PRELIBANDO O PASSEIO

Estou de volta a Manaus, depois de muitos anos em que conheci a cidade. Desta vez, acompanham-me no passeio a esposa Elba, a nossa filha Natália e o genro Rodrigo. Tudo está planejado para ser uma estada de três dias.
Nos anos de 1974 e 75, o período em que fui médico militar em Benjamin Constant-AM, por várias vezes me demorei em Manaus. Ora por razões de trabalho, ora por lazer (em meus trânsitos entre Benjamin Constant e Fortaleza).
Naquelas oportunidades, foi quando conheci o centro histórico da cidade, alguns de seus bairros (Compensa, Cachoeirinha etc.), o Comando Militar da Amazônia, na Ponta Negra, o Hospital Militar de Manaus, o Encontro das Águas (entre os rios Negro e Solimões) e o balneário do Tarumã, muito visitado por suas cachoeiras.
Frequentando alguns dos points e restaurantes da moda, curti também um pouco da vida noturna da cidade. Um destes, onde havia música ao vivo, lembro-me que ficava na Boulevard.
Vivia-se o apogeu da Zona Franca de Manaus. Não tinha como ficar indiferente aos preços convidativos dos objetos eletrônicos que eram vendidos em suas lojas. Cheguei a comprar uma motocicleta (Honda 125, com arranque à mão) que despachei para Benjamin Constant.
E aproveitei também para tirar o passaporte que, em minhas férias de trabalho no hospital de Benjamin Constant, seria indispensável para viajar à Colômbia, ao Equador e Peru.
Imagino a cidade que verei logo mais: muito maior do que a Manaus que eu então conheci. Com uma população atualmente estimada em 2,1 milhões de habitantes, ela é hoje a maior cidade da Região Norte do país.
Muita coisa nova para ver e muita coisa antiga para rever, portanto.
https://www.youtube.com/watch?v=xIqErvZi1mA

O ANÚNCIO DO SABÃO PAVÃO

Meu caríssimo esculápio,
Para matar as saudades: dezoito jingles "de época".
Jaime Nogueira
O décimo quarto é um jingle publicitário do Sabão Pavão, cuja letra diz
Para lavar, limpar e desinfetar
Nada melhor do que ter Sabão Pavão
Na sua casa não pode faltar
Estou falando de Sabão Pavão.
Ele é antigo, ele é conhecido
Sabão Pavão, Sabão Pavão
É sempre bem-vindo.
(Falando: Sabão Pavão, minha amiga, é tudo de bom.)
Uma mão lava a outra com perfeição
E as duas lavam juntas com Sabão Pavão.
Para ouvi-lo clique AQUI. Duração: 30 segundos.
jinglesopus.com.br

NA TERRA DAS PALMEIRAS

Desmembrado do município de Cascavel, o distrito de Pindoretama tornou-se município em 1987. Sua toponímia é de origem tupi e significa "terra das palmeiras", de "pindó" (palmeira) e "retama" (terra, região). Ocupando uma área territorial de 72 km², o município de Pindoretama é constituído de cinco distritos: Sede, Pratiús, Capim de Roça, Ema e Caponguinha.
Tendo como seu principal acesso a CE-040, a rodovia do litoral leste do Ceará, Pindoretama dista 40 quilômetros de Fortaleza. É rota obrigatória para a Reserva do Batoque (a 9 km) e Praia da Caponga (a 12 km).
Sua população foi estimada pelo IBGE (2016) como tendo 20.430 habitantes.
Seus principais logradouros são a Praça da Matriz (onde estão a igreja da Paróquia Nossa Senhora das Graças e o prédio da Prefeitura), a Praça da Cidadania (onde fica o Mercado Público) e a Avenida Capitão Nogueira, a região do comércio e ponto de encontro dos pindoretamenses.
Os engenhos de cana-de-açúcar (O Bari, Complexo Tradição, 3 Irmãos, Cana Doce, São Luiz etc). também estão entre os cartões postais da cidade. Nos últimos anos, eles vêm sendo visitados por turistas que querem conhecer seus produtos artesanais, principalmente suas rapaduras.
Não é à toa que a cidade é conhecida como a Capital da Rapadura.
Aproveitei minha passagem pela cidade para doar um exemplar do livro "Portal de Memórias: Paulo Gurgel, um médico de letras", para a Biblioteca Municipal de Pindoretama.
Onde se hospedar: Hotel Terral (85 3375-1213)
Há 10 anos - No dia seguinte, Elba e eu nos deslocamos à cidade de Pindoretama para um churrasco. Com a minha irmã Mirna, jornalista e assessora ad hoc da carta de navegação desta viagem. Destino: chácara de Cláudio Matos, situada num lugarejo chamado Pratiús, no município de Pindoretama. Cláudio, um funcionário da Receita Federal, é amicíssimo do meu irmão Luciano, a quem cedeu a chácara para a realização do churrasco. E Luciano tinha um forte motivo para, naquele ensolarado domingo, ali reunir a família e os amigos. Era a comemoração pela conquista da vaga no Curso de Medicina da UFC por sua filha Marina (irmã gêmea de Diana, que já faz Psicologia). Pela vocação que ela dá mostra de possuir para a carreira médica, antevejo uma formação brilhante para Marina, minha sobrinha e, daqui a seis anos, uma colega de profissão. In: EntreMentes, 05/03/2007

1º ANINHO DE LÍVIA

CONVITE
Tem cheiro de Moranguinho no ar...
Vou completar meu 1º  aninho e com você quero comemorar!
Será hoje (6) no Golden Kids Buffet, às 18h30.
Rua Gilberto Studart, 280 - Cocó

Parabéns, Lívia, que é filha de Vanessa (minha sobrinha) e Orlando, ambos médicos.

A TV CASA DO CEARÁ

A TV Casa do Ceará ampliou sua carteira de filmes e vídeos. Agora já são 13, com vídeos de Chico Anysio por Chico Anysio, Waldonys, Wilson Ibiapina - cidadão do mundo, O último apito, Só cearense entende o que se fala no Ceará e Vendedor de picolé na Praia do Futuro em Fortaleza (abaixo), entre outros.
A TV opera através do YouTube. Aos poucos, se consolidará como uma referência do Ceará, à disposição dos cearenses de todo o mundo.
Em 1917, funcionará com uma linha de programação de notícias, entrevistas, depoimentos e reportagens sob a direção de Wilson Ibiapina.

ANIVERSÁRIO DE ZAÍRA - 90 ANOS

Nascida em Aurora-CE, em 21 de abril de 1927, Zaíra Teixeira de Macedo (minha sogra) teve seu aniversário de 90 anos festejado por familiares e amigos.
O local do evento foi o salão de festas do edifício 2020 da Avenida Beira-Mar, no Meireles, onde mora uma das filhas da matriarca.
Dona Zaíra, ao lado da filha Elba
Viúva de Moacir Soares Pinto, Zaíra é mãe de 7 filhos (Antonio, Lúcia, Rosy Mary, Moacir Filho, Elba, Márcia e Denise), avó de 14 netos e bisavó de 8 bisnetos.
https://docs.google.com/document/d/1zl3HywqEBvPW-92Ac6EZMrpaowgtcRWtCeiCzJyhehI/edit

O SISMÓGRAFO DE PEREIRO, CEARÁ

Iran Ferreira Machado
Nos idos de 1969, lá pelas bandas de Pereiro, sul do Ceará, a terra tremeu. Não só tremeu, como deixou as suas marcas indeléveis em casas, rachaduras pelo chão na zona rural e pavor entre seus habitantes.
Acionado pelas autoridades competentes, o Departamento Nacional da Produção Mineral, então sediado no Rio de Janeiro, enviou uma equipe de três geólogos ao local para averiguar os prejuízos e recomendar providências.
Chegando de jipe à cidade, já tarde da noite, os "três mosqueteiros" buscaram uma humilde pensão para a sua estada durante os dias de vistoria.
A primeira pessoa a prestar depoimento, ainda naquela noite, foi exatamente a proprietária da pensão, muito preocupada com as perdas e danos que poderiam decorrer de tão inusitado fenômeno geotectônico. A grande surpresa foi o seu relato de que um papagaio de estimação vinha oferecendo os seus serviços como sismógrafo improvisado, porém eficaz. De índole perquiridora ou até científica, a dona da pensão já estava elaborando uma espécie de escala Richter para uso doméstico.
A escala funcionava mais ou menos assim, de acordo com os resultados da última semana, registrados numa planilha pela diligente pesquisadora:
1 - Papagaio ligeiramente nervoso, caminhando pensativo para a esquerda e para a direita, sem cessar.
2 - Idêntico ao anterior, porém a ave já ensaia algumas decolagens.
3 - Papagaio demonstra forte nervosismo e tenta em vão romper a corrente para fugir do epicentro.
4 - Idêntico ao anterior, porém acompanhado de gritos histéricos ou expressões ininteligíveis ultrapassando 100 decibéis.
5 - Papagaio alvoroçado acorda com seus gritos todos os hóspedes e empregados do estabelecimento hoteleiro, manifestando um grau máximo de pânico, capaz de contagiar seres humanos e animais domésticos.
As intensidades de número 6 até 9 não foram definidas quanto ao comportamento da ave, em virtude do simples fato de que Pereiro não se encontra sobre os Andes ou em qualquer outra área sujeita à tectônica das placas.
Todavia, a proprietária se julgou bastante orgulhosa de, ao dispensar o uso de equipamentos sofisticados, com suas baterias, fios e relés, prestar uma valiosa contribuição às pequenas comunidades do Nordeste e de outras regiões desse imenso Brasil.
N. do E.
O colaborador Jaime Nogueira enviou-me um texto com esta história. Como não consegui copiá-lo diretamente do e-mail e encontrei outra versão (fonte) na internet, é esta que está sendo aqui republicada. As duas versões são igualmente geniais.

