BENJAMIN CONSTANT, TABATINGA E LETÍCIA

Benjamin Constant é um município da região do Alto Solimões, no Estado do Amazonas.
A sede deste município localiza-se na margem direita do rio Javari, que demarca a fronteira do Brasil com o Peru. Já Tabatinga, que foi distrito de Benjamin Constant, situa-se na margem esquerda do rio Solimões e faz fronteira com a colombiana cidade de Letícia. Benjamin Constant e Tabatinga, portanto, estão inseridas em uma região de tríplice fronteira.
Na década de 1970, na sede do município ficavam a Prefeitura, o Campus Avançado da PUCRS, o Hospital de Guarnição de Tabatinga (que tinha sido a Unidade Mista da FSESP), algum comércio. Nenhum veículo de quatro rodas trafegava por suas ruas. Apenas motocicletas se aventuravam a circular por Benjamin Constant em períodos de pouca lama. Assim que retornei a Manaus aproveitei para comprar uma Honda xucra que me daria algumas quedas.
O Hospital de Guarnição possuía duas lanchas que eram dirigidas pelo lacônico Chico Preto.
Nestas lanchas, descíamos o rio Javari, percorríamos um caudaloso paraná (canal que comunica dois rios) e subíamos o Solimões até o distrito de Tabatinga. À noite, essas viagens eram impensáveis. Na escuridão da selva  havia o risco de o barco colidir com os troncos e galhos arrastados pela correnteza dos rios.
Lembro-me que, após a confluência do paraná com o Solimões, avistávamos um assentamento de casas sobre palafitas. Estava em território do Peru, e eu achava que ali era a Islândia peruana.
No então distrito de Tabatinga, ficavam o aeroporto, a agência do Banco do Brasil e o Comando de Departamento del Amazonas.
Fronteira do Solimões / 1.º Batalhão Especial de Fronteira. Havia asfalto em suas ruas e podia-se atravessar livremente a fronteira para ir à cidade de Letícia, capital do
Constavam do organograma do Batalhão três companhias, sendo duas de fuzileiros e uma especial de fronteira. Desta última companhia, faziam parte quatro pelotões especiais de fronteira, assim distribuídos: Palmeiras e Estirão do Equador, às margens do Javari, Ipiranga às margens do Içá (Putumayo) e Vila Bittencourt às margens do Japurá.
Comando e Hospital de Guarnição se comunicavam por um sistema de fonia. Como diretor do hospital, certa vez fui convocado para uma reunião com o comandante TC Inf José Ferreira (foto). Ele tinha construído umas enfermarias em Tabatinga e necessitava  de dois médicos R2 para realizar o atendimento da colônia militar. No Hospital de Guarnição éramos dez médicos e, com pouco entusiasmo ao tomar a decisão (que faria a escala de plantões ficar mais apertada), indiquei dois nomes. Ainda bem que os colegas designados gostaram da ideia da transferência.
O Comando, além de suas diversas instalações, administrava o Hotel de Trânsito de Oficiais onde raro me hospedei. Para meus fins de semana em Letícia, quase sempre eu optava pelo Hotel Anaconda, a fim de me sentir em clima colombiano... Lendo a revista Cromos, tomando umas cervejas Costeña (la mejor de todas, pero de todas todas) ou bebericando uma piña colada, coquetel feito de rum e suco de abacaxi. No terraço do Anaconda tinha-se uma vista privilegiada do Solimões, o que me inspirou a escrever o conto O VENDEDOR DE ESTRELAS. À noite, procurava baixar num point animado onde pudesse jantar e ouvir cumbias.
Devo dizer que esse programa por vezes era cancelado em razões de tensões na fronteira. Eu suspeitava que elas tinham a ver com Mike Tsaliskis, o manda-chuva da cidade e também proprietário do Hotel Anaconda.
E o que mudou?
O Hospital de Guarnição de Tabatinga é hoje o Hospital Geral de Benjamin Constant Dr. Melvino de Jesus.
A estrada que ligaria Benjamin Constant à vizinha Atalaia do Norte está intransitável e aguarda a reconstrução.
Tabatinga foi desmembrada de Benjamin Constant, conta com quase o dobro da população do município-mãe e seu aeroporto é internacional.
O 1.º BEF atende pelo nome de 8.º BIS e as enfermarias do cearense TC Ferreira transformaram-se no atual Hospital de Guarnição de Tabatinga .
A "Islândia" não é a Islândia.
Em 1912, conforme relatou Los Mundos de Hachero, o tsar Mike Tsaliskis estava vivo e ainda fazia das suas.
Webgrafia
Breve história de dois hospitais, Linha do Tempo
www.8bis.eb.mil.br/sua-historia
Conheça seu Exército: CFSOL/8.ºBIS
Wikipédia/BC
Wikipédia/ Tab
Viaje a Colômbia: En la isla de los micos del narcotraficante Mike Tsaliskis, Los mundos de hachero
Rio Javari: O rio martirizante na bacia amazônica (e-book)

PROF. FROTA PINTO (2)

Breves informações sobre a vida profissional do Prof. Frota Pinto
Gerardo Frota Pinto nasceu em Fortaleza, no dia 5 de outubro de 1916. Graduou-se aos 21 anos, na Faculdade de Medicina da Bahia, no ano de 1937. De volta a Fortaleza, iniciou a vida profissional lecionando no Liceu do Ceará e trabalhou no 6º Regimento de Aviação do Exército, hoje Base Aérea de Fortaleza, realizando exames médicos para seleção de oficiais destacados para lutar na II Guerra Mundial. Especializou-se em Psiquiatria no Rio de Janeiro, no início da década de 1940, no curso de pós-graduação do Ministério da Saúde, equivalente hoje ao grau de mestrado/doutorado. Assumiu a Cátedra de Psiquiatria no Ceará e ingressou no Ministério da Saúde, onde exerceu a Chefia do Serviço de Saúde Mental do Ceará até a aposentadoria, após 35 anos de serviço.
Fundou, com um grupo de médicos, o Instituto de Ensino Médico do Ceará, que foi absorvido pela Universidade Federal do Ceará (UFC) como Faculdade de Medicina do Ceará. Foi professor catedrático de Psiquiatria, hoje professor titular, por mais de 30 anos. Dirigiu o Hospital de Saúde Mental da Parangaba e foi membro do Conselho Penitenciário do Ceará por cerca de 25 anos. Fundou juntamente com um grupo de médicos a Academia Cearense de Medicina. Tem mais de uma centena de trabalhos científicos publicados em revistas médicas, anais de congressos e da Academia Cearense de Medicina. Publicou na década de 1950 o livro “Perícias Neuropsiquiátricas nos Estados Fronteiriços” e, em 1983, "Psiquiatria Básica", pela Editora Centro Médico Cearense, que lhe valeu à época, o título nacional de "Psiquiatra do Ano". Foi vice-presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria e publicou, em 2010, pelas Edições UFC, "As Quatro Heranças do Homem – Tentativa de Interpretação do Animal Homem". Faleceu em Fortaleza, aos 94 anos, em 14 de agosto de 2011.
Fonte: www.saude.ce.gov.br/
Homenagens ao mestre no Ceará

• Hospital de Saúde Mental Professor Frota Pinto (HSM de Messejana)
• Centro de Atenção Psicossocial Professor Frota Pinto (em Rodolfo Teófilo, na SER III de Fortaleza)
• Rua Prof. Frota Pinto (no bairro Luciano Cavalcante, em Fortaleza)
• Medalhão em bronze (no HSM)

CARROS BRECHEIROS

No sítio Costa do Sol, no Eusébio, onde estive no dia 17 para participar da "Fazendinha do Luigi" (um aniversário de criança), aproveitei para rever o G7 Garage, de propriedade do empresário Gaudêncio Lucena, avô do aniversariante.
No interior do G7 Garage, um visitante (que eu não conhecia) fez um comentário, enquanto apontava para um dos carros do museu:
"Olha ali... Um carro brecheiro!"
O tal "carro brecheiro" era um DKW (Das Kleine Wunder, em português "a pequena maravilha"), do ano de 1962.
Depois que ele me explicou a razão do estranho apelido, fiquei atento. E, como a demonstrar que eu havia assimilado aquela lição de museologia automotiva, percorri o museu em busca de outro "carro brecheiro". Havia-o: um Mercedes-Benz 1951.
Bem, você deve estar curioso para saber o que são "carros brecheiros", não é?
Então, vamos reconstruir por etapas a origem dessa expressão marota:
1 - brecheiro
No "Dicionário do Ceará: palavras típicas, expressões pitorescas e como usá-las", do escritor, desenhista e pesquisador da molecagem cearense Tarcísio Garcia, encontra-se esta definição:
Brecheiro - Sujeito dado à prática de brechar. Há dois tipos de brecheiro: o que se coloca estrategicamente à frente da mulher na esperança de ver uma calcinha ou um bico do peito e o mais reservado, que prefere ficar espiando por frestas de portas e buracos de fechaduras e que também é conhecido como voyeur.
2 - carros brecheiros
Os carros cujas portas dianteiras são abertas ao contrário, isto é, da frente para trás. Uma funcionalidade que servia tão somente para atiçar a concupiscência da rapaziada. Naqueles momentos em que uma mulher menos cautelosa estava a desembarcar de um carro desses.
Ô raça!
Na verdade, tais carros não eram brecheiros. Apenas estavam sendo amigáveis com os brecheiros propriamente ditos.
DKW 1962

LANÇAMENTO DO LIVRO "RIDENDO CASTIGAT MORES"


A Expressão Gráfica e Editora, ao ensejo da XIII Bienal Internacional do Livro do Ceará, realizou em seu estande no Centro de Eventos, na última sexta-feira (23), às 17 horas, o lançamento do livro "Ridendo castigat mores: contando causos".

