. Conversamos com um nativo que vigiava um casebre para que o madeirame não continuasse sendo surrupiado por ladrões. Quanto à Lagoa das Almécegas, não foi consenso do grupo ir conhecê-la apesar dos encantos descritos.
Com seus restaurantes, bares, pousadas e hotéis (em número de quatro, segundo o irmão cicerone) é Lagoinha a praia mais procurada de Paraipaba.  Uma obra em seu calçadão, recém executada pelo governo do Estado do Ceará, tornou-a ainda mais visitada. Nossa horas seguintes foram passadas no restaurante Lajedo, que tem a opção de servir na praia. O atendimento é bom, os preços são justos e a casa prioriza a MPB. Almoçamos pargo frito, com baião de dois e macaxeiras.
Por volta das 13 horas, fomos com Luciano buscar a filha em Paraipaba.
Luciano, Paulo e Germano. Caminhando contra o sol
Nas tardes de sábado, minha sobrinha dá consultas em uma clínica popular no centro de Paracuru, na qual fomos deixá-la. Com a temperatura em ascensão, interrompemos a caminhada para refrescar a boca com sorvetes.
Paracuru é o município que deu origem a Paraipaba. Numa comparação entre eles, tem-se uma melhor impressão do município-mãe, e aqui vai uma curiosidade. Dos vinte municípios cearenses banhados pelo Oceano Atlântico, só dois apresentam a sede no litoral: Fortaleza e Paracuru. Camocim, quase. Camocim tem sua avenida Beira-Mar, mas esta fica na foz do Rio Coreaú.
Dentre as praias de Paracuru, destaco a Ronco do Mar e a Quebra Mar.
Pequena e movimentada, a Praia do Ronco do Mar fica na sede de Paracuru e conta com um bom número de barracas para atender aos banhistas. Suas ondas são boas para o surfe, o que a torna muito procurada pelos surfistas inclusive para a realização de campeonatos. Já a Praia Quebra Mar é o ponto de encontro dos praticantes do kitesurf. Nela está localizada a barraca Quebramar, que oferece a estrutura necessária para o aprendizado e a prática deste tipo de esporte. Esta barraca foi o cenário de nossa conversa ao entardecer plenamente regada a água de coco.
http://www.portalparacuru.com.br/praias_paracuru.html

9.ª EDIÇÃO DO DICIONARIO DE GÍRIA, DE JB SERRA E GURGEL

Foto: DN
A 9.ª edição do Dicionário de Gíria contem 34.268 verbetes contra 33.000, da 8.ª edição,  de todos os estados brasileiros, além de 1.171 gírias de Portugal, do passado e do presente, 247 de Angola e 211 de Moçambique, com gírias de todas as tribos ou grupos, sendo a maioria do Rio de Janeiro com 2.613. Pela 1.ª vez, o prof. JB Serra e Gurgel (foto) incluiu gírias das redes sociais, muitas em inglês, ressaltando que desde 1912, quando se publicou o primeiro Dicionário de Gíria, do Brasil – Gíria dos Gatunos Cariocas, de Elysio de Carvalho, foram incorporadas gírias de argentinos, italianos e espanhóis.
Há muita discussão sobre efeitos das gírias das redes sociais língua portuguesa, mas o prof. JB Serra e Gurgel descarta que produzam efeitos nefastos sobre a língua. O que está acontecendo é outra coisa, afirmou: "cada vez mais os brasileiros leem menos e isto contribui para redução do seu equipamento linguístico. Este processo está se agravando dia a dia e nada, rigorosamente nada, é feito pelos que teriam obrigação de defender a língua portuguesa, seja no Brasil ou em Portugal. As redes sociais tendem a simplificar, a racionalizar e a efetivar uma intensa transplantação cultural. Há muito tempo que observamos esta transmigração que, com as redes sociais, foi intensificada levando alguns especialistas a inferir que teremos uma degradação da língua no curto prazo".
A língua portuguesa continua muito rica, seja a viva ou a morta, com um patrimônio de mais de 500 mil verbetes. Os Dicionários da língua viva beiram os 250 mil verbetes.
A gíria, neste processo, atua como modismo linguístico, gerando novas palavras que vão se incorporando à língua falada e, mais tarde, à língua escrita. O modismo agrupa as expressões usadas por grupos fechados ou abertos. No Brasil, é muito densa as contribuições do regionalismo, que segue forte, vindo a seguir os modismos dos grupos abertos – malandros, sambistas, grafiteiros, surfistas, punkeiros, rappers, funkeiros etc e, nos nossos dias, os modismos das redes sociais, os universais em inglês, e as reduções, contrações e aglutinações etc.
O Dicionário tem 2.613 verbetes do Rio de Janeiro, 656 do Ceará, 403 de São Paulo, 252 do Distrito Federal, 206 de Minas Gerais, 206 da Bahia, 191 do Amazonas, 110 de Paraná, 109 do Pará, 103 de Goiás, 55 do Maranhão, 46 de Rondônia, 39 de Pernambuco, 37 do Espirito Santo, 32 da Paraíba, Roraima 7 , Amapá, 5 de Alagoas e 5 do Acre. Há ressaltar que muitas das expressões do Ceará são comuns no Nordeste
Entre os verbetes mais fortes estão os relativos a mulheres – 1645; mulheres bonitas – 125; mulheres feias – 122; malandros – 1.265; mané – 156; vagabundo – 222; dinheiro - 755; futebol – 556; corrupção – 1.201; propina – 44; corrupto – 84; ladrão – 194; corno – 479; chifre – 132; marido traído – 184; homens – 422;, morro – 148; policias – 177; bandidos – 163; prisão – 29; traidor – 25; delator – 66; bêbado – 263; bebum - 40; sogra – 28; safado – 71; cheques – 169; funk – 222; rapper – 91; surfista 82; redes sociais – 185 e homossexual – 329.
O prof. JB Serra e Gurgel revela que "o politicamente correto" não influi no processo de dicionarização, que está bem acima de contexto restrito, com viés de censura. No tempo da Inquisição, em Portugal, um sem número de expressões foram banidas da língua portuguesa e viraram as "Infermidades" ou enfermidades da língua. “O politicamente correto está neste mesmo plano de censura, processo inaceitável para quem trabalha com linguística, patrimônio imaterial de povos e nações. Não é sem razão que o Dicionário contém muitas expressões "pesadas e palavrões ou, como se diz em Portugal, muitos calões".
JB Serra e Gurgel nasceu em Acopiara/CE, estudou no Crato, no Seminário, e em Fortaleza, no Colégio Lourenço Filho e no Liceu, foi para o Rio de Janeiro e graduou-se em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Em Fortaleza, fez jornalismo na Gazeta de Notícias, em O Estado e na Radio Dragão do Mar. No Rio, trabalhou na Ultima Hora, na sucursal do Diário de São Paulo, com Ibrahim Sued em O Globo e na TV Globo. Trabalhou no IBC, na EMBRATUR e no INSS antes de entrar para o Ministério da Previdência e Assistência Social. Em Brasília, foi professor de Comunicação da UNB e assessor de 15 ministros de Estado e trabalhou com dois Presidentes da República no Palácio do Planalto. Começou a elaborar o Dicionário de Gíria em 1990 e não parou mais.
Serviço
O Dicionário, com 820 paginas, pode ser adquirido por e-mail:
serraegurgel@gmail.com ou gurgel@cruiser.com.br
Custo R$ 75,00 com frete incluso, informando por e-mail depósito ou transferência e endereço do comprador.