PESAR PELO FALECIMENTO DE JOÃO GONÇALVES PRIMO

"É com profundo pesar que informo o falecimento, na tarde desta terça-feira, 18/04/17, do meu pai JOĀO GONÇALVES PRIMO, aos 98 anos.
Homem íntegro, batalhador por natureza e de ilibada reputação. Com muita luta e honestidade, formou uma linda família ao lado de minha mãe, dona Vicentina Lucena, transmitindo a seus filhos suas experiências como cidadão e realizador.
Em nome de todos os irmãos, netos, demais familiares e amigos, agradeço os votos de pesar recebidos, na certeza de que meu pai repousa na Glória do Senhor.
Aos que desejarem prestar as últimas homenagens, o velório será realizado hoje, à partir das 20 horas, na Funerária Ternura, localizada, à Rua Padre Valdevino, 2555, com Missa de corpo presente amanhã, dia 19/04, às 15 horas. Seu sepultamento ocorrerá no Cemitério Parque da Paz, às 16 horas.
Saudades eternas."
Gaudêncio Gonçalves de Lucena
Meus sentidos pêsames à família de Gaudêncio Gonçalves pela perda deste ente querido.
Há 10 anos...
O grande ser humano que foi o Sr. João (como o chamávamos na intimidade), foi biografado por Juarez  Leitão e Tulio Monteiro, neste livro:
"Sonhos e vitórias : a história de João Gonçalves Primo".
Fortaleza, Premius, 2007. ISBN 9788575643969

MATHEUS - 11 ANOS

Muda hoje (17) de idade o meu neto Matheus Noronha Gurgel, aluno do Colégio Batista Santos Dumont.
Ontem à noite, fomos com ele à pizzaria Maria Tomate, no Cocó, para uma comemoração em família de seu aniversário.
Parabéns, Matheus.
Seu pai Érico, que aparece na foto com ele, acaba de regressar de um passeio de férias na cidade do Rio de Janeiro e em Belém, com a esposa Aline.

UM TOUR HORIZONTINO

Em 1938, Guarani, que logo depois recebeu o nome de Pacajus, passou à categoria de município, tendo seu território dividido em 4 distritos: Guarani, Currais Velho, Lagoa das Pedras e Olho d’Água do Venâncio. O último viria a se tornar Horizonte, tendo recebido essa denominação pelo fato de a região ser rica em fontes hídricas, sendo o olho d’água na fazenda do Venâncio a mais conhecida.
Dados Gerais
Localização: RM de Fortaleza
Distância de Fortaleza: 40 km, pela BR-116
Distâncias de outras cidades: Pacajus: 10 km, via BR-116; Cascavel: 34 km, via BR-116 e CE-253; Pacatuba: 36 km, via BR-116, CE-350 e CE-060; Acarape: 38 km, via CE-253
População: 55 154 habitantes, IBGE/2010
Gentílico: Horizontino
Área: 160 km²
Municípios limítrofes: Aquiraz, Cascavel, Guaiúba, Itaitinga, Pacajus e Pindoretama
Distritos: Horizonte-Sede, Aningas, Dourado e Queimadas
Avenida e principais ruas da cidade: Presidente Castello Branco (a avenida em que  fica a moderna sede da Prefeitura), Ciro Bilhar, Juvenal de Castro, Baturité e Rafael Santos (a rua da Pousada Horizonte)
Onde se hospedar: Pousadas Horizonte e Pinto Martins
Onde comer: Restaurantes Cândida, Sabor Caseiro, Med Pizzas e Big Lanches
Horizonte, é um dos municípios cearenses de robusto crescimento. Ocupando uma localização privilegiada na Região Metropolitana de Fortaleza, Horizonte teve o seu potencial alavancado pela chegada de grandes indústrias ao município nos últimos anos, 
https://horizonte.ce.gov.br
http://www.ceara.com.br/m/horizonte/index.htm
https://pt.wikipedia.org/wiki/Horizonte
Notas
Uma das indústrias de Horizonte é a Fábrica Troller, onde o engenheiro mecânico Érico Gurgel trabalhou (vídeo Copa Troller) no início de sua carreira.
Atualmente,o time do Horizonte está na 1ª divisão do futebol cearense.
Fiz a doação de um exemplar do livro Portal de Memórias: Paulo Gurgel, um médico de letras, organizado por meu irmão Marcelo, para a Biblioteca Municipal de Horizonte.

OUTROS PRODUTOS DA SIQUEIRA GURGEL

Em fevereiro de 2011, publiquei em Linha do Tempo, na nota OTÁVIO BONFIM. COMÉRCIO, INDÚSTRIA E SERVIÇOS NAS DÉCADAS DE 1950, 60 E 70, o seguinte tópico:
"Os produtos da Siqueira Gurgel foram e são populares entre os cearenses. Os nomes dos produtos fabricados, tais como o sabonete Sigel, o óleo Pajeú, a gordura de coco Cariri e o famoso sabão Pavão, fazem parte do cultura da Ceará. Um dos textos de um dos famosos jingle do sabão Pavão, sobrevive na alma cearense: uma mão lava a outra com perfeição, e as duas lavam a roupa com sabão Pavão. O nome da personagem estampada na embalagem do óleo Pajeú, a Neguinha do Pajeú, transformou-se em uma expressão bastante usada pelos cearenses para nomear uma pessoa sapeca e sem modos."
Mas, em recente visita à Exposição Arquivo Nirez, na Caixa Cultural, ao ver uma coleção de rótulos de produtos industriais, fiquei sabendo que a Siqueira e Gurgel Ltda. (Usina Ceará) também já fabricou:
- o sabão Elephante (com "ph"; v. imagem ao lado)
- o sabão Águia
- o saponáceo Pavão ("indispensável para limpar e lustrar talheres, panelas e metais em geral").

ABELARDO SOARES DE AGUIAR (1937-2017)

O precursor do processo de transformação do Sanatório de Maracanaú
por Maria Abreu Barbosa
Nascido em Baturité, Ceará, no ano de 1937, Abelardo Soares de Aguiar graduou-se em medicina, em 1963, pela Universidade Federal do Ceará. Participou do Curso de Especialização em Pneumologia Sanitária no Sanatório de Maracanaú em 1965, tornando-se médico residente dessa Instituição no período de 15.1.1964 a 28.2.1965. Foi contratado em 1.º de março de 1965, pelo Ministério da Saúde, lotado na Secretaria Nacional de Programas Especiais de Saúde, em exercício no Sanatório de Maracanaú, onde permaneceu até setembro de 1984.
Reconhecido por seus amigos e colegas de trabalho como uma pessoa generosa, humanitária, estudiosa e tranquila, foi considerado o precursor do processo de transformação do Sanatório em Hospital Geral, evitando, assim, o seu fechamento anunciado no final da década de 70.
Antes de tornar-se diretor do Sanatório, em 1978, ocupou as funções de médico assistente em Unidades de Internamento de Tuberculose e de Pneumopatias não Tuberculosas (1965 a 1968); foi chefe da Divisão Médica (1969); chefe da Unidade de Pneumologia (1974); assistente-diretor (1975 a 1978); além das funções anteriormente especificadas, participou ainda, na qualidade de auxiliar de Ensino, do Curso de Residência em Pneumologia realizado no Sanatório de Maracanaú (convênio celebrado entre a Divisão Nacional de Tuberculose e a Universidade Federal do Ceará), no período compreendido entre janeiro de 1967 à data de sua extinção em 1975.
Dois fatos que marcaram sua gestão como Diretor do Sanatório de Maracanaú são motivos de orgulho: o primeiro foi a elaboração do projeto intitulado “Transformação do Sanatório de Maracanaú em Hospital Geral” (1981), na ocasião em que o Ministério da Saúde já havia julgado o referido nosocômio, prescindível, apesar da sua magnitude à luta contra a tuberculose. O segundo, também 1981, intitulado “Processo de Co-Gestão Hospital de Maracanaú-Inamps” (observando-se que a esta altura a mudança de Sanatório para Hospital Geral já havia sido efetivada), permitindo que o Inamps alocasse recursos financeiros para o Hospital de Maracanaú, o que garantiu a sobrevivência do Hospital. Esse fato tornou exequível a concretização do processo de transformação em Hospital Geral, possibilitando a realização de obras, reformas, aquisição de materiais e equipamentos, além da contratação de pessoal.
Considerando haver cumprido sua importante missão, nosso brilhante guerreiro solicitou transferência para o Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social, em 17 de setembro de 1984, encerrando assim a sua participação na construção da história do Hospital de Maracanaú.
Fonte:
Hospital Municipal de Maracanaú: reflexos das políticas nacionais de saúde em meio século de história / [Maria Abreu Barbosa (Coord.) et al.]. – Brasília: Ministério da Saúde, 2004. 298 p.:il. color. – (Série I. História da Saúde no Brasil) ISBN 85-334-0844-7
Conheci Abelardo Soares de Aguiar no Sanatório de Maracanaú em 1972. Ela era médico pneumologista do Sanatório e, na época, eu dava início a um estágio em Pneumologia na instituição. o qual tive de interromper para seguir (temporariamente) a carreira de médico militar. Em 1977, quando ingressei no INAMPS e fui lotado no Hospital de Messejana, onde Abelardo já trabalhava, tornamos a nos encontrar. Neste hospital, vim a sucedê-lo na chefia do Serviço de Pneumologia, à época em que ele também me sucedia na chefia do Serviço de Arquivo Médico e Estatística. Foram três décadas de intensa convivência no trabalho e na vida social, em que aprendi a admirá-lo por seus muitos predicados técnicos e humanitários. Esta nota, aqui postada pouco tempo depois de sua partida, é uma homenagem que presto ao inesquecível colega e amigo. ~ Paulo Gurgel

A LIBERTAÇÃO DOS ESCRAVOS NA FAZENDA PORTEIRAS

José Gurgel do Amaral Filho era cidadão que desfrutava da estima e consideração, não só em sua terra (Aracati-CE), como também no Rio Grande do Norte, para onde emigraram alguns de seus filhos e netos.
Era em sua FAZENDA PORTEIRAS, onde se realizavam as festas de casamentos e nascimentos. Certa vez, durante um desses eventos, um fato inusitado teve lugar: certa escrava, sentada à beira de uma cisterna, levantava nas mãos uma neta do Patriarca (do Aracati), quando a criança por acaso cai na cacimba. Imediatamente a criada mergulha, salva a pequena e sobe por uma escada humana feita pelos escravos presentes. Com gesto magnânimo, aquele homem de costumes rígidos chamou a preta e os demais escravos e os declarou livres. Isso teve lugar antes da Lei Áurea.
Extraído do livro "Na Trilha do Passado" (p.41), de Aldysio Gurgel do Amaral.
José Gurgel do Amaral Filho, o Patriarca de Aracati, nasceu em 28 de janeiro de 1784, na Fazenda Porteiras (foto). Casou-se, em primeiras núpcias, com Quitéria Ferreira de Barros, que faleceu em 5 de agosto de 1831, e, em segundas núpcias, com Maria Joaquina de Moura Ferreira, prima de Quitéria. Era trineto do Dr. Cláudio Gurgel do Amaral e bisneto de José Gurgel do Amaral, cuja tragédia já foi aqui relatada. (PGCS)
NO FATÍDICO ANO DE 1722
25/03 - A DATA MAGNA DO CEARÁ