Este livro, o 104.º de autoria do Prof. Marcelo Gurgel Carlos da Silva, médico e atual presidente da Sobrames - Regional Ceará, foi por mim apresentado, em substituição ao escritor e historiador Juarez Leitão, que não pôde estar presente no evento por motivo de força maior. PGCS

Prefácio: ESSE JEITO BREJEIRO DE OLHAR A VIDA...
Abelardo Montenegro, em seu ensaio sobre a Praça do Ferreira, analisa a capacidade cearense de enfrentar as mazelas da sorte pelo lado irônico, como uma forma de resistência, uma defesa contra as pedras que o destino nos tem historicamente atirado.
Rir da desgraça alheia é uma maldade indesculpável. Mas ninguém pode punir quem ri da própria desgraça, vacinando-se contra a angústia ou a depressão que as desditas poderiam causar, gerando uma realidade nova, uma espécie de soberania espirituosamente construída sobre a tosca condição anterior. A essa nação, governada pela alegria, o sociólogo crateuense denominou de “Ceará-Moleque”, classificação geral de comportamentos, façanhas e atitudes galhofeiras, típicas dos cabeças-chatas, tiradores de versos jocosos, contadores de causos e vaiadores do sol.
O escritor Marcelo Gurgel já vem, desde algum tempo, se dando ao trabalho árduo e prazeroso de garimpar esse lado curioso de nossa natureza emocional, seguindo os passos de Leonardo Mota, Eduardo Campos, Plautos Cunha, Hilário Gaspar, Waldy Sombra e Narcélio Limaverde, dentre outros, que igualmente foram despertados para pesquisar a molecagem sadia dos alencarinos.
Desta vez, Marcelo Gurgel se fez mais abrangente, cobrindo o Brasil inteiro em sua busca de histórias de humor e vexames, dividindo o seu apanhado em quatro categorias: Futebol, Semana Santa, Educação e Mal-Entendidos.
O que chamamos de causo difere da simples piada ou até mesmo da anedota e da estória. Trata-se da narrativa de episódio supostamente verídico, que pode sofrer acréscimos ou supressões, dependendo de seu contador, em função de melhor efeito do humor que pode provocar. Assim como as três outras modalidades de situações hilariantes, é mister que a história seja rápida, contenha as palavras exatas para uma caprichada evolução e termine com um disparo que provoque o riso.
Há quem julgue que esse tipo de literatura seja menos importante ou mais fácil de ser produzida. Os que pensam assim navegam em águas enganosas. Como a narração de causos exige simplicidade e concisão, é espinhosa para um intelectual a tarefa de esconder a erudição e descer ao patamar da linguagem direta, linear, sem tentação de rebuscamento ou emprego afoito de símbolos e metáforas, própria das oficinas dos poetas, oradores e romancistas.
Marcelo Gurgel leva a bom termo o empreendimento literário a que se propõe ao nos apresentar mais este livro.
Uma obra intencionalmente leve, que retrata esse jeito especial do brasileiro e, especialmente do cearense, ver a vida, dela retirando o fel e conservando o mel, o mesmo, talvez dos lábios de Iracema ou dos melhores doces da infância.
O RISO CASTIGA OS COSTUMES, tradução livre do título latino do livro, além de ser uma verdade objetiva, é uma necessidade espiritual e cívica.
Um manual para o desarmamento das asperezas da vida, nesses tempos virtuais de pouca conversa e raras alegrias.
Então, degustar RIDENDO CASTIGAT MORES por certo fará bem à saúde!
Juarez Leitão
da Academia Cearense de Letras e do Instituto do Ceará
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REMÉDIOS DA VOVÓ

Minha avó Almerinda, que alcançou uma idade provecta, recorria amiúde a alguns remédios para amenizar seus males. Um deles eram as tais "pílulas do mato", que ela me pedia para ir comprar na bodega do "seu" Edmundo, em Otávio Bonfim. Eu não sabia (nunca perguntei) para que sintomas ela tomava esse medicamento. Tempos depois, médico blogueiro, resolvi averiguar e acabei escrevendo uma nota sobre a medicação fitoterápica que o eminente cirurgião Dr. Mattos havia inventado. E o que mais descubro? A panaceia, apesar de proibida pela Anvisa, tem um fã-clube maior do que o Raul Seixas.
Ela também costumava usar um remédio chamado "Gets-it". Uma solução que ela aplicava em suas joanetes, periodicamente. Após pincelado, o transparente líquido fazia com que se desprendesse uma crosta da joanete, dando-lhe alívio por algum tempo. Isto, com mais detalhes, já foi descrito por mim aqui. Pobre vovó! Viver naquele tempo em que a medicina ainda não oferecia, pelo menos em Fortaleza, uma solução eficaz para o seu problema ortopédico.
Havia também o "Lavolho". Um colírio que, por falta de registro, teve a fabricação suspensa pela Anvisa. Não é que vovó fosse uma contumaz burladora das resoluções da Anvisa, a proibição é do ano de 2010 (portaria 1146), quando ela já não mais habitava este Vale de Lágrimas. E a tal solução, à base de cloreto de sódio a 0,9%, lembro-me também de que vinha num frasco junto com um pequeno copo de plástico. Utilizando-se deste acessório, vovó fazia abluções no olho glaucomatoso.
Contudo, minha avó não era só uma praticante da automedicação. Havia também os médicos a que ela recorria como os Drs. Abu-Marrul (de quem recordo as prescrições de sais de ouro para o tratamento da artrite de tia Elza), Ricardo Gouveia, Narcélio (que atendia os funcionários da Siqueira Gurgel) e vários outros, cujas receitas depois de formuladas eram fielmente seguidas por Almerinda.

VOOS AMAZÔNICOS 1974-75

Em 1974, fui transferido do Hospital Central do Exército, na Guanabara, para Benjamin Constant-AM.
Para me apresentar no local de destino, tinha direito a 30 dias de trânsito. Destes, três dias foram utilizados em minha viagem por terra a Fortaleza, com dormidas em Teófilo Otoni-MG e Feira de Santana-BA. O resto do período passei em Fortaleza, antes de embarcar num voo comercial para Manaus.
Em Fortaleza meu pai me comprou o fusca, que tinha seis meses de uso, pois eu não teria como usá-lo em Benjamin Constant.
Embora houvesse voos regulares da Cruzeiro entre Manaus e o aeroporto de Tabatinga, em Benjamin Constant, eu teria de aguardar um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para concluir meu percurso. Mas estes voos não tinham hora nem dia certos. Deixei o número do telefone do hotel em que eu estava hospedado, no centro de Manaus, para que me avisassem quando estivesse confirmado o próximo voo.
Lembrem-se de que não existiam o telefone celular para facilitar as coisas. E o Whatsapp, parodiando o Gonzagão, "lá nem sabe se é home ou se é muié".
Passei uns oito dias flanando em Manaus à espera do tal comunicado. Deu para conhecer o centro de Manaus, alguns bairros (como Adrianópolis, Cachoeirinha e Compensa), as instalações do Comando Militar da Amazônia (CMA), na Ponta Negra, o balneário do Tarumã e fazer o obrigatório passeio do "Encontro das Águas". Sim, aproveitei para providenciar o passaporte.
Finalmente, confirmou-se um voo que sairia de madrugada para Tabatinga (Benjamin Constant). Avisado à noite, corri até a lavanderia em que eu havia deixado uma parte das minhas roupas, mas não houve como reavê-las. Com as que me restaram, embarquei.
No período em que eu estive na tríplice fronteira (Brasil, Colômbia e Peru) fiz voos a serviço entre Benjamin Constant e Manaus, entre Benjamin Constant e Estirão do Equador, um pelotão do Exército onde prestei serviços médicos durante 2 semanas. Além disso, por determinação do comando, fui buscar no pelotão de Ipiranga um sargento que estava a apresentar uma emergência abdominal (provável peritonite). Mas, para esta missão, arranjaram-me um pequeno hidroavião pilotado por um missionário estrangeiro que residia em Benjamin Constant.
Os aviões operados pela FAB na Amazônia eram o CA-10 Catalina (foto), o C-47 Douglas e o C-115 Buffalo. Voavam em baixa velocidade, não eram pressurizados e havia os que tinham os bancos voltados para o corredor do avião. Sentia-me seguro ao voar no hidroavião Catalina, pois rios é o que não faltam na Amazônia para o caso de um pouso de emergência.
Entre Manaus e Tabatinga, como já disse, havia voos regulares da Cruzeiro. Utilizei-me deles para ir e voltar de Manaus a serviço, com passagens de cortesia que me foram dadas pelo Tenente-Coronel José Ferreira da Silva, o cearense que à época comandava o 1.º Batalhão Especial de Fronteira (hoje 8.º Batalhão de Infantaria de Selva).
Essa utilização de aeronaves civis para deslocamentos a serviço me fez perder os vinte por cento de horas de voo no ano seguinte (1975), por não ter alcançado o número suficiente de horas em aviões da FAB para fazer jus à gratificação.
Também pelas asas da Cruzeiro fui passar uma parte de minhas férias em Fortaleza. Mas não recordo por quais companhias voei na outra parte das férias em que, durante 15 dias, fiz  o périplo Tabatinga - Bogotá - Quito - Lima - Iquitos - Tabatinga.
• Leitura recomendada
Rio Javari: O Rio Martirizante na Bacia Amazônica (Google Books)
Catalina, Museu Aeroespacial (crédito da foto)
Buffalo, Museu Aeroespacial
• Notas relacionadas
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2011/07/pium-e-carapana.html
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2012/02/o-pai-do-vento.html
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2013/08/recebendo-carga.html
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2013/08/benjamin-constant-e-tabatinga-breve.html
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2013/03/iquitos.html
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2014/09/indios-no-exercito-brasileiro.html
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2017/05/prelibando-o-passeio.html
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2017/05/passeio-em-manaus-13.html
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2017/05/passeio-em-manaus-23.html
http://gurgel-carlos.blogspot.com/2017/05/passeio-em-manaus-33.html