DICIONÁRIO DE GÍRIA. LANÇAMENTO DA 9ª EDIÇÃO

Local: Livraria da Travessa
Endereço: Rua Visconde de Pirajá, 572 - Ipanema, Rio de Janeiro - RJ, 22410-002
Dia e horário: 19 de julho, às 19 horas
Telefone: (21) 3205-9002

RODOLFO TEÓFILO, UM SANTO DE CASA

Rodolfo Teófilo nasceu em Salvador, em 6 de maio de 1853, e faleceu em Fortaleza, em 2 de julho de 1932.
Misto de cientista, escritor, industrial e divulgador científico, Rodolfo Teófilo veio para o Ceará com apenas 15 dias de idade. Cedo ficou órfão, tendo de trabalhar como caixeiro para sobreviver.
Rodolfo Teófilo formou-se em Farmácia pela Faculdade de Medicina da Bahia. Depois de retornar ao Ceará, empreendeu uma batalha pessoal contra a varíola, lutando contra o medo da vacina, sem recursos, em tempo de seca, fome, da migração em massa e das péssimas condições de higiene no Estado. Em 1862, a cólera vitimou quase um terço dos seis mil habitantes de Maranguape – cidade nas cercanias de Fortaleza. Em 1878, a varíola mataria um quinto da população da capital cearense.
Rodolfo Teófilo combateu praticamente sozinho a varíola em Fortaleza, no final do século XIX e início do século XX. Sem apoio do poder público, montado em seu cavalo, cuidou sozinho da vacinação em massa pelos bairros pobres de Fortaleza durante os três primeiros anos do século XX. Só em 1902 vacinou 1940 pessoas, não sendo registrado nenhum caso de varíola na capital cearense naquele ano.
Obstinado ainda encontrou tempo para escrever 28 livros, aderir à causa abolicionista e participar da Padaria Espiritual – espécie de agremiação literária que, pelo comportamento irreverente de seus membros, antecipa o modernismo no Brasil. Como se não bastasse, foi o inventor da cajuína – não só do produto, como também do nome.
Texto: Os Cientistas na Terra da Luz, SEARA DA CIÊNCIA
http://www.searadaciencia.ufc.br/imortais/imortaismap.html
http://blogdomarcelogurgel.blogspot.com.br/2017/12/cearense-por-opcao.html
https://gurgel-carlos.blogspot.com.br/2018/04/casa-de-rodolfo-teofilo-na-pajucara.html
Imagem: Rodolfo Teófilo, um dos 22 cientistas do mural do cartunista Valber
Vídeo: RODOLFO TEÓFILO
Primeiro volume da coleção "Santo de Casa", produzida pela Seara da Ciência, órgão de divulgação científica da Universidade Federal do Ceará. Neste vídeo, o legado de Rodolfo Teófilo é apresentado por Lira Neto, jornalista, escritor e seu biógrafo.

Ver também: Documentário "Rodolpho Teóphilo - O legado de um pioneiro"
https://youtu.be/es1ps-xz1lg

FACULDADE DE MEDICINA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ - 70 ANOS DE FUNDAÇÃO

Prof.ª Valéria Goes Ferreira Pinheiro
Diretora da Faculdade de Medicina da UFC
Nos idos de 1930, a sociedade cearense iniciou movimento liderado pelo Dr. Jurandir Picanço para dotar o estado de uma Faculdade de Medicina e assim melhorar a saúde de nossa gente, sonho finalmente realizado em 12 de maio de 1948 com a conferência proferida pelo prof. Alfredo Alberto Monteiro, então diretor da Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil (hoje Universidade Federal do Rio de Janeiro). Depois, por iniciativa do governo federal, a Faculdade de Medicina (FAMED) passou a compor em dezembro de 1954, juntamente  com a Faculdade de Direito, a Escola de Agronomia e as Faculdades de Farmácia e de Odontologia, a recém criada "Universidade do Ceará". [...]
Tendo funcionado inicialmente num casarão vizinho ao Theatro José de Alencar, a FAMED se instalou definitivamente em 1957 no Porangabussu, onde foi construído o Hospital das Clínicas e, depois, a Maternidade Escola Assis Chateaubriand. O Complexo Universitário Walter Cantídio é hoje no Ceará o principal polo de formação médica especializada ao nível de residência médica, onde um total de 264 residentes recebem treinamento e prestam assistência médica à população em 46 áreas distintas.
Nas imediações da FAMED, situam-se o Instituto do Câncer do Ceará (ICC), o HEMOCE e o Hospital São José de Doenças Infecciosas, com as quais mantém ampla interação acadêmica.
Com imenso orgulho, registramos ter formado, ao longo desses 70 anos, mais de 8.100 médicos, 1.558 mestres e 478 doutores que têm contribuído de forma notável na melhoria da saúde e no desenvolvimento científico do Ceará.
(extraído do Jornal do CREMEC, n.º 128, de março/abril de 2018)

ANA MARIA DANTAS DO AMARAL, MÉDICA PNEUMOLOGISTA

Foto: blog MEMÓRIAS
Lendo o blog MEMÓRIAS, de Ana Margarida Rosemberg, só agora tomei conhecimento da partida (25 de maio) de Ana Maria Dantas do Amaral.
Formada em Medicina pela Universidade Federal do Ceará (UFC), em 1975, e tendo a Pneumologia como especialidade, ela trabalhou na clínica privada e em importantes hospitais públicos do Estado do Ceará.
Com as amigas e colegas Valéria, Tânia, Nadja, Elizabeth e Ana Margarida, a inesquecível Ana Maria Dantas integrava, no Hospital de Maracanaú, "o grupo das seis na luta ferrenha para curar os pacientes tuberculosos".
Na década de 1990, quando a luta contra o tabagismo em nosso país estava se consolidando, a Ana Maria participou do Comitê Coordenador de Controle do Tabagismo no Brasil - Capítulo do Ceará e prosseguiu com essa luta por um Mundo sem Tabaco, até recentemente no Hospital de Messejana.
Ana era uma pessoa afetuosa, gentil e atenciosa com todos. Fomos companheiros de trabalho por muitos anos no Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes.
Para explicitar a importância do seu legado, faço minhas estas palavras de Ana Margarida Rosemberg:
"O Ceará perdeu uma médica que deu com altruísmo o melhor de si para curar, aliviar as dores e consolar os pacientes; o Brasil perdeu uma guerreira na luta por uma sociedade mais igualitária e justa."
Descanse em paz, Ana Maria.
Linha do Tempo, 01/07/2018
(nota publicada anteriormente em 25/06/2018)

PARTIU FORTALEZA!