"SLIDESHOWS" DE LINHA DO TEMPO, ATÉ AGORA

Links
Postagem: no Linha do Tempo
Apresentação: no Google Drive, em Tela Cheia
Slideshows
"CARLITOS" NAS TAPEÇARIAS DE ELDA Postagem
Apresentação
ILUSTRAÇÕES DOS "CAUSOS" DE PAULO Postagem
Apresentação
OTÁVIO BONFIM: FOTOGRAFIAS HISTÓRICAS DO BAIRRO Postagem
Apresentação
UM SANTEIRO CEARENSE Postagem
Apresentação
UMA HOMENAGEM EM 2011 AOS COLEGAS INESQUECÍVEIS Postagem
Apresentação
EM POUCAS E BOAS LINHAS Postagem
Apresentação
A PRAÇA E O VENTO Postagem
Apresentação
SÍTIO CATOLÉ. QUANTAS RECORDAÇÕES... Postagem
Apresentação
UMA HOMENAGEM EM 2016 AOS COLEGAS INESQUECÍVEIS Postagem
Apresentação

A ACADEMIA CEARENSE DE DIREITO

Ontem (15), à noite, no Theatro José de Alencar, em Fortaleza, aconteceu a solenidade de instalação da Academia Cearense de Direito - ACED. Nesta data, completavam-se os 139 anos da morte do romancista e jurista de escol José de Alencar, escolhido pelos fundadores da Academia para ser o patrono perpétuo da nova entidade.
No referido evento, aconteceram também a posse de sua diretoria, a qual será presidida nos próximos cinco anos por  Roberto Victor Pereira Ribeiro, a posse e a diplomação de 36 acadêmicos, e a diplomação de 16 sócios correspondentes e seis sócios honorários.
A nova arcádia traz em seus estatutos a importância de se cultuar a responsabilidade social dos juristas que a compõem, fazendo com que uma vez por mês a ACED vá a uma escola pública para ministrar noções de direito do consumidor, direito civil, direito ambiental e direito do trabalho. Outra novidade e ponto de convergência da entidade é o funcionamento da Escola Cearense de Direito no interior da Academia, fato inovador em plagas bevilaquianas. A ACED ministrará cursos jurídicos mais distantes das searas universitárias, como por exemplo, direito canônico, irradiando, assim, o ensino e o conhecimento jurídico em nossas terras.
A ACED, que será certamente motivo de orgulho para os cearenses, tem como patrono da cadeira 22 o advogado LUIZ CARLOS DA SILVA, pai deste blogueiro. O membro titular da Academia que ocupará esta cadeira é o advogado e músico Ricardo Bacelar, que aqui aparece, logo após o término da solenidade, ladeado por vários membros de nossa família nos jardins do Theatro José de Alencar.

EXPOSIÇÃO ARQUIVO NIREZ

A Exposição Arquivo Nirez reúne peças raras do acervo de Miguel Ângelo de Azevedo, mais conhecido como Nirez. São artigos de seu museu particular, que há mais de 50 anos é mantido e disponibilizado ao público na casa do colecionador. Algumas das peças serão expostas pela primeira vez fora da residência dele.
Com a curadoria de Nirez e Weaver Lima, a exposição contará com fotografias de Fortaleza antiga, discos de cera e de vinil, livros, revistas, equipamentos de imagem e som. São mais de 200 itens, selecionados dentre mais de 140 mil peças que compõem o acervo do museu. As fotografias expostas retratam Fortaleza dos primeiros anos do Século XX, numa seleção dentre as mais de 30 mil imagens presentes no museu de Nirez.
Merece destaque a coleção de gravações em 78 rotações (discos de cera), considerada uma das maiores do país em gravações brasileiras. A mostra conta com os mais curiosos discos, selecionados dentre os mais de 22 mil discos existentes no museu, que contemplam todas as fases da produção musical de 1902 a 1964.
Sobre Nirez
Miguel Ângelo de Azevedo é jornalista, historiógrafo, memorialista e colecionador. Começou a colecionar discos de 78rpm nos anos 50, possuindo uma das mais importantes discotecas especializadas do País. Somam aos discos uma grande coleção de livros especializados sobre MPB. É dele também o mais importante acervo de fotografias da cidade de Fortaleza.
Nirez é autor, com a parceria dos pesquisadores Alcino Santos, Grácio Barbalho e Jairo Severiano, da Discografia Brasileira em 78rpm – 1902-1964, editada em 1982 pela Funarte/Xerox.
Nirez participou da equipe que coordenou a elaboração da Enciclopédia da Música Brasileira – Erudita e Popular (Art. Editora Ltda. São Paulo – 1ª edição). Juntamente com o pesquisador Jairo Severiano organizou e produziu os LPs Revolução de 30 (1998), Revolução de 32 (1982) e O Ciclo Vargas (1983), editados pelo SESC e Fundação Roberto Marinho, e o LP Memória da Farmácia, nos 50 anos dos Laboratórios Roche, em 1981.
Desde 1963 mantém o programa intitulado Arquivo de Cera, que semanalmente homenageia um músico ou gênero da música brasileira, que vai ao ar pela Rádio Universitária FM, difundindo a música gravada em discos de 78rpm (cera) sempre com informes históricos sobre cada gravação.
Atualmente, Nirez supervisiona o setor de digitalização dos acervos no Instituto Moreira Sales do Rio de Janeiro, coordenando a organização das gravações.
Ler também: Nirez, citado no Preblog.
Serviço
Exposição: Arquivo Nirez
Local: CAIXA Cultural Fortaleza
Endereço: Av. Pessoa Anta, 287, Praia de Iracema. Telefone:(85) 3453-2770
Data: 17 de fevereiro a 16 de abril de 2017
Horários: terça-feira a sábado, das 10h às 20h | domingo, das 12h às 19h
Entrada gratuita
Classificação indicativa: livre
http://blog.opovo.com.br/educacao/exposicao-arquivo-nirez/
http://jornalggn.com.br/blog/lucianohortencio/exposicao-arquivo-nirez-aberta-ate-17-de-abril-por-luciano-hortencio
http://g1.globo.com/ceara/noticia/2017/02/raridades-da-musica-do-futebol-e-de-fortaleza-nirez-abre-portas-na-caixa.html
http://www.museus.gov.br/ibram-agenda/arquivo-nirez/

LUCERNA E ALPES SUÍÇOS

22/02/2017
A distância entre Karlsruhe e Lucerna, na Suíça, é de aproximadamente 290 quilômetros. O casal Heger preparou café e sanduíches para a viagem, e partimos muito cedo para Lucerna. Por volta das 10 horas, estávamos chegando a esta cidade.
Lucerna (em alemão, Luzern) é uma belíssima cidade. É uma comuna da Suíça, no Cantão homônimo, e que tem cerca de 80 mil habitantes. Situada nas margens do rio Reuss e banhada pelo Lago dos Quatro Cantões (também conhecido como Lago Lucerna), esta cidade se encontra incrustada em um panorama montanhoso.
O Lago Lucerna tem 113,6 km² de área, situa-se a 433 metros acima do nível do mar e tem a profundidade máxima de 214 metros. Grande parte de suas margens elevam-se abruptamente em montanhas de até 1500 m acima do lago, como o Monte Rigi e o Monte Pilatus.
Muitas das mais antigas comunas da Suíça localizam-se às margens do lago, incluindo Küssnacht, Weggis, Vitznau, Gersau, Brunnen, Altdorf, Buochs e Treib.
É possível circunvagar as montanhas.pela estrada, apesar de a rota ser lenta, cheia de curvas e atravessar diversos túneis. 
Barcos fazem a ligação entre as diferentes cidades do lago, que são portas de entrada para os equipamentos turísticos que possibilitam o desfrute dos atrativos da região montanhosa.
No barco da Lake Lucerne Navigation Company
O roteiro clássico
BARCO: de Lucerna, passando por comunas intermediárias, a Vitznau
TREM: de Vitznau, passando por estações intermediárias, a Rigi Kulm (foto)
TREM: de Rigi Kulm voltando para a estação Rigi Kaltbad
TELEFÉRICO: de Rigi Kaltbad para a comuna de Weggis
BARCO: de Weggis voltando para Lucerna
O trem no Rigi Kulm
Os barcos são grandes (quase navios), confortáveis e velozes. | Além de elétrico, o trem usa um sistema de cremalheira (roda dentada) para vencer a encosta íngreme. | O Rigi Kulm apresenta 1748 metros de altura. | Em seu topo existe um hotel com restaurante aberto ao público, no qual almocei um talharim à bolonhesa. | Neve, neve, muita neve...
O teleférico para Weggis ao fundo
Iniciada a descida no teleférico, dois cães de porte médio (e sem focinheiras) se estranharam e precisaram ser contidos por seus donos. No ato seguinte, uma mulher de feição oriental entrou em pânico, sendo acalmada por Elba. Numa prova de que a psicoterapia gestalt gestual funciona mesmo.
Findas as muvucas, ainda tivemos um par de horas para fazer o footing em Lucerna. E o nosso retorno para Karlsruhe se deu no período noturno.
No dia seguinte (23), Andreas e Mirna nos deixaram no aeroporto de Frankfurt am Main, onde embarcamos no avião da Condor que nos trouxe de volta a Fortaleza.
Importante - Nossos agradecimentos a eles (foto) que nos hospedaram na Alemanha e nos ciceronearam por três países.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Lago_dos_Quatro_Cant%C3%B5es
https://www.rigi.ch/en/Media/attraction/Vitznau-Rigi-Kulm-cogwheel-railway
http://www.myswissalps.com/rigi
https://en.wikipedia.org/wiki/Rigi_Railways