BECO DO COTOVELO

selfie na visita ao Beco
Criado para ser uma passagem entre as ruas Coronel Ernesto Deocleciano e Coronel José Sabóia, o Beco (ou Becco) do Cotovelo acabou virando o principal ponto de referência de Sobral. Abriga cerca de 20 estabelecimentos comerciais: cafés, pastelaria, lanchonete, livraria, relojoeiros, chaveiros, barbearia, loja de capas de celular, promotoras de crédito, loterias, entre outros.
O Beco do Cotovelo tem este nome devido a sua forma com uma pequena curvatura no meio.
É para lá que vão aqueles que querem saber das últimas nóticias da cidade e do mundo, em rodas de conversação e tomando cafezinhos. Ponto de encontro de aposentados, o Beco do Cotovelo está para Sobral, assim como a Praça do Ferreira está para Fortaleza.
É passagem obrigatória dos visitantes que chegam a Sobral, os quais deixam ali registradas suas presenças no Livro de Assinaturas, organizado pelos frequentadores locais liderados por Expedito Vasconcelos, Presidente da Associação dos Amigos do Becco do Cotovelo e eleito "Prefeito do Becco".
O famoso Becco do Cotovelo (ou Elbow Street, como indicado em uma das placas) pode até ser pequeno e estreito (75 metros de extensão x 5 metros de largura), mas é infinito no imaginário do sobralense.
O proprietário do Café Jaibaras, Expedito Vasconcelos, foi quem instalou a placa em inglês. "O pessoal, especialmente de Fortaleza, tem a ideia de que Sobral é EUA. Isso porque, tempos atrás, através do Porto de Camocim, a moda que vinha dos EUA chegava primeiro a Sobral. As mulheres daqui usavam a moda antes das de Fortaleza e isso causava uma certa inveja, de dizer que o pessoal daqui queria ser muita coisa, só queria ser os Unites States of Sobral", contextualiza. Foi um amigo de Expedito quem sugeriu colocar a placa em inglês.
Inicialmente, o dono da cafeteria achou que isso reforçaria a tal ideia, mas foi convencido de que a brincadeira combinaria com o espírito do Beco, um local verdadeiramente democrático.
Fontes
http://wikimapia.org/5023415/Beco-do-Cotovelo
https://especiais.opovo.com.br/beccodocotovelo/
http://tvdiario.verdesmares.com.br/noticias/regional/com-172-anos-beco-do-cotovelo-e-passagem-obrigatoria-para-turistas-em-sobral-1.1189412

SOBRAL E MERUOCA

2019, passeio em Sobral e Meruoca, com Elba e o neto Matheus.
21/07 (1.º dia)
foto 1: nos jardins do Ytacaranha

Saída de Fortaleza às 6h. De casa para Sobral, utilizamo-nos da rodovia BR 222, que estava em bom estado de conservação. Pausa para um café com tapiocas no restaurante do Baleia. De Sobral para a Serra da Meruoca, pela rodovia CE-440 (21 km). Almoço no Ytacaranha Park Hotel (foto 1). Check-in no Best Hotel em Sobral às 14h.
Serra da Meruoca é uma serra localizada no norte cearense nos municípios de Meruoca, Coreaú, Alcântaras, Massapê e Sobral. Caracteriza-se como um enclave de tropicalidade no meio do semiárido: "uma ilha de paisagens úmidas, quentes ou subquentes, com solos de matas e sinais de antigas coberturas florestais, quebrando a continuidade dos sertões revestidos de caatinga".
O Best Hotel de Sobral fica ao lado do Sobral Shopping, dividindo com este e com uma torre de negócios, a Cameron Tower, a área de estacionamento dos veículos. O complexo está situado na Avenida Monsenhor Aluísio Pinto, à entrada da ponte que cruza o Rio Acaraú do bairro Dom Expedito para a Rodoviária e o Centro Histórico de Sobral.
O Rio Acaraú nasce na Serra das Matas, um dos pontos mais altos da região. Saindo de Monsenhor Tabosa, em pleno sertão, percorre 320 quilômetros. Corta Sobral, uma das cidades mais importantes do Ceará. Banha 18 municípios e chega ao mar, em Acaraú.
Às 17 horas, fomos à Praça do Patrocínio, logradouro onde estão o Planetário de Sobral e o Museu do Eclipse. Acontecia uma missa campal em frente à Igreja do Patrocínio. Com a informação de que não haveria sessões no Planetário à noite, retornamos para o hotel e fomos passear e jantar no Sobral Shopping.
22/07 (2.º dia)
foto 2: Elba e Matheus
Às 8 horas, saímos para percorrer o Centro Histórico de Sobral: Becco do Cotovelo (foto 2), Praça da Coluna da Hora, Igreja do Rosário, Avenida Dom José, Praça São João (onde está o Theatro São João), Arco do Boulevard e Avenida Dr. Guarany. O Museu do Eclipse, em torno do qual passamos no início e no fim deste passeio, encontrava-se fechado para a visitação. Funcionárias do Café Conceito (situado em frente) nos esclareceram de que este Museu, além dos sábados e domingos, não abria mais às segundas-feiras.
Considerado Monumento Nacional, o Centro Histórico de Sobral atrai olhares de moradores e visitantes. O valor histórico-cultural foi reconhecido em 12 de agosto de 1999, através de tombamento pelo Iphan. A área protegida inclui 1.247 imóveis em uma poligonal com perímetro total de 5,33 quilômetros. O patrimônio é rico e variado. Não há uma arquitetura única e, sim, diferentes estilos: colonial (Casa do Capitão-Mor), barroco (Sé Catedral), neoclássico (Teatro São João), art nouveau (residências da rua Lúcia Sabóia) e art déco (agência dos Correios e Telégrafos), entre outros.
Check-out às 12 horas. Almoço no restaurante Eucaliptos (não recomendamos). Chegada Fortaleza às 17h. Round trip: 520 km.
http://www.sobral.ce.gov.br/a-cidade/historia
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MEMÓRIA. SOBRAL E MERUOCA
1980, viagem de lazer a Sobral com o casal Vladimir Morais e Lúcia Bessa. Tivemos como cicerone o neurologista Wagner Horta. Em visita à Santa Casa de Sobral algo aconteceu a meu distraído violão. Deixado no banco traseiro de um carro, não suportou uma longa exposição solar e empenou. Almoçamos lagostins no restaurante "O Louro", fomos ao Beco do Cotovelo e jantamos no "Derby". Hospedamo-nos, não tenho certeza, no Visconde Hotel. Tempos depois, encontrei-me com Wagner Horta em Fortaleza, num show do Gonzaguinha no teatro da Emcetur. E, no ano de 2000, fiquei devendo-lhe um grande favor pela visita médica que fez a meu pai acometido de grave doença neurológica.
1995, período de 13 (qui) a 16 (dom) de julho, no Ytacaranha Park Hotel, em Meruoca-CE. Uma viagem nas férias, com Elba e nossos filhos, para curtir o clima da Serra da Meruoca e conhecer as atrações do recém-inaugurado hotel.
O Ytacaranha, com seus apartamentos de luxo, restaurantes internacional e típico, american bar, centro de convenções, cinema, parque aquático, piscina térmica, playground, quadras poliesportivas, academia de ginástica, sauna, boate etc. foi o precursor de grandes investimentos na Meruoca. 
1996, de 13 a 15 de dezembro (fim de semana), no Ytacaranha Park Hotel, em Meruoca. Desta vez para participar do Encontro de 25 anos dos Médicos Formados pela UFC em 1971. Fora da programação, porém inesquecível, lembro-me de uma caminhada que fiz com o colega Hugo Lopes até a sede municipal de Meruoca. Round trip: 12 km.
https://gurgel-carlos.blogspot.com/2011/10/medicos-formados-pela-ufc-em-1971-os.html
2002, 23 e 24 de maio, viagem de trabalho a Sobral. Como instrutor de um curso de capacitação em "Ações de Controle da Tuberculose" para médicos e enfermeiros das equipes do PSF da microrregião de Sobral. O curso foi ministrado no auditório do Hotel Vila Real para 50 alunos e fiquei hospedado no Hotel Vitória. À noite, quando retornava do Ponto Final, um restaurante nas proximidades do Boulevard do Arco, casualmente encontrei-me com o argentino Federico, então meu cunhado, com quem fiquei a conversar um par de horas antes de me recolher para dormir.
2003, em julho, no Ytacaranha Park Hotel, em Meruoca. Como participante do "Seminário Saúde do Trabalhador: Uma Causa que Merece Atenção", promovido pelo Núcleo de Vigilância Sanitária da SESA-CE.  Em 3 de julho (quinta-feira), fui um dos palestrantes da mesa redonda "Pneumoconioses, Agrotóxicos e Metais Pesados x Riscos Ambientais e Ocupacionais".

BREVE PERFIL DE ANA MARGARIDA ARRUDA

Ana Margarida Furtado Arruda Rosemberg, filha do casal Maria Adelina Furtado de Arruda e Miguel Edgy Távora Arruda, nasceu no dia 07/07/1950, em Baturité-Ce. É médica pneumologista, historiadora e mestre em História Social pela PUC-SP. Tem atuado em literatura com produção nos seguintes gêneros: crônica, ensaio e poesia. Retratista e memorialista, publicou o livro biográfico Clemente Ferreira (1857-1947) e outro de memórias, Confissões de Amor. Publicou, em diversos livros, os capítulos: Nicotina e a Mulher, Tuberculose e Cortiços, Cenário Histórico e Controle da Tuberculose no Brasil e Breve História da Saúde Pública no Brasil. É articulista da revista Jornal do Médico, desde 2012, na qual publica textos de história da medicina e de arte em geral. Participa, desde 2010, de todas as antologias anuais da Sobrames-CE. É membro da Sociedade Brasileira de História da Medicina, da Sobrames-CE e da Société des Amis du Louvre. É imortal da Academia Cearense de Medicina, ocupando a cadeira 35. Possui formação complementar em História da Arte e em Museologia, em Paris-França. Criou e mantém quatro blogs:
http://anamargarida-memorias.blogspot.com/
http://blogdomuseucomendadorananiasarruda.blogspot.com/
http://blogdasobramesceara.blogspot.com/
http://academiacearensedemedicina.blogspot.com/
(Extraído da 2.ª aba do livro Relembranças - Lampejos de minhas memórias, em que ela resgata para o formato de livro as memórias gravadas em fitas cassetes por Miguel Edgy, seu pai.)
Ana Margarida, que é também fotógrafa amadora e youtuber, costuma fazer reportagens fotográficas e videofilmagem dos eventos nas entidades culturais de que participa no Ceará. Nesta selfie, que ela fez por ocasião do lançamento do livro "Cum laude: aos homens e seus feitos", 103.º livro de Marcelo Gurgel, encontro-me a seu lado. Sou-lhe grato por haver prefaciado o livro Portal de Memórias - Paulo Gurgel, um médico de letras.