10/06/2018 - 8.º dia
O dia em que voltamos para Fortaleza começou com um problema: não ouvimos o toque do despertador do telefone celular. Acordando mais tardiamente, ficamos com pouco tempo (1/2 hora) para o café da manhã e a rotina do check out no hotel. Felizmente, tínhamos deixado as malas já devidamente arrumadas.
O transfer do hotel nos levou ao terminal 4 do Aeroporto de Madri, onde embarcamos em um voo da Ibéria para Lisboa.
Em Lisboa, o Banco do Fuso Horário nos devolveu de imediato 1 hora. Mas faltava a devolução do IVA (Imposto de Valor Agregado) recolhido nos produtos que adquirimos em nossa estada no exterior. A tal tax free. Para isso, os aeroportos dispõem de uma estrutura complexa que envolve a aduana (que fiscaliza os produtos e carimba os formulários), balcões de devolução e casas de câmbio.
Normalmente vista em adesivos nas vitrines de lojas no exterior, a expressão "plus tax" (taxa a mais) ou “tax free” indica que parte dos impostos que compõem o preço dos produtos poderá ser devolvida aos clientes que não residem naquele país. É isso mesmo: a taxa extra pode ser recuperada no momento em que você estiver voltando para casa, mas exige certa organização e disposição do turista. Confira, na sequência, como conseguir essa graninha extra.
[https://viagem.uol.com.br/listas/aprenda-como-receber-o-tax-free-de-suas-compras-no-exterior.htm]
Recuperamos uns euros, mas perdemos muito tempo. E este fato, junto com alguns entraves aeroportuários, como a longa fila do check in e a incerteza quanto ao portão de embarque, fez com que cancelássemos o plano de pegar um táxi, passear e almoçar em Chiado / Bairro Alto, e voltar a tempo do voo para Fortaleza.
Portanto, adeus Tágides.
As tágides são as ninfas do rio Tejo (em latim, Tagus) a quem Camões pede inspiração para compor sua obra Os Lusíadas. São uma adaptação das nereidas da mitologia greco-romana, as ninfas que vivem nos mares e nos rios.
[https://www.matraqueando.com.br/lisboa-bairro-a-bairro-chiado-e-bairro-alto]
[https://pt.wikipedia.org/wiki/T%C3%A1gides]
Neste voo, conhecemos uma moça residente no Cariri. Ela nos relatou haver passado por uma experiência desagradável em Portugal. Três dias atrás, ao viajar para a Itália (onde vive uma irmã), ela teve a entrada recusada em Lisboa. A seguir, com o passaporte retido, ela foi colocada num alojamento onde conheceu outros brasileiros em situação semelhante. O motivo da recusa, segundo as autoridades portuguesas, era por estar voltando como turista para a Itália, antes de decorridos três meses da saída anterior. E as autoridades encarregaram-se de marcar o seu voo de volta para o Brasil, sendo o seu passaporte devolvido somente quando chegou a Fortaleza.
Importante - Fui sexagenário, voltei septuagenário. Só posso atribuir isso a um desequilíbrio orgânico provocado por transgredir a Lei de Aldrin que trata dos fusos horários.
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Para compensar as incompletudes das minhas crônicas sobre Lisboa, compartilho com vocês este poema de Winston Graça, colega, poeta e editor chefe do blog Saco de Gato.
Lisboa, fevereiro de 2017
A Olisopo romana continua a mesma com seu encanto e beleza.
A Ushbuna árabe está viva e famosa nos fados d’ Alfama.
A Lisboa atenta continua sob a mira do Castelo de S. Jorge.
A Lisboa de Pombal continua a se refazer linda como um madrigal.
A Lisbon inglesa corre nos belos gramados da realeza no Parque Edward VII.
A Lisboa contrita se ajoelha aos altares dos Jerônimos onde o Portal da Anunciação pode ter inspirado Gaudí.
A Lisboa gastronômica baba de gosto nos pastéis de Belém.
A Lisboa de outras eras passeia fagueira na Praça do Comércio.
A Lisboa namoradeira se beija brejeira à beira do Tejo.
A Lisboa de outrora se mira altaneira na Rua d’Aurora.
A Lisboa gastadeira faz compra ligeira na Rua Augusta.
A Lisboa blasée matou de inveja os Champs Elisées na Avenida da Liberdade.
A Lisboa de Pessoa faz selfies poéticos no A Brasileira.
A Lisboa das Exposições se constrói exuberante no Parque das Nações.
A Lisboa Calatrava floriu radiante na Estação Oriente.
A Lisboa culta desafiou o Louvre no Museu Gulbenkian.
A Lisboa de antão admira seus heróis em seu Panteão.
A Lisboa fidalga admira seus luxos no Museu dos Coches.
A Lisboa estrangeira é bem acolhida no aeroporto.
A Lisboa cidade tem o mesmo significado da palavra saudade.

MADRI CENTRO E TOLEDO

09/06/2018 - 7.º dia
Pela manhã, refazendo o percurso da viagem metroviária de ontem, retornamos ao centro de Madri.
Elba entrou no El Corte Inglés para dar início a seu passatempo favorito quando viaja: olhar e comprar roupas, bolsas e perfumes. E eu, conforme o planejado, tomei o rumo da Carrera de San Jerónimo. No dia anterior, havia conferido que, percorrendo esta rua, eu chegaria ao Museo Nacional del Prado. Ao cabo de uma caminhada de, no máximo, 15 minutos.
Ficou acertado, sob os olhar da Vênus La Mariblanca, de nos reencontrarmos às 13 horas, na Praça da Porta do Sol, para um passeio na cidade de Toledo.
O Prado impressiona tanto pelo tamanho e beleza de sua instalações quanto pelo vasto acervo de obras de arte que o museu apresenta. É o 18.º museu mais visitado do mundo. Eu tinha três horas para visitá-lo (o que muita gente faz em dois dias).
Foto 1 - O blogueiro no salão de entrada do Museu do Prado. Ao fundo, a escultura "La defensa de Zaragoza: guerra de independencia", de Cubero (1768-1827), a qual mostra um velho ferido amparado pelo filho.
No edifício Jerónimos  do Museu do Prado, por onde iniciei a visita, vi suas três exposições temporárias: "Rubens, pintor de bocetos" (uma mostra que reúne 80 esboços pintados pelo genial pintor flamengo Pedro Paulo Rubens); "In lapide depictum" (pintura italiana sobre pedra do período 1530-1555) e as esculturas de Leone e Leoni expostas no belíssimo Claustro do edifício. Em seguida, passei ao edifício Villanueva em que estão as mostras de pinturas espanhola, alemã, francesa, flamenga, italiana, britânica e holandesa, de artes decorativas e esculturas, onde pude apreciar obras de Greco, Goya, Velásquez, Rafael, Ticiano, Tintoretto, Durero, El Bosco, Rubens e tantos outros.
Reservei um tempo especial para admirar três trípticos de H. Bosch (El Bosco). A propósito: ver a nota O mundo é um carro de feno..., que publiquei recentemente no blog EM.
No início da tarde, enquanto esperávamos pelo "Busvision" que nos levaria a Toledo, percebemos um certo frenesi pela praça. Eram cerca de 50 ciclistas nus (lamentavelmente homens) que pedalavam pela Calle Mayor. Não sei se faziam algum protesto ou se apenas curtiam mostrar em público suas estrovengas. Um dos ciclistas carregava nas costas um cartaz com a frase NO GAS TOXIC. No cartaz, uma vistosa seta apontava para o respectivo fiofó.
Foto 2  - Uma das fotos que fiz do happening. Não existe pecado no lado de cima do equador.
Foi uma viagem de encher os olhos por terras da Espanha, e chegamos a Toledo por volta das 15 horas. Na entrada da cidade, há um estacionamento rotativo para que os ônibus despejem as hordas de turistas. A partir deste ponto, sobe-se a pé por uma ladeira suave e completa-se a subida por uma sequência de seis escadas rolantes. A cidade histórica está localizada no topo de uma montanha, com uma vista de 150 graus e rodeada em três lados por uma curva do rio Tajo (que muda de nome para Tejo em Portugal).
Entramos na Plaza de Zocodover, a praça principal da cidade, onde muitos eventos e celebrações são realizados. Acompanhando o guia, passamos a percorrer as ruas da histórica Toledo onde se veem muitas lojas com o artesanato toledano (a cidade tem uma longa história na produção de armas brancas), restaurantes, templos das três religiões abraâmicas, museus, puertas disso e daquilo. Mas a atração principal é mesmo a Catedral Primada.
Foto 3 - Enfim juntos (clicados pelo guia turístico), em frente à famosa Catedral de Toledo.
Outras informações - Quando foi possível, nós matamos a fome com grandes sanduíches de jamón serrano (um presunto típico da região). O tour panorâmico em torno da cidade que a empresa de turismo nos propiciou foi um bônus maravilhoso. Deixamos Toledo por volta das 20 horas, mas o dia ainda estava claro.
Toledo é conhecida como a "Cidade Imperial" por ter sido o principal local da corte de Carlos V, Sacro Imperador Romano, e como a "Cidade das Três Culturas" pelas influências culturais de cristãos, muçulmanos e judeus refletidos em sua história. Foi também a capital de 542 a 725 do antigo reino visigótico, que se seguiu à queda do Império Romano. Por sua extensa herança monumental e cultural, Toledo foi declarada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 1986.
E chegamos às 10 da noite no hotel, tendo ainda que arrumar a bagagem.