EM ALSÁCIA, BERÇO DA FAMÍLIA

21/02/2017
De volta à Alemanha, Andreas estava a nos esperar na estação ferroviária. Dispondo de algumas horas livres, Elba e Mirna resolveram ficar no centro de Karlsruhe para fazer compras. Em Daxlanden, ficamos aguardando por elas.
Após o almoço, saímos para um novo passeio. Conheceríamos a Alsácia, o que significa dizer que voltaríamos a percorrer território francês.
Gostei da ideia: segundo o genealogista Aldysio Gurgel do Amaral (in: "Na Trilha do Passado", 1986), Alsácia é a terra natal de Toussaint Gurgel. Filho de mãe francesa da Alsácia e de pai alemão da Baviera, foi do consórcio de Toussaint Gurgel com Domingas Amaral, no Brasil do século 16, que se originou a família Amaral Gurgel.
Região vinícola por excelência, seus vinhos são principalmente brancos e sendo chamados vins d'Alsace. A Alsácia é também a maior produtora de cerveja da França, graças principalmente às cervejarias da região de Estrasburgo.
(Passa-se em Estrasburgo, a maior cidade da Alsácia, quando se vai de Paris a Karlsruhe pelo TGV.)
Depois de percorrermos alguns vilarejos alsacianos, ao trafegarmos por uma estrada vicinal vimos um bunker - prováveis restos locais da Linha Maginot, que a França construiu na fronteira para evitar (inutilmente) a invasão alemã. Mas a chuva e a lama, mais eficientes do que a linha de fortificações dos franceses, nos barrou a entrada.
E as cegonhas, que são o símbolo da Alsácia, estão de volta à paisagem alsaciana. Encontramos um casal delas aninhado no alto de um poste (foto). E como se mostravam vigilantes a cada movimento que fazíamos cá em terra.
Por fim, chegamos a Wissembourg, uma comuna francesa de 8 mil habitantes. A chuva havia amainado, e podíamos andar por suas ruas para conhecer um pouco a cidade.
No restaurante "Au Cerf" (foto), matamos a fome com algumas tartes flambées (Flammekueche, em alemão), um prato tradicional da região.
Com a noite em nossos calcanhares, era tocarmos de volta a Karlsruhe. Amanhã teríamos Lucerna e os Alpes Suíços.
A Alsácia (em francês: Alsace, em alemão: Elsass) é uma região administrativa da França, localizada a leste do país, junto às fronteiras alemã e suíça. Sua capital e maior cidade é Estrasburgo.
A Alsácia, junto com a Lorena, foi durante séculos objeto de disputas e guerras entre a Alemanha e a França. A região trocou de mãos novamente em 1944, voltando ao domínio francês, que restaurou a velha política de repressão do período entre-guerras. Por exemplo, de 1945 a 1984, o uso da língua alemã em jornais era restrito a um máximo de 25%. Nos últimos anos, com a diluição da consciência nacionalista, a liberdade cultural foi gradualmente restabelecida.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Als%C3%A1cia
http://www.conexaoparis.com.br/2011/04/06/alsacia-rota-do-vinho/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Linha_Maginot

PARIS: NA CARREIRA

20/02/2017
Por rodovia, Karlsruhe, na Alemanha, dista 553 quilômetros de Paris. Pelo TGV, o trem de alta velocidade, o viajante leva duas horas e meia entre as duas cidades. Na rota Munique/Stuttgart/Karlsruhe - Paris esse trem chega a alcançar os 320 quilômetros por hora.
Às 10 horas da segunda-feira (20), estávamos chegando à Gare de l'Est, em Paris, onde Marc e Nícia, amigos de Elba, esperavam por nós. Marc é parisiense, fala português com fluência e sua esposa Nícia é cearense, tendo se dedicado por muito tempo ao comércio de perfumes na capital francesa.
Os dois estavam a postos para nos conduzir por um "tour de Paris".
Pontos turísticos vistos en passant
Praça da Concórdia, Avenue des Champs-Élysées, Louvre, Arco do Trunfo, Praça da Bastilha, Bois de Boulogne, Hôtel des Invalides, L'Opéra de Paris e o Rio Sena.
Pontos turísticos visitados:
Torre Eiffel, onde subimos ao segundo andar para ter uma vista panorâmica da cidade e tirar fotos (embora isto não nos dispensasse de irmos ao Trocadero para novas fotografias com a Torre Eiffel ao fundo).
Elba e Mirna. No Trocadero, a melhor vista da Torre
A Torre Eiffel (em francês: Tour Eiffel) é uma torre de treliça de ferro, do século XIX, localizada no Champ de Mars, em Paris, que se tornou um ícone mundial da França e uma das estruturas mais reconhecidas no mundo. A Torre Eiffel, que é o edifício mais alto de Paris, é o monumento pago mais visitado do mundo. Milhões de pessoas sobem à torre cada ano. Nomeada em homenagem a seu projetista, o engenheiro Gustave Eiffel, foi construída como o arco de entrada da Exposição Universal de 1889. A torre possui 324 metros de altura e fica cerca de 15 centímetros maior no verão, devido à dilatação do ferro.
Catedral de Notre-Dame
Nícia, Marc, eu (Paulo) e Elba. Conversas na Catedral
A Catedral de Notre-Dame de Paris é uma das mais antigas catedrais francesas em estilo gótico. Iniciada sua construção no ano de 1163, é dedicada a Maria, Mãe de Jesus Cristo (daí o nome Notre-Dame – Nossa Senhora), e situa-se na pequena ilha Île de la Cité, rodeada pelas águas do Rio Sena. Durante o espírito do romantismo, Victor Hugo escreveu, em 1831, o romance “Notre-Dame de Paris”, O Corcunda de Notre-Dame. Situando os acontecimentos na catedral durante a Idade Média, a história fala de Quasímodo que se apaixona por uma cigana de nome Esmeralda. Esta ilustração romântica do monumento abriu portas a uma nova vontade de conhecimento da arquitetura do passado e, principalmente, da Catedral de Notre-Dame de Paris.
Almoçamos no "Le Procope", no Quartier Latin. Fundado em 1684, é o mais antigo restaurante de Paris. A comida é boa e os preços são justos. O mais interessante é o acervo de antiguidades que ele apresenta, o que faz do restaurante um pequeno museu. Vi nele a mesa de trabalho de François Marie Arouet e já posso morrer em paz. Sou fã de carteirinha de Voltaire.
Nas andanças pelo Quartier Latin, Marc me mostrou também a rua mais estreita de Paris.
Já era noite quando entramos em uma loja de perfumes. Orientadas por Nícia. Elba e Mirna se puseram a escolher fragrâncias. Enquanto isso, orientado por mim mesmo, tratei de procurar uma poltrona, cadeira ou coisa parecida na loja, em que eu pudesse descansar o "meu corpo, minha embalagem, todo gasto na viagem". Só havia uma cadeira, em frente a um espelho, que era usada em atividades de maquiagem. Mas bem que serviu para que eu tirasse uma pestana.
Jantamos e dormimos no apartamento de nossos amigos e, pela manhã, tivemos um sério problema com o táxi - que não veio nos buscar. Não queríamos ter incomodado Marc, mas não havia outra solução para, de um subúrbio distante de Paris, chegarmos a Gare de l'Est em tempo de pegar o TGV para Karlsruhe.
Quanto ao passeio de bateau-mouche no Sena, este fica para outra oportunidade. Como outras pendências minhas com Paris, também.

O CASTELO DE NEUSCHWANSTEIN

19/02/2017
Bem no sul da Alemanha fica a cidade de Füssen. Localizada na fronteira com o Tirol austríaco, é a cidade de maior altitude na Baviera. De Karlsruhe (a cidade em que estávamos) a Füssen a distância é de 281 quilômetros. Uma autobahn possibilita realizar essa viagem em menos de 3 horas.
A cidade abriga os castelos de Neuschwanstein e Hohenschwangau, que tornaram Füssen mundialmente famosa. Construído pelo rei Ludwig 2º (Luís II da Baviera), na segunda metade do século 19, o palácio Neuschwanstein serviu de inspiração para outros palácios, como o castelo de Cinderela do Walt Disney World®‎, nos Estados Unidos.
Neuschwanstein (pronuncia-se "nóichivanstáin") era o castelo dos sonhos de Luís II. Está situado num magnífico cenário montanhoso, tendo como pano de fundo os Alpes da Baviera.
Em Füssen, próximo a um grande estacionamento para os carros dos visitantes, charretes puxadas por robustos cavalos partem transportando os turistas ao penhasco em que o palácio se encontra. Mas a maioria das pessoas prefere ir a pé deste ponto até o castelo de Neuschwanstein. Estimo que este trecho do percurso meça cerca de 1,5 quilômetro.
Um pouco abaixo do nível do castelo, existe uma área coberta e com assentos à disposição dos visitantes. Um painel luminoso informa a vez de cada grupo visitar o castelo.
Um dispositivo de áudio, que o turista recebe na entrada do castelo, orienta a visita no idioma selecionado pelo visitante. O primeiro esclarecimento: ali não se trata de um castelo medieval. Neuschwanstein foi um castelo mandado construir por alguém que admirava profundamente tudo que se relacionava  com a Idade Média. Imagens de cisnes, a cor azul e pinturas de cenas das óperas de Wagner são vistas por toda parte no interior do castelo.
Vista aérea do Castelo de Neuschwanstein
Construído a partir de 1868, "no estilo genuíno dos antigos castelos dos cavaleiros medievais", conforme o próprio Ludwig 2º escreveu ao compositor Richard Wagner, marca o capítulo final da vida do rei. Foi de lá que ele partiu para uma viagem sem retorno, poucos dias depois de ser destronado em consequência de seus problemas mentais.
Os médicos haviam atestado (sem examiná-lo) que ele sofria de esquizofrenia paranoica. Ele morreu misteriosamente nas águas do Lago Starnberger, em 13 de junho de 1886, juntamente com o médico que o acompanhava.
Um detalhe intrigante: o excêntrico monarca era considerado um bom nadador.
Curiosidades
  • O complexo do castelo estende-se por 6.000 metros quadrados articulados em quatro andares e numerosas torres, com uma altura que atinge os 80 metros.
  • O castelo pode ser considerado como um monumento dedicado a Richard Wagner, o qual Luís II da Baviera admirava muito. Neuschvanstein, que significa "Novo Cisne de Pedra", tem este nome em homenagem a uma ópera do compositor Wagner chamada "Lohengrin".
  • De fato, muitas das suas salas são inspiradas em óperas do compositor alemão.
  • Luís II empenhou todo o seu patrimônio na construção do castelo, superintendendo os trabalhos; no entanto habitou durante muito pouco tempo nesta residência.
  • Luís II observou o avanço dos trabalhos diretamente do castelo onde passou a infância, o vizinho Castelo de Hohenschwangau.
  • A Sala do Trono não tem trono: isto porque Luís II morreu antes que o trono ficasse completo, e por isso não foi mais colocado no seu lugar.
  • Uma das salas do castelo reproduz, de maneira muito realista, uma gruta com suas estalactites e estalagmites, a qual possuiu uma cascata durante o reinado de Luís II.
  • Luís II, receando os danos, ordenou ao curador do castelo que interditasse as visitas dos curiosos depois da sua morte. Poucas semanas depois da morte do soberano, o castelo abriu as suas portas aos visitantes. É atualmente um dos lugares mais visitados da Alemanha em qualquer estação do ano.
  • Afirma-se que este é o edifício mais fotografado da Alemanha, e um dos destinos turísticos mais procurados do país.
Na Baviera, quanto mais se procuram pistas sobre o rei Ludwig 2º, mais complexa e misteriosa parece ter sido sua vida. Visitantes de todas as partes do mundo querem conhecer sua história. Muitos vêm da Ásia, dos Estados Unidos e também da Europa – especialmente da França, cujo rei Luís 14 e seu estilo de governo absolutista eram muito admirados pelo monarca bávaro. E milhares de turistas visitam anualmente os três castelos do monarca: Linderhof, Herrenchiemsee e especialmente Neuschwanstein. 
http://www.tudoparaviajar.com/destinos/europa/alemanha/neuschwanstein
http://www.dw.com/pt-br/dicas-para-um-passeio-em-f%C3%BCssen-a-cidade-do-castelo-neuschwanstein/a-15927714
http://www.dw.com/pt-br/desvendando-os-mist%C3%A9rios-do-rei-dos-castelos-de-fada-em-munique/a-15311341
http://www.dw.com/pt-br/1886-morria-ludwig-2%C2%BA-o-monarca-dos-belos-castelos-da-baviera/a-1402143
https://pt.wikipedia.org/wiki/Lu%C3%ADs_II_da_Baviera
https://pt.wikipedia.org/wiki/Castelo_de_Neuschwanstein