PRAÇA JORNALISTA DURVAL AIRES DE MENEZES

Na sexta-feira (05/07), às 9h, o prefeito Roberto Cláudio inaugurou a nova Praça Jornalista Durval Aires de Menezes, localizada na Rua Nelson Studart, em frente ao Ministério Público do Estado do Ceará, no bairro Luciano Cavalcante, em Fortaleza.
O novo espaço de convivência e lazer, ocupando uma área total de 1.670 m² e que era antes um terreno baldio, recebeu projeto paisagístico com a implantação de jardins, passeios com rampas de acessibilidade, playground, bancos, lixeiras seletivas e iluminação noturna, A Praça também recebeu uma academia ao ar livre e mesas com jogos de tabuleiro (de damas e xadrez).
Quem foi Durval Aires de Menezes 
Nasceu em Juazeiro do Norte, no dia 13 de fevereiro de 1922, filho de Otávio Aires de Menezes e Marieta Franca de Menezes. Após os estudos primários, foi morar na Capital, onde trabalhou em indústria de perfume. Concluiu o científico clássico no Instituto Lourenço Filho.
Ingressou no jornalismo depois de estágio no jornal "José", de Carlos Drumond de Andrade. Pertenceu a uma geração em que as profissões eram marcadas pelo talento pessoal, aliado ao conhecimento técnico. Ele conhecia todas as etapas da produção de impresso, das formas artesanais aos meios mais modernos e sofisticados.
Trabalhou praticamente em todos os jornais que apareceram em Fortaleza, com exceção daqueles ligados aos Associados. Passou pelas redações de "O Democrata", "O Estado", "Gazeta de Notícias", "Tribuna do Ceará", "Folha do Povo", "Diário do Povo", "O Povo" e "Diário do Nordeste", como redator de opinião e política, além de secretário e editorialista.
Além disso, publicou obras como "Os amigos do governador" (1967), "Barra da Solidão" (1968) e "Estrela da Manhã" (1983).
O jornalista e escritor faleceu em 1992, aos 70 anos de idade.

O "CAUSEUR" MARCELO GURGEL

Na língua de Victor Hugo, "causeur" é "qui sait causer agréablement et avec esprit" (quem sabe conversar agradavelmente e com sabedoria).
Em bom português, causeur é um contador de casos. Ou, melhor, um contador de causos, já que esta segunda acepção relaciona "etimologicamente" o "causer" com seus causos.
Mas afinal o que é causo?
Trata-se, no dizer de Juarez Leitão, "de um episódio supostamente verídico, que pode sofrer acréscimos ou supressões, dependendo de seu contador, em função de melhor efeito de humor que pode provocar. Assim como as três outras modalidades de situações hilariantes (piada, anedota e estória), é mister que a história seja rápida, contenha as palavras exatas para uma caprichada evolução e termine com um disparo que provoque o riso".
Seguindo os passos de Leota (Leonardo Mota), Eduardo Campos, Plautus Cunha (filho do poeta e repentista Quintino), Hilário Gaspar, Narcélio Limaverde e o maranhense Catulo da Paixão Cearense, Marcelo Gurgel tem levado a bom termo o empreendimento de transpor para a literatura os causos que ele, após garimpá-los árdua e prazeirosamente nos veios da oralidade, lapidou-os e expôs em seis bons livros.
1. SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Contando causos: de médicos e de mestres. Fortaleza: Expressão, 2011. 112p.
2. SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Medicina, meu humor! Contando causos médicos. Fortaleza: Edição do autor, 2012. 120p.
3. SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da (org.). Meia-volta, volver! Médicos contam causos da caserna. Fortaleza: Expressão, 2014. 112p.
4. SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da (org.). Ordinário, marche! Médicos contam causos da caserna. Fortaleza: Expressão, 2015. 112p.
5. SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da (org.). Ombro, arma! Médicos contam causos da caserna. Fortaleza: Expressão, 2018. 112p.
6. SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da. Ridendo castigat mores! Contando causos. Fortaleza: Expressão, 2019. 112p.
Caminhos cruzados
Fui informante de três causos (dois do livro 1 e um do livro 2). Estive entre os colaboradores dos livros 3, 4 e 5, que compõem a (por enquanto) "trilogia da caserna". E, no "Ridendo castigat mores!", três dos causos deste livro foram inspirados em notas que publiquei no blog EntreMentes. A saber:
FURA ELE... AQUI NÂO É JERUSALÉM (p.38-40)
https://blogdopg.blogspot.com/2012/04/paixao-de-cristo-encenada-no-ceara.html
UM PILATOS AFETADO (p.40-41)
https://blogdopg.blogspot.com/2011/04/nova-jerusalem-no-ceara.html (do colaborador Fernando Gurgel Filho)
DE LAGARTIXA NO HAVAÍ A CALANGO NO CEARÁ (p.71-72)
https://blogdopg.blogspot.com/2019/02/chamadas-silenciosas.html

CRONOLOGIA DA CRIAÇÃO DO PARQUE ESTADUAL DO COCÓ

1977 Declarada de utilidade pública para fim de desapropriação a área do Cocó (Decreto Municipal 4.852).
1980 Foi inaugurado o "Parque do Rio Cocó".
1983 A área passa a ser denominada de "Parque Adahil Barreto" (Decreto Municipal 5.754).
1986 O Vale do Rio Cocó foi tornado Área de Proteção Ambiental (Decreto Municipal 7.302).
1989 Declarada de interesse social para fim de desapropriação a área que se estende da BR-116 à Av. Sebastião de Abreu (Decreto Estadual 20.253).
1993 O Governo do Ceará ampliou a área de interesse público social da Av. Sebastião de Abreu à foz do Rio Cocó (Decreto Estadual 22.587).
2017 Assinado em 4 de junho pelo Governo do Ceará o Decreto de Regulamentação do "Parque Estadual do Cocó com seus novos limites (Decreto Estadual 32.248) - numa ação conjunta com a Prefeitura de Fortaleza.
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11/08/2019 - Atualizando ...
O Parque Estadual do Cocó, em Fortaleza, terá sua área ampliada de 1.571 para 1.579 hectares. O acréscimo de 8 hectares no tamanho do parque ocorre dois anos após sua demarcação oficial e se deve à incorporação de uma área de dunas, localizada nas proximidades do bairro Cidade 2000.

MEMÓRIAS DO HISTORIADOR MIGUEL EDGY

🕮
CONVITE
Lançamento do livro de MIGUEL EDGY TÁVORA ARRUDA
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"RELEMBRANÇAS - LAMPEJOS DE MINHA MEMÓRIA"
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organizado pela médica e historiadora ANA MARGARIDA FURTADO ARRUDA ROSEMBERG, membro da Academia Cearense de Medicina e da Sociedade Brasileira de Médicos - Regional do Ceará e editora do blog MEMÓRIAS.
Este livro é fruto do encontro do trabalho de dois historiadores, pai e filha, em condição surpreendente: a do descompasso do tempo.
O historiador Miguel Edgy (nesta fotografia de 1990, com a esposa Maria Adelina e os 15 filhos do casal) gravou suas memórias em uma série de fitas cassetes, quase trinta anos antes que sua filha, Ana Margarida, também historiadora, pudesse regatá-las e publicá-las em formato de um livro.
Data: 29 de junho (sábado) de 2019, às 18h30.
Local: Bouganville Buffet - Rua José Vilar, 3071 - Fortaleza-CE
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01/07/2019 - Atualizando ...
Lançamento do livro
Por especial deferência da família Arruda, coube a Marcelo Gurgel apresentar a obra, o autor e a organizadora.