MADRI: CENTRO E TOUR PANORÂMICO

08/06/2018 - 6.º dia
O metrô nos leva de Barajas ao centro da Comunidad de  Madrid por esta sequência de linhas:
 8 de Barajas, no sentido de Nuevos Ministérios, até a estação de mesmo nome;
- 12 de Nuevos Ministérios, no sentido de Puerta del Sur, até Tribunal e
 1 de Tribunal, no sentido de Valdecarros, até Puerta del Sol.
A Plaza de la Puerta del Sol (Praça da Porta do Sol) é o centro do centro do centro de Madri. Nesta famosa praça, estão a Casa de Correos, a pedra do Quilômetro Zero (que é o ponto de partida para seis estradas nacionais da Espanha) e também três monumentos históricos: a estátua equina do rei Carlos III (foto 1), uma reprodução da vênus Mariblanca e El Oso y el Madroño.
[https://theculturetrip.com/europe/spain/articles/the-top-10-things-to-do-and-see-in-puerta-del-sol-madrid/]
A famosa praça é também o lar do símbolo mais famoso da capital espanhola: uma estátua de 20 toneladas de um urso a festejar os frutos de uma árvore (foto 2). Recebe seu nome do nome original de Madri : "Ursaria", que significa "terra dos ursos" em latim. Segundo a lenda, havia um grande número de ursos nas florestas adjacentes, que, juntamente com o medronheiro, eram o símbolo da cidade desde a época medieval.
O céu nublado, dificultando as fotografias exteriores, com um chuvisco intermitente num centro comercial onde as marquises são pouco frequentes atrapalha a vida de qualquer turista. Acabei comprando um paráguas barato de um vendedor ambulante com cara de filipino depois de haver sofrido com a  insistência de outros vendedores.
Elba andou em lojas de souvenirs, na Zara da Gran Vía e no El Corte Inglés. E eu perambulei por ruas, avenidas e praças: Calle de Alcalá, Carrera de San Jerónimo, Plaza de las Cortes (onde fica um monumento em homenagem a Miguel de Cervantes), Fonte de Netuno, Gran Vía e Calle Mayor, entre outras.
No Museo Nacional del Prado, apesar da chuva fina, formava-se uma fila de dobrar quarteirão.  Voltaria amanhã, prometi a mim. Hoje eu fora ali só para aprender o percurso da Porta do Sol até o museu.
Aqui o cardápio do nosso almoço na Taberna La Soleá, na Mesoneros Romanos: paella mixta (atacada frontalmente e pelos flancos por Elba) e almôndegas com fritas.
À tarde, adquirimos os bilhetes para um tour panorâmico por Madri com início no Mercado de San Miguel e que durou cerca de duas horas.
O passeio de ônibus turístico permite descobrir os lugares que nenhum visitante deve perder em um roteiro que percorre a Madri histórica, onde estão localizados os mais emblemáticos e representativos lugares e ícones da cidade, como a Puerta del Sol, a centenário Gran Vía, a Plaza de la Cibeles e o Paseo del Arte, entre outros, até chegar à moderna e cosmopolita cidade de Madri, com pontos de interesse os mais diversos, como o Estádio Santiago Bernabéu, do Real Madrid.
Na Porta do Sol há também guias que se oferecem para conduzir pequenos grupos de turistas em passeios pelo centro histórico da cidade.
Em Madri, a gente se depara com solistas e conjuntos musicais  se apresentando nas ruas, praças e no metrô, em geral muito bons. Dou destaque a estes tocadores de címbalos da Praça Porta do Sol.

MADRI: BARAJAS

07/06/2018 - 5.º dia
Chegamos a Madri pelo terminal 4 do Aeroporto Adolfo Suárez. Há quem diga que é uma prova de infelicidade a pessoa ser contemplada com o desembarque neste terminal. Explico: o T4 (e o T4 satélite, então nem fala) fica  meio afastado dos terminais 1, 2 e 3. Numa terra em que a corrida de táxi não é lá tão barata...
[https://www.espanhatotal.com/os-terminais-t4-e-t4s-do-aeroporto-de-barajas-em-madri/]
Mas isso não foi problema para nós que contamos com o eficiente serviço de transfer do Íbis para nos levar do aeroporto ao Hotel Barajas.
Barajas - Este distrito da capital espanhola tem sua origem na Villa de Barajas, que formou o município de Barajas, o qual, com a construção do Aeroporto de Madri-Barajas (foto), se juntou finalmente ao município de Madri no ano de 1949. Em seu desenvolvimento econômico e social, Barajas tem recebido uma forte influência positiva do complexo aeroportuário que se encontra nele instalado.
Utilizamos a tarde de hoje para um reconhecimento da região em que pisávamos. Barajas tem um diversificado comércio, muitos restaurantes, hotéis, pousadas, casas de apostas, cassinos... Aliás, esse negócio de apostar está na alma do espanhol. A gente vê Loterías y Apuestas del Estado por todos os lugares. E não é á toa que "El Gordo", a loteria do Natal, chega a arrecadar algo que equivale a 0,3% do PIB da Espanha.
Andar e pedir informações, é o nosso lema. A pergunta do dia: saber como ir à estação mais próxima do metrô, um conhecimento imprescindível a quem pretende conhecer Madri. Em Barajas, o metrô da cidade se faz presente com duas linhas, a 5 (verde) com 2 estações e a 8 (rosa) com 4 estações.
[http://agendadeocio.es/madrid/reportajes/plano-metro-madrid-alternativo/]
A Logroño é a avenida dos restaurantes. Comemos no Okela, que é um de seus restaurantes, umas brochetas de pollo con verduritas e um lomo de vaca nacional (virem-se com o Tradukka).
Quanto ao Ibis Madrid Aeropuerto Barajas, fica na Avenida General. O hotel é vizinho a um supermercado da rede Hiber (o que facilita aos hóspedes a compra de suprimentos).
Li na internet que uma das demandas das pessoas que vivem em Barajas diz respeito ao barulho produzido pelos aviões. Apesar de estarmos hospedados a 1,8 km do terminal 4 (segundo o Google Maps), em nenhum momento nos sentimos incomodados por seus grandes pássaros.
E fomos dormir muito cedo. Acho que eu sou sensível ao jet lag até mesmo de uma ponte aérea.

