LACERDINHAS EM FORTALEZA

Na década de 1960, uma árvore muito comum nas ruas e avenidas de Fortaleza era o Ficus (F. benjamina). Frondosas, as árvores dessa espécie originária da Malásia proporcionavam uma boa sombra e, por conta disso, muitas vezes, eram referenciadas como paradas de ônibus.
Até que surgiram na cidade uns insetos, também exóticos e com marcante predileção pelos Ficus. Aqui apelidados de lacerdinhas, tais insetos parasitavam as árvores do gênero, enfezando-as e, com a progressão do parasitismo, conduzindo-as ao aniquilamento.
Os benjamins, que podem alcançar uma boa altura e cujas raízes são capazes de destruir muros e calçadas, definitivamente não eram páreo para os lacerdinhas.
Reproduzindo-se rapidamente, esses insetos logo se tornariam uma verdadeira praga na cidade.
Esses tisanópteros (da ordem Thysanoptera) são insetos bem pequenos (imagem), de cor escura na fase adulta. As folhas em que se abrigam e criam suas colônias, dobram-se, perdem o viço e ficam amarelas.
Nem bonsai de Ficus, como se pode ver na internet, está livre deles.
E... como caíam em grande quantidade sobre as pessoas! Nos olhos dos transeuntes, o simples roçar de um lacerdinha já causava ardor intenso e vermelhidão.
Até aqui ninguém me perguntou
Eles eram chamados de lacerdinhas em "homenagem" ao jornalista, líder ideológico da direita e notório golpista Carlos Lacerda.

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