MOCHILEIRO DO CERRADO - 2

Cidade de Goiás (2.ª parte)
Quem viaja por terra entre Goiânia e Cidade de Goiás observa a constante presença das plantações de eucaliptos. São eucaliptos diferentes daqueles que tenho visto no Nordeste. Apresentam o tronco mais fino e, quando atingem o quarto ano de crescimento, são cortados. Surgindo em cada tronco remanescente novos pés de eucalipto, segundo me informou o motorista do ônibus em que eu fui a Goiás Velho). Mas apenas dois brotos são poupados. Estes crescerão mais rapidamente do que cresceu a planta original e, devido a isso, os novos eucaliptos serão cortados mais precocemente. Em seguida, as toras serão tratadas e utilizadas, principalmente na construção de cercas.
Para que tantas cercas, meu Deus? Não responda não, a grande quantidade de vacas que pastam no campo vem a ser a resposta.
02/06/2019, domingo
✔Calçadão e Mercado Central
Logo cedo, após tomar o café da manhã no Casa da Ponte Hotel, saí para caminhar no calçadão à beira do rio Vermelho. Uma caminhada em que me deparei com cinco pontes (contando com a da Casa de Cora Coralina e com a Ponte da Pirraça). O Mercado Central, onde circulei por algum tempo, apresenta um pátio interno que dá acesso a todas as lojas. A presença de toldos e veículos estacionados no pátio dificultou o refistro fotográfico.
✔Palácio Conde dos Arcos
Edifício de grande porte, localizado no Largo da Matriz, no Centro Histórico da Cidade de Goiás. Antigo Palácio dos Governadores da província, não se sabe corretamente a data de sua construção, possivelmente entre 1775 e 1759 ou mesmo antes. Atualmente, o palácio abriga coleções de móveis, quadros, fotografias antigas e demais objetos, sendo aberto à visitação pública. Simbolicamente, a capital do Estado é transferida por três dias de Goiânia para a Cidade de Goiás, na data em que esta aniversaria (25 de julho). É uma homenagem à cidade que foi sede do governo do Estado de Goiás por mais de duzentos anos.
Foto - O prédio branco em primeiro plano é o Palácio Conde dos Arcos. Nesta fotografia, ele encobre parcialmente a Igreja Matriz de Santana. Os lampiões coloniais (elétricos) e as grandes pedras toscas do calçamento do Centro Históric compõem também a paisagem urbana de Goiás Velho.
http://www.ipatrimonio.org/conde_dos_arcos
Museu de Arte Sacra da Boa Morte
Este museu é sediado na Igreja da Boa Morte, cuja fachada apresenta elementos característicos do barroco. É  de sua porta principal que sai, toda quarta-feira de trevas da semana santa, a Procissão do Fogaréu. Não tive tempo de visitar este museu.
✔Museu das Bandeiras
É um dos prédios históricos mais importantes do Centro-Oeste, principalmente pelo papel que teve na antiga capital. Construída entre 1761 e 1766, a antiga Casa de Câmara e Cadeia segue algumas normas próprias desse tipo de edificação: no térreo, encontra-se a cadeia e, no pavimento superior, alcançado a partir de uma escada de madeira com guarda-corpo de balaústre torneado, estão os amplos salões destinados às atividades legislativa e judiciária da antiga capital. O acesso à prisão era feito originalmente por um alçapão no piso do pavimento superior.
http://www.vilaboadegoias.com.br/cidade/patrimonio_historico/museus/museu-das-bandeiras
http://www.ipatrimonio.org/museu_das_bandeiras
Espaço Cultural Goiandira
Fui informado de que não está mais aberto ao público. Vi no Palácio dos Arcos um quadro de uma discípula de Goiandira ao estilo da mestra (pintado com areia). No Linha do Tempo, há uma nota de Fernando Gurgel Filho sobre a visita que este colaborador do blogue fez à Goiandira.
https://gurgel-carlos.blogspot.com/2011/06/pintando-com-areia.html
Rodoviária (não é atração turística)
Fica na avenida Dário de Paiva Sampaio, nome do 24.º prefeito eleito do MDB (1970-1973) que interrompeu uma sequência de prefeitos da Arena nomeados. Segundo o depoimento de um vila-boense idoso com quem conversei, Dário realizou uma boa administração, tendo sido o prefeito que construiu a Ponte da Pirraça (que seus opositores diziam que ele não construiria).
"Em Goiás Velho, o Rio é Vermelho e a Serra é Dourada." Quando se volta a Goiânia pela GO-070, vê-se a Serra Dourada à direita da rodovia. O acesso ao Parque Estadual de mesmo nome é feito por Mossâmedes.
(fim)

MOCHILEIRO DO CERRADO - 1

Cidade de Goiás (1.ª parte)
Os ônibus para a Cidade de Goiás partem de Goiânia. Não há linha regular de ônibus para Cidade de Goiás a partir de Brasília, embora se possa ir de automóvel a esse destino, passando por Pirenópolis, o que encurta a viagem em cerca de 60 km.
Brasília (Lago Norte) à Rodoviária Interestadual: 21 km; Rodoviária Interestadual à Rodoviária de Goiânia (pela empresa Catedral): 199 km; e Rodoviária de Goiânia à Cidade de Goiás (pela empresa Moreira): 145 km. Total: 364 km (round trip: 728 km)
O Terminal Rodoviário de Goiânia é uma espécie de "rodoshopping". À espera do segundo ônibus, tanto na ida como na volta, aproveitei para almoçar comidas regionais no Araguaia Shopping.
Cidade de Goiás (também conhecida como Goiás Velho) é um município do Estado de Goiás. Fundada pelo bandeirante Bartolomeu Bueno da Silva (apelidado de Anhanguera), foi a capital do Estado de Goiás até 1937, quando a sede do governo foi transferida por Pedro Ludovico para a então recém-construída Goiânia. A cidade preserva grande parte da herança colonial e suas casas e igrejas são testemunhas do auge do Ciclo do Ouro. Dada a sua importância histórica, o centro histórico de Goiás foi incluído, a partir de 2001, na lista do Patrimônio Mundial da UNESCO. O município contém parte do Parque Estadual da Serra Dourada e o rio Vermelho cruza a sede municipal em seu percurso para o Araguaia. A cidade de Goiás tem a população estimada em 23 mil habitantes. Gentílico: vila-boense.
Principais pontos turísticos (visitados✔)
Praça do Coreto (centro histórico)✔. Museu Casa de Cora Coralina✔. Palácio dos Arcos✔. Museu das Bandeiras✔. Museu de Arte Sacra da Boa Morte. Calçadão do rio Vermelho✔. Mercado Central✔. Cine Teatro São Joaquim. Espaço Cultural Goiandira.
01/06/2019, sábado
✔Museu da Casa de Cora Coralina (foto)
Entidade de direito privado, sem fins lucrativos, regido por um Estatuto, que tem como finalidades: "projetar, executar, colaborar e incentivar atividades culturais, artísticas, educacionais, ambientais, visando, sobretudo, a valorização da identidade sociocultural do povo goiano, bem como preservar a memória e divulgar a vida e a obra de Cora Coralina". O Museu foi inaugurado no dia 20 de agosto de 1989, data comemorativa dos 100 anos de nascimento de Cora Coralina (pseudônimo de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas). Em 31 de dezembro de 2001, houve uma grande enchente do rio Vermelho que destruiu parte do acervo do Museu.
http://www.museucoracoralina.com.br/site/
✔Hotel Casa da Ponte
Goiás dispõe de um bom número de hotéis e pousadas. O Hotel Casa da Ponte em que me hospedei fica em frente à Casa de Cora Coralina e ao lado do Teatro São Joaquim. Tem boas acomodações e não é caro. Suas funcionárias são muito atenciosas.
https://www.casadapontehotel.com.br/
✔Praça do Coreto
É o marco zero da Cidade de Goiás. No térreo do Coreto funciona uma sorveteria muito frequentada. Um grupo jogava capoeira num dos espaços da praça.
✔Restaurante Ouro Fino
O local que fui à noite para jantar um filé de salmão grelhado. Com direito ao show de voz e violão do músico Canhoto.
(continua)

MONSENHOR ÁGIO E SUA SOLIBEL

Morreu em casa, na madrugada desta quarta-feira, 12, o monsenhor Ágio Augusto Moreira, aos 101 anos. A causa da morte não foi divulgada.
Natural de Farias Brito (CE), em terras à época pertencentes a Assaré, Padre Ágio era o mais antigo clérigo da Diocese do Crato. Fez história ao fundar a Sociedade Lírica do Belmonte (Solibel), dentre outros projetos envolvendo a música. No último dia 18 de dezembro, padre Ágio havia completado 75 anos de vida sacerdotal.
Sacerdote simples e piedoso, escritor e músico, foi também professor de canto gregoriano, italiano, grego e francês no Seminário São José, em Crato. Aos 100 anos, lançou o livro "Padre Cícero Romão Batista: O maior líder espiritual do Nordeste Brasileiro".
O velório será na Vila da Música (avenida José Horácio Pequeno, nº 1366 - Novo Lameiro, Crato) e o sepultamento nesta quinta, 13, às 16 horas, na Capela Nossa Senhora das Graças, no bairro Belmonte.
Solibel
Em Missão Velha (CE), padre Ágio certa vez foi surpreendido por um grupo de trabalhadores rurais, entoando os chamados "Cânticos de Trabalho" enquanto colhiam arroz e café. O coro se dividia em vozes masculina e feminina, dentro de uma harmonia e afinação quase perfeitas, segundo o padre Ágio. Ali, surgiu a ideia de fundar uma escola de música para trabalhadores rurais. Certo de que a música poderia se transformar num instrumento de desenvolvimento humano, padre Ágio levou os trabalhadores para cantar na igreja durante as missas.
Por volta de 1965, ele continuou seu projeto no distrito de Belmonte, no Crato, com a Escola de Música Heitor Villa Lobos. Adiante, a Escola foi transformada na Sociedade Lírica do Belmonte (vídeo CETV). Ela possui hoje um auditório, escolinha de alfabetização para crianças, corais (adulto e infantil), salas de ensaios e de informática, estúdios, capela, banda, camerata etc. Possui também uma orquestra formada por 65 músicos distribuídos em instrumentos de corda (violões, violinos, violoncelos e baixos), de sopro (de madeira e de metal) e de percussão, além de teclados. Muitos de seus alunos hoje são professores de música na Solibel. Outros se espalharam pelo Brasil e, com seus talentos, abrilhantam orquestras sinfônicas. WIKI, com modificações.

DOMINGOS MARTINS, HERÓI CAPIXABA

Busto de DJM em Domingos Martins
Há 202 anos morria Domingos José Martins, o herói capixaba homenageado com a renomeação do município de Santa Isabel para Domingos Martins, em 1921. Nesta data (12/06), acontecem diversas atividades comemorativas no município que leva o seu nome e também em Marataízes, cidade natal de Domingos Martins.
Ele representa para o Espírito Santo o que Tiradentes representa para Minas Gerais. Viveu na Europa e, ao retornar ao Brasil, incorporou-se às lutas pela independência do país.
Domingos Martins participou como líder da Revolução Pernambucana, também conhecida como Revolução dos Padres, movimento emancipacionista que eclodiu em 6 de março de 1817, na então Província de Pernambuco.
Em 1817, foi preso em Recife onde acabou sendo condenado à morte. Morreu fuzilado em 12 de junho do mesmo ano no Campo da Pólvora, conhecido como Campo dos Mártires, no Estado da Bahia.
Suas últimas palavras, ante o pelotão de fuzilamento, foram "Viva a Liber...".

