CHAVEIRO OLIVEIRA

17/07/2025 - Na praça principal da Cidade 2.000, a gente se depara com o quiosque do chaveiro Oliveira. Mais do que um lugar de fazer cópias de chaves, o proprietário do quiosque desenvolve no local uma segunda atividade: emprestar livros. Ele não aceita revender livros nem deixá-los em consignação. O interessado pode pegar um livro, porém deve repor outro.
Perguntado (isso foi há uns dois anos) por que optou por realizar esse troca-troca de livros, quando poderia comercializá-los, ele foi taxativo: "Faço isso por causa de minha filha, que gosta muito de ler."
Seu Oliveira conhece muitos moradores da Cidade 2.000, incluive por que os atende em domicílio como chaveiro. Daí ter sido a ele que eu recorri para me informar onde ficaria a tal "Casa Gaudincha", do arquiteto Ricardo Bezerra. (*) 
Desejava deixar um exemplar de "Brilhos" para este ilustre morador da Cidade 2.000, o qual figura entre as personalidades que biografei no livro.
O chaveiro tinha uma certa ideia onde a casa ficava. Desde o dia em que uma equipe de filmagem esteve no bairro e, com o auxílio de um drone, tomou imagens dela para um programa da série "Morar Dias", da TV Assembleia do Ceará. E Oliveira me colocou no rumo certo do endereço que eu procurava.
Em questão de minutos, eu já estava lá. A tocar no chocalho da "Casa Gaudincha" (acervo PG). 
Veio me atender um rapaz de nome Wilson Neto, sobrinho do casal Bete e Ricardo, que interrompeu  o trabalho em seu ateliê no nível térreo da casa.
E com ele deixei para Ricardo um exemplar autografado de "Brilhos".
(*) "Só então compreendi a razão de ser do nome da morada: uma homenagem a Antoni Gaudí (1852-1926), arquiteto catalão, autor de obras célebres que marcam a paisagem de Barcelona, e a Manoel Francisco dos Santos, o Mané Garrincha (1933 - 1983), grande jogador, famoso pela imprevisibilidade dos seus dribles, condição essa presente na casa." (O Povo, de 26/05/25, Vida & Arte. p.2)

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