ROTHENBURG OB DER TAUBER

18/02/2017
Com o dia ainda escuro saímos para conhecer Rothenburg ob der Tauber, no Estado da Baviera. Uma cidade que atrai muitos turistas, pois até hoje preserva seu ambiente medieval com a muralha ao redor do antigo centro. Passa por ela o rio Tauber, daí o nome da cidade.
Rothenburg ob der Tauber (A Fortaleza Vermelha sobre o Rio Tauber), que está a 190 quilômetros de Karlsruhe, assim como a cidade de Heidelberg, integra a Rota Romântica (Romantische Straße) da Alemanha.
A igreja mais famosa de Rothenburg é a Jakobskirche. Conforme o período da história, tem sido ora um templo católico ora um templo protestante. Seus atuais detentores, que fazem parte da denominação luterana, ainda preservam no templo os símbolos característicos do catolicismo.
Na frente da igreja, ergue-se uma estátua de St. Jakob, o apóstolo Tiago (foto). É um dos pontos de partida para as peregrinações que afluem a Santiago de Compostela.
Tiago reparte comigo o bastão, mas a vieira, não.
Outras atrações da cidade são a Käthe Wohlfahrt, a loja mais famosa da Europa em decoração natalina, a Plönlein, uma casa torta construída na bifurcação de uma rua, e a Praça do Mercado com a Ratstrinkstube (Taberna do Conselheiro) e seu relógio astronômico. Num dos cafés de Rothenburg, podemos apreciar as Schneebälle, massas doces em forma de bolas com diferentes tipos de recheio e coberturas.
Também visitamos o Museu Medieval do Crime, uma exposição de instrumentos de tortura e punições, e o Reichsstadtmuseum, que mostra a história da cidade.
Por fim, caminhamos por um dos trechos de sua muralha de 3 quilômetros, intercalada por torres.
Nós, em frente à Casa Torta de Rothenburg
"Se um de vocês tiver a coragem de poder tomar, em somente um gole, este cântaro de 3,25 litros de vinho, prometo não saquear e nem destruir esta cidade." (General Tilly)
Foi assim que Nusch, prefeito da pequena cidade de Rothenburg ob der Tauber, em 1631, durante a Guerra dos Trinta Anos, conseguiu salvar a cidade da destruição das tropas do General Tilly. Os dramáticos acontecimentos de 1631, mas conhecido como Der Meistertrunk, são encenados anualmente desde 1881, durante o festival histórico mais importante da Alemanha, na praça do mercado em Rothenburg, no dia de Pentecostes. A rivalidade entre protestantes e católicos é representada com muita emoção e cheia de suspense. No Ratstrinkstube mit Kunstuhr, prédio com o famoso relógio astronômico, quatro vezes todos os dias, aparece um bonequinho em uma das janelinhas do prédio e a lendária cena do prefeito bebendo os 3,25 litros de vinho é encenada.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Caminhos_de_Santiago
http://www.porquenaotravels.com/2011/06/rothenburg-ob-der-tauber-alemanha-rota-romantica-o-que-fazer-em-rothenburg.html
http://partiupelomundo.com/o-que-fazer-em-rothenburg-ob-der-tauber/

HEIDELBERG E KARLSRUHE

16 e 17/02/2017
Partimos na quinta-feira, 16, às 17h30, em voo direto de Fortaleza para Frankfurt. No avião da companhia Condor, íamos Elba, eu e Mirna, minha irmã cujas férias estão programadas para a Alemanha.
Ela e seu esposo Andreas Heger (foto) serão nossos anfitriões na temporada alemã.
O voo durou nove horas e meia, durante o qual sobrevoamos o "Açude do Boris" (na maior parte do tempo), além de alguns países do continente europeu, até chegarmos a Frankfurt, às 7 horas do dia seguinte.
(As quatro horas a mais de duração da viagem aérea são explicadas pelas diferenças de fusos horários.)
Andreas, que é engenheiro civil com atuação na área de estrutura de ferrovias, em Karlsruhe, nos esperava no aeroporto de Frankfurt. Levou-nos inicialmente a Heidelberg, sua terra natal e que fica a cerca de 90 quilômetros de Frankfurt. Em Heidelberg, moram seus pais, um casal de idosos simpáticos que nos aguardava para o café da manhã. Foi um manjar dos deuses a apfelküchen que a mãe de Andreas havia preparado para nós.
Andreas e Mirna
Nesta cidade, um ponto turístico imperdível é o Castelo de Heidelberg, uma das mais famosas ruínas da Alemanha e símbolo de Heidelberg. O visitante pode subir até o castelo por uma estrada ou através de um funicular, Optamos pelo funicular.
Há muito o que se ver no Castelo. Como o Fassbau (Edifício do Barril), que foi mandado construir especificamente para acolher o famoso Grande Barril. Estava diretamente ligado ao Salão do Rei, de forma a permitir, durante as celebrações, o acesso direto ao vinho contido no barril. Não tendo direito a essa regalia, bebericamos nas instalações do castelo um pouco de vinho, em pequenos copos que, após a degustação, foram a nós presenteados.
No Fassbau ergue-se a estátua de Perkeo, o bufão da corte, símbolo do consumo de vinho, ali colocado por Carlos Filipe III para guardá-lo.
(Perkeo, "A Dentada da Bruxa" e "O Salto do Cavaleiro" são histórias fantasiosas relacionadas com o Castelo de Heidelberg a serem contadas no blog EM.)
Elba e eu no Castelo. Heidelberg ao fundo
Visitamos também a Apothekerturm (Torre da Farmácia). Esta torre deve o seu nome à palavra grega "apotheca", que significa "espaço de armazenamento". Na verdade, nunca albergou uma farmácia, a qual esteve alojada noutras partes do castelo. Atualmente faz parte do Deutschen Apothekenmuseums (Museu da Farmácia Alemão). É constituída pela coleção de medicamentos (Materia medica), a qual exibe drogas conseguidas a partir de minerais, animais e plantas.
Após a visita ao castelo, passeamos no centro histórico de Heidelberg, onde nos detivemos algum tempo para assistir à apresentação de um coral infantil em uma praça (foto), almoçamos no restaurante Vetter (chope, repolho com salsicha e joelho de porco) e prosseguimos nossa viagem para Karlsruhe.
Coral infantil
Situada no vale do rio Neckar, no noroeste do Baden-Württemberg, e contando com mais de 150 mil habitantes, Heidelberg é a quinta maior cidade da região (depois de Stuttgart, Mannheim, Karlsruhe e Freiburg em Breisgau), . É também conhecida pela Universidade de Heidelberg, a mais antiga da Alemanha), e que é muito famosa, principalmente na área da Medicina.
À noite, Andreas, Mirna e Elba foram ao Steuermann, um restaurante de Karlsruhe. Fiquei em repouso no apartamento do casal no bairro Daxlanden por me encontrar apresentando desconfortos intestinais.
A cidade de Karlsruhe, capital do distrito homônimo, está situado no estado de Baden-Württemberg. Tem uma população de cerca de 300 mil habitantes e desfruta de um alto nível de riqueza. A Universidade de Karlsruhe foi a primeira universidade tecnológica da Alemanha. Em 1984, o primeiro e-mail recebido teve como destinatário o Karlsruher Institut für Technologie. A cidade é a terra natal de Karl Benz, inventor do automóvel, e Oliver Kahn, ex-goleiro da Seleção Alemã de Futebol. Desde a sua criação, o Tribunal Constitucional Federal (em alemão: Bundesverfassungsgericht, que é um tribunal especial estabelecido pela Grundgesetz, a Lei Fundamental alemã) foi localizado na cidade de Karlsruhe, intencionalmente deslocada das outras instituições federais, como a sede do Governo (anteriormente em Bonn, agora em Berlim). Está aí um bom exemplo para o Brasil.
Comentaram esta nota: MARCELO GURGEL, MÁRCIA ALCÂNTARA e ANA MARGARIDA ARRUDA.

SÔNIA MARIA E MARIA AUXILIADORA

Sônia Maria Carneiro de Mesquita Lôbo e Maria Auxiliadora Bezerra, duas médicas formadas pela Universidade Federal do Ceará, em 1971, e colegas sempre presentes nos encontros de nossa turma. Como em outras ocasiões, Sônia e Auxiliadora foram as organizadores do IX Encontro, que aconteceu no Vila Galé, em Cumbuco, de 20 a 23 de outubro de 2016, e as principais responsáveis pelo sucesso do referido evento.
Comentaram esta nota: HUGO MENDONÇA e MARIA AUXILIADORA.