BRASÍLIA E GOIÁS VELHO

De 30 de maio a 4 de junho, estivemos em Brasília acompanhando Natália durante a recuperação de uma operação. Foi uma cirurgia refrativa (PRK) em AO, a que ela se submeteu, realizada pela Dra. Larissa Paiva no Hospital Pacini, com as consultas de controle no Centro Brasileiro da Visão.
Nesse período, Elba ficou o tempo todo em Brasília. Quanto a mim, responsável pelo acompanhamento da filha em segundo plano, reservei dois dias para ir conhecer a Cidade de Goiás, em Goiás.
Em Brasília, fomos hóspedes de Rodrigo e Natália, no Lago Norte. Minhas atividades, além de estar a postos para eventuais dengos de uma recém-operada, consistiram de caminhadas diárias nesta região administrativa do Distrito Federal. Nestas escapulidas, ia-se também a uma lan house, ao Big Box (para comprar água e frutas) e ao restaurante Mariah (para comprar as "quentinhas" do almoço).
Enquanto estive ausente de Brasília, Elba foi a uma feijoada dos Macedo Pinto radicados no Distrito Federal. E chegou a levar o pequeno Leon para um passeio em que foi chamada de "mãe". A que ponto estão chegando esses criadores de animais de estimação.
Bem, se você é do tipo que se interessa em saber de tudo sobre todos, isto ficou ticado em minha agenda da viagem:
✓Shopping centers: Conjunto Nacional, Iguatemi, Deck Norte.
✓Jantar com Henrique Klein e Maria Lúcia (Maninha), irmã de Elba, no apartamento do casal na Asa Norte.
✓Almoço com Eliane e o brigadeiro Antonio Pinto, irmão de Elba, no restaurante Mangai (de culinária nordestina) no iD shopping.
De uma varanda do Hotel Casa da Ponte, eu tirei esta foto do Museu Cora Coralina com o rio Vermelho em seu percurso para o Araguaia. Deixo a narração do que foi meu passeio até Goiás Velho para o próximo domingo.

EM MEMÓRIA DE MAUREEN SCHWARTZ

Será celebrada hoje (5), às 18h30, na Igreja Nossa Senhora da Glória, na Cidade dos Funcionários, em Fortaleza, uma missa em memória de Maureen Schwartz. Ela faleceu em 29 de maio, aos 72 anos, vítima de infarto do miocárdio, em São Paulo, cidade em que residia e exercia a profissão de médica ginecologista/obstetra.
Fomos colegas na 19.ª Turma  de Médicos da Universidade Federal do Ceará (1971). Recém-formada, Maureen fixou residência em São Paulo, onde se especializou em ginecologia/obstetrícia e passou a atuar nestas especialidades.
Não tive mais contato com ela desde a nossa formatura. Nos encontros da nossa turma de médicos, ocorridos sempre no Ceará, Piauí ou Maranhão, Maureen não pôde estar conosco.
Lembro-me dela como uma pessoa séria, algo tímida e dedicada aos estudos. Participou do grupo que, no início de 1970, realizou em ônibus fretado uma longa excursão através do Brasil, visitando o Uruguai e a Argentina.
Recordo-me também que Maureen, antes de cursar Medicina, destacou-se como tenista. No Náutico Clube existia um pôster em que ela aparecia vestida em trajes de tenista, empunhando uma raquete.
Em 13/10/2017, a coluna Circuito A de "O Povo" registrou:
"Impossível falar de tênis, no Ceará, sem citar Maureen Schwartz. Especialistas no esporte branco descrevem seus atributos no saibro: saque perfeito, batida, angulação, intensidade da bola, velocidade, estatura e preparo físico. Venceu Lucy Maia, tricampeã brasileira, e Maria Luzia Amorim, campeã sul-americana. Jogando pelo Náutico, foi ouro no campeonato brasileiro, na categoria sub-18, e prata, em dupla com Maria Esther Bueno (a maior tenista brasileira de todos os tempos), no Pan-Americano de São Paulo, No ano de 1966, Maureen seguia no circuito mundial de tênis, quando uma lesão (no menisco) a afastou das quadras. Além das inúmeras medalhas que conquistou, o Náutico, seu clube, homenageou-a com uma herma."
Maureen, no Náutico Clube. Foto: Reprodução

MEMÓRIA. VIAGENS E PASSEIOS PELO CENTRO-OESTE DO BRASIL

1- Brasília e Formosa - Goiás
(--/--/--) c/ Elba
Plano Piloto - Praça dos Três Poderes. Esplanada dos Ministérios. Catedral, Memorial JK. Conjunto Nacional (1.º shopping center de Brasília)
Feira Permanente do Guará
Sítio de Henrique e Lúcia no município de Formosa - Goiás, a 80 km de Brasília
2 - Brasília e Goiânia
(--/--/--) c/ Elba
Plano Piloto - Outros pontos
Passeio em Goiânia (esquema "bate e volta") - Centro da capital e 2 shopping centers
3 - Brasília e Goiânia
03 a 07/10/2005
03 - Viagem a Brasília. Apartamento de Henrique e Lúcia, na Asa Norte.
04 (terça-feira) - Visita agendada pela Micromed (Sr. Fábio) ao Laboratório de Avaliação Física e Treinamento (LAFIT), em Águas Claras, DF. No LAFIT, que faz parte da Universidade Católica de Brasília, acompanhei o médico cardiologista Dr. Ronaldo Esch Benford na aplicação de alguns testes de esforço cardiopulmonar. Fui o paciente do último teste do dia, o qual revelou uma curva de pressão arterial hipertensiva. Nos anos seguintes, conforme o prognóstico do teste, tornei-me um hipertenso.
05 (quarta-feira) - Visita a dois hospitais de Brasília para conhecer rotinas de seus serviços de pneumologia: 1) Hospital das Forças Armadas (HFA), em Cruzeiro Novo - DF, onde tive a oportunidade de conhecer e conversar sobre protocolos de exames (pHmetria, oximetria noturna e  broncospasmo induzido pelo exercício) com o Dr. Laercio Valença, um dos expoentes na especialidade, o médico Eduardo e a fisioterapeuta Alice. 2) Anexo II do Hospital das Clínicas da Universidade de Brasília, onde acompanhei a realização de espirometrias no Laboratório de Função Pulmonar e conversei com o médico Dr. Viegas. Para minha locomoção nesse dia meu cunhado Antonio Pinto disponibilizou um carro com motorista (Sr. Caetano).
06 - Viagem de ônibus a Goiânia. Hospedagem no "Plaza Inn Flat". Almoço no restaurante "Brasil", no centro de Goiânia, e jantar na cervejaria "Cerrado", no setor Bueno. À noite, quando deitado para dormir, passei a sentir forte dor no abdome, o que me deixou muito preocupado por temer uma consequência tardia de um forte traumatismo abdominal que eu havia sofrido numa queda em Brasília.
07 - Felizmente, consegui ser atendido nessa manhã em uma clínica de imagem na Avenida Anhanguera 789, em Jardim Novo Mundo. Dr. Whickham Cesar, que me fez a ultrassonografia, tranquilizou-me quanto ao exame e, à tarde, pude pegar um ônibus de volta para Brasília. À noite, voei para Fortaleza.
4 - Brasília e Pirenópolis
23/08/2012, em Brasília
https://gurgel-carlos.blogspot.com/2012/08/brasilia-e-pirenopolis.html
23 e 24/08/2012, em Pirenópolis, GO
https://gurgel-carlos.blogspot.com/2012/09/pirenopolis-go.html
25 e 26/08/2012 em Brasília (após retorno de Pirenópolis)
https://blogdopg.blogspot.com/2012/08/caminhando-e-aprendendo-14.html
5 - Brasília e Foz do Iguaçu
21 e 22/02/2014, em Brasília
23 a 27/02/2014, em Foz do Iguaçu
24, passeio em Ciudad del Este - Paraguai
26, passeio em Puerto Iguazú - Argentina
https://gurgel-carlos.blogspot.com/2014/03/brasilia-e-foz-de-iguacu.html
https://blogdopg.blogspot.com/2014/03/da-passagem-de-santos-dumont-por-foz-de.html
6 - Brasília, Uberlândia e Caldas Novas
23 a 25/07/2015, em Brasília e Uberlândia
https://gurgel-carlos.blogspot.com/2015/07/brasilia-e-uberlandia-mg.html
Caldas Novas e Brasília
25 a 28/07/2015, em Caldas Novas e Brasília
https://gurgel-carlos.blogspot.com/2015/07/caldas-novas-go-e-brasilia.html
7 - Brasília e Goiás Velho
30/05 a 04/06/2019
Viagem atual. Será o assunto da postagem de Linha do Tempo no próximo domingo.

SÉRGIO GOMES E A MODERNIDADE DOS ANOS PASSADOS

Estreou no dia 24 deste mês (outubro de 2015), com reprise no dia 25, o documentário "Máquina de um Tempo", da TV Assembleia Ceará, entrevistando pessoas que utilizaram ou que ainda utilizam máquinas de escrever.
Elas contam as memórias e as histórias vividas com este importante instrumento de escrita.
São entrevistados o médico pneumologista Sergio Gomes de Matos, o cronista esportivo Silvio Carlos, a jornalista Márcia Gurgel (irmã deste blogueiro), o colunista social Lúcio Brasileiro e o radialista e escritor Narcélio Limaverde, entre outros.