PORTUGAL: PENÍNSULA DE SETÚBAL

O6/06/2018 - 4.º dia
Cedo, tomamos o metrô até a Estação do Oriente e, ao lado desta na estação rodoviária local, pegamos um ônibus interurbano da Transportes Sul do Tejo (TST, linha 431) com destino ao município de Alcochete, que fica na área metropolitana de Lisboa. A viagem rodoviária foi também a oportunidade de percorrer a grandiosa Ponte Vasco da Gama, já que ela se encontra na rota desta linha de ônibus da TST. A Vasco da Gama foi uma obra construída como alternativa à congestionada Ponte 25 de Abril.
A Ponte Vasco da Gama é uma ponte estaiada sobre o estuário do rio Tejo, na área da Grande Lisboa, ligando Montijo e Alcochete a Lisboa e Sacavém. Com os seus 12,3 km de comprimento é a mais longa ponte da Europa Ocidental e a segunda mais longa da Europa. Foi inaugurada em 29 de março de 1998, dois meses antes da abertura da Exposição Mundial. O seu nome comemora os 500 anos da chegada de Vasco da Gama à Índia, ocorrida em maio de 1498.
[https://pt.wikipedia.org/wiki/Rio_Tejo]
Era objetivo de Elba fazer compras no Freeport. Quanto a mim, apenas passar algum tempo neste outlet (que é o segundo maior da península ibérica) e, em seguida, ir a Setúbal. Então, tomei outro ônibus (linha 413 da TST) que me levou a esta cidade, enquanto Elba ficou se vendo com suas compras.
O Freeport Lisboa Fashion Outlet foi inaugurado em 2004 e está localizado a 30 minutos de Lisboa, em Alcochete. Possui uma vasta gama de lojas de vários tipos e é um grande chamariz para os turistas que visitam Portugal por ter lojas de marcas de luxo. Alcochete é uma vila portuguesa do distrito de Setúbal, região de Lisboa e na sub-região da Península de Setúbal, com cerca de 10 700 habitantes.
A cidade de Setúbal é a capital do distrito de Setúbal que reúne 13 municípios, dentre os quais Palmela, Montijo e Alcochete. Na viagem para esta capital, que durou cerca de uma hora e um quarto, o ônibus passou por várias cidades e vilas que me pareceram atraentes e bem cuidadas. Desci na rodoviária, que fica no centro de Setúbal, para dar início ao que seria uma boa caminhada.
Este selfie, por exemplo, foi tirado no Parque do Bonfim. No qual havia um restaurante em que pelas tantas entrei para comer uma fatia de torta de laranja com café. E pedir informações.
- Aqui tem wi-fi?
- São só 5 euros.
- Qual é a senha?
- Tudo junto: saoso5euros.
A conta do lanche teve o valor aparentemente inspirado nesta senha. E eu saí do restaurante com o esboço de um mapa que um gajo muito prestativo desenhou num guardanapo de papel. Era o caminho para que eu chegasse à Casa do Bocage, o que não chegou a acontecer.
Na verdade, a maioria das pessoas que eu abordei em Setúbal desconhecia a existência da tal Casa. Sabiam me indicar, o que faziam com lusitana cortesia, onde ficava a Praça ou Largo do Bocage, o nome do filho mais célebre da cidade.
Manuel Maria Barbosa du Bocage (1765 - 1805) foi um poeta português. Escrevendo no início de sua carreira sob o pseudônimo de Elmano Sadino, ele empregou todos os recursos literários e deixou sua marca em tudo: em seus epigramas espirituosos, suas sátiras rigorosas e persuasivas, suas odes muitas vezes cheias de nobreza. Mas a sua fama repousa principalmente em seus sonetos, que quase rivalizam com os de Camões no poder, elevação de pensamento e terna melancolia, embora não tenham o refinamento erudito do último. O centenário de sua morte foi ali observado com muita circunstância em 1905. Talvez por causa da pura rudeza de alguns dos seus versos, Bocage é ainda hoje uma figura genuinamente popular, e não apenas em Setúbal. A subversividade de seus poemas fez com que, por muitos anos, eles não estivessem (oficialmente) disponíveis em Portugal e sua poesia erótica foi publicada pela primeira vez, anonimamente, no final do século XIX.
[https://en.wikipedia.org/wiki/Manuel_Maria_Barbosa_du_Bocage ]
O centro histórico e comercial de Setúbal é em grande parte formado por ruas estreitas e inacessíveis aos carros. Depois de andar por elas conjeturando-lhes uma origem medieval, cheguei à Praça do Bocage. Nesta, em 1871, foi erguido um monumento ao poeta junto ao qual (a coisa homenageante, bem entendido) eu tirei alguns selfies.
Nisso, vi algo que também me interessou na referida praça: o Botequim du Bocage.
Por fora, sendo como você vê na foto acima, e internamente, todo decorado com frases e imagens alusivas a Bocage, o botequimdubocage (tudo junto) foi o local em que entrei a seguir. Desta vez para comer uma bifana (uma espécie de sanduíche de carne de porco) e uma sopa de legumes.
Foi legal o passeio, pá!  Mas já estava quase no horário do ônibus que me levaria de volta para Alcochete, onde Elba certamente tinha concluído suas compras.
Acredito que uma praça + um monumento + um botequim tenham sido uma boa compensação pela casa que não foi encontrada.
(a continuar: ESPANHA)
Na seção de comentários desta postagem: MARIA AUXILIADORA BARROSO.

LISBOA: PARQUE DAS NAÇÕES

05/06/2018 - 3.º dia
O metrô de Lisboa é composto de quatro linhas com 56 estações. Acessando-o pela Estação Saldanha, utilizamos a linhas vermelha (principalmente) e a azul em nossos deslocamentos pela cidade.
Para quem vai ao Oceanário, Parque das Nações, Pavilhão do Conhecimento, Teleféricos, Shopping Vasco da Gama e Avenida Dom João II  a grande referência é a Estação do Oriente, na linha vermelha. Ao lado desta encontra-se também a Gare do Oriente, estação intermodal que inclui uma das rodoviárias interurbanas da cidade (a outra é a de Sete Rios).
Sobre o Oceanário, comecemos por dizer que é uma visita imperdível. Localizado no Parque das Nações, este vasto aquário é uma das atrações mais populares da cidade. Funciona com uma exposição permanente e outra temporária. Merece várias horas de visita pois tem muito o que ver (foto).
O aquário tem mais de 4 milhões de litros de água com 8 mil espécies marinhas, bem como quatro exposições permanentes que ilustram a vida em diferentes climas, incluindo aves, peixes, anfíbios e mamíferos. Além de admirar os animais, os visitantes também podem desfrutar de visitas guiadas com explicações sobre a vida no mar, visitar uma sala subaquática transparente cercada por tubarões.
No Parque das Nações funciona também o Teleférico de Lisboa. Margeando o rio, embarcados numa de suas cabines. tivemos uma vista deslumbrante do Tejo, da Ponte Vasco da Gama e do calçadão arborizado, aka Rua da Pimenta, com seus inúmeros restaurantes.
No D'Bacalhau, atendidos por um garçom bengalês, comemos um bacalhau ao Brás e outro a Gomes de Sá. E bebemos uma sangria de vinho branco que me fez esquecer temporariamente que eu sou avesso a vinhos. Exultante em poder usar o WhatsApp, o que não vinha conseguindo fazer na área do hotel, Elba aproveitou para atualizar as conversas.
Por fim, fomos ao Shopping Vasco da Gama. Na esplanada do shopping, onde fui ter casualmente, tive a curiosidade despertada para um homem conduzindo um grande falcão numa mão enluvada. Em dado momento, ele soltou a ave de rapina que voou na direção de um grupo de pombos. A debandada foi geral. E deu para ler o que estava escrito em sua jaqueta: Controle de Pragas.

LISBOA: TOURS PANORÂMICOS

04/06/2018 - 2.º dia
Na recepção do hotel compramos bilhetes para dois tours panorâmicos em Lisboa, cobrindo 21 e 22 pontos de interesse, sendo os principais: Campo Pequeno (Praça de Touros), Parque Eduardo VII, Docas, Torre de Belém, Cais do Sodré, Rua do Comércio, Bairro Alto, Chiado, "El Corte Inglés" (Shopping).
Na hora aprazada nos dirigimos para a Praça Marquês de Pombal. É dessa praça que partem os coloridos ônibus de dois andares destinados à atividade do sightseeing.
Nos tais pontos de interesse o turista quase sempre não desce para visitá-los. A menos que queira esperar a passagem do ônibus seguinte que esteja na mesma rota, o que poderá demorar bastante tempo. Não há um guia ao vivo para prestar informações (pelo menos, naquele ônibus que utilizamos). No início da viagem, o turista recebe uns fones descartáveis de ouvido para escutar uma gravação de fados, aqui e ali interrompidos por uma curta informação em inglês sobre o ponto turístico em que o ônibus está passando.
Almoçamos no fim da tarde no Coringa, um restaurante simples na Avenida República, próximo da Praça Marquês de Pombal. O garçom era todo preocupado em saber se estávamos a gostar dos pratos que havíamos pedido. No caso, bacalhau cozido com grãos de bico (foto) e picanha em tiras.
Em seguida, fomos de metrô ao Aeroporto da Portela com a finalidade de adquirir os bilhetes dos voos de ida para Madri (7) e volta para Lisboa (10) pela Ibéria. Comprados no balcão de atendimento ao cliente em Lisboa, saíram bem mais caros do que se houvéssemos comprado-os com uma maior antecedência no Brasil.
Acometido de uma forma análoga da "maldição de Montezuma", que eu atribuí a um "natão" consumido na véspera quando íamos ao Gulbenkian, convenci a mulher para não sairmos à noite. E aproveitei para: 1) tirar minhas dúvidas na internet de algumas atrações turísticas vistas durante os passeios de ônibus, sem saber exatamente do que se tratavam e 2) rascunhar esta nota em meu intimorato notebook.