SEXO E DIVERSÃO

por Paulo Verlaine, jornalista
REVISTA FORTALEZA, 03/06/2006
Uma das frustrações da minha vida é a de não ter conhecido os cabarés de Fortaleza nos tempos áureos: décadas de 40, 50 e 60. Nos anos 70, eu poderia tê-los frequentado (já tinha idade para isto), mas ainda não era boêmio e essas casas estavam em decadência. Em 1971, veio a pá de cal: por pressão dos hotéis, eles foram fechados pela Polícia.
América, Império, Fascinação, Monte Carlo, Ubirajara, Boate Guarani. Fora do Centro, na Maraponga, havia a Leila, muito sofisticada. Nomes que emocionam os que passaram dos 50 anos. O livro Sábado: Estação de viver - histórias da boêmia cearense, do escritor Juarez Leitão, oferece um relato primoroso dessas coisas que o tempo levou. O escritor e jornalista Blanchard Girão, outra figura humana admirável e marcante, aborda com igual maestria o tema nos livros O Liceu e o Bonde e Sessão das Quatro. Outro com quem eu conversava muito sobre o assunto era o meteorologista Julian Ferreira Lima (um habitué das pensões, já falecido), filho do inglês Mr. Julian Hull.
Aviso aos politicamente corretos: não se trata de romantizar a prostituição, uma das mais degradantes formas de exploração do ser humano. O lado cruel se tornava mais visível no chamado baixo meretrício: Cinza, Curral, Arraial Moura Brasil (início do que hoje é a Leste-Oeste), visitados pelo filósofo Jean-Paul Sartre em 1960.
É preciso retroceder a Fortaleza do passado, onde, além dos cinemas e dos clubes, a única diversão - para os homens, é claro - eram os cabarés. Ali havia shows animados por orquestras e, também (ninguém é de ferro): sexo. Eram frequentes casos de romances entre clientes e prostitutas. Alguns terminaram em casamento.
Juarez Leitão no seu livro fala da Boate Guarani: "Foi uma grande casa de espetáculo. Promovia festas especiais"(...) "Os melhores músicos da cidade animavam os seus salões (das pensões alegres). O compositor e pianista Luiz Assunção tocou, dentre outros, no Bar da Alegria (da Nena) e na Pensão Graciosa). (...) A partir dos anos 50 pontificou no piano a figura ímpar de Glorinha Alenquer".
Do final dos anos 70 e de toda a década de 80, eu posso falar. O cabaré que me marcou foi o Sereia, localizado na avenida da Abolição, proximidades da AABB, de propriedade do Deó, torcedor doente do Fortaleza. O Sereia era um misto de restaurante e cabaré (caldo de peixe famoso, ideal para fim de farra). Frequentado por boêmios, artistas e... garotas de programa, mas tudo dentro da maior tranquilidade. Jamais vi uma briga ali. Numa noite, adentrou ao recinto Martinho da Vila, no auge do sucesso. Vinha de outras paragens e tinha tomado todas. Apenas balbuciava algumas palavras. Mesmo assim, deu autógrafos para quem lhe pedia.
Havia também a Boate Madrugada, na então avenida Aquidabã, a casa da Nazilde, grande amiga do Cláudio Pereira, também na Aquidabã; O lendário Senadorzão (este era prostíbulo puro), na Senador Alencar.
Numa galeria, ligando a rua Senador Pompeu à Barão do Rio Branco, pontificavam o Barba Azul, Le Bateau e Barroco Drinks, muito frequentados por gente de imprensa. Os grandes jornais ficavam nas proximidades.
Com a inauguração da avenida Leste-Oeste, criaram-se vários restaurantes para competir com os da Beira Mar: Beco, Reboco, La Playa, Saint-Tropez, Ladeira (mais perto da Santa Casa). A elite chegou a frequentá-los no início, mas depois a coisa descambou para a prostituição. A barra começava a ficar pesada.
Hoje os prostíbulos chamam-se casas de massagem e até anunciam nos jornais. Mas não têm o charme dos cabarés do passado.

A FESTA DE LUCIANO GURGEL NO WAI WAI

Na tarde de sábado (28/01), Luciano reuniu colegas do trabalho e o "núcleo duro" da família Gurgel Carlos para uma feijoada no Condomínio Wai Wai, em Cumbuco. Organizada pela esposa Elsa, a festa foi realizada para comemorar a aposentadoria dele no Banco do Brasil. Um feito conquistado após 37 anos de serviços prestados a esta instituição bancária. desde 1979, quando Luciano assumiu o cargo de escriturário na agência de Senador Pompeu. Dois anos após, ele foi transferido para Fortaleza, onde trabalhou ao longo do tempo em vários setores da instituição até aposentar-se recentemente.
Eu estive presente ao evento, acompanhado de Elba, Natália e Matheus. Parabéns a meu irmão Luciano por sua iniciação no otium cum dignitate.
Luciano e eu (Paulo). Natália fotografou

HOMENAGEM DA ACADEMIA CEARENSE DE DIREITO A LUIZ CARLOS DA SILVA

Transcrito do Blog do Marcelo Gurgel
Acessado em 28/01/2017
"A Academia Cearense de Direito (ACD), por intermédio do seu presidente Roberto Victor Ribeiro, divulga homenagem a LUIZ CARLOS DA SILVA (foto), patrono da cadeira 22 desse sodalício, no transcurso do seu genetlíaco.
Nosso pai, falecido em 20/11/2000, estaria completando hoje (28 de janeiro) 99 anos de idade, se vivo fosse.
Em nome da descendência e dos familiares de Luiz Carlos da Silva, agradecemos ao Dr. Roberto Victor Ribeiro, por sua expressão de reconhecimento ao nosso genitor, ele que teve quatro filhos formados em Direito, formação também abraçada por sete dos seus netos.
Agora, seus herdeiros genéticos se preparam para a celebração do centenário de nascimento a acontecer em janeiro do próximo ano."
Marcelo Gurgel
Filho do homenageado Luiz Carlos da Silva
 e pai de Felipe (eng.) e André Gurgel (adv.)

CASAMENTO DE PRISCILA E ALCY NETO

A cerimônia de casamento de Priscila e Alcy Neto, ela - filha de Jesus Hernández y Fernández Neto e Célia Maria F. Macêdo Hernández, e ele - filho de Rubens da Silva Rebouças e Alcyvania Maria C. de Brito Pinheiro, será realizada hoje (28), às 19 horas e meia, no Santuário Nossa Senhora do Líbano, na Rua República do Líbano, 15 - Meireles, em Fortaleza, Ceará.
Após a cerimônia, os convidados serão recepcionados no Lulla's Plazza, na Avenida Atilano de Moura, 320 - Guararapes.

UM VIOLÃO NO SERTÃO CENTRAL

Já havia passado pela experiência de aprender a tocar violão pelo método sem professor. Com o resultado tendo sido um retumbante fracasso por repetir-se como farsa o que me aconteceu à época do violino.
Como disse Einstein, seria insano esperar resultados diferentes fazendo as coisas do mesmo jeito.
Sentado na escadaria da igreja de Nossa Senhora das Dores, em Otávio Bonfim, uma noite eu tive o privilégio de assistir a Cláudio Costa dar um show de violão. Claudio morava no Parque Araxá, vinha se dedicando ao violão há pouco tempo e, meu deus, já tocava aquilo tudo!
Quanto era pouco tempo? Uns dois anos, talvez. Claudio tinha de ser o meu professor de violão. E contratei-o imediatamente.
Com um violão gentilmente cedido por Diana, minha colega de turma na Faculdade de Medicina, e contando para a novíssima tentativa com a orientação de um competente professor, eu não iria reincidir no erro.
As aulas eram dadas à sombra das fruteiras no quintal da Vovó Almerinda, com os pagamentos sendo efetuados no final de cada aula. Eu escolhia a canção que iria aprender. Claudio me passava o acompanhamento tirado de ouvido. E, como dever de quintal, transcrevia em meu caderno a letra da canção com as cifras dos acordes sobrepostas. No rodapé, acrescentava os diagramas das posições no braço no violão.
Com as férias chegando, acertei com Claudio um turno inteiro de aulas. Na linguagem atual dos cursinhos isso seria chamado de "intensivão". Era minha intenção dispor de um bom número de músicas para treinar no sossego do Sítio Catolé.
Ao tomar o trem da RVC (Rapariga Velha Cansada), em Otávio Bonfim, com destino a Senador Pompeu, eu levava o "meu" violão, um bloco de rascunhos com "Perfídia", "A noite do meu bem", "A Rita" e a italianíssima "Come prima". Além de um caderno de solos musicais do Prof. João Lima que um dos seus alunos me emprestou sem o conhecimento do tutor. Tudo isso eu levava no meu matulão.
No Sítio Catolé, as férias transcorriam às mil maravilhas. Com banhos no açude, frutas comidas ao pé, contemplação da passarinhada e incursões periódicas à sede do município, onde ia me esbaldar no clube da AABB.
Certa manhã, apareceram dois visitantes no Catolé. Um pegou o violão, começou a solar a música "Juazeiro", do Luiz Gonzaga, enquanto o outro cantava. Que coisa mais esquisita! O violonista, que não sabia fazer um acorde, acompanhava o cantor por meio do solo. No final do encontro, retiraram-se estupefatos com o que eu e o meu violão da cidade já podíamos fazer. Não é gabolice: uma revolução musical deve ter acontecido depois em suas vidas.
Na ociosidade do Catolé, minhas fronteiras musicais se alargaram consideravelmente. Aventurei-me inclusive a criar, sabe-se lá como, o acompanhamento de uma música. Tendo escolhido para essa empreitada um samba-canção de Noel Rosa.
Ao retornar para Fortaleza, mostrei o meu "arranjo" para Claudio: "Último desejo" em Ré Maior. Claudio achou que eu tinha contrariado todos os cânones da música e sugeriu que eu refizesse a harmonia em Mi Menor. O problema, Paulo, não está no tom. O que é menor não pode ser maior e vice-versa.
Depois disso, não tive mais aulas com Claudio. No sentido formal, não. Mas, na verdade, tive muitíssimas aulas com ele em mesas de bares, serestas, festivais. E a oportunidade de um dia ensinar ao mestre a complexa harmonização que existe em "Samba de uma nota só". Perguntem a ele que ele confirma.
A propósito:
Quando se apagarem as luzes do meu cérebro, denegando-me o acesso a todas as canções aprendidas, a que persistirá por mais tempo será certamente A Rita, do Chico Buarque. Em edição bilíngue (português e italiano). só para desagravar o que as Parcas estiverem a fazer comigo. Assim espero.
Mensagens recebidas
Paulo, bom dia.
Desde muito tempo, que o admiro como cronista de escol. Embora mais "antigo", também vivi minha adolescência nos arredores da Igreja de Nossa Senhora das Dores, mormente aos domingos, quando indicado pelo Fujita (será que é com "G"?), meu colega de turma no Lyceu, defendi as cores do "nosso" MONTESE ( criado pelo inesquecível Frei Theodoro).
Guardo vivas recordações do Edmar (creio que seu tio), um dos nossos craques, Nelsinho, Zé Augusto, Coringa... e tantos outros. Estimaria muito vê-lo, com seu irmão Marcelo, fazendo parte e enriquecendo a ACEMES.
Também gosto muito de um violão, embora não saiba dedilhá-lo, pois se assim o fizesse, possivelmente seria um boêmio; mas, cantei muitas serenatas.
Um grande e fraternal abraço.
José Maria Chaves, por e-mail
Parabéns, Paulo!
Belo texto! Gosto de resgate histórico!
A Rita persistindo... Também pudera, você deve ter tocado com muito prazer.
Chico é Chico.
Abraço.
Ana Margarida Rosemberg, por e-mail

