A ARTE DAS GARRAFAS DE AREIAS COLORIDAS



Em seu blog História e Genealogia, Ormuz Simonetti, que preside o Instituto Norte-Riograndense de Genealogia, publicou, em 09/04/11, A ARTE DA CICLOGRAVURA, um interessante artigo sobre o artesanato das garrafas de areias coloridas.
O artigo, por sua riqueza de informações, passa a ser uma referência indispensável a quem queira se aprofundar no assunto.
Destaco os seus tópicos mais importantes:



  • Esta forma de arte é bastante difundida no Nordeste brasileiro, principalmente no Rio Grande do Norte e Ceará, berço de seu criador, onde diversos artesãos ganham seu sustento com a produção e venda dessas peças.
  • A confecção de gravuras em garrafas utilizando areias coloridas é também denominada de ciclogravura e surgiu, na década de 1950, na praia de Majorlândia, no Ceará, onde existia uma senhora de nome Joana Carneiro, que enchia garrafas com areias de diversas cores colhidas nos morros da região. E, ao enchê-las, dispunha as cores em formas circulares, com espaços em torno de dois centímetros para cada porção de areia colocada.
  • Certa vez, ela enchia um litro com as tais areias quando, momentos antes de concluir o trabalho, o litro virou. Como o recipiente ainda não estava completamente cheio, as areias se projetaram para o lado e, acidentalmente, formou-se um desenho que, aos olhos de um filho presente na ocasião, pareceu uma paisagem.
  • O filho dessa senhora se chamava Antônio Eduardo Carneiro que, tempos depois, ficaria conhecido como “Toinho da Areia Colorida” por sua habilidade em "desenhar com areias". Foi o responsável pela criação das primeiras paisagens em garrafas utilizando areias coloridas.
  • Apesar da denominação de "garrafas de areias coloridas", outros recipientes também são utilizados na sua confecção como: cálices, tulipas, bojos e vários outros tipos e formas de invólucros, desde que de vidro transparente e sem cor, para que as cores das areias sejam apreciadas com toda fidelidade.
  • A grande maioria das areias que são utilizadas nesse trabalho tem sua coloração feita pela natureza. Somente a cor verde e azul é produzida a partir da areia de cor branca, com adição de corantes. Os tons mais claros ou escuros são obtidos a partir da mistura das cores já existentes.
  • O preço das peças varia de acordo com o tamanho do recipiente, e também com a complexidade do desenho. Quanto mais elaborado, maior o seu preço. As peças menores custam em torno de R$ 10,00 por unidade. Quanto às maiores, podem chegar a custar até R$ 1.000,00, ou mais.

3 comentários:

Anônimo disse...

Hello trata-se a 1ª vez que encontrei a tua página e gostei muito!Espectacular Projecto!
Até à próxima

Luise Rodrigues disse...

Boa noite seu Paulo! O senhor teria o contato do Toinho para me repassar? Sou de São Paulo e gostaria de encomendar uma arte!

Paulo Gurgel disse...

Olá, Luise.
O historiador norte-riograndense Ormuz Simonetti, autor do trabalho sobre as garrafinhas de areias coloridas (http://ormuzsimonetti.blogspot.com.br/2011/04/ormuz-barbalho-simonetti-presidente-do.html#links), deixa a impressão de que Toinho é natural da Majorlândia.
Majorlândia fica no Ceará, mas eu nunca tive contato com ele.