PORTUGAL, MEU AVOZINHO

Portugal é o estado mais antigo da Península Ibérica e um dos mais antigos da Europa. Nos séculos XV e XVI, Portugal estabeleceu o primeiro império global, tornando-se uma das maiores potências econômicas, políticas e militares do mundo.
O território de Portugal inclui uma área na Península Ibérica (referido como o continente pela maioria dos portugueses) e dois arquipélagos no Oceano Atlântico: os arquipélagos da Madeira e dos Açores.
Portugal continental é dividido pelo seu rio principal, o Tejo, que flui da Espanha e desemboca no estuário do Tejo, em Lisboa, antes de fugir para o Atlântico. A paisagem setentrional é montanhosa em direção ao interior, com vários planaltos recortados por vales fluviais, enquanto o sul, incluindo o Algarve e as regiões do Alentejo , é caracterizado por planícies onduladas.
De acordo com o International English Proficiency Index , Portugal tem um alto nível de proficiência em inglês, maior do que em países como Itália, França ou Espanha.
03/06/2018 - 1.º dia
Por volta das 10 horas (em hora local) chegamos a Lisboa. À saída do aeroporto, tivemos que enfrentar uma longa fila para pegar o táxi que nos levaria ao Hotel Ibis Saldanha. Situado na Avenida Casal Ribeiro, a duas quadras da praça Duque de Saldanha, no centro de Lisboa, este hotel da rede Íbis nos pareceu agradável e seus funcionários atenciosos.
A Duque de Saldanha é uma pequena praça circular que (me fez lembrar as características da Praça Portugal, em Fortaleza). Fica no cruzamento da Avenida República com a Avenida Praia da Vitória, além de receber a confluência da Avenida Casal Ribeiro, do hotel em que estávamos.
Considerado uma das figuras de destaque do século XIX, evidenciou-se como militar participando, nomeadamente, nas guerras napoleônicas, liberais e nas guerras no Brasil. Apesar de revestida de alguma controvérsia, a sua personalidade fez-se sentir em áreas como a política, a diplomacia e as ciências naturais. Da autoria de Tomás Costa com pedestal de Ventura Terra, a peça organiza-se no diálogo entre o bronze e a pedra. A figura alegórica feminina do pedestal, em bronze, representa a vitória alada consubstanciada no empunhar de uma espada.
Tínhamos programado que àquela tarde iríamos ao Museu Gulbenkian, Meu irmão Marcelo, que já esteve por lá em duas oportunidades, recomendou-me muito a visita. E, para tanto, fizemos uma caminhada de cerca de 2 km, tornada agradável por uma temperatura amena e sem chuviscos.
O Museu Gulbenkian tem menos de 50 anos, mas tem muitos tesouros de épocas antigas e fascinantes. Seu nome é uma homenagem ao magnata do petróleo Calouste Gulbenkian, nascido na Turquia, um grande magnata do petróleo e amante da arte. Ao longo da vida, ele criou uma coleção de 6 mil obras de arte muitas das quais ele doou a Portugal. Estas obras estão no museu e incluem estátuas do Egito, pinturas de artistas europeus como Rubens e Rembrandt, além de delicadas exibições de porcelana da China. Você pode visitar o museu por um dia inteiro para ver e apreciar todas as obras e desfrutar de um universo cultural multifacetado em um só lugar. Além da coleção do fundador o museu realiza exposições temporárias e dispõe de uma biblioteca dos livros publicados  sob o patrocínio da Fundação Gulbenkian.
Finda a visita, sentamo-nos a uma das mesas da cafeteria local para comer bolinhos de bacalhau e uma sopa de legumes. E, no caminho de volta, paramos em um misto de supermercado e drogaria para comprar umas alperces.
Cansados da viagem, esperas nos aeroportos e, principalmente, dos efeitos em nós provocados pelas mudanças nos fusos horários, fomos dormir ainda cedo. Depois de termos jantado uma Pizza Royale no kitchen lounge do hotel.
Igualmente conhecidos como damascos, a denominação "alperce" vem do latim praecox, que significa precoce, já que este é um dos primeiros frutos a anunciar o verão.
[https://www.pingodoce.pt/escola-de-cozinha/ingredientes/alperce-mil-e-um-usos/]
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PORTUGAL, MEU AVOZINHO (Como foi que temperaste, / Portugal, meu avozinho, / Esse gosto misturado / De saudade e de carinho?) é o título de um poema de Manuel Bandeira que foi musicado por Ary Barroso. Estava previsto que seria gravado por Silvio Caldas, o que não chegou a acontecer. Por ocasião do centenário de nascimento de Bandeira, o baiano Moraes Moreira deu a este poema  um tratamento funk. É a versão que foi gravada por Olivia Hime em seu LP "Estrela da Vida Inteira". Sem qualquer ligação com o texto de Manuel Bandeira, o cantor português Francisco José também lançou um disco intitulado PORTUGAL, MEU AVOZINHO. Em 1965, David Nasser recebeu da Academia de Ciências de Lisboa o Prêmio Camões pelo livro PORTUGAL, MEU AVOZINHO, uma coletânea de artigos sobre a terra de Camões, publicados em "O Cruzeiro" e escritos no ano anterior quando David Nasser esteve em Portugal.
[http://portugal-mundo.blogspot.com/2014/01/portugal-meu-avozinho-com-letra-de.html]

PARTIU IBÉRIA!

Ibéria é o nome pelo qual os gregos conheciam, desde tempos remotos, o que hoje chamamos Península Ibérica. É também é o nome dado à ilha constituída por Portugal e Espanha, antes de sua transformação em península ao se juntar com a Europa, há muitos milhões de anos.
Situada no sudoeste da Europa, a Península Ibérica é formada por Gibraltar, Portugal, Espanha, Andorra e uma pequena fração do território da França.
Portugal e Espanha estão no roteiro turístico (adaptável) que programamos. Nos próximos oito dias, planejamos visitar Lisboa, Coimbra, Porto, Setúbal, Madri e Toledo.
Hoje à noite, estaremos no Aeroporto Pinto Martins para embarcarmos no avião da TAP (voo 36), que nos levará de Fortaleza a Lisboa.
Elba e Paulo Gurgel
"A satisfação está no esforço e não apenas na realização final." ~ Mahatma Gandhi

FELIPE GURGEL, PhD EM ECONOMIA

O professor da UECE e escritor Marcelo Gurgel viajou neste mês aos EUA para assistir à solenidade em que seu filho Felipe Bastos Gurgel Silva foi laureado com o diploma de PhD em Economia pela Cornell University.
As pesquisas da tese de Felipe Gurgel estão na interseção entre contabilidade financeira, divulgação, bancos, economia política e economia internacional. Antes de ingressar na Johnson Graduate School of Management, trabalhou por 5 anos no setor privado, incluindo uma breve carreira no setor aeroespacial (Embraer) e depois ingressando no setor de serviços financeiros no Itaú Unibanco (Divisão de Risco de Mercado) e no Banco Santander. Ele é bacharel em engenharia aeronáutica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), no Brasil, e um M.Eng. graduado em engenharia financeira pelo departamento de Pesquisa de Operações e Engenharia da Informação da Cornell. Sua pesquisa foi publicada no Washington Post, Bloomberg e em outras fontes de mídia em inglês, português, alemão e russo.
http://blogdomarcelogurgel.blogspot.com.br/2018/05/felipe-gurgel-recebera-diploma-de-phd.html
https://www.johnson.cornell.edu/Programs/PHD-Program/Current-Students?id=fbs27
https://www.johnson.cornell.edu/people/faculty/fbs27/fbs27_vitae.pdf
Em "Linha do Tempo": FELIPE BASTOS GURGEL É DESTAQUE NA CORNELL UNIVERSITY