MÉDICOS FORMADOS PELA UFC EM 1971. OS NOVE ENCONTROS DA TURMA

Anos e locais
1981 (10 anos) - Jantar dançante no Ideal Clube, em Fortaleza. Churrasco numa chácara.
1986 (15 anos) - Jantar no restaurante do Náutico Atlético Clube, em Fortaleza.
1991 (20 anos) - Coquetel (quinta-feira) na residência de Roberto e Sônia Lôbo, em Fortaleza. Fim de semana no Hotel Praia das Fontes, em Beberibe-CE.
1996 (25 anos) - Fim de semana (13 a 15 de dezembro) no Ytacaranha Hotel de Serra, em Meruoca-CE.
2001 (30 anos) - Jantar dançante (13 de dezembro, quinta-feira) no Alice's Buffet, na Cidade dos Funcionários, em Fortaleza. Almoço na casa do colega Nilo Dourado, na Praia das Fontes, em Beberibe-CE.
2011 (40 anos) - Fim de semana (11 a 13 de novembro) no Porto d'Aldeia Resort, em Sabiaguaba, Fortaleza.
2013 (42 anos) - Fim de semana (15 a 17 de novembro) no Hotel Dom Pedro Laguna, na Praia da Marambaia, Aquiraz-CE.
2015 (44 anos) - Fim de semana (13 a 15 de novembro) no Carnaubinha Praia Resort, em Luís Correia-PI.
2016 (45 anos) - Fim de semana (20 a 23 de outubro) no Vila Galé, em Cumbuco, Caucaia-CE
Participantes do último encontro
Ana Maria de Andrade Lira - Antonio Anglada Casanovas - Antonio Carlos de Magalhães Portela - Antonio Newton Soares Timbó - Artur Pereira e Silva - Ary Silvério Reis de Souza - Carlos Alberto Soares - Clóvis Rodrigues Viana Filho - Ercílio Guimarães do Nascimento - Francisco de Assis Negreiros Colares - Getúlio Nunes do Rego - Hugo Lopes de Mendonça Junior - José Leite Gondim Cavalcante - José Nilo Dourado - José Roosevelt Norões Luna - José Tarcísio Diniz - Jucionou Coelho Silva - Maria Alice Pessoa de Magalhães - Maria Auxiliadora Bezerra (org.) - Maria Célia Ciarlini Teixeira - Maria Leni do Monte - Noelma Pessoa de Magalhães - Núbia Martins - Otaviano Benevides de Alencar Araripe - Paulo Cid Torres da Silva - Raimunda Margarete de Oliveira Fichera - Regina Alice Freire Coutinho - Roberto Barreto Marques - Roberto Misici - Silvio Roberto Aguiar do Nascimento - Sônia Maria Carneiro de Mesquita Lôbo (org.)
Compareceu para fazer a apresentação de "Uma homenagem em 2016 aos colegas inesquecíveis": Paulo Gurgel Carlos da Silva.

NA TERRA DO CAJU

Na última terça-feira, 3, resolvi pernoitar em Pacajus. Em Acarape, deixei a CE-060 (a estrada em que fui de Fortaleza a Itapiúna e pela qual estava regressando à Capital) e tomei a CE-253, no trecho que conecta Acarape a Pacajus.
Referências da CE-253: Pau Branco, Itaipaba, Feitiço Fazenda Park (um local de recreação) e o Campo Experimental da Embrapa em Pacajus. Distância do trecho percorrido: 26 quilômetros.
Chegando ao destino, hospedei-me no Hotel Espaço Verde, no bairro Banguê, ao lado do Terminal Rodoviário de Pacajus. Em frente ao terminal, há uma praça em que os pacajuenses costumam fazer suas caminhadas. Muitas vans, da rota Pacajus-Horizonte (sedes distantes em 12 km pela BR-116), também ficam estacionadas por lá aguardando passageiros, o que demonstra o fluxo intenso de pessoas que existe entre as duas cidades.
Jantei no restaurante do hotel. E recolhi-me ao apartamento para ver TV, navegar na web e dormir.
No dia seguinte, antes de deixar Pacajus, fui visitar o centro comercial da cidade. A rua Guarany (também conhecida como rua Velha, uma das ruas mais antigas da cidade e que leva o antigo nome do município), a rua Cônego Eduardo Araripe, a rua Joaquim Nogueira e outras.
Na sede da Prefeitura, informei-me sobre o endereço da Biblioteca Municipal. Não era longe. E uma funcionária atenciosa da biblioteca fez questão de me mostrar as instalações. Tudo limpo, muito organizado e dispondo de uma excelente iluminação natural. Como doação (era esta a intenção da minha visita àquele local) deixei um exemplar do livro Portal de Memórias.
Apesar de não haver tantas nuvens assim no céu, súbito bateu um toró. Tive que me abrigar sob a marquise de uma loja por cerca de quinze minutos. Com o fim da chuva, aproveitei para tirar uns selfies na praça da Igreja Matriz, afinal encontrava-me bem perto daquele logradouro.
De Pacajus para casa, pela BR-116, foi coisa de uma hora de viagem.
Também conhecido como "Terra do Caju", Pacajus é um município situado na mesorregião metropolitana de Fortaleza. 
Tem cerca de 65 mil habitantes, 
Sua economia tem como base a agricultura (principalmente o cultivo do caju), o comércio, a industria e o turismo. Pacajus está situado numa das zonas industriais mais dinâmicas do Ceará. Junto com o município vizinho de Horizonte forma um complexo industrial que emprega grande parte da mão de obra destes dois municípios e outros circunvizinhos.

AS FESTAS DO FIM DE 2016 E O RÉVEILLON DE 2017

Meus agradecimentos:
– a Márcia Macedo (pelo convite para a comemoração de seu aniversário em 26 de novembro, na Casa de Moá)
– a Fernando Gurgel e Gerusa (pela mensagem de Boas Festas)
– a Henrique e Eveline (pela demonstração de amizade do casal Gouveia, no jantar do dia 22, no restaurante Angolo 7, ao qual estive presente com Elba, Érico e Aline, Rodrigo e Natália)
– a Meirinha (pela organização do almoço de confraternização da família Macedo Pinto, no dia 24)
– a Luciano, Elsinha e filhas (pela organização do jantar de confraternização da família Gurgel Carlos, no dia 24)
– a Maristane Macedo (pelo livro 101 CANÇÕES QUE TOCARAM O BRASIL, de Nelson Motta)
– a Mirna Gurgel, Elba e Zaíra Macedo (por outros presentes)
– ao conterrâneo Luciano Hortencio (pelos votos de Feliz 2017)
– a Jaime Nogueira (pela mensagem de Glück Auf!, Boa Sorte!)
– a Francisco Moacir e Maristane Macedo (pela recepção da virada do ano no belo apartamento do casal, na Volta da Jurema, com direito a assistir ao deslumbrante espetáculo da queima de fogos de artifício da orla de Fortaleza)
TUDO DE BOM PARA VOCÊS EM 2017!
Réveillon

TIRA-GOSTO DE JIA NO DOZINHO

por Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Maus tempos aqueles, por volta de 1975: vida cara, a Universidade Federal do Ceará pagava pouco, família grande, tudo conspirava para o salário dos funcionários, incluindo o dos docentes, findar na primeira quinzena do mês.
O "Dozinho" era um boteco famoso por seus tira-gostos, principalmente o de jia. Para o Prof. Capelo, tudo ficava em "casa", pois ele era o chefe do ranário do Departamento de Fisiologia e Farmacologia.
Só que o Dozinho não tinha capital de giro para aguentar tantas despesas "penduradas", ou "postas no prego", visto que o grupo bebedor, composto por professores, monitores e servidores, era bem comilão. Como o pagamento da universidade demorava muito, haveria de surgir um meio para honrar os débitos da "caninha" contraídos por alguns funcionários do Departamento.
Naquele período, alguns equipamentos do Departamento eram terceirizados e sempre havia bons trocados, principalmente oriundos da xerocopiadora, sob a custódia da secretária. Desse modo, o Prof. Capelo assinava "vales" para a secretária, pegando uns cobres, religiosamente cobertos com o próximo salário, e assim o bar do Dozinho ficava habilitado para outras rodadas sociais devotadas a Baco, com o clássico tira-gosto de jia, não procedente do ranário da UFC, evidentemente.
Com mudança da chefia do Departamento, a terceirização foi desfeita e, como consequência, coibido o escambo, o que causou a redução da frequência ao nada ecológico boteco.
Fonte: SILVA, M.G.C. da. Tira-gosto de jia no Dozinho. In: SOBRAMES – CEARÁ. Semeando cultura. Fortaleza: Sobrames-CE/Expressão, 2016. 320p. p.234.
* Publicado, originalmente, In: SILVA, M.G.C. da. Contando Causos: de médicos e de mestres. Fortaleza: Expressão, 2011.112p. p.75-80.
Saiba mais sobre o DOZINHO DA JIA.