Transcrição do depoimento que Sérgio Gomes de Matos gravou neste vídeo (acima) roteirizado por Ângela Gurgel e Marcelo Alves, e produzido por Ana Célia de Oliveira para o Núcleo de Documentário da TV Assembleia do Ceará, em 2015.
1:05 O uso da máquina (de escrever) tem algo aí de um fetiche que me ficou desde muito tempo.
6:44 Pra mim, isso aqui (aponta para a máquina) é de uma utilidade extrema. Porque eu escrevo muito, escrevo algumas coisas aí, alguns artigos etc. O meu trabalho no hospital é calcado nas observações, nas evoluções e nas prescrições que eu faço.
7:03 (perguntando) Isso vem ocorrendo há quantos dias, Iracema? (ela responde) Pois é, você fuma? (ela responde) Não tem esse pecado, né? (ela responde) Tá certo.
7:20 (dirigindo-se ao repórter) A minha letra não é das mais legíveis, não é absolutamente incompreensível. Mas isso me deixou com uma inclinação maior para deixar, digamos, as receitas, as prescrições que faço para os doentes internados bem claras, bem legíveis para a enfermeira e o paciente. No caso de um paciente de consultório, para que ele não se confunda e tenha uma noção exata daquilo que está sendo prescrito. Isso passa a ser também um dos motivos (de usar a máquina de escrever). O Woody Allen, cineasta famoso, é adepto da máquina de escrever. Imagine dois outros atores famosos, o Tom Hanks, reconhecido em todo o mundo, e o Jerry Lewis (já falecido), incondicionalmente afeitos à magia do teclado.
13:21 A meu ver, é uma tecnologia que ficou... pelo menos pra mim. Ela atende as minhas necessidades.
19:45 Eu sinto uma empatia muito grande por esta modernidade dos anos passados. Ela me serve a contento.
20:09 A máquina de escrever em breve vai desaparecer.
21:54 (Sérgio termina de datilografar a receita)
O documentário me fez lembrar de uma velha máquina de escrever que, com suas teclas, marcou o ritmo de uma canção. Trata-se da máquina de escrever em que foi batucada "Meu Caro Barão", uma das músicas de "Os Saltimbancos Trapalhões", filme de J. B. Tanko (1981).
Chico Buarque (o autor das letras e do roteiro do filme) e os Trapalhões (Didi, Dedé, Mussum e Zacarias) cantam, em off, essa divertida canção cujas palavras proparoxítonas tiveram a sílaba tônica alterada.

ENCONTRO COM JOÃO BOSCO

No sábado passado, apanhei João Bosco Serra e Gurgel no Hotel Mercure para irmos ao Carneiro do Ordones, no Parque Araxá.
Nesse restaurante estivemos a conversar por algumas horas.
João Bosco é jornalista e escritor, sendo autor de 150 biografias de cearenses "de todos os andares". Além de ser um exímio contador dos acontecidos em Acopiara, cidade em que foram fincadas suas raízes.
Ele costuma me enviar exemplares dos livros que escreve e já tem transcrito algumas postagens minhas no jornal "Ceará em Brasília", do qual é um dos editores. Recentemente, subsidiei-o com informações para um artigo de reminiscências sobre o Usina Ceará.
Também é um girólogo porreta, e seu alentado "Dicionário de Gíria" já se encontra na 9.ª edição.
Uma de suas preocupações: ver publicada a obra que José Jarbas Studart Gurgel deixou inacabada, porém em fase final. Para tanto, rastreou o genealogista uns quatrocentos anos da família Gurgel no Brasil.
No final do encontro, convidou-me para visitá-lo em Niterói, onde reside quando não está em Brasília.
[ele e eu]

ÍNDIOS TABAJARAS

Há 10 anos no blog EM:
Muçaperê (Tianguá - CE) e Erundi (1918, Crato - CE) eram índios da tribo Tabajara. Em 1933, esses dois irmãos cearenses migraram a pé para o Rio de Janeiro. E, numa caminhada que durou três anos, a dupla entrou em contato com violeiros e cantadores das regiões pelas quais passaram. No Rio de Janeiro, onde a seguir fixaram residência, eles se registraram com os nomes de Antenor e Natalício, respectivamente. Mantiveram, porém, o nome de "Índios Tabajaras" para suas apresentações e gravações de discos.
O repertório da dupla ia do gênero popular (apresentado em trajes indígenas) ao erudito (apresentado de smokings). Os "Índios Tabajaras" residiram por alguns anos nos Estados Unidos, onde alcançaram grande sucesso, e fizeram excursões musicais em diversos países da América Latina, da Europa e Japão.
Ouvidos pelo violonista espanhol Andrés Segovia (1893 - 1987), receberam do pai do violão erudito moderno o seguinte elogio:
"Os Índios Tabajaras tocam vertiginosamente com dedos ligeiros e obedientes."
Vídeo: os irmãos "Índios Tabajaras" em "Hora Staccato", do violinista romeno Grigoras Dinicu
O assunto entrou na pauta de EntreMentes assim que recebi um CD com 24 músicas gravadas pelos "Irmãos Tabajaras". Enviou-me o CD o colega Nelson José, um mineiro que é filho de pai cearense. E, ao publicar esta nota, eu rendo minha homenagem a seu pai (que nasceu na mesma região do índio Muçaperê), o Sr. Cunha, o inesquecível pai do colega Nelson.

POEMAS EM PRELÚDIO

No dia 12 de maio, no ensejo da comemoração do Dia das Mães pela família Gurgel Carlos, foi apresentado aos integrantes de nossa família o livro POEMAS EM PRELÚDIO, uma obra póstuma do engenheiro químico e advogado João Evangelista Cunha Pires (1947-2015).
Este livro, que foi organizado pelo Promotor de Justiça do MPCE Leonardo Gurgel Carlos Pires (filho de João Evangelista e Marta Gurgel) e por Leonardo Gurgel Carlos Pires Filho, com a revisão editorial de Marcelo Gurgel Carlos da Silva, que também fez a apresentação oral, contou com a colaboração de Maria do Carmo Cunha Pires Okada, Paulo Gurgel Carlos da Silva (texto A NOITE DO CHÁ), Marcelo Gurgel Carlos da Silva e Raphael Pires de Souza.
POEMAS EM PRELÚDIO. ISBN: 978-85-420-1378-8
Marcelo, Leonardo (org.) e eu (Paulo)
A matriarca Elda Gurgel cercada do carinho de netos e binetos.

SOBRE A ENTREVISTA DE EDMAR GURGEL COELHO

Edmar Gurgel Coelho foi jogador do time de aspirantes do Usina Ceará, chegando a atuar algumas vezes no quadro principal da equipe do Usina Ceará, durante os anos de 1955 a 1959, além de ter trabalhado na fábrica Siqueira Gurgel, de início como contínuo e chegando até a função de chefe do almoxarifado.
Em 24 de outubro de 2015, ele foi entrevistado em sua residência por Pedro Paulo da Silva Martins. Trechos de sua entrevista (com os comentários do entrevistador) fazem parte da dissertação MÁQUINAS PARADAS E PÉS À OBRA: FUTEBOL E LAZER FABRIL EM FORTALEZA (1949-1965) que Pedro Paulo da Silva Martins escreveu para o Programa de Pós-Graduação em História Social da Universidade Federal do Ceará, como requisito parcial à obtenção do título de Mestre em História.

1 - Em entrevista, o senhor Edmar Gurgel Coelho, ex-funcionário da Siqueira Gurgel e ex-jogador do Usina Ceará entre os anos de 1955 e 1959, nos conta sobre o zagueiro e tecelão Viana de Melo.
Eu até citei pra você o caso do Viana que era um center-half. O Viana era um sujeito forte. Ele passava o dia todinho fazendo rede. Aquele onde ele fica em cima de duas tábuas, perna direita, perna esquerda, (fazendo pá, pá), e a mão aqui puxando a corda do lado direito e do lado esquerdo. Cadenciando pra fazer a rede (COELHO, Fortaleza, 24 out. 2015). 
A partir do depoimento do senhor Edmar Gurgel, podemos perceber que os atributos físicos de um operário-jogador contribuem para atender as necessidades específicas indispensáveis para o bom desempenho nos gramados e no chão da fábrica. O trabalho numa máquina de fiar não exige muito da habilidade técnica do trabalhador e limita suas possibilidades criativas, assim como a posição ocupada pelo “zagueiro proletário” no clube, uma vez que movimentos repetitivos e ordenados dão a tônica de seu ofício na fábrica ou no campo de futebol. p.30

2 - Ao ser questionado sobre as diferenças existentes entre o clube da Siqueira Gurgel e as equipes mais tradicionais da capital, Fortaleza, Ferroviário e Ceará, o ex-jogador, trabalhador da fábrica e morador do bairro Otávio Bonfim, Edmar Gurgel, nos fala:
Porque quando o Usina começou, vindo da segunda divisão, era tido como um time de subúrbio de Otávio Bonfim, um time fabril e que foi galgando o seu espaço. É tanto que no final os jogos do Usina já passaram a ser considerados clássicos. “Hoje Usina contra Fortaleza, Ceará contra Usina, contra Ferrim”. Já no final! (COELHO, Fortaleza, 24 out. 2015) 
Ao acompanhar a trajetória de uma equipe gestada entre operários para disputar partidas amistosas e campeonatos interfábricas e que passa a participar do principal campeonato da Federação Cearense de Desportos, senhor Edmar – mesmo que não tenha participado efetivamente dessa transformação, pois o profissionalismo não permitiu – mostra orgulho em contar e ter participado da história do clube fabril e de bairro que conseguiu fazer frente aos grandes clubes de futebol do Estado. Para ele, tal reconhecimento se materializava nas páginas esportivas dos jornais ao anunciarem os jogos do Usina como clássicos. p.51

3 - Por mais que o clube do Usina Ceará estivesse enquadrado entre os suburbanos, havia uma seleção entre aqueles que almejavam integrar seus quadros. Sobre a dinâmica deste equipamento, senhor Edmar Gurgel, ex-trabalhador da fábrica, nos responde:
(...) os operários, devido as suas condições financeiras, pouco frequentava. Só os empregados mais graduados, de escritório, os de venda, os chefes de seções. Os que frequentavam eram os que tinham melhores condições financeiras. O operário em si, era pouco. Quem mais frequentava era o pessoal do bairro. Congregava muito assim, o pessoal da Paróquia da Nossa Senhora das Dores, todo aquele pessoal da vizinhança frequentava lá (COELHO, Fortaleza, 24 out. 2015).
Percebemos na fala de senhor Edmar que o clube social era um espaço de distinção naquele microcosmo. Os operários, por não poderem contribuir com as taxas associativas mensais, não participavam dos eventos realizados nas dependências do clube. Apenas os funcionários que tinham um melhor cargo – consequentemente, um melhor salário – na fábrica, como os que trabalhavam no escritório, os vendedores e os chefes de seção, tinham as condições materiais necessárias de integrar esse espaço privado de lazer. p.57-58