O CRIADOR DE CAPOTES

Certa vez, um paciente em sua consulta de retorno me presenteou com dois capotes. No Nordeste brasileiro, pessoas oriundas da zona rural demonstram sua gratidão aos médicos trazendo-lhes algum mimo.
Sabendo que ele ficaria magoado com a minha recusa em recebê-los, aceitei-os.
Capote é bicho que tem uma vastidão de sinônimos: galinha d'angola, cocá, guiné, pintada. E até "tô-fraco", em alusão ao som que eles incessantemente emitem.
Vinham numa caixa com orifícios servindo de respiradouro. Desamarrei-lhes os pés e soltei-os no quintal de casa (para adiante resolver o que faria com eles).
A presença deles foi uma festa para meus filhos que ainda não conheciam tal tipo de galináceo. Certamente ninguém ali pensava em comê-los.
E foi o primeiro dia e fez-se noite. Na madrugada do segundo dia, fui despertado com guinchos estridentes que vinham do jardim, das áreas laterais da casa e do quintal.
Não consegui mais dormir. Tendo ali aprendido a duras penas que, além de vocalizar aquele "tô-fraco" conhecido, o capote, qualquer capote, utiliza-se de uma segunda língua no período do alvorecer.
E foi o segundo dia e fez-se noite. Na madrugada do terceiro dia, mais guinchos aconteceram que me acordaram. Desta vez, começaram mais cedo e eram mais fortes.
Havia, como pude verificar a seguir, uma justificativa para o recrudescimento. A cantoria estava sendo reforçada pela participação de um terceiro capote que chegara voando das redondezas.
Não! Eu não ia fazer o papel de um insone criador de capotes. E decidi que iria doá-los a quem tivesse reais condições de criá-los. Lembrei-me de Ronaldo, um concunhado meu. Em sua chácara no Eusébio, Ronaldo criava muitos tipos de aves (inclusive capotes).
Ele concordou em ser o fiel depositários dos meus capotes, embora me alertasse para uma certa dificuldade. Para trazê-las, eu teria antes de capturá-los. "No sertão, eles pegam esses bichos para a panela é com tiros."
De fato, eles eram muito mais velozes do que eu havia calculado. Em campo aberto, nem com o Usain Bolt me ajudando aquela captura teria sido possível. Então, montei um plano com a casinha de cachorro do quintal no centro da estratégia. E persegui os capotes até que estes buscassem refúgio no pequeno cômodo transformado em armadilha. Tranquei o portão. e aí ficou fácil.
Deixados no Eusébio, não me perguntem agora como os capotes estão. Pelo tempo em que essa história se passou, não devem mais estar vivos. Mas desconfio que eles não devem ter morrido de morte natural.
N.A. -- Acredito que também teria resolvido o problema com a técnica mostrada no vídeo abaixo. PGCS

Esta nota recebeu COMENTÁRIOS de José Maria Chaves, Francisco Wilson Ramos Botelho, Maria Auxiliadora Barroso, Antonio Macedo Pinto e Ronaldo Albuquerque.

ACADEMIA CEARENSE DE MEDICINA E HOSPITAIS TERCIÁRIOS EM FORTALEZA. LIVROS RECÉM-PUBLICADOS

No domingo passado, em uma reunião de nossa família (Dia das Mães), recebi de meu irmão Marcelo Gurgel exemplares dos seguintes livros recém-publicados:
ACADEMIA CEARENSE DE MEDICINA: HISTÓRIA E PATRONOS, do qual Marcelo é o apresentador e um dos cinco organizadores. Este livro é uma edição comemorativa dos 40 anos (1978 - 2018) de existência deste sodalício acadêmico (brasão, ao lado), em que estão enfeixadas 70 biografias, incluindo a do Patrono da ACM, Dr. Antônio Justa, e a do Patrono dos Acadêmicos Eméritos, Dr. Samuel Pessoa, bem como as biografias dos 68 médicos que patroneiam as cadeiras criadas e instaladas.
ISBN: 978-85-420-1213-2
AVALIAÇÃO DA EFICIÊNCIA  DE HOSPITAIS PÚBLICOS TERCIÁRIOS NA PERSPECTIVA DA ALOCAÇÃO DE RECURSOS, do qual são autores Maria Helena Lima Sousa e Marcelo Gurgel Carlos da Silva. Este livro, que teve por objetivo geral o de analisar os custos dos serviços desenvolvidos por cinco hospitais terciários do Sistema Único de Saúde, (*) gerenciados pela Secretaria de Saúde do Estado do Ceará - SESA, na perspectiva de sua utilização como indicador de gestão e de alocação de recursos para torná-los mais eficientes e efetivos.
(*) Hospital de Messejana, Hospital Geral Dr. César Cals, Hospital Infantil Alberto Sabin, Hospital São José e Hospital Geral de Fortaleza.
ISBN: 978-85-7826-586-1

DE DEODORO PARA A PRINCESA ISABEL

A fundação do Clube Militar, em 26 de junho de 1887, está intimamente ligada ao problema nacional da abolição da escravatura.
A própria Questão Militar, um dos marcos na queda do Império, envolveu a punição imposta ao Ten Cel Sena Madureira, então Comandante da Escola de Tiro de Campo Grande, por ter o mesmo homenageado um jangadeiro cearense, Francisco José do Nascimento, que liderou um movimento dos jangadeiros que se recusaram a transportar escravos do Ceará para outras províncias.
Ainda no ano de sua fundação, em 26 de outubro, o Presidente do Clube Militar endereçou à Princesa Regente uma petição solicitando que o Exército não fosse usado como "capitão do mato" na captura de escravos foragidos:
"Senhora,
Os oficiais, membros do Clube Militar, pedem a Vossa Alteza Imperial vênia para dirigir ao Governo Imperial um pedido, que é antes uma súplica…
… a liberdade é o maior bem que possuímos sobre a terra; uma vez violado o direito que tem a personalidade de agir, o homem para reconquistá-la é capaz de tudo; de um momento para outro ele, que antes era um covarde, torna-se um herói…
… em todos os tempos os meios violentos de perseguição não produziram nunca o desejado efeito.
É impossível, Senhora, esmagar a alma humana que quer ser livre.
Por isso, os membros do Clube Militar, em nome dos mais santos princípios de humanidade… esperam que o Governo Imperial não consinta que os oficiais e as praças do Exército sejam desviados de sua nobre missão. Se se tratasse de uma sublevação de escravos que ameaçasse a tranquilidade das famílias, que trouxessem a desordem, acreditai que o Exército havia de manter a ordem. Mas diante de homens que fogem, calmos, sem ruído, evitando tanto a escravidão como a luta e dando ao atravessar cidades exemplos de moralidade, cujo esquecimento tem feito muitas vezes a desonra do Exército mais civilizado, o Exército brasileiro espera que o Governo Imperial lhe concederá o que respeitosamente pede em nome da honra da própria bandeira que defende…”
O Governo Imperial cedeu. No entanto, apesar de manifestações abolicionistas em praça pública, e do projeto de "extinção completa do braço escravo" do Senador Souza Dantas, o ano de 1887 acabou sem uma solução para tão nobre causa.
A Princesa Isabel, ainda no exercício da Regência, assinaria a Lei Áurea em 13 de maio de 1888, libertando os escravos em todo o território nacional e, como consequência, perdendo o apoio do último esteio que sustentava o Império, os proprietários rurais.
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Hoje no EntreMentes: A Lei e a Pena

CASAMENTO DE MOACIR E LARA

A cerimônia de casamento de Moacir e Lara, ele - filho de Francisco Moacir Pinto Filho e Maristane Fernandes Macedo Pinto, e ela - filha de José Walter Lima Torquato e Maria Melo Torquato, será realizada hoje (12), às 16 horas e meia, na Igreja Nossa Senhora do Líbano, na Rua República do Líbano, 15 - Meireles, em Fortaleza, Ceará.
Após a cerimônia, os convidados serão recepcionados no Espaço Coco Bambu por Toca, na Avenida Senador Virgílio Távora, 511 - Meireles.
13/05/2018 - Atualizando esta notícia com a inserção de uma fotografia
Lara e Moacir (foto PGCS)

GUARANÁ JESUS

A fórmula do Guaraná Jesus foi criada pelo farmacêutico Jesus Norberto Gomes (1891- 1963). O guaraná surgiu de uma tentativa frustrada de fabricar um remédio, mas o novo xarope produzido agradou muito os netos do farmacêutico. Nascia assim uma bebida muito popular na cidade de São Luís/MA.
Entre os ingredientes do refrigerante, estão os extratos de guaraná, cafeína, teofilina e teobromina. O Guaraná Jesus apresenta uma cor rosa e o gosto adocicado, lembrando vagamente o sabor tutti-frutti.
Em 2001, a The Coca-Cola Company compra os direitos sobre a marca. Em 2016, o refrigerante começa a ser vendido em Fortaleza/CE pelos Mercadinhos São Luiz.
Ironicamente, o farmacêutico Jesus era ateu.
(Nota não patrocinada)