CAMINHANDO E APRENDENDO - 19

O PROJETO ARVORISMO NO COCÓ
Voltou a funcionar, a partir de 6 de novembro, o Arvorismo no Cocó. Parado desde dezembro de 2013, época em que o contrato entre a empresa responsável pelo espaço e o Governo do Estado do Ceará foi encerrado, o programa agora começou a funcionar aos sábados, das 8 às 12 horas e das 14 às 17 horas, e aos domingos, das 8 às 12 horas.
O arvorismo consiste na travessia de um percurso suspenso entre plataformas construídas nas copas das árvores, com a utilização de equipamentos de segurança.
"Para tanto, os frequentadores contarão com uma estrutura física de parque de aventura e ação, incluindo equipamentos como tirolesa de 88 m, ponte de tambor de 19 m com 17 tambores de ferro, ponte indígena de 40 m, ponte de pneus com 25 pneus, ponte de três cordas de 24 m, falsa baiana de 35 m, teia de 21 m, ponte de troncos de 55 m, ponte de tocos com 36 m, rapel de 10 m e muro de escalada."
Bruno Mota, Diário do Nordeste, edição de 19/12/2014
Foto José Leomar
FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO E TERMO DE CONHECIMENTO DE RISCO
Saber dos riscos decorrentes da prática da atividade como cortes, escoriações, contusões etc.
Gozar de boa saúde e informar, por escrito, de qualquer condição médica adversa bem como do uso de medicamentos.
Ter todas as dúvidas sobre os riscos, procedimento e segurança esclarecidos.
Ter ciência de que qualquer ato, contrário às orientações recebidas, pode causar danos à integridade física do praticante, de outras pessoas e do meio-ambiente, pelo qual assume a responsabilidade integralmente.
Ter conhecimento das normas e regras internas estabelecidas para a utilização do circuito de arvorismo do Parque do Cocó.

¡HASTA LUEGO, COMPAÑEROS!”

"Foi um rio que passou em minha vida e meu coração se deixou levar." (trecho de letra e música de Paulinho da Viola)
Parece que foi ontem. No dia 09.05.1979, garotão de 21 anos, recém-formado em Ciências Econômicas, fazendo o caminho inverso dos migrantes, saí da Metrópole (Fortaleza) para a cidadezinha do interior (Senador Pompeu), situada no Sertão Central do Ceará, em plena região do semi-árido, achando que iria só passar uma chuva, com o pensamento focado em seguir carreira acadêmica... fazer mestrado, doutorado, especialização etc. Saí do conforto do lar e do aconchego da matriarca direto para a República dos Bancários...
Ah, antes que esqueça: fui presidente da república (dos bancários de Senador Pompeu) e fui logo introduzido no ambiente bancário. Era bem remunerado e "carne nova" na praça, sendo, portanto, bastante assediado pelas"cocotas" do lugar.
Após 2 anos e meio, consegui transferência para Fortaleza, precisamente, o CESEC Castelão, e passados poucos anos, contraí núpcias com D. Elsa e, com 3 anos de casados, já era detentor de uma boa prole: Lia, Marina e Diana, estas 2 últimas, assim como eu, são gêmeas univitelinas. Como ninguém é de ferro e a grana já era curta, a carreira de reprodutor foi encerrada com as 3 meninas.
"O Tempo é senhor da razão", já dizia o filósofo e, como quem chega do nada, o Banco foi se instalando tal qual posseiro em minha vida e, com o passar dos anos, com muita dedicação pessoal e apoio dos colegas, fui galgando novas posições e acumulando funções na empresa, até que em março de 2001, fui nomeado analista no NUSEG Fortaleza, e abracei a causa da Segurança. Pode se dizer que eu labutava com prazer. Não tinha hora nem tempo para bater "perna" na jurisdição. Era comum passar metade dos dias do mês, fazendo vistorias, realizando palestras, interagindo com a vasta legião de funcionários espalhados neste mundão de meu Deus. As estradas eram minhas confidentes em longos trajetos solitários.... mas como eu gostava.
A partir de meados de 2005, como um sonho, entrei nos quadros da Educadoria, inicialmente, ministrava o curso AILD - Análise de Indícios de Lavagem de Dinheiro e, logo a seguir, o SPA - Segurança de Pessoas e Ambientes. Passei a ser, modéstia à parte, um dos educadores mais requisitados. O Brasil era meu limite, assim sendo, ministrei nestes 11 anos, aproximadamente 65 cursos. Creio que eu tenha sido, como na fábula de Betinho, o passarinho que tenha levado algumas gotinhas de água para debelar o incêndio na floresta.
"Mas é chegada a hora de escrever, cantar (e partir) talvez as derradeiras noites de luar" parodiando o poeta Gilberto Gil (música Lunik 9), como num turbilhão, fomos (os Reropianos) tragados pela onda inexorável das mudanças e da nova ordem administrativa que grassa no segmento bancário, que é a Centralização, que implica em redução e extinção da grande maioria dos Órgãos Regionais - em absoluto, não sou reacionário, até acho que as empresas tem que adequar à realidade e aos fatos econômicos. De pronto, assumi o compromisso de ser o comandante batavo que é o último a abandonar o navio nas intempéries.
Hoje(09.12.2016), após 40 anos e 2 meses, dos quais 37 anos e 7 meses no Banco do Brasil, sinto um homem realizado, por ter cumprido tão longeva jornada com decência, sempre pautando pelos princípios éticos, acreditando que tenha contribuído, mesmo que só um pouquinho, pelo engrandecimento do Banco e rogo que as novas gerações, que estão cada vez mais assumindo as rédeas/comando tenham discernimento e zelo por esta Casa, que vem sendo construída e lapidada há 208 anos.
Aos velhos companheiros de lutas e labores, é sempre bom lembrar a máxima de Saint-Exupéry, em "O Pequeno Príncipe": "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas", coloco-me, antecipadamente, à disposição e destaco que a minha casa é a sua guarida, e na esperança de que logo logo nos encontraremos nas sendas da vida.
Quanto a mim, o velho contador de "causos" o que o futuro aguarda? Bem, ainda não parei para refletir, ou como diz o jargão popular: "A ficha não caiu". Talvez faça alguma especialização nas áreas de Humanas e Sociais (Ciências Políticas, Relações Socioambientais, Geografia, História etc), ou talvez me inscreva em um "cursinho" para exame da OAB, ou até mesmo me envolva de forma mais intensa em ações de voluntariado na minha Paróquia... A verdade é que eu ainda estou "encantado" e este rio continua a passar.
Luciano Gurgel Carlos da Silva

A FAMÍLIA MEDEIROS COMARU EM OTÁVIO BONFIM

Tempos atrás, aqui no Linha do Tempo, escrevi uma nota sobre Ana Maria Comaru. Fui contemporâneo de Ana Maria na Faculdade de Medicina da UFC. Ela graduou-se em 1970, e eu, em 1971. Durante os anos acadêmicos, fomos passageiros diários dos ônibus da Linha Granja Paraíso entre Otávio Bonfim, onde morávamos, e Rodolfo Teófilo, o bairro da Faculdade.
Ficamos amigos. Ana Maria especializou-se em endocrinologia, foi morar nos Estados Unidos, onde conheceu o Dr. Victor Schally. Casou-se com ele e acompanhava-o em suas pesquisas, que foram relevantes, pois Dr. Schally foi um dos agraciados com o Prêmio Nobel de Medicina em 1977.
As vindas do casal a Fortaleza eram sempre um assunto muito noticiado em nossa cidade. E Ana Maria morreu ainda jovem, quando muito tinha ainda a oferecer à comunidade científica com suas pesquisas.
Os Medeiros Comarus de Otávio Bonfim moravam na Vila Ferroviária, a dois quarteirões de minha casa. Não sei se me recordo de todos. Dentre os irmãos de Ana Maria (1943-2004), lembro-me destes: Cleomir, (1941-1960), Claudemir (1942-2015), Clodomir Filho, Jeremias (1945-1985), Pedro Ewerton, Fernando Antônio, Marcelino e Heraclides.
O Jeremias, com quem tive maior convivência, numa ocasião foi a minha casa. E, por conta do seu nome, foi alvo de uma brincadeira da parte de uma criada irreverente. Bem-humorado, ele levou a brincadeira na esportiva. Jeremias chegou a fazer papel de galã na teledramaturgia da TV Ceará e faleceu muito jovem.
O patriarca da família era Clodomir Cavalcante Comaru, o Seu Comaru (1911), filho espiritual do Comendador Ananias Arruda e esposo de Delmira Sales de Medeiros, a dona Mirinha (1916-1995). Era um tipo sisudo, que imprimia respeito e tinha conhecimentos sobre muitos assuntos.
Certa feita, em sua casa, ríamos de uma história que falava de um tal chá de "pepaconha", quando ele imediatamente corrigiu a todos nós: "o nome correto dessa substância é... ipecacuanha".
Outro ensinamento do Seu Comaru – que eu jamais esqueci – me veio na área da música. Estava eu aprendendo a tocar violão (de ouvido), e queixei-me a ele acerca da dificuldade que eu vinha encontrando para reconhecer o tom de uma canção. Foi quando Seu Comaru me passou o macete: Sabe-se o tom em que uma música está sendo tocada pela nota em que ela termina.
Isso me trouxe um novo ânimo ao meu aprendizado.
Ana Comaru-Schally
COMARU-SCHALLY Ana Maria Comaru-Schally, M.D., F.A.C.P. in Boston MA on the 5th of September 2004. Beloved wife, companion, collaborator and best friend of Dr. Andrew Victor Schally, proud daughter of Clodomir Cavalcante Comaru and the late Delmira "Mirinha" Sales de Medeiros (Comaru). She is survived by 5 brothers Claudemir de Medeiros Comaru, Clodomir Comaru Filho, Pedro Ewerton de Medeiros Comaru, Fernando Antonio de Medeiros Comaru and Marcelino de Medeiros Comaru and one sister Heraclides Comaru Lemos. She passed away unexpectedly, yet peacefully at Brigham and Women's Hospital in Boston on the 5th of September 2004 following surgery for thyroid cancer. Dr. Ana Comaru-Schally was a clinical professor of medicine at Tulane University School of Medicine, Director of the Hutchinson Endocrine Clinic at Louisiana Medical Center, as well as a consultant in endocrinology at VA Medical Center. She was an endocrinologist of the highest reputation, author of numerous medical articles and her expertise in endocrinology was widely admired. Her presence and kindness will be forever remembered by her family, colleagues, peers, patients and countless wonderful friends. Thank you to all, near and far, who have shown Dr. A.V. Schally and the Comaru family so much love and support during this sad and difficult period. She will be interred in Fortaleza, Brazil near her mother's remains. Friends and associates are invited to attend a memorial service to be held at the auditorium of Tulane University School of Medicine, 1430 Tulane Avenue on Tuesday, September 21, 2004 at 12 noon. Please no flowers nor donations.
http://boards.ancestry.co.uk/topics.obits/12442/mb.ashx