4 - Ao ser questionado sobre os componentes da torcida do Usina Ceará, EdmarGurgel nos conta que:
Era o pessoal do Otávio Bonfim e aquelas adjacências, pegando o mercado São Sebastião, Vila Gurgel, São Gerardo. Era um pessoal que gostava muito do Usina. (COELHO, Fortaleza, 24 out. 2015). p.61
5 - Algumas dessas equipes eram organizadas pelos párocos da Igreja do bairro – Nossa Senhora das Dores – e eram ordenadas por faixa etária. Sobre os times de futebol dobairro Otávio Bonfim, Edmar Gurgel nos conta que:
E a própria Igreja, que congregava aqueles jovens com o esporte. Eles faziam, muito assim, essa irmandade funcionar bem. É tanto que veja aí: Otávio Bonfim, no tempo do frei Teodoro, desde eu menino velho, criancinha, já tinha um timezinho do São Tarcísio, quando aumentava a idade passava para o time Montese, quando já ficava adulto era o Montreal. E essa turma já jogava também no Usina, havia um intercâmbio (COELHO, Fortaleza, 24 out. 2015).
6 - Ao cruzarmos o depoimento de Edmar Gurgel com os escritos memorialísticos de Vicente Moraes, percebemos que jogadores que se destacavam nas equipes do bairro ganhavam espaço na equipe profissional da região. Assim como no caso de Bronzeado. Engraxate do bairro Otávio Bonfim, Bronzeado passa a integrar a equipe do Usina Ceará no ano de 1952, após se destacar na equipe do Estrelinha. É importante frisar que nem só o “clube fabril” se valia dessa relação estabelecida com os times do bairro. Os jovens jogadores também usufruíam da oportunidade de ter um clube federado à FCD nas proximidades para tentar a profissionalização, seja pelo Usina, seja por outro clube. O próprio Bronzeado, após atuar pelo “clube proletário”, consegue a profissionalização pelo Fortaleza. p.85

7 - No que concerne aos operários-jogadores do Usina Ceará, também existia, para alguns, o desejo de ascensão social por meio do futebol profissional. Entretanto, de acordo com o senhor Edmar Gurgel Coelho, poucos eram os que tinham sonho de investir no profissionalismo.
Olha, é claro que muitos atletas do Usina aspiravam ir para um time de mais nome. Nós tínhamos um, que eu não vou citar o nome, que quando ele saiu do Usina Ceará, como profissional já, ele foi contratado pelo Ceará. Ele disse que era um grande passo que ele tava dando pra ir jogar no Vasco. Que era o sonho dele ir jogar no Vasco. Então, aspirava a isso. (...) A pessoa se tornar um grande atleta aqui era muito difícil. Não podia ter esse sonho, não. Sabia que depois de poucos anos eleestaria não mais rendendo como jogador e desempregado. Isso acontecia muito. Era sempre uma preocupação. (COELHO, Fortaleza, 24 out. 2015).
O sonho de viver exclusivamente do futebol existia para alguns jogadores. Mas, nas palavras de Edmar Gurgel, essa ascensão não viria num time da cidade de Fortaleza e sim nos grandes centros à época – Rio de Janeiro e São Paulo – onde se encontravam os clubes com maiores recursos. p.88-89

8 - Os profissionais que ingressavam no “clube proletário” traçavam estratégias em campos bem diferentes das propostas pelo técnico da equipe, para se sobressaírem frente aos indivíduos que integravam há mais tempo os quadros do Usina. Senhor Edmar Gurgel Coelho, que fora atleta aspirante do “clube proletário” e contínuo da Siqueira Gurgel, nos relata como era essa relação entre essas categorias.
Olha, é claro que eu sentia que as pessoas como profissionais, não podiam, assim, se achar bem entre um elemento simplesmente amador. Como no meu caso, um amador. E pessoalmente quando se joga com uma certa determinação, eles se sentem assim: “o cara é amador, não tá ganhando e tá correndo mais do que eu? Como é que fica”? Aí, fica sendo uma situação meio constrangedora e eu sentia isso. Até boicote, a gente sofria. Por exemplo, você se deslocar pra receber a bola livre eles não davam. Mas na hora que você tava arrodeado de adversários ele te entregava, “toma, te vira”. E ainda saia de perto pra não receber. É isso acontecia. (COELHO,Fortaleza, 24 out. 2015).
Com a intenção de completar dois times para realizar treinamentos coletivos,muitas vezes eram convocados jogadores amadores da equipe aspirante para completar os quadros. Segundo senhor Edmar Gurgel, “eles” – os profissionais – boicotavam os amadores, que jogavam com determinação mesmo sem nada receber, para evitar concorrência, uma vez que estes viam nessas oportunidades a chance de mostrar serviço e quem sabe conseguir uma vaga no quadro principal, que era almejada por muitos. Portanto, o boicote em campo ao qual se refere o senhor Edmar pode ser encarado como uma forma que os profissionais encontravam de se perpetuarem no elenco em detrimento das outras categorias, inclusive os operários-jogadores. p.109-110

Martins, Pedro Paulo da Silva. MÁQUINAS PARADAS E PÉS À OBRA: FUTEBOL E LAZER FABRIL EM FORTALEZA (1949-1965) / Pedro Paulo da Silva Martins. – 2017. 159 f. : il. color.

VINTE ANOS DO CENTRO DRAGÃO DO MAR

O Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (CDMAC), equipamento da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult), completou vinte anos de história no dia 28 de abril.
Inaugurado oficialmente em 1999 pelo Governo do Estado do Ceará, o CDMAC tem uma trajetória de luta crescente que o alçou ao posto de um dos principais agentes articuladores do campo cultural e artístico cearenses, tendo conquistado relevância e reconhecimento nacional pelos esforços inéditos em difusão, criação e formação em arte, com o objetivo de promover o acesso democrático aos direitos culturais.
Sob o tema "Dragão da Liberdade – 20 anos de arte e conhecimento", o Centro Dragão do Mar deu início, no dia 27 abril de 2019 às 20 horas, a uma série de ações que celebram essa trajetória com o show "Esquina do Brasil", do compositor Fausto Nilo, em que este homenageia a Praia de Iracema e seu parceiro Evaldo Gouveia.
Fausto Nilo – que, além de compositor (de "Dorothy Lamour", "Meninas do Brasil", e "Pedras que Cantam", entre muitas outras canções), é arquiteto – desenhou, junto com o também arquiteto Delberg Ponce de Leon, as linhas arrojadas e hoje tão famosas do Centro Dragão do Mar.
(vista externa parcial do CDMAC)
Quem foi DRAGÃO DO MAR (Chico da Matilde)

ANIVERSÁRIO DE ZAÍRA - 92 ANOS

Nascida em Aurora-CE, em 21 de abril de 1927, Zaíra Teixeira de Macedo teve o aniversário natalício festejado no último domingo.
O local em que a família Macedo Pinto se reuniu para comemorar o evento foi o restaurante Dallas Grill, em Fortaleza.
Viúva de Moacir Soares Pinto, Zaíra é mãe de 7 filhos (Antonio, Lúcia, Rosy Mary, Moacir Filho, Elba, Márcia e Denise), avó de 14 netos e bisavó de 12 bisnetos.
Foto: Dona Zaíra, com a filha Elba e o genro Paulo. ▶️
https://docs.google.com/document/d/1zl3HywqEBvPW-92Ac6EZMrpaowgtcRWtCeiCzJyhehI/edit

PESAR POR DR. SÉRGIO GOMES DE MATOS

Faleceu subitamente hoje (24/04/2019), o médico Dr. SÉRGIO GOMES DE MATOS.
Formado em 1970 pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceara (UFC), cumpriu Residência em Clínica Médica no Hospital dos Servidores do Estado (HSE), no Rio de Janeiro.
Em Fortaleza, vinha exercendo intensa atividade clínica no âmbito privado, em seu consultório e assistindo pacientes internados, especialmente na Casa de Saúde São Raimundo.
Encontrava-se aposentado do serviço público:  do Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes (em que aplicou grande parte de sua competência em Pneumologia) e do Instituto Dr. José Frota.
Carismático e culto, Sérgio Gomes emprestou sua privilegiada inteligência às academias Cearense de Medicina (ACM) e de Médicos Escritores (ACEMES), das quais era membro titular.
Fonte: SÉRGIO GOMES DE MATOS. In: GIRÃO, J.E. Clínica médica no Ceará – passado e presente. 2.ed. Fortaleza: Expressão, 2017. 312p. p.204. [Via Blog do Marcelo Gurgel]
A saudade e o legado deixados pelo Dr. Sérgio Gomes de Matos ficarão para sempre na memória daqueles que tiveram o privilégio de conviver com ele.
Velório: Funerária Ethernus (3388-4374), a partir das 17 horas, com missa de corpo presente, amanhã (25), às 9 horas.
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TRÊS DISCURSOS DO AC. SÉRGIO GOMES DE MATOS
SESSÃO REMÊMORA DA ACADEMIA CEARENSE DE MEDICINA - ACM
FORTALEZA - 02/12/2015
HOMENAGEM DO AC. SERGIO GOMES DE MATOS AO DR. JOSÉ PONTES NETO NO ANO DE SEU CENTENÁRIO DE NASCIMENTO
VÍDEO 1
SESSÃO DA ACADEMIA CEARENSE DE MEDICINA - ACM
FORTALEZA - 04/05/2016
HOMENAGEM DO AC. SÉRGIO GOMES DE MATOS AO DR. JOSÉ EDÍSIO TAVARES
VÍDEO 2
SESSÃO REMÊMORA DA ACADEMIA CEARENSE DE MEDICINA - ACM
FORTALEZA - 06/12/2017
HOMENAGEM DO AC. SÉRGIO GOMES DE MATOS AO DR. NEWTON TEÓFILO GONÇALVES NO ANO DE SEU CENTENÁRIO DE NASCIMENTO
VÍDEO 3