O IMPLEXO DA ASCENDÊNCIA

O implexo é o termo usado em Genealogia para designar a relação entre o número real e o número teórico de antepassados de uma pessoa.
Cada pessoa tem 4 avós, 8 bisavós, 16 trisavós, 32 tetravós, 64 pentavós, 128 hexavós, 256 heptavós, 512 octavós, 1.024 eneavós, 2.048 decavós, 4.096 undecavós, 8.192 duodecavós, 16.384 tridecavós, 32.768 tetradecavós, 65.536 pentadecavós, 131.072 hexadecavós, 262.144 heptadecavós, 524.288 octadecavós, 1.048.576 eneadecavós, 2.097.152 icosavós e assim sucessivamente, sendo o número de antepassados multiplicado por 2 em cada geração que se recua.
Dada a impossibilidade de uma pessoa descender de tantos antepassados diferentes, a teoria do implexo dos ascendentes sustenta que cada pessoa descende várias vezes do mesmo antepassado por linhas diferentes.
Na prática, é comum, ao recuar algumas gerações numa genealogia, encontrar antepassados que aparecem repetidas vezes em diferentes lugares da árvore de costados. Isto acontece pela inexorabilidade da teoria do implexo dos ascendentes, que demonstra ser inevitável os casamentos entre parentes, o que resulta numa disparidade entre o número teórico de antepassados e o seu número real e possível.
Esta disparidade entre o número teórico (matemático) e o número real (histórico) de antepassados de um sujeito é o implexo da ascendência.
Os casamentos entre pessoas aparentadas, além de inevitáveis, em meios pequenos e sociedades fechadas, eram frequentes, pela tendência de casamentos na mesma área geográfica, meio social, atividade profissional, religião etc. O mesmo acontecia com as famílias reais europeias, todas elas aparentadas entre si.
O implexo é a relação entre estes dois números e a sua porcentagem permite verificar o grau de endogamia nas várias gerações.
Extraído de: https://pt.wikipedia.org/wiki/Implexo
Vídeo de Gabriel Torres:

Curiosidade
O caso mais célebre de implexo elevado é o do rei Afonso XIII de Espanha, que tinha na realidade apenas 111 eneavós, e não os 1024 teóricos que matematicamente teria nessa geração, havendo 89% de implexo.
{\displaystyle {\frac {1024-111}{1024}}={89\%}}

CASA DE RODOLFO TEÓFILO NA PAJUÇARA

Retornando de Maranguape, onde visitei a Casa de Chico Anysio, fui conhecer a de Rodolfo Teófilo, que fica na Rua Petrônio Portela, nº. 153, em Pajuçara, distrito de Maracanaú.
Foi construída no alto de uma colina em um lugar chamado Alto da Bonança. Seu portão de ferro artisticamente trabalhado estava entreaberto. Entrei. Não havia ninguém por lá, naquele momento.
É uma casa branca com portas e janelas azuis. Na frente, há um alpendre com bancos e uma faixa amarronzada de tijolos aparentes que realça a fachada (foto 1). Árvores frutíferas de várias especies crescem no terreno ao redor.
Após muitos anos abandonada, a casa foi reformada em 2005 pela Prefeitura de Maracanaú. Dois anos depois, foi tombada pelo patrimônio histórico municipal. Nesta casa, Rodolfo Teófilo escreveu alguns dos 27 livros que publicou.
Nascido na Bahia, Rodolpho Marcos Teóphilo (1853 - 1932) veio para o Ceará com 15 dias de vida. Farmacêutico, historiador, industrial e sanitarista, ele atuou no combate à varíola no fim do século XIX e início do século XX. Sempre se disse e se considerou cearense, não aceitando jamais ter nascido em outro lugar. "Sou cearense porque quero" asseverou sempre e, se assim o dizia, melhor demonstrava o infinito amor que nutria pelo Ceará.
A tarde estava nublada e começou a cair um toró. Esperando que a chuva passasse, sentei-me num dos bancos do alpendre. Foi quando chegaram duas funcionárias da Prefeitura de Maracanaú, pedindo desculpas pelo pequeno atraso. Abrindo a casa, elas me disseram que esta não dispunha de acervo. A casa era utilizada para ensaios de música e reuniões de grupos religiosos da comunidade.
Na verdade, o único objeto digno de apreciação era aquele que eu tinha visto ao entrar: o Monumento à Cajuína (foto 2). Feito em cimento, essa obra reproduz a imagem de um tronco, que dá origem a um galho com um caju na ponta, o qual, por sua vez, repousa na boca de uma garrafa. Explicaram-me, ainda, que existia uma folha que integrava o conjunto, mas esta tempos atrás havia se desprendido.
Segundo Rachel de Queiroz, a Rodolfo Teófilo se deve a invenção da cajuína, uma bebida não-alcoólica à base do suco de caju que é muito popular no nordeste brasileiro.

VIDA — POR DIOGO FONTENELLE


O MEU JEITO DE ENGOLIR A VIDA

No quarto de dormir estão os sapatos que esperam por mim
A inventar caminhos pelo amanhã entre rebanhos de agonia.
No quarto de dormir está a xícara vazia com cheiro de jasmim
A tanger cinzas nuvens de assombro ao vendaval do dia a dia.

No quarto de dormir está o alvo lençol que suspira despedida
A ouvir o morto que desce da foto da parede em noite partida
A povoar meu rabiscar em verso sangrado na caligrafia sofrida
Que não é poesia, é tão somente o meu jeito de engolir a vida.

A VIDA EM POESIA

Por que esperar muito da sorte e das pessoas?
Se tudo é apagado em indiferente certeiro dia.
Nada é para sempre. Tudo, na sua hora, escoa.
A traça rói nossos olhos e a nossa visão fugidia.

Por que esperar muito da sorte e das pessoas?
Se tudo é faz-de-conta a desaguar na noite fria.
Nada é para sempre. No pranto, a coração voa.
A traça rói a doce esperança da vida em poesia.

CASA DE CHICO ANYSIO EM MARANGUAPE

Francisco Anysio de Oliveira Paula Filho, conhecido artisticamente como Chico Anysio, é filho de Maranguape - CE. Foi humorista, ator de cinema e televisão, radialista, comentarista esportivo, escritor, compositor, pintor, roteirista e diretor de espetáculos.
"É mentira, Terta?"
A casa em que ele nasceu e viveu até os 7 anos de idade fica na Rua Chico Amador, nº. 68. Tendo pertencido inicialmente à família Paula, o imóvel foi tombado pelo patrimônio histórico municipal e, atualmente administrado pela Prefeitura de Maranguape, abriga uma espécie de museu dedicado ao filho ilustre da terra.
Na entrada, o visitante logo se depara com uma estátua de Pantaleão, um dos personagens mais marcantes de Chico Anysio. A guia Fernanda, que me conduziu na visita, realizou esta foto em que eu apareço perto da estátua do famoso mitômano.
Construída de taipa, a casa (que foi restaurada há poucos anos) tem um alpendre e vários cômodos. Nestes últimos, se distribui o acervo do museu, constituído principalmente de coleções de caricaturas e de marionetes no estilo puppet que representam alguns dos personagens de Chico Anysio, e de capas de livros (24 títulos ao todo) que ele publicou, além de painéis com informações sobre a vida e as obras do humorista cearense.
Hoje, 12 de abril, é comemorado o Dia do Humorista no Ceará. Esta data, que faz alusão ao aniversário de nascimento de Chico Anysio, foi instituída pela Lei nº. 13.317, de 02/07/2003.
Serviço
Distância de Fortaleza: 50 km
Percurso: CE-060, em seguida CE-350
A casa/museu está aberta para visitações de terça-feira a domingo, das 9 às 17 horas
Entrada: gratuita
Ver também
Casa de Chico Anysio é rota turística em Maranguape, TV Diário
Reveillon de 2018 em Maranguape, blog EM